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Aula 21 – Vol.36 – Quando a alegria do Senhor pode ser nossa força

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A leitura das Escrituras feita por Esdras e os levitas causou um grande impacto naqueles que ouviam. Os ouvintes estavam preparados e, com certeza, Esdras muito mais, pois havia dedicado sua vida a estudar, entender e ensinar a Palavra. O impacto dessa leitura que ele fez em Neemias 8 foi o fruto da sua dedicação e do mover especial de Deus naquele momento. Pode parecer-nos estranho que os líderes tenham exortado o povo a não chorar, mas a festejar e celebrar, porque era um dia consagrado a Deus, e não poderia haver tristeza. Como devemos entender a ordem para não se entristecer porque a alegria do Senhor era a sua força? Podemos aplicar essa ordem em qualquer contexto a qualquer grupo de pessoas?

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Para saber mais sobre os grandes pregadores que Christopher Walker mencionou:

 

Leitura recomendada:

“O Sentido Profético das Festas de Israel”

“A Restauração da Palavra”

03/11/24 – Ne 8 – Baixardo áudio.


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Estamos no capítulo 8 de Nehemiás, estamos acompanhando esse avivamento que aconteceu pela leitura, pelo foco na palavra, nas escrituras, na leitura.
Nós vimos que fizeram a leitura, mas a leitura também foi feita com explicação, mas não era propriamente uma pregação, era uma leitura da palavra, das escrituras,
que eles tinham alguma parte, uma parte bem substancial, que foi durante 6 horas da atorada dos primeiros livros de Moiséz, e essa leitura produziu um grande impacto,
foi algo que aconteceu na hora de Deus, da maneira de Deus, tanto Esdras era uma pessoa que desde, ele estava já nessa época, há 13 anos, em Jerusalém,
mas antes disso ele já estava dedicando sua vida ao estudo, no livro de Esdras fala que ele dedicou a vida para estudar, entender e ensinar a lei.
Então ele estava preparado desde antes de voltar da Babilônia, e depois que ele chegou em Jerusalém, nada tinha acontecido realmente dentro daquilo que eu acho que ele esperava acontecer,
ele queria contribuir, queria ensinar, talvez ele tenha feito alguma coisa, mas com certeza não de uma forma tão coletiva, para todo o povo, então ele era uma pessoa preparada por Deus,
e os muros tinham sido completados, e era um momento muito de Deus, era um momento que nós chamamos de Cairós, um momento especial de Deus para fazer essa leitura.
Então hoje nós queremos ver um pouco melhor o impacto que isso causou, e o povo começou a chorar, porque simplesmente assim, pelo contexto, pelo que a gente pode entender,
a leitura não foi feita para dizer "vocês estão errados, vocês estão longe, vocês estão fazendo coisas erradas", foi feita a leitura da lei, e as pessoas, o povo,
de uma forma coletiva, as pessoas sentiram que eles estavam fora, que eles não estavam dentro daquilo que Deus tinha falado e da aliança com Deus, então eles começaram a chorar,
nesse momento, chorando, parece até chorando alto, porque o texto fala que os levitos precisaram acalmar, precisaram aquietar o povo, então eles falaram "não, não é para chorar,
porque hoje é um dia santo, um dia consagrado ao Senhor, e nós não queremos, não deve haver choro, porque a alegria do Senhor é a nossa força", então hoje esse vai ser o nosso tema,
porque não chorar naquele momento, e em que tipo de contexto, como nós podemos aplicar essa frase, talvez seja a frase mais conhecida do livro de Nehemiah,
muitas pessoas provavelmente nem saibam onde fica, que está no livro de Nehemiah, mas a frase "Alegria do Senhor é a nossa força" é uma frase muito conhecida, muito citada,
mas como muitas vezes nós citamos fora do contexto e na verdade não sabemos como aplicar, porque não está no contexto de que maneira a alegria do Senhor pode ser a nossa força,
essa vai ser a nossa busca, nós vamos procurar entender um pouco melhor esse contexto e porque não chorar e em que momento, de que maneira nós podemos dizer "Alegria do Senhor é a nossa força, vamos nos alegrar,
vamos celebrar porque isso vai ser a nossa força", vamos entender isso um pouco melhor. Senhor, nós pedimos a Tua ajuda, porque queremos não só que um dia seja consagrado,
separado para o Senhor, mas nós queremos que todos os dias sejam, claro que existem momentos especiais, momentos em que devemos celebrar ao Senhor,
mas nós queremos que a nossa vida, que todos os dias sejam consagrados e que possamos entender essa relação entre entender que estamos fora do padrão,
fora do desejo, claramente manifesta na Tua Palavra aquilo que está em desacordo e como que nós podemos ter a tristeza certa e ter a alegria que pode nos ajudar a entrar naquilo que o Senhor realmente quer.
Ajude-nos a entender e aplicar na nossa vida o nosso desejo, nossa súplica nessa hora, em nome de Jesus, amém.
Então, vamos só reler a partir do versículo 8, Nehemiah 8, para entender esse contexto, entender o que estava acontecendo, estava sendo feita a leitura da lei de Deus,
leram no livro da lei de Deus, esclarecendo-a e explicando o sentido de modo que o povo pudesse entender o que se lia.
Então, nós vimos que houve uma reverência, houve uma grande importância, vou só voltar essa folha da aula passada para lembrar, todo o povo estava reunido com um desejo, com um desejo forte,
foi a partir deles o pedido para que Estas lesse a lei, todo o povo se juntou com um só homem, então houve um ajuntamento espontâneo, houve um ajuntamento de desejo,
desejo, eles estavam atentos, homens, mulheres, crianças, eles estavam atentos e desejosos, então houve a leitura e essa leitura foi baseada numa reverência a Deus
e uma reverência a palavra, porque a reverência é a Deus e Deus deu a palavra, então, se eu reverencio a Deus, se eu entendo que Deus é o Criador,
entendo que Deus é realmente o Deus que me redimiu e que tem direito sobre minha vida e que tem o melhor plano e que Ele está buscando formar um povo e um reino que seja algo cheio de justiça e paz para todos,
então eu vou reverenciar a palavra dEle, porque a palavra é importante por causa de quem falou, se não fosse a palavra de Deus não mereceria a nossa reverência,
e a palavra foi transmitida com entendimento, com impacto forte, examinar mais essa questão de alegria e não tristeza, então eles leram no livro da lei de Deus
e esclarecendo sim, eles reverenciaram a palavra, deram importância à palavra, prestaram atenção, mas não era só um objeto sagrado que a gente pode colocar a Bíblia num lugar especial,
na nossa casa ou muitas pessoas até colocam num comércio, num lugar público, nós podemos aparentemente dar um lugar de destaque à Bíblia, às Escrituras como algo sagrado,
mas isso é muito incompleto, porque eu posso achar que a Bíblia é um objeto sagrado, eu não posso colocar num lugar sujo, eu tenho que dar maior importância para o livro físico,
mas o que é importante não é só o objeto, o que é importante também não é só a leitura, porque nós podemos todos ficar de pé, nós podemos reverenciar,
nós podemos adotar uma posição de reverência durante a leitura da palavra, mas se a palavra não é explicada, se ela não é entendida,
se ela não chega a nós com o entendimento também não tem efeito, então tudo isso está incluído aqui nessa cerimônia que é muito importante para a gente entender.
