O volume 29 – Últimos anos do reino de Judá – de Manassés até a queda de Jerusalém,
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31/03/19 – Jeremias 2 – Baixardo áudio.

Transcrição
Bom, se vocês se lembram onde nós paramos, nós terminamos uma parte da sequência histórica, nós terminamos segundo reis, segundo crônicas, terminamos também um relato, vamos dizer assim, extra, que não tem crônicas e reis, tem outros relatos, nem Jeremias, que nós temos visto.
Então, nós temos visto bastante coisa triste nessa época muito tenebrosa, uma época de juízo, uma época de cativeiro, a história do povo de Deus com Israel, que vem lá de trás, no tempo de Moisés.
Mas, Deus previu, Deus falou, olha, se vocês não forem fiéis à aliança, pode acontecer isso, vai acontecer várias coisas e a disciplina, a medida mais drástica que Deus falou que iria trazer para o seu povo era arrancá-los exatamente da terra que Ele deu para eles.
Então, esse é o período que nós estamos estudando e a vida de Jeremias, nós temos visto várias coisas nessas últimas aulas sobre como Jeremias viveu uma vida muito, muito difícil, muito cheia de dores, porque ele deu uma palavra para o povo e o povo, na grande maioria, a gente não tem registro, sim, será que alguns ouviu, alguns se arrependeram, provavelmente.
Mas o povo como todo não deu ouvidos, não mudou e a situação chegou a esse ponto. E a história de Jeremias vai até além do momento final, do início do cativeiro, com aquele remanescente que ficou em Israel.
E nem eles, depois de ver tudo que tinha acontecido, como Deus realmente tinha confirmado as palavras de Jeremias, mesmo assim, aquele remanescente também não deu ouvidos, até acusou Jeremias de estar em aliança ou querendo o mal deles em aliança com o rei de Babilônia.
Então, foi assim, realmente um final, não só uma vida triste, mas foi um final triste na vida de Jeremias.
Então, antes da gente, agora, a próxima sequência nossa da história é falar um pouco sobre o tempo do cativeiro, então, ainda não vamos falar sobre isso hoje, nem na próxima aula, mas esse é o próximo assunto nosso.
Tem que ter alguns subsídios que a gente tem no livro de Ezequiel, não muita coisa, mas no livro de Daniel. Daniel foi o profeta durante o período do cativeiro, então, a parte histórica que a gente mais consegue ter algumas informações sobre o que estava acontecendo com o povo durante o período do cativeiro seria mais com Daniel.
Então, nós vamos falar e também vamos buscar algumas outras informações históricas, porque esse tempo do cativeiro não tem tanta coisa na Bíblia, mas foi um tempo muito importante.
E só para vocês terem uma ideia que uma instituição judaica que hoje todo mundo conhece seria o tipo de igreja dos judeus é a sinagoga, e a sinagoga não aparece na Bíblia durante o tempo, todo esse tempo que a gente já estudou não tinha sinagoga, não existia isso.
E quando que a sinagoga surgiu? Quando que a sinagoga nasceu? Exatamente nesse período do cativeiro.
O templo estava destruído, o povo estava fora da terra prometida, então foi aí que eles começaram a ter esse culto que era a leitura da lei e fazer orações e o culto aos sábados na sinagoga, que era uma coisa já muito presente, muito forte nos evangelhos, no templo de Jesus, dos apóstolos.
A sinagoga aparece muito, apesar de já ter um outro templo, mas a sinagoga continuou.
Bom, isso é só para vocês terem uma ideia para onde nós vamos, mas antes de deixar Jeremias, nós queremos gastar, não sei se vai ser duas ou três aulas, falando sobre um outro aspecto, porque Jeremias em termos imediatos não tinha muita coisa boa para falar.
O tempo, a mensagem dele, o tempo dele, o que Deus estava falando naquele momento, era um tempo muito difícil e o que ia acontecer era realmente o cativeiro, o povo não se arrependeu, então nem tinha como reverter aquilo que foi determinado.
Mas, durante esse, no meio dessa mensagem, Jeremias também profetizou, não são muitos capítulos, não tem, Isaías por exemplo, você tem muitos capítulos falando de restauração, daquilo que Deus vai fazer no futuro.
Jeremias é um profeta que tem muita visão da glória de Deus, daquilo que Deus vai fazer no futuro.
Jeremias e Ezequiel, os dois, não tem muitas coisas para falar, eles não são muitos capítulos, a maioria dos dois livros são profecias de juízo e falando sobre a situação que estava acontecendo naquele momento.
Mas os dois, Jeremias e Ezequiel, os dois tem profecias da nova aliança e aliás são as profecias mais nítidas, mais claras, mais definidas a respeito da nova aliança.
Então nós queremos falar um pouco sobre essa mensagem de esperança, hoje nós vamos fazer algo sem que me veja atenção, eu vi um estudo, achei isso muito interessante, que mostra que os primeiros, Jeremias 1, fala do chamado Jeremias, o primeiro capítulo, mas capítulos 2 e 3.
Jeremias 2, 3 e o comecinho do 4 são uma espécie de resumo do livro todo, eu nunca tinha visto isso, então me chama muita atenção e eu quero compartilhar isso com vocês hoje.
Nós vamos ver um pouquinho nesses primeiros capítulos como esses, essa seria quem sabe a primeira profecia, mesmo os livros proféticos, eles são compilações, porque não tinha ninguém gravando, grava essas aulas ou grava mensagens hoje.
Então eles dependiam totalmente da memória, anotavam coisas, mas os livros proféticos, como os livros históricos, são compilações, o que quer dizer compilação?
Assim, pessoas anotavam, tinha várias coisas, os evangelhos de Jesus, são compilações, pessoas que tinham testemunho, que contavam uma história, então fazia parte, ajuntavam e fazia parte do relato todo. Então o livro de Jeremias, como a gente já viu, nem é cronológico, mas esses primeiros capítulos trazem uma mensagem que é quase que um resumo do livro todo.
