A última mensagem de Malaquias e de Deus nas Escrituras Hebraicas é que para estarmos preparados para o Dia do Senhor que será, ao mesmo tempo, terrível e maravilhoso, devemos lembrar-nos da lei de Moisés e aguardar o profeta Elias. Em outras palavras, precisamos da lei, que deve ser lembrada e observada, porque nunca vai mudar – e precisamos também do ministério profético. Por que os dois são necessários? O que acontece se dermos atenção somente a um deles?
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Leitura recomendada:
– Livro: Chesed – por Christopher Walker (Chesed é um ato de graça, que vai além do que é esperado, é uma característica essencial de Deus, é a expressão do seu amor, da sua misericórdia e do seu cuidado pelo mundo.)
– Artigos da Revista Impacto edição 66 – “Deus Quer Morar na Terra”
Livro: Surpreendente Amor de Deus
09/11/25 – Ml 4 – Baixardo áudio.

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Transcrição
Aqui as quatro, estamos nos últimos três versículos do livro de Malaquias, então são os últimos três versículos da profecia de Malaquias que é o último profeta do primeiro testamento que pelo menos na distribuição, na organização da nossa bíblia,
na bíblia judaica não é organizada de outra forma, mas na nossa bíblia é o último livro do primeiro testamento e de fato na cronologia ele é o último, ele é o último na cronologia, ele assim, de todos os livros, de todos os escritos do primeiro testamento,
nós temos o livro de Nehemias, que era contemporâneo, na mesma época, o livro de Nehemias abrange alguns, vários anos, mas podemos dizer que o último capítulo de Nehemias, Nehemias 13, e Malaquias são da mesma época,
mas então Malaquias 4 realmente é a última parte dos escritos do primeiro testamento, o último recado, a última mensagem antes do período de silêncio e antes da nova aliança em Jesus,
então é uma coisa muito significativa quando você pensa assim nas palavras finais de qualquer pessoa importante, uma despedida, Jesus antes de ir para a cruz, as últimas coisas que ele falou para os discípulos,
as últimas coisas que Jesus falou antes de subir ao céu, as últimas palavras do livro de Apocalipse no novo testamento, então essas últimas palavras elas sempre são muito significativas,
então são apenas três versículos nesse final de Malaquias 4, é um trecho muito curto, três versículos, muito simples, não tem grandes complicações, não é uma grande exposição, não é uma explicação de muita coisa,
é uma última advertência, última palavra, as últimas coisas que Deus queria deixar registrado, então são coisas muito importantes, e esses três versículos elas contêm duas partes,
nós falamos mais da primeira parte na aula passada sobre, no versículo 4, de lembrar da lei de Moisés, mas a outra parte nos versículos 5 e 6 é que Deus vai enviar o profeta Elias,
então nós temos uma parte que é lembrar do que já tinha sido dado, da lei de Moisés, fazia muito tempo, já tinha se passado bastante tempo, mais de mil anos depois do tempo de Moisés,
então para lembrar da lei de Moisés, lembrar do escrito, do que ele tinha deixado, e aguardar, então tem uma parte passada e uma parte futura, aguardar a vinda do profeta Elias,
mas Elias já fazia parte da história de Israel, mas ele foi colocado aqui, não lembrem do profeta Elias, lembrem, claro que nós vamos lembrar do que Elias fez,
porque se usou o nome dele, nós precisamos ver o que ele representa, mas a advertência aqui é lembrar de Moisés e aguardar a vinda do profeta Elias,
então vamos orar para que nós possamos entender essas duas partes, hoje nós vamos procurar mostrar a importância dessas duas partes,
falamos sobre a primeira parte Moisés, vamos falar hoje sobre como nós devemos entender essas duas partes em conjunto, e depois vamos falar mais especificamente da vinda do profeta Elias.
Senhor, nós queremos dar toda a importância, toda a atenção a essas palavras que encerram o primeiro testamento, as escrituras hebraicas,
nós queremos entender, porque não é algo que foi falado somente para o povo no tempo de Malaquias, mas é algo que continua sendo muito válido, principalmente porque a advertência foi dada em relação à preparação para o grande e terrível dia do Senhor,
então veio ainda, então é algo que é muito atual, é algo que nós precisamos ouvir, nós precisamos dar atenção, e pedimos que o Senhor nos ajude a realmente entender e receber essa advertência do Senhor, pedimos isso em nome de Jesus, amém.
Então na aula passada nós falamos sobre Moisés, nós enfatizamos principalmente em relação a Moisés, nós enfatizamos duas coisas, primeiro que a lei de Moisés ela foi dada justamente em que momento Deus escolheu dar a lei,
aqui fala no versículo 4, para lembrar da lei de Moisés, meu servo, a qual lhe mandei em Oreb, no monte Sinai, então em que momento da história e que contexto Deus decidiu dar a seu povo, o povo de Israel,
ele esperou a descendência de Abrão se tornar um povo, uma nação, não só uma família, mas se tornar realmente uma nação,
ele esperou o momento em que eles tinham acabado de sair do Egito, 50 dias depois da passagem pelo Mar Vermelho, da Páscoa, eles receberam a lei no monte Sinai, então algumas semanas depois dessa libertação espetacular,
intervenção de Deus, nós podemos dizer que a intervenção de Deus no êxodo do Egito, na libertação do povo do Egito foi a maior intervenção de Deus antes dos acontecimentos dos últimos dias,
a maior intervenção da história foi a encarnação de Deus em um ser humano, que é Jesus, mas não foi uma coisa espetacular,
a primeira vinda de Jesus não veio com sinais, não veio de uma forma espetacular como vai ser a segunda vinda e as coisas que vão acontecer antes da segunda vinda,
mas em toda a história a maior intervenção até hoje, a maior demonstração de Deus, de sinais, as pragas e Abrindo o Mar Vermelho e tudo que aconteceu na libertação do povo do Egito foi a maior intervenção de Deus na história até aqui,
e Deus escolheu exatamente esse tempo, logo depois dessa libertação e da manifestação dele, da libertação espetacular, ele escolheu esse momento para dar a lei,
então nós enfatizamos que a lei, os mandamentos de Deus, as suas ordens, suas instruções, seus ensinamentos, como fala aqui, os estatutos e juízos, tudo que Deus deu pra Moisés foi nesse contexto de Deus fazer uma intervenção da história
e se mostrar o Redentor de Israel, que é um prenúncio da libertação de toda a raça humana, a libertação de Israel prefigura, aponta para a libertação de toda a humanidade,
a segunda vinda de Jesus é um novo êxodo, é uma nova libertação, é uma nova intervenção de Deus na história para trazer a redenção final, total e completa, então foi nesse contexto que Deus deu a lei,
então quando nós lembramos da lei, impossível a gente lembrar da lei dentro do que Deus deseja, impossível lembrar da lei sem lembrar do êxodo, sem lembrar do amor de Deus, sem lembrar de como Deus se tornou o Redentor de Israel,
então nós falamos sobre isso e falamos também sobre o aspecto de Deus sempre querer que a gente se lembre de acontecimentos, mas também das suas palavras, das suas instruções, de quem Ele é,
e que Jesus seguiu a mesma ideia, o mesmo tema quando ele pediu para nós nos lembrarmos dEle na celebração da ceia, então é uma das maneiras em que nós nos lembramos, não só lendo, mas vamos até lembrar do que nós colocamos da última vez,
que a gente se lembra através de leitura, através de meditação, através de celebrações, dramatizações, lembretes, como colocar na porta da sua casa, colocar até nas roupas, colocar na testa, na mão,
colocar na sua geladeira, no espelho, em todos os lugares, lembretes e também em momentos de família, falar na mesa, falar ao andar, então o livro de Deuteronômio fala sobre isso também.