Então o versículo 8 é o resumo do que eles estavam fazendo durante 6 horas, eles estavam lendo, estavam explicando, estavam se empenhando tanto quem explicava quanto quem estava ouvindo,
todos se empenhavam para entender o que estava escrito e o entendimento, hoje nós temos essa revelação maior assim, o entendimento vem pelo Espírito Santo,
a gente não pode entender verdadeiramente o que Deus quer falar conosco a não ser que o Espírito Santo vivifique, para que não seja letra, mas que seja vida.
Então houve um grande impacto, o versículo 9, Nehemias que era o governador, Esdras, sacerdote e escriba, os levitas que ensinavam o povo,
disseram a todo o povo, este dia é consagrado, porque era uma das datas das festas que Deus ordenou,
em Levítico 23 nós temos além do sábado mais 7 festas, 7 datas que Deus estabeleceu que deveriam ser observadas e essas 7 datas são organizadas em 3 partes,
3 festas na época da Páscoa, 1 festa no meio, Pentecoste e depois 3 festas no 7º mês, Trombetas, Espiação e Tabernáculos,
esse dia que eles estavam fazendo a leitura, não fala que eles escolheram a data por causa da festa, mas é bem possível que sim, essa data era o dia das Trombetas,
e que hoje também é chamado assim, não só de Trombetas, mas também a proclamação de um ano novo, porque tem dois calendários para os judeus,
um que começa na Páscoa, no primeiro mês, esse aqui é chamado 7º mês, é o 7º mês, e hoje é considerado assim o primeiro mês do ano,
os judeus tem uma contagem, eu não me lembro que data, que ano que é agora, mas há pouco tempo aconteceu essa festa e é a festa que inicia um novo ano para eles,
5.800, alguma coisa assim, então essa é a data que eles iniciam a contagem do novo ano, mas no início fica meio confuso porque quando eles saíram do Egito,
Deus falou que a Páscoa seria o primeiro mês do ano para eles, e aqui seria o 7º mês, e aqui é contado como 7º mês, no início do capítulo 8,
eles estavam aqui no primeiro dia do 7º mês, então era uma data marcada, uma data determinada por Deus para observar todos os anos,
e por isso quando o povo ouviu a palavra e eles sentiram o impacto, aqui começa falando, eles estavam lendo no versículo 8, no versículo 9,
e Amias, Esdras e os outros Levitas tiveram que falar com o povo, este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus, pelo que não vos lamenteis nem choreis,
essa ordem pode nos causar, deve até nos causar um pouco de dúvida, porque a princípio é uma reação maravilhosa quando você ouve a palavra,
quando você percebe o que Deus deseja, não é um choro porque talvez o seja condenado, talvez o vá para o inferno, que pode acontecer também,
tem aquela pregação famosa, muito citada na história, no século 19, quando Jonathan Edwards lia os sermões e ele falava sobre pecadores nas mãos de um Deus irado,
e as pessoas, ele lia, Jonathan Edwards leu essa pregação e ele tinha um óculos muito espesso, fundo de garrafa que a gente fala,
pelo que conto, ele leu essa pregação sem levantar a voz, sem muita emoção, mas o impacto foi tão grande que as pessoas caiam no chão e choravam alto,
com uma comoção muito forte nesse sentido de perceber que eles estavam errados, que Deus era um Deus que tinha ira contra o pecado
e que as pessoas, cada um sentia a condenação de Deus, mas quando nós ouvimos a palavra, eu não estou dizendo que isso é errado, mas o que a palavra
deve causar em nós, mais do que esse temor de ser julgado por Deus, mais do que o temor de ser separado de Deus, de ser objeto da ira de Deus,
mais do que isso, nós estamos falando, isso é claro que acontece conosco hoje, porque Israel era um povo diferente dos outros povos na terra, diferente de que forma?
Não, mas eles eram diferentes porque Deus tinha feito uma aliança com eles, para que eles fossem diferentes, para que eles amassem a Deus, para que eles desejassem servir a Deus,
agradar a Deus, então quando o povo ouviu a leitura, a gente não sabe o que se passava no coração, na mente deles, mas eles estavam chorando
porque eles perceberam que aquela aliança que Deus tinha feito com os antepassados, gerações antes, essa aliança não estava sendo guardada, e a gente já citou o caso de Josias,
do rei Josias antes do cativeiro, que o livro da lei estava totalmente perdido, ninguém sabia nem onde estava, acharam o livro da lei, e quando Josias ouviu a leitura,
ele também chorou, rasgou as vestes, perguntou para uma profeta, para uma profetisa o que iria acontecer com ele, com o povo de Israel, por causa de não estar guardando,
por não estar dentro da aliança, então tem esse fator negativo, o que vai acontecer comigo, porque eu estou fora e Deus deve estar irado comigo,
e será que eu vou ser condenado, julgado, sofrer consequências da ira de Deus, mas a grande emoção que nós devemos ter como o povo que está na aliança, como Israel aqui,
eles eram um povo da aliança, Deus tinha trazido de volta do cativeiro como lhe prometeu, então eles eram o povo de Deus, mas eles não estavam guardando alianças,
eles não estavam vivendo de acordo com os desejos de Deus e não estavam vivendo no relacionamento com Deus, então quando nós percebemos que podemos até fazer parte de uma igreja,
podemos frequentar, estar presente em cultos, podemos orar, podemos fazer leituras, mas quando nós percebemos que nossa vida não está agradando a Deus,
quando nós percebemos que nossa vida não está realmente sendo de acordo com essa aliança, esse relacionamento, estamos desagradando, estamos vivendo na frieza, estamos desconectados,
isso deve causar um grande impacto e deve causar esse choro, então a primeira pergunta que surge quando a gente lê o versículo 9, e isso é repetido três vezes,
no versículo 9, no versículo 10, no versículo 11, três vezes é falado assim, em outras palavras parece que o povo não conseguia parar de chorar, parem de chorar,
hoje é um dia de festa, hoje é uma data, a festa das trombetas não é dia de chorar, não é dia, nós não podemos estar numa tristeza diante de Deus nesse dia,
mas a gente pensa, mas será que Deus não ficou feliz, será que Deus não gostou dessa reação? Esdras como o escriba, como aquele que amava a palavra,
como aquele que se dedicava ao estudo, esse momento era um momento de coroação, de fruto, aquilo que ele queria que acontecesse finalmente aconteceu,
finalmente o povo queria ouvir e quando ouviu eles mesmos perceberam, não foi preciso alguém falar eu vou pregar uma mensagem, vou mostrar como é que vocês estão errados,
a simples leitura, não só a simples leitura porque tinha explicação, mas era uma explicação do que aquela palavra, qual era o significado e só isso foi suficiente
