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Aula 19 – Vol. 37 – O que não estamos entendendo sobre o Dízimo

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Malaquias recebeu uma palavra muito séria de Deus para o povo da sua época. Eles estavam roubando de Deus e, consequentemente, estavam sob maldição. O que deveriam fazer para mudar esse quadro e voltar a experimentar a bênção da prosperidade? Uma leitura superficial e fora de contexto indicará que se pagarmos o dízimo, Deus ficará satisfeito e abrirá as janelas do céu. O que está errado com essa leitura? O que está errado com a tese do chamado “evangelho da prosperidade”?

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Leitura recomendada:

Artigos da Revista Impacto edição 4: Dinheiro, um assunto espiritual

Artigos da Revista Impacto edição 75: Dízimo: lei o graça?

Ebook: Chesed – por Christopher Walker (Chesed é um ato de graça, que vai além do que é esperado, é uma característica essencial de Deus, é a expressão do seu amor, da sua misericórdia e do seu cuidado pelo mundo.)

Livro: Surpreendente Amor de Deus

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Estamos em Malaquias 3, mais uma vez, nessa parte de Malaquias 3 que fala sobre os dízimos e ofertas,
e é um texto que é muito conhecido, nós estivemos falando nas aulas anteriores sobre o fundamento,
porque nós podemos falar que o povo estava roubando dele em não dar os dízimos e ofertas,
então é muito importante pegar esse fundamento e entender de onde vem isso, de onde vem essa palavra,
porque Deus falou isso.
Então agora nós estamos prontos, com a permissão de Deus, para falar sobre o assunto mesmo,
porque todo mundo às vezes tem curiosidade, apesar de ser muito conhecido a passagem,
mas como todo mundo sabe que esse texto muitas vezes é aplicado fora de contexto, tem controvérsias,
o dízimo aqui é uma palavra muito forte, mas está no primeiro testamento, no que nós chamamos de antigo testamento,
no sistema ou dentro da aliança de Moisés, agora estamos na nova aliança, será que é válido usar isso da mesma forma,
então tem vários controvérsias, mas antes de falar sobre isso, realmente nós, foi muito importante,
colocarmos uma base, um alicerce, o texto aqui de Malaquias 3, essa parte do texto, essa parte do capítulo 3,
tem esses seis itens, voltar para Deus, roubar de Deus, a maldição que vem porque estavam roubando de Deus,
a ordem para reverter, para dar o dízimo todo para a casa de Deus, a promessa de Deus de dar abundância
e a prosperidade que vai resultar, e isso é muito usado quando as pessoas falam sobre o dízimo nas igrejas,
usam bastante todo esse contexto, se nós não dermos para Deus, estamos roubando dele,
como é que a gente tem que fazer, a gente tem que voltar ou começar a dar o dízimo, aí Deus vai abençoar,
Deus vai abrir as janelas do céu, é um texto bem conhecido e muito ouvido, muito aplicado, mas hoje nós queremos falar um pouco,
é óbvio que para falar sobre toda essa questão de dízimos e aliança de Moisés e agora Nova Aliança,
é um assunto bem vasto, mas eu quero dar um panorama, dar uma visão geral dentro disso que nós estamos analisando,
que é por que que Deus estava falando assim com o povo naquela época, e é claro que nós sempre queremos aplicar para hoje,
então é assim como não tem mais sacrifícios animais, então como que a gente aplica quando Deus fala a respeito de oferecer
um animal que é defeituoso, um animal que seria algo de pouco valor, desprezível, dar para Deus,
e outras coisas que temos aqui nas profecias de malaquias e outros textos do primeiro testamento,
nós precisamos realmente aprender como aplicar isso, não é descartando como se não tivesse mais valor,
mas evidentemente a vinda de Jesus trouxe muitas mudanças, então queremos entender isso,
vamos pedir sempre a ajuda de Deus para que nós possamos ter um discernimento, para que nós possamos saber
como Deus quer que a gente aplique hoje. Senhor, nós sabemos que o Senhor é o mesmo Deus, o mesmo Deus que falou com malaquias,
o mesmo Deus que veio em carne, Jesus, o mesmo Deus que fala conosco pelo Espírito Santo,
somos o teu povo, somos aqueles que querem te servir, que querem estar em aliança contigo,
então, Senhor, nós pedimos que a Tua mão esteja sobre nós, sobre nosso coração em primeiro lugar,
sobre nossa mente, e que possamos realmente entender, porque se o Senhor falou naquela época
que eles estavam roubando o Senhor, estavam roubando daquilo que pertencia a Ti,
então realmente nós precisamos também saber o que o Senhor está falando conosco hoje,
e pedimos que o Senhor nos ajude, e confiamos nisso em nome de Jesus. Vamos lembrar então,
bom, o primeiro ponto assim, não vou repetir, nós gastamos duas aulas, uma falando sobre voltar para Deus,
e a outra falando sobre o que é realmente roubar de Deus, e só vou voltar aqui nessa folha que nós usamos na aula passada
para lembrar que o que nós estamos roubando de Deus, Ele quer sim obediência, mas dentro do regime,
dentro da dispensação da lei, como ainda Jesus não tinha vindo para mostrar a verdadeira natureza de Deus,
e como não tinha o Espírito Santo para habitar dentro de nós e transformar nosso coração,
então a lei ela carecia, ela era, Paulo usa essa expressão em Romanos 8, ele falou assim que a lei era enferma,
Paulo fala que a lei não é errada, a lei não estava interpretando errado o que Deus queria, mas a lei era enferma,
a lei era incapaz de gerar em nós a resposta que Deus queria, então quando nós falamos sobre o que é roubar de Deus,
sim, Deus estava falando em Malaquias, por meio de Malaquias, nesse capítulo 3,
Deus estava falando que eles estavam roubando, em não dar o dízimo, então nós não queremos espiritualizar,
nós não queremos relativizar, nós queremos realmente reconhecer que Deus estava levantando,
estava afirmando uma acusação muito séria, que era que eles estavam roubando, mas por que Deus falou que eles estavam roubando?
