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01/08/21 – Esdras 1 – Baixardo áudio.
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Transcrição
Estamos agora iniciando uma nova etapa no nosso estudo, estamos começando um novo livro,
mas além de começar um novo livro na bíblia, na verdade, como nós temos feito esse estudo
sistemático, não é um estudo tanto de livros em si, as últimas aulas foram do livro de
Daniel, mas nosso roteiro não é tanto um determinado livro na bíblia, mas o período
histórico. Então, nós estamos começando um novo período histórico e, na verdade,
nós estamos na última fase, na última etapa, no último período histórico das Escrituras
do Antigo Testamento. Então, nós estamos avançando no nosso estudo sistemático, longo
tempo passando por todas essas diversas etapas do plano de redenção, do plano de Deus com
a humanidade, nós estamos vendo aqui o último período, como nós sabemos, talvez nem todos
tenham tomado conhecimento, mas é bem conhecido o fato de que os últimos 400 anos antes da
vinda de Jesus, que o novo testamento começa com a vinda de Jesus, João Batista e o Messias,
Jesus cumprindo as Escrituras e as promessas de Deus, mas os últimos 400 anos antes da
vinda de Jesus são um período de silêncio bíblico, nós não temos Escrituras, então
nós estamos num período, agora, 540 anos mais ou menos antes do nascimento de Jesus,
mas é o último período que nós temos registro na bíblia, então nós vamos acompanhar
Esdras, Nehemiahs, Esther, esses livros históricos estão na sequência na nossa bíblia, são
os livros que registram esses últimos 150 anos mais ou menos de história antes de entrar
nesse período de silêncio, então nós estamos 540 anos antes de Cristo e nós vamos, as Escrituras
nos levam mais ou menos até 400 anos antes de Cristo, nós temos três livros históricos,
Esdras, Nehemiahs e Esther, depois nós vamos falar mais sobre essa sequência, na verdade
na sequência histórica seria Esdras, até no meio do livro de Esdras vem o livro de
Esther, depois a segunda parte de Esdras e depois Nehemiahs, essa seria a sequência
histórica, cronológica, então nós temos esses três livros, não são grandes e nós
temos três profetas do mesmo período, os últimos três profetas menores dos livros
proféticos que são Ajeu, Zacarias e Malaquias, então nós temos esse é o nosso roteiro para
os próximos meses, provavelmente os próximos um ano, dois de estudo aqui no estudo sistemático,
então vamos orar, vamos pedir que o Senhor nos ajude, que nós tenhamos revelação,
eu gosto sempre, não sei se eu tenho enfatizado o suficiente, mas eu sempre digo que eu não
estou com todas as respostas, tem muitas coisas que dependem de uma revelação maior de Deus,
que depende da nossa disposição, da nossa preparação, mas também depende do tempo de
Deus, Deus revela as coisas na hora certa, então tem muitas coisas que nós não sabemos ainda,
nós estudamos, nós procuramos entender o que outros irmãos, outros estudiosos têm
descoberto e buscamos a revelação de Deus, mas tem muitas coisas que nós ainda não sabemos e
tem muitas coisas que eu estou descobrindo ao fazer o estudo, estou descobrindo isso porque esse método
pode ajudar com mais profundidade e na linha histórica, que é um pouco diferente de você pegar
simplesmente o livro e ler na sequência, muitos livros na Bíblia estão na sequência cronológica,
mas alguns não estão, então quando você estuda a história realmente nessa linha cronológica que
nós estamos procurando fazer, esse estudo nos revela muitas coisas que a gente não descobriria
assim numa leitura devolucional, numa leitura sequencial, então vamos orar, vamos pedir que o
Senhor abra cada vez mais nosso entendimento, que nós possamos ter realmente a clareza do Senhor para
fazer aquilo que nós precisamos para o nosso tempo presente. Senhor, nós somos gratos a Ti por Tua
palavra, somos gratos a Ti porque o Senhor se deu a nós, o Senhor se dignou, o Senhor se abaixou para
nos colocar diante de nós que somos tão finitos, tão limitados, tão pecadores, o Senhor se deu a nós
para revelar algumas coisas, claro que muitas coisas nós não temos nem condições ainda de entender,
mas o Senhor tem dado a entender, o Senhor tem revelado aqui nas Escrituras e o Senhor nos deu
também o mestre, o professor, o consolador, o Espírito Santo que nos ensina e nós realmente
dependemos de Ti, pedimos a presença, pedimos a Tua ação, pedimos o toque do Espírito Santo,
não só agora, mas sempre que nós formos meditar, sempre que nós formos rever essas coisas que estão
na Tua palavra, cada vez que nós olhamos, cada vez que nós relemos e à medida que o tempo se
aproxima, nós temos mais condições de entender, mais condições pelo Teu Espírito, mais oportunidades
para conhecer algo mais. Como Daniel, queremos ser sábios, queremos estar preparados e queremos estar
com Ti e por isso pedimos isso em nome de Jesus, amém. Ok, a aula de hoje eu vou ler os primeiros
versículos de Esdras 1 para que a gente não se perca nessa visão um pouco mais panorâmica que
eu quero dar hoje, para a gente poder, nós estamos iniciando um novo capítulo na história, uma nova
fase. Então para a gente entender isso um pouco melhor, nós vamos ter hoje uma aula mais panorâmica
de verdade, essa aqui vai ser uma aula panorâmica da história, da redenção, nem vamos ter condições
de analisar esse panorama bíblico, mas queremos só ter uma noção de onde nós estamos no plano de
Jesus, queremos ter uma noção de onde está esse ponto na história, o que ele representa. Eu sempre
falo que é como um mapa, você olha o mapa Munde ou o mapa do Brasil, um mapa que mostra todo o
continente ou todo o mundo, mas depois você quer saber a minha região, a minha cidade, os recursos
que nós temos hoje no Google, de nos aproximar até da rua onde nós estamos, então é bom a
gente olhar muito de perto, chamamos até assim de um estudo microscópico, da gente entrar na
profundidade dos detalhes de ver o que estava acontecendo nesse tempo e de ler as as linhas e
as paredinhas daquilo que está acontecendo aqui, os registros bíblicos contam alguns detalhes, mas
deixam muitos detalhes às vezes sem a gente ter condições de saber várias coisas, existem lacunas,
existem aspectos que a gente não sabe, mas é importante ter essa visão mais ampla, mais
jurâmica, subir lá em cima e ver uma visão do todo para a gente saber onde se encaixa. E é muito
interessante que as próprias pessoas quando você lê os relatos bíblicos você percebe claramente
nós que estamos muitos anos depois de todos esses acontecimentos registrados na Bíblia,
nós podemos ter uma noção pelos relatos de que as pessoas que viveram esse período, até os
profetas, os homens de Deus e o povo em geral, eles não tinham noção muitas vezes, eles tinham
pouquíssima noção, o povo de Israel saindo do Egito, eles não tinham noção da importância
histórica do que aquilo que representava no plano de Deus, nós nos preocupamos muito com nossa
necessidade, com nossas crises, com a dificuldade que nós estamos passando, será que vai acontecer
comigo, será que vai acontecer com meu filho, nós nos preocupamos e é normal isso, mas de vez
quando nós precisamos nos retirar um pouquinho e olhar lá de cima, Deus deu muito disso para Daniel,
nós vimos isso no livro de Daniel, quantas coisas que Deus mostrou para ele dando aquele panorama dos
