Aulas ministradas no Bookcafé de Americana, Rua Antônio Nunes 255, Campo Limpo, próximo à rodoviária – aos domingos às 10h30 da manhã.
Copiando o altar de Damasco
2 Reis 16 – 04/12/16 – Baixar

Transcrição
Ok, vamos então continuar com essa história, é um pouco depressivo a gente ficar falando muito sobre esse reacaso,
mas nós precisamos, melhor a gente ficar deprimido olhando para o que ele fez de errado do que ficar deprimido com os nossos erros,
do que Deus ficar triste conosco.
Então, nossa intenção realmente é aprender com o Senhor, aprender com os erros, as tendências,
porque essas coisas que foram feitas naquela época, a tendência nossa é a mesma.
Então, aqui é onde nós paramos domingo passado, tentamos fazer uma sequência para entender a sequência de eventos,
que nós temos dois relatos e algumas coisas em Isaías também, que nos ajudam a entender.
Então, já falamos sobre essa sequência de eventos, como a Cas teve a oportunidade, principalmente dada pelo profeta Isaías,
de confiar em Deus, Deus deu uma chance tremenda para Cas, dando promessas, oferecendo para ele, pedia um sinal e ele não quis.
Então, ele fez a opção dele, em vez de confiar no Senhor, ele foi pedir socorro ao rei da Síria.
E, inicialmente, ele obteve uma resposta positiva. A resposta positiva foi que o rei da Síria realmente veio e atacou os inimigos de a Cas.
E, mais rapidamente, mesmo o rei de Israel, das dez tribos, também foi subjugado à Síria, mas Damasco e o país da Síria foi totalmente subjugado pelo rei da Síria.
E, aí, a Cas foi ao encontro do rei da Síria em Damasco. Não sabemos exatamente o que ele foi fazer lá, talvez expressar sua gratidão, talvez levar mais um valor em dinheiro, sei lá.
Nós não sabemos exatamente o que a Cas foi fazer lá, mas ele foi ao encontro do rei da Síria, dentro de Damasco, que, há pouco tempo, era o grande inimigo de a Cas, que estava atacando a Cas.
Então, eles tiveram um encontro em Damasco. Então, vamos abrir em II Reis 16, já vimos mais ou menos o que aconteceu ali no domingo passado, mas eu quero focar mais agora no que a Cas fez em Damasco.
Segundo Reis 16, versículo 8, "Tomou a casa, prata e o ouro que se achou na casa do Senhor, nos tesouros da casa do rei mandou, de presente, ou no sentido original, de suborno, ao rei da Síria."
Versículo 9, "O rei da Síria lhe deu ouvidos e, subindo contra Damasco, tomou-a, levou o povo para Kir e matou a Rezin." Rezin era o rei da Síria, um dos dois reis que foram contra a Cas.
Então, essa foi a resposta positiva. É muito importante a gente lembrar que quando nós deixamos de confiar em Deus, porque essa é a grande escolha e essa é a lição que a gente precisa tirar.
A Cas teve a escolha, ou eu vou confiar em Deus, situação de perigo, situação dramática para a Cas, ele poderia ter perdido tudo, os dois reis que estavam atacando eram mais fortes do que ele, então ele estava numa situação de perigo.
Não tem que ficar "poxa, por que a Cas não confiou em Deus?" Não é fácil você confiar em Deus numa hora dessas, mas Deus deu para ele, Deus fez um convite, Deus fez um apelo, que nós vimos em Zaire, e a Cas recusou.
Ele preferiu confiar numa fonte mais tangível, mais concreto, que ele podia ver, que ele podia sentir segurança, ele não sentia segurança em Deus, ele sentia segurança em buscar apoio da Síria.
Então, nessa escolha entre confiar em Deus e confiar em alguma fonte natural, em algum poder, alguma potência, tem várias situações, vários exemplos do que nós podemos confiar.
Mas, confiando em alguma coisa que não é Deus, inicialmente, nem sempre, nem sempre as histórias vão ser exatamente iguais, mas inicialmente é possível que você tenha uma resposta positiva.
Então, inicialmente, deu certo. Aliás, essa é a grande questão que muita gente na igreja tem que enfrentar. Eu vou fazer o que Deus manda fazer, que muitas vezes parece que não dá certo.
Essa é a impressão que dá, realmente. Quando você confia em Deus, às vezes as coisas não vão bem, e você pensa "não, eu não estou confiando em Deus, não está dando certo isso".
Ou você vai confiar em Deus. Inicialmente, parece que não está dando certo. Tem muitos exemplos disso na Bíblia.
Moisés foi para o Egito e falou com o povo de Israel. "Deus me enviou, Deus me deu sinais, Deus falou, Ele vai tirar vocês do Egito".
Primeira coisa que aconteceu foi uma reação muito contrária do faraó. O faraó falou "Vocês estão tendo muito tempo para inventar histórias e vim falar comigo, eu vou dar menos tempo para vocês".
Tirou a palha, ele tinha que produzir tijolos sem a palha. Então, inicialmente, confiar em Deus pode parecer que está dando errado.
Inicialmente, confiando em uma fonte humana, pode parecer que está dando certo. Então, muitas igrejas fazem o que dá certo.
O que dá certo para crescer? O que dá certo para prosperar? O que dá certo? Então, o que dá certo, nem sempre, claro que em última análise, o que Deus manda dá muito mais certo do que qualquer outra metodologia humana.
Mas eu estou falando assim, a reação e a aparência inicial. Então, inicialmente, aparentemente, deu certo.
Acas confiou na Síria e a Síria veio e livrou Acas e Acas ficou todo contente, foi lá ao encontro do rei da Síria em Damasco.
Então, versículo 10. "Então o rei Acas foi a Damasco a encontrar-se com Tiglate-Pileser, rei da Síria. Viu um altar que estava em Damasco e enviou ao sacerdote Urias..."
Ele está em Damasco, o sacerdote Urias está em Jerusalém. Brinquei domingo passado que ele mandou por celular a foto, que é o que a gente ia fazer hoje.
Ele tirou uma foto do altar em Damasco e mandou para Urias e falou assim, eu quero um igual quando eu chegar de volta.
Quando eu chegar de volta dessa viagem eu quero um altar igual a esse aqui.
E Urias, que ele não era um sacerdote de Baal, Urias era um sacerdote Levítico, era um sacerdote de Deus.
E Urias fez o que o rei Acas mandou, ele não foi fiel a Deus, ele foi fiel ao chefe dele.
Que na verdade no plano de Deus o sacerdote não é subordinado ao rei, o sacerdote é subordinado a Deus.
Como nós vimos com o rei Urias, ele foi entrar no Santo dos Santos e os sacerdotes foram contra ele.
Porque eles estavam certos, eles sabiam o que Deus queria.
Então o sacerdote no plano de Deus, ele tem que confrontar o rei, ele tem que confrontar os dirigentes.
