O livro de Ester teve um final feliz: reversão total do plano maligno de Hamã que acabou caindo não só sobre sua própria cabeça, mas sobre todos que tiveram a intenção de perseguir e destruir o povo judeu. Como consequência, houve um tempo de paz e segurança para os judeus espalhados pelo império persa. Para lembrar desse grande livramento em todas as gerações, decidiram instituir uma celebração anual, a Festa de Purim. É muito, muito importante lembrar dos feitos do Senhor para podermos continuar nos seus caminhos e estarmos preparados para os desafios que teremos de enfrentar na nossa geração!
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28/01/24 – Ester 9 – Baixardo áudio.

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Transcrição
Estamos seguindo com a história de Ester, estamos praticamente no final do livro e nós vamos ver agora que como toda essa história, já vimos praticamente o final na aula passada de como Deus mudou toda a história,
um plano que era para acabar com o extermínio do povo judeu, Deus fez com que esse plano caísse sobre a própria cabeça, não só de Amã, que maquinou tudo, mas também de todos aqueles que iriam fazer parte porque o decreto de Amã era uma espécie de convocação para todos os inimigos dos judeus,
se ajuntarem para fazer essa matança geral para exterminar todo o povo judeu. Então o plano que era para acabar com os judeus, como o próprio livro de Ester fala, mudou totalmente, foi revertido, eles não puderam, o próprio rei não poderia anular o decreto,
mas o segundo decreto e a forma como todas as coisas aconteceram permitiu que o povo judeu se ajuntasse, se organizasse e aquilo que os inimigos pensavam em fazer com os judeus, os judeus fizeram com os inimigos.
Então foi realmente um final feliz para o povo judeu, foi uma mudança total do plano que tinha sido projetado e então nós estamos chegando ao final e hoje nós vamos ver como essa grande história, esse acontecimento tremendo,
como isso se transformou numa celebração contínua, numa festa anual, como o livramento do Egito tinha acontecido na Páscoa, se transformou numa celebração contínua e nós queremos ver esse propósito de Deus
e o próprio livro de Ester tem esse propósito não só de contar o que aconteceu, que é claro que é o principal, saber o que aconteceu nessa época e como que as coisas, o que poderia ter acontecido e o que realmente aconteceu, então é uma história tremenda.
Mas o outro propósito do livro de Ester que a gente percebe agora nesse final do capítulo e do livro, o outro propósito do livro era de mostrar a importância da celebração, tem uma festa, uma festa chamada Purim que os judeus guardam até hoje e que foi, que nasceu desse acontecimento
e o livro vai mostrar a importância, o porquê que tem essa festa, de onde que vem, porque muitas vezes, assim como, sei lá, os brasileiros, todos nós celebramos dia 21 de abril, é um dia de Tiradentes, teoricamente todos devem saber porque que a gente, quem era Tiradentes, porque que celebra, você estuda isso na história.
Muitas vezes tem celebrações que vão lembrar, mas muitas vezes aquilo é lembrado apenas como uma história, o próprio natal muitas vezes é celebrado assim, mas ninguém realmente tem uma noção, às vezes as pessoas podem perguntar por que Jesus nasceu, por que Tiradentes lutou pela independência e foi morto,
mas o povo de Israel, o povo que Deus escolheu, eles celebram essas datas e eles fazem questão, pode até parecer cansativo, vai ter que ler tudo aquilo de novo, às vezes passa o ano, parece que passa rápido e já vamos fazer toda a leitura e todo o ritual de uma festa de novo, às vezes parece desnecessário,
mas nós vamos ver como isso é importante para os propósitos de Deus, para um povo que está em aliança com Deus, nós temos o aspecto de olhar para o futuro, nós temos a esperança, principalmente da volta de Jesus, do reino milenar, do reino de Deus na terra,
mas nós temos, para poder ter essa esperança, para entender o que é essa esperança da volta de Jesus e do reino de Deus, nós precisamos saber a história, nós precisamos conhecer o que Deus já fez, quais foram as etapas, quais foram as datas memoráveis, quais foram as coisas que Deus fez,
tanto para entender o contexto, entender a sequência, porque Jesus vai voltar, não como um acontecimento avulso, um dia Deus vai invadir a história, vai por fim em tudo e vai começar algo novo, a volta de Jesus como a primeira vinda de Jesus,
tudo faz parte de um propósito, de um plano e nós precisamos entender onde nós estamos nesse plano e para que, para que Jesus vai voltar, tem havido muita confusão e muito engano, até assim, em entender o propósito da vinda de Jesus,
o que Jesus vai fazer, qual que é a minha esperança, então tudo faz parte de um grande plano e Deus faz questão que a gente conheça o plano dele, o que que ele já fez, como que ele está desenvolvendo passo por passo cada etapa,
e também para que nós tenhamos essa esperança sabendo que assim como Deus abriu o mar vermelho, tirou o povo do Egito, fez tantas coisas como Jesus veio e Deus encarne, veio e efetuou a grande redenção na cruz e na ressoeição,
nós precisamos ter essa confiança de que o mesmo Deus que fez já os primeiros passos não vai deixar de fazer a última etapa, então mais uma vez vamos pedir ajuda de Deus, isso também não deve ser uma formalidade,
mas uma petição sincera para que Deus nos ajude a falar e a ouvir para que o Espírito Santo nos traga revelação e entendimento e que nós possamos realmente ter essa visão mais ampla do propósito de Deus,
Deus nós queremos nesta manhã, queremos olhar para ti, queremos esperar em ti o entendimento mais completo, nós conhecemos essa história, sabemos que foi algo tremendo que o senhor fez faz dois mil e quinhentos anos mais ou menos,
e é bom saber que o senhor fez isso há tanto tempo, mas nós queremos sempre fazer aplicação, queremos ter um entendimento maior de onde nós estamos e como nós também podemos com mais entendimento do que as gerações passadas,
que muitas não sabiam de nada e tiveram que desbravar, de conhecer coisas completamente diferentes, nós queremos ter com mais entendimento, ser mais preparados para algo que vai ser maior, maior do que qualquer acontecimento já registrado que é a tua volta e o estabelecimento do teu reino,
que seja o nosso interesse e abrimos o nosso coração para ti, nesta hora em nome de Jesus, amém.
