Neemias enfrentou oposição incessante dos inimigos externos durante todo o processo da restauração dos muros. Mas no dia em que os muros foram terminados, a oposição perdeu sua força, sua coragem, sua iniciativa. Isso nos leva a perguntar: o que representa no reino de Deus a cidade santa de Jerusalém?
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Transcrição
Estamos no final do estudo da restauração dos muros. Ainda vai ter alguma menção, vai ter mais para o fim do livro de Nehemiah.
Nós vamos ver a dedicação dos muros, mas no capítulo 6, na última aula, nós vimos como os muros foram terminados.
Finalmente, foi rápido porque foram em 52 dias, mas a história da reconstrução dos muros levou vários capítulos e é uma história cheia de oposição, como nós vimos.
Então, desde o início, desde antes de começar o trabalho, houve muita oposição e, finalmente, os muros foram terminados. Os inimigos sentiam. Isso é uma coisa que até hoje é um pouquinho difícil, talvez, para nós entendermos as implicações.
Porque as cidades hoje não precisam de muros, não temos muros de cidades e não seria uma defesa, mas podemos entender que, naquela época, os muros representavam uma grande defesa, mas havia muito mais implicado, havia muito mais envolvido nessa restauração dos muros.
E, de alguma maneira, os inimigos ali, que viviam em volta do povo de Judá, do Jerusalém, eles sentiam uma grande ameaça. Para eles era uma coisa terrível de acontecer isso, de ter os muros reconstruídos.
Então, precisamos até entender mais, buscar mais entendimentos sobre isso. Mas, finalmente, os muros foram terminados e nós já lemos esse texto na última aula, nós vamos começar com esse ponto de novo que, quando os muros foram terminados, era como se fosse uma derrota.
Acabou a iniciativa, acabou a força, acabou a campanha dos inimigos para lutar contra o povo. Eles perderam, eles perderam e era como se, tendo os muros reconstruídos, não havia mais o que os inimigos pudessem fazer.
Claro que eles ainda vão aparecer, ainda vai ter, sempre tem outras táticas, mas é muito significativo de que, enquanto eles ainda não tinham terminado os muros, eles estavam ali tentando todas as maneiras possíveis para impedir que chegassem ao final.
E quando, finalmente, embora fosse rápido, 52 dias, mas depois de todas as tentativas de impedir, quando tudo foi frustrado, então era como se eles realmente não tivessem mais o que fazer.
A iniciativa, as estratégias assim, eles reconheceram que realmente estavam, que tinham perdido, tinham perdido essa batalha.
Muito bem, vamos orar então porque nós queremos ver o que vem depois, mas hoje nós vamos ficar até focando um pouquinho na importância, porque que era importante terminar essa etapa, porque foi importante, significativo, o que nós podemos aprender de tudo isso para a restauração, para aquilo que Deus quer fazer hoje.
Sempre é importante ver como o Senhor foi desenvolvendo o teu plano na terra e nessa etapa da história que estamos estudando, como o Senhor estava restaurando aquilo que tinha sido perdido durante o cativeiro, antes do cativeiro, como eles perderam por estarem distantes de ti.
E vivemos sempre nesse mesmo processo, o Senhor está avançando os teus propósitos, caminhando para a consumação da história, o Senhor tem um objetivo final, nós não esperamos que tudo seja perfeito, longe disso, antes da tua vinda, mas alguma coisa precisa acontecer.
E nosso interesse é realmente descobrir o que precisa acontecer, para onde o Senhor está caminhando hoje, o que precisa ser restaurado, nós gostaríamos de saber o que falta, o que precisa ser feito para que o Senhor possa voltar e a partir dali, junto conosco, junto com teu povo, restaurar todas as coisas.
Então ensina-nos, abre o nosso entendimento, que isso que aconteceu no tempo de Neemias possa ter significado e revelação para nós hoje, é o que nós te pedimos em nome de Jesus, amém.
Então nós vamos retomar no capítulo 6, nós vimos todas as estratégias dos inimigos de tentar as últimas cartadas, as últimas cartas para tentar impedir que os muros fossem completamente terminados, porque o capítulo 6 começa com o estágio quase final,
os muros já levantados, até a altura certa, só faltando colocar as portas, e eles ainda tentaram várias coisas, inclusive aliciando pessoas de dentro do povo de Israel, para também ser traidores, para lutar contra, para se aliar aos inimigos e impedir que a obra fosse terminada.
Mas aí no capítulo 6, versículo 15, nós lemos "assim acabou-se o muro aos 25 dias do mês de Elu em 52 dias".
Esse mês de Elu é o sexto mês na sequência da história, no capítulo 8 de Neemias, nós vamos chegar ao sétimo mês em que tem várias festas importantes, três festas importantes para o povo de Israel celebrar.
Então os muros foram terminados no sexto mês, e no sétimo mês eles vão celebrar, nós temos o relato específico da festa dos tabernáculos, que era no sétimo mês.
Mas aqui então, quando o muro foi terminado, depois de 52 dias, quer dizer, Neemias teve contratempos, provavelmente ele teve até que parar por alguns dias, até os problemas internos, que foram um obstáculo para ele no capítulo 5,
então ele enfrentou várias coisas, teve que se preparar para possíveis ataques, enfim, ele enfrentou várias coisas, algumas podem até ter atrasado a obra em alguma coisa, mas basicamente Neemias não parou,
ele não caiu nas ciladas, não se amedrontou, não se atemorizou, não entrou nos esquemas errados, e vimos quanto que foi importante, como que ele foi um líder eficaz, dependente de Deus,
mas prosseguindo na obra também sem ignorar os problemas, como os problemas internos precisavam ser resolvidos, aqueles dos pobres que não tinham nem o que comer,
então ele enfrentou várias situações e enfrentou com força, com dedicação, e assim ele terminou a obra, e o efeito de terminar a obra, isso realmente tem esse versículo 16,
é algo que me chamou bastante a atenção, e até nós vamos parar um pouquinho aqui neste lugar, para pensar sobre o significado espiritual disso,
porque é quase como se fosse virar uma chave, terminou assim, até não colocar as portas, até não terminar a obra por completo, os inimigos estavam assim, ainda dá tempo, ainda dá tempo, nós podemos impedir,
mas quando tudo terminou, no versículo 15, aí versículo 16, quando todos os nossos inimigos ouviram isso, todos os gentios que havia em redor de nós temeram,
e abateram-se muito em seu próprio conceito, eles tiveram, eles estavam sempre tentando fazer nemias e o povo que estava com ele se sentirem insignificantes, fracos, incapazes,
eles estavam sempre usando essa tática, mas quando eles viram que a obra terminou, que eles tinham realmente finalizada a obra de cercar a cidade de Jerusalém com muros,
eles ficaram assim, decepcionados consigo mesmos, eles ficaram assim, puxa, nós não somos de nada, nós não conseguimos, não pudemos impedir essa obra de ser concluída, eles temeram, eles temeram, o que eles temeram?
