Aula

Aula 100 – Gênesis – Os sofrimentos da última etapa da vida de Jacó

Prefere ouvir? Esta aula também está disponível em áudio.

O capítulo 35 de Gênesis completa uma etapa na vida de Jacó. Ele voltou para a terra que Deus prometeu a Abraão e Isaque, e teve um encontro com Deus em Betel, no mesmo lugar em que Deus primeiro apareceu para ele e lhe deu a mesma promessa que dera a seu pai e seu avô. Foi uma espécie de selo de aprovação e confirmação de que a promessa estava garantida. Contudo, a vida não seria muito fácil para Jacó a partir desse momento. Os maiores sofrimentos de sua vida ainda estavam por vir.

Clique aqui para o download do esboço da aula.

Leitura recomendada:

Apostila: O Altar na Bíblia
Livro: Nove Divisões da Bíblia

12/04/25 – Gênesis 35 – MP3 – Baixar


FIQUE POR DENTRO DE TUDO QUE ESTÁ ACONTECENDO ATRAVÉS DAS NOSSAS PLATAFORMAS DIGITAIS:

  1. Se inscreva em nosso canal do Youtube: CLIQUE AQUI
  2. Siga nosso Instagram: CLIQUE AQUI
  3. Curta nossa página no facebook: CLIQUE AQUI
  4. Siga-nos no Twitter: CLIQUE AQUI
  5. Acesse nosso loja: CLIQUE AQUI
  6. Nosso E-mail: [email protected]
  7. Spotify: CLIQUE AQUI
Transcrição · gerada automaticamente

