O livro de Ester abre uma janela dentro do reinado de Xerxes, soberano da Pérsia. Vemos sua aparente generosidade em oferecer grandes festas para todo o povo, mas vemos também como ele vivia focado em si mesmo e no seu prazer. Não só ele, mas todos os servidores do rei, todo o sistema do reino tinha um só objetivo: satisfazer os desejos, caprichos e ambições do rei, por mais absurdos que fossem. No meio desse sistema corrupto e degenerado, no meio dessas trevas, Deus envia uma pessoa extremamente oposta, para mostrar sua luz e derrubar as tramas malignas: Ester!
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01/10/23 – Ester 2 – Baixardo áudio.

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Transcrição
Hoje nós estamos no capítulo dois do livro de Ester, esse livro que relata um acontecimento muito interessante não entre os judeus que estavam em Israel, mas dos judeus da dispersão, da diáspora, que é uma época em que tinha a época do exílio do cativeiro,
mas nessa época os judeus já poderiam, qualquer judeu que quisesse poderia ter voltado para Israel, mas agora nós estamos num período em que eles não estavam no exílio,
se eles estavam na Pérsia ou em alguma outra região do domínio da Pérsia na época, eles estavam ali por uma escolha, eles não estavam no cativeiro, mas é uma história muito interessante, já iniciamos.
No primeiro capítulo nós vimos o rei, aqui ele é chamado de Assuero, mas na história ele é conhecido como Xerxes, então nós vimos como abriu uma vaga de rainha, que aconteceu para que precisasse ter uma nova rainha, isso é o capítulo um.
Então agora no capítulo dois é que nós vamos ser apresentados a Esther e a Mordecai, que são as duas figuras, as dois personagens mais importantes do livro de Esther,
que vai relatar, sem falar do nome de Deus, vai relatar como Deus agiu soberanamente no meio dessa circunstância, no meio de uma crise que poderia ter eliminado o povo judeu naquela época.
Vamos orar, vamos pedir que o senhor fale conosco por meio do estudo do capítulo dois, ao ver quem era Esther, porque nem sabemos exatamente porque, Deus tem suas maneiras de escolha,
mas é claro que é muito fácil perceber que Esther foi a pessoa ideal para aquele momento e aquela função, aquele papel que ela tinha que exercer, que Deus possa nos falar, porque cada um de nós tem também um destino, um propósito, um sentido para a nossa vida,
e somos as pessoas, cada um é a pessoa ideal para a função que Deus tem para nós. Senhor, nós sempre, sempre, toda a história na Bíblia, mesmo aquelas que mostram como o homem tem sido infiel, como o homem tem se desviado,
mas em todas as histórias, em todos os relatos na Bíblia e na história passada e contemporânea, nós podemos ver as tuas digitais, podemos ver como o senhor estava sempre agindo, ao mesmo tempo que não é o senhor que está por trás de cada ação,
das ações erradas de reis e reinos e sistemas errados, o senhor não é responsável, não foi o senhor que planejou, não foi o senhor que ordenou que acontecesse assim, mas o senhor sempre está agindo no meio dessas situações,
então queremos conhecer mais a ti e queremos conhecer mais a tua maneira de agir no meio dessas situações adversas, por isso pedimos, como sempre, a tua presença, a tua ajuda e a tua revelação, não só para entender a história, mas para aplicar na nossa vida hoje, em nome de Jesus, te pedimos, amém.
Ok, então na sequência da história onde paramos na última aula, no final do capítulo 1, nós vimos então como esse rei, ele ordenou, exigiu a presença da então rainha Vasti no meio da festa dos homens, só tinha homens,
ele exigiu que ela comparecesse e ela se recusou e assim ele junto com, vamos dizer assim, o rei, ele era o soberano, a palavra dele era final, mas ele tinha conselheiros, mas em situações como essa, em muitas situações hoje,
situações de igreja, situações na política, situações de empresas, a gente vê muitas vezes um chefe, um executivo, um dirigente, um diretor, ele pode ter conselheiros, mas muitas vezes os conselheiros estão treinados, estão habituados a simplesmente carimbar o que o chefe está fazendo,
o chefe deseja, mas às vezes ele nem falou ainda, mas eles estão ali para falar exatamente o que o rei quer ouvir, então isso aconteceu no capítulo 1, quando o rei ficou muito irado,
imagina um conselheiro do rei falando assim "rei, o senhor pediu uma coisa absurda, a rainha estava com toda a razão de não aceitar, o que teria acontecido com esse conselheiro, provavelmente algo muito pior do que aconteceu com a própria rainha",
então os conselheiros, às vezes os chefes, os executivos, às vezes eles falam "eu tenho um governo com conselheiros, eu tenho um conselho, eu tenho uma diretoria, eu tenho um ministério", mas nem sempre,
mas muitas vezes esse conselho, esse grupo de assistentes, de pessoas que estão ao lado do chefe, estão ali simplesmente para ajudá-lo a saber melhor como ele pode fazer o que ele já quer fazer,
então já vimos isso no capítulo 1, agora vamos ver como isso vai acontecer no capítulo 2, versículo 1, "passadas estas coisas", ou seja, depois de tudo que aconteceu no capítulo 1,
"e apaziguado o furor do rei Assuero, lembrou-se ele de Vasti", essa frase, ele se lembrou, a Bíblia nunca fala assim, pelo menos assim em geral, não sei se eu posso falar nunca, mas por exemplo, quando a Bíblia fala que Deus se lembrou,
Deus nunca teve problema de memória, então quando a Bíblia usa essa expressão, que Deus se lembrou, às vezes usa em relação a pessoas também, não é uma questão de memória,
mas é uma questão de que algo vem à sua mente no sentido de "eu preciso resolver isso, eu preciso agir em função disso", então o rei, ele se lembra de Vasti, não diz claramente,
mas é muito, muito, muito provável que ele tenha, porque ele ainda fala assim, que apazigou o furor, que é o grande perigo de qualquer pessoa tomar uma decisão no calor de uma reação,
de uma emoção, de uma raiva, de ciúme, de vingança, de competição, seja o que for, a pessoa tomar uma decisão no calor de uma reação é muito perigoso,
porque depois que o rei, depois que passou, depois que abaixou o sentimento, ele se lembra de Vasti e provavelmente se dependesse, se ele não tivesse feito um decreto,
ele poderia ter voltado atrás, mas lembra, ele baixou um decreto, ele não precisava baixar um decreto, ele poderia ter feito, tomado uma decisão, sei lá, podia ter feito uma coisa temporária,
poderia ter se afastado dela por um tempo, ele tinha esse direito, ele não precisava estar com a rainha a todo momento, então ele poderia ter banido por um certo tempo, enfim, ele poderia ter feito qualquer coisa temporária
e quando baixasse a ira dele, aquele sentimento, ele voltaria normal e muitas pessoas fazem isso, brigas de casais, de amigos, de dentro de uma família, muitas vezes acontece alguma coisa,
a pessoa fica muito sentida, magoada, mas depois de um tempo volta. Deus deseja que não tenhamos reações erradas, Deus tem reações, ter uma reação, sentir mal com um erro verdadeiro,
lembra que por tudo que conta na história, Vasti não cometeu um erro, ela resistiu a uma ordem humilhante, absurda, uma coisa que não seria para o bem,
mas mesmo quando alguém erra, quando alguém fala alguma coisa, nós devemos ter a capacidade de não reagir com reações de vingança ou de agressão e devemos ter a capacidade de perdoar.
