As fases de preparação terminaram. Estamos prontos para acompanhar o processo de reconstrução dos muros de Jerusalém. O capítulo 3 de Neemias pode parecer um relatório chato com os nomes das pessoas que fizeram o trabalho e os nomes de portas e muitos lugares na cidade de Jerusalém que não fazem sentido para nós. Porém, podemos perceber algumas coisas muito importantes, especialmente um trabalho voluntário de mais de 40 equipes, muito diversificadas, em perfeita harmonia, ligando seu trabalho ao trabalho das outras equipes mais próximas. É um quadro muito lindo de unidade, diversidade e dedicação, resultando em uma única obra, visando preparar a cidade do Rei para seu retorno!
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07/07/24 – Ne 3 – Download do áudio.

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Transcrição
Hoje nós estamos em Nehemias, capítulo 3. A primeira vista é um capítulo que não é muito edificante, vamos dizer assim, você faz a leitura, tem algumas informações importantes, porque estamos falando da reconstrução dos muros de Jerusalém, então esse capítulo fala de todas as equipes, quem estava construindo, que parte,
e pra nós que estamos muito distantes da época, também a gente em geral não tem uma noção da posição, você lê os nomes de porta tal, porta tal, e a gente sem ter um diagrama, sem ter uma localização das coisas, a gente não sabe muito onde que essas coisas ficam,
e em que ponto que está essa construção, mas tem, como sempre, tem um propósito, tem uma razão dessas informações estarem aqui, e queremos pedir ajuda de Deus para que possamos entender algumas coisas,
primeiro para entender o que está sendo descrito aqui, qual a importância, e também aplicar algumas coisas para a nossa vida de hoje, então vamos pedir ajuda de Deus.
Senhor, nós queremos realmente saber, queremos entender aquilo que aconteceu naquela época, na verdade foi um grande milagre, se nós formos olhar, foi um grande milagre de tudo que aconteceu na preparação, do apoio do Rei, do apoio das pessoas, de poder enfrentar a oposição,
e agora essas equipes que trabalharam juntas e reconstruíram o muro em poucos dias, nós queremos saber como aplicar isso, queremos saber como colocar isso também, aplicar essas verdades e como nós podemos também ter entendimento para saber o que é reconstruir os muros e como nós podemos contribuir para isso,
pedimos sempre a tua ajuda, tua revelação e tua sabedoria para aplicar essas coisas, para entender como nós podemos aprender disso e cooperar com tua obra hoje, pedimos isso em nome de Jesus, amém.
Então eu fiz um diagrama muito mal feito aqui, só para a gente poder acompanhar, mostrar algumas coisas aqui, mas o diagrama correto, o mapa correto e mais detalhado está aí junto com o esboço,
e nós queremos primeiro entender um pouquinho o que está acontecendo, quais são essas portas, onde ficavam, e a gente ter uma visão do que esse capítulo 3 está descrevendo para poder tirar algumas conclusões.
Esse diagrama, esse mapa, primeiro porque mesmo quem estuda e faz esses mapas e pesquisa para saber onde as coisas ficavam, é um pouco difícil porque esses muros não estão,
os muros de Nehemiah não estão, talvez em alguma parte, mas em geral os muros não estão no mesmo local onde estavam em outras épocas,
nós temos uma situação diferente, por exemplo, no tempo do rei Salomão, os muros que foram quebrados pelos exércitos da Babilônia,
a cidade esse aqui é uma faixa muito estreita, até hoje essa parte é chamada de cidade velha de Jerusalém,
é claro que a cidade hoje é muito mais ampla, muito maior, mas eu não saberia dizer exatamente os limites do que é considerada cidade velha hoje,
mas eu acredito que mesmo a cidade velha hoje seja maior do que essa área que Nehemiah cercou, que é a parte que ele construiu os muros.
Essa parte aqui desse lado na minha direita aqui seria o lado oriental, o lado que dá mais na direção, assim, que indo para o lado do Rio Jordão, Jordânia, na parte oriental,
essa parte aqui provavelmente tem os resquícios, alguns restos de muros hoje que correspondem,
mas a outro lado, esse lado que seria o lado ocidental, é um lado que limitou a cidade no tempo de Nehemiah, que tinha poucas pessoas,
então era uma área menor do que no tempo de Salomão e menor do que no tempo de Jesus, eu coloquei nesse nosso esboço,
nós temos um lado que tem um diagrama parecido com esse aqui e no outro lado tem um outro diagrama, um outro mapinha que mostra como essa faixa mais estreita, como ela era mais ampla,
tem umas linhas pontilhadas que mostram no tempo de Jesus, então dá para vocês terem uma pequena ideia de como a cidade, mesmo no tempo de Jesus e também no tempo antes do cativeiro,
a cidade era muito maior para o lado ocidental da cidade que é para o lado do mar Mediterrâneo, então isso é só para a gente entender,
a parte que Nehemiah cercou de muros, as duas partes mais importantes da cidade era o monte do templo, onde ficava o templo aqui no templo de Nehemiah,
eles já tinham reconstruído o templo, hoje é chamado monte do templo, no lugar onde ficava o templo tem aquele domo da rocha e depois tem uma outra mesquita em cima do monte também,
mas esse era o monte Morial, era a parte onde ficava o templo, em volta tinha as cidades, as casas, tinha outras coisas e aqui embaixo era a parte original da cidade que era a cidade de Davi,
original porque Davi foi quem conquistou a cidade Davi, o Ceão, ficava nessa parte mais do sul e foi aqui que a cidade começou, mas depois o próprio rei Davi foi ampliando e com o Salomão ampliou mais ainda.
