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Aula 05 – Vol.34 – Hamã e Mordecai – um novo capítulo da guerra entre a serpente e a mulher

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Depois de sermos apresentados a Mordecai e Ester, que são os representantes de Deus no meio de um sistema humano, corrupto e cruel, entra em cena no capítulo 3 deste livro Hamã, aquele que representa o mal, muito mais que o rei Assuero. O rei é influenciado facilmente por Hamã, mas a origem da trama maligna é Hamã. Mordecai não o reconhece nem se inclina diante dele. Está armado um novo capítulo na história da guerra que começou lá no início, no Éden, entre a serpente e a mulher.

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05/11/23 – Ester 3 – Baixardo áudio.


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Transcrição · gerada automaticamente

Estamos em Ester, capítulo 3, e nós estamos seguindo esse drama, essa história tão envolvente,
é uma história que ao mesmo tempo que conta vários detalhes, é um relato né, um bom relato histórico das coisas que aconteceram,
bem tecido com o que aconteceu antes, aí introduz alguns personagens, então nós vimos no capítulo 2
quem era Mordecai, quem era Ester, como Deus preparou tudo, e vimos como Deus preparou todas as coisas para que Ester se tornasse rainha,
e falamos que ela estava sendo introduzida ali como uma ovelha no meio de lobos, porque toda a situação do rei Assuero ou Xerxes como é conhecido na história,
toda essa situação, todo esse contexto né, um governo humano, um governo que visa o bem-estar dos governantes, muito centrado no rei, no que ele queria,
enfim, vimos várias coisas sobre esse ambiente no qual a Ester foi introduzida, mas até então o rei é um rei egocêntrico, gosta de prazer,
gosta de se interessar somente nele, coisas assim, mas na verdade o verdadeiro personagem do mal nos é apresentado no capítulo 3,
na última aula nós vimos só um pouquinho para entender o contexto, mas hoje nosso assunto é realmente essa figura, essa pessoa Amman, que não é o rei,
mas o rei colocou numa posição de autoridade máxima só abaixo do rei, e na verdade ele mandava no rei, ele manipulava o rei, ele conseguiu fazer o rei, fazer o que ele queria,
então Amman se torna na verdade a fonte das coisas que acontecem e a história de Ester é exatamente a história de como Amman desenvolveu,
como surgiu essa trama maligna de destruir o povo de Israel, então esse é o nosso assunto, não é um assunto agradável, mas é um assunto muito atual,
dentro dos acontecimentos que estamos presenciando no nosso mundo hoje e durante a história, então é muito pertinente, muito relevante para entender o que tem acontecido na história e o que continua acontecendo hoje.
Senhor Deus, nós pedimos a Tua presença, a Tua revelação, sabemos que a própria Escritura, a maneira como esse relato foi registrado, a forma como Teu Espírito inspirou as Escrituras,
nem todas as nossas perguntas são respondidas, tem muitas coisas que estão aqui, os fatos estão aqui, mas surgem muitas perguntas no nosso coração,
sobre o que aconteceu naquela época e para entender o que acontece até hoje, então pedimos que o Senhor nos ajude a deixar as coisas que não temos as respostas,
mas ao mesmo tempo de buscar, de buscar um entendimento em Ti e de buscar a verdadeira posição, a verdadeira atitude de coração que o Senhor quer de nós hoje,
pedimos a Tua ajuda porque somos muito incapazes e somos muito tendenciosos e até hoje nós temos muita dificuldade de entender quem é o Senhor,
porque certas coisas acontecem, então o Senhor ajuda-nos a navegar no meio das nossas incertezas, no meio das nossas perguntas e no meio das certezas que o Senhor nos dá também.
Pedimos a Tua ajuda e a Tua graça, em nome de Jesus, amém.
Ok, nós vamos explorar primeiro assim, nós vamos seguir a narrativa aqui do capítulo 3 do livro de Esther,
para depois entender um pouco mais sobre o que toda essa história representa em relação a um quadro maior da história.
E lembrando que nós estamos ainda no capítulo 3, então algumas coisas que vão surgindo, algumas perguntas e algumas ramificações, implicações,
nós vamos continuar examinando no decorrer do livro, nem tudo fica tão claro já nesse capítulo 3,
mas esse capítulo é o capítulo onde vemos como essa história surge, porque toda a história, o livro de Esther e a própria escolha de Deus para que ela se tornasse rainha,
exatamente por causa disso que está acontecendo no capítulo 3, dessa trama, desse plano maligno que Amman desenvolveu.
Então nós já vimos um pouquinho do começo do capítulo 3, mas vamos só recapitular e também enfatizar algumas coisas que na aula passada,
nossa ênfase maior era de mostrar a relação entre Esther e Mordecai, que Deus colocou Esther numa posição de muito destaque,
de muita honra, de muita evidência, é uma posição elevada, mas ela não teria sido capaz de enfrentar os desafios sozinha,
então Deus tinha preparado uma pessoa que tinha uma relação muito importante com o primo Mordecai,
que foi responsável por criá-la e que ajudou a Esther a entender o propósito de Deus e qual o papel que ela teria que desempenhar no meio dessa crise.
E vamos lembrar que Mordecai tinha dado uma ordem para Esther não divulgar sua identidade como judia, mas agora no capítulo 3 nós vemos que o próprio Mordecai acabou revelando a sua identidade.
Então, lembrando então que no capítulo 3, versículo 1, Amã, filho de Amedata, o Agajita, foi exaltado pelo rei Asuero e ele recebeu uma posição muito elevada,
uma posição mais elevada de todos os oficiais, não sabemos se antes tinha alguém nessa posição, se foi a primeira vez que o rei designou alguém com um destaque tão grande,
porque o rei tinha conselheiros, tinha pessoas próximas que ele se aconselhava, mas de repente não sabemos por que motivo o que levou o rei a dar essa posição para Amã,
mas depois, assim, à medida que a gente vê quem era Amã, que tipo de pessoa que era, provavelmente Amã já estava manipulando, já estava agindo de uma forma enganosa para que o rei o exaltasse.
Então ele foi elevado acima de todos os príncipes e com essa posição ele teve o respaldo do rei, o rei ordenou que todos se prostrassem, todos os outros,
naquele lugar do portão ali, na porta do rei, todos aqueles que estavam lá tinham que dar honra a Amã como se dava honra ao próprio rei.
E, como nós comentamos, Mordecai não aceitou isso, não temos uma explicação, mas é bem provável que Mordecai conhecesse, ele provavelmente sabia quem era Amã,
devia ou saber ou pressentir ou ter alguma intuição de que Amã era uma pessoa maligna e ele não deu a Amã a honra que o rei tinha ordenado.
E os outros oficiais ficavam insistindo com Mordecai, não, mas o rei mandou, você não pode deixar de fazer isso e ele não aceitou e acabou falando que ele era judeu,
foi a única explicação pelo menos registrada aqui que Mordecai deu, a única explicação era que eu não estou fazendo isso porque eu sou judeu.
