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Aula 11 – Vol.34 – Inversão do Plano Maligno de Hamã

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No capítulo 7 de Ester, houve uma grande vitória: a maldade de Hamã foi exposta e ele foi condenado pelo rei e morto. Mas essa foi apenas a primeira etapa do livramento de Deus. O plano que ele maquinou para destruir totalmente o povo judeu em todo o império persa ainda estava de pé. Havia sido decretado, com assinatura do rei, e não podia ser revogado. O perigo ainda pairava sobre o povo judeu. O rei Assuero não se preocupava com injustiça, com o propósito em si. Ele havia concordado com Hamã quando o plano foi apresentado. Como Ester deveria agir agora?

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14/01/24 – Ester 8 – Baixardo áudio.


 

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Estamos seguindo a sequência no livro de Ester. Já estamos no capítulo 8. A história vai prosseguindo.
O plano de Deus vai se desvendando cada vez mais. A gente sempre repete porque é uma coisa muito diferente o fato desse livro não mencionar o nome de Deus.
O livro não fala de oração, falou de jejum, mas não falou especificamente de oração.
Então, assim, é como se não estivesse reconhecendo explicitamente a ação de Deus, mas é um livro que a história que relata nesse livro é uma história que mostra a ação de Deus, intervenção de Deus, soberania de Deus.
É muito impressionante ver como Deus participa, como Deus ordena as coisas, mas, na verdade, ele espera uma ação, uma iniciativa, uma posição dos homens, mas a ação mesmo, uma mudança vem dele.
Então, é uma história que confirma o que está em todas as escrituras, mas de uma forma bem diferente.
Então, no capítulo 7, só pra lembrar, houve o segundo banquete. Ester foi diante do rei, a Iscana Vida. No primeiro momento, ela pediu pra convidar o rei e a mãe pra um banquete, mas no primeiro banquete ela não falou o que ela queria e isso deu uma oportunidade, foi a diferença de um dia do primeiro banquete para o segundo.
E nesse um dia, durante a noite, durante o dia, Deus estava agindo e preparando o caminho para que quando no segundo banquete, no capítulo 7, Ester finalmente falou ao rei o que ela queria, qual era o pedido, qual era a situação, Deus tinha agido de tal forma que o terreno estava preparado, o coração do rei estava preparado, as coisas estavam no lugar.
Então, é um exemplo tremendo, é claro que cada vez vai ser diferente, em cada situação, as circunstâncias são outras, mas o princípio é da gente realmente esperar em Deus, deixar Deus agir, mas não é um deixar Deus agir de braços cruzados, sem uma posição, sem correr riscos, sem colocar a nossa vida na linha de fogo.
Ester fez isso, mas ao mesmo tempo ela deixou um espaço para Deus, não sabemos se ela fez isso conscientemente, se ela já tinha feito um plano de fazer o primeiro banquete e depois convidar para o segundo, a gente não sabe se foi algo que aconteceu no momento ali, ela falou não vou falar hoje, vou deixar para amanhã, mas Deus dirigiu e foi assim que aconteceu.
Então, no capítulo 7, que já vimos, ela colocou o pedido dela, ela expôs a maldade de amanhã, o plano de amanhã e isso teve um resultado imediato, o rei ficou furioso, saiu da sala, depois voltou, viu a amanhã suplicando diante de ester e isso estava quebrando o protocolo.
Enfim, o rei ordenou a morte de amanhã na forca que ele tinha preparado para mordecai.
Então, nós finalizamos, na verdade, uma primeira parte, a primeira vista poderia se pensar, pronto, já resolveu a questão, já está tudo certo, não vai acontecer o plano, o próprio amanhã foi morto, então acabou tudo. Não, não acabou porque amanhã tinha feito um decreto com a autorização do rei,
com o anel do rei, com a assinatura da autoridade do rei e o decreto que ainda aconteceria alguns meses adiante, lembra que amanhã foi diante do rei e propôs o extermínio do povo judeu no primeiro mês do ano
e aí ele lançou sortes para saber quando seria a melhor época para determinar a data do extermínio e a sorte caiu, a data caiu para o último mês do ano, eles estavam no primeiro mês do ano e a data do decreto foi marcado para o último mês do ano.
Esses acontecimentos nós vamos ver no capítulo 8, agora eles estão no terceiro mês do ano, então ainda faltam meses, 8, 9 meses para chegar a essa data fatídica, mas o decreto de acordo com as leis dos medos e perdas que nós encontramos nesse livro,
no livro de Daniel sempre fala isso que de acordo com a lei dos medos e dos persas aquilo que o rei determina não pode ser revogado nem pelo próprio rei, então eles ainda estão diante de uma situação completamente catastrófica,
a morte de Aman em si não resolveu, não resolveu nada, porque o decreto estava em pé ainda, estava valendo, então é nesse ponto que nós estamos seria uma segunda etapa, uma segunda parte do que precisaria acontecer
para reverter a maldade, o plano maligno e para livrar o povo judeu desse extermínio, então vamos orar sempre a história, ela não vai se repetir exatamente igual,
nós não vamos encontrar, nem houve na história passada, nem haverá no futuro uma outra situação idêntica, exatamente idêntica, não vai acontecer de um império e ele vai se casar com uma serva de Deus que vai interceder,
não vai acontecer igual, mas os princípios, todas as histórias, todos os acontecimentos narrados nas escrituras servem para nos ensinar, são princípios e são situações que prefiguram,
que apontam para situações semelhantes, haverá paralelos, haverá situações semelhantes em que nós precisaremos recorrer aquilo que foi revelado nas escrituras para poder entender melhor como Deus age
e para poder cooperar com Ele, esse é o nosso desejo, não só ver a história, não só sentir uma profunda admiração por tudo aquilo que Deus fez é fantástico,
você lê essa história e você fica, cada capítulo, cada passo do que Deus fez é impressionante, é olhar para a situação em que a mãe estava com tudo nas mãos, tinha autoridade,
só o rei tinha mais autoridade do que ele, tinha a confiança do rei, tinha o anel do rei, ele podia fazer o que ele quisesse, estava numa situação que os judeus não viam saída,
Mordecai ficou com pano de saco, cinza, jejuando, Esther chamou todos para jejuarem para ela poder ir diante do rei, mas era uma situação impossível,
e num dia isso é impressionante, como num espaço de poucas horas, num espaço de um dia entre o primeiro banquete e o segundo banquete tudo mudou,
então isso é tremendo, mas sempre queremos olhar para aquilo que Deus quer nos preparar, quer nos ensinar para o nosso tempo também.
