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Aula 88 – Gênesis – O nascimento dos filhos de Jacó

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Jacó saiu às pressas da terra prometida para fugir da ira de seu irmão e para buscar uma esposa na família de sua mãe. Quando chegou em Harã, depois de uma longa viagem, encontrou sua futura esposa perto de um poço, de maneira bem semelhante ao encontro de Eleazar com Rebeca, na linda história em Gênesis 24. Entretanto, a experiência de Jacó seria bem diferente da experiência de seu pai.

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20/01/24 – Gênesis 29.32 a 30.24 – MP3 – Baixar


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Estamos seguindo a história de Jacó no livro de Gênesis, estamos no capítulo 29, final do capítulo 29 de Gênesis, e vamos continuar, a história continua no capítulo 30.
Estamos no momento em que Jacó, que fugiu da casa dos pais dele por causa do engano que ele armou para tomar o lugar de Esaú,
e ele está agora na casa de Labão, ele já tinha trabalhado sete anos para conseguir a esposa,
e na hora certa da festa, na hora do casamento, surpresa, ele não recebeu a esposa que ele estava esperando, ele recebeu a outra filha de Labão, a filha mais velha, Lia.
Então, estamos nesse ponto, nós vamos ver o nascimento dos filhos de Jacó, e é uma história interessante, porque nós poderíamos imaginar que Jacó, como já a terceira geração,
Abraão a primeira geração, Isaac a segunda geração, Jacó já está na terceira geração, nós poderíamos imaginar que cada um talvez tivesse ido um pouco além, pudesse estar mais preparado,
porque Deus esperou a multiplicação do povo de Israel, que Deus prometeu para Abraão, que faria dele uma grande nação, os filhos dele seriam como as estrelas do céu,
mas de todos os filhos, Abraão teve vários filhos, mas ele só teve um que foi escolhido para dar a sequência na linhagem da promessa,
Isaac teve dois filhos, mas também só um que foi escolhido para dar continuidade, então, nós poderíamos imaginar, Jacó deve ser a pessoa mais preparada,
terceira geração, Deus esperando, Deus apurando, Deus fazendo tudo para que quando começasse a multiplicar, a semente estivesse sim bem pura,
Deus não aceitou Ismael, Deus não aceitou Esaú, então Deus estava fazendo uma seleção, Deus estava apurando a linhagem,
mas justamente Jacó, que é a terceira geração, em termos de caráter, em termos de... os outros tiveram, né, o pai, o avô, eles tiveram problemas, eles não eram pessoas perfeitas, mas Jacó era a pessoa dos três, né, dos três patriarcas,
ele claramente era a pessoa mais difícil, né, ele foi chamado de enganador, ele armou toda aquela situação com o irmão dele, com o pai dele, então ele era uma pessoa difícil,
e exatamente a lição, exatamente o significado da vida de Jacó vai ser, nós vamos ainda acompanhar bastante ainda nessa história, mas Jacó representa uma pessoa que precisa ser realmente trabalhada por Deus, ele precisa passar por quebrantamento,
então nós queremos ver agora esse cenário, a descrição da Bíblia do nascimento dos doze filhos, que vão ser as doze tribos, a gente poderia imaginar, então deve ser uma família modelo, deve ser uma família padrão, muito pelo contrário,
então vamos orar, vamos pedir que Deus nos mostre algumas respostas, porque essa história, toda a sequência tem várias coisas que despertam perguntas, né, por que isso, por que nós não temos as respostas, mas nós podemos investigar e evidentemente nós podemos receber de Deus aquilo que Deus deseja nos mostrar,
Senhor, nós sabemos que essa história no livro de Gênesis, dos três patriarcas, que depois o Senhor adotou o nome deles, o Deus de Abraão, de Zac e de Jacó, nós queremos aprender, queremos saber o que o Senhor fez na vida de Jacó para que ele também fosse um desses três,
para que o Senhor associasse o teu próprio nome ao nome dele também, que nós possamos entender, que nós tenhamos uma resposta, uma iluminação do Senhor para saber como aplicar isso, como entender essas coisas para a nossa vida hoje, pedimos isso em nome de Jesus, amém.
Então, eu coloquei aqui nessa folha um pequeno resumo para a gente, assim, de alguns aspectos, para podermos nos situar, porque assim como eu falei, assim, Jacó como terceira geração e esse é o momento, o momento que nós vamos acompanhar hoje nessa história,
é exatamente o momento em que finalmente Deus não vai mais excluir alguns filhos, Ele não vai mais fazer seleção, assim, os doze filhos de Jacó, todos eles farão parte, eles serão cabeças das tribos, então não vai mais ter uma seleção entre Isaac e Ismael, não vai ser uma seleção como entre Isaú e Jacó,
agora os doze filhos de Jacó, todos farão parte, todos entrarão na formação do povo de Deus, eu confesso que essas coisas ainda não têm uma explicação bíblica,
nós temos esse relato, a bíblia não tenta, os que registraram as histórias na bíblia, eles não tentaram editar, eles não tentaram esconder, eles não esconderam as falhas de Abraão, as falhas de Isaac, as muitas falhas de Jacó, eles não esconderam essas coisas,
eles não, eles poderiam ter deixado sem saber que Jacó era essa pessoa que enganava, que mentia, que tramava, eles poderiam ter suprimido esses detalhes, mas não, a bíblia faz questão de mostrar todos esses aspectos,
então só queria lembrar de algumas comparações, Abraão ele como o primeiro, ele foi o pioneiro, ele foi o desbravador, foi ele que realmente recebeu de Deus o chamado original,
ele que caminhou com Deus para fazer a aliança com Deus, quando Deus falou com Isaac depois, quando Deus falou com Jacó, ele só confirmava, ele falou assim, olha, para Isaac ele falou assim "eu sou Deus de seu pai Abraão",
para Jacó ele falou assim "eu sou Deus de Abraão e Isaac, seu pai e seu avô", ele confirmava, mas nem Isaac nem Jacó eles não desenvolveram um novo aspecto, uma coisa diferente da aliança porque era para dar continuidade,
a aliança foi feita com Abraão, ele é o pai, ele é o fundamento não só da nação do povo de Israel, mas nós vemos que ele é o pai de todos aqueles que creem porque ele caminhou nos princípios básicos do que é ter fé,
do que é ter um relacionamento com Deus, do que é confiar em Deus, então Abraão ele é o pioneiro, eu vou falar, eu vou comparar esse primeiro aspecto dos três, então quando chegamos a Isaac nós vemos que Isaac ele recebeu tudo pronto,
Jacó também recebeu aliança pronta, mas Isaac ele não teve que lutar, ele não precisou passar por situações, ele não teve que sair da sua família, ir para uma terra distante, ele não teve nem que buscar ou escolher a esposa dele,
ele recebeu tudo pronto, até as possessões que ele herdou do pai, então ele simboliza, assim como Abraão ele é o pai e se nós formos comparar a obra das três pessoas da divindade,
