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Aula 04 – Vol.34 – Mordecai e Ester-A Arma Secreta de Deus

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Ester foi claramente chamada por Deus para ocupar um lugar de grande destaque e importância no reino mais poderoso da época. Era realmente uma ovelhinha pura, simples e dócil no meio de homens egoístas e calculistas e de um sistema irremediavelmente opressor e corrupto. Será que ela conseguiria discernir a missão que Deus tinha para ela ali? Será que teria força para resistir às pressões e tentações que quase ninguém, antes ou depois, conseguiu superar? Deus a colocaria naquele lugar sem preparar uma proteção adequada para ela?

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29/10/23 – Ester 2 – Baixardo áudio.


 

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Transcrição · gerada automaticamente

Estamos continuando no livro de Esther. Nós já vimos no capítulo 2 como ela foi escolhida para ser a rainha dentre uma porção de candidatas, não sabemos quantas, e fizemos até uma comparação como se ela fosse uma ovelha no meio de lobos, porque ela é retratada aqui com uma pessoa muito singela, muito...
além de bela, de formosa, mas ela tinha um caráter, ela tinha uma disposição, ela era uma pessoa muito dócil, muito não centrada em si mesma, não vaidosa, uma pessoa assim disposta, como uma ovelha mesmo, como Isaía 53 retrata o próprio Jesus sendo um cordeirinho levado para o matadouro.
Ela estava sendo conduzida para uma situação que poderia ter sido horrível para a vida dela, ela poderia não ser escolhida e não ter um futuro, ser condenada a ficar para sempre numa casa de concubinas, ela poderia ser escolhida como rainha, como foi, mas poderia ser algo terrível para ela,
porque nós já vimos que o rei era uma pessoa muito centrado nele mesmo, ele só queria aquilo que era para seu próprio prazer, o que ele fez com a rainha anterior, a rainha Vasti, no primeiro capítulo foi horrível,
então ela estava sendo enviada para uma missão, ela não sabia que missão, ela provavelmente não fazia nenhuma ideia, Mordecai provavelmente não fazia nenhuma ideia do...
Qual seria o propósito de Deus, Mordecai criou essa prima dele que se tornou órfã e aí o que será que passava na cabeça de Mordecai, o que passava na cabeça de Esther, que situação a gente muitas vezes admira, olha que beleza, Deus escolheu uma judia para ser rainha de todo o império,
mas nós não pensamos nos perigos geralmente, nós não pensamos no ambiente, nós não pensamos na dificuldade de ser uma pessoa reta no meio do sistema, como nós já vimos na vida de Daniel, como ele se manteve puro, sem contaminação,
sem entrar em todas as armas, sem cair nas armadilhas que tem no poder, na fama, na posição, então Esther estava sendo colocada numa situação, ela não fazia ideia porque nós sempre, a gente não sabe o que passava na cabeça dela,
mas nós, se você se colocar no lugar dela qualquer pessoa que chega a uma posição de muito destaque, de muito poder, muitas vezes nós desviamos o propósito de Deus, nós pensamos assim, bom, isso aqui é porque Deus gosta de mim,
que eu sou uma pessoa com muitos talentos, ela poderia pensar na sua beleza, ela foi a escolhida, ela poderia ter caído em muitas situações pessoais e também pelo ambiente,
então nossa pergunta hoje é, como Deus, claro, Deus sabia exatamente o que Ele estava fazendo, esse livro que já mencionamos, esse livro que não menciona o nome de Deus,
é um livro que fala talvez, é um dos melhores, das melhores histórias na Bíblia para falar da providência de Deus, de como Deus coordena as circunstâncias, mas não coordenou para que a Esther fosse admirada e exaltada
e todo mundo ficasse idolatrando a Esther, esse não é o propósito do livro e não é o propósito de Deus para a nossa vida, tudo que Deus faz na nossa vida, claro, Ele quer nosso bem, Ele nos ama,
Ele nos criou com talentos, com características, com dons, mas Ele tem um grande propósito, porque nós fazemos parte, nós somos convidados, como Esther foi, nós somos convidados a fazer parte de um grande plano,
esse plano pode ser que envolva uma projeção, uma importância, uma exaltação, como aconteceu com ela, com Daniel, mas pode ser que o plano de Deus para nós seja que nós fiquemos escondidos,
que nós não sejamos conhecidos ou reconhecidos por ninguém, isso não diminui a nossa importância aos olhos de Deus, não diminui a importância da função que Ele nos deu para fazer e nós não somos,
a gente precisa entender pelo menos um pouquinho do coração de Deus, da mente de Deus para com Seus filhos, nós não somos piões que Deus simplesmente vai jogando de acordo com o Seu propósito,
que é o que grandes líderes fazem, chefes de empresas, ditadores, pessoas que estão no poder, eles usam, eles usam as pessoas para seus próprios fins sem se importar com o que vai acontecer com a vida daquela pessoa,
Deus não é assim, Deus ama cada pessoa individualmente, seja com uma função muito destacada no Seu plano ou não, Deus nos ama, mas todas as coisas cooperam para o bem para aqueles que amam a Deus
e se dispõem a ser instrumentos, cooperadores com Ele do Seu grande plano, hoje, no tempo da era presente, hoje o grande plano de Deus é a redenção, é a restauração,
redenção da humanidade, restauração da criação, trazer o reino de Deus, esse é o grande propósito de Deus e nunca devemos pensar, Deus quer me jogar numa coisa para o fim Dele,
mas isso não é bom para mim, muita gente tem medo de falar assim, Deus, eu me coloco à Tua disposição, que Deus resolve me mandar para o fim do mundo, que Deus mande eu doar tudo que eu tenho para os outros, que isso seja uma coisa ruim para mim,
não, o que Deus projetou para nós é aquilo para o qual nós nascemos, é aquilo que vai nos realizar, é a única coisa que realmente vai nos trazer grandeza e importância e valorização,
então isso faz parte do que nós queremos explorar no livro de Esther, mas eu estou focando, vou focar na aula de hoje, essa missão que Deus deu para Esther sem ela saber,
ela não sabia que seria escolhida para ser rainha, aconteceu isso, foi chamada, foi recrutada para ser uma das candidatas, provavelmente contra, ela não tinha escolha, provavelmente, para aceitar ou não esse chamado,
e ela foi colocada numa situação que ela nunca tinha pensado, ela não estava preparada para isso, assim, conscientemente, ela não estava se preparando, Mordecai não estava treinando Esther para ser uma rainha,
então ela foi colocada dentro de uma situação sem nenhuma preparação, pelo menos consciente, Deus estava preparando, mas nossa pergunta é, como que uma pessoa pode ser colocada numa função tão importante,
nós sabemos pelo livro de Esther qual que era a importância dela ser escolhida como rainha, o que que Deus tinha em mente, mas como que uma pessoa pode entrar numa função que vai expô-la a muitos perigos,
muitas tentações, a muitos perigos mesmo assim do próprio contexto interiores e exteriores, como que uma pessoa pode ser colocada e não cair, não ser incapaz de executar sua função, sua missão,
porque se nós formos pensar quantas pessoas na história do mundo, quantas pessoas na bíblia mesmo, quantas pessoas na igreja, quantas pessoas já sucumbiram às tentações inerentes a uma posição de destaque,
uma posição muito muito vulnerável, muito muito perigosa, uma função, uma missão quase impossível, para nós seres humanos é impossível, para nós com nossa natureza caída, nós não temos condições de enfrentar,
então como Deus preparou, não só ele tinha preparado a vida dela certamente com a boa criação, mas como que Deus preparou a vida dela para essa função, então essa é uma parte do nosso, parte principal do nosso foco hoje,
e já estou praticamente dando aula, mas vamos orar para que nós possamos entender e aplicar aquilo que podemos ver e podemos extrair dessa história.
