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Aula 14 – Vol.34 – Aplicações do livro de Ester para hoje

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Grande parte da Bíblia consiste em relatos históricos. Deus desenvolveu seu plano de redenção por meio de pessoas e de um povo específico. Os relatos têm o objetivo de mostrar como Deus vem desenvolvendo seu plano para ajudar-nos a entender onde estamos no plano hoje e o que falta para completá-lo. Além disso, têm o objetivo de nos ajudar a entender a natureza de Deus e as características especiais das suas estratégias a fim de nos ensinar como nos encaixar no seu plano hoje e como cooperar melhor com ele. Que lições o livro de Ester pode nos ensinar?

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04/02/24 – Ester 9 e 10 – Baixardo áudio.


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Estamos ainda no livro de Ester, estamos quase terminando, estamos no finalzinho da parte...
Na verdade, já terminamos a parte de relato histórico do que aconteceu e o livro de Ester termina no final do capítulo 9, o capítulo 10, que é curtinho,
tem uma parte de tirar lições, nem sempre os livros históricos fazem isso, às vezes colocam alguma lição, alguma coisa, alguma aplicação no meio do próprio relato,
mas geralmente não tem tipo uma conclusão, o que nós podemos aprender, pra que nós vamos estudar essa história,
nem sempre tem, mas o livro de Ester tem essa parte, essa conclusão no capítulo 9 e 10, e nós também podemos acrescentar algumas aplicações que o senhor pode nos dar como resultado de ler e estudar essa história.
Como nós sabemos, a Bíblia contém muitas partes históricas, tem livros históricos, tem muitas, grande parte da Bíblia é composta de relatos, de narrativas, de história,
e Deus ensina as coisas através de histórias, tem pouquíssimas partes da Bíblia, tem algumas epístolas de Paulo, tem alguns discursos de Moisés,
tem algumas partes da Bíblia que seriam quase que uma, que nós chamaríamos hoje de teologia, de extraída dos princípios de Deus, alguma coisa, princípios de vida, princípios de fé, princípios de como Deus é, daquilo que nós podemos extrair,
mas a Bíblia em geral deixa isso por conta do leitor, e claro, nós não podemos fazer isso sem ação do Espírito Santo, então Deus usa as histórias, Deus usa os relatos da história para nos mostrar o seu plano,
porque o grande objetivo da Bíblia é nos mostrar o plano de Deus, é nos mostrar como Deus está desenvolvendo o seu plano de redenção na história, ao longo da história humana,
então tem esse objetivo de mostrar como é esse plano de Deus, e para nós isso é importante, para que nós possamos saber onde nós estamos, e para ter uma visão do todo,
a visão do plano de Deus mostra, nós não sabemos detalhes, nós não sabemos exatamente como muitas coisas serão no futuro, naquilo que não aconteceu ainda,
mas nós sabemos para onde a história caminha, nós sabemos o que Deus deseja fazer nesse final da história, então é importante para nós entender, ler as histórias e entender onde nós estamos,
o Livro de Esther aconteceu há muito tempo, fez parte de uma outra época, de uma outra etapa do plano de Deus, mas tem muito a nos ensinar sobre os caminhos de Deus,
a gente sempre está repetindo que o Livro de Esther não fala o nome de Deus, não se refere diretamente a Deus, mas claramente mostra a ação de Deus, vamos falar um pouco mais sobre isso,
o Livro de Esther, embora seja de uma outra época, uma outra etapa do plano de Deus, há muitos aspectos que também, nós vamos mencionar, talvez não hoje,
mas numa próxima aula, nós queremos até fazer uma comparação sobre a época desse Livro e a nossa época para entender como aplicar, porque evidentemente nós não podemos aplicar algumas coisas,
nós não vamos pegar em armas para nos defender, então existem aspectos da história que não se aplicam para o tempo de hoje, mas ao mesmo tempo,
nós podemos olhar para o Livro e ver que há muitas coisas que se aplicam sim, e há muitas chaves para entender o que Deus vai fazer na nossa geração ou no futuro,
então vamos orar, vamos pedir que Deus nos ajude a enxergar, a ter essa visão, nós não estamos estudando esse Livro apenas para saber o que aconteceu no passado,
a história é fascinante, mesmo estudando a história das civilizações, não histórias bíblicas, sempre a história é importante porque a gente aprende muitos erros que foram cometidos, muitos acertos,
é fascinante só para saber como Deus fazia certas coisas ou como o homem foi mudando e desenvolvendo, como que as conquistas foram feitas, mas nós queremos de maneira especial aprender do caminho de Deus,
porque não é só uma coisa do passado, uma coisa que tem muita relevância para o presente. Senhor Deus, nós realmente desejamos ter sabedoria, sabedoria que vem do Senhor,
sabedoria para olhar para essa história, agora que estamos concluindo esse relato do Livro de Esther e vimos como tudo aconteceu, nós queremos saber como aplicar,
porque nunca as coisas vão acontecer de maneira idêntica, mas a história se repete de fato a muitos temas, a muitas situações recorrentes, a muitos conflitos recorrentes e nós podemos aprender sim daquilo que aconteceu no passado
e nos preparar melhor para as coisas que nós teremos que enfrentar, por isso pedimos a Tua iluminação, a Tua presença, o entendimento e a sabedoria que vem do Senhor,
não para aplicar muitas vezes do jeito que a nossa perspectiva, a nossa lente, a nossa maneira de ver, nós muitas vezes aplicamos do jeito que faz sentido para nós, mas queremos ir além disso e aprender como o Senhor vê e como o Senhor quer nos ensinar, pedimos isso em nome de Jesus, amém.
