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Aula 3 – Vol.36 – Orar Segundo o Caráter e a Vontade de Deus

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Neemias ouviu o chamado de Deus para reconstruir os muros de Jerusalém, Ele era copeiro do rei, tinha acesso ao rei. Mas sua primeira atitude foi orar. Não foi uma oração única. Ele orou durante semanas, meses. A oração de Neemias 1 é um resumo da oração que fez durante esse tempo. E sua oração foi inspirada e fundamentada nas Escrituras, nas palavras de Moisés e na oração de Salomão, quando dedicou o templo. Não foi mera repetição das palavras das Escrituras, mas foi totalmente fundamentada nelas. Ele só pôde fazer uma oração tão alinhada com a vontade e o caráter de Deus porque lia as Escrituras e meditava sempre nelas.

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02/06/24 – Ne 1 – Baixardo áudio.


 

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Transcrição · gerada automaticamente

Estamos em Neambias, capítulo 1, estamos vendo essa terceira etapa da restauração,
conforme registrado aqui nas Escrituras. Restauração, entendemos que é como aquilo que Deus tinha dado para o seu povo anteriormente.
Na verdade, toda a história da humanidade, desde Gênesis, capítulo 3, quando o homem pecou,
toda a história de redenção é uma história de restauração, mas quando nós falamos aqui sobre restauração nesse período da história de Israel,
estamos falando sobre o ponto mais baixo em que eles tinham perdido não só a benção de Deus, a presença de Deus,
porque isso aconteceu várias vezes na história de Israel, mas eles tinham perdido o templo, tinham perdido o Jerusalém, tinham perdido a terra,
tinham ido para o cativeiro, então eles tinham perdido tudo. Praticamente assim, Deus não os abandonou e tinha sempre pessoas como Daniel
que se mantiveram fiéis a Deus, sempre tinham um remanescente, mas eles tinham perdido grande parte daquilo que Deus tinha dado para eles ao longo de vários séculos,
em que Deus deu a terra prometida para eles, Deus deu o reino, Deus deu a casa de Deus, o templo, então Deus tinha feito várias coisas na história,
ele tinha estabelecido Israel com o seu povo, estabelecido, não em plenitude, mas tinha estabelecido um reino, seu reino na terra através de Israel,
e eles tinham perdido tudo por causa de terem se afastado de Deus, então esse período chamado de restauração, nós estamos vendo que houve três etapas,
essa figura, esse diagrama aqui na folha nós temos usado, eu crescentei mais algumas coisas hoje, porque nós queremos ver nesse primeiro capítulo de Nehemiah,
que tem uma introdução que já estudamos, mas agora nós vamos olhar para a oração de Nehemiah, e eu queria mostrar que em cada uma das etapas,
de restauração que nós estamos vendo que houve uma primeira etapa com Zorubabel, houve uma segunda etapa com Esdras, e agora com Nehemiah,
uma terceira etapa de restauração, e nunca é assim uma fórmula, uma sequência exata, mas eu acho que nunca tinha associado,
porque não está tão claro que houve uma oração que foi fundamental em cada uma das três etapas, a primeira etapa, ao retorno de Zorubabel,
nós não temos uma oração de Zorubabel, uma oração do sumo sacerdote Josué, mas nós temos uma oração de Daniel,
porque no capítulo 9 do livro de Daniel, quando ele faz aquela oração tremenda, era assim exatamente nessa época que estava acabando os 70 anos,
e Daniel fez uma oração, nós nunca devemos achar que Deus, tem até uma frase famosa que Deus não faz nada na terra, Deus não faz nada no seu plano, a não ser por meio de oração,
e isso pode dar uma ideia errada, que Deus não vai fazer se alguém não orar, é verdade, tem um mistério ali que Deus nos instiga a orar,
porque Ele quer que tudo seja feito em parceria com Ele, mas nunca devemos achar que nós podemos criar algo, que nós podemos gerar uma coisa do nosso plano,
e Deus vai fazer porque nós oramos, não, nós oramos em conformidade com o plano de Deus, em conformidade com a natureza de Deus,
e é isso que nós queremos ver nessa terceira etapa agora com a oração de Nehemiah, das três etapas essa oração de Nehemiah, já no começo da sua missão, do seu chamado,
das três etapas essa oração é que mais claramente está no início desse novo mover de Deus para restaurar os muros de Jerusalém,
porque está no primeiro capítulo e Nehemiah já começa a sua primeira atitude, sua primeira ação depois de sentir o chamado foi orar,
mas eu estava pensando, antes da primeira etapa houve essa oração de Daniel, não está no livro de Esdras, mas a época que Daniel orou foi pouco antes dessa proclamação de Ciro,
então Deus realmente usou Daniel para orar, e é uma oração de confissão, uma oração de arrependimento, tem muitas coisas em comum com as outras orações.
Na segunda etapa com Esdras, muito, muito provavelmente, Esdras estava orando desde o início, mas nós não temos uma oração registrada dele quando ele se propôs a voltar para Jerusalém,
quando ele pediu permissão do rei, é evidente que ele estava orando antes, mas não tem essa oração registrada, mas nós temos uma oração de Esdras quando ele chegou em Jerusalém e se deparou com aquela situação de afastamento de Deus,
um potencial para destruir aquilo que Deus já estava fazendo, então foi uma oração também que abriu caminho para que houvesse uma restauração do coração, dos corações daquelas pessoas,
então essa oração de Esdras também foi fundamental para a segunda etapa da restauração, e hoje nós vamos ver então a oração de Nehemiah que aqui está explicitamente colocada aqui no início do livro de Nehemiah já na primeira coisa que ele fez,
ele era um copeiro do rei, ele tinha acesso ao rei, não era uma coisa automática, ele não podia chegar para o rei pedir qualquer coisa, ele não era um amigão do rei que tinha influência, que tinha poderes especiais, mas ele tinha acesso à presença do rei,
mas a primeira coisa que Nehemiah fez não foi conversar com o rei, e pelas datas colocadas no capítulo 1 e no capítulo 2, depois que Esdras sentiu esse encargo, sentiu essa incumbencia de Deus,
de sentir o que estava acontecendo, a situação que já estava lá desde muito tempo, como nós explicamos, os muros destruídos, a cidade em vergonha, a cidade vulnerável, qualquer tipo de ataque,
então essa situação vergonhosa e não restaurada, apesar de que a restauração tinha começado 90 anos antes com Zorobabel, mas essa situação veio naquele momento, era o momento de Deus,
e Nehemiah começou com oração, então vamos começar nosso tempo também com oração, pedindo que o Espírito Santo nos ilumine e nos ajude a entender e aplicar isso para o nosso tempo.