Senhor, nós cada vez mais, cada vez que nós conhecemos mais o teu plano, cada vez que nós olhamos para uma das histórias como nós estamos fazendo aqui no livro de Esther, uma das histórias,
dos momentos na história do homem em que o senhor fez algo tão especial, tão diferente, uma intervenção, mas uma intervenção usando pessoas, pessoas comuns,
usando pessoas que estavam fora da terra prometida, fora do contexto ideal de estar adorando a ti com toda a tua lei, teus mandamentos,
como que o senhor pôde extrair algo tão belo, tão maravilhoso e tão fundamental para a continuidade do teu propósito, então isso nos leva a adorar a ti, a ver realmente a tua sabedoria infinita,
admirar aquilo que o senhor pode fazer conosco, com seres humanos, comuns, pessoas com defeitos, com tendências, com a natureza que nós temos, o senhor pôde tirar algo tão maravilhoso,
isso nos leva a adorar cada vez mais a ti e querer conhecer mais a ti e querer aplicar isso também na nossa vida, ajuda-nos, nós te suplicamos em nome de Jesus, amém.
Ok, nós já estamos, já estou fornecendo aqui um novo esboço a partir do final do capítulo 2, mas eu quero ainda comentar o final do esboço anterior,
o final da aula anterior, nós estamos no capítulo 2 de Esther, falamos bastante sobre quem era Esther, o que nos é revelado, porque depois do restante da história nós vamos ver como Esther agia,
mas o capítulo que descreve quem ela era, como que ela era, é esse capítulo 2 e falamos bastante sobre isso na última aula, então nós estamos, eu vou recomeçar, vou retomar no versículo 15,
Esther 2, versículo 15, então chegou a vez de Esther, como cada uma que estava sendo apresentada ao rei, chegou a vez de Esther, filha de Abiael, tio de Mordecai,
que a tomaram por sua filha, eu tinha falado isso, mas aqui está enfatizando que Mordecai era primo, mas ele era mais velho, então ele tinha tomado a Esther como sua filha,
tinha criado, nós não sabemos a partir de qual idade, então chegou a sua vez para ir ao rei, e ela não pediu, ela podia ter pedido qualquer coisa, não pediu nada, senão o que disse Egaian,
lucro do rei, guarda das mulheres, e Esther alcançava favor aos olhos de todos os que haviam, então vamos dizer assim, Deus não colocou um feitiço especial no rei para ele querer a Esther,
eu quero dizer assim, Deus estava por trás de tudo, Deus estava coordenando, Deus é soberano, mas Esther não achou graça somente aos olhos do rei,
vimos que Esther era uma pessoa que exalava o perfume de uma pessoa, não uma pessoa sem personalidade, não uma pessoa que não tem vontade nenhuma e aceita qualquer coisa,
mas uma pessoa que tinha realmente, ela era uma pessoa com beleza exterior e interior, ela achava favor aos olhos de todos,
eu tinha mostrado que ela tinha achado favor aos olhos desse Eunuco, versículo 9 que ela alcançou favor diante de Egaia, mas ela alcançava favor aos olhos de todos, de todos,
agora no versículo 17, o rei foi realmente conquistado imediatamente por ela, ela foi, o rei amou a Esther mais do que todas as mulheres,
ela alcançou perante ele favor e aprovação, a minha bíblia aqui, a tradução é aprovação, mas na verdade é palavra réced, ela alcançou favor que é graça,
que é a pessoa gostar, a pessoa sentir bem, a pessoa ver nela algo muito agradável, ela achou graça aos olhos dele, mas ela achou réced que é aquela correspondência,
aquele amor de aliança, ela era uma pessoa que se doava certamente, ela gerava no outro, como Deus faz conosco, o amor de Deus nos conquista,
nosso amor por Deus é uma resposta ao amor dele, réced é uma relação recíproca, então Esther gerou uma reciprocidade, ela não era apenas um objeto sexual,
ela não foi apenas uma beleza exterior, ela gerou no rei uma correspondência, essa palavra réced, mais do que todas as outras virgens,
de modo que, então, nós terminamos a aula passada falando assim, então, provavelmente, ela provavelmente não era, a gente não sabe, não tem essa explicação, vamos supor que tivesse 100 ou 200 candidatas,
que número que era Esther, qual foi a ordem, ela foi a décima, a quinquagésima, a centésima, a pessoa a ser chamada, nós não sabemos, não sabemos também se,
assim, o que dá a entender é que o rei escolheu imediatamente, não fica claro, mas assim, dá para subentender que ele não continuou mais com o processo,
mas isso não está explícito aqui, mas se ele parou, tinha mais tantas para ver e nem viu, não dá essa clareza aqui, mas ele alcançou esse favor,
de modo que o rei lhe pôs sobre a cabeça a coroa real e a fez rainha em lugar de vastia, então, o processo tinha chegado ao seu final e a nova rainha foi escolhida.