E hoje nós não temos isso delineado no governo da igreja.
Nós não temos um cargo na igreja que chama rei, ou algo parecido, e um cargo na igreja que chama sacerdote.
Mas essa divisão de autoridade, de esferas deveria continuar na igreja hoje.
Porque tem pessoas que tem o dom, que tem o chamado, que tem a capacidade de administrar a igreja.
Mas tem pessoas que Deus tem chamado para ouvir Deus e para saber o que Deus quer.
E nem as pessoas que ouvem Deus deveriam ficar tomando conta da administração da igreja.
E nem as pessoas que têm a administração da igreja deveriam ter o domínio sobre as pessoas que ouvem de Deus.
Então deveria ter essa separação de esferas dentro da igreja hoje também.
Mas nesse caso então o sacerdote simplesmente ouviu e obedeceu o que a casa estava mandando fazer.
Então ele enviou um sacerdote.
Agora olha só o versículo 10, preste atenção nas palavras aqui.
Ele viu, a casa foi a Damasco, e viu um altar que estava em Damasco e enviou o sacerdote Urias.
Talvez as palavras vão mudar na sua tradução, mas são três palavras.
A figura do altar, o modelo do altar e conforme toda a sua obra, sua maneira de fazer.
Então eu nem fiz uma pesquisa das três palavras, mas são três palavras que estão falando, sim,
sobre toda a maneira de fazer um altar que ele achou aquilo maravilhoso.
E eu tenho mostrado sempre esse diagrama para vocês.
Deixa eu voltar mais uma vez, porque eu acho que é fundamental para a gente entender o que nós estamos falando aqui.
Que Deus queria que Israel fosse um modelo e uma influência para o mundo.
E aqui está acontecendo o contrário.
Gente, pensa comigo, Deus deu para Moisés, e depois aqui é o Templo de Salomão,
mas Deus deu, assim, o Templo de Salomão e os móveis, as coisas, o altar, as coisas que eram feitas lá,
foram um pouquinho, às vezes, diferentes ou maiores do que no tabernáculo de Moisés,
mas era basicamente dentro do mesmo modelo.
E esse modelo, quer dizer, o rei Acas, ele estava em Jerusalém, ele é da descendência de Davi.
Jerusalém tem a casa de Deus, do Deus do Universo.
E esse Deus do Universo deu a Moisés o modelo exato, o padrão,
o jeito que ele queria que fizesse cada parte da construção em si e cada movo que estava lá,
o altar, passia de bronze, mesa de pães, candelabro,
todas as coisas que foram feitas, foram feitas de acordo com o modelo exato.
E se você já leu o livro de Êxodo, com cuidado, tendo paciência para ler todas aquelas medidas e tal,
mas tem coisas que sobressaem, tem, no meio de tantos detalhes, que às vezes você nem entende como é que tudo aquilo,
mas tem algumas coisas que sobressaem, que ressaltam.
E uma das coisas principais que tem no livro de Êxodo é, tome cuidado, isso é repetido muitas e muitas vezes,
tome cuidado, faça tudo do jeito que eu te mostrei o modelo no monte.
E quando chega no último capítulo de Êxodo, quando termina o tabernáculo e fala assim,
então eles fizeram a tenda, fizeram as cortinas, fizeram o altar, fizeram a bacia e vai falando um por um tudo que fez
e cada vez que fala uma coisa, fala de acordo com o modelo, de acordo com o padrão que Deus deu para Moisés.
Então gente, o que é que a casa está ali deslumbrado com o altar em Damasco?
Porque o altar em Damasco podia ser muito enfeitado, pelo que a gente entende na sequência,
esse altar era muito maior do que o altar que eles tinham em Jerusalém.
Então é um altar grande, talvez fosse um altar, Deus mandou fazer as coisas com o ouro,
Deus fez as coisas com, as coisas que Deus mandou fazer não eram feitas de qualquer jeito,
uma coisa feita assim sem detalhes, eram coisas feitas com a pessoa,
Deus deu capacidade especial para aquelas pessoas que fizeram as obras,
para fazer com artesanato, com habilidade, eram coisas muito bem feitas,
mas Deus mandava fazer as coisas simples no sentido assim, ele não colocava imagens,
não tinha imagens semelhanças de Deus e as coisas pagãs às vezes poderiam ser mais enfeitadas,
poderiam ter a pessoa que olhasse, "olha que coisa bonita, que artístico que é, que maravilhoso, que bonito que é".
Então a casa, ele ficou deslumbrado, ele viu esse altar e ele ficou muito deslumbrado e achou,
"puxa, eu vou pegar esse modelo".
Agora, a casa é um homem que está abandonando Deus, não é a primeira coisa que ele faz que é fora da vontade de Deus,
mas a gente encontra em a casa essa mistura que a gente já viu nas 10 tribos também,
que a religião de Jeroboão não era uma religião que negava a existência de Deus,
tinha, eles continuavam falando em Jeová, mas eles mudaram, colocaram biseus de ouro,
eles tinham outros sacerdotes, outra época de festa, eles mudaram.
E a casa está fazendo a mesma coisa, o que ele vai fazer com esse altar?
O que ele vai fazer com esse altar?
Ele não vai colocar esse altar em outro lugar e dizer "agora nós não estamos mais servindo a Deus, agora nós vamos ter um outro lugar, um outro alto, um outro lugar".
Às vezes eles faziam isso, mas não, ele coloca esse altar na casa de Deus, ele coloca dentro da casa de Deus.
E na sequência, a gente vai dar uma lida rapidinho, mas na sequência, ele coloca esse altar pagão, esse altar que Deus não mandou fazer,
ele coloca no lugar que o verdadeiro altar ficava, mas ele não joga fora o altar de Deus, ele mantém os dois.
Então é uma mistura das coisas em que aquilo que antes era exatamente como Deus mandava fazer, se tornou uma mistura, se tornou uma coisa terrível.
Muitas pessoas olham para a história da igreja católica como um exemplo disso, que os católicos traçam sua origem já desde o templo dos apóstolos e vai continuando.
E um dos grandes argumentos entre católicos e evangélicos é assim, nós somos os verdadeiros que nós seguimos a Bíblia.
Os católicos falam assim, nós somos os verdadeiros que nós temos a sucessão, desde Pedro nós temos a sucessão.
Mas quando a gente olha para a igreja católica, a gente vê quanto que a igreja foi introduzindo outros elementos e fazendo uma mistura.
Só que os protestantes, os evangélicos e protestantes fizeram a mesma coisa.
Então, seja a igreja evangélica, seja a igreja nas casas, seja a igreja católica, seja qual for a ortodoxica, seja qual for a manifestação, a expressão da igreja hoje,
se nós compararmos com o original, está muito longe do verdadeiro padrão.
Na verdade, ninguém pode criticar outro. Nós não temos nenhum direito de fazer alguma coisa a não ser comparar o quanto que nós temos feito essa mudança.
