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Aula 12 – Vol.34 – A reversão final do plano maligno

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Chegamos ao dia “D”, à data que tinha sido escolhida por meio de sorte por Hamã, à data em que o mundo ficaria livre de uma vez por todas do povo odiado, o povo judeu. Já vimos como o mal que Hamã planejou se voltou contra si mesmo, mas Hamã não era um inimigo único e isolado. Havia naquele tempo, assim como há hoje, um movimento, um exército, uma rede de inimigos que desejam exterminar o povo de Israel. Como foi que os judeus escaparam do extermínio naquela época? E como será no tempo presente, no tempo do fim?

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21/01/24 – Ester 9 – Baixardo áudio.


 

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Transcrição · gerada automaticamente

Estamos chegando ao final dessa história impressionante no livro de Ester, já estamos no capítulo 9
e estamos chegando ao momento, talvez a gente pode chamar um momento dramático porque o dia
na Segunda Guerra Mundial chamaram do dia D, quando eles invadiram a Europa para retomar a Europa do domínio nazista.
Aqui é um dia dramático, não é a parte mais dramática do livro de Ester que nós já vimos como a situação com a Amã foi totalmente revertida,
talvez a palavra mais forte dessa história é "reversão", "inversão", tudo que a Amã pretendeu fazer com Mordecai
aconteceu com ele mesmo e todo o plano foi revertido. Então no capítulo 9, já vimos a preparação para isso no capítulo 8,
mas aqui no capítulo 9 nós chegamos ao dia fatídico, ao dia que tinha sido escolhido por sortes.
A Amã, quando ele fez o plano, ele utilizou um sistema, provavelmente que ele achava que tinha alguma ligação sobrenatural,
uma escolha da data melhor, da data ideal para executar o plano de extermínio do povo judeu.
Então esse dia foi marcado por Amã para o dia 13 do mês 12, o último mês do ano, o dia 13.
Então esse foi o dia que, por sorte, a Amã determinou e esse decreto, mesmo ele tendo sido morto pelo rei,
mesmo tendo sido desmascarado e tudo o rei não queria mais que acontecesse, ele atendeu o pedido de exter,
o decreto de Amã não pode ser anulado. Então foi feito um segundo decreto, como nós vimos na aula passada,
foi feito um segundo decreto autorizando os judeus a se defenderem nesse dia.
Então não podia tirar o decreto que permitia que os judeus fossem exterminados, mas para que eles fossem exterminados,
o Amã tinha mandado, não sei se ele que organizou, mas o decreto permitiu que em cada província, em cada lugar,
os inimigos dos judeus se organizassem para efetuar o massacre.
Então agora o segundo decreto estava permitindo que os judeus se defendessem.
E isso em si poderia parecer que ia dar origem a uma guerra civil, muitas mortes de ambos os lados e tal.
Então agora no capítulo 9 que nós vamos ver exatamente o que aconteceu nesse dia fatídico e a última parte da reversão,
a última parte da inversão, assim como tudo que Amã planejou caiu em cima de sua própria cabeça.
Agora nós vamos ver como aconteceu com todos os inimigos dos judeus, porque Amã agiu sozinho, ele que tomou a decisão,
ele não consultou com ninguém, ele não organizou uma campanha de ódio em si, se bem que o decreto dele deu muito campo
para que todo mundo que tivesse algum tipo de ódio, ressentimento, todo lugar que tivesse pessoas que quisessem o mal dos judeus,
isso foi um grande incentivo, mas não fala que Amã propriamente organizou esse grupo de ódio, ele apoiou,
ele deu espaço para que isso acontecesse, Amã já tinha sido enforcado, mas o plano continuava de pé
e a única coisa que Mordecai, Rainha Ester e o Rei podiam fazer era fazer esse segundo decreto permitindo que os judeus se defendessem.
Então essa é a última etapa da história, é o dia D, é o dia fatídico, dia 13 do mês 12.
Vamos orar, vamos pedir sempre que essa história não fique somente como uma história interessante, como um livramento, uma coisa no passado.
O próprio Deus, ele fez questão, por exemplo, no êxodo do Egito, que aquela data fosse guardada por todas as gerações até hoje,
é uma data guardada aí na Nova Aliança, nós associamos a morte e a ressurreição de Jesus na mesma data do êxodo do Egito.
Então são datas que devem ser rememoradas não somente como algo histórico, como algo interessante no passado,
mas as datas que Deus ordena que sejam guardadas e comemoradas são datas que tem um significado, tem um significado futuro,
até mesmo a Páscoa, que é um acontecimento passado em relação ao êxodo e é um acontecimento passado em relação à morte de Jesus.
Mas mesmo a Páscoa aponta para um acontecimento futuro, que é no retorno de Jesus o êxodo desse sistema do mal,
o êxodo de toda a humanidade sair do sistema maligno, ser liberto de uma vez por todas, então a Páscoa tem um apontamento futuro.
E assim também o próprio livro de Esther fala a respeito de uma data, toda essa história termina com a instituição de uma data
que é de fato comemorada até hoje pelo povo judeu. Então vamos orar, vamos pedir que essa história, que agora finalizando,
entendendo o que aconteceu, que nós também possamos aplicar para nós hoje. Senhor Deus, nós sabemos que o Senhor é o Deus de toda a história,
o Senhor fez coisas no passado que apontam para uma finalização no futuro, a história é importante porque aponta para o futuro,
porque nós estamos no meio de um processo que não terminou, então nós também queremos olhar para essa história que aconteceu a 2500 anos,
nós queremos olhar para isso com entendimento e que o Senhor nos mostre, porque nós não sabemos como aplicar, mas que o Senhor nos mostre
como nós podemos aplicar isso para o tempo presente, para o futuro próximo, pedimos isso e suplicamos em nome de Jesus, amém.
Ok, então se você quiser acompanhar também no esboço que nós colocamos à disposição, nós estamos então vendo essa grande vitória final, tudo que começou com esse plano maligno de Amman,
agora vai ser finalizado, vai ser encerrado e nós vamos ver como foi a consumação, nós vimos reversões impressionantes,
como tudo que Amman planejou caiu sobre a cabeça dele, como Mordecai, que Amman queria destruir, foi justamente a pessoa que tomou o lugar,
que ocupou o lugar de Amman no reino e enfim, como Deus estava preparando todas as coisas para que o plano maligno, que na verdade é uma continuação,
é um plano que está, assim como Deus tem um plano eterno, o grande arco inimigo de Deus tem um propósito sempre de impedir o plano de Deus,
Satanás sabe que ele vai ser derrotado um dia, mas como os demônios gritavam com Jesus, eles estão lutando até o último momento,
eles não querem ser expulsos antes da hora, falavam, os demônios falavam com Jesus, não é nossa hora ainda, por que você está nos expulsando?