Então nós não vamos ler os capítulos inteiros, mas vocês estão com o esboço nas mãos, podem olhar, eu vou chamar a atenção para alguns pontos, porque depois a parte interessante é que os capítulos de Jeremias que falam sobre restauração,
a maior parte das promessas de restauração estão também em quatro capítulos, 30, 31, 32 e 33, do capítulo 30 até 33 de Jeremias, até os estudiosos chamam isso, isso é um título que os estudiosos deram, mas é chamado "O Livro da Consolação".
Dentro do livro de Jeremias tem essa parte, como nós vimos aqui, "Lamentações", que tem um livro à parte, então tem profecias, tem lamentações, tem diálogos, tem muitas coisas, mas a parte, as profecias sobre restauração não são todas, mas uma boa parte das profecias de restauração, de Nova Aliança estão reunidos nesses capítulos de Jeremias.
E esses capítulos fazem um paralelo com esses tópicos que a gente vai mostrar, então hoje é mais ou menos para dar um apanhado geral sobre esses primeiros capítulos e como eles se relacionam com as promessas de Deus.
Então vamos lá, abram a sua Bíblia em Jeremias 2 e nós vamos chamar a atenção só para alguns tópicos que nós podemos encontrar aqui e depois nós vamos para essa parte de restauração e vamos mostrar como ao mesmo tempo que Deus estava falando,
teve um momento que Deus falou com Jeremias "não ore mais, não ore mais para que o povo seja restaurado, para que não haja o cativeiro, não ore mais porque já passou, não tem mais retorno".
Então nesse sentido a situação imediata era desesperadora, era triste, era terrível, porém havia uma esperança, havia uma promessa, então é isso que a gente quer ver e depois na próxima aula a gente quer realmente entender mais
sobre como esse processo de essas promessas de restauração se relacionam conosco hoje, que nós estamos vivendo numa época em que as duas coisas são importantes, mensagens de advertência, de juízo, mas também mensagens de restauração.
Então essa ligação entre as duas coisas é um tema na Bíblia e a gente precisa entender mais.
Então vamos só aos primeiros versículos de Jeremias 2, o versículo 1, "veio a minha palavra do Senhor", porque o capítulo 1 só fala do chamado dele, Deus falando assim "eu conheço você antes de você nascer, estou colocando você para profetizar" e tal.
Então esse aqui seria a primeira, pelo menos na sequência aqui, a primeira profecia, "veio a minha palavra do Senhor, vai e clama aos ouvidos de Jerusalém, assim diz o Senhor, lembro-me de ti, da devoção da tua mocidade, do amor dos teus desposórios".
Por que eu uso umas palavras tão complicadas? Alguém tem uma palavra mais? Noivado, noivado dá para entender, agora desposórios fica difícil.
"Do amor do teu noivado", quer dizer, era o início do relacionamento, está falando coletivamente de Israel como nação, então ele fala, é até assim, a gente fica pensando quando que foi essa época?
Porque parece assim, pelo relato bíblico, o povo estava sempre, quando saiu do Egito, logo depois que saíram, já começaram a murmurar, um monte de sinais, fizeram um bezerro de ouro, então quando foi que Deus viu neles?
Mas é claro que houve, houve momentos em que Israel estava realmente correspondendo ao amor de Deus.
Então primeiro assim, isso aqui é só para mostrar, ela termina no versículo, "como me seguiste pelo deserto numa terra não semeada".
Então Deus está usando aqui a figura que é usada em muitos lugares na Bíblia, é uma das principais metáforas, as principais figuras de linguagem que Deus usa para falar do relacionamento dele com o seu povo, que é um relacionamento conjugal, que é um relacionamento de marido e esposa, de noivo e noiva.
Porque a ideia da aliança é que vai ter um casamento, e no monte de sinais era para ser, na figura, o monte de sinais era o casamento, eles saíram do Egito, passaram pelo Mar Vermelho, passaram pela Páscoa, depois pelo Mar Vermelho, e chegaram ao monte de sinais, lá no monte de sinais, Deus fez uma aliança com eles.
O que é aliança? Aliança é casamento. O que é casamento? Casamento é uma aliança, então Deus faz isso, e esses temas, eu não vou tomar tempo porque eu quero só dar mais essa vista panorâmica e chegar na relação com a nova aliança, mas durante o Livro de Geremias, se você for reler o Livro de Geremias, você vai encontrar essa figura usada muitas vezes.
É Deus falando com o seu povo como uma esposa. Ezequiel usa essa figura muito usada, tem o Livro de Cantares, tem muitos lugares na Bíblia que mostra essa mesma figura.
E dentro do contexto da história de Israel, Israel é a noiva ou é a esposa que foi infiel, então esse é o tema que é usado em grande parte do Livro e muitos lugares na Bíblia, Deus está usando.
O profeta Uzeias usou bastante essa figura, ele até viveu, Deus mandou a Uzeias casar com uma prostituta, então o profeta precisou vivenciar o que Deus experimentou, o que Deus estava vivendo.
O profeta precisava sentir, é interessante isso, Deus quer que a gente sinta o nosso pecado, mas muitas vezes Deus faz questão de levar a gente a se colocar no lugar dele.
Quem somos nós para imaginar como Deus se sente, mas Deus quer que a gente viva isso e o profeta tinha essa função especial de mostrar ao povo o coração de Deus, o que Deus estava vivendo, o que Deus estava experimentando.
Então a gente pensa, puxa, tanto sofrimento, tanta disciplina, tanta coisa acontecendo nessa época, o povo sofreu, mas é importante a gente pensar como Deus sofreu em tudo isso.
Então esse é um dos temas principais, é Israel como uma esposa infiel, ele até depois passa para o capítulo 3, ele começa o capítulo 3 também usando essa figura
e ele usa uma ideia que está na lei de Moisés em Deuteronômio, mas que fazia parte da vivência cultural daquele povo e hoje muita coisa mudou, a gente tem outras práticas, outros sentimentos culturais,
mas naquela época isso que ele vai descrever aqui era uma coisa muito forte, a gente pode falar isso faz parte de uma cultura machista, sim fazia parte de uma cultura machista, mas por outro lado se você conseguir ver Deus,
porque Deus tinha que falar a linguagem deles, então Deus usou a linguagem que eles podiam entender, que era uma cultura que tinha esse tipo de costume e era o que eles podiam entender, mas ao mesmo tempo isso não é só uma coisa cultural daquela época,
isso é uma coisa que mostra o sofrimento de Deus e também a misericórdia de Deus, então olha o que está escrito aqui, se um homem despedir a sua mulher e ela se ausentar dele e se juntar a outro homem, tornará ele mais para ela?