Então só algumas ideias gerais, algumas coisas não estão aqui no capítulo, mas por meio dos estudos as pesquisas indicam que a extensão desses muros todos,
a circunferência toda dava mais ou menos 4 mil metros, 4 quilômetros, é muito pouco para uma cidade, então era mais ou menos 4 mil metros, 4 quilômetros a extensão da circunferência,
outra pesquisa que fizeram é que a altura era mais ou menos de 12 metros, isso é bem alto, 12 metros pelo menos em relação a uma casa normal, 12 metros de altura,
e uma outra coisa para entender é que os muros naquela época eram a defesa da cidade, então não tinha espessura de um tijolo ou de alguns centímetros,
tinha pelas pesquisas, tinha mais ou menos 2 metros e meio de espessura, então porque tinha que resistir, não podia ser algo que se pudesse chegar com aqueles instrumentos
tipo toras de madeira ou coisa assim e derrubar com facilidade, tinha cidades com uma largura bem maior, tinha muros que podia passar uma carruagem de cavalos em cima do muro,
tinha muros que eram bem largos, mas esse aqui era mais ou menos com essa largura, e aqui eu só queria mostrar para entender o capítulo, para entender a sequência,
o capítulo vai relatar as pessoas, os grupos de pessoas que estavam construindo, tem algumas partes assim que é difícil você separar uma da outra, mas tinha mais ou menos 40 equipes,
quem fala de fulano, seus irmãos ou seu grupo, eram mais ou menos 40 equipes, então se tinha 4 mil metros de extensão seria uma média de 100 metros de construção para cada equipe,
então tinha 40 equipes, então 100 metros para uma equipe de várias pessoas trabalhando não era tão difícil, porque o que Neemias conseguiu em parte porque ele estava enfrentando oposição interna,
ele tinha apoio do rei da Pérsia, mas ele, já vimos que tinha Sambalati, tinha Tobias, tinha Jezé, o Árabe, então tinha esse pessoal que morava próximo,
morava dentro da região de Israel, e eles eram contrários, e nós vamos ver depois, mais para frente no capítulo 4 em diante, porque o capítulo 3 só descreve as equipes,
mas o andamento da obra, o que foi acontecendo é do capítulo 4 em diante, e eles conseguiram, acho que é no capítulo 6 que fala que eles conseguiram terminar a obra da reconstrução em 52 dias,
isso é muito rápido, mesmo pensando que não era um muro tão extenso, num sentido de 4,1 metros, mas toda essa altura, essa largura, e eles não tinham equipamentos,
eles não tinham metodologias modernas que nós temos hoje, então foi tudo mesmo um serviço manual, e eram eles mesmos, porque no tempo de Salomão, por exemplo, ele tinha trabalhadores,
tipo escravos mesmo, que ele pegava de outros povos, ele tinha uma força muito grande de trabalho, no tempo de Herodes depois, perto da época de Jesus, ele também tinha multidões de trabalhadores,
era comum isso nos impérios, eles escravizavam as pessoas, tinham exércitos de trabalhadores, aqui Nehemia está trabalhando com o povo de Israel,
nós vamos ver isso, esse é um dos aspectos importantes desse capítulo, embora os nomes não sejam conhecidos por nós, ele vai citando os nomes,
nós praticamente não vamos reconhecer nenhum nome, mas ele vai falando quem é que estava fazendo o serviço, e isso é um aspecto muito importante,
que a gente pode até pular esse capítulo, porque só fala de nomes, só fala de nomes de partes do muro que a gente não reconhece, então se a gente fizer isso, a gente perde alguns aspectos importantes.
Uma das coisas interessantes, claro que tudo foi Nehemias que estava coordenando no capítulo 4, nós vamos ver várias coisas que Nehemias ajudou o pessoal a fazer,
como enfrentar a oposição, mas uma das razões, eu acredito, de eles terem tido um ímpeto, uma união, uma disposição de terminar essa obra rápida, rapidamente,
é porque eles sabiam que se eles ficassem muito tempo, a obra se estendesse, fosse indo devagar, os inimigos teriam tempo para planejar, para se opor,
a ideia que nós temos no capítulo 4 é que a rapidez assustou os inimigos, eles não esperavam, quando eles se deram conta o muro já tinha terminado de fazer o muro, então eles fizeram uma obra muito rápida, rapidamente.
Então no capítulo 3 não descreve como que essas equipes foram organizadas, nem fala de Nehemias, aqui no capítulo 3 não aparece Nehemias, provavelmente ele estava presente,
ele deve ter incentivado, ele deve ter feito alguma coisa para que tudo corresse bem, mas é interessante que essa descrição ela pinta um quadro de pessoas assim,
cada um fazendo o seu trabalho de uma forma organizada, organizada sim, não teve uma organização por cima, mas eles estavam em harmonia, eles estavam coordenados,
cada um sabia onde tinha que trabalhar, não temos nenhum relatório de que esse lugar aqui é meu, eu que vou fazer isso, não tem isso, então parece que houve um milagre,
porque por mais que fossem pessoas, todos assim com o mesmo interesse, o mesmo coração, mas eram pessoas diferentes, eram pessoas de características diferentes, essa é uma das coisas que ressalta no relatório,
mas vamos só entender a sequência aqui, esse diagrama, esse mapa é para mostrar qual foi a sequência do capítulo, então no versículo 1 tem Eliazabe o sumo sacerdote com os irmãos edificando a porta das ovelhas,
então esse aqui é a parte norte da cidade, então ele vai começar aqui com a porta das ovelhas, muitas dessas portas ninguém sabe, são colocadas aqui mais ou menos pela descrição de Nemes 3,
mas fora isso aqui, a maioria das portas não aparecem em outros lugares das Escrituras, essa porta das ovelhas aparece no Evangelho de João, mas a maioria das portas, esses nomes não aparecem em outros relatos, em outros textos da Bíblia,
e ninguém sabe também exatamente o local, localizar especificamente na cidade hoje de Jerusalém onde ficava essa porta antiga, onde ficava a porta dos cavalos, sei lá, tem várias portas que não tem conhecimento,
de onde realmente, que ponto exato essas portas ficavam, mas essa descrição realmente seguia essa ordem e com aquilo que os outros fatos relatados aqui dá para localizar mais ou menos,
então a sequência em Nemes 3, ele começa aqui na porta das ovelhas e ele vai nesse sentido anti-horário, ele vai seguindo quem trabalhou, quem reparou a porta das ovelhas, quem fez o outro pedaço do muro,
aí chega na porta do peixe no versículo 3 e aí vai seguindo a porta antiga ou velha, está no versículo 6, então vai seguindo os trechos, as partes do muro onde tinha as portas,
eu não coloquei aqui, mas ele também fala de várias torres, tem a menção de seis torres nesse capítulo, então tinha portas, tinha o próprio muro e tinha algumas torres,
logo no primeiro versículo tem duas torres aqui em cima, na parte norte, a torre do Sem e a torre de Ananel, então essa é a sequência, quando a gente tem esse diagrama e vai seguindo o capítulo 3,
aí quando termina o último versículo do capítulo 3, 32, ele termina exatamente na porta das ovelhas, então ele começa, vai seguindo toda essa extensão, vai seguindo até voltar evidentemente no ponto que começou para fechar os muros da cidade,