para que o povo sentisse a situação deles e começasse a chorar, qualquer pregador, qualquer pessoa que ama Deus e que ama a palavra de Deus e que ama expor a palavra
e mostrar quem Deus é, qualquer pessoa assim adoraria ver esse impacto de uma leitura ou de uma pregação, de ver as pessoas sendo impactadas
durante esses relatos que a gente tem como falei do Jonathan Edwards, mas John Wesley, George Whitfield, Charles Feeney são alguns nomes que a gente sempre lembra, mas tinha muitos,
tinha muitos pregadores ungidos na história que viram esse resultado e era um resultado maravilhoso, eu lembro sempre de Charles Feeney que foi um tempo depois,
eu falei de Jonathan Edwards no século XIX mas era no século XVIII, Jonathan Edwards, George Whitfield eram do século XVIII e Charles Feeney era do século XIX,
Charles Feeney era um homem que pregava e as pessoas, ele pregava dentro das igrejas, pessoas que iam para a igreja e as pessoas também ficavam muito comovidas, não só na igreja,
tem histórias até de quando Charles Feeney chegava numa cidade sem abrir a boca, pessoas nas fábricas começavam a chorar, a sentir, parece que a presença de Deus acompanhava
Feeney e as pessoas sentiam o que nós chamamos de convicção de pecado, quer dizer, é realmente uma condição de entender mesmo que eu estou errado, eu estou longe,
porque nossa condição geral é não só da gente não fazer o que Deus quer, mas a gente nem percebe ou nem dá muito valor, eu peco muito, todas as pessoas falam, eu sou pecador,
mas você não sente, você não sente uma coisa específica, você não chora quando você fala uma palavra dura, uma palavra que machuca os outros, ou quando você mente,
ou quando você faz uma coisa desonesta, ou enfim, quando você não tem compaixão das pessoas que sofrem, então a convicção de pecados é quando nós realmente sentimos,
lá no íntimo, lá fundo, como o Didi Pentecoste em Atos 2, quando Pedro se levantou e pregou aquela mensagem que está registrada em Atos 2, fala que as pessoas que estavam ouvindo,
a palavra cortou, cortou, foi como flecha que entrou no coração, as pessoas se sentiram realmente convencidas, convictas pelo pecado,
porque Pedro estava mostrando que eles tinham, aqueles que estavam ouvindo poucos dias, 50 dias depois da morte de Jesus, então que eles tinham crucificado Jesus, eles eram responsáveis,
e até então eles nem imaginavam, nem sentiam nada, então por causa da pregação, por causa do que Pedro mostrou da palavra, eles se sentiram convictas,
elas se sentiam convencidas de que elas estavam erradas, tanto é que perguntaria agora o que nós podemos fazer, estou falando tudo isso para dizer, voltando para Fini, Fini muitas vezes quando as pessoas chegavam
depois da pregação, iam para frente e começavam a chorar, ele não falava "tá bom, tá bom, não chore mais, aceite Jesus, ele já perdoou você, fique tudo bem",
às vezes ele mandava a pessoa ir embora para casa e falava assim "olha, você tem que buscar mais a Deus que você não está verdadeiramente arrependido", eu também acho isso estranho, mas a atitude muitas vezes de um pregador
é de ficar assim, graças a Deus que as pessoas estão chorando, graças a Deus que as pessoas estão reagindo que foram impactadas pela palavra, então estou colocando isso para dizer,
essa ordem que é repetida três vezes, esse dia é consagrado ao Senhor, não é o momento de chorar, Deus não quer choro nesse dia, então eu não tenho evidentemente toda a explicação
porque aqui não fala exatamente assim, o que nós temos explicação é, não é o momento de chorar porque é um dia consagrado, é um dia de festa, é um dia em que nós devemos celebrar ao Senhor,
o que nós podemos entender disso, primeiro, é que Deus não é honrado pelo choro em si, e sim pelo resultado que vem depois, então numa dessas datas, como essa data que eles estavam,
no momento em que nós queremos honrar ao Senhor, em que nós queremos glorificar ao Senhor, o choro, não estou falando assim de choro, só lágrimas em si, mas a atitude de tristeza,
a atitude de dizer, ai de mim como Isaías falou em Isaías 6, ai de mim porque eu sou um homem de lábios impuros, isso é um passo importante, mas o que essa explicação,
o que essa ordem significa para não chorar naquele dia porque era um dia consagrado, é que o que vai glorificar a Deus não é a tristeza em si, a tristeza é importante, é um passo importante,
e nós vamos ver aqui nessa sequência que nós, como eu tenho falado, esses três capítulos de Nehemias, o 8 que nós estamos vendo agora, depois o 9 e o 10, esses três capítulos representam o ponto máximo de restauração,
que é o assunto dos dois livros, essas Nehemias, então tudo que aconteceu de voltar da Babilônia, de edificar o templo e agora edificar os muros, a consumação, o auge, o ponto máximo de restauração está nesses três capítulos,
então nós não podemos olhar só um, nós podemos ver a sequência e daqui a pouco eu vou mostrar esse diagrama aqui para entender o contexto, mas o processo de Deus inclui choro, inclui tristeza, inclui contrição,
inclui convicção de pecados, então tudo isso de Josias chorar porque ele percebeu que estava fora do desejo de Deus, isso foi uma coisa muito importante, foi uma reação muito genuína e muito correta diante da leitura da palavra,
então nós precisamos entender que o choro, o arrependimento, evidentemente a Bíblia fala muito sobre isso, Joel manda, o livro do profeta Joel manda chorar, manda-se arrepender,
mas esse fato de que não era o momento por causa do dia da celebração nos mostra que o objetivo final, o que Deus espera não é um povo triste, Deus não fica feliz com a nossa tristeza,
o ponto final do processo não é tristeza, aqui eles vão fazer uma celebração por causa da data, mas essa celebração também não era o final porque outras coisas viriam em seguida que nós vamos continuar acompanhando,
mas é muito importante entender, é muito importante entender o processo todo para entender onde Deus quer levar, então em primeiro lugar meu objetivo é entender porque a tristeza não era apropriada,
não era permitida neste momento e também de que maneira nós podemos entender e aplicar a ordem que ele fala no versículo 10, então no versículo 9 ele falou esse dia é consagrado,
não é para ficar lamentando porque todo o povo chorava, aí ele falou no versículo 10, inclusive assim no versículo 10 nós não sabemos quem falou, se foi Neamias ou se foi Esdras porque só fala ele lhes disse,
Neamias e Esdras e os sacerdotes que estavam falando, alguns acham que foi Neamias talvez porque ele era a pessoa que tinha essa liderança, tinha essa atitude, o que é para fazer,