Se você não entendeu eu vou traduzir, na lei de Moisés era assim, podia ter divórcio, lembra que até os discípulos perguntaram para Jesus, na lei de Moisés podia ter divórcio,
aí Jesus falou, Moisés permitiu, mas não era o propósito original de Deus, era por causa da dureza dos seus corações, porque tinha essas situações, então tinha que lidar com essas situações e a gente pode falar isso até hoje, existe separação, existe divórcio? Existe, mas não é a vontade de Deus.
Mas dentro das regras, das normas do divórcio no antigo testamento, tinha uma coisa que falava, tinha uma lei que falava assim, o homem quer se divorciar, então separa, tinha até um tipo de um documento que lavrava e aí a esposa poderia se casar com outro homem,
mas depois se ela se separasse daquele outro homem, ela não podia, ou ele, isso era mais voltado para o homem, o homem não podia depois voltar para a primeira esposa, para a gente isso soa meio estranho, separou, casou com outro, a esposa casou com outro,
mas depois separou de novo qual que é o problema de voltar para o primeiro marido, mas dentro da cultura e até dentro daquilo que eles tinham como norma, isso era uma coisa impensável, era impensável, isso era uma coisa que ele fala assim, não se poluiria de toda aquela terra?
Agora, ele está usando uma ilustração que muitas vezes, naquela cultura dominada pelos homens, o divórcio geralmente partia do homem, mas ele está invertendo a situação, porque na relação de Israel com Deus, não era Deus que estava querendo se separar,
quem tinha sido infiel era Israel, a esposa, então não era Deus que estava fazendo, que no paralelo estava dizendo "eu não quero mais você", porque a ideia era assim, você vai, não é desejo de Deus desde o início, não era desejo de Deus que houvesse quebre de aliança,
mas cara, se você vai mandar sua esposa embora, então também não procure voltar a ela depois, porque aí vira uma bagunça, tive uma aliança com ela, agora ela tem uma aliança com outro homem, agora volta a ter aliança comigo, pra eles virou uma confusão, virou uma bagunça,
e pra Deus, Deus queria sim, aliança é uma coisa muito séria, se tem quebra de aliança, então faça direito e não fique mudando toda hora, né?
Mas Deus está dizendo, isso é um absurdo, depois de separar, voltar de novo, e dentro aí, numa outra conotação, também, bastante assim, dentro dessa cultura machista, mas dentro dessa cultura, a ideia era a mulher, agora sim, pensando no caso de Israel,
quem tinha sido infiel, quem não estava querendo mais relação, manter aliança, era a mulher, no capítulo 3, do versículo 6 em diante, ele fala dos dois reinos, dos reinos divididos, Israel no norte e Judá no sul,
e ele falou assim, Israel já foi infiel, eu já dei carta de divórcio pra ela, porque nessa época Israel já tinha ido pro cativeiro, então aqui também, como Israel eram dois reinos, era como, também era comum naquela época, Deus era marido das duas, né?
Deus era marido de Israel e Deus era marido de Judá, e ele está dizendo assim, essas duas esposas são irmãs, e a mais velha, sei lá, Israel, as dez tribos, foi infiel e eu dei carta de divórcio, vai pro cativeiro, estamos separados, quebrou a aliança,
e aí ele diz, Judá, que viu o que aconteceu com a irmã dela, não levou isso em conta, não mudou seu comportamento, e aí ele fala, por isso você é pior do que sua irmã, porque, vamos dizer assim, você já teve a oportunidade de ver, você já viu, já teve mais advertência, mais chance, então você é pior do que a sua irmã.
Então, ele está dizendo que é impensável, na cultura deles, esse marido voltar a aceitar essas esposas de volta, e é mais ou menos isso que o Zéias mostra lá no livro dele também, né?
Que ele mandou o profeta casar com a prostituta e a prostituta foi infiel, mas mesmo assim, Deus queria, então a ideia assim, Deus está realmente, algumas pessoas até criticam essas passagens e essa mensagem dizendo que Deus está se mostrando como machista, mas na verdade é o contrário, porque Deus está indo contra a cultura,
Deus está indo contra aquilo que era normal para eles, e ele está dizendo assim, mesmo assim, eu quero vocês de volta, né?
Versículo 14, "converteivos, ó filhos rebeldes, diz o senhor, pois eu vos desposarei", e no Zéias ele fala também assim, apesar da infidelidade, apesar de tudo que eles fizeram, eu, Deus fala assim, eu, o marido, o marido injuriado, o marido que foi abandonado, traído, eu quero vocês de volta, ok?
Então esse é um tema muito forte no livro e em outras partes da Bíblia também.
Quando usa metáforas, quando usa essas ilustrações, é interessante porque às vezes até no meio do mesmo discurso, ele usa mais de uma metáfora, ele usa várias figuras, né?
Então existem outras metáforas, só rapidinho para vocês voltem no capítulo 2, versículo 3, fala que Israel era santo para o senhor, eram as primícias da sua novidade, primícias era um termo agrícola, né?
Que quando eles faziam uma plantação, fosse de trigo, de cevada, ou de azeitonas, de uvas, fosse qualquer tipo de plantação, sempre as primícias deveriam ser oferecidas ao senhor, né?
As primícias pertenciam a Deus e isso fala assim de que o melhor da nossa vida pertence a Deus, né?
Às vezes as pessoas usam isso para se referir ao dismo, não é totalmente errado, mas é sempre um grande erro você reduzir algo que deveria ser uma coisa de coração e que é muito mais abrangente, tá certo?
O dinheiro é uma coisa muito importante na nossa vida, então você pode ser muito espiritual e dizer minha vida toda é de Deus e você não dá nada para ele, né?
Então é uma mentira, né? Mas por outro lado você pode dar a Deus uma oferta, pode dar 10%, pode dar mais de 10% e sua vida não ser realmente do senhor, porque isso representa tempo, isso representa devoção, isso representa o coração.
