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Aula 11 – Vol.37 – O casamento entre Deus e seu povo está em crise

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Na quarta disputa entre Deus e seu povo, o Senhor faz uma declaração que pode nos chocar! “Vocês me cansam com suas palavras!” Será que Deus perde a paciência conosco? O que nós fazemos para deixá-lo tão irritado que não suporta nossas palavras? Se nossa aliança com Deus é comparada à aliança do casamento, parece que o casamento está em crise. Deus odeia o divórcio, mas será que ele está pensando em separação?

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Leitura sugerida:

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Transcrição · gerada automaticamente

Dando continuidade, então, no profeta Malacias, nós temos visto que o livro de Malacias está organizado em várias controvérsias ou disputas.
Então, é uma espécie de diálogo e é uma conversa sobre situações de disputa, de uma controvérsia entre Deus e seu povo.
Então, nós já vimos três disputas diferentes e estamos chegando agora na quarta, são seis ao todo.
Então, estamos na quarta disputa e nós, assim, uma coisa interessante que nós estamos vendo em cada disputa tem um início, às vezes não é exatamente igual,
mas normalmente segue o mesmo padrão, né, que Deus falando por meio do profeta "ah, vocês falam assim" ou "vocês fazem assim" ou "vocês pensam assim"
e aí ele coloca uma espécie, sim, de acusação ou de declaração e aí ele coloca uma espécie de contestação do povo, mas como?
Você fala que nós estamos fazendo isso ou nós estamos agindo assim, mas como assim, né, então eles contestam e aí o profeta desenvolve uma explicação mais ampla,
ele vai mais a fundo sobre essa situação que Deus está colocando e é muito interessante porque essa organização não segue os capítulos.
Nós estamos no final do capítulo 2 de Malaquias, mas se a gente fosse ver o capítulo 3 de Malaquias, muita gente, e não tem nenhum problema com isso,
às vezes você vai numa pregação ou num estudo, num artigo, as pessoas pegam um pensamento e o objetivo não é entender aquilo dentro do contexto todo do livro,
mas para realmente entender o que Deus está querendo falar é importante ver o contexto dentro dessa maneira, dessa estratégia de fazer um diálogo,
mas o capítulo 3 de Malaquias que começa, vede ou eis que eu envio o meu mensageiro, é uma profecia sobre o mensageiro, que foi João Batista, que veio antes do Messias, e uma profecia da própria vindo do Messias,
e como os profetas muitas vezes viam as duas vindas de Jesus como se fosse em uma ocasião só, então aqui no capítulo 3 de Malaquias nós temos uma profecia bem conhecida,
bem citada sobre o mensageiro que virá antes de... viria antes do Messias, na sua primeira vinda, João Batista, mas essa profecia já entra e fala várias coisas sobre a segunda vinda de Jesus,
mas é muito importante ver que... para entender que ele fala assim... "eis que eu envio o meu mensageiro e de repente virá o seu templo o Senhor",
você não pode realmente entender por que que Deus está falando sobre isso, por que Malaquias como mensageiro, como ele colocou essa profecia, sem entender como é que começou essa disputa, essa controvérsia,
Deus não deu a ele uma palavra avulsa, do nada, "olha, avise para o meu povo que eu vou mandar o Messias", ele poderia ter feito isso,
mas na verdade essa profecia tão importante, ela vem dentro do contexto de uma disputa, e a disputa começa no versículo anterior, no último versículo do capítulo 2,
então nós precisamos entender, é muito assim, muito importante entender o que Deus quer falar conosco hoje, que nosso contexto é diferente, ao mesmo tempo é semelhante,
nós cometemos os mesmos erros, nós entristecemos Deus das mesmas maneiras, existem essas mesmas controvérsias entre Deus e seu povo hoje,
mas nossas circunstâncias, nosso contexto de vida é bem diferente, então nós precisamos entender por que Deus deu essa palavra naquela época e em que sentido ela se aplica para nós hoje,
que é uma tarefa bem grande e evidentemente cada pessoa, eu ou qualquer outra pessoa que vai examinar esse texto, nós somos limitados, nós olhamos para o texto com nossas lentes,
nós temos nossos preconceitos, nossas ideias preconcebidas a respeito de Deus, a respeito da situação, então nós temos que lutar com tudo isso para realmente entender o que Deus quer,
por isso, como sempre, vamos orar e vamos pedir que Deus nos ajude, eu estudo, faço preparação, mas nós confiamos que Deus possa, de repente, mudar e revelar e trazer uma luz que antes não tínhamos,
então esse é o nosso desejo, que o senhor revele, que o senhor fale conosco, senhor, essa é a nossa oração, principalmente diante de um texto tão importante em que o senhor revelou para Malaquias,
o último profeta naquele tempo, no tempo do primeiro testamento, no tempo das primeiras alianças, antes da tua primeira vinda, o último profeta, ele tem essa palavra aqui no capítulo 3,
depois ele vai desenvolver mais, no finalzinho da sua profecia, no capítulo 4, ele tem essa profecia tão importante que não se cumpriu ainda, que ainda vai se cumprir, a tua segunda vinda e a necessidade de uma preparação antes da tua segunda vinda,
então nós queremos que o senhor nos ajude a entender porque o senhor precisa mandar um mensageiro antes, porque nós precisamos nos preparar para a tua vinda, isso tudo é tão importante para nós hoje,
e nós queremos a tua ajuda, queremos que o senhor pelo teu Espírito Santo venha falar conosco, nós pedimos e confiamos no teu amor por nós, em nome de Jesus, amém.
Na verdade hoje eu vou ficar praticamente nesse versículo anterior ao capítulo 3, Malaquias 2,17, que é onde começa essa quarta disputa, quarta controvérsia,
e tem umas coisas aqui que me chamaram bastante a atenção e por isso que eu quero realmente entender melhor porque veio a profecia do capítulo 3,
"Eis que eu envio o mensageiro e eis que o senhor virá e o dia da volta de Jesus e como que vai ser", tem uma profecia muito forte, que chama muito a atenção, é uma profecia muito clara em alguns aspectos,
mas em outros aspectos às vezes é difícil entender exatamente que com certeza Malaquias ele não entendia as duas vindas de Jesus, ele não entendia que seriam duas vindas separadas,
o próprio João Batista, que foi o mensageiro, não entendia que Jesus tinha vindo não como aquele que vai fazer tudo isso que Malaquias fala aqui na primeira vinda, ele não veio com essa missão de já arrancar toda a maldade,
de preparar o caminho para a volta, para o estabelecimento do reino em plenitude, então essas coisas eram encubertas e até hoje nós temos uma grande vantagem porque Jesus já veio uma vez,
sabemos que não aconteceu tudo, então claro que o que não aconteceu na primeira vinda precisa acontecer na segunda, então para nós é mais fácil separar o que é da primeira vinda e o que é da segunda,
mas antes de entrar nisso, que realmente vai valer muito a pena estudarmos melhor essa profecia do capítulo 3, eu quero me deter um pouco nesse versículo introdutório da disputa,
porque tem uma linguagem muito forte, né, que chama muita atenção e que é importante para a gente entender a profecia do capítulo 3, então vamos lá.
