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Aula 93 – Gênesis – Jacó se apavora com o reencontro com Esaú

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O relato bíblico da história de Jacó coloca muita ênfase no seu processo de retorno para a terra da promessa. Primeiro, ele teve que deixar o sogro Labão. Foi um grande desafio, porque Labão não quis deixá-lo partir e Jacó fugiu às escondidas. No fim, Deus impediu Labão de fazer mal para Jacó e coordenou um processo de aliança para se separarem em paz. Não deu muito tempo para respirar e logo Jacó enfrentou um desafio maior ainda: como seria o seu reencontro com o irmão Esaú? Depois de tudo o que Jacó havia feito para ele e do desejo de Esaú de matar Jacó, como estariam as coisas agora? Em tudo isso, Deus não só estava levando Jacó de volta, como lhe prometera em Betel, mas também tratando com o caráter de Jacó.

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13/07/24 – Gênesis 32 – MP3 – Baixar


 

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Transcrição · gerada automaticamente

Estamos agora em Gênesis, capítulo 32, nem sempre a divisão de capítulos na Bíblia tem um assunto novo, muitas vezes tem,
mas às vezes não tem, às vezes o assunto continua de um capítulo para outro.
Na verdade nós estamos num relato bem detalhado do retorno de Jacó para a terra de Canaã.
Na ida não descreveu praticamente nada, não descreveu nada da viagem, quando ele foi para... saiu de Canaã,
ele parou em Betel que ainda estava dentro de Canaã, ele foi lá que ele teve o sonho e Deus falou com ele,
mas depois disso só fala que ele chegou em Padã Arã, mas agora o retorno, a viagem de volta, 20 anos depois,
que começou no capítulo 31, essa viagem, essas várias ocorrências, nós vimos no capítulo 31 que Labão,
se Jacó saiu fugido, saiu as escondidas, então quando Labão descobriu, ele perseguiu, foi atrás,
então nós temos toda essa história que vimos no capítulo 31.
Então Jacó, para voltar para Canaã, como Deus ordenou, quando ele estava saindo, ele falou assim "Olha, você vai,
você está saindo, Deus não se opôs, Deus não falou que ele não devia sair", mas ele falou "Eu estarei com você e trarei você de volta".
Então Deus estava sempre muito interessado na volta de Jacó, Jacó para receber a promessa para o caminho de Deus com os patriarcas continuar,
Jacó teria que voltar, ele não podia ficar lá em Padã Arã, onde morava Labão e toda a sua família lá,
onde Jacó ficou 20 anos tendo filhos e multiplicando os rebanhos, mas chegou a hora que ele quis voltar e Deus falou com ele que era para voltar,
e agora ele tem dois grandes desafios na volta, um já passou, que era se desligar, se separar de Labão,
ele tinha tanto medo que ele nem contou para Labão que ele estava indo embora, mas Labão foi atrás e Deus conduziu as coisas,
falou com Labão em sonho, Deus cumpriu a sua promessa de proteger Jacó para que ele pudesse voltar em paz.
Então é nesse ponto que nós estamos, no final do capítulo 31, Jesus era até uma aliança de não agressão e agora Jacó vai enfrentar um outro desafio,
então ele tem um desafio para se desligar de Labão, mas ele tem um outro desafio agora pela frente que é ter um reencontro com seu irmão Ezaú,
de certa forma eu diria com certeza que esse segundo desafio é bem maior, porque Labão era o sogro, estava difícil de Labão abrir mão para ele ir embora,
porque eram as filhas dele, os netos dele, talvez outros interesses, mas eles não eram inimigos, agora o que Jacó fez com Ezaú,
que foi a causa de ter que fugir de Canaã para Ezaú não matá-lo, então essa situação, já se passaram 20 anos,
a gente poderia pensar assim, não, 20 anos, Ezaú já esqueceu, já perdoou, a ira já acabou, mas nunca se sabe, tem pessoas com personalidade diferente,
tem pessoas que nunca se esquecem, tem pessoas que nunca deixam o desejo de vingança e pelo que Jacó conhecia do próprio irmão,
parece que ele tinha razão, Jacó achava que ele tinha razão de ter medo desse reencontro e ele tinha uma consciência pesada também, porque o que ele tinha feito com Ezaú, realmente ele sabia que dava motivo para Ezaú ter raiva dele.
Então esse é o contexto, só para lembrar, se você não lembra, se você não olhou no capítulo antes, tem uma história no final do capítulo 32 que é muito conhecida,
que é muito famosa, que é a história de como Jacó lutou com o homem, nem é chamado de anjo, mas esse homem, o próprio Jacó diz depois que ele viu Deus,
que ele teve um encontro com Deus, não só teve um encontro com Deus, mas ele lutou com Deus, mas essa história que é no fim do capítulo 32, nós não vamos chegar lá hoje, nós queremos seguir o relato aqui, seguir a história que está relatada aqui,
eu só estou mencionando o fato de que essa história está no final do capítulo 32, porque normalmente quando alguém prega, alguém faz uma pregação, um sermão sobre a luta de Jacó com o anjo,
geralmente não entra tanto no contexto, e é importante para nossos objetivos, para o tipo de estudo que nós estamos fazendo aqui, é muito importante o contexto,
eu não posso entender bem a história do porquê Jacó lutou com esse homem, normalmente as pessoas, as histórias, quando tem o título, falam que Jacó lutou com o anjo, mas ele não é chamado de anjo, e pelo contrário, é um homem,
fala que ele estava lutando com o homem, mas ele deu uma bênção para Jacó, mudou o nome de Jacó, e Jacó saiu daquele encontro dizendo "eu vi Deus, eu lutei com Deus e eu continuo vivo",
então Jacó estava lutando com Deus, ou com a aparição, normalmente é falado assim, Jesus, porque ninguém pode ver Deus, ninguém viu Deus no Evangelho de João,
então se ele não viu o Pai, se ele não viu Deus, ele viu Jesus na sua forma pré-encarnada, Jesus não tinha vindo, não nasceu, Deus não encarnou ainda num ser humano,
mas era Deus aparecendo como homem, assim como aqueles três homens almoçaram com Abrão, mas tudo isso é para a gente ter um contexto do que nós estamos vendo aqui,
é muito importante a gente entender que toda essa história do capítulo 32 é para preparar, para dar o contexto e para mostrar o que aconteceu que provocou esse encontro de Jacó com Jesus,
com Deus aparecendo em forma humana, então vamos orar pedindo mais uma vez que toda essa preparação que é o nosso assunto hoje, Jacó enfrentando esse segundo desafio,
mal se livrou de Labão, mal deu um suspiro de que Labão foi em paz, voltou, foi embora, que é o final do capítulo 31, levantou Labão de madrugada, beijou seus filhos, abençoou e partiu, voltou para seu lugar,
então assim que termina Gênesis 31, então ele praticamente não teve tempo para dar um suspiro de alívio e ele já começa a enfrentar esse outro desafio,
porque ele está bem próximo agora de Canaã, ele não está na terra de Canaã ainda, mas ele está bem próximo e ele já encara a necessidade de rever, de reencontrar seu irmão Isaú.