Ok, então estamos no capítulo 9 de Esther, o livro de Esther tem dez capítulos, mas o último capítulo só tem três versículos, então estamos assim bem no final da história registrada aqui, na verdade assim, a história, os relatos históricos já terminaram,
nós vimos na aula passada como no dia fatídico, dia 13 do último mês do ano, o calendário judaico e o calendário daquela época, não só o povo de Israel, mas ninguém naquela época tinha esse calendário de hoje,
começa em janeiro e termina em dezembro, ninguém tinha esse calendário, então para eles o décimo segundo mês, eles seguiam o calendário lunar, não solar, então era diferente, tanto é que assim, como é lunar, ele não bate exatamente com o calendário gregoriano que nós usamos,
mas esse décimo segundo mês é entre fevereiro e março, essa data que se tornou uma festa anual, esse ano de 2024, será começando no dia 23 de março, sempre começa à noite, e o dia 24 é o dia que será celebrada essa festa nesse ano,
então 23, 24 de março, então era o último mês do ano, porque o primeiro mês para Israel, principalmente era o mês em que tinha a páscoa, que vai sempre cair, ou entre o final de março ou no mês de abril,
então esse era o primeiro mês do ano, o último mês do ano, então era esse dia, então esse dia fatídico, que era para ser a destruição, o extermínio, o aniquilamento total do povo judeu, Deus permitiu, Deus ordenou uma inversão, uma reversão total,
então o plano maligno caiu sobre a cabeça, tinha caído sobre a cabeça de Amman, ele foi enforcado na mesma forca que ele tinha construído para seu grande inimigo Mordecai,
Mordecai ocupou o seu lugar e todos os inimigos que pretendiam fazer parte desse plano maligno, eles é que foram exterminados, não o povo judeu, então isso nós vimos na aula passada,
lembrando também que era para ser o dia em que os judeus poderiam se defender e matar os seus inimigos, era o dia 13 desse mês de Adar, o último mês do ano,
então era só um dia, não era para seguir fazendo uma guerra civil, tentando se vingar, era um dia eles iam se defender contra aqueles que pretendiam matá-los,
e a Rainha Ester pediu ao rei, no versículo 13 desse capítulo 9, ela pediu ao rei que na capital, Susã, que esse tempo de revidar, de se defender, de matar os inimigos,
fosse permitido mais um dia, então dia 13 e dia 14, só na capital, no restante do império foi somente no dia 13, isso é importante porque agora no relato que vem a seguir,
o que falta para contar, o que falta para ser visto aqui no livro de Ester, é como esse acontecimento se transformou numa festa, numa celebração anual,
e eles vão levar em consideração essa diferença de dois dias na capital, Susã, e só um dia no restante do império, então nós vamos ler então a partir do versículo 18,
aqui está terminando de explicar que os judeus que se achavam em Susã, ajuntaram-se nos dias 13 e 14, e então repousaram no dia 15,
eles tiveram lutas, batalhas durante dois dias e aí eles descansaram e fizeram a sua festa de alívio, de vitória, no dia 15, na capital, fizeram um dia de banquetes e de alegria,
versículo 19, mas os judeus das aldeias que habitavam nas vilas e inclusive no original isso significa assim, na cidade sem muros,
então eram regiões mais rurais, eram regiões que não tinham muitas cidades, não tinham muros de proteção, a capital tinha,
seria mais visada para algum ataque de inimigos, então os judeus das aldeias ou das cidadezinhas que não tinham muros fizeram do dia 14 do mês, dia de alegria e banquetes,
porque eles tiveram luta durante um dia só, então eles fizeram do dia 14 do mês, dia de alegria e de banquetes, dia de festa e de mandarem presentes uns aos outros,
então nesse ano que aconteceu tudo isso eles já fizeram uma grande celebração, todas as cidades do império fizeram a celebração no dia 14,
o dia seguinte, na capital eles fizeram a celebração no dia 15, porque eles tiveram lutas durante dois dias, aí versículo 20, Mordecai escreveu estas coisas e enviou cartas a todos os judeus que se achavam em todas as províncias do rei Assuero,
aos de perto e aos de longe, ordenando-lhes que guardassem os dias 14 e 15 do mês de Adar todos os anos, então aqui não fica claro se ele já fez esse decreto no mesmo ano ou se passou algum tempo,
aqui até o final do capítulo 9 está explicando como Mordecai, depois a rainha Ester também, como eles fizeram documentos oficiais para transformar essa data numa data de comemoração, de celebração todos os anos,
então não dá para saber porque alguns versículos parece que dão a entender que antes de ter os decretos, antes de ter essa ordem oficial, esse estabelecimento oficial da data, o povo já vinha fazendo isso,
então versículo 21, ordenando-lhes que guardassem os dias 14 e 15, como os dias em que os judeus tiveram repouso dos seus inimigos, se você estiver sublinhando, se você gosta de sublinhar ou destacar na sua leitura bíblica,
essa palavra repouso, às vezes algumas traduções colocam se livraram, mas eu acho que a melhor tradução é repouso, depois dessa vitória eles tiveram descanso, mencionei isso acho que na aula passada,
imagine uma situação, a gente tem várias situações, a gente pode até comparar com uma tempestade, imagine uma tempestade, às vezes que dura bastante tempo, uma tempestade neve, uma tempestade vento, muita chuva,
aqui normalmente é uma coisa que dura uma hora, duas horas, algum tempo assim, mas às vezes é uma tempestade que dura mais tempo, então quando é algo que traz aflição, que traz tensão, será que vai destruir, será que vai cair a casa, será que vai,
então depois que passa, que vem a bonança, que vem a calma, é um alívio e a guerra é assim, imagine, Segunda Guerra Mundial que levou seis anos, durou seis anos e já tinha tido algumas coisas antes do início mesmo da guerra,
então quando acabou, pensa no alívio, pensa no descanso, agora depois eu vou falar um pouco mais sobre esse repouso, mas esse é o sentido, esse é o grande sentido dessa festa,
porque como nós já vimos, não era suficiente que a mãe, o homem do mal, o homem inimigo, aquele que gerou esse plano, aquele que bolou esse plano, não era suficiente que ele morresse, que ele não estivesse mais lá,
o problema é que tinha muitos seguidores, tinha muitos inimigos, a mãe era aquele que representava, que se tornou chefe, cabeça disso, mas como nós sabemos, existem, se você pensar em várias forças que lutam contra o povo de Deus,
por exemplo, hoje nós estamos vivendo com essa guerra em Israel, Ramaz, mas nós sabemos que Ramaz não é o único, tem o Hezbollah, tem os Hutis no Iêmen, tem o islamismo de maneira geral,
não todos os islâmicos de forma alguma, mas existem o movimento, o desejo de eliminar Israel, de acabar com Israel, ou se nós pensarmos em aqueles que perseguem o cristianismo, a igreja,
tem islâmicos, tem regimes comunistas de tutoriais, tem outros grupos, outros tipos de governo, de movimentos que são contrários, então você percebe que não é uma coisa isolada,
