Jacó e Esaú se encontram finalmente depois de 20 anos de separação. A emoção não foi por causa dos 20 anos, mas por causa da profunda mágoa causada pela forma enganosa com que Jacó tomou a bênção que Isaque pretendia dar a Esaú. A intenção declarada de Esaú de matar Jacó e o senso de culpa que pesava sobre Jacó geraram um terrível suspense em relação a esse reencontro. O fato de Esaú ter saído ao encontro acompanhado por 400 homens não ajudou a tranquilizar Jacó. Houve até um encontro inesperado entre Jacó e um Homem celestial logo antes do momento dramático. Como seria o desfecho desse longo processo?
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16/11/24 – Gênesis 33 – MP3 – Baixar

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Transcrição
Estamos em Gênesis, agora capítulo 33. Nem sempre a mudança de capítulo mostra que houve uma mudança na narrativa.
Aqui tem uma sequência, o capítulo 32, que já vimos, que é o capítulo muito importante desse encontro de Jacó com o homem celestial,
com esse mensageiro, que é mais do que um anjo, que com toda a certeza era o próprio Jesus.
O capítulo 33 é uma sequência, porque o versículo 1 já começa falando que assim que esse homem, não fala que ele foi embora,
mas ele com certeza foi embora, desapareceu, e aí Jacó levanta os olhos e tem uma sequência.
Então nós vamos hoje olhar o que aconteceu depois de todo esse suspense, porque na verdade todo o capítulo 32 é um suspense,
porque Jacó está voltando para a terra de Canaã, a terra da herança, Deus tinha abençoado os pais de Jacó,
e o próprio Deus apareceu para ele e falou "vou estar com você aonde você for", então Deus estava abençoando a saída de Jacó da terra de Canaã
para ir até dos parentes de Rebeca, sua mãe, para buscar uma esposa, mas na verdade estava fugindo de Esaú.
Então toda a história da saída de Jacó e agora a volta de Jacó 20 anos depois para a terra que Deus prometeu para os pais,
para os patriarcos, para Abraão e Isaac, a volta dele, como Deus tinha ordenado, você vai sair, mas você precisa voltar,
mas o grande problema da volta dele era o seu encontro com Esaú. Ele teve um problema para sair para se desligar de Labão, foi um problema,
mas agora o problema muito maior é o encontro dele com Esaú, porque lembramos que Jacó tinha agido de uma forma enganosa junto com a mãe dele
para tomar a bênção, Isaac estava certo de que ia abençoar Esaú, o primogênito, e Rebeca e Jacó bolaram um plano para enganar Isaac,
para enganar, para tomar o lugar de Esaú, para até se disfarçar com Esaú e tomar a bênção dele. Esaú ficou muito irado e queria matar Jacó,
então Jacó fugiu, então 20 anos depois ele está voltando, ele precisa voltar, é necessário ele voltar para a terra que Deus prometeu para ele,
toda a bênção da parte de Deus, toda a herança e a bênção que Deus queria passar para ele na terceira geração, dependia dele voltar para a terra,
mas para ele voltar para a terra ele tinha que enfrentar Esaú, então o capítulo 32 faz um grande suspense, Jacó já fica sabendo que Esaú saiu ao encontro dele
com 400 homens, Jacó imagina o pior, ele tem medo, ele faz uma porção de estratégias, manda presentes, fica pensando no que ele vai fazer,
e finalmente ele passa pelo menos uma parte da noite nessa luta com o homem celestial, com essa pessoa que é o próprio Deus aparecendo para ele,
e ele recebe a garantia de que não só ele vai ser protegido, mas que o nome dele foi mudado, a identidade, ele recebe uma nova identidade,
então toda essa preparação, e hoje nós vamos ver o que vai acontecer, o que aconteceu ali com o encontro, então esse é o tema do capítulo 33,
é quando realmente os dois irmãos se encontraram e o que vai acontecer, o que aconteceu como resultado de toda essa preparação e toda essa angústia que Jacó passou,
pensando no que, como que seria esse encontro com Esaú e se Esaú continua querendo matá-lo, então queremos ver, na verdade esse é o final desse todo esse ciclo entre Jacó e Esaú,
e é o final da história, vai ter uma menção de Esaú lá na frente quando o pai deles, Isaac, morre, mas de história, de acontecimentos, esse é o último acontecimento envolvendo os dois,
Jacó e Esaú, na verdade eles se encontram para sepultar o pai, mas pelo menos não consta de que eles tiveram outros encontros, então o que nós temos aqui é o final de toda essa história que aconteceu ali sobre aquela bênção e 20 anos depois esse é o final da história,
vamos orar pedir que o senhor nos ajude a entender porque essas histórias são relatos, são relatos do que aconteceu, mas sempre tem um propósito,
nós cremos que quem compilou, quem incluiu, se Moisés ou outras pessoas antes dele, se eles tiveram acesso a outros relatos, nós não sabemos, mas esses relatos foram incluídos nas escrituras, no relato bíblico,
então nós cremos que tem uma razão, que não é só uma história que não tem um propósito, não, tem um propósito que está dentro do propósito de Deus, que nós soubéssemos, está dentro do propósito que Deus estava desenvolvendo, está desenvolvendo até hoje,
e era o propósito de Deus que nós soubéssemos desses fatos. Senhor, nós colocamos a nossa vida diante do senhor nesse momento, pedimos que o senhor use mais uma vez, mais uma parte da história, mais uma parte daquilo que o senhor fez no passado,
mais uma linha que completa o que vem vindo até os nossos dias, nós estamos nessa linha daquilo que o senhor fez há tantos anos, então nós queremos entender, queremos que o senhor fale conosco,
que o senhor abra o nosso entendimento, para entender muitas coisas tão diferentes da nossa época, muitas coisas que nós nem podemos comparar o conhecimento que nós temos com a luz que eles tinham,
mas ao mesmo tempo muita coisa semelhante e que pode nos ensinar, nós pedimos que o senhor esteja presente nessa exposição e nesse entendimento daquilo que aconteceu entre Jacó e Esaú, pedimos isso em nome de Jesus, amém.