Deus falou isso porque Ele estava dizendo, primeiro, voltem para mim, se não voltarmos para Deus, dar o dízimo não tem sentido,
e não vai ter efeito nenhum, essa é a primícia fundamental, não adianta achar que nós temos uma chave para prosperidade,
uma chave para Deus nos abençoar, dando o dízimo em si, mas quando o povo, quando Deus falou assim, vocês precisam voltar para mim,
aí o povo falou assim, mas como voltar? Tipo assim, nós estamos na tua casa, estamos servindo, estamos guardando os mandamentos, seguindo os rituais,
então Deus precisou falar algo que eles pudessem identificar, um sintoma visível, concreto, tá, vocês não estão entendendo que vocês se afastaram de mim,
vocês não estão entendendo que vocês estão distantes da aliança, distantes daquilo que realmente eu queria, então eu vou falar uma evidência, um sintoma,
aquilo que a gente sempre fala, uma criança ou um adulto tem uma febre, a febre não é a causa, a febre é um sintoma, ou dor de cabeça, ou outra coisa,
é um sintoma, mas o que precisa resolver é aquela história, eu vou tomar um antitérmico para acabar com a febre, mas não acabou com a origem da infecção,
então seria mais ou menos essa mesma ideia do que é roubar de Deus é um sintoma, roubar de Deus é algo que mostra que o nosso coração está distante dele,
mas o que Deus realmente quer, eu também não posso parar aqui nesse diagrama, já falamos sobre ele, mas quando Deus nos abençoa,
isso é nova aliança, mas ele mostrou isso nas alianças do primeiro testamento, quando Deus derrama réced, bondade, misericórdia,
quando ele dá a nós algo maravilhoso da sua misericórdia, da sua bondade, ele deseja amor, gratidão, obediência voluntária,
então quando nós olhamos para a lei, nós entendemos Deus mandou dar o dízimo, então eu dou o dízimo e aí eu sou abençoado,
mas na verdade, mesmo na aliança antiga, quando a ordem é Deus abençoa, Deus derrama, por exemplo, no tempo de Israel, na história de Israel, Deus tirou Israel do Egito,
porque eles pagaram o dízimo, não porque eles estavam guardando a lei, mas ele tirou o povo do Egito por sua misericórdia, por sua bondade,
e em consequência, em resposta à sua misericórdia, nós devemos, devemos no sentido assim, isso deveria ser algo espontâneo, isso deveria ser algo assim, normal, quando é que ter gratidão,
porque alguém deu um presente maravilhoso, quando que é gratidão, deveria ser uma coisa de lei, uma coisa assim obrigatória,
então o que nós estamos roubando de Deus, na verdade, antes de roubar os dízimos, muito mais fundamental, muito mais básico do que não dar os dízimos e ofertas,
é a gente não dar a Deus o que ele deseja de nós, então nós usamos isso aqui para falar a respeito daquilo que nós estamos roubando de Deus,
então aqui, voltar para Deus é a primeira coisa, mas eles não entendiam que eles não estavam perto de Deus, que eles não estavam num relacionamento vivo de aliança com Deus,
é como um casal, fez aliança, vive juntos, não divorciou, não foi infiel um ao outro, está junto, mas aliança pode estar fria, só fazendo coisas exteriores,
então quando um dos cônjudes, um do casal fala com o outro, você está roubando alguma coisa que você me deve, quando coloca nesses termos isso vai dar briga, claro, porque é uma cobrança,
mas Deus estava falando com o povo de Israel porque eles não estavam entendendo, eles não estavam reconhecendo que eles estavam longe de Deus,
quando é um relacionamento de amor, dificilmente você vai falar assim "ah, você está me devendo porque você não falou, eu te amo há cinco anos,
você não me fala que me ama, ou você não demonstra nenhum afeto", são coisas subjetivas, e se você cobra isso, se você fala "você deve isso para mim",
o outro cônjude vai se sentir cobrado, pode até fazer por obrigação, mas não vai ser uma coisa real, por isso que normalmente os casais nem falam,
quanto tempo, as vezes falam, mas não é uma coisa que surte efeito, você não fala, você não demonstra, você não me abraça, você não demonstra nada,
então quando Deus estava respondendo uma pergunta, que ele estava fazendo "mas o que que é, o senhor está sentindo falta do que, o senhor está achando que nós estamos longe do que",
então aí ele falou "vocês estão me roubando", e aí vamos ler aqui em Malaquias 3 para a gente lembrar então, para a gente ver o contexto todo,
o que é que ele fala, nós paramos bastante tempo nas aulas passadas, nesses primeiros dois pontos, mas o que que ele fala e o que que nós podemos entender,
então começando no versículo 6, Malaquias 3, versículo 6, "eu o senhor não mudo, por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos, eu mantenho a aliança,
mesmo vocês não sendo fiéis, como eu não mudo, como eu não volto atrás, como eu não deixo de manter a aliança, por isso vocês não são consumidos",
aí ele fala "desde os dias de vossos pais vos desviastes dos meus estatutos, dos mandamentos, não os guardastes, tornai-vos para mim e eu tornarei para vós,
diz o senhor dos exércitos, mas vós dizes em que havemos de tornar", esse foi o primeiro ponto,
versículo 8, "roubará o homem a Deus, todavia vós me roubais", e aí eles perguntam "em que te roubamos, nos dizmos e nas ofertas alçadas",
então roubar de Deus, agora vem "com maldição sois amaldiçoado", isso é uma palavra também muito pesada,
quando isso é usada dentro do nosso contexto, nas igrejas, nos cultos, para congregações, é muito sério você falar, vocês estão debaixo de uma maldição,
isso é uma coisa que pesa, isso é uma coisa que traz peso, que traz angústia, mas como? Vocês estão sendo amaldiçoados,
versículo 9 ainda, "por que me roubais vós, a nação toda", e aqui uma coisa importante, dentro desse contexto,
claro que cada um tem que dar conta a Deus do que recebe de Deus, do que devolve para Deus, daquilo que você individualmente está fazendo, não está fazendo,
mas aqui era uma coisa coletiva, eles como nação, eles todos estavam tendo uma mesma atitude, havia uma consequência coletiva,
porque eles como povo, isso a gente encontra bastante nessas palavras proféticas, por exemplo no tempo de Ajeu, que era antes disso, mas era depois do cativeiro também, mas no tempo de Ajeu,
Ajeu falou assim, mais ou menos, ele não usou a palavra dismos e ofertas, Ajeu capítulo 1, mas ele falou assim, vocês estão debaixo de uma maldição,
porque vocês plantam e não colhem, vocês esperam colher tanto e não colhem nem a metade do que vocês esperavam, os céus estão fechados,
então tudo vai contra vocês, e ele falou assim, a razão é muito simples, porque vocês estão preocupados em construir a sua, cada um a sua casa,
e não construir e não servir a casa de Deus, não prover um lugar para Deus, no tempo que eles não tinham esse entendimento mais profundo do que é uma nova aliança,
mas eles sabiam o que era aliança, eles sabiam o que era ter uma relação, uma aliança entre duas pessoas e eles tinham uma aliança com Deus,
então aliança, eles tinham entendimento, é uma coisa mútua, é uma coisa que tem deveres e obrigações de ambas as partes, não era só numa direção,
não era só "Deus me abençoa, me abençoa", mas era assim, algo que eles deveriam, de uma maneira de corresponder a Deus, uma maneira de responder à bondade de Deus,
então essa era a palavra, a maldição, ela vem por causa de não manter um relacionamento como deveria ser, toda aliança,
a gente vê bastante isso, por exemplo, entre Davi e Jonatas, mas era uma terminologia comum, "Olha, eu firmo uma aliança com você, eu vou ser fiel a você, nós vamos ter uma amizade",
aí eles tinham o objetivo da aliança, ou a maneira de expressar aquela aliança, e aí eles falavam no fim, "Que o Senhor faça a mim, que o Senhor me julgue,
que o Senhor pese a mão sobre mim, se eu não for fiel a você", então eram duas pessoas, porque entre os homens, era comum assim, nós vamos fazer uma aliança de amizade e tal,
agora se você, teve aquela briga entre Labão e o sogro dele, entre Jacó e Labão, que era o sogro dele, eles fizeram uma aliança, eles colocaram uma coluna de pedras e tal,
quando Jacó estava fugindo dele, e aí eles colocaram uma barreira, e disseram assim, "Nenhum de nós dois vai atravessar essa linha para fazer mal para o outro",
então se alguém fizesse, um dos dois fizesse mal, se Labão por exemplo, se ele fosse atrás de Jacó para fazer mal para ele, então Jacó teria direito de responder,
se ele tivesse condições de responder e de se vingar, mas quando duas pessoas fazem aliança diante de Deus, como é esse modelo tão bonito da aliança entre Davi e Jonatas,
eles falavam assim, "Que Deus faça, que Deus me julgue, que Deus me castigue, se eu não cumprir esse nosso acordo",
então a maldição não é Deus vigiando e olhando para ver se esse mês eu dei 7%, se esse mês eu dei 8%, se esse mês eu não dei nem isso,
Deus não está, Deus vê, claro, Deus vê todas as coisas, nós vamos chegar nesse ponto, mas a questão que esse texto muitas vezes é usado,
para dizer assim, o devorador, a maldição, você vai ser julgado, castigado por Deus se você não pagar o dízimo,
ponto mais importante eu acho de a gente analisar esse texto e como a gente, todos nós ouvimos esse texto sendo pregado, sendo usado,
e muitas vezes de uma forma, pelo menos parcialmente, às vezes parcialmente, às vezes totalmente de uma forma errada, como nós devemos entender isso?