Porque todo o impacto de construir os muros em volta de Jerusalém era restaurar essa parte que às vezes é um pouco difícil de nós na cultura de hoje,
assim como nós vemos na nossa perspectiva, é muito difícil a gente entender como que isso seria tão importante, é claro que eles não tinham aviões, não tinham equipamentos,
não tinham como simplesmente estar por cima dos muros, então os muros eram uma defesa, mas aparentemente era algo muito mais do que isso, era o significado de Jerusalém,
porque se eles estivessem cercando alguma outra cidade eu acho que não teria efeito, mas Jerusalém era a capital, Jerusalém tinha uma história, as pessoas sabiam que antigamente Davi e Salomão eles tinham reinado ali, tinham exercido sim, tinham conquistado outros povos,
e para eles a reconstrução dos muros não era só uma defesa para que os judeus que morassem ali dentro pudessem resistir a algum ataque, mas era como se Jerusalém estivesse voltando a sua posição,
Jerusalém que poderia exercer controle, governo, como se Jerusalém fosse uma ameaça contra eles, não só uma defesa, mas era assim, Jerusalém está voltando a ser aquilo que era antigamente,
e nós pensando nos impérios antigos, a gente nunca pensa em Jerusalém e Israel como sendo um grande império, eles tiveram glória no tempo de Davi e Salomão, mas era muito pequeno,
não chegava nem perto da extensão de impérios como o Egito, como a Síria, como a Babilônia, eles não constam na lista de grandes impérios de forma alguma,
se fosse falar assim, estão reconstruindo Roma, estão reconstruindo alguma cidade importante da Grécia ou da Pérsia, a cidade de Babilônia, tinha toda uma história maior,
mas de alguma forma era essa a sensação que eles tinham, parece, esses inimigos, esses povos que viviam perto, eles tinham acesso, eles que mandavam naquela região,
podiam fazer o que eles quisessem ali naquela região, então Jerusalém voltar a ter força, voltar a ser uma capital, claro que não ia acontecer do dia para a noite,
mas para eles era como se Jerusalém estivesse realmente se levantando e a promessa de Deus era essa, a promessa de Deus para os profetas, para Isaías, Jeremias,
era que Deus restauraria, que Deus traria novamente a sua presença, ele ia curar o povo de Israel das suas apostasias, dos seus pecados,
e eles voltariam a ser uma nação novamente e Deus estaria com eles novamente, porém isso não, a gente olhando para a história, no que realmente aconteceu,
Jerusalém, Jeremias não tinha essa intenção de transformar Jerusalém numa potência, ele não tinha intenção de fazer com que Judá, Jerusalém fossem independentes do Império Persa,
eles não tinham essa, pelo menos assim, a curto prazo, eles não tinham essa visão, mas com certeza todos eles que amavam a Deus, que amavam as Escrituras, que liam as profecias,
eles tinham noção e quando Jeremias voltou, saiu do seu emprego, do seu conforto na Pérsia, na capital da Pérsia, ele voltou para que Deus restaurasse a cidade Jerusalém,
nós vamos ver que depois dos muros tinham vários outros desafios, mas é muito interessante e nesse ponto eu quero tocar um pouquinho na questão do que Jerusalém representa,
porque a gente às vezes fala que Satanás tem muito mais percepção do plano de Deus, tem muitas coisas que ele não entende, tem muitas coisas que para ele sempre vão ser mistérios,
sempre vão pegá-lo de surpresa, mas tem muita coisa assim, Satanás sabe até hoje, por exemplo, que a nação de Israel representa uma ameaça, ele realmente existe uma tentativa de acabar com Israel,
com a nação de Israel, com o povo ali, existe algo muito mais forte, você pode estudar, você pode analisar por causa dos árabes, do islamismo, ou de algum outro fator,
mas por que que as Nações Unidas tomam tantas medidas contra Israel e não contra outros países muito mais agressores, muito mais contrários à paz, e tem coisas assim que não tem explicação,
a única explicação é que Satanás, os poderes, os principais, as potestades, estão muito mais conscientes daquilo que representa o simples movimento de igrejas, de cristãos, de líderes,
para se unir, Satanás percebe ameaça na hora, há muito mais oposição contra ações, movimentos para trazer unidade, podemos citar Israel,
ou também movimentos para levar o evangelho aos últimos povos, a muitos povos que não têm conhecimento, tem muitas coisas que suscitam, ira, e a gente percebe isso no livro de Nehemiah,
uma das coisas mais fortes em todo esse relato aqui desde o primeiro capítulo de Nehemiah, nós percebemos, capítulo 2, quando Nehemiah chega em Judá, a gente percebe assim, suscitou, imediatamente, houve assim um sinal de alarme,
sim, era algo que mexeu profundamente com esses inimigos, com esses povos que estavam ali, então houve assim um ataque, houve um esforço, eles até se uniram,
a gente não tem informação sobre isso, mas vamos dizer que esses inimigos entre si, provavelmente eles não tinham união, mas quando era para combater e para se opor aos muros de Jerusalém,
aquilo que Nehemiah estava fazendo, eles se uniram, então tudo isso é algo muito significativo, representa algo e eu fiquei pensando bastante no significado disso para nós hoje,
tanto na questão, a gente tem sempre enfatizado que essas histórias, isso que aconteceu no tempo antigo, tem a ponta para um cumprimento futuro, porque o que Deus fez nessa história, nessa época, não se completou,
não terminou o que Deus falou que ia fazer com os descendentes de Abraão, com o povo de Israel, com a terra de Israel, não terminou,
então muita coisa assim, o plano de Deus, ele segue uma trajetória e quando há esses períodos de afastamento, esses períodos como houve no cativeiro, então quando se fala de restauração,
aquilo que foi estabelecido no início precisa voltar, então isso aconteceu na época do cativeiro na Babilônia e depois muitas coisas aconteceram depois disso,
Jerusalém foi destruída novamente no ano 70 depois de Cristo e nós estamos vendo então restauração na nossa geração em tempos recentes, mas isso também aponta para algo que Deus está fazendo na igreja,
porque tudo que Deus fez com Israel, ele a partir da nova aliança, ele faz também, fez por meio da nova aliança naquilo que a parte exterior, a parte de terra física, um templo físico, sacrifícios,
tudo aquilo aponta, o novo testamento explica isso, tudo isso aponta para verdades espirituais e nós temos então que levar isso paralelamente,
não é que Deus por causa de agora trabalhar no interior, criar uma nação espiritual, trabalhar para a edificação de uma casa espiritual, não significa que Deus tenha abandonado o seu propósito de restaurar fisicamente,
cumprir literalmente aquilo que ele prometeu, porque literalmente? Porque Jesus vai voltar literalmente num corpo físico e vai reinar na terra, numa capital, num lugar,
então para o reino de Deus ser estabelecido de uma forma plena sobre toda a terra, as promessas de Deus para Abraão, para os patriarcas, para a nação de Israel, precisam se cumprir,
mas para que o reino de Jesus, literal, não seja apenas algo exterior, sem uma realidade, sem um cumprimento verdadeiro no interior,
porque Deus vem trabalhando ao longo da história para trazer para nós, para formar dentro de nós uma realidade espiritual e no fim dos tempos ele vai juntar as duas coisas,
a nova Jerusalém, esse é o simbolismo, que no final do Apocalipse a nova Jerusalém é uma cidade física, mas ela desce dos céus, ela se estabelece na terra,
então juntam-se o céu e a terra, juntam-se Israel espiritual e Israel natural, então as duas coisas vão se juntar para formar um só.
