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Aula 08 – Vol.34 – Como a decisão de Ester mudou a história

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Ester respondeu positivamente ao desafio que Mordecai lhe apresentou. Se dispôs a ir diante do rei, sabendo que poderia ser morta por isso. Essa decisão foi fundamental para tudo o que aconteceu a partir desse momento. A própria vida de Ester mudou, pois ela passou a ser uma protagonista dentro do plano de Deus e não apenas uma participante passiva. Que mistério incompreensível perceber que Deus age soberanamente, muito além de qualquer capacidade humana, mas que sua soberania só é liberada a partir de uma decisão voluntária do homem!

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03/12/23 – Ester 4 e 5 – Baixardo áudio.


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Transcrição · gerada automaticamente

Estamos em Ester, nesse livro maravilhoso que fala sobre a soberania de Deus sem falar do nome de Deus, então estamos vendo como Deus prepara as coisas, como as coisas são dirigidas por Ele e como temos falado é impossível mesmo a gente vendo uma história.
Uma história tão maravilhosa, tão interessante como Deus agiu, todo esse contexto aqui com Ester, com Mordecai, preparando o caminho para dar um livramento para seu povo diante dessa ameaça de extermínio por parte de Amã.
Mesmo a gente olhando isso, a gente não consegue entender, a gente não consegue reduzir a soberania de Deus a uma ideia racional, Deus faz isso, o homem faz aquilo, exatamente como a gente deve agir, cada situação é um pouco diferente,
então você não pode aplicar mecanicamente, você não pode olhar para a história de Ester e dizer, bom, eu estou numa situação assim, assim, assim, então olhando para o livro de Ester, alguma outra história, algum outro relato na Bíblia, a gente não consegue copiar, a gente não consegue aplicar de uma forma exata,
porque cada momento da história, cada vida, cada contexto é diferente, mas ao mesmo tempo nós podemos aprender muitas coisas, nós podemos entender de uma forma espiritual, de uma forma não seguindo uma linha racional, exata, precisa, matemática,
mas nós podemos entender algumas coisas sobre o propósito de Deus, a maneira de Deus agir, então nós vimos que o capítulo 4 de Ester é o livro chave, é o ponto crucial de toda a história,
Deus estava preparando, Deus tinha escolhido a Ester para ser rainha, mas é no capítulo 4 que realmente Mordecai consegue ajudar a Ester a entender porque ela chegou a ser rainha e qual a decisão que ela precisava tomar,
então diante da decisão que a Ester tomou é que todas as coisas, todo o restante do livro que vai começar a mostrar o livramento, a maneira como Deus agiu soberanamente para proteger seu povo desse grande perigo, essa grande ameaça,
tudo aconteceu como consequência da decisão que foi tomada no capítulo 4, então hoje nós vamos dar sequência, pegando esse finalzinho do capítulo 4, mas dando sequência no capítulo 5,
como essa decisão, como esse momento crucial abriu caminho para todas as coisas que começaram a acontecer a partir de lá, a partir daquele momento, vamos orar, vamos pedir que Deus nos ilumine, que Deus coloque no nosso coração
um entendimento maior para que nós também possamos enfrentar os desafios da nossa vida individual e coletivamente da nossa geração.
Senhor, nós somos gratos a Ti, Senhor, esse momento na história, esse livramento que o Senhor proveu para Teu povo nessa época tão importante, então um perigo, uma situação e não foi a única vez na história,
muito pelo contrário, o povo de Israel e também os seguidores de Jesus, a igreja, tem enfrentado muitas situações de grande perigo, de possível fracasso, extermínio, derrota,
e o Senhor sempre está atento, sempre o Senhor está preparando de antemão a solução para aquilo que vai acontecer e isso deve nos dar realmente uma confiança,
porque nenhum acontecimento, por mais inesperado, nenhuma ameaça, nenhuma decisão errada das próprias pessoas, nada pode pegar o Senhor de surpresa sem desprevenido, sem nenhuma solução,
o Senhor sempre tem a solução, que não é uma solução de simples intervenção, que o Senhor entra, bom, vou intervir e solucionar diretamente do céu,
da Tua intervenção, mas de uma maneira tão especial que sempre nós vamos olhar para a história e vamos olhar para nossas situações atuais com essa admiração,
profunda reverência, admiração, adoração a Ti por Tua sabedoria, por Tua firmeza em nos conduzir pelos caminhos certos.
Nós te agradecemos por Tua presença, por Tua Palavra que trouxe isso para nós e por Teu Espírito que pode nos ajudar neste momento.
Te agradecemos e esperamos em Ti, em nome de Jesus, amém.
Então nós finalizamos na aula passada, nós falamos inclusive um pouco só, eu vou só pegar essa linha de pensamento do que nós falamos na semana passada,
sobre a soberania de Deus, como Deus tinha preparado, fica muito claro diante dessa ameaça, Diamã, fica muito claro de como Deus estava trabalhando muito antes, Diamã aparecia em cena muito antes da ameaça,
Deus estava preparando as coisas, tinha separado a vida de Esther, Deus estava preparando a vida de Esther antes dela ser escolhida, já durante a criação dela apesar de ser órfã,
então tudo, Deus estava preparando, Ele tinha escolhido a pessoa certa e não só a pessoa Esther, mas as pessoas, porque Mordecai também era a pessoa certa num momento certo,
a combinação de Esther e Mordecai era uma combinação muito importante, o papel de Mordecai não acabou quando ele depois de criar Esther e depois dela ser escolhido como rainha estava por conta dela,
o papel de Mordecai continuou, isso mostra como Deus continua usando pais na vida dos filhos, pessoas que acompanham, que disciplam ou que acompanham pessoas menos maduras,
Deus sempre pode usar alguém que tenha esse discernimento que Mordecai tinha nesse momento, então Deus escolheu as pessoas certas, preparou as pessoas, preparou as circunstâncias e preparou o tempo certo para que ela estivesse ali,
ele não colocou a Esther como rainha e no dia seguinte ela já ia enfrentar essa situação, se passaram entre 4 e 5 anos depois que ela foi escolhida,
ela tem uma responsabilidade humana e esse é o grande mistério e nós vamos continuar falando sobre isso hoje porque Esther foi escolhida, Deus preparou, Deus estava com todo o cenário preparado para trazer a solução na hora certa,
mas havia a necessidade, Mordecai precisava estar ali naquele momento, ele precisava sentir o grande desafio, ele se vestiu de pano de saco,
ele demonstrou uma grande reação, uma grande tristeza, um grande clamor diante de Deus por causa da situação e isso afetou a Esther e Deus usou Mordecai para que a Esther pudesse entender o seu desafio.