Estamos em Gênesis 35. Já vimos uma parte desse capítulo. Jacó voltou para Betel. Vimos a importância desse retorno de Jacó.
Não exatamente do ponto onde ele partiu, porque quando ele saiu da casa dos pais, onde eles moravam, fugindo de Isaú, eles estavam em outra cidade.
Mas quando ele passou por Betel, ele teve aquele encontro com Deus. E agora, muitos anos depois, em torno de 30 anos depois, ele volta para Betel.
Então, vimos esse retorno que Deus falou com ele. Mas esse capítulo 35, de Gênesis, é um capítulo que encerra.
Como se fosse um capítulo, os capítulos que nós temos foram colocados muito depois, mas o Livro de Gênesis é dividido em capítulos grandes e pequenos,
que sempre começam com a expressão "estas são as gerações", ou "essa é a história", ou "esta é a origem", ou "estas são as gerações que vem depois de um indivíduo".
Então, esse capítulo 35 termina uma dessas partes, que começou em Gênesis 25, quando começa a história, a genealogia, mas é a história, as gerações, a história de Isaac.
Então, de Gênesis 25, depois da morte de Abrão, começa a história de Isaac, mas inclui, a maior parte desse trecho, dessa sessão, é sobre a vida de Jacó.
E no final desse capítulo 35, encerra, encerra a vida de Isaac, a morte de Isaac, então tem essa finalização desse capítulo original no Livro de Gênesis.
Então, essa parte de encerramento é que nós vamos estudar hoje a parte final de Gênesis 35.
Vamos orar pedir que o Senhor nos ajude a entender o que pode nos ensinar, o que pode nos instruir em relação aos caminhos de Deus.
Senhor, há tanto tempo, o Senhor caminhou com esses homens, Abrão, Isaac, Jacó, e nós ainda estamos aprendendo, estamos querendo aprender,
queremos aprender um pouco daquilo que o Senhor ensinou para eles, que está registrado aqui, e que isso se torna parte também da nossa vida,
que nos ensine como nós podemos lidar com os desafios, com as situações, com as alegrias e com as tristezas da nossa vida.
Pedimos isso em nome de Jesus. Amém.
Então, para retomar aqui nessa história de Jacó, esse retorno dele para Betel, que, como já vimos, não tinha ficado talvez tão explícito
que Deus, quando apareceu para ele em Gênesis 28, que Deus falou, você está saindo, fugindo de Isaú, vai buscar uma esposa, mas você precisa voltar.
Deus deu a ele uma promessa, a promessa inclui muitas coisas, mas a ordem específica para Jacó era, você vai sair da terra,
que eu prometi essa conexão com a promessa de Deus, com o que o propósito de Deus era a terra, e era a linhagem também.
Ser descendente de Abrão, Deus passava a promessa de uma geração a outra, mas ele teria que voltar.
Fica muito forte isso em Gênesis 28, que tudo que Deus pretendia fazer na vida dele só iria acontecer se ele voltasse,
ele ia sair, ficar um tempo fora, mas ele teria que voltar para essa terra que Deus estava prometendo, isso era uma condição.
As promessas de Deus, a gente sempre encontra essas questões de que Deus promete, algumas promessas são incondicionais,
Deus vai cumprir a sua promessa para Abrão, porque Deus jurou, então Jacó, se Jacó não fosse fiel,
a gente nem sabe como analisar essas possibilidades, mas Deus fez uma promessa para Abrão, Deus fez uma promessa para Isaac,
Deus renovou a promessa para cada geração, mas havia condições, e essas condições quando cumpridas,
nós sabemos que o cumprimento da promessa de ser uma grande nação, de possuir de fato a terra, isso não iria acontecer na vida deles.
Eles estavam crendo e esperando uma promessa que viria muito tempo depois, então eles não sabiam, não tinham noção de tempo,
quanto tempo levaria, mas eles entendiam que eles tinham que manter a aliança com Deus, manter a firmeza na promessa,
então eu queria chamar a atenção antes de falar sobre esse final do capítulo 35 que completa esse capítulo maior do livro de Gênesis,
que vai desde Gênesis 25, acho que é versículo 19, até o final do capítulo Gênesis 25, 19, até o final desse capítulo 35.
Esse capítulo que tem essa palavra sempre no livro de Gênesis, essas são as gerações, depende da tradução da Bíblia que você usa,
mas essas são as genealogias, essas são as gerações, essas são as origens, essa é a história, então em Gênesis 25, 19,
começa falando, essas são as gerações de Isaac, então vai falar sobre Isaac e vai falar sobre a descendência de Isaac,
e no caso de Isaac não aconteceu muita coisa na vida dele, a história dele não ocupa muito espaço, mas o foco principal é a vida de Jacó,
mas nesse capítulo 35 vai terminar, não a vida de Jacó, mas vai terminar no último versículo de Gênesis 35, vai terminar falando sobre a morte de Isaac,
então isso encerra essa espécie de capítulo ou sessão do livro de Gênesis, mas antes de falar sobre várias coisas que são colocadas aqui como parte de um registro histórico
dessa parte da vida de Isaac, então eu queria mostrar como esse episódio de Jacó voltar para Betel e Deus confirmou as promessas para ele,
Deus confirmou que o nome dele foi mudado para Israel, Deus confirmou que a descendência dele sairia não só uma nação, mas uma multidão de nações,
Deus confirmou que a terra seria dele, da descendência dele, então toda essa confirmação, Deus já tinha prometido na primeira vez que apareceu para ele no sonho,
mas aqui seria a confirmação e eu queria só lembrar na vida dos três patriarcas como cada um teve esse momento especial de confirmação, de bater realmente o martelo e dizer agora sim,
então só vamos lembrar o que aconteceu na vida de Abraão, Abraão teve todo aquele chamado, saiu da sua terra, peregrinação, foi para o Egito, voltou para a terra, esperou o filho,
tantas coisas, Deus foi mostrando também o que seria aliança com ele, mas quando em Gênesis 22, Gênesis 22, quando Abraão ofereceu Isaac, que Deus pediu para ele levar Isaac e oferecê-lo a Deus,
quando Abraão não precisou realmente fazer o sacrifício do filho, mas ele se dispôs e entregou a Deus, então em Gênesis 22, versículo 12, fala, o anjo fala com ele,
não estendas a tua mão sobre o rapaz, não lhe faças nada, agora sei que temes a Deus, pois não me negaste teu filho, e aí Deus mostra um carneiro para seu sacrifício no lugar dele,
e no versículo 16, Deus fala, por mim mesmo jurei, diz o senhor, por que fizeste isso, e não me negaste o teu filho, teu único filho, que deveras te abençoarei, e ele fala todas as coisas que ele já tinha prometido,
então, essa questão de que uma promessa, ainda que, como eu falei, essa promessa de ser uma grande nação, de possuir de fato aquela terra, de ser uma benção para todas as nações,
aquilo não ia acontecer, nem na vida de Abraão, nem na vida do filho dele, nem na vida do neto, e por muitas gerações, plenamente ainda está aguardando um cumprimento pleno,