Então, existe um plano maligno, existiu um plano maligno para impedir a primeira vinda de Jesus e existe ainda um plano maligno para impedir a segunda vinda de Jesus,
Satanás sabe melhor do que nós, porque muitos cristãos não entendem por que Jesus não pode voltar, é uma pergunta que a gente gosta de fazer,
"Senhor, não daria para o Senhor voltar hoje", o que impede? E Satanás entende isso mais do que nós, ele sabe que o plano de Deus, como ele sabia que tinha a semente da mulher,
que ia nascer uma pessoa descendente, homem, como nós, Deus ia se fazer carne, eu não sei o quanto que Satanás entendia do plano, mas desde o jardim do Éden,
ele sabia que Deus tinha determinado que a semente da mulher esmagaria a cabeça dele, então ele estava fazendo tudo possível para que essa semente da mulher não nascesse e não pudesse esmagar a sua cabeça,
e ele até pensou que ele tinha obtido uma vitória quando ele colocou Jesus na cruz, ao invés de ter a sua cabeça esmagada, ele tinha colocado Jesus na cruz,
mas Jesus ressuscitou e hoje ele sabe que para Jesus voltar, estabelecer seu reino na terra, realmente eliminar de uma vez por todas esse governo maligno,
essa influência maligna, esse sistema maligno que governa o mundo, mesmo Deus sendo soberano, ele tem as próprias regras, Deus só vai eliminar o sistema maligno de acordo com o seu plano,
e o seu plano envolve um povo numa terra, uma cidade, um corpo que manifesta Jesus, tem algumas coisas que precisam acontecer para que Jesus possa voltar em vitória,
então Satanás está fazendo tudo possível e desde essa época ele luta com todas as suas forças, ele coloca todo o seu foco para eliminar a possibilidade de Jesus vir com o seu reino,
então nós estamos nesse ponto, nessa história aqui, nós vamos seguir uma parte desse último capítulo e depois nós vamos procurar fazer uma aplicação para o nosso tempo na história,
para que Deus nos revele mais o significado dessa história de Esther, então nós estamos no capítulo 9, versículo 1, diz assim, no 12º mês, mais uma vez lembrando que o capítulo 8 terminou com o decreto,
o antidecreto, o decreto que não podia anular o decreto de Amã, mas o decreto que podia, que permitia aos judeus o direito de defesa e isso aconteceu no terceiro mês daquele ano,
agora nós estamos no 12º mês, o povo judeu tinha celebrado, tinha festejado o decreto de Mordecai, mas ainda faltava chegar o dia, então esse é o dia,
no 12º mês, que é o mês de Adar, que é o último mês do ano, no dia 13 do mês, em que a palavra do rei, o que ele está falando, a palavra do rei era aquele primeiro decreto de Amã,
em que a palavra do rei e o seu edito, aqui está falando que a palavra do rei, porque Amã fez o decreto, mas ele recebeu o anel de autoridade do rei e o decreto tinha sido assinado com esse anel que era a assinatura do rei,
então aqui está dizendo que tinha uma palavra, um decreto, um edito do rei que deveriam ser executados, então tinha sido baixado, a ordem foi feita, foi publicada,
então dia 13 do último mês era o dia que aquela ordem, aquele decreto estava em vigor, então ainda que tivesse essa decisão de permitir a defesa, percebem que não estava sem perigo,
a única coisa que o segundo decreto fez foi permitir que os judeus se defendessem, então esse primeiro versículo do capítulo 9 é muito significativo,
porque aqui coloca assim, nesse dia em que a palavra do rei e o seu edito deveriam ser executados, que dia que é esse? No dia em que os inimigos dos judeus esperavam assemoriar-se deles.
Ok, é só para a gente entender essa palavra, que até meio nem todo mundo talvez entenda o que quer dizer assemoriar-se, é teu domínio,
mas eu peguei algumas outras versões da Bíblia para ver como os tradutores traduziram essa palavra,
então era o dia em que os inimigos dos judeus esperavam, dando de acordo com outras traduções, esperavam domina-los, que seria o sentido da palavra assemoriar-se, se tornar senhor,
esperavam exterminá-los, esperavam vencê-los, esperavam matá-los, então são essas as outras traduções paralelas desse versículo, dessa frase.
Então esse dia era o dia em que os inimigos, então mais uma vez, Amã não era o único inimigo, tirou Amã não tirou o perigo, porque o decreto tinha sido feito
e os inimigos dos judeus esperavam aproveitar esse decreto e fazer o que eles queriam fazer, era o dia em que eu até faço um paralelo com aquele desejo de Hitler no século passado de ter uma solução final.
Essa frase é o que eles chamavam, o propósito deles de matar todos os judeus, era a solução final, porque havia essa ideia e essa ideia persiste em maior ou menor grau,
a ideia persiste de que os judeus são culpados, eles são a causa, Amã apresentou isso para o rei da Pérsia, ele falou assim, olha, não é do seu interesse manter esse povo, eles vão causar problemas sempre.
Lá no livro de Esdras, antes dessa época ou acho que até pouco, acho que para o mesmo rei, acho que em Esdras 4 eles escreveram os inimigos dos judeus lá na terra da Palestina, eles colocaram uma carta e disseram
"Olhe na história, o rei, o senhor vai ver que esse povo sempre causa problemas, o senhor não pode permitir que eles continuem".
Então essa ideia que persiste até hoje, achando que o povo de Israel, que os judeus, às vezes isso é relacionado à terra, aqueles que estão na terra de Israel, mas veja que no livro de Esther, esse pensamento,
essa ideia de que os judeus são a causa do mal para Amã era uma coisa muito pessoal, eles eram uma pedra no sapato, enquanto judeus existiam, enquanto Mordecai existia,
ele não ia ter esse poder que ele queria, um poder absoluto, eles representavam um empecilho, um obstáculo e é isso que vai acontecer e tem acontecido na história.