E a primeira coisa, por isso que eu gastei duas aulas para falar sobre os dois primeiros pontos aqui,
para mostrar que o problema de Deus não é o dízimo em si, em si, o problema de Deus é que eles precisavam voltar para ele,
o problema de Deus, isso vem do capítulo 1 de Malaquias, quando ele falou "Vocês não estão me honrando",
"Ah, mas como que nós não estamos te honrando?", "Ah, porque vocês estão me oferecendo um sacrifício defeituoso", aí novamente eu poderia dizer,
mas então o problema de Deus é que tem que dar uma coisa muito boa se não estiver como os governantes, como sei lá, as pessoas importantes, pessoas ricas,
quando tem alguém, tem muito poder, você pensa, para dar um presente para ele ou para ela, eu tenho que dar uma coisa muito boa,
porque ele já tem tanta coisa boa, ele não aceita qualquer coisa, e Deus não é esse tipo de soberano, de tirano, de exigente, essa não é a imagem,
o que Deus quer é o nosso coração, o que Deus quer é nosso afeto, a nossa gratidão,
então quando ele fala do animal defeituoso, que era uma das coisas que ele falou, "Vocês estão sendo amaldiçoados porque vocês estão dando, vocês não estão correspondendo,
vocês não estão cultivando um relacionamento comigo", então assim como o jardim do Éden, quando Adão e Eva quebraram o elo de ligação com Deus,
eles foram amaldiçoados, e não era tanto porque Deus queria castigar, mas é uma consequência de não estar num relacionamento maravilhoso com Deus,
se eu quebro a minha aliança com minha esposa, com meu marido, com meus filhos, com amigos,
eu vou sofrer as consequências de quebrar uma aliança, porque a aliança ela traz vida, ela traz saúde, ela faz fluir a vida de Deus,
então se nós não entendermos o fundamento aqui da relação entre Deus e o Seu povo, nós não vamos entender e muitas vezes as pessoas pegam isso, pensam essa parte sobre o dízimo e não falam, não explicam, não entendem
que como base de ter um relacionamento com Deus, a gente não ganha Deus com dinheiro, a gente não ganha prosperidade com dinheiro, o que traz prosperidade é o relacionamento com Deus,
então a maldição, ele fala várias vezes sobre maldição em Malaquias, uma delas está no capítulo 2, quando ele estava falando com os sacerdotes, em Malaquias 2,2, se não ouvires o que Deus estava falando,
não propuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome, quer dizer, Deus estava procurando relacionamento, é um casal que procura vida no relacionamento, é amigos que procuram ter vida,
você não tem amizade com alguém porque você dá dinheiro, porque você faz favor, o favor ou ser generoso com o amigo é uma consequência, você não dá 10%, eu já falei isso,
acho que para mim uma das coisas que mais traz isso como a gente entender o princípio é que quando seu pai, sua mãe, seu irmão, seu filho, sua filha, sei lá, alguém muito próximo do seu sangue, da sua família,
alguém que você ama de verdade, um amigo que você ama de verdade, quando essa pessoa está doente, precisando de um tratamento, quando essa pessoa está passando falta, quando essa pessoa está em dívida,
e você quer ajudar, você não faz cálculo de 10%, você não fica medindo assim, bom, meu filho está em apuros, mas eu já dei uma oferta para ele esse mês, eu já dei 10%, então eu não vou dar mais,
assim, isso não entra no cálculo, isso não passa pela cabeça, você dá para alguém que você ama porque a causa passa a ser mais importante do que qualquer valor que você tenha,
se você tivesse duas vezes o quanto você realmente tem, você daria, então Deus está querendo esse tipo de relacionamento, a maldição é quando nós nos cortamos da relação com Deus,
quando nós deixamos a relação com Deus virar uma rotina, você pode dar dízimo e estar debaixo de uma maldição, porque a questão não é o dízimo em si, a questão é o relacionamento com Deus,
então isso aqui é a maldição, porque ele fala, eu não terminei de ler, "Malaquias 2.2, se não ouvides, se não propusedes no vosso coração, dá honra ao meu nome, diz o senhor dos exércitos, enviarei a maldição contra vós, amaldiçoarei as vossas bênçãos, sim, já as tenham amaldiçoado, porque vós não propondes isso no coração".
Então, maldição é quando você come do fruto da árvore do bem e do mal, ou seja, quando você quebra a sua dependência de Deus, a sua relação com Deus,
quando você quebra o princípio que mantém o seu coração e o coração de Deus em sintonia, nós somos automaticamente amaldiçoados quando nós cortamos a nossa relação com Deus.
E não é assim, "Puxa Deus, esse mês eu... antes de falar isso, eu quero dizer, eu não estou aqui pra dar regras, pra explicar quanto que você deve dar",
você pode notar, eu quero mostrar isso ainda nessa aula, que Deus não... mesmo na aliança com Moisés, não tinha assim uma coisa muito clara quanto que tinha que dar,
eu quero mostrar isso. No Novo Testamento menos ainda. Então, eu não estou aqui pra dar normas, pra estabelecer o que cada pessoa deve dar,
se sua igreja está fazendo de maneira errada, não estou aqui pra criticar igrejas ou sistemas, mas eu quero mostrar, eu acho que é importante a gente mostrar
o que nós temos na palavra e o que Deus realmente deseja. E o que Deus deseja muitas vezes não é tão explícito, não é uma regrinha, não é uma fórmula,
é uma questão de coração, então isso está tão claro nas palavras de Jesus e em toda a Bíblia está muito claro isso, ok?
Então, só vamos terminar de ler aqui, então, "com maldição, sois amaldiçoados", isso é Malaquias 3,9, "com maldição, sois amaldiçoados porque me roubais, vós a nação toda".
Então, mais uma vez, isso é uma questão individual, mas pode ser uma questão coletiva. Nesse caso, ou no caso de A.G., ou Capítulo 1,
a nação como toda, todo o povo ali, eles resolveram o tempo de A.G., todo o povo resolveu, assim, por causa de ameaças, dificuldades com autoridades,
eles resolveram parar de edificar a casa de Deus e cada um foi cuidar da sua casa. E o A.G. chegou com essa profecia dizendo, olha, não é tempo de você ficar cuidando só da sua casa,
porque é essa relação, é o que Deus promete que não é uma transação, que não é uma coisa, não é uma regrinha, que você, assim, por exemplo,
pra você ser membro de uma determinada, de um determinado clube de esporte, sei lá, de um lugar que você frequenta, você precisa pagar uma mensalidade.
Então, você paga e você tem direito a usar aquilo lá. Muitas igrejas acabam sendo assim, pra você ser membro você tem que pagar o dízimo,
mas a questão de Deus é a questão do coração, não é uma regrinha. Então, o que Deus está querendo mostrar é que essas coisas são profundas
e Deus está querendo um relacionamento que vai se evidenciar com a falta de contribuição é um fator importante.
Dinheiro é um assunto que está na Bíblia toda, Deus não acha que dinheiro é um assunto secundário, você achar que dízimo não está no Novo Testamento,
então não precisa dar nada, não precisa se incider, uma esmolinha já está bom, não é assim também, então vamos entender aqui,
mas aqui Ele está falando sobre uma atitude coletiva, toda a nação estava agindo de uma forma errada, então toda a nação estava debaixo de uma maldição
porque eles não estavam em relacionamento correto com Deus. Versículo 10, Malaquias 3, 10, "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro,
para que haja amantimento na minha casa, depois fazer prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu,
e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança", outras traduções dizem que Deus vai abençoar tanto
que não vai ter espaço para colocar tanta fartura. Versículo 11, então "Dá o dízimo todo, não uma parte, trazei os dízimos todos à casa do tesouro".