Então, aqui nós temos apresentação, é assim que nós dentro do Livro de Externo somos apresentados a Amã e Mordecai nós já vimos no capítulo 2,
então está armada uma situação que vai gerar toda essa situação crítica para o povo de Israel.
Então, quando os outros oficiais, os outros servos do rei denunciaram a Amã que Mordecai não estava se submetendo, então nós temos a reação,
Versículo 5, Exter 3, Versículo 5, "Vendo a Amã que Mordecai não se inclinava, nem se prostrava, diante dele encheu-se de furor."
Então, essa é a segunda vez no Livro que nós temos uma pessoa em autoridade com grande furor.
No capítulo 1 era o próprio rei Asueru que ficou com muita raiva porque a rainha Vasti não quis atender a sua ordem de se apresentar lá no meio da festa.
Então, aqui nós temos a Amã e essas reações de ira são reações baseadas no ego da pessoa, assim, o rei Asueru é o rei de todo aquele império,
todo mundo obedecia, mas a própria esposa não quis atender, então foi, só que era uma ordem descabida, então ele não aceitava, ele não aceitou, ele ficou muito irado e fez algo que parece que ele mesmo até se arrependeu depois daquilo.
Aqui a Amã, ele se encheu de furor, então aqui nós temos uma situação de confronto entre a Amã que tinha sido lançado pelo rei como oficial mais alto,
nós temos Mordecai que tinha também uma posição ali na porta do rei, ele era alguém que tinha algum tipo assim de, como outros oficiais, como outros servos ali, ele tinha alguma posição e ele tinha feito, na verdade, algo muito importante para o rei que ele tinha descoberto uma conspiração
e tinha feito algo para preservar a vida do rei, ele fez algo de grande valor mas não foi reconhecido.
Então nós vamos seguir o que está relatado no capítulo 3, mas vamos ver desde o início aqui que nós temos um confronto que o próprio texto aqui, embora não explique várias coisas, por exemplo, por que Mordecai não quis se inclinar e quem era a Amã, de que povo ele era,
mas nós temos o texto, eu acredito, o autor, ele faz questão de colocar a identidade dos dois, quem era Mordecai?
Capítulo 2 ele é um descendente de Benjamim com parentesco, pelo menos de tribo, mas talvez até mais próximo do rei Saúl e quem é a Amã? A Amã ele só é identificado como filho de Amedata, que nós não sabemos quem é,
o Hagajita, Hagajita, esse nome vem do rei no tempo de Saúl, o rei dos amalequitas, o rei Hagag, nós lembramos em 1º Samuel 15 que Deus tinha dado uma ordem para o rei Saúl de eliminar, de cumprir algo que Deus tinha falado lá no tempo de Moisés
por causa dos amalequitas, os amalequitas atacaram Israel quando eles estavam saindo do Egito, pouco tempo depois de sair do Egito, estavam ali caminhando no deserto, eles não tinham preparo, eles eram um povo, bastante numeroso, mas eles não tinham preparo, eles tinham sido escravos no Egito, eles não estavam preparados para enfrentar guerra,
e de acordo com Deuteronômio 25, partir do versículo 17, Deus fala assim, olha, vocês nunca vão se esquecer dos amalequitas, o que eles fizeram, eles atacaram vocês, atacaram as pessoas doentes, as mulheres, as pessoas vulneráveis,
eles não tiveram temor de Deus e atacaram vocês quando vocês eram muito vulneráveis, então vocês não podem se esquecer disso.
Então o rei Saúl muitos anos depois, depois que estavam na terra, anos, bastante tempo depois, 300 anos, 400 anos depois dessa época, eles, Deus tinha ordenado que ele julgasse, executasse a ira de Deus contra os amalequitas por causa disso.
Não vamos entrar mais, tem várias ramificações e várias perguntas, é uma das vezes na Bíblia em que Deus manda eliminar um povo, homens, mulheres, crianças, até gado, tudo, era para acabar totalmente com eles,
o que Deus tinha falado com Moisés lá atrás era que era para tirar os amalequitas assim que ninguém se lembrasse mais do nome deles, isso nos parece muito pesado,
é difícil a gente entender, é uma das grandes perguntas e eu sei que tem algumas respostas, explicações, mas aquilo sempre volta, assim como por que Deus permite sofrimento, por que Deus não dá um jeito em toda a injustiça, por que Deus permite enfermidades,
então tem muitas perguntas que as pessoas fazem e que a gente também tem, algumas perguntas, sabemos que Deus quer acabar com todo esse tempo de pecado, todos os efeitos da queda,
Deus quer trazer o seu reino, Deus quer estabelecer o reino dele acabando com guerra, acabando com doenças, acabando com tudo que tem de injusto na terra, Deus tem um grande propósito, o plano de redenção,
muitas vezes nós diminuímos como se fosse algum tipo de escape, Deus vai salvar um pequeno grupo de pessoas escolhidas na terra e ele não vai restaurar a terra, ele não vai alcançar o resto da humanidade,
e é tudo assim, é muito difícil pra gente entender e às vezes até aceitar, e nós não temos, eu não de forma alguma estou aqui pra dizer, eu sei explicar, eu sei quem Deus é, eu posso explicar, eu posso apresentar uma explicação razoável do porquê que Deus deu aquela ordem,
tem muitas coisas que nós não entendemos, mas queremos ir até onde nós temos entendimento daquilo que a Bíblia fala explicitamente e algumas outras coisas nós vamos ter que aguardar um tempo certo pra Deus responder, pra Deus mostrar todas as coisas,
por enquanto é importante identificar Amã, ele não é chamado em nenhum lugar nesse livro, ele não é identificado claramente como Amalequita, a Bíblia não fala Amã era um Amalequita, só fala assim, ele era um Agajita,
o único Agag tem na Bíblia era aquele rei dos Amalequitas no tempo de Saúl, Saúl foi, recebeu a ordem de acabar com os Amalequitas, de acordo com a história em 1º Samuel 15,
ele acabou, matou todo mundo lá, preservou o rei, a Agag e guardou, ele achou absurdo acabar com todos os animais, então eles tiraram algum proveito dos melhores animais,
sendo que isso seria assim uma coisa, inclusive foi a razão de Deus falar assim, que o Saúl não vai continuar como rei, ele foi rejeitado como rei e depois o próprio Samuel matou o rei Agag,
então como é que Amã poderia ser descendente se Saúl matou todos os Amalequitas, ficou só a Agag e depois a Agag morreu também, como é que teria uma descendência, mas não é só aqui que surge essa dúvida,
claramente Saúl não matou todos os Amalequitas porque eles aparecem depois em 1º Samuel 30, quando antes de Davi se tornar rei, quando ele estava fugindo de Saúl bem ali no fim,
os Amalequitas vieram e pegaram todas as mulheres e crianças de Davi e do bando dele e levaram embora como reféns, então os Amalequitas apareceram depois também no tempo de Ezequias,
então os Amalequitas estavam por ali, eles não foram exterminados, talvez foi uma vila, uma parte que Saúl matou, mas não tem uma explicação sobre isso.