Senhor, nós te agradecemos por tantas instruções, por tantas revelações de como o Senhor é e de como o Senhor levantou homens e mulheres no passado para fazer a Tua vontade,
aqui nós estamos vendo um padrão muito importante, não é uma fórmula, não é uma regra, não é só um ritual, mas é algo verdadeiro, que antes de qualquer coisa,
ele, Nehemiah, sentiu o Teu chamado, ele sentiu essa incumbência, mas antes de prosseguir, antes de pedir permissão ao Rei, ele tinha que saber se o Senhor estava junto,
se o Senhor tinha perdoado, se realmente a situação espiritual deles, como o Teu povo, estava adequada diante do Senhor para que houvesse mais uma etapa de restauração.
Então, Senhor, ensina-nos também, porque quantas coisas nós perdemos ao longo dos séculos da história, quantas coisas que o Senhor tem restaurado durante os séculos,
mas perdemos novamente, então nós estamos diante do Senhor nessa época tão próximo ao fim, precisando também de novas etapas, de novos passos na restauração do Teu povo,
para que o Senhor possa vir e restaurar tudo, porque sabemos que a restauração completa virá quando o Senhor voltar, mas há algo que precisa ser restaurado e nós queremos fazer parte disso,
pedimos a Tua ajuda, a Tua revelação e a Tua sabedoria para aplicar isso aos nossos tempos, em nome de Jesus, que nós suplicamos, amém.
Vamos lembrar, eu queria, assim, antes de já começar, olhar essa oração que começa no versículo 5, em Emias 1, versículo 5, que é onde começa essa oração e vai até o final do capítulo, que é o versículo 11.
Não é uma oração longa, como ele disse no versículo 4, ele falou que lamentou por alguns dias que ele esteve jejuando e orando perante o Deus dos céus.
E como houve um intervalo, assim, um espaço entre esse primeiro capítulo e o segundo, quando ele vai diante do Rei, há um espaço de três a quatro meses,
então essa oração que está aqui em Emias 1 não foi uma oração única que ele fez, ele fez essa oração um dia e existem orações assim, às vezes tem uma situação que você enfrenta, vai enfrentar hoje ou amanhã e você faz uma oração e clama a Deus e Deus ouve e responde.
Existem muitos exemplos disso na nossa experiência, na Bíblia, mas essa oração de Emias provavelmente foi, ele colocou aqui mais ou menos o que ele orou durante esses três a quatro meses.
Então, assim, provavelmente essa oração era algo que ele estava orando continuamente, não apenas uma vez e pode ser assim um resumo, ele pode ter feito orações bem mais longas do que esta, mas era um, esse aqui é o resumo, a síntese das orações que ele fez.
E eu queria comentar sobre essas etapas de restauração que nós estamos vendo aqui nesses livros, nesse período, para associar, para lembrar, assim, uma certa distinção, são coisas interligadas, mas há uma distinção entre a palavra "avivamento", que é uma palavra que nós usamos muito hoje
e tem muita gente orando e buscando e crendo na promessa de Deus, principalmente em Joel, capítulo 2, que Pedro repete em Atos 2, de que haverá um grande avivamento antes da volta de Jesus.
Então essa é uma promessa bíblica, ela foi cumprida parcialmente no dia de Pentecoste, ali quando o Pedro falou, depois do derramamento do Espírito Santo, ele falou que a profecia de Joel 2 estava se cumprindo, mas ao mesmo tempo ele repetiu, na pregação dele, ele repetiu essa profecia
e a profecia inclui, ela é muito associada a esse derramamento do Espírito Santo sobre toda a carne, em toda a parte, muito ligada aos sinais da segunda vinda, o sol se escurecendo, a luz se transformando em sangue, estrelas caindo e outros sinais,
e também algo muito mais amplo, muito mais geral do que no dia de Pentecoste, foi só ali em Jerusalém, mas a profecia de Joel, além de ser relacionada aos últimos dias, à segunda vinda, fala em termos muito amplos sobre toda a carne
e muitas conversões, quem invocar o nome do Senhor será salvo, então é uma profecia que fala de algo muito amplo, com um alcance muito maior do que teve no dia de Pentecoste, e também no dia de Pentecoste não era o tempo da segunda vinda, estamos hoje dois mil anos depois.
Então essa palavra "avivamento" se refere a Deus tocar no coração das pessoas, como Joel 2 fala antes, rasgar os corações e não as vestes, buscar a Deus com arrependimento,
quando o povo de Deus, quando nós nos voltamos para Deus em arrependimento, em verdadeira conversão, em buscar a Deus de verdade, toda essa frieza ou apostasia,
ou afastamento de Deus, é quando aquilo que é frio, que está morrendo, que está muito sem a benção e a presença de Deus, quando as pessoas se voltam para Deus e Deus vem com sua presença,
nós associamos muito "avivamentos" com vários acontecimentos na história que sabemos que Deus visitava, que tinha uma presença forte de Deus e que havia conversões, muitas vezes a curas, manifestações da presença de Deus,
então "avivamento" é quando há esse arrependimento, essa volta para Deus, ou é quando pessoas que estavam frias, estão servindo ao Senhor mas com frieza, sem realmente ter esse amor, essa comunhão, esse relacionamento vivo com Deus,
e quando tem frieza, automaticamente tem, como no povo de Israel, tem idolatria, porque o que é idolatria? É quando você ama e serve e coloca no seu coração outras coisas, outras pessoas, outros interesses no lugar de Deus,
então esse é o "avivamento", quando há um retorno para Deus. Agora, quando aqui nessas etapas de restauração nem teve assim o que nós poderíamos chamar de "avivamento",
nós vamos ver no livro de Nehemiah, mais para frente, teve algo que poderia ser chamado de "avivamento", mas é mais para frente, depois da reconstrução dos muros,
mas em geral aqui não há um relato de "avivamento", quando Esdras veio e encontrou aquele povo que estava com casamentos mistos e que poderia afastar as pessoas de Deus, então Esdras orou e chorou e demonstrou assim um profundo, até assim, consternação do que poderia acontecer com eles,
então houve uma contrição, houve um arrependimento, as pessoas choravam muito, então esses são sinais de "avivamento", mas quando se fala de restauração é algo que vai além de "avivamento",
então acho que é muito importante nós fazermos essa distinção, às vezes é usada a palavra "reforma", reforma é quando não só o coração das pessoas, do povo da igreja, do povo de Deus, não é só quando os corações se voltam para Deus,
mas é algo no plano de redenção, algo no propósito de Deus de estabelecer o seu reino, algo está sendo conquistado, reconquistado, então eles tinham perdido a terra, tinham perdido o templo,
então às vezes, como nesse caso da primeira etapa, por exemplo, não há nenhum relato de "avivamento", houve momentos de muito júbilo quando eles colocaram os fundamentos,
o povo estava interessado em fazer, em restaurar o templo, mas logo depois eles começaram a se intimidar com a oposição e esquecer da casa de Deus, então os profetas chamaram,
"não, vamos voltar, Deus quer que dê importância para a sua casa", mas não houve uma demonstração clara de "avivamento", mas sim de "restauração",
então o certo é que tem as duas coisas, que haja um verdadeiro "avivamento", que as pessoas se voltem para Deus, que as pessoas tenham realmente uma restauração do coração para Deus,
mas a restauração ou a reforma é quando aquilo que estava faltando, aquilo que tinha perdido, seja a posição da terra, a restauração da casa de Deus,
voltar para a lei, restaurar a importância do estudo das Escrituras, o entendimento das Escrituras, restauração do sacerdócio, então a restauração ela vai muito além de "avivamento",
mas lembrando também que a restauração sem "avivamento" é vazia, porque se as pessoas reconstruírem a casa de Deus ou colocarem de volta os sacerdotes e cantores e tudo certinho de acordo com a ordem de Deus,
lerem as Escrituras, nós podemos fazer tudo, se não houver um "avivamento", uma restauração do nosso coração para Deus, a restauração não vai ter sentido,
mas o "avivamento" sem "restauração" também não tem sentido.
