Aula

Aula 19 – Vol.36 – O Último Estágio da Restauração

Prefere ouvir? Esta aula também está disponível em áudio.

Assim que Neemias e o povo de Judá terminaram de restaurar os muros da cidade de Jerusalém, houve um verdadeiro avivamento na cidade. A restauração dos muros podia parecer algo de importância secundária e não tão espiritual. Mas quando as coisas começam a entrar nos seus devidos lugares, Deus tem liberdade para agir. Nesse momento da história, Esdras volta a aparecer, depois de um período de aparente silêncio. Era a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa! O homem da Palavra, o escriba, ajudando o povo a voltar à Palavra e a uma verdadeira restauração do relacionamento com Deus.

Clique aqui para fazer o download do esboço correspondente a essa aula.

Leitura recomendada:

Apostila: “A Restauração da Palavra”

Livro: “Surpreendente Amor de Deus”

20/10/24 – Ne 8 – Baixardo áudio.


FIQUE POR DENTRO DE TUDO QUE ESTÁ ACONTECENDO ATRAVÉS DAS NOSSAS PLATAFORMAS DIGITAIS:

  1. Se inscreva em nosso canal do Youtube: CLIQUE AQUI
  2. Siga nosso Instagram: CLIQUE AQUI
  3. Curta nossa página no facebook: CLIQUE AQUI
  4. Siga-nos no Twitter: CLIQUE AQUI
  5. Acesse nosso loja: CLIQUE AQUI
  6. Nosso E-mail: [email protected]
  7. Spotify: CLIQUE AQUI
Transcrição · gerada automaticamente