então, o que aconteceu nesse momento de uma confirmação final, de um selo, de Deus realmente dizer, pronto, agora não é só algo condicional, algo que vai acontecer se você for fiel, não, isso aqui já fechou, a promessa é garantida,
então, com Abraão, foi quando ele ofereceu Isaac. Agora, Isaac teve uma vida longa, mas ele não teve muitas coisas acontecendo, muitas coisas novas, Isaac simboliza a herança,
Isaac foi o filho que herdou tudo pronto, e ele tinha principalmente uma incumbência, que Deus fala com ele no início de Gênesis 26, no versículo 2, Deus fala com ele que estava com fome,
ele estava buscando pastagens e alimentos, e a tentação era ir para o Egito, porque lá tinha, e Deus falou com ele, não desça ao Egito, habita na terra que eu te disser,
então, a incumbência que Deus deu para Isaac foi que ele permanecesse na terra, e aí passa-se algum tempo, ele ficou na terra dos Filisteus, lá com Abemilec,
mas quando ele sai, houve desentendimentos com os pastores do pessoal lá, mas quando ele volta daquela terra de Gerard, daquela terra dos Filisteus, ele volta para a terra,
ele realmente não saiu, porque Gerard fazia parte, Deus falou com ele que podia ficar ali, mas quando ele volta de fato para Berséba, em Gênesis 26, versículo 24,
ele fala "eu sou o Deus de Abrão teu pai, não temas, abençoar-te-ei, multiplicarei a tua descendência", ele confirma a promessa que já tinha dado, então, com Isaac, a incumbência foi de permanecer na terra,
e foi nesse momento depois de um tempo permanecendo, ele permaneceu ali até o fim, mas teve um momento em que Deus selou, em que Deus confirmou a promessa para ele,
e com Jacó aconteceu, como nós já vimos aqui, em Gênesis 35, Jacó volta depois de ficar bastante tempo, que ele saiu de Labão, ficou ali, perto de Siquem, e aconteceram todas aquelas coisas lá,
que já vimos, aquela tragédia em Gênesis 34, então finalmente ele não só volta para a terra, mas ele volta para Betel, e isso era muito importante, porque foi ali que Deus falou assim "bom, você saiu, eu te abençoei, você tem família, tem filhos, tem rebanhos,
você voltou não só para uma região da terra, mas você voltou aqui para Betel, para o lugar onde eu apareci para você", então, toda essa palavra que já estudamos, quando Deus fala em Gênesis 35,
a partir do versículo 10, "teu nome é Jacó, mas não vai ser mais, vai ser Israel, e você vai frutificar, se multiplicar, e uma nação, uma multidão de nações sairão de ti, e te darei a terra que prometi a Abrão",
então Deus confirma para ele, porque ele voltou, era a condição, era a incumbência que Deus deu para Jacó, quando ele saiu da terra, Deus falou assim "eu vou te acompanhar, vou te abençoar, vou te proteger, mas você precisa voltar",
então, essa confirmação, esse retorno, e nós já falamos sobre isso nas aulas anteriores, mas é muito significativo que às vezes, na nossa vida, pode ser numa vida individual, mas pode ser também a igreja como todo, como uma coletividade,
às vezes nós passamos muito tempo rodeando, vagando, indo em direções erradas, perdendo o foco, perdendo o propósito, e quando a gente volta, esse retorno para Betel representa assim "não, agora estou no lugar onde Deus encontrou comigo,
e estou confirmando aquilo que Deus me prometeu", então, tudo isso é muito significativo na vida de Jacó.
Então, agora nós estamos, Gênesis 35, versículo, depois que Deus falou, Deus estava tão presente nesse encontro com Jacó, não fala se Jacó viu alguma coisa da outra vez, ele teve um sonho, ele viu escada, viu anjos, e ele viu Deus em cima da escada falando com ele,
aqui não fala exatamente como ele viu, mas foi tão, fala assim que, no versículo 9, fala que Deus lhe apareceu, então não foi só uma palavra que ele ouviu, ele realmente viu, ele teve uma experiência com Deus de ver como que ele viu, como que era aparência,
nós não sabemos, mas Deus apareceu para ele, Deus falou com ele, e no final da conversa, no final do que Deus queria falar com ele, no versículo 13, fala "Então, Deus se retirou", então, ele viu o momento específico em que Deus sumiu,
Deus se retirou, Deus subiu de estar ali presente com ele e se ausentou, então, Deus se retirou dele e do lugar onde lhe falara.
E aqui, uma coisa interessante sobre a vida de Jacó, é porque Abraão, o avô dele, e mesmo Isaac, eles fizeram altares, sempre, cada lugar que eles iam, era como se marcasse aquele lugar para Deus, era como se reconhecer Deus como, não só como centro da adoração, minha aliança com Deus,
mas era também marcar aquele local, aquela área como pertencendo a Deus, aqui é um altar, como na época das colonizações, os países iam para o lugar, como Portugal veio para o Brasil, e eles colocavam bandeira, colocavam uma marca,
assim, nós viemos aqui e essa terra pertence a Portugal porque nós estivemos aqui, então o altar era aquele tipo de encontro com Deus e que representava realmente uma marca específica.
Mas Jacó também edificou altares, ele edificou em Siquém e aqui também, Deus até falou com ele, antes de ele chegar, antes de ele ir para Betel, Deus falou com ele, vá para Betel e faça um altar, Deus deu a instrução para ele fazer o altar.
Mas Jacó, a gente encontra várias vezes na vida de Jacó que ele levanta uma coluna de pedra, a primeira vez que ele passou para Betel, teve aquele sonho, depois que ele acordou, ele falou assim, Deus estava nesse lugar, eu nem sabia,
naquele momento ele pegou uma pedra, uma pedra grande, uma pedra comprida, e levantou aquela pedra como uma coluna, seria como um monumento, era uma pedra, não tinha nada escrito, mas era uma pedra que para Jacó,
aquilo seria uma maneira de ele lembrar, também de marcar aquele lugar do encontro com Deus e naquela primeira ocasião ele derramou azeite sobre a pedra.
Aqui, versículo 14, Jacó erigiu uma coluna de pedra no lugar onde Deus lhe falara e derramou sobre ela uma libação, que é vinho, deitou-lhe também azeite, então da primeira vez foi só azeite,
agora ele levanta uma coluna de novo nesse lugar, não sei se a coluna que ele tinha levantado 30 anos antes, não sei se ainda estava lá, mas ele levanta uma coluna de pedra,
nesse lugar para marcar o lugar e para servir como um monumento, como uma marca, como um lugar para lembrar o memorial daquilo que Deus tinha feito de falar com ele ali.
Outras vezes que Jacó levantou uma coluna foi quando ele estava fugindo, saindo, foi embora escondido, de labão e labão foi atrás dele e aí eles fizeram um acordo,
fizeram uma aliança e trataram que um não ia perseguir ou interferir na vida do outro e labão fez, para labão o costume dele era fazer um monte de pedras,