aqui por exemplo era, vamos dizer assim, pensando no mundo de hoje, a situação aqui no livro de Ester era relativamente simples, porque acabaram com a mãe e nesse dia, que era para ser o extermínio dos judeus,
eles se levantaram e mataram todos os inimigos, então a princípio, pelo menos na superfície, acabou, não tinha mais esse movimento, não tinha em todas as cidades, em todos os lugares, na capital tinha,
eles mataram num dia 500 pessoas, no outro dia mataram mais 300, então a gente não sabe se acabou mesmo, a gente sempre fala da tiririca, que você arranca até uma raiz da tiririca,
mas ela tem ramificações, batatinhas embaixo da terra, é uma ramificação, uma rede de raízes que você não consegue tirar tudo e que brota de novo, isso é nossa natureza humana, o pecado brota de uma coisa, de outra,
você pensa que você está acabando com o mal, não vai acabar com o mal mesmo que conseguisse matar, eliminar todos os chefes e os militantes do ramal, você não consegue acabar com aquilo,
por isso que quando fala da segunda vinda de Jesus e de que ele vai eliminar o mal da terra, é só Jesus mesmo, é só ele pode e mesmo que a segunda vinda seja um dia de grande juízo e vai ter assim uma vitória muito decisiva
contra todos que se levantam, contra Deus, contra seus propósitos, nós não sabemos exatamente como vai ser porque tem o milênio, o milênio é um reino de paz,
mas o que a gente não tem muita descrição detalhada de como vai ser, mas a ideia é que vai levar talvez os mil anos para efetuar uma vitória total, e mesmo assim no final do milênio o diabo é solto para ainda ajuntar aqueles que continuam sendo contra Deus,
então é muito até muito difícil da gente entender esse processo, no novo testamento usa bastante, é uma expressão que vem do primeiro testamento, Salmo 110 fala assim "o Senhor disse ao meu Senhor assenta-te à minha direita até que oponha todos os teus inimigos debaixo dos teus pés",
o novo testamento cita isso em vários textos, os Coríntios, os Hebreus, vários lugares cita essa profecia, porque o reino a volta de Jesus, o estabelecimento de um reino perfeito que todos nós ansiamos, o anseio para ter esse descanso,
eu estou aproveitando essa expressão, mas eu acho que ela é muito chave de que, versículo 22, dia Ceternauvi, "os dias em que os judeus tiveram repouso dos seus inimigos",
então isso é claro que nessa época não era uma coisa definitiva, não era uma coisa final, os inimigos dos judeus se levantaram, aqui está no ano de 400 e pouco antes de Cristo, perto de 470 ou alguma coisa assim,
mas antes de Jesus, naquele período ainda que faltava para a primeira vinda de Jesus, os judeus ainda teriam que lutar contra antigo, epifânio, contra vários ataques, várias perseguições, os romanos também,
enfim, de maneira nenhuma parou ali, nós temos agora, depois de Jesus, todos esses séculos, esses dois milênios de história, continuando com inimigos e nós estamos no século 21 e estamos ainda enfrentando,
estamos vendo ainda muitos inimigos, talvez até se fortalecendo mais, se tornando mais organizados, mais prontos para tentar fazer o seu propósito e de acordo com as profecias,
vai haver uma grande tentativa final de eliminar totalmente o povo de Israel da face da terra, então essa vitória não é uma vitória final, mas é uma vitória muito simbólica,
por isso que ela está nas escrituras e ela aponta para esse dia futuro em que vai ter o repouso definitivo, então, versículo 22, quando instituíram essa data, festa de Purim,
a ideia era, nós vamos celebrar essa data dias 14 e 15, eles estão definindo como a data, não a data da luta, eles lutaram contra os inimigos no dia 13 e na capital nos dias 13 e 14,
mas eles estão estabelecendo como data de celebração as mesmas datas que eles celebraram naquela época que foi o dia seguinte, o dia depois da vitória,
então, depois do dia 13, então eles celebraram no dia 14, na capital eles tiveram dois dias de luta e celebraram no dia 15, então foram os dias em que os judeus tiveram repouso dos seus inimigos,
agora a outra coisa que ele destaca aqui no versículo 22, esse versículo 22 é muito chave aqui, eles tiveram repouso dos inimigos e também houve uma inversão total,
o dia que seria, lembra quando o Aman fez o decreto, eles entraram em jejum, colocaram esse vestido de pano e saco, colocaram cinzas na cabeça, eles fizeram maior lamentação,
porque eles viram que o decreto seria uma data de tragédia total, de morte, de eliminação total do povo de Aliança, então esse dia que foi projetado para ser um dia de tristeza, de prejuízo, de luta,
esse dia se transformou de tristeza em alegria, de luto em dia de festa, então um dia que seria o dia de maior luto da nação do povo de Israel, se transformou num dia de festa,
aproveitando que hoje é dia 28 de janeiro, ontem dia 27 é a data que o mundo inteiro lembra, mas claro, especialmente Israel, lembra o dia da memória do holocausto,
então o holocausto sim, essa data que estamos vendo, que se transformou na festa de Purim, essa data seria uma data de tristeza, para ser lembrada, nem sabemos se teria tido algum sobrevivente,
o holocausto foi terrível, mas houve sobreviventes, não só sobreviventes do povo judeu em outras partes do mundo, até mesmo na Europa, mas até nos campos de concentração, houve sobreviventes,
houve quando acabou a guerra, eles foram libertos, então e até hoje ainda existem, especialmente em Israel, mas deve existir em outros lugares também, mas eles sempre falam a respeito de algumas pessoas bem idosas que ainda são sobreviventes do holocausto,
mas o holocausto, essa data de 27 de janeiro, que foi ontem, é uma data trágica, é uma data que não foi transformada em dia de festa, porque realmente houve a morte trágica de 6 milhões de judeus,
aqui essa data poderia ter sido uma data de muita morte, de muita tristeza, mas ela foi transformada numa data de alegria e de festa, então são essas duas coisas que são lembradas aqui no versículo 22,
o dia em que eles tiveram descanso dos inimigos, um descanso de anos de luta, nesse caso foi algo que aconteceu dentro do espaço de um ano, o decreto e o livramento, tudo aconteceu dentro do espaço de um ano,
mas os judeus, o povo judeu, o povo de Israel, eles já passaram por milênios de sofrimento, isso aqui aconteceu há 2500 anos e tinha sofrimento antes disso, eles tinham passado pelo cativeiro,
na época do Egito eles foram escravizados, oprimidos no Egito, então o povo de Israel vem sofrendo muitas lutas, muitas dificuldades, tribulações, imagine assim o que vai representar um descanso final,
então eu quero ainda enfatizar esse tema de descanso porque é uma palavra bastante utilizada na Bíblia, o descanso foi usado assim para quando eles entrassem,
eles estavam, lembra-se, eles tinham sido oprimidos durante 400 anos no Egito, aí Deus enviou Moisés, eles foram libertos do Egito, eles passaram muitas dificuldades no deserto,
mas finalmente, depois de 40 anos no deserto, eles entraram na terra da promessa, durante vários anos tiveram guerras para vencer os inimigos dentro da terra,