Então essa história tem um grande significado nesse contexto de ser o final de todo um ciclo, de todo um processo, Jacó tinha sido escolhido por Deus antes de nascer,
Deus já tinha revelado para Rebeca, Deus já tinha decidido quem que ele ia escolher para fazer a continuação, mas não sabemos exatamente como isso foi passado para Jacó,
mas mesmo Rebeca que sabia disso que Deus mostrou para ela, ela também tinha essa, acho que ela que passou essa natureza, essa tendência para Jacó, porque ela que bolou o plano,
então é algo que podemos achar absurdo, mas que nós fazemos muitas vezes igual naquilo que sabemos que Deus quer para nós, mas nós queremos ajudar Deus, nós queremos fazer acontecer, nós queremos forçar,
então a gente não sabe como teria sido, porque Isaac queria abençoar Esaú, então Rebeca ficou, nossa que eu preciso dar um jeito, a gente precisa resolver essa situação,
porque Isaac vai abençoar a pessoa errada, então aí veio toda essa estratégia nesse plano, que foi um plano que deu certo, no sentido que eles conseguiram enganar Isaac,
que conseguiram passar a bênção para Jacó, mas foi um método totalmente errado, um método que feriu Esaú, que causou mágoas e que fez com que Jacó tivesse que fugir de lá por todo esse tempo,
também não sabemos como teria sido, porque realmente teve um objetivo de ganhar uma esposa, ele ganhou quatro, mas a ideia era ganhar uma esposa que não fosse do povo lá de Canaã,
mas todo jeito que aconteceu causou muito mais sofrimento para Esaú e para Jacó e para os seus pais, causou muito sofrimento porque foi feito de uma maneira errada,
então 20 anos depois Jacó, o problema não vai embora, é fato de que muitas vezes o tempo, a pessoa dependendo do tipo de personalidade, às vezes a pessoa realmente deixa aquela ira, deixa aquela intenção de se vingar,
mas o problema existe, o problema não vai embora, o tempo não elimina os problemas, então Jacó ainda precisa enfrentar, ele precisa enfrentar o que ele fez de errado e isso é algo que vai relatar aqui,
então essa história é importante, ela suscita algumas perguntas que eu vou colocar mais no final, tem implicações, tem várias coisas que nós podemos avaliar,
mas inicialmente vamos seguir a história, vamos ver o que aconteceu e vamos tentar ver alguns aspectos importantes dentro do contexto daquela época mesmo,
então logo depois dessa experiência de Jacó com o Homem Celestial, no capítulo 33 ele levanta o versículo 1, ele levantou os olhos e olhou e viu que vinha Esaú e com ele 400 homens,
no fim nós já sabemos que vai dar tudo certo, Esaú não está ali para matar Jacó, é fato de que a gente não entende, eu não tenho uma boa explicação de porque Esaú teria feito 400 homens o acompanhar,
é algo estranho, ele vai encontrar com o irmão, ele precisa de 400 homens, podia ir com o grupo de 10, 20, mas 400 homens e foi isso que quando o Jacó ficou sabendo,
isso realmente fez com que ele ficasse com muito medo, porque Jacó não tinha todo um grupo capaz de enfrentar 400 homens se eles estivessem vindo com a intenção de lutar contra ele,
então 400 homens junto com Esaú, então vamos lembrar, Jacó fez um monte de estratégias, mandou um presente enorme dividido em vários rebanhos de animais diferentes,
de ovelhas, de cabritos, de jumentos, de vários animais e ele foi mandando em grupos separados para causar um impacto, Esaú ia encontrar primeiro um rebanho de ovelhas,
depois um rebanho de cabritos, de cabras, então aquilo ia causando um efeito, então Jacó preparou isso, ele tinha muita criatividade, tinha muita iniciativa,
então ele não ficava só pensando o que vai acontecer comigo, ele tentava fazer de todo jeito para que tivesse o menor prejuízo possível, dividia a família dele em duas partes,
então aí ele teve encontro com o mensageiro celestial e ele já tinha orado, ele pediu a bênção e ele recebeu a bênção, ele recebeu uma mudança de nome, nós falamos sobre isso que ele teve o nome mudado para Israel,
mas olha só, no capítulo seguinte, logo em seguida, capítulo 33, não chama Jacó de Israel, ele muitas vezes continua sendo chamado Jacó e isso tem um significado importante,
porque em outros casos o avô dele Abrão, que mudou para Abrão, pelo menos no registro bíblico ele nunca mais foi chamado pelo nome antigo, nem a avó Sarai que mudou o nome para Sara,
mas Jacó não, ele continuou sendo chamado muitas vezes de Jacó e isso significa que é como nós, nós nascemos de novo, somos uma nova criatura,
recebemos uma nova natureza, mas essa nova natureza ela não é instantânea, ela não é automática, a velha natureza continua aparecendo e é uma luta contínua,
principalmente na redenção final, na volta de Jesus ou na restauração dos mortos é que essa transformação vai ser permanente e total, então Jacó, o significado da vida de Jacó,
porque cada um dos três patriarcas, cada pessoa tem uma história, mas no caso aqui, Abrão, Isaac, Jacó, Deus fez questão de não ir direto de Abrão para 12 filhos,
para as tribos da nação, começou com Abrão, de todos os filhos de Abrão, com Sara ele só teve um filho, mas dos outros filhos de Abrão, nenhum fez parte,
Deus selecionou só Isaac, o filho da promessa, o filho do milagre e com Isaac também, dois filhos, gêmeos, mas ele escolheu só um,
então isso é porque Deus ainda estava trabalhando e lapidando e formando um alicerce, Deus tem muita paciência, ele vai trabalhando devagar formando,
nessas três gerações, Abrão, Isaac e Jacó, Deus foi formando aspectos diferentes que passariam para a nação,
então Abrão tem uma parte, Isaac é muito diferente, a história dele é diferente e Jacó é muito diferente dos dois,
então cada um tem um aspecto diferente que faz parte do fundamento, que faz parte dos alicerces do povo que Deus queria formar,
não é algo genético que Deus fez em Abrão, em Isaac e em Jacó, não iria passar por uma genética, por uma herança biológica, não passa,
cada um tem que alcançar isso, isso é um legado espiritual, mas era muito importante, Deus estava trabalhando muito detalhadamente,
de uma forma muito demorada e tomando tempo realmente para lançar algo na vida e por meio da vida de cada um, e o que Jacó representa é
Deus trabalhando, não era o tempo da nova aliança, Jacó não tinha os recursos que nós temos pelo Espírito Santo que habita dentro de nós,
então não houve assim uma transformação, mesmo com o Espírito Santo a mudança na nossa vida também não é imediata e não é total, mas pelo menos assim nós temos esse recurso interior
que pode mudar a nossa natureza, mas mesmo com o Espírito Santo a mudança na nossa vida acontece muitas vezes em grande parte pelo mesmo método
que Deus usou com Jacó, que era por experiências, às vezes por sofrimentos, então a minha, nós vamos tocar nisso depois, mas é um dos grandes mistérios,
uma das grandes discussões, controvérsias na Bíblia, é essa questão de Jacó e Saúl e porque que Deus, porque quando você pensa em Isaac e Ismael
é mais fácil entender, porque Deus tinha falado com Abrão e Sarah, os dois teriam um filho, seria um filho do milagre, seria um filho que viria de uma forma sobrenatural,
Ismael foi produzido como a outra mulher de uma forma natural, então o contraste ali é muito mais fácil entender, porque a promessa seria por meio de Isaac e não por meio de Ismael,
agora quando você pensa, mas por que Jacó e não Saúl é muito, muito mais difícil e na verdade nossa mente humana, nossos raciocínios, nossas teologias, nossos estudos,