Antes de começar a falar um pouco sobre essas lições, ainda falta uma parte, nós paramos mais ou menos o versículo 28, 29 do capítulo 9, na aula passada, então eu vou retomar para a gente terminar o que foi escrito aqui, para a gente entender essa conclusão que o Livro de Esther traz para nós
e só mencionando, até seria, depois eu vou voltar nesse tema, mas aqui essas lições que eu coloquei aqui do Livro de Esther, nós começamos a ver isso, nós vimos bastante sobre isso na última aula,
que seria, se alguém perguntasse, com qual propósito, nós não sabemos quem escreveu Esther, talvez foi compilado de coisas que Mordecai escreveu, mas não sabemos quem foi, quem compilou e exatamente quem fez essa versão final,
mas se nós quiséssemos perguntar quem escreveu o Livro de Esther, estava com qual objetivo, claro que o grande objetivo é mostrar o livramento, mostrar o que poderia ter acontecido se não houvesse uma intervenção de Deus,
mas o que de fato aconteceu por Deus ter mudado a situação, a gente sempre pensa, na nossa vida diária, tem tantas coisas que a gente não sabe o que poderia ter nos acontecido,
se você sai, faz uma viagem de carro, qualquer coisa que você faça durante o dia, durante a noite, em momentos na sua vida, você não faz ideia, ninguém faz ideia dos livramentos,
Deus pode ter nos livrado tantas vezes de algo que a gente nem ficou sabendo, mas existem, aqui o Livro de Esther mostra claramente o que poderia ter acontecido, então a história inteira é pra mostrar isso,
algo estava sendo planejado, um plano maligno foi colocado em movimento e algo terrível poderia ter acontecido e não aconteceu, então é um livro tremendo nesse sentido, foi um livramento, a gente falou na aula passada, foi um livramento diferente,
houve o livramento do Egito, que não era algo que, era uma situação que já existia, a escravidão, então houve o livramento do Egito, depois houve o livramento do cativeiro,
então eram situações que Deus tinha permitido, que Deus tinha até ordenado, Deus ordenou o cativeiro e Deus falou com Abrão que a descendência dele ficaria no Egito por 400 anos,
então eram situações que faziam parte do plano de Deus, no caso do cativeiro, para corrigir, para mudar, para disciplinar o seu povo, trazê-lo de volta e mesmo na escravidão no Egito era uma situação onde Deus estava gerando um povo no meio de situações adversas
e Ele queria que eles o conhecessem como o libertador, então era uma circunstância que Deus previu, que Deus estava dentro do plano de Deus, é todo um mistério para nós saber se Deus queria que aquilo acontecesse ou não,
a agência sempre é uma dúvida que a gente nunca tem a resposta clara, mas Deus sabe das coisas, Deus prevê, Deus, no caso do cativeiro em Babilônia, Deus ordenou por causa da apostasia, por causa do afastamento do povo de Deus e Deus os livrou,
agora esse terceiro grande livramento foi algo que não era algo que Deus estava planejando, embora Deus soubesse que ia acontecer, mas era algo que uma pessoa maligna estava planejando para tentar impedir o plano de Deus de acontecer,
mas o objetivo, então voltando, o grande objetivo do livro de Esther era além de contar essa história de livramento era mostrar porque existe até hoje uma data celebrada por todos os judeus,
uma data que não faz parte do calendário de Levítico 23, onde tem as sete festas, mas é uma festa que faz parte hoje do calendário de celebrações durante o ano,
e o livro de Esther é especificamente para mostrar a história que está por trás dessa celebração e para mostrar como essa data foi instituída,
então esse é o objetivo explícito, esse é o objetivo claro do livro de Esther, é de deixar para todas as gerações uma explicação do porquê dessa festa,
como já mencionei, não é só nós guardamos várias datas, nós temos feriados, tem esse, tem aquele, mas é mostrar, eles celebravam, era o que Deus tinha ensinado desde a Páscoa,
não é só para lembrar dessa data, essa é a data que nós saímos do Egito, mas nessa celebração era para eles rememorarem, era para eles reviverem,
nessa celebração eles tinham que não só lembrar dos fatos, mas lembrar da emoção, sentir de novo a emoção, sentir de novo a sensação daquilo que poderia ter acontecido,
eles fazem um jejum na celebração para lembrar da angústia de Esther e de todos os judeus diante de algo que estava prestes a acontecer, então esse seria o grande objetivo da celebração e do livro de Esther.
Então nós estamos, nós vimos como eles começaram a celebrar o dia 14 na maioria das cidades, porque era o dia depois, o dia seguinte, a luta que eles tiveram, a vitória que eles tiveram,
e na cidade de Susã eles tiveram dois dias de lutas, de exterminar os inimigos e eles celebravam no dia 15, então eles tinham esses dois dias e nós não sabemos se eles estavam celebrando por algum tempo,
mas Mordecai escreveu uma carta, está no versículo 20, Mordecai escreveu estas coisas, enviou cartas a todos os judeus, então Mordecai fez daquilo que o povo já estava fazendo a cada ano,
talvez por pouco tempo, mas é aquilo que já tinham começado a fazer, Mordecai queria que se transformasse numa celebração permanente, anual, para que todas as gerações lembrassem desses acontecimentos,
e então lembra de tudo isso, eu queria só relembrar e enfatizar que no versículo 26 fala "por causa de todas as palavras daquela carta, por causa do que tinham visto e do que lhes havia acontecido",
então naquela geração eles eram testemunhas, como a primeira geração que saiu do Egito, aqueles que estavam vivos, que tinham passado pelo Êxodo, pela primeira Páscoa,
então essas pessoas que tinham experimentado aquilo, para eles a celebração sempre era algo muito vivo, muito forte, porque aquilo trazia à memória aquilo que eles tinham visto,
então aqui também assim, eles tiveram a carta que depois oficializou, mas por causa do que tinham visto e do que lhes havia acontecido,
então eles não só estavam guardando uma ordenança, um costume, uma tradição, mas eles mesmo tinham participado daquilo, aquela primeira geração.