Senhor, nós pedimos a Tua revelação, essas histórias não foram escritas por acaso, tudo tem um objetivo, o Senhor teve um objetivo em deixar esses relatos para nós,
e nós queremos entender, queremos aprender com Jacó o que estava acontecendo na vida dele, e que tudo isso possa ser vivificado, possa ser aplicado em nossas vidas,
hoje, porque é uma história de muito, muito tempo atrás, mas é uma história que é a respeito daquilo que o Senhor estava fazendo na vida de Jacó como um dos três patriarcas alicerces do povo de Israel e de nós como parte do seu povo até hoje.
Então pedimos a Tua presença, a Tua revelação e a Tua implantação da Palavra do nosso coração para que seja uma prática em nome de Jesus, pedimos, amém.
Junto com o esboço no verso tem um mapa que é só para a gente poder se situar, eu fiz um rabisco aqui para poder acompanhar melhor, mas o mapa tem duas partes, na parte da esquerda tem um mapa que mostra Israel bem embaixo,
na parte de Israel, na parte debaixo do mapa, onde tem Siquém, Betel, Manaim, que é onde acontece a história de hoje, mas mostra lá em cima Padã Arã, Arã que fica na parte bem para cima,
Damasco na Síria, até Damasco está mais embaixo, então esses dois riscos tem, mostra o caminho provável que Jacó seguiu para ir e para voltar, então isso mostra o roteiro,
ele está aqui olhando para essa folha aqui, ele está descendo, porque logo ao norte de Israel aqui para cima seria o Líbano e a Síria do lado, mas ele não subiu aqui dentro de Israel para ir para Arã,
ele saiu, passou em Betel, na ida estava o Isaac, morava aqui mais no sul dessa terra, mas ele passou em Betel, teve aquele sonho, e mais ou menos nessa mesma região,
também nós não sabemos exatamente o roteiro, mas a ideia é que ele deve ter passado Jordão e seguido para cima, lá para cima para Arã, a região toda e Arã, a cidade,
e ele deve ter seguido mais ou menos o mesmo caminho de volta, no capítulo 31, quando ele estava fugindo de Labão, ele chega até Giliade, e abaixo por aqui seria a mispa onde ele e Labão fizeram,
onde Labão alcançou, eles conversaram e onde eles fizeram uma aliança de nenhum agredir o outro, não fazer mal para o outro, então ele estava bem próximo,
essa região aqui, o rio Jordão, esse aqui no meio aqui é o rio Jordão, mar da Galileia, mar morto, e do lado leste do rio Jordão hoje é Jordânia,
quando Moisés, quando Josué, Moisés tirou o povo do Egito, quando Josué levou o povo a conquistar a terra, Moisés mesmo tinha conquistado essa região onde ficaram as duas tribos e meio,
mas nessa época de Jacó, eles não consideravam isso aqui parte de Canaã, eram outras tribos, outros povos que habitavam ali, a terra de Canaã era essa parte aqui,
onde entra o rio Jordão e o mar Mediterrâneo, então isso é só para a gente se situar, eu acho sempre importante entender isso melhor, então no mapa que está no esboço,
do lado esquerdo tem esse mapa maior que mostra Arã e a trajetória, e do lado direito tem um zoom nessa parte, nessa região aqui para enxergar mais de perto essa região,
então fala de, depois que ele se separou, se despediu de Labão, ele desceu um pouco mais para o sul, e aí nós temos aqui no capítulo 32, versículo 1,
Eu coloquei assim, ninguém sabe exatamente onde fica, onde seria, onde que os anjos encontraram Jacó, ele chamou o lugar de Mahanaim,
e depois bem perto desse lugar, Peniel, é o lugar onde teve aquela luta com Deus, com o homem que era Deus aparecendo para ele,
o que nós sabemos é que ele atravessou o rio, esse ribeirão Xabóqui, e perto daqui ele ia atravessar o rio Jordão para entrar em Canaã,
então esse é o lugar onde essa história está acontecendo, esse ribeirão, me parece que existe até hoje, ele sabe onde fica o ribeirão,
então esses lugares, esses nomes são muito conhecidos, tem acampamentos, tem igrejas que usam o nome Mahanaim, Peniel, esses nomes são bastante conhecidos,
e bastante usados, porque é um lugar muito significativo, então Mahanaim é o lugar onde os anjos tiveram um encontro com Jacó,
então vamos, esse encontro, esse primeiro encontro aqui, é bem assim, só tem esses dois versículos, ele tinha acabado de se despedir de Labão,
ele seguiu o seu caminho, foi descendo, e quando ele chegou nesse lugar, Mahanaim, ele fala que os anjos de Deus o encontraram,
é um fato interessante que o único lugar na Bíblia onde fala "os anjos de Deus", tem muitas passagens que falam de anjos,
mas o único lugar onde essa expressão específica aparece, os anjos de Deus, são justamente em Gênesis 28,
quando ele teve o sonho e ele viu anjos de Deus subindo e descendo a escada, em Gênesis 28, e agora nesse lugar Mahanaim,
então nós temos um paralelo bem interessante, e é interessante porque, como eu tenho enfatizado já,
Deus está interessado totalmente na aliança dele, o relacionamento dele com pessoas, então Deus chamou Abraão,
fez aliança com Abraão, prometeu que a descendência dele ia herdar a terra e ia se tornar uma nação,
então Deus está, Deus sempre esteve, e até hoje os judeus, o povo de Israel, passaram tempo no cativeiro, no exílio,
na diáspora, assim, muito tempo, mais tempo, eles ficaram fora da terra do que dentro da terra,
depois dos patriarcas eles desceram para o Egito, ficaram muito tempo fora da terra prometida no Egito,
mas o ponto aqui dos três patriarcas, especialmente, isso aconteceu com Isaac também,
Isaac estava passando fome aqui mais no sul e provavelmente ele ia querer ir para o Egito e Deus apareceu para ele,
falou assim, não vá para o Egito, fica aqui na terra, então Deus se interessa, Deus, a aliança de Deus é com as pessoas,
mas ele demonstra nesse início de história que ele tem um interesse, ele tem um propósito na terra,
porque a terra faz parte do plano dele, de estabelecer o seu reino, de habitar na terra, Deus tem um plano,
e a terra, a terra toda faz parte do plano de Deus, mas essa terra específica de Israel,
esse pedacinho tão insignificante em termos de tamanho, essa terra que até o século 21 está sendo palco de guerras,
de contendas, de brigas de quem quer a terra e atacando Israel para que Israel não ocupe mais essa terra,
então a terra tem um significado, uma importância muito grande no plano de Deus, nós estamos na nova aliança,
entendemos que Deus não depende de um prédio, de um templo físico, temos enfatizado ao longo dos séculos o cristianismo,
que a terra, o local não é importante, que Deus, sempre cita João 4, que Jesus falou com a mulher samaritana,
que não é nesse monte, não é em Samaria, não é em Jerusalém, mas é onde adora Deus em espírito e em verdade,
mas isso não nega o fato de que Deus tem um propósito muito específico com a terra,
então na história de Jacó isso aparece de uma forma muito destacada, chama muita atenção,
porque Jacó teve que sair da terra porque ele fez, ele enganou o pai, ele enganou o irmão e Isaú queria matá-lo,
então Jacó teve que sair da terra por causa da maneira como Jacó e com bastante influência e instrução da mãe dele,
ela foi muito envolvida nisso também, mas Jacó teve que sair da terra por causa do que ele fez,
a gente nunca sabe se não tivesse feito aquilo, será que ele não teria buscado uma esposa com labão, essas coisas a gente não sabe,
mas Deus falou muito sério com ele em Betel que era para ele ir buscar uma esposa, mas que era para ele voltar,
Deus não deu um tempo, mas falou que era para voltar e no final dos 20 anos, lá com labão, Deus falou com Jacó,