Estamos agora iniciando mais uma etapa da restauração, estamos no livro de Nehemiahs, e agora prontos para começar o capítulo 8, é uma nova etapa.
Temos falado sobre a restauração dos muros de Jerusalém, e nas últimas sessões falamos um pouco sobre agora o desafio, depois dos muros, de restaurar também a cidade,
os desafios que Nehemiahs enfrentou para poder realmente ver não só os muros, mas a cidade dentro da cidade sendo restaurada, e isso vai continuar,
no livro de Nehemiahs, que tem 13 capítulos, ainda vai falar sobre a cidade de Jerusalém, vai voltar a falar um pouco sobre isso,
mas nós temos agora três capítulos, capítulos 8, 9 e 10 de Nehemiahs, que vão falar de uma etapa muito importante da restauração,
e nós podemos chamar, dentro desse contexto dos livros de Estras e Nehemiahs, nós podemos chamar isso da última etapa, porque como mencionei, os últimos capítulos de Nehemiahs 11, 12 e 13,
vai falar um pouco mais sobre o final do tempo de Nehemiahs como governador, alguns aspectos complementando a restauração da cidade, alguns aspectos que fazem parte da restauração da cidade,
mas esse ponto agora, dos três capítulos que vamos iniciar agora, no capítulo 8, 8, 9 e 10, é uma etapa muito importante da restauração,
e representa, podemos dizer assim, a parte mais importante, porque de tudo que vem acontecendo desde o início do Livro de Estras, desde o retorno dos exilados da Babilônia para começar novamente o propósito de Deus com o seu povo na Terra,
desde todas essas etapas, vamos mencioná-las, essa parte agora, que vamos ver a seguir, é a parte mais importante, porque trata-se da aliança do povo com Deus,
se não tiver essa parte, se não houver realmente uma restauração do povo, do coração do povo, da aliança com Deus, então tudo o resto vai sem vão,
e foi o que aconteceu durante a história, desde o início da aliança com Moisés, depois que saíram do Egito, no tempo do deserto, no tempo dos juízes, no tempo do reino,
sempre quando o povo perdia a essência da aliança, eles perdiam tudo, e o cativeiro aconteceu como o final dessa perda, o final desse afastamento, de perder outras coisas,
acabaram perdendo a terra, perdendo a cidade, perdendo a casa de Deus, então esses três capítulos agora são muito importantes e podemos considerar como a parte mais importante desses dois livros,
"Esdas e Nehemias", a parte mais importante, o auge, a consumação de tudo que Deus queria fazer, está aqui nesses capítulos, então para nós é muito importante entender,
muito importante também aplicar para o que Deus quer restaurar no nosso tempo, então vamos orar e pedir que o senhor revele que isso se torne claro e que nós possamos realmente saber onde está o foco de Deus,
onde está o interesse maior de Deus, não que as outras coisas anteriores não sejam importantes, porque essa etapa só foi possível depois de passar pelas etapas anteriores.
Senhor, nós também desejamos que no nosso tempo haja uma plena restauração, principalmente para que o senhor possa voltar, nós não temos nenhuma ideia,
não temos nenhuma expectativa de que haja uma plena restauração no sentido de ter um lugar na terra com o reino de Deus funcionando, todas as coisas de acordo com a tua vontade,
nós não temos expectativa de ter isso antes da tua volta, mas existem condições, existem preparações e nós queremos fazer parte disso, queremos que o senhor nos restaure,
queremos que chegue realmente nesse ponto que vamos ver no livro de Nehemiah para que o senhor possa voltar e completar todas as coisas, restaurar todas as coisas, fala conosco, ajuda-nos a realmente entender aquilo que o senhor deseja, pedimos isso e ansiamos por isso em nome de Jesus.
Então, nesses dois livros, Esas e Nehemiah, que fala do tempo de restauração, lembrando então que o cativeiro foi o ponto mais baixo dessa história de Israel,
em que perderam tudo que Deus tinha dado para eles, perderam a terra, perderam a cidade de Jerusalém, perderam a casa de Deus, tudo que tinha levado séculos e séculos para conseguir,
eles perderam, foram perdendo gradativamente, mas o final da perda foi quando eles foram levados para o cativeiro.
Então, assim, foi o final de um processo que, na verdade, começou desde o tempo do rei Salomão, quando ele começou a desviar o seu coração e permitir que as esposas fizessem lugares de idolatria dentro, até dentro da cidade de Jerusalém,
então, a partir dali, o reino dividido foi perdendo progressivamente, com alguns momentos de restauração, mas sempre caindo mais e mais até chegar ao cativeiro.
Então, esse período da história, que nós chamamos de restauração, foi o período em que Deus foi restaurando, e não foi tudo de uma vez, e não foi uma restauração de retornar a tudo que tinha na época de Davi e Salomão,
eles não voltaram àquela posição, mas foi uma preparação necessária para a primeira vinda de Jesus.
Jesus não teria sido enviado para um povo no cativeiro espalhado, não, ele voltou, ele veio, veio a primeira vez, para o povo dentro da terra, debaixo do domínio de Roma, na época de Jesus, mas ele precisava vir,
a missão dele era para chegar ao povo de Israel, dentro da sua terra, com um templo, uma casa, e ali, assim, dentro da aliança que Deus tinha dado para eles, então foi nesse momento que Jesus veio.
E entendemos também que para Jesus voltar, existem também alguns requisitos, e por isso é tão importante o processo de restauração.
Então, olhando aqui nessa folha, nós temos as etapas que aconteceram até esse ponto na história que nós estamos em Neemias 8, mais ou menos, o tempo desde Zorobabel, com aquele primeiro grupo que voltou da Babilônia,
esse primeiro grupo tinha voltado entre 93, 95 anos antes do tempo de Neemias, então, esses pontos aqui aconteceram dentro de um período mais ou menos de um século, quase 100 anos,
desde o tempo que Ciro fez aquela proclamação, e eles puderam voltar da Babilônia para a terra de Israel, voltaram para uma parte pequena, desde o tempo que eles voltaram para a Babilônia,
tudo indica que eles só habitaram aquela parte do sul, de Judá, o entorno de Jerusalém, mas eles retornaram à terra, então a primeira coisa que fizeram foi sair da Babilônia e voltar para a terra que Deus tinha prometido,
Deus estava sendo fiel às suas alianças, ouviu a oração de Daniel, em Daniel 9, enfim, Deus foi dentro do tempo que ele tinha falado com Jeremias, de 70 anos, então eles estavam agora retornando à terra.
Logo em seguida, eles iniciaram o processo, a gente tem mostrado que na jornada, na caminhada que eles tiveram desde quando saíram do Egito até quando tiveram a cidade de Jerusalém e a casa de Deus,
foi um processo longo de aproximadamente 500 anos, desde a saída do Egito até quando eles construíram a casa de Deus, no tempo de Salomão, então foi a última coisa.
Aqui, quando eles retornaram à terra, foi a primeira coisa que eles restauraram, e aí o início do livro de Esdras, Esdras nem era nascido nessa época, mas é no livro de Esdras,
Zorobabel e Josué, Zorobabel da descendência de Davi e Josué, o sumo-sacerdote, os dois estiveram à frente e eles reconstruíram a casa de Deus,
tiveram dificuldades, pararam por um tempo, levaram 20 anos ao todo para reconstruir a casa de Deus, mas houve então a restauração da casa de Deus.
E aí tem o intervalo de tempo depois da época de Zorobabel, tem o livro de Esther, as coisas que aconteceram lá distantes da terra de Israel, lá na Pérsia, com Esther,
