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Vício: Doença ou Pecado?

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O pecado freqüentemente se disfarça como doença. A Bíblia nos fala em Romanos 1 que quando uma pessoa se entrega a um ídolo ao invés de tentar encontrar sua cura, nutrição e plenitude em Deus, o Senhor a entrega ao poder daquele ídolo, e ela passa a ser enganada. É assim que o “pecado” assume as características do que os psicólogos modernos chamam de ‘Vício” ou “doença”.

O problema com estes termos modernos é que implicam inocência por parte do viciado. Mas esse não é o caso. Embora uma pessoa possa ser dominada pelo poder daquilo a que se rendeu, ela mesma ainda possui total responsabilidade por sua rendição.

A profunda ira, falta de confiança e rebelião contra Deus, que alimentam nossa natureza caída, nos persuadem a usar as provações, traumas e negligências da vida para justificar nossa decisão de buscar consolo em criaturas em lugar de buscá-lo em Deus. Deus então nos entrega ao poder do ídolo que escolhemos, e nos vemos subjugados ao poder demoníaco que está por trás dele. Assim, o pecado assume a característica fora de controle do “vício” ou “doença”, e de repente estamos fazendo coisas obsessivamente, compulsivamente, sem limites e perigosamente – coisas que nem mesmo gostaríamos de estar fazendo.

Decisões erradas, ações pecaminosas, ou negligência por parte de outrem podem contribuir para nossa queda, mas normalmente não tanto quanto nossas próprias respostas egoístas às circunstâncias e pessoas. O coração do problema está em nossas exigências egoístas de ter nossas necessidades satisfeitas pouco importando as necessidades dos que estão ao nosso redor. As pessoas ou eventos em nossas vidas que nos causam dor simplesmente se tornam nossas desculpas.

Isto não quer dizer que Deus não leva em conta os traumas e tragédias de nossas vidas ao julgar nossas ações. Mas se não reconhecermos a nossa responsabilidade final, e não houver um verdadeiro arrependimento, não pode haver nenhuma libertação de escravidão – só o espectro de uma vida gasta na tentativa de manter sobriedade através da nossa limitada força e razão.

Apesar dos benefícios de compreender como nossos traumas nos induziram em uma direção ou outra, temos de nos lembrar que pecamos porque temos corações caídos. Nossas histórias pessoais nunca deveriam ser colocadas como bodes expiatórios no lugar das nossas escolhas voluntárias.
Somos escravos das coisas que amamos mais do que a Deus. Somos viciados em nossos ídolos – aquelas coisas que escolhemos para suavizar nossa dor. Embora possamos estar fora de controle agora, somos responsáveis por termos chegado a este estado.

A resposta final é encontrada em confessar nossa culpa, render-nos a Cristo como canais da sua vida íntegra, e caminhar pelo poder do seu Espírito (veja Gl 2.20). Na medida em que nossas terapias de 12 passos e modelos psicológicos fazem com que nos esqueçamos disso, por mais bem-sucedidos que sejam em nos impedir de agir errado, na verdade estão nos prejudicando ao invés de ajudar. Se deixamos de colocar Deus em primeiro lugar, e de depender da sua libertação e transformação, certamente viveremos em escravidão aos programas de manutenção em lugar de sermos verdadeiramente transformados.

Precisamos nos voltar a Deus em primeiro lugar ao invés de nos voltarmos aos homens. Precisamos abandonar o rótulo de “vítima” e nos arrepender diante de Deus pelas escolhas que fizemos que terminaram em ‘Vícios” ou “doenças”. Esta é a única coisa que nos libertará.

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