Senhor, nós admiramos o teu plano, primeiro porque teu plano é maravilhoso, o senhor escolheu Abraão, o senhor chamou Abraão, escolheu um povo,
e toda a história da redenção no primeiro testamento, a vinda de Jesus para colocar em ação, para realmente consumar na cruz a redenção,
mas ainda falta tanta coisa para que essa obra feita na cruz possa resultar naquilo que o senhor planejou, naquilo que o senhor preparou,
então nós estamos diante de um plano maravilhoso, diante de um Deus que não vai deixar esse plano fracassar,
podemos olhar para as circunstâncias como certamente Mordecai e todos os judeus naquela época estavam pensando o que vai acontecer agora,
não tem saída, eles têm todo o poder, nós não temos recursos, nós não podemos fazer nada, e de repente o senhor inverteu toda a situação, mudou e trouxe a preservação do povo
e do teu plano para continuar desenvolvendo e efetuando esse plano para a redenção da humanidade, restauração do mundo e o estabelecimento do teu reino,
e é isso que nós ainda esperamos, olhamos para cenários mundiais, olhamos para cenários na igreja e muitas vezes não vemos muita esperança,
mas o Deus do livro de Ester, da história de Ester, o Deus que não foi mencionado por nome, mas esteve presente em todos esses acontecimentos,
o senhor está presente hoje também com o mesmo zelo, com a mesma certeza de que tudo que o senhor planejou vai acontecer, não vai falhar,
e queremos realmente participar dessa certeza, dessa fé e também da história, porque como Ester e Mordecai foram chamados para tomar atitudes,
para tomar decisões, queremos estar prontos para isso também, pedimos tudo isso em nome de Jesus, amém.
Então eu coloquei aqui nessa primeira folha que para reverter, para inverter esse plano maligno houve duas etapas,
então nós já vimos a primeira, vai ter uma última parte dessa primeira etapa que vai acontecer agora no início do capítulo 8,
mas essa aqui é como acabei de explicar, é uma primeira parte, só essa etapa, vamos dizer assim, só a morte de Aman não teria sido suficiente
para preservar o povo judeu, para evitar esse genocídio, esse extermínio do povo judeu e do plano de Deus,
então a primeira etapa foi tudo aquilo que Ester fez, de ir diante do rei e dar esse tempo entre o primeiro banquete e o segundo,
em que Deus já estava trabalhando, antes de Ester falar, Ester chamou Aman para o primeiro banquete, mas não falou nada,
e Aman até saiu do banquete pisando nas nuvens porque achava que ele tinha alcançado mais uma glória, mas entre o primeiro e o segundo banquete,
naquele dia e naquela noite, Aman tramando para matar já de uma vez Mordecai, que ele não suportava vê-lo enfrentando, não se dobrando diante dele,
e aquela noite de insônia do rei, em que o rei não viu quem era Aman, não percebeu a maldade dele, mas ele percebeu que Mordecai
tinha relatado o plano, a conspiração para matar o rei, então ele viu esse feito, essa lealdade, ele viu um pouco de quem era Mordecai,
e Deus estava preparando o caminho para quando Ester revelasse o que Aman estava tramando, o rei pode perceber quem realmente estava do lado dele,
então a primeira coisa, essa primeira etapa, envolveu essa exposição, o desmascarar de Aman, então foi isso que aconteceu no capítulo 7,
Ester foi muito sábia, recebeu a direção de Deus para saber como colocar adiante do rei, ela mostrou que Aman, ela mostrou primeiro sem falar quem,
ela falou assim, meu povo foi vendido, nós fomos entregues à morte, e isso foi muito importante,
porque pelo que nós podemos ver claramente nesse, em todo esse relato do livro de Ester, esse rei, chamado aqui de Assuero,
mas na história ele é mais conhecido como Xerxes, esse rei, ele não tinha nenhuma, nenhum escrúpulo sobre exterminar um povo,
quando Aman colocou, Aman não escondeu, ele não só não falou o porquê, mas Aman falou com o rei no capítulo 3,
ele falou assim, olha, esse povo não vale a pena, eles são rebeldes, eles não seguem as ordens, eles sempre querem fazer algo diferente,
e sempre foi isso, durante a história, os judeus foram perseguidos durante esses últimos dois mil anos, vez após vez após vez,
exatamente pelo motivo que Aman colocou, porque eles são diferentes, eles representam algo que as pessoas que não amam a Deus,
isso incita um ódio, e quem está por trás mesmo disso é Satanás, que não quer que o plano de Deus se cumpra,
então o rei Assuero, ele não tinha, Ester não podia chegar, olha que absurdo, houve um decreto, isso seria acusar o próprio rei,
quem ouviu o plano e falou assim, tudo bem, pode fazer, pega meu anel, assina como se fosse eu, o rei aceitou isso,
então Ester tinha que usar um outro argumento, Assuero não estava preocupado com justiça,
ele não estava preocupado com a maldade de matar pessoas inocentes, isso parece que para o povo naquela época e continua até hoje,
as guerras, a morte de tantas e tantas pessoas inocentes, indefesas, essas coisas não afetam as pessoas que querem poder,
que tem ambição para dominar o príncipe deste mundo, ele vem para matar mesmo, então o que age, o que está por trás dos reinos,
dos governantes, dos sistemas deste mundo, o que está por trás, a mente maligna, ela não se preocupa com a morte,
ela não se preocupa com a opressão, tudo é válido para o meu poder, o meu prazer, o meu benefício,
e isso a gente vê como muita maldade quando você pensa numa pessoa que está a frente de um país, de um exército,
mas isso acontece em graus menores quando nós desprezamos alguém que está sofrendo, um mendigo,
quando nós não nos preocupamos com funcionários, com pessoas que nos prestam serviço, todos nós estamos todos os dias
em contato com pessoas que não têm recursos, que não têm oportunidades, e se a gente estiver aqui ou de ignorar,
ou de até pisar em cima para ganhar alguma vantagem pessoal, a maioria, a grande maioria das pessoas não tem nenhum problema
em relação a isso, então esse espírito do mal não é uma exclusividade de um rei como esse rei aqui,
mas então a gente sempre tem que lembrar que Esther, nesse chamado que Deus deu para ela, Deus a colocou como rainha,
Deus a colocou nesse lugar de influência, e como que ela podia usar sua influência?