Mas nós terminamos falando que uma das maneiras de nós nos lembrarmos é justamente através do ministério profético, e é isso que nós queremos agora mostrar o papel do profético, mas também queremos ainda falar um pouquinho mais sobre a lei de Moisés,
no sentido que não enfatizamos muito da última vez, ok? Então nós queremos mostrar que são as duas partes, as duas partes dessa mensagem final de Malaquias é lembrar da lei de Moisés e também aguardar o profeta Elias.
Então eu quero começar falando agora sobre a lei até na aula passada, entender o título da aula, como assim, para a gente nunca se esquecer da aliança mosaica, mas na verdade o que essa palavra de Malaquias está dizendo não é restrito à aliança,
e nós queremos falar sobre a lei de Moisés no sentido de ser algo imutável, nós precisamos de algo da parte de Deus para nós não nos desviarmos, qualquer mensagem de Malaquias e de todos os profetas não é para se afastar de Deus, não é para se afastar dos caminhos de Deus.
Como que nós podemos nos preparar para a consumação de todas as coisas que é Deus, o objetivo de tudo, desde antes do pecado, mas continua depois do pecado, o objetivo é Deus vir e morar conosco, Deus ser um conosco,
Ele ser o nosso Deus, nós sermos o seu povo, habitar juntos, nos tornarmos um, casamento, então tudo isso mostra que o objetivo de Deus é andar conosco, estar conosco, e para isso nós precisamos estar nos caminhos dEle,
e para estar nos caminhos dEle nós precisamos dessas duas partes, nós precisamos da lei, o que que a lei representa, sempre lembrando que nós na nova aliança nós temos uma tendência de achar que a lei é uma coisa ultrapassada,
e nós temos o livro de Hebreus na nova aliança que mostra realmente, ele fala muito claro no livro de Hebreus que a nova aliança de fato mudou algumas coisas,
ele fala no livro de Hebreus que a nova aliança é superior à aliança mosaica, que algumas coisas foram removidas, então a gente olha o livro de Hebreus e outras partes, Paulo também fala algumas coisas sobre lei e graça,
então nós aprendemos muito durante os séculos, a igreja até se esqueceu das raízes da, de como Deus, daquilo que Deus nos deu, nós temos a bíblia com a parte que nós chamamos de Velho Testamento,
que é muito maior do que o Novo Testamento, mas o Velho Testamento muitas vezes é deixado como algo, é que você tira leituras, você conhece a história, você tira algumas lições, mas é como algo que é ultrapassado,
por isso que eu tenho feito questão de chamar de Primeiro Testamento e não de Velho Testamento, porque algumas coisas, como o livro de Hebreus mostra, algumas coisas foram ultrapassadas, nós não damos mais sacrifícios de animais,
nós não temos um sacerdote humano falho, nós temos o sacerdote do Nova Aliança que é Jesus, então nós temos algo, nós temos uma casa espiritual, Hebreus vai mostrando como a Nova Aliança trouxe algo superior,
mas isso não significa que o Primeiro Testamento, que a lei de Moisés tenha sido totalmente deixado para trás, tudo que é feito na Nova Aliança é construído em cima, não tirando fora, mas é construído em cima do Primeiro Testamento,
e eu não vou ler novamente, mas eu quero deixar esse ponto muito claro, que quando o Malaquias fala "lembrem da lei de Moisés", ele está falando sobre algo, um princípio importante que nós precisamos atentar,
é um assunto um tanto complexo por causa desses fatores que estou falando, que tem alguns aspectos que foram superados e alterados na Nova Aliança, mas quando a gente entende, talvez uma das coisas mais simples é entender que em Jeremias 31,
quando ele fala, Jeremias profetiza que Deus vai dar uma Nova Aliança, ele fala que a Nova Aliança é a primeira aliança escrita no coração, então não tirou a primeira aliança, não tirou aliança mosaica no sentido do conteúdo,
então eu quero enfatizar esse aspecto de que quando ele fala da lei de Moisés, ele está falando sobre uma palavra de Deus que é imutável, e nós lemos esse texto na aula passada,
eu só vou citar, mas eu quero ler um outro texto no Evangelho, mas no Sermão do Monte, Mateus 5, Jesus falou "não pensem que eu vim para revogar", eu até li esse texto na aula passada para mostrar que as escrituras hebraicas,
aquilo que nós chamamos de Velho Testamento, as escrituras hebraicas muitas vezes na Nova Aliança são chamadas de lei e profetas, que é exatamente o que Malaquias está falando, a lei e os profetas,
então Jesus fala assim, Mateus 5, "não pense que eu vim para tirar", eu não vim para tirar um item, um risquinho, um pingo no i, eu não vim tirar nada da lei e dos profetas, ele fala dos dois,
Jesus não veio para revogar, Jesus não veio para anular o Primeiro Testamento, ele veio para cumprir, ele veio para mostrar como aquilo que foi dado por Moisés, que foi testemunhado pelos profetas, aquilo não se cumpriu,
o Livro de Malaquias termina com a palavra maldição, o Livro de Nehemias, falamos sobre isso, o Livro de Nehemias, o Livro de Malaquias terminam esse período antes de Jesus, termina assim numa nota melancólica,
as mensagens de Deus por meio de Malaquias são mensagens que mostram que o povo não estava entendendo, que o povo não estava cumprindo, que mesmo aqueles que faziam aquilo que a lei mandava,
eles estavam fazendo de uma maneira errada, sem o coração, sem de um jeito que não agradava a Deus, então o Primeiro Testamento termina nessa nota melancólica porque jamais alcançaria o propósito de Deus sem a vinda do Messias, não tinha jeito, a nova aliança é necessária,
mas as últimas palavras do Primeiro Testamento são "para vocês estarem preparados para o grande e terrível dia do Senhor", e lembra que Malaquias ele não trouxe uma revelação dentro do contexto do profeta Malaquias,
ele não recebeu uma revelação específica sobre o papel do Messias na primeira vinda, tudo que Malaquias fala é a respeito da segunda vinda, ele fala do grande e terrível dia do Senhor, ele fala da necessidade de preparação,
mas ele não recebeu essa revelação de que toda essa dificuldade, essa impossibilidade de chegar onde Deus queria seria impossível sem a vinda do Messias.