Então, nossas perguntas, quando nós olhamos para profecias, quando nós olhamos para o cumprimento dessas histórias, o que estava acontecendo,
o que aconteceu em Esdras e Nehemias, o retorno do cativeiro, a reedificação do templo, agora a reconstrução dos muros, essas etapas da restauração,
elas correspondem não só a etapas modernas na nação de Israel com o povo judeu, mas elas correspondem também a etapas espirituais,
porque assim como Israel, como nação, como povo, eles foram perdendo a sua herança, foram perdendo a sua posição na terra, chegando ao ponto do cativeiro, da mesma maneira,
a igreja que tinha alcançado uma posição de vitória, de graça, de ser uma manifestação do reino de Deus na terra, nós perdemos isso, a igreja perdeu
e estamos também no processo de restauração, então eu espero que dê para entender esses dois aspectos paralelos, há um processo de restauração no campo espiritual
e há um processo de restauração também no campo natural, então Deus está restaurando, preparando o caminho em Israel para Jesus voltar e reinar ali,
mas ele também está restaurando o que foi perdido e levando adiante, porque tem muitos aspectos que foram perdidos, mas tem aspectos que não aconteceram ainda, que não se cumpriram plenamente ainda.
Então eu queria colocar aqui, terminando o versículo 16 que eu não terminei de ler, todos os gentios, os inimigos ouviram, todos os gentios que havia em redor de nós temeram,
então houve um impacto, essa reconstrução dos muros de Jerusalém causou um grande impacto ali na região, houve algo assim que mudou o conceito, mudou a atitude,
eles ficaram, eles temeram, eles se abateram em seu próprio conceito porque eles viram que eles não conseguiram e reconheceram que tínhamos feito esta obra com a ajuda do nosso Deus.
Olha que coisa interessante, porque muitas vezes as pessoas não reconhecem a ação de Deus, quando Israel, por exemplo, como povo, quando eles conquistaram muitas coisas, derrotaram exércitos, sobreviveram,
tem muitos que reconhecem que isso foi algo de Deus, mas muitos não reconhecem, acho que eles foram fortes, eles foram espertos, eles foram resistentes,
mas é muito, muito importante quando até os inimigos, quando até aqueles que não adoram a Deus de verdade, quando eles podem reconhecer que aquilo só poderia ter acontecido com a ação sobrenatural de Deus.
Isso é um grande testemunho e a Bíblia está cheia disso, quando os livramentos, as intervenções de Deus na história, na história de Israel, Deus sempre fazia de uma forma que pudesse ficar muito claro para todos,
para o próprio povo e para os de fora, tinha que ficar muito claro que Deus estava nessa jogada, que Deus fez uma intervenção.
Eu vou ler rapidamente dois exemplos, um está em Êxodo 14 e na verdade toda a história das pragas do Egito, do livramento, tudo foi ação sobrenatural, mas aqui especificamente,
porque quando Moisés e Arão foram diante de Faraó, as primeiras pragas, lembra, os mágicos do Egito conseguiram fazer igual, mas teve uma praga a partir de um certo ponto,
os mágicos falaram para Faraó, isso aqui é só Deus, só o Deus deles que pode fazer, nós não conseguimos fazer igual, então eles já tinham reconhecido que o poder de Deus era superior.
Em Êxodo 14, versículo 25, naquela história da travessia do mar vermelho, Deus abriu o mar, o povo passou e aí, versículo 23, os egípcios e os perseguiram,
entraram atrás deles até o meio do mar com todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros.
Na vigília da manhã, o Senhor, na coluna de fogo e na nuvem, viu o acampamento dos egípcios e o alvorossou, imperrou-lhes as rodas dos carros,
fez-los andar dificultosamente, então disseram os egípcios, fujamos da presença de Israel, o Senhor, lembra que eles não usavam um termo genérico para todos os deuses, um Deus, tinha esse nome genérico,
mas quando eles falavam "o Senhor", eles estavam chamando o Deus de Israel pelo seu nome que era diferente, era o nome diferente dos nomes dos deuses deles,
então quando eles falavam "o Senhor", eles não estavam falando do Deus deles, eles estavam falando assim, esse Deus, que é o Deus de Israel, peleja por eles contra o Egito.
Então, essa percepção, foi isso que aconteceu com Nehemiah, e eu só queria citar também Josué, capítulo 5, versículo 1, fala "hora, ouvindo todos os reis dos Amorreus, que habitavam oeste do Jordão,
e todos os reis dos Cananeus, que estavam ao lado do mar, que o Senhor tinha secado as águas do Jordão de diante dos filhos de Israel, até que passassem, derreteu-se-lhes o coração, não houve mais ânimo neles por causa dos filhos de Israel".
Então, todos aqueles povos que habitavam ali em Canaã, quando eles souberam que o Rio Jordão tinha também se aberto, eles passaram no meio, eles ficaram sem ânimo porque eles viram que eles jamais poderiam enfrentar um povo que estava com Deus do lado deles.
Hoje, nós temos muito, sim, o poderio militar, tecnologia, tem muita coisa que a gente percebe que são situações que realmente não, as pessoas podem olhar e pensar "isso é que tem mais dinheiro, isso é porque tem o apoio de alguém,
isso é algo que eles podem fazer outras alianças, isso é coisa humana". E na verdade, Deus está falando, Deus está querendo mostrar que a vitória, ela precisa vir por uma intervenção de Deus, ela precisa acontecer.