Então ele usa outra metáfora que é das primícias, das plantações, né? É o melhor, é o primeiro que aparece, em vez de assim, puxa, eu estou esperando tanto tempo, né?
Imagina assim a vida de um agricultor, ele não tem coleto o tempo todo, então ele tem que esperar meses para que aquela plantação renda alguma coisa para ele e quando é árvores como a oliveira,
ele tem que esperar anos, né? Então é algo assim que quando a gente planta, quando a gente se empenha, quando a gente investe, seja dinheiro, seja tempo, a gente quer o retorno daquilo para nós.
E Deus não faz assim, as primícias não são para você, as primícias são para mim. Então Israel como nação, como nação, Israel, isso é um conceito muito importante, não posso parar nisso aqui,
mas é muito importante entender, Israel representa as primícias de todas as nações, porque a Bíblia fala que todas as nações, Jesus vai reinar sobre todas, mas ele começou lá atrás e ele tem o propósito hoje de fazer algo com a nação de Israel.
Então isso não é porque são melhores, não significa que é exclusividade, que tanto Israel como a igreja também, a igreja também é primícias.
Porque se você, se nós entendemos algo sobre quem é Jesus, estamos procurando servi-lo, nós somos as primícias, porque Deus tem muito mais gente para trazer e para entrar nessa mesma relação com Ele.
Então isso é outra figura. Depois tem a figura da vide, que está acho que no capítulo 2, versículo 21, "eu mesmo te plantei como vide excelente".
Vide, a barreira, a planta que dá uvas. "Eu te plantei como vide excelente, uma semente inteiramente fiel. Como pois, te tornaste para mim uma planta corrupta, como de vide brava?"
Então é outra figura, a esposa ou a noiva, a esposa, ela era devota, ela amava o seu noivo e algo aconteceu que virou, ela se tornou infiel.
A vide era uma planta, não era uma raça ruim, não era uma semente ruim, não era uma qualidade ruim, era uma semente perfeita. Mas como que ela virou uma vide que não deu fruto e que se tornou uma vide errada?
Outra figura, logo em seguida, é uma figura bem vívida, é uma descrição, ele chama no versículo 23, "como podes dizer não estou contaminada, nem andei após baal, vê o teu caminho no vale, conhece o que fizeste.
Dromedária", dromedária é um camelo, camelo fêmea, "dromedária ligeira és, que anda torcendo os seus caminhos", e aí ele usa dois tipos de animais, a dromedária e a jumenta,
"jumenta selvagem, acostumada ao deserto e que no ardor do cio sorve o vento, quem lhe pode impedir o desejo?" Então ele compara Israel a um animal que está no cio e que ninguém consegue controlar.
E ele até fala, todos, o final do versículo 24, todos os que a buscam não se cansam, nem corram atrás dela, porque quando ela está assim não adianta, ela vai atrás e ele vai seguindo essa ideia,
porque no versículo 25 ele fala, "evite que teu pé ande descalço, que a tua garganta tenha sede", quer dizer, para de correr de mim, para de ir para onde não tem água, não tem alimento, "mas tu dizes, Israel, é inútil, amo os deuses estranhos, após eles irei".
Então é uma dromedária selvagem que está no cio e ninguém segura e a gente sabe que a nossa natureza humana tem muito disso.
E a última metáfora que ele usa, ele fala, voltando para seres humanos, ele compara com uma esposa, mas ele também compara com filhos, filhos rebeldes, 3,14 que eu já li, "converteivos ó filhos rebeldes", então ele tem uma relação de pai e ele tem uma relação de marido ou noivo, então são duas figuras.
Ok. Número 3 aqui no esboço é a controvérsia, esses dois capítulos, eu não tenho tempo para ler, mas são, Jeremias usa muito isso no livro todo, ele usa muito, Deus está falando com Jeremias,
mas Deus dá uma mensagem para Jeremias que é, ele reproduz uma espécie de diálogo entre Deus e seu povo, acabamos de ler assim como ele diz "ah mas eu falo assim, mas vocês falam assim", então ele tem uma controvérsia, ele tem uma contenda.
Volte para o capítulo 2, eu só quero que vocês se sintam assim, porque se você pensar em nós como seres humanos, falhos, corruptos, que pisamos na bola direto assim, nós somos infiéis, nós somos muito vacilantes,
a gente muda toda hora, nosso coração pensa em uma coisa diferente, e Deus, ele tem um propósito, claro, ele não vai largar a gente, mas se você pensar em Deus, ele não tem obrigação, como esse marido que a esposa traiu e foi embora, ele não tem obrigação de ir atrás da gente.
Mas ele vai e ele não fala assim, tem momentos que ele fala "eu vou trazer juízo, quero ou não quero, eu vou tomar certas medidas", mas o que Deus quer, ele quer uma coisa voluntária, então ele está sempre dialogando.
Então, capítulo 2, versículo 4, ele diz "ouvi a palavra do Senhor ao caso de Jacó e todas as famílias da casa de Israel, assim diz o Senhor, que injustiça acharam vossos pais em mim para se afastarem de mim".
Então, aí ele vai continuar, não vou ler esse trecho todo assim, mas ele, na verdade, a maior parte do capítulo 2 é ele perguntando, ele questionando "mas por que vocês não me quiseram? Por que vocês me abandonaram?"
Olha aqui, versículo 13, "o meu povo fez duas maldades, a mim me deixaram manancial de águas vivas e cavaram cisternas, cisternas rotas que não retêm as águas".
Então, ele fala assim "eu sou obrigado a ver vocês abandonar a fonte verdadeira de vida que tem em mim e, vamos dizer assim, se vocês, quando tem um casamento, ou o marido ou a esposa resolve largar e vai atrás de uma outra pessoa, muitas vezes acontecem essas comparações,
o marido ou a esposa, qualquer um dos dois fala assim "mas você me largou para ir atrás desse traste", é uma comparação, se você fosse atrás de alguém mais bonito, mais poderoso, mais, acho que eu até entenderia, mas você vai atrás de uma coisa que não tem nada.
Então, Deus está falando assim "vocês largaram a fonte de água e foram atrás de uma cisterna rota, de uma coisa que não tem nada para te oferecer".
