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Aula 07 – Vol.34 – Conduzida ao Reino para uma conjuntura como esta

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Ester já tinha sido rainha por mais de quatro anos. Talvez já estivesse se acostumando com a vida confortável e prazerosa no palácio. É muito fácil perder de vista o propósito maior da vida, especialmente quando nem houve uma revelação do plano de Deus em permitir que ela se tornasse rainha. Na sua soberania, Deus prepara pessoas, prepara circunstâncias e prepara o tempo perfeito para situações especiais no seu plano. No entanto, chega um momento kairós em que o instrumento humano precisa compreender para que finalidade ele ou ela está naquela posição exatamente naquela ocasião. E precisa dizer sim para o chamado e o desafio!

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26/11/23 – Ester 4 – Baixardo áudio.


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Transcrição · gerada automaticamente

Nós estamos continuando no livro de Ester, estamos nesse capítulo que, como já mencionei,
é para mim o capítulo mais importante do livro de Ester, o capítulo 4.
Na aula passada nós vimos toda a sequência, toda a narrativa do capítulo 4 para entender bem o contexto,
mas hoje nós vamos continuar nesse capítulo, mas focando principalmente nesse final,
que é realmente o ponto máximo, o clímax do capítulo e do livro,
porque tudo o que aconteceu desde o início do livro estava preparando o caminho para esse momento,
e tudo o que vai acontecer daqui para frente até o final do livro é uma consequência desse momento.
Então esse é o momento, podemos chamar de momento cairoz, é um momento específico,
é um momento crítico, é um momento especial nessa narrativa e na história do povo de Deus,
porque essa história relata um momento de muito perigo, de muita crise para o povo de Israel e para o plano de Deus,
porque Deus decidiu fazer seu plano usando o povo de Israel.
Então nós temos aqui um momento muito especial, muito forte no drama do plano de Deus.
Houve outros momentos de grande drama, de grande importância, quando Abraão ofereceu Isaac,
ou quando Deus falou com o Isés lá no Monte Sinai, que ele queria destruir o povo porque eles tinham feito o Bezerro de Ouro.
Enfim, tem vários momentos dramáticos, momentos específicos na história da redenção,
que representam uma crise que poderia ir para frente, ou poderia parar, poderia acontecer alguma mudança,
uma mudança de planos, uma nova estratégia de Deus, enfim.
Então são situações muito dramáticas, muito importantes na história.
Então, esse final do capítulo 4, depois de Esther e Mordecai trocarem algumas mensagens,
através de um mensageiro, através de um eunuco que Esther mandou para falar com Mordecai,
então houve várias mensagens que eles trocaram, e até chegar nesse momento dramático em que Esther fala assim,
"Eu não posso ir diante do rei porque ninguém pode ir diante do rei sem ser convidado,
e eu não tenho sido convidada há um mês, e eu não posso ir porque senão você é morta."
Então Mordecai faz uma resposta que nós vimos, falando "Você não pode pensar que você vai continuar na sua vida tranquila no palácio,
você não vai poder, você não pense que você vai estar fora dessa grande ameaça do plano de Aman."
Então, essa frase, que é a frase mais citada, mais conhecida do livro de Esther, que é no final do versículo 14,
que fala "Quem sabe se não foi para esse tempo, quem sabe se não foi para esse momento da história, para essa conjuntura."
Eu gosto dessa palavra "conjuntura" porque envolve uma série de circunstâncias, de fatores que contribuem para fazer com que esse momento
seja um momento muito crucial para a história e para o plano de Deus.
Então vamos orar para que Deus nos mostre algo ainda mais importante.
Eu olho para um texto como esse e penso "Eu jamais vou conseguir explorar, sondar as profundidades desse texto."
Dá vontade de ficar muito tempo meditando, cavando, pensando em situações paralelas,
porque não é uma coisa superficial, não é uma coisa banal essa situação e essa frase dentro de um livro
que não fala do nome de Deus, mas que fala da soberania de Deus de uma forma tremenda.
Então, que o Senhor nos ilumine, que o Senhor nos dê graça para pelo menos alcançar alguma coisa mais
que Deus tem para nos mostrar nesse acontecimento e nesse texto.
Senhor, nós mais uma vez reconhecemos o quanto que o Senhor é soberano.
Isso é maravilhoso, isso nos dá descanso porque o Senhor está preparando as coisas.
O Senhor sabia muito antes desse momento o que acontecer, o Senhor estava preparando algo que seria a solução.
O Senhor não foi pego de surpresa, o Senhor não ficou desesperado por causa do plano de Amã.
O Senhor tinha uma carta na manga, o Senhor tinha um plano já preparado.
Embora as próprias pessoas que fariam parte desse plano não soubessem de nada, eles não sabiam qual seria seu papel,
não sabiam que isso ia acontecer, não estavam preparados nesse sentido, mas estavam preparados para aquilo que realmente aconteceu.
E por isso nós podemos também descansar em ti porque, de acordo com a tua palavra, muita coisa séria, muita coisa crucial,
muita coisa que depende de nossas reações, depende da parceria do homem contigo para que o teu plano se complete.
Isso daria para nós um pavor como que o homem vai corresponder à tua vontade, ao teu plano,
como que nós que nem sabemos direito qual é a nossa parte, o que nós devemos fazer,
como é que nós vamos contribuir para aquilo que o Senhor quer que aconteça.
E nós podemos saber que o Senhor sabe muito bem o que vai acontecer, o que deve acontecer,
e quais são as pessoas que o Senhor tem para usar, quais são as pessoas que farão parte desse plano maravilhoso.
Por isso, Senhor, nós descansamos em ti ao mesmo tempo em que nós pedimos que o Senhor nos prepare,
porque nós queremos corresponder, nós queremos estar à altura do desafio que o Senhor vai colocar sobre nós.
Pedimos isso e confiamos em nome de Jesus. Amém.
Ok, se eu fosse sensacionalista, eu diria que nessa aula você vai saber tudo sobre a soberania de Deus e a responsabilidade humana.
Nós vamos desvendar o mistério, nós vamos falar, você vai entender tudo sobre esse dilema, esse debate teológico,
mas evidentemente eu não tenho nenhuma pretensão, nenhuma promessa para dar que você vai entender algo que na verdade nós não conseguimos entender.