e falou assim, é hora, Jacó estava sentindo isso, mas Deus falou com ele, é hora, volte para a terra,
mas o que Deus falou com ele no sonho em Gênesis 28 foi muito claro que Deus estava dando, estava confirmando a promessa,
a aliança de Abraão e de Isaac, estava confirmando para Jacó e ele estava dizendo assim, é necessário você voltar,
então essa volta para a terra, como já mencionei, leva capítulos, capítulo 31, 32, 33, continua e até Jacó realmente chegar de volta,
rever o pai vai levar assim, tem bastante detalhes, bastante coisa acontece ainda, mas o mais importante é realmente esse contexto
de que Deus queria que Jacó voltasse e ele teve dois desafios, um já passou e o outro ele enfrenta agora,
então ele sair do lugar onde tinha a família de labão, a família das esposas dele, o lugar onde os filhos dele nasceram,
ele precisava sair de lá, é importante quando Deus nos chama para entrar no reino, para entrar no plano dele,
nem sempre envolve uma mudança geográfica e nem sempre envolve uma separação de familiares,
mas para Abraão foi necessário sair da família, da parentela e agora para Jacó também e isso porque tinha influências, tinha controle,
principalmente no caso de Jacó e labão, ele não podia, não era o lugar certo e ele também não podia ficar debaixo desse controle de um homem
que só queria vantagem para ele, ok, então agora Jacó chega um pouco mais adiante e esses primeiros dois versículos são muito positivos,
porque sem nenhuma, assim como em Betel, 20 anos antes, não foi uma oração, não foi uma busca de Deus,
não foi um jejum, uma vigília que Jacó fez para que Deus aparecesse, simplesmente ele estava no caminho,
assim como Deus apareceu em sonho para dizer "olha, nunca se esqueça que esse é o lugar seu, é aqui que você precisa estar para herdar as promessas",
quando ele chegou de volta, a mesma expressão, assim como tinha anjos de Deus falando com ele "você está saindo, mas volte",
quando ele estava voltando era como se fosse uma confirmação, você está no caminho certo, você está chegando, tinha uma despedida em Gênesis 28,
você está saindo, mas não se esquece de voltar e durante os 20 anos lá, não fala que Deus falou com ele, ele não viu anjos,
não teve experiências com Deus, foi super importante para ele, porque daí que surgiram as 12 tribos de Israel,
então não é que ele estava fora da vontade de Deus, mas ele não estava no lugar onde as promessas,
onde o caminho para avançar o reino de Deus iria acontecer, então os anjos de Deus o acharam, os anjos de Deus vieram ao encontro dele,
e isso seria uma experiência como no sonho, aqui não era sonho, mas era como se os olhos dele foram abertos, porque os anjos nos acompanham,
os salmos falam, os anjos de Deus, os anjos do Senhor se acampam em volta daqueles que o temem,
então os anjos de Deus não estão só em Bethel, não estão só nesse lugar, quando Jacob teve essa experiência,
Deus não estava querendo dizer esse aqui é o lugar sagrado, você tem que ficar aqui, não, ele estava numa viagem, estava numa jornada,
ele não tinha terminado ainda, então o significado de anjos de Deus o encontrarem tem tudo a ver com todo esse contexto,
ele está voltando para a terra prometida, ele está voltando para o lugar onde Deus o queria,
então os anjos confirmam, os anjos testificam, você está no caminho certo, aqui não fala se ele recebeu alguma mensagem,
só fala que ele esteve com os anjos de Deus, que foi algo que o impressionou,
e ele reage de uma forma semelhante a quando ele teve a visão, o sonho em Gênesis 28, porque depois do sonho ele falou assim,
esta é a casa de Deus, é aqui que Deus se encontrou comigo e esse lugar, eu nem sabia que eu estava na casa de Deus,
então ele deu o nome Bethel, que significa casa de Deus, e aqui também, agora na volta, ele também fala,
depois que ele viu os anjos, agora ele não viu uma escada, ele não sentiu que era um lugar que seria ali que Deus queria morar,
mas o que ele fala no versículo 2, quando Jacó os viu, disse este é o acampamento de Deus,
acampamento não é um lugar onde você vai para ter um retiro ou onde você passa férias, acampamento é um acampamento de exército,
então, e na verdade ele estava falando isso, este é o lugar do exército de Deus, e então ele viu e ele sentiu que esse lugar,
o que ele viu era que era o exército de Deus o acompanhando, e nós não temos nenhuma pista assim do que Deus queria falar através disso,
eu estou deduzindo o que significa que ele estava voltando, que ele estava chegando no lugar certo, que Deus estava provando,
uma coisa interessante que pelo menos até esse momento não fala que Jacó estava pensando em Isaúl, talvez ele já estivesse pensando,
mas o exército, os anjos junto com ele, me parece que teria sentido assim, Jacó você não tem nada a temer, é como aquela outra história bem famosa,
em segundo rei seis, quando tinha um exército de sírios em volta do profeta Eliseu e o servo do profeta ficou apavorado e falou assim, o que nós vamos fazer,
esse exército veio para prender Eliseu e ele ficou super apavorado e Eliseu falou assim, senhor abre os olhos desse moço para ele poder ver, e ele viu o exército de anjos cercando toda a cidade,
então essa realidade espiritual de que Deus está acompanhando, de que Deus está protegendo, é algo que normalmente a gente não vê, mas Jacó pôde ver e Deus teve um propósito,
por que que Deus mostrou para ele nesse momento? Provavelmente, é uma dedução minha, uma sugestão minha, que Deus sabia que ele ia passar para o momento de muito medo,
de muito pavor, de muita angústia e Deus queria dar a ele essa segurança de que, assim como Deus prometeu para ele na visão, no sonho de Gênesis 28, eu estarei com você,
eu vou acompanhar você, eu vou trazer você de volta, veja, se eu estiver seguindo o meu caminho, fazendo os meus projetos, meus planos, eu não tenho automaticamente essa proteção de Deus,
Deus é maravilhoso, ele nos protege, ele acompanha, seja onde for, mas essa história tem muito a ver com o propósito de Deus, Jacó recebeu uma promessa e recebeu uma orientação de que para ele receber a promessa,
ele teria que voltar para a terra, ele teria que estar na terra, então esse exército de anjos é para fazer cumprir o plano dele, agora o que mais nos interessa na nossa vida hoje é saber se nós também estamos dentro do propósito de Deus,
se nós estivermos dentro do propósito de Deus, então nós certamente temos exércitos de anjos que estão cercando, que estão nos conduzindo, individualmente, mas especialmente coletivamente, conduzindo para o propósito de Deus se cumprir,
não é que Deus não se interessa pelas pessoas, mas Deus deseja que a história se cumpra, a história ou a vida na terra, essa vida que nós estamos vivendo hoje, ela não tem um propósito aleatório,
não tem assim que todo mundo seja feliz e faça o que deseja, nós vivemos no mundo com pecado, com doença, com guerra, com brigas, com morte, com dor, e Deus deseja que essa era, que esse sistema, que esse regime acabe,
Deus deseja isso, nós desejamos isso, nós não temos uma vida para simplesmente fazer o que a gente bem quer fazer, que a gente se interessa em fazer,
Deus deseja, como ele desejava para Jacó, ele deseja que o plano de redenção, que o plano do seu reino, que o plano dele vir morar na terra se cumpra, então é por isso que os anjos estavam naquele lugar.
