O volume 29 – Últimos anos do reino de Judá – de Manassés até a queda de Jerusalém,
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03/02/19 – Jeremias 39 – Baixardo áudio.
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Transcrição
Ok, então desde semana passada nós estamos vendo a etapa final dessa parte da história, que é a queda de Jerusalém.
Na semana passada nós olhamos Segundo Reis, 25, esse mesmo texto de Segundo Reis, 25, também está em Jeremia, 52, quase idêntico.
E depois nós olhamos também o último capítulo de Segundo Crônicas, capítulo 36, e vimos algumas coisas ali.
Então nós estamos finalizando, Segundo Reis, finalzinho, Segundo Crônicas também, e também estamos olhando nos textos paralelos de Jeremia, hoje nós vamos para Jeremia.
Ele conta no livro de Jeremias, ele tem um relato que nós vamos seguir hoje, Segundo Jeremias 39, depois ele tem quase como se fosse um apêndice do livro, porque não foi ele que escreveu,
isso provavelmente foi alguém depois que, na hora de compilar, acrescentou o capítulo 52, o último capítulo de Jeremias, é uma repetição de Segundo Reis, 25.
Mas nós vamos para Jeremias 39, nós, se vocês se lembram, também no domingo passado nós mostramos o capítulo 38 de Jeremias, quando Jeremias estava preso ali no átrio,
e Zedekias foi falar com ele, e Jeremias foi falando as últimas advertências que Zedekias não seguiu, e por isso que foi mal para Zedekias, como nós vimos no relato.
Então, Jeremias 39, versículo 1, "No nono ano de Zedekias, rei de Judá, no décimo mês, veio Nabucodonosor, rei de Babilônia, e todo seu exército contra Jerusalém, e cercaram."
Então nós já vimos isso, que no nono ano de Zedekias, Nabucodonosor começou o cerco, interrompeu por um pouco, e depois voltou.
Versículo 2, "No décimo primeiro ano de Zedekias, no quarto mês, aos nove do mês, fez-se a brecha na cidade."
Eu mencionei isso domingo passado, mas eu coloquei aqui, até peguei as outras datas, esse nono dia do quarto mês do nosso calendário, ele vai cair geralmente no mês de agosto. É chamado de Tichebav, Av é o nome do mês, e Tichebav é o nono dia do mês Av.
Esse dia é um dia fatídico, é um dia que, não sei se vocês já, quem acompanha umas coisas assim de judeus, de Israel, com certeza lembra, porque esse aqui é uma data que eles guardam todo ano.
Então tem as festas, as festas da Páscoa, a festa de Tabernáculos, Pentecoste, tem o dia da expiação, que é o dia mais importante no calendário dos judeus, é o dia da expiação, que vai cair entre o mês de setembro e outubro.
Esse é um dia que tudo para mesmo, assim, as coisas param no sábado, mas no dia da expiação, em Israel e também onde os judeus conseguem guardar, eles param tudo mesmo, é o dia mais sagrado, é o dia no Antigo Testamento, que é o único dia que o sacerdote, o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos, o dia da expiação.
É um dia de arrependimento, eles faziam toda uma cerimônia com um bode expiatório, aquela expressão que todo mundo hoje, até hoje, virou um bode expiatório, isso vem desse costume, esse ritual que Deus ordenou, que eles colocassem sobre um bode todos os pecados da nação.
Então o dia da expiação era um dia de arrependimento nacional e coletivo e era muito, muito importante. Hoje, em tempos modernos, tem o dia, até acho que passou agora há poucos dias, o dia de memória do holocausto, isso não é uma coisa de muito tempo que o holocausto aconteceu há pouco tempo.
Então hoje tem o dia da memória do holocausto, que eu também fiz menção no domingo passado. Mas esse dia é um dia também de profunda tristeza que os judeus guardam, porque é um dia que não foi uma data ordenada por Deus, mas é um dia que eles lembram e com razão das coisas ruins que aconteceram.
As duas coisas mais importantes que aconteceram foram isso aqui, geralmente os anos que eles determinam assim são anos aproximados, não tinha assim um jeito de precisar.
Os estudiosos falam 586 ou 587 antes de Cristo, que foi essa data aqui que nós estamos lendo, vimos domingo passado em reis, em crônicas aqui ele está repetindo no quarto mês aos nove do mês.
Então essa data foi a data que caiu Jerusalém, mas muito significativo que no ano 70 depois de Cristo, quando os romanos tomaram, também sitiaram, os romanos também sitiaram Jerusalém por mais ou menos três anos, e o dia que Jerusalém caiu foi na mesma data.
Esse tishbaf que é o nono dia do quarto mês, então assim é muito significativo, Jerusalém caiu no mesmo dia, exatamente.
Esse ano aqui, 133 foi uma segunda rebelião porque 70 foi causada assim como no tempo de Zerequias, porque que Babilônia cercou Jerusalém nessa época que nós estamos estudando?
Que Nabucodonosor, o Babilônia já mandava em toda a região, por que que ia sitiar Jerusalém?
Porque Zerequias se rebelou, se ele não tivesse se rebelado não ia acontecer isso.
Então no tempo também, Roma já dominava, tempo de Jesus, antes de Jesus, Roma já controlava, Israel não era um estado independente, autônomo, mas houve uma rebelião, houve uma revolta dos judeus
e aí os romanos foram, cercaram Jerusalém, essa ocasião e tudo que aconteceu é muito documentado, principalmente por aquele historiador famoso, Josepho.
Então, mas é significativo então que caiu no mesmo dia, na mesma data. Em 133 houve uma outra rebelião e mais uma vez os romanos ainda era Roma.
Nessa data assim, eles falam que houve um massacre, porque Jerusalém acho que nem tinha muita depois de 70, Jerusalém não voltou a ser uma cidade forte, mas foi uma data que aconteceu,
Roma acabou com a rebelião e matou muitos judeus, então aconteceu algo significativo na mesma data. Mas olha só, 1290, os judeus foram expulsos da Inglaterra nessa data.
Olha que coisa interessante, 1492, os judeus foram expulsos da Espanha na mesma data, então é um dia negro, é um dia sim que os judeus, e acho que eles contam outras coisas.
Existe uma tradição, até tentei dar uma olhada se tem algum fundamento bíblico, mas existe uma, acho que mais uma tradição, que eu acho que eles não tem como precisar da data, mas existe uma tradição que quando os espias, lá antes, bem antes disso aqui,
quando Moisés mandou os espias para expiar a terra, e os espias voltaram e falaram "não, não dá para a gente entrar na terra", dizem que foi na mesma data, mas isso acho meio difícil de ter certeza se foi nessa data ou não.