então a construção, essa obra de construção, ela envolve, são dez portas citadas aqui, dez portas da cidade e lembra que todas as vezes que desde o capítulo 1, quando o Neemias recebeu essa notícia de que os muros estavam todos caídos
e as portas queimadas a fogo, porque os muros eram feitos de pedras, então não se queimava, o muro eles derrubavam, eles destruíam, mas estavam lá, nós vamos descobrir no capítulo 4 que eles usavam, usaram as mesmas, muitas das mesmas pedras,
aqui estava lá, os muros tinham sido quebrados pela Babilônia 140 anos antes, mas pelo menos não fala se eles foram buscar, talvez eles tiveram que buscar mais pedras, mas basicamente eles estavam recolocando as pedras no muro que estavam por ali,
estava tudo em ruínas, mas as pedras estavam ali, agora as portas eram feitas de madeira, algumas vezes no capítulo fala que as portas foram reparadas, outras vezes fala que as portas foram construídas,
algumas foram construídas, provavelmente do nada, porque tinha sido totalmente queimada a madeira das portas, outras foram reparadas, talvez estava ali faltando algumas coisas, e outras portas não menciona, se fizeram assim, até a porta das águas, até a porta do oriente e tal,
não fala se foi necessário ou não, a gente não sabe, mas a ideia principal é que tinha que trabalhar com a reconstrução do muro, e claro que tinha que ter portas, tinha que ter portas de entrada, e essas portas tinha que ter um jeito de fechar e de trancar,
como qualquer casa, qualquer banco, qualquer lugar que você quer proteger, você tem que ter uma porta de entrada, e você tem que ter um jeito seguro, um jeito forte de fechar, então aqui no versículo 3, por exemplo, eles edificaram a porta do peixe, parece que eles tiveram que fazer do nada, no versículo 3,
eles edificaram a porta do peixe, colocaram-lhe as vigas, tinha que ter vigas, batentes, tinha que ter toda a estrutura para sentar a porta,
ele assentaram as portas com seus ferrolhos e trancas, então tinha que assentar a porta, tinha que ter os batentes fortes, e tudo isso era de madeira, e tinha que ter travessas e maneiras bem seguras,
não tinha fechaduras como hoje, mas tinha que ter um sistema de assegurar que a porta pudesse ser fechada e ser algo seguro, porque evidentemente a porta seria a parte mais vulnerável do muro,
e além das portas tinha algumas torres, como eu falei sim fala de seis torres, as torres eram para melhor defesa, eram partes do muro que subiam mais,
geralmente para poder ver de longe se algum exército, algum inimigo estivesse chegando, então a torre fazia parte do muro, e era uma coisa de bastante importância para uma defesa segura,
então, e aqui algumas pessoas, não é meu objetivo aqui, mas tem vários estudos que eles fazem uma analogia dessas portas, a porta das ovelhas, essa porta das ovelhas provavelmente tinha um nome porque ficava próximo do templo,
então é bem possível que tinha esse nome porque por ali entravam ovelhas, gados, animais para o sacrifício, então essa porta podia significar nessa sequência que vai dar a volta inteira,
essa porta poderia significar o início da nossa fé através do sacrifício do Cordeiro de Deus que é Jesus, a porta do peixe provavelmente tinha esse nome que por ali,
os pescadores, as pessoas que traziam peixes para vender, entravam por essa porta, a porta antiga, tem pessoas que fazem uma analogia da vida cristã, peixe você tem que ganhar almas,
mas eu acho tudo isso aí um pouco assim, pode ser válido e é interessante que vai dando a volta aqui, você tem que passar por vale, tem que passar pelo monturo, fontes de águas,
cavalos podem representar guerra oriental na direção de onde Jesus vem, Ezequiel fala que o príncipe vai entrar, o príncipe representando Jesus vai entrar no templo pela porta oriental e a guarda pode representar um julgamento,
uma coisa final, então sim, existe uma possível analogia entre essa sequência de portas e a nossa vida cristã, tanto individual como até na história até a volta de Jesus,
começando com a porta das ovelhas e terminando com a volta dele, mas eu acho mais importante, mais significativo a gente pensar no que significam os muros de maneira geral,
agora essas posições só para lembrar de algumas coisas que tinham por perto e até a razão do nome, essa porta do vale no capítulo 2 de Neemias e esse diagrama que está no seu esboço,
tem uma linha pontilhada que descreve aquela hora que Neemias no capítulo 2, ele sai de noite sem contar para ninguém e ele faz uma inspeção dos muros para ele poder convencer as pessoas o que precisava fazer,
o que precisava ver de primeira mão, ele fez mais ou menos esse trajeto aqui, ele saiu pela porta do vale, aqui tinha um vale chamado Vale do Inom, que é também conhecido como Geena,
é uma figura do inferno, Vale do Geena, então esse vale aqui era o lugar de lixo, tanto é que tem a porta do Monturo, a porta do lixo aqui, porque era por aqui que eles saiam e levavam o lixo da cidade para ser queimado ali fora,
então tinha esse vale do Inom que pegava toda essa parte ocidental aqui no sul, tinha o outro mapa, o outro diagrama mostra mais completo, que tem o tanque de Siloé aqui nessa parte aqui,
tinha uma outra fonte de águas, tinha um túnel que o reesequias fez para trazer água para a cidade, então por isso que nós temos a porta das águas, a porta da fonte, e aqui desse lado oriental,
então o Vale do Inom ficava nessa parte ocidental e sul, e depois do outro lado começa o Vale do Sedrom, que também é o vale que fala em Joel, o Vale de Josapha,
e é aqui hoje quando as pessoas visitam, quando vão visitar o templo, aqui tem um vale realmente, esse vale aqui do outro lado do vale que tem o Monte das Oliveiras, nesse lado oriental,
o Monte das Oliveiras, o Gethsemane fica desse outro lado aqui, então isso é mais ou menos para a gente ter uma ideia, hoje tem uma parte do muro de Jerusalém, tem uma porta, uma grande porta fechada, trancada,
que chama a porta dourada, que de acordo com muitos, se Jesus vai descer no Monte das Oliveiras e vai entrar na cidade de Jerusalém, entrar aqui no Monte do Templo,
há uma ideia de que é mais ou menos nessa região que fica essa porta dourada, que a ideia é que Jesus vai entrar na cidade por ali,
quando ele entrou naquela entrada triunfal no Domingo das Palmas, deve ter sido mais ou menos nessa região, então tudo isso aí é só para a gente ter uma visão daquilo que está descrevendo aqui nesse capítulo,
isso dá para a gente ter uma visão da sequência, como que não é aleatório, é uma coisa que segue uma sequência muito exata, então agora eu queria só lembrar também, queria observar alguns outros detalhes,
como eu falei, tem mais de 40 grupos de pessoas, mais de 40 equipes que estão trabalhando nessa reconstrução, e dessas equipes, a primeira coisa que aparece no capítulo inteiro,
que fala assim, o primeiro grupo era do Sumo Sacerdote, que é significativo, o Sumo Sacerdote não ficava de fora olhando, ele pôs a mão na massa também,
Eliazibi, o Sumo Sacerdote, com seus irmãos, os sacerdotes, eles edificaram a porta das ovelhas, então nesse começo, depois vai descrever no seu mapa, tem onde ficava a casa de Eliazabi,