impérios, dando um panorama muito maior, o povo de Israel estava muito acostumado a só ver a nação
deles, a situação deles, então lá no cativeiro Deus deu a Daniel uma visão muito mais ampla, muito
mais clara do todo, então é isso que nós queremos olhar um pouco hoje, assim para a gente poder se
situar. Então eu vou ler os primeiros quatro versículos de Esdras 1 e nós vamos relacionar
com o final de segundo crônicas que vem logo antes, então está escrito assim, Esdras 1 capítulo 1
versículo 1, "No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor,
falada por intermédio de Jeremias, despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual
vai passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo", é muito interessante todos
esses detalhes, nós não vamos estudar tudo isso hoje, mas é muito interessante ver como foi, era um
momento histórico, a gente chama de momento Cairoz, é um momento que depois de tantos anos,
aparentemente parado, nada novo acontecendo, nada, nenhum passo adiante sendo dado no plano de Deus,
Deus estava agora, chegou a hora, chegou a hora de acontecer algo e com certeza quem estava vivendo
esse momento poderia sentir a importância disso, mas como acabei de dizer assim, com certeza também
não entenderam o aspecto mais amplo do que se representava no plano de Deus, então Ciro mandou
passar um pregão, quer dizer uma pessoa falando, anunciando, mas ele também mandou por escrito,
então oral e escrito, "Assim diz Ciro, rei da Pérsia, o Senhor Deus dos céus me deu todos os reinos
da terra", isso era o rei da Babilônia falava isso também, todo rei é rei sobre todos os reinos da
terra, mas é claro que a gente olhando o mundo hoje, o mapa mundo de hoje, era uma região muito
pequena, mas era a parte do mundo mais conhecido, era aquela região, eles não tinham contato com a
Pérsia, não tinham contato com as regiões da Europa, da África, então para eles eram todos os reinos
da terra e depois nós vamos analisando isso, mas Ciro chegou a conquistar um território muito maior
do que Babilônia, então o reinado de Ciro nesse momento da história ainda não estava no auge,
depois o filho de Ciro conquistou mais territórios, mas ele já tinha uma grande parte do império dele
já consolidado, "Então o Senhor Deus dos céus me deu todos os reinos da terra e me encarregou de
edificar uma casa em Jerusalém de Judá, quem há entre vós de todo o seu povo, seja seu Deus com ele,
suba Jerusalém de Judá e edifique a casa do Senhor Deus de Israel, o Deus que habita em Jerusalém,
todo sobrevivente onde quer que seja peregrino, os homens do seu lugar o ajudarão com prato e com
bens e com gados afora as dádivas voluntárias para a casa do Senhor que habita em Jerusalém".
Então depois nós vamos em outras aulas nós vamos entrar mais nos pormenores aqui, vamos falar quem
era Ciro, será que ele era um devoto de Deus, do Deus verdadeiro, muitas coisas também, detalhes
que nós sabemos, mas existem algumas coisas que podem nos ajudar a entender, mas era algo muito
significativo, algo muito grande que estava acontecendo e vamos lembrar também que isso que
está acontecendo neste capítulo, neste momento, era Daniel, o que nós vimos nas últimas aulas
de Daniel, era contemporâneo, nesse momento aqui, Daniel estava lá em Babilônia, quer dizer, nesse
momento do decreto todos estavam, todos os cativos estavam em Babilônia, mas Daniel estava vivo lá
e inclusive depois vai falar as últimas visões, a última visão de Daniel foi no terceiro ano de
Ciro, então era até depois disso, então isso nos dá uma ligação com o tempo de Daniel, o livro
de Esdras começa com esse início do reinado de Ciro, também só uma observação, Ciro já tinha
sido rei da Pérsia por mais ou menos de nove a dez anos, acho que ninguém sabe as datas muito
precisas, talvez em relação ao início do reinado de Ciro, mas esse era o primeiro ano de Ciro em que
ele tinha acabado de conquistar Babilônia, então antes disso Ciro já era rei, ele já tinha conquistado,
ele já tinha feito guerras e conquistas, mas esse é o primeiro ano dele depois da conquista de
Babilônia que é a relação com Israel, veja como as escrituras colocam a visão do mundo, dos outros
reinos, é sempre em relação a Israel, a Bíblia não pretende ser um livro de história, é um livro
que conta a história de outras nações, a Bíblia é um livro que conta o plano de Deus e
especificamente no Antigo Testamento em relação ao povo de Israel, então por isso que fala o
primeiro ano de Ciro, mas tudo isso nós vamos depois mostrando com mais profundidade, o que
eu quero mostrar antes da gente passar para esse diagrama da história, eu quero mostrar, se você
está com sua Bíblia aberta, é só você olhar na página anterior, o que tem logo antes do livro de
Esdras, o último capítulo de Segundo Crônicas, então o livro de Segundo Crônicas, os últimos
dois versículos de Segundo Crônicas 36, os últimos dois versículos de Crônicas, são exatamente a
mesma coisa, no primeiro ano de Ciro, então isso mostra uma ligação entre Segundo Crônicas e
Esdras, Segundo Crônicas na verdade termina com o início do cativeiro, a destruição de Jerusalém
e a última deportação, a última fase de levar cativos para Babilônia, então acontece no último
capítulo de Segundo Crônicas, Segundo Crônicas é aquele relato que nós estudamos sobre o primeiro
Segundo Crônicas, conta desde Davi, Saúl Davi até o final do reino de Israel, mas isso mostra,
existe um consenso, ninguém tem talvez provas conclusivas, mas é bem provável que Esdras,
esse Esdras que vai aparecer no livro de Esdras, foi com bastante probabilidade quem compilou e
escreveu Primeiro Segundo Crônicas e provavelmente Esdras e Nehemias, mas só para gente entender mais
um ponto importante que nós vamos voltar a falar sobre isso depois, Esdras que era um sacerdote
que estava na Babilônia, ele nasceu na Babilônia, ele pessoalmente vai aparecer aqui no livro dele
no capítulo 7, então isso acontece bem depois, nós não sabemos a data exata do nascimento de Esdras,
nós não sabemos com que idade ele, ele voltou no segundo retorno de cativos para Israel, mas esse
primeiro que acontece aqui nesse primeiro capítulo de Esdras, Esdras não tinha nascido ainda, com
quase certeza ele não tinha nascido, porque a volta dele vai ser uns 80 anos depois desse capítulo 1,
então isso é só para a gente ter algumas ideias de cronologia. Então, o que é o nosso foco hoje,
o que nós queremos mostrar? Nós estamos iniciando um período que se chama, tem vários nomes,
até no esboço que você tem aí, o esboço dessas primeiras aulas de Esdras, nós estamos chamando
um período de restauração, é um termo bastante usado, então nós temos o período do Reino Unido
com Davi, temos o período do Reino Dividido, dos dois reinos em Israel e Judá, depois que Israel
foi para o cativeiro, nós temos um período só do Reino de Judá e depois nós temos um período do
cativeiro, então nós terminamos o período do cativeiro, 70 anos de cativeiro, então agora
começa o período chamado de restauração, esse período também é chamado do período do segundo
templo, primeiro templo foi construído por Salomão e foi destruído bem naquele momento final antes do
cativeiro, quando Jerusalém, a cidade e o templo foram destruídos, então aquele primeiro templo,
então nós temos o período do primeiro templo, que vai desde Salomão até o cativeiro, pois o