Então, pensem em Israel, que tinha um modelo de Deus que deveria manifestar as outras nações, é que deveriam ficar deslumbradas.
Elas é que deveriam dizer "Puxa, que Deus que vocês têm, que adoração, que coisa diferente, o que vocês fazem é diferente de todas as nações, todas as religiões pagãs são diferentes, vocês têm algo diferente de verdade".
E aqui está sendo o contrário. Então, essa é a situação que nós encontramos aqui.
Ok, vamos só terminar a descrição do que ele faz aqui.
Então, versículo 11, Urias edificou o altar conforme tudo que o rei Acas tinha ordenado e ele foi eficiente, acabou antes que o rei Acas voltasse.
Versículo 12, quando o rei voltou de Damasco e viu o altar, chegou-se a ele e nele sacrificou.
Aqui a gente não sabe a linguagem da impressão que o próprio Acas ofereceu sacrifícios, mas poderia ser interpretado que Acas sacrificou, quer dizer, mandou sacrificar.
Mas depois tem mais um lugar que vai falar aqui, na sequência, que dá impressão que o próprio Acas está fazendo o papel de sacerdote, que também era uma coisa proibida.
Versículo 13, queimou o seu holocausto e a sua oferta de cereais, derramou a sua libação, espargiu sangue de suas ofertas pacíficas naquele altar.
Então, o primeiro passo foi que ele mandou fazer o altar, Urias já tinha feito o altar, estava dentro do templo e Acas, que na verdade não tinha direito nem nesse átrio exterior onde ficava o altar, nem nesse lugar o rei não podia chegar, só sacerdote.
A impressão que tem é que o próprio Acas está fazendo lá. Mas vocês vão ver que ele vai um passo além. A primeira coisa que ele faz é oferecer os sacrifícios dele.
Então, ele chega nesse altar e, em vez de oferecer o sacrifício dele no altar que Deus mandou, ele oferece no altar falso.
Mas depois ele vai além, versículo 14. Porém, o altar de bronze que estava perante o Senhor tirou de diante da casa, de entre o seu altar e a casa do Senhor, e o pôs ao lado do seu altar da banda do norte.
Olha gente, está claro aqui, mas está difícil de entender. Eu falo assim, está claro que se você seguir, parece que está confuso, mas só vê se você consegue entender isso.
Ele chegou, o altar de Damasco, o altar que ele viu lá, estava no lugar onde estava o altar verdadeiro. E onde que tinha ficado o altar verdadeiro?
Olha aqui, vamos ler de novo, preste atenção para vocês interpretarem junto comigo.
O altar de bronze que estava perante o Senhor tirou de diante da casa. Onde estava esse altar? Entre o seu altar e a casa do Senhor.
Então, todo mundo conhece aquele diagrama do templo. Tem o lugar santo e o santo dos santos. Mas no átrio, antes de alguém poder entrar no santo ou no santo dos santos, tinha que passar pelo altar.
Então, o altar de bronze que estava diante do Senhor estava entre o altar de Damasco e a casa de Deus. Então, ao invés de ter um altar e a casa de Deus, nós temos dois altares.
E o altar de Damasco estava mais longe. E o altar verdadeiro estava entre o seu altar e a casa de Deus. Está claro? Está escrito aí, está bem claro.
Então, o que ele fez? Aí, nessa posição, parecia, claro, esse outro altar não era nem para estar lá. Mas tem dois altares. Um está mais perto da casa de Deus e o outro está mais longe. Não, ele tirou.
Ele tirou esse altar verdadeiro, que estava mais perto da casa de Deus. Tirou e colocou para o lado norte, para um outro lado. Porque esse lado acho que era o lugar do leste, se não me engano.
Então, ele tirou esse altar e colocou para um outro lado. Então, aí, agora, quando chega na casa de Deus, só vai ter o altar de Damasco.
Ele não jogou fora. O altar está ali, mas está marginalizado, encostado. Inclusive, fora da visão de quem chega. Então, não está mais no centro. Não está mais na sua posição que deveria estar.
Então, primeiro, ele mandou fazer um altar errado. Ficou junto com o verdadeiro. Aí, ele chega, ao invés de usar o altar verdadeiro, ele usa o falso.
Mas, depois, ele não está contente com isso. Vamos tirar esse altar e vamos colocar de lado. Fora da visão. Então, eu poso do lado o seu altar da banda do norte.
Agora, ele vai falar para o sacerdote, versículo 15. "O rei Akaz ordenou a Urias, o sacerdote." Tudo errado.
O rei Akaz não manda nada na casa de Deus. Gente, nós precisamos entender isso. Se a gente soubesse como praticar isso hoje, isso é totalmente errado.
A pessoa que administra... E hoje, em nossos títulos, a gente usa pastor, por exemplo, para tudo. Pastor é administrador, pastor é pregador, pastor é o homem que ora, pastor é o homem que...
A gente coloca tudo igual. Mas, diante de Deus, o título não é importante. Diante de Deus, o que nós precisamos ter é pessoas, sim, que administram.
Pessoas que saibam cuidar de detalhes, cuidar do dinheiro, cuidar de coisas práticas. Mas, precisamos ter pessoas que esperem em Deus, que conhecem a vontade de Deus,
que Deus já deu ordens e continua dando ordens sobre como ele quer a casa dele. E cada um tem sua área de atuação.
Mas o administrador, o rei, ele não manda no sacerdote o que o sacerdote faz com o altar. Ele não tem essa autoridade. E não tem porquê.
Por que Deus fez isso? Justamente para não acontecer coisas comuns. Nós estamos vendo aqui. Porque se o sacerdote, naquele caso que já estudamos do rei Uzzias,
que entrou dentro do santo dos santos, que não podia ter feito, os sacerdotes mantiveram sua posição e falaram assim, não faça isso.
E tanto é que Deus confirmou a autoridade deles e o rei ficou com lepra. Lembra? Então, você vê, isso é como Deus quer que a casa dele seja governada.
Pessoas que ouvem de Deus, mas não administram, o sacerdote não manda, ele não administra o povo, ele não governa.
Mas ele sabe como deve ser feita a adoração, o serviço ao Senhor. Então, a casa, versículo 15, ordenou a Urias, o sacerdote,
no grande altar, queima o holocausto da manhã, como temo em a oferta de cereais da tarde, o holocausto do rei, a sua oferta de cereais,
o holocausto de todo o povo da terra, a sua oferta de cereais e as suas ofertas de bebida.
Todo o sangue dos holocaustos, todo o sangue dos sacrifícios espagirás nele. Porém, o altar de bronze será para mim, para inquiri dele.
Tem bastante discussão, não sei se tem alguma tradução diferente, mas algumas pessoas falam que essa frase, a última frase que eu li,
esse altar de bronze será para mim, para inquiri dele. Alguns interpretam mais ou menos assim, que seria uma espécie de adivinhação.