Eu vou dar um exemplo só para deixar essa distinção clara, antes do Cativeiro, no tempo do Reino Dividido, nós temos alguns "avivamentos" registrados no livro de reis e de crônicas,
principalmente os mais destacados eram no rei Ezequias, durante o tempo dele houve um "avivamento" porque eles restauraram com o rei e todo o povo cooperando, eles se voltaram para Deus,
eles tinham deixado de celebrar as festas, tinham deixado de servir ao Senhor de coração, então ele restaurou a Páscoa e foi glorioso, teve muita alegria,
e eles voltaram para Deus, o povo voltou para Deus, só que o que aconteceu? Logo depois de Ezequias, o filho dele, Manassés, tudo voltou como antes, não houve uma restauração,
houve um "avivamento" que o "avivamento" sempre dura pouco, nem é plano de Deus que o "avivamento" no sentido de ter muito entusiasmo, uma presença de Deus muito forte,
porque isso na verdade não continua, quando que nós vamos ter a presença de Deus permanente, quando o reino de Deus vier, quando Jesus voltar, quando tudo estiver novo e permanente?
Nesse tempo, como Pedro fala em Atos 3, nós temos tempos de refrigério, tempos de refrigério, de vez em quando nós precisamos disso, mas nós precisamos dar passos para frente.
No tempo de Ezequias e depois no tempo de Josias houve "avivamentos", nesses dois reis, eles eram reis tementes a Deus, eram reis que se empenharam em restaurar a prática das festas,
mas o "avivamento" ali não causou um avanço, na verdade a nação estava caindo, caindo, caindo, e o "avivamento" não mudou isso, então eu só queria fazer essa distinção para entender que agora,
Ezequias e Josias tiveram "avivamentos", mas sem restauração, na verdade eles não tinham perdido tudo, então eles tinham templo, tinha terra, eles estavam com o sacerdócio,
então era um "avivamento", não tinha perdido tudo, então não podia restaurar, mas não houve um avanço, Ezequias e Josias não representaram um avanço no plano de Deus,
na verdade o que estava acontecendo e continuou acontecendo mesmo depois do "avivamento" foi um declínio progressivo que chegou no tempo do cativeiro, então nós precisamos fazer uma distinção,
não é o que nós queremos, mas o que Deus quer para seu povo e para seu plano, Ele quer "avivamento", como eu disse, reforma ou restauração sem "avivamento" fica vazio,
mas Deus deseja avançar o seu plano, caminhar para a consumação, é na consumação que Jesus vai voltar, então nós devemos buscar "avivamento",
mas nós devemos buscar um avanço no plano de Deus, um avanço para ir além, não é só ter um "reavivar" do nosso coração, da nossa adoração, da nossa paixão por Deus, isso não é pouca coisa,
mas o que nós precisamos sempre estar conscientes é de que o alvo de Deus não é que apenas nós fiquemos alegres, que haja multiplicação, que haja conversões, tudo isso é muito importante,
mas o plano de Deus precisa avançar, Deus quer estabelecer sua morada, Deus quer preparar o caminho para o reino Dele, então este reino é o objetivo de Deus,
Deus deseja Ele ser o nosso Deus e nós sermos o seu povo e fazer a sua morada aqui e eliminar, acabar com todo o sistema do mal, é isso que Deus quer, então o que nós desejamos,
o que nós devemos buscar é mais do que "avivamento" e eu achei que seria importante lembrar desse aspecto aqui para podermos entender que nós estamos falando aqui de restauração,
Nehemiah não ia buscar em primeiro lugar, fazia parte, o livro de Nehemiah, assim como o livro de Esdras, vai tratar da necessidade do povo se voltar para Deus, não adianta reconstruir os muros de Jerusalém e não ter um povo em aliança com Deus,
então as duas coisas precisam caminhar juntas, mas aqui o objetivo de Nehemiah é restauração, ok, então eu vou fazer uma leitura que é uma oração, não é muito longa,
eu vou fazer uma leitura aqui dessa oração e uma das coisas que nós queremos mostrar e isso a gente vê em todas as orações, especialmente nessas orações que vêm mais para frente no plano de Deus,
por exemplo Abraão, mesmo Moisés, Moisés sim, Moisés se baseou muito no que Deus tinha falado com Abraão, Isaac e Jacó, então a partir dos patriarcas, a partir do que Deus começou a caminhar com o seu povo,
todas as etapas seguintes as pessoas voltavam em suas orações, eles voltavam para o que Deus tinha falado no início, então uma coisa muito importante para a gente entender,
quando nós estamos falando sobre a oração em favor do plano de Deus, a oração que é feita para que o plano de Deus se cumpra, para que Deus cumpra o que está no coração dele,
o projeto, o sonho, o que Deus deseja fazer, esse é o nosso principal chamado, nós oramos, tem a oração que Jesus ensinou, Pai nosso, lá tem sim, dá-nos o nosso pão de hoje,
nós pedimos para que haja um suprimento das nossas necessidades, mas como que a oração que Jesus ensinou, como é que começa? Pai nosso que está nos céus, santificado seja o teu nome,
nós vamos ver essa relação aqui que começa com o entendimento de quem Deus é, eu não estou falando com algum Deus distante, desconhecido, algum poder superior,
eu quero que me ajude, a oração começa falando de alguma maneira com aquele com quem Deus é, e quanto menos nós sabemos de quem Deus é, menos nossa oração vai ser eficaz,
então a oração ela começa com, nós nos dirigimos a Deus, e quem é Deus? Nós não usamos apenas um título, Deus, Pai, Deus grandioso, eterno Deus,
mas assim, até as palavras que nós usamos, elas vão falar de alguma maneira daquilo que Deus é, de quem Deus é, e se nós temos, é claro que todos nós temos ainda,
mas na proporção em que nós não temos a verdadeira imagem, o verdadeiro conhecimento de quem Deus é, nossa oração vai ser distorcida,
nós vamos chegar com ideias erradas, nós vamos ou achar que Deus é aquele que só existe para resolver nossos problemas, ou nós vamos ficar com muito medo, ou nós vamos ficar com alguma ideia de Deus que vai contaminar a nossa oração,
então veja como é importante ter o conhecimento de saber realmente quem Deus é, e depois no Pai nosso Jesus em seguida falou "venha o teu reino", então a oração mesmo que lá na frente eu peça perdão por meus pecados,
eu peça o suprimento das minhas necessidades, o pão nosso de cada dia, as necessidades, o suprimento, a cura, resolução de problemas, mas a oração sempre começa,