Quando nós, assim, parando aqui, isso aqui, esse ponto, como eu falei agora na introdução, assim, de pensar em Esther, eu já mencionei isso, vou tornar a frisar,
que existem outras maneiras de interpretar a história de Esther, colocando como uma alegoria, Esther como a noiva, a noiva de Jesus, mas assim,
por mais que isso seja válido, sim, você olhar para essa história, assim como o livro de Cantares, o livro de Cantares é um cântico de amor entre o rei Salomão e a Tsunamita,
essa relação, a gente sabe, assim, que é uma alegoria, é uma parábola, Salomão era um homem, algumas coisas que refletiam a natureza de Deus e ele tinha sabedoria,
que Deus deu a ele, ele é uma figura do reinado milenar de Jesus, com paz, com sabedoria, mas é uma alegoria limitada, porque Salomão era um homem que tinha muitas mulheres que não manteve sua fidelidade a Deus,
então ele não pode ser um exemplo verdadeiro ou completo de Jesus como o noivo, mas o livro de Cantares traz essa alegoria, então nós podemos olhar para Esther também como uma história
que reflete o chamado da igreja, do povo de Deus de ser a noiva e de se tornar a rainha, é completamente válido isso, mas olhando para o contexto imediato que é o que me interessa nessas aulas,
a Esther era, como disse, uma ovelha no meio de lobos, o rei Xerxes, o Açuerro, como é colocado aqui, este rei não era um rei bom, não representava Deus em nada,
ele não era o sistema, era extremamente perverso, oprimia as pessoas, explorava as pessoas, extraía riquezas e tudo era feito em função do prazer e da riqueza dos dirigentes,
então Esther aqui, na história imediata, na aplicação imediata, ela não está representando o papel da noiva de Jesus, ela está representando fazer parte, como Daniel, fazer parte de um sistema extremamente perverso,
ela é o sistema do homem e ela está ali com o propósito e ela tem que se manter pura, ela tem que cumprir o propósito de Deus para ela ali,
é até assim, se você pensar nessa história, como já mencionei, Mordecai que criou Esther para ser uma filha fiel, pura, servindo a Deus, como que Mordecai poderia aceitar,
ele não tinha escolha, mas como que ele poderia aceitar essa filha adotiva dele ser levada para o palácio, se tornar uma concubina talvez, ou mesmo sendo rainha, ser esposa de um rei pagão,
como que o povo escolhido separado de Deus poderia estar naquele ambiente e esse livro então, assim nós temos alguns exemplos, mas o exemplo mais forte, mais paralelo,
eu tenho um exemplo de José do Egito, mas o paralelo mais próximo de Esther é Daniel, que ele também foi escolhido para fazer parte, primeiro para ser um dos vários sábios,
mas ele se destacou e ele se tornou o segundo em relação ao rei, vários reis da Babilônia e depois da Pérsia, então como que alguém pode estar nessa posição e não se contaminar,
e se nós olharmos para o quadro hoje, nós temos provavelmente, poderíamos encontrar exemplos de pessoas fiéis a Deus no meio do sistema humano,
mas eu confesso que é bem difícil você achar uma pessoa na política ou em outras áreas e até mesmo eu sempre falo, uma pessoa que se torna assim o líder de um grande movimento,
um líder poderoso, como nós temos vários hoje sim de igrejas, denominações, fortes redes de igrejas, é muito difícil achar alguém que mantém não a doutrina correta,
mas que se mantém incontaminado, lembra de Daniel, ele não se contaminou com o alimento da Babilônia, então aqui nós temos um exemplo de uma pessoa que vai até essa,
pode ter uma intimidade maior com o sistema humano do que se tornar esposa de um rei, então Esther vai até o máximo, ela se tornou rainha,
mas vamos lembrar que assim, como rainha, ela era rainha por ser esposa do rei da Pérsia, mas ela não tinha poder, nós vamos ver que ela teve influência, ela pôde usar influência para o rei,
é por isso que Deus a colocou lá, mas ela não tinha, não era ela que mandava, não era ela que administrava, mas ela estava numa posição muito exaltada,
muito forte, sim muito destacada dentro do império, então como que alguém pode chegar nessa posição e não se contaminar, essa é a grande pergunta, é por isso que aquela grande questão que às vezes nós fazemos,
será que um cristão deveria ou poderia entrar na política, será que um cristão verdadeiro pode ser uma pessoa muito rica, pode ser dono de uma grande empresa,
ser detentor de uma riqueza, de uma posição, de uma fama, será que alguém que se torna um cientista famoso, um educador famoso, um autor famoso, sempre um ator, uma atriz,
a gente pensa muito assim, como que um cristão, será possível um cristão entrar no sistema do mundo e ser alguém realmente, não só de nome, não só assim, por exemplo,
ah, tem, eu não quero, não estou me referindo a ninguém, não estou pensando em ninguém, então, por favor, eu não estou tentando dar uma indireta, mas alguém pode ser um jogador de futebol, de um time muito famoso,
ganhando muito dinheiro, tem jogadores, tem atores e atrizes que fazem parte de uma igreja ou que tem uma vida moral, uma vida de devoção a Deus, mas é possível não só dizer fulano ou fulana,
estão numa posição muito exaltada, tem muito dinheiro, tem muito poder, tem muita influência, será que alguém pode ser, pode ter milhões de seguidores nas redes sociais e ser uma pessoa isenta,
ser uma pessoa realmente pura diante de Deus, nós sabemos que se tem, é muito difícil, eu particularmente não conheço, eu sei de alguns exemplos na história,
algumas pessoas que foram realmente, não perfeitas, mas que desempenharam uma função na política ou em alguma outra função na sociedade, se tornaram pessoas famosas e foram pessoas usadas por Deus,
mas precisamos concordar que realmente é extremamente difícil, é muito, muito raro encontrar alguém, então a minha pergunta é assim, se esse livro, claro que esse livro não é um livro que vai mostrar um padrão,
o livro de Esther ou a vida de Esther, a vida de Daniel, não são pessoas comuns, não são pessoas assim, isso vai acontecer muitas e muitas vezes, como eu já disse, é muito raro,
mas essa história de Esther com certeza nos mostra uma referência, nós temos uma referência aqui de alguém que se manteve pura diante de Deus,
então vamos seguir um pouquinho mais adiante, mas eu quero falar sobre a estratégia de Deus, porque evidentemente Esther não era uma pessoa diferente de nós,
ela tinha as mesmas tentações, as mesmas fraquezas, as mesmas coisas que nós poderíamos ter de dificuldade de enfrentar, então como foi, o que nós podemos aprender a respeito do testemunho,
e claro que o próprio Deus estava com ela, estava interessado em protegê-la, mas Deus tinha uma estratégia, Deus tinha um plano aqui, mas vamos seguindo aqui,
então é versículo 17, o rei colocou sobre a cabeça dela a coroa real e ela se tornou rainha em lugar de vastia, então a primeira coisa, o livro, eu já vi alguns comentando que o livro de Esther,
eu não lembro o número agora, mas o livro de Esther começa com festas, com banquetes, e tem festas, jantares, durante o livro todo, tem várias festas, então aqui ele faz mais uma festa,
aqui eu acho que o retrato desse rei, Xerxes, que nós temos nesse livro, é claro que não é uma tentativa, a Bíblia não tem a pretensão de dar todas as informações sobre o rei, não é esse o objetivo,
mas aqui nesse livro ele aparece como alguém que gostava muito de festa, não parece que ele se dedicava muito a governar, sabemos pela história que ele era muito comum naquela época,
eles tinham interesse em guerra, em conquistar mais terras, subjugar mais povos, manter os povos que já tinha sob o domínio bem subservientes, bem obedientes, pagando impostos,
e desfrutando do dinheiro que esses povos davam, e construindo mansões, construindo capitais, fazendo obras assim, mas a gente não vê, mesmo na história, muita informação sobre esses reis da antiguidade,
se preocupando em melhorar a condição de vida dos seus súditos, e nós vamos ver daqui para frente como esse rei, esse mesmo rei que foi atraído a Ester,
que viu em Ester algo muito excelente, e quis Ester para ser rainha, e com certeza ele foi atraído por algo bom, porque Ester exalava pureza, simplicidade, não vaidade, não egoísmo,
não aquilo que talvez normalmente uma pessoa chamada para ser rainha teria, como as primeiras damas, as pessoas no poder, que tipo de mulher, que tipo de homem,
que tipo de personalidade é adequada para ser chefe de estado, para estar numa posição, Ester não tinha essas qualidades, ela tinha uma outra qualidade e o rei valorizou,
mas esse mesmo rei que valorizou Ester, no capítulo 3, talvez a gente consiga começar o capítulo 3, esse mesmo rei ele valoriza uma pessoa que não tem caráter nenhum, que é a mãe,
então por aí a gente vê que tipo de pessoa, com quem Ester estava casada, e que tipo de sistema ela entrou.
