O volume 28 – Últimos anos do reino de Judá – Ezequias – está disponível, estude e compartilhe seus comentários.
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Grande celebração da Páscoa
2 Crônicas 30 – 02/07/17 – Baixar
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Transcrição
Ok. Depois de bastante preparação que temos tido nas últimas aulas sobre tudo que Ezequias fez para preparar a casa de Deus, para depois preparar o povo, para convidar as outras tribos.
Então, hoje nós vamos falar especificamente sobre a celebração da Páscoa. Então, está em 2º crônicas, 30. Na verdade, já iniciamos, eles começaram a celebrar no versículo 15, que já falamos, 30 versículo 15, eles já tinham imolado o Cordeiro da Páscoa.
E falamos sobre a questão de que muitas pessoas não estavam preparadas para participar, para comer a Páscoa, porque eles não estavam, assim, aqui não fala exatamente o que era, mas eles não estavam preparados, não tinham se purificado, não estavam de acordo com as regras, nas normas, eles não tinham se preparado.
Mas, mesmo assim, eles puderam participar, Ezequias orou por eles, e nós vimos até, falamos sobre isso no final da aula passada, que é uma tensão entre a rigidez, as regras que Deus coloca, a palavra escrita tem regras claras, tem normas, tem princípios de Deus.
Deus é santo, Deus tem as suas normas, tem o que ele prescreveu, o que ele diz que é necessário, mas o próprio Deus que fez as regras, ele também pode amenizar, não é que Deus deixe de ser santo, não é que Deus deixe de ser coerente consigo mesmo.
Mas muitas coisas que Deus exigiu, Deus pode eventualmente mudar de acordo com a situação, Jesus mesmo mostrou isso em relação ao sábado e outras coisas.
Então, é um princípio difícil de a gente definir, mas é muito importante a gente entender, porque nós temos sempre, em todos os assuntos, extremos, tem as pessoas que são muito liberais, acham que Deus não liga, tem a Bíblia, tem a natureza de Deus, mas Deus não liga para regras,
Deus fala uma coisa ou tem certas coisas na tradição cristã, e tem muitas coisas na tradição em si que não estão dentro do que Deus realmente exigiu, mas tem o extremo liberal, que Deus não liga muito para regras,
Deus tem um coração muito grande, mas que Deus não se importa com aquilo que ele mesmo colocou, isso não é verdade.
Mas, por outro lado, nós temos o que hoje a gente usa muito o termo de fundamentalismo, a pessoa que é muito presa às regras, Jesus lidava muito com isso, muitas coisas que Jesus falava contra os fariseus, contra os escribas, era justamente por causa dessa atitude legalista, literalista que eles tinham em relação à lei.
Então, falamos sobre isso, eu sei que é um dos melhores exemplos, não é muito conhecido, mas esse exemplo aqui das pessoas que vieram para celebrar a Páscoa, mas não estavam totalmente preparadas, não estavam de acordo com a lei,
e Ezequias falou assim, não, vocês podem participar, eu vou orar ao Senhor para que Deus não julgue, para que Deus não exija isso de vocês, para que vocês possam estar juntos.
E uma coisa que eu não mencionei na aula passada é que nós temos aqui, esse aqui está no contexto do reino dividido, Ezequias é rei de Judá, tinham vindo muitas pessoas das 10 tribos, já tem uma tradição de mais de 200 anos de divisão,
então nós temos gente vindo das outras tribos para participar da Páscoa, mas não eram pessoas que tinham costume de vir, então hoje é assim, é como você fazer uma grande reunião entre católicos e evangélicos,
e tem outras divisões fortes, porque tem muitas divisões no corpo de Cristo, mas tem algumas divisões que a gente, principalmente hoje, já houve uma época que entre pentecostais e não pentecostais era uma barreira muito grande,
hoje tem, mas não é tão forte, entre certas denominações que pregam alguma coisa, entre evangélicos e evangélicos, havia mais divisão, havia mais preconceito, a nossa igreja prega tal doutrina,
é claro que ainda existem igrejas que não se misturam de jeito nenhum e que tem esse tipo de barreira, mas pensando assim no cristianismo de maneira geral, acho que um bom exemplo disso aqui seria entre católicos e evangélicos,
que aí sim tem uma barreira milenar, tem uma barreira longa, milenar não, porque os evangélicos começaram 500 anos atrás, então não chegou a ser milenar, mas é assim, de muitos séculos,
então aqui também tinha essa barreira e uma coisa assim que me ocorreu hoje quando estava relendo é que seria uma coisa até natural que o povo, apesar que o povo de Judá também tinham se afastado de Deus,
mas sempre Judá era mais fiel, tinha muito mais fidelidade em Judá do que nas outras tribos, porque em Judá tinha Jerusalém, tinha o templo, tinha os sacerdotes,
então havia muito mais raízes, havia muito mais condições para que eles fossem mais fiéis durante os anos do que as dez tribos que foram afastados por Jeroboão.
E eles poderiam ter tido uma atitude de desprezo, olha esse povo vindo das dez tribos, desse povo aposta, tem muito isso entre esses grupos que eu estou falando hoje,
olha esse povo, eles nem sabem como adorar a Deus, olha eles são idólatas, olha eles são cheios de coisas erradas, então o povo de Judá poderia ter tido essa atitude de superioridade, de desprezo, e eu achei assim um dos aspectos, veio do rei Ezequias,
mas foi uma atitude de inclusão, foi uma atitude assim, olha vocês não estão preparados para participar da Páscoa, mas venham, participem assim mesmo, e eu vou orar a Deus para que Deus não leve em consideração isso, para que vocês possam participar.