a tentativa de exterminar o povo de Deus, e aí vem a pessoa, dentro do livro de Esdras ainda vem, agora aparece o sacerdote Esdras com um segundo retorno,
não foi com muita gente, mas houve um segundo retorno, se houve outras levas, outros grupos menores, nós não sabemos, mas que está registrado no livro de Esdras,
depois daquele retorno com mais ou menos 50 mil pessoas voltando na primeira etapa, Esdras vem em torno de 80 anos, depois dos primeiros,
ele voltou e nós temos o registro no livro de Esdras a partir do capítulo 7 de como Esdras voltou, uma pessoa estudada, preparada, uma pessoa que dedicou a vida para a palavra de Deus,
ele voltou, tudo indica que ele voltou, ele voltou da Babilônia para a terra de Israel, sentindo uma missão, está escrito lá em Esdras 7,
que ele queria ensinar, ele estudou, ele estava preparado, ele emergiu a vida dele na palavra de Deus, então ele queria ensinar,
ele queria levar essa etapa da restauração da palavra, e quando nós estudamos, nós até colocamos que era uma etapa de restauração,
porque Esdras era um sacerdote e ele não deu muita ênfase, tanto assim a função sacerdotal de estar no templo oferecendo sacrifícios, não temos notícia de Esdras funcionando naquilo que seria mais conhecido como o papel de um sacerdote,
desde o início foi dada aos sacerdotes a responsabilidade de ensinar a palavra, isso fazia parte das funções deles,
mas durante a história, durante os livros, o que nós temos depois do tempo de Moisés, não temos muita menção de ensino da lei, não tem muita menção de sacerdotes funcionando nesse papel,
e Esdras realmente era esse, essa era a vida dele, o coração dele era de conhecer e ensinar e praticar a palavra, a lei, então a volta dele representa uma etapa na restauração,
que nós poderíamos colocar, a restauração da palavra, a restauração da aliança com Deus, mas o que aconteceu quando Esdras voltou, no livro de Esdras que relata,
ele chegou em Jerusalém e logo que ele chegou, ele se deparou, as pessoas até trouxeram para ele, acho que nem foi ele que discerniu que estava acontecendo isso, mas levaram para ele a situação de que o povo da aliança de Deus,
eles tinham, muitos deles tinham casado com pessoas que não eram do povo de Deus e com esses casamentos mistos eles estavam se afastando de Deus, eles não estavam ensinando seus filhos,
eles não estavam praticando, eles estavam se afastando de Deus e das práticas de Deus, então o que nós temos no livro de Esdras quando Esdras chegou, era essa situação, Esdras ele não deu bronca,
não ficou repreendendo, mas ele demonstrou uma atitude de total, ele ficou pasmo, ele ficou atônito, ele ficou triste, ele jejuou, ele orou, rancou a barba, assim,
ele teve uma reação muito forte que levou o povo a ter também uma reação de arrependimento e eles foram tratar disso e o livro de Esdras termina com esse tratamento dos casamentos mistos.
Por que eu estou lembrando de tudo isso? Porque nas etapas de restauração, quando nós pensamos em Esdras e o que ele representa e o que ele trouxe de restauração para o povo de Deus,
nós pensamos exatamente nessa restauração da lei, restauração da aliança, restauração do conhecimento e da prática da palavra de Deus, mas no livro de Esdras, o que aconteceu foi essa situação de casamentos mistos,
Esdras fez uma oração de arrependimento, o povo entrou também e correspondeu, houve um arrependimento, houve um resultado positivo, mas não houve, ali no livro de Esdras nós não vemos Esdras ensinando a palavra,
levando o povo a conhecer a palavra, essa função, essa missão dele, porque é muito claro em Esdras 7 que o anseio de Esdras que o fez sair da Babilônia e querer voltar para a terra de Judá, de Jerusalém,
era seu desejo de levar a lei, de levar o ensino da lei, que era isso que era o coração dele, era a dedicação, era a paixão dele, mas quando ele chegou em Jerusalém ele se deparou com essa situação
e teve que tratar de uma situação prática, uma situação que estava acontecendo ali e não fala nada sobre Esdras começar a ensinar a lei.
E aí o livro de Esdras termina e aí vem o livro de Nea Mias, Nea Mias, ele volta, ele fala com o rei e vai para Judá, Jerusalém, para reconstruir os muros, 13 anos, 13 anos depois de Esdras,
então Esdras voltou, está lá, não temos notícia, não temos mais relatos sobre o que que Esdras estava fazendo, não sabemos exatamente, sim, com certeza ele continuava naquela missão dele de estudar,
talvez ele estivesse ensinando alguns que desejassem, mas não houve realmente, nesse retorno de Esdras, 13 anos antes de Nea Mias, não houve realmente um passo nacional,
não houve um passo coletivo de todo o povo de conhecer a lei, isso vai acontecer agora em Nea Mias, capítulo 8, então é por isso que eu coloquei aqui nos outros resumos,
no livro de Esdras eu coloquei assim, quais foram as etapas de restauração, voltaram a terra, restauraram a casa e Esdras representa uma restauração da lei,
só que essa restauração da lei, da aliança, do sacerdócio, não aconteceu logo que Esdras voltou, então é importante entender isso, o que que aconteceu?
Eles viram a necessidade, os casamentos mistos mostraram que havia necessidade de uma restauração da lei, havia uma necessidade de conhecimento da palavra,
mas essa necessidade, pelo que nós podemos constar, não aconteceu, Esdras ele recebeu do rei, isso está tudo registrado no livro de Esdras,
Esdras capítulo 7, ele recebeu, ele pediu ao rei, o rei autorizou, é o mesmo rei que autorizou Nea Mias, é o mesmo rei Artaxerxes, ele autorizou Esdras a ser um governador, mas aparentemente
Esdras não assumiu essa função, também não sabemos por certo, mas parece que Esdras não assumiu, o que a gente consegue entender sobre a pessoa de Esdras é que ele não era um administrador, um governador,
ele tinha esse encargo de ser um ministro, um escriba, que eles se chamavam, ele era um escriba, ele era um sacerdote, mas nem era o encargo dele, o desejo dele,
ele queria que tudo acontecesse de acordo com as instruções de Deus, então ele se interessava pelo sacerdócio, ele tinha interesse Levitas, porteiros, todas essas coisas, mas não era ele que fazia essas coisas,
a gente vê Nea Mias agindo muito mais para restaurar a ordem, para colocar as pessoas nos devidos lugares, então Esdras ele tinha esse dom, ele era um homem voltado para Deus, era um homem voltado para a palavra,
o que a gente consegue ver nas entrelinhas sobre a pessoa de Esdras é que ele não se colocava numa posição de liderança, agora nós vamos fazer isso, nós precisamos restaurar, vem aqui eu vou ensinar, vamos fazer assim, assim, assim,
ele não tinha aparentemente essa função, Nea Mias era o líder, Nea Mias era a pessoa que chamava, tudo que acontece, na verdade nós temos duas histórias sobre Esdras, apenas duas,
uma no livro de Esdras, que foi toda essa história da volta dele, como ele falou com o rei, o rei deu uma carta, a viagem dele, o que relata no livro de Esdras é isso,
ele voltando para Judá, para a cidade de Jerusalém, para esse lugar, então tem toda a história de como ele falou com o rei, da viagem dele, do coração dele, de como Deus agiu, e quando ele chegou nos últimos capítulos de Esdras tem toda essa história de como ele ficou abismado com a situação,