Mas aqui então ele tinha baixado um decreto, então ele não podia voltar atrás, então fala aqui, que ele se lembrou de Vasti do que ela fizera, ele lembrou dela, lembrou de todo o contexto, lembrou do que ela tinha feito,
mas ele também se lembrou do que ele tinha decretado, ou seja, ele podia ter um desejo de reconciliar-se, de se aproximar dela, mas não tinha mais como, então ele se lembrou de Vasti e de todo o contexto,
e a ideia é que ele estava sentindo falta, ele não tinha falta de mulher, porque ele tinha um arém cheio de mulheres, mas ele sentiu falta da rainha, ele sentiu falta de ter uma pessoa no lugar dela,
e isso não provavelmente, porque o versículo 2 fala então, disseram os jovens, os assistentes, os conselheiros, os que estavam perto do rei, os que serviam a ele no versículo 2,
eles disseram, busquem-se para o rei, moças virgens e formosas, então nós não sabemos assim, como que o rei manifestou esse sentimento,
não sabemos o que ele falou, como que ele se manifestou, mas havia pessoas perto do rei, que antes que o rei, o rei não deu uma ordem, olha só, o rei estava se sentindo falta, o rei estava com esse sentimento,
e os assistentes, os servidores do rei vieram e falaram assim, então vamos solucionar, então eu queria mostrar, porque eu vou lembrar que outras pessoas, e isso é perfeitamente legítimo, correto fazer isso,
mas não é a abordagem que eu vou fazer no livro de Ester, tem pessoas que tiram dessa história, toda essa história do livro de Ester, uma alegoria como Ester sendo a noiva do rei que é Jesus,
claro que ninguém vai tentar colocar a Cherches como um modelo de quem era Jesus, mas como ele era o rei, como ela se tornou a rainha, você pode, em alguns aspectos, qualquer história, seja uma parábola, seja uma história verdadeira,
você pode às vezes tirar lições diferentes, você pode aplicar uma história em contextos diferentes, de maneiras diferentes, então eu não estou de maneira alguma tirando o proveito, tirando a razão de quem faz um paralelo com Ester como sendo a noiva,
aquela que vai ser a rainha, a noiva, que é de Jesus e a igreja, o povo de Deus, sendo a rainha junto com o rei, mas eu vou seguir uma abordagem bem diferente, porque eu creio que no nosso contexto do estudo é mais interessante ver realmente dentro desse contexto,
e eu queria que você olhasse para essa história, que você visse nesse rei Cherches e no reino da Pérsia e tudo que descreve aqui, que você pudesse ver a maldade do sistema humano, mais uma vez explicando também um outro detalhe importante,
que a Babilônia é vista como o reino do mal, porque eles vieram e destruíram Jerusalém e foram muito cruéis com o povo de Israel, com o povo de Judá, levaram para o cativeiro, mataram, escravizaram, foram muito cruéis com o povo de Deus, embora com a permissão,
isso é muito claro na Bíblia que Deus até chama Nabucodonosor e servo dele porque Deus queria que seu povo sentisse o efeito, as consequências de terem abandonado sua devoção, seu relacionamento com Deus.
Então nós olhamos muito para a Babilônia com, assim, Babilônia é o reino do mal, Nabucodonosor fez uma imagem para ser adorada, enfim, a gente vê toda a maldade, embora eles tratassem Daniel bem na história do livro de Daniel, mas é um império do mal.
E a Pérsia tem para nós, geralmente, tem uma conotação mais positiva, porque Ciro foi quem conquistou a Babilônia, se tornou o soberano em toda aquela região e ele liberou, ele até fala de Deus, que Deus mandou que ele libertasse o povo do cativeiro.
Então, e não foi só Ciro, o rei Dario foi favorável para o povo de Israel, depois nós vamos ver na segunda parte de Esdras e no livro de Nehemiah, um outro rei da Pérsia, que é o filho desse Xerxes do livro de Esther, o nome dele era Artaxerxes, e ele também era um rei favorável.
E esse rei, até esse rei Xerxes, ele ouve Esther, ele no fim, ele toma atitudes certas em relação ao povo de Israel.
Então, por tudo isso, nós, ao lermos a história e acompanharmos a história do povo de Israel, nós temos uma tendência, que é até correta, até certo ponto, de ver a Pérsia numa luz melhor do que Babilônia.
Mas não é bem assim. Primeiro, o ponto principal que eu quero enfatizar aqui, é que o livro de Esther, como Esther se torna rainha, então esse livro de Esther nos abre uma janela, nos revela aspectos até mais íntimos.
O livro de Daniel, que mostra bastante coisa também, mas esse livro de Esther mostra bastante aspectos pessoais a respeito do rei, como é que funcionava, como é que as coisas eram decididas, como é que o reino funcionava.
Lógico que não temos grandes detalhes, mas nós temos um vislumbre aqui de várias coisas.
Então, nós podemos ver algo que cada reino, cada rei pode ter uma característica diferente, mas são características que, na verdade, caracterizam todos os sistemas humanos.
A gente sempre enfatiza que todo o sistema humano faz parte do que a Bíblia chama de Babilônia. Todo o sistema humano, todos os aspectos, não é só governo, na área comercial, na área de educação, de cultura, enfim, em todas as áreas, ciências.
Tem muitas coisas maravilhosas, coisas que são resultado daquilo que Deus imprimiu em nós, da sua imagem.
Nós temos a criatividade na cultura, nós temos a inteligência de pesquisar as coisas na ciência, são coisas que nos maravilham e que nós devemos, com toda razão, admirar o que Deus deu para a humanidade.
Descobrir curas para enfermidades, descobrir como é que funcionam tanto as minúsculas, como células, como o universo imenso, tantas coisas que as pessoas têm descoberto e que fazem parte de dons dados por Deus.
Mas no meio do sistema, no meio do sistema é o cosmos, é como que algo é organizado, como que o mundo, quando fala que Deus amou o mundo, mas também fala que o mundo já é asno maligno.
Então o mundo é usado no entendimento de um sistema e o sistema que Deus criou se chama o reino de Deus.
Mas o sistema que o homem pegou por influência satânica é o sistema humano, o sistema babilônico.
Então o ponto importante que eu queria ressaltar aqui é que embora neste momento da história Deus esteja usando o reino da Pérsia de uma forma mais amigável.
Era um momento na história em que Deus permitiu, Deus abençoou que o reino da Pérsia fosse benevolente, fosse bondoso para com o povo de Israel.
Mas isso não significa que o sistema era bom, não significa que esse sistema, e nós estamos vendo isso no primeiro capítulo que vimos na aula passada,
o primeiro capítulo mostra um rei que ao mesmo tempo que ele era super generoso e fez uma festa, primeiro para um monte de oficiais e governadores e pessoas em posição de autoridade,
e depois ele deu uma festa para todo o povo da cidade, da capital ali, mas isso não era bondade, isso era tudo o desejo de se exaltar.