Deus quer mostrar não o poderio humano, não a capacidade tecnológica ou de armas ou de dinheiro, ele quer mostrar o poder do Espírito Santo, o poder de Deus para intervir.
Então, nós temos toda essa situação que faz um paralelo, que faz um paralelo, lógico, que não era uma coisa tão dramática como o livramento, no caso de Neemias, mas eles puderam ver realmente a mão de Deus.
Quando Neemias terminou de completar os muros, ele percebeu que era a mão de Deus que estava com eles, eles não colocaram como apoio da pérsia, eles não colocaram como força de Neemias,
eles não colocaram como alguma outra coisa, eles colocaram simplesmente como a mão de Deus, Deus tinha dado a Neemias, Deus estava com Neemias e aquela história assim, como que nós vamos resistir a Deus.
Então, tudo isso nos mostra a importância de estarmos com Deus, cumprindo o propósito Dele, da fraqueza Deus tira a força e a partir dali realmente Deus está cumprindo o propósito Dele.
Quanto for, por nossa capacidade, porque nós temos números, porque nós temos recursos, porque nós temos boas estratégias, porque nós temos capacidade humana, isso se torna mais um reino humano, mais um propósito humano.
E o próprio Deus, ele não apoiava seu povo Israel, quando o seu povo Israel não estava conectado a ele, quando não estava realmente dependendo da ajuda dele. Então, esses dois versículos em Neemias 6, acho que são muito significativos.
Então, nós não vamos entrar hoje no capítulo 7, assim não vamos falar mais detalhadamente sobre o capítulo 7, mas a partir dos muros serem reconstruídos,
Neemias, ele não falou assim "bom, terminei a obra, vou voltar para a Pérsia". A reconstrução dos muros tinha muito a ver com um propósito maior para a cidade Jerusalém.
Então, o significado, isso que nós queremos olhar um pouquinho agora, o significado de Jerusalém é um significado muito maior do que muitas vezes nós podemos imaginar.
Porque não era só completar os muros, Neemias, ele tinha um encargo, ele tinha uma paixão pela cidade Jerusalém, e aí nós precisamos pensar um pouquinho mais,
a gente sabe quanto é de conhecimento comum que a cidade Jerusalém é muito citada na Bíblia, a cidade que vem dos céus para a habitação eterna de Deus se chama Jerusalém,
vai se unir com Jerusalém aqui na terra, mas é importante a gente parar para pensar o que é a restauração de Jerusalém, o que é a restauração dos muros,
e isso é uma jornada, isso é uma grande busca para entendermos mais sobre isso, eu não tenho as respostas, eu estou numa busca,
estou todos os significados, o que é realmente a terra, o que é de verdade, o que Deus está fazendo, cada parte daquilo que Deus fez naquela época, o que isso significa para nós,
é uma busca contínua, a gente não tem as respostas, mas podemos sempre investigar, podemos sempre procurar um entendimento maior de Deus,
e acho que esse é o desejo de Deus, algumas coisas talvez não vamos entender até que seja uma hora certa de Deus para isso,
Deus tem um momento certo, como sempre aquela história de Daniel que queria saber mais sobre as visões, e no fim o anjo falou com Daniel que ele tinha que só ser lá e aguardar,
porque não era o momento de ele entender mais, então mesmo agora que seja perto do fim, existem coisas que nós não sabemos porque nós não estamos nesse estágio,
nós não estamos no momento em que podemos ter esse entendimento, porém há muitas coisas que podemos investigar,
então eu queria mostrar aqui com esse diagrama alguns aspectos de como Deus foi passo por passo estabelecendo com Israel aspectos do reino,
porque tudo que Israel, como já falei, tudo que Israel experimentou, tudo que Deus fez com Israel, fazia parte de um plano de Deus para a nação de Israel,
mas nós fazemos parte juntos, é o mesmo reino, não são dois reinos, e tem esses aspectos paralelos que nós estamos vivendo hoje,
esse aqui é um pedaço, não comecei lá atrás com os patriarcas, mas depois da redenção do Egito, o êxodo do Egito, eles foram para o deserto,
e lá o primeiro passo que Deus fez antes de poderem entrar na terra prometida, era fazer uma aliança, um monte de sinais, então Deus fez uma aliança com eles,
foi algo muito sobrenatural, essa aliança é sempre o ponto de partida, tem o significado da Páscoa, do Cordeiro da Páscoa, mas tem o significado também da aliança no monte de sinais,
então essas são as bases, são os fundamentos, sempre que o povo de Israel se afastava, sempre que havia apostasia, afastamento, eles tinham que voltar e renovar a aliança e reconstituir essa aliança com Deus,
e é isso que tem que acontecer conosco também, nossa aliança pela cruz, a Páscoa representa a cruz, mas toda essa aliança com Deus é a nova aliança que Deus escreve no nosso coração,
e que é a base de Deus estabelecer seu reino, se não tiver essa aliança não tem nação, não tem terra prometida, não tem nada, então aliança é o fundamento de tudo,
e aí teve toda a história dos 40 anos no deserto, mas aí eles chegaram, outro passo importante era conquistar a terra, então aí tem Josué, eles entraram na terra, e também foi um processo porque não puderam vencer todos os inimigos, se apropriar de toda a terra,
de uma vez mais se estabeleceram ali, as 12 tribos, e pouco a pouco foram se tornando de fato uma nação, porque todo o processo de ter uma aliança foi um passo para ser uma nação,
mas não existe uma nação, se você tem até hoje, tem povos que não têm uma nação própria, então são pessoas sem, eles podem ter uma identidade étnica, mas eles não têm, eles não formam uma nação, eles não têm o governo próprio,
os judeus viveram isso, por muitos anos eles eram um povo, mas eles estavam sem uma terra, então a terra representa para nós algo assim, é a comunidade, é a vida, não somos apenas cristãos individuais,
fomos resgatados por Jesus e vivemos soltos por aí, muitas pessoas fazem parte de uma igreja, mas fazem parte de uma forma muito superficial, não tem realmente, não formam uma nação espiritual, não tem comunidade, não tem interligação,
então entraram na terra, mas foi todo um processo, juízes, era meio que uma bagunça, finalmente veio o rei Saúl, etc, então para se tornarem uma nação de verdade, mesmo com o rei Saúl não chegaram lá,
foi o rei Davi que consolidou, que transformou as 12 tribos numa nação unida e com um governo que realmente existia sobre todas as 12 tribos, foi a primeira vez que a nação se tornou verdadeiramente uma nação,
e qual foi a primeira coisa que Davi fez depois que ele se tornou rei sobre todas as 12 tribos?