como ele deu exemplo, não foi uma pessoa que ficava ordenando, repreendendo, dizendo assim, quando as pessoas vieram para Esdras, aí eles mesmo falaram, nós vamos nos separar dos casamentos mistos e tal,
e Esdras cooperou e ajudou a fazer esse processo, mas Esdras não era a pessoa que mandava, não era a pessoa que pegava as rédeas nas mãos e dizia assim que nós vamos fazer,
então nós temos uma história sobre Esdras no livro de Esdras, que é essa história aí, e agora começando no capítulo 8 de Nehemiah nós temos mais uma história e acabou, não tem mais relatos bíblicos sobre o que Esdras fez,
existem, depois de terminar essa parte do livro de Nehemiah, nós podemos trazer alguns dados, algumas opiniões nos escritos judaicos, na tradição judaica,
existem várias coisas que nós não temos como comprovar, mas algumas provavelmente sejam corretas de que Esdras organizou os escritos, talvez foi ele que escreveu o 1º e 2º crônicas, talvez foi ele que compilou esses livros de Esdras e Nehemiah,
e talvez ele organizou os livros de Salmos e o cânon do Antigo Testamento, pode ter sido ele, mas nós não temos comprovação e não está escrito isso em alguma parte da Bíblia.
Então, e o que vai acontecer agora? Esdras vai ter um papel nesse capítulo 8, muito mais importante nesse momento, essa etapa, então voltando aqui, quando Esdras voltou,
ele e as pessoas sentiram que a situação do povo em relação à sua fidelidade a Deus, sua fidelidade à aliança, a situação não estava boa,
se você se lembra, a oração de Esdras no capítulo 9 de Esdras, a oração dele era assim, "Deus, o que nós vamos fazer agora? Porque nós já passamos pelo exílio, pelo cativeiro,
porque nós não fomos fiéis à aliança, o senhor nos trouxe de volta, nós estamos de volta na terra, já foi edificada a casa de Deus, e agora nós estamos sendo infiéis à aliança, continuamos infiéis à aliança,
o que que sobra? Qual é o recurso que o senhor tem para tratar conosco se nesse ponto da história que nós continuamos sendo infiéis?"
Então, a situação de Esdras nesse ponto era de total consternação, de não saber o que fazer, de pensar o que que vai acontecer com o povo de Deus nesse ponto,
então ele sentiu a necessidade, mas no livro de Esdras não houve ainda a restauração, não houve ainda o retorno.
Aí depois, número 4 vem essa tapa que nós já vimos no livro de Nehemiah, que foi a restauração dos muros de Jerusalém,
e temos falado nas últimas aulas que os muros de Jerusalém, a restauração desses muros aponta para a restauração da cidade,
então a cidade de Jerusalém tem uma importância muito grande no plano de Deus, e claro que não era só uma questão dos muros, mas uma restauração da cidade, e nós vamos ter mais informações sobre isso ainda no livro de Nehemiah.
Mas agora vem essa etapa que como eu disse é a etapa mais importante, é a consumação de tudo que Deus queria restaurar, essa é a essência.
Vamos lembrar que quando Deus usou Moisés para tirar o povo de Israel, do Egito, e eles foram para o deserto, antes de entrar na terra prometida,
antes de ter essas coisas que estão sendo restauradas, eles pararam no monte Sinai para que Deus fizesse a aliança, e foi ali que Deus deu a lei.
A palavra lei tem uma conotação ruim para nós, tanto porque nós sempre comparamos a lei com a graça, então nós pensamos na nova aliança, não é mais lei, é pela graça,
então a gente tem assim uma conotação de que lei é inferior, lei não levou o povo de Deus a realmente experimentar aquilo que Deus queria num relacionamento com eles,
e de qualquer maneira, mesmo indiferente dessa comparação de lei e graça, a lei desde o início, o homem tem uma aversão a mandamentos por causa da nossa natureza,
nós não queremos que ninguém mande em nós, então lei tem essa conotação de mandamento, de uma coisa obrigatória, de uma coisa que não é prazerosa,
mas é importante saber que a lei, a palavra lei no hebraico, a palavra torah no hebraico, que geralmente é trazido como lei, é uma palavra que significa instrução,
então na verdade Deus estava dando por meio da lei a instrução, e depois nós vamos falar mais sobre isso, mas é algo muito importante,
a nova aliança como vemos no evangelho de Mateus e como vemos também nas epístolas, Deus não anulou a lei, Deus não descartou a lei com a nova aliança,
mas a nova aliança, Jeremias 31, é quando a lei é escrito no coração, então nós não saímos da lei, nós não deixamos de dar a maior importância pra lei,
tem vários escritos, vários salmos, vários lugares assim, o livro de provérbios que fala sobre sabedoria, mas assim o Salmo 119, o capítulo maior da Bíblia, é um salmo que fala do início ao fim,
de como a lei é agradável, de como a lei dá entendimento, de como a lei é desejável, instrução, quem que não quer ser instruído, quem que não deveria querer se aproximar de Deus e saber como é este Deus,
então a importância da lei, a importância da instrução, nós vamos continuar mostrando como isso é fundamental pra gente entender a restauração,
então essas são as etapas da restauração que nós vemos nos livros de Esas e Jeremias, então estamos nessa última etapa, essa restauração da palavra escrita é o tema desses capítulos 8, 9 e 10 de Jeremias,
e vai envolver várias coisas, várias coisas, não é só nesse capítulo 8, começa com leitura, leitura da lei, restauração de conhecer e saber o que está escrito,
é impressionante assim, tinha a dificuldade com certeza daquela época que nem todos sabiam ler, nem todos tinham e muito menos eles tinham uma Bíblia na casa deles, não tinha as escrituras,
mas é impressionante que em vários momentos na história de Israel, quando eles voltavam para a lei, quando eles redescobriam a lei, era algo assim como se eles estivessem lendo pela primeira vez,
naquela, eles tinham se afastado, então eles estavam passando a conhecer, nós vamos ver isso nesse capítulo, é como se eles estivessem ouvindo pela primeira vez e ficando muito impactados,
até temorizados porque Deus tinha dado essa lei e ela não estava sendo guardada, eles estavam totalmente ignorantes, estavam sem conhecimento da lei,
então essa é a sequência, mas nós vamos ver que tem mais coisas que estão incluídas nessa restauração que vai descrever aqui nesses três capítulos.
Uma coisa assim que para mim tem um grande significado e eu não tenho ainda uma clareza sobre como nós podemos aplicar isso e o que isso significa,
mas é bem interessante que essa restauração da lei, ela acontece logo depois de completar os muros, então só lembrando aqui sobre a... nem tudo, nem tudo que temos,
mesmo os livros de Nehemiah, tem outras partes da história do povo de Deus, nem sempre há uma data, nem sempre os autores, os compiladores colocavam uma data exata,
mas os muros foram... eles terminaram de construir os muros em Nehemiah 6, versículo 15, assim acabou-se o muro aos 25 dias do mês de Elu em 52 dias,
então levaram 52 dias para terminar a construção e era no mês Elu, Elu é o sexto mês e o que nós estamos assim, era 20, 25 dias, 25º dia do sexto mês e agora estão no sétimo mês,
Nehemiah 8, versículo 1, "chegado o sétimo mês, estando os filhos de Israel na sua cidade, todo o povo se adjuntou como um só homem na praça,
diante da porta das águas, e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o senhor tinha ordenado a Israel."
