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Aula 01 – Vol.34 – O Povo de Israel na Dispersão – Ester

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Hoje iniciaremos o livro de Ester. É um livro muito diferente dos outros livros deste período histórico da Restauração ou do retorno do exílio. Enquanto Esdras e Neemias contam a história daqueles que voltaram das terras do cativeiro para restaurar o templo e as cidades em Israel, Ester conta a história de quem não voltou, ou seja dos judeus na dispersão. Será que Deus tinha um propósito para eles também?

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17/09/23 – Ester (Introdução) – Baixardo áudio.


 

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Hoje nós vamos começar um novo capítulo, não é um capítulo do mesmo livro, nós vamos começar um novo livro, estamos dentro do mesmo período que nós estamos chamando de restauração, retorno do exílio, segundo templo, é um período longo, até a destruição do templo no ano 70 depois de Cristo, é chamado período do segundo templo.
Porque durante todo esse tempo, desde quando foi reconstruído o templo em 520 antes de Cristo, até 70 depois de Cristo, tinha esse segundo templo, depois da destruição do templo de Salomão.
Então nós estamos dentro desse período, nós estamos começando um livro novo, que é o livro de Ester, pode parecer uma guinada, uma mudança meio brusca, porque nós estávamos estudando, na sequência, nós estávamos estudando o livro de Zacarias, Zacarias faz parte desse período, só que nós estávamos estudando as profecias dele.
Então, nas últimas aulas, nós estávamos falando sobre a segunda vinda, sobre o reino milenar, estávamos falando sobre coisas que não aconteceram ainda.
E agora nós voltamos para a história, porque nós estamos seguindo a linha cronológica da história no tempo antigo, antes da vinda de Jesus, todo esse tempo do primeiro testamento, então dentro desse período da volta do cativeiro, depois do cativeiro de Babilônia, nós estávamos estudando Zacarias e agora nós vamos iniciar Ester.
Então são assuntos bem diferentes, o livro de Ester é diferente, então nossas aulas vão mudar bastante no conteúdo, na atenção, no foco em relação às últimas aulas de Zacarias.
Mas já já vamos dar o contexto, na aula de hoje nós nem vamos iniciar o primeiro capítulo de Ester estudando versículo por versículo, porque nós vamos dar mais esse contexto, nós vamos dar mais uma introdução a esse livro de Ester,
e o assunto que está aqui para nós podemos nos situar, a medida que formos estudando o livro essa introdução vai ser muito importante, vamos orar.
Senhor, nós dependemos sempre de Ti, porque as coisas que o Senhor revela, as coisas que o Senhor deixou escritas, registradas para nós, são fatos históricos, são relatos, a história de Ester é uma história que nós já conhecemos,
mas estamos procurando entender o que essa história significa no contexto maior do teu plano de redenção para toda a humanidade e naquela época específica queremos entender, queremos conhecer mais do Senhor como o Senhor age e o que o Senhor estava fazendo, qual o teu propósito naquela época.
Pedimos a tua ajuda para isso e que o Senhor nos ajude a compreender, a ter revelação, a ter entendimento, porque aquilo que o Senhor escondeu de certa forma dentro dessas histórias é muito importante para nós, nós queremos acessar, queremos ter o conhecimento que o Senhor quer nos dar por meio da Tua Palavra, pedimos isso com todo o nosso coração, em nome de Jesus, amém.
Eu estou providenciando, estou colocando aqui no grupo onde você está acessando essas aulas, você tem dois arquivos que acompanham essa aula, um arquivo é o esboço que nós vamos seguir, provavelmente nós vamos cobrir todo o esboço dessa primeira parte de Ester nessa aula de hoje,
e tem também uma cronologia que nós já colocamos quando nós iniciamos o livro de Esdras, então eu coloquei aqui nessa folha, mas se você tiver o arquivo é bem mais completo, mais bonitinho, mais fácil de analisar.
Mas a primeira coisa que nós queremos ver em relação ao livro de Ester é onde que esse livro se encaixa, que período de história, que tempo é esse, como que nós podemos entender o livro de Ester não como uma história isolada, claro que vale muito a pena estudar o livro de Ester, tem filmes sobre a vida dela,
é uma das grandes histórias na Bíblia, um grande livramento, uma vida não só de Ester, mas de Mordecai, tudo que acontece nesse livro é uma história tremenda como várias outras histórias na Bíblia,
mas nós estamos estudando todas essas histórias, toda essa sequência dentro de um contexto do plano de Deus, do plano de redenção, porque a Bíblia foi escrita assim, o objetivo, a compilação da Bíblia tem esse objetivo.
Agora é quando nós, eu mesmo por muitos anos, quando eu lia esses livros, a gente lê na sequência que está na nossa Bíblia, então a gente lê Esdras, Nehemias e Ester, na nossa Bíblia vem nessa sequência.
Então por muito tempo eu tinha a forte impressão que a história de Ester veio depois de Nehemias, primeiro a história de Esdras, depois a história de Nehemias, tudo que está relatado nesses livros e depois a história de Ester.
Mas na verdade, como nós já vimos, como já expliquei, em aulas assim dentro do livro de Esdras, o livro de Ester acontece dentro de um intervalo que existe, um intervalo histórico existe dentro do livro de Esdras entre o capítulo 6 e o capítulo 7.
Na nossa sequência nós já estudamos Esdras de 1 a 6, porque o livro de Esdras conta dois períodos bem diferentes, de 1 a 6 é o livro de Esdras, mas Esdras não aparece nesses primeiros seis capítulos porque ele não tinha nascido ainda.
Então isso acontece bem, os primeiros seis capítulos contam uma história do retorno, primeiro retorno do cativeiro e a história de Zorobabel, de Sumos Acerdotes, Josué, dos profetas, Ageu e Zacarias, então tudo isso acontece dentro do período dos primeiros seis capítulos de Esdras.
Aí no capítulo 7 de Esdras começa a história desse personagem, desse sacerdote Esdras.
Esdras veio no segundo retorno, no segundo período, vários anos, décadas depois do primeiro retorno, mas no intervalo histórico, o intervalo de anos que existe entre o final do capítulo 6 de Esdras e o início do capítulo 7 é nesse período histórico que acontece a história de Ester.
Então se você olhar nesse arquivo, nesse diagrama que vocês têm, vocês devem ter acesso, ou para acompanhar aqui nessa folha, nós podemos ver da seguinte forma, então aqui no meio nós temos a linha histórica, aqui tem os capítulos correspondentes da Bíblia.