Então toda essa iniciativa que a gente tem mostrado desde o início do capítulo que Ezequias, ele não se contentou em só levar a tribo dele de volta para Deus, ele quis abranger, ele quis alcançar todas as tribos,
então quando nós falamos hoje sobre voltar ao Senhor, sobre avivamento, sobre Deus restaurar, sobre Deus realmente trazer de volta aquilo que ele nos deu no início, nossa preocupação não deve ser com a nossa tribo, com o nosso grupo, com o pessoal que nós estamos relacionados,
mas nós devemos sempre ter essa atitude de Ezequias, vamos convidar, vamos incluir, vamos buscar a Deus juntos, afinal nós somos irmãos, nós fazemos parte do mesmo povo, então isso é importante a gente observar.
Bom, então agora nós estamos, versículo 20, "E ouviu o Senhor a Ezequias e sarou o povo", isso ele está falando sobre esses que não estavam preparados, eles não estavam doentes, não foi uma doença física,
"Deus ouviu e sarou a condição espiritual", muito jóia essa expressão, corresponde aquele versículo tão famoso, tão citado de Segundo Crônica 714, "se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e buscar a minha face, eu ouvirei dos céus e sararei a sua terra".
Então, Deus estava sarando aqui divisões, Deus estava sarando a condição desse povo que durante séculos estavam seguindo essa direção falsa de Jeroboão, então Deus ouviu o Senhor a Ezequias e sarou o povo.
Ok, então estamos no versículo 21, "Então os filhos de Israel que se acharam em Jerusalém celebraram a festa dos pães asmos".
Ok, todo mundo lembra que eu tenho explicado, tem a Páscoa no dia 14, estamos no segundo mês, mas normalmente era dia 14 do primeiro mês, a Páscoa era uma celebração numa noite, num dia só, e Jesus cumpriu isso, literalmente, ele celebrou a Páscoa com os discípulos,
é muito confuso, às vezes, a gente entender exatamente a sequência de dias quando falam sobre Jesus nos Evangelhos, porque Jesus celebrou a Páscoa com os discípulos dele numa noite, é difícil de dizer, mas uma das ideias prováveis é que ele celebrou a Páscoa talvez um dia antes,
ou se Jesus celebrou a Páscoa com os discípulos no dia 14 mesmo, porque ele celebrou a Páscoa, a primeira ceia, ele celebrou a Páscoa com os discípulos no Senáculo,
depois ele saiu, tem João 14, 15, 16, o discurso dele quando ele estava indo para o Jardim do Gethsemane, depois ele foi para o Jardim do Gethsemane e lá teve a oração e foi lá que Judas chegou e trouxe os soldados e identificou Jesus com o beijo,
todos aqueles acontecimentos aconteceram durante toda aquela noite, ou era o dia 14, ou Jesus celebrou a Páscoa um dia antes, por que isso é importante?
Jesus foi crucificado nesse dia, ou era o dia 14 que ele foi crucificado e a noite seria a Páscoa, ou se ele celebrou a Páscoa no dia 13 à noite como uma antecipação, ele teria sido morto no dia da Páscoa,
mas não faz muita diferença para nós, porque o importante é que Jesus foi crucificado na data exata da Páscoa e em seguida, no dia seguinte à Páscoa começavam sete dias de pães-asmos, ok?
Então, só lembrando, já mencionei isso, mas é uma coisa bem interessante, porque as festas no Velho Testamento tinham um significado profético, tinha um significado histórico,
que quando eles celebravam a Páscoa, eles estavam celebrando a saída do Egito, era um acontecimento histórico. Exequias aqui, ele está celebrando a Páscoa para lembrar o que tinha acontecido muitos séculos antes quando eles saíram do Egito.
Mas Jesus cumpriu a Páscoa na data exata da festa, então isso é muito significativo. Por quê? Porque a Páscoa não foi a única festa.
Depois da Páscoa, 50 dias depois, era Pentecoste. Pentecoste significa 50, 50 dias depois da Páscoa. O que aconteceu na data do calendário exato de Pentecoste? O derramamento do Espírito Santo em Atos 2.
Então nós temos das três grandes épocas na história, vamos dizer, três grandes épocas no calendário dos judeus, eram sete festas, mas eram reunidos, agrupados em três épocas.
A Páscoa que tinha três festas, Pentecoste que era uma festa só, e na época de Tabernáculos mais três festas. Então pense um pouco comigo, Jesus cumpriu a Páscoa no calendário.
O Espírito Santo desceu sobre os discípulos no calendário, no dia de Pentecoste, no mesmo ano, isso aconteceu no mesmo ano. Então no mesmo ano da morte de Jesus, nós temos a morte, sepultamento e ressurreição de Jesus na Páscoa, e nós temos o cumprimento literal de Pentecoste no dia de Pentecoste.
O que está faltando? Está faltando as três festas do fim, Trombetas, Espiação e Tabernáculos, que nunca foram cumpridos literalmente, tem tudo a ver com a volta de Jesus.
Então essas festas proféticas falaram da morte, falaram da vinda do Espírito Santo, e falam também, apontam para a volta de Jesus, que obviamente não veio ainda, por isso que nós estamos aqui ainda.
Então não veio ainda a volta de Jesus. E será possível que Jesus voltaria também no calendário judaico da festa dos Tabernáculos?
Aí tem algumas diferenças de opinião, porque no sétimo mês, eu coloquei isso para vocês, mas vamos só recordar, no sétimo mês nós temos três festas, no dia 1º Trombetas, no dia 10 Espiação, e no dia 15 Tabernáculos.
A festa dos Tabernáculos durava oito dias. Então, por muito tempo, eu pelo menos, muitas pessoas têm entendido que Tabernáculos seria a festa dos Tabernáculos que seria a volta de Jesus.