cativeiro, durante o cativeiro não tinha templo, então agora as pessoas estão voltando para Israel,
o cativeiro acabou oficialmente, foi dado um decreto e acabou com o cativeiro, foi liberado para o povo
que estava ali preso na Babilônia, foi liberado para que eles voltassem e é interessante notar que
Ciro, no seu decreto, ele assume o controle da Babilônia, de todo o império que a Babilônia
ainda tinha, que incluía Israel, então quando Ciro conquistou a Babilônia, então ele passou a ser
rei sob toda a Babilônia e todos os reinos que a Babilônia controlava, então ele faz um decreto
de liberando o povo para voltar, assim como tinha sido profetizado por Jeremias, então ele libera o
povo para voltar e ele coloca um objetivo, ele não fala somente "Gente, vocês estão livres, quem
quiser voltar pode voltar", mas ele coloca especificamente, ele até fala "Deus me encarregou de
criar vocês para construir, para reconstruir o templo", então aqui nós vemos que o objetivo,
Deus sempre tem um objetivo para nós, ele faz, eu tenho falado muito sobre isso, sempre a gente vê
esse princípio na história de Deus com os homens, por exemplo, a história de Abrão e Sara, eles
queriam um filho, Ana, mãe de Samuel, queria ter um filho, Zacarias e Isabel queriam ter um filho,
então tem essas histórias que envolvem o povo no Egito, queria sair da escravidão, então tem uma
coisa imediata, tem uma necessidade, tem uma angústia, tem uma opressão, tem uma necessidade
muito forte, mas Deus supre aquilo, mas ele tem nessa história de Deus com o homem, ele sempre
tem algo em vista, ele tem um propósito, então quando Deus deu um filho para Abrão e Sara, esse
filho não era só para satisfazer um desejo imediato daquele casal, mas tinha algo no plano de
redenção, de alcance muito mais distante, muito mais pleno, e como eu falei assim, as pessoas no
momento da história às vezes não têm, geralmente não têm noção daquilo que realmente representa
a sua história, então esse momento de retorno para a terra não era só para que eles pudessem ser
livres, que eles pudessem construir suas casas, e nós vamos ver depois que tinha muita gente na
Babilônia que nem estava sentindo necessidade de voltar, eles tinham suas casas, eles tinham seus
negócios, nós não sabemos muita coisa sobre os cativos, sobre as condições deles nesses 70
anos, mas o fato de que muitos não voltaram para Israel atendendo essa liberação, esse decreto de
Ciro mostra que eles estavam com uma vida boa, não era como no Egito que eles eram escravos,
eles não tinham liberdade para voltar para sua terra, para estabelecer seu reino, eles não tinham
essa liberdade, mas eles estavam vivendo bem, então isso é algo também muito importante para a gente
depois explorar e entender melhor, então esse retorno para Jerusalém, esse retorno para a terra
de Israel tinha um objetivo e o próprio Ciro na mente dele estava liberando o povo de Israel para
voltar para sua terra, para fazer a casa, e nós vamos ver depois nesse capítulo 1 que o que ele
faz de especial, além de dar o decreto, ele pega todos os vasos, todos os utensílios, tudo que os
babilôneos tinham roubado, tinha saqueado o templo antes de destruir, eles pegaram tudo de valor de
lá e eles levaram para a casa do Deus deles na Babilônia e Ciro devolve tudo isso, então na mente
de Ciro, o que ele estava fazendo? Ele estava liberando o povo para reconstruir o templo, então
isso nos mostra então que esse período que nós estamos falando agora representa, se chama,
restauração, porque eles vão, estão sendo restaurados do cativeiro e eles estão, a parte
principal da restauração é reconstrução do templo, depois em Neameza, reconstrução dos muros da
cidade, então é um tempo de restauração e é um tempo que podemos chamar do segundo templo, e só
para vocês terem uma ideia, depois eu vou mostrar nesse diagrama, esse período de segundo templo vai
desde essa época que nós estamos estudando, em torno de 500 anos antes de Cristo, até o ano 70
depois de Cristo, quando o segundo templo foi destruído, então o período do segundo templo vai
desde agora, são 580 anos, mais ou menos, quase 590 anos de história do segundo templo, então eu
coloquei aqui nessa folha só para poder acompanhar, mas aqui está muito espremido e está muito difícil
ver, por isso vocês têm um diagrama bem feito que vocês podem ver com mais detalhes, mas o que eu
quero mostrar rapidamente para vocês nessa aula é essa ideia de terra, de terra prometida e quem está
acompanhando essas aulas há mais tempo sabe que eu sempre paro um pouco no significado da terra,
da terra escolhida, da terra que Deus colocou a nação de Israel, um pedacinho olhando no globo
terrestre, se você pegar um globo assim, que tem toda a terra, você muitas vezes nem consegue ver
Israel de tão pequeno que é, é um pedacinho muito insignificante, muito pequeno, então nós
vamos dar uma olhada panorâmica para entender um pouquinho o que significa esse fato histórico que
nós estamos acompanhando agora de sair da Babilônia e voltar para a terra, então o foco sai, o
holofote sai da Babilônia, de onde o povo estava no cativeiro, Ezequiel, Daniel, onde o povo estava no
cativeiro, agora o povo sai desse lugar, o holofote sai dessa outra região e volta para a terra de
Israel, então nós queremos dar uma olhadinha nisso aqui, então é melhor você pegar se possível no
seu celular, no seu computador, se possível imprimir essa folha para poder enxergar melhor
esse plano, porque esse diagrama é uma tentativa muito artesanal, muito simples, mas é uma tentativa
de olhar a história inteira, esse diagrama tem, abrange a história desde o início da Bíblia até o
final, desde a criação do homem até a volta de Jesus, então nós temos aqui um diagrama e tem um
aspecto aqui que é importante a gente notar, então vocês tem um sobe e desce aqui, então você vai
notar na história os pontos em que é o homem, a humanidade e o povo que Deus está se relacionando,
não é toda a humanidade na maioria do tempo, só no início, quando o Adão e Eva são eles na terra,
mas é uma é uma visão de quando, em que pontos eles estavam no pico da montanha e os picos têm
culturas diferentes, justamente para mostrar quem está, em que ponto da história estava mais próximo
e que ponto da história estava mais distante, que pontos eram mais baixos, o diagrama é para mostrar
isso e para mostrar a sequência histórica conforme nós vemos na Bíblia, então começa no Jardim do
Éden, aqui nessa folha talvez não dê para ver melhor, mas esse ponto é o ponto mais alto com
relação da volta de Jesus, então só no retorno de Jesus é que tem uma, é que alcança uma altura
maior do que no Jardim do Éden, no Jardim do Éden foi antes do pecado, o homem em comunhão com Deus,
aquele jardim perfeito, então nós temos essa visão inicial de onde o homem estava em relação a Deus
e em relação a terra, então o objetivo aqui é mostrar que nos pontos altos o homem estava na
terra, não tem nenhum lugar alto na história, um pico, um lugar assim tem Daniel no cativeiro que
recebeu grandes revelações de Deus, mas não tem nenhum lugar alto em relação assim ao povo está
experimentando algo mais próximo do plano de Deus em que eles não estivessem na terra, então os pontos
são o Jardim do Éden no início, Adão e Eva, depois quando Josué entrou na terra prometida,
depois o ponto alto da história de Israel que foi com os reinados de Davi e Salomão,