Só lembrando, talvez não tenha enfatizado isso muito na última aula, mas lembrando que depois do desafio, da chamada que Mordecai deu mostrando que a Esther não podia se isolar,
não podia se isentar naquele momento, não podia pensar que ela estava fora desse perigo e nem achar que não era por meio dela que, já que Deus a colocou naquele lugar estratégico,
ela não podia pensar, não, eu não posso ir, eu posso morrer, isso tem um risco muito grande, não, ela não podia pensar em se preservar e nem se esquivar da responsabilidade,
Mordecai colocou o desafio de uma forma muito direta e clara para ela e ela aceitou, ela falou assim, então tudo bem, eu vou assumir, eu vou aceitar essa missão, essa responsabilidade dentro dessa crise que nós estamos,
ela tomou uma iniciativa muito importante que era de chamar, pedir Mordecai para chamar todos os judeus ali, que estavam ali naquela cidade de Suzã, chamar todos os judeus para um período de três dias de jejum absoluto,
sem alimento, sem água, jejum absoluto por três dias, era uma decisão, era uma atitude muito drástica, não era assim um jejum de meio período ou de um dia,
era algo sim que representava a seriedade, como vimos anteriormente, que a situação, as crises requerem uma reação adequada, a gente pode falar assim, não, eu confio em Deus, Deus sabe como resolver,
eu não vou me preocupar, tem aquela, sempre aquela história de Jesus no barco, no mar da Galileia, os discípulos apavorados por causa da tempestade e Jesus dormindo, porque ele podia ter confiança absoluta em Deus,
isso é um aspecto importante de aprendermos, é muito difícil para nós termos uma calma, uma confiança tranquila em Deus, mas essa confiança em Deus não tira de nós a necessidade de ter reações diante de situações críticas,
em situações em que nós não sabemos o que fazer, é verdade que nem Mordecai, nem Esther, ninguém teria solução, ninguém teria o poder de reverter aquela situação,
mas havia a necessidade de tomarem uma atitude, então todo esse contexto aqui é maravilhoso para pensar sobre a soberania de Deus,
porque como Mordecai falou para Esther, ele falou, você é livre, você pode decidir, você não é obrigada a arriscar a sua vida, você não é obrigada a colocar a sua vida na linha, na situação de perigo, você não é obrigada,
se você não quiser, Deus vai trazer livramento de outra maneira, de outra direção, então isso nos mostra que num certo sentido Deus não depende de nós,
num certo sentido digo porque Deus escolheu fazer as coisas usando a parceria, a amizade, usando o homem como seu parceiro em todo o plano da redenção,
ele chamou Abraão para ser um amigo, para já vivenciar a entrega do próprio filho, então ele nos chama, embora nós não tenhamos a capacidade de redimir a humanidade, de salvar, a salvação não vem de nós,
ele nos chama para participar, ele nos chama para um papel, às vezes parece ser uma coisa mínima, mas é algo muito importante, não é como às vezes um pai ou uma mãe permite que uma criança faça uma coisa totalmente sem importância,
sem sentir que está ajudando, vai lavar o carro, segura um pouquinho a mangueira ou faça uma coisa que às vezes pode parecer assim de importância mínima, mas no caso nosso com Deus não é simplesmente algo que eu faço para sentir que eu também estou fazendo alguma coisa,
ele quer uma entrega, Esther podia ter certeza que ela não seria capaz de salvar os judeus do extermínio, de reverter esse plano maligno, mas ela tinha que fazer alguma coisa, ela estava numa posição,
a responsabilidade era dela de fazer algo, de querer ser algo, ir diante do rei, era o que estava muito evidente, muito óbvio que ela tinha que, como rainha, ela tinha uma posição, ela tinha uma possibilidade de chegar diante do rei como rainha e dizer olha o que esse homem está pretendendo fazer com o meu povo,
então Deus tinha preparado essa situação, se Esther não fosse a rainha, de que maneira que o rei ia entender que ele deveria preservar a vida dos judeus, então Deus tinha preparado essa situação, Esther entendeu que era a responsabilidade dela,
vamos dizer assim, ela entendeu que era a vontade de Deus que ela fizesse isso e ela poderia ter pensado assim, bom primeiro porque não é uma decisão leviana porque ela podia morrer,
ela poderia ser sentenciada a morte por ir diante do rei sem ser convidada, então não era uma decisão sem risco, bom eu vou fazer isso, se não der certo não deu, tudo bem né,
não, assim, primeiro que o povo, o destino do povo estava em jogo e segundo porque a própria vida dela estava em jogo, mas ao mesmo tempo ela com certeza, eu estou deduzindo isso por causa do jejum,
mas é uma dedução muito clara de que assim, bom eu sou a rainha, eu posso morrer por ir sem ser convidada, mas ao mesmo tempo eu posso ser aceita, o rei pode dar valor, pode me ouvir,
eu sou a rainha, eu achei graça aos olhos dele, ele me escolheu, ele deve gostar de mim, ele deve ter, vamos dizer assim, uma sensibilidade para o meu desejo, mas ela não estava confiada nisso,
ela estava confiante e sim, pode deixar comigo, eu consigo, às vezes as pessoas acham que conseguem mudar opinião de um familiar, de um amigo, de alguém, às vezes até alguém influência,
não, eu tenho influência, eu consigo mudar a cabeça daquela pessoa e isso não está em nosso poder, ela não tinha o poder de mudar a cabeça do rei, não só de que ele aceitasse e não condenasse a morte porque ela foi sem ser convidada,
mas ela tinha, a missão dela era muito difícil porque o rei tinha colocado Aman, nós não sabemos como que Aman conquistou, conquistou a influência, conquistou esse lugar com o rei, mas o rei gostava de Aman,
o rei tinha dado todo o poder, tinha dado seu anel, tinha dado carta branca para Aman, então a rainha, ela não tinha, eles não tinham esse tipo de relacionamento conjugal, de amizade, de falar as coisas,
eles não eram um casal nesse sentido de comunhão, de amizade, de abertura, Ester não sabia de nada e o rei, a rainha era uma figura, era uma figura de importância, simbólica,
enfim assim, o rei ele não recorria a rainha para trocar ideias, para saber o que ela pensava, Ester não tinha influência, ainda que o rei aceitasse a presença dela, assim como aconteceu de fato e falasse o que você quer,
ela não tinha certeza nenhuma de que o rei atenderia o pedido dela, porque era ela uma mulher que os homens não davam importância para o que a mulher pensava e ele era extremamente influenciado por Aman,
então como que ela iria mudar o pensamento dele, então estou descrevendo isso para dizer que nós conhecemos a história, sabemos como é que terminou, mas nós não podemos subestimar o desafio que estava diante de Ester,
teria que ser realmente uma intervenção de Deus, ela não tinha o poder para mudar a cabeça do rei, então o que que ela fez, na hora no capítulo 4, versículo 15, então mandou Ester que tornassem a dizer a Mordecai,
então na hora que ela ouviu a mensagem de Mordecai, entendeu que era realmente a decisão certa que ela devia fazer isso, qual foi a reação imediata?