deve começar não por um ritual, não tem uma necessidade de falar isso em cada oração, por um costume, mas o coração da oração, a essência da oração é Deus, nós estamos aqui, nós somos representantes teus,
a nossa missão, o nosso propósito de estar na terra é de ser um instrumento teu, é de cooperar, nós somos parceiros, nós estamos em aliança com Deus para que o propósito de Deus na terra se cumpra,
isso vai ser um enorme benção para nós, mas nós não estamos preocupados só com, não devemos estar preocupados só com a nossa necessidade, mas sim com esse anseio pela causa de Deus,
então esse é o propósito verdadeiro da oração, e para ter uma oração que Deus vai responder, sempre até tem livros e ensinamentos assim, qual que é a oração que Deus responde,
como é que você pode orar para Deus responder, é como alguém que quer conquistar uma namorada ou um namorado, então a pessoa procura assim, como é que eu chego, como é que eu falo,
o que eu posso fazer para atrair a pessoa, para conquistar o coração da pessoa, e esse tipo de pergunta é a pergunta errada, não que nós não devamos nos preocupar em ter orações que Deus responde,
mas se você só quer achar um jeito de Deus atender o seu pedido, a sua vontade, você está começando no pé errado,
a ideia é, Deus, ele é meu pai, ele se interessa por mim, ele deseja suprir minhas necessidades, mas o meu relacionamento com ele me leva a desejar que como ele é bom, como ele é sábio,
como ele tem o plano certo, como ele tem a estratégia certa, a minha oração começa em dizer, Deus, o senhor tem o plano certo, eu nem sei direito qual é,
mas eu quero que o senhor cumpra na minha vida, na vida dos meus familiares, dos meus queridos, onde eu estou, as pessoas com quem eu estou, eu quero que o senhor cumpra a tua vontade,
então a oração, ela precisa ter esse entendimento de quem Deus é, e esse entendimento de que nós precisamos ter uma visão correta,
além da visão correta de quem Deus é, nós devemos ter uma visão correta do que Deus está fazendo, do que Deus deseja fazer, então nós vamos aprender um pouco com Nehemiah como ele formulou a oração,
porque vamos entender desde o início, o que aconteceu com Nehemiah? Ele ouviu dizer que a cidade de Jerusalém estava sem muros, então aquilo afetou, impactou,
ele sentiu profundamente, não por ele porque ele não estava lá, não só por causa do povo dele que estava, isso fez parte, mas ele sentiu pela cidade de Jerusalém pela causa de Deus,
porque Jerusalém está vinculada, a existência da cidade de Jerusalém é vinculada ao reino de Deus, ao desejo de Deus de habitar na terra,
então Jerusalém está sem muros não é apenas a questão nossa, nossa vergonha, nossa situação, mas a questão da cidade de Jerusalém é porque isso faz parte de um propósito de Deus
para redimir a humanidade, para vir morar na terra, então esse chamado de Nehemiah, esse coração dele, então ele entendeu os muros precisam ser reconstruídos,
e o que ele vai fazer para isso? Bom, para ele poder ajudar, primeiro ele tem que pedir permissão ao rei porque ele tem uma função, ele tem um cargo, ele não pode sair sem mais nem menos,
ele não pode simplesmente pedir demissão, então ele depende do rei para permitir que ele vá para lá, mas além disso também ele depende do rei porque ele não tem recursos,
então ele vai precisar de provisão, ele vai precisar de permissão, tem muita gente que tinha gente se opondo a esse propósito, então ele precisava da ordem do rei,
para dar autoridade, então ele precisa do rei, então na oração, primeiro, é louvável que ele tenha orado antes de entrar na presença do rei, ele orou, e ele não orou um dia, ele orou vários dias, várias semanas,
ele sabia que, em primeiro lugar, ele precisava da permissão, da aprovação, da bênção de Deus, e nessa oração, ele não chegou e falou assim, "Deus, eu sei que o senhor deseja reconstruir que os muros de Jerusalém sejam reconstruídos,
então senhor, dá-me graça, dá-me favor diante do rei que eu vou falar com ele", isso ele fala no final da oração, é a última coisa, é quase que um adendo, no final da oração ele fala assim,
"Não, senhor, eu falei tudo isso para dizer, senhor, abençoa a minha conversa com o rei", mas veja, antes de falar sobre isso, antes de fazer o pedido, ele fez uma oração que incluiu várias outras coisas que nós queremos olhar,
e que vão nos ajudar a entender que a oração precisa ser fundamentada no conhecimento de Deus e no conhecimento do plano de Deus.
Nehemiah tinha entendimento, por que que Jerusalém está sem muros? Por que? Isso não era uma coisa circunstancial, não era assim, "Deus, dá um jeito nos nossos inimigos, resolva isso",
ele entendeu que assim como Daniel, assim como Esas, ele entendeu que a situação de vergonha, a situação de estar sem muros, antes disso, antes das outras etapas, eles estavam fora da terra, estavam no cativeiro,
como é que Daniel orou? Ele também não orou, falou assim, "Deus, eu estou aqui porque eu sei que o senhor prometeu 70 anos, e os 70 anos já acabaram, então, senhor, eu exijo, eu clamo, eu confesso, eu profetizo",
ele não orou assim, ele colocou, falou assim, "Deus, eu estou vendo na Tua palavra que o senhor mandou que nós fôssemos para o cativeiro, o senhor permitiu isso,
o senhor ordenou esse tratamento, essa disciplina sobre nós, 70 anos, os 70 anos se cumpriram, mas aí ele foi diante de Deus não exigindo, não reivindicando, ele foi diante de Deus se arrependendo,
dizendo assim, "Deus, nós estamos nessa situação por causa dos nossos pecados", e o senhor prometeu que depois de 70 anos teria um retorno, mas para que haja um retorno precisa haver arrependimento da nossa parte,
o senhor não determinou 70 anos e cumpriu a pena na prisão, por exemplo, o criminoso, a justiça humana, não tem como saber se o indivíduo está arrependido ou não,
ninguém pergunta para o criminoso se ele promete que nunca mais vai fazer, não tem como saber, a sentença dele foi 5 anos, foi 15 anos, ele cumpre aquela pena e sai livre,
mas Daniel reconheceu que com Deus não é assim, precisa haver arrependimento, precisa haver mudança, então a oração de Daniel é de arrependimento, a oração de Ezra é de arrependimento e a oração de Nehemiah também,
então vamos olhar aqui esses aspectos da oração de Nehemiah e nós vamos ver que Nehemiah se inspirou, isso é uma coisa muito importante, como que Nehemiah sabia como Deus era?