Então, versículo 18, "Então deu o rei um grande banquete", então escolhi a rainha, agora nós vamos ter uma grande festa,
"em honra de Ester a todos seus príncipes e aos seus servos", proclamou, a minha tradução aqui fala, proclamou feriado, mas eu vi que essa expressão pode significar isenção de impostos,
ou dar alguma vantagem, dar liberdade, enfim, ele aproveitou, ele tinha essa característica, já vimos no capítulo 1, ele gostava de dar banquetes,
ele gostava de convidar muita gente, de dar comida, bebida, vontade, e aqui ele muito magnânimo, talvez, ou ele deu um feriadão, ou ele diminuiu os impostos por um tempo,
uma coisa para que as pessoas pudessem celebrar e se sentir beneficiadas com a nova rainha, então ele proclamou feriado, ou isentou de impostos por todas as províncias,
distribuiu presente segundo a generosidade real. Versículo 19 tem uma frase aqui que eu pesquisei bastante, não achei nenhuma explicação satisfatória,
não é talvez uma coisa essencial, mas eu vi que os estudiosos, os comentaristas não tem uma explicação para isso, reunindo-se às virgens pela segunda vez,
que dá a impressão que está fazendo um segundo concurso de virgens para ser rainha, mas não cabe aqui e ninguém sabe exatamente porque teria uma reunião das virgens a segunda vez,
ou se fosse em honra da Ester ter sido proclamada rainha, nada faz muito sentido, mas vamos deixar assim porque não temos uma boa explicação,
mas o que diz aqui que é de importância, é que fala assim que Mordecai estava sentado à porta do rei, então até aqui nós não tivemos essa informação,
não fica muito claro, mas é uma dedução possível de que a Ester que se tornou rainha, ela talvez tenha pedido ao rei, não fica claro que ela declarou para o rei,
porque ela não declarou seu povo, sua identidade judaica, mas é possível que ela tenha dado essa posição para Mordecai, o que é essa posição?
De se assentar à porta do rei, a porta do rei eles têm até escavações arqueológicas do Império Persa, a porta do rei, porque nós temos que imaginar às vezes era uma cidade com muros,
então tinha um grande portão, uma grande porta da cidade, bem nessa entrada da cidade que eles muitas vezes se referem a isso no primeiro testamento,
era um lugar onde se fazia negócios, onde se fazia assembleia, as pessoas votavam, decidiam, os que mandavam na cidade, enfim, era um lugar, às vezes era um lugar onde se julgava situações,
um tipo de tribunal, então muitas coisas aconteciam nessa porta de entrada, aqui a porta do rei, provavelmente assim a cidade, essa cidade, Susã, tinha cidade toda com os moradores,
mas dentro da cidade, provavelmente mais no centro, tinha a cidadela do rei, onde estava o palácio e toda a corte dele, então provavelmente teria um outro muro e uma porta de entrada
para essa região que não era aberta para todo o povo, então você poder se assentar à porta do rei era uma honra e significava que você tinha uma função,
ou clara, ou meio junto com outros, mas era um privilégio e não era, as escavações mostram que não era apenas uma grande porta, eles tinham ali uma construção mesmo, tinha cômodos, salões,
tinha assim, não sei exatamente o tamanho, mas era bem grande, então não era um lugar meio ao tempo, sentado perto de uma porta, às vezes a gente imagina algo assim, então ele tinha uma posição,
ele recebeu, provavelmente, pelo fato de ser a rainha, ele recebeu uma posição de destaque também, de ser não um conselheiro do rei, ele não chegou a isso, mas ele tinha ali uma função de estar perto de onde as coisas aconteciam,
de talvez ter alguma participação, então essa é a informação que nós temos aqui no versículo 19, no versículo 20 nós temos algo que já foi declarado antes que,
versículo 10, que Esther não tinha declarado seu povo nem a sua parentela, pois Mordecai lhe havia ordenado, isso quando ela estava lá, ainda como candidata, esperando ser chamada, agora aqui depois de ser rainha,
repete novamente, e esse versículo 20 que me chamou bastante minha atenção e que me levou a pensar aqui nessa estratégia secreta de Deus que eu queria colocar nessa aula,
Esther não tinha, versículo 20, Esther porém não tinha declarado sua parentela e o seu povo como Mordecai lhe ordenara, isso ela não disse de que nacionalidade, que povo que ela era, por uma instrução muito clara de Mordecai,
e ainda fala o seguinte, pois obedecia as ordens de Mordecai como quando a criava, então e nós já vimos aqui, versículo 11, passeava Mordecai cada dia diante do pátio da casa das mulheres a fim de se informar de como Esther passava e do que ele aconteceria,
então nós vemos que ela foi tirada dos cuidados de Mordecai, foi levada para a casa das mulheres do rei e ela não voltaria mais, então ela foi separada de Mordecai, mas Mordecai continuava, ele se importava, ele cuidava, ele estava lá diariamente para receber notícias,
então vemos que aqui tem uma relação realmente de pai para filha, mas até me parece, não posso afirmar, mas até me parece algo um pouco diferente, porque principalmente depois dela se tornar rainha,
ela não, assim, a filha depois que se casa, os pais mantêm relacionamento, mas não é a mesma coisa, porque ela já tem um marido, ela tem outras pessoas na vida dela, ela se torna independente, separada daquela relação inicial, aquela relação de pai e filha que tinha antes,
mas Mordecai não, ele continuava muito próximo e ela também mantinha, ela poderia até falar assim "ó, dá um tempo, eu agora tô, eu cheguei, eu que tô na posição de poder", não, ela continuava sentindo que ela precisava dessa orientação,
ela continuava seguindo as orientações de Mordecai e dando valor a isso voluntariamente, ela não teria uma obrigação de fazer isso, então ela seguiu a risca, a orientação de Mordecai.