Mordecai vai e chame todos os judeus para orar e jejuar durante três dias, lembrando que aqui não fala de oração, não usa o nome de Deus, não usa o termo de oração, mas vai e ajuda todos os judeus,
versículo 16, que se acharem em Suzã e jejuai por mim, não comais nem bebais durante três dias, nem de dia nem de noite, eu e as minhas moças também assim jejuaremos,
depois irei ter com o rei, ainda que seja contra a lei, eu vou fazer uma coisa que não é permitida, eu vou arriscar minha vida, se eu morrer, eu vou morrer, vou aceitar, mas pelo menos nós vamos colocar isso diante de Deus,
nós vamos jejuar, o jejum bíblico é uma atitude de dependência de Deus, jejum não é uma greve, não é um instrumento como pessoas que às vezes são presas e fazem uma greve de fome,
para ver se fazem os responsáveis mudarem de ideia ou tomar alguma atitude, não, o jejum não é uma greve, não é uma maneira de obrigar Deus a fazer alguma coisa,
o jejum é uma expressão a Deus de que nós não temos recursos, nós não temos forças, nós não sabemos o que fazer, tem vários exemplos na bíblia de atitudes nacionais diante de uma invasão, de uma guerra,
o rei Josafá, por exemplo, e outras situações em que eles não sabiam, não tinham recursos, não tinham capacidade e eles tomavam uma atitude de jejuar para demonstrar, para dizer a Deus,
Deus, nós estamos aqui, não temos forças, não temos recursos, não temos sabedoria, não temos o plano certo, não temos capacidade de controlar a situação, de saber se o rei vai me aceitar ou não e se ele vai atender meu pedido,
então essa atitude de jejum foi uma demonstração dessa necessidade, então isso é essencial, esse jejum não é um detalhe insignificante, o pedido que Esther fez,
e agora uma coisa assim que até coloquei, como a decisão de Esther mudou a história e a gente sempre tem que qualificar isso, porque mais uma vez, se a Esther não tivesse tomado a decisão,
Deus faria com que houvesse uma outra solução, Deus não fica sem recursos, mas a escolha de Deus, a indicação de Deus era que fosse por meio de Esther,
e a partir desse momento, quando Esther toma a decisão, daqui para frente a estratégia, o protagonismo não é mais de Mordecai, não é que ela não precisa mais dele,
mas a própria situação, ela não tinha como ficar perguntando toda hora "Mordecai, o que eu faço agora?" Então a partir desse momento em que ela aceita, abraça a missão, a tarefa, a responsabilidade,
a partir desse momento tudo começa a mudar e a própria Esther, que no relato anterior nós percebemos claramente que Esther é uma pessoa discreta, é uma pessoa humilde,
é uma pessoa que não se autopromove, não é uma pessoa para frente, não é uma pessoa que nem tomava iniciativa, ela era uma pessoa meiga, uma pessoa submissa,
então até aqui, até o capítulo 4, Esther ficou preocupada com Mordecai, foi mandar, mandou roupas para ele e tal, mas em geral Esther não toma iniciativas,
todo o processo da escolha dela como rainha lá no Aranha, ela não escolheu nada, ela não exigiu nada, ela sempre é uma pessoa que aceita, aceitava as ordens de Mordecai, aceitava a situação,
ela parece ser uma pessoa passiva, ela parece ser uma pessoa que aceita as coisas, de repente daqui para frente é ela que vai, a partir dessa decisão de dizer
vamos fazer o jejum de três dias e dali para frente agora no capítulo 5, quem é que decidiu que ela ia chamar o rei e a mãe para um banquete, tudo veio dela,
ela não estava mais recebendo orientações e ordens de Mordecai, ela estava recebendo de Deus e dependendo de Deus e tomando iniciativas do jeito dela,
mas ela estava tomando, então essa foi uma das grandes mudanças que aconteceu agora a partir desse momento que ela abraçou a tarefa,
agora ela, Deus preparou para esse momento e ela apesar de ser uma pessoa submissa, meiga, que aceita de certa forma passiva, ela depende, ela tem que tomar a decisão,
ela tem que saber o que é para fazer, ela tem que tomar os passos certos, então como a decisão dela mudou a história, ela teve que tomar uma decisão,
então toda a soberania de Deus, isso você vê em toda a história da redenção, Deus chamou Abraão, Deus toma iniciativas, Deus falou com ele o que era para fazer, mas dependia de uma decisão dele,
então é muito difícil, a gente não consegue definir isso, eu vou tomar uma decisão, eu vou fazer algo grande para Deus, não somos nós que inventamos a estratégia,
não somos nós que fazemos os planos e pedimos Deus para abençoar, não tem uma regra porque às vezes Deus pode dar alguém um plano e depois abençoar,
mas na verdade o plano nasce no coração do homem por uma iniciativa de Deus, mas tem algo que Deus está esperando,
Deus falou com Abraão, vai em Talmonte, oferece o seu filho e ele precisou, era necessário que ele conscientemente, voluntariamente, que ele entendesse,
não é uma coisa assim que Deus está simplesmente apertando os botões como um robozinho, mas é algo que Deus fala e ele espera uma resposta,
então é algo muito sensível, muito difícil de definir, não é uma consequência simplesmente de uma decisão humana que faz as coisas acontecerem,
eu não sei como explicar porque realmente é um mistério, mas aquele momento em que Esther disse sim, aquele momento mudou a história, porque a partir dali o plano de Deus começa a acontecer,
Deus é liberado para agir porque alguém disse sim, Maria, mãe de Jesus, ela disse sim, então são esses momentos, tudo é de Deus,
você vê Deus preparando, Deus colocando circunstâncias, Deus dando graça, às vezes nós temos a impressão que o homem não faz nada, nem mesmo a decisão,
mas em algum momento é uma coisa difícil de definir e não é algo que o homem consegue fazer sozinho, de jeito nenhum, mas de alguma forma misteriosa,
Deus vai trabalhando, mas tem um momento em que ele espera e ele espera uma decisão consciente, então a primeira coisa que aconteceu com a Esther é que ela tomou uma decisão,
ela entendeu, ela não entrou cega, ela entendeu a consequência, os riscos, ela entendeu que ela podia morrer, ela entendeu que ela estava ali para aquele propósito,
ela entendeu que a vida dela, o sentido da vida dela não era ela ser exaltada e ser rainha, mas era fazer a vontade de Deus naquele momento crucial, então ela tomou uma decisão consciente e voluntária,
mas a segunda coisa é que nessa decisão dela, ela reconheceu a sua dependência de Deus, porque quando Deus nos coloca diante de uma decisão, nós podemos dizer para Deus,
tá bom Deus, pode deixar comigo que eu sou capaz, eu faço e isso é a pior coisa, porque nós não somos capazes, então ela reconheceu a dependência total e esse foi o jejum.