Então o primeiro retorno, quando Ciro deu aquele decreto e liberou os cativos, os que tinham sido levados ao cativeiro por uma outra potência, Ciro é rei da Pérsia, Ciro conquistou Babilônia, foi Babilônia que levou o povo de Judá para o cativeiro no tempo de Nabucodonosor.
Então, anos depois, Ciro invadiu, depois que Nabucodonosor já tinha morrido no tempo de Belsasar, então Ciro invadiu Babilônia e ele já tinha conquistado vários territórios, mas aí ele conquistou tudo que tinha no império babilônico, ele conquistou mais ou menos no ano de 539 antes de Cristo.
E aí ele fez o decreto liberando, não foi só com Israel, com o povo de Israel, ele também liberou outros povos que tinham sido levados para o cativeiro, liberou para voltarem para suas respectivas terras.
Depois vem Esdras de 3 a 6 contra a reconstrução do templo, então isso aconteceu poucos anos depois, mas assim Ciro já tinha morrido, ele morreu numa batalha, então já tinha um outro rei, Dario, Dario não era da linhagem de Ciro, nesse diagrama mais completo você vê que tem um rei filho de Ciro chamado Cambyses,
mas ele governou por pouco tempo, 8 anos, então ele não aparece nas histórias bíblicas, então a reconstrução do templo, a finalização da reconstrução do templo aconteceu nesse período do outro rei da Pérsia chamado Dario.
E aí depois então que vem esse período que nós vamos começar a estudar agora. Então aqui você vê assim uma sequência de reis da Pérsia, Ciro depois Dario, no livro de Ester o rei é chamado de Asuero, mas isso seria um nome mais hebraico, uma tradução, vamos dizer assim hebraica, do nome dele.
O nome dele em persa, nem vou arriscar que é mais complicado para pronunciar, esse nome Xerxes é o nome que ele é conhecido na história, mas é o nome grego, esse nome eu acredito que ficou mais famoso, mas é mais usado para esse rei por causa de um historiador, talvez você já tenha lido alguma coisa ou ouvido falar dele,
ele é chamado primeiro grande historiador, tipo pai da história, um historiador grego chamado Heródoto. Heródoto nasceu mais ou menos nessa época, mas ele escreveu alguns anos depois, mas foi ele que registrou bastante coisa sobre esse rei Xerxes
e as coisas que ele escreve e outros achados arqueológicos, outros registros, confirmam bastante a história do livro de Ester, não tem o nome de Ester nesses registros, Heródoto ou nenhum outro, não aparece o nome de Ester,
mas os fatos históricos desse livro, vários fatos históricos confirmam, o livro de Ester bate muito com os achados ou os registros históricos.
Então depois do rei Xerxes vem o filho dele, Artaxerxes, e ele que é o rei durante todo o resto do livro de Esdras, quando Esdras voltou no segundo retorno e também no tempo de Nea Mias.
Então isso aqui é só um rápido contexto histórico para a gente entender onde que o livro de Ester se encaixa, onde que esse período histórico se encaixa para nós nos situarmos.
Isso é muito importante, não para uma leitura avulsa, se você ler o livro, a história de Ester e tudo que acontece aqui, você consegue tirar muito proveito,
todas as histórias bíblicas contêm muitas lições, muitas aplicações, você consegue fazer muita aplicação pessoal, conhecer o livramento de Deus, saber sobre o que Deus fez,
isso não depende para você tirar esse proveito, você não precisa necessariamente ter esse entendimento que estou colocando aqui sobre o contexto histórico, a sequência cronológica.
Mas para entender que o nosso grande objetivo nesses estudos, do estudo sistemático é entender o plano de Deus, como que Deus desenvolveu seu plano, o que Deus estava fazendo,
como que esse livro não só se encaixa no tempo cronológico, mas como que essa história se encaixa dentro dos propósitos de Deus.
E nós vamos falar mais sobre isso daqui um pouquinho, mas desde o início eu quero enfatizar que esse livro, que é diferente em muitos aspectos,
nós já vamos falar sobre várias características singulares, como que Ester, o livro de Ester, a história que é relatado aqui, como que isso é diferente,
é realmente bem peculiar, bem singular, o livro e a história.
Mas uma das coisas principais que eu já vou colocando aqui já no início, é que todos os livros sobre esse período, esse período eu já falei, nós chamamos de restauração,
é tudo que aconteceu entre, o que que a Bíblia registra da história do povo de Israel, registra o cativeiro na Babilônia,
que é o final dos livros de Segundo Rei, Segundo Crônicas e Jeremias, os profetas do cativeiro, Ezequiel, Daniel.
Então nós temos o período do cativeiro e depois do cativeiro nós temos esse período de mais ou menos 100 anos,
bem assim aproximado, mas mais ou menos 100 anos entre o retorno do cativeiro e o final das escrituras do primeiro testamento, chamada também de escrituras hebraicas, nós chamamos de velho testamento.
Então mais ou menos 100 anos, porque quando chega aqui nesse final aqui, 433, 400, mais ou menos esse período aqui que eu coloquei na Jeremias, mas também é a data do profeta Malaquias,
que é o último livro, então essa é a última parte que é registrada nas escrituras, então aí nós temos aqui o chamado de 400 anos de silêncio,
é silêncio no sentido que não tinha um profeta e nós nos livros canônicos da Bíblia nós temos outros livros como os livros dos macabeus que relatam o que aconteceu depois
e tem os livros da história que a gente pode pesquisar, mas na Bíblia nós não temos nenhum livro, nenhum relato bíblico sobre esses últimos 400 anos antes da vinda, a primeira vinda de Jesus.
Então esses 100 anos são chamados anos de restauração, são o período de retorno do exílio e esse primeiro período em que eles voltaram para a terra e o que nós temos registrado em Esdas e Nehemiah são três retornos,
retorno de Zorobabel, retorno de Esdas e o retorno de Nehemiah, nós temos três retornos, é claro que pode ter havido grupos menores, outros retornos, mas esses são os três retornos principais,
são registrados na Bíblia que documenta grupos de pessoas que estavam do povo de Israel que voltaram, essas pessoas voltaram, foram liberados e voltaram para a terra da promessa, a terra de Israel.
Então todos os livros desse período, quais são os livros bíblicos desse período histórico? Esdas, Nehemiah, Esther e os profetas Ajeu, Zacarias e Malakias.