nossos raciocínios não conseguem realmente responder, tem pessoas que vão dar respostas, que vão falar por isso, ou porque Isaú desprezou, não deu importância pra primogenitura,
foi uma atitude dele e depois tem toda essa questão de Romanos 9, de que Deus escolhe antes de nascer, então tem respostas, mas quando a gente pensa em Deus,
quando a gente pensa na justiça, quando a gente pensa em como Deus é, é muito difícil a gente achar uma explicação e na verdade a gente não acha, a gente não consegue ter uma resposta,
nós vamos falar um pouquinho mais sobre isso no final dessa história aqui, mas Deus estava trabalhando, porque um dos aspectos que pra mim é difícil imaginar é pensar assim,
Isaque teve dois filhos e eram gêmeos, os dois eram Isaque e Rebeca, o casal, também foi milagre, porque passaram 20 anos sem Rebeca conseguir conceber,
então Deus abriu, permitiu que ela ingravidasse, ela teve os dois filhos, os gêmeos, então eles eram muito idênticos no sentido do contexto, da genética, da família, eles eram gêmeos,
mas quando a gente pensa assim, bom Isaú não era tão assim, ele não tinha um coração pra Deus, ele não quis, aí quando você compara então com os 12 filhos de Jacoque,
vamos ver na sequência aqui dos próximos capítulos, inclusive no próximo capítulo que é Gênesis 34, nós vamos ver algo que simplesmente é terrível dos filhos de Jacó e Deus não rejeitou nenhum deles,
os 12 filhos, vários deles inclusive, Judá, dele que vem a linhagem de Jesus também fez coisas terríveis, então quando nós olhamos pra isso e comparamos com Isaú e Jacó,
a gente não encontra uma explicação lógica pra dizer porque, mas uma das possíveis explicações é que como eu falei Deus estava ainda trabalhando individualmente,
até Jacó, Deus, né, Abraão foi chamado por Deus, depois só Isaque, depois só Jacó, então nessas três gerações Deus estava trabalhando individualmente, lançando alicerces, formando características
e passando essas, como eu falei, não foi passado por genética mas a história deles, a história deles passa pra nós, não só pro povo de Israel mas pra nós, então e a minha, uma das minhas impressões,
é só uma ideia porque a Bíblia não fala isso, mas eu penso que Deus preferiu, a Bíblia fala que Deus amava Jacó e algumas traduções falam assim que ele aborrecia,
odiava Isaú, mas a palavra não é bem odiar, que ele amava menos, é a mesma ideia assim de que Jesus falou assim se alguém não odiar pai, mãe, não é odiar, é não colocar em primeiro lugar,
então entre os dois Deus realmente escolheu Jacó e pode ser Deus olhando pro coração de cada um, Deus vê o coração, a gente olha pra a história dos dois, a gente pensa que Isaú era uma pessoa muito mais boazinha do que Jacó,
mas Deus não olhava isso, Deus olha pro coração, mas uma das coisas que eu penso que Jacó foi escolhido, e essa é outra coisa importante porque já estou falando sobre essa questão de Jacó e Isaú já no início,
mas uma das coisas importantes pra entender sobre a escolha é que Deus não estava fazendo uma escolha, que é o que nós geralmente pensamos, para a vida eterna,
Deus não estava falando por exemplo que Ismael, o que vai acontecer com eles, nós não sabemos o que Deus vai julgar, nós sabemos que Deus vai julgar corretamente, mas assim, o que significa a escolha de Isaac e não escolha de Ismael,
a escolha de Jacó e a não escolha de Isaú, a Bíblia não coloca isso em termos de salvação, em termos de destino eterno, essa escolha é feita em relação ao plano de redenção,
aquilo que Deus queria fazer com a descendência de Abrão para abençoar todas as nações da terra, então os instrumentos que Deus usa, a escolha de um instrumento que é mais ou menos como um técnico de um time de futebol,
ele pode ter 20, 25 jogadores à sua disposição, mas ele vai escolher 11 de acordo com aqueles que ele acha mais apropriados para cada função,
ele pode ter um ótimo jogador que é um atacante, mas se ele precisa de um jogador para ser o goleiro, ele vai escolher cada um de acordo com a habilidade que aquela pessoa tem e a função que ele quer que aquela pessoa desempenha no seu plano,
então nesse momento o ponto que eu queria colocar é, Jacó é uma história, a parte que ele acrescenta, a história dos patriarcas, a história que Deus estava criando aqui, ele representa a história de transformação,
ele é uma pessoa com traços muito fortes, com defeitos muito fortes, com falhas de caráter e Deus foi trabalhando na vida dele, então Jacó, a própria mudança de nome de Jacó para Israel,
mostra que o que Deus queria fazer com Jacó era realmente transformar a identidade dele, transformar o caráter dele, então ele era uma pessoa muito mais indicado,
um outro exemplo, quando um escultor vai usar uma pedra para esculpir, para fazer uma escultura, para criar uma imagem, ele vai escolher uma pedra que seja adequada,
tamanho, composição, formato, ele vai escolher algo que dê condições a ele de criar aquilo que ele deseja,
então quando Deus olha para a humanidade e ele quer alguma coisa específica, ele vai escolher alguém que Deus nos criou, ele conhece o que nós somos por dentro,
ele nos conhece de uma maneira que nós não nos conhecemos, a pessoa não se conhece e ele sabe quem é adequado para o papel que ele deseja especificamente,
e eu penso que Deus, uma das coisas que pode ter feito Deus escolher Jacó e não Isaú, era justamente porque Jacó era uma pessoa que tinha... os defeitos de uma pessoa não são maiores que os defeitos de outra pessoa,
alguns defeitos são mais visíveis, são mais gritantes, então Deus pegou alguém em Jacó, ele achou alguém que realmente precisava lapidar, precisava mudar algumas coisas na vida dele,
então é isso que nós podemos já ver aqui nessa história algumas coisas que vêm acontecendo com Jacó, Jacó está mudando, mas em outros aspectos ele não mudou,
e essa é a nossa história, algumas coisas Deus começa a trabalhar e há progresso, visivelmente há mudanças, há amadurecimento, quebrantamento, humildade, há novas coisas acontecendo,
mas em outros aspectos as vezes continua aquela mesma tendência, aquelas mesmas falhas, então o que acontece com Jacó, ele levanta os olhos, acabou de ter um encontro com Deus, acabou de ter o nome dele mudado,
e ele vê Esaú chegando, ele já sabia que Esaú vinha com 400 homens, mas quando ele vê Esaú chegando, a Bíblia não fala isso, mas eu acho que ele sentiu um frio na barriga,
ele era como assim, Deus tinha falado, Deus tinha abençoado, mas naquele momento é como se tudo sumisse, e ele não conseguiu, ele não conseguiu ter paz, não, eu sei que não vai acontecer nada,
Deus vai cuidar de mim, ele não tinha, ele não tinha isso, então o que ele faz, vamos ver, versículo 1 ainda, então repartiu os filhos entre Lia, Raquel e as duas servas,
quer dizer, de acordo com cada filho com sua mãe, então os filhos, Lia com elas, Raquel só tinha um filho nesse momento, José e as duas servas que tinham dois filhos cada uma,
agora o que ele fez, e aqui tem um, primeiro o Jacó estrategista, o Jacó que vai maquinando e pensando como é que eu vou fazer, como é que eu vou me proteger,
ele vai dando um jeito, ele vai ajudando Deus, ele vai se protegendo como ele bem entende, então o que ele pensa, se Isaú vem para matar,
eu vou colocar os que eu menos gosto, os que são mais, que eu sentiria menos se eles morressem do que os outros, então ele coloca na ordem da sua preferência.