A terceira coisa que a gente observa aqui, então aí já é o capítulo 5, versículo 1, no terceiro dia, o que quer dizer no terceiro dia?
Lembra, então ela pediu três dias de jejum em favor desse momento dramático, desse momento crucial, desse momento especial em que ela arriscaria sua vida
e ela não sabia o que poderia acontecer, sabia que poderia resultar em morte, mas também poderia resultar numa recusa ou poderia resultar numa resposta positiva,
então ela não sabia e ela estava esperando em Deus para que Deus cuidasse, para que Deus ajudasse, tudo isso nós entendemos sem mencionar o nome de Deus,
então depois assim, fazendo isso os três dias, ela não ficou esperando uma semana para arrumar a coragem, aqui também nós temos um equilíbrio muito delicado entre a prontidão para agir e ao mesmo tempo a paciência,
veja só o que nós vemos nessa estratégia, nesse plano que vai acontecendo aqui a partir do capítulo 5, ela fala assim, tá bom, eu vou diante do rei, mas e daí?
Eu vou diante do rei, ele pode não aceitar a minha presença e eu morro ou ele pode aceitar e se ele aceitar eu vou falar o que? Ela tem que ter alguma estratégia, eu vou chegar diante do rei e vou falar assim,
rei, meu povo vai ser, tá sendo ameaçado de morte, quem tá fazendo isso é a mãe, não, ela chega diante do rei, ela não fala direto o que ela quer, ela vai demorar mais dois passos ainda para ela finalmente falar o que ela queria,
então ela tem uma paciência, ela tem uma calma que é o último ponto aqui, ela não vai já entrando e precipitando e colocando para fora de imediato, não, ela recebeu uma sabedoria de Deus e que provavelmente fazia parte até do temperamento,
a personalidade dela porque ela era uma pessoa moderada, calma, ponderada, né, então ela não tinha essa confiança, ela não era uma pessoa exigente, rei, eu sou rainha, imagine só o que eles estão querendo fazer comigo e com o meu povo,
eu exijo, eu tenho direitos, não, e olha como nós podemos com o povo de Deus aprender com isso, porque a atitude de externo era, não era já de ficar exigindo, eu exijo os meus direitos,
eu exijo proteção, eu se eu sou rainha, o rei é obrigado a me proteger, ela não foi por esse caminho, mas ao mesmo tempo o ponto que eu quero falar aqui é que ela agiu imediatamente após os três dias,
no terceiro dia até coloquei no nosso esboço um ponto de interrogação, porque será que ela ainda estava em jejum, se ela estava no terceiro dia, tem versões, tem traduções que falam assim "depois de três dias",
não fica muito claro se ela esperou completar o jejum e já não estava mais em jejum, ou se nesse terceiro, nesse momento que ela foi diante do rei, se ela ainda estava em jejum.
O ponto que eu quero enfatizar é, ela não ficou procrastinando, ela não ficou aguardando, como Abraão, quando Deus falou assim "vai, sacrifica teu filho", Abraão não ficou pensando "eu vou esperar uns dias,
porque talvez eu não entendi direito, talvez Deus vai mudar de ideia, talvez eu vou esperar uma confirmação", quando ele soube e ele sabia quem era Deus, ele sabia qual era a voz de Deus, então Abraão levantou no dia seguinte,
e cedo ele já partiu para obedecer, então essa prontidão existe, existe esse equilíbrio entre não demorar, quando tem o momento kairos, quando tem o momento de Deus, a situação era crítica,
ela não podia ficar esperando dias, semanas para ver se alguma coisa ia mudar, então ela assumiu a responsabilidade, fez o jejum e no terceiro dia ela já foi diante do rei.