Por outro lado, mesmo ele olhou lá para frente, Deus mostrou para ele lá para frente, para nosso tempo, os dias antes do grande e terrível, e eu gosto de falar assim, é o dia terrível e maravilhoso,
porque Malaquias 4 fala sobre isso, que é um dia terrível para quem não está ao lado de Deus, mas é um dia maravilhoso para quem está do lado de Deus, porque o sol da justiça vai nascer e nós vamos saltar e pular de alegria por causa da libertação da justiça e da maravilha que vai ser.
Então, antes do grande, terrível e maravilhoso dia do Senhor, nós precisamos ser preparados, e a preparação envolve lembrar da lei de Moisés e aguardar o profeta Elias.
Então, antes de falar, hoje nós não vamos falar especificamente sobre o que a vinda do profeta Elias representa, mas hoje eu quero falar sobre a importância de termos esses dois aspectos,
porque essa última advertência de Deus fala sobre duas partes. Por que que essas duas partes são necessárias? O que acontece se nós dermos ênfase a uma parte só? Então, é isso que a gente quer entender.
Então, voltando para essa primeira parte da lei de Moisés, Jesus falou que ele não veio para revogar nada, ok? Vamos ler um texto semelhante em Lucas 16, ele fala no versículo 16,
Lucas 16, 16, a lei e os profetas. E lembrem, lembrem, que não só nos dias de Jesus, mas durante o tempo, logo após Jesus, logo depois da ascensão dele, a igreja primitiva,
durante todo o tempo que nós temos relatado no livro de Atos e durante o tempo das epístolos de Paulo, as escrituras que eles tinham, a bíblia que eles tinham, era justamente o primeiro testamento,
eles estavam vivendo na nova aliança, eles falavam, comentavam, tinha as cartas, tinha os evangelhos, ainda não tinham sido escritos, mas eles falavam dessas coisas, então as escrituras que eles tinham era o primeiro testamento,
e Jesus está dizendo aqui, a lei e os profetas duraram até João, então Jesus está falando que o tempo, o primeiro tempo antes da vinda dele, tinha a lei e os profetas,
então era as escrituras e o tempo era chamado de o tempo da lei e dos profetas. Desde então é anunciado o reino de Deus e todo homem emprega força para entrar nele,
então agora nós temos algo novo, o reino de Deus, a lei e os profetas duraram até João, em outro lugar Jesus fala que ele foi o maior dos profetas, então João representa o limiar entre um tempo e outro,
entre o tempo até aqui foi de um jeito, daqui pra frente é de outro jeito, e aí nós podemos pensar, bom, então acabou, Jesus anulou, e até tem um versículo em João, capítulo 1,
João fala que a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus, então nós podemos pensar, então acabou, não tem mais lei, agora é Jesus, eu não preciso saber de mais nada,
e olha o que ele fala no versículo 17, então aqui em Lucas 16, a lei e os profetas duraram até João, agora começou a ter o anúncio do reino de Deus, e aí ele fala,
versículo 17, é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um tio sequer da lei, então a gente pensa, no versículo 16 parece, não, a lei e os profetas duraram até João,
e em Mateus 11 ele fala que João foi o maior dos profetas, mas quem é menor no reino de Deus é o maior que ele, então agora a gente tem o que é melhor, agora a gente tem a nova aliança,
a nova aliança é melhor, sim, é melhor porque é dentro, é melhor porque agora tem o cumprimento, é melhor porque agora vai acontecer o que Deus sempre queria,
mas aí ele fala, é mais fácil, é fácil passar o céu e a terra, um dia vai passar, porque vai ter um novo céu e nova terra, então tudo que, todas as leis e tudo que nós entendemos como o mundo material,
o mundo em que nós vivemos, vai ser renovado, vai passar, quando fala assim, agora não tem mais corpo no reino de Deus, tem corpo sim, mas é um corpo glorificado,
não tem mais céu e terra no reino de Deus, não, tem, mas é um novo céu, é uma renovação, é como corpo corruptivo que se ressuscita como corpo incorruptível, é um mistério,
mas aquilo que Pedro fala na segunda epístola dele, que tudo vai ser queimado e vai derreter, os próprios elementos vão deixar de existir, mas tudo isso vai mudar e ser transformado em algo novo,
não vai ser uma coisa como fantasma, como só espiritual, vai ser concreto, físico, real, mas renovado, diferente, incorruptível, então é fácil passar o céu e a terra? Não, não é fácil, é só no final mesmo que vai acontecer isso,
enquanto isso não vai passar um tio sequer, um pingo no "i", um detalhe sequer da lei, então nós temos que entender isso dentro do contexto, é um tanto complexo,
eu não tenho como abranger esse assunto com toda a profundidade que merece, porque afinal de contas, quando nós falamos, tem vários versículos, tanto no primeiro testamento como no novo,
tem vários versículos que falam que a palavra de Deus é eterna, se você ler o Salmo 119, é cheio de afirmações sobre a lei, sobre a palavra de Deus, e em alguns versículos ele fala,
a tua palavra está firmada no céu, a tua palavra nunca vai passar, nem quando o céu e a terra passam, não vai passar a tua palavra, e a gente tem esse entendimento, devemos ter o entendimento,
que a palavra de Deus no seu sentido mais amplo, a palavra de Deus é viva, Hebreus 4 fala assim que a palavra de Deus é viva e eficaz e mais cortante e tal,
e na verdade quando nós falamos sobre a palavra nesse sentido, nós estamos falando sobre a palavra com Jesus, o verbo de João 1, o verbo estava no princípio,
antes de existir qualquer coisa material, antes de existir o universo, Jesus é o verbo, essa palavra verbo, Logos, é a palavra no seu sentido mais completo, como a expressão de Deus,
Deus é origem de tudo, Ele é o Pai, mas quando Ele se expressa, a sua expressão é Jesus, é o verbo, é a palavra no sentido mais completo, mas quando nós falamos sobre lei,
quando nós falamos sobre a palavra escrita, então eu pus aqui embaixo a lei de Moisés, quando fala em Malaquias 4, ele está se referindo a lei de Moisés nesse aspecto de ser a palavra escrita,
nós vamos falar sobre esses dois elementos, essas duas partes e também a gente precisa entender uma coisa que é fácil fazer confusão, uma assim que quando nós falamos palavra,
no sentido mais amplo de ser algo vivo, de ser algo dinâmico, de ser o próprio Jesus, nós estamos falando sobre uma dimensão da palavra que é maior do que a lei de Moisés, é maior do que a palavra escrita,
então precisamos ter em mente essa distinção, a palavra completa, Ele é vida, Jesus é vida, a palavra é vida, Jesus falou assim, as palavras que eu falo para vocês, elas são espírito e são vida,