labão levantou um monte de pedras para marcar o lugar, mas Jacó levantou uma coluna, uma pedra, não sei exatamente o significado de tudo isso, assim como essa coisa de uma pedra como coluna
era até um costume dos outros povos, no livro de Deuteronômio Deus proíbe o povo de Israel, não era para levantar uma pedra, uma coluna de pedra,
porque tinha uma semelhança com algum costume pagão dos outros povos, mas Jacó tinha isso, ele gostava de levantar uma coluna, ele vai levantar uma outra ainda nesse capítulo.
Então Jacó levantou uma coluna de pedra e derramou sobre ele uma libação, o vinho geralmente tem um simbolismo relacionado com alegria,
na primeira vez ele colocou só azeite, provavelmente ele não tinha outras coisas também, mas ele sentiu muito medo, pois que ele acordou do sonho com Deus, ele ficou com temor, Deus estava aqui,
puxa vida, eu nem sabia que Deus estava aqui, talvez ele se sentiu, será que eu poderia estar aqui, você se sente indigno e não fiz nada para chegar a Deus da maneira certa,
ele sentiu temor, mas aqui ele coloca a libação também que pode representar um elemento mais de alegria, de celebração, mas enfim, ele levanta uma coluna de pedra e derramou sobre ela uma libação e também azeite.
E ele, versículo 15, chamou Betel ao lugar onde Deus lhe falara, ele já tinha dado esse nome de Betel e aqui ele faz de novo, e sempre falam que esse lugar antes se chamava Luz,
eles sempre usam o versículo 6 assim, chegou já com a Luz que está na Té de Canaã, que é Betel, então ele novamente também confirma esse lugar, o nome desse lugar é Betel.
E então aí eles terminam essa etapa e vão adiante porque na verdade ele está caminhando, ao meu ver muito lentamente, mas ele está caminhando para voltar e rever o seu pai Zach,
mas ele parece que não tem pressa, ele ficou anos por ali sem, pelo menos não tem uma menção que ele tenha voltado a ver o pai dele, a mãe nunca mais é mencionada, então nós entendemos que Rebeca já tinha morrido.
Tem uma menção nesse capítulo que deixa uma certa dúvida porque no versículo 8 fala que morreu Débora, a ama de Rebeca, e Débora não tinha acompanhado Jacó quando ele saiu,
se ela era a ama de Rebeca e estava junto com a mãe dele, ela não acompanhou Jacó quando Jacó fugiu de Isaú, ou ela veio ou ela tinha voltado lá para Labão e ela acompanhou Jacó quando estava voltando,
mas ela morreu aqui quando estavam chegando perto de Betel. Mas de qualquer maneira Jacó então termina essa parte de, termina esse encontro com Deus, a palavra de Deus e a confirmação da promessa.
E agora então é a questão, Deus também tinha confirmado que o nome de Jacó, Jacó é aquele, já falamos sobre isso, mas Jacó é sempre lembrar sobre essa mudança que Deus estava confirmando,
a mudança da natureza, a mudança de Jacó de um suplantador, de um trapaceiro, de um espertalhão, de alguém que conseguia conquistar as coisas com a força dele.
Jacó, ele tinha, ele foi lá, ficou com Labão, não tinha nada, teve que fugir de Isaú, ele era filho de um pai rico, mas ele não tinha nada porque ele saiu fugido.
Então ele chega lá com a roupa do corpo e trabalha lá vinte anos com Labão, e Labão também é esperto e Jacó consegue com a bênção de Deus, mas Jacó consegue passar para trás o sogro, ele consegue o que ele quer,
Jacó a história inteira, ele consegue o direito de primogenitura, passa o irmão dele para trás, ele engana o pai, então ele tem essa história que ele com certeza herdou da mãe,
porque a mãe também instruiu como que ele ia enganar o pai para receber a bênção, mas Jacó é esse suplantador, é esse espertalhão, esse homem que está sempre conseguindo as coisas com,
muitas vezes com métodos não corretos. Então Deus muda o nome dele para Israel, que é aquele que prevalece com Deus, então ele não é mais aquele que vai conseguir o que ele quer da maneira que ele quer,
mas ele vai aprender a prevalecer com Deus, porque se ele prevalece com Deus, ele não precisa ser esperto e ganhar por métodos escusos com outras pessoas.
Então isso foi também uma promessa, Deus está falando, seu nome é agora Israel. Então depois de tudo que Jacó passou, de todas as experiências dele,
lutou com o homem misterioso antes de se encontrar com Isaú, Jacó foi deslocado, a coxa dele mancava, então Deus está trabalhando na vida de Jacó para quebrar a força dele,
para quebrar a capacidade dele de se virar, de buscar vantagens por sua própria inteligência ou esperteza, então ele agora recebeu essa confirmação.
É isso que eu queria mostrar aqui no capítulo 35, isso não é o fim da vida de Jacó, Jacó vai viver muitos anos ainda, mas em termos daquilo que Deus fala dos avanços de Jacó,
o foco daqui para frente vai ser agora a vida de José, o filho de Jacó e os outros filhos de Jacó, então daqui para frente Jacó já não é personagem tão central,
mas ele vai continuar, mas uma coisa assim que eu não tenho a resposta para isso, mas é uma coisa que encabula a gente quando a gente lê essa história,
é que nesse momento, por exemplo, com Abraão, depois que Deus confirmou, jurou, falou assim "agora tudo que eu te prometi é garantido, jurei por mim mesmo", quer dizer, se tornou irrevogável,
depois disso Abraão também vive mais anos, mas ele vive uma vida tranquila, pelo menos não tem notícias assim, a esposa dele faleceu, ele ficou viúvo,
mas ele não teve grandes sofrimentos pelo menos que tenham sido registrados nas escrituras, Isaac também, Isaac era um homem pacífico, as coisas que aconteciam com Isaac,
Isaac não revidava, ele não tinha essa personalidade de Jacó, ele era uma pessoa de paz e ele sempre, se brigasse com ele, ele deixava aqueles poços,
ele deixava para lá e ia para outro lugar, furava outro, ele não entrava em contenda e a vida dele foi uma vida até mesmo sem muitos acontecimentos,
agora Jacó não, Jacó ele tem toda essa história até aqui de Deus guardando, Deus protegendo, Deus cumprindo o que prometeu para ele, trouxe ele de volta,
Labão tentou enganar Jacó e Jacó revidava assim, ele também era esperto, mas a Bíblia fala que Deus protegeu Jacó e conheceu isso, mas a vida de Jacó foi muito marcada por estratégias,
quando ele foi ter o reencontro com Isaú, o irmão dele, ele fez todas aquelas coisas de dar um monte de presentes e de preparar tudo numa sequência, se acontecer aquilo,
ele estava sempre se preparando, fazendo algo para resolver a situação dele e para conseguir o que ele queria, então agora ele recebeu essa confirmação aqui em Betel,
Deus falou assim, pronto, você voltou aqui, então está selado, está confirmado, a promessa vai se cumprir, a condição era essa que você voltasse para esse lugar, você voltou, vai acontecer,