Então nós temos seis livros bíblicos que contam esse período, que são relacionados com esse período de 100 anos a partir do retorno do cativeiro.
Desses seis livros nós vamos começar a estudar o livro de Esther e o que é diferente do livro de Esther, assim várias coisas, mas o que eu quero enfatizar, que é o único livro dos seis, é o único livro que não relaciona, não relata, não conta nada, nada, nada sobre restauração,
é o período de restauração, mas o livro de Esther não fala sobre restauração, o livro de Esther não fala sobre retorno do cativeiro, o livro de Esther não fala sobre reconstrução do templo ou dos muros de Jerusalém,
ou do povo saindo e voltando para terra, nada sobre isso, pelo contrário, esse livro relata as coisas que aconteceram na capital do império persa, na cidade de Susã, uma das cidades que os imperadores persas usavam como capital,
então todos os acontecimentos e até o que se relaciona com o império persa, mas nem faz menção, não faz menção de Israel, não faz menção de templo, não faz menção de sinagoga, não faz menção de culto a Deus e não faz menção de Deus,
o nome de Deus não aparece nesse livro, então é um livro muito diferente, é um livro com foco diferente, mas graças a Deus que está aqui nas Escrituras, porque tem, lógico, tem uma razão para isso e tem uma contribuição muito especial,
então se você estiver com o seu esboço que nós colocamos aqui, nós vamos falar rapidamente agora sobre essas características, já falei sobre vários deles, mas vamos falar um por um, então algumas características especiais do livro de Esther,
então primeira característica que é um de apenas dois livros na Bíblia, tem dois livros na Bíblia que tem o nome e a história de uma mulher, o livro de Ruth e o livro de Esther, então nós temos esses dois livros e depois um pouquinho mais adiante nessa aula vou relacionar as duas histórias,
não tem aparentemente nada a ver, porque Ruth aconteceu muitos anos antes, no tempo dos juízes, antes dos reis, antes do livro de Samuel e Esther aqui nesse outro período, e é interessante, nós vamos comentando sobre isso,
tem coisas que evidentemente a gente não tem uma razão assim, não tem uma explicação talvez, mas nós sabemos que o livro, a Bíblia foi escrita por vários autores, é uma compilação inspirada por Deus, Deus tem razões para cada livro e cada parte da história,
mas não tem nenhum livro com o nome de Samuel, só uma partezinha pequena de 1º Samuel que conta sobre a vida de Samuel, não tem nem grandes relatos biográficos sobre Samuel, mas nós não temos um livro chamado Moisés, nós não temos um livro chamado Abraão,
nós não temos um livro chamado José, tem histórias sobre esses homens, Davi tem uma biografia extensa sobre Davi, mas é interessante que nós temos dois livros na Bíblia com o nome e com a história de uma mulher,
então isso é uma coisa bem significativa, nós vamos voltar depois a falar mais sobre qual a importância desses dois livros e o fato de ter a história dessas duas mulheres.
Segunda característica que eu já mencionei, acho que muita gente sabe, é que é um livro que não tem o nome de Deus, e olha, eu nem sabia isso pesquisando esses dias, preparando essa aula, eu nem estava ciente de que tem um outro livro na Bíblia também que não tem o nome de Deus, que é o livro de Cantares,
então nós temos na verdade dois livros que não mencionam o nome de Deus, Cantares é toda assim como se fosse uma alegoria também, também não, porque o livro de Esther não é alegoria, o livro de Esther é uma história,
mas Cantares tem também uma característica bem diferente daquilo que o propósito e a natureza do livro, que às vezes é até mais fácil você entender que Cantares, porque está falando sobre a relação entre o rei Salomão e essa Tsunamita e tal,
mas o livro de Esther não ter o nome de Deus, assim, chama mais atenção do que o livro de Cantares, porque o livro de Esther conta uma intervenção de Deus, conta, nós vamos vendo isso à medida que formos estudando o livro,
mas o livro de Esther, nós podemos dizer que é um livro que conta a respeito não de uma intervenção como quando Deus abriu o Mar Vermelho para o povo sair do Egito, não é esse tipo de intervenção, mas não é menos sobrenatural,
as coisas que aconteceram, as coisas que são relatadas no livro de Esther são coisas fantásticas, como Deus mudou, como uma trama para exterminar toda a raça, não era em uma nação só,
como o rei da Pérsia governava sobre todo o mundo conhecido naquela época no livro de Esther, no primeiro versículo do livro fala que é desde a Índia, não tinha esses países com os limites geográficos de hoje, lógico então,
mas a região da Índia que fica bem ao oriente, até ali eles não, a Pérsia nunca conseguiu conquistar a Grécia, mas governava sobre a parte que hoje é Turquia, sobre o norte da África, toda a parte do Oriente Médio, acho que talvez não Arábia Saudita,
mas eles governavam sobre uma extensão muito grande, vários países de hoje, e houve um plano satânico de exterminar, de aniquilar totalmente o povo judeu de onde viria o Messias, o Cristo e todo o plano de Deus,
que Deus ainda não terminou dentro do seu plano de redenção, e que a nação de Israel tem uma parte, então Satanás sempre tenta impedir o plano de Deus, ele queria eliminar todas as crianças pequenas quando Jesus nasceu,
para evitar que o Messias pudesse fazer a sua obra, ele quer eliminar a nação de Israel várias vezes na história, recentemente com o Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial,
então Satanás tem esse plano de impedir que Deus termine a sua estratégia, então o Livro de Esther conta como só Deus poderia ter mudado isso,
nenhum homem, ninguém poderia ter feito, nenhum grupo de homens, nenhuma estratégia poderia ter feito isso, mas o Livro de Esther conta tudo isso sem falar do nome de Deus,
então é algo muito tremendo que nós vamos acompanhando, tem uma razão, mas assim, para mim principalmente, é assim, é Deus, ele quis nesse livro fazer algo de uma forma bem diferente,
para que nós pudéssemos descobrir, como nós precisamos descobrir na nossa vida e nos acontecimentos contemporâneos, nós precisamos descobrir a ação de Deus muitas vezes quando nós não vemos,
nós não vemos nos acontecimentos atuais, nós não vemos Satanás abertamente, mas tem coisas que ele que está fazendo e nós não vemos Deus intervindo na história,
vai haver nos últimos tempos, vai haver intervenções, vai haver algo assim que você vai poder identificar a mão de Deus, mas tem muitas coisas na maioria da história,
na maioria das coisas que acontecem na nossa vida e nos tempos atuais, nós não vemos Deus, então, Esther, para mostrar como a gente pode descobrir a mão de Deus,
não agindo necessariamente numa intervenção visível, numa intervenção que você consegue ver que foi isso aí, foi Deus, você não vê isso com seus olhos, mas você percebe claramente,
e esse livro vai nos mostrar isso sem mencionar o nome de Deus, então é uma coisa também maravilhosa, algumas pessoas críticas, né, sempre tem pessoas que estudam e que criticam,
acham que Deus, a Bíblia não é a palavra de Deus, a Bíblia, às vezes as pessoas criticam uma parte da Bíblia, não, esse aqui tem fundamento histórico, esse aqui é confiável como história, mas não como inspiração,
tem muitos críticos, muitos estudiosos que não tem uma visão boa, correta da inspiração de Deus, das Escrituras, por meio do Espírito Santo,
e alguns tentaram, sempre tem, tem até hoje pessoas que dizem, não, Esther não pode ser um livro inspirado por Deus, porque nem fala o nome de Deus, mas sabemos que isso aí não é um argumento correto.