e Ele falou das escrituras, foi assim, vocês examinam as escrituras e vocês conseguem ler as escrituras e não me enxergar nelas e não chegar a mim através delas,
então tem uma diferença entre palavra escrita e a palavra no seu sentido mais completo e é difícil a gente colocar isso em palavras, mas precisamos ter esse entendimento,
palavra escrita é uma coisa representa Deus, expressa Deus, mas é limitado, porque Deus não pode caber dentro do nosso pensamento somente,
Ele não cabe dentro das nossas fórmulas, Ele não cabe dentro da teologia, Ele não cabe dentro de definições, Deus, a expressão de Deus é maior, mas a palavra escrita é muito importante,
e por isso que eu estou mostrando, estou começando a mostrar que o próprio Jesus, ele mostrou que tinha algo além da palavra escrita, ele falou assim, vocês estudam as escrituras,
mas vocês não me enxergam, vocês não entendem que as escrituras apontam para mim, as escrituras, a palavra escrita, ela tem uma função de mostrar, de revelar aspectos,
mas de apontar para a pessoa de Jesus para chegar nele, Deus não quer que a gente siga um manual, que a gente se mantenha só dentro de palavras escritas,
mas a palavra escrita é importante, e Jesus está dizendo, nada vai tirar, a palavra escrita nada vai tirar, então é complexo mas nós precisamos entender,
porque são aspectos parciais e que nós precisamos entender o todo, e uma coisa importante então, é que a palavra escrita é uma coisa, e a palavra falada, revelada por Deus,
quem escreveu, quem foi o autor, o autor humano, Deus inspirou as escrituras, mas quem recebeu as palavras que se tornaram palavra escrita para nós?
A lei dos livros de Moisés, Moisés foi o primeiro, mas os outros também, os livros proféticos, mesmo livros como Salmos, ou livros históricos,
todas as escrituras inspiradas por Deus, elas foram sopradas, as pessoas receberam a inspiração de Deus para escrever,
mas depois que as pessoas recebem a inspiração e escrevem, aquilo que elas escrevem passa a ser palavra escrita,
então na formação das escrituras, nós temos Moisés que foi um profeta, ele é chamado profeta também, mas ele foi alguém que recebeu uma incumbença especial de receber as instruções, a tora, instruções, ensinamentos, mandamentos,
a própria lei de Deus, os dez mandamentos, mas todas as instruções, as explicações, e se você ler, eu sempre falo do livro de Deuteronômio,
porque para mim é um livro fantástico, porque você escuta Moisés falando, é Deus falando por meio dele, mas é Moisés, ele é um profeta,
e o profeta ele não escreve só como se fosse uma constituição, como se fosse um código legal, quem faz o curso de direito e vai estudar as leis,
pode fazer isso, não pode fazer aquilo, quais são os castigos, quais são as implicações de você não cumprir a lei, não é uma coisa morta,
você lê Deuteronômio e você escuta o pulsado coração de Deus e o pulsado coração de Moisés, e você lê os profetas, lê Jeremias como ele chorava,
lê Ezequiel, as coisas que ele falava, o que ele sofria, enfim, os profetas, os zéias, o que ele viveu para transmitir a palavra de Deus,
então o profeta ele recebe a palavra de Deus pela inspiração do Espírito Santo, mas depois que ele recebe o que ele escreve se torna palavra escrita,
então nós temos as escrituras que são chamadas de lei e profetas, lei e profetas, agora tem uma diferença, eu preciso da ajuda de Deus e que você receba,
entendimento não é uma coisa tão difícil, mas é meio confuso se você não pegar essa distinção, quando Malacias fala, lembrem da lei de Moisés,
o que ele está falando, palavra escrita, mas aguardem, porque eu vou mandar, Deus está falando, aguardem o profeta Elias,
então o que Malacias está falando é, lembrem da lei de Moisés, toda palavra escrita, tudo que é escrito no primeiro testamento, tudo é baseado na lei,
porque todos que vieram depois trabalharam em cima, a história, os livros históricos, o livro de Salmos, de Cânticos, o livro de Sabedoria, os profetas, todo o primeiro testamento é baseado,
ele é construído em cima da lei de Moisés, e a lei de Moisés, a instrução de Deus é imutável, nunca vai passar, é coisa eterna,
porque faz parte da natureza de Deus, mas é palavra escrita, e a palavra escrita é maravilhosa, é fundamento, nós não podemos fazer nada sem ter a palavra escrita,
mas eu quero mostrar aqui que as últimas palavras do primeiro testamento, ele fala da palavra escrita, está encerrando o período de escrita das escrituras hebraicas,
mas está falando que sem o profeta Elias, que virá o futuro, sem a continuação do ministério profético, a palavra escrita não consegue cumprir seu objetivo,
mesmo aquilo que é recebido pelo sopro de Deus, mesmo aquilo que constitui as escrituras, que nós entendemos que a palavra de Deus,
que é a palavra imutável, que é a palavra permanente, é mais fácil os céus e a terra passarem, do que qualquer mínimo detalhe daquilo que Deus expressou como sua natureza,
como seu desejo, porque Deus não muda, Deus não muda, e aquilo que foi escrito, que representa Deus, eu nem vou tentar entrar,
só vou fazer uma passagem para confundir a gente um pouco mais, mas é importante entender que as escrituras, elas registram a história,
então lógico que você entende que quando fala sobre o pecado de Davi, está nas escrituras, mas isso não é uma desculpa para a gente fazer como ele,
ou quando alguém faz uma oração pedindo para Deus matar as criancinhas, os filhos, os inimigos, isso não representa o coração de Deus, isso não representa a natureza de Deus,
então tem muita coisa dentro das escrituras, as palavras de Salomão, quando ele escreveu Ecclesiastes, tem aspectos ali que são importantes, revelam coisas importantes para nós,
fazem parte, mas não significa que aquilo seja uma representação real de quem Deus é, você tem que ler as escrituras para entender isso,
e dá para entender, mas é só não pegar as escrituras, a palavra escrita, tudo que está escrito no Novo Testamento também, tem coisas que não são modelo para nós,
está claro no contexto, mas então quando nós falamos sobre a palavra imutável, quando nós falamos que nenhum tio vai mudar, nenhum detalhe vai mudar daquilo que Deus é,
nós estamos falando de quem Deus é, então aquilo que está escrito na Torá e no resto dos livros das escrituras hebraicas e no Novo Testamento também,
aquilo que é escrito, nós precisamos achar ali aquilo que realmente representa a natureza de Deus,
porque aquilo que representa quem Deus é, o desejo dele, o propósito imutável dele, aquilo sim é algo que não muda, que jamais pode mudar.