Versículo 11, "Repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra", geralmente o devorador hoje é aplicado a Satanás,
mas aqui Ele estava falando sobre um fator agrícola, eram pragas, eram insetos que comiam a produção, então Ele está dizendo que
se eles fossem fiéis no seu relacionamento com Deus, isso bem lá, de Levítico, Deuteronômio, Deus sempre falou com o povo, olha, se vocês,
é um princípio de mutualidade que existe na Trindade, o pai derrama tudo, doa tudo para o filho, o filho em resposta, ele falou assim,
eu não tenho vontade própria, eu não tenho uma agenda própria, eu não tenho um projeto meu, meu maior prazer é fazer a vontade do pai,
eu quero dar tudo, Ele deu a própria vida, então, e o Espírito Santo da mesma forma, Ele não tem um nome para defender,
Ele não procura se exaltar, Ele quer trazer glória ao filho, então é isso que Deus está querendo conosco, Deus está simplesmente falando assim,
e Jesus falou isso no Sermão da Montanha, buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça e todas as demais coisas serão acrescentadas,
então, o princípio de Deus é, se vocês se interessarem por mim, por minha causa, por minha casa, se vocês me convidarem para morar,
se vocês se empenharem para que eu me sinta bem entre vocês, se vocês cuidarem das coisas que fazem parte da comunidade, do reino de Deus,
então eu vou cuidar de vocês, eu vou cuidar das chuvas, eu vou cuidar, evitar as pragas, o devorador, então,
se nós entrarmos num relacionamento verdadeiro de honrar, de abençoar, de velar pela causa de Deus, então Ele está dizendo eu vou cuidar de vocês,
então é mútuo, é uma espécie de troca, mas não a troca como as igrejas geralmente têm colocado,
porque as igrejas têm tirado o dinheiro do contexto do amor a Deus e têm colocado assim, se você der o dinheiro,
Deus vai te abençoar uma coisa meio isolada, e não é assim, faz parte de todo um contexto,
então a verdadeira prosperidade que está no versículo 11 ainda repreenderei o devorador para que não vos consumam o fruto da terra,
vossa vide no campo não será estéreo, diz o Senhor dos Exércitos, versículo 12 é a prosperidade,
então todas as nações vos chamarão bem-aventurados, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos.
Ok, então nós vamos passar, nós vamos fazer um panorama rápido, primeiro eu quero dizer que se nós olharmos assim pro assunto de dízimo,
já explanei bastante sobre essa questão do coração, o que Deus realmente quer, mas agora vamos só dar uma olhada rápida no que a Bíblia fala sobre o dízimo,
eu acho que eu já mencionei, eu encontrei em um dos comentários, o fato de que o dízimo é citado, nem sempre é o assunto,
mas o dízimo é citado em apenas 17 capítulos, não é 17 vezes, às vezes naquele capítulo fala várias vezes sobre o dízimo,
mas o dízimo é citado, é mencionado, abordado, às vezes com mais detalhes, mas o dízimo é abordado na Bíblia em apenas 17 capítulos,
e na lei de Moisés não fez parte dos dez mandamentos, não era um dos dez mandamentos, vocês precisam dar dízimo de tudo que vocês recebem, de tudo que vocês produzem,
então não é um dos dez mandamentos, e nem é uma das primeiras, se você for procurar o dízimo nos livros de Moisés, ele está lá em Levítico,
no último capítulo de Levítico, no livro de Deuteronômio fala um pouco mais, mas a gente nunca poderia chamar isso como o principal assunto,
é um assunto importante, não é que não seja importante, mas a gente precisa colocar isso no contexto, justamente porque Deus não colocou isso como a base da aliança deles com Deus,
era um fruto, era uma consequência, mas o dízimo é citado duas vezes antes da lei de Moisés, isso também nos ajuda um pouquinho porque Abrão, pai da fé,
ele foi o primeiro e não por uma ordem de Deus, as duas primeiras vezes que aparece o dízimo, e as duas vezes estão no livro de Gênesis,
uma vez com Abrão e uma vez com Jacó, em ambas as vezes foi uma resposta voluntária, espontânea, um desejo, era uma manifestação de gratidão,
é uma manifestação de honra a Deus, então a primeira vez foi em Gênesis 14 quando Abrão foi atrás de um grupo, Sudoma, vários reis que raptaram o sobrinho dele,
e Abrão pegou 300 servos da casa dele, 308 servos da casa dele e foram atrás e Deus deu vitória para um grupo pequeno e eles conseguiram vencer os outros reis,
não era de Sodoma, não era um dos que estava contra, ele foi vítima, Sodoma e Gomorra, eles foram vítimas desse ataque, então Abrão derrotou esses outros reis e trouxe muito despojo de rebanhos,
de coisas que eles conquistaram, e quando ele voltou ele teve um encontro com Melchizedek, uma figura meio misteriosa que a gente não sabe muita coisa sobre ele, mas ele era sacerdote do Deus Altíssimo,
Abrão entendeu que ele representava o próprio Deus e Abrão teve desejo de dar 10% de tudo que ele conquistou, de tudo que ele ganhou naquela guerra derrotando aqueles inimigos, ele deu o dismo para Melchizedek,
então foi uma demonstração espontânea, não foi uma lei de Deus, foi uma demonstração espontânea de gratidão, ele deu a Melchizedek porque ele entendeu que Melchizedek representava Deus,
e a outra vez foi em Gênesis 28, depois daquele sonho da escada que Jacó teve dos anjos e Deus deu uma ordem para ele, olha você vai lá para a terra dos parentes de sua mãe, mas eu quero que você volte, eu vou cuidar de você,
e Jacó falou assim, puxa, se o senhor vai cuidar de mim, a gente fala que ali parece uma transação, né, a gente às vezes até brinca que Jacó estava revelando sua natureza de judeu, de comerciante,
mas assim, mas foi uma atitude espontânea, não foi nada que Deus cobrou dele, Jacó falou, então realmente se o senhor cuidar de mim, se o senhor me prosperar, se o senhor me abençoar nesse meu caminho, eu vou dar a ti 10% de tudo que o senhor me der.
Então são... o dízimo nessas duas ocasiões eram demonstrações, e era assim, esse 10% se isso tinha uma coisa cultural, se os outros povos também tinham alguma coisa, nós não sabemos, mas pelo menos era algo que representava uma demonstração de gratidão a Deus.
Ok, então agora eu quero mostrar rapidamente o que nós temos de ordens de registros na lei de Moisés sobre ofertas, porque aqui ele fala, em malaquês ele fala, vocês estão me roubando nos dízimos e nas ofertas,
porque o dízimo ou a palavra dízimo significa 10%, mas na lei de Moisés, ele falou, tinha várias coisas que Deus falou e algumas pessoas já tentaram, porque a gente quer fazer uma contabilidade,
a gente quer falar assim, bom, se eu receber 5 mil por mês, quanto que eu tenho que dar para Deus? E é geralmente essa ideia assim, olha, os 10%, se eu ganho 5 mil, os 10% não me pertencem, esses 10% pertencem a Deus.
Mas se a gente for olhar dentro da lei de Moisés, olha quanta coisa, e assim, parece uma crítica né, mas as passagens que falam sobre o dízimo, que se você quiser anotar, são Levítico 27 que cita uma coisa no fim, mas não é, o assunto de Levítico 27 não é propriamente o dízimo,
mas os capítulos que falam mais sobre o dízimo são números 18, Deuteronômio 12, Deuteronômio 14, eu estou falando de capítulos, não é o capítulo todo, mas nesses capítulos você vai encontrar algo falando sobre o dízimo.