Ele conquistou Jerusalém, que era um lugar dentro da terra, mas que nunca tinha sido conquistada, aquela cidade, aquele povo, os jebuseus, assim, eles nunca, aquele pedaço ali, tinha o lugar dos filisteus, tinha lugares que eram muito resistentes,
então eles eram uma nação, eles estavam vivendo na terra, mas havia áreas, havia aspectos que não tinham conquistado, assim como a igreja, como eu falei, tem muitas coisas que a igreja primitiva,
o que durante certos avivamentos o povo experimentou, o povo viveu umas primícias do reino de Deus, alguns aspectos do reino de Deus, e isso é possível, vivemos não nenhuma plenitude, mas vivemos a vida do reino,
realmente temos aspectos do reino futuro no nosso tempo atual, isso é possível, mas é muito raro, muito poucas vezes a igreja verdadeiramente tem vivido o reino,
e tem muitas áreas, tem muitas áreas na nossa vida, e por causa da, assim, às vezes a igreja avança, mas depois perde, a igreja já teve mais poder sobre doenças, enfermidades,
houve outras épocas em que a igreja viu mais sinais, houve épocas em que havia mais vida em comunidade, houve épocas em que, de maneira geral, alguns grupos viveram mais,
a UID se dedicavam para missões, como no tempo dos morávios, santificação e vitórias sobre o pecado e comunhão, e vários aspectos já foram vivenciados de forma profética, de forma, assim, antes da época,
lemos sobre a igreja na China, hoje eu não sei exatamente como está, mas houve épocas em que as pessoas testemunhavam que viviam, mesmo com perseguição, uma vida muito restaurada de alguns aspectos do reino de Deus.
Quando Davi conquistou Jerusalém, ele estava conquistando, pelo menos simbolicamente, era como se ele estivesse conquistando o último reduto, era como se, assim, ainda tinha uma parte ali da terra prometida,
mas que eles não tinham conquistado, eles não estavam vivendo isso, então Davi conquistou Jerusalém, fez de Jerusalém a sua casa, o lugar onde a capital construiu a sua casa ali,
e foi ali que ele recebeu o entendimento de que Deus queria morar junto com eles, e tem toda aquela história de como Davi recebeu o desejo, a visão e o desejo de fazer uma casa para Deus.
Então a partir de Davi, Jerusalém tinha aparecido lá com Melquizedec, algumas menções muito poucas anteriormente, mas a partir de Davi que Jerusalém passa a ser um lugar parte da herança,
eles se apropriaram daquele lugar, se tornou a capital, e a partir dali, depois Salomão fez o templo, então depois de Jerusalém ser conquistada como lugar para ser a capital,
para ser o ponto central para essa nação na terra, para ser esses primícios do reino de Deus na terra, a partir de Jerusalém, que é um lugar importante, significativo para isso,
e só que Deus falou assim, você não vai fazer a casa, só depois Salomão vai fazer, então nós temos assim a casa, a casa, o templo, foi feito por Salomão,
e Salomão representa o auge, o ponto máximo que Israel alcançou como uma pequena, assim, as primícias, como uma pequena prova na terra do reino de Deus,
porque houve paz, porque ele governou várias regiões em volta, tudo depois foi consequência do que Davi fez, mas isso chegou a seu ponto máximo de expressão na primeira parte do reinado de Salomão,
então nós temos essa sequência, eles entraram na terra, foram se tornando uma nação, conquistaram Jerusalém, a cidade de Jerusalém, construíram a casa,
e essa casa, essa cidade, com a casa de Deus, se tornou uma capital para um reino, foi o mais próximo que Israel chegou a ser um império, um reino, não só sobre a parte que Deus deu a eles como herança, mas outros povos em volta, Salomão exerceu um reinado bem grande.
Então, como que aconteceu depois que eles se afastaram de Deus, houve declínio, e as dez tribos foram para o cativeiro, mas quando foi que realmente Israel, o povo de Israel, deixou de ser um lugar para Deus na terra,
quando que a glória de Deus foi embora, quando que acabou, foi caindo, foi diminuindo, foi se afastando, perdendo, mas quando foi que perdeu?
Quando Nabucodonosor destruiu os muros, destruiu a casa, levou o resto do povo para o cativeiro, matou o último rei de Judá, então ali acabou a presença de algum representante de Deus na terra.
E nessa época de Esas e Nehemiah, nós estamos falando, nós estamos vendo como houve uma restauração, mas uma restauração parcial, mas mesmo assim essa ordem é interessante,
porque o que que aconteceu no livro de Esas, qual foi o primeiro passo para restaurar, eles não chegaram do exílio, e é interessante porque no estabelecimento,
primeiro eles conquistaram a terra, foram se tornando nação, Jerusalém foi a última coisa, a casa de Deus foi a última coisa, mesmo depois de possuir Jerusalém, demorou ainda,
foi só no reinado de Salomão que foi feito a casa, então olha como foi bem ao contrário, quando os cativos, os exilados voltaram da Babilônia,
eles não começaram conquistando toda a terra de novo, eles não conquistaram, eles não expulsaram os povos que habitavam ali, Deus nem deu a eles essa ordem,
eles voltaram para a região de Jerusalém e Judá, foram se estabelecendo ali, eles não começaram fazendo de Jerusalém um lugar forte, não sabemos, talvez eles reconstruíram algumas casas,
quem morava ali em Jerusalém, nós não temos essas informações, mas o importante é que quando Zorobabel, no início do livro de Esas, Zorobabel levou aquele primeiro grupo de volta da Babilônia,
o que eles fizeram? Eles começaram com a casa, eles começaram reconstruindo a casa, os fundamentos da casa, ficaram parados algum tempo, depois terminaram de reconstruir a casa,
eles não retomaram, eles não redificaram, eles não restauraram a cidade de Jerusalém e é meio contra intuitivo, porque você vai fazer uma casa para Deus num lugar que não tem defesa,
não tem muros, não tem muita gente, nós vamos descobrir aqui em Nehemiah, até seria bom olhar, Nehemiah 7, olha, depois de terminar de feitos os muros, os muros terminados,
Nehemiah 7, versículo 4, fala assim, ora, a cidade era grande e espaçosa, porém havia pouca gente nela, eles fizeram os muros, tinha gente morando lá, mas aqui está dizendo que esses muros não representavam,
não foi toda a área de Jerusalém que foi ocupada, que foi construída no tempo de Davi e Salomão, foi menor, os muros que eles construíram foi numa área menor do que a cidade tinha sido anteriormente,
mas mesmo assim ele fala, a cidade era grande e espaçosa, por que grande e espaçosa? Porque tinha pouca gente, as casas ainda não estavam edificadas, então essa é a situação da cidade,
quando eles reconstruíram a casa, 100 anos antes de Nehemiah, 90 anos antes de Nehemiah, eles reconstruíram a casa, mas não tinha muitos moradores, era um lugar super vulnerável,
não suscitou alguma oposição dos inimigos, mas no fim eles conseguiram reconstruir a casa e eles não restauraram a cidade, então Nehemiah chega com esse encargo,
ele não precisa levantar os muros, mas ele fez os muros, mas ainda tinha muito pouca gente na cidade, então o que eu quero mostrar é que foi numa ordem inversa daquilo que foi feito no início,
eles não retomaram a terra, não constituíram nação, porque eles estavam debaixo da persa, então eles não tiveram assim um governo próprio, tinha Nehemiah aqui como governador,
mas eles não tinham uma nação independente, então não tinha nada dessas alianças sempre, aliança sempre está no centro, muitas pessoas durante todo o tempo não abandonavam aliança,
eles queriam ir refazendo um monte de sinais, aliança estava feita, mas eles tinham que sempre voltar para aliança, Esra se representa isso quando ele falou sobre a lei, mas esses outros aspectos não foram restaurados,
e Nehemiah chega depois da casa, está caminhando no sentido inverso para restaurar a cidade de Jerusalém, então o que isso representa hoje, como nós podemos entender o plano de Deus,
nós podemos continuar investigando, eu não tenho as respostas, não sei exatamente o que isso pode representar na nação de Israel hoje,
porque sabemos que na nação de Israel hoje eles não estão começando com o templo mesmo, porque o local do templo está ocupado e causaria uma enorme guerra se eles tentassem reconstruir.