a vida de Jacó vai ser um mar de rosas, a vida de Jacó daqui para frente, descansando no amor de Deus, sem ter mais lutas, ele já alcançou a família, filhos, propriedades, rebanhos, riquezas,
ele tinha tudo, mas a vida de Jacó, eu até coloquei aqui embaixo, depois dessa confirmação, depois de completar essa etapa, essa missão que Deus deu para ele,
uma missão simples, você vai sair da terra, você tem que voltar, você tem que voltar e ficar aqui nesse lugar, essa era a tarefa, era a incumbência dele, mas daqui para frente,
quanto sofrimento, a gente pode até pensar assim, Jacó plantou isso, porque ele fez algo muito terrível com o irmão dele, com o pai dele, de enganar,
então nós podemos dizer assim, Jacó, será que estava colhendo, porque isso acontece muitas vezes na vida das pessoas, Deus perdoa, como aconteceu com Davi, Baticeba,
depois que aconteceu aquilo, Deus perdoou, mas Davi sofreu muitas consequências daquilo que ele tinha feito, não fica claro aqui, não há um texto, não há uma explicação,
não há algo que Deus está fazendo, olha, está vendo, você está colhendo isso porque você plantou, porque você fez, não fala isso, mas é uma coisa muito interessante, o que vai acontecer, nós vamos até ler duas dessas tragédias aqui nesse capítulo,
a esposa amada dele, Raquel, vai falecer e vai falecer no parto do segundo filho dela, Benjamin, então já vamos falar sobre isso porque está nesse capítulo,
outra coisa terrível que Jacó sofreu foi que o filho mais velho, Ruben, foi ter relações com uma das concubinas do pai dele que não era só uma imoralidade, um ato de adultério, uma coisa assim,
mas era assim, era uma coisa simbolicamente desonrar o pai dele porque era concubina do pai dele, então isso aí foi uma coisa que feriu muito e nós vemos assim o primogênito, Ruben, o primogênito dele cometeu um ato que causou muita tristeza para Jacó,
e finalmente, algo que vai ser o assunto dos capítulos aqui para frente, vários capítulos em Gênesis, foi quando o filho amado dele perdeu Raquel,
o filho amado, favorito dele, José, foi levado para o Egito e Jacó ficou longe do filho, na verdade ele achava que o filho tinha morrido, foi o que os outros filhos dele contaram para ele,
seu filho morreu, então durante 22 anos, 22 anos, é muito tempo, Jacó ficou sem o filho amado, então isso é muito sofrimento, é muita coisa que a gente não consegue muito explicar, mas nós vamos tirar algumas conclusões no fim.
Então vamos ler a primeira coisa que acontece com Jacó, a primeira tragédia que acontece aqui logo em seguida no capítulo 35, lembra então esse capítulo, deixa eu só fazer uma observação importante,
porque o Livro de Gênesis foi feito com vários documentos, vários registros, e esse capítulo que eu expliquei, do capítulo 25 até o capítulo 35 falando das gerações,
essa palavra no hebraico é Toledote, que significa essas gerações, essa história, e o Livro de Gênesis é dividido em vários capítulos que falam sobre esses Toledotes, essas histórias,
a história de Isaac vai terminar aqui porque o final do capítulo tem a morte do pai dele, mas isso vai um pouco para frente, porque eu só queria explicar que essas três tragédias que acontecem na vida de Jacó,
elas acontecem todas dentro de não muito tempo depois desse encontro que ele teve em Betel, porque a história de José, que vai começar no capítulo 37, na verdade isso acontece,
essa tragédia de José ter sido levado para o Egito, vendido para o Egito pelos irmãos dele, isso aconteceu enquanto Isaac estava vivo ainda, o pai Jacó estava vivo,
então esse capítulo 35 ele vai lá na frente para contar a morte de Isaac, mas nesse mesmo período de tempo que Jacó voltou e estava morando ali perto do pai dele, nesse mesmo período de tempo foi que José foi vendido para o Egito,
então acontece também nesse mesmo tempo. Então no versículo 16, 35 e 16, eles partiram de Betel e havendo ainda pequena distância para chegar a Efrata,
Efrata ficava muito próximo de Belém, Belém que é uma cidade, um local muito significativo, foi exatamente também onde Jesus nasceu,
então nesse lugar, Efrata, bem próximo a Belém, estavam viajando, estão indo para o sul, estão indo para onde o pai de Jacó estava, Isaac estava mais para o sul,
então a caminho Raquel deu a Luz um filho, a outra tradução assim, cujo nascimento foi a Ela Penosa, ela teve um parto difícil, tão difícil que ela morreu, então Raquel dá a Luz um filho,
esse filho, essa conclusão dessa parte da história é também muito importante porque é o 12º filho, as 12 tribos de Israel ainda não tinham, eles tinham 11 até aqui,
então esse final dessa etapa da vida de Jacó faltava realmente uma parte importante que era o 12º filho para dar 12, esse número é significativo, esse número continua até o final,
a nova Jerusalém, a cidade eterna tem 12 fundamentos, 12 portas, esse número 12, as 12 tribos no primeiro testamento, os 12 apóstolos na nova aliança,
então esse número é sempre muito significativo, importante e tinha que nascer o último filho, mas para nascer o último filho, aí pode ter outros significados, mas para nascer esse último filho,
Raquel teve muita dor de parto e foi tão traumático, tão difícil que causou a morte dela e podemos lembrar, lembra que a história dessas duas esposas de Jacó,
Lia e Raquel é uma história muito complicada, muito difícil de a gente entender porque para nascer os 12 filhos, porque teve que acontecer tanta coisa,
porque que Jacó foi obrigado a se casar com a pessoa que ele não amava, porque que Deus vendo que Lia não era amada, porque que Deus resolveu dar a ela os filhos,
inclusive o filho que seria a linhagem de Davi, de Jesus, Judá, então toda essa história tem muita coisa que a gente não sabe exatamente como interpretar.
Lia, a não amada, ela teve filhos e Raquel ficou muito brava e queria ter filhos, ficou até brava com Jacó e Jacó falou assim, eu não sou Deus, eu não sou capaz de fazer você poder ter filhos, né?
Então finalmente Deus concedeu um filho a Raquel, que era José e quando ela concebeu e quando nasceu José, ela deu esse nome, José dizendo
Deus vai me dar outro filho, porque o nome de José tem alguma coisa, algum significado relacionado com multiplicação, com crescimento, com ser frutífero, né?
Então ela deu esse nome para José e dizendo Deus vai me dar outro filho, então ela fez esse pedido e estava esperando ter um outro filho e passaram vários anos para que ela pudesse ter esse segundo filho.
E quando ela teve finalmente o segundo filho, esse filho causou a sua morte, então é uma história trágica, porque era exatamente essa a mulher por quem Jacó se apaixonou,