É possível que Amã não tenha sido um descendente de Agag, porque não tem uma clareza sobre isso, ele pode ter sido chamado Agagita porque ele era alguém que...
é como chamar alguém, sei lá, de nazista ou de alguém que segue a mesma ideia ou que tem alguma semelhança, enfim, a bíblia não explica, mas o simbolismo é claro.
Aqui nós temos Mordecai, que é um descendente da tribo de Benjamin, talvez com algum parentesco com o rei Saúl e temos Amã, que é pelo menos, aparentemente, um representante,
como se ele fosse algum representante, como se tivesse ou de origem étnica, assim, de ser o Amalequita mesmo, ou representando como se ele fosse dos Amalequitas.
Então, a ideia é clara aqui de que nós temos um confronto, um novo confronto, como entre Saúl e Agag e os Amalequitas e Saúl não foi aprovado, não fez tudo que Deus queria,
e agora nós temos um outro confronto, um novo confronto entre um Benjamita, talvez um parente mesmo do rei Saúl e alguém que está representando os Amalequitas.
De qualquer forma, esse é o cenário que se apresenta aqui. E como nós, também já vou colocar isso porque na aula passada eu coloquei que a bíblia não explica a razão
de Mordecai não quis se inclinar diante de Amã e que poderia até ter sido alguma coisa talvez não ordenada por Deus, assim, a gente não tem uma, a gente, a bíblia não nos dá um motivo.
Mas dentro desse cenário agora que estamos vendo com um pouquinho mais clareza quem é Amã, o que ele representa, a recusa de Mordecai de se dobrar, de se prostrar diante dele,
parece muito com aquela situação dos três amigos de Daniel, em Daniel 3, em que eles não quiseram se prostrar diante da imagem que Nabucodonosor fez,
uma imagem de si mesmo, Nabucodonosor estava se colocando como um grande Deus e ordenando que todos se prostrassem diante da sua imagem.
Então, se nós entendemos esse papel e esse cenário aqui, quem é que Amã representa? Ele representa o inimigo, depois no versículo 10 desse capítulo,
fala que o rei tirou o anel da sua mão, deu a Amã, filho de Amedato, o Agajita, adversário dos judeus, então ele é identificado no versículo 10, outra vez,
nós não sabemos se Amã se tornou adversário dos judeus por causa desse fato de Mordecai não se inclinar diante dele,
ou se ele se aproveitou, porque assim, do jeito que nós vemos o desenrolar da história, Mordecai não se inclinou e quando Amã viu isso,
imediatamente ele não quis se vingar, não quis fazer algo para acabar com Mordecai sozinho, ele quis aproveitar essa situação e acabar com todo o povo de Mordecai,
porque ele ficou sabendo que ele era judeu. A impressão muito clara, não está explícita aqui, mas a impressão muito clara aqui é que Amã já odiava o povo judeu,
porque quando nós vamos, já daqui um instante, vamos ler o versículo, mas quando ele coloca diante do rei o plano maligno dele de destruir o povo judeu,
de exterminar todo o povo judeu, ele tinha uma razão muito assim, ele nem falou de Mordecai, ele nem falou assim, e não teria uma razão,
um sujeito não quis prestar homenagem a Amã, então vou matar todo o seu povo, não teria uma justificativa para isso, mas ele nem falou de Mordecai,
ele já tinha na mente dele uma razão muito importante para convencer o rei de que estava no interesse do rei de acabar com todo o povo judeu,
então nós temos esse cenário, essa grande guerra já se formando, então versículo 5,
Amã viu que Mordecai não se inclinava, nem se prostava diante dele, encheu-se de furor, então Amã representa, ele não é o rei,
mas ele passou a ter autoridade como se fosse o rei, ele representa uma figura, ele é uma figura do anticristo, ele é uma figura do adversário de Deus,
do adversário do povo de Deus, ele é alguém que odeia aqueles que não se submetem a ele, e veja só como essa questão,
só um parênteses muito importante, porque isso aqui não é uma exclusividade dos malvados, dos terríveis ditadores de pessoas como Stalin, Hitler e pessoas que nós identificamos como personificações do mal,
qualquer pessoa que está numa posição de autoridade, e isso a gente vê continuamente, e como sempre falo, eu repito aqui, isso acontece no âmbito da igreja,
quando alguém está numa posição de autoridade e ele se defronta com alguém ou com pessoas que não aceitam a sua autoridade,
a rebeldia, se rebelar contra as ordens de Deus, isso é uma coisa condenável pela Bíblia, Deus se ira contra aqueles que não se submetem a ele,
mas a metodologia de Deus e o espírito de Deus é completamente diferente, e quando alguém que está numa posição de autoridade,
especialmente quando alguém que pode ser até um homem, uma mulher de Deus, pode ser um pai, pode ser uma mãe no contexto de uma família,
pode ser um professor na sala de aula, pode ser o dono ou gerente dentro de um serviço secular, pode ser qualquer pessoa, quando nós temos uma reação de ira contra aqueles que não se submetem,
quase sempre é uma ira contaminada com o egoísmo, com o desejo de impor, com o desejo de usar a autoridade não para servir, mas para controlar,
então isso aqui gente é o espírito do anticristo, como fala em 1 João, não tem só o anticristo, tem o espírito do anticristo, tem o espírito do Deus deste século,
tem o espírito daqueles que querem manter a autoridade, sendo que o exemplo que nós temos de Moisés, de servos de Deus,
quando o próprio Davi, quando estava fugindo de Absalom, quando alguém vai contra a sua autoridade, você entrega a Deus, Moisés se prostrava,
"Deus, toma conta, eu não vou me defender, eu não vou punir alguém porque me enfrentou", Davi falou de uma pessoa,
até em relação a pessoa que estava maldiçoando Davi quando estava fugindo, o Simei, e os amigos de Davi falaram assim, "vamos lá, vamos matar esse sujeito,
como que ele está fazendo isso", e Davi, sabe o que Davi falou assim, "quem sabe Deus ordenou a esse indivíduo que fosse um tipo assim de uma disciplina de Deus contra mim,
eu não posso", não significa que quem está na autoridade não pode castigar, não pode fazer o que é necessário, mas olha a diferença de atitude,
eles estão só aproveitando, isso aqui não é uma exclusividade de pessoas que nós consideramos do mal, o mal está dentro de nós, e essa inclinação de querer mandar nos outros, controlar, de punir aqueles que nos enfrentam por causa da nossa honra,
ao invés de o Espírito de Deus, é assim de disciplinar, de corrigir o erro, mas não só para reivindicar meu direito de mandar, mas o coração de Deus é sempre de corrigir aquilo que vai fazer mal a nós mesmos,
porque a autoridade é para servir, não é para ser servido como Jesus ensinou, então voltando a história, então versículo 6,
ele descobriu que o povo de Mordecai era judeu, Amã achou pouco tirar a vida somente a Mordecai, ele queria matar a Mordecai porque ele não quis honrar a Amã, por isso procurou um modo de destruir a todos os judeus,