Isso faz parte da essência, isso faz parte do DNA, não só da pessoa humana, por nós termos nos afastados de Deus em resultado da queda,
mas isso faz parte do sistema, é algo assim, é algo importante entender que quando alguém, por exemplo, entra, como acabei de falar, quando você entra na política,
é possível um cristão entrar na política? Sim, desde que ele entenda que ele está no meio de um sistema perverso, o sistema é perverso.
Se você entrar num sistema bancário, num sistema de economia, se você entrar em qualquer empresa, se você entrar no sistema mesmo de educação,
que é uma coisa tão boa, na igreja, se você entrar no sistema da igreja, você está lidando com algo terrível.
Como exemplo, podemos ver como o povo, lembra no livro de Samuel, o povo queria um rei, eles tinham governo, mas eles não queriam aquele tipo de governo,
e essa decisão foi feita e continua sendo feita em toda a história. Nós não queremos o sistema de governo de Deus, porque é complicado,
é super simples, mas é complicado para nós, exige dependência, exige humildade, exige não ter as respostas, então para a nossa natureza humana é muito difícil ter o sistema de Deus,
porque nosso DNA, nosso jeito é orientar de outra forma, então o povo de Israel, eles pediram o rei, e Samuel ficou super chateado,
porque ele que era o juiz, e Deus falou assim, não é o problema, o problema não está com você, é que o povo não quer que eu seja o rei sobre eles.
E aí Deus aceitou e colocou o Saúl, depois veio o Davi, e a gente fica pensando, não, no fim das contas Deus queria que tivesse um rei.
Sim, mas o sistema de rei em Israel era perverso. Salomão fez tudo que Deus tinha falado com Moisés, se um dia vocês quiserem um rei, não que eu queira,
mas se o povo quiser colocar um rei, que ele não faça, não acumular riqueza, não acumular mulheres, Salomão fez tudo o contrário, e os outros reis depois também.
Então, o sistema, o sistema é perverso, nós não somos capazes, antes da volta de Jesus, de mudar o sistema, nós podemos entrar no sistema sem fazer parte dele,
como Daniel fez, e como Esther vai fazer, mas é muito, muito difícil. Então, voltando aqui para não sair num desvio muito grande,
o ponto que eu acho que é essencial para entender o livro de Esther nesse tipo de abordagem, o que que Esther está fazendo?
Ela não é uma figura neste livro da esposa de Jesus, ela tem qualidades que sim caracterizam a noiva de Jesus.
Ela é bonita, ela é submissa, ela tem um caráter, são coisas boas que podem nos dar uma certa relação com a noiva de Jesus.
Mas o papel que ela exerce nessa história é de uma esposa de um rei pagão, ela entrou num sistema perverso.
E é isso que eu quero que você veja de uma forma muito clara, porque aqui está este rei que ele tem, ele tem toda essa situação que foi descrito no capítulo 1,
então ele sente necessidade de uma rainha, ele está ali até meio assim, o que que eu faço, o que que eu faço?
Eu perdi minha rainha e eu decretei, eu não posso ganhá-la de volta. Então, o que que acontece aqui? Não foi nem ele que sugeriu isso.
Os que estavam perto dele sugerem que faça, que busque nele, são 127 províncias, ele é imperador, ele é soberano sobre um território imenso.
Então, a sugestão que eles dão, versículo 3, ponha o rei, comissários, em todas as províncias do seu reino. Então, tem uma comissão que vai buscar moças, jovens, virgens, bonitas, em todo o reino.
A gente pode até pensar, isso é um concurso de beleza, qual a moça que não gostaria de fazer parte de um concurso de beleza? Não, isso aqui não é um concurso de beleza.
Isso aqui é algo que vai estragar para sempre, ninguém sabe quantas pessoas, quantas moças foram escolhidas, levadas, mas bastante, 100, 200, quantas moças foram levadas para esse concurso, para passar por essa triagem e uma só seria escolhida.
O que vai acontecer com as outras? Se são 100, então uma será escolhida, então a chance de cada uma é muito pequena, uma só será escolhida, então quem sabe as moças poderiam até desejar.
Ah, eu vou, porque quem sabe eu vou ser escolhida como um concurso de beleza, é uma só que vai ganhar a coroa, mas as outras não perdem a vida, não perdem o futuro, não perdem a carreira, por causa disso.
Essas não, elas seriam, elas passariam pelo rei, não seriam mais virgens, não teriam mais vida, seriam colocadas na casa das concubinas, não teriam mais vida.
Assim, elas seriam sustentadas, elas seriam, elas talvez vivessem com um nível bom de alimentação, de recursos, mas elas não teriam família, elas seriam esquecidas para sempre, com exceção de uma outra que o rei futuramente pudesse lembrar,
"Ah, eu quero ter uma noite com essa daí", mas fora isso, elas não teriam mais nada na vida, é algo simplesmente absurdo, nos dias de hoje nós consideraríamos isso uma coisa muito desumana.
E eu quero, eu estou enfatizando que o sistema é maligno. Por que que o sistema é maligno? Os assistentes do rei, os conselheiros do rei, todo o sistema do império vive em função do rei.
Então, até coloquei aqui, o reino da Pérsia, tudo existe em função do soberano, dos seus caprichos. Se ele ficou irado com a Vasti, pronto, ela é banida para sempre.
Então, todos os conselheiros concordam, não, tem que ser feito, acham uma justificativa, racionalizam, colocam motivos, e é isso que acontece nos governos, nas igrejas, nas empresas,
as pessoas tomam decisões erradas e tem uma porção de pessoas que vão apoiar, que vão até dar justificativas para coisas moralmente erradas.