O grande erro teológico de pensar em calvinismo, armenianismo, debates teológicos, resolver as questões,
o grande erro é quando nós pensamos, antes de começar, que nós vamos conseguir entender e desvendar o mistério de Deus,
sendo que não é que a gente não deve procurar saber, não é que a gente não deve questionar, indagar,
mas nós sempre devemos entender que a nossa capacidade de alcançar a sabedoria de Deus, a profundidade de Deus,
a nossa capacidade é muito limitada e nós temos que ir até um certo ponto e depois dizer, olha, a gente sabe que tem as duas coisas,
a gente sabe que Deus é soberano, a gente sabe também que o homem é responsável e exatamente como isso funciona,
a gente nunca vai saber, pelo menos até o dia em que Deus nos der uma compreensão maior e que, como falam em I Coríntios 13,
quando a gente puder conhecer como nós somos conhecidos, até então, nós precisamos sempre chegar num ponto e dizer, é um mistério,
exatamente como isso funciona, nós não sabemos, mas esse livro, eu tenho falado muitas vezes, eu vou continuar repetindo,
que esse livro de Esther é uma obra prima, é uma obra magnífica, como todas as escrituras são, mas cada livro,
cada tipo de literatura, os profetas, os livros poéticos, os evangelhos, as epístolas, são livros históricos,
tem muitos tipos de literatura na Bíblia e cada livro, cada tipo de documento, cada tipo de literatura brilha de uma forma diferente.
Esse livro de Esther tem esse diferencial, que não fala do nome de Deus, mas não é só do nome de Deus,
não usa esse capítulo que fala de jejum, que fala de lamentação, que não fala de buscar Deus e nem usa a palavra oração,
a palavra oração também não aparece, então é uma obra prima porque o autor conseguiu transmitir verdades profundas
sem usar uma linguagem, entre aspas, espiritual, ele não usa nenhuma coisa relacionada ao culto que eles faziam,
ao templo, aos sacrifícios, as leis que Deus tinha dado a Torá, ele não faz nenhuma referência,
não explica porque que Mordecai não aceitava se encurvar diante de Amã, não fala em momento nenhum de princípios religiosos,
de princípios de oração de culto e não porque isso não seja uma coisa importante, todos os outros livros da Bíblia tratam disso.
Esse aqui é uma história que acontece na dispersão, quer dizer, não é nem mais no tempo propriamente do cativeiro,
porque os judeus estavam livres, eles podiam voltar para a terra de Israel caso eles quisessem,
então o livro não fala que os judeus que permaneceram em várias partes do reino da Pérsia, na Babilônia, aqui na Pérsia,
na cidade, na capital do Império Pérsia, não fala que Mordecai e os outros judeus que estavam lá estavam quebrando alguma ordem de Deus,
que tinham sido rebeldes, que não quiseram aceitar o chamado para voltar, não fala nada sobre isso,
mas é verdade, eles estavam vivendo uma situação anormal, estavam vivendo uma situação fora do lugar que Deus tinha preparado
para que eles pudessem ser o reino de Deus na terra, eles estavam dispersos, misturados com o reino, com os reinos humanos,
e não só vivendo fora, mas aqui nós temos a Esther que se tornou rainha do Império, Deus sempre tinha falado "não se misture com os povos,
não façam casamentos com pessoas que não tenham aliança comigo", e aqui Deus permitiu que Esther se tornasse esposa de um rei pagão,
então seria o ponto máximo de mistura e ainda mais Mordecai deu a Esther a ordem de não revelar seu povo, ou seja, isso implicava em Esther não demonstrar
no palácio um estilo de vida diferente, se ela não ia falar do povo dela, da identidade dela, então provavelmente ela não estava
seguindo várias normas, várias leis que Deus tinha dado para o povo de Israel, então nós temos uma situação muito anormal,
não é um padrão que nós devemos seguir porque aconteceu com Esther, então nós também podemos viver de tal forma, sem ninguém saber quem nós somos,
é uma situação que foi bem diferente, mas que Deus estava preparando todas as coisas, então essa é a primeira parte aqui da soberania de Deus,
que quando nós chegamos nesse capítulo 4, nós temos seguido a narrativa, então toda a história de como Esther se tornou rainha,
e depois, nesse capítulo 4, acontece mais de 4 anos depois que Esther se tornou rainha, então já se passaram mais de 4 anos depois que ela assumiu,
depois que ela foi reconhecida como rainha, e aí nós temos, ela teve tempo, para bastante tempo, a gente imagina que ela já estava bem adaptada à sua vida,
ela estava provavelmente gostando, como alguém sempre fala, não é difícil se acostumar com uma vida de conforto, com uma vida de luxo,
ela tinha pessoas servindo, ela tinha moças que serviam, ela tinha eunucos, ela tinha toda a estrutura do palácio,
uma vida de riqueza, uma vida de luxo, uma vida de prazer, e por que? Porque que Deus permitiu, não é falado durante a narrativa,
não é falado assim que Deus ordenou, não foi falado assim que, olha, você vai cumprir uma missão para mim ali, você vai ser uma pessoa,
eu tenho algo, eu tenho uma tarefa para você, não, não foi falado isso, nós sabemos que Mordecai, o primo, criou Esther,
com certeza dentro de princípios, porque ela tinha um caráter, ela era uma pessoa submissa, ela era uma pessoa dócil,
era uma pessoa disposta a se adaptar, não exigia, não era uma pessoa que demonstrava traços de caráter que pudessem ser,
demonstrar assim que ela era uma pessoa que não tinha temor de Deus, mas não é falado nada sobre o que que ela entendia,
o que que eles falavam, como que eles viam o propósito de Deus, o que que Mordecai ensinou para Esther sobre o propósito da vida dela,
nada disso é registrado aqui, então, por outro lado, não é colocar de forma alguma que Mordecai tivesse preparado Esther,
assim, olha, você é uma moça bonita, quem sabe um dia você pode chegar a ser uma rainha, não, não era esse o sonho da vida dela,
não era o que Mordecai tinha ensinado, tudo indica que essa escolha, esse acontecimento foi algo fora do controle dela,
fora, assim, não foi deles, não foi algo que eles estavam ambicionando, nem Mordecai para ela, nem ela mesma,
assim, não foi algo que ela buscou pelo que nós podemos deduzir do texto, então, ela estava ali, nós não sabemos até que ponto
que ela estava atenta a algum propósito maior e como nós mostramos na última aula, ela, o que ela demonstra nesse capítulo 4,
naquele momento em que Mordecai coloca pano de saco e faz uma demonstração de profunda tristeza e angústia na praça central
