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Aula 14 – Vol.28 – Restauração das ordens sacerdotais

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23/07/17 – Restauração das ordens sacerdotais
2 Crônicas 31

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Transcrição · gerada automaticamente

Nós estamos iniciando mais um capítulo em Segundo Crônicas, Segundo Crônicas 31 e tem um esboço, mas eu coloquei aqui também para vocês poderem ver essa sequência que nós já estudamos o capítulo 29, já estudamos o capítulo 30
e agora estamos começando o capítulo 31, então só para a gente entender esses três capítulos fazem uma sequência das reformas, da restauração que Ezequias efetuou logo no início do governo dele, do reinado dele e é uma coisa que eu falei bem no início que tem partes da história de Ezequias que são registradas três vezes,
normalmente nós temos dois relatos paralelos em Segundo Reis e Segundo Crônicas, no caso de Ezequias nós temos um terceiro relato que é em Isaías, mas é parte, não é todo, então nós temos três relatos paralelos como tem os quatro evangelhos, tem várias partes da história da bíblia que tem dois relatos,
então a gente tem dois ou três, no evangelho tem quatro, quando isso acontece a gente tem que juntar, a gente lê separadamente, se você está lendo a bíblia separadamente, você lê um capítulo ou um livro, depois você lê outro, tem uma bíblia, não sei quantos conhecem, tem uma bíblia que foi lançada que é a bíblia cronológica e parece que tem mais de uma versão, em partes é bom,
porque ele não tem os relatos na sequência como na nossa bíblia, ele coloca tudo em conjunto, só que às vezes parece, se você estiver lendo na sua devoção por exemplo, fica meio engraçado porque nos evangelhos tem relatos que são quase idênticos,
então na bíblia cronológica, se você for ler naquela sequência, você vai ler sobre a cura do cego três vezes em seguida ou duas vezes em seguida e é quase igual, mas é bem interessante para você entender como que a bíblia funciona cronologicamente e colocando os relatos parecidos juntos,
mas só para lembrar um aspecto sobre a vida do rei Ezequias, nós temos então três relatos, mas o único dos três que tem essa reforma aqui é Segundo Crônicas, em Segundo Reis não tem, em Isaías não tem,
então o único autor, a única parte, como é importante ter os três relatos, que se a gente não tivesse esse, a gente ficaria faltando uma parte muito importante,
então rei Ezequias, de acordo com o capítulo 29, no primeiro dia, no primeiro mês do seu reinado, ele já começou uma reforma, então a gente já estudou essas duas primeiras partes, é só para a gente colocar no contexto, para a gente entender onde nós estamos nesse relato,
então o primeiro capítulo, e nesse caso ele corresponde bem aos capítulos, então o capítulo 29, porque às vezes vai de tal versículo a tal versículo, depois no meio do capítulo começa outro, aqui não, é o capítulo 29, é todinho sobre a reforma da casa de Deus,
restauração, tem envolvimento assim do ministério, da consagração dos ministérios, dos sacerdotes levitas, mas é mais relacionado a casa de Deus, no capítulo 30, a segunda etapa da restauração, ou da reforma no rei Ezequias, foi a celebração da Páscoa,
que nós acabamos de estudar, antes do nosso breve recesso, que ficamos duas semanas sem aula, então esse capítulo 30 falou tudo sobre como ele celebrou a Páscoa, era uma Páscoa diferente, diferente porque fazia tempo que eles não celebravam,
e diferente também porque durante esse período do reino dividido, nas vezes em que os reis que eram fiéis a Deus em Judá celebravam a Páscoa, geralmente não contava muito com a participação das outras dez tribos,
e como nessa época, como nós temos visto, nessa época exatamente, do início do rei Ezequias, as dez tribos estavam sendo levadas para o cativeiro, então o reino dividido tanto é que, você pode ver aqui no esboço, lá o cabeçalho, o título lá em cima,
são os últimos anos, não são dez ou quinze anos, são cento e tantos anos, mas são os últimos anos do reino do sul, do reino Judá, porque o reino das dez tribos está exatamente nessa época deixando de existir, mas tem gente lá,
muita gente foi levada para o cativeiro nas dez tribos, mas tem gente lá, então essas pessoas, como nós vimos, foram convidadas, reis Ezequias fez questão de chamar as pessoas que estavam nas outras dez tribos,
algumas não quiseram, algumas debocharam, algumas não quiseram saber do convite, mas algumas pessoas aceitaram e vieram, então nós temos aqui uma celebração diferente, inclusive o registro bíblico é que nunca tinha havido uma celebração desde os tempos do rei Salomão,
nunca tinha tido uma celebração como essa, então, e aí tem, é só queria, talvez a gente volte a falar sobre isso que nós vamos começar, então agora estudar esse terceiro passo, que agora já restaurou a casa de Deus e tudo isso aqui é num espaço mais ou menos de dois meses,
isso aqui não é muito tempo não, no primeiro mês do ano, restaurou a casa de Deus, aí era para ter celebrado a Páscoa no primeiro mês, lembra, nós falamos sobre isso, quando ele foi celebrar a Páscoa, ele tinha passado a data do dia 14 do primeiro mês,
por que passou a data? Porque eles estavam restaurando a casa, estava tudo em bagunça, então eles restauraram a casa, daí terminou de restaurar a casa e consagrar os sacerdotes e levitas, aí eles se deram conta de que tinha passado a data da Páscoa,
eles não quiseram esperar até o outro ano para celebrar a Páscoa, eles celebraram a Páscoa no segundo mês, excepcionalmente no segundo mês do ano que tinha um precedente até na lei sobre isso,
então todo esse período aqui, toda essa reforma aqui foi num período curto de tempo, aí vamos abrindo aí no capítulo 31, versículo 1, o versículo 1 do capítulo 31 é mais ou menos finalizando esse período da celebração da Páscoa, do 2,
ele fala "acabado tudo isso os israelitas que ali se achavam saíram a cidade de Judá e quebraram as estátuas, cortaram os postes ídolos, derrubaram os altos e altares por toda Judá e Benjamim, como também Efraim e Manassés até que tudo destruíram,
então voltaram os filhos de Israel, cada um para sua possessão, para as cidades deles". As doze tribos, todas as doze tribos eram chamadas inicialmente de Israel,