A terceira característica especial do livro de Esther, ela é a terceira pessoa na história bíblica que ocupa um lugar de destaque num governo que não é o governo do povo de Deus,
tem muitos reis e juízes e líderes do povo de Deus, tem muitos que, assim, sob liderança, sob governo, tem muitos exemplos na Bíblia, Moisés era alguém que governava, liderava o povo de Deus e todos os juízes, os reis,
mas nós temos três pessoas, três pessoas, e na verdade tem uma quarta pessoa também, mas que não é exatamente igual, mas poderíamos falar de quatro pessoas na história bíblica que ocuparam posições de grande autoridade num governo do mundo,
e não era qualquer governo, principalmente essas três pessoas, que é a terceira, essas três pessoas ocuparam um lugar, segundo lugar, em segunda posição, maior posição de autoridade, então José do Egito, Daniel e Esther,
são três exemplos e depois a quarta pessoa seria Nehemiah, que ele não ocupava um cargo de administração, ele era um copeiro, mas ele tinha muito acesso ao rei, Nehemiah era próximo desse rei Artaxerxes aqui,
então Esther é a terceira personagem, que é um exemplo bíblico de alguém e que nós poderíamos, quando nós pensamos em um cristão, um servo de Deus, um discípulo de Jesus,
pode ocupar um lugar no governo, política, ser um presidente, um primeiro ministro, então nós temos três exemplos, três modelos que nós podemos utilizar e Nehemiah também ajuda bastante a entender,
porque ele foi enviado como governador, Zorobabel também, mas nós não temos muita informação sobre Zorobabel, mas enfim, vamos comparar rapidamente,
depois nós vamos ter oportunidade para entrar em mais detalhes, mas tem uma semelhança muito, assim, a primeira semelhança entre José lá no Egito, Daniel na Babilônia e Esther na Pérsia,
mas todos os três estavam abaixo somente do rei, eles estavam no segundo mais alto cargo do império, José só abaixo de Faraó,
Daniel só abaixo de Nabucodonosor e depois dos outros que sucederam, Esther a rainha, Esther é um pouquinho diferente porque ela não tinha um cargo administrativo,
Esther não mandava no império, não era como José e Daniel que eles tinham, na verdade, José por exemplo, a Bíblia relata que Faraó quase nem tomava conhecimento,
José que fazia as coisas principalmente em relação a aqueles anos de escassez e depois dos anos de plenitude, então, mas Esther ela é um desses três exemplos de alguém que ocupava um lugar de grande autoridade,
e Mordecai, seu primo que aparece, ele também acabou ocupando um lugar de grande autoridade, ele já até mais nessa questão administrativa,
então só para assim depois nós vamos continuar analisando isso, o que isso pode nos ensinar sobre o propósito de Deus de ter seus discípulos, seus filhos, seu povo, pessoas que representam Deus na terra,
qual o propósito de Deus de ter alguém assim no governo e uma das coisas assim que no mínimo nós precisamos prestar atenção é que todos eles foram enviados por Deus,
eles estavam naquele lugar por uma ação de Deus, por uma providência de Deus, mas eles não entraram no governo, eles não foram colocados no governo do Egito, da Babilônia ou da Pérsia,
para mudar o governo ou a sociedade, eles foram enviados para dar um testemunho e para exercer uma função importante para o plano de Deus na terra,
José não mudou o governo, o país ou o império do Egito, Daniel não mudou, nem Babilônia nem Pérsia, a Esther também não mudou,
então isso é algo que precisamos prestar bastante atenção porque são os modelos bíblicos que nós temos de alguém que entrou por uma razão, por um propósito de Deus, dando testemunho,
essas pessoas, essas três pessoas são exemplos bíblicos de integridade, de santidade, de fidelidade a Deus,
então foram pessoas que não se contaminaram com o Espírito do mundo, com o desejo, a ganância por poder, por controle, por riqueza, por nada disso,
então são exemplos muito grandes para nós de um verdadeiro testemunho no meio do sistema do mundo.
Número 4, Esther é um de três livros na Bíblia que narra eventos fora da terra prometida, porque desde o primeiro livro da Bíblia, Gênesis, chamado de Deus para Abraão, a história de Abraão,
e o primeiro testamento é todinho sobre a história de uma nação, de um povo que Deus separou para ser um instrumento dele na terra,
então a grande maioria dos livros, os livros históricos, os livros proféticos, os outros livros, única exceção, eu vou citar aqui três livros que falam a respeito do povo de Deus relacionado com a terra,
porque o reino de Deus, o conceito de reino, o propósito de Deus de estabelecer seu reino é na terra e ele precisa de um povo, o povo é muito mais importante do que a terra,
porque o propósito do reino de Deus é intimamente, essencialmente ligado a uma terra, e porque o propósito de Deus não é fazer um reino de pessoas flutuando pelo espaço, numa dimensão espiritual sem a substancialidade de estar na terra,
e a manifestação de Deus na terra, toda a criação, tudo que Deus propositou fazer com essa terra tem a ver com lugares físicos e com manifestação e com o corpo,
então a história da Bíblia, a história da redenção é inseparável da história da promessa da terra prometida,
então nós temos três livros na Bíblia, este é um deles, que relatam a situação do povo de Deus fora da terra,
então nós temos dois livros do cativeiro babilônico, que são Ezequiel e Daniel, foram os dois livros, esses dois livros desde o primeiro capítulo,
Daniel foi levado como cativo para Babilônia, toda a história de Daniel, Daniel não voltou, ele estava vivo quando o Ciro deu a proclamação que podia voltar,
mas Daniel não voltou para a terra prometida, toda a história dele é fora da terra, dentro do cativeiro.