Abraão representa Deus pai, Isaac representa Jesus o filho, porque o filho Jesus falou assim eu não tenho nada de mim mesmo, tudo que eu tenho eu recebi do meu pai e nós também como filhos nós recebemos tudo pronto,
cada um desses patriarcas, cada um tem algo que nós podemos aplicar na nossa vida, nós temos também que descobrir o que é fé como Abraão, nós temos que entrar em aliança com Deus, temos que receber o chamado de Deus,
mas também nós experimentamos a mesma coisa de Isaac no sentido de quando nós nascemos pela fé, quando nós entramos no reino nós recebemos tudo pronto,
nesse aspecto do legado, da herança, daquilo que nós temos em Jesus, nós não precisamos conquistar, nós não precisamos desbravar coisas novas nesse sentido, então Isaac tem essa figura de um filho que recebeu e o grande desafio dele era manter firme,
não sair da terra, continuar peregrinando, manter a promessa viva apesar de nada novo estava acontecendo durante a vida de Isaac, então não é tão simples como pode parecer, mas esse foi o papel de Isaac,
e Jacó que ainda vamos acompanhar a história dele, aprender muita coisa, mas Jacó ele era uma pessoa de caráter difícil, ele era uma pessoa que naturalmente falando nós até diríamos que ele não servia para o reino de Deus,
até mesmo a relação dele com Deus, assim, nós não temos muita coisa sobre Isaac, mas quando, por exemplo, quando a esposa de Isaac, Rebecca, quando ela estava em estéreo, Isaac orou, ele teve, ele tinha uma relação com Deus,
no início da jornada de Jacó, Deus apareceu para ele, mostrou naquele sonho, mas Jacó chegou lá no poço, ele não ficou orando para Deus mostrar quem era a esposa dele, grande parte da história aqui não menciona oração,
então Jacó ele teve que desenvolver um relacionamento com Deus, não veio naturalmente para ele, e ele teve que enfrentar muita coisa, a necessidade de ser transformado,
então Jacó representa a obra do Espírito Santo, Abraão representa, assim, aquele que inicia tudo como pai, Isaac representa o filho porque recebe tudo pronto,
e Jacó representa alguém que precisa ser trabalhado pelo Espírito Santo para mudar, mudar essas coisas profundas, mudar essas coisas tortas na nossa natureza e na nossa vida,
então esse é o papel, esse é o que Jacó vai mostrar para nós, ele era um enganador, ele tramava, ele mentia, ele também tentava passar os outros para trás,
ele passou o irmão dele para trás, então ele tinha essa coisa ambiciosa e essa natureza de querer chegar na frente dos outros, e ele precisava ser tratado pelo Espírito Santo.
Bom, voltando aqui para Abraão, então, como já mencionei, Abraão, conhecemos a história, ele, na verdade, Ismael nasceu antes, porque Sarah mesmo falou, eu não consigo ter filhos,
tenha um filho com H, mas Ismael não foi aceito como aquele que daria sequência à linhagem, quando Abraão pediu uma bênção para Ismael, Deus falou assim, sim, eu vou abençoar,
mas a promessa, a linhagem que vai dar sequência, que vai trazer à luz aquilo que é o papel do povo de Israel trazer, vem não através de Ismael, mas através de Isaac.
Já Isaac teve só dois filhos, gêmeos, mas mesmo nesses dois, Deus já tinha falado com Rebeca, antes deles nascerem, que um seria mais forte que o outro e que, dando a entender que somente um seria aceito,
então a bênção, foi aquela briga, não tinha uma bênção para os dois, só tinha bênção para um, e então, também na vida de Isaac, só um filho foi aceito, Abraão teve vários filhos depois que Sarah morreu também,
mas só Isaac que foi o filho da promessa. E Jacó, então, os doze filhos foram todos aceitos como parte do povo de Deus. Em relação ao casamento, naquela época, eles não tinham nenhuma ordem de Deus ainda,
de que o homem só poderia ter uma esposa, era costume ter várias esposas, mas Abraão, a história dele, ele teve essa relação com Agapor, mas ele não adotou Agapor como uma esposa, ela seria considerada uma concubina,
mas assim, a esposa dele era Sarah e a outra, Keturah, foi depois que Sarah morreu. Então, basicamente, Abraão só teve uma esposa, ele foi monogâmico.
Isaac também, somente Rebeca, Isaac não teve mais nenhuma outra esposa, nenhuma concubina, somente a Rebeca. E hoje, nós vamos ver essa história de Jacó, que acabou tendo quatro esposas, os doze filhos vieram de quatro mulheres.
Então, são diferenças que nós vemos aqui e que fazem parte dessa história. Na aula passada, quando nós vimos aqui em Gênesis 29, já falamos um pouco sobre esse engano que Labão foi realmente muito desonesto com Jacó.
Labão, quando Jacó chegou lá e ele falou "eu quero me casar com sua filha Raquel", Labão falou assim "ah, tudo bem". Aliás, quando ele perguntou "você está trabalhando para mim, qual vai ser o seu salário?", Jacó já foi falando assim "eu quero me casar com sua filha, eu não tenho um Dote para dar por ela,
mas eu estou disposto a trabalhar sete anos". O próprio Jacó se ofereceu mostrando o quanto que ele dava valor, ele não tentou dar um preço de três ou quatro anos, ele deu o preço de sete anos, porque ele quis mostrar "esse aqui para mim é muito importante e eu quero, estou disposto a pagar isso por ela".
Então, naquele momento, Labão teria que ter falado "eu não vou deixar a filha mais nova se casar antes da minha filha mais velha".
Não, ele deixou Jacó, ele combinou isso, tá bom, você vai trabalhar sete anos, eu vou dar a minha filha para você, você vai se casar com ela, então ele escondeu isso, ele trapaceou, ele quis ganhar vantagem,
porque depois que ele deu lia para Jacó, Jacó iria trabalhar mais sete anos para conseguir a mulher que ele realmente queria.
Então, Labão foi muito traiçoeiro, muito desonesto e nós já mencionamos, de certa forma, isso era Jacó estava comendo da amargura que ele deixou com Isaú, assim como Jacó enganou Isaú, enganou o próprio pai dele,
ele agora estava sendo enganado, ele estava provando do próprio veneno. Então, eu quero reforçar um pouco essa história, porque faz parte desse cenário, Jacó, como eu falei, ele acabou tendo quatro esposas, mas não foi por escolha dele.
Jacó queria se casar com Raquel e Deus sempre vai usar nossos erros, os erros dos outros, as circunstâncias, Deus não está perdido nessa história, Deus nunca perde o controle, não significa que é do jeito que Deus queria,
Deus não foi autor, Deus não instigou Labão a fazer isso, Deus não foi autor desse engano, mas são situações que nós não podemos explicar.
Com certeza, é difícil, Deus poderia ter feito de maneira diferente, mas é difícil imaginar Jacó tendo 12 filhos com Raquel. Tem mulheres que têm muitos filhos, isso não seria a única vez, tem mulheres que têm muitos filhos,
mas, no fim, na história, Raquel teve muita dificuldade de ter filhos. Então, Deus usou isso de alguma maneira para gerar os 12 filhos que formariam as 12 tribos.