Versículo 2, ele pôs as servas, não sabemos qual das duas, mas as duas servas e seus filhos na frente, vocês conseguem imaginar essas duas servas e os filhos delas,
todos eram filhos de Jacó, então o pai está colocando alguns filhos na frente, se acontecer alguma coisa com eles, eu quero proteger alguns,
depois vem Lia e os filhos dela, e depois por último vem Raquel e o filho dela, José, então isso aí já é, duas coisas que fazem parte do velho Jacó e que não são exemplos para nós,
deixa eu fazer um parênteses aqui, às vezes nós podemos, é claro que todo mundo sabe que nós temos exemplos na Bíblia, homens de Deus,
como o Davi, o homem segundo o coração de Deus, todo mundo sabe que o que Davi fez naquela história de Bate-seba foi algo muito errado e não é para ninguém seguir aquele exemplo,
mas por incrível que pareça, tem pessoas estudiosas da Bíblia, pessoas que amam Jesus, que creem em Deus, tem pessoas que usam o exemplo de Davi
para justificar erros, ou erros próprios, ou erros dos nossos líderes, e para dizer só isso aí, Deus escolhe as pessoas e mesmo que pequem, mesmo que façam coisas erradas,
Deus está com eles do mesmo jeito, Deus não colocou Davi, Deus não rejeitou Davi por causa do seu pecado, mas isso já é uma coisa que a gente precisa olhar com atenção,
porque é verdade que Deus perdoou Davi, é verdade que Deus continuou falando que ele era um homem segundo o coração dele, mas o que Davi fez foi abominável,
foi realmente algo terrível e que causou muito sofrimento para o próprio Davi, mas para o povo de Deus, os nossos pecados, mesmo perdoados,
causam muitos efeitos tristes e isso faz parte de Deus querer nos redimir, Deus pegou Jacó, ele queria redimir, ele trabalhou com Jacó para redimir Jacó,
mas quando nós olhamos certas coisas que Jacó fez, o que Abraão fez, o que Moisés fez, nós podemos não entender as vezes que certas atitudes, certas ações,
que a Bíblia não esconde, a Bíblia não passa por cima, a Bíblia nos fala o que eles fizeram e nem sempre há uma avaliação,
dizendo assim, olha, Jacó fez isso aqui, mas isso não foi uma coisa certa, nem sempre há uma avaliação bíblica para dizer, a gente tem que saber,
a gente tem que conhecer a Deus e saber que certas atitudes são erradas, então esse favoritismo que depois vai aparecer muito forte na vida,
na história de José, o filho favorito, a gente pode até ter uma certa empatia por Jacó porque Jacó não queria, não foi escolha dele se casar com Lia,
mas aconteceu e ele não poderia tanto que Deus começou a dar filhos para Lia e não para Raquel porque Deus não queria que Jacó tivesse favoritismo,
Deus não queria, quer dizer, toda essa questão de poligamia, tal, dá para ver na vida de Jacó que, por que que Deus realmente falou assim,
um homem e uma mulher, que essa é a família, essa é a união que Deus quer, porque olha só que situação, como que esses filhos foram crescendo
e entendendo que eles não eram tão amados e isso vai aparecer depois na história de José, eles têm ódio de José porque esse favoritismo não é algo de Deus
e depois a gente pode aplicar isso para o próprio Deus e essa ideia assim de que Deus escolhe algumas pessoas e não ama as outras, não quer as outras pessoas,
Deus também não é um Deus de favoritismo e é difícil a gente entender isso com essa história de Deus ter escolhido a descendência de Abraão.
Ok, então, mas o fato é que Jacó está fazendo algo aqui não tem uma consequência negativa, vai dar tudo certo, Esaú não está a fim de matar ninguém, de atacar ninguém, mas essa atitude de Jacó
é uma atitude do velho Jacó, é uma atitude não dessa nova identidade Israel que Deus queria dar para ele, então nós temos ele tentando se proteger e proteger os que ele mais ama
e essa questão de favoritismo de colocar os que ele menos amava mais na linha de perigo. Ok, então esse é um aspecto, então ele vê Esaú e ele reage dessa forma, coloca a família dele nessa sequência
para ver o que vai acontecer. Agora vamos dizer que o Jacó não está, ele se isentando, versículo 3, ele mesmo passou adiante deles, então se Esaú vai querer matar alguém, Jacó vai ser, lógico que o problema de Esaú naquele tempo era com Jacó.
Então ele mesmo passou adiante deles e inclinou-se a terra sete vezes até que chegou a seu irmão, então isso aqui também é bem interessante porque primeiro vamos lembrar da bênção, tanto da bênção de Isaac para Jacó, Isaac pensou que estava abençoando Esaú, mas ele abençoou Jacó no capítulo 27,
ele falou com Jacó "você vai dominar sobre nações" e até ele coloca no plural "seus irmãos", que aí irmão pode ser assim até num uso assim de parentes né, mas seus irmãos vão servir, vão se prostrar diante de você, você que vai ser o dominador sobre eles.
Então a bênção que Isaac deu, sem saber que estava abençoando Jacó, mas a bênção que Isaac deu a Jacó era uma bênção de que ele estaria por cima, e aqui nós temos uma cena em que Jacó está se prostrando diante do irmão,
e esse protocolo que ele seguiu, essa maneira que ele fez, ele estava numa certa distância de Esaú, e ele se prostrou uma vez, andou um pouquinho, prostrou-se segunda vez, andou mais um pouquinho.
Então ele foi, não foi assim, parado prostrando sete vezes, ele se prostrava uma vez e andava um pouco mais, se prostrava a segunda vez e andava um pouco mais.
Esse era o protocolo, esse costume, esse jeito de fazer, era o que eles conheciam quando um vassalo, um súdito chegava diante do soberano, diante do rei.
Então Jacó está se colocando numa posição de inferioridade diante de Esaú.
Ele mandou presentes, é o que as pessoas fazem para o rei, para ser aceito, é o que muitas pessoas fazem para Deus, mandam, dão um presente, às vezes até o que nós fazemos pode ser em adoração, ou nosso tempo, ou nosso dízimo.
Muitas vezes a gente faz isso como intenção de ganhar favor, e não é isso que nos dá favor diante de Deus.
Mas Jacó está fazendo isso diante de Esaú, ele está tratando o Saú, o próprio Jacó ele não tem um entendimento de perdão, ele não tem, talvez ele não acredite que ainda que Esaú vai perdoá-lo, mas ele tem esse peso, ele tem esse peso de consciência.
Isso, essa história de Jacó e Esaú é uma história que mostra o quanto que, como eu falei, 20 anos se passaram e não tirou.
Esaú, tudo indica que Esaú não tinha, pelo jeito que Esaú age aqui, eu não acho que ele mudou de ideia, que ele saiu com 400 homens para acabar com Jacó, eu não tenho prova disso,
mas o jeito que Esaú age não é com frieza, não é com assim, vou cumprimentar meu irmão, mas eu não quero nada a ver com ele.
Não, quem tem esse afastamento, essa dificuldade de chegar perto de Esaú é Jacó.
Esaú não tem, versículo 4, então, Esaú correu-lhe, Esaú não tem protocolo.
Esaú não está preocupado em manter as aparências, em fazer mais ou menos só para constar, ele tem emoção, ele corre ao encontro de Jacó,
abraçou-o, lançou-se-lhe ao pescoço, ele não precisava fazer tudo isso, ele está fazendo isso porque realmente ele sente, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou, e eles dois choraram.