Malaquias capítulo 2, versículo 17. "Enfadais", a minha tradução aqui fala, "vocês cansam, enfadais ao Senhor com as vossas palavras e ainda perguntais em que o enfadamos",
então esse é o... é sempre o padrão dessas disputas, né, Deus fala uma coisa, ó, vocês estão me cansando com as suas palavras, vocês me enfadam, eu não suporto,
às vezes a palavra enfadar, não sei se é a melhor palavra, porque, assim, enfadar é cansar, mas assim, você pode ter uma ideia assim, ah, a pessoa está falando muito, dá um tédio, eu nem presto muita atenção,
não é uma palavra, não é uma atitude muito neutra assim, é de irritar, é de ficar bravo, né, porque vocês ficam falando uma coisa que não tem fundamento, vocês ficam insistindo numa coisa que me irrita,
então vocês cansam ao Senhor com as suas palavras, e ainda perguntam em que? Mas como, Senhor, o que que nós estamos falando que está te cansando?
E eu acho que essa pergunta, e é uma pergunta que eu quero fazer hoje, como que a gente cansa o Senhor, porque nós temos uma visão correta de que Deus é longânimo,
que Deus é paciente, que Deus continua nos amando, nós podemos voltar, Ele mesmo, assim, por exemplo, eu posso falar, será que se eu pecar uma vez, eu peço perdão, Ele perdoa,
se eu pecar duas vezes, três vezes, dez vezes, mas será que não chega uma hora que Deus fala assim, ah, eu não aguento mais, eu não suporto, pare, eu não vou continuar perdoando, será que existe um limite ao perdão de Deus,
seria uma maneira de pensar sobre cansar o Senhor, e se eu pensar que tem uma hora que Deus se cansa de mim, tem uma hora que Deus não suporta mais ficar ouvindo a mesma coisa,
todo dia eu chego para Deus e falo "ai, Deus, eu falhei, ah, Deus, eu não tenho fé, ai, Deus, eu sou muito fraco", será que Deus perde a paciência?
Essa pergunta é muito importante porque Ele está falando que o povo estava cansando Deus com as suas palavras,
então, uma das coisas que nós queremos explorar é, assim, lógico que ninguém tem a fórmula, ninguém pode predizer exatamente como Deus vai reagir,
a gente não sabe prever das pessoas que nós mais conhecemos, você conhece muito sua esposa, seu marido, seu filho, seu irmão, seu pai, sua mãe,
as pessoas que você mais conhece, às vezes você prevê que a pessoa vai reagir de um jeito e ela não reage daquele jeito que você achava, mesmo você conhecendo bem.
Imagine Deus, nós não podemos dizer exatamente como Deus vai reagir, mas a pergunta é válida,
Deus se cansa dos nossos pecados, da nossa insistência, da nossa fraqueza, da nossa repetição, o que é que cansa Deus?
Ok, isso é uma pergunta, mas antes também dessa pergunta, claro, vamos terminar de ler o versículo porque ele vai falar o que é que o povo estava dizendo que cansava,
que o cansava, assim, mas tem algo assim um pouco... eu quero explorar um outro aspecto porque essa palavra, essa expressão, essa pergunta, essa controvérsia,
ela indica algo que faz parte de todo o livro de Malaquias e também de muitos outros profetas,
então, como que nós podemos entender isso? Eu quero fazer realmente uma... tentar fazer uma análise desse relacionamento entre Deus e o seu povo, ok?
Mas vamos terminar de ler o versículo. Então, o senhor fica cansado com as palavras do povo e as pessoas... ele fala... e vocês ainda perguntam como se, assim, é tão evidente que você não precisaria perguntar,
em que que nós estamos cansando? A pessoa faz, às vezes, a pior coisa, irrita, faz uma pessoa ficar magoada ainda para assim... "eu fiz alguma coisa? Eu falei alguma coisa?"
Você acabou de falar uma coisa que feriu muito ou você acabou de fazer, de demonstrar uma atitude muito ruim e você ainda pergunta... "eu fiz alguma coisa? Você ficou chateado comigo?"
Como que você pergunta? É isso que Deus está falando. Como que você pergunta? Você ainda tem a capacidade de perguntar o que que nós estamos falando que cansou o senhor, que fez o senhor ficar chateado?
Então, ele fala... ele responde... "nisto que dizéis, qualquer que faz o mal passa por bom aos olhos do senhor e é desses que ele se agrada." Puxa, então, não é só, assim, a ideia aqui...
não é, propriamente, a questão de falhar sempre, de pedir perdão sempre, de... assim, a questão aqui é vocês não só... não é uma coisa de... "outra vez... você nunca sai daquilo... você nunca muda... você sempre está falando a mesma coisa"...
mas é o que a pessoa está falando. A pessoa está dizendo... "olha, eu acho que Deus não liga para o pecado, porque parece que Deus até gosta das pessoas que praticam o mal, ele tem prazer nessas pessoas."
Então... e daí... aí o final é... "onde está o Deus da justiça?" Então, aqui o povo está dizendo que Deus não é justo.
O povo está dizendo que Deus tolera o pecado, que ele até... ele até tem prazer nas pessoas que praticam o mal, veja, não é uma questão, assim, de Deus perdoar, Deus ama a todos, Deus perdoa, ele tem prazer em nós,
apesar dos nossos pecados, então não é essa a questão. A questão é... Deus não liga para o pecado, Deus até gosta de pessoas que praticam assim...
Imagine um líder, seja na política, ou na igreja, ou na família, ou assim... qualquer área, qualquer esfera de uma liderança, e você nota que esse líder... eu não vou falar nomes porque nós temos muitos exemplos disso hoje...
mas... assim... você olha para um líder e você percebe que ele se dá muito bem com pessoas do mal, com pessoas que têm atitudes muito explícitas para o mal,
são essas pessoas que são amigas daquele líder, ele se dá bem, são seus colegas, ele se entende com essas pessoas.
Se você ver isso, você vai dizer... esse líder, o líder da igreja, o líder de uma família, o líder de uma equipe, qualquer tipo de liderança,
se você ver que o líder tem prazer, ele se dá bem, ele não reprova as atitudes de pessoas que praticam o mal, que são cruéis, que são insensíveis,
que não têm compaixão, sei lá, qualquer situação, pessoas que são mentirosas, são pessoas que são desonestas,
se você ver que alguém se dá bem com essas pessoas, se entende, não reprova, você está dizendo que essa pessoa que se dá bem também é do mal.
Então, para você dizer assim, Deus, qualquer um que faz o mal passa por bom aos olhos do Senhor e é desses que ele se agrada, percebe a acusação?
Então, são essas palavras, são essas atitudes que fazem Deus ficar cansado, isso pesa, isso irrita, isso torna a relação inviável.
E a última que resume tudo é... onde está o Deus da justiça?