Mas essa história está, essa história foi registrada, o Livro de Gênesis, a tradição indica que foi Moisés que compilou, a ideia do Livro de Gênesis era realmente mostrar para o povo de Israel quais eram suas origens, de onde que eles vieram.
Então, essa história tem a história do início do mundo, tem a história do dilúvio, mas a maior parte do Livro de Gênesis é a história dos três patriarcas e depois dos filhos de Jacó, notadamente José.
Mas essa história dos três patriarcas e como que as 12 tribos se originaram, isso era uma parte importante da história de Israel, o povo tinha que saber de onde que eles vieram.
Então, quando nós olhamos para essa história, daqui a pouco nós vamos entrar e ver o nascimento aqui nessa parte que nós estamos vendo aqui do capítulo 29, versículo 32 até capítulo 30, versículo 24.
Esse trecho de Gênesis 29, versículo 32 até Gênesis 30, versículo 24, vai contar o nascimento, na verdade vai contar o nascimento de 12 filhos, só que nesse trecho aqui serão 11 filhos, homens e uma filha.
O último, o décimo segundo filho vai nascer um pouco mais para frente, mas aqui nós vamos ver o nascimento de 11 filhos e mais uma filha de Jacó.
Essa história é uma história realmente cheia de amargura, de tensões, de competição, de ciúmes, não é uma história bonita, a família não era uma família padrão.
É uma outra pergunta, porque os 11 filhos, na verdade depois vem o segundo filho de Raquel, mas o contexto é o mesmo, os 12 filhos de Jacó nascem num ambiente de carnalidade, é tudo que você não gostaria que tivesse numa família.
Então é uma pergunta muito importante, como que esses 12 filhos, como que os filhos de Jacó, que não vai ter mais seleção, Deus não vai escolher alguns deles e os outros não fazem parte como aconteceu anteriormente,
mas ao mesmo tempo, depois que a gente ler, a gente vai fazer mais alguns paralelos, mas a grande pergunta, que eu não tenho a resposta, é no caso de Abrão, só um, ele teve 8 filhos, só um que foi de Sarah, o único filho que nasceu de Sarah,
foi Isaac, então Deus falou assim, é de Sarah, isso a gente pode até entender, olha, era Abrão e Sarah os dois juntos, então os filhos que nasceram de Agar e depois de Keturah não entraram, mas no caso de Isaac foram gêmeos, foram dois filhos que nasceram do mesmo pai, da mesma mãe, no mesmo dia,
mesma criação, mesma linhagem, e também Deus falou assim, não, eu só quero, vou selecionar um, Isaú não entra, Jacó entra, agora se você for olhar os 12 filhos de Jacó, eram situações semelhantes, filhos de concubinas que não eram da,
eles foram talvez considerados como esposas, mas elas não eram da família de Labão, a ideia de Jacó sair da sua terra e ir lá para a família de Rebeca, era justamente não casar com mulheres cananeias, ok, as duas criadas, Bila e Zilpa,
elas não eram de Canaan, mas não sabemos de que raça que eram, mas normalmente essas criadas assim eram de povos que não eram da mesma família, enfim, e agora Deus aceita todos os filhos, todos fazem parte e a gente fica perguntando,
Deus tem seu momento, esse era o momento de começar a multiplicar, mas é importante lembrar que eles não eram de uma raça superior, eles não eram melhores do que os outros, eles não tinham um nível ou uma posição melhor do que outras pessoas,
então tudo isso no mínimo nós precisamos entender que Deus escolhe realmente não com base, mesmo essa questão de raça, que o povo de Israel tem uma importância muito grande por causa da promessa,
mas tem muita mistura e desde o início os filhos de Jacó se casaram com pessoas ali da região, não falo especificamente, mas eles não foram buscar esposas diferentes, nós sabemos que José no Egito casou com Egípcia,
então não é uma raça pura, não é mais a questão de legado, de passar de um para outro, Deus escolheu uma nação, mas tem muitas coisas que desafiam a nossa capacidade de compreensão e nós temos que reconhecer que Deus realmente tem seus caminhos.
Ok, então eu quero falar um pouquinho, enfatizar um pouco mais essa questão do casamento, o casamento não foi escolha de Jacó, ele queria casar com Raquel, a história de Jacó nós não temos assim muitas histórias na Bíblia que são muito românticas,
mesmo você pensar a história de Isaac e Rebeca, é uma história bonita, Isaac amou Rebeca, mas ele não escolheu, o servo foi lá, pediu direção de Deus e trouxe Rebeca, é uma história muito bonita, mas não é um romance no sentido que nós pensamos,
em que duas pessoas se apaixonam um pelo outro e assim não, nós temos poucas histórias na Bíblia que seriam romances do nosso ponto de vista na nossa cultura de hoje, tinha muita coisa assim de escolher, eram casamentos arranjados, coisas assim,
Jacó não, ele foi lá e é a primeira filha de Labão que ele conheceu, ele não tinha visto ali ainda, mas ele chegou no Poço, Raquel apareceu, ele se apaixonou por ela, foi amor à primeira vista, mas não foi um amor passageiro, ele amava profundamente,
a Bíblia fala no capítulo 29, versículo 20, Gênesis 29 e 20, assim serviu Jacó sete anos por amor à Raquel, mas estes lhe pareceram como poucos dias pelo muito que a amava,
então aqui nós temos uma história, nós não temos nenhuma declaração, o relato aqui não fala nada de Raquel, o que ela pensava, mas provavelmente ela correspondia em amor por Jacó,
mas assim, é muito enfatizado, várias vezes na história, Jacó realmente amava a Raquel, foi algo assim, foi uma escolha, foi uma paixão, foi um sentimento profundo,
e então quando, como é uma história muito conhecida, às vezes nós não paramos para pensar, imagine isso, Jacó ele já tinha saído da casa dos pais onde ele tinha muita facilidade, onde ele ia herdar tudo,
chegou aqui na terra de Padã Arã com o tio dele, ele tinha que trabalhar, ele não tinha recursos próprios, então ele teve que trabalhar sete anos,
Isaac não teve que trabalhar um dia para ganhar a Rebeca, Jacó trabalhou sete anos, naquele tempo eles não ligavam muito para a passagem de tempo, os anos passavam, não sei, parece que ele não tinha tanta preocupação,
para nós sete anos é uma eternidade, é muito tempo, mas sete anos ele trabalhou, achou maravilhoso porque cada ano que passava ele agora falta menos um ano e ele estava chegando mais perto do alvo dele,
então quando você imagina algo, um trabalho de sete anos e um amor e uma expectativa e ele tem a festa, labão da festa, a noite na escuridão, parece que ele não tinha como saber quem era,
e aí ele descobre depois do casamento consumado, ele descobre que não é Raquel, é Lia, eu fiquei pensando muito nesse cenário porque é o cenário que gerou toda essa situação,
tudo que vem depois, esse clima, essa contenda, essa situação difícil que vem a seguir, tudo foi consequência desse engano e olha como é assim,
isso acho que não é o propósito da história na bíblia, mas podemos tirar essa conclusão, olha como é terrível, como é algo pernicioso alguém ter o poder que Labão tinha de determinar,
ele pegou a filha dele, ele disse "olha, é você que vai no lugar de Raquel", ele tinha esse poder de dirigir a vida dos outros,
quando nós pensamos em autoridade, pode ser autoridade de pais, pode ser autoridade de pastores ou líderes religiosos, pode ser autoridade de um ditador, qualquer tipo de domínio
em que alguém domina a vida de outra pessoa, alguém dirige, decide pelo outro e quando isso acontece, por que que Labão fez isso?