algumas pessoas acham que era Esdras, mas a orientação era, e de comer as gorduras, na verdade o povo de Israel não podia comer gordura, essa palavra é comida saborosa,
comer assim, era para ter nenhum jejum e nem um momento assim de comer alguma coisa mas com tristeza, era para realmente fazer uma festa, beber as doçuras, enviar porções aos que não têm nada preparado para si,
este dia consagrado ao Senhor nosso Deus, não vos entristeçais, pois a alegria do Senhor é a vossa força, então essa é a frase que é muito repetida, muito conhecida, muito citada,
por mais precisamos entender o contexto e saber então como que nós podemos aplicar, e depois do versículo 11 os levitas fizeram calar a todo o povo, estavam chorando alto,
dizendo calai-vos pois este dia é sagrado, não vos entristeçais, então esse momento foi muito importante eles terem ouvido a leitura, foi muito importante eles terem entendido o quanto que eles estavam distantes,
e foi muito importante eles entenderem agora segure um pouquinho, quando há uma coisa superficial, se passar daquele momento não chore agora, deixe para chorar amanhã, amanhã não vou chorar porque eu não estou sentindo mais,
eles não tiveram problema com isso, eu vou falar sobre esse diagrama agora para pegar o contexto todo, para entender como que esse diagrama abrange os três capítulos 8,9 e 10,
então esse aqui vai nos dar o contexto, o que que estava acontecendo e como que Deus queria que essa tristeza e depois alegria que pudesse ter um efeito positivo e não era uma coisa superficial,
isso aqui aconteceu, depois a gente pode até colocar aqui, mas essa leitura então aconteceu no dia primeiro do mês,
só para a gente entender que com a passagem de vários dias o efeito não passou, não houve, não era uma coisa superficial,
esse efeito da leitura permaneceu, porque vamos ver aqui, então a leitura da palavra produziu um efeito de choro e que nós podemos chamar de convicção de pecados,
não é necessariamente arrependimento, muitas vezes vai junto, as duas coisas podem ir junto, acontecer simultaneamente, mas o choro, a convicção é a primeira parte do processo,
porque é uma parte que diz assim, eu estou errado, mas o arrependimento envolve uma mudança de posição,
então o que acontece muitas vezes com a pessoa que sempre, por exemplo, sempre cai num determinado vício, então cada vez que ele cai, cada vez, ou qualquer coisa que a gente, pessoa que briga, que explode com ira, com palavras duras,
qualquer situação nossa que é um pecado recorrente, que é uma tendência nossa, então cada vez que aquilo acontece a gente fica triste,
mas a tristeza não é necessariamente, ela é importante, é um passo, mas não é necessariamente o arrependimento, porque você pode ter tristeza 15, 20, 100 vezes e não mudar a sua postura, não fazer,
na verdade muitas vezes nós nem temos condições de mudar, mas as vezes falta até a disposição de dizer, bom, diante da minha falha, da minha incapacidade,
diante disso que eu sempre faço, eu vou assumir uma posição diferente, eu vou tomar uma atitude, o arrependimento envolve isso,
então o choro, a convicção de pecados é um passo importante, mas não é necessariamente o arrependimento, então eles tiveram essa reação, esse impacto e aí veio a ordem,
não devem se entristecer agora, essa é uma hora em que deve haver uma celebração por causa da data, um pouco dessa sequência é porque eles estavam num dia consagrado, num dia que era pra celebrar a Deus,
e isso mostrava que eles deveriam, mostrava o que Deus queria nas celebrações que eu vou mostrar daqui a pouco, nós hoje não temos muito assim a nossa cultura cristã,
nós temos algumas datas de Páscoa, de nascimento de Jesus, temos datas que são celebradas, mas nós não temos a cultura de guardar as datas como os judeus faziam, como Deus ordenou,
e também isso acontece porque a nova aliança não instituiu exatamente essas mesmas datas, mas nós temos, por exemplo, a celebração da ceia, que é algo que deve ser feito regularmente,
e na celebração da ceia, que é um bom exemplo, é o momento em que, hoje as igrejas em grande parte perderam essa tradição, mas algumas décadas atrás, muitas igrejas, talvez mais as pentecostais,
elas celebravam a ceia e as pessoas às vezes encaravam aquele momento com tristeza, pensando "eu pequei, eu não sou digno de tomar a ceia", e na verdade a celebração da ceia nós somos pecadores,
nós cometemos nos últimos, sempre que vamos celebrar a ceia, nós podemos sentir que falhamos muitas vezes, que pecamos, mas tomar a ceia indignamente não é você, a pessoa é digna de tomar a ceia não porque ela não pecou,
a pessoa é digna de tomar a ceia quando ela crê na obra que Jesus fez na cruz, e essa fé naquilo que Jesus fez na cruz também deve ser um momento de alegria e não de tristeza,
então, evidentemente, uma pessoa que não tem nenhum arrependimento, que não tem nenhuma intenção de realmente viver uma vida separada para o Senhor, ela não está crendo na obra da cruz e ela não teve, a mudança de coração foi no mínimo incompleta,
então isso também não é correto, mas a hora da ceia, como esse momento aqui, deveria ser uma hora de celebração, de alegria por causa daquilo que Deus fez, esse era o sentido das festas determinadas pelo Senhor ao longo do ano e até mesmo do sábado,
às vezes fala, é uma convocação solene, é uma data que nós separamos para Deus e às vezes nós pensamos, isso deve ser uma data de tristeza, a única data, se você olhar Levítico 23,
a única data em que realmente era um dia de afligir a alma, de se colocar diante de Deus numa atitude de contrição e de arrependimento e não de alegria,
era o dia da expiação, das sete festas era a única data, a única festa que realmente não caberia assim, não era o sentimento, a ideia central da festa não era de alegria,
era de ter uma purificação, de estar diante de Deus em arrependimento, mas nas outras datas, como essa do primeiro dia, do sétimo mês, era uma data de alegria
e o que eu quero enfatizar é que nossa reação correta de tristeza e de arrependimento é algo importante, não existe alegria do Senhor, é a nossa força sem passar por esse momento de tristeza,
mesmo esse dia sendo o primeiro dia do sétimo mês, um dia que era consagrado ao Senhor, que não deveria ser um dia de tristeza,
mas a razão da alegria, a razão da celebração era o fato de estar em aliança com Deus, era o fato de poder celebrar o que Deus tinha feito por eles,
então esse é o sentido da festa e quando nós tentamos, isso seria o primeiro aspecto da nossa pergunta, quando é que eu posso aplicar essa ordem "não fique triste porque a alegria do Senhor é a nossa força",