Então essa é a ação imediata, é claro que cada situação precisa ser bem avaliado, existem situações em que a gente precisa sim esperar uma confirmação,
tem situações que a gente não tem uma clareza se é Deus mesmo que falou, então não estou falando de agir sem ter uma uma confirmação de Deus, mas uma vez entendida a ordem de Deus, a direção de Deus, o momento de Deus,
uma vez que a gente tenha essa clareza, nós precisamos agir sem ficar demorando para ver porque não tenho coragem, porque pode não ser, porque é muito riscado,
então ela teve a coragem de ir diretamente após o período dos três dias, então é versículo 1, capítulo 5, versículo 1, no terceiro dia ela se vestiu com seus trajes reais,
não sei se sempre que ela estivesse diante do rei ela tinha que ir a caráter, esse aqui foi mencionado aqui, ela ao mesmo tempo que ela foi com humildade, ao mesmo tempo que ela não era pretensiosa,
não era assim, não era uma pessoa que ia chegar exigindo seus direitos, mas ao mesmo tempo ela foi diante do rei com o caráter que era dela, ela era rainha,
então ela foi vestida, não sei se concorou, ela tinha um aparato de rainha e ela foi diante do rei no papel dela, ela era rainha, então ela foi como rainha e isso a gente pode aplicar de várias maneiras,
todas essas coisas nós temos um equilíbrio muito sensível, muito tênue entre extremos, ela foi com humildade, ela foi diante do rei com cautela, sem demandar, sem exigir, mas ela foi como rainha,
então isso pode ser aplicado assim, nós somos filhos de Deus, a gente às vezes até critica essa posição às vezes de cristãos que acham que tem direito a um monte de coisa porque são filhos do rei,
tem direito de ser bem tratados e acham que não podem passar por nada porque Deus protege seus filhos, isso é uma premissa errada por um lado, mas por outro,
Efésios e outros textos nos falam que nós somos filhos de Deus, nós estamos sentados com Jesus nos lugares celestiais e precisamos chegar diante de Deus e naquilo que nós estamos buscando dele com confiança,
com ousadia, a palavra nos dá essa ordem de ir diante de Deus com ousadia, mas isso tem que ser temperado também com humildade e quebrantamento,
então é difícil para nós muitas vezes combinar essas duas coisas, mas ela foi a Esther nos dar uma boa referência, um bom exemplo de ir diante do rei com seus trajes reais,
o rei ia bater o olho e ia saber quem ela era, ele não ia ficar pensando quem é essa mulher que está chegando aqui sem ser convidada, ele ia bater o olho e ia saber, é a rainha Esther,
então ela foi com os seus trajes reais, se pôs, ela foi caminhando, se colocou no pátio interior da casa do rei, então veja só, ela está chegando no lugar proibido,
ela está chegando no pátio interior, tinha vários pátios, vários recintos e ela está chegando diante do pátio interior da casa do rei, então tinha um pátio aberto
e ela estava num lugar que ficava de frente da sala do rei, então assim, é simples de imaginar, o rei estava, depois fala assim, o rei estava sentado no seu trono real,
na sala real, de frente da entrada, então ela está no pátio, ela não entrou na sala, o rei está sentado no trono olhando para a entrada, então ela chega bem na linha da visão dele,
ela não pode entrar na sala, mas ela chegou até um lugar onde o rei pudesse vê-la e ela estava ali, vamos dizer assim, estou aqui e aí ia decidir,
esse é o momento dramático, esse é o momento de suspense, esse é o momento que ela falou, isso é contra a lei, ninguém vai sem ser convidado, eu não posso fazer isso,
ela estava fazendo uma coisa totalmente fora do protocolo, ela estava fazendo algo proibido, então ela estava ali com o coração na mão, chegando exatamente nesse lugar
que um olhar, um gesto do rei seria suficiente para sentenciá-la à morte, então, e como já mencionei, às vezes, as pessoas quando interpretam isso como uma espécie de parábola,
como uma alegoria que se aplica a nós, às vezes as pessoas colocam isso como se estivesse mostrando um símbolo de nós diante de Deus,
e tem, realmente tem um aspecto em que você pode pensar, eu sou alguém, eu sou filho de Deus, então eu tenho direito de estar ali, mas ao mesmo tempo Deus é rei, Deus é Senhor absoluto, é criador,
e eu chego diante Dele, e eu não sei se Ele vai olhar pra mim, muitas vezes nós temos até essa sensação, eu chego diante de Deus, especialmente se eu sinto que eu falhei,
que eu não fui muito fiel, que eu pequei, que eu não fiz o que Ele queria que eu fizesse, será que Ele se agrada de mim?
E eu queria fazer um contraste importante aqui, porque a história deste rei é semelhante a muitos outros reis que temos na Bíblia,
na história se conhecem muitos reis, ditadores, soberanos, que são extremamente imprevisíveis, esse rei, Asuero, ele era uma pessoa, a história aqui mostra como ele,
na hora daquela, no primeiro capítulo, ele mandou a rainha anterior chegar diante dele, ir num momento de ira, ele rejeita, ele depõe a rainha, ela não vai ser mais rainha,
outras coisas vão acontecer nessa história, que mostra que o rei é muito volátil, ele é muito imprevisível, ele depende do capricho, depende do humor, imagine se nós estivéssemos diante de um Deus,
que você não pudesse saber se Ele vai me aceitar, se Ele não vai aceitar, isso não é, essa história, esse medo de Esther, de estar diante do rei e não saber o que esse rei vai fazer,
ela como rainha, como esposa, ela não sabe se ela pode falar com o rei ou não, e sabendo que esse rei, ele pode, de uma hora pra outra, pulando um pouquinho na frente da história,
a man foi elevado, foi jogado nas alturas por esse rei e vai chegar um momento pouco na frente que ele vai mandar enforcar a man, então as pessoas que têm muito poder,
as pessoas que são escravos de seus próprios sentimentos, as pessoas que podem agir num momento de raiva ou agir numa fraqueza, enfim, a humanidade, os reis humanos são um exemplo péssimo do que é estar numa posição de autoridade,
enquanto que todos nós, pais e mães, que temos autoridade sobre nossos filhos, às vezes nós somos omissos, às vezes nós não nos importamos com erros, não corrigimos, às vezes nós reagimos com raiva,
então como nós usamos a autoridade de uma forma errada, e eu já vou ler uns textos pra mostrar que Deus não é assim, mas vamos ler um pouquinho mais,
vamos, todo mundo já sabe como é a história, mas vamos seguir aqui no versículo 2 e vamos ver como esse momento dramático, como essa expectativa de Esther, de o que vai acontecer se eu for lá sem ser convidado, como é que isso terminou.
No versículo 2, quando o rei viu a rainha Esther, que estava em pé no pátio, a minha tradução fala "agradou-se dela e estendeu o cetro de ouro que tinha na mão".
Assim Esther chegou-se e tocou a ponta do cetro, ela tinha que aceitar a aceitação dele, ele estende o cetro, estende com o braço e ela se aproxima, coloca a mão na ponta do cetro como aceitando o que ele estendeu, o cetro que ele estendeu.
Outras traduções falam assim "ela alcançou graça aos seus olhos", outra fala assim "ela obteve favor" e outra ainda fala que ele recebeu de bom grado.
Eu acho que a expressão que a gente conhece, que dá pra gente associar a outros textos, é que ela achou graça aos olhos dele. E é a mesma ideia e o mesmo pensamento que nós temos em Gênesis 6, quando toda a Terra estava corrupta,
toda a humanidade estava fazendo o que era extremamente mal aos olhos de Deus, uma pessoa achou graça aos olhos de Deus.
Muitas vezes, outra vez é um mistério e eu não vou saber colocar isso de uma forma compreensível, uma forma racional, que a gente consiga fazer uma regrinha.
Mas muitas vezes essa palavra que é usada aqui, que quando o rei viu a rainha em pé ali, ela achou graça aos olhos dele.
Essa palavra, graça, é a segunda palavra que aparece quando Deus se revela pra Moisés em Êxodo 34, lembra? Moisés pediu pra que Deus revelasse a sua glória pra ele.
Inclusive, ele usou essa mesma expressão, ele falou assim, "Deus, o Senhor mesmo falou comigo que eu achei graça aos teus olhos."