Os judeus são a causa, Hitler achava que eles eram a causa da Alemanha não poder exercer seu papel de dominar o mundo, de ser o povo superior, os judeus ocupavam lugar, os judeus controlavam finanças,
enfim, tem muitos argumentos, muitas coisas que podem parecer simplesmente uma briga racial, um preconceito, mas na verdade o antisemitismo, a intenção de exterminar, de aniquilar o povo judeu,
ele vai muito além de um racismo, muito além de um preconceito, às vezes são usados pretextos que não parecem tão sérios, eles que estão ocupando indevidamente a terra de Israel,
é uma coisa meio localizada, meio assim, uma briga, uma causa local entre aquele povo que existe ali, mas a questão realmente é muito além,
porque todas as manifestações, Amman, Hitler, seja quem for, na história passada, o que vai acontecer no futuro, na verdade faz parte de uma intenção de uma mente maligna que é muito além de um povo, de uma pessoa, de um movimento,
assim como a igreja representa, deve representar, deveria representar o próprio povo de Israel, deveria representar Deus, deveria representar aquilo que Deus quer que aconteça,
essas outras manifestações representam aquilo que o inimigo de Deus quer, então não importa que época, não importa que momento da história, a intenção por trás, a intenção maior é sempre essa que o inimigo tem de impedir o reino de Deus,
é um grande conflito, como Daniel viu naquelas visões dele, ele viu um grande choque final entre os vários impérios, chegando assim ao império máximo no fim,
uma manifestação máxima do sistema deste mundo, chegando a um confronto final com o reino de Deus, Babilônia versus Jerusalém, o reino do homem versus o reino de Deus, então nós temos essa batalha que vai se manifestando,
então esse dia era o dia em que os inimigos dos judeus esperavam essa solução final, eles esperavam assim, bom agora nós vamos nos reunir, vai acontecer isso em todo o império persa que dominava praticamente todo o mundo conhecido,
eles não tinham poder sobre a Grécia por exemplo, mas a Pérsia dominava sobre uma boa parte do mundo, então eles iam conseguir, eles achavam que seria o momento que eles iam conseguir eliminar de uma vez por todas os judeus da face da terra,
e o final do versículo fala, aconteceu o contrário, então essa é a grande inversão, essa é a grande virada de mesa, não é somente Mordecai que tomou o lugar de Ramã, isso não é suficiente,
era uma inversão daquilo que estava acontecendo em todo o império, que havia um movimento, havia uma rede, havia um grupo enorme de pessoas que queriam acabar com os judeus, que se sentiam ameaçados,
como eu falei, a história mostra vários momentos, várias situações, mas esse é um dos momentos históricos em que esse ódio se tornou algo mais de um nível, de uma dimensão,
não era global, mas era muito grande em relação ao mundo daquela época, então aconteceu exatamente o contrário, foi uma inversão e foram os judeus que se assemorearam dos que os odiavam.
Versículo 2, então os judeus nas suas cidades, em todas as províncias do rei Assuero, ajuntaram-se para atacar aqueles que procuravam o seu mal, então essa aqui é uma outra frase importante,
o que ia acontecer nesse momento por causa do segundo decreto? Os inimigos achavam que iam eliminar os judeus, mas os judeus estavam se reunindo, eles foram autorizados pelo decreto,
eles iriam então se reunir para fazer o que? Eles iam atacar, eles não iam esperar, essa parte a gente não sabe exatamente como aconteceu, mas o fato é que os judeus iam alvejar quem?
Os inimigos dos judeus iam alvejar os judeus e os judeus iam alvejar os seus inimigos, não a população em geral, não era um momento para sair matando, todo mundo estava na frente,
os judeus iriam atacar aqueles que fossem contra eles, que talvez saíssem para tentar matá-los, ou, não fica muito claro, pode ter sido que os judeus soubessem quais eram as pessoas que estavam se organizando contra eles,
que fossem tomar a iniciativa e ir contra aqueles que tinham essa intenção, mas o ponto é, eles se ajuntaram para atacar aqueles que procuravam o seu mal,
eles iam tentar, eles iam contra aqueles que queriam aniquilá-los, queriam matá-los, que queriam o seu mal, então esse é o cenário que estava sendo preparado para esse dia.
E aí, no final do versículo 2, nós vemos que o que aconteceu entre o terceiro mês do ano, quando Mordecai fez, depois da morte de Amã, depois de ter sido colocado no lugar de Amã, no segundo decreto, no terceiro mês,
o que aconteceu entre o terceiro mês e o décimo segundo mês, nove meses, esse intervalo ali, o que aconteceu?
Essa foi uma grande chave da vitória, e foi por isso que não virou, assim, propriamente uma grande guerra civil.
Por quê? Porque ninguém podia resisti-lhes, porque o seu terror tinha caído sobre todos aqueles povos, ou seja, entre o terceiro mês e o décimo segundo, como eu falei,
Amã não era o único inimigo, mas todos aqueles que tinham sido encorajados, estimulados, empoderados por causa do decreto de Amã, todos aqueles que estavam assim, o poder está nas nossas mãos, nós vamos acabar com os judeus,
eles, evidentemente, foram tremendamente enfraquecidos pela morte de Amã e pelo fato de que Mordecai, o judeu, estava ocupando o seu lugar.
Então, o terror dos judeus, isso nós já vimos no final do último versículo do capítulo 8, última frase, muitos entre os povos da terra se fizeram judeus, porque o temor dos judeus tinha caído sobre eles.
Então, de um povo perseguido, minoritário, odiado, os judeus passaram a ser um povo respeitado, um povo, inclusive, que causava temor, porque eles estavam no poder.
Então, o temor, o seu terror tinha caído sobre todos aqueles povos. Versículo 3, todos os príncipes das províncias, os sátapas, os governadores, os que faziam os negócios do rei, auxiliavam os judeus.
Então, olha só, olha só como o poder, aquelas pessoas que estão no poder, porque aqui estão todos os oficiais, os príncipes, os governadores, eles todos estavam nambendo Amã antes.
Aí mudou Amã para Mordecai ocupar o seu lugar e aí todos passaram a apoiar e auxiliar e dar seu apoio para a causa de Mordecai.
E aí o governo funciona assim, a gente vê isso na política do Brasil, de qualquer outro país.
As pessoas não são todas, mas muitas pessoas, principalmente pessoas que gostam do poder, querem o poder, querem o favor, querem os benefícios de quem está no poder.
Então, as pessoas vão de acordo com quem está na frente, eles vão cantar a mesma música, eles vão seguir a mesma linha.
Então, por causa de Mordecai estar naquela posição, os oficiais de um nível mais baixo, todos mudaram de lado e começaram a auxiliar os judeus.
Versículo 4 "Mordecai era grande na casa do rei e a sua fama se espalhava por todas as províncias e o homem Mordecai ia se tornando cada vez mais poderoso".