Mas enfim, essa data é muito significativa, os judeus religiosos guardam essa data, é um dia assim, eles têm todo um ritual, você pode olhar na internet, eles têm as coisas assim, a jejum, eles fazem várias coisas.
E pensem comigo, qual a parte da bíblia que eles leem nessa data, os judeus, o que vocês acham? Porque eles têm várias coisas, por exemplo o livro de Ruth é lido numa data especial, eles têm leituras que eles fazem nas sinagogas, têm leituras específicas que eles fazem em datas específicas.
E por exemplo a Páscoa é uma data que Deus falou, é para vocês guardarem por todas as gerações, é uma data alegre, porque eles estão comemorando a libertação do Egito, libertação da escravidão, cordeiro, e isso nós como cristãos continuamos com a mesma ideia,
nós comemoramos a seia do Senhor, é uma sequência, um cumprimento da Páscoa. Agora, qual o livro da bíblia? Qual o livro da bíblia que eles leem especificamente? Eles leem outras partes também, mas tem um livro em particular que eles leem nessa data, que é um livro muito apropriado.
Lamentações. Lamentações. Por que lamentações? Porque é Jeremias chorando exatamente esse acontecimento, descrevendo um livro curto, um livro escrito em forma de poesia, e daqui a pouco nós vamos ver algumas coisas no livro de lamentações.
Então, quando a gente pensa em celebrações, em datas, geralmente você, dia da independência, dia da libertação dos escravos, sei lá, geralmente quando você pensa numa data festiva, numa data que nós vamos comemorar, geralmente a gente comemora uma coisa boa.
Eu não me lembro, vocês podem tentar, assim, será que tem alguma data que nós, na nossa cultura ocidental, não sei, nos povos orientais, se tem alguma data que nós guardamos que é uma data de tristeza, uma data assim, você lembra dessa data, porque é uma data de tristeza.
Por que eu vou lembrar de uma coisa triste? Eu quero esquecer o que foi triste. Eu não quero lembrar mais disso. Será que é um costume mórbido? Será que é um costume errado? Por que nós vamos lembrar de uma data triste?
Mas Deus quer que lembre. Essas coisas, tanto as coisas boas como as coisas ruins, elas devem ser lembradas. Não sei se vocês lembram, domingo passado também eu falei assim, que geralmente os judeus, eu acho que os judeus, mas eles têm essas datas que eles lembram de coisas tristes mesmo, mas geralmente quando se fala na data do holocausto, a ideia é assim, nós temos que fazer tudo para que não haja anti-semitismo, para que nunca mais aconteça.
A maldade que os outros povos causaram. Mas esta data, o próprio dia da expiação, que é uma data que é inscrito por Deus, são datas em que ele pede assim, isso é um dia de aflição de alma.
Não é assim, nós vamos ficar, então nós vamos fazer um dia e aí a gente vai ficar duas horas chorando e seis horas celebrando. Não, é o dia todo chorando, é o dia todo lembrando do que aconteceu.
Se você não ler a Bíblia em sequência, provavelmente você nunca vai pegar o Livro de Lamentações, a não ser que você pegue que tem uma parte bem no meio do livro, no capítulo 3, que tem uns versículos bons.
Então o que você conhece, provavelmente o que você lembra mais, o Livro de Lamentações é "Por causa das misericórdias de Deus é que nós não somos consumidos, suas misericórdias se renovam de dia em dia". Essa parte vocês lembram, né?
A gente cita, a gente lê, a gente tira do contexto e lê, mas o Livro de Lamentações chega nesse contexto com toda essa ideia de lamentar o que aconteceu e por que aconteceu.
E Salomão, no livro também que é meio triste, tem um livro de Salomão que é meio problemático, que é o Livro de Eclesiastes, que fala um monte de coisa assim, até meio assim "Nossa, isso está na Bíblia, como que pode ser assim?"
Mas é um livro meio sem esperança, tudo é vaidade, o fim do homem é morrer, o homem bom morre do jeito que o homem ruim morre, é um livro que parece até de alguém que não tem fé.
Mas nesse livro ele também fala que é "Você ganha muito mais indo num velório do que numa festa de aniversário". Ele fala isso em Eclesiastes, né? Você vai ter muito mais proveito porque num velório você vai pensar sobre o sentido da vida.
Então numa lamentação, numa situação em que você lembra porque aconteceu isso com Jerusalém, você vai baixar a sua bola, você vai parar de pensar que você é melhor do que os outros, você vai entender que um dia vem o juízo final, ainda bem que não é para mim, é para os outros.
A gente pensa assim, o juízo final, Deus vai julgar os ímpios, mas eu já fui salvo por Jesus, então eu não entro nessa. E essa história e todas as histórias que tem a ver com essa data, ou o dia da expiação, que é o dia mais importante no calendário judaico, é um livro para pensar nos nossos pecados, é um dia para lembrar daquilo que nós fizemos e porque Deus começa julgando o seu povo.
Porque existe uma ideia que os judeus tinham, muitas vezes, em muitas épocas da história, que eles eram melhores do que os outros, eram superiores, eles não podiam nem comer com os gentios porque era contaminação.
E isso passou para os cristãos, muitas vezes, de pensar, de fazer uma separação, isolamento, de sentir que nós somos melhores e que Deus tem raiva dos outros, mas nunca tem raiva da gente.
Então essa ideia, que é uma ideia errada, porque o povo escolhido de Deus, os judeus, Deus escolheu, Deus protegeu, Deus deu uma terra, essa terra que tem lá em Israel é deles, não é dos árabes, não é dos palestinos, é dos judeus, os judeus são especiais, os judeus são melhores.
Mas pensa um pouquinho em tudo que Deus fez para julgar os judeus e se nós somos também parte do povo de Deus, porque nós fomos enxertados, nós também fazemos parte através da fé, nós somos filhos de Abrão, então o mesmo princípio é válido, o mesmo princípio é válido.
Bom, enquanto vocês estão olhando aqui para a lousa, deixa eu falar assim, essa aqui é só uma ideia de tempo, para vocês terem uma ideia assim de quanto tempo e como que foi a história em relação à terra prometida.
São datas aproximadas e arredondadas, por exemplo, esse 586 ou 587 eu arredondei para 600 e essa data de 1400 também é aproximada, existem discussões sobre exatamente quando que Josué realmente entrou na terra, mas eu estou considerando uma ideia aproximada.
Então quais foram os períodos que Israel estava na terra? Então 1400 antes de Cristo seria a data, se você tiver espaço e quiser colocar assim, a data de Josué.
Então foi quando Josué entrou com o povo, passou Jordão e entrou na terra prometida.
Então desde 1400 antes de Cristo até essa data que nós estamos vendo agora, que inclusive, deixa eu lembrar que a gente falou isso já há várias semanas, houve três etapas de Babilônia levar o povo para o cativeiro.
