Don MacIntyre
“Já que fostes ressuscitados com Cristo, buscai as coisas de cima, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas de cima e não nas que são da terra; pois morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, também vos manifestareis com ele em glória” (Cl 3.1-4).
Há uma grande batalha acontecendo neste exato momento. Os combatentes estão usando todos os recursos de que dispõem para conquistar o território. Esse território são as nossas afeições ou pensamentos. A batalha é invisível, e quase silenciosa no lado de fora, mas por dentro, o clamor e o confronto de dois grandes exércitos ocupam todo o campo de batalha da nossa mente.
De um lado está Satanás, o príncipe usurpador deste mundo. Em seu arsenal, está a artimanha de atrair nossa atenção com as coisas desta vida, deste mundo tão passageiro. Ele nos bombardeia com os atrativos do mundo, como sonhos de sucesso, sonhos de uma grande aposentadoria, de grande honra, prestígio, riquezas e com aquela que é a maior de todas as armas: poder — seja poder financeiro, poder político ou profissional, em sua comunidade, no lar ou entre seus pares.
E como se isso, por si só, não representasse uma força quase irresistível, Satanás conta como aliado de confiança o “eu”, a quem você poderia chamar de traidor, pois ele se infiltra e exerce uma influência considerável no disputado território conhecido como “nossas afeições”.
De outro lado está ele: o Leão da tribo de Judá; o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Seu arsenal contém uma única arma. Embora seja apenas uma, é a arma mais poderosa que este mundo já conheceu. Com ela, milhões foram conquistados. Ela ganhou almas e arrebatou corações das garras de Satanás aos milhares. Com seu poder invencível derrotou o inimigo vezes sem fim.
E essa arma solitária é uma velha e rude cruz. Nela foi crucificado o Deus de toda a glória. Mas a sepultura não pôde retê-lo. Ele ressuscitou triunfante sobre a morte, o pecado, Satanás, sobre todo este mundo e seu poder. Aquela cruz representa a altura, a profundidade, o comprimento e a largura do poderoso amor de Deus por você e por mim. E, embora incontáveis anos tenham se passado, a profundidade do sacrifício consumado naquela cruz continua a conquistar todo o nosso coração, todo o nosso afeto.
A chave para a vitória
Essa é a batalha. Esses são os dois grandes combatentes. E aqui estamos nós, exatamente no meio deles. Em sua sabedoria o apóstolo Paulo nos dá a chave para vencer essa batalha com apenas uma única palavra. A vitória depende de você e de mim. E essa palavrinha tão importante é “pensai”. “Mantenham o pensamento” (NVI), escreve ele. Fixem o coração, pensem nessas coisas, busquem as coisas do alto.
É como um homem que, com um grande martelo, finca bem fundo uma estaca na terra; e ele a finca de forma tão profunda e permanente que não conseguiria puxá-la de volta mesmo se quisesse. Pensai… PENSAI. Isso encerra a questão – e põe fim à guerra.
Satanás nada pode fazer contra uma determinação piedosa como essa, e Deus nada fará sem ela. A sua vontade é o elemento decisivo nessa batalha. Portanto, faça a escolha. Resolva isso de uma vez por todas. Finque sua estaca. Só então poderá haver paz em seu vale. Amém.
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