E aqui, mais uma vez, nós temos o livro, estamos sempre repetindo, o livro "Não fala de Deus", aqui não nos dá nenhuma pista de porque que Mordecai fez questão de Esther não falar de que povo ela era,
nós vamos ver em seguida, no capítulo 3, que o próprio Mordecai não fazia isso pra si mesmo, ele revelou que ele era judeu, mas ele, duas vezes no capítulo 2, isso é um fato que é muito importante,
e agora assim, a gente que sabe a história, sabemos da trama malvada que Aman gerou de aniquilar todos os judeus, isso teria causado um conflito tremendo se soubesse que a rainha era judia,
então era estratégia de Deus, fazia parte do plano, as pessoas não sabem, como eu já disse, Esther não fazia ideia do porque ela estava lá,
Mordecai não fazia ideia, porque que Mordecai falou com ela pra não revelar, eu acho que ele tem um senso de proteção, deve ter sido assim,
não fale que você é judia porque tinha anti-semitismo, tinha algo assim que poderia prejudicar, então não fale, mas eles não sabiam como tudo isso ia contribuir para o plano de Deus,
então Mordecai está sentado à porta do rei, então ele tem uma posição, ele está próximo, se ele já tinha alguma posição ali não dá pra saber porque ele entrava no pátio da casa das mulheres,
então parece que ele já tinha um certo acesso antes, mas de qualquer forma ele está nessa posição, versículo 21, durante os dias que Mordecai estava sentado à porta do rei, dois oficiais do rei,
então agora nós não sabemos exatamente o tempo pra gente se situar, Esther foi declarada rainha, no versículo 16, ela foi declarada rainha no 7º ano do reinado de Açueros,
as coisas que vão acontecer no capítulo 3, com tramando pra matar todos os judeus, isso acontece no início do 12º ano, ela foi declarada rainha no 10º mês, perto do fim do 7º ano,
então entre o capítulo 2 de Esther e o capítulo 3 tem um intervalo de quase, pouco mais de 4 anos, não chega até 5 anos, final do 7º ano e o início do 12º ano, então um pouquinho mais de 4 anos se passaram,
então nesse intervalo de tempo, não sabemos exatamente quando, versículo 21, durante os dias que Mordecai estava sentado à porta do rei, aconteceu um fato que nesse momento pode parecer que não tem nada a ver com a história,
porque a história do livro de Esther é essa tentativa de exterminar, de aniquilar todo o povo judeu, mas tem algo que acontece aqui que vai ser fundamental lá na frente,
e isso é maravilhoso da gente ver como Deus está coordenando todas as coisas, isso não é uma passividade, Deus está fazendo tudo e não precisa fazer nada,
mas ao mesmo tempo isso traz um descanso enorme, porque tem muitas coisas que estão acontecendo, não só na nossa vida individual, principalmente no mundo, as guerras que estão explodindo,
a pandemia há poucos anos e tantas e tantas coisas que estão acontecendo, tudo, todas as coisas são peças, não necessariamente geradas,
Deus não fez esses dois oficiais, esses dois eunucos conspirarem contra o rei, Deus não é autor dessas coisas, mas Deus usa, Deus está sempre usando as circunstâncias para promover o seu plano,
ele usa a maldade do homem, ele usa as circunstâncias comuns da vida, ele usa os jogos de poder, ele usa situações na vida para contribuir para seu plano,
então nesses dias, em algum momento, nesses quatro anos, Mordecai sentado ali escutando, percebendo, ele ouviu, ele conseguiu ouvir o que dois oficiais,
dois eunucos ou dois oficiais que guardavam a porta, Big Tan e Théris, eles ficaram muito bravos com alguma coisa, não sabemos o que, se indignaram e conspiraram para assassinar o rei Assuero,
e isso era uma coisa que acontecia, na verdade, anos depois, esse rei Assuero foi assassinado por membros da corte, então isso acontecia, era uma coisa relativamente comum,
mas Mordecai descobriu, ele ouviu os planos, ele poderia pensar, "puxa, Théris está ali presa, deixa que eles matem o rei, o rei não é, não é, por que eu vou me importar com isso,
por que eu vou arriscar minha vida", ele estava arriscando a vida, porque, de alguma maneira, se esses dois oficiais descobrissem que ele tinha denunciado, ele poderia também ser morto,
então ele ficou sabendo, versículo 22, isso veio ao conhecimento de Mordecai, e Mordecai revelou a rainha Ester, e Ester o disse ao rei em nome de Mordecai.
Já vamos comentar um pouco sobre esse processo, "e quando se investigou o caso e se achou ser verdade, os dois oficiais foram enforcados, tudo isso foi escrito no livro das crônicas perante o rei".
E agora, então, nesse ponto, eu quero chamar a atenção para essa estratégia secreta de Deus, e essas perguntas que eu tenho feito nessa aula, assim, de como que Ester seria protegida,
como que ela poderia discernir o porquê ela estava lá, e o texto, para mim, o versículo e o capítulo mais importante do livro de Ester é o capítulo 4 e aquele versículo 14,
que fala que Mordecai manda falar com Ester porquê ela estava na posição que ela estava. Até então, nem ela sabia, e nem Mordecai sabia.
Então, nós temos situações que Deus nos coloca, e essa pergunta, essa disposição diante de Deus precisa estar na nossa vida.
Por que Deus abre uma porta, por que Deus fecha uma porta, por que em certas circunstâncias me conduzem numa direção, o que Deus tem para mim naquilo, às vezes aparentemente seria absurdo.
Eu fico imaginando, se eu tivesse uma filha com essa oportunidade Ester, eu ficaria abismado, porque isso poderia ser uma armadilha, isso poderia ser uma situação horrível para a vida dela.
No entanto, Deus tinha algo tremendo, então nós precisamos ter essa capacidade de saber que Deus usa as circunstâncias, mas não é para nossa felicidade, nossa promoção, nossa exaltação.
Deus tem algo especial em cada aspecto da nossa vida, para cada tipo de pessoa, para cada função. Então, a resposta da pergunta é "por que?", de que maneira Deus iria proteger?
Deus não ia jogar a Ester como uma ovelha no meio dos lobos, sem proteger, Ele não ia colocá-la ali e depois falar assim "se vire".
Deus tinha preparado, o que Deus tinha preparado? E tem coisas que eu só posso imaginar, só posso ter uma opinião especular, mas assim, como já mencionei, possivelmente,
pela característica, pela situação da vida de Ester, de não ter mais nem pai nem mãe, ela poderia ter uma situação, muitas crianças, órfãos, são criadas por parentes, por avós, por tios, por algum parente,
ou nem por parente, e aquilo tem um efeito terrível na vida daquela pessoa, porque não tem uma pessoa que realmente cuida como uma mãe cuidaria, como um pai cuidaria.
Mas Deus deu a Ester uma pessoa que, quem sabe, não posso afirmar, mas quem sabe que Mordecai cuidou melhor da Ester do que os pais teriam cuidado.