ele queria casar com ela e todas as outras né, Lia e as outras duas concubinas, tudo foi assim, por causa da concorrência entre as duas, foi por causa do engano de Labão,
então, mas tudo isso resultou em 12 filhos que se tornaram as 12 tribos de Israel, então você pode pensar que história, porque a história de Abrão e Isaac, Isaac nasceu com o filho do milagre,
é uma história lindíssima, é uma história assim, os dois pais eles esperavam, esperavam, não conseguiam ter o filho e finalmente com uma idade muito avançada, Deus deu a Sara a capacidade, ela concebeu um filho, é um milagre.
E é uma coisa linda né, a história de Isaac e Rebecca também é uma história linda né, e também não puderam ter filhos, mas depois Deus abriu para Rebecca poder conceber,
mas a história de Jacó e as esposas e os 12 filhos né, que foi dali que realmente nasceu a nação né, as 12 tribos, é uma história cheia de encrencas, de intrigas, de ciúmes, de coisas erradas,
então nós pensamos, foi dali que veio né, a nação de Israel, foi dali que começou a história do povo de Deus, então tudo isso sim são coisas difíceis da gente explicar ou saber como que Deus trabalhou dentro de uma situação,
Jacó com todos os defeitos dele, isso é algo que faz a gente pensar muito, Deus não usa esses exemplos para dizer tudo bem, pode ter defeitos, pode pecar, pode ser infiel, pode ter um caráter ruim que pra mim não tem problema,
não é essa mensagem, claro que não é, Deus quer um povo santo, Deus quer nos libertar da queda, dos efeitos da queda, do pecado, mas fica aqui essa história né, a história de Raquel terminando aqui é uma história muito triste,
e seja qual for assim a lição que nós pudermos aprender, é importante a gente sentir o drama, o sofrimento faz parte e uma das coisas que eu vou colocar algumas conclusões no final da aula, mas uma das coisas é que Deus selou o retorno de Jacó,
Deus confirmou as promessas para ele, mas isso não deu a ele uma vida tranquila, porque ele era herdeiro da promessa, Deus estava abençoando,
Deus falou assim, eu vou te abençoar, você vai ter nações, vão sair de você, seus descendentes vão se multiplicar e você vai ter essa terra e vai ser uma benção para todos, mas o sofrimento é algo que um tem mais, outro tem menos,
Isaac quase não teve sofrimento, mas a situação de Jacó, a história de Jacó realmente é uma história que nos comove, eu fico comovido,
porque aqui, nesse trechinho aqui, não fala do sentimento, não fala que Jacó chorou muitos dias, não fala, mas nós já vamos ler um texto que mostra muitos anos depois o quanto que Jacó sentiu essa perda aqui, mas vamos terminar de ler,
então Raquel teve um parto muito, muito difícil, sofreu muito e acabou morrendo e, versículo 17, "Tendo ela trabalho em seu parto, disse-lhe à parteira", agora olha como eles pensavam,
o consolo que a parteira deu para Raquel era "não temas, pois também este filho terás", eu não sei se nesse momento a parteira viu que Raquel estava morrendo, mas era quase como dizer "não importa que você vai morrer, mas você vai ter o filho",
o grande objetivo, o que dava sentido, o que dava importância para a vida da mulher era ela poder ter um filho, então a parteira falou assim "não fique preocupado, esse filho vai nascer, esse filho está vivo",
então, versículo 18, "alça-lhe a alma porque morreu", a vida, ela morreu, ela então conseguiu dar um nome no filho e chamou o filho de Benoni, que é o filho da minha dor, do meu sofrimento,
eu tive um filho, mas foi um filho que nasceu do sofrimento, mas Jacó não deixou que ficasse esse nome para ele, falou assim "mas seu pai lhe chamou Benjamin, que é o filho da minha destra",
então essa é a história, assim morreu Raquel, versículo 19, "foi sepultado no caminho de Efrata", isto é Belém, "e sobre a sepultura de Raquel erigiu Jacó uma coluna, até o dia hoje essa coluna marca a sepultura de Raquel",
então mais um exemplo de uma coluna, de uma pedra, Jacó marcava esses momentos, essas coisas significativas, a pacificação com Labão, os encontros dele com Deus e agora o local trágico da morte de Raquel,
então só vou ler aqui no capítulo 48 de Gênesis, quando muitos anos depois, lá no Egito, Jacó vai ter uma conversa praticamente final com seu filho José, um pouco antes da sua morte,
e ele vai abençoar os filhos de José, ele fala assim, ele estava deitado de cama, já bem doente, Gênesis 48, quando alguém falou no versículo 2, alguém falou a Jacó "José teu filho vem a ti",
então Israel, Jacó se esforçou, se assentou na cama, até para se assentar estava difícil, então "diz-se Jacó a José, o Deus Todo-Poderoso", que é o Shaddai,
que é o mesmo nome que Deus tinha falado, Deus deu esse nome para Jacó quando teve encontro com ele em Betel, "o Deus Todo-Poderoso me apareceu em luz", que é o nome de Betel, "na té de Canaan e me abençoou e me disse,
eu te farei frutificar, te multiplicarei, tornar-te-ei uma multidão de povos, darei essa té a tua descendência depois de ti em possessão perpétua", então ele está recontando para José,
ele está passando para José, "olha, Deus encontrou comigo, Deus me deu essa promessa, eu vou pular para o versículo 7, vindo eu de Padã, que é a terra de Labão, morreu-me Raquel no caminho", morreu, algumas traduções falam assim, morreu para a minha tristeza,
isso é uma das coisas que era a mãe de José, mas é uma das coisas que Jacó lembra e que fala nessa última palavra, as últimas palavras dele para José, essa última conversa no leito da morte, ele lembra desse sofrimento,
então é só para a gente sentir um pouco, anos depois essa dor estava ainda forte no coração de Jacó, "vindo eu de Padã para a minha tristeza, de uma forma trágica morreu-me Raquel no caminho na té de Canaan,
quando ainda faltava alguma distância para chegar à Efrata, sepultei ali no caminho de Efrata", que é Belém, então isso é só para reforçar esse momento trágico na vida de Jacó,
então esse foi o primeiro sofrimento, mas era algo que continuou com ele e ele tinha algo diferente pelos filhos, pelos dois filhos de Raquel, porque realmente era algo que, era a verdadeira paixão dele,
por isso que poligamia é uma coisa que não é do plano de Deus, não é sempre uma vai ser mais amada do que a outra, é uma situação horrível, como Ana, mãe de Samuel, vivia essa situação também de ter uma concorrente,
e é uma coisa assim que a gente já acabei de mencionar, o fato de que Deus, ele tem a maneira dele de escolher, porque a escolha de Jacó, e isso a gente nem tem como avaliar, mas a escolha de Jacó era Raquel,
a pessoa escolhida por ele para ser sua esposa era Raquel, e Deus, vendo que Lia era desprezada, rejeitada, Deus resolveu escolher Lia para ser a mulher que daria à luz a descendência,