Então, aqui nesse reino da Pérsia, nessa corte do rei Xerxes, todo mundo só tem interesse ali, a função deles é adivinhar, é pensar o que que o rei quer, o que que a gente pode fazer para agradar,
para satisfazer, porque a minha carreira, a minha função depende de agradar o rei. Então, e até mesmo, por isso, nós precisamos ter muito cuidado quando nós pensamos no reino de Deus,
como se Deus fosse um soberano que também agisse com essa motivação, tudo existe, a gente até concorda, é uma verdade bíblica que tudo existe em função de Deus,
ele é o criador, ele é digno de todo louvor, mas se nós criarmos uma imagem do reino de Deus, como se Deus fosse um soberano que não se importasse com o indivíduo,
é verdade que nós devemos abrir mão da nossa ambição pessoal, Ester vai mostrar isso, ela abriu mão, ela não era uma pessoa que reivindicasse, ela não dizia "eu quero isso",
nós podemos até dizer que talvez a rainha Vasti, talvez ela fosse uma pessoa que se impusesse, uma pessoa mais imperativa, mais voluntariosa, poderia ser,
mas a ideia que a Ester, como é um exemplo, um modelo de alguém que se submete a Deus, que não busca o seu próprio interesse, isso é muito lindo,
mas nós precisamos lembrar que Deus não é um soberano como este aqui, os conselheiros e o próprio rei, que quando no versículo 4 ele falou assim,
então vai juntar todas essas moças e tal, vão passar por um tratamento de beleza, aí no versículo 4, que aí no meio desse grupo de candidatas, ele vai escolher uma para ser a rainha,
versículo 4 no final fala "isso pareceu bem ao rei e assim se fez", eu vejo aqui um sistema, um sistema que favorece o egocentrismo, que favorece a injustiça,
que favorece assim, se o rei precisa de uma rainha, não me importo se 100, 200, 300 moças vão perder o futuro, vão perder a oportunidade de ter família, de serem felizes,
de desenvolver o que Deus as criou para fazer, não importa, o rei precisa ter uma rainha e ela precisa ser a melhor, então nós vamos pegar quantas moças precisarem
e nós vamos acabar com o futuro delas para que o rei encontre uma que seja do interesse dele, então tudo é assim, é todo, quando você pensa até hoje,
quando você pensa assim, presidentes eleitos, outros governantes, eles vivem como reis, eles ganham salários altíssimos, tudo existe em função de engrandecer e de dar prazer
para alguém que está ali, e este é o sistema, isso você não vai mudar, é possível ser diferente, Daniel era diferente, ele estava no sistema,
ele não mudou o sistema, mas ele viveu como se não estivesse no sistema, essa é a única opção que tem para nós até Jesus voltar e mudar o sistema,
e cair realmente em Babilônia, então em maior ou menor grau, por exemplo o chefe, seja presidente, primeiro ministro, ditador, seja quem for,
ele faz guerras, como essa guerra da Ucrânia que estamos vendo, que está acontecendo, mas tem muitas e muitas guerras que existem em função da vontade, do ego, do desejo de controle,
por qual for a razão, são sempre razões egoístas, e milhares e milhares nas guerras mundiais, milhões de pessoas morrem, não só as pessoas que morrem,
o país é destruído, o meio de sustento é destruído, então tudo existe em função de alguém que se tornou como um Deus, Schertz era como um Deus,
todo mundo pulava, todo mundo fazia qualquer coisa e não se pensava em injustiça para as pessoas, não se pensava em como aquilo ia destruir a vida da pessoa para sempre,
então para mim isso é algo muito forte, eu acho que a gente não pode ler o livro de Esther e pensar no rei como "olha um indivíduo bom, ele vai concordar com Esther,
os reis da Pérsia eram bonzinhos", não é bem assim, e o que a gente precisa entender é que todos os sistemas são malignos, nós só podemos entrar no sistema com muito temor,
eu acho que uma das melhores ilustrações para representar isso é como alguém que trabalha numa usina nuclear, existem outros materiais muito tóxicos e perigosos,
mas vamos pensar no material radioativo, então quando alguém vai trabalhar numa usina onde tem reações de substâncias radioativas, a pessoa tem que ir super protegida,
ela tem que usar roupas, ela não pode entrar despreparada, desprevenida, ela não pode entrar inocente, você não pode entrar em qualquer sistema, seja assim de ser pastor de uma igreja,
de ser um líder religioso, de ter milhares de seguidores no YouTube, seja onde for que a pessoa tenha algum poder de influência que consiga controlar ou influenciar outras pessoas,
ou onde tem dinheiro, enfim, qualquer coisa que envolva fama, dinheiro, poder, é radioativo, porque o sistema induz, o sistema engole, imagine uma pessoa cercada por assistentes desse tipo,
o que você deseja? Não, você não pode ser, você não pode ser maltratado por sua esposa, imagine assim, nós também não queremos, então todo mundo querendo ser um senhor,
todo mundo querendo ser um pequeno Deus, todo mundo querendo explorar os outros, esse é o sistema do mundo, e Deus usa pessoas, Deus usa Nabucodonosor,
usa Ciro, usa outros reis da Pérsia, Deus tem usado pessoas durante a história, muitas pessoas lembram de William Wilberforce na Inglaterra,
que foi usado para acabar com o tráfico de escravos, mas nunca podemos, nunca, quando votamos para alguém hoje, quando nós achamos que alguém vai fazer o bem no governo,
que sempre esteja com ciência, quem está no governo e quem está apoiando quem está no governo precisa entender que é radioativo, que o sistema é maligno, o sistema existe para promover uns
e para explorar outros, esse é o sistema, é o sistema maligno, Satanás chega e fala assim, coma desse fruto, porque esse fruto vai te dar sabedoria, conhecimento,
vai ser gostoso, parece que ele está defendendo que a pessoa tenha felicidade, que é a maior coisa que se fala hoje, você tem que ser feliz, você pode dividir uma família,
você pode estragar a vida dos seus filhos, mas seja feliz, encontra a felicidade, então é todo o sistema que vem do maligno, que tem as sementes do mal,
que é contrário, oposto ao reino de Deus, todo o sistema promove você, exalta o ser humano, mas exalta de uma forma que causa dor e sofrimento aos outros, que explora os outros,
então a maldade do sistema humano é muito profunda e eu acho que a gente não pode ler o livro de Esther sem observar essas coisas, ok?
Então vamos seguindo, então na primeira parte do capítulo 2 nós temos esse plano para encontrar uma substituta para a rainha Vasti,
então para a gente entender que esse plano e esse sistema de achar uma substituta é um sistema maligno, mas Deus usou, Deus trabalhou dentro desse sistema para escolher Esther para ser a substituta, ok?
Então no versículo 5 então nós temos a apresentação de Mordecai e logo em seguida de Esther, que são as pessoas que vão realmente ser os personagens mais importantes do livro.
Então versículo 5, agora havia na fortaleza de Susã, Susã é capital, tinha a parte central onde o rei tinha o palácio e que tinha toda uma fortaleza para proteger esse palácio
e algumas pessoas moravam dentro dessa área ou pelo menos frequentavam essa área e tinha o resto da cidade que era mais de moradores comuns.
Então havia na fortaleza de Susã um certo judeu, aqui nós já vemos, não sei se, acho que eu não procurei assim para verificar exatamente quando começa a chamar o povo de Israel de judeus,
mas esse nome, esse termo para caracterizar o povo de Israel começa realmente depois do cativeiro, porque as 10 tribos de Israel foram pro cativeiro mais de 100 anos antes do cativeiro de Judá
e essas outras tribos elas não têm um registro bíblico ou histórico de exatamente o que aconteceu com essas outras tribos.
Então o povo que foi para o cativeiro na Babilônia, eles eram, na verdade assim, em Judá tinha gente de todas as tribos, porque em vários momentos da história,
inclusive na época do cativeiro das 10 tribos, muitas pessoas das outras tribos migraram para Judá.
Então tinha, no território de Judá, tinha pessoas de outras tribos, mas em termos de tribos normalmente considerado assim as tribos de Judá, de Benjamim, que tinha um território bem coladinho assim com Judá,
a tribo de Simeão sumiu, assim não tinha, não é mencionado, mas na verdade o território deles era ali, mas as tribos que são mencionadas, que são mais mantidas a identidade,
são as tribos de Judá, de Benjamim e de Levi, porque Levi não tinha um território, e como o templo ficava em Jerusalém, a maioria dos sacerdotes e levitas ficavam mais perto de Jerusalém.