o povo de Mordecai que havia em todo o reino de Asuero, então como eu falei, eu acho difícil imaginar que esse desejo de matar todos os judeus tivesse acontecido, talvez assim, não estivesse muito claro, muito explícito no coração de Amã, não sei, a gente não tem essa informação,
mas assim, o gatilho foi muito rápido, ele viu Mordecai, Mordecai estava enfrentando como alguém que não aceita uma autoridade maligna, que não aceita uma autoridade indevida,
como alguém que não quis se submeter, como o caso dos três amigos de Daniel, assim, como vai ter no tempo do fim, vai ter a autoridade da besta, do anticristo, e as pessoas que não aceitarem vão ser mortas,
então é esse espírito e esse mesmo espírito tem atuado e atua até hoje nos países totalitários, mas até mesmo nessas outras áreas de autoridade, como eu falei, assim, a tendência de alguém que está com muitas exclusões na igreja,
muita excomunhão na história da igreja, foi por razões egoístas, não foi para ter uma pureza e um serviço a Deus, então ele identificou os judeus, na pessoa de Mordecai,
ele identificou os judeus como um estorvo, como um obstáculo para aquilo que ele estava querendo fazer, ele está manipulando o rei, ele está tentando ser realmente a força maior,
o rei simplesmente está dando a ele o anel, está deixando ele fazer o que ele quer, então a mãe, ele encontra em Mordecai alguém que vai enfrentá-lo, alguém que não vai aceitar aquilo que ele pretende fazer,
e não só Mordecai, porque ele entende que o povo de Mordecai vai ter a mesma atitude, então para que ele consiga dominar e controlar todo o império, ele precisa tirar esse povo do caminho,
e basicamente essa é a ideia, a ideia de Satanás, ele quer destruir aqueles que vão abrir o caminho para o reino de Deus, para a vinda de Jesus que vai acabar com o reino, com a autoridade, com o reino de Satanás,
então foi isso que aconteceu no versículo 6, ele procurou um modo, ele queria achar um modo de destruir todos os judeus, o povo de Mordecai que havia em todo o reino de Açueiro,
agora a mãe, ele tem, era muito comum e até hoje isso acontece, ele tem uma espécie de misticismo, de superstição, que ele antes de apresentar o rei, a mãe vai lançar sortes,
para que o que ele acreditava, que não fala se ele acreditava em algum deus, mas a ideia seria essa, ele vai lançar sortes acreditando que algum deus fosse direcionar qual seria o tempo oportuno,
qual seria o dia de sorte, em que data, antes de propor ao rei, ele queria escolher uma data e queria que fosse uma data que ele tivesse o respaldo desse deus,
respaldo de achar o dia certo para executar o seu plano, então no versículo 7, nesse momento eles estão no primeiro mês do ano, estão no primeiro mês que é o mês de Nisan,
agora pense bem, o primeiro mês do ano, esse mês Nisan, é o mês da Páscoa, é o mês em que os judeus, o povo de Israel, comemoravam a libertação da escravidão,
e depois nós vamos ver que foi exatamente no dia 13 desse primeiro mês, no versículo 12, no 13º dia do primeiro mês, que eles chamaram todo mundo para executar o plano, para já avisar o plano,
que dia que é o 13º dia do primeiro mês, é a véspera, é o dia anterior ao dia 14, que é o dia da Páscoa, então aqui não cita, o livro de Externo não fala de festas judaicas,
não fala de torá, não fala de sinagoga, não fala de nada disso, não fala de deus, mas essas datas são muito significativas, na data em que, um dia antes de chegar a data da Páscoa,
foi liberado um decreto para exterminar o povo de Israel, então olha só que data significativa era essa.
Então, versículo 7, no primeiro mês, que é o mês de Nisano, 12º ano do rei Asuero, então, como já falei, era um pouquinho mais de 4 anos depois que a Exter se tornou rainha, lançou-se o Pur, isto é, a sorte.
Esse livro de Exter conta essa história de como Deus protegeu o seu povo diante desse plano maligno, e a partir desse acontecimento, foi instituído uma festa,
não é uma festa além das datas, além das festas que são determinadas em Levítico 23, as sete festas que Deus deu para Moisés, então tem uma outra festa que os judeus comemoram até hoje,
que tem sua origem aqui no livro de Exter, e que é chamada festa de Purim. A festa de Purim, Pur, significa sorte, então esse acontecimento em Exter 3/7 é a origem do nome da festa.
O nome da festa que comemora como Deus protegeu o povo de Israel nessa época de Extermínio é uma nova libertação, é uma data muito significativa,
e essa festa recebe o nome dessa sorte que Amman lançou, e olha só, Amman queria uma data de sorte para lançar, para determinar, nesse dia vai matar em um dia só,
eles pretendiam no reino inteiro, eles iam se preparar e todos os outros povos iam se unir contra os judeus, onde eles estivessem, em todo o reino da Pérsia,
eles iam exterminar, eles iam juntar e matar todos os judeus, como daqui a pouquinho ele vai definir, mas ele está lançando sorte para saber qual vai ser a data de mais sorte para que ele tenha êxodo naquilo que ele vai fazer,
e quem está controlando isso não é um Deus, uma outra força, sei lá, uma coincidência, Deus está cuidando de tudo, e quando é que caiu a sorte, algum dado, alguma coisa que eles lançaram,
fala assim, lançou-se o por, isso é a sorte perante Amman, para escolher um dia e um mês, então ele vai escolher um mês e a sorte, eles vão escolher um mês e eles vão escolher o dia do mês,
e quando é que caiu a sorte que Amman queria definir, e a sorte caiu no décimo segundo mês que é o mês de Adar, então eles estão no primeiro mês e a sorte caiu que eles definiram o décimo segundo mês,
eles tiveram um espaço de 11 meses, e isso foi muita providência, porque durante esse tempo, entre o primeiro mês e o décimo segundo mês, houve tempo para que Esther e Mordecai,
como a história vai desenvolver, como eles puderam se preparar e Deus livrou, claro que Deus é capaz de livrar em qualquer tipo de situação, mas Deus determinou, Deus interveio nessa situação de sortes,
e definiu um tempo com bastante prazo para que pudessem se proteger, ok, então definido o mês, o dia e o mês, aí Amman vai diante do rei, versículo 8,
então disse a Amman ao rei Asuero, então ele chega diante do rei, ele é o cara que o rei deu carta branca para ele, então ele só vai chegar lá e vai pedir permissão do rei e vai conseguir o aval dele,
agora esse versículo 8 é muito importante porque aqui está a denúncia, aqui está a justificativa, porque Amman vai pedir assim, o rei, nós vamos baixar um decreto e nós vamos matar,
nós vamos acabar, nós vamos exterminar o povo de esse povo em todo o seu reino, onde eles estiverem, inclusive na terra de Israel, que fazia parte do reinado da Pérsia,
então a ideia era matar todos os judeus, todo o povo de Israel, aonde quer que eles estivessem, então qual foi a justificativa?