mas finalmente no final do livro de Josué fala que Deus deu a eles descanso, todos os descansos, tem vários momentos históricos, principalmente acho que os dois momentos históricos de maior cumprimento dessa ideia de descanso,
foi quando Josué terminou de fazer as conquistas e deu a terra em herança para as 12 tribos, então no final do livro de Josué fala que Deus deu a eles descanso de todas as lutas internas e externas,
mas nós sabemos que esse descanso não durou muito tempo, o livro de Josué vem logo em seguida, o próprio povo de Israel não se manteve em fidelidade a Deus, então o descanso que Deus tinha prometido para eles,
que a terra da promessa representava, o que era a terra da promessa? O lugar onde eles teriam segurança, onde eles não seriam mais oprimidos por nenhum inimigo,
e onde isso nunca foi muito explícito, mas nós encontramos as profecias mesmo em Êxodo 15 falando sim do propósito de Deus de habitar no meio deles, porque o grande descanso é de não ter mais a maldade na terra,
de não ter esse tipo de mal que vira e mexe, recrudesce de novo, nasce de novo e vem atormentar, então todos os descansos que já houve na história, elas foram muito limitadas, foram descansos muito temporários, relativamente curtos,
então tem o descanso no tempo de Josué, no final das conquistas dele, e a outra época na história de Israel, quando a Bíblia fala de descanso, é com o rei Davi, que ele teve muitas lutas, muitas guerras,
mas depois as escrituras falam mesmo naquela história que ele sugere fazer uma casa para Deus, o capítulo começa dizendo que ele tinha tido descanso de todos os inimigos, então aí Salomão herdou esse descanso,
Salomão praticamente não teve nenhum problema de guerra, o reinado de Salomão representa o reino milenar, porque foi esse tempo de descanso, mas também foi um descanso que durou pouco, porque no próprio reinado de Salomão,
ele já começa a perder a sua relação com Deus e fora da relação, da fidelidade de aliança com Deus, não tem descanso, eu vou ler aqui um texto que fala isso num versículo, no livro de Nehemiah, que na verdade Nehemiah historicamente é depois do livro de Ester,
mas na sequência da nossa Bíblia ele vem antes, então no livro de Nehemiah, tem uma oração no capítulo 9 de Nehemiah, que Nehemiah recorda bastante da história, então no versículo 27, Nehemiah 9 e 27, ele fala como o povo tinha sido desobediente,
como o povo tinha e Deus permitiu que viessem adversários, aí eles clamavam a Deus, aquele ciclo que é representado no livro de Juízes, mas tem toda a história, que cada vez que eles abandonavam a Deus, cada vez que eles ficavam distantes de Deus,
Deus permitia a vindo de inimigos, a vindo de adversidades e aí eles não tiveram mais descanso e o versículo 28 diz o seguinte, Nehemiah 9 e 28, logo que se viam em descanso, ele está falando sobre essa coisa recorrente na história de Israel,
logo que se viam em descanso, tornavam a fazer o mal diante de ti, então os deixavam nas mãos dos seus inimigos, então Deus dava descanso, o povo se afastava de Deus e o descanso acabava,
então essa é a história, a história da humanidade, história não só de Israel, então esse descanso que fala aqui é um descanso representativo, é um descanso simbólico que veio em parte nessa época da história, da história de Ester e Mordecai,
até o final do capítulo 9, capítulo 10, ele vai falar a respeito de um descanso, realmente a partir desse dia que poderia ter sido um dia trágico, o dia foi um dia em que eles puderam vencer os inimigos, eliminar os inimigos e os judeus passaram a viver em descanso,
normalmente na bíblia o descanso é relacionado com a terra, a terra da promessa, porque a terra representa o reino, não tem reino de Deus com o povo disperso, com o povo vivendo debaixo de outras autoridades,
então o reino de Deus foi evidenciado, foi sinalizado pelos períodos de história muito curtos em que o povo estava na terra de Canaan e que estavam em aliança com Deus, que estavam vivendo na sua aliança com Deus,
mas como acabei de ler esse descanso sempre durava pouco porque o povo não continuava em aliança, em relacionamento com Deus, nesse livro de Ester, não só Deus, não aparece o nome de Deus, já falamos sobre isso,
mas não aparece o nome de Israel, a terra de Israel, de Judá, de Jerusalém, a capital, a cidade santa, não fala, aqui é um relato a respeito dos judeus na dispersão, dos judeus espalhados por toda aquela região,
por toda aquela parte da terra naquela época, hoje estão espalhados pelo mundo, então o descanso que eles tiveram, claro que não poderia ser um descanso permanente, porque o descanso permanente é na terra,
não tem outro descanso, aí se você for para a nova aliança, para o livro de Hebreus que fala muito sobre a nova aliança em relação a aliança mosaica e tudo, então fala a respeito do sacerdócio,
fala a respeito dos sacrifícios, do sangue da aliança, daquele que edificou a casa de Deus, mas o livro de Hebreus também fala sobre a terra do descanso, nos capítulos 3 e 4 de Hebreus,
são capítulos importantes para entender essa ideia de descanso, e ele até fala ali que se Josué tivesse dado ao povo o descanso final, o descanso permanente,
não teria falado no Salmo muito tempo depois a respeito de um outro descanso, e o livro de Hebreus então fala que resta ainda, que não foi conquistado esse descanso,
mas vamos lembrar então que o descanso prometido, e aí nós poderíamos ir para os profetas que falam depois do cativeiro que Deus prometeu trazer de volta esse povo disperso,
que tinha nessa época, que tem até hoje os judeus espalhados pelas nações, então tem muitas profecias, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Zacarias, os profetas falavam,
Oséias, eles falavam a respeito do retorno, da promessa de que Deus não abandonaria seu povo na dispersão, ele não deixaria o povo ficar disperso sem descanso,
porque como a história prova, os judeus criaram colônias prósperas em certas épocas, houve uma época que eles tinham muita prosperidade na Espanha, em Portugal, na Europa Oriental,
antes de Hitler, os judeus estavam muito bem na Alemanha, durante várias décadas agora, durante bastante tempo, os judeus nos Estados Unidos, por exemplo,
em outros países, no Brasil, os judeus têm prosperado, têm vivido sem muita perseguição, mas é sempre uma coisa precária, mesmo nos Estados Unidos,
recentemente tem havido ataques, assassinatos, tiroteios, tal, para matar judeus, então não tem descanso, não tem sossego, e mesmo os judeus que voltaram para Israel,
como nós estamos vendo hoje, não é só de hoje, mas em 7 de outubro houve um ataque, o pior ataque que já houve desde o holocausto, mas tem havido outros ataques, vira e mexe, tem um suicida,
então sempre tem essa falta de paz, essa falta de descanso, e a promessa de Deus para Israel, e a promessa de Deus para todos que são seguidores de Jesus, é que haja descanso,
e eu vou ler um versículo em 2ª Tess. Anisenses, só para trazer essa ideia de que o descanso final vem na volta de Jesus, que é toda essa ideia de que o descanso definitivo depende de estar em aliança com Deus,