Versículo 2, "Assim Esdras o sacerdote trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, perante todos os que podiam entender o que se ouviam, o que ouviam, no primeiro dia do sétimo mês."
Então veja bem, terminaram o muro quase no final do sexto mês, no primeiro dia do sétimo mês eles já se reuniram aqui para ouvir a lei, então foi logo depois.
E isso é uma coisa muito significativa, porque como eu já disse, Esdras tinha voltado 13 anos antes dessa data aqui. Por que eles nunca pediram antes?
E outra coisa, não foi Esdras que falou assim, gente, é o sétimo mês, precisamos celebrar o primeiro dia do sétimo mês, era a festa das trombetas, nas sete festas que Deus ordenou em Levítico 23,
então era uma festa, era festa do sétimo mês, mas não fala que houve uma proclamação, houve uma conclamação, fala assim, todos os filhos de Israel se ajuntaram como um só homem.
Difícil imaginar não ter tido algum convite, mas aqui não fala, e fala que eles disseram a Esdras, o escriber que trouxesse o livro da lei, então outra vez nós temos esse papel de Esdras como alguém que parece que não ficava,
não era ele que mandava, não era ele que tomava frente, eles sabiam muito bem quem era Esdras e aparentemente, pelo menos do jeito que está registrado aqui, aparentemente isso foi um desejo voluntário,
isso foi algo que brotou, mais uma vez, será que alguém, Deus nos levita, alguém incentivou, alguém falou vamos lá, não sei, mas primeiro assim, o fato de que aconteceu logo depois da conclusão dos muros,
então eu não sei exatamente todo o significado, isso tem tantos tesouros na palavra de Deus, tantas aplicações, tantas coisas que nós podemos aprender e é claro que nós não estamos de maneira nenhuma esgotando esses tesouros,
nós estamos só cavando aqui tentando descobrir o que isso significa e como nós podemos aplicar, como isso pode ser uma realidade para nós hoje, mas já mostrei no capítulo 6 que assim que eles terminaram de construir os muros,
os inimigos deles, que estavam o tempo inteiro tentando impedir e ameaçando atacar, tinha tantos problemas, assim que eles terminaram de construir os muros, houve assim uma reação, mudaram, ao invés de serem os agressores, os inimigos, eles ficaram com medo,
então eu acho muito significativo que essa obra de restauração dos muros que pode representar unidade, é algo que Deus deu para Neemias fazer, era o momento certo,
Neemias chegou 90 anos depois do primeiro retorno de Babilônia, nunca tinham feito, parece que tinham pensado na reconstrução dos muros, mas não tinham ido para frente, mas enfim, foi o momento de Deus,
Deus usa pessoas, Deus não fez os muros serem restaurados por um milagre, também Deus tocou no coração de Neemias que estava lá no palácio do rei da Pérsia, em Suzã, então Deus chamou alguém,
alguém entendeu, nem foi uma palavra de Deus, mas ele foi tocado pela situação, sentiu o chamado e foi, mas olha que interessante, quando as coisas acontecem na hora de Deus, do jeito de Deus, isso desencadeia outras coisas,
a restauração dos muros fez com que os inimigos se sentissem, que eles sentissem medo, que eles não tivessem mais coragem de atacar, de ameaçar, então algo aconteceu com os inimigos e também imediatamente depois o povo todo,
não só os que moravam em Jerusalém, mas o povo todo que tinha voltado do cativeiro, os descendentes, eles afluíram para Jerusalém como se fossem uma só pessoa, uma unidade de propósito, isso se chama avivamento,
porque foi algo aparentemente muito espontâneo e mesmo que fosse em resposta a um convite, a uma conclamação, eles responderam, eles atenderam esse chamado,
então depois nós vamos ver durante o estudo desse capítulo outros resultados, outros sintomas, outros frutos de avivamento, isso aqui realmente foi um avivamento,
mas o avivamento aconteceu por causa, logo depois da reconstrução dos muros, então é algo que faz a gente pensar bastante e perguntar a Deus como que a gente faz para reconstruir os muros,
alguma coisa aconteceu e era o momento de Deus e Esdras que também assim, ele estava nesse lugar há 13 anos, ele tinha voltado da Babilônia para ensinar a lei, mas isso não tinha acontecido ainda,
nesse momento, nesse momento exato, quando os muros estavam reconstruídos e chegou o sétimo mês, nós temos aqui então o povo pedindo a ele,
e inclusive assim, Nehemiah ele aparece nesse capítulo, versículo 9, Nehemiah que era o governador, Nehemiah ele está presente, mas ele não é a figura importante aqui nesse capítulo,
a figura importante é Esdras, mas como Esdras não é aquele que faz barulho, que lidera, que aparece assim, ele é alguém chamado pelo povo, porque olha que interessante,
Esdras, ele tinha essa missão, ele veio da Babilônia para cumprir sua missão em Israel, em Judá, mas encontrou aquele problema, ele foi importante ali,
mas parece que durante 13 anos nada pelo menos assim que acharam por bem registrar nesse relato, nada aconteceu nesse sentido de restauração,
mas nesse momento terminou os muros, era o momento certo, então essas coisas como tem o momento certo, como tem a hora de Deus e como Esdras estava ali,
talvez ele não tivesse mesmo esse dom de liderança, mas não tinha importância porque ele era uma pessoa que todo mundo sabia quem era Esdras, todo mundo sabia que se eles quisessem conhecer mais da palavra,
nesse momento que eles sentiram necessidade de fazer a leitura da lei, eles pediram "Esdras, venha e traga o livro da lei", então tudo isso me impressiona bastante.
Agora vamos também mencionar a questão do sétimo mês, lá no início, quando Zorubabel e Josué estavam ali naquele primeiro retorno, eles foram restaurar em primeiro lugar a casa de Deus,
e no livro de Esdras, capítulo 3, inclusive assim, é na mesma posição porque o capítulo 7 de Neemias é uma cópia de Esdras 2, porque é a lista daqueles que voltaram com Zorubabel,
então Esdras 2 tem essa lista de todos os nomes, dos grupos que voltaram do exílio, e logo depois dessa lista em Esdras, era o sétimo mês,
e eles também acabaram de chegar e se reuniram no sétimo mês para restaurar o altar, que era a primeira coisa que eles fizeram na casa de Deus, restauraram o altar.
Em Neemias é uma cópia dessa lista, e logo em seguida também é o sétimo mês, e eles se reuniram, agora já tem o altar, já tem o templo, mas eles estão reunidos para ouvir a lei, então é um paralelo,
mas o ponto é que em ambos os casos, no primeiro retorno e agora depois da reconstrução dos muros, Neemias seria o terceiro retorno, embora o grupo que foi com Neemias foi bem pequeno, menor que o de Esdras,
tinha o primeiro grupo com Zorubabel, é o grupo maior, pois Esdras voltou com mil e poucas pessoas, e Neemias era um grupo bem menor, mas depois desse terceiro grupo e da missão terminada de reconstruir os muros,
era o sétimo mês. Qual que é o significado disso? Também deve ter outras coisas, pode ter várias outras aplicações e significados, mas é interessante que no início, quando o povo de Israel saiu do Egito,
qual era o mês e qual era a festa que foi celebrada para sair do Egito? Páscoa, e foi considerada assim o primeiro mês do ano, porque foi ali que Deus começou sua história com a nação de Israel sendo redimida da terra do Egito.
Durante a história relatada, mesmo quando Josué entrou na terra prometida, tem histórias no deserto, quando os reis, vários reis, principalmente Ezequias e Josias, dois reis que voltaram a Deus e restauraram o contato com Deus,