Ela não iria usar argumentos de moralidade, argumentos de Deus, de justiça, de moral,
ela não usou isso, ela usou um argumento pessoal, ela apelou para o rei e falou assim, olha, rei, eu sou,
eu sou a rainha, eu sou sua esposa, e tem alguém tramando para me matar, era aí que estava o problema do rei,
alguém está tramando para me matar e o meu povo, o meu povo para o rei, isso era importante somente por causa
de ser uma fronta contra o rei, alguém está prejudicando a honra do rei porque quer matar o povo, a etnia da rainha dele,
então sempre foi esse o argumento de Esther, ela não podia usar nenhum argumento de justiça,
ela usou esse argumento de que ela falou assim, meu pedido ao rei, isso no capítulo 7, nós vamos ver de novo aqui no capítulo 8,
então a primeira etapa, o primeiro passo da estratégia para reverter e para reverter ao decreto e proteger o povo
era expor a mãe, era expor o que ele estava fazendo e para o rei isso, a motivação, a defesa, o argumento,
era de que isso estava afetando, iria alvejar a própria rainha, então tudo isso aconteceu no capítulo 7
e o último aspecto da primeira etapa vai acontecer agora no começo do capítulo 8, então depois de a mãe ser enforcado,
capítulo 8, versículo 1, diz assim, naquele mesmo dia, então no mesmo dia que teve o segundo banquete,
o mesmo dia que a mãe foi enforcado, nesse mesmo dia, veja como Assuero não era uma pessoa ponderada, não era uma pessoa que procurava uma decisão equilibrada,
ele fazia no impulso, ele ficou irado e ele mandou matar a mãe e aí o último versículo do capítulo 7,
o versículo 10, o finalzinho do versículo fala, então o furor do rei se aplacou e é interessante isso porque,
mais uma vez, o furor do rei se aplacou porque ele viu em a mãe alguém que estava se levantando contra ele,
não diretamente, mas que estava alvejando, que estava atacando a sua esposa, a rainha Ester, então naquele momento ele podia ter pensado assim,
bom, o próprio rei poderia ter pensado, olha, foi a primeira etapa, nós eliminamos o autor do plano maligno,
mas nós temos que pensar o que fazer para não fazer essa injustiça, para não fazer essa maldade, mas não, matou a mãe para o rei já estava bom,
aplacou a ira dele e está tudo bem, e o que que ele fez, era muito comum isso, naquele mesmo dia, capítulo 8, versículo 1,
naquele mesmo dia o rei Assuero deu a rainha Ester a casa de Amã, inimigo dos judeus, a casa significa assim todas as possessões,
tudo que pertencia a Amã, lembra que a Amã era uma pessoa rica, ele ofereceu um valor imenso, um valor exorbitante,
ele ofereceu ao rei, a tesouraria do rei, um valor de 10 mil talentos, era muito dinheiro, então a Amã tinha muito dinheiro,
ele tinha muitas possessões, não era só essa casa aqui, não é só uma casa, uma residência, mas era tudo que pertencia a ele,
então isso era comum, quando alguém se envolvia, ou no crime, ou numa revolta, ou uma rebelião contra o rei, qualquer motivo que fosse,
eles confiscavam todos os bens daquela pessoa, então ele deu a rainha Ester a casa de Amã, inimigo dos judeus,
e Mordecai veio perante o rei, pois Ester tinha declarado que era seu parente, então veja como as coisas estão sendo reveladas agora,
lembra que o rei até então, até esse dia, esse dia do segundo banquete, até esse dia o rei não sabia que Ester era judia,
ele não sabia do povo dela, isso foi revelado quando ela declarou para o rei que o plano de Amã visava matar o povo dela,
então ela estava, ela fazia parte desse povo que Amã queria exterminar, então agora ele não sabia que Mordecai, ele sabia agora quem era Mordecai,
ele sabia que Mordecai tinha revelado, tinha denunciado os que queriam assassinar o rei, tinha salvado a vida dele,
então ele sabia que Mordecai, agora ele fez Amã honrar Mordecai no meio da cidade, mas ele não sabia que Mordecai era parente de Ester,
então agora Ester, e isso é um ponto muito importante aqui nas entrelinhas aqui, que a gente precisa observar, lembra que a Ester se tornou rainha,
ela poderia ter praticamente, mesmo que não se esquecesse, que não abandonasse Mordecai, mas ela agora era rainha, ela não precisaria depender de conselhos de Mordecai,
ela não precisava, Mordecai na verdade era um primo dela, ele tinha mais idade, mas ele era um parente, ele criou Ester, é claro que tinha um laço afetivo,
mas o que eu quero dizer é que Ester não precisaria ter mantido esse vínculo, essa relação, e nós já vimos alguns capítulos antes,
nós vimos como Mordecai foi essencial, primeiro que Ester nem sabia, nem ficou sabendo daquele decreto de Amã,
ela nem estava sabendo, quando ela viu que Mordecai estava com pano de saco e ela quis mandar roupa para ele, para ele não ficar assim e tal,
mas aí ela ficou sabendo do plano e mesmo sabendo do plano, inicialmente ela não tinha coragem, não teve a decisão própria de dizer claro que eu tenho que fazer agora como rainha, é arriscar minha vida,
eu preciso fazer algo, não, foi necessário Mordecai falar isso, e isso é assim que funciona, ninguém é autossuficiente, ninguém é capaz sozinho de entender o plano de Deus e saber o que deve fazer,
não só porque Ester era assim uma pessoa ainda jovem, inexperiente, mas nós precisamos uns dos outros, então essa relação entre Ester e Mordecai que atravessa o livro todo,
é muito, muito importante, representa Ester como a pessoa que Deus elevou para uma posição alta, pública, mas ela entendia que ela ainda precisava, ela precisava continuar buscando conselho, ouvindo Mordecai,
então essa relação entre Ester e Mordecai é algo muito significativo nesse livro, e um ponto para lembrar também é que a partir do momento que Ester aceitou o desafio,
porque Mordecai falou muita coisa com ela, falou que não era para ela revelar que ela era judia, falou que ela com certeza tinha que se dispor, arriscar a própria vida para ir diante do rei,
essas decisões foram super importantes, Mordecai ajudou a tomar essas decisões, aconselhou e ela ouviu, só que depois, nesses poucos dias, nesse tempo entre,
ela jejuou três dias, ela que pediu jejum, a partir daquele momento, Ester começou a agir por conta própria, não que ela não precisava mais de Mordecai, mas ela não podia ficar toda hora perguntando o que fazer,
então ela foi diante do rei, Deus deu a ela a estratégia, pode até ter sido por insegurança dela de ter esperado, não quis revelar o pedido no primeiro banquete,
mas tudo foi assim, nesses capítulos 5, 6 e 7, não fala a respeito sim de Ester perguntando para Mordecai o que fazer, mas agora nesse momento em que o rei agora viu quem era a mãe,
depois mandou enforcá-lo e tal, o que que Ester faz? Ela revela para o rei que Mordecai é parente dela, não fala exatamente como ela explicou, talvez ela até tivesse falado,
você ou ele está num lugar de pai para mim, e era exatamente esse Mordecai que salvou a vida do rei, então como o rei ele era muito de impulso, de momento, mas claro que ele tinha uma razão para isso,