Então, Deus tem uma contenda, ele está questionando, ele está perguntando, ele quer, gente, como se a gente pudesse entender como ele quer que a gente reconheça, ele fala.
Não posso achar assim, tem tantos detalhezinhos aqui, mas talvez seja mais no fim, tem um lugar que ele fala "só reconheça, reconheça o que vocês fizeram, eu queria que vocês entendessem, vocês precisam realmente reconhecer o que vocês fizeram
e isso vai trazer uma restauração, um conserto com Deus". Então, ele fala muito sobre isso. E dentro desse terceiro item aí, dessa controvérsia, ele fala sobre duas coisas, a gente tem falado muito sobre isso nas aulas, só vou mencionar.
Tem duas coisas que parecem que encarnam, que simbolizam a infidelidade do povo com Deus. Um é idolatria. Então, eles largam Deus, que é vivo, que fala, que libertou do Egito e vão atrás de um Deus de madeira, de pedra, que não tem vida, não tem...
Então, eles largam o Deus verdadeiro por um Deus falso que não representa nada, que não oferece nada. E a segunda coisa que representa, e isso a gente tem feito bastante menção, eles deixam de confiar em Deus e vão confiar em outros países, em outras potências.
Eles vão atrás do Egito, eles vão atrás da Síria. Só para vocês verem isso aqui, capítulo 2, versículo 18. "Agora, que te adiantará ir ao Egito, beber as águas do Nilo? E que te adiantará ir à Síria, beber as águas do Eufrates?"
Então, ele fala sobre essas duas potências que eram mais marcantes na época, porque depois veio o Babilônia também, mas as dez tribos foram levadas para o cativeiro pela Síria.
Então, ele fala muito sobre essa dependência, como eles foram atrás, ao invés de confiar em Deus, eles foram buscar o apoio, a proteção, a segurança que é encontrada nessas outras forças humanas.
E isso pode representar sistemas, pode representar... não é só, porque você fala idolatria, então é alguma coisa que conquista a sua paixão, mas confiar em outros potências não é um caso de amor, é um caso de buscar a segurança.
No dinheiro, no sistema, em alguma coisa, na política, alguma coisa que vai oferecer uma segurança no lugar daquilo que Deus oferece.
Então, número quatro é separação e juízo. Isso não fica talvez tão forte nesses primeiros capítulos, mas no capítulo três, que eu já mencionei aqui, onde três, seis em diante, que ele fala sobre que ele vai dar uma carta de divórcio.
Então, ele tá falando assim, "Então, chegou nesse ponto, nós estamos rompendo nossa aliança, a aliança acabou". E aí, o livro de Jeremias desenvolve isso muito mais, porque durante o livro, como eu falei, Deus fala com ele pra não orar mais, que não tem mais jeito.
Então, a situação é desesperadora, a situação aparentemente não tem solução, do jeito que é apresentado várias vezes, parece que até acabou, Deus não tem mais nada com seu povo, mas não é verdade.
E aí, o item cinco é que Deus, apesar de tudo isso, ele chama pra voltar. Então, ele sempre fala, "Volta, volta pra mim". Versículo três, quatorze, "Convertei-vos, ó filhos rebeldes".
Versículo vinte e três, vinte e dois, "Voltai, ó filhos rebeldes, eu curarei as vossas rebeliões". Capítulo quatro, versículo um, "Se voltares, ó Israel, diz o Senhor, volta para mim".
Então, ele tem um chamado, e isso continua durante o livro, ele, apesar dessa situação desesperadora, apesar até de chegar ao ponto de dizer assim, "Não, agora em relação ao cativeiro, vai acontecer mesmo", mas ele sempre chama pra voltar.
E, finalmente, nesse contido, nesses dois capítulos também, a gente encontra uma promessa maravilhosa de restauração. Três, capítulo quatorze, de novo, ele fala assim, "Convertei-vos, ó filhos rebeldes, diz o Senhor, pois eu vos desposarei,
vos tomarei a um de uma cidade, a dois de uma geração, vos levarei a Seão". Então, aqui ele já dá, assim, bem no início do ministério dele já dá uma promessa de restauração.
"Dar-vos-ei, pastores, segundo o meu coração, que vos apacentem com conhecimento", conhecimento de Deus, não é conhecimento intelectual, "com conhecimento e com inteligência. Naqueles dias, quando vos multiplicades e frutificades na terra, diz o Senhor, nunca mais se exclamará a arca da aliança do Senhor".
Olha, isso aqui é uma profecia também impressionante, porque Jeremias, ele profetizou setenta anos, e ele profetiza aqui que, quando eles voltarem, eles nunca mais vão falar a arca da aliança.
E você sabe que isso é verdade? Que eles já construíram, reconstruíram o templo no tempo de Esas e Nemeas, mas nunca mais fizeram a arca. No tempo de Jesus não tinha a arca. Nunca mais, ele está falando assim, nunca mais se exclamará a arca da aliança do Senhor.
Eles refizeram o templo, mas nunca refizeram a arca. Então, nunca mais teve a arca dentro do templo. "Ela jamais lhes virá o coração, nem dela se lembrarão, dela não sentirão falta e não se fará outra. Naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono do Senhor".
Por que ele não precisa da arca? Porque vai ter o próprio Senhor. "Então, naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono do Senhor, todas as nações".
Então, veja que Israel, Deus tem uma promessa para a restauração de Israel, porque Deus quer operar através da nação de Israel. Mas o que ele quer são todas as nações. Ele não quer só Israel.
"Todas as nações se juntarão a ela em nome do Senhor a Jerusalém. Nunca mais andarão segundo o propósito do seu coração maligno. Naqueles dias andará a casa de Judá", são os dois reinos, "a casa de Judá com a casa de Israel. Juntas virão da terra do norte para a terra que dê em herança a vossos pais".
Então, essa é uma pequena promessa de restauração, mas vai ser mais ampliada no final. Então, vamos só dar uma pequena olhada, depois na próxima aula a gente vai falar mais sobre a Nova Aliança.
Mas só para a gente, então, esses são os temas principais nesses dois capítulos de Jeremias. São uma espécie de resumo de todo o livro. Você pode pegar esses temas que a gente colocou aqui, talvez até alguns outros, e você pode ver como todo o livro de Jeremias desenvolve esses mesmos temas.