Então, para eu inquiri. Então, esse altar de bronze que ele colocou para o escanteio seria uma coisa que ele usaria para fazer adivinhação,
alguma coisa assim. Outros falam assim, não, essa expressão significa, esse altar, depois eu vou ver o que eu vou fazer com ele.
Então, existe dúvida sobre o significado dessa frase. Mas o importante é, o que ele falou no todo esse versículo 15, que é um versículo grande,
o que ele está falando? Ele está falando exatamente como Deus já tinha ordenado. Essa parte ele não está mudando.
Tem o sacrifício da manhã, tem o sacrifício da tarde, tem a oferta de cereais que vai junto com o da manhã, tem a oferta de cereais à tarde,
tem a oferta para o rei, tem a oferta para o povo, sangue espagido sobre o altar, tudo isso aí, ele não está inovando nada.
Qual que é o problema aqui? É o altar errado, só isso. Então, veja como que funciona, parece que está tudo certo, parece que nós estamos,
parece que o rei acaso, não, tem que fazer o sacrifício, tem que ter o sangue, tem a oferta de cereais, tudo do jeito que Deus mandou,
ele não mudou essa parte, só que ao invés de ser no altar certo, está no altar errado.
Versículo 16, "Fez-o riso o sacerdote, conforme tudo que o rei acaso lhe ordenara."
Depois 17, "O rei acaso cortou os painéis laterais, de cima deles removeu as pias." No tabernáculo de Moisés tinha uma pia para lavar.
No templo de Salomão, que tudo era maior, tinha dez pias para lavar, porque tinha muito mais sacrifícios, era maior, tinha muito mais equipamentos e tudo.
Então, ele está tirando, não fica muito claro aqui os detalhes, mas ele está mudando as coisas.
Ele está tirando essas pias de bronze e além das dez pias, dez lavatórios, dez pias de bronze que tinha, tinha um bem grande,
um tipo de um tanque, um negócio bem grande, que era chamado de mar. Ele tirou o mar sobre os bois de bronze, eles ficavam em cima de doze bois,
que era bem grande no templo. Então, ele tirou isso dali e colocou no chão, parece, que estava debaixo dele, e pôs sobre uma outra base de pedra.
Por que ele fez isso? Talvez ele está usando o bronze para pagar tributo para o rei da Síria, ou talvez ele está simplesmente fazendo as coisas como ele quer aqui.
Versículo 18, "Também o passadiço do sábado, que edificaram na casa e a entrada real do lado de fora, retirou da casa do Senhor por causa do rei da Síria."
Também não dá para saber exato, mas o palácio do rei ficava do lado do templo e tinha um lugar especial de passagem entre a casa do rei e a casa do Senhor.
E ele tirou essas coisas por causa do rei da Síria, ok? Bom, então, isso é uma visão mais ou menos do que aconteceu, mas assim,
a parte central da história que eu quero enfatizar com vocês hoje, assim, é o significado do altar. Mas só para finalizar,
a gente tem falado várias vezes sobre confiar, a confiança errada no rei da Síria, então só vou completar esse pensamento.
Como nós vimos aqui, inicialmente a casa teve uma resposta positiva, aí ele vai a Damasco. Outra dúvida que eu encontrei, assim, pesquisando em alguns comentários,
é porque a gente tem que combinar que Reis, eu não vou tomar o tempo para olhar em Crônicas, no texto paralelo não fala sobre ele ter copiado o altar.
Crônicas não conta, não conta isso. Mas fala que quando a casa foi para Damasco, ele ofereceu sacrifícios aos deuses de Damasco.
E é muito, assim, as coisas muitas vezes não são muito lógicas. Quando você vê uma pessoa, qualquer um de nós, sendo dominado por ideias erradas,
quando nós não servimos ao Senhor, quando nós nos afastamos, na verdade, em Deus, a gente acaba fazendo coisas ilógicas e coisas muito erradas.
Romanos 1 descreve toda aquela queda, como que o homem, que não dá glória a Deus, ele vai degenerando, como ele vai se pervertendo,
até chegar em extremos, assim, inimagináveis, como que o homem chega a tal ponto. E a gente tem visto durante toda a história e hoje também.
Mas a casa aqui faz uma coisa muito ilógica, porque o rei de Damasco venceu a casa, de fato. Mas depois a casa procurou a Síria e Damasco foi arrasado.
E a casa vai para Damasco e vai adorar aos deuses de Damasco? Porque em Crônicas fala assim, esses deuses ajudaram os sírios.
Então eu vou servir os deuses de Damasco. Mas eles tinham acabado de ser derrotados pela Síria. Por que ele está adorando?
Por que ele pegou um altar de Damasco, sendo que Damasco acabou de ser derrotado? Agora algumas pessoas falam "não, isso aí também é uma coisa que eu não posso afirmar".
São opiniões. Mas alguns falam "esse altar, na verdade, não era de Damasco, porque o rei da Síria estava ali, tinha acabado de conquistar,
e ele, isso é possível que ele tivesse esse costume, ele trouxe o altar dele da Síria e ele tinha montado a corte dele no lugar que ele acabou de vencer.
Então, para nós não muda muita coisa. Ou ele pegou um altar da Síria, ou ele pegou um altar da Síria. Até os nomes são parecidos, mas não muda muita coisa.
Mas assim, a questão que seria mais lógico era a Cas buscar os deuses da Síria, porque quem estava dominando o mundo, quem ele estava servindo, quem tinha ajudado ele, era a Síria.
Mas então, só para a gente terminar de pensar sobre isso aqui. Então, ele teve uma resposta positiva, teve um encontro em Damasco, copiou o altar,
mas no fim, a Síria, que ele foi buscar apoio e ajuda, essa mesma potência foi quem começou a dominar a Cas também.
Então, virou uma cobra que se virou contra o próprio Acas. Então, eu só queria alinhar essa sequência para a gente aplicar na nossa vida.
Como eu disse, confiar na Síria é confiar numa coisa mais visível, mais plausível, mais concreta.
Você fala assim, eu vou confiar em Deus. Como é que você confia em Deus? Eu não confio no dinheiro, eu confio em Deus.
Mas aí o que significa que você não trabalha é uma linha muito fina. Para nós, hoje, é muito mais difícil entender o que é confiar na Síria do que naquela época,
porque naquela época era um outro país, uma outra potência, e era uma coisa assim que, para a gente poder entender, era uma coisa separada.
Mas hoje, essas misturas, essas coisas, essas influências, essas fontes erradas de confiança, elas estão muito misturadas.
Israel não existe como aquele desenho que eu fiz, Israel não existe nós como uma igreja, nós não existimos como uma nação separada.
Nós estamos no Brasil, nós estamos em outros países, na Europa, nos Estados Unidos, no Oriente. Onde nós estivermos, nós existimos não como um país separado.