Algumas pessoas, inclusive o nosso amigo Weschel, que a gente tem ouvido bastante, ele acredita que a festa que aponta para a segunda vinda é o dia da expiação.
Mas também são detalhes. Mas o que eu quero colocar para vocês é, seria possível que Jesus, nós não sabemos o ano, mas seria possível que Jesus voltaria de fato na data judaica
de uma dessas festas, seja dia 10, dia 15, isso aí acho que não vai fazer muita diferença para nós, seria possível? Algumas pessoas acreditam que sim, porque as outras duas festas foram cumpridas de acordo com o calendário.
Então, isso é só um parênteses, mas é uma coisa que nos interessa pensar a esse respeito. Então, todo ano, ali quando chega, porque o ano judaico não é igual ao nosso.
Então, é como a Páscoa, cada ano, mesmo para nós, cada ano a Páscoa cai numa data diferente. O calendário dos judeus é diferente dessa, a Páscoa dos judeus não é a mesma data da nossa Páscoa.
Então, é um pouco diferente também, mas cada ano muda um pouquinho. Então, a festa dos tabernáculos, o dia da expiação, acontece entre setembro e outubro, todo ano.
Então, fiquem atentos, gente. Setembro, outubro, 2017, um ano que tem um monte de significados, de cumprimento, de uma porção de coisas.
Tem gente falando de um sinal que vai ter no céu, não sei se vocês viram, eu acho que provavelmente não tem nada a ver, mas são coisas que as pessoas estão falando.
Que em setembro vai ter um juntamento de constelações, que pode ser semelhante a Apocalipse 12.
Então, sempre vai ter essas especulações e essas coisas, assim, as luzes de sangue, vai ter assim, que algumas coisas têm alguns significados, mas a gente não pode ficar muito preso nessas coisas.
Mas eu acho, eu acho bem possível que se as outras festas foram cumpridas na data certa, é bem possível que a vinda de Jesus também aconteça nessa data.
Ok, então, voltando aqui, eles estavam, versículo 21, segundo Crônicas 30, 21, eles estavam celebrando a festa dos pães-asmos por sete dias.
Então, eu só estava explicando que a Páscoa é celebrada na noite do dia 14 e depois, na sequência, tem sete dias de pães-asmos.
"Com grande alegria, enquanto os levitas e os sacerdotes louvaram ao Senhor de dia em dia, ou todos os dias, com instrumentos..."
A minha tradução fala "com instrumentos de louvor ao Senhor". Eu não sei o que a sua tradução fala, mas várias falam que eram instrumentos altos, instrumentos ressonantes altos.
Então, aqui eu só queria comentar rápido com vocês que, de acordo com a lei de Moisés, a festa da Páscoa, e aqui eu quero que vocês guardem o lugar aqui, que nós vamos continuar seguindo, segundo Crônicas 30,
mas vamos voltar um pouquinho para Deuteronômio 16, porque eu queria mostrar mais uma vez essa complementação entre Moisés, quem instituiu a lei, e Davi, que trouxe um novo elemento depois.
Em Deuteronômio 16, diz assim, versículo 1, "Guarda o mês de Abíbe, celebra Páscoa ao Senhor teu Deus, porque no mês de Abíbe o Senhor teu Deus te tirou do Egito de noite.
E molarás ao Senhor teu Deus como oferta de Páscoa, ovelhas e vacas, no lugar que o Senhor escolher..." Eles estavam no deserto ainda, mas ia ter um lugar certo, que seria Jerusalém, "no lugar que o Senhor escolher para lhe fazer habitar o seu nome.
Nela, nessa festa, não comerás pão levedado. Sete dias nela comerás pães asmos, pão de aflição, porque apressadamente saíste do Egito, para que te lembres todos os dias da tua vida, do dia da tua saída do Egito."
Só rápido aqui, eu não quero parar muito nesse ponto, mas eu queria, assim, lembrar, nós estamos lendo em, segundo crôniques 30, que Ezequias e todo o povo de Israel, eles celebraram essa festa de Páscoa e pães asmos com alegria.
Mas na festa, do jeito que foi instituído, não, pelo menos não chama atenção, não foi a ideia central da festa, não era a alegria.
Então eu só queria lembrar, eu quero só fazer um ponto que eu acho que é importante para a gente entender. Nós, hoje, principalmente movimentos carismáticos, pentecostais, é muito enfatizado alegria, e é importante ter alegria.
Moisés não era a figura de alegria, Moisés foi quem instituiu a lei, e a gente associa muito lei com dureza, então os 10 mandamentos e as regras e as punições e muitas coisas que faz parte da lei, a gente não pensa muito em alegria.
Agora Davi é a figura da alegria, talvez, eu não sei vocês, mas uma das imagens que mais vem na nossa cabeça quando nós pensamos em Davi, foi Davi trazendo a arca para Jerusalém, teve um incidente na primeira parte, que não foi muito alegre, mas ele recuperou-se, entendeu como é que ele tinha que fazer, e retomou e depois trouxe a arca realmente com muita alegria.
Então Davi, ele instituiu louvor, ele mesmo criou uma porção de instrumentos, Davi gostava de instrumentos, tinha dança, tinha turnos de louvor, enfim, Davi é a pessoa que introduziu algo novo no culto que não tinha no tempo de Moisés.
Mas a gente precisa prestar atenção porque são dois aspectos, quando a gente pensa, não, Davi tinha alegria, e até mesmo esse incidente da arca, é importante entender porque Davi quis trazer a arca com muita alegria, mas ele começou a trazer a arca de maneira errada, ele começou a trazer num carro de boi, que não era o que Deus tinha ordenado,
e uma pessoa bem tensionada, não foi uma pessoa que quis fazer mal, uma pessoa bem tensionada, pôs a mão na arca e morreu.