qual foi a festa que eles celebraram? A Páscoa. Desde toda aquela primeira parte longa da história, mas saindo do Egito, entrado na terra prometida, restauração, quando tinham caído na idolatria e estavam voltando para Deus, eles sempre restauravam a Páscoa.
Agora, depois desse retorno da Babilônia, tem uma menção da Páscoa no livro de Estras, mas a ênfase maior é as festas do sétimo mês, festa das trombetas e principalmente a festa dos tabernáculos.
A festa dos tabernáculos, que é do sétimo mês, é a festa de encerramento das datas solenes do ano, essa festa é pouco mencionada na história anterior de Israel.
Não temos outros registros assim de "ah, então eles celebraram a festa dos tabernáculos", não, eles celebravam, restauravam a festa da Páscoa.
Agora, nesse retorno da Babilônia, eu acho que isso aponta para um cumprimento, assim como a festa da Páscoa, Jesus morreu e ressuscitou dentro da festa da Páscoa, então é o começo, é o início da jornada,
é o estabelecimento da aliança de Deus, da velha aliança e da nova aliança, mas esse período de restauração de esneemias enfatiza as festas do sétimo mês, porque são as festas que falam de colheita, de final de ano, de consumação.
Então, isso acho que tem um significado, pelo menos é o que eu consigo ver como algo significativo nesse período, ok.
Então, estamos aqui com Esdras, no sétimo mês, todos os filhos de Israel, quando toda nação se reúne, quando toda nação tem o mesmo coração, quando todos se reúnem como um só homem, isso acontece poucas vezes na Bíblia,
quando todos estão juntos, todos vieram para coroar David Hay, por exemplo, quando tem essa unidade de toda a nação, isso é muito significativo e é algo que só Deus pode fazer.
Nenhum líder humano, por melhor que seja, consegue unir todos aqui, como eu disse, nem parece que foi algo assim convocado, que vocês têm que ir, foi algo assim muito espontâneo,
e eles chegaram como um só homem na praça, esse lugar que eles se reuniram não era nas proximidades do templo, esse lugar que eles se reuniram, eles se reuniram todos numa grande praça,
perto de uma das portas da cidade, chamada Porta das Águas, tinha uma fonte do lado de fora da cidade, então era onde provavelmente eles saíam, entravam e saíam para buscar água,
então era o lugar onde eles ouviram a palavra, e essa descrição, provavelmente devemos continuar falando sobre isso na próxima vez, mas foi uma cerimônia muito bonita e enfatizava.
Todo o povo, não só líderes, às vezes fala assim que os reis ou alguém reunia os cabeças, os chefes de famílias e tal, não, aqui era para reunir todo mundo, versículo 2,
tanto homens como de mulheres, e depois vai falar assim de todas, inclusive crianças, todos os que podiam entender o que se lia,
então era assim, era uma assembleia mesmo e todo o povo, não só de homens e não só de liderança, todos os que podiam entender o que ouviam no primeiro dia do sétimo mês.
Versículo 3, "Leu nela, no livro da lei, de frente para a praça que está diante da Porta das Águas, agora olha só a duração dessa reunião de leitura,
desde a alva, quer dizer, desde o amanhecer do dia até o meio-dia, umas seis horas, e todos estavam em pé, homens, mulheres e crianças.
Imagine um culto de seis horas só leitura, eles tinham, nós vamos ver que tinham um início, sim, de adoração, mas basicamente era uma reunião de leitura,
perante homens e mulheres e os que podiam entender, então crianças a partir da idade que pudessem entender o que estava sendo lido.
Nós não temos costume hoje, sim, de leituras longas, nós temos geralmente as pregações em cima de alguns versículos, não temos, não temos esse costume de leitura,
agora tinha muito a ver com a situação, como disse, a maioria provavelmente não sabia ler e os que sabiam ler eles não tinham uma cópia, não tinha,
quando fala livro, não é livro, é um rolo de pergaminho, então eles não tinham isso, as cópias eram feitas com muito cuidado, eram cópias sagradas,
até hoje os judeus têm, as cópias da Torá são assim muito, são escritos à mão, são feitas assim por pessoas separadas, para isso são caras,
é algo que não é disponível para todo mundo, mas hoje nós temos as escrituras e graças a Deus por isso e a gente tem tanto o hábito,
assim, mesmo quando alguém prega a gente acompanha a leitura, então nós não temos esse costume de só ouvir sem estar acompanhando nada,
se alguém ficar lendo um capítulo e eu estiver só escutando, provavelmente eu não vou absorver tudo que está sendo lido porque eu não tenho hábito,
eu não tenho disciplina, eu não tenho essa capacidade, eu lembro há muitos anos no interior de Goiás um irmão que se converteu já com uma certa idade e ele não sabia ler
e eu ficava impressionado com assim tudo que a gente falava ou lia ele guardava porque durante toda a vida dele ele tinha o hábito, ele tinha a disciplina de escutar e guardar,
então ele conseguia reter o que ele ouvia porque ele não tinha leitura, ele escutava, ele tinha foco, ele tinha atenção e isso é uma coisa que é muito difícil,
hoje as pessoas nem para ler, não gostam muito de ler porque também tem redes sociais, fazem leituras ou escutam algumas coisas mas é sempre em doses pequenas,
nós não temos essa disciplina mental de leitura mas imagine lendo, aqui fala o livro da lei, o que será que ele leu?
Tem até ali várias opiniões sobre qual foi o conteúdo, quando falava o livro da lei, nessa época, geralmente estavam se referindo aos primeiros cinco livros,
a Torá mesmo, o Pentateuco, os primeiros livros de Moisés, mas mesmo isso, será que ele leu tudo?
Uma das sugestões que é possível que tenha sido o livro de Deuteronômio porque o livro de Deuteronômio é uma repetição de várias partes da história, dos ensinamentos,
mas nós não sabemos, de qualquer maneira era bastante tempo de leitura e aí fala "e os ouvidos", final do versículo 3,
"os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei", então eles estavam prestando atenção,
se passar de 40 a 45 minutos nós temos dificuldade hoje para continuar tendo atenção, então realmente era um momento muito específico e muito importante dessa leitura.
Tem a parte, eu vou só citar o que aconteceu, porque fala que eles leram desde a Alva até o meio-dia e aí começa a descrever como foi essa cerimônia, o que estava acontecendo lá,
mas isso para comentar vai ficar mais para a próxima vez, mas no versículo 4, "Esdras o escriba", então enfatiza esse papel dele, essa função dele,
"Esdras o escriba estava num púlpito, numa plataforma de madeira que tinha sido feito para esse fim", então eles estavam preparando isso,
quanto tempo que eles gastaram no primeiro dia do sétimo mês, tudo isso já estava pronto, e estavam em pé junto a ele, a sua direita,
seis pessoas, tem seis nomes aqui, a sua esquerda, sete nomes, então com ele eram 14, ele tinha, não fala que eles eram levitas, mas provavelmente eram,
isso é uma outra característica que durante, depois lá no versículo 7, tem outros 13 nomes citados, então no versículo 4 tem "Esdras" em cima desse púlpito,
essa plataforma, com mais 13 pessoas junto a ele, e depois no versículo 7 tem mais 13 pessoas que eram levitas, que ajudavam o povo,
a gente não sabe bem como é que era essa dinâmica, mas esses sete, esses 13 que estavam ali os levitas, eles ajudavam o povo a entender,