é uma pessoa da confiança de Ester, uma pessoa que foi responsável por criar a esposa dele e ele tinha feito esse ato super leal, de repente assim de uma hora para outra imediatamente o rei faz essas coisas,
ele fazia essas coisas, sim como ele entregou toda a autoridade dele para a mãe, agora ele entrega tudo para Mordecai, versículo 2, o rei tirou o anel que tinha tomado a mãe,
evidentemente, antes de enforcá-lo ele pegou o anel de volta e o deu a Mordecai e Ester nomeou Mordecai como administrador da casa de Amã, então essa aqui é a terceira parte, a última parte dessa primeira etapa,
então o que é a primeira parte, eu que estou fazendo essa divisão, o importante é que são duas etapas que foram necessárias para reverter essa ordem maligna que resultaria no extermínio dos judeus,
primeiro tinha que tirar Amã, ele que era a mente, ele que tinha planejado, mas como o decreto já tinha sido feito e divulgado, então não era o ponto final,
então Amã foi exposto, Amã foi morto e Mordecai tomou o lugar de Amã, então nós temos uma mudança radical no governo do rei,
em que Amã foi tirado e Mordecai assumiu esse lugar de primeiro ministro, de ser a pessoa que detinha a autoridade, a confiança do rei, então foi uma mudança e veja só isso tudo aconteceu dentro de 24 horas,
entre o primeiro banquete e o segundo banquete, então já foi uma reviravolta fantástica, então Esther assumiu o protagonismo durante esse período curto,
ela entendeu o chamado dela, entendeu a responsabilidade dela, foi lá diante do rei, Deus deu a ela a estratégia certa, mas agora nesse momento ela reconhece Mordecai,
ela declara diante do rei quem é Mordecai, ela chama Mordecai para administrar toda a riqueza, todos os bens de Amã que foram dados a ela e o rei por causa disso,
nomeia Mordecai como aquele que tem a responsabilidade de tomar a frente, então Esther tem essa humildade, ela tem esse reconhecimento, ela mantém esse vínculo e como isso é essencial,
especialmente quando você pensa que Mordecai não era como um irmão, ele era como um pai, ele era de outra geração, então Esther reconhece, é uma ligação não só entre parentesco,
pessoas da mesma família, mas é um reconhecimento e uma ligação entre gerações, a geração de Mordecai que era como a geração dos pais dela e a geração dela,
então ela mantém esse vínculo como isso é importante e Mordecai agora vai tomar decisões importantes para esta segunda etapa, então vamos ver quais são os passos agora para a segunda etapa,
versículo 3, aqui não fica meio confuso a forma como está escrito, não sabemos se isso foi no mesmo dia, o que foi no mesmo dia é que o rei confiscou todos os bens de Amã e entregou para Esther,
Esther chamou Mordecai como administrador e às vezes passou, às vezes isso ocupou algum tempo, nós não sabemos, não tem uma especificação de dias,
mas no versículo 3 de repente parece que Esther foi uma segunda vez, do jeito que está descrito aqui parece que não foi no mesmo dia, na mesma hora que ela fez isso, porque ela se prostrou diante do rei e precisava mais uma vez do rei estender o setor para ela,
então aparentemente por isso que realmente é uma segunda etapa, porque do jeito que está escrito aqui parece, não foi explicitamente escrito assim, mas parece que é no outro dia e que ela arriscou,
claro que o risco seria menor agora, porque o rei já estava muito favorável, mas sempre era um risco, o rei podia estar de mau humor e de repente não aceitar,
então ela tomou a iniciativa de novo de ir diante do rei, do jeito que está aqui, porque fala no versículo 3, suplicou mais Esther perante o rei e olha só, ela talvez está mais confiante, mas tem mais liberdade,
mas na verdade ela está mais aflita agora do que da outra vez, ela chega diante do rei e cai, caindo-lhe aos pés chorando,
então ela está diante do rei com quem diz assim, como já mencionei, talvez ela também sentisse assim, olha o rei não está ligando para mais nada, acabou, a mãe que era assim,
o rei sentiu que estava afrontando o rei em ficar tão próximo da rainha e tal, então a mãe foi enforcada, acabou, o rei agora ficou calmo,
como quando tirou, destituiu, vastia a outra rainha, então a ira, essas pessoas que querem instantaneamente cumprir os seus desejos, são pessoas totalmente voltadas para si,
elas ficam iradas quando sentem que tem alguma ameaça, alguma afronta, então resolveu, acabou e ela chega diante do rei e isso aqui é um papel importantíssimo que a Esther tem a desempenhar,
e não é um teatro, ela está, ela realmente assumiu, ela que tinha falado com Mordecai da primeira vez, como assim, eu não posso ir diante do rei porque eu posso morrer, não,
e assim parece que ela realmente entrou plenamente no papel dela, ela é uma, ela sente pelo povo, ela continua sentindo assim, o rei a situação para mim não resolveu,
quem sabe como ela está dentro do palácio, ela não tem a vida dela ameaçada agora que a mãe já foi, mas ela sente pelo povo e ela vai falar isso,
então ela cai aos pés do rei chorando e implorando ao rei que revogasse a maldade de Amã, o agajita e o plano que esse tinha tentado contra os judeus, então ela quer,
ela realmente quer que o rei sinta a gravidade, ela, como eu já disse, ela não pode apelar para o senso de justiça do rei, ela tem que falar para o rei que assim,
é meu povo, ela vai dizer isso, então, mas ela cai aos pés dele, ele tem que sentir que para ela a situação não está resolvida com a morte de Amã, então ela fala isso,
o versículo 4, "o rei estendeu para Ester o cetro de ouro e aí Ester se levantou", que ela estava prostrada, ela se levantou e se pôs em pé perante o rei,
então parece que ela já tinha falado, que ela estava implorando, que ela estava chorando, mas aí ele estendeu o cetro, ela se pôs em pé e agora ela vai falar com clareza o que ela quer,
e o versículo 5, "e disse, sempre quando, mesmo quando ela pedia para convidar para o banquete, tudo que ela pediu para o rei, ela seguia esse protocolo que é falar assim,
sem parecer ao rei e se achei favor perante ele", então ela começa com isso, assim, olha, se eu achei favor e se o que eu falar parecer bem e aqui,
diferentemente das outras vezes que ela apresentou alguma coisa para o rei, ela fala mais duas coisas, se esse negócio, se esse assunto é reto, é aceitável,
então ela já tinha falado, se bem parecer ao rei, mas ela enfatiza de novo, se esse negócio é reto diante do rei e se, veja bem, lembra que, assim,
o que ela tem que usar como argumento, o favor que ela tem diante do rei, o rei vai tomar uma decisão baseada no que ele sente pela rainha, no pessoal,
não pela justiça, então ela fala assim, se eu achei favor, se isso parecer reto, se o senhor achar que isso é correto e se eu lhe agrado, então ela está levando realmente
para o campo pessoal, porque é o único argumento que ela tem com o rei, se lhe agrado, escreva-se, porque no versículo 3 ela falou assim de revogar, lembra?