mas desde o tempo do reino dividido, ou seja, do filho de Salomão, eles tinham feito, havia uma divisão, houve um reino dividido, então tinha o reino de Judá, Judá e Benjamim formavam, essas duas tribos formavam um reino só,
Judá e Benjamim eram um reino e as outras dez tribos eram o outro reino, e eles, aqui tem uma distinção, que a gente tem que prestar atenção, porque às vezes para nós parece tudo igual, Israel, Judá, é tudo uma coisa só,
e nesse momento não, quando fala filhos de Israel, são das dez tribos, quando fala Judá, é de Judá, então quando ele fala, os israelitas eram esses que tinham vindo para celebrar a Páscoa, que eram das outras tribos,
e lembrando, a gente falou sobre isso na última aula, mas no capítulo 29 eles já tinham feito um trabalho, foi por etapas, no capítulo 29 eles tiraram tudo que era de idolatria de dentro da casa de Deus,
tinha idolatria dentro do templo, dentro da casa de Deus, então eles foram fazer uma limpeza de dentro da casa de Deus, aí depois, no capítulo 30, quando ele chamou o povo para celebrar a Páscoa,
antes de celebrar a Páscoa, eles ainda foram em toda a cidade de Jerusalém e quebraram, tiraram as idolatrias que tinha na cidade, agora celebraram a Páscoa, tinha mais uma etapa, eu sempre falo isso, idolatria é tiririca,
você tira, arranca, arranca e tem mais, então eles ainda foram numa terceira etapa e foram tirar toda a idolatria, tudo que tinha de símbolos, que fazia parte do culto, dos cultos pagãos de idolatria,
eles foram tirando tudo das outras cidades de Judá e até uma parte, fala que Efraim, Maracés, que faziam parte do reino das 10 tribos, então eles foram fazendo essa limpeza, aí fala no final do versículo 1,
então voltaram os filhos de Israel, quem são os filhos de Israel? Dessas outras 10 tribos, pessoas que não eram de Judá, então voltaram os filhos de Israel, cada um para sua possessão, para as cidades deles.
E aí, versículo 2, que inicia esse terceiro passo da reforma que nós vamos ver agora, "Estabeleceu Ezequias as turmas dos sacerdotes e levitas, turma após turma, segundo o seu serviço, os sacerdotes e levitas para o holocausto,
para as ofertas pacíficas, para ministrarem, renderem graças e cantarem louvores nas portas dos arraiais ou do acampamento do Senhor".
Então, vamos pensar, quando Ezequias assumiu o trono estava tudo errado, tudo errado, o pai dele tinha sido um dos piores reis de Judá, estava tudo, tudo errado, às vezes existem épocas, existem momentos na história passada, na história atual,
que tem uma parte errada, mas tem momentos em que realmente está tudo fora do padrão de Deus, tudo fora daquilo que Deus quer.
Então, essa reforma de Ezequias, ele começa lá embaixo, do zero, está tudo errado, até porque às vezes o povo de Deus mistura, serve a Deus e serve aos ídolos.
Tem o culto, tem os sacerdotes, tem as coisas certas acontecendo, é como uma das maneiras fáceis de aplicar isso nos dias de hoje é pensar.
Você, no domingo, em alguns momentos na semana, você cultua Deus, você reconhece Deus na sua vida, mas no restante da semana, no restante do seu tempo, você está efetivamente servindo ao dinheiro,
servindo aos seus próprios interesses, você não está realmente servindo ao Senhor, em alguma medida isso acontece na vida de todos nós, em alguma medida isso está acontecendo, às vezes é uma medida maior e às vezes é uma medida menor.
Mas existe essa dicotomia errada de servir a Deus como a parte da sua vida, outro exemplo fácil assim, você administra, você recebe um valor X de dinheiro, você trabalha, você ganha,
então você dá esse princípio muito enfatizado no meio evangélico, então você entende que 10% de tudo que você ganha pertence a Deus, 90% você faz como quer,
e você tem direito de fazer isso porque os 10% eu já dei para Deus. Não existe essa dicotomia, não existe, na verdade nem no Velho Testamento, mas muito menos no Novo.
90% é seu, você faz o que você quer? Não, você é um administrador, tudo que você recebe, isso é tempo, isso é tudo que representa sua vida, sua vida como todo, não é 10% de Deus, 5% de Deus e o resto eu vivo como quero, 100%.
Então tem essa dicotomia em que a nossa vida é dividida entre servir a Deus e servir a outros ídolos, por isso que no Velho Testamento essa questão de idolatria é tão enfatizada,
eu não sei se falo isso, mas eu fui criado lendo a Bíblia, meus pais faziam culto doméstico, eu fui praticamente alfabetizado dentro da Bíblia, eu li a Bíblia desde quando eu nem sabia ler ainda,
então eu lembro sim de algumas impressões que eu tinha como criança e uma delas era assim, de pensar, mas que povo mais, eu não consegui entender, eles tinham Deus, tinham os milagres,
tinha tanta coisa que Deus tinha feito e eles iam atrás de ídolos e não só iam atrás de ídolos, mas era tiririca mesmo, era um negócio que não acabava nunca, Deus tratava, Deus castigava, Deus exercia juízo e vira e mexe.
Olha que, só para pegar um exemplo aqui, o rei Ezequias, eu já mencionei isso, o rei Ezequias, ele está exprimido, ele governou acho que 29 anos, esses 29 anos foram um período muito curto,
o pai dele governou durante 16 anos idolatria pura, não era só a dicotomia, porque a idolatria, agora essa parte aperta a gente demais, eu já descrevi como a nossa vida pode ser uma dicotomia,
uma parte para Deus, quando você adora Deus, quando você vai nas reuniões ou quando você tem suas devoções particulares, assim, tem momentos na sua vida em que você realmente reconhece a Deus,
em que você realmente se curva diante de Deus, você realmente adora o Deus verdadeiro, mas é uma parte da sua vida, o resto da sua vida não é, então eu descrevi essa dicotomia,
mas esse tempo do rei Akaz, em que estava tudo errado, ele fechou as portas da casa de Deus, primeiro ele colocou um altar e símbolos e aspectos de idolatria dentro da casa de Deus,
depois no fim fala assim que ele fechou as portas da casa de Deus, então chegou ao ponto em que a própria adoração, e isso acontece também direto no nosso tempo,
em que os nossos cultos, e gente, eu não estou acusando nenhuma igreja em particular, os evangélicos gostam de falar que os católicos têm os templos cheios de ídolos,
então você pode falar assim, ah, mas então tem igrejas que têm idolatria dentro dos próprios lugares de culto, gente, e os nossos ídolos humanos que estão dentro de todas as igrejas evangélicas?