que seria o descendente de Abraham, o descendente que foi Jesus, então é algo assim, e Raquel morre, então é uma tragédia para Jacó, mas é essa situação que Deus estava com certeza,
Deus não fez isso para causar sofrimento dele, ele não, Deus não tem prazer no nosso sofrimento, mas essas situações marcam, e são coisas profundas que só Deus é capaz de usar isso de uma forma positiva na nossa vida,
e para cumprir o propósito dele, isso tudo é misterioso porque nós não sabemos assim, foi Deus que ordenou, foi Deus que fez com que ela morresse, não tem esse tipo de entendimento nas Escrituras,
Deus usa essas situações, ele sabe o que vai acontecer, mas são coisas que acontecem e Deus sempre aproveita isso para ir mais fundo na nossa vida, Jacó não vai ser o protagonista daqui para o fim da vida dele,
não é ele que aparece mais, não é ele que decide mais, mas a presença dele, ele é o patriarca, ele passa para os filhos, é ele que une a família,
então muito depois que, porque o que eu quero mostrar que é interessante, Deus selou, assim, olha, você voltou, pronto, missão cumprida, a promessa vai se cumprir, mas Jacó vai viver muitos anos, ele vai viver anos de sofrimento,
muitos anos de sofrimento, mas esse sofrimento vai produzindo nele, nem é algo para, assim, uma obra, Jacó não fez uma obra, Jacó não empreendeu, não começou um novo projeto,
mas Jacó estava sendo transformado, Deus trabalha na nossa vida muito além, muito mais importante do que o Ministério, uma missão em si,
e é claro que Deus tem propósito, ele nos usa para seus propósitos de redenção, mas isso tudo faz parte do que Deus está fazendo na vida de cada um.
Bom, então, voltando para Gênesis 35, depois que Raquel morre, versículo 21, Israel partiu, interessante como às vezes chama ele de Jacó, às vezes chama de Israel,
vai usando os dois nomes, porque ele ainda carrega as duas naturezas, embora a promessa é que o nome dele é Israel e ele vai ser alguém que vai prevalecer com Deus do jeito certo.
Ok, então, versículo 22, enquanto Israel habitava nessa região, ele não tinha chegado ainda, né, o pai, Ruben foi e se deitou com Bila, com Cubina de seu pai, Israel o soube.
Não fala nada sobre o que ele fez, se ele falou alguma coisa ou não, mas como eu falei isso foi uma afronta, isso foi uma desonra, isso era algo muito sério.
E isso foi tão sério que, isso aparece depois em Crônicas também, mas eu só vou ler em Gênesis 49, quando Jacó também no final da vida dele vai abençoar cada um dos 12 filhos, ele vai dar uma bênção.
Às vezes não era uma bênção, alguns dos filhos não receberam uma bênção. E o que ele fala sobre Ruben, que é o primogênito, é o primeiro que fala, Gênesis 49,3.
Ruben, tu és meu primogênito, minha força, os primíceos do meu vigor, eles sempre consideravam o filho primogênito como aquele que recebia herança maior, aquele que era especial por ter sido o primogênito, o primeiro.
É como se o primeiro filho recebesse em dobro as boas qualidades, o primogênito era algo muito especial.
Então, tu és meu primogênito, minha força, as primíceos do meu vigor, o mais excelente em alteza, o mais excelente em poder, turbulento como as águas, não serás o mais excelente, pois subiste ao leito de teu pai, subiste a minha cama e a contaminaste.
E isso, depois em Crônicas, acho que em I Crônicas 5, fala que Ruben perdeu o direito de primogenitura por causa desse ato. Então, não foi qualquer coisa, foi algo muito significativo.
Algumas pessoas, isso é possível, mas não dá para ter certeza, sim, porque Absalão, filho de Davi, ele fez isso para, quando ele tentou tomar o trono do pai dele e ocupar o lugar dele, ele pegou as concubinas de seu pai e teve relações publicamente para todo mundo ver o que ele estava fazendo para afrontar e para desonrar o pai.
A gente não sabe se Ruben tinha essa, alguns especulam que Ruben queria ser, pegando a concubina do pai, ele queria ser o chefe da clã, ele queria ocupar o lugar, já que estava com a esposa do pai.
Não sei se era isso, qual era a intenção, não fala, mas realmente é algo que custou a Ruben a primogenitura.
Ok, então aí termina esse capítulo falando, tem a lista dos 12 filhos, porque esse aqui é mais ou menos um encerramento do capítulo, fala de todos os 12 filhos, os filhos de Lia, os filhos de Raquel, os filhos de Bila, serva de Raquel, os filhos de Zilpa, serva de Lia, então tem a relação completa dos 12 filhos.
E aí finalmente, versículo 27, Jacob veio a seu pai Isaac, a Manri, a Kiriath Arba, que é Ebron, onde peregrinaram Abraão e Isaac.
Foram os dias de Isaac, 180 anos, dos três patriarcas Isaac viveu mais tempo, Abraão viveu 175, então um pouco menos do que Isaac, e Jacob viveu 147, que viveu menos.
Então inspirou Isaac, morreu e foi reunido ao seu povo, velho e cheio de dias, Ezaú e Jacob, seus filhos, sepultaram. É bem interessante isso, porque muitos anos antes, mais de 30 anos antes, Isaac já estava velho, cego, ele foi chamado para dar uma bênção para os filhos, porque achava que já ia morrer.
E ele viveu muitos anos depois. Então aqui termina esse capítulo da vida de Isaac, o capítulo que fala das gerações de Isaac, morte de Isaac, só que contou muito a história de Jacob.
E aí no capítulo 37, vai começar o outro capítulo, 37, versículo 2, fala, esta é a história de Jacob, mas não é bem a história, são as gerações que vai falar a respeito da descendência e a figura central vai ser a vida de José.
Então só vou terminar falando, dando alguns pontos, alguns aspectos aqui, de pensamentos, não são coisas assim dogmáticas, não são coisas assim que a gente pode afirmar categoricamente, mas são aspectos que nós podemos concluir dessas histórias,
tem muita história aí pela frente, no livro de Gênesis, vai ter histórias muito ruins com outros filhos de Jacob, então essa história que eu falei assim, esse é o primeiro ponto, eu vou dar cinco conclusões, cinco pensamentos aqui a respeito dessas histórias.
A primeira é que a história do povo de Deus é cheia de manchas e falhas sérias.
A gente desde o início do livro de Gênesis tem, sempre tinha aquela descendência, era de sete e não de cain, a descendência, depois os filhos de noé, a descendência tinha uma linhagem de cem que era mais abençoada, então sempre tem essa ideia assim de que Deus escolhe,
Deus vai trabalhar com uma descendência, Abraão, toda a descendência dele, povo de Israel, então chamados para ser um povo santo, chamados para ser separados, para servir a Deus, para entrar em aliança com ele,
mas a história, não só a história dos doze filhos de Jacob, a própria história de Jacob, cheia de manchas, de falhas e assim, o rei Davi com falhas muito sérias, isso não é um pretexto, algumas pessoas têm usado para isso.