essa atitude, essa ordem só pode ser aplicada quando eu tiver realmente o sentimento de entender quanto que eu não consigo e não tenho agradado ao Senhor,
se o povo não tivesse ouvido a lei, se o povo não tivesse entendido a leitura, se o povo não tivesse tido a reação de dizer o que vai ser de nós,
olha só o que está acontecendo, de maneira nenhuma teria vindo essa ordem "não se entristeçam porque a alegria do Senhor é a sua força", então não se entristecer justamente porque eles estavam entendendo,
até o versículo 12, e fala "Então todo o povo se foi a comer, beber, enviar porções, celebrar com grande alegria porque agora entendiam as palavras que eles foram comunicadas",
então a ideia é essa, se eles não tivessem entendido, se eles não tivessem sido impactados, não poderiam ouvir essa palavra "a alegria do Senhor é a vossa força",
então não era para se entristecer, era para fazer essa celebração nesse momento. Agora o que aconteceu, esse aqui eu vou passar porque não vou ler os textos porque são assuntos que nós vamos ver pela frente,
mas eu queria que nós entendêssemos todo o contexto, o que vai acontecer depois, porque a alegria do Senhor é a vossa força, então não se preocupem com o pecado,
não se preocupem, assim Deus não liga para o pecado, não era isso que ele estava dizendo, esse não é o momento, essa tristeza não é uma emoção passageira,
essa tristeza, esse impacto da palavra vai continuar, é o momento agora de celebrar, de dizer para Deus nós queremos celebrar como nós fazemos na ceia, nós queremos celebrar o que Jesus fez por nós,
eu quero celebrar que Ele é poderoso e Ele me redimiu, eles celebravam as festas para celebrar o que Deus tinha feito em tirá-los do Egito, as festas eram para celebrar as bênçãos de Deus,
todas as festas eram muito ligadas ao ano e ao calendário agrícola, as diferentes colheitas ao longo do ano, então tinha muita ligação todas as festas, desde o tempo da Páscoa, Pentecostes e agora no sétimo mês de Tabernáculos,
eram festas de celebração, de gratidão a Deus por causa das bênçãos, porque eles precisavam trabalhar, eles precisavam plantar, trabalhar duro para ter colhetas e lavoura,
mas eles tinham que reconhecer que tudo vinha de Deus, a chuva é bênção de Deus, a saúde, a prosperidade das plantações, tudo era bênção de Deus, então nas festas eles estavam celebrando a libertação do Egito,
a preservação de Deus ao longo da história, Tabernáculos que eles viviam em cabanas para representar a proteção de Deus durante o deserto,
mas também durante toda a vida que nós vivemos em cabana feita com ramos, com ramos de árvores, com folhas, era uma coisa muito temporária, era uma coisa que durava muito pouco, era para mostrar a fragilidade da vida e a proteção de Deus,
então essa dependência de Deus, então a festa era uma celebração daquilo que Deus fez, na Páscoa a libertação do Egito, mas todas as colhetas, tudo era para celebrar o que Deus fez,
então eles sentiram o impacto de estarem fora, de não terem correspondido à bondade de Deus, de não terem sido fiéis à aliança, de não terem nem se preocupado em saber o que Deus queria,
a leitura da lei mostrou para eles que eles nem tinham se importado, nem estavam preocupados em saber o que Deus queria deles, então era um impacto grande,
mas esse dia, esse momento, era um momento de celebrar o que Deus fez, então não se entristeceram, fizeram a celebração, mas o que que veio em seguida?
Aqui mesmo no capítulo 8, essa é uma parte que já estamos analisando, versículo 13, então no dia 1º do 7º mês, tiveram a leitura da palavra,
tiveram a reação e a ordem era não, não fique na tristeza, a tristeza em si, ela não glorifica Deus, um povo assim, a gente pode falar assim,
olha, eu sou uma pessoa fraca, eu não tenho capacidade de servir a Deus, eu sou um pecador, isso em si, ficar focando nisso, permanecer nesse estágio de lamentação,
isso não glorifica Deus, o que glorifica Deus? Reconhecer nossa incapacidade, nossa fragilidade, nossa fraqueza, nossas falhas, mas glorificar a Deus porque ele produziu algo diferente,
ele nos tirou do Egito, ele nos deu essa terra, ele deu as chuvas, então tudo que nós temos é fruto da bênção, da fidelidade, do amor de Deus, então era um momento de celebração,
mas aí passou a celebração do dia 1º, então vamos nos esquecer, foi uma memória para nós, não, no dia seguinte, versículo 13, no dia seguinte,
ou seja, essa tristeza, essa falha de não atentarem para a palavra, para vontade de Deus, ela gerou um resultado prático, no dia seguinte eles ajuntaram seus cabeços de família de todo o povo,
os sacerdotes, os levitas, na presença de Esra do Escriba, para atentarem nas palavras da lei, de vez em quando eu gosto de comparar várias traduções,
porque às vezes tem palavras que têm vários significados e só uma tradução às vezes perde a riqueza, por exemplo, esse final do versículo 13,
que eles se ajuntaram para atentarem, minha tradução fala, para atentarem, para prestarem atenção nas palavras da lei, mas essa palavra "atentar", algumas traduções falam "estudar",
o importante é que essa palavra, ela tem um conteúdo muito mais profundo do que só ouvir, não era ouvir ou não era só ler, é essa palavra que é enfatizada, tem vários sinônimos,
mas esse significado durante todo esse capítulo 8 é a leitura para entender, nós precisamos entender o que Deus quer na sua palavra, nós precisamos ir mais fundo,
a Bíblia, as Escrituras, mesmo a lei de Moisés, não é uma coleção de regras, de mandamentos, nós precisamos entender, nós precisamos perceber,
então eu só vou ler aqui algumas outras versões só para a gente entender quantos outros sentidos tem essa palavra, tem uma que fala assim,
para examinar a lei com muita atenção, mesmo nos mínimos detalhes, então essa é um tipo de uma paráfrase, mas para explicar o que quer dizer,
eles se juntaram para tentarem nas palavras da lei, significa, eles não queriam só tomar conhecimento da superfície, do sentido óbvio, eles queriam ir mais fundo,
uma tradução fala estudar mais profundamente, outra fala ouvir a exposição da Torah, seus ensinos, examinar a lei mais atentamente,
e esse atentar nas palavras da lei, então o significado aqui, o que eles queriam, naquele momento aqui, não se entristecer, é uma hora de celebrar, uma hora de Deus não é glorificado
com a nossa tristeza, então vamos manifestar nesse momento nossa alegria, nossa gratidão, nós vamos nos alegrar não no que nós somos,
nós vamos nos alegrar naquilo que Deus é, nós vamos nos alegrar no que Deus fez, nós vamos honrar a Deus com o que ele fez, mas aí no dia seguinte eles foram assim,