Versículo 27 "os judeus então tomaram sobre si", e como eu mencionei na outra aula, em Levítico 23 as primeiras festas foram ordenadas por Deus,
e Deus colocou muito forte em Êxodo 12, quando institui a Páscoa, vocês precisam fazer isso todos os anos, nunca se esqueçam, Deus, isso já entra na razão aqui de ter uma festa,
é de trazer a memória, isso é um princípio muito forte, a gente vê isso muito no primeiro testamento, mas Jesus também usou o mesmo princípio,
quando ele celebrou a última Páscoa que ele ia celebrar com os discípulos, mas a primeira ceia, então quando ele instituiu isso, ele falou assim, fazer isso em memória,
era um memorial, muitas vezes eles colocavam, por exemplo, quando passaram o Rio Jordão com Josué para entrar na terra prometida, eles levantaram uma coluna de pedras,
eles fizeram um memorial, e nós temos isso em museus, ou tem isso nas cidades, as vezes coloca assim alguma coisa feita, uma escultura, algo visível para servir de monumento,
de memorial, para trazer a memória, então os judeus, quando Jesus falou isso, fazer isso em memória de mim, ele estava usando esse mesmo princípio, é muito importante ter essa memória,
nós temos isso no cristianismo, na igreja cristã, mas todo o povo, Israel também, eles perderam muitas vezes o sentido vivo, e até hoje muitos judeus com certeza fazem todas essas celebrações da Páscoa,
aqui também da festa de Purim e as demais festas, muitas vezes as pessoas, a tendência nossa é virar uma rotina, é fazer uma coisa só por costume, por tradição,
e Deus não quer isso, ele quer a memória, a ceia que é celebrada, a maioria das igrejas, uma vez por mês, a igreja primitiva, para eles era uma coisa tão viva que eles não tinham uma ordenança,
vocês tem que fazer isso, eles faziam isso espontaneamente, nos primeiros capítulos de Atos, era todos os dias, eles celebravam, eles lembravam, para eles era uma coisa muito viva,
aquilo se transformou, se era de fato uma experiência viva, a memória daquilo era muito viva, então aqui também os judeus tomaram sobre si, sobre a sua descendência,
sobre todos os que se a chegassem a eles, estabeleceu o costume de que não deixariam de comemorar esses dois dias todos os anos, conforme o que se prescrevera, segundo o seu tempo determinado,
então é um versículo que enfatiza muito, não era uma coisa que Deus tinha ordenado desde o início, mas eles mesmos, com a ajuda de Mordecai que deu a ordem oficial,
mas era uma coisa espontânea, era uma coisa que eles sentiam desejo de fazer, então eles tomaram sobre si, sobre a sua descendência, então eles faziam questão de ensinar os filhos,
continuem fazendo isso, é muito importante, Deus falou isso muito forte com Moisés em Deuteronômio, que era para guardar essa memória, para ensinar todos os dias, para encucar, para gravar na memória de todas as gerações,
então eles fizeram isso também, a data de Purim foi acrescentada a todas essas outras coisas que eles já guardavam de ano em ano, conforme o que se prescrevera segundo o seu tempo determinado,
e olha como vai repetindo isso, o versículo 28, estes dias seriam lembrados e comemorados geração após geração, por todas as famílias, em todas as províncias e em todas as cidades,
que o Deus jamais deixariam de celebrar, isso que está enfatizando, está repetindo muitas vezes o mesmo princípio, para mostrar como quem estava compilando, escrevendo esse livro de Esther,
queria realmente deixar sem sombra de dúvida, não é para deixar de comemorar, não é para esquecer, não é para deixar isso jamais, de geração em geração, todas as famílias, todas as cidades, aonde estiverem,
é importante celebrar estes dias de Purim, judeus jamais deixariam de celebrar estes dias de Purim, a memória deles jamais morreria entre a sua descendência,
então está realmente batendo nesse prego muitas vezes para entrar mesmo, para valer a ideia de que Purim é uma data importante, é um acontecimento importante, é algo que precisa ser guardado e rememorado todos os anos,
eu ainda vou voltar nesse tema de lembrar, mas vamos terminar de ler esse restante do livro de Esther,
"Assim, a rainha Esther, filha de Abiael e o judeu Mordecai, escreveram cartas com toda autoridade para confirmar esta segunda carta à Espécie de Purim."
Essa linguagem está um pouco confusa, mas pelo que vários comentaristas e vários estudiosos, vários livros indicam, quem conhece o hebraico,
o versículo 29 da rainha Esther e o judeu Mordecai, mas na nossa bíblia, pelo menos na minha, escreveram no plural, mas fala de uma segunda carta,
então o que dá para entender é que, como o verbo no original está no singular, essa segunda carta foi uma carta escrita pela rainha Esther, a primeira carta foi escrita por Mordecai,
a segunda, agora, a rainha Esther, ela volta ao tema, não sei se algum tempo depois, ela volta e escreve uma segunda carta, Mordecai tinha autoridade,
porque ele tinha o anel do rei, ele era uma pessoa com autoridade, mas a rainha Esther, embora as rainhas, a rainha Esther, ela não tivesse essa função de determinar leis, de mandar ordens,
normalmente a rainha não fazia nada disso, mas nesse caso aqui, a rainha Esther está, ela mesma, escrevendo uma carta, então tem uma segunda autoridade,
uma autoridade maior do que a autoridade de Mordecai por ela ser rainha, então ela está escrevendo uma segunda carta e aí no versículo 30 Mordecai expediu, fica assim muito misturado os dois,
quero falar sobre isso também, mas primeiro vamos observar que no versículo 29 faz questão de lembrar nessa conclusão final, claro que está muito claro durante todo o livro,
mas aqui está enfatizando nessa conclusão final de quem é a rainha Esther, ela é filha de Abiael que é judeu, então aqui está afirmando, enfatizando que ela é judia,
que Esther é do povo judeu e Mordecai fala, e o judeu Mordecai, Mordecai alcançou uma posição que parece que não tinha um nome específico no capítulo 10,
no final vai falar que Mordecai era o segundo em autoridade só abaixo do rei, mas não tinha, parece que não tinha um nome para essa função,
então não usa um título para Mordecai, não chama-se Mordecai o primeiro ministro, Mordecai o governador, não usa, não usa nenhum título para Mordecai,
mas enfatiza que ele era judeu, então aqui na verdade está enfatizando para os dois, a rainha Esther do povo judeu, Mordecai também, então isso é um ponto importante,
e aí aqui está mostrando que apesar de não ter sido uma ordem de Deus, Deus falou com algum profeta, veja, nesse livro, além de não falar o nome de Deus,
não fala assim, Mordecai era da tribo de Benjamin, então ele não estava em Jerusalém, ele não seria um sacerdote, ele não era da tribo dos sacerdotes, ele não tinha nenhum cargo religioso,
ele também não foi chamado de profeta, então, diferentemente de praticamente todos os outros relatos que sempre tinham alguma coisa, nós vamos ver voltando ao livro de Esdras,
era um sacerdote, então assim, cada um sempre dava, Zacharias era um profeta, então tinha sempre uma relação com algo que Deus instituiu e que tinha autoridade de Deus,
não, aqui Mordecai não é ninguém no sentido religioso, e Esther também não, ela é uma rainha de um império que não é de judeus, do gentios, das nações,
então a festa, essa data de Purim, não foi instituída por alguma autoridade divina ou por alguém instituído por Deus para fazer isso, mas isso foi, eu não sei se esse seria o motivo,
mas quem escreveu o livro de Esther está dando muitas confirmações de que essa festa foi instituída por alguém que tinha autoridade para fazer isso, no caso Mordecai e Esther,
então eles estavam colocando a autoridade que eles receberam, a autoridade dentro do império persa, mas eles estão usando essa autoridade para instituir essa data,
e versículo 30, então Mordecai expediu cartas, todos os judeus, nas 127 províncias, do reino de Assuero, com palavras de paz e fidelidade,
para confirmar esses dias de Purim nos seus tempos determinados, como Mordecai o judeu e a rainha de Esther eles tinham estabelecido, e como eles mesmos já o tinham estabelecido para si e para sua descendência,
com respeito ao jejum e a sua lamentação, então fazia parte aqui, nós vimos nos versículos anteriores que era uma data de festa, de celebração, de dar presentes, de fazer banquetes, de ajudar os pobres,
mas aqui no versículo 31 fala que também, porque fez parte dos acontecimentos, o jejum, então com respeito ao jejum e a sua lamentação, mesmo porque esse mesmo tipo de ataque contra o povo judeu,
ou em partes, ou bem localizado em algum país, ou de uma forma como no tempo do holocausto, que era um propósito para exterminar os judeus da face da terra, isso é uma coisa que vem sempre se repetindo,
então o jejum e a lamentação que eles fizeram no início era algo importante para, fazia parte da celebração, porque fez parte da história, antes do livramento veio o jejum e a lamentação,
então isso aqui foi também estabelecido para fazer parte das celebrações. O versículo 32, o mandado de Ester confirmou o que dizia a respeito ao Purim e se escreveu num livro,
que era sempre muito importante que eles escrevessem aquilo que tinha sido determinado, não foi só uma coisa oral, foi escrito, foi registrado, então essa é a finalização das explicações e da confirmação sobre a importância dessa festa de Purim.