E ele, assim como ele chamou, deu nome para Betel, veja, estou sempre fazendo essa comparação, porque realmente faz um grande paralelo, assim como ele teve o sonho e viu a escada,
em Gênesis 28 não fala o anjo do Senhor, mas lá no topo da escada ele viu alguém que seria também Deus em forma humana, Jesus na forma pré-encarnada,
então assim como ele viu Jesus na escada, ele vai ver, não viu ainda em Manaim, mas ele vai ter um encontro com essa mesma pessoa de Deus mais adiante,
mas aqui em Manaim ele viu o exército, o exército de Deus, então ele dá um nome e ele fala, ele chamou aquele lugar "Manaim", que significa acampamento ou exército, mas está no plural,
então seriam dois acampamentos, dois exércitos, duas companhias, porque, também a gente não sabe ao certo, mas a ideia provavelmente que Jacó viu o exército de Deus,
e Jacó tinha seus esposos, seus filhos, uma porção de servos, então ele tinha um grupo grande, rebanhos, então ele tinha uma companhia humana, ele tinha um acampamento,
e ele viu um outro acampamento, o acampamento dos anjos, então a grande probabilidade é que ele chamou, ele viu esses anjos e esse é o acampamento, é o exército de Deus,
mas tem dois, tem o exército de anjos e tem a minha companhia aqui embaixo, meu grupo de pessoas aqui embaixo, pode ser isso, a gente não tem uma confirmação disso no relato.
Então esse é o ponto em que Jacó está, depois da separação de Labão, ele está nesse lugar vendo os anjos e imediatamente nesse lugar ele já está realmente pensando,
se ele começou a pensar nisso depois que ele viu os anjos a gente não sabe, mas ele está pensando, está bem próximo, ele está pensando em Esaú.
O lugar onde que Esaú mora, Esaú vai falar mais na frente, ele mora no lugar chamado Seir, ou Edon, que seria bem mais ao sul depois do mar morto, mas desse lado oriental.
Então Jacó está voltando para Canaã, Esaú não mora em Canaã, ele tinha saído e está morando nessa outra região que depois ficou conhecido como Edon,
que é a parte sul da Jordânia e já na Arábia, é lá que Esaú está, mas Jacó para voltar para a terra ele, assim como ele tinha que se separar de Labão agora ele tem esse segundo desafio,
ele precisa resolver a questão que ficou em aberto 20 anos antes, isso é muito significativo porque quando tem algo errado na nossa vida, tem muitos exemplos,
pode ser pecado, pode ser um trauma, pode ser algo que a gente fez para criar uma divisão na igreja, uma divisão de família, quando tem algo que a gente fez no passado e que não foi resolvido,
Deus tem uma maneira de nos levar de volta aquele lugar, então a situação que Jacó precisa enfrentar, já resolveu o problema de Labão, mas ele tem um outro desafio,
ele precisa resolver o problema com Esaú, ele fugiu por causa de Esaú, está voltando, será que 20 anos depois Esaú já perdoou, será que eles vão poder viver em paz, será que Esaú ainda quer matá-lo,
então Jacó precisa enfrentar isso, ele precisa voltar a esse lugar, ele precisa confrontar essa situação e ver como é que ele vai resolver, agora ele não pode mais fugir,
se ele ficasse lá em Padã Arã, para sempre ele nunca mais veria Esaú, mas além de que a promessa de Deus era para ele voltar, precisava de ele voltar, mas agora também isso inclui a necessidade de resolver a situação com Esaú.
A vida de Jacó, comparando os três patriarcas, Abraão foi um homem esbravador que chegou lá, ele foi o primeiro a chegar na terra de Canaã, ele foi o primeiro a ter um relacionamento com esse Deus,
de fazer aliança com Deus, de acontecer tantas coisas na vida de Abraão, foi sempre assim abrindo algo novo, todo o relacionamento com Deus, alianças, juramentos, oferecer o filho de volta, primeiro receber um filho do milagre,
então a vida de Abraão, ele é conhecido como pai da fé e ele abriu o caminho, Isaac foi aquele que tudo veio fácil para ele, ele não teve que buscar esposa, ele recebeu de herança tudo, ele teve a luta para ter filhos, a esposa dele estava estéreo,
mas de maneira geral a vida de Isaac representa aquilo que nós recebemos, Jesus já conquistou tudo, Jesus nos deu de graça, é só a gente receber, então a grande tarefa, o que Isaac tinha que fazer era permanecer, peregrinar,
não perder o que o pai dele tinha conquistado, se ele saísse da terra ele perderia aquilo que Deus tinha dado para Abraão, então o grande desafio para Isaac era permanecer, ele permaneceu em paz,
ele foi um homem que sempre soube lidar com os outros povos, com as pessoas, a volta dele, então ele tem lições maravilhosas na vida dele, Deus falou com ele, mas ele não teve que conquistar algo novo, ele representa um aspecto da nossa vida cristã que é receber de Deus,
receber de Jesus aquilo que foi conquistado, não temos que trabalhar, não temos que conquistar essas coisas, Jesus já conquistou, agora a vida de Jacó representa um outro aspecto bem, bem diferente de Isaac,
porque Jacó ele é uma pessoa trapaceira, está sempre fazendo esquemas, tentando passar o outro para trás, tentando ganhar alguma vantagem, então ele tem essa natureza que precisa ser transformada,
Deus o escolheu, ele tem essa herança, ele é herdeiro das promessas, mas ele faz as coisas de uma maneira errada, ele conquistou a bênção, mas não do jeito certo, ele apanhou muito com Labão, que Labão aproveitou dele, mas Jacó ainda tem muita coisa que precisa ser transformado nele,
então a vida dele é mais para mostrar como Deus transforma a disciplina do Espírito, é Deus usando circunstâncias, é Deus trabalhando na nossa vida para transformar, então Jacó representa um outro aspecto,
um dos três tem um aspecto bem diferente dos alicerces que Deus estava colocando para seu povo, então esse capítulo, essa história, ela demonstra bem em alguns aspectos, Jacó já está sendo transformado, tem progresso,
a gente pode ver algo acontecendo na vida de Jacó, mas ao mesmo tempo, Jacó é uma pessoa que depende muito da própria esperteza, Jacó ele trama, ele faz planos, ele acha que ele é capaz de superar, de ser melhor do que os outros,
ele não ganhou inicialmente com Labão, que ele teve que trabalhar 14 anos, que Labão enganou com Lia, mas depois Deus foi abençoando, Jacó ele fez aquelas coisas, colocou as varas para as ovelhas saírem, as crias saírem do jeito que ele queria,
mas depois ele mesmo reconheceu que quem fez as coisas acontecerem lá foi Deus, foi Deus que o abençoou, como ele tinha prometido, mas Jacó ainda não aprendeu bem essa lição, ele confia muito na sua própria esperteza,
então vamos ver o que acontece aqui, versículo 3, Jacó enviou mensageiros, e é interessante que essa palavra mensageiro é a mesma palavra anjo, os anjos de Deus que ele encontrou eram mensageiros de Deus, a palavra anjo é mensageiro,
e aqui não são anjos, aqui são pessoas que ele encarregou de levar uma mensagem, mas Jacó enviou mensageiros adiante de si a Ezaú, seu irmão a terra de Seir,
então Jacó está aqui nessa parte, ele manda os mensageiros, que eles podem ir bem mais rápido do que todo aquele povo com crianças e com rebanhos, ele mandou os mensageiros lá para o sul, onde Ezaú estava,
e ele manda mensageiros para falar com Ezaú, versículo 4, ordenou-lhes dizendo assim direis a meu Senhor Ezaú, olha, chamar o irmão dele de Senhor pode ter sido uma forma educada,
pode ter sido assim o costume, todos eles chamavam qualquer outra pessoa de Senhor, de uma pessoa assim, é um termo de respeito, é um termo assim, mas ao mesmo tempo todas essas, tudo que vai acontecer nesse capítulo,
a atitude de Jacó, ele por causa dessa situação que ele mesmo criou, ele precisa do favor, ele precisa da boa vontade de Ezaú, ele não pode morar em Canaã se o irmão dele quer matá-lo,
então ele precisa reconquistar o irmão, ele precisa de uma reconciliação, então ele é levado pela própria situação a se humilhar, e se a gente olhar a bênção que Ezaú, o pai dele deu para Jacó,
e que fez Ezaú ficar tão bravo, é que Ezaú falou com Jacó, você vai dominar seu irmão, você que vai ser o mais forte, e agora Jacó está dizendo, olha que meu Senhor, por favor, eu quero reencontrá-lo,
ele tem uma atitude, ele está usando uma linguagem de humildade, então direis a meus senhores, Ezaú, assim diz Jacó teu servo, então peraí, quem que está sendo o Senhor de quem aqui?