Então isso trouxe um grande abalo, ele estava com toda essa alegria e até você entende no relato que Davi ficou um pouco, assim, quase dá pra entender que Davi ficou um pouco bravo com Deus, em tipo, Deus, eu tô trazendo essa arca, eu tô me empenhando pra trazer a arca com alegria e o senhor faz uma coisa dessa, né, uma pessoa morre por causa disso.
Então a alegria, ela precisa de um fundamento, e quando fala, sempre que fala de restauração, nunca fala assim, então todo mundo restaurou o sistema de Davi.
Até hoje, durante muitos anos, teve uma ênfase assim, ah, vamos ter a restauração do tabernáculo de Davi. Eu já ouvi pessoas falando assim, Deus nunca prometeu nos profetas que ia restaurar o tabernáculo de Moisés, mas Enamós fala que vai restaurar o tabernáculo de Davi.
Então é muito perigoso ir por esse lado porque Deus não falou que ia restaurar o tabernáculo de Davi sem Moisés. Todas as restaurações tinha restauração de Moisés e de Davi. Davi trouxe realmente algo novo.
Então o que eu tô querendo mostrar aqui, só antes da gente sair desse texto de Deuteronômio 16, olha só, são três épocas de festa, Páscoa, Pentecoste, Tabernáculos.
Na festa de Páscoa, aqui nesse relato de Deuteronômio, que é mais fácil de ver esse contraste, na festa de Páscoa não fala nada sobre alegria. Por quê? Porque é o momento, na verdade, o que é pão sem fermento?
Quando você faz uma festa, o que que você põe na festa? Tem coisas que não são feitas salgadinhas, outras coisas que não tem nada a ver, mas se é uma coisa feita com farinha, o que que faz parte de uma festa?
Bolo. Bolo tem fermento. Existe bolo bom sem fermento? Talvez assim, outros tipos de bolo, mais pudim do que bolo, mas um bolo tradicional tem que ter fermento. Eu quero dizer que a festa de pães asmos não tinha o elemento de alegria, porque é justamente uma festa que fala de arrependimento.
Em 2 Coríntios 5 ele fala "tire o fermento, tire o fermento da vaidade, tire o fermento da arrogância, tire o fermento de orgulho". O fermento tem muito essa figura de uma coisa negativa, mas na festa de Pentecoste, depois, tinha pão com fermento.
E olha só o que ele fala no versículo 11. Ele está falando sobre a festa de Pentecoste. "Alegrar-te-ás perante o Senhor teu Deus". Versículo 14 sobre a festa de Tabernáculos. "Alegrar-te-ás na tua festa, tu, teu filho e tua filha".
Só queria mostrar que na festa da Páscoa, aqui originalmente, não tinha a conotação de alegria. Tinha a conotação de arrependimento, de purificação. Vamos tirar impureza, vamos tirar o que Deus não gosta.
No sétimo mês, a festa de Tabernáculos tinha alegria, mas tinha uma festa da Aspiação, no dia 10, que era um dia em que você iria afligir sua alma. É um dia de arrependimento.
Então, tem muitas coisas que eu poderia falar sobre isso, mas eu só queria tirar uma conclusão para vocês. Primeiro, não tem alegria sem a base de arrependimento e purificação do fermento.
Então, durante o ano das festas, a festa da Páscoa, a festa dos pães asmos, nós estamos celebrando que Deus nos tirou do Egito, mas nós estamos celebrando uma festa com arrependimento, com contrição, com purificação.
O foco da festa dos pães asmos é para tirar tudo aquilo que não agrada a Deus. E é isso que Ezequias está fazendo. Nós estamos aqui no capítulo 30.
Então, vamos voltar para Crônicas agora, segundo Crônicas 30. Nós estamos seguindo a sequência. A gente leva muitas aulas para chegar lá, então sempre tem que lembrar vocês do contexto. Desde o capítulo 29, Ezequias está fazendo passo por passo.
Essa descrição é mais completa de toda a Bíblia, de como alguém preparou o caminho para realmente celebrar a festa ao Senhor com pureza de coração.
Então, ele passou purificação dos sacerdotes, consagração dos sacerdotes, purificação da casa de Deus, tirar sujeiras, tirar tudo aquilo que não pertence ao culto a Deus, de dentro da casa de Deus, purificar as pessoas.
Então, tudo que aconteceu no capítulo 29, agora no capítulo 30, convide as pessoas das outras tribos. Eles também precisam se purificar. Então, Ezequias está passando por muitas etapas. Não demorou muito.
Foi do primeiro mês para o segundo mês. Não foi um processo demorado, mas foi um processo completo. Ah gente, vamos ter alegria, vamos começar a celebrar a Páscoa ao Senhor.
Espera aí, antes de celebrar com alegria, nós precisamos de purificação, precisamos de arrependimento. Então, eu coloquei algumas coisas aqui que eu acho que é importante lembrar.
Não segue necessariamente regras porque, assim, é difícil você saber. O povo de Deus hoje, sua vida, nós, a igreja que nós representamos, em que ponto que nós estamos envolvidos com a idolatria, em que ponto que nós estamos para poder celebrar a Páscoa ao Senhor.
Então, Deus tem que revelar para cada um em que estágio nós estamos. Mas o ponto fundamental é, não existe verdadeira alegria sem arrependimento, sem uma base de arrependimento.
Eu devo ter comentado isso várias vezes, mas um homem de Deus que já está com o Senhor, mas que eu aprendi muito com ele, ele tinha sido missionário em vários países e uma das coisas eu lembro que ele comentou sobre esse fenômeno que a gente vê de muitas igrejas que tentam celebrar, que tem aparentemente muita alegria, mas parece que a presença de Deus não está ali.