depois nós temos com Jesus, quando Jesus veio, ele estava, o povo estava na terra, mas pode notar
porque a vinda de Jesus é mais baixa do que Davi e Salomão, porque naquele tempo eles eram sujeitos
a Roma, eles não estavam vivendo o plano de reino de Deus, o que nós chamamos isso aqui,
isso aqui é para mostrar a relação entre estar na terra e o reino de Deus estar na terra,
quando Jesus veio ele era o reino de Deus, mas só ele, o povo, a nação, os romanos que dominavam e os
sacerdotes que eram líderes da nação de Israel também não representavam o que Deus realmente queria,
então não era um tempo de plenitude em relação ao reino de Deus, era um momento de uma pequena,
de um pequeno ponto do reino de Deus na terra, mas aconteceu, Jesus veio a primeira vez quando o
povo estava na terra e finalmente depois quando Jesus vai voltar, então vamos só analisar o seguinte,
a história então tem esses pontos altos, mas representam pouco tempo, em todos esses momentos,
nós não temos como calcular exatamente o tempo, mas todos esses tempos de pico eram tempos curtos,
porque mesmo por exemplo de Davi e Salomão, ou tempo de Josué, que o povo estava na terra e
continuou na terra por um bom período, desde Josué até Babilônia, o povo estava na terra,
só que esse não só precisa estar na terra, mas precisa estar dentro do propósito de Deus,
o homem na terra precisa cumprir aquilo que ele precisa estar vivendo em comunhão com Deus,
então o que acontece, esse aqui nós temos a origem no Jardim do Éden desse princípio,
o que acontece é que para ter esse ponto alto, e o que seria esse ponto alto, seria o homem cumprindo
da terra o propósito para o qual foi criado, e esse propósito para o qual foi criado precisa da
terra, precisa de um lugar, não é o homem solto, Daniel por mais que ele fosse um homem de grande
revelação, mas ele estava fora da terra, então não poderia, ele mesmo entendeu isso, ele estava
sempre orando, lutando e enfrentando muitas dificuldades, então Daniel foi um pico de
montanha de revelação, mas ele não representou ali aquele momento, não era um momento de pico
para o povo, para o reino de Deus na terra, então nós temos na verdade a maior parte da história,
esse é o ponto que eu quero fazer relação, porque nesse diagrama nós podemos ficar horas falando e
explorando diferentes aspectos da história, mas o que eu quero mostrar é exatamente esse momento
que estamos vendo com Estras de restauração, que é entender a relação entre cativeiro e estar na
terra, outra palavra para cativeiro é exílio, então quando que essa ideia de exílio começa,
quando que nós temos o primeiro exílio? Em Gênesis 3, Adão e Eva estão dentro da terra prometida do
domínio do Édem, estão em comunhão com Deus, estão no paraíso, ali é uma relação, existe uma relação
direta, uma via direta entre o céu e a terra, Deus vinha e andava com homem, então nós temos essa
ligação muito forte entre o céu e a terra e isso não era o homem num lugar vago, celestial, imaterial,
não, o homem está, esse é o propósito de Deus, a Bíblia inteira nos mostra que Deus tem um lugar na
terra, então eles estavam nesse lugar, o pecado veio e o que acontece? Deus bane o homem e a mulher,
ele os expulsa do jardim, ele os envia para o exílio e até mesmo quando você continua a história em
Gênesis 4, Caim depois de matar Abel, Deus também exila, ele não estava no jardim do Édem mais,
mas Caim é expulso da presença de Deus, ele não pode ficar num lugar, depois ele faz uma cidade,
mas a ordem de Deus para Caim é você vai ser um hômade, você vai vagar pela terra porque você cometeu
o pecado, então nós temos esse conceito de exílio, de ser expulso, de ser enviado para fora do lugar
que Deus quer, então nós temos durante a Bíblia inteira, especialmente no Antigo Testamento,
nós temos esse vínculo entre estar em comunhão com Deus e estar numa terra, então por isso nós temos
essa ideia de exílio, de cativeiro e isso vai percorrer toda a história e tem diferentes fases,
diferentes graus, então por exemplo tem toda a história do dilúvio entre o jardim do Édem, mas chega
a essa história depois que Deus escolhe Abraão, chama Abraão, Isaac, Jacó, eles vão para o Egito,
então eles estão no cativeiro, então nós temos ali o primeiro êxodo, esse êxodo do Egito
representa, então nós temos o exílio, tem a ordem de sair da terra porque quebrou o relacionamento
com Deus e tem o êxodo que representa a saída desse lugar de cativeiro para poder ir para a terra
prometida, então Josué é aquele que representa Jesus conduzindo o povo para a terra prometida,
só que mesmo depois que eles estão na terra prometida, eles têm diferentes graus de realmente estar
vivendo com liberdade e do jeito que Deus queria, então no jardim do Édem não tinha meio termo,
eles pecaram, tiveram que sair do jardim, mas na terra prometida toda a história do Antigo Testamento
é um vai e vem, a gente tem esse período de juízes que é sobe e desce, eles estavam dentro da terra,
eles não saíram da terra, mas eles viveram dentro da terra debaixo de servidão, então isso não é
o reino de Deus, isso é algo que é o primeiro estágio para ir para o exílio, eles perdem a liberdade,
eles perdem a autonomia, eles perdem a posição de estar debaixo do governo de Deus, eles perdem o sentido
do reino de Deus, então no livro de Juízes mostra isso, que eles deixavam de se relacionar com Deus,
de estar em comunhão com Deus e Deus permitia que um outro povo ali por perto, os midianitas, os amonitas,
os filisteus, ele permitia que algum outro povo viesse e dominasse sobre eles, então ao invés de Deus
dominar sobre eles, outro povo estava dominando sobre eles, aí tem o período de David Salomão
que realmente representa, claro que não era pleno em todos os sentidos, mas representa o auge da liberdade
do reino de Deus sobre seu povo na terra, eles estavam prosperando, eles tinham paz, eles estavam
servindo a Deus, estavam cumprindo os propósitos de Deus, estavam sendo uma luz para as nações,
então nós temos esse propósito de Deus se cumprindo parcialmente no tempo de David Salomão,
foi um pico muito grande, mas depois de todo esse tempo, essa descida aqui, depois de David Salomão
eles estavam na terra, tinha o reino dividido, mas aí veio mais e mais distanciamento de Deus,
a própria divisão é contrário ao reino de Deus, quais são as coisas que mostram que o reino de Deus
não está sendo vivido, claro que o reino de Deus ainda não está no seu cumprimento amplo e pleno
sobre toda a terra, mas eles estavam vivendo dentro de uma situação que não era o reino de Deus,
tem divisão, tem o domínio de outras nações e chega depois ao estágio máximo da disciplina de Deus
que é levar para o cativeiro, então aqui nesse ponto muito baixo nós temos os 70 anos do cativeiro,
mas depois aqui, então nós estamos nesse ponto aqui de Zorobabel, depois do cativeiro nós estamos
num período de restauração e Zorobabel é o primeiro estágio, mas nós vamos ver como que essa restauração
aconteceu, nós vamos procurar tirar muitas lições desse tempo de restauração que nós vamos ver
nos livros de Estras e Nemeas, nós vamos ver até que ponto houve uma restauração, vocês vão notar que
isso não voltou ao pico de Davi e Salomão, não voltou como era no jardim do Éden, então nós temos
assim coisas parciais, eles voltam para a terra, alguns aspectos são restaurados, mas não todos