Então, Deus... Deus não pune o mal, Deus não liga para o mal, Deus não conserta o mal, Deus não resolve a maldade,
então, essas palavras, e muitas vezes, lembra que às vezes nós temos um receio, até inconsciente,
tem pessoas que blasfemam contra Deus, que acham que Deus não existe, que se... como que pode, assim, tem pessoas que são muito abertas na sua rejeição de Deus,
mas muitas vezes, a maioria das vezes, nós que nos chamamos de cristãos, que seguimos a Deus, que amamos a Deus, nós não falaríamos isso,
nós não acusaríamos Deus abertamente de ser injusto, nós não... nós nos policiamos, eu jamais falaria que o Deus Todo-Poderoso,
que o Deus Santo, que o Deus Perfeito está sendo injusto, mas dentro do nosso coração, nós temos perguntas,
e até um certo ponto, tem uma pergunta e fala assim... "Deus, mas como o Senhor é justo? Como que o Senhor pode permitir tal coisa?"
Ter uma pergunta assim não ofende Deus, mas quando nós começamos a pensar que, no fim das contas, tudo é pela graça e Deus não liga,
e que não tem problema, a pessoa... "Ve, sei lá, Davi fez o que fez, tantas pessoas no passado praticaram coisas terríveis e ainda foram amigas de Deus,
você pode ir colocando no seu coração, alimentando no seu coração um pensamento sobre Deus não ser justo,
sobre Deus permitir tais coisas", e aí a gente tem aquelas comparações, porque Deus abençoou aquela pessoa e não me abençoou,
eu sou muito mais fiel do que aquela pessoa, eu sou muito mais... eu correspondo muito mais a Deus,
enfim, tem muitas coisas que podem permear nossos pensamentos e mesmo a gente não falando tão explicitamente,
nós podemos pensar assim, porque naquele tempo esse contexto original em que Deus está falando "Vocês me cansam com suas palavras e vocês pensam tais coisas",
lembra? Eles perguntaram "Mas em que? O que que nós estamos fazendo?"
E nós já vimos isso nas outras disputas aqui no livro de Malakias, Deus falava assim "Vocês não me honram" e eles assim "Mas como assim nós não te honramos?
A gente leva sacrifício, a gente paga dismo, a gente vai nos cultos, a gente lê a Bíblia, a gente faz as nossas orações,
então Deus está chamando a atenção porque ele vai na raiz, ele traz à luz certas coisas que nós não admitimos para nós mesmos, que nós estamos fazendo.
E agora eu quero nessa... assim, nessa meditação sobre o que significa essa disputa e como essa disputa é a razão de Deus falar no capítulo 3 "Eis que eu envio o meu mensageiro".
Eu quero fazer essa ligação, tentar fazer porque eu estou com... nós todos estamos com a mesma palavra, a mesma escritura diante de nós e às vezes nós perguntamos...
"Deus, eu não vi a conexão, eu não vi... por que que o senhor falou assim de repente assim "Eis que eu envio o meu mensageiro e o senhor que vocês estão buscando vai chegar de repente?" O que isso tem a ver com essa disputa?
Então, para fazer isso eu quero recuar um pouquinho... primeiro eu quero falar sobre as disputas que nós já vimos até agora no livro de Malaquias, eu coloquei aqui no Flipchart aqui,
nós precisamos entender que aqui é uma sequência de disputas, então nós precisamos entender qual é o sentimento de Deus,
qual é a razão dessas disputas, o que que estava acontecendo e daí eu quero também recuar mais um pouquinho e pensar nessa época da restauração e lembrar...
nós estamos estudando o livro de Malaquias, então a gente vai aprofundando em cada parte, em cada texto, em cada disputa, mas nós precisamos sempre lembrar que Malaquias foi o último profeta do primeiro testamento desse tempo anterior a vindo de Jesus,
ele foi também a última voz dentro desse período de restauração, então queremos pensar um pouquinho sobre isso.
Vamos olhar aqui essas quatro disputas que nós já vimos até agora, faltam duas que ainda não estudamos, mas nessas quatro que começaram no primeiro capítulo de Malaquias,
eu mudei um pouquinho a linguagem, mas só para a gente entender que todas essas disputas traduzem um sentimento muito semelhante a uma disputa dentro de um casamento e Deus usa sempre essa ilustração.
Nos profetas, principalmente, eles sempre estão usando... se você olhar o livro de Isaías, o livro de Jeremias, o livro de Ezequiel, o livro de Euseias, muitos e muitos, vários profetas, eles usavam, Deus falava com eles dentro de um contexto de aliança de casamento,
falava, assim, sobre adultério, vocês estão se prostituindo, vocês estão indo atrás de outros deuses, vocês estão sendo infiéis, então Deus sempre usava, Ele usou muito essa ilustração.
E eu queria pensar, isso eu não estou falando nenhuma novidade, todos nós sabemos, lembramos desses textos, Deus sempre falou sobre idolatria em termos de infidelidade, de adultério espiritual,
mas eu queria mostrar algo que, mesmo nessa época, vamos lembrar que antes da vinda de Jesus, antes da nova aliança, as pessoas ainda não tinham uma plena revelação de quem Deus é.
Jesus que nos mostrou, ele mostrou Deus como pai, mas mesmo nessa época, nós temos, assim, Deus se revelava muito como um soberano, como o rei de toda a terra,
e nós temos muitas passagens que falam de Deus, Deus falando de si mesmo e os profetas falando de Deus como um rei, como um soberano, e nós somos seus súditos,
nós somos as pessoas sobre quem Deus reina e nós devemos a Deus, a nossa obediência, a nossa lealdade,
mas se você pensar, e muitas vezes nós pensamos no reino de Deus como lugar onde Deus reina, então para eu fazer parte do reino de Deus eu preciso me submeter a ele,
Jesus é senhor, ele não é só salvador, ele é senhor, as suas ordens são importantes, é uma exigência, é uma ordem, é um mandamento, a gente não tem escolha, a gente não pode questionar,
então, se nós olharmos somente desse ponto de vista, nós perdemos grande parte do coração de Deus.