ficava bem aqui embaixo, mas ele trabalhou aqui porque foi o ponto de partida, e provavelmente a gente não tem esses detalhes, talvez todos eles estavam trabalhando simultaneamente,
mas a frase que mais repete no capítulo é, tem expressões equivalentes, mas depois de Eliazabi, versículo 2, junto a ele, então tem uma sequência,
vamos supor que sejam 40, 45, 42 equipes, cada uma, evidentemente, tinha que trabalhar dentro de um plano mestre, de uma sequência, não podia fazer cada um do jeito que entendesse,
com materiais diferentes, com largura diferente, cada um tinha que seguir um padrão, então o fato de não falar que tinha um mestre de obras, que tinha um grande engenheiro arquiteto,
alguém que estava seguindo era Nemias, mas ele nem aparece aqui, ele vai aparecer mais no capítulo 4, cuidando da questão da oposição, como é que eles iam construir,
e ao mesmo tempo está preparados para algum ataque surpresa, então Nemias ele aparece sim no capítulo 4, claro que ele estava presente, ele devia estar andando por essa extensão toda e seguindo,
mas a ideia no capítulo 3 que me atrai, que me chama bastante a atenção, é que todos eles estavam trabalhando e a frase que liga tudo é,
versículo 2, junto a ele, versículo 4, ao seu lado, ao seu lado, versículo 7 e tal, depois fala assim, depois dele, depois dele, depois dele, ao seu lado, então essa expressão com variantes,
essa ideia de que cada um, cada equipe, veja bem como é uma circunferência, cada equipe sem exceção tinha que se relacionar com outras duas de cada lado,
cada equipe tinha que ligar, que unir sua parte do muro com a parte do outro, do lado direito e do lado esquerdo, então cada equipe precisava ir fazendo seus,
sem quantos metros fosse, seu pedaço, ou que fosse uma porta, ou que fosse uma torre, mas tinha que fazer com que aquilo fizesse parte do todo e essa frase que nós vimos no capítulo 2,
que até fica assim meio, assim, passa meio batido, até assim você pode, capítulo 2, versículo 18, quando Nehemiah fala assim, olha, nós precisamos fazer alguma coisa,
os muros estão caídos, nós não podemos continuar com essa vergonha, é assim, assim, e Deus está conosco, Deus está provando, Deus me deu apoio do Rei,
Deus está do nosso lado e aí no versículo Nehemiah 2, 18 eles respondem, levantemos-nos e edifiquemos, de maneira que deram início a essa boa obra,
minha tradução fala assim aqui, mas a frase é que eles fortaleceram as suas mãos, assim, eles não deram o apoio mais ou menos, mesmo porque quem ia fazer a obra?
Nehemiah não estava falando, por favor, me apoie porque eu vou construir, ele estava dizendo, nós precisamos construir, então houve uma resposta,
então a primeira coisa é que mais de 40 equipes corresponderam ao chamado, foram praticamente unânimes, é interessante que tem um registro no versículo 5 de um grupinho que não foi unânime,
uma parte, um pessoal, um grupo que eles eram até de uma outra cidadezinha, provavelmente meio próximo ali, fala assim,
versículo 5, "Ao seu lado repararam os tecoitas", porque eles eram de uma outra cidade ali perto, eles repararam, o povo foi, porém os seus nobres, os chefes não se sujeitaram ao serviço de seu Senhor, do líder,
então tinha uma parte de um grupo, mas é interessante que no versículo 7 esse mesmo grupo, tecoitas, eles estavam fazendo uma outra parte do muro,
o único grupo que nós temos parece que estavam fazendo simultaneamente, trabalhando em duas partes do muro, eram os tecoitas, então eles estavam trabalhando, o povo estava lá, mas tinha um grupo da elite deles, um grupo dos líderes que não quis,
é a única nota discordante para mostrar que não era uma perfeição total, mas assim, em geral, olha quantas pessoas nós temos aqui que estavam ajudando, que corresponderam,
e cada um entrou ali no lugar que lhe cabia e estava cooperando, isso é um milagre, qualquer pessoa que sabe como é arregimentar, mobilizar pessoas, sabe que não é uma coisa fácil,
a primeira coisa é ter motivação, nós podemos dizer assim, a maioria das pessoas, a maioria dessas equipes, era da cidade de Jerusalém, eles já moravam ali,
tanto é que tem vários grupos que estavam trabalhando perto da própria casa, tinha vários grupos que estavam edificando ou consertando muros bem próximos aonde eles moravam,
então isso claro que era uma, não era tão difícil de motivar as pessoas a pensar assim, nós fazemos parte de um todo, não era possível, não ia adiantar nada,
eu por exemplo, pensar, eu vou consertar o muro nessa parte perto da minha casa, se não tivesse gente fazendo o restante do muro, um pedacinho do muro não ia proteger nada,
então não era uma obra individual, não era uma iniciativa cada um pensando, eu vou servir a Deus, eu vou fazer a obra de Deus e vou fazer sozinho,
Deus tinha que levantar o Nehemiah para mobilizar o grupo todo, mas o importante é que cada um estava disposto a fazer parte e cada um fez de uma forma que depois pudesse ter uma obra perfeita,
uma obra assim no final era um muro, não era uma corche de retalhos, não era uma coisa em que cada um só fizesse do seu jeito,
esse capítulo, embora seja um capítulo meio difícil assim de você tirar lições espirituais porque como eu falei tem mais nomes e lugares e tal, mas é um capítulo que me traz certas memórias porque bem na minha juventude,
quando eu tinha vinte e poucos anos, eu li esse capítulo e um fato que ressaltou para mim e que acabei falando numa conferência onde eu fui,
era uma das minhas primeiras experiências de compartilhar a palavra num outro lugar, para uma conferência, era a ideia de que o muro não era uma coisa onde cada um iria simplesmente imitar a obra do outro,
o muro seria assim cheio de detalhes, a equipe que estava trabalhando num lugar não ia poder copiar a obra de uma outra equipe,
cada um tinha um pedaço específico que tinha que fazer parte no final de um todo, mas que cada um tinha a sua, cada parte do muro tinha uma característica específica,
tinha lugar que tinha que fazer os batentes e a porta, tinha um lugar que tinha uma torre, tinha um lugar que tinha uma esquina, tinha que fazer uma virada, com certeza tinha todo um relevo irregular, tinha subidas, descidas,
então cada um tinha que fazer, saber como trabalhar com o muro para que fosse uma parte de um todo, mas ao mesmo tempo ter suas características específicas daquele lugar,
eu lembro que na época eu estava pensando muito assim, tinha bastante influência na época do que estava acontecendo na Argentina, as pessoas traziam modelos, e até hoje isso acontece,
traziam modelos da Argentina, da China, dos Estados Unidos, da Europa, da Colômbia, enfim, e assim as pessoas traziam modelos de outros lugares, e o fato que chamou minha atenção é que cada um aqui tinha que saber de Deus,
tinha que saber qual era a parte do muro que Deus tinha dado, cada parte, cada equipe, cada lugar, nós fazemos parte de um corpo, nós fazemos parte de um grande povo de Deus,
e o que Deus chamou um grupo para fazer, talvez fazer uma torre, não seria igual aquilo que Deus estava chamando um outro grupo, uma outra parte da igreja para fazer, então isso seria uma das aplicações.