É muito difícil de cernir. Eu não estou falando que toda celebração está errada. Eu não estou dizendo que todas as vezes que a igreja celebra com alegria que está errada, mas eu estou dizendo que quando nós celebramos, quando nós procuramos alegria de celebrar ao Senhor, e parece que não é aquela alegria que realmente vem do Espírito Santo, é uma coisa meio superficial, pode ser uma alegria natural, pode ser que tenha muita gente pulando e dançando e não significa que eles estão errados.
Mas sem arrependimento, sem a operação da cruz, esse irmão falou, acho que não sei se ele falou particular, lembro que ele falou esse princípio que eu nunca esqueci, sem a operação da cruz nas nossas vidas, que envolve Deus limpar a nossa vida de carnalidade, de arrependimento, de nos identificar com Cristo na cruz.
Eu não sei a quem ele morreu por mim, mas eu morri com ele, Deus quer realmente tirar toda essa espuma, toda essa carnalidade da nossa vida, sem passar pela cruz, não tem verdadeira alegria.
Então essa é uma das coisas, e só alguns outros elementos que eu acho que a gente pode colocar nesse contexto de Crônicas 30, uma outra coisa que eu creio que gerou alegria, e agora lembra, eu falei que lá em Deutoro Nome não falou sobre a alegria na festa dos pães asmos, mas aqui eles estão celebrando com alegria.
Versículo 21, eles celebraram a festa dos pães asmos por sete dias com grande alegria, eles estão fazendo uma coisa errada?
Não, por que não? Porque essa tristeza que estou falando, pães asmos não é necessariamente tristeza, você não precisa se arrepender com tristeza, tem uma tristeza por causa do pecado, mas a ideia não é tristeza em si.
Quando você peca, como Jesus te perdoou, você não precisa ficar triste, existe um pesar por causa de você ter falhado, por causa de você não ter sido fiel ao Senhor.
Mas existe uma tendência, nós assim, nossa, eu acho que eu preciso ficar pelo menos uma semana meio triste, eu não posso sorrir para Deus porque eu cometi um erro, eu tenho que ficar, eu tenho que guardar minha penitência, sei lá, alguma coisa desse tipo. E não é necessário, não é necessário porque Jesus morreu e perdoou.
Mas é preciso sim considerar a conseriedade e é preciso tratar, é preciso se arrepender de verdade, então pães asmos é para tirar o fermento, só que nessa festa eles já tinham feito isso, percebem?
Eles tinham feito isso durante todo o capítulo 29 e 30 que vem antes, eles estavam tirando a idolatria, eles estavam purificando, estavam se consagrando, eles tinham passado por esse processo de purificação, então nesse momento eles estavam celebrando com alegria.
Agora tinha uma, eu vejo aqui pelo menos duas razões dessa alegria, uma é porque eles tinham tratado com pecado, depois de purificação, é mais ou menos, você vai entrar numa festa, você suou, você está sujo, você vai entrar numa festa sem tomar banho, não, você está pronto para celebrar quando?
Quando você está limpo, quando você está, aí você está pronto para uma festa, então eles tinham feito a limpeza, eles tinham feito a purificação.
Mas a segunda razão da alegria que é muito importante, que a gente conhece pouco, é porque eles estavam unidos, eles estavam reunidos ali com os irmãos separados de muitos anos das outras tribos.
Então, uma coisa assim, do pouco que eu já experimentei alguns encontros, alguns momentos de quebrantamento, ontem mesmo soube que num lugar houve uma reunião de católicos, evangélicos, uns pedindo perdão aos outros.
No momento de você sentir a separação, no momento de você sentir que você tem ofendido os seus irmãos, no momento que você sente que você por muito tempo tem considerado outros irmãos como menos,
talvez nem como partes do corpo de Cristo, então houve momentos nessa reunião ontem em que houve choro, em que houve quebrantamento, em que houve pedir de perdão, mas depois que isso acontece, existe uma grande alegria.
Sabe aquelas coisas que passam na televisão, assim, uma mãe encontrou o filho depois de tantos anos, às vezes aparece ali mesmo num momento assim, faz 20 anos, sei lá, que não vê um filho.
Quanta alegria de estar junto com irmãos que antes estavam separados, membros da família que você achou que tinha perdido, como a parábola do filho pródigo.
Quando o filho voltou, o pai fez uma grande festa, porque a união, a reconciliação, a unificação de membros da família que estavam separados, isso traz grande alegria.
Então, primeiro motivo de alegria é quando tem arrependimento e purificação. Segundo motivo de alegria, quando tem unidade, quando tem unificação. E tem uma terceira que eu vi também, um outro momento de grande alegria,
foi quando o rei Salomão dedicou o templo. Também foi uma celebração de grande alegria. E isso está conectado nessa festa.
O povo estava preparado, estava pronto para estar juntos, então acho que o processo de purificação não precisava ali, porque eles estavam em dia com o Senhor, eles estavam unidos, então o segundo, estavam purificados, estavam unidos, mas a terceira coisa é que eles tinham uma casa pronta para Deus morar.
Então, a terceira grande, o terceiro motivo de alegria é quando Deus está preparando sua casa, a casa espiritual, a casa que Deus quer formar através de nós, e quando essa casa começa a ficar pronta para Deus vir e habitar entre nós, é um outro motivo de grande alegria.
Então, é muito importante, não sou contra alegria, não sou contra outra coisa que fala aqui no versículo 21, que eles estavam louvando com instrumentos retumbantes, ressonantes.