Versículo 8, existe espalhado e disperso entre os povos, então os judeus, o povo de Israel, eles estão dispersos, alguns voltaram para a terra,
esse livro, a data desse livro é mais ou menos no meio do livro de Esdras, então tudo que nós já acompanhamos na primeira parte do livro de Esdras e os profetas a Jeus, a Carias, tudo isso já aconteceu, então uma parte,
um pequeno remanescente do povo de Israel voltou para a terra, mas tem muitos judeus espalhados por todo o reino da Pérsia, então existe espalhado e disperso entre os povos,
em todas as províncias do teu reino, um povo cujas leis são diferentes das leis de todos os povos, olha como ele, e isso, o que a mãe está falando é uma denúncia falsa, mas é verdadeira,
é como quando eles quiseram acusar Jesus, quando eles prenderam Jesus e estavam diante do tribunal, do que nós vamos acusar Jesus?
Ele só fez o bem, ele só curava, o que nós podemos falar de Jesus? E aí eles falaram uma coisa assim, com uma deturpação, mas era uma coisa verdadeira,
porque eles falaram assim, esse Jesus falou que vai destruir o templo e vai reconstruir em três dias, então claro que Jesus nunca tinha dito que ele ia destruir o templo que tinha lá em Jerusalém,
mas eles pegaram algo que Jesus falou, eles não inventaram, eles pegaram algo que Jesus falou de fato e falaram assim, olha, se destruir o templo eu vou reconstruir em três dias,
e eles ficaram sim super admirados, como que um templo que levou anos e anos para construir, você vai reconstruir em três dias? Então Jesus estava falando uma palavra, está falando do seu próprio corpo,
eles denunciaram falando uma coisa distorcida, mas falando uma coisa que realmente Jesus disse sobre reconstruir o templo em três dias,
então quando a mãe chega aqui ele fala para o rei, existe um povo, eles são diferentes, esse livro de Esther é um livro que fala muito forte da dispersão,
e na verdade até hoje que já tem também uma nação de Israel, tem muitos judeus que já moram em Israel, mas tem judeus dispersos pelo mundo, mas principalmente essa acusação
e essa trama de Amman é algo que não existiu só no tempo dele, isso que a mãe está falando aqui, isso aconteceu repetidas vezes durante a história,
esse povo disperso, o povo judeu disperso e você estudar a história é algo impressionante, porque não foi uma, nem duas, nem três vezes, às vezes é uma escala pequena,
outras vezes numa escala maior, tivemos o holocausto, tivemos a inquisição, tivemos as cruzadas, então houve movimentos assim mais globais,
envolvia mais partes do mundo e houve muitas perseguições localizadas também, mas essa história aqui existe um povo cujas leis são diferentes das leis de todos os povos,
e que não cumpre as leis do rei, não convém ao rei tolerá-lo, então o que Amman está fazendo? Ele está dizendo, olha tem um povo rebelde, eles não obedecem,
ele estava pensando em Mordecai, que não quis obedecer a ordem do rei de se prostrar diante dele, mas não era verdade que esse povo não obedece as leis do reino,
as leis do rei, não era verdade, mas ao mesmo tempo é verdade, porque quando Nabucodonosor, isso também já tinha acontecido antes, mas é um exemplo,
quando Nabucodonosor mandou se prostrar diante da imagem, não sabemos se tinha mais judeus ali presentes, mas pelo menos tinha três que não quiseram se dobrar,
eles tinham realmente uma consciência, como os apóstolos tiveram diante dos sacerdotes, diante dos sinérios, assim, importa obedecer mais a Deus do que os homens, então de fato,
os judeus se diferenciaram, eles tinham algo diferente dos outros povos, Deus deu a eles uma aliança, a guarda do sábado, da circuncisão, da alimentação,
muitas coisas que os judeus guardaram a custo da própria vida, então essa descrição que Amã faz é uma acusação falsa,
porque Mordecai, por exemplo, tinha sido um servo exemplar do rei da Pérsia, ele lutou mais pelo bem-estar, pela preservação do rei do que Amã, do que outros,
então no ideal, como nós somos ordenados no livro de Romanos e no livro de 1 Pedro e em tantos lugares, o próprio Jesus falou assim, "dai a César, o que é de César?"
Os servos de Deus, eles não recebem a orientação de não obedecer, eles têm a orientação de obedecer mais a Deus, a ordem de Deus está acima das ordens de qualquer governante,
então eles são um povo, eles são uma pedra no sapato e é como Zacarias profetiza no capítulo 12 de Zacarias que a nação de Israel, que a cidade de Jerusalém vai se tornar uma pedra pesada, um cálice de atordoamento,
então essa característica lógico que não é sempre, os cristãos muitas vezes não dão exemplo correto de como deve não obedecer algumas ordens, mas em geral obedecer, nós não somos, infelizmente nós não somos um exemplo perfeito disso,
Israel não foi um exemplo perfeito disso, mas houve muito testemunho correto e vai haver um testemunho no final dos tempos na grande tribulação de um povo tanto judeus como não judeus que vão obedecer mais a Deus do que ao governo do anticristo,
então essa é a acusação e eu acho importante dizer assim, ele falou algo, ele deu uma impressão totalmente errada ao rei Asueró, esse é um povo que não quer obedecer o senhor de jeito nenhum, não era verdade, isso não era e não é verdade,
mas a verdade era que quando Amman queria impor algo que não era correto, estava lá o Mordecai para dizer "eu não vou me abaixar diante disso".
Ok, então seguindo aqui, ele propõe, então não vale a pena o senhor tolerar esse povo que eles vão te dar problema, lembra que em Esdras, o livro de Esdras, capítulo 4, quando o povo, os inimigos de Israel ali, eles falaram assim, olha eles mandaram uma carta para o rei, um outro rei da Pérsia,
eles mandaram uma carta dizendo "olha, essa cidade do Zalém é uma cidade rebelde, se o senhor permitir que eles edifiquem os muros, eles vão se rebelar, eles não vão pagar impostos e tal", então são essas acusações que tem contra o povo de Israel e como eu disse, nem sempre o povo de Deus é um exemplo correto,
mas o testemunho certo é, nós devemos ser os melhores cidadãos, nós devemos ser aqueles que obedecem exemplarmente mais do que outros povos, só que naquilo que entra em choque com a vontade de Deus, com as ordens superiores de Deus, nós não devemos transigir, nós não devemos aceitar,
e isso é um incômodo e vai ser um incômodo maior quando o governo for controlado inteiramente por alguém, ou por um espírito, ou por um sistema que é contra Deus, porque vai entender que realmente tem um grande empecilho,
tem um grande obstáculo, que é isso que Satanás vê, um grande obstáculo para ele conseguir colocar em ação o plano dele.