Tem uma frase muito semelhante em Segundo Samuel 3, falando sobre aquele período quando o rei Davi, depois da morte de Saúl, Davi foi proclamado rei,
mas inicialmente somente sobre a tribo de Judá e aí tinha um filho de Saúl que estava governando as outras tribos.
Mas em Segundo Samuel 3, um fala que a casa de Saúl foi se enfraquecendo e Davi foi crescendo cada vez mais.
Acho que em 1º Cronicles 11 fala que Davi foi crescendo mais e mais porque Deus estava com ele.
Então você tem duas situações opostas, esse livro não registra como é que Aman subiu ao poder, só fala que ele foi colocado numa posição muito grande pelo rei.
Mas as pessoas podem crescer no poder quando estão do lado do mal, geralmente é porque a pessoa ambiciona o poder,
porque a pessoa usa força ou porque a pessoa faz qualquer coisa para agradar aquele que tem realmente a chave. Aman deve ter descoberto como ele podia manipular o rei, como ele podia conquistar o rei.
Então é um crescimento por engano, é um crescimento por ambição, é um crescimento com desejo de ocupar aquele lugar, é uma sede de poder.
E por tudo que a gente percebe aqui no livro de Esther, Mordecai não se dobrava diante de Aman, ele podia ter feito isso para conseguir o favor de quem estava lá em cima. Então Mordecai é retratado aqui como alguém que não buscava o poder, que não tinha sede de poder, ele tinha princípios, ele estava procurando fazer o que era certo.
Então quando o próprio Davi não aproveitou as ocasiões que poderia ter matado o Saúl e poderia ter chegado ao poder, então quando Deus está com alguém, quando a própria Esther, que foi Deus que foi abrindo a graça, a presença de Deus na vida dela,
foi abrindo portas e ela chegou onde ela chegou não porque ela estivesse procurando, não porque ela estava tentando chegar lá. Então esse é o contraste. Então Mordecai está crescendo porque Deus fez uma intervenção, porque Deus inverteu a situação.
Mas ele está crescendo, ele era grande e ele foi se tornando cada vez mais poderoso por causa da presença de Deus com ele. Então por isso, foi por essa razão que os inimigos dos judeus eles não voltaram atrás aparentemente,
eles não desistiram da sua ideia, porque o versículo 1 fala que era o dia em que eles esperavam eliminar os judeus da face da terra, mas eles ficaram enfraquecidos, eles não tiveram mais o apoio dos oficiais, dos governadores, eles ficaram com medo.
Então essa mudança lá em cima afetou a reação nas províncias e foi por isso que, e pela graça de Deus, aparentemente os judeus não sofreram baixas, não tiveram dificuldades e aí está o resultado final, a vitória final no versículo 5.
Os judeus feriram a todos os seus inimigos a golpes de espada com matança e destruição e fizeram dos que os odiavam o que bem quiseram.
Na fortaleza de Suzã os judeus mataram e destruíram 500 homens, mataram os 10 filhos de Amã, versículo 10 no final, mas ao despojo não estenderam a mão.
Por que que fala isso? Porque no primeiro, vamos voltar, vamos lembrar, o primeiro decreto, o decreto de Amã, autorizava a matança de judeus, homens, mulheres e crianças, extermínio, genocida, eles foram autorizados a matar todos e a se apropriarem dos seus bens.
Esse foi o decreto de Amã. No segundo decreto, o decreto de Mordecai, ele simplesmente fez uma inversão, ele falou assim, os judeus estão autorizados a matar, destruir, eliminar todos os inimigos, não toda a população, mas os inimigos, aqueles que quisessem atacá-los.
Então eles podiam, o que eles podiam fazer? Igual o primeiro decreto, eles podiam matar homens, mulheres e crianças e eles podiam também se apropriar dos bens desse povo que eram seus inimigos.
Mas o que que o texto que fala? Não fala explicitamente que eles não mataram mulheres e crianças, não chama atenção para esse fato, mas todo lugar que fala assim, versículo 6, eles mataram e destruíram 500 homens.
Então aparentemente eles não mataram mulheres e crianças, é o que parece, isso não é declarado explicitamente, mas faz questão de falar que eles mataram aqueles que foram contra eles, os homens.
E três vezes nesse texto, nós lemos o primeiro, no versículo 10, três vezes o texto enfatiza que em Suzã, a capital, nas províncias e no segundo dia que eles continuaram lutando contra os inimigos em Suzã, eles não colocaram a mão nos bens.
Eles só destruíram os seus inimigos, eles não foram atrás de bens materiais, embora o decreto desse essa autorização.
Então, versículo 11, no mesmo dia veio ao conhecimento do rei o número dos mortos na fortaleza de Suzã. Agora aqui no versículo 12 não dá para saber se Esther foi mais uma vez, porque nós temos já no capítulo 8, aparentemente Esther foi uma outra vez diante do rei e suplicou para que fizesse alguma coisa para reverter o decreto.
Aqui, disse o rei a rainha Esther, não dá para saber se foi a iniciativa do rei de falar com ela ou se foi a iniciativa dela de falar com o rei, não sabemos.
Mas disse o rei a rainha Esther, na fortaleza de Suzã os judeus mataram e destruíram 500 homens e os 10 filhos de Amã, nas mais províncias do rei que terão feito, aqui na frente vai falar o que eles fizeram.
Ora, qual é a tua petição? Por isso que dá a impressão que Esther foi diante dele. Qual é a tua petição e se te dará? Ou qual é ainda o teu rougo e será atendido?
Então, parece que Esther foi de novo e o rei falou, já aconteceu o que você queria, os judeus se defenderam, mataram seus inimigos, o que você quer mais? Em versículo 13 respondeu Esther.
Se agradar ao rei, conceda-se também amanhã aos judeus que se acham em Suzã, não no restante do império, só na capital, que façam conforme o mandado de hoje e dependurem numa forca os 10 filhos de Amã.
Isso aqui causa estranheza para nós porque eles tinham matado 500 pessoas, que isso já é algo difícil para nós, a Nova Aliança, pensar na luta, na morte de pessoas.
Agora Esther, a rainha Esther, a doce Esther, está pedindo que continue por mais um dia na capital.
Nós não sabemos, tinha evidências de que ainda tinha um grupo que planejava, tinha pessoas que estavam querendo acabar com os judeus.