Então, Levítico 27 fala um pouquinho, números 18 é onde explica que o dízimo ia para os levitas, era para sustentar levitas e sacerdotes, então aí números 18, Deuteronômio 12 é onde Deus está falando sobre um lugar que quando eles fossem entrar na terra, eles não iam sacrificar a Deus em todo lugar,
eles iam ter um lugar onde o nome de Deus estaria, e era para esse lugar que eles deveriam levar os dízimos também para fazer os sacrifícios, então Deuteronômio 12 fala sobre o dízimo, Deuteronômio 14 fala sobre os dízimos, e Deuteronômio 27 fala sobre os dízimos, ok?
Então são esses capítulos que a gente tem, e tem coisas ali que são meio contraditórias, e eu não vou tentar resolver, isso não é o objetivo do nosso estudo hoje.
Mas vamos olhar aqui o que Deus falava, esses capítulos que eu falei são os capítulos que falam sobre dízimos, mas essa relação aqui nessa folha é para mostrar o que Deus falava em várias ocasiões,
a primeira vez que Deus falou com o povo de Israel sobre alguma coisa que eles deveriam oferecer a Deus, alguma coisa que pertencia a Deus foi logo na Páscoa,
quando Êxodo 12, quando eles foram libertos na décima praga, a morte dos primogênitos, quando eles foram libertos do Egito, e Deus falou assim, todos os primogênitos de homens e animais, todos os primogênitos são meus.
Então a primeira vez que Deus falou sobre dar alguma coisa a ele, foi assim, o primogênito é meu, o primogênito de homens das pessoas, o primeiro filho que nascesse, lógico que não seria sacrificado,
mas pertencia a Deus e eles davam um valor, era uma oferta que eles faziam no lugar, esse primeiro filho pertence a Deus.
Outra coisa que Deus falou, se as primícias, ele falou especialmente quando vocês entrarem na terra prometida e já tiveram ali frutos das árvores, lavouras, coisas que vocês nem plantaram,
e depois quando vocês plantarem, então sempre tinha a ideia de oferecer o primeiro, o melhor, a primeira parte, quando você está esperando uma grande colheta, sei lá, uvas, uma coisa gostosa,
ou trigo, ou cevada, qualquer tipo de plantação, assim como o primogênito, a primeira cria de ovelhas, de gado, então o primeiro pertence a Deus, as primícias pertencem a Deus,
mais ou menos como advogados que vão conseguir para você uma aposentadoria, então o primeiro, o segundo, o terceiro benefício que vem pertence ao advogado, que foi ele que conseguiu,
então Deus estava dizendo, foi eu que libertei vocês, foi eu que dei a terra para vocês, foi eu que fiz a terra produzir para vocês, então a primeira parte pertence a Deus,
depois tem os dízimos, e aí tem os dízimos de todo ano, tem os dízimos de três em três anos, então tem muita coisa que quando você vai tentar colocar no lápis,
algumas pessoas tentam fazer um cálculo e dizem que se somar tudo que dava assim, dava quase 30%, alguns falam 23%, sei lá, mas não dá, não dá para a gente fazer um cálculo,
e Deus também não era isso que Deus estava querendo, mas aí tinham os dízimos, mas além dos dízimos tinham sacrifícios que eles ofereciam nos dias de festas,
no dia da Páscoa cada um e cada família oferecia um cordeiro, e tinham sacrifícios por causa de algum pecado, alguma situação específica,
então tinham sacrifícios que eram animais que eles tinham que produzir, lembra que quando Jesus expulsou os cambistas do templo,
que ele falou que eles tinham transformado a casa do Pai num covil de ladrões, o que os cambios estavam fazendo lá?
Estavam vendendo ou trocando, mas estavam vendendo animais para o sacrifício, então eles estavam fazendo comércio,
eles estavam lucrando com aquilo que deveria ser uma oferta para Deus, mas o sacrifício era algo que não é contado, não é contabilizado como parte do dízimo.
Bom, além desses aqui que eram mais regulares, aí tinham as coisas eventuais, quando a pessoa às vezes queria pedir alguma coisa para Deus,
uma libertação, e usam isso muito assim às vezes nas igrejas neopentecostais, as pessoas fazem campanha para Deus curar alguém,
para Deus dar um emprego, para Deus fazer alguma coisa, e aí as pessoas dão uma oferta especial, fazem um voto,
se Deus fizer tal coisa para mim, eu vou oferecer isso para Deus, então votos ou simplesmente ofertas voluntárias, ofertas de gratidão eram feitas assim de acordo com o desejo de cada um.
E também tinha uma coisa que não era propriamente uma oferta, mas olha só, de sete em sete anos, o ano sabático, de sete em sete anos, eles não podiam plantar,
e aquilo que dava, por exemplo, de árvores frutíferas, eles não faziam colheita, eles podiam comer, mas eles não vendiam, e aí eles falam assim, o próprio Deus faz a pergunta,
como é que vocês vão se sustentar? É como se você falasse, olha, de sete em sete anos eu continuo trabalhando, mas tudo que eu ganho eu vou dar embora, para abençoar outras pessoas, pobres,
para a causa de Deus, sei lá, qualquer coisa, e Deus falou assim, se você fizer isso, porque isso é inviável, isso é impossível, quem vive da terra,
como que vai ficar um ano sem plantar? Como que vai ficar um ano sem renda? Mas Deus fala assim, se você fizer isso, vocês não imaginam quanto que eu vou dar para vocês no sexto ano,
no sexto ano, antes do sétimo, vocês vão colher com abundância, para comer no sexto ano, para comer ainda no sétimo ano, que vocês não vão plantar, e até no oitavo ano, até vocês conseguirem colher novamente,
e Deus promete, isso vai acontecer, é como no deserto, era para colher manás seis dias por semana, mas o que que eles iam comer no sétimo dia, no sábado? Deus falou assim, vocês vão receber o dobro no sexto dia,
então é uma confiança em Deus, e olha só, no ano do jubileu, porque a cada sete anos tinha essa dependência de Deus, economicamente isso não funciona, é impossível,
uma sociedade não sobrevive fazendo isso, e Deus estava falando vocês, era como fala aqui, que eles pregam muito nas igrejas, "põe a prova, dá o dízimo e você vai ver o quanto que você vai receber",
e não é, é e não é, tá escrito aqui, "trazei todos os dízimos e fazer prova de mim", tá escrito aqui, mas isso é aplicado de uma forma errada, como assim de uma forma errada?
Porque é feito como se fosse uma troca, sem a base do relacionamento com Deus, sem a base de realmente viver numa aliança, numa confiança e numa dependência de Deus,
e a dependência de Deus era no sétimo ano, e olha só, de cinquenta em cinquenta anos, quando fazia o ano do jubileu, então o que que acontecia no ano do jubileu?