depende de estar na terra da promessa, mas depende principalmente da volta de Jesus e que ele possa reinar, e 2ª Tess. Anisenses fala assim no versículo 6, 2ª Tess. Anisenses 1,
versículo 6, Deus é justo, ele dará em paga tribulação aos que vos atribulam, então ele está falando sobre essa retribuição, como houve no tempo de Ester, aqueles que queriam perseguir,
aqueles que queriam acabar com os judeus, foram eles mesmos aniquilados, então Deus dará em paga tribulação aos que vos atribulam, e a voz, porque Paulo está escrevendo numa época que já no começo da Igreja Primitiva tinha bastante perseguição,
e aí ele fala "e a voz que sois atribulados, alívio, descanso", então vem um momento de descanso, virá um momento de descanso, todos os períodos de bonança, todos os períodos de descanso, voltando a falar sobre o Livre de Ester,
esse dia, esse acontecimento registrado em Ester introduziu algum tempo, eles tiveram um tempo de alívio, de descanso, mas não era permanente, mas aqui ele fala assim "Deus dará em paga tribulação, e a voz que sois atribulados, alívio conosco,
quando do céu se manifestar o Senhor Jesus, com os anjos do seu poder, em chama de fogo, e tomará vingança dos que não conhecem a Deus", isso está de acordo com tantas e tantas passagens, passagens proféticas,
eu não vou ter tempo de ler hoje, mas nós temos em Ezequiel 34, tem em Ezequiel 37, ele fala sobre uma aliança de paz, ele fala assim que quando, quando Deus trouxer, são profecias,
quando Deus trouxer o povo de volta, de todas as nações, de todas as nações, quando Deus trouxer de volta, ele vai fazer uma nova aliança, como fala em Ezequiel 36, em Jeremias 31,
ele vai fazer uma nova aliança, que é a mesma aliança, mas escrito no coração, ele vai ter o príncipe da paz, o descendente de Davi, que vai reinar em Jerusalém,
que vai trazer restauração, os animais não vão mais comer uns aos outros, vai haver harmonia na terra toda, todos os instrumentos de guerra serão transformados em ferramentas agrícolas,
não vai ter mais guerra, não vai ter mais todas essas situações que nós vemos hoje, vai ter a restauração da terra, a restauração da natureza, despoluição de rios e atmosfera,
a beleza da criação que Deus sempre pretendeu, coisas que nós nem podemos imaginar, se nós admiramos a natureza, os pássaros, os insetos, as borboletas,
tanta beleza, tanta variedade, tanta beleza que Deus criou, e hoje nós estamos vendo isso no meio de degradação, no meio de tanta coisa ruim que nós mesmos causamos para a natureza,
e tudo isso vai ser revertido, então essa é a expectativa, a esperança dos profetas, mas quando nós olhamos hoje, é que vemos que muitos, por exemplo,
em relação a essa profecia, que Deus vai reunir os judeus, o povo de Israel, de todos os países, levar de volta para a terra, fala que eles não vão ser arrancados mais,
amor às nove, fala, vocês nunca mais serão arrancados, vocês vão viver em segurança, várias profecias falam isso, não aconteceu isso ainda,
o povo que vive em Israel hoje não estão, assim como nação, eles não estão em aliança com Deus, eles não foram restaurados, eles não tiveram os olhos desvendados
para ver quem é Jesus, e não aconteceu essa paz, essa aliança de paz que Ezequiel profetizou, não aconteceu isso ainda,
mas, testemunhando essências, fala que quando Jesus voltar, vai haver alívio, então esse alívio, os inimigos debaixo dos pés, Deus assim, tantas e tantas profecias, malaquias, fala que vai, toda a palha vai se queimar no fogo,
que Deus vai eliminar o mal, ele vai acabar com o mal, mas não vai, nem na segunda vinda vai ser assim, completa, porque vai precisar do milênio ainda para trazer essa eliminação total.
Ok, então isso é só para a gente ter uma visão, agora vamos voltar para Esther e vamos ver como foi instituída a festa, mas isso é só para mostrar que essa vitória que é relatada no livro de Esther,
é uma vitória simbólica, uma vitória que foi muito boa para eles, abriu um tempo de paz para eles naquela época, mas foi algo temporário porque realmente não houve esse descanso final ainda,
e aquilo que fala Enneamias, quando vem o descanso, quando vem a prosperidade, quando vem a paz, nós temos uma tendência de nos esquecer de Deus, de nos afastar dEle,
Deuteronômio fala sobre isso, alerta sobre isso, Deus fala assim, quando vocês entrarem na terra, quando vocês tiverem paz, quando vocês entrarem em cidades que vocês nem construíram, quando vocês desfrutarem de pomares que vocês não plantaram, vocês vão se esquecer, ele fala, isso vai acontecer, e foi o que aconteceu.
Ok, então estamos de volta para Esther 9, versículo 22, então essa festa que foi instituída foi para lembrar dessas duas coisas, do dia em que eles tiveram descanso dos inimigos e o dia em que um dia que poderia ter sido um dia de tragédia e luto foi transformado em um dia de festa.
Então aí Mordecai está regulamentando, ele está instituindo essa festa que eles começaram já a celebrar, eu acho que a impressão é que ele fez decreto alguns anos depois, porque era algo que eles já estavam fazendo, mas Mordecai colocou como instituição permanente.
Então ele escreveu-lhes, no meio do versículo 22, escreveu-lhes que os fizessem dias de banquetes de alegria, de mandarem presentes uns aos outros e dádivas aos pobres, já vou mencionar esses aspectos, mas era para ser um dia de festa, um dia de fazer banquetes, de celebrar,
não era um dia como o dia da expiação que era para ser um dia de arrependimento, de tristeza, de se humilhar diante de Deus, não, essa festa é uma festa de alegria, é uma festa de celebração e uma festa em que eles deveriam se lembrar não só uns dos outros,
é mais ou menos assim, essa festa pode ser comparada com as celebrações que são feitas na época do Natal, que é fazer banquetes e dar presentes uns aos outros e tal, então é uma festa semelhante a isso e não era para festejar aqueles que tinham postos, que podiam fazer uma festa boa,
mas era para eles se lembrarem daqueles que não tinham nada e da condições para mandar presentes uns aos outros e dádivas aos pobres, quando você tem, como Jesus falou, você tem amigos do seu nível, você convida para sua casa e o amigo convida você para a casa dele,
mas Jesus falou assim, vocês deviam convidar pessoas que não podem convidar você de volta, então ele fala, mandar presentes uns aos outros, então você dá presente para alguém que te dá presente também, mas para os pobres você não espera presente,
então você dá dádivas, mas a ideia é que os pobres não só tivessem uma esmolinha, mas que nesse dia de celebração se lembrasse dos pobres de tal maneira que o pobre também pudesse fazer uma festa, também pudesse participar de uma festa,
como tem um irmão precioso aqui americano que todo ano ele faz uma ceia de natal para as pessoas que têm situação de rua, então isso que é importante, a gente dá condições para que as pessoas que não têm postos possam celebrar também.