Ele não tinha uma bíblia como nós temos hoje, nem o primeiro testamento estava completo, mas ele tinha, nós estamos aqui mais para o final do período antes de Jesus,
então ele tinha, ele tinha várias coisas, tinha a Torá de Moisés, tinha a oração de Salomão, ele tinha a história do povo de Israel, tinha muitos dos Salmos, nem o primeiro testamento não estava totalmente compilado na forma que está hoje,
mas ele tinha acesso, tinha acesso aos profetas e nós podemos ver que a oração dele é muito inspirada, é fundamentada nas escrituras,
ele usa expressões, ele usa muita coisa que ele encontrou na palavra, ele não é uma repetição, aqui tem uma oração modelo, então eu vou repetir a oração de Daniel, eu vou repetir a oração de Salomão, eu vou repetir algum Salmo,
nós podemos fazer isso, um cântico nas nossas devoções ou em orações coletivas, nós podemos orar até seguindo palavras que estão nas escrituras, mas é evidente que Nehemiah está vivendo uma situação dele,
ele tem algo específico, ele não está fazendo uma oração cerimonial, uma oração que é um ritual que ele cumpre todos os dias, ele está orando com um pedido específico,
ele está orando com o alvo definido que ele deseja que Deus abençoe, que abra as portas para que ele possa reconstruir os muros de Jerusalém, então ele tem algo em vista, ele não vai simplesmente repetir uma oração anterior,
mas ele usa, a mente, o coração dele estão imersos na palavra, então nós precisamos das escrituras não de uma forma ritualista, uma forma que seja mecânica,
Deus não se agrada de coisas mecânicas, de vans, repetições, mas ao mesmo tempo o que nós encontramos nas escrituras nos revela, as escrituras nos revelam aquilo que Deus, quem Deus é e nos revelam também onde nós estamos no plano de Deus,
como que nós podemos orar para que o plano de Deus avance, eu sinto que isso é algo que poucas pessoas têm hoje, uma compreensão de que Deus tem um plano,
é verdade que nós não conhecemos os passos específicos, os detalhes, escatologia, tem muita coisa que nós não sabemos, Deus tem muitas coisas que ele reserva, como Jesus falou em Atos 1 para os discípulos,
olha, os tempos exatos, os momentos, essas coisas que nós queremos saber, o que vai acontecer, quando vai ter o terceiro templo, quando que o anticristo vai se levantar, como é que vai ser a tribulação,
nós temos perguntas e claro que tem algumas coisas nas escrituras que nos ajudam a entender, mas tem muita coisa que a gente não sabe, mas o plano de Deus, o que Deus deseja fazer,
o objetivo de Deus, como Deus deseja redimir a humanidade, como ele deseja restaurar a terra, como ele deseja formar o seu reino, como ele deseja fazer uma habitação entre nós, nós temos que saber essas coisas,
e outra coisa que Nehemiah demonstra, nós temos que saber porque que a igreja está na condição que está hoje, porque Nehemiah, ele se defronta com uma condição vergonhosa, calamitosa da cidade de Jerusalém, do povo de Deus,
mas ele sabe pelas escrituras, ele sabe porque está assim, então isso é importante, nós precisamos aprender a orar de acordo com a vontade de Deus,
de acordo com a natureza de Deus, de acordo com o plano de Deus, e nosso anseio sim é por avivamento, é que Deus se manifeste, é que Deus julgue as corrupções e os desvios e as coisas erradas que acontecem no mundo hoje,
mas eu não vejo muita gente preocupada em, mas e o plano de Deus, o que precisa acontecer, como nós podemos cooperar, é verdade, como eu já disse, é verdade que eu não vou saber exatamente o passo de hoje, o passo de amanhã,
o que Deus vai fazer exatamente, o que vai acontecer em Israel com essa guerra, ou no cenário mundial, os países, as forças políticas, os domínios de um lado do mundo ocidental, da Rússia, da China, etc.
eu não vou saber exatamente como essas coisas vão, o que vai acontecer em cada uma delas, eu não sei, mas o meu desejo tem que ser, Deus, eu quero cooperar contigo,
eu vejo que a igreja não está com muros levantados, eu vejo que a igreja não está com testemunho, eu vejo que a igreja, eu estou falando em geral, claro que existem aspectos positivos em muitos lugares,
mas eu não vejo Deus avançando o seu plano, eu não vejo Deus, claro que Deus está mexendo com o cenário mundial, Deus não é impedido por nós de avançar o seu plano,
mas essa cooperação nossa com Deus, essa parceria nossa com Deus, como que isso vai acontecer? E nossa preocupação tem que ser mais do que avivamento,
nossa preocupação, nosso anseio tem que ser Deus, caminhe, avance o teu propósito, e pra isso o senhor precisa de um povo restaurado, não um povo em cativeiro,
não os exilados que não têm liberdade pra fazer e pra ser o que o senhor deseja, então tudo isso faz parte de um cenário pra gente entender, então eu vou ler a oração
e depois vamos vendo de onde que Nehemias tirou, porque a gente consegue achar de onde Nehemias achou praticamente a oração toda, nós podemos identificar, olha, ele tirou essa oração, esse versículo,
essa parte da oração, ele se inspirou nisso, ele inspirou naquilo, então é bem interessante isso, a gente vê como Nehemias conhecia a palavra de Deus, como ele conhecia
tanto as promessas positivas, quanto também aquilo que Deus tinha falado, você olha, se vocês não forem fiéis, vai acontecer isso e isso e isso, e Nehemias sabia disso, ele leu
a Torá, os livros de Moisés, ele leu a oração de Salomão, ele leu os profetas, ele sabia, conhecia esses aspectos e isso faz parte da sua oração.
Uma coisa interessante pra notar já de início, né, no final do versículo 4, Nehemias 1, versículo 4, que ele fala que ele lamentou, esteve jejuando e orando perante o Deus dos céus,
o Deus dos céus é uma expressão que é mais usada nessa época do cativeiro, em que Deus havia perdido a sua posição na terra,
Deus vai conquistar toda a terra, toda a terra será coberta do conhecimento, se encherá do conhecimento do Senhor como as águas cobrem o mar, mas na história,
desde o jardim do Éden, Deus não tinha a terra toda, Deus tinha o jardim do Éden, depois Ele tinha a terra de Israel, a terra de Canaan, onde o povo de Israel recebeu aquela terra,
depois a cidade de Jerusalém, então, o Deus dos céus é uma expressão usada mais nesse tempo em que agora eles estão voltando pra terra,
eles estão passo a passo, Deus vai voltar pra terra, mas ainda Nehemias chama o Deus dos céus, mas Deus deseja o Deus dos céus e da terra,
né, me parece que Abraão que falou assim quando ele encontrou com Melchizedek, ele falou do Deus dos céus e da terra, porque Deus deseja a terra,
então, versículo 5 começa, "Ah, Senhor Deus, Senhor Deus dos céus, Deus grande e temível, que guardas a aliança e a benignidade para com aqueles que te amam e obedecem aos teus mandamentos,
estejam atentos os teus ouvidos, os teus olhos abertos, para ouvires a oração do teu servo, que hoje faço perante ti",
olha aqui, ele está dizendo que é uma oração que ele está fazendo continuamente, "de dia e de noite, pelos filhos de Israel, teus servos,
faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, que temos cometido contra ti, também eu e a casa de meu pai pecamos,
temos procedido perversamente contra ti, não temos obedecido aos mandamentos, nem aos estatutos, nem aos juízos, que ordenaste a teu servo Moisés".