Agora, vamos só classificar, vamos levantar os vários tipos, a diversidade que tinha aqui, que é bem interessante, quais eram aqui no esboço, na letra B, número 2, tem uma, coloquei aqui uma lista mais ou menos da diversidade,
quais eram, como é que eram classificadas as equipes, como é que eram nomeadas, uma das coisas que é super interessante é que nós olhamos esses nomes aqui,
Uziel, filho de Ararias, Refaias, Jedias, Maokias, Salum, esses nomes não significam nada para nós, nós não sabemos, não temos mais nenhuma outra informação,
algumas exceções tem, alguns que foram citados na época de Estras, mas os nomes em geral não tem significado para nós, mas isso também é algo que tem uma lição,
porque as pessoas que trabalharam, que fizeram os muros, alguns tinham cargos, alguns eram pessoas de responsabilidade, de liderança, mas eram pessoas comuns, alguns não têm os nomes escritos,
mas cada pessoa tem uma parte para contribuir, então isso é algo muito significativo, e Deus permitiu, já pensou, um dia a gente conhecer as pessoas por trás desses nomes,
e saber assim, olha, tem pessoas que são anônimas para sempre, assim, no termo de ter registro, outras pessoas tem o nome, mas a gente não sabe quem é, não guarda, não vai lembrar,
mas cada pessoa é importante na obra de Deus, se você tem o nome na lista, se você não tem o nome registrado na lista, cada pessoa que contribui, cada pessoa que faz parte de uma equipe,
a ideia assim, depois de, ao lado de, faz a gente lembrar daquele texto lá em Efésios 4, que fala assim, que o corpo todo edifica, cada junta, cada parte do corpo vai se edificando,
o corpo humano é um exemplo muito mais diversificado que o muro, Em Perenas 412, cada membro é diferente, cada um tem sua função, então a beleza da diversidade,
a beleza de ter um dedo, uma orelha, um órgão diferente, a pele, o cabelo, os olhos, cada parte do corpo tem a sua função e pode, como Paulo fala em Em Perenas 412, cada um é super importante,
pode parecer que não tem destaque, mas se faltar, o dedinho do pé vai fazer falta, então tudo isso é muito importante para a gente entender como nós precisamos nos ligar a outros,
não é uma obra individualista, o grupo era uma equipe, eles tinham que trabalhar juntos e a equipe tinha que fazer a sua obra para fazer conexão com a outra parte do muro
e não ser uma parte mais colorida, pedras maiores, não tinha essa coisa de destaque, eu tenho que fazer uma coisa para parecer, tinha que fazer algo sólido
e que pudesse ter vínculos, conexões com a parte do lado direito e do lado esquerdo, então vamos ver quais eram os grupos diferentes que estavam trabalhando no muro,
nós temos o grupo dos sacerdotes, aparece mais de uma vez aqui, o primeiro grupo é do sumo sacerdote, mas eles vão aparecer depois do versículo 28, mais de uma vez aparecem os sacerdotes,
então os sacerdotes, as pessoas que estavam a serviço de Deus, evidentemente precisam dar o exemplo, precisam ser o modelo, então os sacerdotes eram um grupo,
os levitas também aparecem, vários deles, aparecem os levitas, depois nós temos um grupo que era chamado de servos do templo, era um grupo que acho que Davi instituiu,
que eram famílias e a gente viu quando eles voltaram da Babilônia, que depois de décadas na Babilônia no cativeiro, mesmo quando o Esras também voltou, bastante tempo depois,
essas famílias, levitas, sacerdotes, servos do templo, porteiros, músicos, eles mantinham, mesmo sem o templo, eles mantinham a sua identidade, eles sabiam que eles tinham essa identidade passava,
a família passava de uma geração para outra e sabiam que eles tinham essa função, mesmo sem poder exercer essa função no cativeiro, então aqui esses grupos todos estavam trabalhando,
no versículo 31 tem os servidores do templo e assim vai cada grupo, alguns aparecem mais de uma vez, depois nós temos o que mais aparece, as vezes simplesmente o nome e os seus familiares,
geralmente dava o nome do chefe da casa, chefe do clã, então eles tinham esses grupos que simplesmente eram de moradores e alguém, o pai, o chefe de família, o patriarca,
ele chamava toda a sua família, todos os seus parentes para ajudar, então isso era a unidade familiar que é muito importante e isso inclusive podemos mencionar aqueles que trabalhavam perto da sua própria casa,
então a unidade familiar é uma coisa que acompanha todo o Antigo Testamento, mas também o novo, Deus faz as coisas com base em famílias,
crê no Senhor, Paulo falou com o carcereiro, crê no Senhor e será salvo tu e tua família, então essa unidade familiar era tão importante, os exércitos eram baseados em famílias,
as obras feitas, era a unidade que todos seguiam, todos faziam juntos, todos se sentiam chamados, eles tinham uma coesão, eles tinham uma força juntos como famílias,
agora chama a atenção, uma das famílias, versículo 12, ao seu lado reparou Salum, filho de Aloés, maioral da outra metade de Jerusalem,
isso aqui também ele tem uma, eu coloquei aqui na lista no esboço, como administradores, eles eram chamados de maioral, maioral da outra metade de Jerusalem,
provavelmente não era metade da cidade toda porque depois tem vários aqui, mais de dois, então eles tinham mesmo sem a cidade ter uma limitação com os muros,
ter fronteiras claras, mas eles tinham administradores, o maioral era aquele que administrava um bairro, uma parte da cidade,
então isso tinha pessoas que simplesmente eram chefes de suas famílias, mas tinha também maiorais ou administradores, agora esse tem vários que têm essa classificação,
mas esse trabalhou ele e suas filhas, isso é muito incomum, a única vez que aparece, porque normalmente eram os homens que faziam esse tipo de trabalho,
talvez ele não tivesse filhos e ele trabalhou ele e as filhas, então tem um destaque, foi citado aqui porque era algo diferente e é uma coisa interessante,
então outra coisa que tinha como os próprios tecuítas, tem alguns outros exemplos, acho que no versículo 7, o gibionita, que eram homens de gibion, de mispa,
pessoas que tinham grupos que eram de outras cidades, o grupo dos exilados, o grupo que voltou do cativeiro, eles estavam habitando basicamente essa região perto de Jerusalém,
a região da Judéia, eles não tinham número suficiente, não estavam ainda habitando em outras partes da terra de Israel, mas pessoas de outras cidades vieram também para ajudar,
então isso é um destaque, porque mostra a unidade, mostra que pessoas de outras cidades largavam o que eles estavam fazendo, deixaram seus afazeres, suas responsabilidades,
e vieram para colaborar com esse trabalho, porque Jerusalém significava muito, Jerusalém é a cidade, cidade do templo, cidade do trono,
eles não iam ter um governo independente, mas Jerusalém era uma cidade grande, significado para eles, então pessoas de outras cidades vieram também para ajudar,
então tem o versículo 17, maioral da metade do distrito de Keila, não sei se fazer parte da cidade ou de uma outra, mas a ideia que tinha administradores e tinha também grupos de outras cidades,
e por fim, versículo 8 e depois vai aparecer de novo também no versículo 31 e 32, tinha grupos de certas profissões, então alguns eram, a equipe era formada de pessoas da mesma cidade,
ou pessoas de uma família, mas também tinha grupos de sacerdotes, de levitas, de servidores do templo, mas também tinha outras profissões,
que vamos dizer assim, porque o grupo de sacerdotes, de levitas, servidores do templo, eram grupos que já viviam provavelmente mais em função do culto a Deus, do serviço de Deus, mas aqui nós temos o versículo 8,
orives, pessoas que trabalhavam com ouro, perfumistas, versículo 31 aparece também orives e mercadores, comerciantes, então nós temos também alguns grupos de profissões, de outras vocações,
que se reuniam, não por causa de uma família, mas porque eles trabalhavam juntos, embora muitas vezes uma família de orives, o que era normal é que os filhos aprendessem a profissão do pai,
então muitas vezes podia até ter uma relação familiar também. Então esses exemplos mostram como esse milagre de todas essas equipes trabalhando juntas,
trabalharem aparentemente sem muita necessidade de supervisão de alguém para cobrar, alguém, vamos lá, sem trabalhar, eles não estavam trabalhando por dinheiro, não estavam trabalhando para ganhar alguma coisa,
estavam com grande motivação, alguns para proteger o próprio lugar de residência, mas muitos vindo até de outras cidades ou abandonando outras atividades para fazer parte.