e depois do tempo de Jesus nós temos esse período mais baixo de todos porque a destruição,
porque que nós colocamos isso aqui mais baixo do que Babilônia, em ambos esses casos houve a destruição
de um templo, destruição do primeiro templo, depois a destruição do segundo templo, mas é
pelo menos os relatos que nós temos mais detalhados nessa época do ano 70, principalmente com o
historiador Josefo, nós temos muito mais detalhes, foi um período muito mais, muito mais sofrimento,
o povo sofreu mais, houve uma destruição maior e se aqui, outra comparação é que essa destruição
feita por Babilônia resultou em 70 anos de cativeiro, chamado mais cativeiro, mas é um exílio
e essa destruição do templo no ano 70, depois teve outra etapa no ano 135 depois de Cristo, mas
essas etapas resultaram num período muito mais longo e um período muito mais prolongado de
sofrimento e de estar fora da terra, 1800 anos de exílio, de diáspora, de dispersão entre as
informações, depois nós temos várias etapas que nós já vimos no século 20 de voltar, então aqui
você já pode fazer uma comparação, o tempo de Zorobabel, houve vários retornos de Babilônia
para Israel, tem um grande paralelo com o que nós vimos no século 20, várias ondas, várias etapas
de restauração de Israel, voltando para a terra, liberados para voltar para Israel, como aqui no
livro de Esdras com Ciro, então houve uma liberação para os judeus voltarem no início do século 20,
depois da primeira guerra mundial já houve uma liberação parcial, enfrentando muitas dificuldades
como estiveram com Zorobabel, então esse tempo que nós vamos estudar faz muito paralelo com esse
tempo que nós vimos no século 20, de várias etapas de voltar, mas assim como, já estou dando alguns
pontos, algumas chaves que vão nos ajudar a estudar esse período, assim como a restauração com
Zorobabel, com Esdras, com Neemias, os diversos retornos, as diversas etapas da restauração, não acontece
tudo de uma vez, e acontece com poucas pessoas, mas essas etapas da restauração, elas não representam
um cumprimento final, nós vamos olhar para isso, não representa um cumprimento final, porque a
restauração que nós vimos no século 20 não é uma coisa final, é só olhar para a situação que
Israel vive hoje, apesar de Israel ser uma nação forte militarmente, industrialmente, cientificamente,
Israel já é uma potência, já é um país próspero, mas eles vivem em grande perigo, em grande
conflito, então isso não é o reino de Deus, isso não é o que Deus prometeu, não é o que Deus quis
para o povo, então algo ainda precisa acontecer, claro que o grande acontecimento que vai liberar tudo
na falta de Jesus, aí sim vai ter um grande êxodo, um grande êxodo, então só olhando aqui também
antes de passar para outro diagrama, nós temos vários êxodos, quando nós falamos êxodo nós lembramos
do primeiro êxodo do Egito, mas veja só, houve esse tempo agora de Zorubabel, era um período de êxodo,
era um segundo êxodo, eles estavam retornando de Babilônia, eles estavam retornando, então estavam
saindo de um período de opressão para sua terra, podemos chamar de um segundo êxodo, agora no século
20 houve um terceiro êxodo, em que não era só de um lugar, e nós vamos ter oportunidade depois de
mostrar como esse êxodo que aconteceu no século 20, e que ainda está acontecendo porque ainda tem
gente voltando para Israel, eles chamam de Aliyah, judeus na Europa, judeus nos Estados Unidos e outros
países, América do Sul, muitos lugares no mundo, até hoje é uma coisa interessante quando as coisas
começam a apertar, quando começa a ter mais perseguição, mais anti-semitismo, então os judeus
se sentem mal ali, se sentem acuados e eles querem voltar para o lugar que Deus prometeu para eles,
só que na terra deles também não é fácil, porque existem todos esses conflitos e guerras internamente
e com os países em volta, então nós vemos que existe algo ainda por acontecer, ok? Então agora
eu quero só terminar essa olhada panorâmica e quero agora, vocês também têm esse outro diagrama,
aqui eu só fiz um rabisco aqui para poder acompanhar, mas você tem esse diagrama muito mais
muito mais claro e muito mais fácil de visualizar, é um lugar na terra, por que? Agora a pergunta é
por que Deus faz questão de ter um lugar na terra? E esse assunto é muito amplo, muito complexo,
eu não posso explorar aqui, mas até envolve toda essa pergunta, se Deus queria uma terra no Antigo
Testamento, mas agora o reino de Deus tem nada a ver com Israel, o reino de Deus tem nada a ver com
Jerusalém, não tem nada a ver, algumas pessoas interpretam dessa forma e algumas pessoas ao longo
da história da igreja, nós temos sonhado muito mais com as ruas de ouro, nós cantamos sobre as ruas
de ouro, sobre as mansões celestiais, sobre viver para sempre na cidade, lá nas nuvens e a gente perdeu
bastante esse entendimento do plano de Deus e esse diagrama eu uso bastante em diversas aulas,
em diversos pontos, porque é uma coisa, eu não sei se eu consigo transmitir, pode parecer um negócio
muito simples, muito elementar, mas esse círculo maior é a terra toda, Deus criou o universo, nós não
sabemos se já tem ou se vai haver civilizações em outros planetas, nós não entendemos a grandiosidade
do universo que Deus criou, será possível que todo esse universo que para nós parece infinito,
infinito é Deus, mas o universo é tão grande para nós que é infinito, para nós entender essas galáxias
e todo o espaço que existe é uma coisa até que a nossa cabecinha não consegue nem conceber, e será
que em tudo isso só tem uma terra, só tem um planeta tão pequenininho que é ali que Deus quer,
todo o plano de Deus é só para isso, nós não podemos responder essa pergunta, só podemos especular,
nós não sabemos a resposta, mas o que nós podemos dizer é em relação a terra, a revelação que nós
temos desde o primeiro capítulo de Gênesis, o primeiro capítulo, as primeiras páginas da nossa Bíblia,
nós temos uma visão exatamente disso, também não sabemos exatamente como que a terra ficou sem forma
e vazia, porque que toda a terra estava ali em caos e Deus plantou, Ele resgatou um lugarzinho,
uma pontinha no centro daquela terra, existe uma ideia de que todos os continentes formavam uma massa só,
mas seja como for, Deus escolheu um lugarzinho, um ponto de nada, nesse lugar caótico, em desolação,
sem vida, Deus coloca um lugar ali que é o jardim do Éden, e Ele coloca todos os animais,
Ele faz toda a criação de Gênesis, capítulo 1, e Ele faz o homem e a mulher a sua imagem,
e Ele diz para eles, vocês vão se multiplicar, eles vão multiplicar o quê? A imagem de Deus,
eles vão multiplicar essa imagem de Deus e vai encher a terra, vai encher a terra, e isso revela para nós
algo muito, muito interessante, que Deus quer uma parceria, quando você pensa no reino de Deus,
eu sempre fico pensando, gente, Deus é o todo poderoso, para Deus implantar o reino Dele no universo,
não é só na terra, para Deus implantar o reino Dele, Ele só precisa instalar os dedos, Ele só precisa
dizer uma palavra, haja, Ele é o rei, ninguém pode se opor a Ele, mas Ele faz toda essa história
dolorosa, não é só para nós, é doloroso para Ele também, Ele faz toda essa história para formar
algo que para Ele é essencial, a gente pensa, não precisaria ser assim, Deus poderia fazer sozinho,
mas a própria divindade, a relação de Deus com Seu Filho e com o Espírito Santo é uma harmonia,