Lembra-te da palavra que ordenaste a teu servo Moisés, dizendo, "se fordes infieis, eu vos espalharei entre os povos, mas se voltares para mim,
obedeceres aos meus mandamentos e os cumprides, ainda que os vossos exilados estejam na extremidade do céu, de lá os ajuntarei e os trarei ao lugar que escolhi para lhe fazer habitar o meu nome".
Estes ainda são os teus servos, e o teu povo que resgataste com teu grande poder e com tua poderosa mão.
"Ah, Senhor, estejam atentos os teus ouvidos à oração do teu servo, e à dos teus servos, que se deleitam em reverenciar o teu nome, dá êxito a teu servo, concedendo-lhe favor perante este homem".
"Eu era o colpeiro do rei". Então essa é a oração, eu vou colocar aqui, eu já tenho aqui mais ou menos os assuntos, os tópicos dessa oração, que ele começa falando do caráter de Deus.
Qual que é o caráter de Deus no versículo 5? Deus é grande, ele é temível, ele guarda aliança, olha, ele fala várias coisas sobre quem Deus é.
É grande, temível, ele é um Deus que guarda aliança, o que quer dizer isso?
Ele é um Deus que quando ele promete, quando ele entra em aliança com alguém, não é qualquer coisa que vai fazer com que ele seja infiel à aliança.
Existe um ponto em que uma das pessoas, uma das partes da aliança pode quebrar a aliança, mas Deus nunca vai quebrar. E Deus é tão fiel à aliança que mesmo quando nós somos infieis,
ele continua tratando conosco, continua agindo conosco para que a gente volte à aliança com ele, ele não desiste, ele continua mantendo a sua aliança, principalmente quando ele faz uma aliança e promete, jura,
como ele fez para Abraão, como ele fez para Davi, ele não vai voltar atrás, ainda que ele tenha que agir com severidade em relação àqueles que são infieis. Então é um Deus que guarda aliança, ele é fiel, ele é constante, ele é confiável.
Que guardas a aliança, e a minha tradução aqui fala benignidade, outras talvez falem misericórdia, mas é a palavra que eu espero que todos vocês conheçam, já que é a palavra Réssid, é o amor de aliança.
Essa palavra depois nós vamos ver como isso aparece, como isso faz parte dessa oração, mas ele guarda aliança e Réssid é uma palavra de aliança, mas significa que ele ama, a palavra significa, por que não usa só a palavra amor?
Porque a palavra Réssid é amor de aliança, é uma palavra que expressa Deus tem benignidade, Deus é bom, Deus é misericordioso, essas palavras tem relação com o significado, mas para mim são uma tradução muito incompleta.
Fala-se em benignidade, misericórdia, porque é muito mais do que isso, é uma relação, é uma relação recíproca. Réssid implica em reciprocidade, mas significa que Deus para conseguir essa reciprocidade,
ele usa sim de benignidade, de misericórdia, ele abençoa, ele liberta do Egito, ele manda seu filho para morrer na cruz, ele é grande em misericórdia, mas essa misericórdia não é algo, não é uma coisa que você paga de volta, mas é uma relação, a família.
Família não é onde você ama e não tem retorno nenhum, Deus deseja uma relação recíproca, então essa palavra Réssid tem a ver com isso.
Então ele é um Deus grande, ele é um Deus temível, essa palavra pode ser um pouco estranha para nós, porque de fato muitas coisas no primeiro testamento colocam Deus como um Deus que nós devemos ter medo, temer.
Essa palavra não significa temível só no sentido de que você tem que ter medo de Deus, é verdade que no primeiro testamento esse aspecto, essa plenitude de entender o que significa Deus ser temível não ficou plenamente revelado,
você encontra, tem muita coisa no primeiro testamento que vai nos revelar que esse Deus temível significa que é um Deus que a gente vai amar, que a gente não deseja perder o relacionamento com ele.
Eu tenho medo, é um medo saudável, eu tenho medo de perder o relacionamento maravilhoso que eu tenho com minha esposa, eu não vou fazer algo que vai prejudicar uma coisa preciosa com minha esposa, com meus filhos, com um grande amigo,
se eu considero algo como precioso, como de grande valor, eu vou ter medo de perder, eu não vou fazer algo, eu não amo, eu só tenho medo das consequências, eu tenho medo de ir para o inferno,
não é assim, no primeiro testamento às vezes parece assim, Deus apareceu num monte de sinais, então ele apareceu assim com trovões, com relâmpagos e causou espanto, até o próprio Moisés ficou com medo.