Então em alguns outros exemplos, quando foram fazer o tabernáculo, quando foram fazer o templo, mesmo quando voltaram do exílio, tem exemplos de ofertas que quando Deus tocava,
quando uma obra era de Deus, as pessoas correspondiam, isso é um sinal, é uma característica, quando Deus está agindo, Nehemiah estava atendendo a um chamado de Deus,
Deus não apareceu, Deus não falou com ele, Deus não mandou um profeta para ele, mas ele sentiu, ele recebeu o chamado de Deus e sentiu encargo e orou e esperou e foi buscar aprovação do Rei,
então quando ele viu que a boa mão de Deus estava com ele, que Deus estava confirmando, aí ele foi para Jerusalém e eu não sei, qual era o milagre maior?
Do Rei ter apoiado, que era uma pessoa e que talvez já gostasse de Nehemiah, talvez tivesse já uma simpatia por ele, mas eu penso que essa aprovação,
mais que essa dedicação das equipes de todo esse povo se juntando e trabalhando com a Finco, isso talvez fosse um milagre maior ainda do que a aprovação do Rei,
e o ponto é que quando Deus, tem uma frase famosa de um missionário bem conhecido, foi missionário na China no século XIX, ele falava assim,
que quando Deus, onde Deus dirige, ele também proveia os recursos, então quando a pessoa fala assim, olha, eu tenho essa visão, eu sinto que é uma coisa que Deus quer fazer, mas quando a gente tem que ficar insistindo
e falando com as pessoas e levantando, fazendo campanha e suando para acontecer, parece que tem alguma coisa errada, eu sei que nós, qualquer um de nós pode não atender a voz de Deus e não contribuir para algo que Deus deseja,
mas quando Deus, assim, o que eu vejo nessas histórias, é que Deus, quando ele está numa obra, quando ele está numa missão, quando Deus realmente está presente, abençoando,
os recursos aparecem, o que Neemias conseguiu com o Rei, mas também os recursos humanos, Neemias nem com dinheiro ele não ia conseguir fazer essa obra,
se ele não tivesse esse apoio, não de um grupinho, não de meia dúzia de pessoas que acreditaram, ele tinha que ter realmente um apoio maciço, nós temos exemplo de pelo menos um grupo que não quis cooperar,
então isso existe, mas isso foi mais do que suprido e superado porque muita gente correspondeu, muita gente atendeu, inclusive tem um versículo, versículo 20,
depois dele reparou com grande ardor, nós temos um exemplo, todos eles aparentemente estavam fazendo com muita motivação, mas teve alguém que se destacou, assim como esse indivíduo que trabalhou junto com as filhas,
isso demonstra, eu não tenho quem chamar, eu não tenho outras pessoas, oh minhas filhas, vocês topam ir junto comigo, então era tão importante, houve uma dedicação tão grande que algo que era muito incomum,
as filhas também se dedicaram, se propuseram a ajudar, e esse baruque, filho de Zabai, ele reparou com grande ardor, ele estava muito, não sei o que ele fez que demonstrou isso,
mas ele se sobressaiu por causa do ardor, por causa de estar tão animado, tão cheio de motivação, então essa é mais ou menos o que eu consigo ver nesse capítulo,
eu acho que tem, com certeza tem muitas coisas que nós poderíamos descobrir, como eu falei assim, tem pessoas que tiram lições da sequência das portas, do local onde estavam, etc,
mas eu creio que tem algo assim no sentido mais do que representava restaurar os muros de Jerusalém, mesmo sendo assim, todo esse período que nós estamos estudando de restauração,
não sei exatamente como nós podemos, ou que conclusão que nós podemos tirar disso, mas essa época de restauração, começando com Zorobabel,
Esdras, agora Nehemiah, essas diferentes etapas da restauração, restauração do templo, Esdras veio para restaurar o ensino e as alianças e a lei, agora Nehemiah chega para restaurar os muros da cidade,
em todos os três casos há uma característica semelhante que é de ser algo muito modesto, nem se comparava com o templo, nem se podia fazer comparação com o templo de Salomão,
era muito mais modesto, muito inferior, muito mais simples, o número de pessoas que voltou do cativeiro era muito pequeno, Nehemiah edifica os muros de uma cidade, uma área menor do que tinha antes,
então assim como o templo era mais modesto, também a cidade, a área da cidade, o tamanho de Jerusalém para Nehemiah, nesses muros, ficou muito, muito restrito,
era muito modesto, era uma restauração muito pequena, mas ao mesmo tempo muito significativa, então tudo isso com certeza tem algumas lições.