O livro de Ezequiel também, Ezequiel é um profeta que já começa a profetizar lá na Babilônia, então esses dois livros são os livros do cativeiro,
Jeremias fala sobre o início do cativeiro, mas Jeremias nunca foi para o cativeiro, Ezequiel e Daniel nunca voltaram para a terra, mas Jeremias nunca saiu,
ele acompanhou os cativos para o povo de Israel, para o Egito, mas ele nunca foi para a Babilônia, então desses três livros,
só vou mencionar que o livro de Jó é um livro que aparentemente foi mais ou menos a mesma época de Abraão, então não tinha ainda essa história da terra prometida,
não sabemos se Abraão foi um pouco antes ou um pouco depois, mas o livro de Jó também, nós podemos até colocar como o quarto livro,
eu não estou colocando a mesma classe porque esses três livros foram depois, depois de ter uma terra, depois de ter um povo,
aí esses três livros falam sobre a situação do povo de Deus fora da terra, mesmo nesses três sendo um dos três, eu já mencionei,
o livro de Esther é diferente porque os livros de Ezequiel e Daniel foram escritos, era um período de cativeiro, o povo não tinha escolha,
eles estavam no cativeiro porque Deus determinou e eles tinham que ficar lá, eles não tinham liberdade para sair,
o livro de Esther nós não chamamos de tempo de cativeiro, o cativeiro tinha acabado, anos antes, 50 anos, pelo menos antes do livro de Esther, Ciro tinha dado aquela ordem e o povo estava livre para voltar,
o livro de Esther nós chamamos da dispersão ou diáspora, os judeus, o povo de Israel estava nesse lugar,
Esther, Mordecai, todos os judeus que estavam, que nós encontramos nesse livro, eles estavam lá, mas se eles quisessem eles poderiam ter voltado, eles estavam livres,
então a grande pergunta que nós, esse livro não responde essa pergunta em si, mas a grande pergunta é quem ficou, quem decidiu não voltar,
quem tinha a opção de voltar para a terra prometida e não voltou, isso significa que eles estavam fora do plano de Deus,
então nós vamos discutir um pouco sobre isso ainda nessa aula, mas essa é uma das principais marcas, é uma característica que não dá para entender a história de Esther,
esse relato, sem entender esse contexto, eles estavam lá, não estavam mais no cativeiro, eles poderiam ter voltado para a terra de Israel, mas eles estavam,
na verdade, tinha muito mais gente que não voltou do que o número de quem voltou, então assim, mesmo nessa época só tinha acontecido um retorno,
um grupo tinha voltado, os outros dois grupos voltaram depois do tempo de Esther, mas esse número de pessoas que viviam lá era muito maior,
era um número muito grande de judeus que estavam vivendo nessa dispersão, então esse é o número quatro e eu já falei sobre o número cinco também, que Esther é o único livro na Bíblia que trata do povo judeu na dispersão e não no cativeiro,
então três livros falam sobre o povo de Deus fora da terra, mas só o livro de Esther fala sobre essa época em que o povo poderia ter voltado e não voltou.
E em último lugar, sexta característica especial do livro de Esther, que esse livro não é o único, tem vários livros e se você pesquisar isso, as listas às vezes variam um pouquinho, mas tem vários livros no primeiro testamento que não tem nenhuma citação no novo testamento,
o novo testamento faz muita referência ao primeiro testamento, às escrituras hebraicas, no tempo de Jesus, no tempo dos apóstolos, a Bíblia que eles tinham era o primeiro testamento, eram as escrituras hebraicas, eles só tinham isso, não tinha ainda os evangelhos, não tinha ainda as epístolas,
então os livros, o livro de Apocalipse "Revelações de Deus para João" cita muitos textos no primeiro testamento, mas nem todos os livros do primeiro testamento foram citados, então Esther não é o único, mas Esther é um desses livros.
Por que tem divergência de opinião sobre isso? Porque às vezes, vamos pensar no livro de Juízes, nós não encontramos no novo testamento nenhuma citação de um texto como Jesus, ou um apóstolo, ou alguém fazendo uma citação do livro de Juízes,
mas cita nomes, por exemplo, no livro de Hebreus, ele cita Gideão, cita Sansão, então tem personagens que são citados, e às vezes tem um texto no novo testamento que é muito semelhante a um versículo no primeiro testamento,
então tem divergência se é realmente, se o autor estava citando diretamente ou não, então tem algumas divergências, mas vamos dizer a seguinte, que Ruth, vamos citar alguns livros que não tem citação no novo testamento,
Ruth, esses três livros da Restauração, Estras, Nehemias e Esther, nenhum dos três tem citação no novo testamento, os livros de Eclesiastes e Cantares também não tem citação,
e tem alguns profetas menores, Obadias, Naum, Sophonias também não tem citações no novo testamento, então, mas Esther então é um livro, agora o que eu poderia chamar mais atenção é o fato, nós vamos ver isso depois,
mas um dos objetivos do livro de Esther, assim, o principal objetivo do livro de Esther é mostrar o livramento de Deus, contra esse plano que o diabo teve naquela época, mas ele sempre tem, até hoje ele tem,
o objetivo de exterminar o povo que Deus escolheu para usar como seu instrumento, então o grande objetivo do livro de Esther é mostrar esse livramento, mas esse livramento que é relatado no livro de Esther,
gerou, é por causa desse livramento, surgiu uma festa, uma festa judaica que era celebrada até hoje, que é a festa de Purim, nós temos sete festas no livro de Levítico,
sete festas bíblicas que vão desde o primeiro mês, se considerar o mês da Páscoa como o primeiro mês, Deus falou assim, esse vai ser o primeiro mês do ano para vocês,
então para nós, assim, como o calendário judaico não coincide com os nossos meses, as datas mudam um pouquinho, mas não muito, então a Páscoa acontece geralmente em final de março ou mês de abril,
então se o primeiro mês, o mês da Páscoa, até o sétimo mês, que é exatamente esse período que nós estamos agora, inclusive, ontem seria o primeiro dia do sétimo mês nesse ano de 2023,
então nós estamos agora no sétimo mês desse calendário judaico, então tem sete festas que abrangem esse período, além dessas sete festas, os judeus hoje celebram mais duas festas,
uma dessas duas, uma delas não consta nas nossas escrituras, porque é a festa que surgiu no tempo dos macabeus, que é a festa de Hanukah, que houve um milagre naquele tempo das luzes,
que o candelabro ficou aceso mesmo sem ter azeite e tal, então essa festa, ela não é, a origem dela não é citada na Bíblia, mas no Evangelho de João cita que Jesus foi ao templo em Jerusalém nessa época da festa de Hanukah,
então é uma festa mencionada na Bíblia, mas como o período dos macabeus não está nas escrituras aqui, nós não temos a origem dela na Bíblia,
e então nós temos, essa é uma das festas que veio depois das sete, e a outra festa, essa festa de Hanukah acontece geralmente no nosso mês de dezembro, e a outra festa é essa da festa de Purim, que aconteceu, essa tem a origem,
a origem dela está em Ester, mas nós não temos uma menção dela no Novo Testamento, então de alguma forma ou de outra, essas outras duas festas são mencionadas na Bíblia,
Hanukah no Evangelho de João e Purim não fala no Novo Testamento, mas tem a origem dessa festa no livro de Ester, a festa de Purim acontece no último mês do ano judaico,
então o primeiro mês que cai geralmente em abril, a festa de Purim entra em final de fevereiro ou março no nosso calendário atual, ok? Então só para entender que esse livro tem esse objetivo de relatar como começou essa festa de Purim.
