O volume 28 – Últimos anos do reino de Judá – Ezequias – está disponível, estude e compartilhe seus comentários.
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08/10/17 – Necessidade de aprender a confiar
2 Reis 18
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Transcrição
Muito bem. Então, nós estamos continuando nosso estudo do Rei Ezequias, do tempo de Ezequias.
Vamos abrir em 2º Reis, Capítulo 18.
Tem muitas coisas que a gente não percebe numa leitura mais superficial, por isso que nós estamos buscando,
realmente, entender com mais profundidade o que Deus quer nos ensinar através dessa história, desse relato.
E o Rei Ezequias tem várias coisas que acontecem na vida dele.
Temos visto já a forma como ele restaurou a casa de Deus e o culto a Deus.
E agora a parte principal da vida dele, a parte principal do reinado dele tem a ver com a ameaça e depois a invasão da Síria.
E temos lido várias vezes esse versículo no capítulo 18, segundo o Rei 18.5, que Ezequias confiou no Senhor Deus de Israel,
de uma maneira que nenhum outro aqui diz que nem antes e nem depois confiou.
Então nós estamos entendendo, eu estou entendendo, que a parte mais importante da vida de Ezequias é entender como ele confiou em Deus.
Essa é a lição, esse é o centro da vida dele, a confiança em Deus.
E nós temos falado que isso não é uma coisa que a pessoa já adquire imediatamente.
Não é uma coisa assim que Ezequias desde o início confiou plenamente e sempre confiou e sempre foi uma pessoa que confiou 100% em Deus.
Então essa lição de como confiar em Deus é algo que deve ser nossa busca, entender essa história, o que tem a ver com a confiança e como ele aprendeu a confiar.
Então essa é a nossa meta, entender mais sobre a confiança.
Não estamos aqui ainda com o flipchart, mas quem copiou das outras aulas a gente colocou que Deus foi ensinando várias coisas para Ezequias sobre a confiança.
Tem um aspecto que não temos muito claro na história, no relato aqui da Bíblia, mas nós temos pelo profeta Isaías e temos também por achados históricos que Ezequias poderia ter buscado a confiança, o apoio no Egito.
Então a primeira coisa, nós fizemos uma lista de quatro coisas, tem até mais que nós vamos talvez acrescentar nessa lista, mas o primeiro desafio pelo menos que a gente analisa aqui,
o primeiro desafio de Ezequias para confiar em Deus era diante da ameaça da invasão da Síria, o Egito que estava despontando com uma potência que poderia enfrentar a Síria,
várias assim, pelo que a gente subentende, não está claramente afirmado, mas parece que vários príncipes e líderes que estavam junto com Ezequias queriam buscar apoio no Egito.
A gente deduz isso bastante do profeta Isaías, a gente já leu alguns lugares que fala sobre isso.
Então o primeiro desafio de Ezequias foi ao invés de confiar totalmente em Deus, confiar no apoio do Egito.
E até assim a gente pode colocar um tique sim de positivo porque nessa prova, nesse desafio, Ezequias acertou, ele passou na prova, não fez aliança com o Egito e confiou no Senhor.
A segunda coisa naquela lista está aqui no capítulo 18, a partir do versículo 13, quando Senakirib, rei da Síria, foi contra todas as cidades fortificadas de Judá,
então ele invadiu Judá, tomou várias cidades, esses fatos, a gente tem o relato bíblico aqui, mas nós também temos muitas provas arqueológicas que mostram,
a Síria deixou muitos registros sobre esse ataque e confirma realmente o mesmo relato bíblico de que realmente ele invadiu Judá e tomou várias cidades de Judá.
Então nesse momento, ou Ezequias confia em Deus, porque o próximo passo seria realmente conquistar Jerusalém, ou ele procurou fazer o quê?
Aplacar o rei da Síria, que foi versículo 14, então Ezequias, rei de Judá, enviou essa mensagem ao rei da Síria, a Laciz, Laciz é uma cidade de Judá que o rei da Síria estava conquistando.
E ele falou "errei, retira-te de mim e tudo que exigire de mim pagarei", então isso é uma rendição, ele falou assim "eu errei" e a gente tem que falar isso para Deus, não para o rei da Síria, "errei, tudo, retira-te de mim e tudo que exigire de mim pagarei".
A única pessoa que a gente pode falar "Deus" é para Deus, "tudo que exigir de mim eu vou fazer", agora para a Síria, para qualquer tipo de dominador, seja coisas econômicas, seja potências do mundo,
nós não, nós temos que nos submeter às autoridades civis, nós temos que viver no mundo, nós precisamos do dinheiro, mas nós não nos submetemos a essas potências
e a Síria representa uma potência do mundo que a nação, o povo de Deus só era dominado por uma potência de fora quando Deus permitia e ele permitia por causa da infidelidade do povo de Deus.