Ok, então vamos ler em Deuteronômio 18 e eu quero mostrar então agora o papel dos profetas, porque que Malaquias fala de duas partes, ele podia ter terminado o Primeiro Testamento,
encerrou e Deus está falando, o que está escrito aqui não é para vocês abandonarem, vocês devem guardar, vocês devem se lembrar,
lembrem de uma maneira viva, como nós falamos na última aula, tem que lembrar de um jeito certo, mas lembrem, está tudo escrito, encerrou,
tem muita gente até hoje que acha que não tem, é chamado sensacionismo, é aquilo que cessou, cessou os ministérios apostóricos, cessaram-se os dons do Espírito,
tem gente que acha que a Bíblia fechou, não tem mais nada, e a Bíblia fala isso, não é para acrescentar, assim como Malaquias termina falando,
lembrem da lei de Moisés, eu não voltei atrás e não vou voltar atrás, aquilo que eu sou eu mantenho, aquilo que fala de quem eu sou,
a manifestação, a revelação, a minha natureza, aquilo que eu quero que as pessoas perto de mim façam, o tipo de aliança, o tipo de relacionamento que eu quero com as pessoas,
aquilo eu não vou mudar, Deus não muda, o Apocalipse também termina, não é para acrescentar nada, não é para tirar nada, então Deus é imutável,
e nós precisamos, nós precisamos de um fundamento, nós precisamos de algo que não muda, a palavra escrita tem um papel importantíssimo,
mas eu quero mostrar que mesmo no primeiro testamento, olha o que Moisés fala em Deuteronômio 18,
Deuteronômio 18 é uma profecia bem conhecida quando Moisés fala da vinda do Messias, versículo 15, Deuteronômio 18, versículo 15, "O Senhor teu Deus te suscitará um profeta como eu, do meio de ti, de teus irmãos".
Olha que profecia que Deus deu para Moisés, Deus vai suscitar. Por que que Moisés sentiu necessidade de falar de um novo profeta?
Porque Deus tinha revelado para ele, Deus deu para ele a lei, não foi insuficiente, foi insuficiente para trazer a nova aliança, justamente, ele estava vendo.
E por que que ele viu isso? Como que Moisés percebeu que a revelação que Deus deu para ele ainda precisaria de um complemento, ainda precisaria de algo mais?
Ele vai contar, versículo 16, "Foi o que pediste ao Senhor teu Deus em Oreb, no dia da congregação, dizendo, não ouvirei mais a voz do Senhor meu Deus, nem mais verei este grande fogo para que não morra".
Então Moisés está falando e citando, "foram vocês que falaram". Por que que Deus queria? Deus queria, claro que Deus sabia que não ia ser naquele momento, que ia cumprir tudo,
mas Deus mostrou o desejo dele quando ele chamou o povo que ele tirou do Egito, ele chamou para o Monte Sinai e falou assim, "eu quero que vocês escutem, eles ouviram a voz de Deus".
É simplesmente inconcebível, foi uma experiência que a gente pensa, eu gostaria de ter ouvido, mas eles ficaram com tanto medo, foi uma coisa tão aterrador,
que eles chegaram para Moisés e falaram assim, "nunca mais a gente não vai ouvir", mas Deus tinha falado, "eu quero que vocês escutem, porque eu quero que vocês sintam a minha voz, eu quero que vocês ouçam a minha voz,
eu quero que vocês entrem em aliança comigo, eu quero que vocês nunca se esqueçam". Ele queria isso, mas o povo falou assim, "a gente não quer mais, nunca mais, a gente não quer".
E é uma coisa tão engraçada quando você lê no texto onde aconteceu, tanto em Êxodo como mesmo em Deuteronômio quando reconta, é uma coisa impressionante porque eles falam assim, "olha, nunca aconteceu de alguém ou de um povo escutar Deus falar,
nunca aconteceu e nós ouvimos e não morremos", que coisa fantástica, que coisa impressionante, mas Moisés, dessa vez a gente ouviu e não morreu, mas vai que da próxima vez a gente ouça a voz de Deus e a gente morra,
porque Deus falando é muito assustador, é muito forte para nós, é tão engraçado eles falarem assim, "nós ouvimos e não morremos, mas a gente não quer ouvir mais para que a gente não morra", mas foi isso que eles sentiram e se tivéssemos lá nós sentiríamos a mesma coisa,
porque Deus tinha que chegar perto do homem em Jesus para que nós pudéssemos ouvir, então eles falaram isso, versículo 17, fala, "então o Senhor me disse, falaram bem no que disseram".
E olha, Moisés, ele conta isso em outro lugar, em Deuteronômio, quando Deus ouviu, acho que é Deuteronômio 5, ele relata como Deus falou assim, "ah, aquele 'ah' é uma coisa que toca lá no fundo do ser,
porque se Deus suspira, se Deus sente dor", imagina, assim, é uma coisa incalculável, porque Deus não sente dor por uma coisa, por uma bobagem, Deus não sente ansiedade, Deus não tem essa superficialidade, essa pequenês nossa,
Deus é grande, mas quando Deus olhou para o povo e viu que eles não queriam ouvir a voz dele, Deus suspirou, Deus chorou, Deus falou assim, "ah, se eles tivessem o coração para me seguir, para me ouvir, se eles pudessem ouvir".