Como peregrino, morei com labão, e estive lá até agora, tenho bois e jumentos, ovelhas e bodis, servos e servas, envio esta mensagem a meu Senhor para achar graça aos teus olhos,
então ele faz um pequeno resumo, olha, eu fiquei bastante tempo, ele não fala aqui dos filhos da família, mas ele fala que ele ficou muito tempo fora, que ele está voltando, e que ele quer encontrar graça aos olhos de Ezaú,
ele não faz um pedido de perdão, eu acho que ele está meio que medindo a temperatura, e dizendo assim, olha, fala com Ezaú que eu estou chegando depois de tanto tempo, e eu quero achar graça aos teus olhos.
Versículo 6, os mensageiros voltaram a Jacó, dizendo, fomos a teu irmão Ezaú, e também ele venha em contrato, e quatrocentos homens com ele, uau, esse aí, Jacó já estava com receio, vamos dizer,
não sabia o que esperar do irmão dele, e aí, os mensageiros voltam e dizem que Ezaú está saindo para se encontrar com Jacó, mas quatrocentos homens, porque um irmão que vai rever o irmão gêmeo de tanto tempo,
por que ele precisa ir com quatrocentos homens? Então, nós que já sabemos, a gente já leu o capítulo 33 de Gênesis, a gente sabe o que acontece na história, aparentemente, isso não dá para saber, a gente não sabe, a Bíblia não coloca essa informação,
mas aparentemente, Ezaú não tinha, não tinha nenhuma intenção de atacar Jacó, de se vingar dele, de fazer qualquer coisa, mas Jacó teve uma experiência horrível nesse momento, um sentimento horrível nesse momento,
por que Jacó, ele não tinha um exército de quatrocentos homens, ele não era, ele tinha os rebanhos, tinha as pessoas que cuidavam dos rebanhos, tinha servos e servas, tinha os filhos ainda novos, ele não tinha como se proteger de quatrocentos homens,
e eu acredito que Jacó pensou, mas qual seria o motivo dele sair ao meu encontro com quatrocentos homens? E na verdade nós não sabemos se inicialmente, se Ezaú ainda estava bravo, se ele levou esses quatrocentos homens porque ele queria se proteger,
ou que, ou ele ia mesmo atacar Jacó, nós não sabemos disso. Será que Jacó teve medo, porque todo o capítulo trinta e dois é Jacó com medo, Jacó agindo, Jacó tentando preparar uma defesa, pensando como é que eu vou fazer?
E nós podemos dizer que Jacó, ele usou vários artifícios, ele já começou a pensar, bom, então o que eu vou fazer? Como é que eu vou me proteger? A nítida impressão de ler esse capítulo, porque ele recebe essa notícia,
e ele já começa a mexer com as coisas, que que é a primeira coisa que ele faz no versículo sete? Então Jacó temeu muito, ele ficou apavorado, ele ficou assim, muito, muito angustiado.
Foi uma reação muito forte, a emoção aqui, assim como tinha muita emoção em Gênesis 27, quando Ezaú perdeu a Benção e chorou, aqui tem muita emoção da parte de Jacó.
E como eu falei, a gente não sabe se Ezaú tinha alguma intenção de agressão, mas eu penso que essa circunstância, se tinha fundamento ou não, Deus permitiu, porque Jacó precisava passar por isso, ele precisava sentir o que ele tinha feito com Ezaú.
Então ele já sentiu, em parte, porque ele teve que deixar os pais, ele nunca mais viu a mãe, aparentemente, então ele perdeu muito, ele sofreu muito por causa do que ele fez, mas agora ele vai sentir isso de uma forma muito angustiante.
E não é assim que Deus queira simplesmente que você pague o que você fez, existe um fruto amargo que nós colhemos de decisões erradas, de atitudes erradas, isso faz parte, o que você semeia você vai colher, a Bíblia fala.
Mas Deus não está interessado em vingança, em castigo em si, Deus está interessado em transformação, em redenção, em mudança.
Então Jacó vai passar por uma crise, provavelmente a crise mais séria da vida dele até aqui, ele sente muita angústia e ele passa por um sofrimento e pela própria personalidade dele, ele sofre muito e ele vai pensando, ele não consegue dormir, ele pensa numa coisa, pensa em outra.
Então a primeira coisa que ele faz no versículo 7 é que ele reparte em dois bandos o povo que com ele estava, o povo e as alvelhas, os bois, os camelhos, então tudo que ele tinha, não os filhos, mas os servos, os rebanhos, todo o patrimônio dele, ele dividiu em duas partes, em duas companhias.
E o raciocínio dele era, versículo 8, Sezaúv era um bando e o Feri, o outro bando, escapará.
Então aqui é até interessante porque ele acabou de ver o exército de anjos, falou que era o campamento de Deus e que tinha dois acampamentos ou dois exércitos, Manain.
E agora ele divide para se proteger, para pensar assim, se eu perder, vou perder uma parte só.
Então ele divide em dois acampamentos, mas agora não é um acampamento humano e um de anjos, agora são dois acampamentos humanos.
E Jacó, ele pensa em, ele tem esses esquemas, esses artifícios, ele planeja, ele é esperto, ele pensa de como eu vou conseguir sair dessa, o que eu posso fazer.
Ele tem toda essa natureza intensa, mas ele não vai conseguir, no fim ele vai ver que nada disso que ele fez foi a causa de não acontecer nada com ele.