Ok, agora seguindo o nosso esboço aqui, eu queria falar rapidamente sobre o objetivo de Deus em contar histórias, isso aqui é um grande assunto, mas eu só vou tocar rapidamente porque o livro de Ester é uma história,
como o livro de Hut, é uma história, nós temos histórias bíblicas, tem a história de Abrão, tem a história de Isaac, tem a história de Jacó, de José, na época de Abrão,
desses patriarcas, não tinha nação de Israel ainda, então tudo estava envolvido, toda a história do plano de Deus estava envolvida, estava relacionada, atrelada à história desses homens, desses patriarcas e suas famílias,
mas a partir dali, a história de Moisés, a história de Samuel, a história de Davi, de Elias, essas histórias elas são sempre relacionadas com um contexto maior,
a Bíblia não conta uma biografia só para contar, tem uma pessoa que é importante na nossa história, conta a história de Davi porque é uma pessoa, um personagem importante na história de Israel,
mas toda a história tem um objetivo e o objetivo maior não é falar sobre a pessoa, é falar sobre o plano de Deus, como aquilo contribuiu,
então em cada história nós podemos tirar, já falei isso sobre Ester, você pode ler a história de Ester sem prestar atenção ao contexto, à sequência, você pode tirar muitas coisas boas,
você pode estudar qualquer vida, vida de Jonas, de um profeta que tem alguma coisa sobre a vida dele, você pode tirar coisas muito boas de uma história de relatos biográficos,
mas sempre lembrando que dentro do plano, do propósito de Deus nas Escrituras, o objetivo não é só falar assim, vamos enaltecer, vamos falar, vamos estudar a vida de tal pessoa,
o objetivo é sempre como que essa história contribui para o plano de redenção, como que isso se encaixa, como que Deus usou essa pessoa e a sua história para avançar os seus propósitos na Terra,
então todo relato biográfico na Bíblia tem uma razão, nós podemos isolar a história de Ruth, que história bonita, independente de qual época que ela viveu e os outros personagens,
que história interessante, ela foi fiel à sogra e depois encontrou um marido, mas qual que é a razão da história de Ruth, em grande parte para mostrar a importância,
a descendência de Davi depois de Jesus que veio por ela, mas também de falar sobre uma pessoa que nem pertencia ao povo de Israel e que se ligou a Israel através de uma revelação,
na verdade ela foi fiel e ela foi atraída e ela se apegou mais à sogra e ao Deus em que ela cria do que aos parentes dela, família, cultura e tudo mais,
então é uma história que tem um significado muito maior do que só pensar numa vida bonita e que nós admiramos,
então sempre a biografia e toda a história contada na Bíblia tem esse objetivo, então quando nós estudamos a vida de Ester,
sim nós queremos ver os desafios, Ester uma órfão, chegou a ser rainha daquele império todo, uma história tremenda, extraordinária, mas qual o propósito disso,
o que Deus estava querendo fazer por meio disso, então esse livramento que originou a festa que é celebrada até hoje também,
agora assim um aspecto que eu só queria tocar assim rapidamente é que a Bíblia inteira, então ela é formada, tem partes da Bíblia nos livros de Moisés que ele registra
os mandamentos de Deus, as ordenanças, os princípios, mas a Bíblia majoritariamente é composta de histórias,
Deus escolheu usar histórias que têm esse significado, que têm esse propósito, não são vidas avulsas, não são pessoas sem conexão, só assim se for pensar,
Jó seria a única exceção no primeiro testamento de uma pessoa que aparentemente não teve nenhuma conexão com o restante do propósito de Deus de criar uma nação,
mas Deus usa histórias para transmitir suas verdades, isso é porque Deus é um Deus relacional, a Bíblia não é um livro de doutrinas, nós que temos transformado a Bíblia em um livro de doutrinas,
nós que extraímos a teologia sistemática da Bíblia, nós pegamos e extraímos daqui princípios e ensinamentos e coisas, mas quando você acompanha uma história,
Deus, todas as coisas cooperem para o bem, nós temos esse versículo na Bíblia, Deus é soberano, Deus faz com que todas as coisas cooperem para o seu grande propósito, isso é um princípio,
e a gente acha aquilo maravilhoso, mas leia o livro de Ester e você vai ser impactado de uma forma diferente, porque é uma história, Jesus contava parábolas, por exemplo, do filho pródigo que eram histórias que ele inventava na hora,
mas a história de Ester, a história de Ruth, elas formam parábolas, mas elas são histórias verdadeiras, então elas são histórias que realmente aconteceram, mas que nos transmitem verdades,
nos ensinam sobre Deus, nos mostram, nos impactam de uma forma diferente, não é, nós podemos extrair algum princípio, mas Deus é um Deus que se relaciona com pessoas,
a minha vida não vai acontecer a mesma coisa que aconteceu com Ruth, com Ester ou com outros personagens bíblicos, mas eu posso aprender a me relacionar com Deus e conhecer mais quem Deus é por meio dessas histórias, ok?