é uma parceria, é uma comunidade, é uma família, e Deus colocou um lugarzinho na terra, para que a
partir desse ponto, então nós temos aqui, está escrito aqui, acho que vocês não vão conseguir ler,
mas aqui nesse circulozinho aqui diz, princípio do reino, Ele começa o reino Dele como a semente,
Ele começa o reino Dele como um casal, Ele começa o reino Dele como um lugarzinho, e se você prestou
atenção nesse diagrama aqui, que abrange toda a história, você vai notar que sempre Deus está procurando
levar as pessoas de volta para esse lugar, Deus tem um lugar, Ele precisa para o plano Dele,
a essência do plano Dele é que haja um lugar, o lugar não precisa ser grande, e o povo também não
precisa ser grande, mas não pode ser um só, Deus não se contentou com Adão e Eva, Deus não se
contentou com Abraão, Deus não se contentou com Moisés, Deus não se contentou, claro, Se contentou
plenamente com Jesus, mas no sentido do plano Dele, Ele não chegou ao máximo do plano Dele com o
filho de Jesus, Ele fosse o plano de Deus, como falam em Hebreus 2, é que haja muitos filhos, então só que
o começo, a semente é um só, a semente é Jesus, mas essa semente ela vai se multiplicando, e para que
toda a terra seja realmente o reino de Deus, Ele precisa de um lugar, gente isso tem implicações muito
muito profundas, eu não sei se você está enxergando, mas até para a volta de Jesus, Ele precisa
de um lugar, Ele precisa de um ponto, a partir desse ponto, então por que, por que esse ponto, por que
que Ele precisa, por que que Ele não faz que nem o Ciro, faz um decreto, Deus é o Deus de toda a
terra, de todo o universo, de todos os céus, Deus podia fazer um decreto, mas Deus age em comunhão, Ele
nutre, Ele cultiva, aliança, amizade, mas essa amizade, essa comunidade precisa de um lugar, esse
lugar que Deus quer, agora isso, nós estamos falando sobre um lugar que Israel, é que Deus vai, Jesus
vai governar a partir de Jerusalém, tem um lugar, mas é claro que isso tem paralelos na igreja, isso
tem paralelos espirituais que eu não posso explorar aqui agora, mas sempre nós entendemos que Deus
tem um plano para Israel, é o mesmo plano para nós, só que é um plano que tem duas partes, tem a
parte visível, tem a parte que precisa realmente de uma terra, de um povo, de uma descendência de
Abrão, mas tem também uma parte espiritual e as duas partes são juntas, como homem e mulher, como
Deus e o homem, sempre tem um complemento, sempre tem algo coletivo, Deus age na comunidade, Deus age,
a glória de Deus é fazer as coisas em comum, a glória do homem é ser o máximo, a glória do homem é
ser, a glória do homem sem Deus, a glória do homem é ser o maioral, a glória do homem é ser o rei
sobre toda a terra, todo mundo quer ser o máximo, a glória de Deus é servir para que o outro possa
crescer e para que possa haver algo feito em família, em comunidade, Deus não se satisfaz tendo súditos
que simplesmente obedecem por obrigação, por isso que nós temos toda a história, Deus não quer uma
coisa por obrigação, Ele quer uma coisa com parceria, com comunhão, Ele quer algo, Ele quer reproduzir
o que existe na trindade, Ele quer reproduzir conosco, João 17 é isso, Jesus dizendo olha,
esses, eu estou orando por esses discípulos, Ele até fala uma coisa meio estranha aos nossos
ouvidos que Ele fala assim, eu não oro pelo mundo, como assim, Deus amou o mundo, Deus quer todo o
mundo, mas Jesus estava ali em João 17 orando para que nascesse essa comunidade, essa semente,
esse núcleo, o núcleo da célula que divide, o núcleo que tem vida, o núcleo que traz a natureza
de Deus, então Deus está, Deus não mede esforços, Deus não mede tempo, Deus não mede nada, nenhum
empenho para que haja aquilo que Ele realmente quer e esse núcleo que Ele quer é gerado pela
palavra Dele, mas eu quero, é um pensamento que está me ocorrendo agora, esse núcleo não acontece
instantâneo como quando Ele falou haja luz e houve luz, esse núcleo que Deus está procurando germinar,
criar, nutrir e desenvolver é algo que Ele está levando milênios para fazer e é isso que Ele está
fazendo na nossa vida, o que Deus quer, a história que mostra essa coisa da terra e saindo da terra
e voltando para a terra e todo esse, essa labuta, esse sofrimento, lá no fundo Deus está fazendo
várias coisas ao mesmo tempo, Ele está preparando um povo, nós vamos estudar um pouquinho mais sobre
o que Deus fez com o povo de Israel durante o cativeiro, eles voltaram para a terra e eles não voltaram
prontos ainda, mas Deus fez algo no cativeiro, Deus precisa do exílio, então nós estamos só explorando
um pouquinho aqui para a gente ver o plano de Deus, o plano de Deus, Ele precisa de um núcleo,
Ele precisa de uma base, eu tenho procurado várias palavras, vários termos para representar essa ideia,
mas Ele precisa de uma base, Ele precisa de um lugar na terra, Deus quer a terra toda,
Deus está procurando, Ele quer chegar ao ponto de levar o reino todo, no seu diagrama que eu não
dava para colocar aqui, mas no diagrama que eu passei para vocês, que acompanha essa aula, tem Éden, Israel
no centro, isso representa família, nação, reino, Deus está procurando esse núcleo, esse lugar,
e sempre tem o paralelo, na igreja, nós como gentios, nós não estamos ainda, o plano de Deus para nós
não é ir para Israel, não é agora ir, eu não sei como que vai ser depois que Jesus voltar, mas o plano de Deus
para nós não é, nós podemos ir, muita gente quer ir para Israel, para conhecer, mas nosso lugar não é lá,
mas nós fazemos parte, se vai, como que vai ser isso depois da volta de Jesus, eu não sei, mas o paralelo
a isso, a ter uma terra para o povo de Israel, e ter um lugar onde Deus possa ser rei sobre a terra,
sobre eles, para depois ser rei sobre toda a terra, isso tem um paralelo conosco, nós também estamos
procurando um lugar, que não é um lugar físico, mas envolve prática, não é uma coisa espiritual só,
então existe um paralelo, esse núcleo que Deus precisa para poder conquistar, isso tem que acontecer conosco também,
eu gosto muito de pensar do conde de Zinzedorf, no início do século 18, como ele tinha uma propriedade grande,
e ele foi recebendo refugiados de perseguição, e foi formando ali uma comunidade dos morávios,
uma pequena comunidade, eles começaram a viver alguns aspectos desse reino de unidade,
quando nós vivemos em comunhão com Deus, as paredes de separação caem, e começamos a viver a unidade,
então essa comunidade lá do conde de Zinzedorf, os morávios, eles começaram a viver, isso nasceu num culto de seia do Senhor,
eles começaram a entender o sofrimento de Jesus, o amor de Jesus por eles, e eles eram pessoas de diferentes origens,
e doutrinas e confissões, então eles começaram a cair, toda aquela briga, todas aquelas diferenças,
todas aquelas barreiras que eles tinham entre si, começaram a viver o amor de Deus,
e o que aconteceu naquela comunidade? Mandaram missionários, muitos foram mártires, mandaram missionários para muitas partes do mundo,
então esse princípio, quando nós vivemos esse núcleo que Deus quer, existe esse resultado, eu coloquei aqui,
então esse núcleo é o homem na terra, na posição que Deus quer, para o povo de Israel, isso representa uma terra física,
mas para a igreja, depois Deus vai unir judeus com gentios, ele vai ligar essas duas partes, as duas partes são essenciais,