Deus é grandioso, ele tem grande poder, ele se revela como um Deus que tem ciúmes, porque se ele realmente ama, ele não deseja que aquele que a pessoa, o povo a quem ele ama se afaste dele,
que busque algo que vai quebrar aquele relacionamento, Deus tem ciúmes sim, mas Jesus veio trazendo um entendimento melhor, mais completo,
nós sabemos que Jesus ele não desfaz, ele não contraria, ele não nega aquilo que temos no primeiro testamento, mas ele traz um entendimento muito mais completo, mas é interessante que em Hebreu 5,
versículo 7, fala que Jesus no jardim do Gethsemane quando ele chorou e se angustiou, chorou diante de Deus, fala que ele foi ouvido porque ele tinha, aí tem várias traduções, algumas vão colocar como piedade,
ele foi ouvido por causa da sua piedade, mas a palavra é temor, ele tinha temor de Deus, então se Jesus tinha temor do pai, como homem, não era medo,
primeiro João fala que o amor perfeito lança fora o medo, mas um temor, um sentido dessa palavra temor é reverência, você admira, você se coloca diante de um Deus grandioso,
mas Deus não deseja uma relação assim de Deus é grande, todos os súditos se abaixam e nós temos exemplos disso em ditaduras, em situações assim,
que a pessoa exige um tipo assim de uma reverência que não tem um relacionamento bom, é só medo, é só você exaltar o soberano mas sem nenhuma relação de amor,
então Jesus foi o exemplo perfeito de como ele amava Deus mas ele reverenciava o pai, ele mostrou como o pai realmente é grandioso, o plano dele é perfeito,
então esse temível, antes de Jesus, tinha realmente uma conotação de medo, de assim, o que que Deus vai fazer, tanto é que na lei de Moisés,
ele falou assim, olha, se vocês me obedecerem, eu vou abençoar, eu vou prosperar, vocês vão ser muito abençoados na terra, eu vou abençoar a sua família,
a sua produção, eu vou dar saúde, eu vou abençoar a sua lavoura e tudo mais, mas se vocês não me obedecerem, aí vai acontecer uma série de castigos,
e exatamente a isso que Nemes vai se referir na sua oração, então Deus na dispensação da primeira aliança, ele tinha que trabalhar, ele tinha que usar um elemento de medo,
mas tanto é que esse medo não causou, não trouxe a transformação, por isso que em João, no Evangelho de João, fala assim, a lei veio por meio de Moisés,
mas graça e verdade vieram por meio de Jesus, então a revelação de Deus na nova aliança é muito mais completa,
ela não nega as características de Deus, mas ela abre muito mais, ela revela muito mais, então para nós na nova aliança,
essa palavra temível, ela passa a ter um sentido mais completo, um sentido de reverência, um sentido de valorizar,
um sentido de quando eu acho uma coisa preciosa, eu não quero perder por nada, então eu vou servir ao Senhor com todo o meu coração,
porque eu encontrei a pérola de grande valor, eu não troco nada por isso, ok? Então essa palavra temível, ela é uma palavra que às vezes a gente precisa realmente
investigar mais para entender porque é verdade que Deus é temível porque ele é grande, porque ele é poderoso, porque ele tem ciúme,
porque o amor dele não é uma coisa barata, como fala no livro de Hebreus, imagina assim se na primeira aliança eles podiam ser duramente castigados
por quebrar a aliança, quanto mais agora que a aliança foi feita por meio do sangue de Jesus, então o amor de Deus tem um valor imenso,
ele pagou o preço máximo com a vida do seu próprio filho, com a sua vida, ele pagou um preço por esse amor,
então ele não é uma coisa assim que você menospreza, não é realmente assim essa palavra temível, é que ele é grandioso,
nós temos reverência, mas nós sabemos que esse grande valor significa que nós devemos tratar com a maior reverência,
com o maior cuidado da nossa vida porque é algo muito precioso e não vale a pena perder, então a primeira parte da oração é realmente
esses aspectos de quem Deus é, Deus é grande, Deus é temível, Deus guarda aliança, ele é super fiel, ele não vai quebrar aliança de jeito nenhum,
ele tem réced, ele vai dar misericórdia, mas essa misericórdia ela tem o objetivo de gerar em nós uma reciprocidade,
esse réced é para com aqueles que te amam, então mesmo nessa primeira aliança, mesmo nessa época,
por mais que ainda eles não conseguissem compreender plenamente o amor de Deus, mas está ali, em Deuteronômio 6,
a base da aliança, a base do relacionamento com Deus é o amor, mas eles não tinham ainda essa plenitude, eles não puderam,
só na nova aliança que nós temos a possibilidade de realmente amar a Deus como ele deseja, mas o princípio estava lá desde o início,
Deus sempre deixou claro, a minha aliança é com aqueles que me amam, o objetivo de Deus antes de qualquer mandamento,
Deus nunca, nem nesses tempos antigos, Deus nunca quis um relacionamento de obrigação,
os profetas falavam, vocês estão fazendo sacrifícios, estão até guardando o sábado, estão fazendo as coisas,
mas vocês fazem o seu coração estar longe e isso me dá nojo, isso me causa náusea, eu não suporto isso,
então Deus sempre deixou claro que o que ele queria era o coração, então é um Deus grande, temível,
que guarda aliança e tem récedio com aqueles que amam a ele e obedecem seus mandamentos.
Eu vou, nosso tempo hoje não vai dar pra terminar essa oração, mas eu vou já ler o texto em 1º Reis 8,
que é essa primeira parte, eu vou ler o versículo 6 aqui também, que faz parte também.
Estejam atentos os teus ouvidos e os teus olhos abertos, para ouvires a oração do teu servo,
que hoje faço perante ti, de dia e de noite, pelos filhos de Israel, teus servos.
Faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, que temos cometido contra ti.
Também eu e a casa de meu pai pecamos. Então essa parte da oração, tanto aqui o primeiro ponto aqui,
o carado de Deus, e o segundo que é confissão e arrependimento, vamos ver aqui em 1º Reis 8,
na oração de Salomão. Foi daqui que ele tirou essa parte da oração.
1º Reis 8 e versículo 23, essa oração foi quando Salomão tinha terminado de edificar o templo,
aí no versículo 22 fala que Salomão se pôs diante do altar do Senhor, em frente de toda a congregação de Israel,
estendeu as mãos para os céus e disse "ó Senhor Deus de Israel".
Então vamos ver como Salomão começa a oração dele. "Ó Senhor Deus de Israel, não há Deus como tu,
em cima nos céus, nem embaixo na terra, que guardas a aliança e a benevolência".
Olha quantas palavras que eles encontram para a récite, tem benignidade, misericórdia, aqui está escrito benevolência,
mas é a palavra récite que é um amor de aliança, que é alguém que investe,
Deus investe em misericórdia e em benignidade para trazer um relacionamento profundo e recíproco.
"Então a benevolência para com teus servos que de todo o coração andam diante de ti".
Então é bem semelhante a esse início da oração de Neemias, ele usa as mesmas coisas, que é um Deus grandioso,
ninguém é semelhante a ele e não é só porque os outros povos que não conheciam a Deus, eles também exaltavam,
falavam do poder, falavam da grandiosidade dos deuses, mas eles não tinham essa relação de aliança,
eles não podiam falar de Deus nesses termos que Deus tinha começado a se revelar desde Abrão,
como um Deus que anda junto, com um Deus que faz aliança, com um Deus que procura parceiros,
com um Deus que mostra misericórdia e compaixão, então esse Deus grandioso, o caráter de Deus, quem é Deus?
Ele é um Deus sem igual, ele é um Deus criador, ele é um Deus poderoso, é um Deus que tem poder infinito,
onipresente, onisciente, ele é um Deus que tem tudo, mas ele é um Deus que faz aliança, ele é um Deus fiel,
ele tem essas características que nem o outro Deus, o Deus do islamismo, o Deus de outras religiões não tem,
eles não conhecem esse caráter de Deus que tem aliança, que tem réceit com o seu povo.