Bom, então agora só nessa parte final, esse aqui é também um tipo de contextualização de quando eu enfatizei então sobre que Ester é um livro que fala sobre o povo de Israel na dispersão,
eu queria dar também um rápido contexto bíblico, tem muitas coisas aqui que a gente não tem como explicar ou saber exatamente como Deus age, mas eu queria colocar isso dentro de um contexto,
é lógico que eu não vou responder isso hoje, a pergunta de será que o povo, Ester, Mordecai e os demais que estavam lá na Pérsia, será que essas pessoas, esses judeus que decidiram não retornar,
podiam ter retornado, mas não retornaram para a terra quando Siru deu aquele decreto, será que Deus estava com eles, Deus tinha um plano para eles,
eles estavam caminhando com Deus ou eles estavam totalmente fora do plano de Deus, o livro de Ester não pretende responder essa pergunta, mas é algo que nós devemos continuar fazendo,
porque na verdade essa história de dispersão, ela existe até hoje, depois do tempo desse retorno do cativeiro de Babilônia, o povo desde Siru, 500 anos antes de Cristo,
até o ano 70 e depois o ano 135 depois de Cristo, o povo podia ficar na terra que Deus deu para eles, a terra de Israel, mas com a destruição de Jerusalém,
e depois mais ainda no ano 135 os judeus foram dispersos, eles não foram levados como no cativeiro de Babilônia, eles não foram carregados, escravizados para um determinado país,
mas a partir do ano 70 e 135, dessas duas datas, eles foram simplesmente expulsos da terra, os imperadores romanos falaram assim, vocês podem ir para onde vocês quiserem,
mas vocês não vão ficar aqui na terra, voltaram a chamar de Palestina e tudo mais, e aí a história dos judeus até hoje, até o século 20, é uma história do povo de Israel na dispersão,
era quase igual no cativeiro, eles não tinham muita liberdade para voltar, alguns judeus, sempre, sempre houve um número pequeno, bem pequeno de judeus que continuou vivendo em Israel mesmo,
durante esses longos séculos, mas era muito difícil, eles não tinham liberdade, os governantes dos árabes, dos muçulmanos, eles não tinham liberdade para voltar para Israel,
mas agora no século 20, no século passado, eles puderam voltar, criaram um estado independente novamente, então hoje nós também temos essa situação semelhante ao tempo de Ester,
porque naquela época tinha dois grupos de judeus, os que estavam na terra e os que estavam na dispersão, então hoje nós temos isso de novo, nós temos judeus no Brasil,
nós temos judeus nos Estados Unidos, em praticamente todos os países, nós temos judeus que resolveram, porque hoje também eles podem voltar, a nação de Israel permite que quem é judeu mesmo,
que possa provar que é de uma família judia, eles podem voltar, aliar, voltar para Israel, mas muitos têm escolhido não voltar, então a pergunta é, para estar dentro das alianças de Deus,
para ser realmente o povo de Deus, é necessário que eles voltem para a terra de Israel, então aqui está no esboço também, eu só queria acompanhar na história esses momentos em que,
de alguma maneira o povo de Deus, o povo de Israel, eles ficaram divididos por alguma razão, as primeiras vezes aqui era uma divisão por escolha,
então desde quando eles entraram com Josué, no tempo de Moisés ainda, no finalzinho do tempo de Moisés em números, nós lemos que Deus deu a Moisés ao povo de Israel, eles venceram dois reis,
o rei dos Amorreus e o rei de Bazã, eles venceram esses territórios que hoje faz parte do país da Jordânia, então duas tribos, Gad e Ruben e metade de Manassés,
duas tribos e meia, falaram, nós não queremos passar o Jordão e entrar na terra prometida, nós queremos ficar aqui porque é um lugar ideal para nossos rebanhos,
e isso foi, Moisés não gostou, foi uma coisa assim, vocês vão ficar meio separados, vocês vão desanimar seus irmãos e na verdade eles ficaram mais afastados,
eles fizeram parte das doze tribos por muito tempo, mas foram as primeiras tribos que foram levadas para o cativeiro, então já foi praticamente sim uma opção secundária,
uma opção que não era ideal, depois nós temos a grande divisão em dois reinos, o reino dividido, depois que Salomão não foi fiel a Deus, Deus avisou,
falou assim, olha, eu vou rasgar o reino, vou tirar dez tribos e vou dar para uma outra pessoa, não para seu filho, então aí nesses dois casos, Deus continuou acompanhando,
temos a história das duas tribos e meia, Deus não abandonou, tem o reino dividido, Deus continuou, mandou Elias, Eliseu, continuou acompanhando as pessoas,
não eram pessoas que deixaram, essas tribos não deixaram de fazer parte do povo de Deus, mas sempre o que eu quero mostrar é que tinha uma espécie de segunda, uma opção que não era melhor,
a segunda opção, às vezes a gente fala assim, é, Deus permitiu, mas não era o ideal, é usado o termo assim, a vontade permissiva de Deus, Deus permite que você faça alguma coisa,
mas não é realmente o melhor que Deus tem para você ou para um grupo de pessoas, esse reino dividido, depois que eles foram para o cativeiro,
eles foram para o cativeiro cento e trinta e tantos anos antes do cativeiro da Babilônia, eles foram levados para o cativeiro pela Síria,
depois disso nós não temos um relato, Deus não acompanhou mais essas dez tribos, é muito mistério, até hoje tem, tem muita especulação sobre quem são as dez tribos,
e tem até a possibilidade agora com DNA de identificar pessoas, talvez até descubra que alguém é descendente de uma dessas outras tribos,
e elas aparecem, tem, acho que Ana no Novo Testamento que era descendente de uma dessas dez tribos, tem, não foram pessoas excluídas, mas as dez tribos como identidade,
de saber quais são, onde que estão, não fizeram mais parte dessa história que Deus acompanhou, ok? Então, durante outra espécie de divisão,
quando veio o cativeiro babilônico no tempo de Jeremias, Deus, tinha uma época que Deus estava dando uma oportunidade para arrependimento,
mas depois chegou uma hora que Deus falou assim, não, está determinado, vai para o cativeiro, não ore mais para que não, para que Babilônia não venha,
para que não vença, porque vai acontecer, e até assim era uma coisa que causava, parecia traição de Jeremias, porque ele falava com os líderes e falava com o povo,
se entreguem, se submetam ao rei da Babilônia, vai ser melhor para vocês, se vocês se entregarem voluntariamente,
se entreguem à Babilônia, eu vou cuidar de vocês lá, e tanto é que, durante o cativeiro, as Escrituras não falam, alguns ficaram em Israel,
ficou um punhadinho, um remanescentezinho, mas não era esse o remanescente de Deus os que ficaram, os que Deus acompanhou foram os que foram para o cativeiro,
então é interessante que Deus acompanha uma certa linhagem, um certo grupo, assim, Deus trabalha mesmo dentro, ele escolheu a nação de Israel, mas quantas peneiras,
quanto afunilamento, quanto assim que Deus pegava um grupo das 12 tribos, praticamente Deus ficou com a tribo de Judá, a tribo de Benjamim e a tribo de Levi,
foram essas assim que Deus continua acompanhando, Paulo era da tribo de Benjamim, ele sabia da descendência dele, então é tudo isso então para a gente pensar agora sobre esse tempo de Ester,
eu não estou dizendo que, a pergunta é, a pergunta é, no tempo de Ester, e isso faz um paralelo com hoje, porque hoje tem esses dois grupos de novo,
desde o tempo, os séculos, desde o tempo que o templo foi destruído, o povo foi disperso, também nós praticamente só tínhamos a história dos judeus na diáspora,
nós não temos relatos sobre judeus que ficaram ao longo desses dois mil anos depois de Cristo, nós não temos histórias de pessoas que ficaram em Israel, pelo menos assim, eu não conheço, não houve um acompanhamento de talvez alguns pouquinho que ficaram em Israel,
qual que é a história dos judeus? A história dos judeus acompanha aqueles que estavam na diáspora, mas como no tempo de Ester nós temos esses dois grupos, alguns retornaram à terra,
e outros, no caso a maioria, ficou disperso pelas nações no tempo de Ester. Hoje, de acordo com as estatísticas, está mais ou menos equilibrado, o número de judeus que moram, que vivem em Israel,
é mais ou menos igual ao número de judeus que vivem pelas nações, mas durante as primeiras décadas, durante o tempo do século XX, tinha muito mais judeus na diáspora do que lá em Israel.