Mas aí agora nós queremos olhar para os capítulos, principalmente capítulos 30 e 31 hoje, só para ter uma ideia assim de como essas mesmas coisas que ele falou durante todo o ministério dele, todas as profecias, ele sempre estava usando essas mensagens.
Israel é uma esposa infiel, tem todas essas outras figuras também, a controvérsia que Deus tem, o povo não correspondeu, eles não admitiram, eu não tive tempo de chamar atenção, mas tem, acho que no capítulo 2 ou 3 de Jeremias, ele mostra o povo falando "não, nós somos inocentes, não tem nada de errado conosco".
Então ele mostra que o povo não estava admitindo o erro, não estava correspondendo, então que ia ter toda essa separação e juízo.
Então só vamos pegar alguns temas assim só para vocês verem como esses mesmos temas que ele começou falando e mostrando que viria juízo, que eles não estavam arrependidos, como isso vai mudar.
Vai chegar o momento em que todas essas coisas que ele está descrevendo, que parece, até no capítulo 30, versículo 15 fala assim "porque gritas por causa do teu ferimento, tua dor ou tua ferida não tem remédio".
Então essa foi uma mensagem forte durante todo o livro de Jeremias, por isso que é até difícil da gente ler e meditar, que parece que muitas coisas são colocadas assim "não tem solução, acabou minha aliança e não vai dar mais".
Chegou nesse ponto, mas na promessa de restauração a gente vê que todas essas coisas serão resolvidas.
Então primeiro ponto correspondendo com a esposa infiel no capítulo 31, ele fala assim "naquele tempo diz o senhor, serei o deus de todas as tribos de Israel e elas serão o meu povo".
"Assim diz o senhor, o povo que escapar da espada achará graça no deserto, Israel mesmo quando eu fizer descansar, há muito que o senhor nos apareceu dizendo, com amor eterno te amei, com benignidade te atraí".
Então isso reforça que ele já tinha falado assim "apesar da infidelidade de vocês, eu quero vocês e vou manter aliança com vocês".
Versículo 4 "ainda te edificarei e serás edificada", qual nome que ele dá para Israel? "o virgem", uma esposa infiel, é chamada de virgem, ela é pura, ela não tem infidelidade, ela não tem outros amores, ela não está indo atrás de outros deuses.
Então essas figuras que ele usou, uma esposa infiel vai se tornar uma virgem.
No versículo 31 também, versículo 18 "bem ouvi eu que Efraim se queixava dizendo, castigaste-me e fui castigado, como novilho ainda não domado, converte-me e serei convertido, porque tu és o senhor meu deus".
Então ele mostra que esse filho rebelde, que ele tinha falado antes, se tornou um filho que volta a amar, que volta a andar junto com Deus.
A vidi, que era uma planta que se corrompeu, ela volta, versículo mais no início, ele fala que eles vão ser plantados na terra novamente. Então todas essas figuras da esposa infiel, do filho rebelde, da vidi, que deixou de ser uma planta boa, todas são restauradas.
Em segundo lugar, o segundo item aqui, é que vai haver um novo êxodo. Isso fala em vários lugares nos profetas. Assim como Deus tirou o povo do Egito, ele vai trazer todos.
31, versículo 8 "eu os trarei da terra do norte, os congregarei das extremidades da terra, entre eles estarão cegos, aleijados, mulheres grávidas de parto, em grande congregação, voltarão para aqui".
Então vai ter um novo êxodo, isso em parte tem acontecido já, em termos do povo judeu voltar para a terra de Israel, em parte isso tem acontecido, porque tem gente em Israel de muitos e muitos lugares no mundo.
Da Rússia, da África, a gente nem sabe como é que pode ter, mas tem judeus que misturaram com outras nações, mas são judeus.
Então você tem os judeus que parecem com europeus, tem os judeus em Israel hoje, tem duas regiões que tem um grupo grande de imigrantes que voltaram da Rússia, existem congregações messiânicas que a maioria das pessoas lá são russas, são judeus que vieram da Rússia.
E tem judeus da Etiópia, pretinhos, negros, mas são judeus, e nós vamos ter a honra, uma honra muito grande, e esse ano tem vários irmãos que estão andando juntos há muito tempo, que é o Asher, que já veio várias vezes para o Brasil.
Outro companheiro dele é o Dan Juster, que veio o ano passado, e eles são três, e na verdade tem um quarto que é esse judeu messiânico que está nessa igreja na Flórida, onde o pastor teve um encontro com Jesus.
O terceiro, então nós já tivemos aqui o Asher, já tivemos o Dan Juster, e agora em julho nós teremos Eiton Shishkoff, que nasceu nos Estados Unidos, é judeu, mas ele trabalha mais nessa região da Galiléia, onde era Galiléia, e onde tem essas congregações de russos.
E a filha dele casou com o judeu Etiópio, então o genro dele é um judeu negro e vem junto com ele, então nós vamos ter o Eiton e o Avi Shalom, que é o genro dele ministrando para a gente agora em julho.
Uma coisa fascinante, uma coisa tremendo que Deus está fazendo. Mas lá em Israel existem congregações, são congregações de pessoas que aceitaram Jesus, mas tem muita gente que não conhece Jesus ainda, tem muitos russos e tem muitos etíopes em Israel que vieram.
Isso que ele está falando, vou trazer de várias partes do mundo, e isso tem acontecido e é uma coisa muito linda de se ver. E só fazendo um parênteses, Deus não ama só os judeus, tem árabes maravilhosos, acho que eu falei da outra vez, uma das coisas que mais me impressiona quando eu vejo essas reuniões de pessoas que estão buscando a Deus juntos, é ver a aliança que Deus está formando entre judeus e árabes.
Tem alguns irmãos árabes que são muito cheios do Espírito Santo, são pessoas maravilhosas, eles amam os judeus, são amados pelos judeus e eles enfrentam dificuldade porque o povo em geral não tem essa ligação como nós sabemos.
Ok, voltando aqui então, vai ter então um outro êxodo e Deus vai manter as suas alianças, aliança dele com Abraão, isso nós vamos falar mais na próxima aula, entendendo como esse período de cativeiro e esse período de depois de restauração, o que isso tem a ver com o propósito de Deus e com as alianças de Deus.