nós vamos ver isso no livro de Estras, mas Deus une aqueles que estão numa terra física, mas ele une também as pessoas que estão,
precisa haver uma restauração da terra e precisa acontecer uma restauração interior, então nós vamos ver essas etapas no livro de Estras,
mas o homem na terra na imagem de Deus, a imagem de Deus tem tudo a ver com quem Deus é, e quem Deus é, Deus é família,
Deus é pai, Deus é unidade, Deus é perfeição, então o homem na terra forma essa unidade, esse núcleo que Deus quer,
e a partir do núcleo começa a ver expansão, você não pode ter expansão sem ter o núcleo, você não pode ter o reino de Deus alcançando toda a terra sem ter o núcleo,
e porque Deus quer que o homem fique na terra e que comece a se multiplicar e encher a terra e sujeitar a terra, porque isso é porque Deus quer que haja uma habitação,
nós já mostramos no início da aula hoje que até o rei Ciro entendeu que o propósito principal do povo voltar para a terra era para reconstruir o templo, habitação de Deus,
isso é algo que está claro na Bíblia, mas principalmente em várias etapas da história o povo não entendia que o propósito principal do êxodo do Egito, o propósito principal não era eles não serem mais oprimidos como escravos,
e claro que isso era necessário, mas isso não era o objetivo, o objetivo de Deus na nossa salvação, na minha, na sua, na redenção de Deus, o propósito de Deus é conquistar a terra,
e nós vamos ler aqui, eu não vou ter tempo de ler muitas escrituras, mas eu vou ler duas passagens nos profetas que descrevem o final,
é muito importante a gente ter porque que Deus quer esse núcleo, porque que Deus faz tanta questão e toda essa história de sobe e desce é Deus procurando esse núcleo aqui,
se Deus não encontra esse núcleo, aí chega perto, tem algum, tem elementos desse núcleo, mas aí perde de novo, aí chega mais perto, mas perde de novo, então durante toda a história a maior parte da história é exílio,
é cativeiro, e Deus tem tanto zelo, agora eu quero voltar para o jardim do Éden e lembrar do primeiro exílio, quando o homem pecou, Deus faz uma pergunta e nem termina,
sabe, tem uma frase, eu faço isso muitas vezes, mas até Deus começa uma frase e não termina, porque em Gênesis 3, Deus reúne o seu conselho,
pode ser a trindade, pode ser os anjos que faziam parte do conselho de Deus, Deus reúne o conselho e faz assim, "olhe, o homem se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal,
e para que ele não estenda a mão e coma da árvore da vida e viva para sempre", e ele não termina a frase, "e ele expulsa o homem do jardim do Éden e coloca um querubim na entrada
para vigiar", então nós temos aqui esse grande contraste, esse grande conflito que envolve toda a história, que é Deus nos chamando para esse lugar,
Deus quer que a gente vá para esse lugar, mas ao mesmo tempo tem uma chama, uma espada de fogo que impede as pessoas de entrar lá ou de permanecer lá,
Deus não permite, quando o povo estava por pouco tempo na terra prometida, nesses pontos altos, assim que o povo não desenvolvesse ou não mantivesse seu relacionamento com Deus,
eles eram exilados de novo, porque esse lugar que Deus quer, esse lugar que nós estamos falando aqui que existe, esse núcleo, esse reino em semente,
esse lugar ele é vigiado, os teólogos, os homens mais sábios, os homens mais profundos podem estudar, podem escrever volumes,
as pessoas podem se empenhar, as pessoas podem abandonar tudo, quantas vezes na história um grupo de pessoas tentou fazer uma comunidade,
isso que eu contei do conde de Zinzendorf, já aconteceu em menores graus ou maiores graus, tem várias histórias na Bíblia, na história da igreja,
a gente não conhece muitas, a gente conhece muitos fracassos, muitas pessoas tentaram fazer isso, mas tem um querubim vigiando,
por que que tem tanta dificuldade de chegar lá? Porque Deus não vai entregar as chaves se não houver realmente o princípio que Deus quer,
e esse desejo de ser realmente, não de ter conhecimento, quando eu penso nos mistérios, nas coisas que nós estamos procurando tocar aqui,
eu gosto de imaginar assim, não estou falando nada negativo sobre jornalistas, sobre repórteres, mas eu quero fazer uma comparação,
Deus não gosta de jornalistas ou de repórteres que cheguem assim, Deus, estou fazendo uma entrevista com o senhor agora,
eu quero que o senhor fale aqui, qual é o teu plano? O que que o senhor vai fazer? Qual que é o próximo passo?
Deus não responde para esse tipo de pergunta, um jornalista, um repórter, ele está fazendo o trabalho dele, é muito importante,
mas eu estou fazendo uma comparação com qual a atitude que nós devemos ter, porque Deus quer alguém como o David,
ele até tenta fazer as coisas do jeito errado, eu tenho que fazer uma casa para Deus, ele não tinha noção de como seria essa casa,
mas ele queria, era questão do coração, ele era amigo de Deus, Abrão era amigo de Deus, então nós temos que alcançar,
Daniel era amigo de Deus, era amado, porque ele queria assim, Deus, a tua cidade, a tua glória,
aquilo que o senhor quer fazer está sendo frustrado por nós, senhor perdoa nossos erros e por favor ajude-nos,
brilhe o teu rosto sobre seu povo e leva-nos de volta para esse lugar, então Deus está procurando esse lugar,
mas tem um querubim, tem uma espada revolvendo em chamas de fogo, impedindo as pessoas curiosas,
muita gente com boa intenção, não são só pessoas curiosas, tem muita gente que quer viver a comunidade,
que vê a unidade, mas isso só vai acontecer quando realmente Deus agir é outro ponto que nós vamos estudar no livro de Esdras,
eu só quero chamar a atenção para essa frase, vai ser talvez uma das frases que nós vamos focar mais nesse primeiro capítulo,
porque no versículo 1 de Esdras 1 ele fala que Deus despertou o Espírito de Ciro e depois no versículo 5 fala que se levantaram
os cabeças das famílias, Judá, Benjamim, sacerdotes, Levítas, todos aqueles cujo espírito Deus despertou,
então Deus está despertando, Deus está agindo e nós precisamos realmente cooperar com Ele,
porque esse plano Dele é algo fantástico, é algo maravilhoso, só isso vai alcançar o propósito de Deus.
Então nós vamos terminar com dois textos bíblicos que vão descrever um pouco o que Deus quer, o que Deus quer fazer,
eu vou ler primeiro em Isaías 2, é um texto bem conhecido, mas eu quero mostrar porque esse lugar é tão importante,
porque Deus faz tanta questão, só para fazer um paralelo, eu acho que ainda não me lembro da data exata,
não sei se era no final do século XIX, acho que quando estava começando o sionismo,
o movimento para os judeus terem sua própria terra, houve uma sugestão e até uma tentativa de como era muito difícil,
principalmente naquela época e na história provou que era difícil mesmo, até hoje está com dificuldade,
eles acharam tão difícil que os judeus conseguissem voltar para aquela terra, que eles fizeram uma ideia de achar um território na África,
onde judeus pudessem ter um país deles, mas não deu certo e nem lembro porque não foi para frente, mas não era isso que Deus queria,
isso simboliza que não tem um substituto, não tem uma outra terra, não tem uma outra posição, não tem uma outra estratégia,
gente é muito difícil, Deus por que o senhor não pensa num negócio mais fácil, por que não pode ser mais ou menos do jeito que está e tudo bem e o senhor volta?