Então quando nós estamos debaixo, é uma coisa muito, eu não tenho as respostas a isso, tem muitas perguntas, eu vou dar um exemplo muito simples,
a gente pensa no Brasil, nos nossos governantes, em tudo que tem feito de errado e como nós, o povo que está debaixo desse governo,
nós somos muitas vezes obrigados a viver em situações que são causadas por nossos governantes e quando isso acontece nós entendemos que tem algo errado de nós mesmos,
porque quando o povo de Deus é obrigado a se submeter a uma potência que domina, que escraviza, que oprime, quando nós temos que nos submeter a uma opressão,
isso é às vezes permitido por Deus, tem momentos que o mais claro foi quando depois dessa época, quando no tempo de Jeremias,
quando o Babilônia estava para tomar conta, para invadir e tomar conta mesmo, chegou o momento em que Deus falou com Jeremias,
não ore mais porque está determinado, o que vocês têm que fazer agora é se submeter, então tem momentos que nós somos obrigados a nos submeter a uma força opressora,
mas quando isso acontece é por causa da nossa infidelidade, entende a diferença? Então existem situações em que nós não podemos, nós não somos chamados a criar uma revolução,
por exemplo dentro do Brasil, para derrubar o governo, porque a raiz do problema nosso é a nossa infidelidade,
Deus permite situações de opressão por causa dos nossos erros, agora quando eu transfiro isso, eu tenho muitas perguntas, claro que eu estou falando em geral,
quando nós nos arrependemos, Deus reverte a situação, então é possível reverter a situação? Não quer dizer que a gente não deve usar nosso poder de voto,
nós devemos usar nossa influência, nós devemos levantar nossa voz como igreja contra as coisas erradas, tudo isso é correto, mas nós temos que nos submeter aos governantes,
isso é bíblico, no tempo dos apóstolos, eles tinham que se submeter a Roma, que era um poder opressor que perseguia a igreja e a Bíblia falava assim,
obedecer, orar é pelo seus governantes, então a Bíblia não dava essa ideia assim não, vocês têm que trabalhar para derrubar o governo,
e eu sempre uso o exemplo moderno que é a igreja na China, que é também sujeita a uma opressão, a uma perseguição,
a igreja na China, de acordo com aquele livro "O Homem que veio do céu", ele fala assim, nós não oramos para que Deus tire o governo,
nós oramos para que Deus nos dê graça e poder para ser fiéis no meio da perseguição, agora isso é um testemunho,
agora claro que quando você, quando a igreja se arrepende, quando a igreja busca Deus, é possível,
aí envolve vários fatores do plano de Deus, o que que Deus está fazendo, mas é possível Deus reverter,
então eu só vou colocar a minha dúvida que eu não tenho a resposta para isso, porque eu entendo que a nossa situação no Brasil,
nos Estados Unidos, na Europa, em outros lugares mais livres, eu creio que se a igreja se unisse e buscasse a Deus e se arrependesse,
Deus mudaria essa situação que nós estamos vivendo, agora a minha pergunta não respondida é, por exemplo, na China,
eu entendo o testemunho deles, mas eu fico pensando, eu penso, tem estado muito assim nas notícias, a Coreia do Norte,
e a Coreia do Norte, você pensa nas ameaças daquele líder lá e de como ele está querendo fazer testes nucleares, ameaçando e tal,
mas eu penso muito no povo da Coreia do Norte, e nós sabemos que existe uma igreja, por mais que eles tentem exterminar e apagar a igreja,
tem pessoas lá que estão sendo fiéis a Deus, muitas delas estão em campos de trabalho esforçados, muitas pessoas já deram a vida,
e eu fico pensando, será que, porque faz o que, eu não sei o número certo, mas faz pelo menos 70 anos, talvez um pouco mais,
é depois da segunda guerra, então vamos dizer assim, tem 70 anos ou mais que tem esse regime lá, isso, eles estão sofrendo esse regime
por causa de infidelidade da igreja, eu penso que não, assim, são coisas que a gente não sabe, mas eu só estou dizendo assim,
tem muitos fatores, nós estamos vendo essa questão de Ezequias, de como ele enfrentou a invasão da Síria,
e nós queremos ir analisando isso, porque Ezequias era um homem fiel a Deus, começou do primeiro dia do reinado dele,
buscando a Deus e restaurando, mas Deus permitiu a invasão aqui em Judá, por causa da situação do povo,
porque antes de Ezequias, e até durante o tempo de Ezequias, o povo não era 100% servindo a Deus,
então Deus estava permitindo a invasão de Judá, por causa de pecados do pai de Ezequias, do povo naquela época,
e mesmo no tempo de Ezequias, o povo ainda não era 100%, então Deus estava tratando, então Deus, quando ele permite opressão,
ele está fazendo duas coisas pelo menos, duas coisas que eu consigo enxergar pelo menos, uma é, realmente,
ele está permitindo algo por causa da nossa infidelidade, e o que ele permite, o castigo de Deus não é,
vocês fizeram uma coisa ruim contra mim, agora eu vou fazer vocês sofrerem, Deus não tem esse pensamento,
Deus não castiga, tem pais que às vezes ficam bravos com os filhos e castigo não, é uma mistura, nosso coração humano é bem misturado,
então às vezes o pai ou a mãe põe o filho de castigo, ou bate, disciplina, com ira, com irritação,
porque o filho está incomodando, porque está gritando muito, porque não sei o quê, então é quase que uma retribuição,
eu quero dizer que Deus não sofre desse mal humano, Deus castiga para o nosso bem, sempre o castigo de Deus
tem o objetivo de nos trazer de volta, de corrigir, de purificar, de tirar aquilo que está causando a nossa rebeldia,
nosso afastamento de Deus, então quando Deus permite, isso vale para situações econômicas, vale para opressão política,
vale para todas as situações em que nós vivemos, não só uma situação política, tem situações econômicas que não são
exatamente culpa de um governo, existem crises econômicas que não são diretamente resultado de um governo,
então qualquer tipo de situação, uma doença, uma enfermidade na sua vida, nem toda enfermidade é um juízo de Deus,
mas todas as situações de provação, de dificuldade que nós passamos podem ter esses dois fatores,
um, nós precisamos ser chamados de volta para Deus, purificação, correção, disciplina, então tem um aspecto de disciplina de correção,
agora tem um outro aspecto que não é por causa de nenhum erro, de nenhuma coisa errada, que é Deus procurando nos ensinar o que é a confiança,