Isso que a impressão é que não era, talvez em alguns casos, isso também não dá para saber, mas pode ser que não foi só os inimigos saindo e atacando os judeus, mas talvez os judeus sabendo, eles sabiam quais eram as pessoas que planejavam,
quais eram as pessoas que eram seus inimigos mas estavam meio aquados. Então eles queriam terminar de eliminar, eles queriam fazer uma limpeza mais completa e os filhos de Amã já estavam mortos.
Mas tinha essa necessidade, isso naquela época era uma coisa mais comum para nós, é algo que causa repugnância, eles já estavam mortos, por que você quer colocar publicamente numa forca visível?
Mas era toda essa questão de até a morte dos filhos de Amã, para nós é uma coisa que fazia parte daquela época, daquela cultura, quando tinha alguém que conspirava contra o rei, mesmo no povo de Deus.
A Cã fez aquele pecado quando Josué levou o povo para Jericó, foi derrotado e tal, a Cã pegou das coisas proibidas, a Cã morreu com toda a sua família, mulher, crianças.
Então essa coisa de família, de filhos pagarem pelo pecado dos pais é um assunto à parte, é muito difícil para a gente aceitar e entendemos que na nova aliança Deus mudou essa forma de agir.
E nós podemos até, quem sabe na próxima aula, falar um pouquinho sobre essa mudança de dispensação, essa época de Esther, essas coisas de lutar contra os inimigos, de matar todos aqueles que tinham a intenção de fazer mal para eles,
é algo que nos causa uma reação, que nos causa uma dificuldade de assimilar, mas está aqui.
Esther pediu que continuasse por mais um dia e que os filhos de Amã fossem dependurados numa forca.
Aí o rei ordenou que assim se fizesse, versículo 15, eles se reuniram, os judeus se reuniram em Suzã também no dia 14 e mataram em Suzã 300 homens, então 500 no primeiro dia, 300 no segundo dia.
Mas ao despojo não estenderam a mão. E aqui vai também falar o que aconteceu no restante do império, também os demais judeus que se achavam nas províncias do rei se reuniram para defender a vida.
Então eles estavam fazendo isso para defender a própria vida, eles estavam sendo ameaçados. Essa é a ênfase que nós temos aqui.
Exatamente como isso procedeu, se foi uma coisa justa, se não foi, nós não temos mais detalhes aqui, mas os judeus nas províncias eles se reuniram para defender a sua vida e para ter, eles obtiveram repouso dos seus inimigos.
Isso é um tema que acontece muito na Bíblia, quando tem esses ataques ou quando tem inimigos, então a eliminação dos inimigos traz descanso.
Eu não preciso ficar em alerta e quando nós pensamos na situação de Israel, você pode pensar em muitos outros cenários de guerra, mas atuais, cenários atuais, Ucrânia, várias situações na África.
Quando você pensa que tem vários lugares, tem na Nigéria, tem na Índia, no Paquistão, os cristãos, nunca sabem, a Indonésia, tem vários países onde as pessoas não sabem se de uma hora para outra, no meio da noite, se pode vir um ataque.
Quando você pensa, nós temos filmes que mostram aquele grupo do Clu Klux Klan nos Estados Unidos que vinham de noite atacar os negros, então você tem essa situação de perigo e Israel enfrenta isso de todos os lados.
Eles não têm sossego, pessoas descrevem como as sirenes tocam, as pessoas têm que sair correndo para abrigos, então o que eles estavam falando aqui, eles se reuniram para defender a vida, quer dizer, não ter mais ataques contra a própria vida.
E aí eles, com isso, eles tiveram repouso dos seus inimigos.
Quando Davi chegou assim, venceu todos os inimigos em volta, fala que a terra descansou, que houve repouso, não tinha mais inimigos em volta, filisteus, não sei quem.
Então, sempre essa ideia de inimigos que possam atacar, e quando isso reflete, quando nós pensamos as profecias que falam do futuro de Israel, do reino de Deus, sobre toda a terra, que ninguém vai se levantar mais, não vai ter mais guerra,
então nós temos essa promessa de que um dia vai ter esse repouso total, não vai ser temporário, porque o repouso hoje muitas vezes é um repouso parcial, temporário, só por um tempo.
Às vezes é falso, às vezes as pessoas pensam que tem um repouso e não tem, é uma coisa falsa, então o reino de Deus vai trazer repouso permanente, não vai ter mais inimigos.
E quando nós pensamos inimigos, sim, as pessoas, os homens se colocam do lado do mal, então tem pessoas que são realmente malignas, que estão dedicadas a fazer o mal.
Mas a Bíblia fala que, no fundo, nossa guerra não é contra pessoas, que quem incita, quem causa o mal na terra, é realmente o diabo e todas as potestades do mal.
Então, a vinda de Jesus e do reino de Deus é a promessa de que vai haver descanso, vai haver repouso de todos os inimigos.
Então, é isso que foi registrado aqui, que nas províncias os judeus se reuniram para defender sua própria vida e para ter descanso, sossego, saber que ali naquele lugar não teria mais pessoas ameaçando.
Mataram dos que os odiavam, então, contra aqueles que os odiavam, 75 mil pessoas, então, 75 mil, mas ao despojo não estenderam a mão, terceira vez que enfatiza esse fato.
Aconteceu isto no dia 13 do mês de Adar e no dia 14 repousaram e o fizeram dia de banquetes e de alegria.
Ok, o restante do capítulo e final do livro vai falar sobre a festa, a data que foi instituída como resultado desse livramento, isso vai ficar para nossa próxima aula, mas eu quero só agora nesse final de tempo, olhando para o que aconteceu nesse dia
e o que isso representa, lembrando em primeiro lugar que nós estamos estudando o período da restauração, que é o período, a restauração é em relação ao cativeiro.
Então, durante 70 anos, cativeiro na Babilônia e nós vimos em Estras, vimos os profetas, o tempo de restauração que foi o retorno do cativeiro, voltando, não todos, um pequeno grupo, mas retornando para a terra da promessa,
para a sua herança, para a sua cidade, reconstruindo o templo, então a restauração da terra, a restauração da casa de Deus, então esse período é chamado de restauração.
Mas foi uma restauração muito tímida, nós sabemos disso, as profecias que eles tinham a respeito de um tempo de restauração gloriosa, isso não se cumpriu naquela época,
mas esse livro de Esther acontece nesse período de restauração, só que não é um livro que fala de restauração da terra, não fala de restauração da casa de Deus, não fala do povo de Deus dentro da terra,
é um livro que fala dos judeus que estavam, o termo que foi usado mais depois do ano 70, mas estavam na diáspora, na dispersão, estavam espalhados por todo o império persa,
então eles não estavam num lugar só, estavam em vários lugares, então esse livro é muito significativo, não só pela história do livramento, mas para mostrar que Deus não estava preocupado apenas com aquele grupo que voltou para a terra prometida.