Versículo 9 "Se agradar ao rei, decrete-se que sejam mortos, e eu pôrei", olha agora assim, ele deu uma justificativa, porque que interessava ao rei acabar, exterminar esse povo, e ele ainda vai colocar uma quantia enorme como suborno,
decrete-se que sejam mortos, e eu pôrei nos tesouros do rei 10 mil talentos de prata, é uma quantidade enorme de dinheiro, para os homens que executarem esse negócio, algumas pessoas especulam que ele pensava em tirar esse dinheiro do próprio judeus que eles iam matar, mas não sabemos,
mas ele está oferecendo um dinheiro enorme para o rei para que seja feito isso.
Versículo 10 "Assim tirou o rei o anel da mão", ele não falou assim "traga, se inscreva para mim o que você quer, eu vou analisar, se eu concordar eu vou colocar meu anel, meu carimbo",
ele dá o anel dele a a mão, a mão consegue um cheque em branco, ele consegue o anel do rei, quer dizer, a mão poderia fazer qualquer tipo de coisa, e ele tinha autoridade, assinatura do rei para endossar qualquer coisa que ele fizesse,
então ele deu o anel a a mãe, filho de Amedato, a Gajita, adversário dos judeus, então aqui estamos identificando, a mãe é um adversário dos judeus,
ele disse "essa prata te é dada", aqui não fica muito claro, mas parece que o rei está falando assim "fique com o seu dinheiro, não precisa, como também esse povo, para fazer isso dele o que bem te parecer",
então na carta branca o rei aceitou, então o rei ele é maligno porque ele não se importa, ele não vai atrás para saber se isso é justificado ou não, se realmente é um povo que não se submete ao rei ou não,
então ele é malvado, mas a origem do plano maligno é de Amã, então versículo 12, no 13º dia do primeiro mês, como eu falei, um dia antes da Páscoa,
claro que o povo da Persia não tinha nenhuma importância com a Páscoa, mas é uma data significativa para os judeus que esse decreto saiu exatamente um dia antes da data da Páscoa,
então foram chamados secretários do rei, conforme tudo que Amã ordenou, escreveu-se aos sátrapas do rei, aos governadores, eles tinham todo esse sistema que já foi falado antes, eles tinham todo um sistema muito bem organizado pelos reis anteriores da Persia,
eles tinham um sistema de comunicação, eles tinham toda uma administração com chefes, subchefes, era tudo muito bem bolado para que uma ordem do rei pudesse sair e ser levado imediatamente a todas as províncias, a todas as regiões do reino,
então tudo que ele ordenou, escreveu-se aos sátrapas, aos governadores, que havia tudo sobre as províncias, aos príncipes de todos os povos, a cada província segundo o seu modo de escrever, a cada povo segundo a sua língua,
então eles já traduziam nos outros idiomas, mandava para todo mundo, em nome do rei Assuero, se escreveu e com o anel do rei se selou, enviaram-se as cartas por intermedios dos correios a todas as províncias do rei para que destruir, agora olha aqui qual foi a ordem, então esse versículo 13 também é muito importante,
eu vou dizer novamente, essa história que nós temos no livro de Esther, a tentativa de Amã foi impedida, não aconteceu, Deus mostra aqui o livramento, então Deus livrou, porém essa história é muito significativa porque em outras épocas da história não houve livramento,
essa mesma intenção de Amã, às vezes com variantes, mas como eu já falei, essa denúncia de que tem um povo, a igreja católica não aceitava o fato dos judeus não querendo se converter,
então a inquisição veio, o lutero, o reformador, a mesma coisa, ele tentou converter os judeus para a igreja, da igreja luterana, e eles não quiseram, então o que aconteceu, eles ficaram enraivecidos com Amã,
eles ficaram furiosos, não pode ter alguém que se levante contra a autoridade da igreja, não pode ter alguém, então foram demonizados, foram perseguidos porque não quiseram aceitar a autoridade,
sendo que a autoridade dessas pessoas não era uma, essa área de autoridade não era uma autoridade dada por Deus, então a denúncia do versículo 8 e o que de fato aconteceu,
o que Amã tramou aqui não aconteceu no tempo dele, mas isso aconteceu muitas e muitas vezes durante a história, o que era para fazer? Destruísem, matassem, aniquilassem a todos os judeus,
moços e velhos, crianças e mulheres, em um mesmo dia, no dia 13 do 12º mês, que é o mês de Adar, e para que eles saqueassem os bens,
gente isso aconteceu, aconteceu na inquisição, eles expulsaram os judeus da Espanha, de Portugal, de outros lugares, e tomavam os bens, isso aconteceu no holocausto,
isso aconteceu na Rússia, na Ucrânia, na Europa Oriental, isso aconteceu muitas e muitas vezes na história, matavam, torturavam, tomavam os bens,
e esse fato, isso aconteceu na história dos judeus tantas vezes que a gente quase não acredita que possa ter acontecido tantas vezes.
Então essa tem sido a história da dispersão, isso tem sido a história do povo judeu espalhado pelas nações do mundo.
Versículo 14, "uma cópia do documento havia de ser publicada como lei, em cada província, enviada a todos os povos, para que estivessem preparados para aquele dia".
Olha só, eles têm 11 meses para preparar algo para que num dia, num dia eles pudessem executar tudo isso com eficiência, com organização,
com todas as províncias sabendo, então aqui mostra assim a extensão do plano maligno de Amã.
Versículo 15, "os correios, impelidos pela ordem do rei, saíram, e a lei se proclamou da fortaleza de Suzã, que é a capital".
Agora olha essa última frase, "o rei e a amã se assentaram a beber, mas a cidade de Suzã estava perplexa".
Então nós temos essa situação, a ordem saiu, foi enviada para todos os povos, o rei e a amã se assentam assim, depois de feito tudo isso, então tá ótimo, resolvemos, vai acontecer,
eles se assentam para festejar enquanto toda a cidade fica perplexa, que ordem é essa, porque os judeus com certeza eles estavam no meio da sociedade,
todo mundo conhecia, eles eram amigos, eles tinham famílias, não era uma coisa assim separada em algum gueto, eles estavam na sociedade, então era uma coisa que ia afetar muito todo o reino.