foram assim, nós queremos entender mais, eles tinham ouvido seis horas de leitura com explicações, mas no dia seguinte, não todo o povo, mas os representantes, as cabeças das famílias,
eles foram para entender mais, eles foram perguntar para Esdas, para os Levitas, nós queremos entender mais, nós queremos saber o que Deus quer de nós,
então a atitude que foi gerada neles, a tristeza por não estar dentro do que Deus queria, produziu um fruto, não era uma alegria superficial,
aquela coisa assim, vamos pular, vamos dançar e não ter nenhum efeito na nossa vida, que tipo de alegria é a nossa força, é alegria em Deus e alegria por saber que nós entendemos a palavra,
entendemos, conhecemos um pouco mais de Deus, mas é também a nossa força porque vai nos levar a buscar mais, a alegria do Senhor é uma alegria de estar em aliança com ele,
é uma alegria de conhecer um pouco mais a ele, é uma alegria de saber que Deus vai nos abençoar dentro de um relacionamento com ele, então essa alegria não tristeza,
porque não tristeza, porque não era para ficar assim na derrota, na depressão, na miséria, era para assim, realmente nós erramos, mas nós podemos nos alegrar porque Deus é poderoso e no dia seguinte nós vamos ter uma nova atitude,
nós vamos ter uma atitude de querer entender mais o que Deus quer e eu coloquei aqui, entendimento, agora eles vão adquirir nesse dia seguinte, nesse segundo dia,
eles foram entender algo muito específico, porque o que diz, versículo 13, eles se ajuntaram, versículo 14, acharam escrito na lei que o Senhor ordenara por intermédio de Moisés,
que os filhos de Israel habitassem em cabanas durante a festa do sétimo mês, eles agora, porque eles fizeram uma leitura geral no primeiro dia e viram muita coisa,
ouviram muita coisa, puderam entender muitas coisas que não estavam acontecendo, mas nesse segundo dia Deus os orientou, Esdras deve ter assim, olha nós estamos no sétimo mês e tem uma festa chegando,
então olha só como a palavra ela tem muitas instruções de Deus, mas eles acharam uma coisa específica para o momento que eles estavam vivendo,
eles estavam no sétimo mês e eles acharam instruções de Deus para o que eles deveriam fazer no sétimo mês, eu acho isso muito significativo porque agora Deus os direcionou
para uma aplicação muito específica da palavra para aquilo que eles tinham que praticar naquele tempo, olha nós estamos no sétimo mês, é hora de praticar isso,
e lá na frente, porque aí tem essas instruções de que na festa dos tabernáculos eles tinham que ir na natureza, nos campos, nos morros, eles tinham que cortar galhos e fazer uma cabana,
para morar naquela cabana durante os sete dias da festa, então eles fizeram isso, é interessante que tem poucas menções da festa dos tabernáculos na Bíblia,
não vou falar muito sobre a festa dos tabernáculos agora, mas tem poucas menções, tem muitas menções da Páscoa, mas tem poucas vezes que a festa dos tabernáculos é mencionada,
nos livros, nos escritos de Moisés, na Torá, várias vezes é mencionada sobre guardar as festas, o capítulo mais completo é Levítico 23, porque ele fala sobre as sete festas,
mas tem duas menções no livro de Êxodo, tem no livro de Deuteronômio, tem os sacrifícios que deveriam ser dados, tem várias menções nos livros de Moisés,
mas o único lugar, no Deuteronômio também fala sobre a festa dos tabernáculos, fala sobre as outras festas também, mas só tem esse lugar em Levítico 23 que fala sobre cortar os galhos para fazer cabanas,
é o único lugar que nós temos um registro dessa ordem, dessa instrução, então quando eles falaram assim, acharam escrito na lei, só pode ter sido em Levítico 23,
que eles acharam escrito é o único lugar que fala sobre isso, mas nas outras menções da festa dos tabernáculos, eram três épocas do ano que era para todos os homens terem que ir para o lugar que Deus escolhesse,
no caso Jerusalém, mas aí fala aqui que eles fizeram isso, eles foram pegar os ramos e fizeram, versículo 16, eles saíram, trouxeram os ramos,
fizeram para serem cabanas, cada um no aerado da sua casa, nos seus pátios, nos átomos da casa de Deus, na praça da porta das águas, na praça da porta de Efraim,
então quem morava lá mesmo que tinha casa, eles tinham muitas vezes um teto reto assim, que eles podiam fazer uma cabana em cima,
ou as pessoas que não moravam em Jerusalém podiam fazer cabanas nessas praças públicas, e fala, versículo 17, toda a congregação dos que tinham voltado do cativeiro,
foi uma festa celebrada por todos, não só quem morava em Jerusalém, e continua com essa ideia de unidade, de todo o povo se unindo para fazer isso junto,
toda a congregação dos que tinham voltado do cativeiro fizeram cabanas e nelas habitaram, e olha o que diz aqui, versículo 17, olha que restauração,
às vezes fala que restauraram, por exemplo, restauraram a casa de Deus que tinha sido feito no tempo de Salomão, restauraram os muros,
como tinha sido na época do cativeiro mesmo, antes do cativeiro, mas nunca tinham feito assim, de morar em cabanas, nunca tinham feito assim os filhos de Israel,
desde os dias de Josué, olha que situação, algo foi restaurado aqui nesse momento com Esdras, e com esse mover de Deus sobre todo o povo,
e esse desejo de fazer algo que pudesse realmente agradar a Deus, eles voltaram a praticar algo que nunca tinham feito, eles tinham celebrado a festa dos Tabernáculos antes,
mas eles nunca tinham nem atentado mais, nunca tinham mais procurado entender como que deveria ser essa celebração, desde o tempo de Josué,
ou seja, nunca, Josué talvez tenha feito logo que entrou, não temos nenhum registro disso no livro de Josué, mas desde que eles entraram na terra prometida,
ou seja, desde sempre eles não tinham voltado a praticar essa construção de cabanas, para morar nessas cabanas durante sete dias,
e aí fala "e seu regozijo foi muito grande", então eles entenderam algo específico, no primeiro dia foi muito geral, nós estamos fora do padrão de Deus,
nós não estamos no relacionamento vivo com Deus, nós não estamos andando com Deus, nós estamos numa aliança verdadeira com Deus, mas agora eles entenderam uma coisa específica,
é hora de edificar, de construir essas cabanas e celebrar a festa dos Tabernáculos, então eles celebraram essa festa com alegria, então ainda é momento de alegria,
não entristecer, no outro dia entender o que Deus queria, agora eles fizeram aquilo que Deus queria para aquele momento, naquele sétimo mês,
era um momento que eles estavam vivendo, por isso é tão importante entender o que Deus quer para nós, em cada momento cíclico e também um momento histórico,