O primeiro aconteceu quando Daniel foi, que foi o ano mais ou menos de 605 antes de Cristo. Então essa data realmente está, e essa data quando Daniel foi para o cativeiro é a data que marca o início dos 70 anos.
Se você olhar 586 que é a queda final de Jerusalém e depois quando Ciro deu o decreto vocês podem voltar, quem quiser pode voltar e reconstruir a casa de Deus que foi por volta de 536 antes de Cristo.
Essa data para 500 e tem de dar 50 anos só, mas os 70 anos do cativeiro começou com Daniel.
Então teve uma leva com Daniel, teve uma segunda leva quando foi Ezequiel e houve uma terceira leva que foi nessa aqui.
Quando você olha no último capítulo de Eremias que ele dá o único lugar dos três relatos que dá números, a quantidade de pessoas que Nabúco do Anosô levou para a Babilônia nessa última leva foi muito menor.
Na segunda que foi Ezequiel foram mais de 10 mil, nessa terceira e última leva foram menos de mil pessoas.
Então contando assim porque antes de Cristo os anos vão diminuindo, então 1400 antes de Cristo até 600 antes de Cristo são 800 anos.
Então durante 800 anos Israel estava na terra, mas isso assim progressivamente Deus foi tirando porque mais de 100 anos antes disso as dez tribos foram para o cativeiro.
Então já estava começando um processo antes.
Bom, aí tirando os 70 anos do meio aqui mais ou menos de 540 antes de Cristo, até 70 depois de Cristo Israel não era uma nação, não tinha rei, eles não tinham liberdade mas estavam na terra.
Então mais 600 anos que eles ficaram.
E aí sempre assim, alguns ficavam, quando fala assim, judeus foram expulsos da terra, nunca foi, mesmo nessa época aqui que foi a terceira leva, ficavam alguns.
Então nunca foi assim, provavelmente, não tem como provar isso, mas provavelmente em toda a história alguns judeus estavam na terra, alguns mesmo durante esse período maior.
Mas a gente conta a data significativa quando caiu Jerusalém, Jerusalém é simbólico, é um ícone, é um acontecimento escatológico.
Os profetas sempre ligavam o ataque a Jerusalém ou a queda de Jerusalém ao dia do Senhor, ao dia que Deus ia julgar tudo e finalmente vir para estabelecer seu reino.
Então Jerusalém tem um significado muito grande.
Então essa data de 70 é uma data significativa por causa disso. Então mais 600 anos. Então desde 70, aqui também assim, porque as coisas não acontecem tudo de uma vez.
Então considerando 1917, foi o fim da Primeira Guerra porque houve um decreto que é muito conhecido, que é muito considerado assim como também uma data histórica, foi a Declaração Balfour, porque tinha um Senhor Balfour na Inglaterra que sugeriu, mas foi um decreto da Inglaterra,
depois da Primeira Guerra caiu o Império dos Otomanos, dos Turcos e a terra de Israel pela primeira vez em séculos saiu das mãos de árabes ou turcos que durante esse longo período, estou colocando aqui, 1850 anos.
1850 anos desde 70 até 1917, estou redondando, mas aproximadamente 1850 anos que os judeus estiveram sem direito, alguns estavam lá, mas sem direito legal de estar na terra de Israel.
Então eu só queria que vocês comparassem, 800 mais 600 são 1400, então eles estiveram fora mais tempo do que dentro.
Você pode somar 1850 mais 70 anos aqui no meio, vai dar quase 2000 anos, 1920 anos. Então é muito tempo fora da terra. Então só para a gente ter uma ideia e nós já passamos, estamos em 2019, então nós já passamos de 100 anos que essa situação foi revertida.
A gente considera muito o ano de 1948 quando Israel se tornou um estado, mas desde quando os judeus tiveram direito, mas muita luta, toda essa história é bem complexa.
Então isso é mais ou menos um pano de fundo histórico para vocês terem uma visão e também pensar nessa data que é uma data que os judeus guardam e que tem um livro, um livro pequeno, Lamentações, mas tem um livro da Bíblia dedicado a lamentar, a descrever e lembrar desse dia terrível,
desse dia escuro, negro para o povo de Deus e para os propósitos de Deus e a gente precisa sempre aprofundar mais, a gente escolhe geralmente os textos mais de esperança, os textos que falam de Jeremias, tem alguns textos maravilhosos que nós vamos dar uma olhada assim em próximas aulas.
Mas nós precisamos pensar no juízo de Deus e nesse sentido que eu falei, a gente às vezes fala assim, vou gastar cinco minutos, meia hora pensando no arrependimento, mas aí eu vou gastar, eu não quero ficar pensando muito sobre isso, eu quero já vir essa página e vamos começar a falar da esperança.
É verdade, não é para a gente ficar só pensando na tristeza porque Jesus nos trouxe esperança, então é para ter esperança e você pode, o próprio livro de Lamentações, como eu falei, no meio do livro ele fala de esperança.
Então, dificilmente os salmos, a maioria, eu lembro assim, na leitura de salmos, não sei se é 89, tem um salmo que não tem nada, nada de positivo, nada de esperança, só falando de tristeza, é um salmo, vamos dizer assim, depressivo, mas para Deus não é depressão, para Deus é arrependimento, arrependimento.
Nem sempre você tem que, não, mas não pensa muito sobre isso, não vamos ficar triste, gente, vamos virar lá, tem esse texto que fala do pecado, mas vamos falar logo sobre a restauração, vamos falar sobre a renovação, vamos falar sobre a esperança em Jesus.
Isso tem um valor, mas às vezes nós precisamos fazer uma assembleia solene, às vezes nós precisamos fazer um dia de memória realmente do pecado e do nosso arrependimento para que isso tenha efeito em nós.
Durante essa aula, na próxima, sei lá, eu quero explorar um pouco mais isso, porque, começamos falando domingo passado, porque, porque que Deus foi tão drástico, Ele não podia só passar um susto, no tempo de Ezequias foi um susto, um susto sério, porque muita gente morreu, alguns foram para o cativeiro, mas Jerusalém não caiu.
Ezequias foi assim, por um fio, quase que foi, mas não foi, ainda teve, mas são chances que Deus deu, e Deus, chega a hora que Ele precisa tratar com mais severidade.
Então, voltando para Jeremiah 39, então, no versículo 2, fala sobre esta data. Versículo 3, esse versículo 3 não está nos outros relatos que a gente leu. "Então entraram todos os oficiais do rei de Babilônia e pararam na porta do meio".
A ideia aqui, você vai lembrar, muitas vezes no velhizamento, fala sobre aqueles que sentavam na porta, a entrada da cidade, o portão principal, ou um dos portões da entrada, era um lugar onde os anciãos, os juízes, aqueles que eram o conselho da cidade, aqueles que tinham autoridade na cidade, era onde eles se reuniam e onde eles passavam, tomavam decisões.