Isso está em Êxodo 33, acho que é versículo 12, Moisés fala, "Deus, o Senhor falou comigo que eu achei graça aos teus olhos.
Então, se eu achei graça aos teus olhos, eu queria pedir, porque quando alguém acha graça, quando alguém acha favor, então Ester achou favor aos olhos do rei.
Ela achou esse favor lá no início, quando ele viu pela primeira vez. E Ester achava isso, Ester encontrou, ela causava esse impacto.
A Bíblia fala no capítulo 2 de Ester que ela achava isso, todas as pessoas, o chefe do Arem, todo mundo que se encontrava com Ester, as colegas, todo mundo que via, que convivia com Ester, ela achava graça aos seus olhos.
É muito mais do que isso, não é a questão de achar bonita. O rei achou que Ester era linda, mas o achar graça, achar favor, é muito mais do que isso.
É um carinho, é uma atração, é algo assim de achar favor, a pessoa olha e pensa assim, essa pessoa merece o meu favor.
E muitas vezes essa palavra, como é graça, e nós usamos corretamente a palavra graça para falar de um favor que não é merecido, mas eu quero colocar uma pequena interrogação nessa questão não é merecido,
porque é algo que faz, que nos torna agradáveis diante de Deus, não é, ele era diferente de todos os outros na sua geração.
Então ele achou graça aos olhos de Deus, agora vou entender como que, porque que não era diferente, é porque Deus deu a ele essa graça, isso está além da minha capacidade de entender,
porque que de todas as pessoas na humanidade daquela época, porque que Noé foi a única pessoa que achou graça.
Mas o que eu quero dizer é, tem algo, é plantado por Deus, nós fomos criados por Deus, com a capacidade de ter essa graça aos olhos de Deus.
É verdade que em Jesus nós temos esse favor diante de Deus por causa de Jesus, mas é verdade também que Deus ele não nos aceita,
ele não olha para nós com aprovação, com prazer, com agrado, ele criou algo dentro de nós que é capaz de agradar, de agradá-lo.
Deus fez assim, agora nós podemos nos desviar disso e é muito, eu não tenho a chave para entender isso, mas Noé achou graça aos olhos de Deus,
porque ele tinha algo diferente, ele estava querendo agradar a Deus, parece que tinha algo que realmente atraiu a atenção de Deus.
E Moisés tinha, por isso que Moisés fala em Êxodo 33, foi assim, Deus foi o Senhor que falou que eu achei graça aos teus olhos, então é além do nosso merecimento,
é por causa de Deus, foi Deus que nos criou com essa capacidade, mas é algo que Deus tem, que Deus colocou em nós e que nós podemos oferecer a Ele.
Então é algo que vai além do nosso merecimento, mas ao mesmo tempo é algo que nós podemos apresentar, Deus nos deu essa capacidade,
eu sei que eu não estou explicando, eu não tenho essa chave, mas esse mistério eu queria colocar para você pensar porque Jesus falou assim,
por isso o Pai sempre me ouve, porque eu faço o que lhe agrada, então é possível, Ele nos deu esse potencial,
Ester chegou diante do Rei com aquilo que ela era, Deus tinha dado isso a ela, ela não precisou pôr uma fachada,
ela não precisou se transformar numa pessoa que ela não era, ela chegou diante do Rei, eu, Ester, e ela achou graça,
Deus abençoou, Deus protegeu o Rei de estar no mau humor, Deus fez alguma coisa para que não acontecesse o pior,
Deus é soberano, Ele pode fazer isso, mas Ester tinha uma graça, nós temos a graça que Deus nos deu através de Jesus,
através da criação, através da redenção, nós podemos oferecer a Deus algo que agrade a Ele, então realmente essa graça,
Lembrando, eu ia falar assim que em Exo 34, quando Deus se revela a Moisés, Ele começa a primeira coisa assim, Ele coloca Moisés numa fenda da rocha,
cobre com a mão para ele não ver a face de Deus, mas Ele proclama, Ele mesmo, Deus proclama para Moisés as suas qualidades,
e a primeira qualidade que Ele deu foi compaixão, a segunda qualidade que Ele deu é essa graça, que Deus é gracioso,
Ele procura essa graça em nós, então essa palavra assim de que Ester achou graça aos olhos do Rei, nós podemos achar graça aos olhos de Deus,
não vem da nossa autoconfiança, o que eu vejo em Ester, o que me sobressalta assim sobre a vida de Ester é que agora ela vai ser protagonista,
ela vai tomar iniciativas, mas ela toma com essa atitude de humildade, de não ter essa autoconfiança errada,
quando você vê uma pessoa que geralmente é considerada as pessoas bem sucedidas, os políticos, os líderes de grandes empresas,
os que vão para frente, os vencedores na vida, geralmente são pessoas que se impõem, que confiam em si mesmas,
que se vendem porque sabem que o que eles têm é bom, Ester não é esse tipo de pessoa, Ester chega diante do Rei,
ela tem graça, mas ela não, a pessoa que tem uma beleza interior, que tem uma beleza exterior, que tem um conhecimento,
que tem algo especial, ela não é convencida, ela não é assim, eu sei que eu sou boa, eu sei que eu consigo, eu sei que eu convenço,
não, ela chega assim totalmente dependente de Deus, depois de jejum, ela se coloca diante do Rei e quando ela chega diante do Rei,
que nós já vamos ver daqui um instante, ela pergunta, o Rei pergunta para ela, Ester, o versículo 3, o que é que você tem?