Então aqui, Deus fala assim, "foi bom, eles falaram certo", mas lembra que quando Deus falou "eles falaram certo", Deus falou chorando, porque Ele queria que eles não sentissem esse medo.
Qual pai que realmente ama os filhos, mesmo quando ele disciplina, mesmo quando ele tem uma atitude dura em relação a alguma coisa que o filho faz, ele não quer que o filho se afaste dele, ele não quer que o filho tenha medo dele.
E como é difícil a gente alcançar isso? Os pais, alguns pais metem medo nos filhos, isso não dá certo, com Deus não deu certo ele falar e o povo ter medo dele, não gerou o resultado.
Deus queria mostrar, Deus sabia disso, mas Deus queria que o povo, que nós até hoje pudéssemos entender que colocar medo não faz o povo cumprir, não faz a gente cumprir.
Os pais que metem medo nos filhos, eles não serão transformados, eles não se aproximarão dos pais. O que muda a vida é quando a gente tem medo sim de desagradar, quando a gente não quer desagradar.
E quando a gente chega e fala assim, eu não quero, para mim a pior coisa possível seria magoar o seu coração. Então quando nós usamos qualquer sistema que usa medo, isso pode dar um resultado de obediência temporária, mas isso não produz mudança interior.
Então Deus falou com Moisés, assim Moisés espere, espere mais uns mil e quinhentos anos, espere um pouquinho que ele fala, deu todo o nome 1818, eu lhe suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, porém as minhas palavras na sua boca e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar.
E ele falou assim, voltando para o versículo 15, ele falou, esse profeta que eu vou suscitar, ele é maior do que Moisés, porque? Porque Moisés era apenas um porta voz, ele se uniu muito a Deus, mas Jesus era o próprio Deus chegando perto,
mas chegando perto de um jeito que a gente pudesse ouvir, e aí ele falou assim, a ele vocês vão ouvir. Então o que eu quero dizer aqui, eu vou tentar expressar isso agora, quando, lembre, quando Deus deu, então vamos entender as escrituras do primeiro testamento,
Deus deu a lei para Moisés, a Torá, as instruções, depois de Moisés vieram muitos outros, profetas, os profetas eram necessários para que o povo revivesse, o profeta é necessário para lembrar, lembra que nós falamos assim, como é que a gente lembra das escrituras?
Então nós vemos todos aqueles aspectos, através de leitura, através de colocar lembretes, através de celebrar festas, através de fazer em conjunto, através de falar no dia a dia, como é que você se lembra?
Mas isso tudo é importante, mas sempre tem que surgir profetas, e Deus deu profetas, Deus deu profetas para que eles pudesse lembrar, mas depois que os profetas escreviam, falavam e escreviam, o que eles escreviam também passava a fazer parte da palavra escrita.
Agora o princípio é esse, sempre precisa de profetas, porque sem profeta a palavra não pode ser ouvida, a lei escrita, a palavra escrita, ela é necessária, sem a palavra escrita nós não temos um fundamento,
nós precisamos ter algo que é imutável, pelo menos que chegue próximo à imutabilidade de Deus, a única coisa que é eterna, que é imutável na sua plenitude, é a palavra viva, a palavra que é Jesus, a palavra que é realmente equivalente a Deus,
essa é a única palavra que pode ser imutável totalmente, mas para nós até que os céus e a terra passem, porque no reino de Deus não vai precisar mais de bíblia, porque vai ter a palavra viva, porque vai ter a palavra no coração,
Jeremias fala assim, ninguém mais vai precisar falar um com o outro, conhece o Senhor, mas até que chegue o reino em plenitude, nós precisamos, nós precisamos da palavra escrita, mas nós precisamos de profetas que trazem a palavra escrita para nós,
nós não podemos, nós não conseguimos, seria maravilhoso, eu vou voltar aqui de novo, nós falamos na aula passada, seria maravilhoso se nós só precisássemos de Moisés, só Moisés, fazer leitura, fazer meditação, celebrar as festas, ter os lembretes, falar sempre em família, seria maravilhoso,
mas não é suficiente, a gente se esquece, a gente se afasta, o amor esfria, então Deus precisa mandar profetas.
Agora vamos ler Isaías 59 rapidinho para ver como Deus prometeu, então vamos entender esse princípio.
Lá no Monte Sinai, mesmo Deus falando, e muito menos com a palavra escrita, se a gente não ouve, lembra quando Deus falou "ouve, ó Israel", escute, preste atenção, se você falar "Deus, a gente não quer mais ouvir",
os profetas ajudam, mas não resolve a questão, porque plenamente nova aliança é ouvir, ouvir Jesus falando, ouvir quem Deus é, por intermédio de Jesus, ele é o verdadeiro mediador, sem profeta, mas sem o verdadeiro profeta,
a gente não consegue escutar, e a gente não escutando, a gente não vai obedecer, então a palavra escrita é essencial, é essencial, nós não podemos ter, eu já vou mostrar, nós não podemos ter a palavra escrita sem profetas,
só a palavra escrita, Paulo fala em Segundo os Crianças 3, a letra mata, e nós vimos todo o período do primeiro testamento, até mesmo com profetas, os profetas ajudaram muito, mas só a palavra escrita, e depois que os profetas passam, a palavra deles também é a palavra escrita.
Então o que fala em Isaías 59? Deus promete, versículo 21, Isaías 59 e 21, "Quanto a mim, esta minha aliança com eles, diz o Senhor, o meu espírito que está sobre ti, Isaías, e as minhas palavras que pus na tua boca, não se desviarão da tua boca, nem da boca de teus filhos, nem da boca dos seus descendentes, diz o Senhor, desde agora para todos sempre".
Então Deus deu uma palavra que não muda, palavra escrita, mas Deus deu a promessa de que ele manda profetas, porque são os profetas que falam por inspiração do Espírito Santo, que trazem essa palavra para a vida,
e qualquer profeta antes de Jesus, por isso que Jesus falou assim, João Batista foi o maior dos profetas, porque ele foi o mais próximo a Jesus, mas na nova aliança, por meio de Jesus, nós temos condições de chegar mais perto de Deus, de ter uma revelação maior do que a revelação dos profetas antigos.
Mas Deus prometeu em Isaías que vai ter essa complementação, então vamos entender isso, palavra escrita, na medida em que ela representa quem Deus é, ela não muda, porque Deus não muda.