então no meio da multidão, parece, de alguma maneira, tinha mais 13 pessoas ajudando a entender, então era algo coletivo,
isso é outro característico de "Esdras", ele não agiu sozinho, ele tinha mais 13 pessoas junto com ele lá em cima, então ele não era uma pessoa isolada,
um líder sozinho, e ele tinha mais uma equipe de 13 pessoas ajudando o povo a entender, e vamos só ler versículos 5 e 6 que descreve a cerimônia,
então abriu "Esdras" o livro, que é um pergaminho, abriu "Esdras" o livro à vista de todo o povo, porque estava acima de todo o povo, e abrindo ele todo o povo se pôs em pé,
é uma cerimônia, o povo dava reverência, parece que será que você ouve melhor em pé do que sentado, você não está sentado, distraído, dormindo, sei lá,
todo o povo é um sinal de respeito, então essa correspondência a Deus, correspondência à palavra, e olha o que "Esdras" faz no versículo 6, "Esdras louvou ao Senhor o grande Deus",
então por que isso? Porque não é uma palavra qualquer, lá no versículo 1 eles queriam o livro da lei de Moisés que o Senhor tinha ordenado, que o Senhor deu a Israel,
então "Esdras louvou ao Senhor o grande Deus", porque o que nós queríamos ler eram as palavras de Deus, e todo o povo respondeu "amém, amém" duas vezes,
e uma coisa que eu não sabia, todo mundo sabe que "amém" significa "eu estou concordando", "assim seja", "isso mesmo", mas eu não sabia que "amém", a palavra "amém" no hebraico,
é a mesma, vem da mesma palavra de crer, de confiar, porque se você fala "sim, eu concordo", você está confiando, você está endossando, mas é uma palavra de fé,
é uma palavra que significa "eu confio, eu acredito nisso", "amém, amém" duas vezes é uma ênfase maior, "amém, amém", e "levantando as mãos",
então eles se colocaram de pé para a leitura da palavra, Esdras falou assim "ele louvou ao Senhor", ele disse uma palavra de engrandecimento a Deus,
o povo concordou, levantou as mãos em sinal de aprovação e de adoração, e depois eles se prostraram, eles se inclinaram e adoraram ao Senhor com o rosto em terra,
então essa é a atitude que eles tiveram para a leitura da palavra, então tudo isso é muito significativo.
Bom, essas coisas aqui nós vamos continuar falando na próxima, mas essa restauração da palavra que representa aqui com a leitura é algo que é a essência da aliança,
a palavra escrita precisa ser compreendida não como um conjunto de regras, não como uma letra apenas, como eu falei, esse conceito que a gente tem de lei,
e muitas vezes a própria palavra para nós, a nova aliança, a palavra pode se tornar uma letra, ela pode se tornar apenas um conjunto de palavras que não corresponde àquilo que Deus quer,
mas eu quero, finalizando aqui, eu quero falar um pouco sobre esse tipo de cerimônia de leitura, de leitura, nós vamos ver lá em Deuteronômio 31,
eu não vou ler em Êxodo 24, mas vamos só assinalar que quando Moisés recebeu, Êxodo 20, quando ele recebeu a palavra, a aliança com Deus,
e ele anotou tudo em Êxodo 24, os primeiros versículos de Êxodo 24, fala que Moisés escreveu o que Deus tinha falado com ele e ele fez a leitura, foi até uma cerimônia,
ele pegou sangue, aspergiou sobre o povo e tal, porque a leitura da palavra é mais ou menos uma cerimônia como um casamento civil, que o juiz faz uma leitura do contrato de casamento,
ou poderia ser quando tem um contrato de compra e venda, ou enfim, quando tem uma cerimônia em que você oficializa alguma coisa, tem uma leitura em que as pessoas ouvem e concordam,
a leitura ela é um passo, é uma parte integral de uma cerimônia de aliança, uma cerimônia de aliança, então, em Êxodo 24 fala sobre isso, mas eu queria mostrar o que que estava determinado na lei sobre a leitura,
quando é que se deveria fazer leitura, porque como eu disse, não tem muitas menções disso nas escrituras, mas em Deuteronômio 31, versículo 9 fala assim,
"Moisés escreveu esta lei", que era tudo, assim, aqui o livro de Deuteronômio é a repetição da lei, ele falou oralmente para todo aquele povo, grande maioria tinha nascido no deserto,
então ele tinha falado oralmente, mas ele escreveu essa lei, entregou sacerdotes, filhos de Levi, que levavam a arca da aliança do Senhor e a todos os anciãos de Israel,
e ordenou-lhes Moisés, então aqui é que nós temos as instruções de quando era para fazer esse tipo de leitura, essa leitura que está acontecendo em Nehemiah 8, ordenou-lhes Moisés, Deuteronômio 31, 10, ordenou-lhes Moisés, ao fim de cada sete anos,
então essa leitura mais completa, mais abrangente, era de sete em sete anos que deveria acontecer, mas nem isso eles estavam fazendo, ao fim de cada sete anos, ao chegar o ano da remissão,
na festa dos tabernáculos, esse aqui em Nehemiah 8 não é festa dos tabernáculos ainda, porque é o primeiro dia, festa dos tabernáculos começa no 15º dia, mas era essa a instrução, ao fim de cada sete anos, ao chegar o ano de remissão,
o que que é remissão, aqui tinha várias coisas que eram devolvidas, dívidas, propriedade, nem tudo era de sete em sete anos, tinha os do ano jubileu, mas de sete em sete anos tinha uma parte dessa,
de zerar dívidas e de deixar pessoas saírem livres e tal, então é o ano da remissão, na festa dos tabernáculos, quando todo Israel vier apresentar-se diante do Senhor teu Deus,
no lugar que ele escolher, lerás esta lei diante de todo Israel para que a ouçam, versículo 12, reunireis o povo, homens, mulheres, crianças, os estrangeiros que se acharem nas vossas cidades,
para que ouçam, aprendam a temer ao Senhor vosso Deus e tenham cuidado de observar todas as palavras desta lei, os seus filhos que não a souberem,
ouçam e aprendam a temer ao Senhor vosso Deus todos os dias que viveres na terra a qual está espaçando Jordão para possuir, então essa era a instrução a cada sete anos, porém não acontecia na maioria das vezes,
e eu só queria lembrar, segundo Crônicas 34, uma das épocas em que houve uma restauração da palavra foi com o rei Josias, o rei Josias mandou fazer uma limpeza no templo,
na casa de Deus, e eles acharam ali um pergaminho, a escrita da lei, estava perdido, eles não, não estava bem guardado, não estava sendo usado,
por quantos anos, a gente não sabe, mas os dois reis anteriores, Manassés e Amon, não serviam ao Senhor, então era algo que tinha sido abandonado, sei lá, por mais de 50 anos,
e quando Josias, então, eles falassem "nós achamos o livro da lei", e já foram lendo para Josias, em segundo Crônicas 34, e versículo 15, e Eucías fala assim "Achei o livro da lei na casa do Senhor",
e aí ele leu, versículo 18, ele leu perante o rei, e o rei ouvindo as palavras da lei rasgou suas vestes, por quê? Porque ele viu que eles não estavam cumprindo nada disso,
e aí, no versículo 30, segundo Crônicas 34, 30, "o rei subiu a casa do Senhor com os homens de Judá, habitantes de Lusalém, sacerdotes, livítios, todo o povo, desde o menor até o maior,
leu aos ouvidos deles todas as palavras do livro da aliança que se tinha achado na casa do Senhor", e aí ele leu, e eles fizeram uma aliança para servir ao Senhor,
então isso é um exemplo de como eles fizeram a leitura da lei, tinha sido esquecida, a lei tinha sido esquecida, não estavam guardando, nem sabiam o que estava lá,
e nós vamos ver em Nemeas 8 que o povo também começa a chorar porque eles percebem que não conheciam e não estavam fazendo o que estava ali,
e eu queria mostrar agora só um texto rapidinho, Jeremias 7, porque...