Se Deus está colocando o relacionamento dele conosco dentro da terminologia, dentro da semelhança de um casamento,
por mais que os casamentos antigos nem faz tanto tempo assim, até hoje tem casamentos que são muito autoritários,
o marido ele é... a Bíblia fala que Sarah chamava Abraão de senhor, ela respeitava, ela obedecia,
então às vezes o próprio casamento tinha esse ambiente de autoridade, de obediência, de ter que se encurvar e se colocar como um fiel e uma fiel e obediente esposa,
mas na verdade o que Deus queria era algo diferente, algo que remonta lá para o primeiro relacionamento entre Adão e Eva,
toda aquela imagem de um fazer parte do outro, de Adão falar "Você é osso dos meus ossos, carne da minha carne, você saiu de dentro de mim, você é uma ajudadora, você me complementa, eu preciso de você",
então o que Deus realmente queria desde o início entre ele e o homem, dentro do relacionamento de casamento, ele queria algo diferente,
ele não queria essa relação de soberano, de governante que determina, que só manda obedecer, ele queria um relacionamento de amor,
ele queria um relacionamento de mutualidade, então eu queria olhar para essas disputas que nós já vimos no livro de Malaquias e falamos sobre cada uma individualmente,
mas eu queria chamar a atenção, a primeira foi Deus falando assim "Eu amo vocês, mas vocês falam como você me ama",
então você enxerga isso como uma disputa de casamento, de casal, um está dizendo "Eu amo você" e a outra pessoa, a esposa, no caso, está dizendo "Eu não sinto que você me ama",
como que você fala que me ama? É uma briga, é uma coisa que acontece em muitos casamentos que falam assim "Ah, nosso amor acabou, a gente não tem mais amor, nosso amor foi embora",
então essa primeira disputa que Deus está colocando, ele está dizendo "Vocês não reconhecem, mas eu amo vocês",
e o povo estava dizendo "A gente não sente, a gente não percebe", como? Como você nos ama?
A segunda disputa era Deus falando assim "Vocês não me honram, os seus sacrifícios não me satisfazem, eu não tenho prazer",
e a gente pode falar assim... Deus falando com o povo assim "Vocês, né... como o povo, vocês não me valorizam",
é também uma disputa de casamento, de casal, né... um está dizendo para o outro "Eu não sinto que você me valoriza,
eu não acho que você dá valor, você só me critica, você me menospreza, você me diminui, você só vê defeitos",
então é realmente um relacionamento em crise, né... um relacionamento que estava em grande crise,
Deus está falando "Você e vocês acham que eu não amo vocês e eu acho que vocês não me valorizam,
vocês me dão aquilo que nem é importante para vocês", então era a segunda disputa.
A terceira disputa era "Vocês estão quebrando a aliança comigo",
e lembra que essa... essa quebra de aliança que eles quebravam quando eles serviam outros deuses, ele fala sobre isso também,
mas esse assim "Você está quebrando a aliança", ele estava dizendo "Isso acontece quando vocês quebram a aliança de casamento",
então claramente essa terceira disputa era sobre toda essa unidade com Deus e um com o outro,
de ser um, de ser unido com Deus, de ser unido com o cônjude,
então também ele estava dizendo e muitas vezes eles sempre tinham essa pergunta "Mas como? Como a gente não te valoriza?
Como que a gente está quebrando a aliança?"
"A gente está fiel, a gente sempre está no templo, a gente está cumprindo as regras, mas quando vocês quebram a aliança de casamento,
entre vocês, vocês estão quebrando a aliança comigo", então mais uma vez também está dentro dessa tônica, desse ambiente de comparar
o relacionamento entre o povo e Deus como um relacionamento de casamento,
e eu não estou dizendo que Deus não é rei, ele fala que em Malaquias eu sou um rei, eu espero que vai acontecer um dia que todas as nações vão me respeitar
e vão me temer e vão me obedecer, mas o que Deus anseia é muito mais do que o relacionamento de um rei soberano que as pessoas obedecem,
o que Deus quer é o relacionamento de casamento, ele está buscando, ele está ansiando por um relacionamento de amor, de correspondência,
de não por obrigatoriedade, uma coisa espontânea, uma coisa que as pessoas fazem por amor e não por obrigação,
e é isso que Deus estava procurando, e os profetas, eles eram, assim, Deus revelava o coração dele,
o profeta, ele trazia esse choro, ele trazia essa ansiedade, ele trazia um clamor, Deus, o Deus do universo, que ele poderia impor a sua vontade,
ele poderia queinar, eu sempre tenho falado, assim, há muito tempo que eu falo, que se Deus quisesse um reino onde a autoridade dele fosse obedecida, ele poderia impor isso,
ele tem todos os recursos, ele tem anjos, ele tem poder, ele tem grandeza, ele é justo, ele poderia impor a vontade dele sobre toda criação, sobre Satanás, sobre os demônios,
ele podia mandar tudo prender e colocar toda a terra debaixo do seu domínio, isso não é difícil para Deus, mas isso não satisfaz o coração de Deus,
Deus anseia por um relacionamento de casamento, e não é qualquer casamento, ele quer um casamento genuíno, autêntico,
então quando nós chegamos aqui nessa quarta disputa que nós estamos agora, então é uma sequência, está tendo esse mesmo contexto,
e aqui, claro que aqui é Deus e ele tem razão, mas assim, você pode até sentir que no casamento as pessoas falam, normalmente, as mulheres falam mais do que os homens,
às vezes cobram mais, reclamam e tal, então o homem pode falar assim... "Vai, você falando de novo, você me cansa".
Deus não está falando nesse sentido, Deus não tem esse tipo de atitude, mas eu quero dizer assim, você pode enxergar nessas palavras esse conflito conjugal,
esse conflito, e isso ao mesmo tempo que é sério, que é algo que tem consequências muito sérias, isso para mim é algo que me comove,
porque se Deus está reclamando que nossas palavras o cansam, é porque ele dá valor naquilo que ele fala,
não é nesse sentido que eu comecei falando "Ah, você pecou de novo, ah, você falhou de novo, eu não aguento mais, você sempre faz a mesma coisa".
Deus é longan, nós temos muitos textos que falam da longanimidade de Deus, as suas misericórdias se renovam cada manhã,
ele falou, Jesus falou conosco para perdoar 70 vezes 7, ele não vai perdoar muito mais do que isso,
Deus não se cansa com as nossas falhas, Deus não se cansa com a nossa impotência, com a nossa incapacidade, com a nossa fraqueza,
essas coisas não cansam Deus, eu vou ler um texto sobre isso, mas o que é que cansa Deus? O que é que torna a relação com Deus,
essa relação que ele deseja, que ele nos convida para estar num relacionamento com ele, toda a história esperando as bodas do cordeiro,
o cordeiro esperando para se casar, Deus todo-poderoso vai se casar com homens fracos, imperfeitos, rebeldes, mas é isso que ele quer, ele deseja.