e ela fica sabendo que Mordecai está fazendo isso, então, a primeira, o primeiro impulso dela foi mande roupas,
fale com Mordecai para tirar esse pano de saco, se acalme, ela nem mandou perguntar o que está acontecendo e por que,
ela simplesmente manda trocar, manda uma troca de roupas e pede para ele trocar e essa foi, essa foi uma reação errada
e uma reação muito natural de quem está vivendo dentro de uma redoma, porque, na verdade, nós descobrimos
depois que ela não sabe o motivo, ela não sabe o que aconteceu, ela é judia, mas ela não está em conexão com seu povo,
ela está isolada, está numa bolha separada e aí ela não sabe o que está acontecendo, então, essa primeira reação dela
é uma reação que demonstra que ela não sabe o que está acontecendo, que não é, no caso dela, não é um defeito,
não é um erro dela, não é uma falha dela, mas significa que, assim, nós podemos deduzir que ela está talvez até gostando,
se adaptou, está bem, ela está desfrutando de uma vida tranquila e a primeira reação dela é não faça,
não faça essa demonstração de tristeza, de jejum, de saco, de pano de saco e tudo porque ela não quer,
lógico, ela não quer que uma pessoa próxima a ela esteja em sofrimento, mas pode também ser,
é uma reação que nós temos muito hoje de não querer olhar para as coisas ruins que estão acontecendo no mundo
e a Bíblia fala sobre a situação terrível em que a igreja está, a situação terrível em que o mundo está
e, na verdade, eu estava meditando assim que é claro que há momentos em que nós podemos desfrutar de paz,
de tranquilidade na nossa vida, nós podemos passar por fases da nossa vida em que as coisas estão se encaixando,
as coisas estão fluindo, estamos prosperando, estamos vivendo bem, sem grandes problemas,
mas a vida no plano em que nós estamos vivendo desde Gênesis 3, com a queda do homem,
até que Deus resolva de uma vez por todas essa situação em que o mundo está,
nós não podemos, não é o plano de Deus que nós nos acostumemos com uma vida boa.
A ordem do dia, a ordem da vida em que nós temos hoje não é uma ordem tranquila.
Várias pessoas têm falado assim que desde o final da Segunda Guerra Mundial nunca parou de ter guerras e conflitos no mundo,
infelizmente, mas houve um período, alguns historiadores bem profundos têm falado que nunca houve um período tão longo
na história da humanidade que nós temos conhecimento de tanta tranquilidade desde a Segunda Guerra até recentemente,
mas agora nós tivemos a pandemia que colocou o mundo inteiro em uma situação de crise,
muitas pessoas sofrendo, muitas mortes, economia e tal, depois veio a Guerra da Ucrânia para abalar,
porque era algo que nunca tinha acontecido na Europa de ter um conflito nessas proporções,
e agora a guerra em Israel, Israel também tem vivido uma situação de guerra por bastante tempo,
mas desde 1973, quer dizer, sempre tem havido conflitos internos, sempre tem Israel, não tem vivido uma situação tranquila em si, totalmente,
mas desde 50 anos atrás, naquela guerra de 1973, Israel tem vivido uma situação relativa de paz,
com conflitos, sempre com ameaças, mas aí quando você vê, quando você lê a respeito de pessoas que estavam fazendo festa,
ou pessoas que estavam dentro dos kibbutz, que estavam vivendo uma vida, de vez em quando você olha o perfil de algumas das pessoas
que ou foram mortas, ou foram sequestradas, ou que tiveram alguém ali, acabou, acabou, tem vilas inteiras que foram destruídas,
que ninguém voltou para lá ainda, então você pensa assim, a vida normal, a vida tranquila, ela dura pouco tempo,
porque na verdade Deus está trabalhando, Deus está conduzindo a história para uma consumação,
e pelo que nós lemos nas escrituras, vai haver uma guerra pior do que as guerras mundiais que nós já vimos,
vai haver tribulação, vai haver um tempo de angústia para Israel e para o mundo, então nós não estamos com um horizonte
de tranquilidade à nossa frente, e é mais ou menos isso que eu vejo aqui nesse livro de Esther, porque ela e nem Esther, nem Mordecai,
eles não tinham pista nenhuma, por que será que uma moça judia, que foi criada com princípios, foi criada com cuidado,
para ser temente a Deus, por que que uma moça foi escolhida, a moça judia, do povo de Deus, que não deveria se misturar com outros povos,
que não deveria fazer parte de outros sistemas, Israel foi chamada para ser uma nação separada, Israel foi chamada para ser um povo diferente,
um povo sacerdotal, o reino de Deus na terra, como que Deus permitiu, está claro nesse livro, que foi algo de Deus,
por que Deus estava preparando na sua soberania, ele escolheu a pessoa certa, Deus escolheu Esther, ela era a pessoa certa,
para a ocasião certa e para esse momento certo, então isso é a soberania de Deus, Deus estava preparando,
Deus não foi autor do plano de Amã, Deus não foi, como eu falei, a gente não tem como sondar a soberania de Deus, que que Deus estava por trás das decisões egoístas
do rei Assuero, assim, como que nós podemos entender a soberania de Deus, para mim a única coisa que nós podemos entender é que Deus sabia,
de antemão, ele sabia o que ia acontecer, ele não é autor do mal, a própria Escritura afirma isso, Deus não é autor do mal,
Deus não instiga as pessoas a fazer o mal, não foi Deus que levou Judas a trair Jesus, a Bíblia fala que foi Satanás que entrou nele para trair Jesus,
mas tudo acontece de acordo dentro do plano de Deus, porque Deus sabe de antemão e ele pode impedir ou ele pode preparar uma solução,
então aqui nós temos essa história, essa narrativa que lemos no capítulo 4 de como Esther fica sabendo depois, pela troca de mensagem com Mordecai,
ela fica sabendo Mordecai em forma de tudo que aconteceu e ele falou, Esther, só tem uma pessoa que tem a possibilidade de ir diante do rei e de pedir que mude essa situação calamitosa,
trágica que poderá acontecer, então nesse momento Esther é confrontada com um propósito maior, nós não sabemos o que se passava no coração, na mente dela,
nós não sabemos o que ela pensava antes de ser rainha, nós não sabemos o que ela pensava depois de se tornar rainha, mas dentro desse diálogo fica muito claro que ela não percebe,
primeiro ela não sabia, ela não sabia o que estava acontecendo, então ela ficou sabendo pela mensagem que Mordecai mandou para ela, olha, tem um plano para destruir, para aniquilar totalmente o povo judeu,