Então, esse contraste aqui é muito forte, é muito dramático, porque Jacó tem essa carga de culpa, ele tem medo, ele não sabe se Esaú vai aceitá-lo,
então ele tem todo esse procedimento formal, ele manda presente, ele se prostra várias vezes, ele instrui as esposas e os filhos para fazer igual,
então é todo assim, se sentindo inferior e se abaixando diante de Esaú. Agora, isso é difícil a gente avaliar, mas isso pode representar uma mudança na vida de Jacó,
pelo menos Deus está usando essa situação na vida de Jacó, olha quanta coisa que Jacó passou no capítulo 32, e até foi por isso que ele teve o encontro com o mensageiro celestial,
então Deus está usando essa situação na vida de Jacó para transformá-lo, a gente tem a impressão que até então Jacó, ele atribui a Deus,
ele sabe que Deus o defendeu diante de Labão, Sogro, mas aqui realmente Jacó, ele tem as estratégias, ele faz as coisas para conseguir favor, mas ele tem consciência de que ele não consegue,
por isso que ele ficou tão desesperado e teve aquele encontro com Deus, então aqui ele está se humilhando, isso é bom para ele, isso está trazendo quebrantamento,
isso está mostrando que ele não é superior, que ele não é capaz, que ele não é maior, ele está se humilhando diante do seu irmão.
Agora, uma coisa muito interessante, quando você olha a descrição da cena, eu não sei se você consegue se lembrar de uma cena que não aconteceu de fato,
mas que está numa história, numa parábola que Jesus contou, essa cena de Esaú correndo ao encontro e se lançando ao pescoço do irmão e chorando,
é claro que nos faz lembrar da história que Jesus contou sobre o pai que tinha dois filhos e o filho pródigo que saiu de casa e quando voltou,
é o pai, é aquele que perdoa, é aquele que não guarda mágoa, lembra na história o filho pródigo faz todo um discurso antes, ele é como Jacó,
ele percebe que ele errou, ele sente a sua culpa e ele prepara um discurso para o pai dizendo "eu estou voltando mas eu nem tenho direito de ser reconhecido como seu filho,
eu vou ser um empregado", então ele faz todo esse discurso e o pai acaba com o protocolo, acaba com o discurso e abraça o filho, chora sobre ele e manda trazer uma roupa real para ele e tudo mais.
Então esse paralelo, eu não posso provar que Jesus estava lembrando dessa cena com Esaú, mas eu acho muito possível, não tem outra cena nas escrituras antigas,
antes de Jesus, não tem outra cena que lembra tanto essa cena, é claro que são situações diferentes, mas que lembra essa cena do pai recebendo o filho pródigo de volta
e chorando e não querendo que o filho está entendendo que ele não pode ser verdadeiramente perdoado, ele acha que ele tem que manter esse ônus de ter saído de casa e ter desperdiçado tudo,
então ele vai ter que carregar isso o resto da vida, ele não vai ser mais considerado um filho, então ele não entendia perdão e o pai perdoa e restaura completamente.
E Esaú está fazendo isso, está recebendo Jacó como seu irmão, às vezes a gente pensa assim, não, Esaú podia pensar assim, eu vou ver se vou perdoar, vamos ver se Jacó vai falar que está arrependido,
vamos ver se ele vai confessar, não, e o pai do filho pródigo é a mesma coisa, ele não exige do filho, ele não exige uma confissão, ele não exige uma demonstração de arrependimento,
isso não significa que Deus não quer realmente um verdadeiro arrependimento, mas o perdão é dado dessa forma tão gratuita e Esaú é por isso que eu falo assim,
é tão difícil a gente pensar que Deus não amava Esaú, Esaú ele está demonstrando essa capacidade de perdão, é uma coisa assim que me comove, é uma coisa assim impressionante,
por isso que eu falo assim, eu não consigo nas entrelinhas do jeito que a história é contada, eu não consigo imaginar assim, não, Esaú aceitou Jacó porque Deus ouviu a oração de Jacó e Deus fez Esaú mudar,
Esaú saiu com 400 homens, é estranho mesmo, né, ele saiu com 400 homens, mas Deus mudou o coração dele na hora que ele viu Jacó, ele perdoou, eu não consigo muito ver desse lado,
porque Esaú foi muito espontâneo, Esaú não chega com rancor, ele não chega exigindo alguma coisa, ele não chega com reservas, quem tem reservas é Jacó por causa da culpa,
então, mas isso significa que quem tem culpa não pode ter essa liberdade, ter uma verdadeira reconciliação, não, isso apenas significa que Jacó ele não tinha realmente o entendimento do que é perdão e ele não esperava que Esaú o perdoasse,
então, mas essa cena realmente é muito forte e no decorrer, assim, só para juntar essas coisas, deixa eu ver que versículo que é, em algum lugar aqui, no versículo 9,
Esaú chama Jacó de "meu irmão", "meu irmão", e Jacó não chama Esaú de irmão, ele chama "meu senhor" até o final, então, Jacó ele não consegue ou não quer, assim, uma restauração de um relacionamento de irmão,
ele tem toda essa coisa assim de tratar Esaú super bem, para que Esaú não seja contra ele, e então, agora, já Esaú ele tem essa liberdade, Esaú é uma pessoa, pelo que a gente percebe aqui, ele ficou livre,
ele não guardou rancor, ele perdoou, ele está pronto para viver em paz, então, isso é algo, assim, muito impressionante.
Ok, a partir do versículo 5, então, primeiro Esaú vai perguntar, ele vê todas essas mulheres, quatro mulheres, apesar que Esaú também tinha casado com duas mulheres, depois casou com mais uma,
então, era algo que eles tinham esse costume, não era uma coisa estranha, mas ele levantou os olhos no versículo 5, viu as mulheres e os meninos e perguntou "quem são estes contigo, quem que?"
E ele pensou, quando Jacó foi embora, Esaú já era casado, mas Jacó foi embora sozinho e ele volta com todo esse grupo, a família dele, cresceu muito, quem são estes contigo?
Ele respondeu "os filhos que Deus bondosamente deu a teu servo", né, toda a linguagem de Jacó é "meu senhor, eu sou teu servo", então, mas ele reconhece que Deus concedeu bondosamente,
e isso é algo marcante, a gente poderia pensar "não, isso é só uma maneira de falar", eles falavam assim, mas eu acredito que Jacó realmente tem esse aspecto, ele viu quanto que Deus foi bondoso com ele,
começa a ter isso que nos torna mais humildes, quando nós entendemos "não foi por minha capacidade, não foi por minha força, não foi eu que consegui, Deus bondosamente me deu, são os filhos que Deus me deu".
Aí então, versículo 6 e 7, as servas chegam com os filhos, se inclinaram, Lia chega com seus filhos, se inclinaram, depois chegam José e Raquel e se inclinaram.
Aí agora vem uma outra parte, esse aqui nós estamos vendo o diálogo que aconteceu entre os dois, então no versículo 8, Esaú pergunta "Jacó, o que era todo aquele bando de animais, aqueles rebanhos, o que você quis dizer com isso?
O que quer dizer com todo esse bando que encontrei?" Respondeu Jacó, para achar graça, Jacó está falando, ele está dizendo assim "eu tinha medo de você, eu mandei todo esse bando de animais, todo esse presente, porque era um presente valioso,
Jacó estava dando, era a riqueza que eles tinham, eram os rebanhos, e não foram poucos, não eram três ou quatro animaizinhos, era realmente um rebanho, era uma coisa despendiosa, era uma coisa grande.
Então ele falou assim "para achar graça aos olhos do meu senhor". Então ele tem, ele continua com essa tentativa de conquistar o coração de Esaú, mesmo Esaú já tendo demonstrado que ele não tinha rancor,
Jacó ainda está, parece que não com muita confiança, está inseguro, e está falando assim "olha, eu mandei para achar graça aos olhos do meu senhor".