Ele falou "não é nossa tradição, a gente não pode dar a filha mais nova primeiro", mas qual era a motivação de Labão? "Eu vou ganhar mais 7 anos de serviço gratuito". Labão estava fazendo isso pra ganhar vantagem,
ele ganhou vantagem em cima de Jacó, porque como ele sabia que Jacó estava apaixonado pela Raquel, ele deu lia primeiro e sabia que Jacó vai trabalhar mais 7 anos,
ele trabalhou 7 anos por uma mulher que ele não amava, então eu queria que a gente pensasse um pouco mais sobre esse drama, sobre essa situação que Jacó viveu,
então isso era Deus trabalhando na vida dele, mas isso foi um ato muito maligno, algo terrível que Labão fez e que causou um transtorno tremendo.
Então, resultado. Lia era a esposa de Jacó, mas aí uma semana depois ele já recebeu Raquel como esposa também, mas ele tinha o compromisso de trabalhar mais 7 anos por ela.
Aí que tipo de situação isso gerou no lar? Nós temos duas irmãs, não sabemos como elas se relacionavam antes, mas elas se tornaram inimigas,
elas se tornaram uma tentando passar a outra e não era só por uma questão de quem tem mais filhos, tinha isso com certeza, mas a situação era que uma era amada a Raquel,
mas agora Deus também estava contribuindo para esse contexto, porque Deus viu que Lia não era amada e ele abriu a madre, ele deu a ela a capacidade de ter filhos e ele não deu para Raquel,
então Deus também estava contribuindo, Deus não foi a causa desse cenário, mas Deus estava usando para trabalhar com Jacó.
Mas olha que situação, nós temos três pessoas, Jacó e as duas esposas, as duas irmãs e só uma observação importante que depois na lei, quem sabe até ficou evidenciado por causa da história de Jacó, mas na lei de Moisés seria proibido,
nunca mais poderia dentro do plano de Deus, das normas de Deus, nunca mais alguém poderia se casar com duas irmãs, poderia se casar com a outra irmã se a primeira esposa tivesse morrido já,
mas casar com duas irmãs simultaneamente foi proibido na lei de Moisés em Levítico 18, mas nós temos aqui então uma situação, claramente o plano de Deus como nós lemos nos Evangelhos,
depois Jesus falou assim, olha no princípio o propósito de Deus era um homem e uma mulher, justamente porque esse tipo de situação é algo que não gera um ambiente bom, é uma coisa terrível,
nós temos uma outra história, no livro de 1º Samuel, Ocana tinha duas mulheres, uma tinha filhos e a outra não tinha, Ana, mãe de Samuel, ela não tinha filhos e ela vivia uma situação angustiosa,
porque a que tinha filhos, falava mal, ficava falando coisas assim para fazer a outra ficar se sentindo inferior e era, até hoje a mulher deseja muito, o papel de mãe é um sonho da maioria das mulheres,
mas naquela época tinha muito mais importância, a mulher não tinha valor e ela encontrava o papel, ela encontrava o prazer dela em ter filhos,
tanto é que naquela história de 1º Samuel, naquela situação das duas mulheres, o marido Ocana falou assim com a Ana, Ana você não precisa ter filhos para ter meu amor, eu não sou melhor do que filhos para você,
ele queria que o relacionamento conjugal, o relacionamento dos dois fosse tudo que ela precisasse, mas não era assim e muitas vezes isso mostra que um relacionamento,
até mesmo um relacionamento com Deus, Deus é tudo que nós precisamos, mas Deus criou a situação, Deus planejou, Deus projetou de tal forma que o relacionamento de um homem e de uma mulher
ou de uma pessoa com Deus, o amor é maravilhoso, Deus satisfaz mais do que qualquer relacionamento humano pode satisfazer, mas Deus projetou o relacionamento para que gerasse vida,
a vida, Deus, a própria trindade que é completa, que tem tudo que eles poderiam querer, a divindade é completa em si, mas o propósito de Deus é sempre essa vida,
essa coisa maravilhosa que eles têm precisa se multiplicar, essa é a natureza da vida, então Ana não ficou satisfeita só de ter um marido que amava,
agora no caso aqui de Leah, ela não tinha, agora vamos pensar de três pessoas infelizes no casamento, três pessoas infelizes, Leah porque não era amada, Raquel porque não tinha filhos
e Jacó porque as duas esposas dele estavam brigando e nenhuma das duas estava feliz, então olha que situação e tudo isso, como já disse,
Deus usou essa situação para trazer a luz, para gerar os doze filhos, as doze tribos, mas isso é uma situação, não foi Deus que planejou,
Deus estava usando uma situação contrária para trabalhar na vida de todos eles, Deus estava trabalhando na vida de Jacó, Deus estava trabalhando na vida de Leah e Deus estava trabalhando na vida de Raquel,
estava usando essa situação e sempre, sempre é assim, todas as circunstâncias não é Deus, Deus não foi autor da situação em si, Deus,
vamos dizer assim, de um ponto de vista nós poderíamos até dizer que Deus complicou mais a situação dando filhos para Leah e não para Raquel,
isso porque Deus também tem sempre uma compaixão por pessoas que não são amadas, por pessoas que são maltratadas, por pessoas que estão numa situação indesejada assim,
de que traz angústia, mas a situação de um lar assim, não, isso foi fruto do engano, fruto que Jacó estava colhendo por causa do que ele fez antes, mas também principalmente porque esse homem labão
foi alguém que não tinha ética, não tinha caráter, não era uma pessoa que estava fazendo algo para o bem dos outros só pensando em si mesmo que ele causou sofrimento para as próprias filhas e para Jacó também.
Então vamos agora começar a dar sequência aqui na leitura, nós vamos ver assim numa sequência esses onze filhos e uma filha nascendo aqui nesses poucos versículos,
mas os nomes, toda a história, os nomes que eram dados, toda a história nesse trecho que nós vamos examinar hoje, toda essa história tem a ver com esse conflito,
é uma história de desarmonia, é uma história de tristeza conjugal, é uma história que não honra Deus, não representa o que Deus quer.