e esse ponto eu estou querendo entender muito mais, é muito simples a gente pensar essa descrição de Ezequias,
ele foi um homem que confiou em Deus, é muito simples a gente entender que Deus está procurando um relacionamento conosco,
a gente entende que Deus quer fazer aliança, a gente entende que Deus quer desenvolver um relacionamento conosco,
a gente fala muito sobre fé, o justo viverá pela sua fé, nós estamos aí nos 500 anos da reforma, quando esse versículo foi vivificado de uma maneira tão forte para Martinho Lutero,
então a fé que é a base do relacionamento com Deus, então é muito simples a gente falar isso,
mas é muito difícil as vezes a gente realmente captar o que significa a fé, o que significa a confiança,
então eu espero que a medida que a gente se aprofunda um pouco mais agora nessas fases aí da vida do rei Ezequias que a gente consiga entender melhor o que é a confiança,
então vamos voltar lá, eu coloquei quatro desafios, quatro coisas que Ezequias foi provado para desenvolver a confiança em Deus,
primeiro confiar ou não no Egito, segundo aqui no 1814, ele se sujeitou ao rei da Síria e falou assim vou cumprir tudo que você exigir de mim, ele tentou aplacar, ele tentou,
ele falou assim bom então você quer isso eu vou fazer o que você quer e uma coisa que a gente precisa descobrir é que quando a gente está enfrentando o mal,
quem está por trás do mal é Satanás, mas quando nem sempre você vê Satanás de uma forma tão clara em circunstâncias, em situações,
mas quando você vê o mal, lembrando sempre que o mal não é o patrão, não é o vizinho, não é alguém que nos traiu, o mal não é o governo, não é o partido, não é o ministro disso daquilo,
o mal não é a pessoa, a Bíblia fala muito claro, nossa luta não é contra carne e sangue, mas o mal realmente é Satanás e quando você tenta aplacar,
quando você fala assim tá bom, então a gente tem que se sujeitar, a Bíblia fala que a gente tem que se sujeitar, às vezes essas coisas são difíceis de discernir,
porque assim, uma enfermidade, tá eu já orei, Deus não tirou a enfermidade, então eu vou não aceitar assim tipo venha doença, mas você mais ou menos você se rende,
você diz assim tá bom, o que você exigir de mim eu vou aceitar, é isso que Ezequias estava fazendo e aí o que a gente precisa lembrar é toda concessão,
isso aí é uma coisa fácil de entender aqui, difícil de aplicar na nossa vida porque tem esses fatores complexos, mas quando você cede para o que o mal Satanás quer tomar de você,
quando você fala assim tá bom, eu não consigo lutar mais, pega, eu desisto, eu não vou lutar contra a enfermidade, eu não vou lutar contra a corrupção, eu não vou lutar, quando você fala assim eu entreguei os pontos,
o que você quer de mim eu vou pagar, não tem fim, porque Ezequias pagou um monte aqui, pagou toneladas de ouro de prata, arrancou o ouro da casa de Deus,
pegou tudo que ele tinha, ele pegou tudo, entregou para o rei da Síria, resolveu o problema, não, daí a pouco o rei da Síria voltou e agora fazer o que, ele já tinha feito tudo que o rei da Síria tinha pedido,
então lembre-se que não tem meio de fazer uma concessão, uma trégua com Satanás, agora é muito complexo isso, não é uma coisa simples, mas é um princípio que a gente precisa entender.
Terceira coisa na nossa lista que a gente colocou foi que Ezequias, ele fortaleceu a segurança, ele fortaleceu a segurança, então lembra que nós já falamos sobre isso também,
que ele foi fazer uma segunda muralha em volta da cidade de Jerusalém, ele canalizou a água, ele tampou todas as fontes de água que havia fora da cidade de Jerusalém,
então quando o rei da Síria chegasse ele não ia encontrar água fora da cidade, ele fez um reservatório, fez um túnel na pedra para canalizar a água, ele fez muitas coisas e inclusive assim até hoje o túnel é chamado túnel de Ezequias,
o túnel está lá, você pode visitar hoje esse lugar que ele furou na pedra sem nenhum dos equipamentos que nós temos hoje, só no braço e no ferro mesmo.
Então Ezequias fez algo que no relato aqui, principalmente em Segundo Crônicas, de jeito nenhum é condenado, Deus não estava falando "Ezequias, o que você está fazendo?"
fazendo muralhas e fazendo algo assim, no relato histórico aqui, isso é relatado como parte da lista de coisas boas que Ezequias fez, tem uma lista de coisas,
"Ah, Ezequias fez isso e fez aquilo, ele faz parte dos feitos, do legado dele, ele ter feito isso". Só que nós lemos semana passada em Isaías 22 que Deus falou assim "Ah, vocês fizeram a muralha, prepararam a água, mas vocês não olharam para mim".
Então isso não é dirigido, a profecia de Isaías não é dirigido contra Ezequias, mas parece que o povo foi tentado a confiar mais na segurança, isso a gente pode falar de várias coisas assim,
eu tenho falado assim "É errado você hipopando e guardando uma reserva de dinheiro para alguma eventualidade, é errado fazer um plano de aposentadoria, é errado fazer um seguro para sua casa, para o seu carro".
Sabe assim, tem várias coisas e isso transpondo para o nível de governos, é errado o governo fortalecer o exército, é errado ter armamentos, é errado assim ter um sistema, Israel por exemplo está sendo constantemente ameaçado,
é errado Israel ter aquele, vocês devem ter lido a respeito, aquele sistema super sofisticado que chama domo de ferro que protege Israel dos mísseis, quando lançam mísseis contra Israel eles têm um sistema anti-mísseis que derruba os mísseis.
É errado fazer isso? Não, não é errado, é errado confiar somente nisso, então isso também foi um aspecto que Isaías precisou aprender a fazer isso mas também confiar em Deus.
Então agora vamos só, nós vamos falar sobre o quarto ponto um pouquinho, nós vamos introduzir o quarto ponto hoje mas vamos para segundo crônicas 32 que é o relato paralelo e eu só queria lembrar também
de como essa invasão da Síria foi permitida por Deus, foi permitida por Deus, segundo crônicas 32,1 fala "depois de tudo que Ezequias havia feito com tanta fidelidade", então essa frase, essa introdução é muito significativa,
"depois de tudo que Ezequias havia feito com tanta fidelidade veio-se Naquiribe rei da Síria e invadiu Judá, acampou-se contra as cidades fortes com a intenção de se apoderar delas".