Então aqui nós temos o termo judeu que vem da tribo de Judá, judeu que é o termo que nós mais usamos hoje, porque representa não só as pessoas que moram em Israel,
que nós poderíamos chamar de israelenses, os cidadãos de Israel, que na verdade poderia, israelense hoje poderia ser um judeu ou um árabe ou de outra nação que vive em Israel,
mas a palavra judeu é que denota alguém que seja não só da tribo de Judá, judeu hoje é o termo que nós usamos para o povo étnico descendente de Abrão.
Então aqui tem um certo judeu que não é de Judá, Benjamita, então Mordecai e Ester também, eles eram da tribo de Benjamim, Benjamim é conhecido por ter de lá que veio o primeiro rei, o rei Saúl,
nós sabemos também que no novo testamento tinha o Saulo que se tornou Paulo que era também da tribo de Benjamim, então nós temos aqui um outro Benjamita,
inclusive na linhagem dele aqui, Mordecai, ele era filho de Jair, filho de Cimei, filho de Kis, Saúl era filho de Kis, se é o mesmo Kis nós não sabemos,
mas como colocou esse nome aqui, pode ser que Mordecai e Ester fossem até mesmo da mesma família de um certo parentez com o rei Saúl,
não dá para saber com certeza, mas ele era da tribo de Benjamim e de alguma forma então ele era, tinha um parentez com o rei Saúl.
Outra informação que é dada sobre ele é que ele fala assim, que fora transportado de Jerusalém com os cativos que foram deportados com Jeconias,
rei de Judá, o qual Nabucodonosor, rei de Babilônia transportara, do jeito que está escrito aqui, eu conferi assim com vários comentaristas e tudo,
mas do jeito que está escrito aqui parece que o próprio Mordecai foi transportado, ele era um dos cativos, mas isso se não é impossível seria quase impossível,
porque ele teria que ter saído de lá, mesmo que ele fosse bebê, se ele mesmo fosse transportado, ele teria que ter em torno de mais de 120 anos, 120, 130 anos de idade e provavelmente ele não tinha tudo isso.
Então provavelmente está falando que algum antecedente dele que foi transportado de Jerusalém com os cativos que foram deportados com Jeconias.
Essa deportação foi a segunda, Daniel foi na primeira, eu acho que Ezequiel foi nessa mesma, da segunda, foram três etapas, três levas diferentes de cativeiro,
ou até mais, mas três são bem delineadas na história. Nessa deportação de Jeconias, lá em Segundo Reis, explica que Nabucodonosor levou junto com Jeconias todas as pessoas que tinham algum tipo de profissão,
que tinham mais conhecimentos, que tinham mais habilidade, que tinham alguma coisa a mais, porque ele queria usá-los lá na Babilônia.
Então talvez a família de Mordecai tivesse alguma, fosse alguém assim de um pouquinho mais de importância, não fosse só um trabalhador braçal, algo assim, mas também não tem grande importância aqui.
Então ele tem essa descendência, a família dele veio nessa época, agora ele não está mais na Babilônia, ele está em algum momento, a família dele se mudou para esse lugar na Pérsia.
Como Daniel, que também serviu aos reis da Babilônia e depois serviu também a um rei da Pérsia, pode ser que Mordecai tivesse se sobressaído, talvez ele tivesse alguma função na época de Babilônia,
e quando os persas, os medos e os persas pegaram, tomaram, dominaram Babilônia, pode ser que eles tenham levado Mordecai e sua família para a Pérsia, a gente não sabe.
Mas de qualquer maneira, ele hoje se encontra nessa história, ele se encontra na capital, no lugar, na sede do poder do Império Persa.
Temos todas essas perguntas que podem ser feitas, mas é interessante que o livro de Esther, isso não é tão diferente de alguns outros relatos da Bíblia,
a Bíblia muitas vezes relata um acontecimento sem passar um julgamento, uma avaliação, outras vezes a Bíblia fala claramente, isso estava muito errado, o Deus aprovou.
São coisas que a Bíblia já assinala e explica assim, oh, a pessoa devia ter feito isso, a pessoa decidiu de maneira errada, às vezes fica muito evidente na história que a pessoa está fazendo algo errado.
Mas aqui no livro de Esther não passa nenhum juízo sobre esses judeus dispersos, não fala que eles eram rebeldes, que eles deviam ter voltado, que eles estavam nessa situação,
porque eles não ouviram a voz de Deus, nós não temos acesso a essa avaliação da parte de Deus, Deus achou que Mordecai e Esther não deviam estar aqui,
ou que os outros judeus não deviam estar, porque a gente poderia pensar, se não tivesse nenhum judeu nessa capital Suzã, talvez a Amã nunca tivesse tramado para matar todos os judeus.
Então se os judeus tivessem no lugar certo, não teria acontecido isso, é um pensamento legítimo, dá para pensar isso.
Agora, e dá para pensar também, que o lugar para o povo de Deus, para o povo de Israel, o lugar para eles, o lugar que Deus separou, a missão que Deus deu para eles,
é de estar na terra de Israel e é de formar ali o reino de Deus, e nós podemos aplicar isso para nós, que não somos judeus, mas que fazemos parte do seu reino,
somos chamados para fazer parte do seu reino, nós também podemos dizer que o nosso lugar, o lugar onde nós teremos proteção, o lugar onde nós poderemos viver o que Deus deu para nós,
é no reino dele, para quem não é do povo de Israel, não é geográfico, nós podemos fazer parte do reino de Deus em qualquer lugar, e devemos estar em qualquer lugar para dar uma luz,
para fazer uma demonstração do reino de Deus, mas é diferente você estar no reino de Deus, você estar em qualquer lugar do mundo, mas não estar no reino de Deus.
Então, uma aplicação que nós podemos fazer é que sim, realmente se todo o povo de todas as tribos de Israel, se eles tivessem voltado, se eles tivessem atendido o chamado de Deus e voltado para Israel,
eles não correriam esse perigo, mas ao mesmo tempo esse perigo vai existir, mesmo contra aqueles que estão em Israel nos últimos dias, todas as nações vão se levantar contra eles.
Então, nós encontramos esse livro de Esté que mostra para nós, não mostra necessariamente se Mordecai devia ou não devia estar nesse lugar, mas mostra que Deus opera, que Deus trabalha,
que Deus tem algo a fazer com as pessoas onde elas estiverem, e mesmo que seja por um erro nosso de não ter atendido o chamado de Deus, Deus não abandona e Deus tem algo para fazer para proteger e para avançar os seus propósitos.
Então, são coisas que o livro de Esté não avalia e que nós não podemos responder plenamente. Versículo 7. Mordecai tinha uma prima chamada Adassa, a quem criara porque ela não tinha nem pai nem mãe,
ou seja, os pais tinham morrido, nós não sabemos com qual idade que ela ficou sem os pais, qual motivo, o que aconteceu, nós não sabemos nada disso.
O que nós sabemos é que em algum momento, Esté, ela ficou órfã e Mordecai, primo, mas bem mais velho que ela, com idade de ser pai, ele pegou Adassa e criou como pai dela.
Nós nem sabemos se Mordecai tinha esposa, se tinha uma família, o que nós sabemos é que ele pegou a Esté ou Adassa para ser filha dele.