Então vamos lá, Gênesis 29, versículo 32, nesses quatro versículos aqui no final do capítulo 29 vão nascer quatro filhos, então "concibeu Lia e deu à luz um filho a quem chamou Ruben,
pois disse o Senhor atendeu a minha aflição, certamente agora me amará meu marido". Veja só, praticamente todos os filhos eles não estão representando uma alegria,
o pai e a mãe, Deus nos deu um filho, nós vamos encher esse filho de amor, nós vamos criar num ambiente, não, cada nascimento de filho a Lia está expressando a sua dor,
cada filho que nasce ela tem uma expectativa e essa expectativa claramente é frustrada porque no primeiro filho ela fala "ah, eu recebi um filho,
o Senhor atendeu", o significado de Ruben tem uma relação com ver, o Senhor viu, o Senhor viu a minha aflição, o Senhor viu que eu estou numa posição de desprezo,
eu sou uma esposa preterida, eu sou uma esposa que não é amada, eu sou, até usa a palavra no versículo 31, quando o Senhor viu que Lia era desprezada,
a palavra até é odiada, mas o odiar é realmente ser menos amada, então ela era desprezada, ela era uma pessoa que não desfrutava do amor do marido,
então cada filho que nasce ela está com a expectativa de que quem sabe agora um filho, não, não deu, o segundo filho quem sabe agora, o terceiro filho,
então ela está numa angústia, numa aflição e os filhos representam uma possibilidade do marido amar, assim não estou dizendo que Lia não amava seus filhos,
mas assim, aquilo que sobressai, aquilo que aparecia quando ela dava luz e quando dava o nome, todo o foco dela era "meu marido, eu preciso do amor do meu marido, quem sabe eu vou ganhar",
então Ruben, o Senhor viu a minha aflição, certamente agora me amará meu marido, então esse é o primeiro filho.
Aí, versículo 33, ela concebeu outra vez e deu à luz um filho, e agora é o Senhor ouviu, então a primeira, o Senhor viu, Ruben, o Senhor viu minha aflição, agora o segundo filho,
ela diz, o Senhor ouviu, e essa palavra, nome simião, que ela colocou no segundo filho, vem daquela mesma raiz que é o "chemá", que é "ouvi", ó Israel, "ouvi", então o simião,
porque o Senhor ouviu que eu era desprezada, deu-me também este, então é uma coisa interessante, como essa paixão que Jacó tinha por Raquel,
e Deus viu, então, dentro dessa situação que a gente não sabe exatamente como Jacó lidava, talvez ele tratava mal, Deus não se alegrou, Deus não aprovou a maneira como Lia estava sendo tratada,
mesmo que Jacó também fosse uma vítima nesse caso, ele foi enganado, ele foi obrigado a casar com Lia, então era uma situação muito triste, muito trágica para Jacó,
mas dentro dessa situação, lembra como Sarah tratou Agar mal, e Deus até falou assim, olha, é com Isaac, não vai ser com Ismael,
mas Deus não gostou da maneira como Agar foi tratada e ele mandou o anjo, mandou o próprio Jesus, porque o anjo do Senhor que apareceu para Agar não era um anjo qualquer,
era o próprio Jesus antes da, como ele aparecia para Abraão, para Josué, ele apareceu para Agar, então Deus, ele pode não ter, ele não tinha um propósito de promessa,
da linhagem de promessa para Ismael, mas toda a ideia, para mim, isso fica cada vez mais claro, que Deus escolhe seus instrumentos na terra,
essa escolha, inicialmente, o primeiro aspecto dessa escolha não é Deus escolhendo quem vai para o céu e quem não vai, isso é uma preocupação nossa,
na época dos, no tempo dos gentios, tempo da igreja, nós colocamos muita ênfase assim, quem vai para o céu, eu quero caminhar com Deus porque eu não quero ir para o inferno,
então toda essa preocupação na Bíblia, você não vê isso, principalmente no primeiro testamento, a ideia era quem é que Deus vai usar para ganhar os outros,
porque Deus perdeu a humanidade, Deus perdeu, a humanidade caiu, Adão e Eva desde o jardim, então aquilo que Deus tinha planejado para toda a humanidade,
esse propósito foi quebrado e Deus está usando instrumentos para trazer de volta, o grande desejo de Deus é, por que que Deus escolhe alguns,
por que que Deus escolheu Jacó e não Isaú, ou Isaac e não Ismael, ou os judeus e não outras nações, ou a igreja e não aqueles que não estão na igreja,
o primeiro aspecto é quem é que vai ser o instrumento de Deus para levar o nome, o testemunho, o amor, o propósito, o amor de Deus Pai,
restaurar Deus como Pai para toda a humanidade, esse é o ponto e Deus pode usar quem Ele quer, Ele sabe quem serve para os propósitos Dele,
na verdade Jacó serviu para os propósitos de Deus justamente para mostrar como Deus transformaria uma pessoa com essa natureza de enganador,
de ambição, de querer sempre ter o primeiro lugar, Deus transformou isso, Deus transformou Jacó para que ele não fosse mais essa pessoa,
então era isso que Deus queria fazer, então Jacó era a pessoa ideal para isso, mas não é que Deus não quer as outras pessoas, então aqui com Lia, Deus com certeza,
Deus sentiu muito a dor de Jacó, essa situação que ele não escolheu, que não queria, mas dentro de cada circunstância que todos nós nos encontramos,
cada pessoa está em circunstâncias que não foram escolhidas pela própria pessoa, então dentro das circunstâncias como nós vamos agir,
então Jacó com certeza ele não soube como tratar com Lia e por isso Deus então, Deus para equilibrar a situação, uma era amada,
a outra não era, ele deu filhos para Lia, mas isso não amoleceu o coração de Jacó, então seguindo aqui, então o primeiro filho foi Ruben,
segundo filho foi Simeão e cada vez Lia tem uma expectativa, então o senhor ouviu, o senhor viu que eu estava sendo desprezada e agora vai mudar a situação,
olha o terceiro filho, versículo 34, concebeu ainda outra vez e deu à luz um filho e disse, agora esta vez se unirá meu marido comigo, porque três filhos lhe tenho dado,
e deu o nome de Levi, Levi significa ligado, agora esse filho vai proporcionar uma ligação com meu marido, esse filho vai ser o meio que vai trazer meu marido,
cada vez era a mesma expectativa, Deus viu, agora meu marido vai me amar, Deus ouviu, agora a situação vai mudar, terceiro filho, agora vou ter uma ligação,
meu marido vai sentir ligado comigo, vai ser diferente, não, não foi, agora no quarto filho, versículo 35, de novo, concebeu e deu à luz um filho e disse,
uma vez louvarei ou agradecerei ao senhor, então ela não perdeu o desejo, ela não perdeu a expectativa, mas o quarto filho representa um avanço na vida de Lia,
porque ela não falou assim, agora vai mudar, não, falou assim, agora eu vou louvar a Deus, vou agradecer a Deus, eu vou olhar para Deus, eu não tenho condições de mudar nada,
então eu vou agradecer, isso foi algo tremendo, o nome de Judá, e nós sabemos que Judá é o filho, a tribo, de onde vem Davi, de onde vem o próprio Jesus,
então aqui foi algo bem especial no nascimento de Judá, e veja só, a gente já pode chamar atenção para o fato de que não só de 12 filhos que Jacó teve, seis, metade foram de Lia,
então Deus deu a Lia essa bênção, essa fertilidade, essa bênção de dar à luz seis dos 12 filhos, então, e não só o número,
mas assim, duas tribos que são das mais importantes na história de Israel, são Judá e Levi, o sacerdócio e a linhagem real, então Lia realmente recebeu um privilégio muito grande,
ela foi desprezada, as coisas não são de acordo com nossa escolha, eu não estou falando que Deus não abençoa romances, sou totalmente contra tudo isso,
porque nós vemos isso como algo terrível que Labão fez, uma ação de engano e uma ação que produziu muita tristeza, muita dor,
mas uma das coisas que nós podemos concluir dessa história é que não é de acordo com as nossas escolhas, não somos nós que escolhemos como, isso pode ser muitas vezes aplicado para,
vou escolher alguém para ser meu discípulo, para eu treinar, porque eu quero passar tudo o que eu sei para essa pessoa, tem que ser a escolha de Deus, Jesus não escolheu os próprios discípulos,
então não é de acordo com nossas escolhas, nós temos que, essa é uma grande parte do quebrantamento que Deus quis ensinar para Jacó.