Então nós temos idolatria, nós temos a contaminação do culto a Deus, vocês entendem o que eu quero dizer? Tem a dicotomia em que uma parte é de Deus, mas uma grande parte não é de Deus,
mas tem a mistura em que o próprio culto a Deus, os nossos cultos, os nossos momentos de adoração são super misturados com exaltação de pessoas, de líderes, de pregadores, de conjuntos musicais,
de conforto para nós, o culto é uma grande oportunidade para eu pegar Deus e usá-lo para meu próprio benefício, isso tudo é idolatria, então nós temos idolatria dentro do nosso culto a Deus,
e é isso que era, que fez Deus ficar muito enojado com o que estava acontecendo com o seu próprio povo, mas voltando, Ezequias ele governou durante 29 anos,
o pai dele 16 anos de idolatria pura, e o filho dele 55, acho que 55 anos, Manassé ganhou o troféu, o pai de Ezequias foi quase o pior rei de Judá, mas o filho de Ezequias passou o avô dele,
então você tem 29 anos de Ezequias exprimido no meio de dois períodos grandes de idolatria e de abandono de Deus, então realmente nós vemos que a restauração,
a reforma que Ezequias precisava fazer era algo muito importante, infelizmente não durou muito depois do tempo dele, voltou, mas esse período é um período em que a gente começa a enxergar
o que é necessário fazer para sair desse período de idolatria, para sair desse período em que as pessoas não estão realmente servindo a Deus e voltar para o Deus verdadeiro,
então tem essas três etapas, eu acho que isso é bem interessante para a gente ver, nós precisamos restaurar a casa de Deus, durante todo esse tempo também que eu falei assim, tem etapas de extermínio de purificação da idolatria,
durante esses três capítulos também, vamos dizer assim, durante esses dois capítulos houve várias etapas em que os sacerdotes e levitas estavam progressivamente voltando a servir a Deus,
porque durante esses períodos de apostasia e de abandono de Deus, os sacerdotes e levitas que eram separados para servir a Deus, para oferecer os sacrifícios, para fazer tudo que Deus queria dentro da adoração a Deus,
quando a casa acabou com os serviços e até fechou a casa de Deus, evidentemente os sacerdotes ficaram sem ocupação e eles não mantiveram a sua pureza, eles também,
a Bíblia não fala o que aconteceu com eles, mas eles não estavam funcionando e durante esses capítulos, ainda fala assim que no início eles não foram muito responsivos, eles não foram muito dedicados, eles foram voltando aos poucos,
então durante todos esses dois capítulos eles estavam voltando progressivamente, ok, então por que que precisava dessa terceira fase que nós estamos vendo agora?
Claro que precisa restaurar a casa de Deus, não tem que ficar explicando muito sobre isso, claro que precisava restaurar, eu quero falar um pouquinho mais sobre essa questão dos tempos determinados,
os judeus tinham muitos ciclos anuais, mensais, semanais, eles tinham sacrifícios diários, tinham sacrifícios especiais no sábado, tinham sacrifícios especiais no primeiro dia de cada mês
e tinham períodos que são aquelas festas que a gente também já citou, festas anuais, tinha páscoa, tinha pentecostes, tinha trombetas, expiação e tabernáculos no sétimo mês,
então esses períodos no ano eram períodos especiais em que o povo se reunia, em que eles lembravam daquilo que Deus tinha feito, mas essas festas também eram festas que eram proféticas, que apontavam,
muitas vezes eles não sabiam disso, mas quem é o verdadeiro cordeiro da páscoa? Então nessas festas eles estavam celebrando o que Deus tinha feito, mas eles estavam apontando, anunciando, profetizando a respeito daquilo que viria,
e isso é muito importante para nós também, porque nós também devemos celebrar o que Deus já fez e apontar para aquilo que Deus ainda vai fazer.
Então, mas esse ministério sacerdotal, nós vamos começar a focar nisso agora, ok? Então vamos voltar para o versículo 2 aqui. Então, estabeleceu. Na verdade, o que está acontecendo aqui?
Ezequias fala assim, que ele estabeleceu, eu não sei se as versões tem outras, diferentes versões, tem outras palavras, mas na verdade, eu acho que o sentido original da palavra não é, mas na verdade no contexto, claro que Ezequias não estava inventando nada.
Ezequias estabeleceu, de onde que ele pegou essa ideia assim? Vou começar, aqui fala de turmas, na verdade são turnos, são períodos diferentes, mas tudo isso tinha já estabelecido.
O que que Ezequias está fazendo? Ele está restaurando, ele está fazendo uma reforma, mas é uma reforma que restaura aquilo que já existia. E de onde que ele pegou isso?
Quais foram, a gente tem falado bastante sobre isso, mas vamos sempre lembrar, todas as vezes na história, nesse período do reino dividido até o final, todas as vezes que alguém se levantava, esses ciclos acontecem durante toda a história, sobe e desce, sobe e desce.
Então todas as vezes que alguém dizia, eu quero voltar, nós estamos longe do padrão de Deus, nós não estamos fazendo como Deus quer, a gente quer voltar a adorar a Deus, mas não é só falar assim, eu quero voltar a adorar a Deus, não é uma coisa só individual,
porque isso fazia parte de um povo, de uma nação, então eles tinham, Ezequias por exemplo, ele tinha um coração para voltar a Deus, para acabar com a idolatria, o que ele tinha que fazer?
Ele tinha um trabalho para fazer, ele tinha que voltar a casa de Deus para a sua função, ele tinha que voltar a celebrar as grandes festas e tem essa ênfase especial na Páscoa, porque era uma festa que tinha um significado muito especial para a nação de Israel e que representa para nós a cruz, que representa para nós o fato central da história, mas não era suficiente.
O que teria acontecido, quero que vocês pensem comigo aqui, duas perguntas, primeiro, para ele voltar, funcionar tudo como precisava, ele teria que voltar para duas pessoas na história de Israel, de onde que ele pegou essa ordem?