Nós temos os livros de Esas e Nehemiah, e os profetas, Ageu e Zacarias, que falam sobre aquele povo que tinha voltado para a terra, mas tinha muito mais judeus, muito mais descendentes de Israel fora da terra do que dentro da terra,
e nós poderíamos dizer, mas o remanescente, aqueles verdadeiros que eram fiéis a Deus, eles foram aquele grupo que voltou, agora esses que ficaram espalhados pelo império, espalhados pelas nações, eles não eram verdadeiros, não, o livro de Esther mostra que não,
embora o livro não mencione o nome de Deus, embora o livro não fale especificamente deles estarem servindo a Deus, sendo fiéis às alianças, não fala nada sobre isso,
e realmente eles estavam mais distantes das práticas, mas ao mesmo tempo, o que que Amman falou para o rei? O que que ele conhecia de judeus? Ele conhecia um povo que não obedecia aos costumes, que não seguia a cultura de outros povos,
então eles estavam ali, mas eles estavam mantendo as suas tradições, as suas práticas, tanto é que eles eram conhecidos por Amman e pelo povo, eles tinham uma identidade, não só étnica,
como eu já disse, o intento de fazer mal a eles não vinha por algum preconceito, os judeus são uma raça inferior, são uma raça que nós queremos, que nós desprezamos, vinha de algo mais, alguma coisa perturbava, alguma coisa incomodava mais do que isso,
então, mas é importante lembrar que nós estamos falando sobre a época da restauração e que esse grande, é interessante também assim, que foi justamente, não foi esse rei,
a Suero, que é conhecido na história como Xerxes, mas não foi esse rei que liberou judeus para voltar para a terra, foi Ciro, e esse Xerxes veio vários anos depois, várias décadas depois,
mas era o mesmo império persa, o mesmo império que foi mais favorável aos judeus, que permitiu o retorno deles, foi nesse império que nós vimos aqui que surgiu Amman com esse propósito, com esse ódio para acabar com o povo judeu,
então é no mesmo império e a ira deles não foi por causa da terra, da terra prometida, hoje a gente tem, existe o anti-semitismo indiferente assim da nação de Israel,
mas hoje assim é muito mais conectado assim ao fato de Israel estar naquela terra, esse conflito com palestinos, quem tem o direito sobre a terra, então isso também é importante.
Então eu coloquei aqui nessa folha alguns pensamentos, isso aqui é claro que tudo isso poderia ser muito mais aprofundado, mas é só uma visão rápida para a gente pensar um pouco sobre a história,
que esse acontecimento, desse plano maligno de exterminar os judeus nesse livro de Ester não foi um acontecimento único, isso assim, o ódio contra os judeus é muito mais do que eu coloquei nessa folha,
tem havido assim em toda a história, principalmente nos últimos dois mil anos na era cristã, tem havido perseguições sucessivas, continuamente, às vezes numa determinada região não tem muito ou passa por um tempo sem,
os judeus puderam ter épocas boas na Espanha, por exemplo, Portugal, os judeus estavam florescendo, mas aí veio a época da inquisição, enfim, assim, a perseguição, os momentos terríveis contra os judeus,
tem sido contínuo durante toda a história, com nomes diferentes, com campanhas diferentes, mas eu queria colocar, primeiro queria colocar assim duas, para a gente fazer uma distinção,
houve principalmente duas épocas específicas em que Deus agiu, Deus permitiu a destruição, a expulsão dos judeus por uma questão de juízo, nós temos isso muito registrado nos livros de Jeremias, de Ezequiel,
nós vemos como Deus permitiu a destruição de Jerusalém, o exílio dos judeus, o cativeiro, ele permitiu isso por causa deles terem abandonado a aliança,
e isso tem muito, essas questões tem muito a ver com a terra, com o povo e com a terra, quando o povo de Deus, o povo da aliança, o povo de Israel,
quando eles estavam na terra, que Deus prometeu para eles, por que que Deus prometeu para eles, para que eles fossem a base do reino de Deus na terra,
isso não era uma coisa para desfrute deles apenas, isso era para um propósito, para o benefício, para a restauração, redenção de toda a terra, de toda a humanidade,
então isso não foi dado a eles para que eles pudessem se enriquecer, ter prazer próprio, ter exaltação, ou mesmo ter uma vida pacífica,
eles receberam essa terra como aliança, era uma parte da aliança que Deus fez com Abrão,
e essa aliança foi feita com um propósito, fazia parte de um pacote, fazia parte de um propósito de Deus de restaurar toda a terra e toda a humanidade,
então quando o povo, e isso Moisés falou repetidas vezes, deuteronômio, vocês vão entrar na terra, mas vocês só vão ficar na terra se vocês ficarem na aliança,
não é algo que vocês podem dominar e se apossar e viver independentemente, isso não é uma opção, vocês não têm esse direito de estar na terra sem estar em aliança comigo,
então essas duas ocasiões específicas em que o povo foi destruído, a Jerusalém foi destruída, houve muita morte e o exílio foi na época de Babilônia, 586 antes de Cristo,
foi essa época que vem antes desse período que estamos estudando agora, então esse foi um período em que houve uma invasão, houve uma destruição,
mas não foi por uma questão de antisemitismo, Babilônia não estava assim com ódio específico dos judeus, eles tinham ódio por causa da resistência,
Jerusalém não precisaria ter sido tão destruída, Jeremias falou, é para vocês se entregarem, mas eles não quiseram e daí veio um castigo maior, mesma coisa na época de Roma,
depois de Jesus, no ano 70, os judeus foram rebeldes, porque é uma coisa você resistir, como no tempo dos macabeus, você resistir a tentativa de esmagar a fé deles,
de eliminar sua fé, isso é uma situação horrível, mas tanto nessa época de Babilônia como na época de Roma, Roma ficou irada mesmo contra Israel, contra judeus,
mas porque eles não se sujeitavam e eles se levantavam no momento em que Deus não estava, Deus não estava com eles nessa revolta contra a Babilônia,
e foi em duas etapas, no ano 70 depois de Cristo e depois de novo no ano 135 quando até tinha alguém se proclamando como messias e querendo levantar uma resistência,
então houve realmente, foi terrível, Jesus profetizou, mas lembra que Jesus falou, Jesus falou assim, olha, vocês vão passar por isso porque vocês não souberam reconhecer o dia da sua visitação,
e Jesus chorou sobre Jerusalém e profetizou que ia acontecer isso por causa da rejeição do messias enviado e porque eles não estavam se sujeitando a Deus,
então isso a gente precisa, essas duas épocas especificamente são diferentes dessa tentativa do diabo de destruir Jerusalém e o povo de Deus.