E o último capítulo é só para mais ou menos concluir, depois que tudo passou, depois que todos os inimigos dos judeus foram eliminados, então agora nós, é mais ou menos um quadro de como tudo ficou depois dessa época,
o rei Assuero, capítulo 10, versículo 1, impôs tributo aos moradores do seu reino, tanto aos do continente, como aos das ilhas do mar, as ilhas do mar sempre se referiam, algumas talvez fossem mais próximas,
mas era a expressão "ilhas do mar" geralmente nos profetas se referia a regiões muito distantes, muito inacessíveis, então esse versículo é mais ou menos para descrever como o império persa experimentou um tempo de paz,
no tempo de guerra eles colocavam impostos também, mas essa descrição é mais um quadro de que o rei Assuero estava tudo tranquilo, nós sabemos pela história que ele foi derrotado duas vezes pelos gregos,
então ele não conseguiu conquistar a Grécia, mas ele governou uma extensão muito grande e eles colocavam impostos, tributos sobre todos os povos.
Versículo 2, quanto ao restante dos atos do seu poder, do seu valor e também a declaração da grandez de Mordecai a quem o rei engrandeceu não estão escritos no livro das crônicas dos reis da média e da pérsia,
que são documentos que nós não temos e essa frase é semelhante ao que sempre colocava nos livros de reis e crônicas que esse aqui faz parte da história que está registrado nos anais, nos livros que eles tinham.
Versículo 3, o judeu Mordecai, interessante, o título dele era o judeu, o judeu Mordecai foi o segundo depois do rei Assuero, grande entre os judeus, estimado pela multidão de seus irmãos,
porque trabalhou pelo bem-estar do seu povo e procurou a prosperidade de todos os judeus. Esse versículo é o que eu sinto quando leio esse versículo porque claramente a ideia no final de tudo,
Esther já estava ali como rainha, mas Mordecai, ele tomou o lugar de Amã, ele foi levantado para uma posição e não foi uma coisa temporária, ele permaneceu assim,
então esse versículo final é para mostrar que ele ocupou esse lugar como resultado de todos esses acontecimentos, ele ocupou um lugar de muita importância e era uma posição que ele não estava buscando,
ele não estava procurando, nem esperava que isso acontecesse com ele e Deus o colocou nesse lugar para ajudar a desfazer o plano maligno, mas para continuar defendendo os interesses,
mas esse aqui é muito importante para mostrar que ele se tornou grande, todo o povo judeu naquela época e desde então, por causa do livro de Esther, Mordecai é lembrado sempre como alguém que lutou incansavelmente pela preservação do povo,
ele, como nós temos falado, eles não estão na terra prometida, eles não estão em Jerusalém, eles não estão perto do templo, eles não fazem parte da restauração, da história da restauração,
no sentido de chefiar pessoas, mais uma leva de pessoas para voltar para a terra, então representa o povo judeu que durante milênios vive disperso pelas nações espalhadas por toda parte,
mas ao mesmo tempo, esse livro mostra que Deus não se esqueceu deles, que Deus continuou intervindo, que Deus fez esse livramento, que Deus agiu poderosamente para preservar seu plano através do povo judeu,
que não era só o remanescente que foi para a terra prometida, que Deus estava interessado em proteger, então Mordecai e Esther representam a ação de Deus na dispersão,
e a igreja na figura, no simbolismo, a igreja também durante séculos e séculos está muito longe de sua terra prometida, a terra prometida para nós representa o reino de Deus, é onde Deus vai morar conosco, é onde Deus vai reinar sobre toda a terra,
então a terra prometida é uma posição e é um requisito, Jesus não vai voltar para governar lá das nuvens ou de um outro lugar, ele tem uma posição que é necessária para que ele estabeleça seu reino,
então o livro de Esther, como o livro de Daniel, é um livro que fala a respeito, no caso de Daniel eles estavam no cativeiro, aqui eles não eram mais impedidos, proibidos de voltar,
mas eles estavam vivendo longe da sua herança e isso é muito importante porque se relaciona com a história, com grande parte do tempo o povo judeu viveu fora da terra e a igreja também vive fora da sua posição de vida,
quando nós, isso é um aspecto, quando nós olhamos uma das coisas que, um dos temas que não é o objetivo do livro de Esther, mostrar isso como o livro de Daniel também, o grande objetivo não,
Daniel seria mais porque esse tema de que parte que o povo de Deus tem no governo, na política, na administração das nações, numa posição de autoridade dentro do sistema de governo humano,
como que os cristãos, como que o povo de Deus se encaixa nisso, então o livro de Daniel trata disso porque trata de um servo de Deus no centro, na capital, no centro do poder,
mas Daniel, embora ele fosse reconhecido, embora ele tivesse grande, estivesse perto do rei, perto do poder, da tomada de decisões, mas ele não se tornou o rei e também mesmo na posição de influência dele,
ele não teve uma atuação de governar, mesmo José do Egito, estão pensando sobre o que a Bíblia nos mostra sobre o papel do povo de Deus em governos, em ocupar posições de autoridade,
o José do Egito, ele teve uma posição grande de autoridade porque ele preservou alimentos, ele que mandava, ele que fazia com que os alimentos fossem preservados,
depois como é que seriam vendidos e tudo mais, mas ele não entrou, ele não se tornou parte depois dele, o povo hebreu nunca mais fez parte de governo algum lá, então ele não trouxe uma mudança,
ele não transformou, porque nós temos muita controvérsia hoje sobre que parte que a igreja, que parte que os discípulos de Jesus teriam na política,
em cargos, em influência, em trazer mudança de leis, em afetar os juízes e as decisões judiciais, qual a importância, qual o chamado de Deus, que possibilidade nós temos,
e tem várias linhas de interpretação, os sete montes, como nós vamos mudar, como nós vamos ser fermento, entrar no meio de todos os sistemas, todas as esferas de vida, de cultura,
como nós podemos mudar, e infelizmente na prática a igreja é muito mais influenciada do que influenciadora, a igreja não tem políticos, cristãos, políticos que servem a Deus,
temos alguns exemplos, existem alguns exemplos isolados, a gente sempre fala de William Wilberforce na Inglaterra que ajudou a acabar com o tráfico de escravos na Inglaterra,
mas nós temos pouquíssimos exemplos, são muito raros exemplos de pessoas cristãs que pudessem, que tiveram alguma influência verdadeira e na verdade a maioria acabou entrando no jogo, isso é muito comum,
temos muitos exemplos hoje de políticos que tem o nome de cristão e não estou aqui pra julgar quem é cristão e quem não é, mas que acaba, eu falo assim,
tem o nome de cristão porque na sua atuação, na sua vida, no seu testemunho eles mais acompanham o sistema humano, o sistema maligno do que mudam esse sistema,
então quando nós falamos sobre será que a igreja, será que em algum tempo antes da volta de Jesus, será que a igreja, será que o povo de Deus vai mudar, vai mudar o Brasil,
vai mudar algum governo, vai influenciar, nós vamos acabar com o aborto, nós vamos acabar com os ataques contra princípios de Deus, contra a moralidade, como que isso vai acontecer?