Mordecai é o nome persa, Esté também, o nome babilônico ou persa, não é um nome hebreu. Esté, como Daniel, é o nome hebraico dele, mas ele recebeu o nome babilônico, todos os amigos dele receberam.
Então, Mordecai, nós não sabemos, provavelmente ele tinha um nome hebraico, mas o nome que é conhecido aqui é Mordecai.
Lembro que algumas traduções bíblicas colocam o nome dele, traduzem como Mardokeu, que é Mordecai, mas o sentido das duas palavras parece que é até um nome derivado de um deus babilônico.
Esté também pode ser um nome de uma deusa, estar, enfim, muitas vezes, assim como os judeus usavam algum nome ligado ao nome de deus, então os outros povos também usavam nomes assim.
Esta moça, que também era conhecida por Esté, era esbelta e formosa, morrendo seu pai e sua mãe, Mordecai a tomara por sua filha.
Ok, o que nós vamos poder examinar no restante dessa história? Já falei um pouquinho sobre o processo, primeiro que nós também não sabemos se Mordecai ou Esté, provavelmente eles não tinham nenhuma escolha,
porque algumas pessoas criticam nessa história, porque Mordecai ou até mesmo Esté, que já era adulta, podia ter se recusado, mesmo a pena de morte, não, não vou, de jeito nenhum, não nos é dada nenhuma reação.
Com toda a probabilidade não era nenhuma escolha deles, ela não foi oferecida, olha aqui, nós temos uma pessoa que pode ser candidata, com certeza não.
E provavelmente assim, os agentes do rei viam uma pessoa, se ela fosse virgem e atendesse aos requisitos de beleza, eles levavam e não tinha escolha.
Então, versículo 8, tendo-se divulgado a ordem do rei, seu edito, juntando-se muitas moças na fortaleza de Susã sobre os cuidados de Hegai, também levaram Esté a casa do rei, sobre os cuidados de Hegai, guarda das mulheres.
Então, é assim que se desenvolva a história, eu até coloquei aqui, até como título da aula, pensando em como Jesus enviou, em Mateus 10, como ele enviou os seus discípulos para anunciar o Evangelho, ali mesmo em Israel, Jesus falou "estou enviando vocês como ovelhas no meio de lobos".
Então, eu quero colocar aqui esse contraste, Esther é descrita aqui, tudo que fala a respeito dela, mostra assim uma pessoa meiga, submissa, obediente, atenciosa, não pensando em si mesma, todas as descrições assim, ela era uma pessoa que se sobressaía.
Era uma pessoa assim que chamava atenção, até por não querer atenção, ela chamava atenção por sua característica de não ser vaidosa, por não ser alguém que buscasse os próprios interesses.
Se nós pensávamos, se nós estivéssemos pensando assim, no perfil de uma pessoa para ser rainha, para ser líder, você pensa geralmente numa pessoa que sabe o que quer, que vai atrás, que tem pulso, que se impõe, que se manifesta, que tem uma vontade forte, são características de uma pessoa líder.
Mas Esther é o contrário, então essa imagem veio na minha mente assim, como acabei de descrever, o reino com sua perversidade, com sua característica de não se importar com o bem-estar dos indivíduos, tudo era feito em função do rei, do seu prazer.
Esther é o contrário, é uma pessoa que não, assim tudo que você lê nas entrelinhas, o que é dito claramente aqui nesse capítulo 2, ela não procura, ela não se impõe, ela não é vaidosa, ela não tem, eu vou até chamar atenção para essas descrições.
Mas a ideia então é que Esther, pela direção de Deus, o livro não fala de Deus, e é bem interessante essa, a gente fica até perguntando, por que esse autor resolveu não colocar Deus na história aqui?
E não só ele não coloca Deus, mas ele nem mesmo fala, ele fala do povo judeu, mas ele não cita nada, por exemplo Daniel, Daniel foi para o meio da Babilônia, também ele foi para o centro de um império maligno.
Mas Daniel até cita que ele e os seus amigos, eles não queriam se contaminar com as comidas, não tem isso aqui no livro de Esther, ela recebe as alimentações, ela não divulga que ela é judia, então nada que ela faz chama atenção,
ela não se veste de uma forma que denunciaça seu povo, ela não guarda sábados, sei lá, o livro inteiro de Esther vai falar de uma forma indireta, quando Amman ele fala que vale a pena acabar com esse povo, ele fala que os judeus são diferentes.
Mas aqui não fala sobre Esther e Mordecai no caráter deles, não fala nada sobre Deus, e isso é interessante porque Deus, claro que Deus não quer que a gente não fale do nome dele, ele não quer ser anônimo,
mas aqui tem um contexto em que Deus quis revelar a luz dele sem falar do nome de Deus, sem falar do templo, sem falar de sinagoga, sem falar de lei, sem falar de mandamentos,
simplesmente de falar sobre o caráter, então tem uma razão para isso, tem uma mensagem aqui sobre isso, então Esther é exatamente o oposto em todos os aspectos, então ela é uma ovelhinha,
ela é uma pessoa pura e simples e ingênua sendo enviada no meio de lobos, ela está sendo enviada no meio desse sistema que engole, desse sistema que faz com que todos trabalhem no mesmo sentido de auto preservação e de exaltação do rei,
então nós precisamos realmente observar como essa história vai se desenrolar com isso em mente, então vamos só delinear alguns aspectos aqui que mostram essa característica de Esther.
Primeira coisa que fala no versículo 9, o que nós sabemos dos versículos 5 a 8 é que Esther era uma criança órfã, ela podia ser uma criança muito prejudicada por não ter pai e mãe,
ela podia ser uma pessoa cheia de problemas interiores, de complexos, de mágoas e é impressionante, tudo bem que foi um parente, mas ela foi criada por um homem, por um primo e nós não sabemos se o caráter dela,
mas isso foi por causa da criação, certamente tem relação, mas o que aparece na história é que realmente Mordecai e Esther desenvolveram um relacionamento como de pai para filha mesmo,
mesmo ela sendo adulta, ela não se tornou independente, revoltada, ela era uma pessoa que aceitava e que presava o relacionamento dela com o pai adotivo.