Mesma coisa, não plantava, só que quando que era o ano do jubileu? Era o ano cinquenta, antes do ano cinquenta era o ano quarenta e nove, o ano quarenta e nove era um ano sabático, normal,
então tinha dois anos em seguida que eles não plantavam, então tudo isso fazia parte da economia, ok? Agora, pra onde esses dízimos iam? E isso aqui também tem passagens que parecem meio confusas,
se você olhar números dezoito, parece que todos os dízimos eram dados aos levitas, os levitas não tinham uma herança e eles tinham que viver para servir a casa de Deus,
porque os levitas recebiam os dízimos e dava o dízimo dos dízimos para os sacerdotes, que era uma parte dos levitas, mas em Deuteronômio doze e quatorze você vê que eles davam esses dízimos também,
outras finalidades, então, primeira finalidade, destino dos dízimos era para levitas e sacerdotes, isso você vai encontrar em Neemias também, isso é o mais forte, é o que mais acontece em Segundo Crônicas,
durante o tempo do rei Ezequias, Segundo Crônicas 30 e 31, esses também são capítulos importantes, ali não tem a lei dos dízimos, lá mostra como eles voltaram a praticar os dízimos,
eles estavam afastados depois de Manassés que foi, não, desculpe, depois de, eram outros reis que tinham antes de Ezequias e que não estavam sendo fiéis a Deus e que aí eles voltaram a suprir a casa de Deus,
no livro de Neemias nós vimos que Neemias instituiu as ofertas para a casa de Deus, mas quando ele voltou para Pérsia, para a corte do rei e voltou novamente para Jerusalém,
eles tinham parado e os levitas tiveram que parar de servir a casa de Deus porque não estavam dando os dízimos, então a primeira coisa era para os levitas e sacerdotes,
mas em Deuteronômio 12 e 14 fala que eles levavam, eles falavam assim, lá fala que eles poderiam pegar os dízimos, tantas coisas de grãos, de frutas, como também de animais,
eles levariam para o lugar, que seria Jerusalém, onde era o nome de Deus, a casa de Deus, e lá eles iam celebrar as festas e eles mesmos comiam do dízimo,
então era também para celebração das festas, o próprio povo comia dos dízimos porque ali era o lugar que eles estavam celebrando para o Senhor,
então é uma coisa interessante que os dízimos poderiam ser usados até para essa celebração,
agora também é falado assim de um dízimo de três em três anos que seria destinado especialmente aos pobres e aos estrangeiros,
as pessoas e inclusive levitas também, às vezes eles eram incluídos nisso, pessoas que não tinham outra renda, então também era uma coisa importante,
então basicamente eram essas três coisas, eu coloquei o quarto aqui, serviços da casa de Deus,
porque Nehemias, em Nehemias 10, ele colocou várias assim uma oferta, um tipo de um tributo em dinheiro que eles dava para o serviço do templo,
para cuidar de incenso, de azeite, de necessidades da casa de Deus, eles tinham que ofertar para lenha, para os sacrifícios,
então serviços em geral da casa de Deus, então isso aqui é uma visão geral do que tinha de instruções na lei de Moisés ou nos livros do primeiro testamento
para falar a respeito, sim, olha quantas quantas ofertas tinham, eles tinham oportunidade de dar, e com certeza, com certeza era mais do que 10%,
mas não se fazia exatamente esse cálculo, embora tivesse a ideia, a palavra dismo significa 10%, então 10% tem um significado, é um número importante para a gente entender.
Ok, finalizando então, queremos falar sobre, não vou ter tempo para mostrar na Nova Aliança tudo que fala sobre isso, mas o que nós sabemos é que na Nova Aliança
eles não têm nenhum texto que fala sobre os discípulos de Jesus, os discípulos de Jesus, a igreja, sobre a importância de dar o dismo, é só usar a palavra oferta.
Uma das razões é que a primeira igreja, a igreja dos judeus ainda tinha o templo, assim como eles não falavam especificamente sobre o sábado,
mas eles guardavam o sábado, porque eles eram judeus, e provavelmente eles davam esses dismos que faziam parte da lei, porque isso fazia parte,
então isso é uma das coisas. Agora, quando começou a alcançar os gentios, eles não instituíram uma lei obrigatória de 10%,
mas assim como nós sabemos que tudo na lei era apenas o começo, o sábado você guarda o Senhor não significa que na nossa vida nós temos que trabalhar,
nós temos atividades, então pelo menos um dia tem que parar, tem que observar um dia para o Senhor.
Mas não era mais aquela lei, aquela coisa assim como no tempo da lei de Moisés, então a diferença na Nova Aliança não é que não existe mais,
é que aquilo e muito mais, então eu vou falar só uma das coisas mais evidentes que nós temos na aplicação da Nova Aliança,
nós falamos que a primeira coisa que Deus pediu do povo de Israel é que eles entendessem que todos os primogênitos pertenciam a Deus,
porque a décima praga foi a morte dos primogênitos do Egito e Deus preservou os primogênitos de Israel se eles passassem o sangue nos portais.
Na Nova Aliança não são só os primogênitos, quando Deus julgar a Babilônia e o sistema deste mundo, Ele não vai julgar só o primogênito,
quando Deus nos libertou pelo sangue de Jesus não foi só o primogênito que é livre do anjo da morte, na Nova Aliança são todos,
então na Nova Aliança não é o primogênito que pertence a Deus, é todo mundo, é Romanos 12,
rogo-vos pois irmãos pela misericórdia de Deus que ofereceis aos vossos corpos, todo mundo, não é o primogênito que pertence a Deus, é todo mundo,
não é 10% da minha renda que pertence a Deus e se eu utilizar um centavo dos 10% estou roubando de Deus,
eu estou roubando de Deus se eu nego a Ele a minha gratidão, se eu nego a Ele o que eu tenho, não são 10%, é 100%.
Agora o que que eu devo dar para Deus? Paulo fala sobre ofertas, segundo os Coríntios 8 e 9 por exemplo,
ele está falando lá com a igreja de Coríntio sobre uma oferta especial que eles estavam levantando para as pessoas que estavam sofrendo perseguição e pobreza
em Jerusalém, Judéia, e ele falou assim, de acordo com o coração de cada um, de acordo com o que cada um tem,
então não é assim, dei 10% pronto, que tem minha dívida, é isso que pertence a Deus,
então a primeira coisa que está errado aqui, é erros na aplicação de Malaquias 3,
o primeiro erro é quando é pregado que o dismo 10%, você pode dar uma oferta voluntária, mas 10% pertence a Deus,
isso não é uma verdade na Nova Aliança, agora quando a gente fala, isso não é a verdade na Nova Aliança,
qual a implicação? A maioria das pessoas, a maioria, não todas, mas a maioria das pessoas que discute,
que argumenta que na Nova Aliança não tem 10%, eles acabam dando menos do que 10%, porque não tem obrigação,
Deus não está olhando isso, eu dou de acordo com o meu coração, sim, você pode dar de acordo com o seu coração,
Deus não vai mandar o devorador acabar com você se você der 6%, em vez de 10%,
e se você não der nem 10%, aí entra em outra coisa, mesmo que você teria condições, você poderia dar mais,
se você der só 10%, pode ser que o seu relacionamento com Deus não seja um relacionamento vivo e Deus não vai te abençoar,
eu sei que existem muitos casos, mas eu lembro anos atrás de ter lido sobre uma pessoa lá nos Estados Unidos
que ele começou a dar 10% porque a igreja pregava, você tem que dar 10%, e se você der 10%, Deus vai te abençoar,
é uma promessa de Deus, ele vai abrir as janelas do céu, e ele dava 10%, mas ele não estava convertido mesmo,
pelo menos assim que a gente fala, assim, o bolso não tinha convertido, mas não é o bolso que tem que se converter,
é o coração que tem que se converter, mas ele deu porque ele estava fazendo um negócio com Deus,
eu vou dar 10% e eu quero ver se vai ter o resultado que eles prometeram, e ele não recebeu nada de volta de Deus,
ele entrou na justiça contra a igreja, porque a igreja fez uma promessa e não foi, é como você comprar uma mercadoria
e dizer, oh, assim, isso não corresponde ao que vocês prometeram, então, gente, não é 10% que pertence a Deus,
mas depois vamos falar mais um pouco sobre essa questão se é só 10% ou não.
Esse aqui são afirmações, são erros, então, só 10% pertence ao Senhor, não, tudo pertence a Ele.
Se você der os 10% para Deus, nesse texto aqui de Malaquias 3, é você, você está voltando para Deus,
porque ele falou, se você tem que voltar para mim, então, se vocês estão debaixo,
ou, essas frases aqui são mais ou menos semelhantes, se eu der o dízimo, é voltar ao Senhor,
ou se eu der o dízimo, vai trazer, automaticamente, bênção e prosperidade,
ou se eu der o dízimo, Deus vai repreender o devorador, se eu não der o dízimo, Deus vai mandar o devorador,
então, essas coisas não são, isso não pode ser isolado de todo esse contexto que nós estamos falando,
mesmo naquela época, mas principalmente na Nova Aliança.