Então, aqui, os oficiais Babilônios estavam entrando e tomando lugar de autoridade na cidade. Então, eles entraram e pararam na cidade, e aí fala o nome deles.
Eu não vou repetir agora esses próximos versículos, porque nós já lemos no relato de 2 Reis 25. Essa parte do versículo 4 até o versículo, vamos assim, tem no outro relato, mas vamos recomeçar no versículo 8.
"Os caudeus queimaram a fogo a casa do rei e as casas do povo e derrubaram os muros de Jerusalém. Ao resto do povo que ficara na cidade, aos desertores", lembra que eu falei sobre isso, durante esse período do cerco, algumas pessoas estavam passando para o lado dos Babilônios e eram considerados desertores.
"Aos desertores que se tinham passado para ele, e ao resto do povo que havia ficado, levou Nebusaradão, comandante da Guarda Imperial, para Babilônia".
Mas, olha como essa é uma parte assim, quando passa muito tempo fazendo injustiça e a gente pensa assim que Deus não está olhando, poxa, mas parece que Deus não faz nada, porque a gente quer justiça rápida, e na verdade é o certo.
Quando Deus está reinando, quando Deus está realmente no controle, ele age rápido, só que Deus é soberano, ele tem poder para intervir, mas na maioria das vezes ele não intervém.
Então nós vivemos num sistema do mundo, como o Novo Testamento ensina, que tem um príncipe do mundo, que tem as forças do mal que estão governando. Nunca sem, assim, Deus sempre pode intervir, Deus é poderoso, Ele tem a última palavra, mas dentro daquilo que Ele mesmo estabeleceu, Ele não toma essa autoridade toda de volta para Ele.
Ele só faz algumas intervenções, então nós queremos justiça rápida, mas Deus muitas vezes por causa desse sistema, por causa desse tipo de situação que o mundo está, Deus demora, mas quando Deus intervém, Ele inverte as coisas.
Então aqui se vê, nas outras levas, principalmente na anterior a essa que foi Ezequiel, Nabucodonosor levou todos os, não só príncipes, mas todas as pessoas que tinham profissão, todas as pessoas que eram, vamos dizer assim, classe média, todas as pessoas que tinham algum tipo de profissão, que eram as pessoas que faziam a economia andar.
Como eles estavam revoltando, rebelando contra o Babilônia, ele falou assim, eu vou pegar a nata, eu vou pegar a camada superior, vou levar para o Babilônia e vou deixar só o povo mais pobre.
Isso já tinha acontecido antes, mas mesmo esses que ficaram, continuaram, e a gente não dá para saber muitos detalhes, mas ficaram os Edequias, ficaram alguns príncipes, ficaram, e dá a entender que foram eles que não quiseram ouvir a palavra de Deus.
Não acho que foi exatamente o povo pobre, mas ele pegou a camada superior, a camada intermediária e deixou umas camadas inferiores na escala social.
Agora, nessa última etapa, ele também leva, onde eu estou, versículo 9, ele pegou o povo que tinha ficado na cidade, os desertos, muita gente tinha morrido também, muita gente.
Então, ele levou de novo, e lembra que ele já tinha deixado o povo pobre, então, quando ele está nessa terceira etapa, ele está levando o povo pobre, ou alguns dos pobres acharam que não eram pobres mais, não sei.
Mas, versículo 10, novamente, ele pega a camada maior do que tinha, do que tinha sobrado. Então, agora vai ficar os pobres, os pobres, os pobres, porque já é a última pescada, a última peneirada.
Mas, os pobres, de entre o povo, que nada tinham, que não tinham mesmo, que nada tinham, deixou Nebusaradão, comandante da guarda, na té de Judá.
E, naquela época, deu-lhes vinhas e campos. Então, esse povo pobre que nada tinha, eles herdaram as propriedades que o povo que foi para a Babilônia perdeu.
Então, Deus está, lembra que a semana passada também fala em crônicas que o povo não estava guardando os sábados, e não só o sábado da semana, mas eles não estavam guardando o ano sabático.
E esse ano sabático implicava em fazer justiça social, que era assim, pegar todas as pessoas que, por alguma razão, tinham entrado em dívidas, se tornaram escravos e perderam suas propriedades por causa de alguma coisa que aconteceu durante aquele período de sete anos.
No final de sete anos, eles tinham que devolver da liberdade para o que estavam em escravidão, e depois tinha, a cada cinquenta anos, o ano do jubileu, que todas as propriedades tinham que voltar para as famílias originais.
E o povo não estava fazendo isso. Então, Deus tirou todo o povo, a maioria do povo da terra, para dizer "agora a terra vai descansar".
Mas Deus não está interessado só na terra descansar. A terra descansar é um princípio agrícola, que na época talvez eles não entenderam direito, mas quem estuda agronomia, estuda assim, o cultivo da terra, sabe que para você ter uma terra produtiva para a lavoura, de cinco em cinco, sete em sete anos, você precisa deixar a terra descansar, que é uma recomposição da terra, material orgânico,
muita coisa assim vai, porque senão você suga, suga, suga, até todo ano fazendo plantações e tirando os nutrientes que a terra tem, então você tem que fazer isso voltar.
Mas Deus não estava só interessado nisso, porque o ano sabático tinha todos esses princípios de justiça social. Então, agora os pobres de entre o povo que nada tinham, eles ganharam vinhas e campos.
Bom, agora hoje nós vamos falar então o que nos outros relatos não tinha, então essa parte diferente que tem no relato, até aqui é mais ou menos igual ao relato segundo Reis, mas agora, obviamente aqui é o livro de Jeremias, aqui vai falar sobre Jeremias.
O que aconteceu com Jeremias? Jeremias que é o profeta que durante anos e anos vem falando que submetam-se à Babilônia, aceitem o domínio, é um domínio cruel, é um domínio opressivo,
mas vocês precisam aceitar porque vocês pecaram, é necessário vocês passarem por essa disciplina de Deus.
Então, o que aconteceu com Jeremias? Versículo 11, Nabucodonosor, o chefão, o rei, o número um, aquele lá em cima, ele sabia o que Jeremias falava e quando eles tomaram a cidade, pelo menos do que está escrito aqui,
ele mata todo mundo, pega o rei, leva o povo, só deixa os mais pobres, a única pessoa que ele falou assim, eu quero que vocês protejam, não façam nada de mal com ele, foi com Jeremias.
Nabucodonosor havia ordenado a Nebusaradão, comandante da guarda imperial, a cerca de Jeremias, toma-o e põe sobre ele os teus olhos, não lhe faças nenhum mal, mas como ele disser, assim procederás com ele.