Então nós vamos parar aqui na leitura bíblica, o próximo capítulo 4 é uma história dramática da reação, mas nós não vamos entrar nisso agora, como Mordecai reagiu,
eu considero o capítulo 4 do livro de Esther como o capítulo mais importante do livro, mais comovente, mais importante, foi ali que aconteceu, assim como no capítulo 3 surge a trama maligna,
no capítulo 4 surge a solução, surge a resposta, então é maravilhoso o capítulo 4, mas vai ficar para a próxima vez e a gente vai acompanhando, mas antes de finalizar,
vamos olhar aqui o que eu coloquei aqui nessa folha e eu quero, antes de olhar essa folha, vamos ler um texto super conhecido em Gênesis 3, porque nós estamos falando que essa história de Esther,
do livro de Esther é um novo capítulo nessa guerra que existe desde o começo e é claro que em 10, 15 minutos eu não vou conseguir falar tudo sobre essa guerra e nós vamos continuar falando sobre isso nas próximas aulas,
à medida que esse livro nós vamos acompanhando essa guerra, mas nós já falamos sobre esse confronto entre Amã e Mordecai que remonta às situações anteriores, aos amalequitas,
a essa ordem de Deus para Saúl, assim, não está explícito no livro, mas o fato de identificar Amã como o agajita assim, está associando Amã aos amalequitas, então nós precisamos entender um pouquinho
e na verdade nós precisamos ir lá atrás e ver que o plano de redenção, isso é muito amplo, é muito tremendo, a gente precisa ter uma visão disso, mas o plano de Deus, de redimir o homem,
o homem que pecou, o homem que trouxe sobre si toda essa maldição de Satanás, tudo que existe no mundo hoje de doença, de guerras, de maldade entre os homens, de crimes,
de tanta coisa ruim que existe no mundo que Deus criou para ser um lugar maravilhoso, então Deus tem um plano para redimir e ele mandou seu filho para morrer na cruz,
nós entendemos isso e tem sido falado sobre a guerra, mas é muito importante entender que a redenção do homem não é só um ato de Deus resolver o problema da justiça e mandar Jesus morrer na cruz,
na verdade tem uma grande guerra, então vamos voltar a Gênesis 3 quando Deus fala com as três personagens da história, não é só Adão e Eva, mas Adão, Eva e a serpente,
na verdade a primeira pessoa, a primeira pessoa a quem Deus se dirige é a serpente, Gênesis 3, ele pergunta no versículo 13, ele fala com a mulher,
o que você fez, a mulher falou, a serpente, ele já tinha perguntado para o homem, o homem, o que você fez, aí ele fala assim, foi a mulher, a mulher fala assim, foi a serpente, e aí então Deus fala com a serpente,
porque realmente tudo começou com a serpente, e assim essa história inicial sempre nos empolga, sempre nos encabula, tem muitas perguntas que a gente tenta responder, mas olha só como Deus fala e eu continuo não tendo toda a explicação disso,
mas ele olha para a serpente, porque a serpente é uma cobra, é um animal, mas não era só um animal, mas ele fala, ele dá uma maldição para a serpente,
porque você fez isso, você é maldito entre todos os animais domésticos, entre os animais do campo, sobre o teu ventre andarás e a pipó comerás todos os dias da tua vida,
então é uma linguagem simbólica, Satanás entrou na serpente, enfim, tem muita coisa aqui que a gente não tem uma explicação, a gente pode ter várias teorias, mas não tem um entendimento claro,
mas o versículo 15, Gênesis 3, 15, é um versículo muito citado e realmente é a base da história, porque ele, Deus fala assim, olha, ele vai falar com a mulher, vai falar com o homem,
mas quando ele fala com a serpente é nessa hora que ele fala do que vai acontecer na história, na história da redenção, ele fala o seguinte, porém, inimizade,
veja bem, a mulher entrou na conversa da serpente, então ela não estava sendo inimiga da serpente, a mulher aceitou, acreditou na serpente,
mas Deus está falando assim, eu vou colocar inimizade entre ti e a mulher e entre a tua descendência, puxa, a serpente tem descendência?
A tua descendência e o seu da mulher, o seu descendente, mas nós sabemos pela história, o descendente da mulher que ele está prometendo aqui é Jesus,
porque ele fala assim, este vai te ferir a cabeça, mas tu lhe ferirás o calcanhar, o descendente é Jesus, a serpente conseguiu colocar Jesus na cruz,
a serpente entrou em Judas, que está escrito lá, que Satanás entrou nele, mas não só nele, Jesus falava com os judeus e falou assim, vocês são filhos?
Isso ele não estava falando com outros povos, ele estava falando com os judeus, não, com todos os judeus, mas Jesus usou linguagem muito pesada para falar com os judeus, ele falou assim, vocês são filhos do diabo,
então tem descendentes, então tem uma guerra, tem uma grande guerra, tem uma grande inimizade, tem uma estratégia satânica, durante toda a história, Satanás está de olho,
porque ele ouviu essa palavra de Jesus no jardim de Deus, ele ouviu essa palavra de Deus no jardim e ele sabe o que Deus falou, um dia a descendência da mulher vai esmagar a tua cabeça,
então vai ser o fim, mas o diabo está fazendo tudo para que não aconteça isso, quando Jesus expulsava demônios, eles falavam, não chegou a hora ainda, você está nos expulsando, mas não está na hora ainda,
então eles sabem, Apocalipse 12 fala que o diabo vai descer para a terra, vai ser expulso do céu e vai saber que tem pouco tempo, vai ficar furioso, então tem uma grande guerra,
nós vamos continuar falando, explorando isso, isso aqui é um assunto que poderíamos nos aprofundar, tem muita coisa aqui, mas o que eu queria dizer é que essa história de Ammã e Mordecai é um novo capítulo,
na época que aconteceu era um novo capítulo, agora já aconteceram vários capítulos depois disso, estamos vivendo um capítulo moderno, estamos vendo mais uma vez esse mesmo espírito que deseja, nós sabemos,
isso não é uma coisa que envolve todos os árabes, todos os palestinos, todos os muçulmanos, mas tem um grupo, tem alguns grupos que tem o propósito explícito e declarado, aberto de exterminar a nação e o povo de Israel,
então isso é mais do que um Ammã, isso é mais do que um grupo de amalequitas, isso é mais do que apenas um ataque que tem, tem guerras, tem conflitos étnicos em várias partes do mundo,
os árabes contra os judeus, o ramaz contra os judeus, não é o único conflito que existe no mundo, mas é diferente de todos os outros porque tem algo explícito,
tem naquela que teve conflito alguns anos atrás entre dois povos da Ruanda, o desejo de um dos povos era exterminar o outro, eles matavam só para matar porque era do outro povo, isso existe,
mas esse plano em relação aos judeus é algo que percorre os séculos, é um desejo de tirar, de derrotar a estratégia de Deus, então nessa época de Ammã,
o que estava na cabeça de Satanás, não de Ammã? O Redentor, o Messias, ele vem por meio desse povo, então vou exterminar esse povo, então essa aqui é uma guerra,
uma guerra que vem atravessando os séculos e nós temos vários exemplos disso, o segundo ponto aqui é que na Bíblia, na história nós temos exemplos equivalentes,
mas na Bíblia essa tentativa de Ammã foi a tentativa mais explícita de todas as tentativas, de todos os exemplos que nós temos dessa guerra,
dessa inimidade entre a descendência da mulher e a descendência da serpente, o exemplo mais abrangente, mais explícito é esse aqui, porque Ammã tinha o objetivo de exterminar todos,
se você olha alguns outros exemplos, por exemplo, no Egito, quando o povo estava no Egito, exo do capítulo 1, ele não tinha ainda, ele não tinha, não tinha, a faró não tinha a intenção de exterminar,
ele queria conter, ele queria que eles fossem escravos, então era uma perseguição, ele queria que matasse todos os meninos do sexo masculino para que eles não se multiplicassem,
mas não era uma tentativa ainda de extermínio, depois aquela rainha Atalia tentou matar todos os filhos reais para que ela ficasse no poder, é uma tentativa maligna de anular a descendência de Davi,
de onde viria o Messias, mas não era uma tentativa de matar todo o povo, Herodes matou todas as crianças de dois anos para baixo, é uma coisa horrível, porque ele queria matar aquele que poderia ser o rei dos judeus,
mas bíblicamente a tentativa, a única vez em que nós vemos claramente a tentativa de exterminar todo o povo, anular, apagar o nome, apagar o povo judeu de Israel, foi esse aqui de Aman.