Não tem como revogar, ela sabe disso, então assim, não é simplesmente pegar o primeiro decreto e dizer assim, não vale mais, o rei anulou, não, não podia fazer isso,
mas ela está pedindo alguma coisa, na verdade eu acho que a externa não sabe o que pode ser feito, ela só está suplicando ao rei, faça alguma coisa, o que pode ser feito?
Revoga o decreto, escreva-se, que se revoguem os decretos concebidos por Amã, filho de Ahmedat o Agajita, os quais ele escreveu para aniquilar os judeus em todas as províncias do rei.
Então ela não está definindo como que o rei vai fazer isso, ela só está suplicando, e muitas vezes nós fazemos isso, eu sempre falo que o rei, que eu vejo muitas pessoas aplicar a história de Ester,
como se o rei, o rei Assuero, esse rei persa, como se ele representasse Deus, ele não representa Deus, ele é um rei que não tem caráter, que não tem senso de justiça,
que não pode em momento algum ser uma figura, um representante de Deus, agora quando você pensa assim, autoridade de um soberano, então nós podemos fazer alguns paralelos e algumas aplicações,
essa forma de pedir a compaixão de Deus, de pedir clemência, de pedir que faça alguma coisa, Deus, eu não sei o que você pode fazer, mas essa situação precisa de uma decisão,
ela está se colocando diante do rei nesse sentido, mas o versículo 6 agora traz mais ainda, então todos esses primeiros versículos mostram como Ester realmente abraçou,
pelo menos para mim, me parece que ela encarnou mais, que ela assumiu mais ainda, é claro que nas primeiras vezes que ela falou com o rei, ela estava pisando em ovos ainda,
ela não tinha muita certeza, ela estava arriscando a vida, ou ela entrou mais nesse sentimento, o que Deus sente pelo povo, ela tem uma paixão, ela tem um sentimento forte,
e ela, nada vale a pena se não salvar o povo dela, e ela fala isso no versículo 6, pois como poderei, algumas versões traduzem isso, como suportarei,
como vou suportar, como poderei ver o mal que sobrevirá ao meu povo, ela quer que o rei sinta que a situação não está resolvida, e isso é tão importante,
porque muitas vezes nós nos contentamos com meias soluções, olha que vitória tremenda, o homem do mal foi julgado, ele saiu de cena, mas não resolveu a situação,
então, como suportarei ver o mal que sobrevirá ao meu povo, e ela fala de novo, como poderei suportar ou ver a destruição da minha parentela,
então, ela realmente está fazendo apelo ao sentimento do rei a algo pessoal, se o rei, como ela falou assim, se eu achei favor aos seus olhos,
se o que eu estou falando faz sentido, mas principalmente se eu estou agradando ao rei, então, por favor, isso aqui é um assunto de máxima importância, e precisamos achar uma solução,
eu clamo, eu peço, ela não vem como alguém que pode exigir, ela não vem como alguém que simplesmente pode mandar acontecer, ela não faz demandas,
mas ela faz súplicas, é muito diferente, então ela suplica, ela clama, ela chora, porque ela sente o drama, e isso é algo que ela quer que o rei sinta para que tome uma atitude,
então, aqui parece que Mordecai está junto, porque em versículo 7, respondeu o rei Assuero à rainha Ester e ao judeu Mordecai,
é muito interessante que não tinha talvez um nome para o cargo que Mordecai tinha, então ele não é chamado de primeiro ministro, eles tinham, eles tinham nomes lá, governadores, não sei o que,
mas não dá um título para Mordecai, ele é identificado como o judeu, isso é muito importante, porque justamente o povo que Aman queria destruir,
agora é esse povo que está ocupando, alguém desse povo que está ocupando o lugar dele, e olha como tudo, tudo que Aman planejou, preparou para a morte de Mordecai,
a forca, a destruição, o cargo, quando o rei perguntou para ele o que eu devo fazer para alguém que o rei quer honrar, ele pensando que seria para ele, então tudo que Aman tinha conseguido,
que tinha alcançado, tudo foi invertido e tudo foi justamente para a pessoa que ele considerava como seu inimigo, Aman é colocado como chamado de inimigo dos judeus,
e agora Mordecai está no lugar dele e ele é chamado o judeu Mordecai, então olha só como o rei, o rei pensa, ele fala assim, eu dei a Ester,
eu não sei se ele está dizendo isso como o que você quer mais, mas ele fala, dê a Ester a casa de Aman e a ele enforcaram por quem tentara atacar os judeus,
olha só, eu estou do seu lado, eu já fiz isso, ele foi enforcado e todas as coisas dele foram entregues a Ester, mas ele percebeu sim,
ele percebeu que tem algo mais a ser feito, então ele fala, escrever isso, ele está falando no plural para Ester e para Mordecai,
vocês escrevam agora ao judeus como bem vos parecer e em nome do rei selai-o com o anel do rei pois um documento escrito em nome do rei e selado com seu anel não se pode revogar,
eu acho que ele está colocando duas coisas, uma que o rei está dando carta branca agora para Ester, para Mordecai, mas ao mesmo tempo,
assim como ele fez com Aman, ele mesmo não quer mexer com isso, ele não quer se preocupar, Aman, você quer matar os judeus, pode matar, ele entregou,
se abriu mão da própria autoridade dele para ele tomar uma decisão, ele não toma conhecimento, pode fazer e agora ele está fazendo a mesma coisa,
olha, vocês têm essa situação, o decreto que é assinado pelo rei não pode ser revogado, tanto aquele que já foi feito como agora,
se vocês fizerem outro documento, também não vai poder ser revogado e vocês se virem, escrevam aquilo que vocês acharem por bem,
resolvam a situação, eu dou o meu anel, eu dou a minha autoridade, vocês podem resolver, mas ele não vai dar sugestão, ele não vai falar o que tem que ser feito.