O que ele quiser, ele tem carta branca, o que ele pedir, você pode dar para ele. Vamos ver, esse é um teste, porque o que Jeremias vai falar?
Vou sair da prisão, agora todos os que não me ouviram ou morreram ou vão para o cativeiro, agora eu vou, agora eu estou por cima, eu estava lá embaixo, eu estava preso, agora eu vou ficar por cima, será que é isso?
Pelo que o comandante falou com, versículo 13, falou com os oficiais, mandaram retirar, versículo 14, Jeremias do atrio da guarda, entregaram as gedalias para que o levasse para casa, assim ficou ele entre o povo.
Versículo 15 é um tipo de parênteses, Deus dá uma palavra para ele ainda antes desse momento, deu o senhor uma palavra a Jeremias, estando ele ainda encerrado no ato da guarda, dizendo, vai e dizia, é Bede, Melek ou Etilpe, quem é esse cara?
Por que que Deus ia mandar uma palavra para um Etilpe? Quem é esse cara? Ninguém lembra, mas é no capítulo, dois capítulos antes, é aqui pertinho.
Lembra quando eles falaram com reis, Jeremias está só falando mal de nós, joga na prisão, joga no buraco, naquele poço, então eles jogaram dentro do barro, dentro de uma cisterna funda e foi esse de todo, podia ter sido qualquer um, judeu, temente a Deus, não, foi um Etilpe.
A ideia assim, ele não era do povo de Deus, ele era um estrangeiro que estava lá, ele foi arriscando a vida, foi para o rei e falou assim, não deixe Jeremias lá, ele vai morrer.
E Jeremias aquele assim, manda jogar, ele jogava, manda tirar, ele tirava, então esse Etilpe foi falar com o rei, o rei falou assim, não, pode tirar, o Etilpe foi com muito cuidado, jogou panos lá com cordas para tirar Jeremias sem machucar, cuidou de Jeremias e Deus deu uma palavra para ele.
Vai, diz Abé de Meleque o Etilpe, assim diz o Senhor dos exércitos, eu cumprirei as minhas palavras sobre esta cidade, para mal e não para bem, naquele dia se cumprirão perante os teus olhos, a ti porém livrarei naquele dia, diz o Senhor, não serás entregue nas mãos dos homens a quem temes, eu te salvarei, não cairás a espada, mas a tua alma terás por despojo porque confias em mim, diz o Senhor.
Então é mais ou menos como Jesus pensando no ladrão que estava ao seu lado, em vez de ficar pensando, Deus, o Senhor não vai me livrar, Jesus foi dar uma palavra de conforto para o ladrão, então Jeremias que está sofrendo, Deus dá uma palavra.
A Jeremias pode falar assim, oh Deus, o Senhor não tem uma palavra para mim também, mas ele deu essa palavra, foi ok, mas a história continua, capítulo 40, versículo 1.
Palavra que veio Jeremias da parte do Senhor, depois que Nebusaradão, comandante da guarda imperial, o deixou ir de Hamar, estando ele atado com cadeias no meio de todos os do exílio de Jerusalém e de Judá que estavam sendo levados cativos para a Babilônia.
Esse versículo significa que Jeremias estava no meio dos cativos, tudo com cadeias e todos sendo levados para o cativeiro.
Versículo 2. Quando o comandante da guarda encontrou Jeremias, disse-lhe, o Senhor teu Deus pronunciou esse mal contra esse lugar.
Gente, é muito interessante, assim no tempo também de Ezequias, os caras da Síria sabiam muita coisa sobre quem era Deus e o que ele falava, eles ficavam citando naquele tempo de Ezequias e citavam muitas coisas erradas também.
Mas é interessante que esse povo, que eles não temiam o Deus de Israel, mas eles sabiam.
E olha assim, Jeremias escutando um cara da Babilônia falar isso com ele, presta atenção no que o comandante da guarda vai falar com Jeremias.
O Senhor teu Deus, ele não é meu Deus, mas o Deus de vocês, ele falou que ia acontecer isso, porque vocês são malvados, vocês não estavam sendo fiéis a ele, o cara de Babilônia.
Gente, eu fiquei pensando hoje, interessante que quando o profeta fala e todo mundo acha que não é, e aí acontece o que o profeta fala, é a hora que todo mundo tem que falar assim, realmente você falou a palavra certa.
Que está escrito aqui, registrado, nenhum judeu, ninguém veio para Jeremias e falou assim, puxa Jeremias, a gente devia ter te ouvido, realmente aconteceu do jeitinho que você falou.
Não, quem fala isso é o cara que veio da Babilônia e falou assim, oh Jeremias, você é um cara que fala a verdade, porque Deus está fazendo isso, eu estou entrando aqui, vocês perderam essa batalha,
porque Deus, o Deus de vocês falou com vocês que vocês foram infiéis e é por isso que vocês estão sofrendo isso.
Então o Senhor teu Deus pronunciou mal contra esse lugar e agora o Senhor trouxe, ele fez como havia dito, olha só, esse Deus de vocês acertou, ele sabia o que ia acontecer.
Tudo isso aconteceu, meio que pisando no calo, tudo isso aconteceu porque vocês pecaram contra o Senhor e não obedeceram a sua voz.
Tem que escutar isso, tem que escutar de quem.
Mas agora, versículo 4, eu te solto das cadeias que estavam sobre as tuas mãos. Se te aprás vir comigo para a Babilônia, vem e eu velarei por ti.
Você não vai ser um escravo qualquer lá em Babilônia, se você quiser vir comigo para a Babilônia, eu vou te dar honra lá.
E olha, lá tem, aqui está destruído, lá tem provisão, lá você vai viver bem se você quiser vir comigo, mas se não te aprás vir comigo para a Babilônia, deixe de vir.
Olha, toda a terra, agora a gente manda em tudo aqui e a maioria das fazendas, das casas, está tudo desocupado agora, não tem ninguém para tocar.
Então, toda a terra está diante de ti, para onde te parecer bem e conveniente ir, para ali vai.
E aí, o que Jeremias vai fazer?
A minha tradução no versículo 5 fala "antes Jeremias se voltar para sair", mas me parece que o sentido é que ele ficou meio assim, realmente ele não sabia o que fazer.
Ele ficou meio demorando, não sei, porque Jeremias, o coração dele, ele falava do mal que viria sobre o povo, mas ele não estava torcendo para a Babilônia.
Ele não estava dizendo, olha, o pessoal que, o meu partido ganhou, o meu partido, agora nós estamos no poder, agora a gente, não, ele não estava torcendo para a Babilônia.
Ele não tinha prazer na Babilônia, ele chorava, ele ia aceitar alguma posição, algum privilégio, alguma coisa especial, porque os caras de Babilônia não assim, esse cara está do nosso lado.