tem vários momentos ao longo de um ano, era assim que funcionava, tinha festa da Páscoa, festa de Pentecostas, festa de Trombetas, etc, mas eles, era esse o momento para eles,
então era coisa que acontecia cíclicamente todo ano, mas essas festas também falam de um período na história, de um caminhar com Deus, porque a festa dos Tabernáculos
simboliza uma consumação, é a última festa do ano, é algo ficar completo, algo completar o que Deus está fazendo no seu plano,
porque eles que celebravam essas festas todos os anos, mas essas festas também simbolizam uma progressão, então era algo que depois nós vamos, em outro momento,
falar um pouco mais sobre essa festa dos Tabernáculos. Uma coisa interessante para notar aqui é que eles celebraram isso aqui, leitura da palavra no dia 1º do mês,
esse entendimento da palavra foi no dia 2, foi no dia seguinte, que eles entenderam que Deus queria, a celebração da festa é do dia 15 até o dia 22,
então é a celebração dessa festa, mas eles não mencionaram, isso é uma coisa assim, a gente não sabe se eles não observaram o que aconteceu,
entre o dia 1º, festa das trombetas, e o dia 15, que é a festa dos Tabernáculos, no dia 10 tem o dia da expiação, que eu disse que é o único dia dessas festas em que realmente
era para ficar, não com uma tristeza só por tristeza, mas uma contrição, um exame da nossa vida, um arrependimento, colocar nossa vida em dia com Deus,
era um momento, eles não citaram, não citou aqui essa festa, talvez porque realmente eles estavam naquele momento, eles estavam caminhando de uma forma diferente,
era para não ter tristeza, ou eles celebraram e só não registraram, nós não sabemos, mas esse aqui foi no dia 15, ok? Então, para completar, só para completar esse contexto,
a alegria do Senhor junto com tristeza e como que isso funciona, eu vou mostrar o que aconteceu depois, no capítulo 9 de Nehemiah, no dia 24, ou seja, logo depois da celebração da festa dos Tabernáculos,
que eles celebraram nas cabanas com muita alegria, logo depois, dois dias depois de terminar a festa dos Tabernáculos, eles fizeram agora uma assembleia solene,
vamos olhar lá, no dia, Nehemiah 9, versículo 1, no 24º dia desse mês, ajuntaram-se os filhos de Israel, agora não é com alegria, olha só como é importante ter esse contexto todo,
porque a alegria do Senhor é a nossa força, não porque nós não precisamos ter arrependimento, nós não precisamos ter confissão de pecados, porque vai chegar a hora certa para isso, nem sempre vai seguir exatamente essa ordem,
mas o importante é entender, a alegria do Senhor seria a força deles para caminhar com Deus, o objetivo de tudo é alegria, o objetivo de Deus, hoje eu não vou ter tempo para ler,
mas quando fala em Deuteronômio sobre as festas, fala que é para chegar diante de Deus com alegria, a festa, como eu já disse, era um momento de celebrar o que Deus tinha feito na história,
tirando do Egito, guardando no deserto, levando para a terra prometida e celebrando as dádivas de Deus, as chuvas, as lavouras, a produção, então as festas eram celebrações não do que nós fizemos,
mas daquilo que Deus fez, mas existe a necessidade de colocarmos diante de Deus o que nós somos, então no dia 24, então depois dessa celebração toda,
eles se reuniram mais uma vez os filhos de Israel, mas dessa vez eles vieram, agora era ou seria passou o momento de celebrar, de ser grato a Deus, de oferecer a Deus essa gratidão,
mas agora era o momento, agora chegou o momento de ter a tristeza segundo Deus, a tristeza que gera fruto, então eles se juntaram com jejum, pano de saco,
o que é pano de saco? É o que eles colocavam quando alguém morria, então era luto, era tristeza, terra sobre si, então foi essa atitude que Esdras teve no livro de Esdras,
quando ele viu todo o povo com casamentos mistos e desagradando a Deus, então essa é a reação diante de pecado, necessidade de arrependimento,
então agora chegou o momento de ter uma assembleia solene e confissão, então nós temos o capítulo 9 inteiro que vai mostrar a oração e como foi, e no capítulo 10 eles fizeram então,
depois dessa confissão, e é uma confissão que envolve história, eles não só estavam confessando os erros deles na sua geração, mas essa assembleia solene era uma confissão coletiva
de toda a história deles, como o povo de quantas vezes eles tinham se afastado de Deus, então era algo assim que envolvia uma renovação diante de Deus,
porque era colocar diante de Deus a situação que eles estavam vivendo e que tinham vivido durante as gerações passadas, e no capítulo 10 eles fizeram uma renovação da aliança com Deus,
então a alegria do Senhor é a força para viver num relacionamento com Deus, a alegria do Senhor é a força para passar não só pelas celebrações, mas também de passar pela alegria de saber quem Deus é,
de se envolver com Deus, é uma alegria que é fruto, ele vem antes, ele vem depois do choro, mas vem antes também do arrependimento, então a alegria do Senhor nos mantém firme, nos dá força,
não é uma alegria circunstancial, não é uma alegria que depende só do momento, mas é uma alegria de saber que Deus nos mantém,
então eu só vou terminar com duas passagens na nova aliança para nos ensinar sobre o que é tristeza e alegria no plano de Deus, é claro que nunca temos uma fórmula, uma sequência, um jeito simples de fazer, mas são princípios,
nas palavras de Jesus, em João 16, Jesus fala sobre tristeza e alegria, é um contexto um pouco diferente disso aqui porque não está falando sobre pecado, sobre arrependimento,
mas nesses capítulos de João 14, 15, 16, 17, Jesus está falando com os discípulos logo antes da sua morte, e ele falou assim, João 16 e versículo 19,
Jesus percebeu que queriam interrogá-lo e lhes perguntou, "Indagais entre vós acerca disto que disse, um pouco e não me veréis e ainda um pouco e vermiéis, em verdade, em verdade vos digo que vós chorareis e vos lamentareis enquanto o mundo se alegra",
olha só, Jesus está dizendo, eu vou embora, os discípulos ficaram tristes, aí ele falou assim, olha, quando eu for embora, as pessoas, o mundo, o sistema, aquelas pessoas que se sentiam ameaçadas,
que tinham raiva de Jesus, essas pessoas iam se alegrar, quando Jesus foi crucificado nós eliminamos, nós tiramos esse estorvo, tiramos essa pedra no nosso sapato, então vocês vão chorar enquanto o mundo se alegra, ele fala,
mas vós ficareis tristes, ele fala, mas a vossa tristeza se converterá em alegria, então esse princípio de tristeza se transformar em alegria é o princípio de alegria do Senhor, a nossa força,
alegria que não passou por tristeza, alegria que não é profunda, que não traz algo mais substancial, não é uma alegria superficial, de espuma, de pessoas que não experimentaram nada, é uma alegria que vem como resultado,