O fato é que realmente Mordecai exerceu uma função tremenda na vida de Ester, na criação, com certeza, mas o ponto que está sendo enfatizado, que tem aspectos aqui,
a Bíblia não traz detalhes, não sabemos quase nada sobre a criação, mas o texto aqui dá vários indícios de que Mordecai e Ester tiveram uma relação,
que é um modelo, é como Davi e Jonatas, é algo, é uma referência, é uma referência, Davi e Jonatas são uma referência de amizade, de amor,
de como Deus usou uma pessoa como Jonatas para abrir mão, para ter uma amizade não interesseira em Davi, amar com amor verdadeiro,
e como próprio Davi disse, o amor deles foi mais precioso do que o amor de casal, de cônjude, então foi uma coisa rara, uma coisa, mas ao mesmo tempo,
isso é um exemplo para nós, porque Deus usa essas amizades, isso é uma estratégia de Deus, isso é um modelo de Deus, da própria Trindade,
de ter uma relação sacrificial, de ter uma relação de doação, então eu coloquei aqui algumas coisas assim só para destacar,
e vai continuar tendo outros aspectos durante a história, durante o livro de Ester, mas vamos ver aqui,
ela foi chamada, as circunstâncias, ela foi chamada para exercer a função de rainha, ela foi chamada para uma função extremamente destacada,
ela foi jogada assim do anonimato de ser uma simples moça judia, sem pais, sem provavelmente posses, ela foi lançada para ser rainha do império,
então ela foi jogada para uma posição de grande destaque, então essa foi o chamado dela, já Mordecai, como que ele ficou nessa relação,
porque o que eu estou propondo, o que eu estou vendo nisso, que a proteção, a estratégia de Deus para salvar o povo judeu do extermínio,
a estratégia de Deus diante de um perigo iminente que só Deus estava enxergando, ninguém sabia que ia acontecer isso,
então nessa situação, antes de explodir, Deus estava preparando todas as coisas, e Deus então separou Ester, nós sabemos disso,
mas Deus não chamou Ester como uma pessoa desvinculada, ela não tinha pais, mas ela tinha alguém que exerceu a função paterna,
então Mordecai, ele exerceu a função paterna, mas veja só, Deus chamou Ester para ser a pessoa a ocupar a posição visível e maior,
e Mordecai, que era a pessoa muito mais experiente, uma pessoa que tinha muito mais fundamentos, ele não foi chamado, no final do livro ele vai chegar a ter uma função mais elevada,
mas veja como essa relação de Mordecai e Ester, Deus chamou Ester para ocupar essa posição, ela poderia dizer "eu não preciso de mais ninguém, eu que sou a rainha agora,
não fique tentando me falar o que eu devo fazer", mas não foi, ela continuou, o segundo ponto aqui é que Ester manteve a sua atitude de reconhecimento,
ela continuou vendo em Mordecai aquele que poderia orientá-la, aquele que poderia ser uma referência, ela estava no meio de um sistema terrível,
e ela não ficou encantada, talvez ela tivesse ficado assim "puxa, agora eu tenho sete moças para me servir", isso já antes de ser rainha, mas ela começou a ter muitas coisas ao seu dispor,
mas ela não se esqueceu de Mordecai, ela não se achou capaz de fazer as coisas sem ele, então Mordecai tem uma função paterna, mas ele tem uma posição muito inferior à posição de Ester,
mas isso mostra assim como Jônatas, Jônatas era filho do rei Saúl, era o herdeiro do trono, mas ele se colocou abaixo de Davi, então Deus usa esses vínculos,
esses elos de ligação, Deus une pessoas, isso pode ser um casal, marido e mulher, tem casais onde o marido tem uma função mais visível de ministério,
mas tem casais onde a mulher tem uma posição mais destacada, então é a união, essa equipe, pode ser duas pessoas, pode ser uma equipe ministerial,
mas olha como essa é a segurança, essa é a proteção de Deus para que a pessoa não se desvie do propósito de Deus,
é bem provável, a gente na sequência da história, é bem provável que Ester sozinha, ela não ia saber o que ela tinha que fazer, ela ia ficar assustada com o perigo que ela ia correr,
então ela precisava de Mordecai, ela precisava desse vínculo, então essa é a estratégia secreta de Deus, como que Deus colocou Ester numa função de extrema importância,
mas de extremo perigo, ele não deixou ela sozinha, ele não deixou a Ester sem uma proteção, então Ester manteve sua atitude, ela não se exaltou,
ela não se tornou autossuficiente, ela não entendia provavelmente porque eu não devo revelar que eu sou judia, mas ela seguiu a orientação e foi algo de grande importância nos acontecimentos depois.
Mordecai, como já mencionei, ele não abandonou, ele não pensou "bom, minha missão acabou, já criei Ester, agora ela vai conseguir se virar lá",
não, ele se preocupou, ele continuou acompanhando, ele se preocupava continuamente em saber como ela estava.
E aqui, no último ponto aqui, é essa história da conspiração que Mordecai descobriu.
Eu não posso afirmar exatamente como poderia ter acontecido, mas eu estou fazendo uma imaginação, vamos dizer que Mordecai estava ali, ele descobriu essa conspiração,
ele poderia ter usado provavelmente algum outro meio para levar isso ao conhecimento do rei e talvez ganhar mais glória para si.
Eu não posso afirmar isso categoricamente, mas eu imagino que Mordecai pudesse ter desfrutado de algum resultado maior.
Mas o que ele fez? Ele levou essa conspiração ao conhecimento de Ester, ele permitiu que ela comunicasse ao rei.
E ela também tinha uma escolha, ela também poderia ter falado assim "Olha, eu fiquei sabendo e nem sei nem dizer como", mas ela fez questão de levar ao conhecimento do rei dizendo que quem tinha descoberto, desmascarado essa conspiração foi Mordecai.
Eu não posso afirmar como seria o caminho, se eles tinham outras opções, mas o que eu quero dizer é olha só como os dois estavam trabalhando em equipe, como os dois estavam trabalhando em harmonia.
Essa é a vontade de Deus, esse é o caminho de Deus, porque foi assim que Deus ia realmente usar essa situação para o seu plano futuramente.
Então Mordecai entregou a notícia descoberta, o furo para Ester, Ester levou para o rei e fez questão de dizer que foi algo, tinha sido algo que Mordecai tinha descoberto.
E nós não sabemos se a Ester fez questão de que fosse registrado, mas de qualquer maneira no final do versículo 3 fala "Tudo isso foi escrito no livro das crônicas perante o rei".
E esse ponto é muito importante porque lá na frente o rei vai descobrir, vai relembrar o que aconteceu por causa desse registro.
Se não tivesse sido registrado o rei não teria lembrado disso depois.
Então toda essa história que acontece no final do capítulo 2 tem uma importância e nós só vamos iniciar o capítulo 3 para fazer uma conexão aqui.
Então capítulo 3, versículo 1.
Depois dessas coisas, quer dizer, depois de tudo que aconteceu no capítulo 2, depois dessas coisas, a última coisa que foi registrada no capítulo 2 foi a conspiração que Mordecai descobriu e desmascarou e protegeu a vida do rei.
E Mordecai está fazendo algo com grande lealdade para o rei.
Ele está demonstrando algo que no fim, nesse momento, Mordecai nem ganhou nada com o resultado disso.
O que aconteceu?
Depois dessas coisas o rei Assuero engrandeceu a mãe.
Então também assim, tem muita coisa no livro de Ester, além de não falar do nome de Deus, tem várias coisas que quem escreveu, ele simplesmente coloca os fatos, ele não liga vários pontos.
Por exemplo, muita gente pensa assim, puxa, Mordecai que mostrou que estava realmente servindo ao rei, sendo leal a ele, e ele não ganhou promoção nenhuma.