Ele falou, ele nos apoia, não, então Jeremias ele não sabe, porque Jeremias, ele está com o povo de Deus.
Agora ele mesmo falava, lembra, a gente tem visto, ao longo das últimas semanas a gente tem visto, ele falava com o povo, vá, vá para a Babilônia, escreveu uma carta no capítulo 29 para os que já estavam lá e falou assim, não fique pensando que vocês já vão voltar,
que tinha profetas falsas falando isso, não fique pensando que vocês já vão voltar para Israel, vocês estão na Babilônia, busquem a paz da cidade, busquem prosperar juntos, porque onde você estiver prosperando você vai prosperar juntos.
Mas lógico que nessa carta não estava dizendo, se torne como alguém de Babilônia, crie raízes e fique aí para sempre, não, não era isso também.
Olha como a gente tem que viver sempre numa tensão, a gente é de Israel, mas a maioria de Israel não está sendo fiel a Deus, olha a situação de Jeremias.
Então, eu estou aqui no meio do povo de Deus, mas o povo de Deus que está aqui não está sendo fiel a Ele.
Se eu vou para a Babilônia, o povo judeu que está nessas regiões lá, em um cativeiro, eles ou eles estão pensando, não, a gente já vai sair dessa, nós já vamos sair dessa, nós já vamos voltar, acendir o Senhor, logo, logo vocês estão de volta.
Não, não é isso, mas também ele falou, busquem a paz, podem casar, podem se estabelecer que vai levar tempo, mas também não era para esquecer de Jerusalém, não era para esquecer do plano de Deus.
Então Jeremias, ele está realmente numa saia justa aqui, o que será, o que eu vou fazer? Tem o meu povo que está em Babilônia, eu posso ir para ficar com eles, ou eu posso ficar aqui com o povo que ficou?
E ele, aparentemente, nas entrelinhas, eu entendo isso, que no versículo 5, Jeremias estava meio que sem dar resposta, e o capitão não tem tempo para perder, ele quer uma decisão rápida.
Então, enquanto Jeremias estava meio que pensando no que fazer, aí Nabusaradão falou assim, ah, então tá, então, você não está muito querendo ir comigo, então, volta a Gedalias, filho de Aicão, filho de Safã, quem o rei de Babilônia pôs sobre a cidade judá, porque o rei de Babilônia colocou, não um rei, mas ele colocou alguém para se responsar, para ser um tipo de governador sobre o povo que ficou.
Então ele escolheu esse Gedalias, que era um judeu, e ele falou com Jeremias, então vai, vai ficar com ele, habita com ele no meio do povo, ou vai para qualquer parte que te aprovê aí.
Então o comandante lhe deu sustento para o caminho, porque ele ia viajar, um presente, e o deixou ir. Assim veio Jeremias a Gedalias.
Depois nós vamos voltar, porque daqui, só para vocês terem uma ideia, aqui do capítulo 40, até o capítulo 44, vai ser uma sequência histórica aqui em Jeremias, que nós vamos voltar para isso.
Não no domingo que vem ainda, que nós ainda vamos falar um pouquinho mais sobre o significado da queda de Jerusalém e os propósitos de Deus, mas aí a gente volta para a linha histórica,
e vai ter essa história que não tem nenhum outro livro da Bíblia, assim, não tem reis, não tem crônicas, não tem nenhum outro lugar, que fala sobre o que aconteceu com esse povo que ficou, né?
Que o rei deixou os pobres dos pobres lá em Israel, então o que que ficou com esse pequeno remanescente que ficou dentro da terra? Então isso nós vamos seguir na próxima vez.
Agora nós vamos para o livro de Lamentações e vamos rapidamente, que o nosso tempo já está voando, vamos só pegar alguns textos, só para falar um pouquinho sobre esse livro de Lamentações,
para que a gente entenda o que que Deus está querendo dizer, assim, como que Deus quer que a gente reaja, né? E o exemplo de Jeremias é muito forte nesse sentido, né?
Ele não ficou na terra para ele ganhar vantagem, ele não foi para Babilônia para ganhar vantagem, ele não foi para ganhar vantagem para lugar nenhum, né? É só assim, sintetizando rápido, assim, o povo que ficou na terra, né?
Com esses gedalias, eles começaram a brigar entre si, um deles veio e matou gedalias, que o rei de Babilônia tinha colocado, e Jeremias continuou falando o que o povo não queria ouvir.
Então mesmo ele ficando, depois de tudo isso, as dores de Jeremias não acabaram. Ele sofreu com o povo que ficou, eles não fizeram do jeito que eles tinham que fazer, continuaram não sendo,
assim, não, nós vamos aceitar, nós estamos aqui e temos que aceitar o governo de Babilônia, porque Babilônia colocou esses gedalias, eles mataram o cara lá, os gedalias, e depois eles foram para o Egito, mas essa história nós vamos ver depois.
Mas Lamentações, então, é um livro que fala sobre o coração de Jeremias, ele fala isso durante o livro também, todo mundo conhece a expressão que Jeremias é o profeta chorão, ele chora, e por isso que eu tenho falado muitas vezes, né?
Nós estamos no momento da história, e a gente quer explorar isso um pouco mais em outra aula, mas esse período da história, que é de Jerusalém, o que que isso simboliza para nós?
Como eu falei, Jerusalém é uma cidade, é um lugar simbólico, muito importante no plano de Deus, e quando vêm exércitos, quando vêm nações, quando Jerusalém é atacada, os profetas sempre viam isso como muito relacionado com o fim do mundo.
O próprio Jesus, quando ele fala em Mateus 24, muitas coisas que Jesus falou que iam acontecer, olha para que a sua fuga não seja no inverno, quando isso começa a acontecer, se você estiver no campo, nem volte para sua casa, foge, e aí ele começa a descrever as coisas que iam acontecer, muitas coisas que Jesus falou,
até tem gente que acha que tudo que Jesus falou em Mateus 24 ou Lucas 21 se cumpriu no ano 70, e muita coisa se relacionou mesmo, porque a destruição de Jerusalém é muito relacionado com o dia final, com a volta de Jesus.
Daí você tem Zacarias, que foi um profeta que veio depois da volta para Israel, para Jerusalém, e ele faz a profecia mais descritiva na Bíblia inteira sobre o que vai acontecer quando Jesus voltar.
E a descrição dele, no capítulo 13 e 14 de Zacarias, ele descreve exatamente todas as nações, aí fala também sobre isso em Joel 3, tem vários lugares que falam, mas descreve todas as nações cercando Jerusalém,
e chegando assim o momento de destruição, só que no final, como no tempo de Ezequias, Deus, na pessoa de Jesus, volta, livre o seu povo e estabelece o seu reino.
Mas é um tempo de muito juízo, de muita morte, de muito sofrimento para Israel, e em seguida é um tempo de sofrimento para o mundo inteiro.