Então agora ele aprendeu a fazer uma outra coisa, se Jacó tinha orado antes nós não sabemos. É bem interessante que Deus apareceu para ele no sonho da escada, Gênesis 28.
Deus apareceu para ele no fim dos 20 anos, lá com Labão, ele viu o anjo do Senhor no sonho dele, que seria Jesus, ele viu falando com ele.
Mas nenhuma dessas ocasiões fala assim, se Jacó orou e não registrou, não sei, mas não tem um relato nenhuma vez de Jacó ter orado.
Ele faz um voto para Deus depois do sonho em Gênesis 28, mas não fala assim de Jacó, por exemplo, chegando lá, como o servo de Abrão fez quando foi buscar a Rebeca.
Jacó chegou e ele não fala dele assim, Deus, por favor, me mostre quem é a pessoa, quem que o Senhor quer, nos momentos de angústia lá, as coisas que Labão fazia, não fala de Jacó orando.
Essa é a primeira vez que temos um relato disso. De qualquer forma, mesmo que ele tivesse orado antes, essa oração é importante porque ele não estava só preparando artifícios, preparando esquemas para se proteger.
Ele ora e a oração dele é uma oração muito boa e mostra que Jacó tem algo com Deus, deseja um relacionamento com Deus.
Então, essa é a oração dele a partir do versículo 9. Disse mais Jacó. Então, ele separou, fez o que ele achava que dava para fazer, mas agora ele vai orar. Jacó ainda é uma pessoa que planeja, que tenta fazer do jeito dele, mas ele ora também.
Ele faz as duas coisas. Ter uma estratégia, ter um plano, fazer algo para se proteger, ter uma defesa, não é uma coisa errada, mas o ponto é que esses planos eram planos que Jacó projetou, que ele criou.
Ele ainda não sabia como depender de Deus, como fazer aquilo que Deus fosse instruir, porque nada disso que ele vai fazer vai resolver nem para ele.
Ele faz as coisas, mas ele não tem paz, ele não sente segurança. E mesmo quando ele ora, ele continua tentando se salvar com sua própria sabedoria.
Mas a oração dele é importante. Então, disse mais Jacó, ó Deus de meu pai Abraão e Deus de meu pai Isaac. Então, isso é sempre importante. Deus mostra desde o início, isso aqui é o inicinho de Deus se relacionar com o homem, de Deus formar um povo, de Deus desenvolver seu plano de redenção.
E Deus mostra como é importante ter continuidade. Jacó afirma o elo, o vínculo com as gerações anteriores. Ó Deus do meu avô e Deus do meu pai.
Então, isso é muito importante. Nem sempre para nós é dos nossos antecedentes biológicos, mas sempre, sempre nós somos descendentes das gerações anteriores.
Eles podem ter errado, podem ter tido muitas falhas, muita falta de entendimento, muita coisa errada aconteceu em gerações anteriores, mas nós estamos aqui porque foi passado de geração a geração.
Então, Jacó só pode orar a Deus, ele só sabe quem é Deus por causa do avô e do pai. Então, ele começa a oração assim.
Deus de meu pai Abrão, o avô, e Deus de meu pai Isaac. Ó Senhor que me disseste. Então, hoje Jacó não só pode se firmar em algo que foi feito, que foi prometido, que passou para ele do pai e do avô,
mas ele também, ele começa com esse vínculo, com essa continuidade, mas ele tem algo muito concreto.
Ele tem duas coisas que Deus falou com ele em ocasiões diferentes e ele vai citar as duas. Então, a oração dele e que realmente seria a base, se ele realmente acreditasse que Deus prometeu para ele da continuidade,
da promessa para Abrão e para Isaac, ele realmente não deveria temer Esaú. Deus não ia deixar Esaú acabar com ele e nem com a descendência dele.
Deus não ia permitir porque Deus tinha prometido, mas assim como nós, nós também temos muitas vezes uma promessa, uma revelação, uma clareza de Deus muito forte e no dia seguinte, na primeira crise,
a gente não acredita, a gente fica com medo, a gente não sabe se vai dar certo ou não. Então, essa falta de fé, de confiança de Jacó é muito compreensível,
mas olha, ele tinha acabado de ver os anjos de Deus, o exército dos anjos e ele está orando assim, olha, o Deus, o Senhor é aquele que me disseste, volta para tua terra.
Isso foi o que Deus falou com ele pouco tempo antes, quando ele estava saindo de Labão. Volta para tua terra, para tua parentela e eu te farei bem.
Então, Jacó saiu de onde ele estava, lá com Labão e estava obedecendo que Deus tinha falado com ele e ele está usando essa instrução de Deus, essa ordem de Deus,
para fundamentar a oração dele. E isso, outra vez, isso é muito importante. Nós podemos orar a Deus e pedir para Ele nos proteger, nos abençoar, nos acompanhar,
mas a grande base de confiança, de acreditar que Deus realmente vai fazer bem para nós é quando nós estamos obedecendo o que ele já falou e seguindo adiante no plano que ele começou lá atrás,
justamente com Abraão, Isaac e Jacó. Então, esse fundamento da oração dele é muito importante. Então, ele se fundamenta em Abraão e o que Deus tinha falado para Abraão e para Isaac
e também para aquilo que Deus tinha falado com ele. Versículo 10, esse aqui também é uma base muito importante. Ele fala assim "eu sou indigno, eu não mereço, o que eu tenho não é por meu mérito".
Eu não sei se Jacó tinha essa consciência antes. Geralmente, quando as pessoas são criativas, quando são espertas, quando conseguem fazer as coisas como Jacó,
ele soube aproveitar do momento em que o irmão dele estava com fome e tomou o direito de primogenitura, se aproveitou do momento em que Isaac e o pai dele estavam cegos e usou toda aquela oportunidade para tomar a bênção.
Então, Jacó, se ele fosse se gloriar naquilo, olha só como eu fiz. Eu consegui passar meu sogro para trás, eu consegui pegar os rebanhos e me enriquecer lá.
Ele foi consciente de que era Deus que tinha feito e aqui ele está muito consciente. Ele falou assim "eu não sou digno de todas as beneficiências". A minha versão aqui fala "beneficiências".
Essa palavra é "hessed". Não sei porque, quase todas as bíblias usam, às vezes usam uma palavra, às vezes usam outra para traduzir, então você fica sem saber qual é a palavra que está realmente sendo usada no original.
Mas essa palavra "eu sou indigno desse amor de aliança". Ele reconhece que Deus fez uma aliança com o avô, com o pai. Ele reconhece que Deus tem esse hessed que é amor de aliança e também que ele é fiel de toda a fidelidade.
Essas são duas características que Deus mostrou para Moisés lá em Êxodo 34, quando ele mostrou para Moisés quem ele realmente era.
Então Jacó reconhece isso. Ele se coloca assim "Deus, olha só". Ele fala assim "de todo o hessed e toda a fidelidade que tem usado para conter o servo, com meu cajado passei este Jordão". Ele está perto do Jordão.
Na ida ele passou nesse mesmo trajeto e agora ele está para voltar e ele diz "olha, quando eu passei 20 anos atrás para ir para Dahan Aran, eu só tinha um cajado, eu não tinha mais nada, eu não tinha nada, absolutamente nada.