o seu povo, o povo que nós fazemos parte, e só tem uma pessoa que tem possibilidade de entrar diante do rei e de falar, mude essa situação, faça alguma coisa para que isso não aconteça,
e Esther ainda, ela demora um pouco para entender, ela não percebe exatamente que ela é a pessoa, ela argumenta que não, eu não posso, eu estou aqui mas eu não posso entrar,
eu não posso ir diante do rei na hora que eu quero, então ela argumenta nesse sentido, nós não sabemos se por ela mesma, se ela poderia cair em si, mas ali naquele momento ela argumentou com Mordecai,
ela retrucou, foi assim, o que é isso, eu não posso ir diante do rei, e eles têm uma relação, como nós sabemos, de pai para filha, qual o pai que vai jogar a filha numa situação que ela pode perder a vida,
Esther está acostumada a um relacionamento de proteção, Mordecai vivia diante do palácio, antes dela ser escolhido como a rainha, ele vivia todos os dias ali na frente, ele estava preocupado com ela,
ela se preocupava com ele, eles têm uma relação de amor, de cuidado, de proteção, então quando Esther fala assim "Mordecai, eu não posso ir, porque senão eu vou morrer",
ela está acostumada a alguém que vai dizer "claro, a gente pensa em algum outro jeito, eu não quero colocar você em risco", seria a coisa mais natural, mais natural de Mordecai falar assim,
"eu não quero colocar você em risco", Mordecai ama Esther como a própria filha, ela faz parte, ela tem um vínculo profundo com ele,
e mesmo assim, para ele não tem dúvida, ele nem pisca, ele não oscila, ele não tem nenhuma dúvida, ele fala assim "Esther, você não pode fugir, porque você está nessa posição,
você não pense que ali no palácio você vai escapar, você vai ser poupada, você não vai", mas a pergunta que é essa pergunta principal é "Quem sabe?"
Essa pergunta "Quem sabe?" na verdade é assim, não tem dúvida, não tem dúvida de que Deus, ele não fala que nesse relato, não menciona o nome de Deus,
mas o que ele está dizendo, porque quando ele fala "Se você não for, vai haver livramento de outra fonte", claro que ele está se referindo a Deus,
como que o povo judeu que tem uma aliança com Deus, como que ele vai dizer "Vai ter livramento para vocês de alguma outra fonte",
quem estaria por trás de alguma outra solução? Ele está dizendo "O plano de Deus, os propósitos de Deus são inexoráveis,
é impossível Deus não conseguir fazer o que ele quer, ele não vai deixar o povo de Israel ser aniquilado, destruído, ele não vai permitir isso,
agora você tem a oportunidade de ser a pessoa que Deus vai usar, porque na cabeça de Mordecai ali caiu a ficha assim, completamente,
quem sabe se você não foi conduzida ao reino por uma ocasião, você pode ter, tem várias traduções, mas você foi conduzida ao reino,
você foi elevada à posição de rainha, por um tempo, por uma ocasião, por uma conjuntura como essa, agora Mordecai disse "Agora eu entendo,
porque Deus abriria o caminho para você ser rainha, Deus não estava querendo que você se tornasse uma pessoa assim,
porque nossa que coisa maravilhosa, ela é bonita, agora ela tem uma vida boa", esse não é o propósito de Deus para nós, se nós pudéssemos entender que a vida tem um propósito,
e que nesse momento é difícil colocar isso em palavras simples, porque Deus não quer que a gente viva sempre com tristeza,
porque tem tanta gente no mundo passando fome e tal, mas é verdade, como que nós podemos viver sem nenhuma preocupação,
sendo que tem guerra, sendo que o mundo está nessa situação, sendo que o homem está paulatinamente destruindo o mundo, o clima,
ainda que os governos, que o sistema do homem fizesse tudo necessário, nós não conseguiríamos salvar o planeta, mas ainda mais quando as pessoas negam, as pessoas fazem o contrário,
o que manda é o dinheiro, o capitalismo, o que interessa para nós é lucro agora, então todo o sistema do homem está destruindo o mundo,
o mundo está criando situações em que vai haver guerra sem fim, porque as pessoas que querem mais poder, mais riqueza, mais território, mais controle, não cedem,
então nós estamos vivendo num sistema, numa ordem do mundo que é terrível, se Deus coloca uma esté numa posição como ela tinha, tem que ter um objetivo,
Deus não está simplesmente no negócio de fazer, como muitas vezes o cristianismo é colocado assim, para que eu seja feliz, para que eu seja próspero, para que eu não tenha problemas,
sim, Deus nos ama profundamente, Ele deseja curar, Ele deseja suprir, Ele é o Deus que providencia, Ele cuida de nós, mas Ele está empenhado em mudar o sistema do mundo,
Ele está empenhado em restaurar, Ele está empenhado em redimir, o mundo está ficando cada vez pior, o sistema vai nos engolindo e muitas pessoas,
a igreja, isso é coletivo, isso não é só individual, tem muitas pessoas, principalmente no mundo ocidental, a igreja tem vivido prosperidade, nós temos tido influência até nos governos,
nós temos tido posições semelhantes a Esther, talvez não tão alto assim, pelo menos na grande maioria dos casos e poucos, pouquíssimas pessoas terão uma posição
exatamente como a de Esther, de ser uma rainha de um império, um rei, uma rainha, um primeiro ministro, alguém com tanta influência assim,
mas muitas pessoas em graus diferentes, nós no mundo ocidental que não tem perseguição, que tem muitas vezes prosperidade, nós estamos vivendo em bolhas também,
nós estamos vivendo numa situação sem perguntar, sem perguntar para Deus por que o Senhor me deu esse privilégio, há vários anos eu lembro que essa pergunta veio para mim,
é interessante quando algo ruim nos acontece, como o caso de Jó, aquele caso clássico de tantas tragédias que aconteceram com ele simultaneamente ou consecutivamente,
ele ia perguntar, mas por que Deus? E é uma pergunta que todo mundo faz, por que isso aconteceu com meu filho, as pessoas que perderam pessoas em Israel, as pessoas que estão perdendo continuamente na Ucrânia,
enfim, todo lugar tem outros conflitos na África que ninguém nem fala, muito sofrimento aqui no Brasil, tem muita gente sofrendo, então as pessoas perguntam por que isso aconteceu comigo,
mas quantas pessoas perguntam se algo especial acontece, uma vitória, uma oportunidade, abre uma oportunidade incrível de emprego, de posição, de benção material, de cura,
pessoas são curadas, quantas pessoas não são curadas, então se a pessoa não é curada a gente pergunta, por que Deus?