então Jesus está dizendo assim, quando eu for embora, vocês vão sentir tristeza, e aí ele fala, versículo 21, a mulher quando está para dar a luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora,
a mulher na hora que vai ter as dores de parto, ela sabe que vai ser um processo doloroso, então ela tem medo, ela sente temor, sente medo daquele momento, sente tristeza, mas depois de nascer da criança já não se lembra da aflição,
pelo prazer de ter vindo um homem ao mundo, assim também vós agora na verdade tendes tristeza, mas outra vez vos verei, aqui ele está falando sobre a vinda do Espírito Santo,
claro que quando nós vimos Jesus de novo na sua volta, a alegria não vai ter tamanho, mas ele está falando aqui porque ele falou assim, um pouco eu vou embora, e um pouco eu volto, porque ele estava falando sobre ele voltar no Espírito Santo,
então vocês vão ter tristeza, mas depois eu volto e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém pode tirar, e aí ele fala que os discípulos vão poder pedir,
eles vão ter um relacionamento vivo com o pai, e eles vão ter alegria, então tudo isso mostra que a alegria que Jesus está falando é uma alegria que vem por um processo de tristeza com uma mulher que vai dar a luz,
mas é uma alegria que passa pela tristeza, mas que tem alegria por causa daquilo que Deus faz no meio da situação, quer dizer, as dores de parto produzem o resultado,
isso tem tudo a ver com tribulação durante todas as épocas, mas principalmente no fim dos tempos que vai ter muita aflição, mas vai ter alegria no meio da aflição, então isso é uma das relações entre alegria e tristeza,
uma alegria superficial, uma alegria só emocional, ela muda muito, se as coisas estão bem eu estou feliz, se as coisas vão mal eu estou triste, e ele está falando sobre uma alegria mais profunda,
a Bíblia em Hebreus fala que pelo gozo que ele foi proposto, ele suportou as aflições, então Jesus olhava para a alegria do resultado que ele ia passar,
e é a mesma ideia da mulher que vai dar a luz, ela tem tristeza por causa da dor, mas ela sabe que aquela dor tem um propósito e vai ter um resultado final, essa é uma das relações entre tristeza e alegria,
e a outra relação, outro texto que fala sobre alegria e tristeza é em Segundo aos Coríntios 7, que isso tem a ver com arrependimento, porque ele falou, Segundo aos Coríntios 7 Paulo está escrevendo para os Coríntios,
e ele fala sobre a tristeza por causa do caso de pecado que ele tratou na primeira carta, e ele falou assim, versículo 8, Segundo aos Coríntios 7, 8, ainda que vos tenha entristecido com a minha carta,
porque ele falou de uma situação que estava errada e que tinha que tomar atitude, e eles tinham errado, ainda que vos tenha entristecido com a minha carta, não me arrependo, embora já me tivesse arrependido por ver que aquela carta vos entristeceu,
ainda que por pouco tempo, então Paulo fala assim, não me arrependo, mas eu senti até arrependimento, porque eu não gostei de ver que vocês ficaram tristes, mas a tristeza foi importante, versículo 9, agora folgo, quer dizer, agora eu estou feliz,
não porque fostes entristecidos, mas porque fostes entristecidos para o arrependimento, pois fostes entristecidos segundo Deus, de maneira que por nós não padecestes dano em coisa alguma,
então assim, a tristeza, a disciplina, o arrependimento, é para livrar de uma situação muito pior, e versículo 10, a tristeza, segundo Deus, opera arrependimento para a salvação,
o qual não traz pesar, mas a tristeza do mundo opera a morte, e aí ele fala assim a respeito de como eles reagiram corretamente, eles mudaram, eles tiveram zelo, e isso produz alegria,
porque a alegria que vem, a tristeza, segundo Deus, é uma tristeza que traz resultados e que vai trazer a verdadeira alegria, e a tristeza, o que eles, Nemias e Estras, pediram para o povo não ficar tristes naquele dia,
porque não era para ter uma tristeza só que resultasse em lamentação, mas que não produzisse frutos, porque a tristeza, segundo Deus, opera arrependimento, mas a tristeza do mundo opera a morte,
e nós estamos vivendo numa época que eu pelo menos penso que nunca houve tantas pessoas em depressão, tantas pessoas como a tristeza que não gera alegria, que não é uma tristeza, segundo Deus,
porque a tristeza, segundo Deus, não produz esse sentimento de derrota, quem sou eu, eu não presto, eu nunca posso fazer nada, mas é uma tristeza que produz um desejo de estar em aliança com Deus e tirar tudo que impede,
então essa tristeza correta nos faz tomar um novo fôlego, é uma tristeza junto com a alegria proposta de entrar num relacionamento com Deus, de fazer o que ele quer,
porque muitas vezes a nossa tristeza é porque nós não conseguimos fazer, mesmo para Deus, nós não conseguimos fazer aquilo que nós queremos, mas quando nós entendemos não,
a celebração das festas é uma celebração daquilo que Deus fez, é uma celebração daquilo que Deus opera, e a única tristeza que eu quero ter é de não estar verdadeiramente num relacionamento com Deus e de fazer o que ele quer,
a tristeza da minha frustração, eu não sou aquilo que eu gostaria de ser, eu não sou igual ao outro, eu não sou aquilo que eu sonharia em ser, essa é uma tristeza que produz morte,
porque eu nunca vou ser aquilo que talvez Deus não projetou para mim, então quando eu tenho a tristeza segundo Deus, é uma tristeza que me leva a abandonar os meus sonhos, as minhas frustrações naturais,
e desejar agradar a Deus e viver para ele, e isso me leva, pode levar por aflições, mas isso vai produzir a alegria que se mantém mesmo no meio de situações totalmente contrárias,
então esse desejo de Deus é um assunto simples e complexo ao mesmo tempo, porque é muito simples ter alegria de Deus quando nós abandonamos os nossos ideais,
os nossos sonhos, muitas vezes assim totalmente sem fundamento, sem realidade, e entendemos o que Deus quer e entramos num relacionamento que traz alegria mesmo que seja nas aflições e tribulações,
porque sabemos que estamos em dores de parto para gerar algo que Deus deseja. Senhor, nós queremos aprender, isso é uma lição que precisamos aprender e reaprender continuamente,
que o Senhor possa renovar em nós essa visão verdadeira, que nós possamos ter uma clareza sobre qual é a alegria do Senhor que pode ser a nossa força em momentos difíceis,
que nós possamos entender isso mais e mais e que a tua restauração possa acontecer na nossa vida individualmente e na tua igreja como todo, pedimos em nome de Jesus, amém.

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