A cidade de Jerusalém hoje é habitada, mas o que representa isso para a nação e no campo espiritual da igreja e no plano de Deus, na sua consumação?
Então eu só vou ler alguns textos para a gente entender a importância que Jerusalém tem no plano de Deus, mas eu quero chamar a atenção para um fato,
eu sempre penso para descobrir essas chaves, o que tem na nova aliança, o que Deus revelou na nova aliança sobre a cidade de Jerusalém,
e você pode pensar assim, o que Jesus falou, Jesus citou a cidade de Jerusalém, que é a cidade do Grande Rei, ele cita isso no Sermão do Monte, Mateus 5, mas nós não temos, Jesus falou da destruição de Jerusalém,
naquele momento da história Jerusalém como cidade, como ali o lugar que representava o reino de Deus, a capital de Deus, o lugar, Jesus rejeitou lá o templo,
vocês transformaram essa casa num covil de salteadores, vai ser destruído esse templo, vai ser destruída essa cidade, então o que a nova aliança fala sobre o significado da cidade,
o que que vai, o que que Deus vai fazer para que haja uma restauração e para que Jesus possa voltar, então rapidamente eu só queria chamar a atenção para o fato de que na grande maioria das epístolas,
dos escritos do novo testamento, nós não temos uma referência à cidade, tem algumas que eu vou mostrar, mas em geral nós estamos nessa, nesse aspecto, não é a casa completa, mas nós estamos no ponto da casa,
porque Paulo fala em Efésios, que nós estamos, Paulo fala, Pedro fala, há várias menções de que nós formamos uma casa espiritual, nós estamos sendo edificados para ser uma casa,
então na nova aliança a ênfase maior é a restauração da casa, como Jesus falou assim, olha essa casa, esse templo exterior vai ser destruído e eu vou reconstruir em três dias, que era a casa espiritual,
isso significa que não tem mais nada, não tem nação, não tem terra, não tem Jerusalém, não, nós sabemos que tem muitas profecias, muito claro que Deus vai restaurar essas coisas,
como eu falei, unindo o natural com o espiritual, o físico com o espiritual, mas nesse momento a época da igreja, esses dois mil anos, tem sido sempre uma ênfase,
dado pelas próprias palavras, principalmente as epístolas do novo testamento, de que nós estamos sendo formados como uma casa espiritual, mas onde que entra a cidade?
Porque no final de tudo é a cidade que desce do céu em Apocalipse 21, é a cidade que vem e dentro dessa cidade não tem um templo, Apocalipse 21 afirma, não tem mais templo,
então nós estamos numa época em que a casa espiritual está sendo formada, uma casa para habitação de Deus, mas no final vai ter uma cidade, não apenas uma casa.
E o interessante, porque quando a gente olha o plano de Deus como todo, lá no início não tinha cidade, tinha o jardim, o jardim do Éden, e as cidades que começaram a ser edificadas
depois do pecado, as primeiras cidades foram feitas pelo homem, por Caim, por Nimrod, por a Torre de Babel, as cidades foram sendo edificadas pelo reino humano,
mas no final da história é uma cidade, é uma cidade que tem dentro dela um jardim, porque Apocalipse 22 fala de árvores, do rio, da vida, então tem um jardim, mas esse jardim,
essa consumação, esse cumprimento pleno do jardim que Deus plantou no início, que ele vai restaurar, esse Éden, ele vai existir dentro de uma cidade,
então a cidade não é só a construção humana, não é só Babilônia, é uma grande cidade, é a meretriz, é o contrário, é o reino que luta contra o reino de Deus,
mas o reino de Deus tem uma cidade, é a cidade que fica no final, então tudo isso é muito interessante para entender, porque nós estamos vendo que na restauração,
nesse tempo de Esas e Nehemias, olha gente, tem muitas perguntas, tem muitas coisas que eu não sei explicar nessa aplicação das sombras, das figuras,
tem muitas coisas que não estão muito claras, mas o que eu posso mostrar é que assim como Zorobabel, a primeira coisa a ser restaurada foi a casa,
então nós estamos no final, veja como foi na história de Israel, foi a última coisa que eles puderam realmente vivenciar, era a casa, eles tinham um tabernáculo, mas não uma casa,
então a última coisa, depois de Jerusalém eles tiveram, finalmente Salomão fez a casa, mas no campo espiritual nós estamos trabalhando,
o Espírito Santo está nos transformando numa casa que possa receber Jesus de volta, nós somos Efésios 2 e tantos outros lugares falam sobre uma casa que está sendo edificada
para ser um santuário para Deus, mas tudo isso está preparando o caminho, porque como no tempo de Zorobabel tinha uma casa, mas não tinha uma cidade,
então para Deus estabelecer seu reino na terra, ele precisa de uma cidade, a cidade é vista na Bíblia como o ponto, sem essa cidade não tem reino de Deus, sem essa cidade Deus não reina sobre a terra,
então no fim dos tempos essa restauração da cidade é importante, por isso que eu entendo que no livro de Nehemiah, quando ele terminou os muros,
a cidade não estava total, não estava restaurada, faltava muita coisa, mas quando ele estava fazendo os muros, os inimigos viram nisso um grande perigo,
eles ficaram enfurecidos, era algo inexplicável, por que tanta ira, por que tanta oposição, por que isso era tão importante para eles não permitir que os muros se completassem?