Ok, então deu uma parada no final do versículo 35, cessou, a Lia parou por um tempo, porque esses quatro filhos deve ter nascido, bem provavelmente, com espaço talvez de um ano, um pouco mais de um ano entre cada um, não dá para saber.
Então capítulo 30, vamos ver o que vai acontecer aqui, então vendo Raquel, então Raquel estava vendo, Lia tem um filho, Lia tem um segundo, tem um terceiro, tem um quarto,
então vendo Raquel que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã, olha o que isso está gerando, e isso é importante que nós saibamos como lidar com isso, porque as coisas acontecem no reino de Deus de acordo com a escolha dele,
Deus é quem coloca um ministério na vida de um e não na vida de outro, um determinado ministério, Deus dá dons, Deus proporciona circunstâncias muitas vezes mais favoráveis,
Deus não trata as pessoas de maneira igual, e se nós entrarmos, olha que situação, Raquel que era amada, ela vai brigar com Jacó, Jacó vai ficar irado com ela, então aqui gera uma situação terrível também,
ela teve inveja de sua irmã e disse a Jacó, dá-me filhos senão eu morro, e isso como já mencionei, ela estava dizendo, isso poderia ser uma força de expressão, eu quero morrer se eu não tiver filhos, eu quero morrer,
mas o que ela estava dizendo é que minha vida não tem sentido, eu não quero viver, eu não posso ter filhos, agora ela sentiu inveja porque a irmã estava tendo filhos, estava dando a luz e ela não,
então isso é uma situação de inveja em que a pessoa pensa, Deus não me ama, Deus não me abençoa, Deus não está comigo, e nós assim, as comparações, como nós nos comparamos com outras pessoas,
como nós usamos medidas, nós medimos o nosso valor, e Deus tinha um tempo certo, Deus iria visitar Raquel, mas em nenhum momento aqui, quais são as reações erradas,
tudo isso aqui são situações em que os filhos estão nascendo, mas são situações em que Deus quer mudar, Deus está mostrando, todos aqui estão tendo atitudes erradas,
então Raquel, ela tem uma reação, ela tem uma reação de brigar, até de culpar Jacó, e nós fazemos isso, muitas vezes nós descontamos, nós podemos sentir frustração para alguma coisa,
isso acontece muito no âmbito da família, como aqui, que que Jacó, ele não estava, se fosse a Lia não tendo filhos, tendo duas esposas, poderia até dizer,
Raquel, ele nem chega perto de uma, ele não está ajudando, mas não, Raquel era amada, não era falha na parte de Jacó, Jacó não estava contribuindo de alguma maneira para Raquel não ter filhos,
mas Raquel desconta em cima de Jacó, e isso é muito comum, nós descontamos em cima de familiares, em cima de outras pessoas, brigamos com, às vezes com irmãos próximos no ministério,
em tantas situações diferentes, quando nós não temos os resultados, quando nós não recebemos de Deus a graça de dar fruto, de as coisas acontecerem na nossa vida,
a gente fica amargurado e desconta em cima de outras pessoas, então ela chega para o Jacó assim, dá-me filhos, como assim, dá-me filhos, eu não quero viver se eu não tiver filhos,
então aqui é só, coloca uma frase que Raquel falou, mas provavelmente foi algo bem mais completo assim, mas assim, envolveu talvez uma atitude, uma explosão,
a verdade é que Jacó ficou muito irado com essa reação dela, em versículo 2, então se acendeu a ira de Jacó contra Raquel e disse,
acaso estou eu no lugar de Deus que te impediu o fruto de teu ventre, ele está dizendo, como você vai falar isso comigo, eu não sou Deus, é claro que ele também não teve sabedoria,
ele não orou por ela, parece assim pelo menos, não tem um registro como o Isaac, a Rebeca, esperou 20 anos para ter os filhos e Isaac passou por aquilo junto com ela
e estava orando e buscando junto com ela, mas a Jacó fica irado, então nós temos uma situação muito comum em que existem tensões na família e muitas vezes aquilo que nós
poderíamos encontrar em Deus, a solução estaria em Deus, vira uma briga, vira uma situação das pessoas até falarem coisas que não deveriam falar,
magoar, tudo porque não estão reconhecendo a origem, Jacó falou uma coisa certa, quem pode dar a solução para isso é Deus, mas ele também falou de uma forma
ríspida com ela, acendeu a ira dele, então nós temos uma situação que virou essa prova de depender de Deus e de saber que Deus pode agir,
que Deus vai agir de acordo com a justiça de Deus, Deus estava dando filhos para Lia por um motivo, eles tinham que ter perguntado para Deus e Jacó precisaria ter mudado a atitude
do coração dele, enfim, eles tinham que ter achado a solução, mas como já mencionei essa situação era realmente uma situação explosiva, dificilmente poderia dar certo,
mas Deus estava provando, Deus estava passando por tudo isso para ensinar lições importantes, então Raquel depois falou assim, bom, tem uma solução, tem uma saída,
que é a mesma saída que Sara procurou quando falou com Abraão para ter um filho com H, então ela falou assim, olha, eis aqui minha serva Bila, recebe-a por mulher
para que ela tenha filhos sobre os meus joelhos e eu receba filhos por ela, então a gente coloca assim, elas eram, Jacó passou a ter quatro esposas,
mas essas duas esposas, Bila e depois Lia vai fazer a mesma coisa, elas não eram esposas no mesmo nível de Lia e Raquel, tanto é que Raquel coloca a Bila para os filhos de Bila,
elas seriam consideradas filhos de Raquel, para que os filhos dela, olha como uma serva, uma criada era considerada uma pessoa inferior,
porque ela não teria o status de uma esposa igual das outras duas e os filhos delas não seriam considerados filhos delas, ela das duas,