Bom, versículo 9 então, a primeira coisa que nós descobrimos que vai ser colocada aqui com a marca é que ela chega nessa casa onde ela vai passar por uma preparação para depois ser apresentada ao rei,
e então ela está sob os cuidados de um eunuco chamado Egai, lembra assim que o sistema de eunucos era outro sistema maligno de tirar de homens a sua masculinidade,
de tirar seu futuro, de tirar tudo que eles pudessem ter para um futuro para si mesmos que eles pudessem cumprir sua função, então o sistema de eunucos também era um sistema muito maligno,
mas então ela está sob os cuidados de Egai. Versículo 9, a moça agradou-lhe, quer dizer, achou favor aos olhos dele. Gente, nós temos isso registrado de maneira muito peculiar com José, filho de Jacó lá no Egito,
que onde José foi, na casa de Potifar, depois quando foi preso, depois diante do rei, onde ele fosse, ele encontrava favor, nessa história de José é dito claramente que Deus estava com ele,
que Deus deu a ele essa graça, aqui não cito o nome de Deus, mas é claramente algo sobrenatural, tem pessoas que tem uma personalidade, a pessoa não é merecimento,
tem pessoas que tem uma personalidade colérica, agressiva, sei lá, tem pessoas que tem uma personalidade mais pacífica, mas isso aqui é muito mais do que uma personalidade,
isso aqui é algo assim que vem de estar ao lado de Deus, de ter a presença de Deus, é usado muitas vezes assim, é uma pessoa achar graça, achar favor aos olhos de outro,
isso é citado sobre Daniel, Daniel achava favor onde ele fosse também, serviu com vários reis e é lógico, é uma descrição da vida de Jesus em Lucas 2,
nós temos também que Jesus cresceu e antes de ele ter qualquer tipo de ministério, ele era uma pessoa cheia de graça, ele tinha sabedoria, mas não é essa pessoa, pelo menos pra mim,
que mais sobressaia em tudo isso, a qualidade que eu penso que é um cheiro suave, é a falta do egoísmo, porque o egoísmo é algo que é bom pra própria pessoa,
a pessoa acha que isso está buscando o interesse dela, eu preciso batalhar por mim mesmo, eu preciso defender meus direitos, mas o egoísmo é algo que fede, é algo que agride,
é algo que afasta as outras pessoas, os grandes líderes, eles atraem multidões, porque de alguma maneira o ser humano, nosso coração, deseja admirar alguém que é forte, que é bonito, que sabe fazer as coisas,
então a gente coloca no pedestal, mas vai conviver com essa pessoa, isso é terrível, ninguém quer ficar muito perto a não ser que você pense em ganhar alguma vantagem com isso,
mas é a graça que estava sobre José, a graça que estava sobre Daniel, por que a gente sabe que não era egoísmo? É porque eles estavam ali pra servir, José na prisão, o chefe da prisão, o que ele ia gostar de José na prisão?
O fato de que José não estava ali lambendo suas próprias feridas, ele estava ali pra servir, ele se oferecia, ele era agradável, talvez fosse gostoso ouvi-lo falar, ele não jorrava amargura, ele jorrava coisas boas,
o novo testamento fala que as nossas palavras devem ser salgadas, devem ser bem temperadas, devem ter um gosto favorável pra quem ouve, nós devemos espalhar a boa fragrância,
então eu sei que é muito raro, eu sei que a gente pensa "não, eu não tenho essa personalidade, eu não sou capaz disso", mas isso é resultado da presença de Deus, qualquer tipo de temperamento, qualquer tipo de personalidade,
pode receber a graça de Deus e ser alguém que vai distribuir favor, que vai emanar algo gostoso pras pessoas, e outra vez isso não é você querer agradar as pessoas pra conseguir algo,
não estou falando disso, as pessoas falam muito de ser politicamente correto ou de falar o que a outra pessoa quer ouvir, não é isso, você pode ver que Jesus, que tinha muita graça, que atraía as pessoas,
ele falava a verdade, ele não se esquivava de falar alguma coisa até pra confrontar, mas nós temos interpretado geralmente as pessoas que falam "não, nós precisamos defender a verdade, nós precisamos falar a verdade, doa quem doer",
geralmente quando a pessoa enfatiza isso, acaba fazendo isso de uma forma desagradável, e ser conforme a imagem de Jesus, ser conforme a trazer a imagem que nós recebemos na nossa criação,
e voltar a essa imagem de manifestar Deus de uma forma mais completa, envolve as duas coisas, sim, a pessoa tem convicções, como Daniel tinha, como José tinha, José foi lançado na prisão,
porque ele não agradou a esposa de Potifar, então ele tinha convicções, ele sabia ser intransigente em relação ao pecado, em relação às tentações, então as pessoas podem ser super agradáveis,
emanar graça, misericórdia, compaixão, e ser perseguidas, porque quando nós manifestamos quem Jesus realmente é, tem muitas coisas que não vão agradar, mas eu sempre sou atraído quando eu vejo exemplos de pessoas na Bíblia que davam um testemunho de perfume,
este é uma dessas pessoas, vamos ver aqui, ela chega lá nessa casa, onde todas as moças estão sendo reunidas para serem apresentadas ao rei, então tinha duas casas, tinha a casa daquelas que não tinham ainda ido à presença do rei,
que tinha esse chefe que é Higai, e depois que elas fossem uma noite com o rei, elas já voltavam, aqui vai explicar, no versículo 14, que quando fosse apresentada, fosse passar uma noite com o rei,
então ela já voltava para uma segunda casa, que era a casa das concubinas, e lá que era o fim da estrada, porque ou ela tinha que, mesmo que ela não fosse rainha, ela tinha que ter deixado uma marca que o rei se lembrasse dela,
ou ela ficaria ali para sempre, sem mais nada na vida dela, então ela chega no versículo 9, e a moça chama atenção, e eu tenho certeza por todo o contexto que ela não chamava atenção porque ela falava muito,
porque ela se sobressaria, porque ela era muito vaidosa, porque você vai seguindo aqui, ela não pede nada, ela não exige nada, ela tinha uma luz, ela tinha algo de diferente, que coisa tremenda,
é uma coisa assim que a gente pode falar, não, Deus deu essa aura para ela, sim, porque Deus tinha um propósito, sim, Deus tinha um plano aqui, e claro que Deus estava mexendo com os pauzinhos dele para que ela fosse escolhida,
mas isso aqui é para nos mostrar que existe, existe algo, quanto mais nós nos enxermos do amor de Deus, de um relacionamento, de segurança, de paz, de alegria por sermos amados por Deus,
Esther, ela não tinha pai e mãe, mas ela foi muito bem cuidada por Mordecai, ela não sofria de revolta, de abandono, de amargura, ela exalava outra coisa, e isso é possível, isso é, isso vem de Deus e isso é possível para qualquer pessoa,
porque Deus criou cada pessoa com uma personalidade, com temperamento, com características, com talento, e Deus quer que cada pessoa seja um perfume para ele,
então é fantástico você pensar que no meio de, todas eram bonitas, as moças reunidas nesse lugar, elas tinham sido escolhidas a dedo, eram as mais bonitas de todo o reino,
e talvez Esther não fosse mais bonita do que as outras, ela tinha uma beleza diferente, ela tinha algo que chamava atenção imediatamente,
então ela chama atenção quando ela chega aqui nessa casa, imediatamente o chefe lá já se apressou, versículo 9, em dar o tratamento de beleza, os alimentos especiais,
7 jovens, parece que as outras acho que não tinham isso, ela recebe 7 jovens escolhidos do palácio e a fez passar com suas jovens para o melhor lugar da casa das mulheres,
então esse chefe assim ele vê algo diferente e como a gente deseja que as pessoas vejam Jesus em nós, não essa coisa que a gente tem de querer chamar atenção,
não a nossa ambição por glória, por exaltação, que nós possamos ter um espírito, a gente fala de, eu coloquei aqui que ela tem o contrário do reino,
ela tem os princípios de obediência, lealdade, servir, interesse dos outros, não é uma pessoa que não tem personalidade, é uma pessoa que aceita qualquer coisa,
mas é alguém que realmente está entregue a Deus, o que que Mordecai estava pensando, o que que Esther estava pensando neste momento, ela vai ser levada, eles sabiam o que significava isso,
Mordecai criou essa moça, uma moça cheia de doçura, da beleza de Deus na vida dela e ela é levada pelo rei, primeiro assim que o judeu jamais ia querer que a sua filha fosse casada com um rei que não era do povo de Deus,
isso não era permitido, era algo contrário e ela podia nem ser a rainha, ela podia ser condenada a uma vida para sempre ali na outra casa,
então e ela mesma ela podia estar assim muito angustiada, ela podia estar muito contrariada ali, não, ela sentiu, ela tudo indiga que ela estava realmente diante de Deus, entregue nas mãos dele, confiando nele.