Então tudo que foi registrado como revelação do desejo de Deus, do coração de Deus, da natureza de Deus, isso não muda.
Mas para receber essa palavra nós precisamos do Ministério Profético, sem profeta a palavra não pode ser ouvida, sem o Ministério Profético a palavra escrita ela não chega para nós, ela não pode ser ouvida.
Agora então vamos entender o lado oposto, a palavra escrita necessita do Ministério Profético.
Agora vamos entender outra coisa, vamos imaginar os profetas sem a palavra escrita, e você vai lembrar, eu não tenho tempo de apontar, mas Deuteronômio 13 por exemplo, e tem muitos textos nos próprios profetas,
Jeremias 23, tem muitas passagens nas escrituras que mostram que existem profetas falsos, existem profetas que falam uma coisa errada, existem profetas que não falam de acordo com a vontade de Deus.
Então você precisa de profetas para que a palavra escrita possa ser ouvida, para que ela possa ser viva para nós, mas você pode ter profetas que não falam de acordo com o que Deus quer.
Então aqui você tem a possibilidade, nós temos isso muitas vezes, de ter a palavra escrita sem atuação do Espírito Santo, sem atuação do Ministério Profético, sem atuação daquilo que Deus realmente quer mostrar,
tornar a palavra escrita viva para nós. Deixa eu só fazer um comentário rápido, muitas vezes hoje, sempre teve essa tendência de achar que profeta é aquele que fala de acontecimentos futuros,
e os profetas faziam isso, mas a maior função, leia o livro de Jeremias por exemplo, o livro de Ezequiel, você não vai encontrar tantas profecias, seria até interessante fazer uma porcentagem,
qual porcentagem dos escritos de Isaías, dos profetas em geral, quanto que eles falaram de acontecimentos futuros, o grande propósito deles falavam de coisas futuras, mas sempre visando uma coisa como malakias.
Vocês precisam se preparar, vem o dia do Senhor, eu posso falar que vem o dia do Senhor, eu posso falar que vai ser um dia terrível, eu posso também falar que vai ser um dia maravilhoso.
Isaías recebeu visões maravilhosas de como vai ser depois que Jesus voltar. Eu posso falar sobre isso, mas o importante é como nós vamos nos preparar,
e as últimas palavras do primeiro testamento são, eu vou te falar como é que você vai se preparar, lembrem da lei de Moisés, lembrem das escrituras, procurem entender o que que eu dei, o que que eu revelei, o que que eu mostrei sobre quem eu sou e sobre o que eu realmente quero.
Que o que é, os profetas, miquêas por exemplo, o que que o Senhor requer de você? O que que o Senhor deseja de você? Amós, pode andar com, duas pessoas podem andar juntos se não estiverem de acordo,
então o profeta, ele vem, a maior função do profeta é o que é que Deus falou na palavra escrita e como isso pode ser entendido, como isso pode ser praticado, como isso pode ser vida para nós.
Então a grande função do profeta não é predizer o futuro, a grande função do profeta é como eu posso mostrar para vocês o que Deus realmente quer.
O futuro, Deus quer vir morar conosco, o futuro, Deus quer justiça, o futuro, Deus quer renovar todas as coisas, o futuro, Deus quer restaurar, mas o futuro depende de nós lembrarmos do que Deus já escreveu, do que Deus já revelou e isso não muda.
Vamos ler um texto em Segunda Pedro, Segunda Pedro, capítulo 1, ele fala no versículo, ele falou sobre Jesus no monte da transfiguração e como eles viram uma manifestação da glória de Deus, eles ouviram essa voz,
mas aí ele fala no versículo 19, Segunda Pedro 1, 19, e temos ainda mais firme a palavra dos profetas, a qual bem fazéis em estar atentos, de quem Pedro está falando, até então só tinha a palavra do primeiro, as escrituras hebraicas, não tinha outra coisa,
fazemos bem em estar atentos como há uma luz que ilumina em lugar escuro até que o dia clareia, a estrela da alva surja em vossos corações.
Versículo 20, acima de tudo lembrai-vos de que nenhuma profecia da escritura é de particular interpretação, não é do jeito que você quer dizer, eu acho que é isso, eu acho que é aquilo.
Versículo 21, "Pois a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, a verdadeira profecia, mas os homens santos da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo".
Então, a grande função dos profetas é trazer vida àquilo que Deus já revelou no passado.
E agora nós vamos para Isaías, capítulo 8, para afirmar isso aqui embaixo. Então, a palavra escrita, sem o ministério profético, ela não produz vida,
porque sem profetas, sem inspiração do Espírito Santo, sem Deus agir sobre a palavra, nós não conseguimos ouvir e não conseguimos obedecer.
Mas profetas sem as escrituras, então nós estamos falando, o que acontece com escrituras sem profetas?
Fica uma letra e a gente não consegue nem entender e nem praticar.
Mas e profetas sem as escrituras? Sem a palavra escrita, os profetas recebem revelações falsas.
Você pode ter profetas, tinha né, tinha profetas que abertamente eram contra Deus, falavam de outras coisas, falsos profetas, contradiziam.
No tempo que Jeremias estava anunciando que Deus ia julgar Jerusalém, tinha profetas que falavam assim, não, Deus não vai julgar Jerusalém, esse homem está falando mentira.
Mas nós podemos ter, agora isso aqui é mais sério, deu todo o nome, ele fala assim, se tiver um profeta que fala pra vocês seguirem outros deuses,
profetas de prosperidade, profetas de você buscar Deus pra ter interesse próprio, pra ter prazer próprio,
profetas que acham que tudo é pela graça, que você pode pecar e continuar, Deus perdoa. Então nós temos profetas, falsos profetas,
e aqui eu não estou falando, tem isso também, mas eu nem estou falando aqui sobre profetas que falam que Jesus vai voltar em tal dia,
ou que tal coisa vai acontecer, que Deus vai abençoar o país e não acontece nada do que foi falado, ou que tal candidato vai ser eleito e depois ele não é eleito,
eu não estou falando nesse momento, isso também faz parte, mas eu estou falando sobre profetas que não falam de acordo com o que Deus revelou,
isso que nós precisamos ver em Isaías 8, é um texto até um pouco difícil de escrever, mas olha aqui, Isaías 8, versículo 19,
"Quando vos disserem, consultai os médiuns, os feiticeiros, que xurreiam e murmuram entre dentes, responde a caso não consultará um povo a seu Deus, a caso a favor dos vivos e consultarão os mortos."