E nós não sabemos, não está escrito aqui, o que levou o rei a engrandecer a mãe.
Nós sabemos, pelas coisas que a mãe faz daqui em diante, que a mãe só pensa nele.
E que a mãe provavelmente queria até, não é explícito isso, mas ele queria essa posição acima dos outros.
Ele queria se não tomar a posição do rei, mas a gente vê na história que praticamente ele estava tomando, usurpando.
Ele não estava usurpando porque o rei deu a ele, mas ele começou a usar o anel do rei como se o próprio rei estivesse dando a ordem.
E aqui acontece que a mãe, na próxima aula eu vou falar mais sobre quem é a mãe, não vou entrar nisso agora, porque só quero fazer essa conexão.
Mas então nós temos aqui como que a história progride, qual que é a trama que está sendo revelada aqui.
Mordecai protege o rei, descobre a conspiração, mas quem é exaltado é a mãe.
A mãe, ele é chamado de Agagita, que era o nome do rei dos amalequitas.
Então tem muita discussão sobre exatamente se a mãe era um amalequita também, se ele era descendente daquele rei que era no tempo de Saúl.
Mas é bem interessante o fato de que Mordecai é possivelmente um descendente parente do rei Saúl.
Porque cita o nome de Kiz, ele é de Benjamim, então Mordecai é da mesma tribo de Saúl e talvez até um parente.
E a mãe, ele é talvez, ou era um nome dado assim como hoje a gente chamaria alguém que segue as ideias de Hitler, ele é nazista.
Aqui pode ser só um nome, ele era um Agagita, ele era talvez alguém como os amalequitas que queriam destruir o povo de Israel.
Não fica claro aqui o que significa esse nome Agagita, mas a história mostra que ele era uma pessoa que era contra.
Ele aproveitou uma situação e já quis usar a posição dele para destruir os judeus.
Se ele já tinha ódio, tem várias coisas que a gente não sabe, mas vamos olhar o que está escrito aqui.
Então no versículo 1, a mãe é elevado, isso com certeza, vendo depois quem é a mãe.
O rei é uma pessoa que não tem bom senso, ele não tem discernimento, ele não vê quem está realmente trabalhando contra ele.
Ele não vê que a mãe é uma pessoa que só tem interesse próprio, mas ele foi induzido, ele foi seduzido por a mãe.
A mãe deve ter feito coisas para agradar o rei, para lamber o rei, para fazer coisas assim.
E o rei até dá para ele um assento acima de todo mundo, deixa a mãe tendo muito poder e praticamente depois ele fala assim,
"toma meu anel, faça tudo conforme você quiser".
Então o rei se mostra uma pessoa sem discernimento e uma pessoa que não está afim de governar,
ele deixa, desde que você faça o que eu quero, que me agrade, eu dou para você.
Então ele não deu valor em Mordecai e deu valor numa pessoa que não tinha caráter.
Então ele o exaltou, dando-lhe um assento de honra acima de todos os príncipes que estavam com ele.
Então a mãe passa a ser a pessoa mais poderosa do reino abaixo do rei.
Versículo 2, todos os oficiais do rei que estavam à porta do rei, então Mordecai também estava ali,
se inclinavam e se prostravam perante a mãe, pois assim tinha ordenado o rei a respeito dele.
Então o rei não só depois deu o anel, mas ele deu à mãe a prerrogativa de ter a honra que só o rei tinha.
Só o rei que quando passasse tinha que se prostrar e se inclinar diante dele, mas agora é a mãe que tem essa honra,
pois assim tinha ordenado o rei a respeito dele.
Mordecai, o judeu, o rebelde não se inclinava nem se prostrava.
Então aqui também nós temos uma afirmação que não temos justificativa.
Eu fui consultar várias opiniões, vários livros, comentaristas, tem muitas ideias diferentes, tem suposições,
mas não tem, porque não era no primeiro testamento, não era uma ordem de Deus que não pudesse se inclinar em sinal de honra, era um costume.
Abraão se inclinava diante de visitantes, Jacó se inclinou diante do seu irmão Esaú.
Não era uma coisa que era proibido fazer durante vários outros episódios que temos nas escrituras, eles faziam isso.
Então não tinha uma ordem de Deus, você não pode se prostrar diante de nenhum homem.
Aí tem umas suposições que Aman tivesse algum sinal idólatra na roupa dele, mas tem coisas que são simplesmente suposições.
De alguma maneira, e aí nós nem temos, como esse livro de Esther não fala assim, olha, assim por exemplo Daniel, Daniel era uma pessoa que sempre fala da devoção dele a Deus, que ele procurava guardar os mandamentos de Deus.
Aqui não cita nada sobre mandamento, não cita nada sobre a lei, não cita nada sobre o porquê que Mordecai se recusou a fazer isso, e nem sabemos se Mordecai fez isso por uma birra, se isso era certo, se era errado, não tem um juízo aqui nas escrituras.
Mas olha o que acontece, daí já vamos encerrando essa parte. Então, versículo 3, os oficiais, os outros oficiais do rei, é interessante que quando Aman passava, todo mundo se prostrava.
Parece aquela cena do rei Nabucodonosor que fez uma estátua, então quando tocasse a música, todo mundo se prostrava, aí os três amigos de Daniel que não se abaixavam, eles ficavam evidentes, todo mundo se prostrando, três estão em pé, não sei por que razão, Aman não viu isso.
Várias vezes que aconteceu, os oficiais, eles que ficavam falando, eles estavam à porta do rei e perguntaram a Mordecai, por que você está desobedecendo ao mandato do rei?
Eles não falaram assim, por que você não dá a Man a ordem? Não, a honra, era um mandamento do rei, então se o rei estava mandando, não importa quem é, é o rei que mandou.
Dia após dia, versículo 4, diziam-lhe isto, mas ele não lhes dava ouvidos, então dia a dia, então muitas vezes aconteceu, por alguma razão, Aman não viu.
De sorte, então aí como Mordecai não atendia às insistências, parece que os oficiais até queriam que, assim, não foram logo denunciando, mas como foi continuando, continuando, aí ficaram pensando, mas o que esse Mordecai tem que ele não tem que fazer que todo mundo faz?
Porque aí eles falaram assim, de sorte que os oficiais foram denunciar Aman, para ver se o procedimento de Mordecai seria tolerado, e aí nós temos a frase chave.
Porque a única coisa, assim, não sabemos se foi em resposta a isso ou não, mas a única coisa que tem de explicação, assim, como que esse homem enfrenta a ordem do rei e nada acontece para ele?
Então, no fim, eles falaram assim, nós vamos falar com Aman e nós vamos ver se esse Mordecai tem algum privilégio, se tem alguma coisa diferente, porque Mordecai tinha contado para eles, não sabemos se era justificativo ou não, parece que sim.
Ele falou assim, eu não faço isso porque eu sou judeu, então Mordecai fez o que ele tinha falado com a Esther para não fazer, ele revelou que ele não abaixava, não tenho certeza se ele dava essa explicação, mas ele falou que ele era judeu.