Então, eu quero, antes de falar um pouco mais então sobre o que realmente cansa Deus e mostrar alguns textos onde ele fala sobre isso, vamos pensar agora
sobre esse momento da história, Maláquias como o último profeta que são 400 anos antes de antes de Cristo, mas é o último texto das escrituras do primeiro testamento,
e é o final desse período que nós estudamos que nós chamamos de restauração, o que que é restauração? É a volta do cativeiro,
a restauração depois de ir para o cativeiro, então pensando rapidamente sobre esse final de história dessa época, não é o final, graças a Deus não é o final de tudo,
mas Maláquias, nós vimos em Nehemias, no livro de Nehemias, que é o final do livro de Nehemias, é bem na mesma época de Maláquias, Nehemias 13,
o último capítulo de Nehemias, ele bate muito nas coisas que falam, nas coisas que acontecem, você percebe uma ligação muito grande com Maláquias,
então nós temos os livros de Éses e Nehemias, coisa maravilhosa que o cativeiro acabou, coisa maravilhosa que eles conseguiram reconstruir o templo,
houve todas as dificuldades, os profetas houve falhas, mas eles se levantaram, enfim, foi caminhando, Nehemias chegou depois e reconstruiu os muros de Jerusalém,
e as coisas foram caminhando, vimos aqueles capítulos 8, 9, 10 de Nehemias em que o povo renovou aliança, coisa linda, oração linda,
o povo restaurando aliança com Deus, orando juntos, enfim, são muitas coisas bonitas que aconteceram nesse período da restauração,
mas o final do livro de Nehemias é um pouco melancólico, porque depois de tudo que aconteceu, Nehemias volta para a Babilônia, para a Pérsia,
para um templo, lá onde ele serviu o rei, não sabemos por quanto tempo, e aí quando ele volta para Jerusalém, ele encontra tudo que tinha construído praticamente,
não exteriormente, os muros estavam lá, o templo estava lá, mas tudo que ele tinha trabalhado, ele, Esdras, tudo que Deus tinha feito que relata de uma forma tão bonita,
parece que tinha desmoronado em pouco tempo, e agora Malaquias, ele vem com essas disputas, ah, porque vocês não me valorizam, porque eu não gosto dos sacrifícios que vocês me oferecem,
e os sacerdotes, os sacerdotes não estão ensinando, não estão me representando, ele falou muito sobre os sacerdotes no capítulo 2 de Malaquias,
depois ele começa a falar sobre o casamento, que já tinha falado no livro de Esdras, tinha falado no livro de Nehemias, e eles continuam não tendo fidelidade no casamento,
não se casando com pessoas que têm aliança com Deus, e quebrando aliança que eles tinham com a esposa da juventude, então as alianças de casamento estavam horríveis,
e ainda vai ter no capítulo 3 de Malaquias aqui para frente, ainda vai falar que eles estão roubando Deus, que eles não oferecem para Deus, então gente, está tudo errado, está tudo desmoronando,
o primeiro testamento termina nessa nota, aliás, a última palavra de Malaquias 4, versículo 6 é maldição, então é como o livro de Gênesis que tem toda a história,
de 50 capítulos no livro de Gênesis, e o livro de Gênesis termina com caixão, caixão, uma pessoa morta, é uma nota triste que termina, eles no Egito, José dentro de um caixão,
então essas coisas são significativas, não porque a história vai terminar assim, a história não vai terminar assim, mas esse período, e é importante a gente entender isso,
vamos pensar então, dentro desse contexto de casamento, veja um pouquinho, só vamos tentar buscar um rápido vislumbre do que Deus queria com a nação de Israel,
ele chamou depois do dilúvio, depois de tanta coisa acontecendo e praticamente inviabilizando toda a criação de Deus, Deus se arrependeu de ter feito o homem, Deus chama Abraão,
e começa um projeto com um povo, o povo de Israel, e ele fala num monte de sinais com o povo que ele tirou do Egito, os descendentes de Abraão, ele fala que ele estava chamando, ele tinha tirado o povo do Egito
para ser uma propriedade peculiar, para ter um relacionamento com ele, era casamento, e o que Deus queria com esse casamento, Deus só amava os descendentes de Abraão de jeito nenhum,
esse casamento, essa aliança que Deus fez com a nação de Israel, era para bençoar todos os povos da Terra, é o propósito de Deus de redimir o homem, a natureza, o projeto original de Deus,
trazer o reino de Deus, então o casamento era Deus se unindo com um povo especial, com um povo escolhido, mas para trazer outras pessoas dentro desse mesmo relacionamento,
era isso que Deus queria, Deus ansiava por essa relação, Deus deseja a humanidade, Deus ama a todos, mas ele escolheu trabalhar para conseguir isso por meio de parceria,
de família, de realmente trazer, por meio dessa relação especial com o povo, introduzir os outros nessa mesma relação, uma família com muitos filhos que pudesse ir se multiplicando e cobrir toda a Terra.
Aí nós temos toda a história que acontece ao longo, tinha a Terra, tinha que ter uma Terra prometida, tinha que ter um lugar para Deus habitar, Deus quer uma casa para morar,
então tudo faz parte desse plano tremendo de ter uma relação especial com o povo que pudesse servir de modelo, que pudesse servir de porta para que outros, toda a humanidade pudesse ser abençoada.
Mas não só não alcançaram outros povos, eles mesmos, o próprio povo não conseguiu manter o relacionamento com Deus.
Então aí os profetas, que eu mencionei, os profetas em geral, quase todos usaram essa terminologia de casamento, e aí chegou ao ponto de Deus falar de divórcio.
Os profetas falavam de divórcio, divórcio entre Deus e seu povo, Jeremias falava assim, olha Israel, as dez tribos, eles já foram infiéis, e eu já dei a carta de divórcio, ele começa a usar essa terminologia de divórcio,
Isaías usa esse termo, Jeremias usa esse termo, Ezequiel talvez não fale a palavra divórcio, mas ele fala sobre a infidelidade, então Deus estava falando, olha,
Ezequiel fala assim, Deus fala com o povo por meio de Ezequiel, você já não são meu povo, é divórcio, você já não são meu povo, mas aqui em Malaquias, e nós encontramos isso nos outros profetas também, mas Malaquias fala, nós acabamos de estudar no capítulo 2, eu odeio o divórcio,
eu não quero me separar, e eu sempre me lembro daquelas palavras de Jeremias, em Jeremias 3, ou Jeremias 2 agora, não sei se é 2 ou 3, ele fala assim, olha, se no meio de vocês, se uma mulher é infiel e o marido então manda embora, faz a carta de divórcio,
depois esse marido vai aceitar essa esposa de volta, eles consideravam isso como uma vergonha, o homem dentro daquela cultura mais machista, mas o homem não podia se humilhar,
o homem não podia se rebaixar para aceitar uma esposa infiel de volta, e Deus fala assim, mas eu quero vocês de volta, então Deus fala de divórcio,
mas ele sempre fala, você vê isso em Oseias, por exemplo, é um livro mais curto, Oseias fala assim, eu vou falar que vocês não são mais meu povo, mas depois do capítulo 3 ele manda o profeta se casar com uma prostituta
para mostrar que Deus vai receber o seu povo infiel de volta, e ele profetiza, no capítulo 2, no capítulo 3, Oseias ele fala, no capítulo 2 ele fala assim,
eu vou chamar vocês de volta para o deserto, eu vou falar o coração de vocês, eu vou conquistar vocês de volta, eu quero vocês e eu vou casar com vocês, vocês não vão me chamar, está em Oseias 2,
vocês não vão me chamar de senhor, vocês vão me chamar de marido, isso depois que ele já falou que eles tinham sido infieis e usou até essa palavra divórcio,
e no contexto da história de Israel, o cativeiro foi um divórcio, Deus tirou o povo da terra onde ele tinha casa com eles, ele arrancou o povo da sua terra,
ele permitiu que a casa dele fosse destruída, era um divórcio, era um divórcio, mas ele sempre falou os mesmos profetas que falavam do divórcio,
que falavam do juízo de Deus, que falavam de uma separação, de um tratamento de Deus, sempre falavam, mas eu estou fazendo isso para que vocês voltem,
era humilhante, eu falei sobre isso algumas aulas atrás, era humilhante para Deus falar assim, em Malaquia 1,
Deus se humilhou para dizer "eu não me satisfaço com isso que vocês me oferecem", ele está se humilhando em falar,
porque ele podia falar assim "olha, eu não gostei, eu não aprovei, longe de mim, vão embora, sejam malditos, eu não quero vocês mais,
eu vou para outro povo, eu não quero vocês mais", Deus nunca falou isso, Deus sempre fala "eu vou fazer algo sério,
eu vou arrancar vocês da sua terra, vou mandar vocês para o cativeiro, mas vocês vão me buscar, vocês vão voltar".