Eu quero só terminar, nós temos feito isso outras vezes porque na verdade nós estamos numa busca para entender mais o que significa essa restauração, a restauração dos muros,
o que isso representa, se nós formos pensar na sequência, por exemplo quando alguém vai construir uma casa, ter um terreno e vai construir uma casa, nem sempre,
mas geralmente a primeira coisa que a pessoa faz, se for fazer um prédio, sei lá, se for fazer alguma construção, geralmente a primeira coisa é construir os muros, primeiro você tem que proteger aquela área
para ninguém mexer, você tem que delimitar, você tem que fazer os muros, e veja que aqui na restauração foi a última coisa, eles fizeram um altar primeiro em Esras, fizeram o templo,
e não tinha proteção, e tinha oposição naquela época também, então essa oposição que tinha desde o início, mas eles não começaram pensando em como nós vamos fazer os muros,
e tem em Esras 4 até uma tentativa de fazer os muros e a oposição conseguiu barrar, não deixa fazer os muros que eles vão fazer uma revolta, então uma das coisas é que os muros vieram em último lugar,
agora como eu tenho colocado, os muros representam uma restauração de proteção, e eu estava pensando uma das coisas que nós não sabemos exatamente como aplicar isso,
nem literalmente porque hoje as profecias, as histórias, o plano de Deus, ele tem uma aplicação para a nação de Israel, o cativeiro, voltar de novo para a terra de Israel,
essas coisas aconteceram naquela época e aconteceram de novo no século passado, nos tempos recentes, mas tem uma aplicação para a nação de Israel, para a restauração de Israel,
e tem uma aplicação para a igreja, e no fim tudo vai virar uma coisa só, porque o plano de Deus é formar um povo só, mas ainda nós temos uma diferença,
porque a nação de Israel ainda está numa fase de restauração, ela não voltou a uma aliança com Deus, Israel ainda não é o povo em aliança com Deus como Deus deseja,
e então ainda não houve, nós temos uma unidade com os judeus messianos, porque fazem parte do mesmo corpo, mas essa fusão, essa união plena entre Israel e a igreja ainda não aconteceu,
então nós ainda temos, quando nós queremos aplicar essas verdades, esses acontecimentos no tempo de hoje, nós temos essas duas situações, nós temos o que Deus quer fazer com Israel e nós temos o que Deus quer fazer com a igreja.
Agora os muros de Jerusalém, muro como muro, isso não vai acontecer em Jerusalém, porque muro hoje não tem a função de proteção que o muro tinha naquela época,
então não adianta construir muros em torno de Israel, nós podemos até achar que o dom de ferro, as defesas que Israel são tecnológicas, são uma espécie de muro, mas é claro que tudo isso tem um significado mais espiritual,
porque Deus quer fazer algo muito mais amplo, e tem até uma, falando em muros, tem umas ideias até meio assim, faz um paradoxo, porque em Zacarias 2, Zacarias é dessa época,
um pouco antes de Nehemiah, mas Zacarias profetizou no capítulo 2 que Jerusalém nem ia precisar de muros, porque seria uma cidade muito ampla e Deus seria sua proteção,
então tem essa ideia de que se Deus está com o povo, se Deus está em Jerusalém, não precisa de muros, porque Ele é a nossa fortaleza, mas é uma das coisas que eu ainda estou buscando, perguntando, querendo entender mais,
porque um grande enigma é que a nova Jerusalém, em Apocalipse 21, a cidade santa que desce do céu, que é habitação de Deus, que é o cumprimento pleno de tudo que Jerusalém na Terra representou durante toda a história,
e que possivelmente, a ideia que nós temos pelo menos, é que Jerusalém, a nova Jerusalém, vai descer no mesmo local de Jerusalém na Terra, mas não temos nenhuma prova sobre isso,
mas tem essa ideia assim de que primeiro Jesus volta, na segunda vinda, Ele volta para Jerusalém, Ele desce no Monte das Oliveiras, Ele vem para Jerusalém e estabelece o seu reino,
e depois do milênio, desce a nova Jerusalém para habitação eterna de Deus na Terra, então a coisa mais lógica, se a nova Jerusalém está descendo do céu, que ela vai descer e se fundir, vai se tornar um só com Jerusalém da Terra,
mas a nova Jerusalém, a descrição que nós temos em Apocalipse 21, o que que nós sabemos sobre a nova Jerusalém, qual que é a descrição, o que que fala a respeito dessa cidade que vai cumprir tudo que a Jerusalém terrestre apontava apenas como símbolo,
ou como preparação, a nova Jerusalém, ela brilha, ela tem a presença de Deus, ela não precisa de sol, ela não tem templo, então nessa sequência de restauração aqui, Jerusalém, a nova Jerusalém não vai ter um templo, um prédio,
porque o próprio Deus tabernaculou, vai tabernacular conosco, o próprio Deus fez a sua habitação, ele é o templo, nós somos o templo, ele é o templo, nós juntamente com ele formamos a habitação, então não vai precisar mais de templo,
e eu imaginaria que numa terra totalmente restaurada, no reino eterno de Deus, Jerusalém não precisa de proteção, mas a única coisa que João descreve, ele fala que tem ruas de ouro,
mas fora isso, o que João descreve em Apocalipse 21 são exatamente os muros, tem muros, os muros tem fundamentos, ele fala de todos os fundamentos, pedras preciosas, cada 12 fundamentos, os 12 apóstolos, 12 fundamentos dos muros,
e tem portas, depois fala que as portas nunca vão fechar, mas tem portas, tem 12 portas que são as 12 tribos de Israel, então é bem interessante esse fato, vou deixar como interrogação,
eu acho que tem muitas coisas que talvez a gente nunca vai saber exatamente até que Jesus volte e nos conte os mistérios que ficaram reservados, mas é um fato interessante que essa cidade santa, celestial, os muros delimitam,
porque em Apocalipse 21 e 22 fala que não vai entrar nada impuro na cidade, e fala de reis das nações, e fala que as árvores têm folhas, são para a cura das nações, então não é só a cidade, tem a terra toda,
mas a cidade tem muros, mas não vai ter ninguém impuro, mas só os puros que vão entrar, então tem várias coisas que a gente não entende plenamente, mas só para dizer que os muros são importantes,
e eu vou só fazer a leitura, acho que já chegamos a fazer uma leitura desse Salmo, mas eu vou ler de novo o Salmo 48, porque falando dessa cidade, a restauração da cidade,
vamos pensar de algo que a gente pode pensar de várias situações, na Bíblia, principalmente no primeiro testamento, Deus dá muita ênfase que para ter o reino dele tem que ter uma terra,
porque no Egito, na Babilônia, na Pérsia, na dispersão, Deus tem um povo, Deus tem um povo, tem o povo de Israel até hoje espalhado pelas nações,
mas para formar uma nação, para ter um estado, o estado de Israel foi restaurado para isso, para que eles tivessem um lugar, para que eles não fossem sempre perseguidos, para que eles não fossem,
para que eles não perdessem a identidade, então apesar que Deus fez o milagre de preservar os judeus mesmo fora da terra, preservar a identidade deles, mas a ideia é,
Deus pode ter um povo sem terra, Deus tem um povo espalhado, tinha um povo no Egito, e sempre fazendo paralelo com a igreja, a igreja está espalhado por aí, não é questão geográfica,