E agora me tornei em dois bandos, porque tinha acabado de separar tudo em dois bandos". Então ele reconhece, ele é grato, isso é outro fator muito importante na oração.
Nós nos baseamos naquilo que Deus fez em outras gerações para dar continuidade, nós nos baseamos naquilo que Deus já nos falou, nós temos que firmar nossos passos.
O que que Deus já fez na sua vida, na minha vida? Como é que nós vamos dar continuidade às gerações passadas e como é que eu vou dar continuidade àquilo que Deus já falou? E a minha oração ela tem que se basear nisso.
Mas também na minha oração eu vou reconhecer toda a bondade de Deus, toda a fidelidade dele, todo o amor de aliança, esse amor de aliança, esse récite é algo que é recíproco, porque é um amor de aliança,
é uma coisa assim, não é Deus indiscriminadamente abençoando como ele manda chuva sobre todos, mas é Deus estabelecendo o relacionamento e o amor da parte de Deus é maravilhoso, ele nos conquista, ele abençoa, ele prospera, ele continua nos abençoando e nos protegendo mesmo quando nós erramos.
Então essas duas palavras, tanto o amor dele como a fidelidade é o que mantém, é o que mantém o relacionamento em pé, é ele que mantém.
Ok, então no versículo 11 ele faz o pedido, até agora foi assim ele colocando a base dele, a gratidão dele, mas qual que é o pedido dele nessa oração? Versículo 11.
Livra-me, peço-te, das mãos de meu irmão, das mãos de Isaú, pois eu o temo, estou com medo, ele está sendo muito franco com Deus, ele não está tentando dizer não, eu estou confiante, eu estou bem, não, Deus, eu estou com medo.
Mas medo por que? Eu acabei de mostrar para você o exército de anjos que está com você, mas já confessa, foi assim, Deus, eu estou com medo, eu não sei o que ele vai fazer comigo, então ele fala assim, para que não venha ele matar-me e a mãe com os filhos, ele está preocupado não só com a vida dele, mas agora ele tem filhos, tem esposas, então ele está preocupado com tudo isso.
E agora ele vai se firmar na outra palavra que Deus já tinha dado para ele, a palavra do senhor, a promessa ou a ordem, ele está dizendo assim no versículo 9, ele fala assim, o senhor me disse para eu voltar para a terra que o senhor iria me abençoar, me proteger, então é uma promessa, é algo que Deus tinha dado para ele quando ele estava vindo embora.
Mas no versículo 12 ele está voltando lá para aquele primeiro encontro, quando Deus falou com ele de cima da escada e falou com ele, certamente te farei bem, ele falou assim, mas tu me disseste, certamente te farei bem, farei a tua descendência como areia do mar, que pela multidão não se pode contar.
Como é que vai ter uma descendência como areia do mar se Isaú vem me matar, então ele está usando essa palavra que Deus deu para ele, a palavra mais recente e aquela palavra de 20 anos antes, ele está usando essas duas palavras para dizer, Deus estou pedindo proteção,
eu estou pedindo que o senhor me guarde porque o senhor me deu essa ordem para voltar para a terra que o senhor iria me proteger e antes de sair da tela no início o senhor falou que eu teria essa bênção que foi dada a meu pai e meu avô de que a nossa descendência seria como areia do mar.
Então ele está usando as palavras que Deus já tinha dado para ele para fundamentar a sua oração. Versículo 13, então essa foi a oração, então antes da oração ele tinha tentado dar um jeito, separando tudo em duas companhias, em dois bandos.
E agora depois da oração, então ele passou ali aquela noite, mas a sensação lendo essa sequência é que ele não tinha paz, ele não ficava quieto.
Ele, depois que ele soube que Isaú estava vindo com 400 homens, ele dividiu o primeiro artifício, dividi em dois bandos, aí ele vai orar, aí ele faz essa oração maravilhosa para Deus, mas mesmo depois da oração ele vai passar a noite ali, mas ele não tem paz.
E ele fala assim, não, então eu sei o que eu vou fazer, eu vou mandar um presente, não só um presente, olha o que Jacó vai mandar de presente para Isaú.
Se Jacó manda isso aqui como presente, imagina quantos rebanhos, quanta riqueza que Jacó tinha acumulado, a gente nem consegue imaginar.
Ele vai, olha assim, ele pensou assim, eu vou mandar, antes que Isaú chegue aqui, eu vou mandar um presente, e era essa ideia assim, de mandar um presente para apaziguar, para amolecer o coração.
Muitas pessoas, né, as pessoas naquela época e muitas pessoas até hoje pensam que tem que apaziguar Deus com presentes, mas isso não é, não é assim que se faz com Deus.
Mas então ele manda, olha aqui, ele vai mandar cinco rebanhos, cinco tipos de animais. Primeiro, versículo 14, "duzentas cabras e vinte bodis", esse é o primeiro rebanho.
Segundo, "duzentas ovelhas e vinte carneiros", sempre fêmeas e os machos para poder multiplicar.
Terceiro grupo, versículo 15, "trinta camelas de leite com suas crias", quarto grupo, "quarenta vacas e dez toros", quinto grupo, "vinte jumentas e dez jumentinhos".
Um belo presente. E olha só, ele não manda isso, até a maneira que ele organiza isso, é ele pensando, é ele sendo esperto, é ele se maquinando assim, um jeito.
Como é que eu vou fazer? Ele não confia que Deus simplesmente vai cuidar dele e que vai mudar o coração de Isaú. E eu não estou falando que quando a gente ora, que Deus não vá nos dar uma direção.
A gente pode fazer algo dentro de uma necessidade para resolver a situação, mas aqui fica muito nítido que Jacó não confia, ele não acredita, ele tem que fazer algo muito extravagante para mudar o coração de Isaú.
Porque esse aqui não era um presente, nem nos padrões deles, não era um presente simples, era algo muito extravagante mesmo.
Mas olha como ele vai organizar. Versículo 16, "Eles entregou ao cuidado seus servos, cada manada, cada rebanho, a parte".
Então ele não misturou esses animais diferentes. Então tinha cinco rebanhos, cinco manadas diferentes.
Aí ele falou assim, ele disse aos servos, "Passai adiante de mim e ponde espaço entre manada e manada".
Então até que era assim, para dar um espaço entre uma e outra, porque veja qual que é a estratégia dele.
Ele ordenou primeiro, que estava com, vamos dizer, com as cabras e os bodis, né?
Ele ordenou primeiro dizendo, "Quando Isaú, meu irmão, te encontrar e te perguntar de quem és, para onde vais, de quem são estes diante de ti, responderás, são de teus servos Jacó, presente que envia a meu Senhor", olha como ele trata Isaú,
"Ao meu Senhor Isaú e ele mesmo, Jacó mesmo, está vindo atrás de nós".
Ordenou também o segundo, o terceiro, até o quinto, todos que vinham atrás das manadas.
"Desta maneira, falareis a Isaú quando vos encontrares com ele e direis também", ele reforçou, "O teu servo Jacó vem atrás de nós", porque dizia, "Eu o aplacarei com o presente que vai diante de mim e depois verei a sua face, porventura ele me aceitará".
Então veja só, veja se você consegue visualizar, Isaú está vindo ao encontro de Jacó e aí ele vai encontrar uma primeira manada das cabras.