Versículo 23, olha só, assim os judeus concordaram em continuar a celebração que já haviam começado, então isso mostra que Mordecai fez essa carta depois que eles já estavam praticando isso,
eles já estavam celebrando todo ano, não só no primeiro ano que eles continuassem a celebração que já haviam começado, fazendo o que Mordecai eles tinha escrito, então aqui vai dar um pequeno resumo da história,
e isso aqui é tão importante, como eu falei assim, não é celebrar um feriado nos Estados Unidos, tem um feriado do Martin Luther King, normalmente as pessoas sabem um pouco da história dele,
mas muitas vezes a data é lembrada, é um feriado, que bom, não precisa trabalhar, faz outras coisas, mas a lembrança que Deus manda fazer, eu já vou falar sobre isso também, é que os judeus aprenderam a fazer algo que não é só lembrar da data,
eles vivenciam, eles fazem leituras, eles fazem teatros demonstrando o que aconteceu, então é uma lembrança que não deve ser só pensar no nome e no dia, mas que deve ser feito lembrando o que aconteceu,
então aqui vai lembrar o que aconteceu, pois Amã, versículo 24, filho de Amedata, o Agajita, que é descendente dos amalequitas, inimigo de todos os judeus, olha só, Amã foi visto e realmente foi o que ele fez,
ele se tornou inimigo de Mordecai, mas como Mordecai era judeu, ele se transformou em inimigo de todos os judeus, Amã, inimigo de todos os judeus, tinha tentado destruir os judeus,
e tinha lançado Pur, isto é a sorte para os assolar e destruir, veja bem, o nome da festa que é, o nome até hoje é a festa de Purim, esse im no final é plural, então sortes,
e mesmo aqui tinha que explicar, tinha que ter uma explicação até para o povo judeu, porque esse nome Pur, que significa sorte, não é uma palavra hebraica, é uma palavra persa,
então eles tinham que explicar para o povo judeu, que ficasse sempre a explicação, o que é Purim, às vezes quando era um nome hebraico, um sentido que eles entendiam, muitas vezes não precisava de uma explicação,
mas aqui precisava sempre explicar, por que chama Purim? Porque Amã, quando ele fez o plano maligno de destruir os judeus, ele de uma forma supersticiosa, ele quis lançar sortes,
como ele, num desejo de que, sei lá, qual que era a crença dele, como é que ele via como poder sobrenatural, mas ele queria que tivesse uma sorte, que tivesse uma, como nós buscamos uma direção de Deus,
ele queria uma direção, ele queria saber que dia que ia dar certo para cumprir o plano maligno dele, então ele lançou sortes, e as sortes caíram sobre o dia 13 de dezembro,
então a festa é chamada festa Purim, o dia da sorte, porque Deus é mais poderoso do que qualquer tipo de sorte, Deus agiu, e lembrando sempre, todas as vezes que o nome de Deus não é mencionado aqui,
mas o Deus que intervém, o Deus que defende, o Deus que prepara as coisas com antecedência, o Deus que age sobrenaturalmente, mas através de meios naturais,
porque nesse livro, como não menciona o nome de Deus, você não tem nenhum milagre como no tempo do êxodo, do Egito, Deus manifestando milagres e abrindo o mar vermelho,
e fazendo coisas acontecerem com as dez pragas, não, aqui as coisas acontecem até de uma forma que alguém pudesse pensar, aconteceu de uma forma natural, mas claramente não foi,
porque Esther chamou um jejum, então tinha de fato a dependência de Deus, mesmo sem citar o nome, mas a sorte que a mãe tentou seguir a sorte foi também contrário a ele,
porque Deus usou, foi uma data ideal, deu tempo pra eles se prepararem, deu tempo pra Deus agir nas circunstâncias, e foi algo que realmente Deus direcionou,
então é daí que vem o nome, ele lançou por, isto é a sorte, para usasolar e destruir, versículo 25, mas vindo isso perante o rei, aqui nem fala de Esther aqui nesse resumo,
mas vindo isso, como é que veio isso diante do rei, porque Esther arriscou a vida e foi diante dele, ordenou ele por cartas que o mal intento que a mãe assentara contra os judeus,
recaíse sobre sua própria cabeça, então é isso que a gente tem falado, que é uma inversão, que é reverter contra si mesmo, recaíse sobre a sua própria cabeça,
que ele e os seus filhos fossem enforcados, versículo 26, por isso aqueles dias chamam Purim, do nome Pur, por causa de todas as palavras daquela carta, a carta de Mordecai, por causa de tudo,
por causa do que tinham visto e do que eles haviam acontecido, os judeus tomaram sobre si, sobre sua descendência, então eles, os judeus, por causa do que eles experimentaram,
eles tiveram uma experiência verdadeira, por causa de sua experiência, por causa da carta que Mordecai escreveu também, eles tomaram, eles tomaram a decisão de realmente colocar essa data como uma data ser rememorada,
olha só como é interessante o jeito de Deus agir nesse momento da história, que o nome de Deus não é mencionado e que essa festa, a festa de Purim é uma festa guardada pelos judeus até hoje,
é uma das festas do ano, mas em Levítico 23, Deus instituiu sete festas, Deus falou assim, olha vocês vão guardar, primeiro o sábado, o sétimo dia da semana, mas depois as outras festas vocês vão guardar,
são tempos determinados, são os tempos marcados, mas aqui o próprio povo entendeu o que Deus queria fazer, o que Deus tinha feito nesse livramento,
e eles falaram, nós queremos guardar, nós queremos lembrar dessa data, então os judeus, versículo 27, os judeus tomaram sobre si, sobre a sua descendência, quer dizer para gerações futuras,
sobre todos os que se acegassem a eles, lembra que no final do capítulo 8 fala que muitos se fizeram judeus e durante a história muitas pessoas, não era uma coisa tão comum, mas havia pessoas,
no tempo de Paulo fala de Jesus, fala de Proséritos, fala de pessoas de outras nações que se tornavam, que se ligaram a eles, agora nós como igreja, nós fomos enxertados,
então nós também fazemos parte, e aqueles que se achegassem, que se ligassem, se unissem a eles, estabeleceu o costume de que não deixariam de comemorar esses dois dias, dia 14 e 15,
não deixariam de comemorar esses dois dias, todos os anos, conforme o que se prescrevera, segundo o seu tempo determinado, então essa festa, embora não fosse uma festa ordenada por Deus no início,
aconteceu muito depois, mas se tornou também uma festa do tempo determinado, é tempo de lembrar, todos os anos, isso é muito importante no plano de Deus,
Jesus pediu para nunca se esquecer da obra que ele fez, lembrar na ceia, então essa memória, o memorial, que é muito usado na Bíblia, não se esqueçam,
Deuteronômio 4 fala que vocês não podem esquecer, quando vocês entrarem na terra, vocês têm que atar na mão, na testa, na roupa, vocês precisam se lembrar, então essa lembrança que se deve fazer,
como eu falei no início, é também um alicerce para olhar para o futuro, então nós lembramos do que Deus fez, mas nós olhamos para o futuro, agora essa festa não teve,
de acordo com esse relato, eles não viram uma intervenção visível de Deus, mas isso não significa que não houve uma intervenção, nós olhamos para, lemos essa história,
essas aulas, eu tenho falado repetidas vezes, como Deus agiu, Esther tomou coragem de ir diante do rei, mas Deus agiu, Deus não deixou que ele dormisse aquela noite, Deus trouxe a memória,
que Mordecai tinha feito, Deus fez várias coisas para mudar o rumo dos acontecimentos, então eu ainda em outra aula vou voltar a falar sobre esse jeito de Deus agir,
então esses dias seriam lembrados, comemorados, geração após geração, por todas as famílias, em todas as províncias, em todas as cidades, e os judeus jamais deixariam de celebrar esses dias de Purim,
e a memória deles jamais morreria entre a sua descendência, que coisa bonita, e é muito lindo ver como os judeus praticam isso, como eles mantêm essa memória acesa,
como eles fazem com a família, como eles celebram de uma maneira que essa história e outras histórias, a própria Páscoa, como essas coisas nunca sejam esquecidas, isso é essencial.