Que nós como igreja fazemos parte. Então isso é muito importante e ele está dizendo aqui, só vamos ler um dos textos que fala sobre capítulo 31, versículo 35.
Assim diz o Senhor que dá o sol para a luz do dia e as leis fixas da lua das estrelas, para a luz da noite que fende o mar e faz para mim as suas ondas, o Senhor dos exércitos é o seu nome, somente se esses decretos desaparecerem de diante de mim, diz o Senhor, deixará a descendência de Israel de ser uma nação na minha presença.
E ele vai, no final do capítulo 33 também ele fala, 33, versículo 25, não, vamos começar no versículo 20.
Assim diz o Senhor, se puder desinvalidar minha aliança com o dia, minha aliança com a noite, de tal modo que não haja dia e noite a seu tempo, também se poderá invalidar minha aliança com Davi meu servo, para que não tenha filho que reine no seu trono, como também com os levidas sacerdotes meus ministros.
Então ele, continua assim, mas ele afirma e reafirma a aliança que ele tem com Abraão e com a descendência dele, então isso é muito importante e a gente está buscando realmente entender como igreja de maneira muito mais ampla, como nós nos encaixamos nisso, então é algo tremendo que a gente precisa entender cada vez mais.
Terceiro ponto aqui que ele vai libertar, volto para o capítulo 30, lembra que como o povo tinha ido atrás da Síria, do Egito, de outras nações, eles acabaram se tornando escravos deles, eles foram buscar apoio, mas na verdade o que eles encontraram foi opressão.
E aí no capítulo 30, versículo 8 diz, naquele dia diz o Senhor dos exércitos, eu quebrarei o seu jugo de sobre o teu pescoço, quebrarei as tuas algemas, nunca mais se servirão dele os estranhos, antes ele servirá o Senhor seu Deus.
Então ele está dizendo, é, versículo 10, não temos, ó Jacó meu servo, diz o Senhor, não te espantes, ó Israel, eu certamente te livrarei das terras de longe, tua descendência é da terra do seu exílio, Jacó tornará, descansará, ficará em sossego e não haverá quem o atemorize.
O que vocês acham, esse texto já se cumpriu, não se cumpriu, cumpriu em parte, o que vocês acham?
Porque ele está dizendo, vou trazer vocês de volta, porque todo o tempo de cativeiro, lembra que acho que eu coloquei em algumas das aulas assim, que houve um cativeiro nessa época de 70 anos,
eles voltaram do cativeiro, ficaram na terra, mas nunca mais eles foram assim, teve um tempo dos macabeus que eles ficaram livres de outros domínios, né, mas com exceção desse período dos macabeus de mais ou menos 100 anos,
o povo de Israel nunca mais voltou a ser um país independente até 1948, então houve o período de cativeiro, naquela época eles voltaram do cativeiro,
mas não se tornaram país, não tiveram rei, não era um país independente, e aí depois no ano 70, depois de Cristo, eles foram conquistados,
eles já eram dominados por Roma, mas eles foram destruídos, a cidade de Jerusalém foi destruída no ano 70 e eles foram para um novo período muito longo, que aquele cativeiro foi de 70 anos,
esse último cativeiro durou quase 2.000 anos, 1.900, 1.800 anos, então aqui está falando, eu vou quebrar o jugo desses outros povos, outras potências, outros impérios sobre vocês, vocês vão ser livres para me servir,
Jacó vai voltar, eu vou trazer, vai ter esse êxodo, pessoas vão voltar de todos os países, então em parte está acontecendo, mas tem algo que não aconteceu, o que que é?
Olha o versículo 10 no final, Jacó tornará e descansará e ficará em sossego, se tem alguma coisa que não tem lá é sossego, isso é uma coisa que está nas notícias todos os dias, ataques e medo,
então é uma situação que não se cumpriu totalmente e tem outras coisas que não se cumpriram também, o próximo ponto, arrependimento, capítulo 31, versículo 9, fala que 8 nós já lemos que eles vão voltar de todas as terras,
e aí fala, versículo 9, virão com choro, com súplicas, os levarei, guiá-los aos ribeiros de águas, por caminho reto e que não tropeçarão, porque sou um pai para Israel, Efraim é o meu primogênito,
depois ele fala mais na frente, Efraim se reconhecendo o seu pecado, então olha como Deus sofre por causa do próprio castigo que ele precisa dar, 31, 20, não é Efraim meu filho precioso, esse texto aqui fala muito comigo,
Efraim não é meu filho precioso, filho das minhas delícias, embora eu tantas vezes fale contra ele, Deus precisou falar muito sobre os pecados, sobre a infidelidade, sobre as disciplinas,
mas ainda me lembro dele, por isso se comovem por ele as minhas entranhas, então Deus se comove profundamente por causa do sofrimento e ele promete que vai haver um retorno, essa é outra coisa que não aconteceu,
porque algumas pessoas voltam para Israel ou estão em outros países e reconhecem, estão buscando a Deus, existem judeus ortodoxos que não entendem que Jesus é o Messias,
mas estão buscando a Deus, então tem pessoas que estão cumprindo pelo menos em parte esse arrependimento, a cena que todos vocês já devem ter visto na televisão, em documentários,
em notícias, mas é uma coisa muito, muito comovente e no Muro das Lamentações e ver os judeus ortodoxos, eu fui uma vez, estava um sol pior do que o sol de Americana,
um sol terrível e tem uma parte do Muro das Lamentações que é aberto e tem uma outra parte que tem uma cobertura, tem ar-condicionado lá dentro, mas tem muitos que ficam ali lendo as escrituras
ou vocês já viram assim, eles fazem um movimento de balançar assim na oração e, gente, isso você pode fazer, não, eles fazem isso por costume, gente, claro, pode ser feito só por costume,
pode ter gente lá que está fazendo só porque aprendeu e tal, mas é uma coisa que toca muito sim, porque eles estão assim, Deus, esse muro, o que é o Muro das Lamentações, o que é aquele muro lá?