E a ideia, pelo menos assim até onde eu consigo enxergar, é que esses muros representam a restauração da cidade, e a cidade é aquela que vai receber Jesus para reinar sobre toda a terra,
essa cidade, até que ponto nós podemos ver muros restaurados, o que significa isso na nossa geração, eu não sei dizer a não ser que seja essa ideia de unidade, essa ideia de estarmos todos juntos,
então eu vou ler, nós conhecemos essas passagens do Apocalipse, acho que todo mundo lembra, é interessante que o que mais fala, acho que eu já mencionei isso, o que mais descreve,
tem várias coisas que falam da cidade, tem o rio no capítulo 22 de Apocalipse, tem as árvores que tem folhas para a cura das nações, tem frutos, mas o que mais descreve da cidade são os muros,
fala dos alicerces dos muros, fala das portas, as doze portas, então é interessante ver que uma cidade no reino eterno vai ter muros, porque muros,
quando fala sobre muros, tanto em Isaías 52, como no próprio Livro de Apocalipse, a ideia de muros é para que seja não só defesa, mas os muros também representam uma separação,
Jerusalém é a cidade santa, então no Livro de Isaías e no Livro do Apocalipse, fala que esses muros significam que não vai entrar na cidade santa nenhuma pessoa impura,
não vai entrar, vai ser uma cidade santa, vai ser uma cidade realmente separada, mas no reino eterno que descreve no Apocalipse vai ter gente impura querendo entrar na cidade,
então são perguntas que a gente não sabe responder, mas o significado dos muros e das portas da cidade é que vai ter esse lugar onde Deus vai habitar, não é só uma casa solta, nós somos a casa,
mas ao mesmo tempo Deus está vivendo no nosso meio, então uma cidade é onde acontece a vida e vai ter o reino de Deus sobre toda a terra, mas Apocalipse fala dos reis da terra trazendo a sua glória,
fala a respeito assim, é uma cidade onde tem pessoas morando perto de Deus, mas é dali que, como Isaías fala assim, dali sairá a lei para toda a terra,
isso pode estar se referindo ao milênio, mas mesmo no final do Livro de Apocalipse fala a respeito assim de uma cidade, mas muitas coisas acontecendo fora da cidade,
então a cidade é o lugar onde Deus vai morar na terra, Ele mesmo vai formar o santuário, mas é uma cidade que é o centro da terra, que é dali que o reino de Deus é levado para toda a terra e quem sabe com certeza todo o universo.
Eu queria ler, tem vários lugares nos Salmos que falam assim da cidade, eu não vou ter tempo para ler, mas eu queria ler no Salmo 122 porque tem uma descrição de Jerusalém aqui que é bem significativa,
para entendermos assim, isso é alguma coisa que nos faz entender, tem um simbolismo, tem muitas coisas sobre o Reino Eterno que nós, como eu falei, isso não é o momento de Deus mostrar,
nós não sabemos de quase nada a respeito do Reino Eterno, como vai ser, como é que as coisas vão funcionar, temos pouquíssimas informações a respeito e tem muitas perguntas que não sabemos responder,
mas eu acho que o que eu queria mostrar basicamente é quando Deus foi trabalhando com Israel para chegar assim a ter uma manifestação de como era o reino, Jerusalém e a casa foram os últimos pontos que foram alcançados.
Na restauração do cativeiro, no retorno do cativeiro, nesse período de restauração, a primeira coisa foi a casa e depois veio a cidade, a restauração da cidade.
E eu penso, olhando para o novo testamento, para as profecias do Apocalipse, eu vejo que a cidade realmente é a última coisa, pelo menos até onde eu consigo ver,
não vai ter a restauração da cidade no seu significado pleno e provavelmente nem no sentido físico de Israel, de Jerusalém realmente ser a capital, de ser um lugar de poder para Israel, até que antes da volta de Jesus.
Então, e a casa, nós estamos sendo formados como casa de Deus porque, pelo menos no sentido inicial, nós podemos oferecer a Deus um lugar para morar.
A casa, com sua glória, o templo de Salomão, também seria algo a ser feito de uma forma completa depois, mas essa ideia assim de que a cidade de Jerusalém, a cidade representa algo muito futuro,
nós não vamos ter a concretização, a consumação da cidade antes da volta de Jesus. Então, quando fala aqui, Salmo 122, "Alegrei-me quando me disseram, vamos à casa do Senhor, os nossos pés estão dentro das tuas portas, ó Jerusalém".
Então, sabemos que a casa naquele tempo ficava dentro da cidade de Jerusalém, "Alegrei-me quando me disseram, vamos à casa, para ir à casa, todas as doze tribos subiam a Jerusalém, iam à casa de Deus, nossos pés estão dentro das tuas portas, ó Jerusalém".
Então, aqui está falando da cidade, da casa e da cidade. E olha o versículo 3, essa definição, essa descrição de Jerusalém, "Jerusalém está edificada como uma cidade compacta".
A minha tradução aqui fala compacta, eu até peguei várias outras versões para ver como essa palavra compacta pode ser traduzida. É uma cidade sólida.
No tempo de Nehemiah, percebe? Não era uma cidade sólida, porque tinha muito espaço vazio. Então, Jerusalém está edificada como uma cidade compacta, bem estabelecida, bases sólidas.
Tem uma tradução que fala assim, parece que tem muito a ver com os muros, porque é uma cidade bem interligada. Então, essa cidade compacta, sólida, nós vimos que Nehemiah não deixou brechas no muro,
porque qualquer brecha, podia ter um muro em volta da cidade inteira, se tivesse uma brecha, ela já seria vulnerável. Então, é uma cidade compacta, não tem brechas.
Não tem brecha significa, nós estamos unidos, a união é a defesa, a unidade uns com os outros e com Deus. Essa é a nossa força.
Jerusalém é descrita em vários salmos como uma grande fortaleza. Deus está no meio dela, não pode ser abalada. Então, ela é uma fortaleza, ela é forte, porque ela é sólida, interligada, bem construída, firmemente estabelecida.