Davi foi assim, ele queria fazer barulho mesmo, ele queria fazer, ele usava instrumentos e várias vezes, não tenho tempo de olhar agora, mas em I Crônicas 13, depois no 15, 16, tem várias passagens que mostram que Davi usava instrumentos que faziam barulho.
Então, tem um momento de, eu acho que falta muito isso, você vai em certos grupos, talvez mais da linha tradicional, nunca tem barulho, aquela coisa bem tradicional, bem silencioso.
Tem coisas que os carismáticos, os pentecostais nem conhecem, porque existem rituais, você vai numa catedral, o próprio lugar parece conduz a uma solenidade, a uma coisa assim, aquele órgão centenário.
Então, tem aspectos de liturgia, tem aspectos de culto a Deus, eu lembro uma vez alguém falou assim, acho que citou um hino tradicional, não sei se Santo, Santo, Santo.
Acho que era Santo, Santo, Santo, que é um hino super tradicional, e que muitas igrejas mais tradicionais cantam assim, de uma forma bem solene, e eu lembro uma vez que alguém falou assim, nossa, que coisa morta assim, ficar cantando.
Falei assim, não gente, isso é maravilhoso, cantar um hino, Santo, Santo, Santo, e tem muitos outros, um hino tradicional, dentro de um contexto de adoração, de temor, de sentir a grandeza de Deus, diante de um grande rei.
Imagina uma cena assim, de solenidade, você não entra ali pulando e dançando, você entra ali com solenidade, porque ele é um grande rei, então tem os momentos, é isso que a gente perde, porque algumas igrejas só tem essa solenidade, e outras só tem a parte mais de alegria, de pular e de dançar, e nós precisamos das duas coisas.
Tem um momento para solenidade, e tem um momento para celebrações, ok? Então Deus, ele tem todos os aspectos, né? Ele tem os aspectos assim, de liturgia, de solenidade, mas ele tem também os aspectos, os momentos certos de celebração, né?
Então esse aqui foi um momento de celebração, é importante a gente entender, porque eu sei que todos aqueles que têm sede de Deus, que têm sede da presença de Deus, a gente não quer uma alegria que passa, que não alimenta, existem celebrações que tocam na sua alma, né?
Quando é momento sim de se alegrar diante de Deus é maravilhoso, você chora, você ri, você pula, você corresponde à presença de Deus, mas tem momentos que não é para isso, não dá para fazer isso, então tem momentos para tudo, então é sempre importante ver isso.
Ok, vamos adiante, versículo 22, Ezequias dirigiu palavras de encorajamento a todos os levitas que demonstravam bom entendimento do serviço do Senhor.
Aqui eu só vou fazer mais uma referência que eu já falei sobre isso várias vezes durante essa história, eu acho, não é o ponto central que está mostrando aqui, mas nós estamos numa sequência aqui, Crônicas 29, 30 e vai continuar no 31.
São três capítulos que vão descrever todo esse processo de restauração da casa, do sacerdócio, do povo, a Páscoa e depois no capítulo 31 vai falar sobre como ele restaurou todos os serviços como Deus queria.
O centro, o tema central aqui é que houve restauração, mas um aspecto que eu acho bem importante, porque você percebe isso durante toda essa história, é o papel de Ezequias como líder.
Eu acho que isso é muito rico a gente ver isso, porque Ezequias ele é um rei, ele é um rei jovem, ele tinha 25 anos, ele é um rei jovem, ele é o rei, então ele tinha uma função, o sistema de governo não era democrático,
então ele não dependia necessariamente de outros órgãos, não tinha uma assembleia, não tinha outras partes do governo para ele consultar, mas ele não governava sozinho.
Então eu não vou tomar tempo, só relembrando que Ezequias ele é uma peça importante em todo esse processo, claro, ele é o rei, mas lembrem que, também a gente já falou em vários pontos do nosso estudo,
que o governo de Deus, no Velho Testamento, ele tinha funções separadas, principalmente entre o rei e o sacerdote. O rei e o sacerdote, as funções do rei e do sacerdote não podiam ser exercidas pela mesma pessoa.
E Ezequias, ele está conduzindo um processo que tem muito a ver com o sacerdócio, porque é a casa de Deus, é a celebração da Páscoa, então, de certa forma, nesse momento o rei Ezequias, ele não podia tomar muito a frente,
porque ele, como rei, ele não podia ser sacerdote, ele não podia assumir as funções do sacerdote. Então essas funções são separadas, hoje nós não temos isso separado como uma classe,
porque o rei tinha a linhagem de Davi, o sacerdote tinha a linhagem de Levi, mas hoje também, Deus, no Novo Testamento, nós temos funções de governo e nós temos funções de ministrar ao Senhor.
E todos nós podemos ministrar ao Senhor e todos nós podemos, de alguma forma, participar de governo, mas as funções são separadas e não devem ser misturadas e Deus não quer esse tipo de coisa de uma pessoa,
até hoje, ele não quer uma pessoa concentrando tudo em si mesmo. Isso na família, Deus não quer, isso num pequeno grupo de comunhão, numa igreja, Deus não concentra todos os dons,
Deus não consenta o seu governo numa pessoa só. Ele tem, é plural, mas mesmo essas funções de governo e quem é muito chamado pra tomar iniciativa, pra ser um líder,
vamos fazer isso, a pessoa que tem esse dom muitas vezes não é a mesma pessoa que vai ter essa forte tendência de esperar em Deus, de buscar ouvir uma palavra de Deus e ministrar ao Senhor os músicos,
enfim, Deus tem muitos aspectos desse ministério sacerdotal e Deus tem outros dons que são dons de liderança de governo. Então, Ezequias, nós já vimos um caso relativamente pouco antes de Ezequias,
que foi aquele rei, Uzias, que tentou ser um sacerdote, tentou entrar no Santo dos Santos como sacerdote e Deus ficou muito irado com ele.