A última frase errada, assim, as pessoas pregam Malaquias 3 como se o dízimo fosse uma lei na Nova Aliança,
e isso é não entender a Nova Aliança, ok? Então, primeiro, vamos entender que só pagar o dízimo não garante o favor de Deus,
eu vou usar dois textos nos Evangelhos, o primeiro é Mateus 23, texto fácil de você guardar, porque é Mateus 23, 23,
Mateus 23, 23, Mateus 23 é o capítulo que Jesus está realmente mostrando os grandes erros dos escribas e fariseus,
sempre falou, falou em várias ocasiões, mas no capítulo 23, ele faz todo um discurso a respeito dos erros dos escribas e fariseus,
e os escribas e fariseus eram aqueles que se prezavam por guardar a lei, Mateus 23, 23 fala,
"Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, dáis o dízimo da hortelã", por que ele está falando isso?
Porque ele está dizendo, vocês são tão legalistas, tão certinhos, que até quando vocês plantam hortelã, vocês dão o dízimo da hortelã,
dão o dízimo do endro, dão o dízimo do cominho, mas negra e genciais, o mais importante da lei, que é a justiça, a misericórdia e a fé,
e misericórdia aqui, o novo testamento foi escrito em grego, mas essa palavra corresponde a hesed, justiça, hesed e fé,
então vocês dão o dízimo, mas vocês negligenciam o que é mais importante, Jesus está dizendo que tem uma coisa mais importante do que dízimo,
e isso tinha desde a primeira aliança, mas Jesus está deixando isso mais claro, agora olha como termina o versículo,
Mateus 23, 23, ele repreende, ele expõe os fariseus e os escribas, porque eles dão o dízimo, e eles estão abandonando,
negligenciando outras coisas mais importantes, aí qual que é a solução? Ah, esquece do dízimo, não é importante, o que ele fala no fim?
"Devi, porém, fazer estas coisas", que coisas? Dá o dízimo, então Jesus está falando para as pessoas que viviam na lei,
ele estava falando, os scribas e fariseus, eles estavam seguindo o regime da lei, e ele diz, vocês estão negligenciando coisas mais importantes,
mas eu não estou falando com vocês para negligenciar o dízimo, estou dizendo, não deixem de observar as coisas mais importantes, mas continuem praticando o dízimo,
então esse é um dos textos bem interessantes na nova aliança sobre o dízimo, ele está falando sobre pessoas que estão no regime da aliança de Moisés,
então eles deveriam continuar dando o dízimo, porque eles faziam, é o regime da lei de Moisés, eles tinham que continuar, mas mesmo na aliança de Moisés,
tinha coisas mais importantes. O outro texto é uma parábola, Jesus contou em Lucas 18, Lucas 18 é uma parábola que é do fariseu e do publicano,
Jesus disse essa parábola, Lucas 18 e 19, Jesus disse essa parábola a alguns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos,
então aqui mostra porque ele contou essa parábola, qual que era a moral da história, e desprezavam os outros, dois homens subiram ao tempo para orar,
era fariseu, o outro cobrador de impostos, o fariseu posto em pé, orava consigo desta maneira, ó Deus graças te dou, porque não sou como os demais homens,
roubadores, injustos, adúdulos, nem ainda como este cobrador de impostos, porque que o cobrador de impostos era desprezível, porque ele cobrava para o império romano,
era como se ele fosse um traidor, não era um emprego necessariamente imoral, é que Zaqueu, por exemplo, era um cobrador de impostos, ele cobrava mais do que deveria,
aí é que ser corrupto, mas o cobrador de impostos em si era um emprego legítimo, aí o que que o fariseu fazia?
Jeju duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo que possuo, então ele fala de duas coisas aqui, da lista que ele poderia ter falado do fariseu que ele fazia,
que justificava que ele confiava na sua própria justiça, do jejum e de pagar o dízimo, outra vez, Jesus não está falando para não pagar os dízimos,
mas ele está falando sobre a atitude que ele se considerava superior ao cobrador de impostos por causa disso,
então na nova aliança, a nova aliança é Deus querendo alcançar o que a aliança com Moisés não podia alcançar, mas era o mesmo desejo, era o mesmo objetivo,
era a mesma coisa que Deus queria, Deus quer o coração e Deus quer essa resposta de gratidão, essa resposta de generosidade, tudo que nós temos pertence a Deus,
como eu falei eu não vou entrar, um porque nem teríamos tempo, mas também não é meu objetivo e seria uma coisa impossível falar sobre todas as situações,
a Bíblia não coloca muitas regras porque cada situação é diferente, pessoas que fazem parte de uma igreja, de uma instituição,
assim como no tempo da lei, existem coisas que a pessoa faz parte daquela instituição, a pessoa faz parte daquela organização,
então existem coisas que você deve fazer mesmo para continuar, não sei que seja uma instituição que de alguma maneira está indo contra Deus,
então eu não tenho nenhuma pretensão de criticar ou de dizer faz assim, não faz assim, eu estou querendo alcançar o espírito da palavra,
o que Deus realmente quer, então aqui embaixo eu coloquei duas coisas para nos ajudar, um dos grandes, aqui são erros,
não é só 10%, não é só você dar o dízimo que significa voltar a Deus, como os fariseus você pode dar o dízimo e não ter a bênção, a prosperidade de Deus,
então essas são coisas negativas, o dízimo não é uma lei, uma nova aliança, mas dois problemas, duas coisas que eu quero terminar apontando,
um é que nós temos um grande problema, isso é de uma maneira geral, existem vários graus dessa contaminação, e isso não é uma coisa que a gente consegue resolver,
não é a gente saindo das instituições e formando outra, não é criticando, mas nós temos um grande problema com os dízimos hoje, com a aplicação,
que é a forma de pregar o dízimo, essa é a forma de você não entender que na nova aliança é mais, não é menos, mas é coisa que vem do coração, ok?
Mas tem um grande problema que a gente fala em termos gerais, e como eu falei, tem contaminações de diversos graus,
e é quase impossível nos nossos dias viver dentro de algum tipo de igreja de ajuntamento e não ter alguma contaminação,
qual que é essa contaminação? Que os dízimos são direcionados, vamos lembrar, os dízimos eram direcionados para o serviço da casa de Deus, levidos sacerdotes,
era direcionado para o próprio povo poder celebrar junto, e era direcionado para pobres e necessitados estrangeiros,
é para isso que, para esses destinos que os dízimos eram dados, hoje nós temos um grande problema, porque a igreja de maneira geral,
não estou falando de uma nem de outra, e tem diferentes graus, mas a igreja de maneira geral virou uma instituição,
e o que é instituição? É uma organização que precisa ter prédio, que precisa ter funcionários, e que tem também pessoas dedicadas ao ministério,
o novo testamento confirma que as pessoas que trabalham, que servem ao ministério, podem ser sustentados, isso é um princípio da nova aliança,
Paulo fala isso em mais de um lugar, então é correto sustentar ministérios que se dedicam à casa de Deus, isso é correto,
mas a igreja virou uma grande, uma grande instituição voltada mais para as necessidades, necessidade em termos de pobres, de sustento,
isso é bíblico, ajudar os pobres, ajudar pessoas que precisam de ajuda financeira, isso é um objetivo justificado,
tem pessoas que fazem, não, dizem só para sustentar a igreja, e ofertas que são para outros, não, a Bíblia não faz essa distinção,
o que a gente tem notícia nas cartas de Paulo era mais para sustentar pobres, pessoas que precisavam de ajuda,
inclusive em romanos ele fala que os gentios que receberam a palavra por causa dos judeus deviam ajudar os judeus pobres,
porque eles tinham recebido por meio deles, então, mas a instituição ela absorve grande parte, é prédio, é funcionamento,
é também pessoas que são mantidas num estilo de vida que não corresponde à vida de Jesus, agora isso, essas são observações gerais,
eu não estou aconselhando não dar o dismo, você tem que saber onde você está e tem que buscar aplicar isso na sua vida,
o que é que Deus quer de você, o que que pertence a Deus, mas esse aqui é um problema, isso é um problema que nós precisamos orar,
e precisamos buscar de Deus e você deve, dentro do possível, participar de um lugar onde você sente que não existe um grande...