Agora como eu falei essa é uma manifestação na terra de uma guerra espiritual e depois futuramente podemos voltar a esse tema e ver como esse mesmo espírito está atuando hoje e vai atuar ainda mais,
porque o diabo sabe melhor do que nós qual é a estratégia de Deus, ele quer impedir a base para que Jesus volte, porque agora Jesus já veio, já nasceu, já morreu na cruz, já teve vitória, subiu ao céu,
Satanás não conseguiu impedir Jesus, ele não conseguiu impedir a vinda dele, não conseguiu impedir a vitória dele, ele fez o contrário, ele ajudou na vitória porque ele colocou Jesus na cruz,
mas agora a guerra não acabou porque Jesus vai voltar e ele continua querendo fazer algo para impedir a base para que Jesus possa voltar.
Então é uma guerra espiritual e isso a gente tem uma descrição em Daniel, em Apocalipse 12, 13, depois futuramente podemos voltar a falar sobre isso e essa acusação que nós vimos que é de um povo que obedece a outra lei
é isso que Deus quer realmente formar em nós, um povo não desobediente às leis civis, todos nós somos cidadãos de cada país onde nós fazemos parte,
mas nós realmente devemos ser esse povo que Amman falou, nós devemos ser um povo que obedece a uma lei superior e somente nos aspectos em que a lei de Deus, a vontade de Deus, a natureza de Deus
é contrário àquilo que a lei do país manda, é que nós devemos não obedecer, então estamos diante desse grande drama e mais uma vez a redenção plena que Deus vai trazer para toda a humanidade envolve essa guerra
porque no Jardim do Éden ele falou "olha, vai ter uma guerra entre a descendência da mulher e a descendência da serpente".
Então a redenção é uma história maravilhosa como Deus fez uma intervenção na história, mandou o seu filho, ele já garantiu a redenção, mas essa guerra está em andamento
e nós precisamos entender e nós precisamos estar fora dos parâmetros normais, quando nós olhamos para o conflito de Israel com Ramaz nós precisamos não entrar em partidarismo, não entrar em pensamentos
a Bíblia fala que nossa luta não é contra carne e sangue, agora a luta de Israel com o Estado, eles estão lutando contra carne e sangue, mas isso não é a nossa luta, a luta do cristão, a luta da igreja
é difícil entender isso, todo mundo está tentando entender como ter a atitude certa, como entender onde está certo, onde está errado, mas nós precisamos colocar nosso foco na guerra espiritual
porque por trás dessa tentativa, por trás de tudo está uma guerra espiritual e vai acontecer, nós não sabemos quando, mas vai acontecer um grande confronto do mundo inteiro
como que vai ser isso? Enfim, tem muitas ramificações, não dá para entrar nisso, mas o que nós estamos vivendo hoje faz parte, faz parte desse conflito, faz parte dessa estratégia
estamos vivendo uma guerra na nossa geração, estamos acompanhando uma guerra que faz parte desse grande conflito que vem desde o Jardim do Edo, então nós precisamos realmente ter o coração certo
não saber em que, onde nós estamos e o que Deus realmente quer fazer, tem muita coisa para a gente entender e acima de tudo para nós nos colocarmos diante de Deus e ter o coração que Ele deseja
isso nós vamos entrar mais nas próximas vezes, mas uma grande diferença, como eu falei, a gente não sabe em que momento, porque Deus não protegeu Israel do ataque
eles sofreram um ataque em que mulheres, crianças, idosos, pessoas foram barbaramente assassinadas, violentadas, foi uma coisa terrível e no livro de Esther houve um livramento
eles não sofreram, Deus abriu um caminho de escape para que eles não fossem vítimas daquilo, mas como eu já falei na história, muitas vezes o próprio Holocausto aconteceu
crianças, tem um monumento, um museu em Israel que me parece que fala de mais de um milhão de crianças que foram mortas, não sei se um milhão, não me lembro o número agora
mas um número muito grande de crianças entre as seis milhões de judeus que foram mortas, tinha um número grande de crianças que foram mortas também, então Deus, isso tudo é terrível
é uma guerra, a guerra é terrível de todos os lados e tem consequências de quem está do lado de querer exterminar Israel, então tem muitas coisas para a gente entender
o importante que a Bíblia fala é que nos últimos dias, isso já aconteceu no Holocausto, mas nos últimos dias vai ter muita morte no meio do povo de Israel e nos cristãos também
então a morte faz parte dessa guerra de ambas as partes e nós precisamos realmente entender como que é essa guerra, qual a origem, qual a importância dessa guerra
para cumprir, para chegar ao final do plano de Deus e o reino de Deus vir logo para acabar com tudo isso, então são muitas perguntas, são muitas coisas que não entendemos ainda
mas é importante ficarmos atentos e vamos continuar nos aprofundando no livro de Esther para buscar algumas respostas e algumas explicações dessa guerra
Senhor, nós confessamos a Ti, Senhor, que tem muita coisa que não entendemos e tem muita coisa que o Senhor não deseja que aconteça, o Senhor não deseja que ninguém pereça
o Senhor não deseja que tenha mortes de nenhum lado, o Senhor sempre é aquele que está do lado do sofrimento, daqueles que estão sendo injustiçados
mas, ó Deus, nós pedimos que no meio de toda essa confusão, outras guerras também que estão acontecendo hoje que de alguma maneira isso possa contribuir para que a situação chegue ao ponto em que o Senhor possa voltar
é o nosso desejo, o nosso anseio e que o Senhor nos ensine, esse é o nosso desejo, em nome de Jesus, amém.

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