Então, Ezequias não está sendo presunçoso, ele não está ocupando o lugar que ele não deveria ocupar, mas ele está sempre presente, essa frase aqui no versículo 22,
ele dirigiu palavras de encorajamento a todos os levidos que demonstravam bom entendimento do serviço do Senhor. Então, ele é o bom líder que ele sabe encorajar as pessoas que têm outros tipos de dons,
em vez de ele fazer, tomar o lugar deles, ele encoraja, ele estimula, ele abençoa que as pessoas assumam os seus cargos, as suas funções.
E só lembrando que ele também dá um exemplo muito bom de governo, ele era o rei, mas ele estava sempre consultando os príncipes, estava consultando com a Assembleia, ele tinha realmente muita sabedoria para governar em conjunto com as outras pessoas, que é outro princípio importante.
Continuando no versículo 22, comeram as ofertas da solenidade por sete dias, apresentando ofertas pacíficas e rendendo graças ao Senhor Deus de seus pais.
Agora, versículo 23, toda a congregação então decidiu celebrar, e olha isso aqui, parece que nem partiu de Ezequias, toda a congregação então decidiu celebrar outros sete dias, assim por outros sete dias celebraram com grande alegria.
Gente, essa festa é muito boa, vamos fazer mais uma semana, então eles, pelo que parece aqui, não foi Ezequias que falaram assim, gente vamos continuar, não, as próprias pessoas começaram a falar, vamos continuar, vamos celebrar por mais sete dias.
Então só temos algo parecido na dedicação do templo de Salomão, que também eles celebraram uma festa e depois repetiram por mais sete dias.
Então é uma ocasião muito especial, assim por outros sete dias celebraram com grande alegria, grande alegria por causa dos motivos que já mencionamos.
Versículo 24, Ezequias rei de Judá providenciou para congregação mil novilhos, porque todas essas festas dependiam muito de sacrifícios e muitos sacrifícios também eles comiam.
Uma parte era oferecida ao altar, mas uma parte era da alimentação deles, então toda essa congregação de muita gente, não falo o número, mas era um grupo bem grande de outras cidades de Judá e das outras dez tribos estavam ali, então dependia também de comida para toda essa gente.
Então eles sacrificavam, Ezequias e os príncipes ofereceram, providenciaram um número grande de animais para poder fazer os sacrifícios e para poder ter alimentação.
No final do versículo 24, um grande número dos sacerdotes se consagraram, isso aqui também é uma coisa que menciona várias vezes, desde o início do capítulo 29, os sacerdotes e em parte os levitos, os levitos foram melhores, mas tanto os levitos como os sacerdotes eles demoraram.
Às vezes aqueles que deviam estar mais à frente são os que demoram mais para sentir o toque de Deus e para se preparar, para entrar no mover de Deus.
Então isso foi uma coisa gradativa, mas aqui finalmente os sacerdotes estão também correspondendo e um grande número de sacerdotes se consagraram.
Então o aviamento realmente está chegando aonde precisa chegar.
Versículo 25, alegraram-se toda a congregação, olha quanto que fala sobre alegrar, alegraram-se toda a congregação de Judá, os sacerdotes, os levitas, toda a congregação de todos os que vieram de Israel, como também os estrangeiros que vieram da terra de Israel e os que habitavam em Judá.
Olha onde está chegando o ponto de unidade, que nós temos os de Judá, nós temos o povo de Israel das dez tribos e agora está incluindo também estrangeiros, tantos que moravam em Judá, como também das outras tribos, pessoas que não eram israelitas por nascimento, por raça, também estão sendo incluídas.
Então realmente essa festa traz uma ideia muito grande de unidade e de inclusão, que eles estavam incluindo um grande número.
Outra vez, versículo 26, houve grande alegria em Jerusalém, pois desde os dias de Salomão, filho de Davi, rei de Israel, não tinha havido coisa semelhante em Jerusalém. Então desde o tempo, isso é mais de 200 anos, desde o tempo de Salomão não tinha havido uma festa, a última festa sim, foi essa festa da dedicação do templo.
Então, pensando nessa ocasião de Ezequias, é um tempo, mais uma vez lembrando pelo menos o que eu consigo perceber em como nós podemos aplicar esse tempo para nós, essa celebração e esse tempo de Ezequias para o nosso tempo,
Ezequias vive num período em que, apesar de toda essa restauração, a nação de Israel está em declínio.
E isso que aconteceu trouxe um alento, trouxe uma prorrogação, porque as dez tribos estavam indo para o cativeiro, mas Judá não foi por causa disso que está acontecendo aqui, porque eles poderiam ter ido também, mas é algo que vai acontecer.
Então, no nosso tempo, a igreja, pela graça de Deus, não porque a gente merece, mas pela graça de Deus, pelo tempo histórico em que nós estamos, a igreja, eu acredito, não vai mais para o cativeiro.
Mas nós estamos vivendo numa época em que o mundo está chegando a um ponto em que não vai ter mais retorno, realmente vai trazer o juízo de Deus.
Porque o juízo de Deus, que teria que vir sobre a nação de Israel por causa do afastamento, da infidelidade deles, o juízo de Deus virá sobre o mundo.
Nós vivemos numa época semelhante nesse sentido, mas Deus tem coisas, no meio desse período escuro, Ele tem grandes visitações. Então, eu creio que nós podemos esperar algo semelhante a esse tempo de Ezequias, unidade, arrependimento, celebrando realmente a Páscoa juntos com o povo de Deus.