Então, essa é a ideia de uma cidade compacta. Ali estão, é para lá, versículo 4, que sobem as tribos, ali estão os tronos. Versículo 7, haja paz, é para orar pela paz, haja paz dentro de teus muros e prosperidade dentro dos seus palácios.
E eu queria também lembrar uma das poucas passagens no novo testamento que fala a respeito da cidade e que mostra que realmente é uma coisa futura, em Hebreus 11, falando de Abraão.
Em que ele fala, Hebreus 11, que, versículo 8, Abraão saiu da sua herança, foi peregrinar na terra, versículo 9, versículo 10, Hebreus 11, 10, pois esperava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e construtor.
Então, é interessante, porque na história de Abraão, nunca fala de Abraão tendo uma visão de uma cidade, ele estava ali numa terra que era prometida para ele, que ele vivia em tendas, nenhuma casa permanente ele construiu,
ele não tinha cidade, mas ele estava esperando uma cidade que tem fundamentos, que a ideia é uma cidade firme, essa cidade compacta do Salmo 122, e essa cidade que descreve Apocalipse 21,
que é uma cidade que tem 12 fundamentos, tem muros, tem portas, então é uma coisa sólida, é uma coisa permanente, é algo que representa o lugar mais seguro no universo, porque é onde Deus está.
Então, Abraão, ele habita num lugar totalmente sem proteção, sem qualquer tipo de defesa ou de identidade, porque o muro também dá uma identidade, ele dá uma estrutura, ele dá uma dignidade,
não é uma cidade aberta para qualquer coisa e que qualquer pessoa pode entrar, é uma cidade que tem identidade, que tem pertencimento, que é um lugar que não entra de qualquer maneira,
é uma cidade, não é uma exclusividade, não é um sectarismo, mas não é uma coisa para excluir quem pensa diferente, mas é um lugar onde não entra o mal, é um lugar de plena purificação, de plena vida,
é um lugar de onde sai o rio, que o mal não entra na cidade e, ao contrário, a vida sai da cidade e cura todo o resto da terra.
Então, Abraão espera essa cidade que tem fundamentos, porque essa cidade, se ele está esperando, significa que ela não vem da construção dele, não é Abraão que vai construir a cidade, ele está esperando a cidade.
E lá embaixo, em poucos versículos adiante, fala que todos os patriarcas morreram na fé, não alcançaram as promessas, e eles estavam,
no versículo 14, eles mostram que estão buscando uma pátria, se eles se lembrassem daquela de onde haviam saído, teria a oportunidade de voltar, mas agora desejam uma pátria melhor, a celestial, Deus não se envergonhe de ser chamado seu Deus,
pois já lhes preparou uma cidade. Então, Jerusalém passa a simbolizar a restauração de todo Israel e de toda a terra, tudo depende dessa cidade.
Então, eles entraram na terra, formaram uma nação, no fim chegaram a Jerusalém, mas, na verdade, essa Jerusalém é algo que nós estamos esperando.
Eu lembro, um tempo atrás, até tem um livro chamado "A Biografia de Jerusalém", a história da cidade de Jerusalém é uma história trágica, né?
Muitas e muitas vezes, hoje eu fiz uma pesquisa rápida, tem os dados que Jerusalém, pelo que nós sabemos, foi destruída totalmente duas vezes,
por Nabucodonosor e depois pelos romanos, mas Jerusalém já foi sitiada vinte e três vezes, foi atacada cinquenta e duas vezes, foi reconquistada quarenta e quatro vezes.
Eu não sei se esses números estão corretos, mas a história de Jerusalém é uma sucessão, se olhar esse tempo dos últimos dois mil anos, depois de Jesus,
é uma história contínua de vem um povo, conquista, destrói tudo, reconstrói, é uma cidade que tem muita, muita tragédia, muita destruição.
É totalmente assim, ela foi totalmente insegura, ela não é, na história ela não foi um lugar seguro, ela não foi um lugar de céu na terra.
E até hoje é um lugar de muita violência, de muita divisão, assim, ela representa esse lugar de contenda, de guerra, de falta de paz,
e nós estamos esperando, a Bíblia fala que nós estamos aguardando uma cidade, agora essa cidade, a Apocalipse fala, a cidade desce do céu,
a cidade é a noiva, olha só, a cidade desce do céu, a cidade é a noiva, a cidade ela já vem pronta do céu,
mas a cidade é edificada sobre os doze, tem doze fundamentos, os doze apóstolos, as portas da cidade são as doze tribos,
então é uma cidade que desce do céu, mas que vem sendo preparada, construída aqui na terra,
porque essa expectativa, essas dores de parto, Jesus chorando sobre a cidade de Jerusalém,
porque ela representa o lugar que Deus vai transformar e a partir dela que vai transformar toda a terra.
Então tem muitas perguntas, tem muitas coisas que eu não sei explicar, que eu não sei como é que vai acontecer,
como que vai acontecer essa restauração, mas eu entrei em um pequeno desvio da história de Neemias,
porque essa frase de Neemias 6 me chamou muita atenção de porque que os inimigos tinham tanto medo dos muros serem completados,
e o que que esses muros completados, terminados, o que que isso representa, nós vamos continuar no livro de Neemias,
vendo como que essas coisas, o que aconteceu depois, a obra dele não terminou, tem coisas que precisam acontecer
para restaurar a cidade de Jerusalém, não era só restaurar os muros, mas tinha que começar a realmente restaurar a cidade,
mas a cidade ela não podia voltar a existir sem os muros, então tem muitas coisas que Deus está fazendo agora,
mas a cidade completa ela só vem depois, na verdade Apocalipse 21 é depois do milênio, então Jesus vai reinar na terra ainda
sem a cidade restaurada, então tem muita coisa, muito mistério, muitas coisas que nós não sabemos,
mas a cidade representa algo muito central, a cidade de Jerusalém representa algo muito central no plano de Deus,
e Deus está trabalhando tanto no plano espiritual para restaurar a casa, para nos preparar para receber essa cidade
e no plano natural com a nação de Israel também, que Deus nos ajude e que nós possamos ter cada vez mais entendimento sobre tudo isso,
Senhor, nós nos colocamos diante de Ti, sabemos que nosso conhecimento é muito pequeno, não temos todos os passos,
não entendemos exatamente como as coisas devem acontecer, mas confiamos em Ti que o Senhor vai nos conduzir,
assim como no tempo de Nehemiah, o que seria restaurar mesmo a cidade de Jerusalém sendo tão vazia e tão impura,
o que seria realmente a restauração dos muros e da cidade de Jerusalém, enquanto nós esperamos a cidade que vem no final do Teu plano,
que nós possamos cooperar e que o Senhor nos conduza, é a nossa oração em nome de Jesus.
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