Agora quando as coisas boas nos acontecem, sim, muitas vezes não somos gratos a Deus, mas o que Mordecai falou com a Externa nesse capítulo, quem sabe essa pergunta, essa frase nos mostra que quando algo bom nos acontece,
algo inédito, algo inesperado, algo surpreendente nos acontece, ou simplesmente de tudo está bem, de vez em quando eu fico perguntando quantas pessoas estão sofrendo alguma coisa,
ou pessoalmente, ou alguém muito próximo, se eu não tenho isso na minha vida eu tenho que perguntar a Deus, com certeza o senhor tem alguma coisa que o senhor quer fazer, porque Exter não foi, o que Mordecai está falando,
Exter você não foi conduzida a posição de rainha por nada, você não foi conduzida, você não chegou lá simplesmente porque Deus olhou para você e gostou muito e pensou assim eu vou dar uma vida boa para Exter,
eu vou dar uma coisa especial enquanto muitos outros estão sofrendo, Mordecai falou assim você acha que você vai ficar bem no palácio se esse plano vai para frente e você não levanta sua voz, você vai ficar bem sabendo que seu povo vai ser totalmente aniquilado mesmo que você não morresse,
como você vai ficar no palácio, mas ele está dizendo você não vai ficar isento disso, então o que me chama atenção nessa frase, nessa história é essa combinação da soberania de Deus e da responsabilidade humana,
então da perspectiva da soberania de Deus, olhando para a história de Exter até esse capítulo 4, o que nós podemos concluir, o que nós podemos observar da soberania de Deus,
Ele escolheu, Deus escolheu, antes que alguém soubesse, antes que tivesse qualquer tipo de noção de que surgiria um plano para destruir o povo judeu, antes disso Deus já estava preparando o caminho,
essa parte da soberania de Deus me anima, me encoraja, me enche de esperança porque nós não somos capazes, nós não sabemos as coisas que vão acontecer e mesmo que soubéssemos,
nós não somos capazes de bolar, de planejar uma estratégia e mesmo quando isso aconteceu, eu imagino Mordecai naquele momento no início desse capítulo quando ele foi para a praça com pano de saco e gritando em alta voz com grande angústia,
isso significava que naquele momento eu penso, ele não tinha ideia, ele não sabia como Deus poderia reverter isso e mesmo sabendo que não deve ter demorado muito para ele pensar,
Esther, está lá no palácio, ela não tem capacidade de reverter uma ordem do rei, mas ela está lá, deve ter alguma coisa a ver com isso, mas é claro que ele não sabia o que,
ele só falou com ela, você precisa ir diante do rei, não tem o que pensar, você tem que ir, então nós não sabemos como resolver, as situações nos parecem impossíveis e isso você pode aplicar de uma forma pessoal,
as situações na sua vida que você não sabe como resolver, mas eu sempre acho importante quando nós fazemos uma aplicação de uma história bíblica, de uma situação que cada situação é diferente,
não vai acontecer algo exatamente como a história de Esther na nossa geração, mas é claro que tem coisas que nós podemos aplicar, nós podemos entender, essas histórias foram escritas para que a gente conhecesse mais a Deus,
que a gente confiasse nele, que a gente soubesse que ele nunca fica sem solução, nunca fica sem plano e na verdade ele está esperando isso, ele já sabe, mas isso é algo que as histórias bíblicas elas são contadas por causa do plano de redenção,
por causa do plano de restauração, como eu disse, nós não devemos buscar apenas um alívio temporário para um problema pessoal e nem mesmo para uma situação da guerra na Ucrânia, da guerra em Israel, da pandemia,
muitas vezes o que nós queremos, que faça um cessar-fogo, que faça um tratado, que resolva, que pare com a guerra, a gente sempre quer e claro é uma situação que está trazendo morte e destruição para muitas pessoas,
então a gente quer que isso pare, mas o nosso coração tem que ser Deus, o senhor tem um plano para acabar com isso para sempre, o senhor tem um plano para livrar não só Israel, Ucrânia, ou Brasil, ou minha vida, ou um grupo de pessoas,
o senhor tem um plano para acabar com isso para toda a humanidade, o senhor tem um plano para restaurar a terra, aquilo que o senhor projetou quando o senhor criou a terra,
o senhor tem um plano que não é Jesus morreu na cruz para levar a gente embora e esse plano fica assim, Deus fez o mundo, não deu certo, nos leva embora para o céu,
ele tem um plano de cumprir o plano original, ele criou uma terra maravilhosa, ele não vai desistir da terra, ele não vai desistir da humanidade, então Deus está empenhado,
Deus estava empenhado nesse momento do Livre de Esté em salvar o povo de Israel, mas por que o povo de Israel? Porque deles viria o Salvador, deles viria o plano que traria redenção para o mundo inteiro,
então nós também devemos perguntar para Deus, claro eu posso não ser um Daniel, uma Esther, sei lá, alguém de grande importância no plano de Deus, um Moisés, um Paulo,
Deus não me chamou para um papel tão destacado, tão importante, mas Deus tem um plano para cada pessoa, para cada pessoa existe um propósito maior,
essa pergunta de Mordecai em Esther 4,14, quem sabe se não foi para tal tempo, talvez nós não chegamos, talvez eu não cheguei ao momento, aquela hora H,
em que Deus tem algo especial para que eu cumpra alguma coisa que ele me deu para fazer, mas o que Mordecai está falando com Esther é,
acorda, acorde, é tempo de você entender que você não se tornou rainha à toa, não foi sem propósito, não foi por você, isso não tem a ver com você,
isso tem a ver com um grande plano de Deus de salvar, de livrar o povo judeu do extermínio e de liberar o plano de Deus para trazer restauração para toda a terra,
essa é uma coisa maravilhosa, a vida dela tem um propósito, tem algo especial e uma coisa que com certeza a gente deve explorar em outras aulas futuras,
porque Esther aponta não só para uma pessoa ou duas pessoas, porque como nós vimos assim, Esther jamais conseguiria cumprir o plano de Deus para ela sozinha,
pelo próprio papel que Deus deu a ela, Deus a colocou no palácio, no lugar realmente, Deus a colocou ali, nessa redoma, nessa bolha,