Então, aí a coisa ficou diferente, não era um simples ato de desobediência a uma ordem do rei, ele é judeu, e o judeu, como nós vamos ver depois, isso aí vai ficar para a próxima aula,
mas Aman, quando ele chega para o rei para dizer, oh rei, o senhor precisa acabar com esse povo, Aman nem foi falar assim, oh rei, tem um sujeito lá que não obedece a sua ordem, ele nem falou isso, ele falou assim, tem um povo, isso aí está no versículo 8, mas nós vamos depois examinar isso melhor,
mas assim, ele diz, ele não usa, tem que dar um jeito com Mordecai, o próprio Aman ficou tão irado que ele falou assim, pra mim é muito pouco acabar com a vida de Mordecai, eu preciso acabar com esse povo,
e a razão de querer acabar com esse povo é que eles são diferentes, eles têm uma outra lei, eles têm um outro costume, então aqui nós vemos que realmente os judeus, embora não falem aqui no livro, eles tinham práticas diferentes por causa das leis de Deus.
Então aqui nós vamos terminando aqui, vendo aqui a relação entre o que Mordecai fez, também não tenho uma explicação explícita sobre isso, mas na sequência de Mordecai descobrir a conspiração,
e aí, algum tempo depois, o rei exalta Aman e não Mordecai, uma explicação possível é que Mordecai conhecia, eles estavam todos na porta do rei, Mordecai provavelmente sabia quem era Aman,
Aman, ele sabia que ele era uma pessoa perversa, ele sabia que ele não merecia a confiança do rei, isso é a minha conjetura, mas a Bíblia não fala, certamente não era por uma proibição de Deus, não pode se inclinar diante de qualquer pessoa, não tinha essa ordem,
mas ele não se inclinou ou por uma birra, ou assim, eu não vou fazer, ou realmente porque ele via nele uma pessoa que não merecia a confiança do rei, e ele falou assim, não vou, eu não vou entrar nesse jogo, eu não vou apoiar,
de qualquer forma, é muito simbólico isso, os judeus não aceitarem algo que eles não tinham consciência, que eles não achavam que deviam fazer, nem sempre, nem sempre os costumes, nem sempre as coisas são feitas exatamente por uma ordem de Deus,
eu vou usar um exemplo na história, que não é de judeu, eu não sei exatamente como o texto não esclarece se era uma questão de consciência, se era uma questão de discernimento,
mas assim, o ponto da história é que porque Mordecai não se sujeitou a Amã, a Amã quis destruir toda a raça do povo de Israel, todo o povo de Israel, então isso nós vamos falar mais sobre essa trama maligna na próxima aula,
é algo que ressurge, é algo que faz parte não de um simples racismo, que nós podemos ver racismo contra negros, contra asiáticos, contra pessoas de diferentes nacionalidades,
mas o ódio contra judeus é algo que vem de uma origem mais satânica, mas assim, tem algo que vai além, porque em todo mundo tem raças que não combinam, tem raças que brigam,
tem genocídio na África, na Ruanda, já aconteceu em muitos lugares, contra armenios, então esse ódio contra uma outra raça não é uma coisa inédita,
mas o ódio contra os judeus que aparece aqui no livro de Esther realmente é algo que vem de uma estratégia de Satanás, porque ele sabe que o instrumento de Deus para trazer a redenção vem por meio dos judeus,
vem pela promessa, vem por uma estratégia de Deus de trazer, de usar um povo não em benefício só deles, mas um povo que possa ser usado por Deus para abençoar todos,
então é algo diferente, algo espiritual, é algo que tem uma profundidade maior, estamos vendo isso nos dias de hoje, mas o exemplo que eu ia dar é que às vezes tem pessoas, tem grupos que às vezes sofrem por algo que não é uma coisa explícita de Deus,
então vou dar um exemplo histórico, eu não sei dizer se o fato de Mordecai não se inclinar era realmente uma consciência, uma clareza de Deus, eu não posso me submeter a esse homem maligno, eu penso que sim,
mas pode ter sido algo assim, Mordecai assim, eu não vou, eu não gosto dele, pode ter sido uma coisa mesmo assim, lógico que não justifica e foi algo, foi um pretexto que a mão usou talvez para algo que ele já tinha um ódio contra os judeus,
mas o exemplo histórico é dos Quakers, um movimento de restauração, os seguidores de George Fox no século 17, eles na Inglaterra, eles tinham uma coisa assim, eles não tiravam o chapéu,
era costume usar um chapéu o tempo todo, os homens usavam chapéu e eles teriam que tirar o chapéu diante de uma autoridade, diante de um juiz, eles iam para cadeia, ficavam anos na cadeia por não tirar o chapéu,
eles achavam que eles não podiam fazer isso como respeito a pessoas humanas somente para Deus, então não sei se era algo semelhante de Mordecai achar assim, será que se fosse o rei ele teria se inclinado?
Mas como era Amman e talvez ele soubesse que Amman era uma pessoa má, não sei, nós não temos a certeza disso, o fato é que esse foi o gatilho, esse foi o estupim que desencadeou esse plano de Amman de destruir todo o povo de Israel,
então Deus tinha, Deus tinha preparado e na sequência nos próximos capítulos, nos próximos acontecimentos nesse livro nós vamos continuar vendo como Mordecai e Esther, Deus tinha chamado os dois juntos e é a união deles,
o complemento, a aliança, a dependência um do outro, Mordecai nunca poderia ter feito sem Esther, Esther jamais poderia ter feito sem Mordecai, então isso é muito maravilhoso,
um exemplo tremendo nas escrituras de como Deus pode usar, Deus quer usar equipes, casais, pessoas assim trabalhando juntos, ajudando um a outro para cumprir o propósito de Deus.
Senhor, nós estamos aqui diante dessa história vendo como o senhor agiu, muitas vezes se foi uma teimosia, se foi uma decisão não necessária de Mordecai nós não sabemos,
mas ele foi muito ousado, ele foi, ele pagou um preço alto, ele resistiu a algo que com certeza ele achou que ele não devia fazer, então Senhor nós queremos aprender, queremos ver como o senhor trabalhou na história,
como o senhor usou a vida de Esther, mas com o vínculo profundo e permanente com Mordecai que foi, que protegeu a vida dela e que foi a união dela com Mordecai que representou a tua estratégia secreta que ninguém sabia,
o próprio Amman não tinha noção do que iria acontecer quando ele enfrentasse Mordecai e o povo teu, o teu povo ele não sabia que ia acontecer porque o senhor tinha tudo preparado e o senhor tem isso hoje,
o senhor tem preparado para nós individualmente, o senhor tem chamados para nós, mas também na situação dramática que o povo de Israel está e que outras coisas podem acontecer em decorrência disso,
na situação que estamos vendo hoje desenrolar diante dos nossos olhos, cremos também que o senhor tem tudo preparado, que o senhor está agindo, que o senhor tem as pessoas certas, as circunstâncias certas para aquilo que está no teu plano
e nós confiamos nisso e na tua sabedoria e te agradecemos em nome de Jesus, amém.

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