Então, versículo 9, foram chamados os secretários do rei sem detenção no terceiro mês, agora que ele determina uma data, no terceiro mês,
então o primeiro decreto de Aman foi feito no primeiro mês do ano e agora eles estão no terceiro mês, que é o mês de Sivan, no 23º dia do mês,
o primeiro decreto foi feito acho que no 13º dia do primeiro mês, então se passaram um pouco mais de dois meses,
mas a data que essas coisas teriam assim, a data do extermínio, a data do primeiro decreto era o 13º dia do 12º mês, do último mês,
então eles estão no terceiro mês, então escreveu-se conforme tudo que ordenou Mordecai, então agora, como antes foi Aman,
agora Mordecai tem carta branca, ele pode escrever o que ele quiser, então ele se escreveu conforme tudo que ordenou Mordecai,
aos judeus, como também aos sátapas, lembra que depois eu já vou mostrar que tem um paralelo muito grande entre o primeiro decreto e o segundo,
então nós temos um primeiro decreto, que é o nosso problema agora, problema como que o povo judeu vai se livrar se tem um decreto que ordena a morte deles,
então agora foi feito um segundo decreto, esse segundo decreto não revoga o primeiro, o primeiro está aí, está a ordem, todas as pessoas não especificam,
não sei se eles não se organizavam, não sei se Aman tinha grupos leais a ele em toda a cidade, mas o decreto que tinha sido enviado para todas as cidades,
para todas as províncias era que as pessoas das províncias se organizassem, vamos ler esse versículo só para a gente comparar,
no capítulo 3, versículo 14, uma cópia do documento, esse decreto falando que era para matar no dia 13 do 12º mês, uma cópia do documento havia de ser publicada como lei em cada província,
e enviada a todos os povos para que estivessem preparados para aquele dia, então o primeiro decreto era as pessoas não falam assim,
era quem quisesse, quem tinha ódio, quem se interessava, quem queria ver o povo judeu morto, não sei, eles mandaram para que as pessoas se preparassem,
então o primeiro decreto era para que as pessoas em cada província se preparassem, que vissem quais eram os judeus, como é que eles iam fazer para matar,
então o primeiro documento tinha essa instrução, preparação, eles teriam que se preparar para matar os judeus em todos os lugares simultaneamente,
agora, aqui no capítulo 8, versículo 9, ele está escrevendo aos judeus em primeiro lugar, porque o outro documento só fala assim,
que mandava aos satas, aos governadores, aos príncipes das províncias, que se estendiam da Índia até Etiópia, 127 províncias, então isso estava escrito no primeiro decreto,
agora, antes de falar dos oficiais, dos governadores, ele fala assim, que ele escreveu aos judeus, porque esse segundo decreto é dirigido aos judeus,
acima de tudo, e consciência para todas as outras autoridades, a cada província, segundo sua escritura, você percebe aqui uma grande organização
do império persa, eles tinham tradutores, eles mandavam os decretos na língua de cada província, de cada povo, eles tinham um sistema de comunicação, de envio, de mensageiros com cavalos,
então, a cada província, segundo a sua escritura, a cada povo, segundo a sua língua, como também aos judeus, então, evidentemente, esse decreto se interessava principalmente aos judeus,
também aos judeus, segundo a sua escritura e segundo a sua língua, escreveu-se em nome do rei, e se selou com o anel do rei, as cartas foram enviadas por intermédio de correios,
montados em jinetes criados especialmente para o rei, nelas o rei concedia, então, o que que esse segundo decreto dizia? Isso que Mordecai recebeu a incumbência e ele desenvolveu,
ele tomou essa decisão de como que ele ia fazer um decreto que pudesse anular os efeitos, que pudesse reverter a situação calamitosa que estava preparada,
então, nelas o rei concedia aos judeus que havia em cada cidade, que se reunissem, veja bem, eles não tinham essa concessão antes,
no decreto de Amã, se os judeus se reunissem para se protegerem, para se defenderem, eles poderiam ser considerados como eles estavam indo contra o decreto do rei,
eles não tinham essa liberdade, eles seriam considerados rebeldes, eles seriam mortos por isso, agora não, o rei está concedendo, ele não pode revogar a autorização de matar os judeus,
isso continua, os cidadãos em cada província poderiam se reunir para matar os judeus, estava lá, o que que eles podiam fazer, mas agora o rei está dando autorização para que os judeus se reunam,
onde que está, se reunissem, se dispusessem para defender as suas vidas, para destruir, matar e aniquilar, que é a mesma linguagem do primeiro decreto,
que eles poderiam destruir, matar e aniquilar todas as forças do povo e província que os quisessem assaltar,
então não era uma liberdade para sair matando quem eles quisessem, "ah, não gosto de tal pessoa, o rei autorizou matar", não,
eles podiam se defender e a ponto de destruir, de matar todas as forças que viessem contra eles, para os atacar,
juntamente com suas crianças e suas mulheres, que era essa a ordem que tinha sido dada para matar os judeus,
então está dando a mesma liberdade para os judeus também matar os que viessem contra eles, inclusive matando mulheres e crianças,
e que saqueasse os seus bens, que também foi a autorização que foi dada para matar os judeus e para saquear os bens,
então agora está dando a autorização para fazer o contrário, então o que que na verdade está acontecendo aqui?
O rei está autorizando uma guerra civil, porque já tinha uma autorização para matar os judeus,
agora tem uma autorização para os judeus matar quem quer matá-los, então nós temos dois grupos de pessoas que tem,
os dois receberam a autorização do rei para matar o outro, então o rei está autorizando guerra civil,
uns querem matar os judeus, os judeus podem matar os que vêm atacá-los,
então no mesmo dia, em todas as províncias do rei Assuero, no dia 13 do 10º segundo mês que é o mês de Adar,
então também existe um limite, essa matança só pode acontecer num dia,
aqueles que querem atacar os judeus só pode ser nesse dia, aqueles que vão se defender somente nesse dia.