E essas profecias que você tem, Jeremias que fala da nova aliança, Ezequiel também que fala de um novo coração, coração de carne,
fala de um vale de ossos secos e o povo sendo ressuscitado, o povo falando que não tem mais esperança e dizendo "não tem esperança sim,
porque vocês vão voltar", então quem conhecia esses textos de restauração, quem conhecia e os próprios profetas da restauração,
Ageu e Zacarias que profetizaram naquela primeira etapa da restauração, eles também falavam assim "Deus vai voltar para vocês,
Deus vai visitar essa casa, vocês acham que essa casa é muito simples, muito pobre, mas vai ter uma glória maior do que o templo de Salomão,
porque eu vou encher essa casa", mas, e aqui que chega o drama de Malacias, porque Malacias vive e profetiza em torno de 100 anos
depois do início da restauração, e ele está dizendo que a coisa não vai bem, eles voltaram do cativeiro, Deus o chamou de volta,
Deus está restaurando o relacionamento, mas a coisa não anda bem, então eu acho importante, isso não é uma coisa sem esperança,
mas nós precisamos captar o coração de Deus e o momento aqui, ainda há 400 anos antes da vinda de Jesus, mas nós precisamos captar aqui esse capítulo final do primeiro testamento,
esse momento final aqui, toda a restauração, reconstruíram a casa, reconstruíram os muros de Jerusalém, reataram, renovaram a aliança, coisa linda em Nehemiah,
Estras com aquele coração que ele tinha, Nehemiah, o coração que ele tinha, eles se dedicaram, mas chegamos a Malacias, que é a mesma situação de Nehemiah 13, e nós encontramos tudo isso aqui,
o povo não acreditava, e para isso não ficar assim... "Nossa, mas que povo terrível", sim, nós todos somos terríveis, se fôssemos nós, nós faríamos a mesma coisa, mas vamos também entender que o povo estava...
por isso que eles fazem essas perguntas, parece que o senhor não se importa com o mal,
parece que... onde está o Deus e justiça?
Porque eles não se enxergavam, eles não viam o que eles estavam fazendo, que deixava Deus triste, cansado, irritado com eles,
mas eles estavam dizendo assim... "Onde está Deus?" Lembra que quando Moisés levantou o tabernáculo no final de Êxodo, Deus encheu o tabernáculo com a nuvem,
quando Salomão fez o templo, Deus encheu o templo com a nuvem da sua presença,
mas esse templo que eles reconstruíram depois que voltaram do Babilônia, não tinha arca, não tinha presença de Deus, não teve nenhuma visitação,
então eles estavam assim... "Onde está Deus?" Eu acho que Deus deve até gostar de pessoas que praticam o mal porque ele não faz nada.
Isso não é justificável, isso não é correto, mas precisamos entender o que estava acontecendo,
e a grande questão aqui que nós não podemos perder é que a primeira aliança... Deus jamais, como alguns na igreja achavam,
tem até hoje essa ideia assim de que... a aliança... a lei e a graça... nós estamos mais debaixo da lei, a primeira aliança não foi válida, deixa pra lá...
Deus nunca deixou, ele não revogou, ele não mudou de ideia, ele não falou assim... "Na verdade, assim, eu deixo a lei pra vocês, mas não é isso que eu quero,
nós não temos, nós não podemos ter essa visão do primeiro testamento, de tudo que Deus fez com Israel..."
Está vendo? Mesmo depois do cativeiro, eles não foram fiéis, chegou Jesus, eles também não reconheceram, então Deus abandonou Israel e foi pra igreja.
Não, não é isso. Deus realmente abriu as portas para os gentios, Ele trouxe a nova aliança, mas a nova aliança, ela cumpre, ela traz vida para a primeira aliança.
Então, nós não estamos dizendo que houve um fracasso no sentido assim de que Deus deu uma lei que não podia ser cumprida e não deu certo e Deus então foi pra outra estratégia, não.
Isso tudo estava planejado por Deus, mas a primeira aliança revela o que Deus quer.
Quando Moisés falou em Deuteronômio 18, ele falou assim... "Deus ainda vai levantar para vocês um profeta semelhante a mim e vocês vão ouvi-lo, porque faltava alguma coisa."
O primeiro testamento, o Livro de Malaquias, está terminando com esse sentimento, com essa conclusão de que mesmo voltando, mesmo Deus não divorciando o seu povo,
ele permitiu que eles fossem tirados da terra, arrancados da terra, mas ele trouxe de volta, ele fala que ele odeia o divórcio, ele não abandona, até hoje ele não abandona.
Ele não abandona a igreja, ele não abandonou Israel, nós somos testemunhas, estamos vendo a nação de Israel ainda, muita coisa errada em Israel, muita coisa errada na igreja, muita coisa errada em nós,
mas Deus está falando, ele não quer que a gente o canse com esse tipo de reclamação. Eu falo assim... "Ah, então acho que Deus deve gostar desses ditadores, desses dirigentes que não têm compaixão, acho que Deus até gosta disso,
onde está o Deus e justiça? Deus não faz justiça?" Não! "Eis que eu envio meu mensageiro, vai chegar a justiça." É difícil, sim, esperar, então nós temos um elemento de espera,
mas aqui em Malacias, e para nós hoje também, nós vamos explorar isso melhor em outras... em próximas aulas, mas para nós também, embora nós já tenhamos a nova aliança que não tinha aqui,
Malacias vai terminar com testemunho, Deus falando o que ele quer, mas é uma situação trágica, é uma situação... a conclusão, claro que eles não entendiam exatamente o que ia acontecer,
mas toda a razão de Malacias 3, versículo 1, começar falando assim... "Eis que eu vou enviar meu mensageiro e o meu... o Messias, o Senhor que vocês desejam,
ele vai chegar e vai ter justiça e vai ter o reino de Deus, mas precisa ter uma preparação." Então tem muita coisa nessa profecia de Malacias 3, mas precisamos entender dentro desse contexto
de que Deus está... Deus está encerrando aqui, nesse momento histórico, Deus está encerrando. A restauração que houve, ela foi apenas simbólica, ela não restaurou o povo,
ela não restaurou o reino de Israel, ela não trouxe a presença de Deus para o povo de Israel, e até hoje Israel hoje está mais adiantado sim em certos aspectos,
em outros não, mas hoje tem a nação de Israel na sua terra, eles são um estado independente, mas eles não podem construir a casa de Deus,
e eles não estão de volta a um relacionamento verdadeiro com Deus, como nação, tem um testemunho lá dentro da terra de Israel, tem judeus messiânicos, mas não chegou ao ponto ainda,
não chegou, e aqui em Malacias, nesse momento, Deus não ia mostrar... "Ah, não adianta mais, vocês tentarem mais nada, esperem 400 anos que o Messias vem", mas essa profecia de Malacias 3 é para mostrar assim...