Então se, é claro que o livro de Esther não trata disso, o livro de Esther trata de Deus usar Esther e agora que o livro termina falando de Mordecai,
então Esther tem uma posição, que que Esther fez com a posição dela? Ela implantou as leis de Deus, os dez mandamentos, ela fez o povo seguir o Deus verdadeiro, ela mudou alguma coisa?
Não, Mordecai que recebeu essa posição também de grande autoridade, ele mudou alguma coisa, ele me chamou bastante atenção nesse último versículo do livro de Esther,
eu vou ler novamente, Judeu Mordecai, Esther 10, versículo 3, último versículo do livro, o Judeu Mordecai foi o segundo depois do rei Assuero, então o que que ele fez, qual foi o papel, qual foi a missão dele no governo,
o que que ele pôde fazer para mudar o sistema, quando nós olhamos para o Daniel, ele não mudou nada, ele foi um testemunho fantástico de alguém que não se contaminou,
continuou lá, por ele não conseguir mudar os reis e converter os reis ou trazer a fé dos judeus para todo o império, não, ele não fez nada disso, Deus não deu a ele essa missão, essa autoridade,
ele testemunhou do Deus verdadeiro para Nabucodonozor, depois para Belsasar, ele testemunhou de quem era Deus, ele deu testemunho do verdadeiro Deus, mas ele não mudou o governo,
ele não transformou, ele não fez essa transformação do sistema que segundo eu entendo só vai acontecer quando Jesus voltar, mas veja bem, isso não significa que cristão não pode entrar na política
ou em alguma outra esfera de autoridade ou de influência, não significa que não devamos dar testemunho, não significa que não tem nada para ser feito, a igreja tem que esperar o rebatamento,
ir embora porque essa terra aqui não tem mais jeito, não é essa ideia, Deus usa pessoas, são raras, são raríssimas as pessoas que tem preparação de Deus para ser realmente um líder,
se você, só fazendo um parêntese, se você olhar a história dos reis de Israel, tanto no Reino Dividido, os reis de Israel, os reis de Judá, pouquíssimos reis tiveram a preparação,
puderam enfrentar a posição de poder para realmente representar Deus, a grande maioria e até os reis bons muitas vezes se corrompiam no fim ou cometiam erros graves,
então para ser um rei, se olhar para Davi, o homem segundo o coração de Deus, ele fez muita coisa que não representou Deus, então quando nós lemos essas histórias, nós precisamos tirar lições, precisamos aplicar,
e então esse versículo final aqui fala que ele foi o segundo depois do rei, então ele chegou à posição máxima abaixo do rei, grande entre os judeus, estimado pela multidão de seus irmãos,
sabemos anteriormente que os outros governadores, os outros chefes e líderes no império respeitaram muito Mordecai, ele se tornou grande entre todos, mas a influência dele, a atuação dele foi entre os judeus,
esse versículo final descreve não Mordecai trazendo o reino de Deus para o império persa, isso me chama bastante atenção, porque quando nós olhamos para o propósito de Deus,
o que que Deus quer fazer no final, o que que Jesus vai fazer, o que que os profetas olhavam a própria missão de Abraão, desde Abraão ser uma bênção para todas as nações, e a visão de Isaías de que é pouco,
ele fala assim, meu servo, é pouco que você seja o libertador das tribos de Israel, mas você vai ser uma luz para as nações, então a grande visão, o grande propósito de Deus,
sempre foi, nunca mudou isso, é que o povo escolhido, tanto judeus, não colocando a igreja no lugar de Israel, mas nós fazemos parte, a igreja foi enxertada e a igreja tem a mesma missão,
nós somos herdeiros da mesma promessa, nosso chamamento também é para abençoar as nações, e nós reduzimos isso para a conversão, que é claro que é a maior bênção de todas,
mas a igreja se vê muitas vezes como não uma bênção para as nações, e nossa visão, o dinheiro que as igrejas investem, o império que as igrejas grandes criam, não é muitas vezes para abençoar as nações,
mas é algo para, é interno, então essa linguagem do último versículo de Externo me chamou bastante a atenção, porque ele, olha vamos terminar de ler, ele foi grande entre os judeus,
estimado pela multidão de seus irmãos, estão sempre restrito aos judeus, porque trabalhou pelo bem-estar do seu povo e procurou a prosperidade de todos os judeus,
será que Mordecai não tinha uma visão? Isso aqui não está negando que Mordecai pode ter feito muita coisa boa pelos povos em geral, mas de alguma maneira isso aqui está enfatizando uma coisa,
que Mordecai teve o chamado e exerceu a sua missão de ser um libertador, de ser alguém que lutasse pela preservação dos judeus espalhados por todas aquelas regiões do mundo daquela época,
então o que isso me diz, que ele não recebeu essa, não era tempo, ainda não era possível ele se tornar um governante, alguém que trouxesse o reino de Deus para todas as nações,
ele ocupou um cargo muito elevado, mas esse cargo foi utilizado especificamente, principalmente para o propósito que é, toda a história do livro diz que é a preservação do povo judeu esperando a vinda do Messias,
eles não tinham ainda, provavelmente não tinham visão, mas também não tinham a capacidade, não tinham o chamamento, não tinham o endoço de Deus para trazer o reino de Deus para a terra,
então tudo isso são questões, são situações que a gente pode usar para entender melhor essa questão da relação do povo de Deus com os governos deste mundo.