Versículo 13, uma cópia da carta que seria divulgada com o decreto em todas as províncias foi enviada a todos os povos, a fim de que os judeus estivessem preparados,
então lembrem, a Amã mandou um decreto para que todos se preparassem para matar os judeus,
agora Mordecai está mandando um decreto dizendo os judeus se preparem, claro que eles não podiam fazer isso sem preparação,
eles tinham que se organizar, eles tinham que se reunir, eles tinham que ter armas, eles tinham que ter preparação,
então vai haver uma preparação de ambos os lados, a fim de que os judeus estivessem preparados para aquele dia,
para se vingarem dos seus inimigos, os correios montados em jinetes que se usavam no serviço do rei saíram apressadamente impelidos pela palavra do rei,
e o edito foi publicado na fortaleza de Suzã, que é a capital, saiu Mordecai da presença do rei,
então Mordecai tinha sido chamado, ele recebeu essa nomeação do rei e ele saiu dessa audiência,
já com esse decreto feito, com traje real azul celeste branco, uma grande coroa de ouro e um manto de linho fino e de púrpura,
isso era para que toda a cidade, que todos vissem que Mordecai era uma autoridade, que ele tinha autoridade do rei,
e a cidade de Suzã exultou e se alegrou para os judeus, foi uma época de felicidade, alegria, gozo e honra,
eles receberam esse decreto com celebração, porque isso mudou a figura, mudou todo o quadro do que poderia acontecer naquele dia.
Em todas as províncias, em todas as cidades onde chegavam a palavra do rei e o seu edito,
havia entre os judeus gozo e alegria, banquetes e festas, se tem um livro que fala sobre banquetes e festas é o livro de Esther,
e muitos entre os povos da terra, olha que aconteceu, muitos entre os povos da terra se fizeram judeus,
essa frase é bem enigmática, ninguém sabe exatamente como que isso aconteceu, não parece ter sido uma conversão genuína de aceitação de Deus,
porque fala assim, muitos entre os povos da terra se fizeram judeus, porque o temor dos judeus tinha caído sobre eles,
é interessante isso que parece que os inimigos dos judeus, existiram muitos, nós vamos ver isso no próximo capítulo,
mas parece que o povo tinha mais medo agora dos judeus do que dos inimigos dos judeus,
eles agora, porque se naquele dia ia matar todos os judeus, quem ia querer ser associado com os judeus?
Mas agora com esse novo decreto, muitos quiseram fazer parte do povo judeu, nós estamos junto com vocês,
então realmente foi uma mudança total, eu só vou ler o primeiro versículo do capítulo 9,
porque é só para mostrar essa inversão, nós chamamos de virada de mesa, realmente houve tudo aquilo que Amman planejou,
tramou contra os judeus, na verdade caiu o feitiço contra o feiticeiro, no capítulo 9 versículo 1 fala,
no 12º mês, que é o mês de Adar, no dia 13º mês em que a palavra do rei e o seu edito deveriam ser executados,
no dia em que os inimigos dos judeus, então lembrem, vejam só, Amman não era o único inimigo dos judeus,
e assim como nós temos hoje essa reação de inimidade, de ódio, de querer acabar com o povo judeu, isso tem sido durante a história,
já houve, tem havido genocídios, tem havido mortes, tem havido ódio entre raças, os judeus não são os únicos que são vítimas disso,
mas assim de uma história tão longa, de ter tantos acontecimentos ao longo de séculos em lugares diferentes,
em continentes diferentes e nunca nenhum outro povo, e principalmente um povo tão pequeno,
porque se você pensa do racismo contra os negros, os negros são muito mais em quantidade, são espalhados em muito mais lugares,
assim o povo judeu numericamente é um povo pequeno, sempre foi, mas ter assim uma preservação que nunca conseguiram acabar com eles,
e ter esse sentimento, essa inimidade, esse desejo de acabar com os judeus, que esse aqui é 500 anos antes de Jesus,
então é muito tempo para esse sentimento que continua até hoje, estamos vendo a intenção de muitos grupos terroristas e até de nações,
dirigentes de nações como o Irã, tem muitos que querem a mesma coisa que a Amã queria, que é de aniquilar, de exterminar para sempre,
é declarado isso, então tinha inimigos, então no dia em que os inimigos dos judeus esperavam assemoriasse deles,
aconteceu o contrário, então essa é a frase, 9 versículo 1, houve uma inversão, houve uma virada de mesa, tudo aquilo, assim como aconteceu pessoalmente com a Amã,
onde ele queria enforcar Mordecai, ele foi enforcado, ele queria ser exaltado pelo rei, ele teve que exaltar Mordecai,
os bens que ele tinha passaram todos para as mãos de Esther e Mordecai, então tudo que a Amã tinha, a posição dele, os planos dele,
tudo isso aconteceu com ele pessoalmente, agora no dia desse decreto, no dia 13 do último mês do ano, tudo aquilo que eles pensavam fazer com os judeus,
aconteceu o contrário, pois foram os judeus os que se assemoriaram dos que os odiaram, então essa foi a total, então a segunda etapa que nós vimos hoje,
do livramento, a segunda etapa importante foi não só resolver, neutralizar, acabar com a Amã, mas também como que iria reverter o decreto,
então fizeram um novo decreto, Mordecai com certeza foi quem escreveu, redigiu, mandou escrever, e houve uma virada de mesa completamente contra os inimigos dos judeus.