Assim, em versículo 29, a rainha Esther, filha de Abiaíu e o judeu Mordecai escreveram cartas com toda autoridade para confirmar esta segunda carta a Espeide Purim.
Na próxima aula a gente ainda vai voltar para falar sobre esse final, sobre vários aspectos, eu queria, talvez eu volte até alguns desses aspectos,
mas como que os judeus, isso não é uma explicação, uma pesquisa muito profunda sobre a celebração de Purim, mas é alguns aspectos que são celebrados até hoje.
Apesar de ser uma festa de alegria, eu não fiz uma pesquisa, não sei se todos celebram da mesma maneira, não sei se todos os judeus fazem jejum, mas eu vi que é um costume no dia 13, que é o dia que eles lutaram, fazer um jejum.
Então, eles lembram, e eu vou voltar a esse tema de como alguns grupos, até de judeus messiânicos, como eles fazem o jejum de Esther, que assim, o jejum é importante porque o descanso não foi alcançado ainda.
Então, ainda precisamos, com o Esther, jejuar para que haja uma libertação total. Então, tem um jejum que às vezes é feito, acho que normalmente é feito no dia 13, para que no dia 14 faça a celebração.
Eles fazem sempre, acho que a noite, porque a comemoração começa na noite anterior, eles fazem a leitura do livro de Esther inteirinho, com uma parte na noite anterior e depois durante o dia da celebração.
E é interessante que eles tenham o costume de ler com um certo drama. Por exemplo, eu vi em vários lugares que quando eles estão fazendo a leitura do livro de Esther, cada vez que no livro aparece o nome "Aman", eles gritam, vaiam, batem os pés.
Eles fazem uma demonstração muito visível de que é horrível, aquilo é um inimigo e ele tem que ser eliminado. Então, eles também celebram quando falam a respeito do livramento.
Então, eles fazem a leitura de Esther, às vezes eles fazem também dramas, uns ensaios, algum teatro, alguma coisa assim. Fazem banquetes, né? É uma festa de alegria, de fazer uma refeição, o banquete, de comer junto, alegria, festa, se vestem de roupas especiais e tal.
É um dia em que eles mandam porções. Então, eu acho muito interessante isso de que nós vamos fazer uma festa com familiares e tal, mas nós vamos mandar o excedente, nós vamos fazer a mais, a mais do que eu preciso para a minha festa.
Eu vou mandar porções, eu vou mandar pratos especiais para outras pessoas, para amigos, para familiares. Então, tem uma troca de porções e de presentes também. Mas também, como já mencionei, eles mandam também porções.
Eles fazem questão, não sei exatamente como eles fazem isso, se é só uma coisa por forma, mas assim, a ideia é realmente ajudar para que as pessoas que não têm condições de fazer a festa possam fazer também.
E aí, eu só queria lembrar, são coisas que eu já mencionei aqui, o sentido dessa festa é lembrar que nessa ocasião histórica e olhando para o futuro, o descanso permanente, então é uma festa que celebra o descanso, o alívio dos inimigos, não se sentir mais ameaçado, não se sentir mais inseguro.
Esse descanso é algo que nós, claramente, não alcançamos ainda. E nunca, nunca se esquecer, até esse dia, mencionando de novo a lembrança do holocausto, no dia 27 de janeiro, é aquela coisa de nunca mais lembrar, no caso do holocausto, de uma tragédia, uma tragédia não de um dia, mas de anos de extermínio, de morte de milhões de judeus.
Mas é de nunca deixar essa memória também se apagar. Mas normalmente, quando a Bíblia fala de não se esquecer, é a ideia de não se esquecer daquilo que Deus fez, não se esquecer dos grandes livramentos, a Páscoa, a libertação do Egito, não é para esquecer nunca o grande livramento.
Porque essa é a esperança dos livramentos futuros. Quando Jesus voltar, vai ter um novo êxodo, o êxodo do sistema do mundo, o êxodo das garras do príncipe deste mundo, é jamais, acabou, descanso total, então, nunca se esquecer.
E eu queria lembrar, esse aqui é um comentário meu, esses dois aqui estão dentro do texto bíblico, mas eu queria só chamar a atenção para o fato de que nós podemos, assim, Deus já fez muitos livramentos, Deus já fez muitas coisas na história,
na Bíblia, Deus livrou, Josafá, Asa, tantas vezes, o próprio Davi, Deus já fez muitas coisas para livrar o povo de Israel, mas tem esses três grandes momentos.
E esse de Esther, a gente pode chamar assim, do terceiro, até do terceiro tipo de livramento, porque o primeiro livramento foi do Egito, o êxodo do Egito. O segundo grande livramento foi o livramento do cativeiro, que aconteceu pouco antes dessa época de Esther.
Então, o retorno do cativeiro é o segundo grande livramento. Então, o terceiro, o livro de Esther, seria um livramento não foi do Egito, não foi o retorno do cativeiro, porque já tinha acontecido isso, mas foi um livramento na diáspora.