Ele não inventou nada, mas de onde que ele pegou essa ordem? O que nós vamos fazer? A casa de Deus está restaurada, os sacerdotes Levitas inicialmente, meio devagar, mas foram, foram, foram, foram, pronto, a grande maioria dos sacerdotes Levitas voltaram a se oferecer, se consagrar, reconhecer seu chamado, então voltou, as pessoas estão ali.
Mas o que precisa acontecer agora para que isso continue? Sabe qual que é o grande problema? Isso aqui poderia ser um avivamento, como tantos avivamentos aconteceram na igreja, mas depois que passou, devagarzinho, às vezes rapidinho, às vezes não tão devagar, tudo volta àquilo que estava antes.
Tem a casa de Deus, tem os sacerdotes, tem as épocas do ano, tem os momentos em que nós devemos celebrar, mas se eu não fizer alguma coisa, vai voltar tudo como antes.
Hoje nós usamos muito essa palavra sustentável, tem que ter uma economia sustentável, tem que ter um combustível sustentável, tem que ter energia sustentável, tem que ter as coisas, não adianta ter um grande pico de volta e de entusiasmo e avivamento e depois tudo voltar ao normal, não vai continuar sempre no pico grande.
Eles celebraram a Páscoa, lembra? Eles celebraram a Páscoa, gostaram tanto que celebraram mais uma semana. Mas aí chega, porque uma semana, gente, vamos fazer a Páscoa o ano inteiro, não dá, tem que voltar a trabalhar, tem o nosso ritmo de vida.
Então, você pode até prolongar, mas não dá para continuar lá no pico da montanha, tem que descer, tem que voltar à vida normal, mas a vida normal não precisa ser uma vida normal longe de Deus, não precisa ter dicotomia.
A nossa vida pode ser 100% para Deus, nosso dinheiro pode ser 100% administrado por Deus, porque os 10% que vão para sustentar a casa de Deus e o sacerdote e tudo mais, nós vamos ver, esse capítulo vai falar dos dísmos, das ofertas, mas o resto do dinheiro também é para Deus, porque a sua vida é para o reino de Deus.
Então, aquilo que você faz para estabelecer sua família, se você fizer dentro dos propósitos de Deus, faz parte do reino de Deus, não é um dinheiro que você está gastando como você quer, mas todos os aspectos do reino de Deus, Deus reina, então ele governa.
Então, existe esse aspecto cotidiano, normal, mas que precisa ser feito dentro dos propósitos de Deus. E para manter isso que deve ser feito, nós precisamos disso aqui, do Ministério Sacerdotal e Levítico, da ordem de Deus.
Então, eu volto novamente dizer quais foram os dois homens de Deus, na história anterior a Ezequias, que estabeleceram essas ordens que Ezequias teria que, como é que ele vai voltar?
Ele não precisa inventar, ele não precisava subir no monte e receber uma revelação de Deus, ele já tinha ordem. Quais eram? Moisés e Davi.
Por que eu sei que é Moisés e Davi? No capítulo 30, ele faz uma menção disso, deixa eu só achar o versículo aqui.
Versículo 16, ele fala conforme a lei de Moisés e talvez não mencione, mas versículo 21, ele fala a respeito dos instrumentos de louvor que eram de Davi.
Capítulo 29 cita diretamente Davi. Versículo 29, 27, também fala sobre Davi.
Então, Ezequias já estava voltando ao padrão de Moisés, mas Davi trouxe várias inovações. Na verdade, Moisés, ele recebeu a direção de Deus quando estava no deserto.
E os levitas tinham que levar a arca, tinham outras funções. Então, em 1º crônicas 23, fala que Davi falou assim, olha, os levitas não precisam mais carregar a arca.
Agora nós já chegamos até a prometida, não tinham mais aquelas funções que tinham no deserto.
Agora, os levitas, aí Davi, tem capítulos em 1º crônicas que falam sobre tudo que Davi instituiu, tanto para a música como para outros aspectos.
Então, é importante lembrar que, então, Ezequias, ele estava voltando, restaurando, reinstituindo aquilo que ele já tinha sido feito por Moisés e por Davi.
Então, vamos ver aqui de novo, no versículo 2, 31,2, fala que ele colocou as turmas, ou turnos, de sacerdotes e levitas.
Isso funcionava assim, tinha muitos sacerdotes, os levitas também, e eles tinham períodos, como turnos, em serviços. O meu turno é este, era uma época do ano.
Cada sacerdote, alguns deles moravam em outras cidades, mas tinha a época certa.
Em Lucas, quando fala a respeito de Zacarias, o pai de João Batista, ele era um sacerdote e aí fala assim, quando chegou a época do turno dele,
do período dele, ele estava no templo, foi quando o anjo apareceu para ele e falou com ele que ia ter o filho, João Batista.
Então, os sacerdotes, eles tinham turnos, eles tinham períodos específicos em que eles serviam ao Senhor dentro do templo. Cada um tinha o seu horário, o seu tempo determinado.
Turma após turma, segundo o seu serviço, os sacerdotes e levitas para o holocausto, para as ofertas pacíficas, para ministrarem, renderem graças e cantarem louvores nas portas dos arraiais do Senhor.
Então, no esboço ali, eu coloquei assim, quais eram as funções dos sacerdotes citados aqui? Aqui não está necessariamente falando todos,
mas quais são os aspectos do serviço sacerdotal que precisava ser feito por esses sacerdotes? Primeiro, oferecer sacrifícios.
Todo mundo sabe que o sacerdote no Velho Testamento oferecia sacrifícios. A segunda coisa que ele fala no versículo dois é que eles,
eu não sei se todos falam ministrarem, mas geralmente é a mesma palavra de servir. A gente fala assim, é um ministro, o cara é um grande ministro, tem uns ministros do Supremo Tribunal assim,
mas na nossa linguagem cristã a gente usa, fulano é um ministro e a gente usa isso quase como título. No Novo Testamento o ministro era um servo, era um empregado,
era aquilo que fazia para servir, não é uma palavra de status, é uma palavra de humildade, de se oferecer para servir, para ministrarem,
para renderem graças e cantarem louvores nas portas dos arraies do Senhor. Então eles tinham o serviço de sacrifícios, tinham o serviço de música, de cantar, de louvar.
E tem uma terceira coisa que não está no versículo dois, que eu coloquei aqui, que está no versículo quatro, além disso ordenou ao povo, aos moradores de Jerusalém,
que desse a parte do sacerdote, dos levitas, para que pudessem dedicar-se à lei do Senhor. Então aqui cita essas três coisas, eles ofereciam sacrifícios,
eles tinham o ministério de música, de cantar, de louvar, de render graças ao Senhor e eles tinham algo que nem sempre é tão enfatizado, mas que é de se dedicar ao ensino.