Não tinha havido coisa semelhante desde aquele tempo. Versículo 27, "Os sacerdotes e os levitas se levantaram e abençoaram o povo, e a sua oração foi ouvida, pois chegou até a santa habitação de Deus até os céus."
Olha que texto maravilhoso. Não são todas as orações que Deus ouve? Quando você lê um versículo assim, você pensa, essa oração chegou à habitação de Deus.
É mais ou menos como aquela ideia, nós estamos reunidos aqui, a gente cita aquele versículo onde tem dois ou três reunidos, meu nome, eu estou no meio, mas nós sabemos que em muitas das nossas reuniões, na maioria talvez, Deus sempre está presente, o Espírito Santo está presente, mas nós não temos a visitação palpável, nós não temos uma presença de Deus que realmente mude as coisas,
nós não temos convicção de pecados, nós não temos poder na nossa vida, nós não temos testemunho, tem muitas coisas que deveriam estar acontecendo que não estão, porque Jesus não está presente naquela dimensão, então eu estou mais ou menos fazendo um paralelo.
Todas as orações que você faz, Deus ouve? Ele ouve. Ele ouve quando não é oração, ele ouve quando você fala bobagem, ele ouve quando você pensa, ele ouve tudo.
Você faz uma oração que não é de acordo com a vontade de Deus, Deus ouve, mas claro que quando a Bíblia fala que Deus ouviu a oração de alguém, ele está dizendo, aquela oração vai ser respondida, é um ouvir diferente, entendeu?
Então aqui nós não temos muitas vezes na Bíblia que fala que uma oração realmente foi ouvida, muitas orações foram respondidas, mas aqui tem uma ocasião e isso aqui é até de acordo também com a oração de Salomão,
quando o teu povo se arrepender, quando o teu povo tenha se afastado de ti e quando eles se voltarem, quando se arrependerem, quando eles orarem em direção a essa casa ou quando eles vierem a essa casa.
Então a oração de Salomão foi respondida aqui, porque aqui nesse momento o povo realmente estava fazendo o que Deus queria.
Aqui nós não temos uma situação mais ou menos, não temos assim, Deus apesar de toda a nossa frieza, apesar de nossa fidelidade, Deus ouve muitas orações, Deus responde, Deus faz algumas coisas,
mas isso aqui é algo especial, porque aqui o povo estava em unidade, o povo estava realmente buscando a Deus como Deus queria e aí então Deus ouviu, a oração chegou até os céus.
E vocês devem se lembrar, nós vamos chegando lá, vai ter um milagre sem paralelos, nunca assim, Deus ajudou Israel a vencer em muitas batalhas, mas o tipo de vitória que Deus deu para Ezequias,
há poucos capítulos aí na frente, não tem, não tem uma situação igual, então realmente algo mudou nos céus e Deus se colocou ao lado do seu povo de uma forma diferente.
Muitas vezes nós pensamos, mas Deus, nós somos chamados por teu nome, nós somos teu povo, por que que a gente ora e não acontece?
Por que que, como muitos salmos falam, por que que as pessoas zombam de nós? Por que que as pessoas ridicularizam teu povo?
Por que que o senhor não faz nada? Por que que o senhor olha, vê a nossa situação, mas nós somos teu povo? Por que?
Não é em todos os momentos que Deus se coloca realmente ao lado de nós, por que? Porque nós não estamos ao lado dele, nós não estamos, nós estamos nas condições que precisa ter.
Então, essa situação representa, se nós, representa o caminho, se nós realmente queremos que Deus se manifeste na vida de Ezequias, Deus se manifestou daquele jeito que a gente queria que ele sempre agisse em favor da igreja.
Vem um exército enorme contra nós, Deus nem esperou o exército de Israel se sair e não foi nem assim porque poucos derrotaram muito, não, eles estavam ali cercando Jerusalém,
o anjo do senhor saiu numa noite só, ele pôs fim a todo aquele exército, então Deus realmente defendeu seu povo como poucas vezes nós temos na história e foi uma, assim, uma defesa sobrenatural, foi Deus se manifestar ao lado do seu povo.
E aqui, se você olhar o livro de Reis, o relato de segundo Reis, você não tem toda essa preparação, por isso que é muito importante a gente juntar os dois relatos e entender que antes que houvesse aquela libertação da parte de Deus,
houve toda essa preparação da parte de Ezequias de estar diante do Senhor. Senhor Deus, nós nos colocamos diante de Ti, Senhor, a Tua Palavra é fiel, ó Deus, Tua Palavra é viva, ó Deus, nós cremos, ó Deus, naquilo que o Senhor mostra,
ó Deus, Teus princípios, Tua natureza, ó Deus, Tua fidelidade, vê, ó Deus, como o povo realmente se uniu na Tua presença, Senhor, e teve esse momento de tanta visitação, de tanta presença do Senhor, nesse momento tão singular, Senhor.
Nós pedimos que hoje também, que o Senhor nos ensine qual o caminho, Senhor, como nós podemos também ver o Teu povo em arrependimento, ver o Teu povo em unidade, ver o Teu povo realmente se colocando diante de Ti, Senhor,
para que mais uma vez também possamos ver o Senhor se manifestando na terra e demonstrando Teu poder, Tua grandeza, Tua defesa do Teu nome, do Teu reino na terra, queremos que o Teu nome seja engrandecido, Senhor.
E pedimos que o Senhor nos mostre, porque nós queremos também, Senhor, passar por tudo que é necessário para que o Senhor possa ter prazer em nós e visitar-nos, ó Deus, de acordo com a Tua graça.
Ó Deus, abençoa Tua igreja, abençoa Teu povo, pedimos em nome de Jesus. Amém.
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