Se Davi era um homem segundo o coração de Deus e fez o que ele fez, então eu também posso fazer, Deus vai me perdoar, tem pessoas que usam essas histórias como uma desculpa, como se fosse, não, Deus não se importa com isso,
não é para isso, mas Deus usa, a história aqui mostra como Deus trabalha com nossas falhas e com nossas imperfeições, Deus trata, não são coisas que ele não se importa, mas faz parte da história do povo de Deus.
E o segundo ponto, que é bem semelhante, é que, já mencionamos isso também, porque até a história de Jacob, Deus escolhia sempre um, um filho de Abram e um filho de Isaac para dar continuidade,
mas a partir de Jacob, todos os doze filhos são incluídos, então a partir desse momento, e também não sei interpretar exatamente, Deus estava escolhendo, Deus estava mostrando certas coisas,
escolhendo Isaac e não Ismael, que não eram da mesma mãe, mas aí com Esaú e Jacob, os dois gêmeos, Deus escolhe um e não escolhe o outro, mas a partir daqui, os doze filhos de Jacob, todos são incluídos,
e tem, acabamos de ler sobre Ruben, que fez algo terrível, mas ele não foi excluído, ele não foi assim, não vai ter, ele está fora, não faz parte, ele não vai ter uma tribo, uma descendência, não,
Ruben fez, é uma das doze tribos, e tem várias outras histórias assim, então os doze são todos incluídos, mas tem consequências dos atos que eles cometeram,
então fazem parte do povo de Deus, da nação escolhida, mas um é que a gente sabe depois vai ter o remanescente, nem todos tem essa inclusão dos doze filhos,
mas quando Deus, ao longo da história, Deus não manteve a história com todos, inclusive dez tribos foram levados para o cativeiro, e como tribos, como entidades, como uma descendência separada,
se perderam, então tem essa inclusão, mas ao mesmo tempo Deus vai peneirando, Deus vai trabalhando, e não são todos que fazem parte daquilo que Deus realmente,
não contribuíram às vezes para o propósito de Deus, e foram disciplinados e mais na frente, muitas vezes não chegaram nem a fazer parte porque foram julgados,
então a história é bem conturbada, tem a inclusão dos doze filhos, mas Deus não quer um povo simplesmente porque é descendente físico e não tem um relacionamento com ele,
então esse é o segundo aspecto aqui que Deus incluiu os doze filhos, apesar de nem todos terem sido realmente dignos.
A terceira coisa que nós já mencionamos é que ser aprovado por Deus, ter esse selo da sua aprovação, como Deus deu para Jacó, não significa que a pessoa não vai ter sofrimento,
então isso realmente salta muito aqui na história de Jacó, porque justamente logo depois de Deus confirmar que você voltou e você é herdeiro da bênção e eu vou abençoar você,
ele passa a ter uma vida de bastante sofrimento, então não significa que Deus está nos chamando sempre para uma vida de sofrimento, mas o sofrimento faz parte daquilo que Deus usa na nossa vida,
alguns sofrimentos podem ser fruto das nossas escolhas erradas, mas tem sofrimentos que fazem parte da vida que Deus usa para aperfeiçoar a sua natureza em nós,
então ser aprovado por Deus, ser confirmado que Deus vai nos abençoar, ter a bênção de Deus, o sofrimento pode existir na vida de uma pessoa que é super abençoada, como o Jacó, de ter realmente as promessas de Deus,
então não podemos dizer que uma pessoa que está passando por situações de muita tribulação é porque Deus não está abençoando, não é justificado isso.
A quarta conclusão é que mesmo depois de completar a tarefa principal da vida dele, Jacó por exemplo, mesmo depois de completar a missão específica de ir e voltar,
chegar de volta a terra e de permanecer nesse lugar, a obra de Deus nele continuou por meio de todas essas experiências, então nem sempre Deus está trabalhando em nós para que a gente faça uma obra,
a obra de Deus principal é nos transformar, então Deus nos dá missões, Deus nos dá tarefas, nós somos chamados para cooperar com Deus, Deus efetua sua obra de redenção em cooperação conosco,
mas existem obras de Deus na nossa vida, a obra de Deus continua mesmo depois que Jacó aparentemente não tinha mais algo específico que Deus deu para fazer,
e a vida de Isaac foi uma peregrinação o tempo todo, mas Deus sempre está trabalhando em nós, nem sempre nós temos algo visível, um grande projeto para fazer.
E a quinta e última consideração é que como no caso de Lia e Raquel, Jacó escolheu Raquel, ele estava errado em escolher Raquel?
Não temos nenhuma indicação disso, Deus aceita as nossas escolhas, mas dentro das circunstâncias Deus pode escolher, ele não rejeita, Raquel não foi rejeitada,
porque não era escolha de Deus, a vida de Jacó não tem nenhum indício de que Deus não queria que ele se casasse com Raquel, não era isso, mas Deus sempre mostra que ele pode escolher de uma forma diferente,
por exemplo, o primogênito Esaúl que nasceu primeiro seria naturalmente aquele que levaria a herança, o legado para frente, não, Deus resolveu escolher Jacó para essa missão.
Então as escolhas de Deus na história de Jacó, isso fica muito claro que ele escolheu Raquel, ele tinha José, Deus usou a vida de José, que era filho também preferido dele, mas Deus não escolheu José para ser o progenitor do filho da promessa.
As escolhas de Deus, isso não é em relação à salvação ou ao amor de Deus, mas as escolhas de Deus, Deus usa quem ele quer para cada tipo de missão, e não é uma escolha nossa, Deus escolhe como ele quer, isso fica muito claro aqui também.
E que então que nós possamos aplicar tudo isso na nossa vida e que isso sirva para nos ajudar a entender e aceitar os caminhos de Deus.
Senhor, muito obrigado por tudo que o senhor revela, tem muitas coisas que nós não temos uma resposta, claro, porque também fazem parte da tua maneira de agir,
mas o senhor não vai explicar para nós cada tipo de decisão, cada razão por que o senhor faz, por que o senhor resolveu.
Nós sabemos que o senhor olhou para ali porque ela estava sendo desprezada e o senhor quis usar a vida dela, mas o senhor tem essa liberdade, talvez Raquel tinha uma atitude prepotente,
nós não sabemos, mas o senhor tem o caminho para agir e o senhor é poderoso para fazer e para cumprir o teu propósito da maneira que o senhor quer.
E que nós possamos aceitar, que nós possamos deixar o senhor trabalhar na nossa vida e principalmente que a tua obra em nós seja a obra mais completa de transformação que é aquilo que o senhor deseja fazer.
E por isso tudo nós te agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Editora Impacto

Da loja Impacto

Ver tudo

Conversa

O que esse texto te despertou?

Compartilhe sua reflexão, dúvida ou testemunho. Sua voz importa pra essa comunidade.