Então, só para finalizar hoje, eu queria mostrar que esse capítulo 8, Esther 8, faz muitos paralelos com o capítulo 3 de Esther,
no capítulo 3 de Esther foi quando a Amã bolou o plano, apresentou ao rei, então vamos olhar os paralelos, mas se você pegar Esther 3 e ler o capítulo todo,
e ler agora capítulo 8 de Esther, você vai ver que é o primeiro decreto em Esther 3, o segundo decreto em Esther 8, e faz um paralelo, faz muitos paralelos,
nem todos, não dá para colocar todos, mas em Esther 3 foi quando o rei colocou a Amã sobre todos os outros príncipes, deu o anel para ele, então ele foi colocado como o maioral entre todos os subordinados do rei,
e no capítulo 8, o rei deu essa autoridade para Mordecai, então o primeiro paralelo é como o rei delega a autoridade, claro que cada pessoa que está numa posição máxima de autoridade,
ele tem que delegar poder, ele não vai centralizar tudo, mas esse rei da Persa, esse rei Assuero delega de uma forma irresponsável, ele entrega tudo para a Amã e nem se preocupa se está sendo feito algo certo ou não,
e depois também ele delega para Mordecai, para Mordecai foi uma escolha boa, mas a forma do rei fazer isso é realmente uma forma irresponsável, ele não assume, ele não toma conhecimento, ele não acompanha,
ele é uma pessoa irresponsável como rei, porque ele não acompanha as coisas que estão acontecendo, mas esse é o primeiro passo, ele delega a autoridade no capítulo 3 para a Amã, no capítulo 8 para Mordecai,
a segunda coisa que é igual é que nos dois casos a Amã apresenta um plano para o rei e fala assim, olha tem um povo, o senhor devia acabar com eles, e o rei fala assim, então você faz o decreto e pode assinar,
no capítulo 8 é justamente o pedido de Esther para que alguma coisa fosse feita, porque isso aí não podia acontecer, como vou suportar, como posso aceitar que isso aconteça com o meu povo,
então esse versículo para mim é o versículo chave do capítulo 8, versículo 6 em que Esther realmente demonstra o coração dela, como ela sumiu, como ela se imbuiu dessa missão de salvar o seu povo e ela fala com o rei,
eu não posso, não posso suportar ver o que vai acontecer com o meu povo, então o desejo, o pedido foi feito, o rei autorizou e ele deu liberdade,
no capítulo 3 é a Amã que dita o que vai ser feito, no capítulo 8 é Mordecai que vai falar o que vai ser feito, o que vai ser escrito nesse decreto, então a redação do decreto,
depois vem a comunicação que é igualzinho, você pode ler os dois capítulos, então chama todos os mensageiros e traduz para todos os idiomas, tudo igual,
só que no capítulo 8 a direção do decreto é muito forte para os judeus, que logicamente não são nem mencionados no capítulo 3, porque eles seriam exterminados,
mas no capítulo 8 esse decreto é comunicado em primeiro lugar para os judeus, mas é muito paralelo, a forma como é feita a comunicação,
então o império persa tinha toda uma estrutura, toda uma logística de comunicação, então a Amã usou essa estrutura e depois Mordecai usou a mesma estrutura,
toda a estrutura que eles tinham para levar esse documento para todos os lugares, eles se comunicaram para todo o império,
aquilo que eu mencionei em ambos os casos houve uma ordem para que o povo se preparasse,
então no primeiro decreto em Esther 3 o povo tinha que se preparar, os inimigos dos judeus, tinha que se preparar para matar os judeus,
isso não podia ser feito assim, chega o dia e de repente vão começar matando, eles tinham que se preparar, eles tinham que saber quem eram os judeus, onde que estavam,
eles tinham que se organizar para isso, e também Mordecai fez a mesma coisa, ele falou assim, olha judeus vocês têm que se preparar,
vocês precisam se organizar, vocês precisam se reunir e se defender, então havia necessidade para uma preparação antes do dia e teria preparação de ambos os lados,
e a outra comparação que eu queria mostrar é que claro que esse livro foi escrito do ponto de vista da perspectiva dos judeus,
mas quando esse decreto foi enviado, foi publicado, foi comunicado, fala que a cidade de Suzã ficou perplexa,
isso é Esther 3,15, em versículos capítulo 4 de 1 a 3, Mordecai se vestiu de plano de saco, clamou com amargo, clamou, em versículo 3, todas as províncias,
onde a palavra do rei e seu decreto chegavam, havia entre os judeus grande luto, com jejum, choro e lamentação, é claro que isso é uma reação dos judeus,
mas até assim, ou os judeus tinham bastante influência, principalmente na cidade de Suzã fala que houve perplexidade, não houve celebração,
eles não ficaram contentes por causa disso, com certeza alguns ficaram contentes os que odiavam os judeus, mas a maioria, os judeus e talvez a população em geral,
não sabemos qual era o sentimento maior, mas no capítulo 8, versículo 16, para os judeus foi uma época de felicidade, alegria, gozo e honra,
todas as províncias tinham gozo e alegria, e muitos até se tornaram judeus, então isso criou um movimento bem contrário, então nós temos esse grande confronto, a possibilidade de ter uma guerra civil,
e nós vamos ver então no capítulo 9, nós temos agora, para terminar o livro de Esther, tem só o capítulo 9 que vai mostrar o desfecho, o que vai acontecer no dia do grande confronto,
o capítulo 10 de Esther é só três versículos, então praticamente temos pouca coisa em só o desfecho de todas as coisas para analisar ainda,
mas nós temos várias coisas para a gente concluir e analisar sobre essa situação e como que isso pode ser aplicado, que é sempre uma grande pergunta,
eu não tenho as respostas, como eu já disse, é o que vai acontecer no último, na nossa geração, nos últimos dias, no último tempo, antes da volta de Jesus,
não vai ser muito, não vai ser igual, principalmente porque pelas profecias, nós não vemos a possibilidade de ter uma rainha Esther,
de ter um mordecai como primeiro-ministro, nós temos mais profecias assim de um anticristo prevalecendo por um tempo,
que aqui Amã, ele não conseguiu ir para frente com o plano dele, mas o anticristo, olhando Daniel, olhando o Apocalipse e outros textos paralelos,
aparentemente o Amã dos últimos dias, ele vai ter mais, ele vai conseguir mais levar seu plano adiante, mas é claro que o Deus que zela,
o Deus que cuida do seu propósito, do seu plano de redenção, ele não vai permitir que o plano diabólico de impedir a redenção,
de impedir a consumação e que Deus complete o seu plano de redenção e volte estabelecendo o reino na terra,
é claro que Deus não vai ser derrotado, mas o desfecho aparentemente não vai ser exatamente esse que a gente lê no Livro de Esther.
Então nós vamos, estou dando um pouco assim de ideia já do que nós precisamos pensar em relação a tudo isso,
mas nós temos muitas perguntas, é claro que nós não sabemos exatamente como Deus vai fazer,
que Deus também sempre chamou e hoje especialmente Deus está chamando pessoas com chamamentos semelhantes a Esther e Mordecai,
com o coração que eles tinham, com um chamamento de realmente sentir por aquilo que Deus deseja fazer e de arriscar suas vidas
para fazer o que vai liberar a ação de Deus sobre a terra, então são muitas coisas, muitas aplicações e muitos aspectos
que nós queremos analisar e fazer as perguntas para Deus porque no futuro nós não sabemos exatamente como essas coisas vão se desenrolar,
como essas coisas vão se manifestar. Senhor, uma coisa nós temos certeza que o Senhor está no controle de todas as coisas
e que o Senhor sabe exatamente quem chamar, o Senhor está presente, as coisas podem parecer impossíveis, mas o Senhor tem como intervir,
o Senhor tem como virar a mesa, o Senhor tem como livrar o seu povo e realizar os teus propósitos,
isso que nós queremos e é nessa confiança que nós queremos colocar a nossa vida, muito obrigado Senhor por Tua palavra
e por saber um pouco mais de quem o Senhor é, em nome de Jesus te agradecemos, amém.

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