Então muitas vezes nos relatos bíblicos você encontra o contrário, ah, porque Israel, o Judá, o povo de Deus estava se afastando de Deus, estava sendo infiel, então Deus permitiu no livro de Juízes quantas vezes eles eram, passavam aqueles ciclos,
eles eram infieis e quando eram infieis Deus permitia que os Midianitas, os Filisteus, os Amunitas invadissem ou dominassem, mas aqui não, então aqui lembra o que eu falei, tem dois aspectos, de fato Deus já tinha prevenido, já tinha falado através de Isaías que a Síria era a vara da ira de Deus, que Deus usou contra as dez tribos mas usou também contra Judá.
Então tem um elemento não do tempo de Ezequias ou do rei Ezequias, mas tem um elemento de disciplina de Deus, mas Ezequias foi um homem fiel e mesmo assim houve invasão porque Deus queria ensinar algo importante.
Aí nos versículos eu segui, eu não vou reler, mas ele fala sobre todas essas defesas, essas obras que Ezequias fez, mas eu queria que vocês só quero ler com vocês aqui no versículo 6, 32 e 6.
Ele pôs oficiais de guerra sobre o povo, ajuntou-os a si na praça da porta da cidade e disse-lhes ao coração. Gente, tem um pequeno discurso aqui do rei Ezequias, mas antes de ler eu só queria dizer, isso aqui não é só uma coisa espiritual, mas principalmente, eu queria que vocês vissem como Ezequias fez um monte de coisas.
Ele reforçou a segurança, construiu uma outra muralha, fez armas de guerra, fez essa canalização da água, ele fez todas essas coisas, mas o principal, a coisa principal que ele fez foi falar ao coração do povo.
Isso a gente vê em vários... Gideão teve que fazer isso, ele falou, juntou um exército de 32 mil soldados e a primeira coisa que Deus falou assim, tem muita gente aí, não é que era muita gente, o exército era muito maior do que eles.
Mas por que tinha muita gente? Porque Deus trabalha melhor com poucas pessoas, corajosos, do que com muita gente com mistura, com medo. Então a primeira coisa que Deus falou com Gideão foi assim, fale com todos os soldados, quem tiver medo volte pra casa.
Então a primeira coisa assim, aí já foram, acho que 22 mil soldados já foram direto, depois teve outro teste. Mas a questão é, a primeira coisa, e isso acontece em jogos, porque que às vezes o técnico, às vezes nem é o técnico, às vezes eles chamam um psicólogo, sei lá, o time vem perdendo, vem perdendo, eles chamam alguém pra levantar a moral, pra pegar a coragem.
Então muitas vezes quando no esporte um time ou um exército ou mesmo assim quando um líder é muito bom, um presidente, alguém assim que ele faz um discurso e ele consegue, isso é uma das coisas mais importantes no líder.
Tem aquelas coisas famosas de Churchill na Segunda Guerra, que ele chegou quando a Alemanha estava quase tomando a Inglaterra e ele fez um discurso, não assim, a vitória vai ser fácil, não, eu não tenho nada pra prometer pra vocês a não ser sangue e luta, mas ele falou assim, nós vamos lutar até o último homem, ele levantou a coragem do povo, ele fez com que o povo se sentisse inspirado.
E isso é uma coisa assim, eu tô dizendo assim, que isso funciona, vamos dizer assim, até onde não é a igreja, povo de Deus, mas muito mais aqui, porque não é uma coisa assim de autoconfiança.
Nós temos isso muito assim, auto-ajuda, autoconfiança, você vai num psicólogo, ele vai falar assim, você tem que acreditar em você, você tem que ser mais forte e tal, isso tem um efeito.
Mas gente, nós não precisamos acreditar em nós, o problema não é nós, nós temos em quem confiar, que é Deus.
Então olha só o que ele falou aqui, versículo 7, segundo Crônicas 32,7.
Ele disse, esforçai-vos e tende bom ânimo, não tem mais. Gente, como não tem mais? Tem um exército, gente, eles estão numa situação, eu tenho falado várias vezes esses relatos históricos, às vezes é difícil você identificar exatamente o ponto em que ele tá dizendo isso.
Assim, o ponto na cronologia, mas a ideia é que o rei da Síria já tomou 40 e tanta cidades de Judá e tá vindo contra Jerusalém.
Jerusalém é uma cidade mais fortificada, mais difícil, mas o cara é muito forte, a Síria tem um exército enorme e ele já venceu nossos irmãos, ele já levou as 10 tribos,
ele já conquistou 40 e tantas cidades de Judá, agora tá vindo contra nós. O caso tá perdido.
E esse aqui fala assim, não tem mais. Como assim não tem mais? Vocês não precisa ter medo. Como assim não precisa ter medo?
Então esse foi o discurso. Esforçai-vos, porque esforçai? Sim, não deixe o desânimo, não deixe a derrota tomar conta.
Esforçai-vos, tende bom ânimo, não tem mais nem os espanteis por causa do rei da Síria, nem por causa de toda a multidão que está com ele,
pois conosco há um maior do que o que está com ele. Então essa é a razão. Conosco está um que é maior do que ele.
Primeiro João 5, maior aquele que está em voz do que aquele que está no mundo. Então não é autoconfiança, não é assim eu posso confiar porque eu sou forte.
Eu posso vencer essa batalha porque eu já venci outras e eu sou forte, eu sou capaz, mas eu posso confiar. Então essa é a lição, confiança.
A vida cristã é uma aprendizagem de confiança. Deus pode fazer coisas tremendas, Deus pode mudar a história, Deus pode invadir o mundo,
Deus vai trazer o reino de Deus, Ele vai governar sobre o mundo inteiro, mas Ele vai fazer algo na igreja através de desenvolver uma relação de confiança.
E a gente precisa confiar na hora escura, na hora que está tudo bem é fácil confiar, mas a gente precisa confiar na hora que tudo vai mal.
Ele diz não temas porque maior é aquele que está convosco do que aquele que está com ele. Versículo 8, com ele está o braço da carne.
Sim, nós estamos reconhecendo. Carne por carne, braço por braço, o dele é mais forte. Com ele está o braço de carne.