mas o povo de Deus não está, nenhuma igreja, igreja católica, igreja protestante, igreja pentecostal, minha denominação, minha rede de igrejas, não existe uma terra,
uma terra específica para o povo de Deus, hoje não tem, nós estamos, nós somos divididos, nós somos dispersos, nós estamos espalhados por toda parte,
então a falta de uma terra significa que Deus não tem um lugar para governar, o governo dele, como nós estamos espalhados pelas nações e nós podemos dizer denominações,
mesmo que as igrejas sejam lideradas por pessoas que amam a Deus, que servem a Deus, mas é um sistema, o sistema, nós podemos ver muitas pessoas maravilhosas,
tementes a Deus na igreja católica, na igreja episcopal, na igreja luterana, nas igrejas pentecostais, nas igrejas tradicionais, batistas, etc., mas são sistemas, são nações, não é o governo de Deus,
então é um povo que não tem uma terra, agora dentro da terra, quando Davi chegou na história, o povo estava na terra, já fazia em torno de 400, mais de 400 anos,
eles estavam na terra, mas também ainda não tinham o governo de Deus, e na simbologia, Davi se tornou o rei em Jerusalém,
então Deus não só precisa de uma terra, mas ele precisa de uma cidade, e a reconstrução dos muros simboliza a ponta para a restauração da cidade,
a cidade não é só a casa de Deus, a casa de Deus precisa ser restaurada, mas a cidade representa toda a comunidade, a cidade tem todas as atividades,
não só de sacerdotes, mas de todas as profissões, de todas as pessoas moram, as pessoas trabalham, as pessoas fazem comércio, as pessoas têm as suas atividades, então a cidade representa a vida,
e é onde Deus quer morar, Deus quer habitar, mas é um lugar de onde ele quer governar, então Jerusalém é uma cidade, significa, representa a restauração de comunidade,
todas essas equipes, todas essas pessoas trabalhando juntos para restaurar a cidade de Deus, mas a cidade representa o lugar onde Deus vai morar e o lugar de onde Deus vai governar toda a terra,
então o reino de Deus depende do povo estar na terra, mas não somente na terra, ela precisa também ter uma cidade,
então a restauração de Nehemiah, a restauração dos muros representa um passo além, não é só a casa de Deus, a casa de Deus é o propósito de tudo, de Deus morar conosco, mas Deus não pode morar conosco sem ter uma cidade também,
então vamos ler, com essa ideia, nós vamos ler o Salmo 48 para entender nessa visão do Salmista o que é a cidade de Deus, e essa cidade ela tem fortificações, ela é uma fortaleza,
uma cidade, como o Zacarias viu, a cidade não precisa ter muros literais, ela pode ser uma cidade sem muros, mas se Deus está ali, ele representa a defesa,
mas a ideia de uma cidade onde Deus mora é uma cidade que tenha uma área delimitada, que é onde ele mora, que é um lugar santo, que é um lugar sede, que é uma base para ele poder colocar o seu trono e governar sobre toda a terra, vamos ler.
Grande é o Senhor, Salmo 48, é muito digno de louvor, na cidade do nosso Deus, no seu monte santo, belo e majestoso, alegria de toda a terra, então veja essa visão,
Deus quer Jerusalém, porque? Porque ele quer morar, mas ele quer morar porque ele quer também governar junto conosco, Jesus com sua noiva, reinando juntos sobre toda a terra,
a alegria de toda a terra, o monte Seão, aos lados do norte, a cidade do grande rei, Deus está nos palácios dela, ele se fez conhecer como alto refúgio,
quando os reis se ajuntaram, essa é a ideia, pelo menos inicialmente, de reis adversários, inimigos, quando os reis se ajuntaram, quando juntos avançaram, viram, o que eles viram?
Eles viram a cidade, eles viram onde Deus habita, e ficaram maravilhados, fugiram, aterrorizados, tremoram ali se apoderou deles, dores como as de uma parturiente,
tu os destruiste como as naus, esmagados com o vento oriental, versículo 8, como o ouvimos, também o ouvimos na cidade do Senhor dos exércitos, na cidade do nosso Deus,
Deus a confirma para sempre, lembramos-nos, ó Deus, do teu constante amor, isso é réced, no meio do teu templo, então a cidade tem o templo, é a casa de Deus,
segundo é o teu nome, ó Deus, assim, até o louvor, até os fins da terra, a tua destra está cheia de retidão, destra é de governar, alegre-se o monte de Seão, alegre-se as filhas de Judá,
por causa dos teus juízos, isso é de governo, dai voltas a Seão, rodeai-a, contai as suas torres, então veja como essa restauração de Neemias com os muros,
ainda que fosse uma coisa modesta, uma área pequena, ainda não tinha quase nada, eles não tinham independência, mas é um símbolo, é uma figura da cidade de Deus,
a cidade tem defesas, ela tem torres, versículo 13, notai bem os seus baluartes, observai os seus palácios para narrar a geração seguinte,
pois este Deus é o nosso Deus para todos sempre, ele será nosso guia até a morte, então, essas visões, essa visão da cidade de Deus só para a gente ter um pouquinho de uma ideia, ainda com muitas perguntas sobre o que tudo isso significa,
mas nós vamos continuar acompanhando o progresso da construção, porque neste capítulo 3 nós vimos as equipes, mas o capítulo 4 vai contar uma parte da obra de construção e a oposição que eles enfrentaram,
e só para lembrar que eu falei assim, Deus não pode governar de fato sobre um povo espalhado pelas nações, e essa é a condição da igreja também, que nós estamos cada um disperso,
não é uma questão geográfica, mas estamos dispersos, estamos divididos, estamos debaixo de vários tipos de sistemas, então Deus só pode governar o reino de Deus, só virá quando o povo está na terra,
mas não é só na terra, porque veja bem, hoje Israel está na terra, e eles têm o governo próprio, só que eles têm essa mesma situação que eles tinham na época de Neemias,
eles têm pessoas habitando dentro da terra que se opõem ao povo de Israel, e isso é simbólico, porque Deus ama judeus, Deus ama palestinos, mas ele tem um propósito, ele tem uma promessa para o povo de Israel,
mas ao mesmo tempo isso é algo que só pode ser alcançado pela estratégia, pelo plano, pela provisão de Deus, porque as guerras, a inimidade, o terrorismo, os ataques continuam,
e só vai ter realmente a restauração plena, Deus só vai poder governar sobre Israel e daí sobre toda a terra, quando tiver o reino dele, isso nós não sabemos exatamente como ele vai fazer,
mas estamos vivendo em tempos muito significativos e aprendendo tanto em relação a Israel natural, quanto também em relação à igreja, como que Deus vai restaurar, reconstruir esses muros,
não muros para nos separar, para nos dividir mais na igreja, mas como que os muros serão restaurados para que haja realmente uma cidade, uma comunidade, um lugar para Deus habitar?
Essa é a nossa pergunta, esse é o nosso desejo, Senhor, que possamos ter mais perguntas por enquanto, mais desejo de entender, não satisfeitos com o que nós já sabemos,
não satisfeitos com o que nós entendemos sobre teu reino, que tenhamos essas perguntas, que possamos buscar e que o Senhor possa nos conduzir de uma maneira tão maravilhosa e natural,
mesmo enfrentando muita oposição, mas o Senhor estava com Nehemiah e queremos que o Senhor esteja conosco hoje, pedimos isso em nome de Jesus, amém.
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