Mas o que significa confiar na Síria? Então pode significar várias coisas, mas a gente precisa entender que não é assim como o dinheiro.
Você não para de trabalhar porque você não confia no dinheiro. Você não, desde de ir no médico, porque você confia que Deus pode curar.
Você não deixa de ser um cidadão consciente e obedecer às leis do país porque a gente não confia nos poderes temporais, no poder de governo.
Você percebe? Então todas essas fontes de confiança, elas não são separadas.
A gente precisa viver dentro do mundo, a gente precisa trabalhar, a gente precisa muitas vezes ter ajuda de medicina.
Estou dando alguns exemplos. Nós precisamos viver dentro do país que nós vivemos, obedecer aos poderes, às autoridades.
Mas existe algo que é confiar nelas e não confiar em Deus.
Então, em tudo isso, nunca existe uma fórmula simples. Em cada situação você tem que realmente pedir ajuda de Deus.
Eu estou confiando de fato em Deus ou eu estou fazendo uma escolha entre confiar em Deus e confiar nessas outras, em qualquer outra fonte de poder de segurança?
A ideia principal é aonde você está buscando a sua segurança.
E a questão de acaso que a gente tem que aplicar para nós é a seguinte.
A nossa busca de segurança, aonde nós buscamos segurança, isso vai determinar a nossa adoração.
Se você percebeu essa sequência de eventos com a CAS, você vai perceber que a CAS não estava rejeitando Deus.
Quando o Isaías foi falar com ele, ele não falou "não, não venha me falar de Deus, eu não quero nem ouvir Deus".
Não, ele estava lá ouvindo, só que ele não conseguiu, ele não teve confiança para fazer o que Deus queria, para confiar nele.
Então ele estava buscando segurança em outra fonte.
Mas essa outra fonte que a CAS foi buscar na Síria, no fim, essa outra fonte influenciou a CAS de tal forma que a CAS trouxe de Damasco,
seja como eu falei, se um altar de Damasco que tinha sido vencido ou da Síria que estava vencendo, mas a CAS trouxe de lá algo que mudou a sua adoração.
E aqui, nesse relato de 1º e 2º reis de 16, no fim, fala assim, ele fez essas coisas por causa do rei da Síria.
Então, onde nós buscamos segurança, por mais que a gente fale que Deus é meu Deus, eu sou fiel a Deus,
onde nós buscamos segurança, no fim, vai determinar a nossa adoração.
Quem nós realmente servimos vai ser determinado pela fonte da nossa segurança.
Onde nós encontramos segurança, nós vamos também fazer a nossa adoração.
Agora, olha só a diferença entre Deus e os outros deuses.
Por que as pessoas têm duas linhas de idolatria, duas linhas de infidelidade a Deus?
Uma era fazer um outro Deus, uma idolatria, uma outra imagem, e a outra era confiar em outro poder que não Deus.
Mas por que as pessoas eram tão atraídas a outros deuses?
Uma das razões era porque era mais visível, as pessoas não gostam desse negócio de não ver, de não palpar.
Às vezes a gente fala assim, por que religiões que têm outras regras, até mais difíceis do que Deus impõe,
por que as pessoas vão atrás disso? Por que as pessoas são atraídas?
Tem outras regras, mas elas são mais palpáveis, mais visíveis, mais fáceis de você entender,
e aparentemente oferecem mais segurança.
E outra coisa, tem regrinhas, tem coisas que tem que fazer para um outro Deus, coisas terríveis, como oferecer os próprios filhos.
Tem alguma coisa pior do que isso? Só que por outro lado, havia libertinagem.
Nós já vimos esse texto que o rei Acas tinha deixado o povo solto.
Então, existem coisas que nos custam muito caro, só que a gente não percebe isso na hora.
Mas os outros deuses, as outras fontes de segurança, deixam a gente fazer o que a gente quer, aparentemente.
Lógico que tudo isso é uma mentira, mas a ilusão é essa.
Eu posso servir Deus do jeito que eu quero, eu não preciso ser obrigado a fazer como Deus quer.
Então, aparentemente os outros deuses nos dão mais liberdade, também nos dão uma segurança.
Então, segurança e liberdade são dois fatores que predominam muito naquilo que nos faz afastar de Deus.
Só que no fim, esse outro Deus, ou essa outra fonte de segurança, o outro Deus acaba tirando de nós os próprios filhos.
E a segurança que a gente achava que tinha se torna uma escravidão.
Você tem segurança no rei da Síria, mas ele te torna um escravo.
E outro ponto muito importante é que, para pagar essa segurança,
ele precisou tirar o ouro, as riquezas, o que Deus tinha investido no povo,
ele tirou do templo e da casa dele para mandar para a Síria.
E o que a gente já viu naquele esquema, naquele diagrama, é que Deus quer habitar no meio do seu povo
para que todas as nações sejam alcançadas por Deus.
E a visão que Deus tem, só rapidinho, em Isaías 60, é a visão do que Deus queria fazer, não era tirar.
Se fosse servir a Deus como ele quer, não precisaria tirar o ouro da casa de Deus para pagar um opressor.
Mas o que Deus quer, Isaías 60, em versículo 5, quando o vírus ficarás radiante,
o teu coração estremecerá, se alegrará, a abundância do mar se tornará a ti, as riquezas das nações a ti virão.
E a visão que nós temos nos últimos capítulos de Apocalipse é a cidade santa,
Deus habitando e todas as nações, todos os reis vindo e trazendo a sua riqueza ali.
Então, em vez de tirar a riqueza da casa de Deus e pagar uma outra potência,
o que Deus quer é que a casa dele seja o centro, que toda a riqueza, Deus não tira riquezas para oprimir,
mas o que ele faz traz abundância para todos e toda a terra contribui para a casa de Deus.
Então, é só para a gente ver essa inversão de valores, ok?
Então, agora eu só queria pensar um pouquinho agora sobre o altar.
Por que que era tão importante para Deus e o que que isso pode significar para nós?
Acas ter copiado um outro altar, ter trazido esse outro altar, ter substituído o altar de Deus e tal.
O que que isso significa? O que que significa o altar?
De vez em quando nas aulas eu falo sobre o altar.
O altar, Deus não tinha nenhuma obsessão com o altar em si. Por que que o altar era importante?
As pessoas vinham e ficavam admirando o altar? Não, o altar tinha uma utilidade.
Para que que servia o altar? Para oferecer sacrifícios.
O altar era de importância central.
Lembrando mais uma vez do diagrama do tabernáculo com o altar.
Por que que o altar ficava bem ali, naquela posição?
Porque não era possível entrar na casa de Deus, no santuário, no lugar santo e no Santo Santos,
sem passar pelo altar, ou seja, sem sacrifício.
Então o altar era de importância central, era o único caminho.
E inclusive nós estamos, o último livreto que a gente, acho que nem trouxe aqui hoje,
mas aquele último livreto que nós publicamos fala sobre o altar.