Então assim, eu não estou dizendo, gente, nós somos mais fortes, nós somos capazes, nós somos fortes mesmo.
Não, com ele está o braço de carne, mas conosco o Senhor nosso Deus para nos ajudar e para guerrear as nossas guerras.
E o povo cobrou ânimo com as palavras de Ezequias, rei de Judá.
Bom, mais na frente, não é hoje, mas mais na frente, você já conhece a história, mas assim, só para lembrar o contexto aqui,
por exemplo, em Crônicas, na sequência, versículo 9, mais tarde, isso não foi no mesmo dia.
Ezequias fez esse discurso, fez os preparativos, mas mais tarde, quer dizer, algum tempo depois, versículo 9,
quando Sennacherib, rei da Síria e todas suas forças estavam sitiando Laquiz, é outra cidade de Judá,
enviou seus oficiais a Jerusalém com essa mensagem.
Então, antes da guerra, porque depois Sennacherib veio com todo o seu exército, mas eu queria que vocês vissem que a guerra inicial,
tanto Ezequias reconhece isso, porque ele faz um discurso para que o povo aprenda a confiar em Deus.
Antes da guerra, é uma guerra interior. E o rei da Síria também entendeu isso.
Antes de ele colocar as armas contra Judá, ele tentou fazer uma guerra psicológica, ele tentou fazer uma guerra de inspirar medo nos judeus,
porque aí o trabalho dele seria fácil. Não vamos entrar nisso agora porque é um pouquinho mais na frente.
Versículo 10, só veja como que começou. Antes de ele chegar com o exército, ele mandou uma mensagem, e eu só quero que vocês vejam o início da mensagem.
"Assim disse Sennacherib, rei da Síria, em que confiais vós, que vos deixais sitiar em Jerusalém?"
Vocês entenderam a frase? Por que vocês estão se refugiando dentro das muralhas? Vocês não precisam ficar no sítio, é só se render.
Vocês estão confiando em quê? Por que vocês estão resistindo?
E aí ele vai fazer todo um discurso para dizer assim, eu já venci tal reino, eu já tomei tal lugar, eu já venci, e vocês acham que vocês são mais fortes?
Vocês não são, vocês são de nada. Na verdade vocês são mais fracos do que os outros governos que já conquistei.
Então vocês estão confiando em quem? Então a guerra antes das armas é uma guerra de força mental.
Agora assim, não é uma coisa mental como a gente pensa assim, como eu falei, não é auto-ajuda, mas é uma guerra interior, você vai confiar em quem.
Então eu queria que vocês vissem esse lado para a gente entender exatamente o que está acontecendo.
Bom, então voltando lá para nossa lista, nós temos, então eu coloquei quatro coisas, mas na verdade a gente pode desdobrar essa última.
Porque lá naquela lista que eu passei para vocês, o quarto item era "Amizade com Babilônia".
Mas se você está notando agora ou se você tem aquela lista, antes da amizade com a Babilônia, Ezequias teve um outro desafio que foi com enfermidade.
Então na verdade o quarto item na lista, primeiro o Egito, depois aplacando a Síria, depois fortalecendo a segurança, mas não confiando que essa segurança é o que vai salvar.
E a quarta coisa é a enfermidade, e a quinta que é a amizade com Babilônia, ok?
Então, volto agora para o segundo reis, só que agora é o capítulo 20, só para a gente, só quero situar essa questão da enfermidade.
Então, segundo o reis, capítulo 20, versículo 1, "Naqueles dias Ezequias adoeceu e estava perto da morte.
E o profeta Isaías, filho de Amós, veio ter com ele e ele disse, 'Assim diz o Senhor, põe a tua casa em ordem, porque morrerás e não viverás."
Dura essa palavra, né? Eu falei numa das primeiras aulas, não as primeiras aulas sobre Ezequias, mas quando a gente começou essa outra etapa,
eu também fiz uma lista lá, assim, da sequência de coisas na vida de Ezequias, e só quero comentar mais uma vez.
Nos três relatos que nós temos na Bíblia, segundo o reis, segundo Crônicas e Isaías, nos três relatos, eles colocam, o relato bíblico coloca a doença de Ezequias,
assim, relata depois da invasão da Síria. Eu mesmo sempre pensei que essa doença foi algo que tinha acontecido depois da grande invasão,
porque vai ter um grande livramento, o anjo do Senhor sai e mata o exército inteiro da Síria, então foi um dos grandes livramentos na Bíblia.
E isso acabou de ser relatado aqui no capítulo 19, segundo o reis 19. Então tem toda a história que nós vamos estudar ainda sobre a invasão da Síria e como Deus realmente livrou.
Ezequias aprendeu a confiar em Deus e na hora da luta, acho que foi importante ele ter as muralhas, foi importante ele ter cortado a água, mas não foi isso que livrou Jerusalém.
Só que aqui então, no capítulo 20, vai falar sobre a doença. E eu andei estudando, sempre dou uma lida em vários pesquisadores, vários comentaristas e tudo.
E a grande maioria, por causa de vários fatores, eles têm feito pesquisa, é lógico que o que vale sempre é a autoridade da palavra de Deus, mas a Bíblia não fala que a doença dele foi depois da invasão, só relata depois.
Mas por que eles acham? Eu não vou entrar, não vou alcançar vocês com muitos detalhes técnicos e também assim, essas coisas históricas ninguém tem certeza absoluta, porque não tem provas, mas tem indícios.
Mas só pela Bíblia, só quero mostrar para vocês aqui, porque que parece realmente, tem bastante sentido essa doença ter acontecido antes ou praticamente simultaneamente.
Primeiro eu falo assim, naqueles dias, ele não fala assim, depois da invasão da Síria, não fala. Eu falo assim, naqueles dias, é assim, naquele tempo. Naquele tempo Isaías Adoeceu e quase morreu.