nesse lugar isolado, Deus colocou ali, não foi culpa dela de não saber o que estava acontecendo, mas é muito muito fácil, é muito muito fácil você se adaptar,
você se acostumar com vida boa, com vida confortável, com uma situação de tranquilidade, é muito fácil você se acomodar, é muito fácil você ficar sonolento espiritualmente,
você ficar desapercebido, é muito fácil, Deus chamou Esther, Mordecai não tinha possibilidade de fazer o que Esther ia fazer,
mas Esther jamais entenderia o propósito de Deus se não fosse Mordecai, então esse papel de Esther aponta não só para uma pessoa que tem um chamado específico,
isso é muito válido, mas Esther também aponta para uma condição coletiva, para representar a igreja, a igreja no ocidente, pessoas coletivamente que estão dormindo,
que receberam a graça de Deus, não foi por escolha nossa, eu não escolhi nascer onde eu nasci, eu não escolhi estar nesse momento da história,
mas Deus tem permitido que a igreja coletivamente, pessoas que fazem parte do povo de Deus, tenham uma vida próspera,
tenham uma vida como eu falei, desde a segunda guerra tem havido prosperidade sem precedentes no mundo ocidental, não no mundo inteiro, mas nas Américas,
não todas as Américas, mas em vários países, principalmente a América do Norte, mas outros países têm entrado, têm uma classe muitas vezes que também compartilha dessa prosperidade,
de muitos cristãos, houve uma época que crente, era sempre de uma classe mais sofrida economicamente, mas hoje nós temos muitas pessoas que têm uma vida boa,
no Brasil e em muitos outros países da Europa, enfim, tem muitas pessoas que estão vivendo uma situação que não escolheram,
mas que a pergunta deveria ser quem sabe se nós coletivamente não fomos conduzidos a essa posição exatamente por causa de um momento, de uma conjuntura,
talvez isso não apareceu ainda que essa conjuntura, Esté e Mordecai ficaram sabendo aqui no capítulo 4, ficaram sabendo que tinha algo importante,
então é só para consolidar essa ideia, a soberania de Deus, então ela se evidencia, porque Deus de antemão, nós olhamos para o livro de Esté e nós sabemos, já conhecemos a história completa,
sabemos o que aconteceu no meio, no fim, então a gente sabe, mas Esté não sabia no início, Mordecai não sabia, então muitas e muitas vezes nós não sabemos,
de antemão, o que Deus quer da nossa vida, o que Deus deu a nós, seja em termos de recursos materiais, seja de uma posição, seja de uma influência,
seja talentos, dons que Deus nos deu, enfim, Deus coloca cada pessoa num lugar específico, pelo que nós entendemos essas pessoas que aparecem nas Escrituras,
que eu sempre cito assim, poucas pessoas tiveram esse chamado e essa oportunidade de entrar no sistema do governo humano, mas nós temos o exemplo de José do Egito, nós temos o exemplo de Daniel,
nós temos o exemplo de Esther, nós temos o exemplo de Nehemiah, são pessoas que tiveram uma posição privilegiada e que não buscaram essa posição,
eles não estavam ambicionando, Daniel não foi fazer carreira na Babilônia, ele foi levado como escravo, José foi levado como escravo para o Egito,
foi colocado na prisão, não foram pessoas que buscaram esse tipo de posição, Esther não buscou, então Deus os promoveu, Deus os colocou como infiltrados dentro do sistema humano
e Deus tinha um propósito, as pessoas não imaginavam o que Deus faria com a vida deles, então Deus escolhe a pessoa certa, sempre Deus sabe,
eu fiquei pensando, será que tem exemplos de pessoas que foram escolhidas por Deus e que falaram não, porque nós vamos ver isso no fim, que a pessoa pode dizer não,
Deus não obriga a pessoa a seguir o seu chamado, mas Deus escolhe justamente porque ele sabe que tipo de pessoa que ele precisa,
porque ele escolhe Jacó e não Isaú, Deus sabe, Deus entende que tipo de pessoa que ele precisa, pra que tipo de momento, pra que tipo de situação,
Deus escolhe a pessoa certa e sempre devemos lembrar, a escolha de Deus para um papel, pra uma função, pra um ministério, essa escolha não é escolha pra salvação,
é a escolha para ser um instrumento de Deus dentro do plano dele, então ele escolhe a pessoa certa, ele prepara essa pessoa, então em alguns casos isso é mais evidente do que em outros né,
mas Deus com certeza, ele escolheu Esther, ela estava sendo preparada por ele desde quando, desde o início, a Bíblia fala que Deus falou com Jeremias,
eu te escolhi antes de você nascer, então Deus escolhe porque ele sabe que tipo de pessoa, que tipo de instrumento, nós vamos entender como é que funciona isso, Deus está manipulando as pessoas,
Deus está determinando diante em mão, não, Deus deixa muito claro que a pessoa pode se negar, a pessoa pode se recusar a fazer o que Deus quer, mas ele escolhe as pessoas porque ele sabe diante em mão,
que tipo de pessoa que ele precisa e que tipo de pessoa pode dizer sem pra ele, então ele prepara a pessoa, ele prepara as circunstâncias e ele prepara o tempo,
então aqui nós vemos tudo acontecendo no momento certo, a mãe aparece em cena depois de algum tempo que a Esther já era rainha, então estava tudo, Deus estava ali esperando,
Deus sabia o que ia acontecer e Deus preparou as coisas, então quando nós chegamos aqui nesse capítulo 4, nessa pergunta, nesse confronto, pra mim essa mensagem de Esther dizendo,
eu não posso ir, eu posso morrer, e Mordecai respondendo, você, você foi chamada pra essa hora, você, é por isso que você está no palácio, e como depois ela respondeu,
tá bom, eu vou fazer isso, eu quero que vocês jejuem e orem, porque eu sei que eu não tenho capacidade, isso foi muito importante, Esther não se achava a Bela que podia chegar diante do Rei em qualquer momento
e conquistar o coração dele, então ela sabia exatamente o que poderia ser feito, ela sabia que ela podia não dar conta disso, mas ela pediu oração, mas ela se dispôs e ela disse,
se for pra eu morrer, eu morrerei, então ela sabia que tinha risco, ela sabia, como os 3 amigos de Daniel, ela sabia que eles também falaram,
você olha, nós não vamos nos encurvar diante da imagem, se for pra eu morrer, a gente morre, Deus é capaz de nos livrar, mas se ele não nos livrar, eu vou assim mesmo,