Esaú disse "eu tenho bastante meu irmão", Esaú tratando como irmão, "eu tenho bastante meu irmão, seja teu o que tem, fica com o que você tem".
Agora isso era o costume deles, era isso assim, eu ofereço um presente, quem está recebendo, falando "não precisa", eles tinham essa maneira de conversar.
Mas Esaú realmente ele não tem, ele não precisava disso para ser favorável a Jacó.
Então disse Jacó, versículo 10, "não, se agora achei, se agora achei graça aos teus olhos, peço-te que aceites o meu presente, porque vi..."
Agora isso aqui é algo sincero, isso aqui está revelando o sentimento de Jacó aqui, porque ele fala assim "por favor, aceite o meu presente, porque vi o teu rosto como se tivesse visto o rosto de Deus".
Olha isso diante da experiência que ele teve, na verdade há poucos minutos, algumas horas antes, aquela noite que ele lutou com o mensageiro e depois ele descobriu, inicialmente ele não sabia, mas depois ele descobriu que era o próprio Deus.
Porque no fim, Gênesis 32 e 30, ele fala "vi a Deus face a face e minha vida foi poupada".
Então Jacó aqui está fazendo uma comparação, porque ele acabou de ter um encontro com Deus e a vida dele foi poupada, assim, as pessoas tinham essa sensação,
às vezes não sabiam antes que estavam tendo um encontro com Deus e depois "eu vi Deus e eu não morri".
Várias vezes isso acontece no primeiro testamento. Então, aqui, Jacó está fazendo uma comparação e uma comparação interessante, porque ele está dizendo "Esaúl, eu também vi o seu rosto e você me aceitou".
Então, claro que Isaúl não é Deus, mas a experiência de Jacó era assim "eu acabei de ver Deus e não morri e Deus não me destruiu, apesar de eu ser uma pessoa cheia de falhas, de pecados".
E agora ele se encontra com Isaúl, que ele achava que ia odiá-lo, que queria matá-lo, e ele fala assim "eu vi o teu rosto como se tivesse visto o rosto de Deus".
Por que "como se tivesse visto o rosto de Deus"? Porque ele também tinha esse temor de que quando Isaúl encontrasse com ele, ele iria querer matá-lo.
E ele viu o rosto de Isaúl como o rosto de Deus e te agradaste ou você me aceitou, te agradaste de mim. Então, Jacó quer que Isaúl receba o presente, agora já não é talvez tanto no sentido de conseguir favor, mas é como gratidão.
Essa é a motivação correta da gente entregar alguma coisa a Deus ou a um próximo nosso, alguém, porque tudo que a gente dá a Deus ou a outras pessoas é em gratidão porque aquilo que nós temos veio de Deus.
Então, eu dou a Deus, mas muitas vezes eu não sei como dar a Deus, eu dou a uma outra pessoa que precisa. Então, Jacó está dizendo "Isaúl, por favor, aceite o meu presente porque a sensação que eu tive era como essa sensação que acabei de ter no encontro com Deus".
Ele não fala isso, mas a sensação que ele está querendo transmitir é "eu estou vendo você e você me aceitou e talvez nas entrelinhas eu não sou digno de aceitação".
Então, Jacó não faz uma confissão, ele não fala "Isaúl, me perdoe porque aquele dia eu enganei", ele não fala isso, mas a atitude dele é uma atitude de humildade, ele realmente sente que ele fez mal, que ele agiu por mal.
Então, ele está oferecendo esse presente a Isaúl em gratidão. E agora, versículo 11, ele insiste mais ainda, ele já falou assim "asseite o meu presente porque você me aceitou" e foi a experiência como se eu tivesse tido encontro com Deus e Deus não me rejeitou.
Agora, versículo 11, "aceito, peço-te o meu presente". Nessa versão eu uso a mesma palavra, mas não é a mesma palavra. A palavra "presente" no versículo 10 é "presente" mesmo, mas a palavra "presente" no versículo 11 é "benção".
"Aceita", e quando a gente lembra da história de Jacó ter tomado a bênção de uma forma desleal, ele está dizendo "aceita, peço-te a minha bênção", ele está dando esse presente para Isaúl como uma forma de compensar, como uma forma de abençoar,
porque muitas vezes eles queriam, eles tinham, na tradição a bênção não era só coisas materiais, mas a bênção que o pai dava para os filhos muitas vezes se traduzia na herança, naquilo que ele doava.
Mas o que eles queriam acima de tudo era o favor, era a bênção do pai se agradando, e isso vale mais do que qualquer coisa material.
Mas, de certa forma, Jacó está dizendo "aceita esse presente porque eu quero abençoar a sua vida", e aí ele fala "aceita o meu presente ou minha bênção que eu trouxe, pois Deus tem sido bondoso para comigo e tenho de tudo".
Então essa é a motivação certa, eu recebi de Deus, eu fui abençoado por Deus e eu quero dividir essa bênção com você.
Jacó está chegando para Isaúl não para tomar a bênção dele, mas para dividir a bênção com ele, então isso realmente foi algo diferente que Jacó mudou de fato e está com outra atitude.
E ainda fala que ele teve que insistir no final do versículo 11, e insistiu com ele e ele o aceitou. Então aqui está a forma como eles se encontraram e a forma como Jacó está procurando trazer um conserto, trazer uma pacificação para a relação.
Agora, versículo 12, agora vem a parte em que Isaúl deseja fazer algo, ele deseja ficar próximo e agora aqui tem uma coisa muito importante e muito dramático que talvez a gente lendo rapidamente a gente pode não perceber.
Então depois dessas conversas, Isaúl conheceu a família de Jacó e eles conversaram sobre o presente e houve essa atitude de Jacó de querer abençoar e pode ter tido essa ideia de compensar o que ele tinha feito de mal.
E agora Isaúl fala assim, versículo 12, "Punhamo-nos a caminho e vamos, eu irei adiante de ti". Isaúl quer uma verdadeira reconciliação e isso aqui é algo que acontece muitas vezes entre as pessoas quando duas pessoas têm um problema sério e às vezes nunca consertam.
Têm situações familiares que nunca, nunca resolvem, nunca consertam. Eu acho o importante, nem tudo que a gente faz de errado na vida a gente tem oportunidade de consertar.
E há situações em que as pessoas nem, ou não tem como fazer ou talvez assim, é difícil saber porque tem muitas coisas erradas, tem relacionamentos errados, tem palavras que ferem, tem atitudes, tem pessoas que mentem para alguém, para qualquer um de nós.
Isso pode acontecer de mentir, de enganar, de às vezes não, de realmente prejudicar financeiramente, tem dívidas que pessoas nunca pagam.
Então nem tudo é consertado, mas o desejo de Deus é que seja, o conserto precisa acontecer. Eu acho isso muito significativo na vida de Jacó, como eu falei, a vida de Jacó mostra como Deus quer consertar.
Deus queria abençoar Jacó, ele já tinha escolhido Jacó, mas Jacó fez aquilo de uma forma errada e para ele voltar para a terra de herança, para ele estar na posição de Deus pudesse dar continuidade a sua obra de redenção, Jacó precisava ter esse encontro com Isaú, ele precisava dar um fechamento, ele precisava resolver.
Agora tem duas maneiras de resolver. Isaú, outra vez, pelo menos olhando nessa perspectiva do que é realmente a reconciliação.