E depois, no versículo 27, ele fala "mas na verdade, habitaria Deus na terra, os céus e até o céu dos céus não te podem conter,
quanto menos esta casa que eu edifiquei, contudo..." agora compare com a oração de Nehemias, "contudo,
atenta para a oração de teu céu", isso é uma coisa que Salomão repete muitas vezes nessa oração de 1º Reis 8,
ele sempre fala "olha, eu edifiquei esse templo, esse templo ele fala que Deus e o próprio Deus responde pra ele depois e fala assim "eu vou colocar meu nome",
mas Salomão reconhece assim "os céus e o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei",
então ele sabe que Deus não cabe, que Deus não é como uma imagem que os outros povos colocavam o Deus deles dentro de um templo e o Deus estava ali,
mas não, ele não cabe ali, mas ele faz uma conexão, essa casa é como a escada do sonho de Jacó,
essa casa faz uma conexão, uma ponte, uma escada entre os céus e a terra,
então durante toda essa oração, vez após vez ele fala de pecados, ele fala de afastamento, ele fala de necessidades,
ele fala de muitas situações, inclusive do cativeiro, em que ele fala "se o teu povo orar, não para um Deus onde que Deus está, lá nos céus,
mas em direção a esta casa, tem um ponto na terra, tem um lugar na terra que representa em que Deus não está limitado a aquele lugar, mas Deus está ali, o nome dele está ali",
então Salomão coloca muito isso e Daniel, Nehemias não cita isso, ele não fala que ele está orando em direção ao templo, ele não cita isso ali,
ele tem um versículo, tem uma frase na oração de Nehemias que ele fala da casa que Deus colocou o nome ali, para aquele lugar,
mas Salomão usa essa expressão que Nehemias repete "Deus, atenta, abre os teus ouvidos",
Nehemias ele tem confiança de orar assim porque ele crê nessa oração que Salomão fez, ele crê que Deus respondeu,
ele crê que ele pode orar para esse Deus grandioso, para esse Deus tremendo, temível,
mas ele pode orar para ele e os ouvidos, os olhos de Deus, os ouvidos de Deus estarão abertos para ouvir a oração de Nehemias,
porque ele está orando nesse lugar, em direção, Nehemias não estava no lugar, mas ele está orando com confiança de que esse Deus
que tem o propósito de habitar em Jerusalém, ele está orando por esta causa, ele está em sintonia, em harmonia com esse propósito de Deus,
então ele fala "Contudo, atenta para a oração de teu servo, para sua súplica, para ouvires o clamor e a oração que o teu servo,
a oração que o teu servo hoje faz diante de ti, que os teus olhos", versículo 29, "estejam abertos de noite e dia sobre esta casa,
sobre este lugar, do qual disseste o meu nome estará ali, para ouvires a oração que o teu servo fizer nesse lugar".
Ok, Salamão está orando, ele está dizendo "Eu estou orando, quero que o senhor ouça", mas aí ele fala, a partir do versículo 46,
ele fala "Quando pecarem contra ti, pois não há homem que não peque, e tu te indignares contra eles, e os entregares as mãos do inimigo,
a fim de que os levem, a fim de os levarem cativos, a terra do inimigo, distante ou perto, na terra onde forem levados os cativos,
caírem em si, e se converterem, e na terra do seu cativeiro, te suplicarem, dizendo 'Pecamos, perversamente procedemos, cometemos iniquidade',
e se converterem a ti de todo o seu coração, e de toda a sua alma, na terra de seus inimigos que os levaram cativos,
orarem a ti voltados para a sua terra, que deste a seus pais, para esta cidade que elegeste, para esta casa que edifiquei o teu nome,
ouve então nos céus, lugar da tua habitação, a sua oração, e a sua súplica, faz-lhes justiça, perdou o teu povo que houver pecado contra ti,
todas as suas transgressões, que houverem cometido contra ti, dá-lhes misericórdia da parte dos que os levaram cativos,
para que se compadeçam deles. Então, veja só como, voltando para Nehemiah 1, veja só como Nehemiah está aplicando isso,
ele está dizendo 'Estejam atentos os teus ouvidos, teus olhos abertos, para ouvires a oração do teu servo, que faço hoje perante ti,
de dia e noite, faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, que temos cometido contra ti'.
Versículo 7, 'Também eu e a casa de meu pai pecamos, temos procedido perversamente'. Então, ele está confessando,
ele não chega diante de Deus, falando 'Deus, o senhor prometeu, Deus o teu nome está envergonhado, faça alguma coisa',
ele começa nessa posição de arrependimento, ele começa nessa posição de confissão, porque ele está seguindo o mesmo padrão,
ele está seguindo os mesmos princípios da oração de Salomão, para que, ele falou assim, quando eles forem para o cativeiro,
e ele até prevê assim, quando eles estiverem na terra onde eles foram levados cativos, Nehemiah está nessa terra,
ele está buscando misericórdia, porque Salomão orou assim, que eles possam confessar os pecados,
que eles possam ser perdoados de seus pecados, que o senhor possa dar a eles misericórdia da parte daqueles que os levaram cativos,
então, tudo isso é exatamente o que Nehemiah está pedindo aqui.
Bom, nós vamos parar aqui, porque ainda tem bastante coisa para vermos nessa oração de Nehemiah,
é realmente bem cheio de princípios e de pontos importantes para nós entendermos como nós também podemos orar
para que o senhor restaure, para que o senhor avance, para que o plano de Deus avance, porque não está avançando?
Deus, por que o senhor está demorando tanto? Será que o senhor é quase colocando a culpa em Deus, é quase que pedindo,
por que Deus não faz alguma coisa quando, na verdade, o princípio que o rei Salomão entendeu é que se acontece alguma coisa
no sentido de perder, de ir para o cativeiro, de perder aquilo que Deus tem para nós, a razão sempre vai estar não na falta de vontade,
na falta de misericórdia, na falta de bondade da parte de Deus, mas na necessidade de orar, de confessar, de nos arrepender,
e é algo coletivo, como a gente sempre fala, Daniel não foi ele que pecou, não foi Nehemiah que pecou, eles não foram infiéis,
Esdras não foi infiel, mas eles se identificaram porque é uma condição, a condição do povo é uma condição de pecado, de afastamento,
então a oração ela leva a confessar, a se arrepender como sacerdote em favor, ele está orando no versículo 6,
"Que hoje faço pelos filhos de Israel teus servos". Então nós vamos continuar olhando essa oração tão importante que foi,
que deu início a essa terceira etapa da Restaulação. Senhor, abençoe a Tua Palavra, cela no nosso coração,
prepara o nosso coração para Ti, para que tenhamos esse mesmo entendimento de quem o Senhor é, e que nós tenhamos também o entendimento de como nos arrepender.
Nehemiah sabia, ele sabia onde que o povo de Israel tinha falhado, ele sabia que havia não só promessas de restauração,
mas que estava acontecendo exatamente aquilo que o Senhor tinha falado com Moisés que deveria acontecer, então ele sabia se colocar como povo, como nação,
ele sabia se colocar diante de Ti, como nós precisamos disso, nós desejamos um verdadeiro espírito de arrependimento,
uma colocação nossa diante de Ti para que, como o Senhor promete, em tantos lugares haja não só avivamento, mas também principalmente restauração,
avanço para aquilo que o Senhor deseja, é isso que nós pedimos e desejamos, em nome de Jesus, amém.

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