então Esther estava, ela se dispôs, mas foi um confronto, ela precisou ser confrontada, ela precisou entender que ela estava ali como rainha,
porque Deus tinha preparado, tinha chamado pra esse momento, era esse o propósito, tem um propósito maior pra nossa vida, o propósito da nossa vida sim,
nós queremos ter uma família, queremos ter uma vida normal, queremos desfrutar de momentos maravilhosos, felicidade, comunhão com amigos, com família, queremos ter, a Bíblia descreve uma vida maravilhosa,
geralmente ele usa aquela figura, cada homem, cada família, embaixo da sua videira, da sua figueira, descreve uma vida tranquila, mas como eu disse, essas coisas são exceções, são coisas temporárias,
a gente às vezes tem algum tempo de tranquilidade, de paz, mas depois vem, outra vez vem angústia, porque nós estamos vivendo num sistema que é contra Deus,
que luta contra Ele e que Deus está preparando um final pra mudar totalmente o sistema definitivamente, então nossa vida tem um propósito e o propósito da nossa vida é servir a Deus naquela conjuntura,
naquele momento que Deus nos chamou, Deus tinha algo pra exter, Deus não tem algo tão elevado pra mim, pra você provavelmente, mas Deus tem algo também de grande importância,
mas a nossa vida tem um propósito maior, ok, então a soberania de Deus é Deus, a gente consegue enxergar que Deus preparou todo o cenário, Deus preparou tudo para que exter estivesse no lugar certo, na hora certa,
e a responsabilidade humana, o que que exter podia fazer, qual era a responsabilidade dela? Ela foi confrontada por Mordecai, mas vamos olhar aqui, eu vou fazer uma referência rápida a alguns outros exemplos na Bíblia,
mas olhando pra exter, nós não sabemos que tipo de senso de missão de chamado exter tinha antes, mas evidentemente Deus chama pessoas específicas e uma grande condição,
ele chamou Abraão, antes de Deus chamar Abraão, Abraão buscava, Abraão, será que ele vivia pensando "Deus, eu quero conhecer a Ti", nós não sabemos sobre isso, mas Deus chama pessoas,
tem um chamado para pertencer a Deus, para estar em aliança com Deus, pela história nós entendemos que Mordecai criou exter dentro de uma aliança com Deus, ainda que não fale isso explicitamente,
mas toda a linguagem que tem aqui, todo o contexto da história de exter mostra que ela tinha essa consciência, ela tinha, ela não tinha uma noção do chamado específico,
mas Deus escolhe pessoas e qual que é a responsabilidade dessa pessoa, essas coisas não são fórmulas, a gente não consegue reduzir uma regra fixa,
mas o que nós vemos na vida de Moisés por exemplo, Moisés também recebeu, não foi por escolha dele, ele foi adotado pela filha de Faraó, então ele também recebeu uma posição que ele não buscou,
ele poderia ter sido morto como bebê, Faraó mandou matar todos os meninos que nascessem, então ele ficou ali boiando no rio Nilo e a filha de Faraó achou e adotou como filho dela,
então ele teve uma posição muito incomum, um menino israelita mas criado dentro do palácio, filho da filha de Faraó, então ele recebeu algo assim,
ele recebeu um privilégio, recebeu um status, ele recebeu formação, ensinos, mas o livro de Hebreus fala assim que ele não se conformava,
ele descobriu quem ele era e ele não quis ficar nesse luxo do palácio quando os irmãos dele estavam sofrendo, então algo, ele tinha um senso de chamado, então esse é um exemplo e cada vida,
cada situação é um pouco diferente, mas a pessoa precisa ter um senso de entrega, de missão, de chamado, alguma coisa, normalmente as pessoas ou coletivamente,
a igreja precisa saber que tem um chamado de Deus, nós não estamos neste mundo esperando ir embora para o céu, nós estamos neste mundo esperando ter uma participação no plano de Deus,
coletivamente tem um desafio para a igreja, então nós precisamos ter esse senso de chamado, esse senso de entrega, esse senso de que meu objetivo na vida não é minha realização,
minha felicidade, minha prosperidade, meu propósito na vida tem que ser como que a gente pode contribuir para esse plano de Deus de mudar o sistema do mundo para sempre, esse é o propósito da vida,
é um propósito geral, mas Deus tem algo específico para cada pessoa, então aí vem o segundo ponto que essa pessoa ou essa coletividade precisa ter uma percepção do chamado específico no momento certo,
o que está acontecendo aqui no capítulo 4 de Esther, que se Esther tinha ou não esse senso mais geral, a gente imagina que sim, que ela foi criada como uma pessoa em aliança com Deus,
então ela tinha um senso de identidade, um senso de pertencimento ao povo de Deus, aliança de Deus, mas é nesse capítulo 4 que Mordecai falou assim,
tem um chamado para você agora, tem uma situação, tem um desafio que é para você agora, é para isso que você foi chamado, é para isso que você está no palácio,
então ela precisa ouvir o chamado específico, vamos pensar de Moisés outra vez, Moisés é mais claro no caso de Moisés do que no caso de Esther, mas é muito claro que Moisés tinha esse senso de chamado,
a Bíblia não relata exatamente como que ele desenvolveu isso, mas ele saiu, viu um egípcio maltratando uns hebreus e ele matou o egípcio,
então ele tinha um senso de chamado de Deus, de propósito, ele tinha isso, só que ele antecipou, ele fez fora do tempo, porque Deus chama a pessoa,
Deus prepara a pessoa, Deus prepara as circunstâncias e Deus prepara o tempo, então tem um tempo, Jesus estava andando aqui na terra e lá de quem João 7 e os irmãos dele falaram,
porque você não vai, você que tem um chamado de ser eles nem acreditavam nisso, mas você que tem um chamado de ser o Messias, vai lá no meio da festa, se anuncia, aproveite que vai ter uma festa,
e a Bíblia fala que Jesus sabia que não era o tempo dele, então Deus, na soberania de Deus, ele prepara a pessoa, ou as pessoas, ele prepara as circunstâncias, mas ele prepara o tempo,
Jesus tinha um senso muito forte de tempo, ele sabia que a hora dele não tinha chegado, várias vezes fala sobre isso, então ele tinha uma consciência do tempo, Moisés errou o tempo,