"Olha, apesar de tudo, apesar de ter voltado do cativeiro, apesar de que eu mostrei que eu não me divorciei de vocês, eu continuo fiel, mesmo quando vocês são infeis, eu continuo fiel",
mas é mais ou menos assim... "Olha, só tem uma esperança, a esperança é que venha o Messias, o Senhor que vocês desejam, e esse Messias, antes dele vir, precisa vir o mensageiro que vai preparar",
então tudo isso ainda é algo que nós não entendemos muito bem, mas o paralelo entre a primeira vinda e a segunda, porque o próprio Jesus disse... "Olha, Elias já veio, mas virá",
então nós temos realmente essas profecias de Malacias, elas mostram que o mensageiro vem antes da volta de Jesus, da vinda de Jesus, mas vem antes da primeira vinda e vem antes da segunda vinda,
porque ele via tudo junto, mas o mesmo princípio, basicamente, é válido para as duas vindas, é como se Deus estivesse falando, ele não tira assim, ele não fala assim... "Olha, pode parar com tudo, não adianta, não vai chegar a perfeição pela aliança mosaica",
ele não fala isso aqui, mas ao mesmo tempo ele está apontando onde tem esperança, a esperança... "Onde está o Deus da justiça?" eles estavam perguntando.
Como que nós vamos ver o Deus da justiça atuando? E ele diz... "Olha, o mensageiro vem, e o Messias vem, e ele vai purificar, e ele vai estabelecer justiça".
Então, existe essa tensão, nós não devemos cruzar os braços, nós não devemos dizer simplesmente... "Bom, não adianta, Jesus tem que voltar, não vai consertar a igreja, não vai consertar Israel, não vai consertar Oriente Médio, não vai consertar as nações, não vai consertar, é Jesus que tem que voltar".
Sim, é Jesus que tem que voltar, mas essa passagem aqui em Malaquias 3 é cheia de nuances, de detalhes, de mistérios, porque vem o... vem o Senhor, mas antes do Senhor tem que vir o mensageiro, mas o que que o mensageiro vai fazer?
E ele vai voltar a esse tema no final do capítulo 4, ele vai falar assim... "Eis que eu vou mandar Elias antes do grande e terrível dia do Senhor". Então, aí fica mais claro ainda, antes que tenha esse grande dia em que Deus vai acertar as contas, e vai trazer justiça, e vai eliminar o mal, e vai colocar o seu reino na terra,
antes disso tem que vir o mensageiro, e é algo que é tão tremendo assim de pensar, nós não vamos consertar o mundo antes de Jesus voltar, nós não vamos ver essa justiça que nós ansiamos.
"O Senhor que vocês desejam", ele fala no capítulo 3, "o Senhor que é o seu desejo", esse Senhor virá, Ele virá, Ele vai colocar justiça na terra, mas ao mesmo tempo que é Ele que vai consertar, é Ele que vai fazer o que o povo de Israel não conseguiu fazer,
eles não conseguiram ter um casamento com Deus que pudesse trazer luz para todos os povos, um dia vai acontecer, porque os profetas falam
que Jesus vai reinar em Jerusalém, a lei vai sair de lá, e vai ter pessoas olhando para Jesus, e vai ter a nação de Israel e gente remanescente de todas as nações,
vai acontecer algo, precisa acontecer algo, então é uma grande tensão porque esse povo de Deus, esse casamento, esse parceiro de Deus, a noiva de Jesus,
que vai junto com Ele, que vai abrir as portas juntos, a gente nem entende muito como isso vai acontecer, mas mais uma vez o que Deus anseia não é impor a sua autoridade como rei sobre toda a terra,
Ele vai fazer isso, tem gente que vai ter que se dobrar diante de Jesus quando Ele voltar, e não por espontaneidade, mas Ele não quer isso, Ele quer, Ele só vai voltar quando o povo de Israel fala
"Bendito que vem em nome do Senhor", e quando a igreja fala assim "Vem Maranata, vem Senhor Jesus, o Espírito e a noiva", isso tem que acontecer, porque Ele vai fazer o que Ele vai fazer na terra,
junto com a sua noiva, então antes de Ele vir, alguma coisa tem que mudar nesse casamento, então só porque nosso tempo acabou, mas eu vou ler um texto em Isaías capítulo 1,
para falar sobre esse cansaço de Deus, talvez a gente volte na próxima aula a isso novamente, mas eu queria isso que... essa pergunta, essa disputa de Deus sobre Deus se cansar,
eu acho que um dos melhores textos, tem vários outros, mas um dos melhores textos está no primeiro capítulo de Isaías,
e nesse capítulo Isaías fala muitas das coisas, das mesmas coisas que fala em Malaquias,
ele fala, por exemplo, que... Isaías 1, versículo 3, ele fala "O boi conhece o seu possuidor, o jumento, a mangedora do seu dono, mas Isaías não tem conhecimento, o meu povo não entende",
então ele tem essa mesma luta, percebe que não é uma questão de autoridade, não é uma questão de Deus nos obrigar a fazer a Sua vontade,
ele está dizendo onde que está essa relação, onde que está o amor, onde está o casamento, que tipo de casamento que nós temos,
então, no versículo 14, ele fala o seguinte...
Isaías 1, 14... "As vossas luas novas..." que são... era uma solenidade que tinha no início de cada mês,
a lua nova era o início de cada mês... "as vossas luas novas, as vossas solenidades, as festas..."
isso eram coisas que eles faziam de acordo com a lei de Moisés, eles estavam praticando,
isso aqui é muito antes, isso aqui é antes do cativeiro, antes do cativeiro das dez tribos, ele fala assim... "A minha alma as aborrece",
então eu queria entrar só um pouquinho nessa questão assim... o que é que entristece Deus, o que que causa desgosto,
o que que faz com que as nossas palavras sejam palavras que irritam, que não trazem, não é porque Deus não está dizendo assim...
"Eu não suporto mais vocês, eu não quero, acabou o meu amor por vocês", Deus sempre fala assim... "Eu continuo amando,
eu continuo suplicando para vocês voltarem", mas o que é que traz essa distância entre nós e Deus?
O que que faz com que ele se sinta mal conosco? O que que está fazendo o nosso casamento entrar em crise?