Por que? Porque para estabelecer o reino de Deus é necessário tratar com o problema do pecado, senão nós vamos repetir a história para sempre, sempre sobe e desce, sempre o pecado se multiplicando,
então tem que chegar um momento em que Deus faz um tratamento, e muitas pessoas têm comparado isso ao tratamento de câncer, que você tem que usar quimioterapia e radioterapia,
são tratamentos agressivos que quase matam o paciente para matar o câncer, então o tratamento de Deus é mais ou menos isso, tem que matar o pecado, tem que estipar, tem que tirar,
então se você lê o livro de lamentações, a maior parte do livro está falando assim quase como se não, acabou, acabou, mas não acabou, porque esse tratamento de Deus,
e só colocando esse parênteses, o tratamento de Deus foi tão eficaz que depois desse cativeiro de Babilônia os judeus nunca mais foram para idolatria na história,
claro que isso não significa que eles foram fiéis a Deus, muito pelo contrário, mas esse problema da idolatria, isso é uma coisa simbólica que Deus, não é só simbólica,
foi uma coisa que Deus fez, mas isso representa o que Deus quer fazer para tirar, e as profecias de Jeremias e de Ezequiel, principalmente esses dois profetas dessa época,
quando eles falam da nova aliança, que também nós vamos ver em uma das próximas aulas, quando eles falam da nova aliança, eles falam de uma aliança que Deus vai fazer que vai resolver o problema do pecado,
então a ideia é essa, o juízo de Deus até a última instância é um juízo para purificar, não é um juízo para condenar, o juízo é para tirar o pecado e para Deus poder realmente agir na nossa vida,
como ele vai fazer isso e como isso aplica individualmente é além da nossa capacidade de entender, mas a ideia do que Deus está fazendo é isso, então vamos lá,
Lamentações 1, só vou pegar alguns versículos para vocês entenderem, capítulo 1, esse primeiro capítulo se vocês quiserem anotar, o primeiro capítulo ele fala principalmente sobre a cidade de Jerusalém, então é uma lamentação sobre a cidade,
então ele já começa falando, como já solitária a cidade, outra hora tão populosa, tornou-se como viúva, que foi grande entre as nações, e ele fala,
versículo 3, dá vontade de ler tudo, mas o tempo não vai dar, versículo 2, "amargamente chora de noite suas lágrimas e correm pelas faces", Deus não tem prazer no juízo,
muito óbvio isso, mas eu acho que tem gente que não entende isso, Deus não tem prazer no juízo, Jerusalém está chorando, o profeta está chorando e Deus está chorando,
e essa descrição de como Deus trata, Ele faz isso primeiro com o seu povo, 1 Pedro fala assim, é tempo do juízo começar pela casa de Deus, então a ideia é sempre assim,
Deus vai fazer primeiro com a gente, primeiro com aqueles que são seus, e isso vai depender do quanto que a gente aceita, se você continua recusando,
recusando como os edequias, vai chegar uma hora que isso não está nem falando sobre salvação, está falando sobre as medidas que Deus usa aqui,
tem que lembrar que morte é uma coisa terrível, a coisa mais triste de toda a nossa existência aqui na Terra é a morte, mas a morte física ela não é o fim da história,
então a morte física não é juízo final pra ninguém, então quando fala sobre morte não significa assim, quem morreu na destruição de Jerusalém que Deus mandou todo mundo pro inferno, não,
Jesus falou sobre isso, quando falaram com ele, caiu uma torre e matou não sei quantos, mas vocês acham que eles foram mais pecadores do que vocês? Não foram, isso foi simplesmente uma mensagem,
uma forma de dar uma mensagem mais leve assim? Não, porque a gente fala assim, morreu, isso é uma tragédia, é uma tragédia, a morte é uma tragédia, eu não estou querendo de forma alguma amenizar isso,
mas a morte física não é o juízo final, não é pra pessoa e é uma mensagem para os outros, porque a morte física é a primeira morte, o ruim é a segunda morte,
então por isso que quando a gente vê Deus sendo drástico e o juízo dele vindo até a morte, nós temos um pensamento assim de que Deus, não estou falando que Deus vai dar uma segunda chance depois da morte também,
eu estou falando assim, que a morte não é o juízo final, que Deus permite sofrimento, Deus permite morte, mas isso é pra gente pensar, pra gente entender o que Deus está querendo falar conosco através disso,
então ele fala no versículo 3, "Depois de sofrer aflição e dura servidão, Judá foi para o exílio, habita entre as nações, não acha descanso".
Se você olha esse quadro que eu coloquei aqui, que 70 anos é bastante tempo, acho que ninguém aqui, se fosse pro cativeiro hoje, alguns mais jovens teriam a chance de estar vivos daqui a 70 anos, mas quase ninguém,
é muito tempo, mas pense em 1850 anos que foi esse cativeiro aqui, depois da destruição de Jerusalém, então essa lamentação, por isso que ela serve pra nós hoje,
porque não foi só em 586 que Deus julgou Israel, Deus julgou Israel no ano 70 e outras etapas, e isso nós estamos falando sobre Israel e as coisas que Deus faz com a igreja, perseguição não é cativeiro,
perseguição por causa da fé não é cativeiro e não é castigo, perseguição, cristãos que estão morrendo hoje por causa da fé não é, não entra nesse caso,
nós estamos falando sobre juízo, quando Deus tira da terra, então olha só o versículo 7, nos dias da sua aflição e das suas rebeliões, lembra-se Jerusalém de todas as suas mais, a minha tradução, mais queridas coisas,
coisas preciosas ou tesouros, então você lembra na semana passada quando a gente leu em Segundo Reis, muitos não estavam aqui na semana passada, então não tem como lembrar, mas está lá em Segundo Reis 25,
ele descreve todas as coisas preciosas, como eles queimaram a casa de Deus, mas eles pegaram todos aqueles instrumentos, aqueles vasos, aquelas coisas que foram feitas com anos, com artesanato, com muito cuidado,
isso representa os tesouros, as coisas que Deus deu para a igreja, se você compara a igreja, hoje Deus já vem restaurando muita coisa, mas se você compara uma grande parte da história da igreja com a igreja primitiva,
quantas coisas foram levadas para o cativeiro, quantas coisas foram perdidas, então aqui ele está falando, Jerusalém lembra das suas mais preciosas coisas que teve nos tempos antigos,
Versículo 10, estendeu o adversário a sua mão, a todas as coisas mais preciosas dela, ela viu entrar no seu santuário as nações que proibiste entrar na tua congregação,
ela falava assim, não é para entrar pessoas impuras, pessoas que não fazem parte da aliança, então todas as pessoas que, isso aconteceu no tempo de Roma, aconteceu em outras épocas de pessoas profanarem,