Nós estamos falando, a gente está querendo assim, redescobrir o altar.
O altar tem a ver com oração, o altar tem a ver com Romanos 12.
A gente ofereceu o nosso próprio corpo a Deus como sacrifício.
Enfim, tem várias coisas que podemos falar.
Mas eu acho que quando a gente fala sobre o altar, porque o altar é citado muitas vezes,
centenas de vezes, no Velho Testamento é uma das coisas centrais.
Fala muito mais sobre o altar, não que seja mais importante, mas é o caminho.
No Velho Testamento fala muito mais sobre o altar do que sobre a arca.
Claro que a arca é mais importante, porque a arca é onde está a propa onde Deus vinha para encontrar com o homem.
Então, na verdade, nosso objetivo para onde nós queremos ir é a arca.
Mas por que o altar é tão importante? Porque não tem outro caminho para chegar à arca.
Por isso que é tão citado.
No Livro de Apocalipse, na Cidade Santa, fala que nem templo não tem, então não vai ter mais altar.
Não vai ter. É como 1 Coríntios 13 fala.
Quando vier o que é perfeito, o que é parcial não vai precisar mais.
Não vai mais precisar de dons.
Você pensou na vida eterna, na Cidade de Deus, vamos ficar pedindo.
Você tem uma palavra para mim, você tem uma revelação, você tem uma coisa.
Não vai precisar disso, porque já tem o real, o completo, o perfeito.
Então, entendeu? O altar é importante porque é o caminho.
Então, vamos firmar bem claro qual é o verdadeiro altar do Novo Testamento.
O que que tomou o lugar do altar?
O que que ficou no lugar do altar que mais uma vez é importante, para sempre vai ser lembrado,
mas outra vez, na eternidade, não vai precisar passar por isso mais.
Mas o que que é o altar?
A cruz.
Por que? Lembra que o altar não é importante em si.
O altar é uma estrutura em cima da qual o sacrifício é feito.
Não é igualzinho? A cruz foi onde Jesus foi sacrificado.
Então, por que que a gente precisa pensar na cruz?
Não precisa pensar mais na cruz. Jesus já morreu.
Não, mas a cruz tem importância central.
Então, temos pouco tempo, mas acho que eu vou ler alguns textos rapidamente,
mas vocês vão entender plenamente a importância.
Primeiro, os Coríntios 2.
Primeiro, os Coríntios 2.
Eu só quero deixar essa coisa bem clara.
O que que é a cruz? O que que é o altar no Novo Testamento? É a cruz.
Eu não estou falando isso para a gente não pensar.
Como eu falei, tem outros sacrifícios, tem várias coisas que são importantes para a gente lembrar no assunto.
Mas quando a gente pensa, o altar tão importante no Velho Testamento, o que é tão importante no Novo?
A cruz. Primeiro, os Coríntios 2, versículo 1.
Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus,
não fui com sublimidade palavras ou sabedoria, pois nada me propus saber entre vós,
senão a Jesus Cristo e este crucificado.
E eu estive convosco em fraqueza, em temor, em grande tremor.
A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana,
mas em demonstração do Espírito de poder, para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
E o outro texto é Galatas 6, que fica mais claro ainda, mas assim, Paulo está falando aos Coríntios.
Eu não vim com sabedoria, eu só quis saber de uma coisa, só quis passar uma coisa para vocês.
Jesus Cristo e este crucificado.
Galatas 6, ele está falando sobre circuncisão e no versículo 14 ele fala, Galatas 6, 14.
"Longe estejo de mim, gloria-me a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo,
pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo."
Então, o que Paulo está dizendo é que tudo passa pela cruz, tudo.
Não temos, nós temos muita coisa, ele fala no Novo Testamento, a gente tem muita revelação sobre outros aspectos,
mas tudo passa pela cruz.
E isso para Jesus, a nossa fé é baseada nele, mas também isso é verdade para nós.
Jesus falou assim, ninguém pode ser meu discípulo se não levar diariamente a sua cruz.
Então, a cruz é o ponto inicial, é por onde precisa passar.
E é por isso que aí tem muitos textos, que você pode lembrar no Novo Testamento, que a cruz pode ser desvirtuada.
Então, o que a Kars fez? Ele viu uma outra coisa muito mais bonita, muito mais atraente.
Eu não tenho tempo para entrar nisso, mas até assim, quando Paulo está falando sobre Galatas, aquilo que eu falei,
as pessoas parecem que têm mais atração para seguir uma regra, gente, circuncisão, outras regras da lei.
Isso é penoso, é coisa que qualquer pessoa que tenta guardar a lei sabe como é difícil guardar a lei.
E não é que Deus não esteja interessado em que seu povo seja santo e que tudo que ele falou no Velho Testamento
precisa ter um cumprimento, mas o que ele está dizendo é, as pessoas podem desvirtuar a cruz.
O que é desvirtuar a cruz? Ele pegou um outro altar e pôs no lugar, mas qual que é a diferença?
A diferença é que, no fim das contas, esse outro altar não exige sacrifício.
É um caminho que não é pela cruz, é uma imitação, mas não é a verdadeira.
Então, tem muita gente que fala de cruz e fala de Jesus, mas pegou um outro altar, não é a mesma coisa.
E ele fala, a Bíblia fala muito, cuidado sobre filosofias, cuidado sobre o caminho de Deus,
e por um lado tem legalismo, um monte de regras e mandamentos, por outro lado tem filosofias,
tem pensamentos humanos, naquela época tinha o gnosticismo, até hoje tem coisas semelhantes.
Então, tem muitas coisas que desviam, mas a gente tem que ficar firme no centro que é a cruz.
A centralidade de Jesus e a centralidade do que Ele fez.
E isso a gente tem que tomar muito cuidado, porque é muito sutil.
Nós temos um altar, nós temos, nós estamos falando, nós estamos oferecendo sacrifício.
A casta começou a dizer, não faz tudo certinho, do jeito que Moisés mandou, só que o altar é errado.
E o altar errado não chega a Deus, ok?
E só mais uma coisinha, também é um assunto bem vasto, mas está mais ou menos dentro da mesma coisa,
que é assim, como que nós aplicamos a cruz e o padrão de Deus?
Eu só queria, assim, passar esse pensamento, porque teria que fazer estudo de vários capítulos,
em Hebreus, mas eu acho que todo mundo aqui vai entender o que eu vou dizer.
Hebreus é o livro que explica a relação da velha aliança com a nova.
Ele vai falando sobre sacerdócio, ele vai falando sobre sacrifícios,
ele fala sobre todos os aspectos da velha aliança em relação à nova.
E eu só queria seguir com vocês, porque assim, o que eu estou querendo extrair aqui?
Só um pensamento, que tem muitas ramificações, mas eu quero pensar numa coisa só.
Deus mandou fazer as coisas no tabernáculo de acordo com o padrão celestial.