Hoje, se você estudar, se você ler alguma coisa sobre o judaísmo, hoje, as famílias judaicas muito ortodoxas, você sabe que tem judeus, que são judeus por raça, mas que nem querem saber,
tem judeu ateu, que é mais ou menos como você falar, que tem um cristão ateu, meio contraditório, se você pensar em judeu como povo de Deus, mas claro que não é por ser da etnia judaica que você tem a revelação de Deus.
Então tem muitos judeus que não acreditam em Deus, tem judeus que são como católicos ou evangélicos, que vão à igreja de vez em quando, se chamam cristãos, mas não tem uma prática, não tem uma revelação,
tem muitos judeus que guardam certas coisas quase como cultura, o Shabbat, o sábado, aquelas festas na Páscoa, se tornou uma coisa meio cultural, mas no resto da vida deles, eles vivem como qualquer pessoa,
não tem muita diferença, mas são judeus, mas são fiéis a certos princípios, aí tem toda uma variedade, alguns realmente tem uma convicção, outros nem tanto, então são judeus que estão mais ou menos no meio.
E tem os ortodoxos que são muito fiéis, tem os ultra-ortodoxos e assim por diante, mas os judeus ortodoxos, até na grande polêmica lá em Israel, porque os judeus ortodoxos eles ganharam tempos atrás,
talvez desde a fundação do Estado de Israel, eles ganharam um privilégio, e tem os outros, os próprios judeus, que são muito bravos em relação a isso, porque os judeus ortodoxos, eles não precisam trabalhar,
eles vão para uma coisa chamada de escola, chamada de yeshiva, que eles estudam, eles colocam, e vem mais ou menos disso, que quem é realmente chamado para se dedicar à lei de Deus, eles fazem isso durante a vida toda.
Tem pessoas que têm a profissão de copiar a Torá e todos os livros do Antigo Testamento à mão, e é uma profissão, e eles fazem isso o tempo inteiro,
eles não podem ter rasura, quando falam o nome de Deus tem que usar uma outra caneta, então tem todo um procedimento para fazer a cópia das Escrituras Sagradas.
Então eu só estou falando isso porque esses judeus, porque isso gera contenda lá hoje? Porque quem é judeu ortodoxo, eles ganham um dinheiro do governo para isso,
porque eles não trabalham, e eles não precisam ir para a guerra, então os outros judeus ficam muito bravos, porque os outros estão defendendo o país de ameaça, de inimigos,
e os caras ficam lá o dia todo, copiando as escrituras, estudando as escrituras. O que eu queria dizer, isso é só uma curiosidade,
mas aqui fala que os sacerdotes teriam que se dedicar à lei de Deus, porque a lei de Deus não é só os dez mandamentos, até os dez mandamentos como que isso se aplica à nossa vida?
Os judeus desenvolveram todo um tal mood, e tem muitos livros, eles tem todas umas tradições, muitas tradições não são nada inspiradas por Deus,
mas a questão é que a lei tem aplicação na nossa vida, e Deus sempre queria isso. A ideia de Deus não era, como eu já falei, você guarda alguns mandamentos,
dá o seu dízimo, presta culto a Deus em alguns momentos especiais, e o resto da vida faz como quer. Não, se você lê o Velho Testamento tem regras que nós não seguimos mais,
não somos obrigados a guardar todas as leis de alimentações, de alimentos, de tudo que tem, mas o importante é que Deus se interessa em todos os aspectos da nossa vida,
e por isso que eles tinham que estudar a lei. Então, rapidamente eu só vou falar um pouquinho sobre, não é isso aqui, sobre os três pontos aqui do esboço,
esses três aspectos do Ministério Sacerdotal, e lembrando que na nova aliança, mesmo na velha, Deus queria que toda nação fosse de sacerdotes,
mas como o povo não tinha condições naquela época, ele separou uma tribo para ser sacerdote, mas o desejo de Deus para nós, novamente na nova aliança,
é que todos nós sejamos sacerdotes, então tem aspectos que são difíceis talvez da gente entender aplicar, mas nós precisamos realmente entender isso.
Então, a primeira coisa é, o sacerdote é chamado para oferecer sacrifícios. Eu não vou demorar muito em cada um, eu só queria chamar a atenção,
porque isso que Ezequiel está fazendo, ele está estabelecendo ordens para que o povo se mantenha nos caminhos de Deus.
Se não tivesse esse terceiro, seria um avivamento e iria acabar logo. Então, a importância desse terceiro passo é, se nós não voltarmos,
nós podemos ter revelação sobre acaso de Deus, podemos ter grandes avivamentos em celebrar a Páscoa, mas se nós não voltarmos para a ordem de Deus,
se nós não estabelecermos isso, eu não estou dizendo como que é, porque é lógico que hoje não é na mesma ordem, não é do mesmo jeito,
mas nós precisamos entender como é que Deus quer restaurar todos esses aspectos, porque se não tiver esse terceiro, não vai funcionar.
Nós podemos ter avivamentos, como já teve na história, as duas coisas vão juntos, no avivamento você se livra de muitos ídolos.
O avivamento é isso, você se volta com tanta paixão para Deus, que os ídolos caem fora e você quebra e tal.
Só que se não tiver uma coisa sustentável, se não tiver uma coisa que mantenha, isso vai acabar.
Então, eu quero só falar rapidamente sobre esses três aspectos e pedir a Deus para nos revelar cada vez mais como nós podemos ver tudo isso restaurado no nosso tempo.
Então, a primeira coisa é oferecer sacrifícios. Quando a gente pensa sobre a velha aliança e a nova aliança, a gente tem uma resposta muito clara sobre os sacrifícios de animais.
Por que nós não oferecemos mais sacrifícios de animais? Porque Jesus foi o Cordeiro que foi morto e ele morreu na cruz, não tem mais sacrifícios.
Mas leiam comigo aqui, eu pulei o versículo 3, agora vamos voltando para o versículo 2, ele fala que o sacerdote e os levitas tinham que, a primeira função deles era oferecer sacrifícios.
No versículo 3 ele fala um pouco sobre esse sacrifício.