pessoas destruírem as coisas sagradas e isso tem acontecido na igreja também. Gente, nós vamos ter que parar porque para chegar até o capítulo 5 de Lamentações eu vou até depois do meio dia,
então nós vamos retomar isso na semana que vem, se você tiver oportunidade, se você puder, leia o livro de Lamentações, eu acho que vai ajudar, então nós vamos voltar a falar, deixa eu só ler no versículo 16,
é só para duas coisinhas que eu vou chamar a atenção no capítulo 1, no versículo 16 é o profeta falando "por estas coisas choro e os meus olhos se desfazem em águas, afastou-se de mim o conselador que devia restaurar o meu espírito,
os meus filhos estão desolados porque o inimigo prevaleceu" e no versículo 18 ele reconhece que tudo que está acontecendo e isso é uma atitude que não é fácil ter,
porque quando nós estamos passando por provações, por adversidades, a primeira tendência nossa é reclamar, eu não mereço isso, isso não deveria estar acontecendo comigo, não é assim que a gente fala,
e se você fala com Deus, não tem muito problema, Deus que vai examinar o seu coração, não sei, fala com Deus e veja o que ele fala, é ruim você começar a falar com outros,
para tipo difamar Deus, Deus não gosta disso, não é uma coisa certa, mas se Deus não tivesse misericórdia todos nós teríamos sido fulminados há muito tempo,
e isso a gente faz de várias formas, mas Jeremias ele está junto, o que eu quero enfatizar é que Jeremias, naquela escolha que ele teve, ele não saiu fora do sofrimento,
ele teria a oportunidade quando Babilônia entrou, ou ficando na terra, ou indo para a Babilônia, ele teria a oportunidade de ficar assim numa classe à parte,
eu estou fora do sofrimento, porque eu vi o que era certo, na hora certa, então agora todo mundo está sofrendo, mas eu estou fora, porque eu estava sendo fiel, eu mereço isso,
Jeremias não escolheu isso, ele continuou sofrendo e mesmo que ele estivesse numa situação boa, protegida, o coração dele está chorando, o coração dele está assim,
porque ele não tem prazer, como que a gente pode aplicar isso na nossa vida? Eu não posso ter prazer no sofrimento dos outros, porque toda a humanidade Deus ama a todos,
Deus está querendo trazer para si, então em nenhum momento na política eu fico pensando, gente, desculpe, essa aqui é só uma nota meio boba, mas eu lembrei agora,
eu fico pensando, no sistema de Deus, no reino de Deus, será que vai ter esporte, Coríntios contra Palmeiras, contra São Paulo, contra Flamengo, não sei quem,
porque a alegria de uns é a tristeza dos outros, como é que pode, no sistema de Deus, e gente, isso resulta até em morte, como vocês sabem, nas torcidas,
mas isso é mais fácil falar sobre esporte do que política, mas é o mesmo princípio, é o mesmo princípio, porque eu considero que todo torcedor do Coríntios,
sei lá, do São Paulo, de quem for, quem você é contra, você tem aquela ideia, aquele pessoal que torce para aquele time é ruim,
e na política você sabe que é assim que funciona, e quando você ganha, você pisa, agora nós estamos por cima, então eu fico pensando,
gente, é só uma dúvida que eu tenho, como é que Deus, como é que Jesus vai lidar com esporte no reino dele, para que não haja essa alegria com a derrota dos outros,
vocês entenderam o que eu quero dizer? Então, Jeremias, ele não tem alegria com a derrota daqueles que foram contra ele, é verdade, eu preciso falar,
é verdade que tem hora que Jeremias fala assim, bom, eles estão querendo me matar, então dá um jeito neles e julga, Davi fazia assim nos Salmos e Jeremias,
mas Jesus não fazia isso, Jesus se perdoa porque eles não sabem o que fazem, então nem Jeremias chegou ao ponto assim de ter um coração puríssimo em relação aos que eram contra ele,
mas ele se identificava, eu acho que isso é o importante, e só terminando, então no versículo 18 ele fala "justo é o Senhor, contudo me rebelei",
ele se identifica, ele não se coloca assim "eles se rebelaram", Jeremias fala assim "eu me rebelei contra os seus mandamentos, ouvi todos os povos, vede a minha dor".
Então, nós vamos terminar aqui e vamos pedir que o Senhor nos ajude a fazer memória não só das coisas boas, mas que nós possamos lembrar que nós fazemos parte de um povo que desde lá atrás foi rebelde,
que foi idólatra e que Deus está trabalhando conosco e ele não vai desistir, mas o juízo de Deus não é para nos destruir, o juízo de Deus isso vale para a igreja e isso vale para todos,
o desejo de Deus, a Bíblia fala "Deus não deseja que ninguém pereça", ele fala com Ezequiel "não tenho prazer na morte do ímpio", ele precisa tirar o pecado para que ele possa restaurar o jardim do Éden e a habitação dele e o reino dele,
ele precisa tirar o pecado, ele precisa tratar e a lição principal para nós é "é uma oração perigosa, mas se você tiver coragem faça, Deus trata comigo agora, pode ser que doa, pode ser não, vai doer, pode ter certeza, vai doer,
mas é preferível que o fogo de Deus queime na nossa vida agora, é preferível que a ira de Deus, Deus tem ira, se ele não tivesse ira o pecado continuaria igual, tem que entender isso,
se Deus não tem ira contra o pecado, se Deus não declara guerra contra a injustiça, contra o egoísmo, contra tudo que é feito de maneira errada, se Deus não tem ira, então Deus é um Deus que permite tudo e vai continuar fazendo mal para nós e para os planos dele,
então Deus tem ira, mas a ira dele é contra o pecado, ele quer estipar o pecado da nossa vida e de toda a humanidade. Senhor, nós queremos realmente ouvir a tua voz, queremos senhor, nós reconhecemos que o nosso coração sempre vai escolher aquilo que é mais fácil,
que vai nos poupar, nós queremos poupar a nós e nós queremos poupar os outros, mas senhor nós queremos que o senhor trate, ainda que seja com prejuízo para nós, nós pensamos que é prejuízo, pensamos que é terrível destruir Jerusalém e ter tanta ruína,
mas é necessário destruir para poder construir algo permanente e puro e pedimos a Deus, com muito temor no nosso coração, pedimos que o senhor faça isso, para que realmente o senhor possa nos usar para levar o teu reino para outras pessoas,
que nós possamos ter o coração de Jeremias, que possamos chorar, que possamos sentir o teu coração e não o desejo de estar numa classe superior aos outros, senhor, com privilégios especiais, nós queremos fazer parte daquilo que o senhor está fazendo, queremos nos identificar com o teu povo, em nome de Jesus, senhor, te pedimos, amém.