Se você pede perdão ou aceita um pedido de perdão de alguém, mas você fala assim "eu te perdoo", você pode não falar, mas você age assim "eu te perdoo, mas eu não quero mais ficar perto de você, eu não quero o relacionamento".
Eu conserto, eu faço algum tipo de conserto, mas eu não quero ficar junto. Isaú quer ficar junto. Isaú fala assim "então, você está voltando aqui, vamos juntos, vamos viajar juntos, eu vou na sua frente e tal".
E Jacó, ele tem uma desculpa talvez razoável, mas você vai ver até o final desse trecho aqui, você vai ver o que eu quero mostrar.
Jacó, ele quer voltar, ele quer ficar em paz, ele não quer que Isaú seja querendo matá-lo, ele quer voltar assim ao normal, mas ele não quer proximidade, ele não quer um relacionamento com Isaú, isso fica muito claro aqui.
Então Isaú fala assim "vamos juntos", aí Jacó fala assim "meu senhor", ele não conseguiu sair disso, "meu senhor sabe que esses filhos são tenros, quer dizer são pequenininhos, que tenho comigo ovelhas, vacas de leite, se forçados a caminhar demais, um só dia todos os rebanhos morrerão.
Passe o meu senhor adiante de seu servo e eu seguirei, conduzindo-os pouco a pouco conforme o passo do gado que está diante de mim e conforme o passo dos meninos, até que chegue a meu senhor em sair".
Então Jacó fala uma coisa aqui que eu acredito, tudo indica, que Jacó não tinha nenhuma intenção de cumprir, porque onde Isaú morava? Ele morava em Seir, que é onde hoje é a Arábia Saudita, que fica para o leste e para o sul, sudeste de Canã, não era dentro da terra de Canã.
Então Isaú está convidando, eu não sei se Isaú tinha essa intenção ou ia insistir que Jacó fosse até sair, mas ele queria ir junto porque era caminho, mas Jacó falou assim "não, pode ir na frente, eu vou devagarzinho e vou chegando até onde você mora".
Aí Isaú ainda fala no versículo 15 "então permita-me deixar contigo alguns dos meus homens para proteger, para você não ter nenhum perigo".
E Jacó, agora assim, essa parte eu acho que eu penso que isso feriu Isaú, feriu a expectativa dele. Isaú tem uma expectativa assim "boa, meu irmão voltou, vamos juntos, eu vou ajudar", Jacó não queria que Isaú ficasse junto e não queria que seus homens ficassem juntos.
Ele fala assim, ele não tem uma desculpa, ele sim fala "para quê, basta que eu ache graça aos olhos de meu senhor". Assim tornou Isaú aquele dia pelo seu caminho a sair.
Por que eu sei que Jacó não tinha intenção? Porque no versículo 17 Jacó partiu para Sucote que na verdade era no sentido contrário, não era muito longe, mas vamos dizer assim não era e depois ele vai no sentido para o oeste, ele não vai no sentido do sul, ele não vai no caminho e que nós saibamos ele nunca foi.
Ele não tinha essa intenção e não temos mais nenhum registro nas escrituras de que os dois se encontraram, não sei, na ocasião da morte do pai.
Então aqui tem várias implicações, aqui eu não quero tentar fazer um grande caso disso porque a Bíblia não faz, mas a questão é que realmente Deus estava trabalhando nesse momento da história, Deus estava trabalhando nessa linha.
Abraão, depois só Isaac, agora só Jacó, isso não significa que Deus, assim como aconteceu com o caso de Ismael, H, Ismael, Deus cuidou de H, Deus mandou o anjo cuidar deles.
Mas não fazia parte dos instrumentos que Deus estava preparando para ser essa nação de onde viria a redenção por meio do Messias, mas por meio também para alcançar toda a terra, toda a humanidade.
Então Deus estava de fato trabalhando com Jacó, com certeza o propósito de Deus não era que eles se unissem, se tornassem uma grande família, ficassem juntos, acho que não fazia parte.
Mas eu só queria chamar a atenção, primeiro porque isso é uma coisa que acontece muito na nossa experiência, que é um tipo de reconciliação, mas não é uma reconciliação total, é vamos ficar de bem, não somos mais inimigos, mas a gente não quer se relacionar.
Isso não é a verdadeira reconciliação. Então um dos meus propósitos é mostrar se isso era propósito de Deus, Deus permitiu, como falei antes, não significa que o que Jacó fazia era o que Deus queria, Deus estava trabalhando na vida dele.
Muitas coisas Deus naquele tempo não estava trabalhando ainda, Deus não estava tentando eliminar a escravidão, não era o momento para isso, Deus não falava com eles de não ter escravos.
Demorou muito para Deus falar assim, a família é um homem, uma mulher, então várias coisas, várias atitudes, várias coisas que hoje para nós são claras, são declaradas, são explícitas, naquele tempo não era claro.
E Jacó era um homem que ainda estava num processo de transformação, mas ele não tinha, talvez nem tinha um mandato especial, que Deus disse que você tem que estar junto com seu irmão, mas eu só queria chamar a atenção.
Que Esaú estava muito mais livre, Esaú não tinha barreiras, ele não tinha obstáculos, ele estava pronto para não só perdoar, mas para realmente viver num relacionamento.
Então isso é um aspecto importante para a gente entender, mesmo que não tenha sido propósito, Deus naquela época é um bom exemplo para nós do que seria algo parcial.
Foi muito importante o que Jacó fez, foi muito importante a atitude dele, ele estava sendo moldado por Deus, essa situação Deus usou, então eu coloquei aqui na folha, vamos só dar uma olhadinha aqui, já falei acho que a maioria das coisas aqui, mas
foi essencial Jacó ter esse encontro com Esaú, porque Deus queria dar um fechamento, então Jacó tinha feito algo errado, ele precisava enfrentar Esaú, ele precisava se humilhar, ele precisava passar por isso.
O processo de temor, suspense, toda essa situação angustiosa que Jacó passou no capítulo anterior, isso foi importante, porque Deus estava usando isso na vida dele,
para que ele se humilhasse, para que ele dependesse de Deus, para que ele sentisse que ele não era capaz, então Deus usou isso na vida dele, isso fica muito claro.
E como eu tenho mencionado, Esaú estava muito mais livre do que Jacó para se reconciliar de verdade, Jacó estava com essa carga de culpa e isso é algo que Jesus veio para destruir vários aspectos das barreiras,
das divisões, das coisas que nos separam, Jesus veio para tirar isso, então, e todo esse entendimento do que é perdão, do que é reconciliação de verdade, nós hoje temos condições de ter um entendimento maior,
às vezes nós não temos, mas nós temos condições de ter um entendimento maior do que naquela época, mas podemos ver como esse senso de culpa impede as pessoas de se unir.
Agora, Esaú, porque as coisas que separam são senso de culpa, por um lado, do lado de Esaú, o que poderia impedir, o que impediu logo que no início da situação, que tinha acontecido 20 anos antes, é o desejo de vingança,
Esaú poderia ter tido um desejo de vingança, hoje as pessoas às vezes não falam, às vezes pensam isso, mas na igreja, na família, em várias situações, a pessoa não pensa em matar,
mas a pessoa, muitas vezes nós temos um instinto perverso que é vingança, nós queremos fazer a outra pessoa sofrer porque ela me feriu, então, eu não vou voltar a ser bonzinho com a outra pessoa porque eu quero que ela sofra, eu quero me vingar,
às vezes só no sentido, sim, de não aceitar plenamente, e mesmo que a pessoa peça perdão, a gente pode ter uma atitude de "eu perdoo, mas eu não quero me aproximar mais".