Eu quero só, então nós não vamos falar sobre todos esses pontos aqui que estão na folha, mas hoje, mas eu queria assim, então voltando para o primeiro item aqui que é o propósito especial, específico no livro de Esther,
às vezes eu tenho usado isso antes, mas eu acho importante saber que um capítulo, uma porção das escrituras ou um livro inteiro, sempre você deve procurar o objetivo mais claro,
quando você lê os evangelhos, por que os evangelhos foram escritos? Para apontar, para contar sobre Jesus, mas como o Evangelho de João fala mais explicitamente, para que todos pudessem conhecer o Filho de Deus, o verdadeiro Messias e ter vida nele,
então esse objetivo dos evangelhos foram escritos para que a gente pudesse saber quem é o Messias, quem é o Filho de Deus, quem é o Salvador e o que ele veio para fazer, qual foi a sua missão.
Então qual que é o propósito explícito, claro do livro de Esther? Isso que a gente tem falado ficou muito claro nesse final do capítulo 9, que é mostrar a instituição da festa de Purim, mas só quero lembrar que uma festa,
eu já falei várias coisas sobre isso agora há pouco, mas enfatizando como Jesus instituiu a ceia, que uma grande parte da nossa prática, da nossa vida com Deus, a gente fala da nossa prática religiosa, o culto,
a gente precisa ir muito além de rituais, a gente precisa ir muito além até de atividades que nós temos como fundamentais, como leitura da Bíblia e oração,
nós precisamos ir além dessas coisas porque tudo pode se transformar, como já mencionei, tudo pode se transformar num ritual, um ritual, seja qual for o tipo de ritual, uma celebração de uma festa, ir numa sinagoga,
o culto evangélico, a missa católica, assim por diante, os rituais, a liturgia, as datas, aquilo que se faz dentro de uma liturgia, são coisas importantes, mas elas só vão ter efeito na nossa vida
se tem uma verdadeira lembrança, até falei na última aula sobre como essa comemoração da festa de Purim, eles vivenciam, eles fazem a leitura do livro de Esther, mas eles vibram, eles rememoram, eles procuram sentir o efeito do mal, o efeito do livramento,
o suspense de não saber o que ia acontecer quando foi baixado o decreto maligno, então é mais do que só uma memória intelectual, decorar, seguir uma tradição, tem que ser muito mais do que isso, você vai encontrar isso nas escrituras, principalmente nos livros da Torá,
Deus manda muito sim, vocês precisam lembrar, se os seus filhos, se os filhos dos seus filhos, se as futuras gerações, se eles se esquecerem, isso vai ser terrível, qual que é a importância de lembrar?
Jesus estava indo embora, os discípulos estavam tristes e Jesus falou assim, eu vou embora, mas o Espírito Santo vai ficar, mas o Espírito Santo ele não é visível, a gente muitas vezes não percebe a presença do Espírito Santo, não identifica,
então Jesus colocou algo para trazer para nós algo que pudesse ser vivo, algo que pudesse trazer, aí que vem a coisa importante, a memória ela não é só para marcar, não é só assim, quando você lembra de Martin Luther King por exemplo,
Tiradentes, algum herói, alguém que fez uma coisa tremenda e quando nós nos lembramos de Jesus, o que ele fez na cruz, são coisas que podem ser muito vazias, podem ser muito mecânicas, podem ser até cansativas,
vou ter que fazer isso de novo, vou ter que seguir todos aqueles passos de novo, a preparação da Páscoa por exemplo, entre os judeus, é uma coisa muito elaborada, se gasta muito trabalho,
fecha os tabernáculos, tem que fazer aquela cabana, dá trabalho, aí passa um ano, ainda mais nesse tempo que a gente sente que o tempo passa tão rápido, vou ter que fazer isso de novo, mas a ideia é reviver, não é só lembrar, não é só marcar, mas é realmente ter a lembrança,
o que Jesus queria, e aí é diferente de lembrar de Tiradentes ou de uma figura histórica, é que Jesus, quando você lembra do que ele fez, ele está presente, ele não é uma memória histórica,
e eu vi alguém, esses dias eu vi por acaso alguém, nem era judeu, mas alguém que estava falando do sentido da palavra hebraica de testemunhar, e era essa ideia de reviver, e aí que vem a coisa que eu queria colocar, a lembrança,
e isso fica muito claro na celebração da ceia, da eucaristia, da comunhão do pão e do vinho com Jesus, é que Paulo fala entre os Coríndios 11 que você declara a morte de Jesus até que ele venha,
então é uma memória que traz para o presente, traz uma esperança do futuro, não só você lembra daquilo que já aconteceu,
mas você aponta para algo, porque agora vamos falar sobre o livro de Stersing, como a morte e a ressurreição de Jesus, isso não é uma coisa histórica apenas, você tem a presença dele hoje,
mas você tem a esperança, porque Jesus já esteve entre nós, não na nossa vida, faz muito tempo, os apóstolos, aqueles que conviveram com ele,
imagina, eles celebravam a ceia, eles lembravam das expressões, eles lembravam dos acontecimentos, para eles era uma coisa muito viva, e eles sentiam a presença dele, então tem o passado que você traz aquela experiência real,
você tem o presente porque Jesus está presente na celebração da ceia e em todos os momentos da nossa oração e da nossa vida com ele, mas aquele momento é para trazer isso para um ponto mais forte,
de viver a presença dele hoje, mas não é só a presença dele, porque a presença dele hoje é maravilhosa, mas ela não é aquilo que vai ser, não é aquilo que foi no passado, que ele estava presente em carne e osso,
e não é o que vai ser, porque quando ele voltar nós teremos essa convivência pessoal outra vez, então essa memória ela tem relação com o passado, presente e futuro,
vamos aplicar isso para o livro de Esther, para essa festa de Purim, a festa de Purim, como a festa da Páscoa, a mesma ideia, a festa de Purim é para trazer a memória o que Deus já fez,
então você revive, você lembra, você jejua, você celebra, você passa por todas as etapas daquele acontecimento como se fosse algo que faz parte da sua experiência,
então você lembra do passado, essa comemoração do passado traz a presença de Deus para o presente, então quando o povo de Israel celebrava as festas,
eles estavam celebrando o passado, lembrando do passado, mas eles estavam celebrando a presença atual, a presença do momento, isso preservava a relação deles com Deus,
isso aquecia a chama de aliança, de amor por Deus, porque Deus queria que inculcasse, que lembrasse a Páscoa, agora também é que os judeus queria que lembrasse o Purim,
para lembrar como Deus foi bom, como Deus foi fiel, como Deus tem a capacidade, o poder e como Ele intervém, como Ele pode fazer coisas tremendas,
eu contei a experiência na aula passada, do Rabino que estava contando sobre essa festa de Purim, lá numa prisão da Sibéria, na época de Stalin,