ele precipitou, ele não esperou Deus preparar as circunstâncias e o tempo certo, então aí ele foi, na verdade isso faz parte da preparação, ele foi lá para o deserto,
ele fugiu e ficou no deserto 40 anos e aí Deus chegou para ele, esse é o segundo ponto aqui, ela precisa ouvir o chamado específico na situação imediata,
Deus prepara, Deus tinha Esther ali no palácio, mas um dia teria um momento, por que Deus colocou Esther no palácio? Por que Deus deu a Moisés essa posição de ser filho da filha de Faraó,
de ter a preparação de conhecimento que ele tinha e também todo o contexto Moisés foi preparado, depois ele foi preparado no deserto, mas quando chegou a hora,
Moisés não tinha um mordecai para instigar, para confrontar, ele foi confrontado pelo próprio Deus, Deus apareceu para ele na sarça ardente e Deus falou assim,
sabe Moisés, esse desejo que você tinha de libertar seu povo da escravidão chegou a hora, só que agora Moisés não queria mais, ele também não, é uma situação bem diferente da Esther,
ele não estava mais no palácio, mas ele não estava conseguindo ouvir o chamado de Deus, Deus falando com ele, Deus aparecendo sobrenaturalmente na sarça, se você ler em exodo 3,
você vai ver que chegou a hora que Deus ficou irado com Moisés, Deus ficou irado, porque Deus estava falando assim, é a hora e Moisés estava assim, não quero, não quero, então a pessoa,
claro Moisés poderia ter se recusado, poderia, mas Deus sabia que Moisés era a pessoa certa e ele continuou insistindo até que Moisés aceitou,
tem a história de Jonas também, Jonas também recebeu um chamado numa situação imediata, ele fugiu de Deus e Deus foi atrás dele, então Deus sempre vai conseguir superar as nossas recusas,
a nossa maneira de dizer não, não sei, depende, cada história pode ser diferente, o que Mordecai estava falando com a Esther nessa história é que você pode falar não,
versículo 4, versículo 14 no início, porque se de todo te calares agora, então ele sabia, ela tinha a opção de se recusar, ela tinha a possibilidade, então aqui embaixo ela precisa aceitar o chamado específico, o desafio,
ela precisa saber quando é a hora que Deus colocou a gente para uma conjuntura como essa, e eu quero muito entender mais o que Deus está fazendo com a igreja,
nesse momento da história que nós estamos vivendo, tem algo muito grande que Deus está preparando, Deus não está desesperado, perdido, precipitado, Deus sabe exatamente o que Ele está fazendo,
mas nós podemos dizer não, e o livramento pode vir de outra, de outra pessoa, de outro grupo, Jesus falou, se essas pessoas quando ele entrou e todos estavam falando aos anos,
os fariseus falaram, fala com o povo para parar, se esse povo não falar, as pedras falarão, porque esse é o momento, o Espírito Santo está agindo, mas Jesus também falou em Mateus 23,
ele falou para Jerusalém, vocês não entenderam o dia da visitação, então é possível falar não, é possível a gente perder aquele momento que Deus preparou para nós,
o momento Cairoz, o momento em que aquilo que Ele preparou para nós, Ele nos chamou para um momento como esse, Deus tem um momento para cada pessoa, para cada geração, para cada grupo coletivo,
Ele tem algo, Ele tem um papel, Ele tem uma participação nesse propósito de Deus, nós estamos vivendo diante de uma grande crise, uma crise mundial que está aumentando cada vez mais,
as nuvens ficando mais escuras, a situação é muito, que pode ter grandes tragédias, grandes dificuldades, mas grandes vitórias também, então Mordecai tem esse papel impressionante,
ele disse, Esther, eu, ele não falou essas palavras, mas o que está implícito aqui é, Esther, eu falei com você para não revelar seu povo, não revelar sua identidade, mas chegou a hora,
agora você precisa se declarar, não só de uma forma indireta, você precisa ir diante do Rei e você precisa aceitar e abraçar esse momento, então para mim essa história combina a soberania de Deus e a responsabilidade humana,
é claro que Deus nos dá condições, é claro que Deus escolheu a pessoa certa que tinha um coração aberto para isso, é claro que Deus deu a Esther uma pessoa que poderia complementar,
eu vejo assim, pelo fato dela viver dentro desse redoma, ela não tinha, ela não estava preparada para aceitar um desafio de arriscar sua própria vida e a igreja no mundo ocidental também não está preparada,
mas que Deus levante o Ministério de Mordecai para nos confrontar, para nos alertar, para dizer quem sabe Deus colocou a todos nós numa situação exatamente propícia para cumprir o chamado de Deus para essa hora,
para esse momento, quem sabe se nós de alguma maneira não fomos preparados por Deus individualmente ou coletivamente para estar nessa conjuntura e para aceitar o desafio de Deus,
na história bíblica, nós temos por exemplo Abraão que se dispôs a oferecer Isaac, mas no fim ele não precisou matar, nós temos essa história de Esther que tinha o perigo de aniquilar todo o povo de Israel,
mas não aconteceu, mas a Bíblia fala que no tempo final a igreja cumprindo a sua missão como a missão de Jesus, a igreja ela precisa estar disposta a entrar na brecha,
fazer o que Deus nos chamou para fazer com risco de perder a vida e muitas vezes perdendo a vida mesmo, ou perdendo posição, ou perdendo posses, isso já aconteceu tantas vezes com o povo judeu, com a igreja também perseguida,
mas nós temos que estar dispostos não só a colocar o Isaac para oferecer a Deus, mas a oferecer mesmo de verdade, que Deus nos ajude, que Deus nos mostre como aceitar verdadeiramente o seu desafio para nós,
cada um de nós e coletivamente também, senhor nós te damos graças porque o senhor é soberano, o senhor preparou o caminho, o senhor levantou a Esther, o senhor levantou Mordecai para que juntos eles pudessem realmente cumprir o chamado e estar no lugar certo na hora certa,
senhor nós também queremos que o senhor encontre pessoas e grupos, igrejas, teu corpo disposto a estar no lugar certo nessa hora crítica da história da redenção,
e te agradecemos porque o senhor sempre está preparado e está preparando o teu povo para isso, muito obrigado senhor em nome de Jesus, amém.

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