então assim lhe deu a Bila a sua serva por mulher, Jacó deitou-se com ela e Bila concebeu e deu a Jacó um filho, e aí mais uma vez, olha,
os nomes dos filhos não representam o que que Deus quer para esse filho, nós estamos tendo filhos para continuar com o povo de Deus,
com as promessas de Deus, não, tudo, é toda, todos esses nascimentos, todos os filhos nascem como eles são objetos para, no caso de Lia,
para conquistar o amor do marido que ela não tinha e no caso de Raquel agora e depois assim, a Lia também vai entrar mais ou menos nessa mesma jogada,
é uma competição, então quando nasce o primeiro filho de Bila, Raquel diz "Deus julgou-me", quer dizer, Deus julgou a minha causa,
Deus me deu um filho, finalmente eu vou começar a ter um status, eu vou, nem estava perto dos quatro filhos de Lia, mas ela queria, era uma competição,
quem vai ganhar essa briga, então, o primeiro filho de Bila, ela faz assim "Dã, Deus me julgou, Deus julgou a minha causa",
aí, versículo 7, ela tem um segundo filho, Bila tem um segundo filho, e olha o nome dele, Naftali, significa "com grandes lutas",
"tenho lutado com minha irmã", quer dizer, toda a questão aqui é realmente dessa concorrência entre as duas irmãs,
então, "Dã, Deus me julgou", Naftali, luta, peleja, estou pelejando, estou começando a chegar perto porque Lia tem quatro filhos,
agora, Raquel, por uma forma indireta, através da serva dela, ela tem dois, só que, Lia não vai ficar para trás,
então, vendo Lia, versículo 9, que ela mesma cessara de conceber, ela tomou asilpa a sua serva e a deu a Jacó para uma mulher,
mas Jacó, ele está sempre no meio dessa briga, dessa concorrência das mulheres, então, agora, ele tem que pegar a Zilpa,
e ela dá um filho a Jacó, e Lia, aí, nasce um filho com Zilpa, e ela se acha afortunada, agora, estou tendo a boa fortuna,
quer dizer, a boa sorte de ter mais um filho, e aí, ela tem um outro filho, Zilpa tem outro filho, e ela fala,
"Feliz sou eu, as filhas me chamarão feliz e chamou-lhe a zer", então, agora, você percebe que Raquel ficou para trás de novo,
porque ela ganhou dois pontos, mas agora, a Lia já tem os mesmos dois pontos da criada, então, empatou Lia, e a Lia tem quatro filhos,
e agora, vem uma outra história, versículo 14, Ruben, aqui, já passaram alguns anos, porque Ruben já, não sei se ele tinha dez anos, quantos anos ele tinha,
ele saiu nos dias da Seifa, versículo 14, e achou mandrágoras, é uma planta que quase ninguém sabe dizer que planta que é, como é que era essa planta,
mas ela estava ligada a uma espécie de superstição, de uma ideia assim de que iria tornar mulher fértil, ou ia dar alguma coisa especial para quem tivesse,
então, Ruben trouxe essas mandrágoras à Lia, sua mãe, então, Raquel disse à Lia, "Dá-me, peço-te", acho que até falou com educação, talvez, "Dá-me, por favor, das mandrágoras do teu filho",
e Lia, esse diálogo mostra o quanto que havia uma tensão entre elas, e ela fala assim, "É pouco que você tenha tomado meu marido", quem tinha realmente a paixão inicial,
a paixão de Jacob do marido era Raquel, mas como Lia foi a primeira a ser dada, então, ela assim, "É pouco que hajas tomado meu marido, tomarás também as mandrágoras do meu filho", disse Raquel,
"Por isso, ele se deitará contigo esta noite pelas mandrágoras do teu filho", era como, essas coisas são detalhes assim, meio curiosos, mas talvez Raquel tivesse o direito naquela noite de estar com o marido,
e ela vendeu o direito de estar com o marido para ganhar as mandrágoras, só que aí o tiro saiu pela culatra, porque aí Lia agora vai ter mais dois filhos,
então Jacob veio à tarde, Lia sai ao encontro e diz, "Olha aqui as negociações", Lia sai para se encontrar com Jacob, e fala assim, "Olha, você tem que ficar comigo essa noite porque eu comprei o direito de estar com você por causa das mandragoras",
então assim, gente, a história, é como eu falei, o autor poderia ter deixado esses detalhes de lado, mas nós temos aqui um cenário de pura canalidade, de pura egoísmo, de competição, de atitudes erradas,
e no fim foi assim que nasceram os doze filhos de Jacob, então Deus ouviu a Lia, e ela concebeu e dá à luz um quinto filho, e aí ela chama o quinto filho de Issacar, que significa galardão,
que a ideia é, ela comprou o direito de estar com o marido, e Deus deu um galardão, Deus deu um fruto daquele preço que ela pagou, é um tipo assim, é um galardão, uma recompensa daquilo que ela pagou,
ela pagou para estar com o marido, então assim, as primeiros nomes eram mais assim, Deus me ouviu, Deus está olhando para mim, mas agora parece que baixou bastante o nível da origem desses nomes, né?
Então Issacar significa recompensa, e aí ela concebeu outra vez e deu a Jacob um sexto filho, Deus me deu um excelente dote, desta vez o meu marido me tratará com honras, volta a essa mesma motivação, essa mesma busca até agora, isso aqui é anos depois, quantos anos faz?
É que nasceram os quatro filhos, depois nasceram dois filhos da serva de Raquel, aí mais dois filhos da serva, então são coisas que estão acontecendo no mínimo um ano cada,
e aí então chega assim, ela ainda está esperando que, puxa, agora são seis filhos, então certamente eu vou ganhar a honra que eu mereço com isso, então chamou Zebulon, e aí versículo 21, como eles não davam assim muita importância, muito significado para o nascimento de filhas,
então aqui, só cita assim, aí ela deu à luz uma filha chamada Dinah, Dinah tem o mesmo sentido de Dan, filho de Bila, a serva de Raquel, agora Dinah, a filha de Lia também tem o sentido, o nome significa julgar, é como se Deus estivesse julgando a causa dela.