Talvez não seja nem casamento ainda, seja um namoro, mas a nossa relação, ele está estremecida, ele não se sente bem conosco,
ele falou isso em Malaquias, ele falou assim... "Eu queria que vocês fechassem as portas, que vocês não entrassem na minha casa,
é um sofrimento para mim, é um desprazer para mim", então ele disse... "A minha alma aborrece, já me são pesadas, estou cansado de a sofrer".
O que que é que faz Deus sofrer? O que que ele... o que faz ele se cansar de nós? Ele não está cansado de nós,
ele não está aborrecido e não nos quer mais, ele sempre falou com Israel... "Eu continuo amando vocês, eu continuo suplicando para vocês voltarem",
mas o que é que quando nós fazemos as coisas certas, nós cumprimos as solenidades, nós fazemos o que é ordenança de Deus fazer?
Por que? Por que Deus fica aborrecido? Porque ele se cansa das nossas reuniões, das nossas palavras, o que que é?
Pelo quê? Versículo 15... "Quando vocês estendem as suas mãos, escondo de vós os meus olhos, sim quando multiplicares as vossas orações não as ouço,
porque eles chegavam..." onde que fala isso? "Vocês chegam com as suas... com a sua voz, com as suas palavras, vocês chegam para perto de mim,
mas o seu coração está longe de mim". O que Deus não suporta é de rotina sem coração, o que Deus não suporta é de uma religião superficial,
de praticar essas coisas, por isso que ele fala assim... "Seus mãos estão cheias de sangue, eu quero que vocês venham de coração",
nos versículos anteriores ele já tinha falado assim, que vocês chegam mas não de coração, e aí no versículo 18 ele fala assim...
"Vamos conversar, vinde então, arrasuemos, Deus quer conversar", ele está falando que ele está enojado, que ele está triste,
mesmo no... Jesus citou isso quando ele falava com os fariseus... "Vocês chegam perto de mim com os lábios, mas o coração está longe".
Então, nós vamos terminar com essa nota... "O que Deus deseja é realmente o nosso coração". "O que que Deus deseja?" Moisés falou em Deuteronômio 6.
O que que Deus quer, né? Jeremias falou sobre isso... "Eu não quero o sacrifício", Deus queria o sacrifício, o sacrifício é importante,
mas ele não quer, ele não quer o exterior, ele não quer o culto, ele não quer o louvor com os lábios, ele não quer a leitura bíblica só por uma rotina,
ele não quer a oração para cumprir obrigação, ele não quer que pague o dismo só para dizer que está fazendo o que é certo,
Deus não quer as coisas por obrigação, Deus não quer as coisas exteriores, ele quer o coração, então ele fala assim... "Vamos conversar,
ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve". Então, eu só queria terminar com essa afirmação.
O que cansa Deus não é quantas vezes você já pediu perdão pela mesma falha, é claro que Deus deseja que você não fique na mesma situação,
repetindo, dando volta, Deus não quer isso, mas isso não faz Deus, vamos terminar na verdade nesse texto em Isaías 40 em que ele fala que ele não se cansa,
então tem coisas que cansam Deus, mas olha que fala aqui no capítulo 40 de Isaías, e é bem dentro desse mesmo contexto, Isaías 40, versículo 27,
"Porque dizes, ó Jacob, e tu reclamas, ó Israel", isso é Jacob ou Israel falando, "o meu caminho está encoberto ao Senhor", não é no sentido assim de que eu posso pecar e Deus não vê,
olha o que que ele está dizendo aqui, "o meu caminho está encoberto ao Senhor e a minha causa passa despercebida ao meu Deus",
era mais ou menos isso que o povo estava dizendo em Malaquias, Deus deve gostar mais dos maus porque ele não atende minha oração,
Deus deve gostar desse povo mau, ou onde está o Deus da justiça, e é isso aqui que Jacob está falando,
foi assim ó, eu acho que Deus nem me enxerga, porque a minha causa, ele não liga, eu acho que Deus é muito importante, Deus não deve nem se dar conta do que eu estou passando,
e olha aqui a resposta de Deus, "não sabes, não ouviste, o Senhor é o eterno Deus, o criador dos fins da terra, Ele não se cansa",
então nesse sentido, Deus não se cansa, Deus não tem problema de se importar com sua vida, com a minha vida ou conosco coletivamente,
Deus não se esqueceu da igreja, Deus não se esqueceu de Israel naquela época, não se esqueceu de Israel hoje,
Deus não se esqueceu da igreja, Deus não ficou cego para as injustiças, Deus não ficou indiferente com aqueles que praticam o mal,
Deus não está provando as pessoas que fazem o mal, por mais que eles possam falar de Deus, é um discurso,
Deus não é camarada, Deus não é coleguinha de pessoas que praticam o mal, Deus não é injusto,
nós podemos dizer Deus, muitos servos de Deus falaram, "Deus, eu não suporto, como que eu vou esperar?" Deus entende a nossa dificuldade de esperar,
mas não fale que Deus é injusto, não pense que Deus está do lado de quem fala do nome Dele, diz que defende e pratica o mal,
Deus não é amigo de quem pratica o mal, Ele, você pratica o mal, eu pratico o mal, eu peço perdão, Ele não se cansa de nos perdoar,
Ele não se cansa de vir ao nosso socorro, Ele não é apoiador de quem faz o mal e acha que está tudo bem com Deus, isso Deus não suporta,
e Deus não se cansa quando nós não acreditamos nele, quando nós achamos que Ele está sendo injusto.
Onde está o Deus da justiça? Bom, Ele respondeu em Malaquia e nós vamos ver a resposta, Ele vai falar que um dia a justiça será feita,
mas até então nós temos que acreditar que não sabes, não ouviste, o Senhor é o eterno Deus, Ele não se cansa,
Ele não se fatiga e não há quem esquadrinha o seu entendimento e Ele dá força ao cansado,
aí tem essa palavra maravilhosa que os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, esperar no Senhor é acreditar nele,
é acreditar que Ele é justo e acreditar que mesmo que a gente não entenda, mesmo que a gente não saiba o que Deus está planejando fazer, como Deus vai acertar as coisas,
Ele vai acertar e Ele vai trazer o seu reino de justiça.
Senhor, nós queremos ter essa firmeza e essa perseverança e essa clareza de que o Senhor jamais se cansa de ouvir as nossas petições,
por mais que nós sejamos fracos e repetitivos, mas não repetitivos no sentido de falar uma coisa sem sentimento,
porque o Senhor se cansa quando nós não somos verdadeiros, sinceros, autênticos, o Senhor quer que nós sejamos verdadeiros contigo,
o Senhor quer que nós acreditemos e confiemos em Ti, que nós esperemos em Ti e que nós os servamos com dedicação, com coração, porque o Senhor é um Deus que quer que nós entremos nesse relacionamento de casamento,
o Senhor quer que nós sejamos amigos, o Senhor quer relação de pai, relação de noivo, relação de amigo, relação de quem está junto,
porque nós queremos estar do Teu lado nessa grande consumação de todas as coisas que o Senhor vai fazer e pedimos isso que o Senhor nos renove a medida que nós esperamos em Ti, em nome de Jesus.

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