Roma, principalmente no ano 135, o imperador Adriano, ele quis, colocou outro nome, ele queria realmente anular a identidade dos judeus com a terra,
ele quis, mas por causa dessas revoltas, que eu saiba não seria uma classificação de ódio específico ao povo judeu por serem judeus, mas por causa da sua constante rebeldia.
Agora, o plano maligno para impedir o reino de Deus, como aqui, que é o primeiro que eu estou colocando aqui, esse aqui são alguns exemplos e eu escolhi alguns que eram mais amplos,
porque situações menores, assim seria impossível enumerar, tem muitas e muitas perseguições, muitos ataques pontuais, eu nem coloquei aqui as cruzadas, porque não era o objetivo principal,
mas as cruzadas que foram organizadas para retomar a terra onde Jesus viveu para os cristãos, eles lutavam contra os muçulmanos, mas se aproveitavam também para matar vilas inteiras de judeus,
porque eram eles que tinham matado Jesus, então eu nem estou colocando aqui, mas era um anti-semitismo, mas não era essa intenção de eliminar os judeus da face da terra,
mais ou menos esses três épocas que eu estou enumerando aqui, eu acredito que sejam épocas mais claras de uma tentativa mais global, mais universal de acabar com o povo judeu,
e era assim uma parte dessa estratégia maligna de impedir o reino de Deus, as pessoas envolvidas, Amã não sabia que propósito maior que ele estava ajudando a apoiar,
mas claramente por trás de Amã era a mente maligna de Satanás, então nós temos essa aqui, essa é a época que nós estamos falando, que é 474 antes de Cristo,
esse ano seria, de acordo com o que nós sabemos, de acordo com as pesquisas, seria o 12º ano que fala que era o 12º ano do rei Xerxes.
Uma outra época, eu estou colocando aqui, não porque as pessoas da Inquisição da Igreja Católica tivessem essa ideia de eliminar, de matar todos os judeus,
mas eles tinham, dentro da Igreja Católica que se tornou uma sucessora naquela época do Império Romano, então eles tinham um domínio não só religioso,
eles exerciam domínio civil também sobre muitos países da Europa, então eles tinham realmente uma intenção de eliminar a fé judaica, a identidade judaica,
eles tentaram eliminar totalmente, tinha conversões obrigatórias, tinha muitas mortes, então foi uma, e durou, eu coloquei séculos XV e XVI, mas durou até mais tempo do que isso,
seria o período maior, houve época que eles expulsavam, expulsavam dos países da Espanha, Portugal, Inglaterra, mas assim, não era uma coisa, um genocídio tão declarado,
mas era uma tentativa muito coordenada que envolveu, eles vieram atrás dos judeus aqui no Brasil e nas Américas também, então também foi uma época em que tinha essa intenção maligna,
de nem saber exatamente o que eles estavam fazendo, mas era para eliminar a identidade, veja só, o inimigo sabe que tem algo com o povo e com a terra,
o povo de Israel e com a terra de Israel que está relacionado com a volta de Jesus, então assim como o nascimento da semente da mulher,
o nascimento do Messias era fundamental para o plano de Deus, Satanás tentou impedir com a morte, por exemplo, daquelas crianças no tempo de Herodes, então ele tentou impedir a vinda do Messias,
agora a intenção dele é eliminar a base, a base do reino, a base para onde Jesus vai voltar e a relação, isso tem relação, é um assunto enorme,
mas é uma relação entre o povo judeu e os povos de todas as nações que reconhecem o Messias que é essencial para a volta de Jesus.
E aí nós temos o Holocausto, evidentemente, que foi a grande tentativa de eliminar todos os judeus da Europa, mas ele tinha a intenção de dominar o mundo e futuramente seria do mundo inteiro,
ele eliminou mais ou menos a metade dos judeus que viviam na Europa na época, então o Holocausto foi algo que afetou grandemente a história.
E nós temos também a batalha final que vem vindo por aí, que tem as profecias, esse aqui é o 38 e 39, Joel 3, Zacarias 13 e 14, 12, 13 e 14, nós temos várias profecias a respeito de uma grande batalha final e também no livro do Apocalipse.
E eu queria colocar rapidamente, não vou entrar em todas, podemos até em outro momento falar mais sobre isso, já falamos nos estudos sobre Daniel, falamos também sobre isso no livro de Zacarias,
então são passagens, são livros, são profecias que falam sobre esse grande conflito final, mas tem algo que me chamou a atenção quando eu estava relendo e meditando sobre Esther capítulo 9, nosso assunto hoje,
é que ele fala a respeito dos inimigos dos judeus, ele usa essa expressão no versículo 1, no versículo 2, os inimigos dos judeus e ele fala sobre aqueles que os odiavam.
E isso está muito atual, porque nós temos o Irã, o Ramaz, o Resbolar, tem todos esses grupos que tem como isso desde quando Israel se tornou um estado novamente em 1948,
nós temos essa intenção declarada de vários grupos, vários governos, vários países, no início eram todos os países que estavam em volta de Israel, hoje o Egito, a Jordânia tem relações mais normais,
mas tinha sempre essa frase que eles diziam, nós queremos varrer Israel, queremos jogá-los no mar, nós queremos eliminar totalmente, por isso que essa expressão que andaram cantando por aí do rio ao mar chama essa ideia,
talvez algumas pessoas não pensavam exatamente isso, mas essa expressão chama, vem à tona essa ideia de eliminar, e o Ramaz, esses grupos assim, isso não é escondido, não é uma coisa que não aparece, é um propósito, um alvo declarado.