Então a grande pergunta é, será que Deus rejeitou? Será que Deus não acompanha mais? Tem esses afunilamentos, tem essas opções erradas, tem as pessoas que, as duas tribos e meia parece que escolheram uma coisa que não era muito ideal para o plano de Deus.
Será que nós podemos dizer isso, como eu disse, se nós podemos dizer isso no tempo de Ester, se não tivesse o livro de Ester, nós diríamos que Deus só se interessa com aqueles que voltaram,
porque Esras, Nehemiah, Zacarias, os profetas, tudo estava voltado para aqueles que tinham voltado para a terra, mas se nós olharmos até para as profecias, nós acabamos de estudar Zacarias,
ele, como vários outros profetas, mas ele nessa época em que tinha esses dois grupos, Deus falou várias vezes "eu vou reunir". O propósito de Deus, sim, é tirar as pessoas de todas as nações para onde foram.
Deus não vai estabelecer seu reino, já estou praticamente respondendo a pergunta, mas Deus não vai estabelecer o seu reino na Pérsia, dentro desse contexto que nós estamos estudando na história aqui.
Deus no propósito final dele, ao reino dele, vai se estender por toda a terra, mas quando nós pensamos sobre esse plano de Deus, o que Deus vai fazer até a segunda vinda de Jesus,
nós temos, nós os gentios, estamos em todas as nações, mas Deus tem um plano para seu povo e isso tem um paralelo no cumprimento espiritual, porque a mesma coisa que existe entre aqueles que voltaram para a terra
e aqueles que ficaram dispersos, nós temos também na igreja, como nós vimos no templo que estávamos estudando o reino dividido, a nação, o reino de Judá, tinha a capital, a cidade de Jerusalém, o templo,
estava muito mais próximo do plano de Deus, mas as outras dez tribos também faziam parte do povo de Deus, então nós temos essas duas posições, muitos cristãos vivendo em situações que não são o ideal de Deus para nós,
estão mais distantes da prática do reino, da restauração do reino, nós estamos estudando o período de restauração, então é correto.
Hésdras, Zorobabel, Hésdras, Nehemiah, tudo estava focado em voltar para a terra, em restaurar o templo, isso era o propósito de Deus e Deus tem esse propósito hoje com a nação de Israel e também com a restauração da igreja,
então Deus tem algo para aqueles que vão voltar para a posição diante dele e que Deus possa restaurar um protótipo, uma primeira base, um pequeno lugar para o rei Jesus voltar,
mas tem muita gente, geralmente muito mais gente dispersa no meio das nações e no meio das nações, no seu significado, Esther, Mordecai, Deus colocou Esther dentro do palácio como rainha, mas isso significava que o reino de Deus estava chegando para a Pérsia? Não!
Mas ao mesmo tempo, se nós perguntarmos, será que Deus tem algum plano? Será que estes que ficaram dispersos não atenderam a voz de Deus, não quiseram?
Sim, pode ser que muita gente, isso aí Deus é quem sabe da vida de cada um naquela época, se eles receberam o chamado de Deus, se eles ignoraram, se eles não atenderam, nós não sabemos e isso pode acontecer hoje,
mas o livro de Esther, e é isso que eu estou colocando isso como nossa introdução e como algo assim um aperitivo para que a gente deseje, para que a gente leia o livro de Esther com essa pergunta e com essa busca de entender assim,
Deus pode fazer, Deus queria fazer alguma coisa com aqueles que estavam dispersos, tinha um plano dele para essas pessoas, talvez essas pessoas não foram desobedientes à voz de Deus,
se você for olhar essa história de Esther com Mordecai e tudo, eram pessoas que estavam andando muito perto de Deus, mas não estavam envolvidos, aparentemente não foram chamados para fazer parte de uma obra de restauração,
então essa é a nossa introdução para entender como que nós vamos olhar para essa história, como que nós vamos buscar entendimento nessa história tão linda.
Senhor, nós reconhecemos que tem muitas perguntas, nós não podemos dar uma resposta geral para todo mundo, todo mundo devia ter voltado para a terra, qual era a posição de cada pessoa,
claro que nós não temos essa pretensão de querer saber, mas esse livro está nas escrituras, está aqui para nos mostrar que o Senhor está fazendo muitas coisas ao mesmo tempo,
que o Senhor age para restaurar, mas o Senhor age também em outras frentes e em outros contextos, então ajuda-nos Senhor a compreender e a cooperar com aquilo que o Senhor quer fazer
e que o estudo desse livro possa ser importante para nós, nós desejamos e queremos que o Senhor fale conosco, pedimos isso em nome de Jesus, amém.

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