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Aula 17 – Gênesis – O Éden como período probatório para o homem

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O GÊNESIS

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23/06/18 – Gênesis 2 – O Éden como período probatório para o homem

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Transcrição · gerada automaticamente

Então, nós estamos em Gênesis 2 ainda. Na última aula nós falamos de algumas perguntas difíceis de responder e hoje eu achei mais algumas, perguntas difíceis.
Temos falado bastante sobre que Deus coloca algumas coisas para nossa aprendizagem, tem algo, é claro, da sabedoria de Deus, é incrível que em dois capítulos, Gênesis 1 e 2, que pudesse ter tanta coisa importante e ao mesmo tempo é bem resumido.
Tem muitas coisas que nós talvez gostaríamos de saber que não estão ali, mas tudo que a gente precisa quando a gente vai pensar sobre o porquê que nós estamos aqui na Terra, qual o nosso propósito, sempre voltamos para esses capítulos.
Então é importante, impressionante, como Deus conseguiu colocar tanta coisa e ao mesmo tempo não satisfazer a nossa curiosidade, não tem muitas coisas que a gente, por que não fala sobre isso, por que não fala sobre aquilo, mas o que precisa está ali.
Então só vou, essas primeiras três perguntas que estão ali na sua folha, eu queria colocar porque são perguntas que quando nós pensamos sobre esse início da história da humanidade, quando nós pensamos sobre os grandes mistérios da vida,
tem muita coisa que os teólogos escutem, tem muitas coisas que as pessoas perguntam e está tudo relacionado com isso aqui, Gênesis 1, 2 e 3, porque Gênesis 2 tem muita ligação com Gênesis 3, porque já falamos sobre as duas árvores,
que vão estar, uma delas, que vai estar bem no centro da história do capítulo 3, então tem muita ligação entre o que nós estamos vendo no capítulo 2, o que vai acontecer no capítulo 3, que é o início de toda a tragédia humana, está ali no capítulo 3.
Então tem muitas coisas que a gente pergunta, a gente fez algumas das perguntas, por que Deus colocou a árvore proibida, podia ter deixado essa árvore fora, por que tinha uma sentença, um castigo tão sério por causa da desobediência, mas vamos ver aqui.
Então falamos na aula passada sobre as duas árvores, falamos que o conhecimento do bem e do mal em si não é uma coisa ruim, e inclusive nós temos muitas coisas na Bíblia que nos mostra que Deus quer que a gente tenha sabedoria,
é um outro tipo de sabedoria, mas conhecimento do bem e do mal acaba sendo sabedoria, então Deus não quer, essa é uma das possíveis conclusões, se Deus não queria que comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal,
então Ele queria que as pessoas fossem ignorantes, que as pessoas não soubessem das coisas, que as pessoas ficassem como uma criança, sem saber de nada, só confiando, sem ter nenhuma pergunta, sem ter nenhum conhecimento,
é isso que Deus queria, vemos pelo resto da Bíblia que não é esse o propósito de Deus, então é um mistério, porque não era possível, não era proibido comer essa árvore.
Falamos também sobre a aliança na aula passada, se mostrando que apesar da palavra aliança não aparecer aqui, é uma aliança, tem todas as características de uma aliança, tem as condições, a promessa, a consequência negativa,
tem tudo que faz parte normalmente de uma aliança, então a primeira pergunta difícil de hoje é, essa primeira aliança de Deus, que Deus fez com o homem, antes do pecado,
era uma aliança baseada na graça, era uma aliança da graça, ou era uma aliança de obras? Talvez essa pergunta, porque aquela da semana passada, por que Deus colocou essa árvore no jardim, eu acho que todo mundo já fez, todo mundo já pensou nessa pergunta.
Essa aqui talvez você não pensou, porque nem todo mundo talvez pensa nessa questão de graça e lei, graça e obras, mas é uma pergunta que precisa pensar, porque é um dos temas centrais da Bíblia, graça e obras,
e a gente tem esse grande contraste que a gente normalmente pensa em relação a Moisés, a aliança de Moisés, a aliança dos dez mandamentos e a nova aliança, então esse contraste que existe no Antigo Testamento e no Novo,