e ele falou, um colega prisioneiro, que adianta a gente falar do passado, onde Deus estava, 53, pouco tempo depois do Holocausto, onde Deus estava no Holocausto,
e eu não sei se o Rabino soube explicar alguma coisa, mas poucos dias depois eles puderam ver que Deus impediu o plano maligno de Stalin,
Stalin morreu e aquele plano maligno não aconteceu, então lembrar do passado, traz a memória, traz a sua experiência, algo vivo do presente,
você aquece a sua confiança em Deus, a sua aliança com Deus, que afinal de tudo é o que Deus deseja, o objetivo de Deus em todas as coisas é ter um relacionamento de amor,
ter um relacionamento de aliança com o seu povo, então essas celebrações eram para que todas as gerações, todas as gerações nunca se esquecessem,
nunca deixassem de testemunhar, o que é testemunhar? Não é só falar o que Deus fez no passado, mas é trazer a memória e trazer a presença de Deus,
o Deus que agiu lá na época de Stere e Mordecai, é o mesmo Deus hoje, aquele prisioneiro lá na Sibéria, ele pode ser liberto, nem sempre vai ser,
Deus vai agir de diferentes maneiras, isso é uma outra questão, mas o Deus que agiu nessa época de Stere ou o Deus que agiu no êxodo do Egito é o mesmo Deus,
e traz então, traz para o presente, porque Deus pode agir hoje, o mesmo Deus que agiu naquela época, ele é o Deus que é fiel hoje, mas também traz essa expectativa,
essa esperança daquilo que Deus vai fazer, porque o livro de Stere, que fala assim de ter descanso de todos os inimigos, esse final que fala a respeito da Rainha Stere,
e o Primeiro Ministro Mordecai, esse Deus que fez algo tão fantástico e derrotou a mãe e todos os outros inimigos dos judeus, é o mesmo Deus que um dia, ele faz livramentos hoje,
nem sempre o final dos ataques é exatamente como o livro de Stere, nós vamos falar sobre isso um pouco mais na próxima aula, mas é o Deus que é fiel, é o Deus que vai preservar,
Deus nunca vai deixar alguém executar o extermínio, o mesmo holocausto que 6 milhões morreram, mas o povo judeu, a intenção de Hitler não se cumpriu e o povo judeu,
poucos anos depois do final da segunda guerra, já foi estabelecido a nação de Israel, que com certeza era tudo que Hitler não queria, e o final de Hitler foi a morte, foi a derrota,
então mesmo numa situação onde aparentemente houve grande derrota e mortandade para os judeus, mas o propósito de Deus se manteve firme, mas o livro de Stere aponta para um final vitorioso do reino de Deus sobre todos os reinos deste mundo,
então são esses três aspectos da memória, de lembrar que nós devemos aplicar muito especialmente para a lembrança que Jesus instituiu, que traz a memória do que ele fez na cruz,
a liberação e a fé e a confiança naquilo que ele faz hoje e a esperança daquilo que ele vai fazer quando ele voltar,
quando nós nos reunimos em torno da mesa do Senhor, nós lembramos do que ele fez na morte e ressoeição, nós proclamamos que ele está presente entre nós e que ele continua fazendo grandes coisas,
grandes milagres, grandes transformações, ele continua se movendo entre nós no presente, mas especialmente essa celebração aponta para uma mesa que vai ser inimaginável,
que como Jesus falou com os discípulos, eu ansei muito estar com vocês nessa mesa e nós ansiamos muito por estar com ele, ele também anseia muito por estar conosco nas bodas do Cordeiro, na festa de casamento final.
Então isso é para falar sobre a importância quando a gente coloca assim "o livro de Esté foi escrito para instituir a festa de Purim", mas qual que é a importância de Purim? Quem não é judeu nem celebra Purim, mas é muito importante essa questão de lembrança.
Hoje eu só vou falar mais um pouquinho sobre esse segundo ponto aqui, mas eu quero lembrar, quero apontar, ressaltar que esse primeiro aqui é o principal.
Se você quiser saber porque o livro de Esté foi escrito, é para falar sobre todas as razões, conta a história, mas depois conta como foi instituída a data e eu estou tentando entender mais o que é celebrar uma data.
Então tudo isso está incluído no motivo principal, na lição principal, na aplicação principal do livro de Esté.
Agora tem várias aplicações secundárias, uma delas até não coloquei aqui, mas uma que eu acabei de falar foi sobre essa questão, o livro de Esté, tem uma lição que você pode incluir, até teria que colocar aqui nessa lista aqui,
a questão de qual é o papel do povo de Deus dentro de governos, e eu sempre falo que não é só, isso é uma aplicação não só para política, mas para qualquer esfera de influência.
Qualquer esfera de influência, um servo de Deus, uma serva de Deus, um discípulo de Jesus, pode fazer parte, pode ser uma testemunha, pode ser uma influência, mas não vai trazer o reino de Deus para aquela esfera.
Vai trazer, como Jesus falou, o reino de Deus já chegou, se os demônios são expulsos então o reino de Deus chegou perto, Jesus falou do reino de Deus presente.
Mas quando eu falo assim, um cristão na política não vai trazer o reino de Deus para o governo do Brasil ou de qualquer outra nação.
Eu estou dizendo o reino de Deus no sentido de cumprimento final, no sentido de ser realmente essa bênção em todos os sentidos, de trazer justiça, de trazer equidade, de acabar com todas as opressões e todas as escravidões, tudo que oprime o ser humano, isso é o reino de Deus.
Isso não vai acontecer, podem acontecer pequenos vislumbres, podem acontecer pequenas amostras, mas nós não temos nenhum precedente, nós não temos nenhum exemplo na Bíblia onde um servo de Deus pudesse trazer o reino de Deus nessa plenitude.
Então isso eu chamaria isso de uma lição secundária, o livro de Esther não foi escrito com o objetivo de mostrar o que a rainha Ester podiam fazer dentro do governo, isso não é o objetivo do livro de Esther, mas é uma lição secundária que nós podemos tirar.
Agora esse segundo ponto aqui, eu já falei sobre isso em capítulos anteriores, mas eu quero enfatizar porque aqui no final do livro isso ficou também muito evidente.
Vamos voltar para o capítulo 9, versículo 29, assim a rainha Esther, filha de Abiaíu e o judeu Mordecai escreveram cartas. Então esse versículo coloca os dois, mas foi descrito que Mordecai escreveu uma primeira carta, depois a rainha Esther escreveu uma outra, confirmando.
O que eu queria colocar assim, que o livro de Esther é inteirinho e é uma coisa, é um diferencial, porque no tempo do primeiro testamento, no tempo antigo, você não tem nem o princípio muito claro do que é a coletividade agindo em equipe.
Sempre na história da bíblia e na maior parte da história da igreja, são indivíduos, são gigantes, é um Moisés, é um Samuel, é um profeta, os patriarcas, Abraão, Isaac, Jacó, eles agiam muito sozinhos.