E agora, rapidamente, eu queria, eu até estava pesquisando, se você colocar no Google "milagres de Purim", tem alguns sites que falam de várias situações que aconteceram, ou a semelhança de Purim, a semelhança do livro de Esther, ou às vezes até na época.
Tem vários livramentos, e eu achei uma coisa muito interessante, porque houve livramentos, por exemplo, de séculos passados, na Itália, judeus na Itália, porque houve muitos movimentos na história, muitos movimentos para prejudicar, para matar, para expulsar judeus,
para acabar com, assim, para tirar as posses deles, para muitas calúnias. Muitas vezes tinha uma época, assim, numa ilha da Grécia, que eles inventaram que uma criança tinha desaparecido e que a culpa era dos judeus.
Uma outra época, uma pessoa vendeu uma geleia para uma família, um judeu vendeu uma geleia e o cara morreu depois, aí eles começaram a falar que ele tinha envenenado.
E aí, às vezes, essas calúnias pegavam, na época das pestes, pestes negras e tudo assim, eles caluniavam os judeus e depois matavam. Houve muitas situações que os judeus não foram livrados desse sofrimento.
Mas houve algumas situações em que Deus livrava. E quando, no caso da criança, que eles falaram que os judeus eram responsáveis por ter sumido a criança, chegaram a prender algumas pessoas e torturar,
depois acharam a criança e os judeus foram isentados. No caso do envenenamento pela geleia, eles descobriram que o cara que morreu estava com tuberculose.
Então, até um sultão muçulmano deu um documento dizendo que os judeus não tinham culpa com isso. Então, houve livramentos e os judeus faziam como nessa época do Livro de Externo.
Muitas vezes algo que era guardado por toda a comunidade judaica no mundo inteiro, mas teve um livramento no Egito que guardaram por séculos, uma data semelhante a esse livramento do Livro de Externo.
E eu queria terminar contando uma história que eu achei super interessante. Os judeus na Rússia, tinha uma comunidade muito grande de judeus na Rússia e eles eram muitas vezes perseguidos, tem até aquele nome pogrom,
que era quando as pessoas perseguiam, matavam, queimavam casas, eram ataques muitas vezes para cidades, para alguns grupos de judeus. Então, no ano de 1953, no final do governo do ditador Stalin,
ele estava preparando uma grande perseguição contra os judeus. Ele matou praticamente 20 milhões de russos, Stalin assim, ele matava milhões, milhões de pessoas.
Mas no final da vida dele, ele estava preparando uma grande perseguição contra os judeus. E eles inventaram uma calúnia que alguns médicos judeus tinham envenenado oficiais russos,
e que eles estavam trabalhando para a inteligência da Inglaterra, Estados Unidos, Guerra Fria e tal. Então, eles prenderam, não só, a maioria eram judeus, mas para não parecer que fosse só contra os judeus,
eles prenderam alguns que não eram judeus. Mas o plano que depois eles acharam tudo escrito e preparado, era que Stalin ia usar, chamar, você pode procurar na internet, complô dos médicos, complô dos médicos.
Eles tinham essa acusação falsa de que médicos judeus estavam envenenando e faziam parte de um complô dos Estados Unidos e tal, para chegar até matar o próprio Stalin.
E o plano dele era matar muitos judeus por causa dessa acusação e expulsar todos para a Sibéria, onde eles iam ficar presos, ou reno frio e tal.
Então, tinha assim, como no tempo de Amã, era um grande plano maligno para perseguir. Tinha algo em torno de quatro milhões de judeus, acho que naquela época, na Rússia. Tem até uma história de um rabino,
que eu acho que não por causa disso, ele já estava preso na Sibéria e ele estava com alguns outros presos judeus e ele foi, na época do livro de Esther, ele foi contar a história de Esther
e um dos presos judeus perguntou para ele, o que adianta falar sobre livramento de Deus de 2.300 anos atrás? Olha o que aconteceu no Holocausto, porque era o ano de 1953, já tinha acontecido o Holocausto.
Olha o Holocausto e olha nós hoje aqui, que nós estamos aqui injustamente presos. Então, ele fez uma pergunta assim, o que adianta falar de livramentos passados?
Isso era no mês de janeiro de 1953. No dia, olha só, na data, naquele ano que seria celebrado o Purim, que era, eu acho que era no início de março daquele ano de 53,
porque Stalin ficou doente e cinco dias depois ele morreu. Ele morreu e tem várias histórias do porquê que ele morreu, tem várias teorias e tal, mas assim, o fato é que esse plano que ele estava, que estava já em andamento,
esses médicos que estavam sendo acusados já estavam presos e ele tinha tudo preparado para fazer esse plano de perseguir, de matar judeus, de exilar para Sibéria e tudo mais.
Ele morreu, ele se adoeceu no dia de Purim e morreu cinco dias depois. Todo esse plano foi revertido, os médicos foram libertos e o plano não aconteceu.
Eu achei uma história, eu nunca tinha ouvido falar da história, eu achei uma história atual e o prisioneiro que fala assim, o que adianta falar de como Deus pode, de como Deus livrou há tantos anos e cadê Deus hoje?
A verdade é que nem sempre vai haver livramento, o holocausto mostra e tantas vezes, isso é um dos grandes mistérios, a gente não entende porque nem sempre, nem sempre acontece como no livro de Esther,
mas esse foi um livramento em tempo atual e na mesma época da festa de Purim. Então é muito importante a gente lembrar do que Deus fez, os judeus têm essa memória e eu acho que temos muito a aprender com isso.
Nós vamos ainda, falta pouca coisa para a gente ler o livro de Esther, mas nós ainda vamos continuar um pouquinho para extrair lições, para fazer aplicações, para entender, discutir algumas coisas que nós podemos aprender com essa história.
Senhor, nós agradecemos a Ti porque o Senhor sempre está acompanhando a história, o Senhor sempre está olhando para a nossa vida, o Senhor tem planos, o Senhor tem meios de agir,
não podemos colocar o Senhor dentro de uma fórmula, não podemos colocar dentro de uma regra humana, mas o Senhor é capaz de fazer grandes livramentos e nós temos essa esperança de um descanso permanente de todos os inimigos que na verdade é o mal,
o nosso grande inimigo não são as pessoas, mas é o mal que está em nós mesmos e que o Senhor vem para completar a redenção nos dando liberdade, nos redimindo de todos os inimigos e nos dando o verdadeiro descanso.
E nunca queremos nos esquecer de tudo que o Senhor tem feito no passado remoto, mas no passado mais recente e de maneiras que às vezes nós nem colocamos o Teu nome no livramento, mas que o Senhor esteve presente e que o Senhor agiu.
Muito obrigado por tudo que o Senhor tem feito e que nós possamos sempre confiar lembrando aquilo que o Senhor fez e esperando aquilo que o Senhor vai fazer em nome de Jesus. Amém.
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