Ok? Lá na frente, aqui um pouquinho na frente, quando, o que acontece aqui, nós vamos depois estudar detalhe por detalhe, mas eu só queria assim, primeiro fazer essa contextualização e mostrar que de certa, pelo que eu entendo,
essa doença também foi uma situação em que Deus estava ensinando o Ezequias a confiar. Agora se aconteceu antes ou depois da invasão, no fim das contas não vai fazer muita diferença para nós.
Mas é interessante para mim, porque entender que a invasão da Síria foi o grande desafio final e que essa é uma das coisas que Deus estava ensinando Ezequias a confiar.
Isso me anima, porque eu posso dizer gente, eu não confio como eles confiavam, eu não tenho esse nível de confiança, mas eu me animo a entender que Deus estava ensinando confiança para Ezequias.
Então se ele ensinou para Ezequias, eu acho que ele pode ensinar para você e para mim. Amém? Então assim, são citos, essa é uma das coisas animadoras, é que ele vai ensinando. Claro que a gente precisa querer ser ensinado.
Você pode chutar o balde e não querer ser ensinado. Você pode falar assim "não, eu não quero mais". Isso nós podemos fazer, mas se você aceitar, você pode ser ensinado.
E outra coisa animadora é que quando você olha para a situação real que é relatado aqui, Ezequias não era um cara que já ia confiando, porque ele ficou desesperado.
Isso também me dá esperança, que ele aprendeu a confiança, mas o negócio para ele também foi duro. Então quando Isaías chegou, o grande profeta de Deus, em vez de chegar e falar assim "Ezequias, confie em Deus que você vai sarar".
O profeta veio assim "Você está doente? Você vai morrer". Como que você gostaria de receber a visita de um homem ou mulher de Deus? Olha, eu recebi uma revelação de Deus, você vai morrer.
E aí, Ezequias, versículo 2, virou o rosto para a parede e clamou "Ah, Senhor". Ele não falou assim "tá bom, então vou morrer". Não, ele clamou a Deus para que ele não morresse.
Ele termina chorando e Isaías não tinha nem saído, versículo 4, Isaías não tinha nem saído do meio do pátio e veio a ele a palavra do Senhor. "Volta e diz a Ezequias, príncipe do meu povo. Assim diz o Senhor Deus de teu pai Davi".
Que foi rápido, né? A gente ora e às vezes demora uma semana, um mês, um ano, né? Mas essa oração foi rápida. O profeta veio, falou, ele estava indo embora, não tinha nem saído do recinto, do palácio do rei, quando a palavra de Deus veio fazer em volta e diz a Ezequias.
Por isso que ser profeta é duro, né? Que Deus manda assim "fala que você vai morrer". Aí, daqui a pouco, eu falei assim "fala que você não vai morrer mais". Eu falei assim "oh, Deus, o que é? Vai morrer ou não vai morrer?"
Ele tem que falar e depois ele tem que desfalar o que ele já falou. "Então, volta e diz a Ezequias, ouvi a tua oração, vi as tuas lágrimas, eu te curarei.
Ao terceiro dia subirás à casa do Senhor. Acrescentarei aos teus dias quinze anos". Agora, esse versículo 6 é outra chave que pra mim acho que confirma a ideia de que a doença veio antes, ou estava no meio do processo, porque ele fala "e das mãos do rei da Síria livrarei a ti e a esta cidade".
Então, percebe? Se isso tivesse acontecido depois da invasão, depois da vitória, depois do livramento, ele não ia falar assim "eu vou livrar essa cidade". Não, ele falou "vou livrar essa cidade", porque ainda estava sendo cercada pelo inimigo.
Então, isso é também uma outra coisa que confere, só rapidinho pra vocês terem uma ideia do porquê que a gente está colocando a doença como antes.
Ezequias, eu só vou explicar isso rapidamente, você pode depois pegar os textos, mas Ezequias governou, reinou, vinte e nove anos. O rei da Síria, voltando pro capítulo 18, versículo 13,
o rei da Síria, ele subiu contra Judá no décimo quarto ano do rei Ezequias. Quando Ezequias ficou doente, primeiro Isaías falou "você vai morrer", Ezequias chorou, clamou a Deus,
e aí Deus falou assim "volte lá e fale pra ele que eu vou dar quanto tempo?". Quinze anos. Ou seja, ele ficou doente nesse mesmo ano, concordam?
14 com 15, dá 29. Então, é o mesmo ano. Todas essas questões ajudam a gente. A cronologia, a sequência exata é um pouco complicada, mas dá pra gente entender.
Então, dá pra gente situar que realmente essa enfermidade veio na mesma época. Então, eu vou só falar com vocês um pouquinho sobre a confiança na vida de Jesus,
só nos minutos finais da aula agora. Depois, na próxima aula, a gente vai retomar aqui com a doença. Mas a doença foi o quarto desafio de Ezequias.
Ele enfrentou uma sentença de morte. Ele estava doente, a ponto de morrer. Eles falam que ninguém sabe exatamente qual era a doença, mas parece que era alguma coisa na pele
e depois Isaías manda colocar no... onde que é isso? Versículo 7. Segundo Reis 20, versículo 7, Isaías falou assim "tomai uma pasta de figos, tomaram e a puseram sobre o tumor e o rei ficou curado".
Então, era algum tumor, não tumor interno, era uma coisa que podia colocar essa pasta de figos, então era uma coisa visível, uma coisa na pele.
Então, ele ficou muito enfermo, enfrentando a morte e ele confiou, assim, como que ele confiou em Deus? Ele recebeu uma sentença de morte e falou assim "ah, não estou nem aí, eu confio em Deus, eu sei como é que é".
Não era uma coisa assim simples, o confiar em Deus é você realmente recorrer a Deus e buscar a Deus e muitas vezes não sentindo a facilidade, você não está tranquilo.
Ok, então para a gente entender isso, tem muitas passagens, muitas coisas que a gente podia falar, mas eu só queria mostrar na vida de Jesus porque se alguém mostrou o que é confiança, é Jesus.
E Jesus como homem, e eu queria só também mostrar um pouquinho como que funciona, assim, como que funciona não, como que você vê, como que se evidencia a confiança na vida de Jesus, ok?