O que que te trouxe aqui? Isso não foi uma coisa, isso não é uma coisa normal, você não veio aqui para bater um papo,
você não veio aqui para fazer um pedido secundário, você veio aqui por causa de alguma coisa muito urgente, isso nunca aconteceu,
uma coisa inédita, então o Rei sabe que ela foi ali arriscando a vida e ela foi ali com algo muito sério para apresentar ao Rei,
então ele pergunta o que é, o que que você quer falar? E ela não fala, o Rei até fala assim, versículo 3, qual que é sua petição,
até metade do reino, você pode pedir o que for, ele deu carta branca, você pode pedir, ele está escancarando, está dizendo sim,
você tem meu favor, o que você precisar eu te dou, e ela não confia, ela não é autoconfiante, ela fala assim não,
eu quero que o senhor venha com a mão para um banquete, então essa atitude que ela tem, é uma atitude de quebrantamento,
de humildade, de modéstia, ela é uma pessoa que vai começar agora a tomar iniciativas, Deus deu a ela um plano,
nós já sabemos, eu posso adiantar isso porque nós sabemos como é a história, ela não faz o pedido nesse momento que ela chega diante do Rei,
ela pede para vir no banquete, o Rei e a Mã vão ao banquete, ela ainda não fala, ela dá mais um dia para no segundo banquete ela vai falar,
então ao mesmo tempo que ela obedece, ao mesmo tempo que ela toma uma ação imediata, jejuou três dias, eu já vou Rei, ela não adia, ela não deixa para frente,
ela toma a atitude, mas nessa atitude, nesse plano que Deus certamente deu a ela, ela dá um espaço, e é um espaço até mesmo perigoso,
porque nesse meio tempo outras coisas podem acontecer, mas ela faz, ela toma uma iniciativa, esse é o quarto ponto aqui na folha,
que ela recebe um plano, mas esse plano dá um espaço para Deus agir, ela chega diante do Rei, não é só para criar suspense,
ela chega diante do Rei, porque lembre, ela vai ter que fazer um pedido ao Rei que vai colocar o Rei contra o seu principal escolhido,
protegido, o Amã se tornou o segundo no reino, o Rei tinha colocado tudo nas mãos dele, então como que, ainda que ela fosse Rainha, como eu já falei, ela como mulher,
como que ela vai falar com o Rei que o cara que ele colocou como acima de todos os outros, os outros governadores e príncipes e conselheiros,
como que ela vai dizer que esse homem fez algo muito maligno e que o Rei precisa tomar uma atitude, ela não pode ir chegando, ela precisa dar um espaço para Deus agir,
ela precisa tomar passos, mas ao mesmo tempo dando um espaço para Deus, esse tempo que ela dá entre o capítulo 5, versículo 1 e 2,
ela chega na presença do Rei, mas não é agora que eu vou falar, "Aster, o que você tem? Por que você veio aqui?" Não, eu não vou falar agora, venha para um banquete, é preciso que você venha com a Amã,
então daí eles vão ao banquete e o Rei pergunta de novo, "O que é que você quer?" E ela fala assim, "se, sempre o jeito que ela, olha como ela responde,
se bem parecer ao Rei", eu sei que era praxe, todo mundo falava com os soberanos, com essa linguagem, se agradar, mas ela está fazendo isso porque é dela, ela não se impõe,
ela não exige, ela não chega falando, "eu exijo o meu direito", ela chega dizendo, "se bem parecer ao Rei, se agradar, se esse plano for bom para você, para o Rei,
venha o Rei e a Amã hoje ao banquete que lhe preparei", e depois do banquete ele pergunta de novo e ela responde da mesma maneira, então essa estratégia,
essa maneira de agir para mim é fundamental em toda essa história, Deus pegou Esther, ela assumiu a tarefa, assumiu a missão, mas ela assumiu de uma forma,
também dentro de ela foi humilde, ela foi cuidadosa, ela foi calma, ela foi paciente, dentro de uma situação de extrema urgência e nós vamos falar mais sobre o resto
do capítulo 5, na próxima aula, mas a Amã nesse intervalo de tempo que ela deu, ela chamou logo nesse mesmo dia que ela se apresentou ao Rei,
ela já estava com o banquete pronto, ela pensou que ela poderia morrer, mas ao mesmo tempo ela preparou tudo, ela tinha um plano e ela,
logicamente não era ela que fez isso, mas ela tinha as servas, as pessoas que faziam o que ela pediu, ela preparou, ela mandou fazer um banquete, quando ela foi diante do Rei, ela tinha tudo pronto já,
tanto é que no versículo 5 o Rei fala fazer apressar a Amã para que cumpramos a vontade de Esther, então parece que até foi meio que imediato, a impressão que dá aqui no texto é que ela foi diante do Rei,
ela disse não vou falar agora, mas eu preparei um banquete, o banquete já está pronto e o Rei falou assim fale com a Amã para vir correndo, então ela estava preparada,
ela não foi sem plano, ela foi com o plano, mas ela foi com o plano que dava um espaço para Deus, agora o espaço para Deus é também um espaço para o diabo, é um espaço para acontecer uma coisa ruim,
porque no final, no resto do capítulo 5, que nós vamos ver na próxima aula, mas no resto do capítulo 5, Amã vê Mordecai de novo sem se encurvar, sem prestar homenagem a ele,
e por tudo que a Amã tem de glória, de importância, ele foi ao banquete pensando, puxa eu sou o máximo, porque a rainha chamou o Rei e mais ninguém além de mim,
então ele está se achando no pico da montanha, ele está lá em cima, ele tem tudo nas mãos, só que ele vê Mordecai sem se encurvar, sem se prostrar diante dele e para ele nada tem valor,
ele fala assim, para mim nada disso tem valor enquanto esse Mordecai está ali, e o conselho que ele recebe da esposa e dos amigos, é que ele já antes do segundo banquete,
que ele já mande enforcar Mordecai, então o espaço de tempo que Esther dá para que Deus, assim, eu estou deduzindo que de alguma maneira,
Esther está dando um espaço para Deus, é claro que a Bíblia não fala isso, não menciona o nome de Deus, e não fala assim, porque que Esther usou essa estratégia,
de deixar em suspense por mais um dia, em parte por causa dessa, ela queria que Deus preparasse, que o Rei estivesse pronto,
ela não imaginava o que poderia acontecer entre banquete 1 e banquete 2, ela não tinha como saber, mas esse espaço como nós vamos ver na próxima aula,
esse próximo espaço, esse espaço que ela deu, foi um espaço em que quase a mãe consegue enforcar Mordecai antes do segundo banquete,
mas em que Deus está agindo soberanamente, porque quando Esther obedece, quando ela vai, quando ela coloca a vida dela em risco,
quando ela aceita a responsabilidade e toma a decisão que Deus queria, isso liberou Deus para agir de uma forma muito soberana e sobrenatural.
Agora antes de, assim, nós vamos encerrando hoje, mas eu queria voltar nesse ponto de achar graça aos olhos de Deus, e eu queria completar esse pensamento
de que os reis, os soberanos humanos, como nós sabemos de tantas e tantas histórias verídicas, de como os imperadores, os reis, os soberanos absolutos, os ditadores,
como eles podem, assim, uma pessoa pode estar na sua graça num momento e no dia seguinte, em um outro momento, acontece qualquer coisa e o rei manda matar.
