1 – Cegueira. Falta de visão. O primeiro passo não é muito chocante ou visível. Os líderes podem ser homens de Deus, com amor pelo Senhor e sua causa, mas não têm visão e não conseguem passar senso de paixão por Deus para a próxima geração. Como Eli, estão cegos (1 Sm 3.2). Os filhos dele se tornaram filhos de Belial, instrumentos de Satanás e não conheceram o Senhor (1 Sm 2.12).
2 – Obesidade. A liderança começa a participar indevidamente das ofertas do povo feitas para o Senhor (1 Sm 2.13-17). Os filhos de Eli tiravam a parte do sacerdote antes da hora certa e de forma errada. Deus repreendeu Eli: “Por que desprezais o meu sacrifício e a minha oferta… e por que honras a teus filhos mais do que a mim, de modo a vos engordardes do principal de todas as ofertas do meu povo Israel?” (1 Sm 2.29). No fim, Eli morreu também por causa do seu peso, quando ouviu as notícias sobre a tomada da arca pelos filisteus e caiu da cadeira para trás e quebrou o pescoço (1 Sm 4.18).
3 – Passividade e apoio do povo de Deus à corrupção dos líderes. “Coisa espantosa e horrenda tem-se feito na terra: os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam por intermédio deles; e o meu povo assim o deseja” (Jr 5.30,31). “Pois este é um povo rebelde, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do Senhor; que dizem aos videntes: Não vejais; e aos profetas: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, e profetizai-nos ilusões; desviai-vos do caminho, apartai-vos da vereda; fazei que o Santo de Israel deixe de estar perante nós” (Is 30.9-11). É fácil criticar os líderes e falsos obreiros. Mas , a verdade é que o povo tem os líderes que merece. O povo tem desejo egoísta e idólatra e acha bom a liderança ser folgada com a lei de Deus porque isso lhe dá direito de fazer o mesmo.
4 – Tentativa de produzir uma imitação da presença de Deus. Depois de todos os passos anteriores, as pessoas ficam tão desacreditadas que sentem a necessidade de produzir um senso da presença de Deus. Israel estava perdendo as batalhas diante dos filisteus. Daí resolveram pegar a arca, que representa a presença deDeus, e levá-la como um amuleto para a batalha, acreditando que isso bastaria para dar-lhes a vitória. Diante da derrota, fizeram a pergunta certa: “Por que nos feriu o Senhor hoje diante dos filisteus?” (1 Sm 4.3) mas não esperaram a resposta. Muitas vezes, sabemos como Deus age e mesmo quando Deus não está presente, fabricamos uma imitação da sua presença. Manipulamos os sentimentos do povo, criando uma sensação de que Deus está presente quando não está. Quando a arca chegou, “prorrompeu todo o Israel em grandes gritos, de modo que a terra vibrou” (1 Sm 4.5). Avivamento falso, forçado, fabricado pelo homem! Os filisteus ouviram o som e ficaram atemorizados! Disseram: “O que aconteceu com esse povo? Derrotamos eles ontem e hoje estão se regozijando?” Em Isaías 1, Deus deixa bem claro que ele não quer reuniões e rituais religiosas sem arrependimento sincero e mudança de atitude. E aí vemos que Deus teve coragem de deixar os filisteus tomarem a arca e houve uma derrota fragorosa do povo de Deus.
5 – Icabode – foi-se a glória! A arca nunca mais volta para Siló! A arca volta da terra dos filisteus para a casa de Abinadabe e aí começa o ministério ativo de Samuel (1 Sm 7.1-4). Mas Deus não falou para ele levar a arca de volta para lá. Deus quer um lugar novo. Ele rejeita permanentemente o lugar onde ocorreu todo esse processo de declínio e apostasia. Agora é necessário se levantar um homem segundo o seu coração, Davi, para achar um lugar para a arca.
Mensagem ministrada por Robert Walker em Belo Horizonte em 28 de maio, 2011.
Valeu,a matéria,as mensagens estão ótimas,um forte abraço irmão harold walker
Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João. Ele era uma voz, a voz do arrependimento, precisamos dessa voz profética hoje! João Batista significa ruptura com o sistema eclesiástico, ele era uma voz que clamava no deserto.Pra restaurar a igreja é necessário o mover profético vindo no Espirito e poder de Elias. A voz! Jesus disse as minhas ovelhas ouvem a minha voz, quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz as igrejas.
Sempre admirei a família Walker, sobretudo pela dedicação à obra do Senhor. Este texto é fabuloso. Que Deus continue sustentando a Impacto e todos os que respondem por ela. Francesco Bernardes – Anápolis/GO