Eu vou citar alguns textos, eu não vou poder ler todos, mas em Mateus 27, quando Jesus estava na cruz, Mateus 27, 43, mas depois eu vou pegar o Salmo 22 para a gente ler.
Mas em Mateus 27, 43, os sacerdotes, os judeus estão vendo Jesus na cruz e estão zombando dele.
E uma das frases que eles falam assim "ah, ele salvou os outros, ele não consegue se salvar".
E se ele é mesmo filho de Deus, que ele desça da cruz, tem toda aquela zombaria que eles estavam fazendo dele.
Mas uma coisa assim que eu lembrei dessa frase, que eles falaram assim "ele confiou em Deus, ele disse que é filho de Deus e confiou em Deus".
E agora vamos ver como é que ele vai, o que vai acontecer, porque ele confiou.
Então vamos ler no Salmo 22. É interessante que nós temos descrições muito detalhadas da crucificação de Jesus, mas tem algumas no Novo Testamento.
Todos os quatro evangelhos, eles dedicam bastante espaço, eles não falavam assim "Jesus foi pregado numa cruz e morreu e sepultaram", não, assim, tem muitos detalhes sobre a crucificação de Jesus.
Mas nós encontramos algumas das melhores descrições do sofrimento de Jesus no Velho Testamento, interessante isso.
Isaías 53 fala de como Jesus era desprezado, assim, muito mais assim, uma descrição muito mais real, sei lá, vívida do que muitas coisas que a gente tem no Novo Testamento.
E no Salmo 22, que é um Salmo de Davi, esse Salmo descreve muita coisa sobre o sofrimento de Jesus, então desde, talvez eu pule algumas partes assim, mas o primeiro versículo é a profecia do que Jesus falou na cruz.
"Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" Gente, para aí, espera um pouquinho. Jesus confiou em Deus, não confiou?
Não só os sacerdotes estavam criticando, assim, falando "ah, ele confiou em Deus", ele confiou mesmo. Jesus sabia que iria ser pregado na cruz, Jesus falou no Jardim dos Gethsemanes, você tem todos os momentos de Jesus em que Jesus estava dizendo "eu estou entregando a minha vida voluntariamente e eu vou retomar", ele nunca falava assim
"seja feita a vontade de Deus, talvez eu morra e nunca volte mais", Jesus não falava assim. Para você dizer assim que Jesus estava confiando em Deus, não é só a resignação, o confiar em Deus é dizer "eu vim para dar a minha vida, mas se esse meu sacrifício vai ter algum valor, eu tenho que ressuscitar", não é só dar a vida.
Então Jesus sempre falava com os discípulos, os discípulos que não conseguiam chegar ao terceiro, ao ponto final, "Jesus vai morrer, mas vai ressuscitar?"
Não, eles paravam na morte, como assim Jesus vai morrer? Eles não conseguiam entender, mas Jesus sempre falava "o filho do homem vai ser entregue, ele vai sofrer, ele vai ser morto, mas ele vai ressuscitar no terceiro dia".
Então Jesus confiava que ele seria ressuscitado, então isso, eu estou dizendo isso, todo mundo sabe isso muito bem, mas eu queria que vocês vissem que a confiança ela existe junto com esse sentimento,
porque Jesus na cruz, antes ele já falava assim "Pai, eu não sei se eu vou suportar, passa esse cálice de mim", mas na cruz ele, lá no Mateus do Celeiro, todos os evangelhos eles falam "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?"
Então a confiança ela existe mesmo lado a lado com esse sentimento de abandono, e todo esse capítulo, quase todo esse capítulo, esse Salmo, vai descrever os horrores que Jesus passou.
Gente, David sofreu algumas coisas, mas David não sofreu tudo que ele falou aqui, David estava passando por situações, ele estava sendo perseguido, ele passou por situações, mas ele descreve coisas aqui nesse Salmo que não foi David que passou por isso.
Então "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que estás tão longe de me salvar, tão longe das palavras do meu gemido? Deus meu, eu clamo de dia, mas tu não me ouves, de noite não tenho sossego".
Aí versículo 7 "Todos os que me veem zombam de mim", então isso que está descrevendo exatamente essa cena na cruz, "Todos os que me veem zombam de mim, estendem os lábios, meneiam a cabeça, dizendo "Confio no Senhor que o livre".
Olha só, como que David ia saber que na cruz eles iam falar essas palavras?
Ele não só profetizou, ele não só viveu a angústia de Jesus dizendo "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste", mas ele sente, ele prevê, ele vive essa situação de que os outros vão dizer "Confio no Senhor que o livre, livre o pois nele tem prazer".
Versículo 11 "Não te distancies de mim, pois a angústia está perto e não há quem ajude, muitos touros me cercam, fortes touros de bazã me rodeiam, abrem contra mim as bocas como um leão que despedaça e que ruge, como a água me derramei, todos os meus ossos se desconjuntaram, meu coração é como cera".
Olha, esse aqui é um cara que confia. "E o coração é como cera, derreteu-se no meio das minhas entranhas, a minha força secou-se como um caco, a língua se me apega ao paladar, tu me puseste no pó da morte, cães me rodearam, o ajuntamento de malfeitores me cercou,
traspassaram minhas mãos e os pés, posso contar todos os meus ossos, eles veem e me contemplam, repartem entre si as minhas vestes".
Aqui você sabe, tudo isso aqui é profecia. "Traspassaram minhas mãos e os pés, repartiram as minhas vestes, lançaram sorte sobre minha túnica, mas tu, ó Senhor, não te distancies de mim, ó força minha, pressa-te em socorrer-me.
Livra-me a alma da espada e a minha vida do poder do cão, salva-me da boca dos leões, livra-me dos chifres dos bois selvagens, declararei o teu nome aos meus irmãos, louvar-te-ei no meio da congregação".
Então daí no fim ele começa a exultar. Então tem muitas outras passagens, mas eu queria que vocês vissem essa descrição e a gente tem a confirmação no relato dos Evangelhos.