um grande vácuo que chupa todo o dinheiro para a instituição, então, assim, são coisas que individualmente cada um tem que achar,
então esse é um grande problema, quando a gente pensa assim, traz todos os disos para a casa de Deus,
é a casa de Deus, como nós sabemos, não é o prédio, a casa de Deus não é a instituição em si,
mas é claro que você faz parte de uma igreja, uma congregação, tem custos, mas imagine como a divisão aumenta os custos,
numa rua tem três, quatro casas de adoração, imagine como isso aumenta exponencialmente os custos com instituições,
então isso é uma situação da igreja em geral, que nós precisamos orar e pedir que Deus mostre um caminho, ok?
Então essa é uma grande questão que não dá para resolver de uma forma geral, mas cada um tem que saber como está usando a sua vida
e como você está canalizando o que você tem para os objetivos que Deus realmente quer.
Agora tem uma grande verdade, e isso é principalmente para aqueles que falam que na Nova Aliança não tem dismo,
então a gente não precisa dar dismo, então tem uma grande verdade que está em toda a Bíblia.
Se você não é generoso, se você não sente gratidão a Deus pela provisão dele na sua vida,
se você não reconhece, seja você uma pessoa que você tem recursos porque você herdou os recursos,
seus pais te deram condições, sei lá, ou você foi inteligente, trabalhou e conseguiu alcançar um lugar de prosperidade na sua vida,
se você não reconhece que isso veio de Deus, se você não reconhece que tudo que você tem pertence a Deus,
se você não sente uma verdadeira gratidão a Deus e um desejo de devolver a Deus, e como que você devolve a Deus?
Você devolve a Deus doando para alguma coisa, algum meio em que Deus possa estar mais próximo,
e isso envolve tanto as necessidades de uma congregação, ou as necessidades de missões de levar a palavra de Deus para outros lugares,
e envolve você ajudar pessoas, pessoas pobres, pessoas necessitadas,
isso tem que fazer parte da vida de todas as pessoas que realmente amam Jesus, se você não tem isso,
se você não é como outro lugar que não fala de dízimo, mas era o dízimo que foi quando Jesus viu todos os ricos colocando quantias enormes lá no templo,
e ele viu uma viúva dando duas moedinhas, então não tem ninguém que não tenha duas moedinhas,
e por que ele falou que ela deu mais do que os ricos? Porque ela deu daquilo que fazia falta, as duas moedinhas dela talvez era uma próxima refeição dela,
então o doar a Deus não é o que sobra, não é porque eu tenho condições, o doar a Deus é uma gratidão e é uma dependência de Deus,
é dar a Deus daquilo como aquela lei de Deus de ter o ano sabático e o ano do jubileu em que eles não plantavam,
o depender de Deus é realmente viver e colocar Deus à prova, é isso que ele está dizendo em Malaquias 3, me coloque à prova,
então não é errado dizer que se você der daquilo que Deus te deu, Deus vai te abençoar, mas é muito importante não tirar do contexto,
é muito importante não entender que isso é uma coisa isolada, eu estou fazendo um negócio com Deus, Deus está olhando o coração,
se você é um fariseu que está dando dismo até da hortelã de cada coisinha que você recebe e você se acha mais justo que os outros, então Deus vai falar assim "eu não vou abrir as janelas do céu sobre sua vida",
porque você é autossuficiente, você resolve seus próprios problemas, você se mantém, mas quando nós ofertamos daquilo que a gente nem teria condições,
e você faz isso não para se vangloriar, não para aparecer e não para fazer negócio com Deus, você vai dar para Deus,
quando Deus realmente tocar no seu coração e você está dando daquilo que Deus te deu, então isso é o que Deus merece,
não dar voluntariamente por amor é roubar de Deus, porque é não reconhecer, é não responder à misericórdia dele,
nós no mundo em que nós vivemos, se você sempre tem o que comer, se você tem onde morar,
se você não tem falta de nenhuma necessidade básica, você é um dos poucos privilegiados,
tem poucas pessoas considerando a população do mundo que tem essa condição que você tem e nós somos devedores a Deus,
não no sentido de obrigação, não no sentido de lei, não no sentido assim "ah, que coisa pesada, eu não posso gastar numa viagem, eu não posso fazer uma coisa que eu quero", mas é você ser realmente conquistado por Deus
e dizer "Deus, eu quero, eu quero dividir porque o Senhor deu para mim, eu não sei porque que o Senhor deu para mim, eu não sou melhor, não é o fariseu que acha que ele é melhor do que o outro",
é você ser como o cobrador de impostos, é você dizer "Deus, tem misericórdia de mim e se você, se o Senhor já teve misericórdia, já me deu algo que eu nem mereço,
uma das poucas coisas que eu posso fazer para mostrar minha gratidão ao Senhor é dividir com quem tem menos do que eu", então que Deus nos ajude, que Deus nos mostre meu desejo quando eu leio Malaquias ou qualquer outro lugar nas Escrituras,
eu quero entender o que está por trás daquelas palavras, eu quero entender o coração de Deus, eu quero entender porque que Deus falou "vocês estão me roubando",
eu quero entender o que é levar todos os dízimos à casa de Deus, eu quero entender o que que Deus quer dizer para a casa de Deus ter mantimento e que Deus nos ajude, eu estou pisando num terreno muito delicado, muito tênue aqui,
eu não quero incentivar críticas, divisões, falar contra igrejas, contra pastores, não é isso, mas realmente a situação da igreja em geral, realmente a situação do povo de Deus, a minha situação é muito grave, é muito grave,
então que Deus nos ajude que tenhamos esse coração e dizer "Deus, como que eu posso dar a Tua casa, como que eu posso realmente prover e dividir para as pessoas que não têm e para a causa do Senhor, como que eu posso realmente usar o que o Senhor me deu da maneira certa, que Deus nos ajude".
Senhor, nós vivemos num tempo muito pior do que o tempo de malakias, e o que que o Senhor diria para nós, o que que o Senhor está dizendo para nós, graças a Ti tem muitas pessoas que ofertam,
tem muitas pessoas que estão dispostas a dar ofertas e devolver a Ti o que pertence a Ti, mas ajuda-nos Senhor, para que nós possamos nos livrar desse coração legalista, desse coração que quer fazer o mínimo possível,
e que nós possamos realmente entender o que que está errado, nós chamamos, muitas pessoas criticam o que é chamado Evangelho de Prosperidade, mas o que é?
O Senhor falou que iria abençoar, é uma promessa do Senhor, que o Senhor abençoaria, que o Senhor abriria as portas, as janelas do céu, que nem teria lugar para tanta fartura,
então, por que nós temos interpretado isso errado, de que maneira nós estamos usando isso para nosso próprio benefício e não para que haja realmente fartura na tua casa, fartura, pelo menos alguma provisão com aqueles que não têm ajuda no Senhor?
Nós pedimos que possamos voltar a Ti e não roubar do Senhor aquilo que o Senhor realmente merece, pedimos isso e agradecemos em nome de Jesus.

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