Essa volatilidade, essa incerteza, esse capricho dos sentimentos humanos, essa mudança de vento que qualquer coisa a pessoa muda e a pessoa pode estar lá nas alturas,
como aconteceu com a própria Amã, e depende ser uma pessoa condenada à morte. Essa imagem de um soberano humano não é a imagem do nosso Deus.
Então eu queria só ler dois ou três textos para lembrar de como Deus é uma pessoa que não muda, ele não é, ele não auxila, ele não tem mudanças de humor.
Também é um grande mistério porque, como nós sabemos, o próprio Balaão, naquelas profecias dele, ele falou assim, "Deus não é homem para mentir,
ele não é homem para se arrepender", e a própria Bíblia fala que Deus se arrepende do mal, que Deus mudou de ideia em relação a Nineveh, quando o Jonos pregou e o povo se arrependeu.
Ele também fala que Deus se arrepende do mal, mas Deus não é, ele se arrepende do mal quando há uma mudança, quando há arrependimento, mas Deus não é um Deus que faz por capricho,
por mudança de humor, porque hoje, de repente, eu resolvi fazer diferente. Deus é aquele que não muda.
Tem um texto em Malaquias, e depois eu vou ler só esse de Malaquias e de Tiago, mas tantos lugares falam que Deus é confiável, ele não muda,
essa é a nossa confiança diante de Deus, achamos graça diante dos olhos dele, mas isso não é uma coisa imprevisível, isso não é uma coisa que, hoje eu achei, mas amanhã pode ser que Deus olhe para mim e não sinta a mesma coisa.
Então, Malaquias 3, versículo 6, fala assim, "Eu, o Senhor, não mudo, por isso, vós, ó Filhos de Jacó, não sois consumidos."
E isso não seria o que ele está dizendo aqui, não é só que Deus poderia sim, simplesmente por uma mudança de humor, por um capricho, de uma hora para outra, querer matar todo mundo.
Ele está dizendo, "Eu não mudo porque eu prometi, eu sou fiel às minhas promessas e eu não vou abandonar a minha aliança, mesmo quando vocês fazem algo que mereceria isso."
Então, teria até uma causa, uma causa clara de Deus querer consumir, como quando eles fizeram o bezerro de ouro, mas ele fala assim, "Não, eu não mudo."
Agora, veja o texto em Tiago, capítulo 1, que é muito, muito bonito, que fala o seguinte, Tiago 1, versículo 17,
"Toda boa dádiva, todo dom perfeito, é lado alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação."
Então, olha que descrição tremenda do nosso Deus, nós não precisamos pensar como o Esther teve que pensar, como que eu faço para estar diante de Deus,
porque ele pode me consumir, ele é um fogo consumidor, ele pode me consumir, ele pode ficar bravo, ele pode não gostar do que eu fiz hoje ou ontem,
ou na semana passada, ele pode ficar muito bravo comigo e em Deus não há variação.
E aí, tudo aquilo que, vamos só lembrar do que Deus falou com Moisés em Êxodo 34, o que Deus revelou para Moisés, porque esse é o Deus que não muda, ele é sempre assim, até o final ele nunca vai mudar.
Então, ele fala em Êxodo 34, versículo 6, "O Senhor passou perante Moisés e proclamou, Senhor, Senhor Deus."
A minha Bíblia, por exemplo, coloca esses termos trocados, mas o primeiro termo não é misericórdia, a primeira qualidade que Deus revela Moisés é compaixão.
Ele tem compaixão, a segunda palavra é gracioso, porque ele procura graça em nós, então ele tem compaixão, ele sabe das nossas fraquezas, mas existe algo em nós, existe algo em nós que é amável para Deus.
Foi Deus que plantou isso, não é na nossa criação, e da nova criação nós nos tornamos, nós achamos graça aos olhos de Deus, mas não é simplesmente assim, Deus não vê nada de bom em nós, nós somos repugnantes,
nós não temos nada que sirva para Deus, não, Deus é gracioso porque ele acha graça em nós.
Terceira qualidade, ele é tardio em irar-se, ele tem ira quando algo ruim acontece, mas ele tem um pavilho longo, não tem um pavilho curto, ele é grande em réced, ele é grande em amor de aliança,
esse amor que não falha, que não enfraquece por causa de um erro, por causa de coisas sérias que nós fazemos, é um amor forte, é um amor resiliente, é um amor de aliança e verdade,
e que ele usa de réced, então ele fala duas vezes de réced aqui, ele usa de réced com milhares, que perdoa a iniquidade, a rebeldia e o pecado, e contudo ao culpado não tempo inocente, ele é justo também.
Então esse é o Deus que não muda, que não tem sombra de variação, nós não precisamos ter medo de uma explosão, de uma reação, de uma mudança repentina, de uma imprevisibilidade de Deus,
Deus é imprevisível sim, porque a gente não consegue enquadrar Deus e dizer exatamente o que Deus vai fazer, mas ele é previsível em relação às suas qualidades, ele nunca vai ser diferente.
Então isso é só para a gente lembrar que esse quadro que a gente imagina, esse quadro tremendo sim de Esther diante de um rei que não era assim, de um rei que poderia ter mandado matá-la,
poderia ter rejeitado, poderia estar num momento que ele não quisesse aceitá-la, podia não, ele podia não, ela podia não achar graça aos olhos dele e isso não acontece com Deus,
então é muito importante a gente fazer esse contraste entre o rei Assuero, o rei Xerxes e o verdadeiro rei que é Deus, que Deus nos ajude a compreender essa natureza de Deus,
ter confiança nele e entender, olha como a decisão de Esther mudou a história, ela tomou uma decisão, ela aceitou a missão que Deus colocou para ela,
Deus sempre prepara, Deus nos coloca, cada um de nós em lugares específicos, tem momentos específicos em que ele precisa de quem nós somos e que nós possamos ter essa abertura
para tomar a decisão certa e liberar a ação soberana de Deus, isso é algo que acontece individualmente, mas eu penso muito na nossa geração que isso será,
haverá um momento coletivo em que a igreja como conjunto vai precisar tomar uma decisão diante de Deus, diante da situação, diante da crise, muitas crises virão sobre o mundo,
crises sérias e Deus tem tudo preparado, ele tem a pessoa e as pessoas certas que nós possamos ser as pessoas que vão dizer sim e liberar a ação de Deus.
Senhor, nós colocamos tudo isso diante do Senhor para que o Senhor aplique ao nosso coração aquilo que nós precisamos para nossos dias, para os dias de hoje
e nós pedimos e agradecemos a Ti em nome de Jesus, amém.

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