Então, esse ódio dos judeus você vai encontrar, eu só vou citar, mas tem várias profecias em Daniel, por exemplo, em Daniel 7 ele vê os quatro animais representando quatro reinos,
e aí o quarto animal ele é feroz, ele pisa em tudo e tem um chifre que fala coisas arrogantes, então nós temos essas evidências, essas características que já falamos, algumas delas se encaixam muito com a Amã,
então essa figura do anticristo, que ele representa esse sistema que quer pisar em tudo, que quer dominar, e é interessante que nessa visão de Daniel 7 ele fala a respeito de que os santos do altíssimo vão receber o reino,
mas que antes dos santos do altíssimo receberem o reino, esse quarto, esse último reino, esse último sistema do homem tem essa intenção de pisar, de dominar tudo, então é um conflito entre os reinos,
então eu queria só mostrar como, e lá em Daniel 7 ele fala que foi permitido a esse quarto reino, a esse chifre que fala coisas grandes, foi permitido que ele dominasse os santos por um tempo,
até que o tribunal de Deus resolve tirar as coisas desse quarto reino e entregar definitivamente para os santos, então eu quero falar um pouco mais sobre isso na próxima aula,
nessa história aqui, veja bem, desse plano maligno para impedir o reino de Deus, a história que nós estamos terminando de estudar em Ester é uma história que termina bem,
porque os judeus não são mortos, não são vencidos, não são eliminados e Deus entrega a vitória para eles, no dia em que eles seriam eliminados, dia 13 do 12º mês,
nesse dia é invertido, os inimigos são eliminados, então há uma inversão, agora nesses outros casos, na inquisição, Deus não livrou os judeus,
eles foram obrigados, eles foram torturados, eles foram convertidos à força, muitos morreram, eles foram expulsos, não houve um final como no livro de Ester,
não tinha uma rainha externa, não tinha um Mordecai, no holocausto muito menos, 6 milhões, no fim Hitler caiu, Deus não permitiu que continuasse, Deus sempre protegeu seu povo de eliminação total,
mas realmente no tempo do holocausto é uma das grandes perguntas na época do próprio povo judeu, onde está Deus, então eu quero mostrar que esse plano maligno ele continua
e que nós não temos sempre o final que estamos vendo no livro de Ester, na batalha final também não fala que Jesus volta antes da guerra,
está ameaçando os países, está cercando Jerusalém e antes de poderem fazer qualquer coisa Jesus volta e salva, não, ele vem e salva da destruição,
mas antes disso tem mortes, tem situações terríveis e nós estamos vendo isso tudo bem numa escala muito pequena, mas todas as notícias, a mídia tem usado a expressão de que o 7 de outubro passado agora
foi o pior ataque desde o holocausto, é claro que não chega nem perto da dimensão do holocausto, mas foi o pior ataque e foi um ataque dentro da terra deles,
que o holocausto foi fora, a ameaça de Amã foi fora da terra, mas agora nós estamos vendo a grande batalha final chegando e vai afetar os judeus em Israel,
e aliás eu quero recomendar a leitura de um livro que nós publicamos agora a pouco, que é A Controversa de Sião, é um livro que vale a pena estudar quando se trata de interpretar profecias que ainda não se cumpriram,
é claro que nós não temos certeza, não estou dizendo que necessariamente tudo que é proposto nesse livro é exatamente o que vai acontecer, porque nós não sabemos, mas é um livro que tem muitas referências,
se você quer entender mais sobre o que a Bíblia fala sobre a batalha final, as coisas que ainda vão acontecer, é um livro que vale a pena estudar, porque realmente tem um estudo muito profundo,
muito detalhado de todas as profecias que falam a respeito desse tempo do fim, então o livro de Esther nos mostra como existe algo, não acabou com a Amã, não acabou com esse dia que os inimigos de Israel foram mortos,
porque esse plano continua, e nós estamos vivendo épocas em que nós não sabemos o que vai acontecer nem nesse conflito atual, porque tem o Hamas, mas tem vários outros grupos que estão se aliando, que tem o mesmo propósito,
então nós vemos um grande aumento de antissemitismo no mundo inteiro, então nós estamos vivendo em épocas em que essa mesma situação está vindo à tona e que nós precisamos entender qual é a nossa parte,
nós nascemos como Esther para uma época, para uma conjuntura como essa, e o que Deus nos chamou para fazer, então na próxima aula nós vamos falar sobre a festa que foi instituída, a festa de Purim,
e vamos continuar falando sobre essas aplicações, sobre o que isso pode ter a ver com a época em que nós vivemos, é algo que é muito atual e que é muito importante, nós nos colocarmos diante de Deus,
eu não me coloco, eu não acredito que alguém tenha todas as respostas, nós temos que andar em humildade, nós temos que nos colocar diante de Deus, porque esse grande conflito, isso é muito além,
às vezes as pessoas ficam discutindo o que poderia ser feito para ter uma paz duradoura, claro que nós nos interessamos pela paz, claro que nós gostaríamos que houvesse paz e que acabasse a guerra,
essa guerra agora e que pudesse conviver em paz com os palestinos, mas pelo que nós entendemos essa guerra, esse espírito de ódio, eu vou mostrar na próxima aula alguns lugares,
eu falei sobre Daniel, tem outras passagens em Daniel no Apocalipse que falam a respeito do ódio do diabo, quero só lembrar, provavelmente eu volte a falar sobre isso,
mas no livro de Apocalipse, capítulo 12, fala sobre a mulher que deu a luz e satanás queria devorar a criança, porque ele via que era um perigo para ele, aí tem guerra no céu, aí o diabo é derrubado do céu, sabe que tem pouco tempo,
e aí fala que o diabo ficou muito irado, essa expressão me chama a atenção em relação ao livro de Esther, porque nós temos esse ódio, é um ódio que vai além de motivos aparentes, é uma coisa mais profunda,
e a gente vê a raiz desse ódio em Apocalipse 12 quando fala que o diabo sabe que tem pouco tempo, ele fica muito irado e ele quer fazer guerra total, então nós vamos ver isso aumentando,
não existe uma solução que vai trazer paz para o mundo inteiro, então só Jesus que vai trazer isso, isso não significa que não possa haver soluções temporárias, mas elas serão apenas temporárias.
Senhor, nós olhamos para aquilo que o senhor fez nessa época de Esther e ficamos admirados com tudo que o senhor fez ali, como o senhor reverteu aquela situação que parecia impossível,
mas nós sabemos que haverá, como já houve na história recente, houve várias épocas em que não houve um livramento total imediato, mas isso não significa que o senhor abandonou, isso não significa que o diabo ganhou vitória,
mas significa que através da morte, através da tribulação, não só a Israel, mas toda a igreja vai passar por um período de grande provação para que nós possamos goleificar o teu nome para que o teu reino possa vir,
e é seu desejo que nós possamos ser fiéis, que nós possamos ser verdadeiros a ti e cumprir a missão que o senhor deu para nós nessa época, nosso pedido em nome de Jesus. Amém.

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