Então, abro comigo em Hebreus, capítulo 8, só quero tomar esse pensamento,
porque aqui em Hebreus ele usa exatamente essa, ele enfatiza isso.
Hebreus 8, versículo 1, o ponto principal do que estamos dizendo,
existe debate sobre quem escreveu essa carta.
Meu pai afirmava assim que era Paulo, mas tem outras pessoas que acham que não podia ter sido.
Mas seja como for, esse livro de Hebreus é um tratado maravilhoso,
porque tem cartas e tem livros que vão falar assim de vários assuntos.
Mas eu comparo Hebreus com Romanos. Romanos também é uma dissertação.
E tem os vários capítulos, mas principalmente até o final do capítulo 11,
Romanos de 1 a 11, é uma sequência, ele vai construindo como se ele estivesse fazendo uma dissertação teológica mesmo.
Ele vai mostrando as coisas passo por passo. E Hebreus é a mesma coisa.
O livro de Hebreus é passo por passo, ele está construindo.
E ele já falou tanto aqui, quando chega no capítulo 8, assim gente,
o ponto principal que eu quero falar, sem que já tinha falado tanta coisa,
o ponto principal que eu quero enfatizar é que temos um sumo sacerdote,
tal que se assentou a destra do trono da majestade nos céus, com o ministro do santuário
e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor fundou e não o homem.
Todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios,
pelo que era necessário que este também tivesse alguma coisa que oferecer.
Ora, se eles estivessem na terra, nem seria sacerdote, havendo já sacerdotes que oferecem dons, segundo a lei.
Ele já falou sobre a ordem de Melquisedeca e tal, assim, Jesus não era da tribo de Levi,
então Jesus não seria um sacerdote de acordo com a ordem de Moisés.
Ora, se eles estivessem na terra, não seria sacerdote.
Versículo 5, eles, os sacerdotes leviticos, servem no santuário que é figura e sombra das coisas celestiais.
É por isso que Moisés divinamente foi avisado quando estava a construir o tabernáculo.
Vê que faças tudo conforme o modelo que te foi mostrado no monte.
Ok, vamos dar uma paradinha aqui.
Ele está fazendo toda uma dissertação e mostrando, ele foi mostrar por que Jesus podia ser considerado sacerdote,
apesar de não ser da linhagem de Levi.
Ele fez no capítulo anterior, 7, ele foi mostrar Melquisedeca, que era uma ordem anterior e tal.
Mas agora ele está falando sobre o tabernáculo e está falando assim, olha,
o sacerdote tinha que servir num tabernáculo que foi feito de acordo com a ordem de Deus.
Por que eu estou falando sobre isso? Porque acaso foi pegar um altar que não era segundo a ordem de Deus.
Então aqui está falando no Novo Testamento que as coisas precisam ser feitas de acordo com o padrão de Deus.
E a minha pergunta é a seguinte, qual é o modelo?
Bom, falamos que o altar é a cruz, então que tipo de cruz?
Uma cruz de madeira, uma cruz de ouro, uma cruz assim, que tipo de cruz?
Os católicos muitas vezes usam uma cruz com a figura de Jesus.
Evangelhos acho que é errado, não pode ter uma cruz com a figura de Jesus. E aí fica brigando, eu estou dando isso como exemplo.
Mas qual que é o padrão? Nesse tempo tinha um padrão, tinha que ter uma coisa feita do jeito que Deus mandou.
Quando não era do jeito que Deus mandou, Deus não aceitava.
Então a pergunta para nós hoje é qual é o modelo, qual é o padrão, que jeito?
E as pessoas têm brigado durante séculos, e principalmente nos últimos séculos,
eu posso dizer assim mais ainda nas últimas décadas, tentando entender qual é o modelo da igreja.
E eu cresci, eu era garoto, meu pai estava falando sobre o modelo da igreja do Novo Testamento.
O Novo Testamento não tem isso, não tem aquilo, tem que ser cinco ministérios, tem que ser assim, tem que ser assim.
E eu fui acompanhando, e até uma das coisas que foi um marco na nossa vida de família,
meu pai, para ele foi uma coisa muito forte, está escrito no livro "A Patrola de Deus", quem não leu, por favor leia.
"A Patrola de Deus", lá o autor fala o seguinte, como que nós vamos ter uma igreja do jeito que Deus quer,
quando nós não temos pessoas do jeito que Deus quer?
Você pode ter a coisa tudo feito do jeito que Deus mandou, governo plural, pessoas que se chamam apóstolos,
nós estamos vendo isso hoje. Na época em que o meu pai estava buscando isso, ninguém se chamava,
pelo menos que eu saiba, naquela época ninguém se chamava apóstolo ainda.
Hoje nós temos muitos apóstolos, não é por falta de apóstolos que a igreja está longe do padrão de Deus.
Então a gente tem um monte de coisas, mas nós não temos,
"A Patrola de Deus" fala sobre como Deus quer transformar a nossa vida, essa é uma parte.
Ok, só quero, vamos prosseguir aqui um pouquinho, eu vou pulando aqui para capítulo 9 agora.
Capítulo 9, ele começa falando que a primeira versículo 1, a primeira aliança, tinha ordenanças,
versículo 2, foi preparado um tabernáculo, eu vou passando aqui meio rápido só para vocês verem o argumento,
esse aqui não é um versículo solto, mas eu quero que vocês vejam o argumento,
que tipo de padrão, que tipo de modelo nós estamos buscando hoje.
Então ele fala, ele vai falando sim nos primeiros versículos do capítulo 9,
ele descreve as peças do tabernáculo que tinha uma primeira parte onde estava o candelabro, a mesa,
depois tinha o altar de ouro, etc, daí tinha a arca no versículo 5, o sacerdote,
versículo 7 só podia entrar uma vez por ano, aí versículo 8.
O Espírito Santo estava dando a entender com isto, com isto o quê?
Com o fato de que mesmo naquele tabernáculo feito do jeito que Deus queria,
o sumo sacerdote só entrava uma vez por ano no Santo dos Santos.
Agora lembrem comigo que a gente já falou isso muitas vezes, qual é o objetivo?
Por que que tem o tabernáculo? Para quê?
Para falar com Deus, para Deus morar conosco.
Na verdade assim o tabernáculo que é uma casa representa uma casa para Deus.
E para que que serve uma casa se você nunca pode...
Por que que Deus fez um tabernáculo na terra?
Porque ele não quer morar no céu.
Eu se tivesse o céu acho que eu não queria vir para a terra, mas Deus está no céu, ele quer vir para a terra.
Nós estamos na terra querendo ir para o céu, nós precisamos combinar com Deus.
Se nós vamos morar juntos, nós temos que combinar juntos aonde nós vamos morar.
O povo querendo ir para o céu e Deus querendo vir para a terra.
Deus mandou fazer o tabernáculo e isso fala muitas vezes nos livros de Moisés.