E aí ele vai perguntar para os que estavam cuidando ali mas de quem é, para onde vai, e aí ele tinha dado a instrução, "Olha, o seu servo Jacó está enviando para o Senhor dele que é o Senhor, Jacó vem atrás".
Aí ia ter um espaço, Isaú ia andar mais um pouquinho e aí ele ia encontrar uma segunda manada. Então o efeito vai se multiplicando.
Jacó não só manda esses rebanhos, essas manadas separarem todos esses animais, mas ele faz de uma forma que fosse cinco vezes Isaú ir ouvir a mesma mensagem.
"Olha, esse aqui é um presente", se ele não tivesse se amolecido na primeira, aí a segunda ele vai ouvir de novo, "Olha, meu Senhor, esse aqui é um presente do seu servo Jacó e ele está vindo atrás", aí chega o terceiro.
Então percebe, Jacó pensou, ele maquinou, ele pensou num jeito, como que ele vai fazer para conseguir o favor de Isaú. Então tudo isso está mostrando como Jacó é uma pessoa que ainda precisa aprender a confiar em Deus,
mas isso também mostra a profundidade da angústia, só uma pessoa muito angustiada. Jacó realmente está com medo, medo da vida dele, medo de que a família vai ser atacada e morta.
Então Jacó está passando por uma profunda crise e nós não vamos prosseguir agora para essa última parte da luta dele com Deus, mas essa preparação é essencial para entender o que vai acontecer com ele.
Eu vou terminar no versículo 21, que no versículo 20 ele tinha falado assim, "Olha, vou ver se eu aplaco com o presente que vai adiante de mim e depois verei a sua face, por ventura ele me aceitará".
Versículo 21 "Assim passou o presente", o presente são todos esses animais, "Assim passou o presente adiante dele, ele, Jacó, porém ficou aquela noite no acampamento".
Então veja só, essa descrição é para mostrar a profundidade da crise, é para mostrar o quanto que Jacó estava passando por angústia.
E aqui Jacó, ele tinha dividido em dois bandos, ele tinha orado, agora ele mandou o presente e eu falei versículo 21 e nós precisamos ler o versículo 22 e 23 também.
Naquela mesma noite, então Jacó tinha feito tudo o que ele sabia até aquele momento, então agora ele está de noite, ele vai passar a noite, mas ele vai dormir? Não, ele não vai dormir, ele não consegue dormir.
E naquela mesma noite, versículo 22, ele se levanta e tomou suas duas mulheres, suas duas servas, seus onze filhos e passou o vale de Jaboc.
Então ele está nesse lugar aqui e aqui que a gente precisa visualizar, aparentemente, eu não conheço bem a geografia aqui, as características, mas o que a gente entende, ele viu em Manaim os anjos e agora ele fez tudo isso, mandou os servos ir na frente com os presentes e tal.
E ele ficou aqui atrás, mas aparentemente para ele poder passar o Jordão, o destino dele, parece que ele tinha que passar a passagem, devias ter mais ao sul aqui, então ele passa o Ribeirão Jaboc com toda a família e tudo que ele tinha.
Isso agora não é uma atitude de proteção, porque se Isaú está vindo aqui do sul, se ele passa todos para o outro lado do Ribeirão, eles estão mais expostos a Isaú, então não é essa última ação dele, não é propriamente para defesa, mas mostra que ele está muito inquieto.
Ele se levanta, parece que, não sei se ele já tinha tentado dormir, mas ele se levanta e toma as suas duas mulheres, toda a família, versículo 23, tomou-os e fez-los passar o Ribeiro e fez passar tudo que tinha.
Jacó, porém, ficou só, então para você visualizar, toda a família, todas as pessoas, todos os rebanhos passaram para o outro lado de Jaboc, mas ele está aqui atrás no lugar que vai ser chamado Peniel.
E ele ficou só, e essa cena de Jacó sozinho, e depois vai falar, o versículo 24, que lutou com ele um homem, essa cena de Jacó sozinho, então, finalmente, essa é a preparação para a grande experiência de Jacó.
Que ele tinha esgotado todos os recursos, toda a criatividade, todas as artimanhas e estratégias que ele podia imaginar, ele tinha feito tudo, ele tinha orado, mas agora ele está só, e aqui é o lugar onde ele vai travar a verdadeira batalha.
Agora que ele vai, ele não sabe o que vai acontecer, mas ali estava sozinho, e ele está nessa angústia, e nessa angústia é que Deus se encontra com ele.
Então, na próxima vez, nós vamos falar sobre essa experiência em si, que todo mundo já conhece, mas queremos explorar um pouco mais assim, para entender a importância desse encontro que ele teve, mas a preparação é tão importante, porque é nos nossos, primeiro assim, nos nossos momentos de maior angústia.
Ninguém quer angústia, ninguém quer passar por uma crise desse tamanho, mas é nas horas da nossa maior angústia, é nas horas da maior crise, que nós podemos ter as maiores experiências com Deus.
E essa batalha, essa luta é muito significativa. Jacó agora fica sozinho, ele vai passar a noite, e nessa hora sim, é que ele vai ter que ter um encontro com Deus, e ele vai não só fazer a oração, mas ele vai ter a garantia realmente de que Deus respondeu, de que Deus está com ele.
Então, é nas horas de maior angústia, de maior crise, que Deus faz essas coisas, porque não é que Deus quer que a gente sofra, muito ao contrário, mas nós não estamos preparados, nós não temos a necessidade suficiente de Deus para buscá-lo.
É no momento assim de falar assim, Deus, o que eu vou fazer? Eu fiz tudo, eu dividi o grupo, eu passei, eu mandei um presentão, eu fiz tudo que eu sabia, eu já orei, eu pedi também, mas ele tinha que ir mais fundo, ele tinha que ter um encontro mais verdadeiro, e muitos homens e mulheres de Deus têm passado por situações assim e têm encontrado.
Então, com essa preparação, estaremos prontos para depois ver assim, como foi esse encontro de Jacó com Deus.
Senhor, nós também precisamos conhecer mais a Ti. Jacó não sabia o que esperar, talvez Isaú não fosse fazer nada, não sabemos, ou talvez ele saiu com 400 homens e tinha a mesma intenção de acabar com Jacó.
Não sabemos, mas Jacó tinha que ter um encontro contigo, ele tinha que ir mais fundo, e o Senhor estava usando tudo isso para mudá-lo, para transformá-lo.
E por isso, Senhor, nós não queremos recuar, não queremos rejeitar, nossa oração sempre vai ser, como o próprio Senhor orou no jardim do Gethsemane, se possível for, passa esse cálice, e nossa tendência sempre vai ser essa de pedir que não tenhamos que sofrer, mas é nessa hora que o Senhor vai fazer as obras mais profundas de mudança no nosso interior.
E pedimos então que o Senhor nos ensine, nos ensina, Senhor, a confiar, nos ensina, Senhor, a realmente não ter a confiança na nossa própria esperteza, nos nossos próprios planos, mas que nós possamos conhecer mais a Ti, conhecer a Tua proteção, saber se nós estamos realmente no Teu plano, fazendo aquilo que o Senhor deseja.
E aprendendo a confiar em Ti, porque só o Senhor pode realmente nos livrar e nos conduzir para completar aquilo que o Senhor prometeu.
E isso nós pedimos e agradecemos em nome de Jesus. Amém.

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