Não, tem a terra que Deus escolheu, Deus escolheu um lugar que até para nós nem parece ser um lugar tão bom,
a terra de Israel cheia de desertos, cheia de lugares secos, mas Deus escolheu um lugar, esse lugar precisa ser esse lugar,
isso simboliza alguma coisa, isso representa, Deus tem algo, ele não abre mão, sabe quando, sei lá, eu não sei um bom exemplo para dar,
mas alguém que está criando alguma coisa e ele tenta, não dá certo, às vezes, sei lá, vamos imaginar um artista que está pintando uma paisagem,
ou um retrato de uma pessoa, sei lá, ele está pintando e ele faz um rabisco e não é do jeito que ele quer, joga fora,
ele faz outro e joga fora, ele faz outro e joga fora, Deus não é assim, Deus não está jogando nada fora,
mas eu quero dizer que quando tem algo, Deus tem um plano, um projeto dentro dele, ele criou um projeto, ele não abre mão,
ele não vai se sujeitar a uma coisa mais ou menos, e agora isso não depende de nós, depende de nós aceitarmos o plano dele e cooperar com ele,
mas não depende de nós, nós não vamos conseguir nem conquistar esse lugar e nem criar algo que realmente sirva para Deus,
mas Deus tem um plano e ele quer a parceria, isso aqui é uma super parceria com o homem, é uma reprodução dele, da Trindade,
e entre ele e nós, que é isso que Jesus falou, assim como ele é um com o Pai, o plano de Deus é que nós sejamos um com eles.
Então, em Isaías 2 eu vou mostrar só o final, nem é o final, é uma etapa, mas no final daquilo que Deus quer fazer na Terra,
mas claro que depois disso vem muitas coisas mais maravilhosas ainda, mas em Isaías 2 diz o seguinte,
a transição que teve Isaías, versículo 1, versículo 2, nos últimos dias se firmará o monte da casa do Senhor no cume dos montes,
então nós vamos ter um lugar aqui mais alto, Deus vai firmar o monte da casa de Deus, então esse propósito que até ficou meio escondido,
muitas vezes, as pessoas até hoje, nós nos interessamos muito mais em resolver nossos problemas, nossas crises,
do que pensar que Deus está querendo construir uma casa para a sua habitação conosco, e não é, Deus não precisa de uma casa chique para Ele morar,
não é uma coisa assim, Deus quer que a gente seja como escravos, aquelas imagens de egípcios ou de babilôneos, povos escravos construindo uma mansão para um rei,
então eles estão no sofrimento, mas o rei está no luxo, não, Deus quer uma casa para morar conosco, Deus já tem um lugar para morar,
Deus tem um lugar para morar, mas Ele não quer aquele lugar, Ele quer habitar conosco, então o monte da casa do Senhor vai ser levado no cume dos montes,
se engrandecerá por cima dos outeiros, concorrerão a Ele quem? Todas as nações, virão muitos povos e dirão "vinde e subamos ao monte do Senhor, a casa do Deus de Jacó",
então essa é a visão, e Ele continua falando que Ele nos ensinará, versículo 3, para que andemos nas suas veredas, de cião sairá a lei,
e o que vai resultar essa lei? Tem outros lugares que descreve mais, mas todas as nações vão converter suas armas de guerra em armas de utilidade prática,
de lavoura, se não vai ter guerra, vai ter justiça, então Deus precisa desse lugar aqui para que o seu reino se expanda em toda a terra.
Êxodo 19, quando Deus tirou o povo do Egito, lá antes de se revelar no Monte Sinai, Ele falou com o Mãezés, "eu peguei esse povo da escravidão do Egito e trouxe para perto de mim,
porque eles vão ser uma propriedade peculiar, porque toda a terra é minha", então Ele usa alguém que não é melhor, quem está aqui não é melhor do que os outros,
mas Ele escolhe um princípio de reino para que essa semente possa se multiplicar, e o final é Abacuc II, um texto que a gente gosta às vezes de cantar e de proclamar,
Abacuc II, 14, fala assim, "pois a terra, esse é o plano de Deus, precisa acontecer Isaías 2, um núcleo, um lugar que ali vai ser quando Jesus voltar,
mas esse núcleo está sendo preparado agora, então esse lugar de Isaías 2, um lugar que vai ser estabelecido na terra, todas as nações vão receber a palavra que vai trazer cura,
que vai trazer justiça, que vai trazer paz", e aí vai acontecer Abacuc II, 14, "pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor como as águas cobrem o mar",
então isso é por isso que Deus está trabalhando com tanto esmero, com tanta perfeição para produzir um núcleo, para produzir uma semente que vai encher toda a terra com a sua glória,
então esse é o contexto de Esdras, Esdras é um ponto nesse processo, estamos aqui, então é um ponto nesse processo de voltar para a terra,
então eu queria dar esse panorama para que nas próximas aulas agora a gente vai começar a entrar mais nos detalhes da história,
mas a gente vai ter esse contexto, essa visão de que porque eles precisavam sair da Babilônia e voltar para a terra, porque eles não podiam ficar na Babilônia e ser uma luz lá na Babilônia,
não, eles tinham que voltar para a terra, eles tinham que voltar para lá, porque isso faz parte desse plano de Deus de formar um núcleo e isso faz parte de um grande plano de toda a história,
então nós possamos ter mais entendimento e mais luz para que hoje também a gente possa entender que ponto nós estamos, como eu falei, já dá para enxergar um paralelo com o retorno do povo de Israel no século XX,
mas como que isso acontece, quais são os paralelos conosco e como nós podemos aprender disso? Senhor, nós podemos vislumbrar algumas coisas, mas é claro que ainda falta muita coisa para a gente conseguir entender,
para a gente conseguir enxergar ao Deus aquilo que o Senhor quer fazer e também nós estamos vivendo a situação hoje, nós não, claro, nós não vamos entender todas as implicações,
tem muitas coisas que nós simplesmente temos que obedecer ao Senhor, seguir o Espírito, fazer aquilo que o Senhor está fazendo, como o Senhor está se movendo hoje, em que ponto, de que maneira, como é que nós podemos fazer parte,
mas nós queremos ter esse coração que deseja, Senhor, dizer, Senhor, como nós podemos enxergar esse avanço do Teu plano, como nós podemos olhar para aquilo que está acontecendo e dizer, Senhor, será que estamos chegando mais perto?
Daniel não entendia muita coisa, mas ele perguntava, Senhor, o Senhor não vai restaurar Jerusalém, o Senhor não vai renovar as Tuas alianças e nós também podemos orar e dizer, Senhor, será que alguma coisa não vai acontecer na igreja?
Será que alguma coisa não vai acontecer com o povo de Israel? Como que isso vai acontecer e como que isso vai colaborar, contribuir para a Tua volta, para o Teu reino e para a Tua morada?
Pedimos isso, que o Senhor ande conosco, que nós possamos fazer parte de etapas maravilhosas que o Senhor tem para os nossos dias, em nome de Jesus pedimos, amém.
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