Então, Esaú, ele estava livre pra isso, acho que é importante, essa história mostra bastante isso. Jacó conseguiu a paz com Esaú que ele queria, graças a Deus, Deus me livrou, Deus não permitiu que Esaú viesse pra me matar, mas ele não quis realmente ter um relacionamento.
E o que eu sinto, eu acho interessante a escritura trazer esse drama, porque muito mais forte, naquela ocasião em que Jacó tomou a bênção dele, a angústia de Esaú é muito comovente,
como ele chorou em voz alta, como aquilo foi um sofrimento muito agudo pra Esaú, e esse sofrimento, essa situação, ela não pode passar despercebida, a gente não pode ter uma atitude assim "bom, Esaú desprezou o direito que ele tinha, ele vendeu por um prato de comida",
ele mereceu, ele estava recebendo o que ele mereceu, muitas vezes nós podemos não ter realmente o sentimento de Deus, uma coisa que eu peço muito a Deus quando eu estudo as escrituras, eu quero entender as coisas da perspectiva de Deus,
eu quero realmente entender, eu quero sentir, eu não quero simplesmente descartar, nós podemos achar que os russos que invadiram a Ucrânia, os palestinos que são terroristas,
nós podemos olhar pra um lado, ou nós podemos olhar pra um lado os nossos, quem pensa diferente na política ou na religião, enfim, a gente pode olhar pra outras pessoas e não sentir o sofrimento, a pessoa pode ser errada,
mas ela sofre e Deus ama as pessoas, todas as pessoas, ele deseja que a gente sinta o que ele sente, e mais uma vez assim, eu não vejo Esaú, eu não sei, eu não posso, não tenho nenhuma autoridade da Bíblia,
nem pra dizer que no fim Esaú foi salvo, vai estar na eternidade, no reino de Deus, ou que não, não vai estar, eu não tenho, a Bíblia não traz essas conclusões, esses julgamentos,
mas a escolha de Jacó e a não escolha de Esaú não era uma questão, em primeiro lugar, de salvação, mas era uma questão de quem seria usado por Deus,
dentro desse propósito que Deus estava preparando, que está preparando até hoje, porque nós estamos sendo preparados para sermos reis, mas para sermos sacerdotes,
a nação inteira é para ser sacerdote em favor de outros, então a escolha é sempre uma escolha para ser um parceiro de Deus, para estar junto com Deus no seu amor por toda a humanidade,
então é muito importante, eu fico, eu leio esse capítulo 33, vejo que Jacó estava lutando e houve mudanças, houve progresso naquilo que Deus estava fazendo na vida dele,
mas eu vejo também Esaú até dando, nesse capítulo, Esaú está muito melhor do que Jacó, no sentido de estar pronto para uma reconciliação, então a história serve
para a gente ver o que é reconciliação e o que não é, e para a gente entender como alguém que não está mais pensando em vingança, não está mais com a margura,
como isso facilita, como isso se torna fácil para a pessoa ter uma reconciliação, e quando eu lia isso aqui, várias vezes pensando, olha,
Esaú veio e ele falou assim, não meu irmão, nem preciso do presente, para mim está tudo bem, e depois, Jacó falou, não, eu quero dar esse presente,
eu quero dar essa bênção para você, mas depois ele fala, então, Esaú fala, então vamos juntos, não, não, eu não posso ir no seu ritmo,
mas então eu vou te ajudar, não, não quero, depois eu vou, mas ele não vai depois, então eu fico pensando, naquele tempo não tinha muita comunicação,
eu fico pensando em Esaú, esperando, cadê Jacó, ele nunca mais veio me ver, ele não quis, é muito doloroso você se abrir, você querer relacionamento
com alguém e alguém não se desprezar ou não querer, então mais uma vez aqui, Esaú está sofrendo, eu posso colocar assim, não, não era propósito de Deus, e Deus sabe,
como eu já falei antes, sobre essa questão de Jacó, Esaú, por que Deus chamou, por que Deus escolheu, mas eu não sei resolver isso, eu sei que Deus é justo,
eu, em outro momento, talvez na próxima aula sobre Gênesis, a gente pode falar sobre isso, mas eu só quero, eu só vou citar,
depois em outro momento a gente pode ler mais os textos, mas tem vários lugares no primeiro testamento e no novo também,
em que Deus fala que não é para ser, não é para fazer diferença, não fazer acepção de pessoas, não ser parcial no julgamento,
quando Deus mandou colocar juízes, ele falou assim, vocês vão fazer julgamento justos, não é porque a pessoa pobre que você vai defender mais,
mas também você não vai defender o rico, porque ele vai te dar um suborno, enfim, Deus falava muito, sim, que era para ser justo,
e o Deus, como o Abraão falou com Deus quando ele estava intercedendo em Gênesis 18, ele falou assim, o Senhor que é o juiz justo,
de toda a terra o Senhor vai ser parcial, o Senhor vai ser injusto, então eu não sei julgar Isaú, eu não sei falar que Deus pensa dele,
mas o que eu quero dizer é, Deus não preferiu Jacó, primeiro não era uma questão de salvação, mas Deus não preferiu Jacó por um capricho,
às vezes é retratado Deus com si, ele escolheu, ele é Deus, ele pode escolher, ele pode pegar um vaso e falar assim, eu gostei desse vaso,
ele pode pegar o outro e falar assim, não, eu vou quebrar que isso aqui não presta para mim, Deus que exige de nós que nós sejamos imparciais,
que nós sejamos, que a gente faça um julgamento justo, Deus que nos conhece, conhece cada pessoa, ele vai ser justo e ele sente,
ele conhece, ele sabe das situações, então Deus tem suas razões de ter escolhido Jacó, de Jacó ser o terceiro patriarca da nação de Israel,
como eu falei eu penso que tem a ver com essa questão de ele trabalhar e mudar e moldar, Jacó é um homem que sofreu muito,
tem muito sofrimento aqui pela frente na história de Jacó, muito sofrimento e Deus está trabalhando na vida dele e é o que acontece conosco,
quantas pessoas que sofrem, quantas pessoas que passam, alguns mais, outros menos, mas Deus está sempre querendo usar o sofrimento para o bem,
mas ele também, ele quer, ele valoriza, eu tenho certeza que isso está escrito aqui, a história de Isaú tem aspectos que comovem o coração de Deus
e que nós precisamos ser comovidos igualmente, senhor que a tua mão possa estar sobre nós, que nós possamos entender o que é realmente reconciliação,
que nós possamos entender os aspectos, as coisas na nossa vida que precisam de um fechamento, porque Jacó precisava ter esse final da história de Isaú,
como Jacó errou muito, ele precisava ter esse encontro para que a vida dele fosse transformada e também o senhor olha para cada pessoa e o senhor valoriza,
o senhor valoriza, o senhor sente o sofrimento como o senhor sentiu o sofrimento de Ismael, de Agar, de Isaú e de tantos outros,
que nós possamos ter o teu coração, que possamos entender a tua perspectiva, pedimos isso e te agradecemos por tua misericórdia em nome de Jesus, amém.
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