como foi que... assim, Josias já foi numa época bem perto do final, poucos anos antes do cativeiro, ele teve uma restauração, teve uma volta,
mas depois os filhos, os sucessores dele não seguiram e logo foram para o cativeiro, e no livro de Jeremias, nós... tem vários lugares que falam sobre isso,
mas no livro de Jeremias, capítulo 7, ele fala assim, versículo 22, Jeremias 7, versículo 22, "Eu nada disse", Deus está falando,
"Eu nada disse a vossos pais no dia em que vos tirei da terra do Egito, nem lhes ordenei coisa alguma acerca de holocaustos ou sacrifícios",
é uma... assim, sempre foi um versículo que me chama muita atenção, porque Deus falou com eles, por meio de Moisés, o livro de Levítico, fala muito sobre sacrifícios,
mas ele está dizendo assim, "O ponto inicial é quando tirei vocês do Egito, minha preocupação não eram sacrifícios, mas isso",
versículo 23, "mas isso lhes ordenei, dai ouvidos à minha voz, e eu serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo", e aí, versículo 24, "eles não ouviram nem inclinaram os ouvidos".
Então, o que eu coloquei aqui, nós vamos continuar explorando isso, mas é muito importante quando nós consideramos agora o que Deus quer restaurar,
Deus quer restaurar a lei de Moisés, Deus quer restaurar mandamentos, por que a lei era importante, por que a palavra é importante,
por que que esse momento de Esdras ler todo o livro da lei, por que que isso representa o objetivo, a última e mais importante etapa de restauração,
por que aqui nós colocamos, eles voltaram para a terra, eles voltaram para a terra, eles reconstruíram a casa, eles agora reconstruíram os muros,
eles tinham então, eles tinham a terra, não toda a extensão, mas estavam lá na terra, eles tinham refeito, reconstruído, restaurado a casa, o templo, e estavam agora restaurando a cidade,
mas se eles não restaurassem, isso que Jeremias está falando, que está em Jeremias 7, é a maior causa de terem perdido tudo, eles perderam a terra, eles perderam a cidade, a casa,
eles perderam o relacionamento com Deus, por que eles perderam a aliança, aliança é relacionamento, Deuteronômio 6 fala que é para amar ao Senhor de todo o coração,
e a lei, a gente fala assim, tem que amar a Deus, mas por que tantas leis, como eu falei, a lei é uma instrução, a palavra de Deus é uma instrução,
a palavra, quando nós pensamos hoje, nós queremos continuar aprofundando disso, mas a palavra, ela é a palavra escrita, a palavra, a Bíblia, ela é a base,
é o conteúdo da aliança, a gente não fala só Deus, eu te amo, eu aceito o perdão dos meus pecados, eu pertenço a ti, nós entramos em aliança com Deus,
Deus é uma pessoa, ele não é só um ser superior, que não importa quem é ou como ele é, eu quero estar com ele, nós queremos conhecer,
e então a palavra é a base porque tem o conteúdo da aliança, a palavra é essencial para conhecer a Deus, é por meio da palavra,
Deus sempre falava, vocês vão repetir essas coisas, vocês vão ensinar para seus filhos, vocês vão encucar a palavra o tempo inteiro,
por que? Porque ele queria uma aliança, porque ele queria uma relação de amor, e a gente não pode conhecer a Deus sem conhecer sua palavra,
porque a palavra que nos mostra quantas pessoas a experiência de pensar em Deus, judeus que nunca aceitaram o Messias,
leem o Novo Testamento, começam a descobrir quem é Jesus, como? Lendo a palavra.
Tem experiências, Deus revela visões, tem pessoas que tem experiências, é importante porque a palavra, aí vem o terceiro ponto aqui,
que se não tiver o coração que houve, se a palavra como Jesus falou com os escribes e fariseus,
se vocês leem a palavra e essa palavra não leva vocês a mim, Jesus falou, então vocês perderam tudo, a letra mata.
Então, olha que coisa interessante, a palavra é essencial, todos os passos de voltar para a terra, de reconstruir a casa,
de restaurar a cidade, são coisas importantes, quando ele terminou de fazer os muros, depende, brotou o avivamento de conhecer a palavra,
de conhecer a Deus, mas se não tiver isso, se não tiver a palavra que Jesus é a palavra, Jesus é o verbo,
então se nós não conhecermos, isso não é para ser assim, Jesus é a palavra, então pronto, nem preciso da Bíblia escrita porque tem Jesus que é a palavra,
Jesus é a palavra porque a aliança, ela tem um conteúdo, o conhecer a Deus e o amar a Deus não é apenas dizer que eu amo a Deus porque claro,
Deus é bom, Deus é grande, ele que criou todas as coisas, mas o amar a Deus, esse amor é desenvolvido quando nós descobrimos como Deus é,
o que ele já fez, que tipo de natureza ele tem, que tipo de características, o que que ele gosta, como que a gente pode agradar,
então a base, o conteúdo da aliança está na palavra, mas se você pegar a palavra e não for a pessoa, você tem uma coisa que é letra e que mata,
nós vamos continuar buscando, entendendo e essa história que é relatada em Nêmias 8 vai nos ajudar em vários aspectos,
mas a restauração da palavra, a leitura da palavra, ela tem que ser algo que vá além, nós vamos ver como esses levitas que ajudaram o povo a entender,
é muito enfatizado isso em Nêmias 8, as pessoas tinham que entender, não é uma leitura mágica, não tem problema as pessoas que gostam de deixar a Bíblia aberta
na sua casa, no seu estabelecimento comercial, deixa a Bíblia aberta no Salmo 91, mas a Bíblia não é um talismã, não é um símbolo,
não é uma coisa assim que simplesmente o fato de estar ali, ou o fato de eu ler a Bíblia, eu posso ler a Bíblia todos os dias,
os escribas no tempo de Jesus conheciam muito a letra, liam, enfatizavam, ensinavam, faziam leitura nas sinagogas, faziam muita coisa mas não conheciam,
não tinha realidade, então nós podemos dizer, sem a palavra, você não conhece, não tem como conhecer a Deus, não tem como a aliança ter um conteúdo,
não é uma coisa vazia, eu amo a Deus, ele me ama, ele mandou seu filho morrer por mim, mas eu quero conhecer mais sobre ele,
então não tem aliança sem a palavra, mas você pode ter a palavra sem aliança e isso não resolve.
Senhor, que venha essa restauração cada vez mais na nossa vida, no nosso coração e principalmente no meio do teu povo,
que possa ter realmente uma renovação da aliança, para que todas as outras coisas que o Senhor esteja fazendo na nação de Israel,
que eles estão lá na terra, muita coisa aconteceu, mas falta essa restauração do coração deles para Deus.
Muitos em Israel, os ortodoxos, os religiosos, eles têm a palavra, mas muitas vezes eles não têm o conhecimento verdadeiro
e nós pedimos que eles tenham, pedimos que nós possamos ter, temos a Bíblia, escutamos a Bíblia, lemos a Bíblia,
e às vezes não temos realmente a restauração que a palavra realmente quer nos trazer, e por isso nós desejamos e pedimos que o Senhor faça
assim como aquele tempo, que o Senhor levante pessoas como o Esdras, que tenham esse coração,
que não sejam talvez líderes, que não sejam talvez pessoas que estejam à frente com movimentos, com multidões,
mas quando eles sentiam necessidade de voltar à palavra, eles sabiam a quem deviam chamar.
Que o Senhor levante e que o Senhor restaure a palavra em nossos dias também, pedimos em nome de Jesus.

Editora Impacto

Da loja Impacto

Ver tudo

Conversa

O que esse texto te despertou?

Compartilhe sua reflexão, dúvida ou testemunho. Sua voz importa pra essa comunidade.