Ele, na verdade, ele é um pedaço, eu por muito tempo achava que era uma parte do templo, não, não é uma parte do templo, é que chama o Monte do Templo,
no templo de Herodes, ele fez um aterro muito grande e ele construiu nessa, ele ampliou o templo de Esas e Nemeas e ele fez esse aterro grande, então ele colocou um muro de arrimo para segurar o aterro,
então esse muro das lamentações, na verdade, é um resquício daquele muro que Herodes fez, que está segurando aquele monte lá, o que isso significa?
Os judeus, que muita gente é contra Israel hoje e tem razão em algumas coisas, porque Israel, às vezes, ao invés de ser a vítima, às vezes Israel tem sido opressor em algumas coisas,
então muita gente fala "eu não tenho dó do judeus porque eles têm armamentos, têm tecnologias, têm riqueza, eles estão oprimindo", isso é um assunto muito longo, muito extenso, mas na verdade, eles fazem coisas erradas,
mas muita coisa é feita em defesa, porque Israel já admitiu possibilidade de conviver junto com eles, mas os árabes não admitem, mas é um longo assunto, é um assunto bem complexo,
mas Israel, com toda a potência que eles têm, com todo o poder que eles têm, eles não puderam, ainda, assegurar o local mais sagrado para eles, que é o local mesmo onde ficava o templo,
eles têm que se contentar de ficar nesse muro de lamentações, que é embaixo, o monte está em cima, então eles ficam ali, naquele muro de lamentações, clamando a Deus, Deus restaura,
Deus, claro que eu não sei o que está na cabeça deles, mas eles estão lendo as Escrituras e fazendo um movimento diante de Deus, quando eu vejo isso, quando eu lembro disso, eu lembro das profecias e que Deus falou assim "eles vão chorar por mim", Jesus falando, eles vão chorar pelo Messias, eles vão voltar,
eles vão se arrepender, eles vão dizer "Deus, nós queremos o Senhor, nós queremos voltar para o Senhor", isso vai ser uma coisa que vai abalar, a gente sabe que já é um barril de pólvora lá, qualquer coisa, qualquer espirro lá,
mexe com nações, mexe com os islâmicos, mexe com outras potências, tem Turquia, tem o Irã, tem a Síria, tem a Rússia, tem tantas potências já envolvidas com coisas lá, mas principalmente no mundo espiritual,
porque quando os judeus, quando isso acontecer, eles virão chorando, eles virão se arrependendo, eles vão reconhecer, eu não sei exatamente como isso vai acontecer, mas ele promete que vai haver um arrependimento profundo e verdadeiro.
Então dessas promessas de restauração, pelo menos assim sintetizando, falta sossego, porque eles não têm paz, não têm sossego, não vivem segurança, mas principalmente falta um verdadeiro arrependimento.
E a última coisa que nem vou entrar, nosso tempo já acabou também, mas assim, é um assunto que nós vamos desenvolver mais, vocês devem se lembrar, no capítulo 31, versículo 31, "Vem dias, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel, não conforme a aliança que fiz com os seus pais".
Essa nova aliança nós vamos examinar um pouco mais, pelo menos na próxima aula, não sei se não vamos ficar uma ou duas aulas, sim, pensando mais como essa relação daquilo que Deus estava fazendo nessa época de Jeremias,
o cativeiro daquela época, depois o segundo cativeiro que demorou todos esses séculos, desde o tempo do ano 70 para cá, e como que isso faz parte, porque essa época que Jeremias vivia, essas profecias duras que ele teve que trazer, mas isso era um processo necessário,
é uma disciplina, é uma cura necessária, só para vocês terem uma ideia, os judeus não se tornaram um povo santo, perfeito, de jeito nenhum, mas o problema de idolatria acabou, depois do cativeiro,
o povo de Israel, no tempo de Jesus, Jesus repreendeu por outras coisas, mas idolatria eles não tinham mais, essa idolatria que eles tinham antes, então a disciplina de Deus, a cura de Deus, e Deus agora fez um outro cativeiro muito mais longo,
e nós estamos vivendo nesse período em que as coisas estão voltando, mas faltam aspectos muito importantes, e nós também fazemos parte da nova aliança, e precisamos entender porque a igreja, só essa nota final para a gente retomar na próxima aula,
a igreja pegou essa profecia da nova aliança e pinçou, tirou para fora do contexto que está aqui, como se essa profecia da nova aliança não tivesse nada a ver com o povo de Israel, e com as profecias, e com as coisas que Deus pretende fazer no seu plano,
e isso foi uma coisa muito errada, muito prejudicial para o plano de Deus, então isso que nós queremos entender um pouquinho mais, dentro dessa profecia de Jeremias, da nova aliança, em que contexto que ele deu,
essa promessa da nova aliança, como que isso funciona, para nós e para o povo judeu. Senhor Deus, nós sabemos que existem muitas coisas profundas na Tua Palavra, sabemos, temos essa sensação de que não estamos nem riscando a superfície,
sentimos que tem muitas coisas além daquilo que nós conseguimos enxergar agora, mas ao mesmo tempo, Senhor, nós temos um desejo de acompanhar, de ver como o Senhor é fiel, como o Senhor tratou com o povo natural de Israel,
isso nos ensina muito, como o Senhor trata conosco também, porque nós também somos teu povo, e como essas coisas vão se, como essas peças vão se juntar no fim, como que essas coisas vão se encaixar.
Senhor, nós queremos, ó Deus, claramente nós não vamos ter todas as respostas, o Senhor é soberano, como o Senhor falou com os teus discípulos em Atos 1, não compete a nós conhecer os tempos, as estações, tem muitas coisas que não sabemos como vão acontecer,
mas queremos entender o teu reino, queremos fazer parte e queremos, ó Deus, colaborar, queremos ser participantes ativos daquilo que o Senhor quer fazer, tanto dentro do nosso contexto de igreja,
mas dentro do contexto geral de tudo que o Senhor quer fazer, para que a tua volta possa ser apressada, para que nós possamos estar preparados e para que realmente nós possamos viver esse momento glorioso de ver o Senhor cumprir todas as tuas promessas,
o Senhor sendo fiel às alianças e o Senhor construindo e completando aquilo que o Senhor começou. Guardo-nos no teu amor, nós te pedimos, em nome de Jesus. Amém.