Bom, então depois de seis filhos e uma filha de Lia, e mais quatro filhos das duas servas, então nós temos onze filhos já, quer dizer dez filhos e uma filha, então depois de tudo isso, Deus finalmente, ele certamente estava trabalhando com,
assim, nas entrelinhas, Raquel era mais nova, mas ela era mais bonita, então ela dá para perceber nas entrelinhas que ela era mais arrogante, que ela era mais dura, se achava melhor, então Deus estava quebrantando a vida dela também,
e Deus se lembrou de Raquel, versículo 22, ouviu a, então ela devia estar orando, buscando a Deus, Deus o que está acontecendo, por que eu não posso, e finalmente ela concebeu e deu à luz um filho,
e disse "tirou-me Deus a minha afronta", e chamou-lhe José, dizendo "acrescente-me o Senhor outro filho", já que agora abriu, quem sabe agora posso ter outros filhos, e só para completar, tem várias outras coisas que vão acontecer, que a gente depois vai examinar,
mas assim, para terminar essa história trágica do amor, da paixão de Jacó por Raquel, nós vamos ver um pouco mais na frente que Raquel vai ter mais um filho, que é Benjamin, o último filho, os 12, mas Raquel vai morrer dando à luz,
então olha que situação difícil para Jacó, tudo isso faz parte de circunstâncias, como nós colocamos, acho que até está aqui na folha ainda, a providência de Deus, ela é específica para cada pessoa,
mas nós colocamos na última aula de Gênesis que a providência de Deus é preparada sob medida para cada pessoa, Deus não trata as pessoas de forma igual, porque ele tem um plano, ele tem uma estratégia, ele tem algo que precisa ser feito na vida de cada pessoa,
então a providência, quer dizer, é Deus que permite, Deus não é autor de circunstâncias erradas, de injustiças, Deus não é o autor, mas Deus usa as situações na nossa vida, as aflições, as provações, as coisas erradas,
até as injustiças que acontecem conosco, Deus usa para tratar conosco, cada um tem circunstâncias específicas que servem para tratar com aquela pessoa, por isso nós precisamos sempre aceitar,
nós precisamos aceitar, Deus tem uma maneira específica para trabalhar comigo, não visa a providência de Deus, não visa fazer tudo dar certo, mas visa transformar a pessoa, e não é punitiva, porque Deus está fazendo tudo para o nosso bem.
Então, aqui nós terminamos essa parte do nascimento dos filhos, se você está com esboço, no final nós colocamos algumas conclusões, como eu falei, eu não tenho respostas para essas perguntas,
mas uma coisa que nós podemos notar é que, nem está aqui na folha, mas aquilo que eu já mencionei de que Deus, a multiplicação, veja só, durante a primeira geração só Isaac, filho de Abrão, durante a segunda geração só Jacó, como filho de Isaac,
agora que Jacó vai ter 12 filhos, então agora vai começar a multiplicar, mas essa multiplicação dos filhos de Jacó, essa multiplicação aconteceu fora de Canaã, fora da terra prometida,
e isso é semelhante à multiplicação quando José e depois toda a família de Jacó desceu para o Egito, a multiplicação aconteceu no meio da escravidão, no meio da aflição lá no Egito,
e foi lá que as 70 pessoas que tinham quando Jacó e os filhos e os descendentes desceram para o Egito, eles estavam em 70 pessoas, e essas 70 pessoas se multiplicaram tremendamente, mas fora da terra prometida,
então isso é um aspecto importante, interessante para observar, como a multiplicação, assim, Deus sim, ele quer apurar a sua natureza em nós para que a nossa multiplicação seja uma multiplicação que transmita a vida de Deus,
mas a história de Israel, a história da Igreja, mostra muita multiplicação que não tem sido uma multiplicação pura, e tanto é que, como Paulo fala em Romanos, nem todos os descendentes de Abraão são filhos da promessa,
então tem muita multiplicação que no fim, mesmo fazendo parte do povo de Deus, não são verdadeiramente gerados pela promessa, então essa multiplicação acontece fora da terra prometida,
e a multiplicação, ou melhor, essa multiplicação, como também o mencionei, ela mostra que os que fazem parte do povo de Israel, os que fazem parte da Igreja, os que fazem parte daqueles que são conhecidos como o povo escolhido,
primeiro, eles não são melhores, nós temos grandes figuras no tempo de Israel, como David, que cometeu pecados muito sérios, e na Igreja nós temos isso continuamente, tem pessoas que são servos de Deus, são pessoas que nasceram de novo, são filhos da fé,
mas que têm deficiência, o próprio Jacó é um grande exemplo de alguém que foi escolhido e correspondeu a Deus e aceitou o chamado de Deus, mas estava cheio de coisas que precisavam ser tratadas,
então a história do povo de Deus é uma história de dificuldade, porque Deus está trabalhando para nos transformar, mas também tem muitos que fazem parte do povo de Deus e que, na verdade, não são verdadeiros descendentes pela fé, então são os mistérios de entender os caminhos de Deus.
Aí a outra conclusão que colocamos, que os filhos de Jacó nasceram no meio de dificuldades internas e externas, porque Jacó estava também com muita dificuldade, com Labão, sempre Labão tentando tirar vantagem dele, Jacó também não era muito fácil,
também estava se defendendo como podia, mas essas dificuldades, essas provações, essas situações adversas, elas são circunstâncias que Deus está usando na providência divina para nos transformar.
E alguém disse que a coisa mais importante na vida cristã não são as nossas ações, mas as nossas reações. Como que nós reagimos? Jacó não queria essa situação, por ele não teria casado com Lia, não teria essa competição,
mas a grande pergunta, o grande desafio para ele é como que Jacó iria reagir, como é que ele iria agir dentro daquela circunstância, como que Lia iria reagir, como é que Raquel iria reagir, então são essas coisas que Deus está procurando transformar.
Os instrumentos de Deus não são melhores que as pessoas de outras nações, é pela graça, é pela misericórdia de Deus somente, nós não somos pessoas superiores.
Muitas pessoas, muitas pessoas tem muito mais, são muito mais preparadas, tem um caráter muito melhor do que muitas vezes é nosso. Então aquilo que Deus quer fazer realmente é uma transformação,
ele quer um relacionamento, nós não somos aceitos, não somos escolhidos e não somos aprovados por causa das nossas boas ações, mas Deus quer trabalhar com nossa vida.
Então a vida de Jacó nós vamos continuar, tem muita coisa pela frente aqui que vai acontecer com Jacó, que Deus vai trabalhar na vida dele e na vida de todos, deve ter atitudes erradas dos filhos, Deus vai trabalhando,
grande objetivo de Deus é a nossa transformação para que ele possa morar conosco, para que ele possa nos usar como sua luz, como seu testemunho, que ele possa evidenciar sua imagem para o mundo.
Mas olha que situação distante desse alvo, desse objetivo de Deus e como isso também nas nossas situações é verdade também, como nós estamos distantes, mas Deus pode usar isso,
isso não é uma desculpa para dizer assim "bom, tá assim, não tem importância, nasceram os doze filhos, Deus vai produzir a sua obra indiferente da nossa transformação".
Não, Deus quer nos transformar, o objetivo de Deus, a obra paciente de Deus é para a nossa transformação.
Senhor, nós queremos que o Senhor fique satisfeito e queremos que o Senhor tenha prazer.
Que situação difícil que Jacó enfrentou e ele como parte também dessa situação, vivendo fora da terra prometida, longe da família e nessa situação que ele não quis,
mas que em grande parte foi fruto daquilo que ele tentou fazer para conseguir a benção de Deus da maneira dele.
Que nós possamos deixar o Senhor agir, que nós possamos aprender essas lições e permitir que o Senhor nos molde, que nos quebrante e que nos transforme em instrumentos teus.
É isso que nós te pedimos em nome de Jesus. Amém.

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