Então, o rei contribuiu da sua própria fazenda para os holocaustos da manhã e da tarde, para os holocaustos dos sábados, para as luas novas e para as festividades como está escrito na lei do Senhor.
Então, eu já mencionei isso. Então, como é que funcionavam os sacrifícios no Velho Testamento? Tinha sacrifícios diários. Como é que era o sacrifício diário? Um pela manhã e outro a tarde, todos os dias.
Então, tinha o sacrifício diário. E é interessante quando na lei, quando fala sobre os diversos sacrifícios, então tinha sacrifícios especiais, então além do diário tinha.
Nos sábados, ou seja, semanal, tinha nas luas novas, o que é a lua nova? Era o início de cada mês, o mês deles era lunar, então assim, o mês era regulado exatamente pelas fases da lua.
O que era uma lua nova? Era o início do mês. E todo início de mês tinha um sacrifício especial. Então, tinha diário, tinha semanal, tinha mensal e tinha nas festividades, que são as festas.
Páscoa, Pentecoste, Tabernáculo, etc. Então, e sempre quando fala sobre os sacrifícios que tinha que fazer em cada dia, falava assim, no sábado tinha um sacrifício especial, mas não se esqueça do sacrifício diário.
O diário nunca, assim, ele sempre era acrescentado. Então, no sábado, acrescentava, além da de manhã e a tarde, tinha especial de sábado. Na lua nova tinha especial para a lua nova, mas mantinha a diária.
E nas festas, se a festa caísse no sábado, por exemplo, tinha o diário, o semanal e o especial da páscoa ou da outra festa. Então, é muito, só queria dar esse pensamento para você e depois vamos ler rapidinho alguns textos do Novo Testamento que falam sobre sacrifícios.
Mas é muito simples a gente, na Nova Aliança, dizer, não tem mais sacrifício, Jesus morreu e acabou. Mas por que tinha tanto sacrifício no Velho Testamento?
Era tudo por causa de pecado? Não, o holocausto não era por causa de pecado. O holocausto era, simbolizava a entrega total, o holocausto era um animal queimado inteiramente, oferta total para o Senhor.
A oferta pacífica que fala no versículo 2, a oferta pacífica era uma oferta voluntária, não era obrigatória, mas a pessoa vinha e falou assim, eu quero fazer um sacrifício ao Senhor. E tinha outros sacrifícios que não são citados aqui.
A pessoa quando, depois tem a questão dos dísmos, mas tinha as primícias, quando você, eles trabalhavam muito com rebanhos, então tinha uma ovelha, uma vaca, a primeira cria, a primogênito era do Senhor, não era deles.
Tem gente que fala assim, a Bíblia fala que tem que dar 10% para o Senhor, de onde você tira isso que tem 10%? Não é no Novo Testamento, o Novo Testamento nunca fala que tem que dar 10%.
O Novo Testamento cita, porque o Novo Testamento foi feito dentro do contexto do judaísmo, então o Novo Testamento cita alguns textos do Velho Testamento.
Tanto é que todo bom evangélico sabe quando vai pregar sobre o dísmo, qual livro que usa, qual texto que usa, o Malaquias 3.
Ah, tem, segundo Coríntios 8, fala sobre oferta, mas não fala sobre o dísmo. Então de onde que você tira que tem 10% para o Senhor?
Ah, é do Velho Testamento e o Novo Testamento concordou. Então vamos olhar o Velho Testamento. Quanto que as pessoas davam no Velho Testamento?
É uma conta meio complicada, mas tem pessoas que são como aqueles judeus que passam o tempo estudando, então tem tempo para fazer esses cálculos, mas quem fez os cálculos fala que é entre 20 e 30% no Velho Testamento.
É um cálculo exato porque você tem que pensar as primícias de todas as lavouras. Tinha o primogênito de cada animal, tinha os votos, tinha muitas coisas que as pessoas, tinha uma coisa que eles faziam de 3 em 3 anos.
Então se você somar tudo aquilo, ele dava mais perto de 30% no Velho Testamento. Então isso em relação a ofertas e dísmos, mas eu vou falar mais sobre isso domingo que vem.
Mas em relação a sacrifícios, o sacerdote, ele oferecia sacrifícios. O sacrifício é Jesus. Então hoje eu não tenho mais que oferecer um animal, mas o sentido do sacrifício no Velho Testamento era só a morte de Jesus na cruz pelos pecados?
Não. Tinha muitos sacrifícios feitos no Velho Testamento que não eram feitos por causa de pecados. Então tendo isso em mente a gente precisa entender.
Então vamos ler alguns textos que vocês conhecem bastante, mas vamos ler alguns textos do Novo Testamento sobre sacrifícios. Porque pensando que hoje a vontade de Deus, nós vamos até pegar 1 Pedro 2 que é um texto muito conhecido sobre o fato de nós sermos sacerdotes na nova aliança.
Primeiro vamos ler o versículo 9, 1 Pedro 2, 9. "Mas vós sois a geração eleita." O que que é geração eleita? Um povo eleito, como Israel.
"Vocês são a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido para que anunciéis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz." E depois tem Apocalipse, tem vários lugares que falam sobre nós como sacerdotes.
Então, primeira coisa é, o propósito de Deus, em Exo 19, que toda nação de Israel fosse sacerdote, voltou. Como eu falei, não foi possível. Deus colocava o propósito dele, mas ele sabia que no Antigo Testamento não seria possível.
Então, ele acabou separando uma tribo das tribos de Israel. Ele separou uma tribo para ser sacerdote. Mas o plano de Deus, que fala em Exo 19 e que fala aqui novamente, é que toda nação seja sacerdote.
Por que toda nação é sacerdote? Você sempre é sacerdote em favor de alguém. Você não é sacerdote. Todo povo de Deus é sacerdote. Então, nós somos sacerdotes para quem? Para o resto do mundo.
Para o resto do mundo. Sempre foi essa a intenção de Deus. Deus nunca quis que Israel, que os judeus fossem só eles, o povo dele na terra. Ele seria uma nação de sacerdotes.
Uma nação que fosse interceder, que fosse apresentar-se a Deus em favor das outras pessoas. Então, nós somos esses sacerdotes.
Mas aí vem a pergunta. Na nova aliança, o que a gente faz? Nós somos sacerdotes. Para fazer o que? Qual é a nossa função? O que nós oferecemos?