Para que eu possa habitar, eu habitarei no meio de vocês.
Vocês serão meu povo, eu serei o seu Deus.
E a Bíblia termina assim, então o grande objetivo de Deus é Deus morar conosco.
Para que que servir o tabernáculo?
Para resolver o problema do pecado, passar pelo altar, passar por todas as coisas aí.
Altar de incenso, candelabro e tudo, para poder chegar no Santo dos Santos.
Porque dentro do Santo dos Santos é onde você conversa com Deus.
E essa é a parte de namoro.
Uma hora nós vamos conversar com Deus e Deus vai falar assim, está bom, agora nós vamos casar e eu vou ficar para sempre.
Não vai ser mais conversar só.
Então no tabernáculo, mesmo no tabernáculo, o sacerdote só entrava uma vez por ano.
Quanto tempo que eu vou gastar para namorar Deus, para ele querer morar comigo, se eu falo com ele uma vez por ano?
Então por isso que está falando aqui, o versículo 8, 9 e 8.
O Espírito Santo estava dando a entender com isto, que o caminho do Santo dos Santos ainda não está descoberto, não está aberto.
Enquanto continua em pé o primeiro tabernáculo.
Esta é uma parábola para o tempo presente.
E aí ele vai falando, eu não tenho tempo para seguir tudo, mas vamos para o capítulo 10, que eu quero levar vocês direto para o final.
O que ele está falando sobre as duas alianças?
Aquele tabernáculo tinha que ser feito tudo de acordo com o padrão.
Agora nós temos um sumo sacerdote, que é diferente.
Nós temos também, capítulo 10, versículo 12.
"Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, assentou-se a destra de Deus."
Então o altar, que é a cruz, Jesus fez um único sacrifício.
Um único sacrifício para nos levar a Deus.
Agora, como que é? Como que funciona na nova aliança?
Deixa eu só, antes de chegar um pouquinho diante, deixa eu achar o...
Volto para o capítulo 9, eu só quero mostrar que Jesus, na nova aliança,
Versículo 23. "Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que estão no céu..."
O que é figuras das coisas que estão no céu? Tabernáculo.
Tabernáculo é feito de acordo com o padrão, mas é uma figura só, só uma figura.
As figuras das coisas que estão no céu se purificassem com tais sacrifícios de animais.
Mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios superiores a estes.
Versículo 24. "Pois Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu."
Então, na nova aliança, agora volto para o capítulo 10.
Nós já lemos o versículo 12, que ele fez um único sacrifício.
Versículo 14. "Com uma só oferta, ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados."
Versículo 19, um texto que todo mundo conhece.
"Portanto, irmãos, tendo ousadia para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus,
pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne,
e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemos-nos com o verdadeiro coração."
Então, hoje nós não temos um padrão exterior.
O que ele está querendo mostrar é, naquele tempo tudo foi feito de acordo com o padrão, porque era uma figura.
Hoje, claro, nós precisamos saber como Deus quer as coisas.
Mas eu só queria mostrar, hoje nós não temos um padrão exterior.
Tem vários princípios, tem coisas que são importantes na casa de Deus,
tem como Deus quer governo, tem várias coisas importantes que têm um padrão de Deus.
Mas eu só queria mostrar que o que interessa para nós não é um padrão de uma coisa,
não é um padrão de como que tem que ser feito o culto. Deus não deu muita coisa sobre isso no Novo Testamento.
O que ele deu para nós é o caminho aberto. Então, a cruz, o verdadeiro altar, nós não podemos desvirtuar o verdadeiro altar.
Nós não podemos substituir o altar de Deus, a cruz de Cristo, por um outro caminho,
por uma outra coisa que não represente realmente a verdade em Cristo.
Paulo fala assim, eu não quero saber nada entre vós a não ser a cruz de Cristo.
Porque a cruz de Cristo abre esse novo e vivo caminho e a gente entra no verdadeiro.
Não é uma coisa só com padrão. Claro que nós ainda estamos limitados.
Mas eu queria só dar, é um assunto que vai longe, não dá para a gente entrar hoje, mas o nosso altar é através da cruz de Cristo.
Não podemos deixar a cruz de Cristo ser desvirtuada por outras mensagens, por outras palavras.
O Evangelho não pode ser alterado, nós precisamos nos apegar ao altar verdadeiro porque ele é o caminho.
Assim como o altar abriu o caminho para entrar no Santo dos Santos, hoje nós não entramos, nem estou criticando em si,
mas fizeram o Templo de Salomão em São Paulo, tem todas aquelas coisas.
Não é esse lugar onde se você vai lá para conhecer, para ver como era, eu acho super válido.
Eu não sei como é que é lá, mas eu sei que em Israel você vai e visita coisas, réplicas de como era o Tabernáculo, isso tudo é interessante.
Mas hoje nós não vamos achar Deus por ir no Templo de Salomão ou em nenhum outro lugar.
Nós vamos encontrar com Deus, também não através de ter simplesmente algum tipo de modelo ou padrão exterior,
mas nós vamos encontrar o verdadeiro através de passar pela verdadeira cruz de Cristo.
Esse é o verdadeiro altar, é claro que não estou querendo simplificar, tem muita coisa profunda para ser visto nisso e implicações,
mas a base é essa, nós não temos mais algo que é uma réplica.
Hoje pela cruz de Jesus nós podemos entrar no verdadeiro, deu para entender isso?
Que o santuário que Jesus está abrindo não é mais uma réplica, não é mais assim, vamos fazer uma coisa para ser igual ao céu.
Não, hoje pelo sangue de Cristo nós entramos no verdadeiro. Em Hebreus ele enfatiza muito, Jesus não entrou,
ele não foi um sacerdote levítico que tomou posse e mostrou como que entrava naquele templo.
Ele nos conduz ao templo verdadeiro, ao santuário verdadeiro.
Nós não estamos mais com figuras, não estamos mais com sombras, com símbolos,
mas estamos com a realidade do encontro com Deus.
Senhor Deus, essas coisas senhor são ainda pouco compreendidas por nós.
Estamos tentando entender como foi desvirtuado o culto ao Senhor no Velho Testamento e como nós estamos fazendo a mesma coisa hoje.
Senhor, nós clamamos a Ti, Senhor. Ó Deus, mostra-nos o verdadeiro caminho, mostra-nos, ó Deus, como restaurar o altar,
como restaurar as centralidades da cruz. Nós achamos que temos a cruz de Cristo, mas temos de verdade?
Será que estamos realmente colocando no centro como Paulo colocou? Será que nós estamos nos baseando na tua morte,
no teu sacrifício? Será que esse é o caminho que abre o caminho para nós, que abre as portas para nós?
Ou nós estamos substituindo de alguma forma por outras coisas? Senhor, pedimos, ó Deus, a Tua ajuda, pedimos a Tua restauração.
Em nome de Jesus, Senhor. Amém.
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