Bom, então é uma coisa que nós vamos comentar mais em outra aula, Esther versículo 10, fala duas vezes nesse capítulo, Esther porém não tinha declarado seu povo nem a sua parentela,
pois Mordecai não só sugeriu, mas ordenou que não o declarasse e aí vai falar de novo no versículo 20, Esther não tinha declarado a sua parentela e o seu povo como Mordecai lhe ordenara,
pois obedecia às ordens de Mordecai como quando a criava, então isso demonstra a Esther com essa atitude plena de obedecer, mas não é uma obediência forçada, não é essa obediência de não ter personalidade,
a pessoa às vezes tem a vontade própria quebrada e não tem mais vontade de nada, não, Esther ela é uma pessoa, ela vai se demonstrar ser uma pessoa que tem personalidade,
que sabe o que deve ser feito, mas ela entende que ela deve seguir as mesmas orientações que Mordecai lhe dava quando ela era pequena, ela deve continuar seguindo.
Versículo 11, Mordecai passava cada dia diante do pátio da casa das mulheres a fim de se informar de como Esther passava e do que lhe acontecia, do que lhe aconteceria.
Bom, então ela passa no versículo 12 por 12 meses de tratamento de beleza, 6 meses com óleo de mirra e 6 meses com especiarias e com perfumes, algumas pessoas deduzem disso,
eu nem sei exatamente, eu acabei não pesquisando, mas isso pode ser aplicado para a preparação que Deus quer fazer com sua noiva, noiva de Jesus para que a noiva esteja preparada,
mas meu propósito aqui não é olhar para isso como uma figura dela sendo preparada para o verdadeiro noivo, isso aqui era simplesmente uma coisa que o rei queria que elas passassem por um ano de preparação com essas substâncias cosméticas
para ficar mais bonita e mais preparada para estar com ele.
Versículo 13, desta maneira vinha jovem ao rei, dava-se lhe tudo o que ela desejasse, então ela, nessa casa das mulheres, não fala o que é, mas poderiam ser jóias, poderiam ser roupas, ela, a cada moça, cada candidata, quando chegasse a noite dela,
ela podia pedir, eu quero essa roupa, eu quero usar essas jóias, eu quero usar esse perfume, não sei, elas podiam pedir qualquer coisa.
Versículo 15, chegando à voz de Aveas de Ester, aqui fala o nome do pai dela, a Biail, tio de Mordecai, que a tomaram para sua filha, para ir ao rei, coisa nenhuma pediu, então é outra coisa que você percebe aqui que Ester não era uma pessoa vaidosa,
não era uma pessoa que reivindicava as coisas, não era uma pessoa, ela estava assim, seja o que Deus quiser, ela não exigiu nada, ela só levou o que Egar, o enugo do rei pediu, o que ele indicou ela levou, mas ela não reivindicou nada.
E o final do versículo 15, Ester alcançava favor aos olhos de todos, não era uma coisa particular, não era coisa só de Egar, não era coisa depois do rei, todos, todos, Ester alcançava favor aos olhos de todos os que a viam,
esse favor não é só de admirar, "olha que moça bonita", é alguém agradável, achar favor é muito mais do que você admirar aparência, é você sentir imediatamente que essa pessoa exala o bom perfume de um caráter, de um espírito, de palavras, de olhar, de tudo,
tudo que ela fazia contribuía para que ela achasse favor.
Aí, versículo 16, ela foi levada ao rei Assuero, a casa real, no décimo mês, no sétimo ano, ou seja, quatro anos depois do incidente com Basti, um ano foi de preparação, então, no mínimo, mais ou menos, o rei começou a procurar uma esposa,
mais ou menos três anos depois, dois anos e pouco, não sabemos se em si passou muito tempo com as outras candidatas, mas é um tempo que transcorreu entre a deposição de Basti e a chegada de Ester, até o dia em que escolheu quatro anos.
Versículo 17, "o rei amou a Ester mais do que todas as mulheres", o jeito que descreve aqui parece que ele parou o processo ali, chegou a Ester e ele nem se interessou por mais nenhuma, ele amou mais do que todas as mulheres, ela alcançou perante ele favor e aprovação mais do que as outras virgens, de modo que ele pôs sobre a cabeça a coroa real e a fez rainha em lugar de Ester.
Então, em lugar de Basti. Nós vamos parar aqui, mas vamos, então, guardar como ponto central de hoje, vamos guardar esse contraste. O sistema do mundo, e isso não é característica da Pérsia, não é característica da Babilônia só, não é uma coisa exclusiva, isso é o sistema do homem, aonde estiver,
pode ser o sistema de governo de uma família, pode ser o sistema de disciplado, pode ser o sistema de governo da igreja, pode ser o sistema político, o sistema humano está em tudo, então a gente precisa começar a reconhecer e entender que esse sistema, como sistema, não tem cura.
Nós esperamos a volta de Jesus para eliminar, para implantar o sistema do reino de Deus, mas Ester foi chamada como uma ovelhinha, e é isso que Deus quer que nós sejamos, não pessoas que combatem com as mesmas armas do mundo,
não pessoas que vão ocupar um lugar que seja na política ou em qualquer outra função, usando os mesmos, a mesma maneira, muitos reis de Israel, de Judá, eles eram reis como os outros, então é o mesmo sistema, isso acontece na igreja.
Então a ovelha que Jesus enviou aos seus discípulos, as ovelhas no meio dos lobos, são pessoas que têm essa graça, que são conformes à imagem de Jesus, que falam de um reino que Jesus vai implantar,
e que essa seja a nossa característica, essa descrição de Ester realmente são pequenas coisas que a gente observa nesse capítulo, mas que nos apresentam Ester como realmente uma pessoa que Deus preparou de uma forma especial para estar nesse lugar, nesse momento,
ele mandou essa ovelhinha no meio dos lobos, mas ele estava pronto para proteger e para guiá-la, mas não seria fácil, como nós veremos depois.
Deus, como é bom a gente saber que o Senhor pode conceder graça a cada um de nós, para que nós também sejamos ovelhas no meio do sistema em que nós estamos, pedimos que o Senhor nos encha com teu amor,
que possamos ter segurança e conhecer a ti e nos entregar aos teus cuidados, mesmo que nós estejamos nesse sistema tão maligno, que isso possa falar alto, que possa trazer a tua graça cada vez mais na nossa vida, pedimos isso em nome de Jesus, amém.
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