Você não tem essa coletividade que nós vemos na Trindade, que Jesus veio mostrar, Jesus seria o grande Messias, mas ele não quis mostrar que ele era o super-homem, o grande herói, ele quis mostrar "eu dependo do Pai, eu não posso fazer nada sem o Pai"
e aí ele nem terminou a obra, falou assim "eu vou embora, mas o Espírito Santo vai continuar". Então a Trindade mostra essa interdependência, essa equipe, essa família e as próprias famílias nos exemplos humanos.
Nós temos mulheres que foram exemplo como Sarah, como Rebeca, nós temos outras mulheres que se sobsaíam, Ana, mãe de Samuel, tem situações, mas geralmente, quase sempre, as mulheres no primeiro testamento, elas eram mais exemplos de maternidade, elas tinham um papel secundário.
Agora, esse livro que mostra a rainha Esther, ela tem essa posição de ter sido criada por Mordecai, ela obedecia às ordens dele, mas ela se tornou, nesse processo que ela estava no palácio, ela era rainha,
ela se tornou uma pessoa de iniciativa, ela se tornou, ela fez coisas que, claramente, evidentemente, Mordecai não podia fazer. Então, o livro é uma lição que podemos chamar de secundária, porque também não foi o objetivo de ter escrito o livro de Esther, mas isso aqui é muito forte.
Durante o livro todo, essa interdependência, essa parceria Esther não fazia nada, mesmo quando ela saiu da casa de Mordecai, ela podia ter fazendo bom.
Agora, eu estou por minha conta, ela continuava ouvindo o conselho dele, Mordecai foi fundamental para ela entender que ela precisava arriscar a vida, aquele ponto culminante do livro,
para ela entender que Deus é soberano e cuida da vida de cada um, mas que Deus não colocou Esther no palácio como rainha, porque Deus amava Esther e queria que Esther fosse feliz,
e que Esther fosse realizada, e que Esther pudesse se sentir tão bem. Não, Deus colocou Esther ali para cumprir uma missão dentro de um plano maior, e é sempre assim, para homem e para mulher,
Deus cuida de nós, tem a providência divina, tem a soberania de Deus, mas é algo que faz parte de um plano maior, e nós somos felizes, nós somos realizados quando nós entramos no nosso papel,
quando nós cumprimos o que Deus quer, mas é algo tremendo que tem muitas implicações, porque Esther aqui tem um chamamento e uma missão que não é de ser mãe,
não é de ser simplesmente uma esposa obediente, ela tem uma vocação, ela tem um papel para desempenhar, e ela faz esse papel em harmonia, em conjunto, isso poderia ser entre um marido e uma mulher,
muitas vezes é, Deus tem papéis diferentes para cada um, então existe uma cumplicidade, uma cooperação, algo que Deus usa de uma forma que durante séculos as mulheres eram consideradas inferiores,
e até hoje tem muito forte esse sentimento de machismo, de superioridade, de dominar, mas aqui mostra uma relação linda de Mordecai e Esther, e cada um no seu papel,
Mordecai preparou Esther sem saber, não fazia ideia qual seria o chamamento, mas ele preparou Esther e ela cumpriu seu papel, e depois ela falou com o rei e foi por causa dela que Mordecai encontrou a sua posição de ser a maior posição de autoridade abaixo do rei,
então é uma coisa muito harmoniosa, esse equilíbrio, essa parceria, essa equipe funcionando, então realmente lembra a relação da trindade em que um promove o outro, favorece, trabalha para que o outro alcance o que foi chamado para fazer,
esse é um dos temas principais, e termina, é muito interessante isso, porque a gente poderia ler, Mordecai fez um decreto porque ele já estava nessa posição,
depois Rainha e Esther fez um decreto confirmando e tal, mas na verdade é um final de história mostrando essa cooperação, mostrando essa equipe, mostrando como Deus usa pessoas diferentes,
eram família, Mordecai criou, mas era ele homem e ela mulher e nem era filha adotiva, mas era algo assim que funcionou numa verdadeira parceria, numa verdadeira harmonia,
e que realmente traz essa beleza que Deus quer em todo o corpo de Cristo, em que um ajuda o outro a cumprir, então quando você encontra o seu lugar dentro de uma indústria,
dentro de uma família em primeiro lugar, mas dentro de qualquer tipo de situação, cada pessoa, mulheres, homens, pessoas diferentes, pessoas de raças diferentes,
entendendo a importância, colaborando para promover, Paulo fala assim, cada um fazendo o que é bom para o outro, cada um promovendo o outro, isso é o corpo de Cristo, isso é algo muito raro,
a gente fala sobre isso, mas é raro, é raro nas famílias, é raro na igreja, é raro na sociedade, nós temos concorrência, nós temos brigas, irmãos com irmãos,
dentro de uma família, dificilmente as coisas funcionam em perfeita harmonia, porque tem todo esse egoísmo, todo esse desejo de eu ser maior do que o outro,
então para mim essa cooperação entre Ester e Mordecai é algo fantástico, algo você pode pensar, mesmo que seja assim, por exemplo, tem Davi e Jonatas, mas Jonatas morreu antes de Davi ter o trono,
não tem praticamente, tem no Novo Testamento, Paulo Timóteo, tem exemplos de pessoas trabalhando em conjunto, mas é muito raro isso, é muito difícil encontrar realmente esse trabalho em equipe,
esse trabalho em conjunto que libera um poder muito maior de Deus, então quando termina falando sobre a rainha Ester e o judeu Mordecai,
os dois fazendo decretos e um confirmando o outro, e Mordecai naquela posição, porque Ester falou com o rei e passou a posição para ele,
então você tem sempre essa cooperação e cada um fazendo algo que o outro não poderia ter feito, mas cada um ajudando o outro a fazer o que deveria fazer,
então eu encontro nisso uma lição muito importante para nós hoje, e aí depois nós vamos continuar, principalmente nesse último ponto aqui, de entender como que o Livro de Ester aponta para o tempo do fim.
Senhor, nós agradecemos a Ti por tudo que o Senhor tem para nos mostrar, claro que o Senhor tem muito mais para mostrar, que a gente não conseguiu ainda enxergar, mas queremos ver, queremos aplicar, queremos entender o que o Senhor deseja,
revelar para nós por meio da história daquilo que o Senhor fez no passado e que nós possamos ter essa memória que traz a confiança, que traz o amor, que aquece o amor por Ti e que traz a esperança daquilo que o Senhor vai fazer,
porque o Senhor vai fazer algo muito maravilhoso, muito mais lindo ainda do que vimos aqui no Livro de Ester, sabemos que o Senhor vai trazer algo tremendo e é por isso que nós esperamos em Ti,
por isso que nós queremos cada dia mais confiar na Tua fidelidade, no Teu amor e agradecemos a Ti por tudo isso, em nome de Jesus, amém.

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