Claro que o sacrifício principal é Jesus. E tudo tem sentido através de Jesus. E é por causa do sacrifício dele na cruz que eu posso chegar.
Então, tem todos os textos que falam sobre o sangue de Jesus. Por causa do sangue de Jesus que nós podemos nos aproximar. Jesus morreu uma vez só.
Mas eu apresento o sangue de Jesus continuamente. Primeiro, João 1. Eu tenho que confessar meus pecados e andar na luz para que o sangue de Jesus perdoe todos os meus pecados.
Então, tem esse aspecto de tomar posse, se apropriar do sangue do sacrifício de Jesus para a purificação dos meus pecados de todos os outros.
Então, o grande sacrifício, quando eu chego a Deus e ofereço a Ele, tudo que eu faço no santuário, tudo que eu faço diante de Deus como sacerdote é por causa do sangue de Jesus.
Eu não estou querendo colocar em menor importância. Eu só não quero que a gente simplifique as coisas e fale assim, "Tinha todos esses sacrifícios no velho estamento, mas no fim tudo é Jesus".
Sim, todos os sacrifícios apontam para Jesus. Mas nem todos, aliás, uma pequena parte dos sacrifícios no velho estamento tinham a ver com o pecado.
Então, nós precisamos entender como que eu posso me apresentar a Deus como sacerdote, qual que é a minha função.
Então, volte aqui no mesmo capítulo 2, versículo 5, "Vós também, como pedras vivas, sois edificados como casa espiritual". É bem interessante como eles usam as figuras e as vezes misturam, porque todos nós somos pedras vivas fazendo uma casa.
Mas ao mesmo tempo que nós somos a casa, nós também somos os sacerdotes da casa, como casa espiritual para ser de sacerdócio santo.
E aqui fala que a gente precisa oferecer sacrifícios para ser de sacerdócio santo a fim de oferecer-des sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por Jesus Cristo.
Então, está resumido aqui, mas ainda nós não sabemos o que são os sacrifícios espirituais. Porque é por Jesus Cristo, é pelo sangue de Jesus, mas nós precisamos entender como isso funciona.
Eu não tenho todas as respostas, mas é muito falado, nosso chamamento é ser sacerdotes, nós precisamos ser sacerdotes diante de Deus, mas o que a gente faz? Como que é isso?
Então vamos lá, Hebreus 13 fala sobre um dos sacrifícios, Hebreus 13 e 15, portanto ofereçamos sempre por meio dele, que é Jesus, a Deus, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.
Então se você gosta de anotar, vamos só fazer uma listinha de alguns sacrifícios que falam aqui. Então um dos sacrifícios que falam aqui, que inclusive é justamente o segundo ponto do sacerdócio de Ezequias, que era ações de graças e louvor.
Então um dos sacrifícios que nós oferecemos e que eles já começaram, a Davi entendeu, que devia oferecer a Deus não só animais, mas o louvor, a música, as ações de graças, isso era um dos sacrifícios.
Gente, eu não vou parar, só que eu vou fazer essa lista, mas cada um deles você sabe que você poderia aprofundar e entender melhor. E uma das coisas que a gente fala muito pouco, a gente fala relativamente bastante sobre louvor e adoração, mas só pensa um pouquinho, quando foi a última vez que você ouviu uma mensagem sobre ações e graças?
Eu acho que não é muito comum. Eu lembro há muito tempo, a gente estava morando em Goiás e um irmão, acho que era de São Paulo, ele falou, ele deu uma mensagem e depois levou o pessoal no fim a procurar praticar isso e é uma coisa muito interessante, porque é muito enfatizada na Bíblia.
Os salmos principalmente, mas em muitos lugares é falado, louvor e ações de graças. E como está aqui no texto que a gente está usando, em Segundo Crônicas 31, era uma das funções deles, era ações de graças.
Eu posso, acho que hoje não vai dar tempo, mas a gente pode ver como o David instituiu isso. Ele falava sempre sobre louvor, mas falava sobre ações de graças. O que é ações de graças? É gratidão, é falar.
Normalmente, eu me incluo isso plenamente, a minha oração é, geralmente no início, às vezes até meio como costume, Deus muito obrigado por tudo que o senhor fez, obrigado pelas bênçãos, obrigado por tudo que o senhor tem providenciado.
Então Deus, eu tenho uma listinha aqui, então Deus faça isso por mim e faça aquilo. Então a gente gasta 30 segundos agradecendo e gasta, dependendo do seu tempo de oração, 10, 15 minutos, meia hora pedindo.
E as ações de graças é muito, muito importante. É uma coisa que satisfaz o coração de Deus, é uma fonte de bênção, porque se você é agradecido, Deus vai resolver na maioria das coisas na sua vida.
Então, e por que chama sacrifício? Porque às vezes você não está afim de fazer isso. O sacrifício não precisa ser aquela ideia assim, sacrifício duro, mas é uma coisa que você oferece a Deus.
Então, ofereçamos sempre a Ele sacrifício de louvor e isso inclui ações de graças.
Romanos 12 e 1 é muito conhecido, eu só vou citar para a gente ganhar tempo, mas para fazer a lista, o que fala em Romanos 12 e 1?
"Rogo-vos, pois irmãos, pelos misericórdios de Deus, que ofereçais o que? Vosso corpo, a própria vida."
Então nós estamos identificando quais são os sacrifícios que o sacerdote espiritual, o sacerdote na nova aliança oferece a Deus, a nossa própria vida.
O que é o nosso corpo? É tudo o que nós somos, a nossa vida.
Esse Romanos 12 é muito, muito, muito citado, ele é o holocausto, é o correspondente no novo testamento do holocausto.
E o holocausto era o sacrifício mais oferecido a Deus no velho testamento.
É o mais citado, é todo dia de manhã e à tarde o sacrifício diário, que era holocausto.
Isso você pode ver assim quando cita sacrifícios no velho testamento, nos dias especiais.
Tinha sacrifícios pelo pecado, tinha sacrifícios pacíficos, que eram aqueles voluntários, mas sempre o holocausto, o holocausto nunca faltava.
Porque a primeira coisa, na verdade, que a gente oferece a Deus é a nossa própria vida.
Então, primeiro, é louvor e ações de graça, segundo, é a nossa própria vida.
Agora Romanos também vamos ler esse aqui no capítulo 15.
Vou começar no versículo 15, 15 e 15.