Vamos só rapidinho em Lucas 23. Em Mateus tem esse relato de como eles falaram "ele confia", depois fala que ele clamou "Deus meu, Deus meu".
Em Lucas 23, porque em Mateus Jesus clama e ele até fala em um outro idioma, ele fala "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?"
Porque em Lucas, isso aqui eu acho maravilhoso, porque em Lucas 23,46, fala "Jesus clamou com grande voz, Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito".
Então a confiança tem esses dois lados. Por um lado ele está se sentindo abandonado por Deus, porque a confiança em Deus é provada justamente no momento de trevas, no momento de escuridão.
No momento em que tudo isso que descreveu no Salmo 22, Jesus com certeza sentiu fortemente, ele sentiu a ira dos soldados, dos sacerdotes, o escárnio, ele sentiu também o poder das trevas,
porque nesse momento Satanás e os demônios estavam zombando Jesus também, Jesus com certeza ele via, aqui em Salmo fala de touros, de cães, mas eram demônios que estavam em volta dele.
Mas ele depois fala "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito, havendo dito isso, expirou". As pessoas às vezes tem um parênteses assim, mas faz parte do que ele está vivendo aqui,
porque de alguma maneira, claro que não está no nosso poder, eu não acho que nem estava no poder de Jesus, simplesmente assim "vou morrer agora", Jesus não estava dizendo assim "Chega de sofrimento, vou morrer".
Mas ele se soltou, porque esse aqui fala assim "Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito". Então ele se entregou, ele entregou o espírito a Deus.
Então eu acho isso muito interessante, porque que maior confiança pode existir do que você entregar sua vida?
A morte é a coisa mais assustadora, é a coisa assim que você, por mais que você fale "eu creio na Bíblia, eu creio que quando eu fechar meus olhos aqui eu vou abrir meus olhos lá, eu vou estar na presença de Deus".
Gente, a morte é uma coisa, para nós, é assustadora. E Jesus estava levando sobre si todo o pecado de toda a humanidade.
Então ele estava, por que ele se sentia distante de Deus? Nós podemos sentir o ataque do inimigo, mas Jesus estava sentindo isso porque ele estava levando o pecado.
Então nós não precisamos, a hora da morte não precisa ser uma hora de ataques, de trevas. Jesus passou por isso em nosso lugar.
Então a gente não precisa passar, a gente não precisa encarar o inferno na hora da morte. A gente pode realmente encarar a presença de Deus.
Mas a morte em si é, ela é assustadora. E só em João, capítulo 19 também, assim no final do Evangelho de João, João 19.
João fala várias, assim, os outros evangelhos confirmam isso também, mas João é muito forte quando, por exemplo, no capítulo 13 do Evangelho de João,
antes da última ceia, João fala Jesus sabendo que ele ia deixar o mundo e estar com o Pai.
A gente pensa, claro, Jesus é o filho de Deus, ele ia voltar para o Pai. Mas lembrem-se, Jesus é homem, ele está vivendo inteiramente como homem.
Então essa confiança em Deus tem esses momentos que ele vai clamar, Deus meu, Deus meu, por que que me desamparaste?
Ele vai sentir todos esses horrores, ele vai sentir a angústia, ele vai pedir a Deus para passar o cálice, mas ele tem esse senso e é isso que é confiança.
Então, aqui, 19 e 28, mais tarde sabendo Jesus que tudo estava consumado e para que a Escritura se cumprisse disse "tenho sede".
Versículo 30, quando Jesus recebeu o vinagre disse "está consumado" e inclinando a cabeça entregou o Espírito.
Então é muito bonito a gente ver essa confiança total de Jesus, o nosso modelo, e através dele que a gente pode também aprender a ter confiança.
Então é muito central essa lição de Ezequias para aprender a confiar, não é uma lição secundária, não é uma das muitas coisas que a gente aprende na vida cristã, a confiança é realmente algo central.
Então na semana que vem a gente volta a falar mais sobre essa situação de Ezequias na enfermidade, mas queria colocar esse contexto e entender que todas essas situações que Ezequias estava vivendo,
ele estava vivendo na verdade para ser preparado para enfrentar o grande desafio, não sei se isso está ficando claro para vocês, mas ele viveu uma série de situações,
Deus estava ensinando a confiança porque em algum momento que a gente sabe na história que ele ia enfrentar todo esse grande exército da Síria cercando as cidades de Jerusalém e nesse momento de desafio final Ezequias precisava ter aprendido a lição de confiança.
E eu fico pensando, Jesus passou por isso, ele viveu várias situações também na vida dele como homem, mas ele chegou, ele sabia que o desafio, a missão, o ponto central da vida de Jesus era ele confiar em Deus na hora da morte e fazer o que Deus tinha enviado para fazer.
E muitas pessoas têm confirmado a igreja, o corpo de Cristo como coletivo também está sendo preparado para um desafio final.
Porque antes da volta de Jesus e até para que Jesus possa voltar, a igreja também vai viver uma situação de grande desafio em que nós precisamos ter uma grande confiança.
Senhor, nós confiamos que o Senhor é capaz de nos ensinar a confiar, ó Deus, sabemos que não temos essa confiança, não sabemos como enfrentar, sabemos que não somos capazes de confiar na hora H, mas confiamos que o Senhor está trabalhando conosco.
O Senhor tem usado pessoas simples como nós na China, na Coreia do Norte e em muitos outros lugares, países muçulmanos, tantos lugares onde as pessoas têm mantido a sua confiança em ti mesmo na hora de grandes perigos e grandes desafios e mesmo em face da morte.
Então, Senhor, nós pedimos, nós queremos, apesar de todas as coisas que nos levam a confiar em outros recursos, em outras fontes, Senhor, ensina-nos a confiar em ti, ensina-nos, prepara-nos, Senhor, porque nós queremos que o Senhor volte e queremos, ó Deus, que o Senhor seja glorificado na tua igreja nessa hora final.
Em nome de Jesus, te pedimos. Amém.
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