Então ele está falando sobre esses fenômenos de consultar os mortos, sobre espíritos estranhos, então ele fala isso, e o versículo 20, então diz o seguinte,
esse versículo 20 é muito assim, um versículozinho inserido aqui, mas é fundamental para entender esse princípio aqui,
a lei, Isaías 8, 20, a lei, quer dizer, olhe para a lei e ao testemunho, testemunho é a escritura, testemunho de Deus, a lei e ao testemunho,
se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva, eles vão ficar na escuridão, eles vão ficar no engano,
então sem a palavra escrita, quando as pessoas fogem, quando as pessoas abandonam os princípios imutáveis de Deus, a profecia sem estar baseada naquilo que Deus já revelou é falso,
e nós temos os extremos, como eu falei, de profetas que podem induzir a fazer as piores coisas, mas tem coisas mais sutis,
tem essas palavras, como eu falei, de prosperidade, teologia do domínio, os filhos de Deus vão vencer, nós vamos ficar fortes,
nós vamos mandar no mundo, nós podemos, e usam escrituras, e falam como se estivessem falando por Deus, e aí tem manifestações do Espírito Santo,
tem dons, tem coisas que acontecem que não tem fundamento, se Isaías fala claramente a lei e ao testemunho,
se eles não falarem segundo esta palavra, eles estão nas trevas, eles nem vão ver a verdadeira luz raiar.
Então aqui nós temos esses dois lados, muitas pessoas têm comparado isso, as duas asas de uma águia, não pode voar com uma asa só,
se tiver algum movimento com uma asa só vai andar em círculos, mas não dá para voar com uma asa só, tem que ter as duas,
então por isso, agora finalizando, Malakias, as últimas palavras de Malakias, ele fala, lembrem da lei de Moisés,
vocês não podem perder a palavra escrita, vocês não podem perder o que eu já revelei, é para lembrar, é para manter,
é para fazer leitura, é para trazer a memória, é para celebrar, é para procurar fazer de uma forma viva,
mas Malakias diz, eu vou cumprir o que eu prometi em Isaías 59, eu nunca vou deixar de mandar profetas,
agora é diferente no sentido de que Jesus, ele veio como o profeta, ele veio como a expressão,
então além da lei de Moisés, Malakias termina falando, lembrem da lei de Moisés, essa palavra não é superada,
não é esquecida, não é ultrapassada, mas Jesus falou para lembrar de outra coisa, não para deixar de lembrar da lei de Moisés,
nunca, nunca o que é de Deus, o que mostra quem Deus é, não vai mudar, e nós precisamos,
porque se fosse para esquecer da lei de Moisés, o Novo Testamento não seria uma parte fininha das nossas escrituras,
Deus iria escrever tudo de novo, vou corrigir tudo, tudo aquilo que... vou escrever de novo, não, ele não escreveu de novo,
Jesus falou assim, não vai passar nada, eu só vim para cumprir, eu vim para tornar vivo para vocês,
então nós temos hoje algo que traz uma dimensão muito maior e nós temos o Espírito Santo que veio em maior plenitude,
que vivifica, Jesus falou assim, se não tiver o espírito, de nada aproveita, as palavras de Jesus são espírito, são vida,
então nós precisamos nos lembrar, a palavra escrita continua, a palavra escrita é válida,
mas nós precisamos continuamente da ação do Espírito Santo, porque Jesus falou assim, eu vou embora,
mas o Espírito Santo, o Consolador, ele vem para lembrar vocês de tudo que eu falei e para mostrar mais ainda,
e o Profeta Elias, que nós vamos falar no próximo estudo, o Profeta Elias é a promessa, não é o mesmo Elias que vai voltar,
assim como o João Batista, ele veio no espírito de Elias, ele veio com o mesmo propósito de Elias,
mas malaqueza, a última palavra do primeiro testamento fala de algo que não aconteceu ainda,
fala de um retorno de um ministério profético que vai preparar o caminho para o grande,
será terrível se o profeta não vier, porque ele fala assim, se ele não converter o coração dos pais aos filhos,
dos filhos aos pais, eu vou ter que vir e ferir a terra com maldição, nós entendemos que não serão todos
que vão se converter ao Senhor e dos pais aos filhos, dos filhos aos pais, mas a vinda do profeta Elias
pode reverter como, eu não posso dizer até que ponto, mas se Jonas, a palavra de Jonas reverteu o juízo
sobre a cidade de Nineveh, o que ele fala em malaqueza é, eu vou enviar o profeta Elias para que eu não tenha
que ferir a terra com maldição, então o dia do Senhor vem, será um dia de acerto, será um dia de juízo,
mas a vinda do profeta Elias vai preparar o caminho para que muitas pessoas não sejam julgadas no dia do Senhor
e para que o dia do Senhor não seja só um dia terrível, mas que seja também um dia glorioso,
então nós precisamos das escrituras, que são imutáveis, mas nós precisamos da ação do ministério profético,
o ministério profético precisa ser baseado, precisa ser fundamentado na palavra, mas nós precisamos do profeta
porque senão as palavras escritas, a própria palavra de Jesus, a palavra viva de Jesus que representou Deus
se torna palavra escrita, se não for vivificada pelo Espírito, nós transformamos o Novo Testamento
numa outra lei, que é uma lei, que é uma palavra escrita, que não pode ser esquecida, que é imutável,
mas se não tiver o ministério profético nós não vamos ouvir essa palavra e ela não vai se tornar vida para nós,
então olha que coisa maravilhosa, que coisa preciosa é essa última advertência no livro de Malaquias,
a última advertência no Primeiro Testamento e advertência que encapsula, resume a preparação para a vinda de Jesus,
é lembrar da palavra escrita, lembrar... Jesus falou assim "o Espírito Santo vai fazer vocês lembrarem de tudo que eu falei",
nós precisamos lembrar de tudo, nós precisamos de toda a palavra.
Paulo disse toda a escritura é inspirada por Deus e tem um objetivo, serve para nos edificar, para nos aconselhar,
para nos ensinar, mas nós precisamos desses dois elementos para que tenha realmente uma eficácia na nossa vida.
Senhor, nós pedimos que o senhor mande mesmo o profeta Elias, o ministério do profeta Elias,
o ministério que vai ajudar a preparar o caminho, como fala em Malaquias 3,
o mensageiro que vem antes do grande mensageiro que é o próprio Jesus.
Senhor, prepara o nosso coração e ensina-nos, nós te pedimos em nome de Jesus, amém.
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