"Mas irmãos, em parte vos escrevi mais ousadamente como para vos trazer outra vez isto à memória pela graça que por Deus me foi dada, a fim de ser ministro de Cristo Jesus entre os gentios."
Agora aqui, até uma vez que eu estava lendo esse texto, um irmão falou assim, poxa, eu nunca vi esse texto, não é que ele nunca viu, mas a maioria das traduções não fala, não sei como é que está a sua.
Mas a minha, assim, é ser ministro de Cristo entre os gentios, a minha está, assim, no sagrado encargo de anunciar o evangelho de Deus, mas o original é no encargo sacerdotal.
Por isso que ele falou assim, onde você pegou essa Bíblia sua diferente?
Eu nunca vi esse versículo, por que ele nunca viu? Porque na maioria das traduções não fala sacerdotal, mas é sacerdotal.
15, 16 agora, no sagrado encargo, no encargo sacerdotal de anunciar o evangelho de Deus para que seja agradável a oferta dos gentios santificada pelo Espírito Santo.
Então aqui, Paulo está sendo um sacerdote e o que que ele está oferecendo? Ele está oferecendo as vidas que ele está ganhando para Jesus, os gentios.
Então o terceiro sacrifício é a vida das pessoas que são ganhadas, e essa é a função do sacerdote.
A função do sacerdote é trazer Deus para os outros povos que não conhecem, então esse é o sentido do sacrifício aqui.
Salmo 141, versículo 2, "Suba a minha oração perante a tua face como um incenso, e seja o levantar das minhas mãos como o sacrifício da tarde."
Então aqui o salmista, David, ele está entendendo mesmo no Velho Testamento que o sacrifício, e aqui ele está fazendo o uso de duas figuras,
porque ele fala sobre o incenso que tinha o outro altar no templo, tinha um altar para sacrifício de animais, mas tinha um outro altar que era só para incenso.
Então ele está falando que oração é como incenso, isso fala no livro de Apocalipse, confirma isso também que as orações são como incenso,
que sobe a Deus, então a gente já falou sobre louvor, mas podemos colocar oração, oração, todas as formas de oração também valem como incenso,
e o levantar das minhas mãos, que pode ser ações de graça, pode ser louvor, pode ser adoração a Deus, como o sacrifício da tarde.
O que era o sacrifício da tarde? Era um dos sacrifícios diários, era o Holocausto.
Então aqui é oração, mas também entra no número um, no primeiro tipo de sacrifício, que era o louvor e ações de graça.
Filipenses 4, 18, "mas bastante tenho recebido, e tenho abundância; cheio estou, depois que recebid, epafrodito, o que da vossa parte me foi enviado,
como cheiro suave, como sacrifício agradável e aprazível a Deus."
Talvez isso aqui não seja tão evidente, mas aqui tem uma outra coisa que é sacrifício aqui.
Não fala o nome, mas leia nas entrelinhas, leia no contexto o que ele está dizendo aqui.
Você teria que voltar, porque ele está falando sobre dinheiro, versículo 15, "da a receber",
versículo 17, "eu não estou procurando dádivas, mas bastante", versículo 18, "bastante tenho recebido", bastante o quê?
Dinheiro, ofertas. "Bastante tenho recebido, tenho abundância, cheio estou, depois que recebid, epafrodito, o que da vossa parte me foi enviado."
O que eles enviaram? Talvez enviaram mensagens, talvez enviaram uma carta, mas não é isso que ele está falando aqui.
Eu recebi o quê? Recebi dinheiro, eu estou suprido, eu não estou em falta de nada, porque eu recebi das mãos de epafrodito, mensageiro,
eu recebi o que vocês mandaram para mim, e o que que era isso? Como cheiro suave, como sacrifício agradável e aprazível a Deus.
Então, o dinheiro também, a oferta, é também considerado como sacrifício.
Então, pelo menos alguns lugares no Novo Testamento que falam sobre sacrifício,
essa é uma listinha que acho que pode ajudar a gente a entender quais são os sacrifícios que nós podemos oferecer a Deus como nosso sacerdócio espiritual.
Basicamente, nesses três itens que nós estamos estudando, ações de graça e louvor,
na semana que vem só quero mostrar para vocês como que Davi instituiu isso, como isso era uma coisa importante.
Só dando mais ou menos um resumo, na semana que vem a gente volta nesse assunto, mas algo que Deus está fazendo de maneira nova,
porque sempre houve pessoas que oraram, sempre houve pessoas que adoraram, que com música não é uma coisa de agora,
mas existe um movimento, algo muito significativo que Deus está fazendo no mundo hoje,
que é de levantar algo parecido com o que Davi instituiu, porque Davi instituiu turnos de louvor e adoração 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Existe um grande movimento mundial nesse sentido de levantar esse tipo de adoração contínua diante de Deus, então é algo bem significativo.
E o ensino é o ensino da palavra que a gente vai também só citar, mas a parte principal seria a gente entender como sacerdotes,
como a gente pode realmente ver isso restaurado na nossa vida e na vida da igreja, porque sem isso o mover de Deus não vai ser sustentável,
não vai produzir aquilo que Deus está querendo.
Senhor Jesus, nós te agradecemos, ó Deus, porque Tua palavra tem tanta riqueza, tantos detalhes, tantas coisas que nos ensinam, Senhor.
Ó Deus, e mais uma vez nós pedimos, Senhor, restaura isso no nosso tempo, Senhor.
Nós também estamos diante de vários graus, dependendo do lugar ou da situação específica.
Nós também enfrentamos muita mistura, muita idolatria na nossa própria vida.
Nós enfrentamos uma condição da igreja hoje que se assemelha em muitos aspectos aquilo que tinha antigamente,
e nós precisamos de pessoas como exiquias que vão buscar, que vão desejar, que vão restaurar aquilo que o Senhor mostrou,
aquilo que o Senhor tem para nós. Queremos a casa de Deus restaurada, queremos a Páscoa restaurada, queremos poder celebrar,
queremos unidade, queremos o Teu povo unido celebrando a Tua obra por nós, queremos tudo isso que aconteceu nas primeiras etapas,
mas queremos isso também, a restauração do sacerdócio, a restauração da ordem que o Senhor tem para nós,
para que o Teu mover realmente seja contínua e constante no nosso meio, e para que nós possamos receber o Senhor de volta para reinar sobre nós.
É isso que nós pedimos, isso que nós clamamos, em nome de Jesus. Amém.

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