o contraste entre antigamente era tudo por lei, agora é pela graça, esse contraste é um dos contrastes principais da Bíblia, da velha aliança, do Velho Testamento e do Novo Testamento,
então como nós estamos falando aqui do homem, do propósito original de Deus antes do pecado, será que Deus começou a história humana com lei ou Deus começou a história humana com graça?
Lembro que eu faço as perguntas, mas a resposta não, só a pergunta, mas é uma pergunta difícil, é uma pergunta muito importante, porque a gente sempre volta, a ideia nossa é que Jesus nos resgatou
e que a gente através da nova aliança de alguma maneira nós estamos voltando para a situação antes do pecado, ali no Jardim do Éden aquilo que tinha antes do pecado,
então, mas essa aliança que tinha ali antes do pecado, ela se parece mais com uma aliança de lei ou com uma aliança da graça?
Então essa é a primeira pergunta, a segunda pergunta também é muito importante porque muitas pessoas, e aí entra nesse grande dilema entre Calvinismo e Arminianismo, entre você ter o livre arbítrio totalmente,
ou Deus, porque você tem uma dificuldade muito grande, se você pensar, não, Deus já programou tudo antes, então o homem na verdade não tinha escolha,
se Jesus foi morto como fala em Pedro antes da fundação do mundo, assim, Deus já criou o homem pensando, claro que Deus sabia, mas Deus já programou, Deus queria que o homem pecaste,
porque através do pecado Deus ia mostrar a abundância da sua graça através de Jesus, mas se o homem não pecaste Jesus não teria que morrer por nós e como é que fica? Então são perguntas que a gente faz, essas perguntas a gente faz,
a resposta é muito difícil a gente achar uma resposta clara, e eu sempre lembro de um dos livros, nem lembro qual que é, de Narnia, que numa história lá não lembro nem mais do contexto, eu sei que teve uma parte daquelas histórias lá de César e Luas,
que alguém pergunta assim, mas e se tivesse acontecido aquilo, se não tivesse acontecido aquela outra coisa, e aí na história fala assim, isso você nunca pode saber, o que teria acontecido se o homem não tivesse pecado?
Nós não temos essa resposta, então essa é uma das coisas que a gente não sabe, mas a pergunta 2 é, mas tinha possibilidade mesmo de Adão e Eva não ter pecado?
Havia essa possibilidade? Do jeito que Deus colocou, hoje, pensando na nossa natureza caída, não tem chance nenhuma, você pode colocar qualquer criança ou qualquer adulto numa situação onde você pode fazer de tudo,
menos uma coisa, tudo perde o sentido e só uma coisa que passa a ter interesse, então na natureza caída a gente sabe, não tinha chance, mas a gente fica pensando, mas antes do pecado tinha chance mesmo?
Tinha jeito deles não pecarem? Havia essa possibilidade? Então é uma outra pergunta, será que Deus colocou a árvore ali tinha alguma chance deles não comerem?
E a 3 é ligada a ela, mais um desdobramento da segunda que é, porque você pergunta, se Adão e Eva tinham chance de não pecar, e aí se você for mais a fundo e pensar, olha, a obediência tinha uma ordem,
pode comer de todas as árvores só dessa que não, então esse mandamento, essa ordem muito clara não pode fazer isso, se fizer isso vai ter consequência, nós vamos descobrindo ao longo da Bíblia mesmo no tempo de Moisés,
ele falava de Deuteronômio muito cheio, se você precisa amar a Deus, o primeiro e o maior mandamento está em Deuteronômio, amar a Deus sobre todas as coisas, com toda a sua força, todo o seu entendimento, essa é a chave para obedecer a lei,
então do jeito, lembra que a gente não tem muitos detalhes, nós não sabemos quanto tempo que Adão e Eva ficaram no jardim antes de pecar, não sabemos disso, a história é muito resumida,
a gente só tem alguns pontos importantes para a gente saber, então nós não sabemos de muitas coisas, quanto tempo que Deus andou, chegava tardezinha, por quanto tempo durou esse relacionamento?
Não sabemos, mas a pergunta é, será que eles tiveram tempo para desenvolver esse relacionamento de amor a ponto de realmente obedecer o mandamento que Deus deu para eles?
Então essas são perguntas, mas no sentido de fazer a gente pensar, porque você pode ler essa história e não pensar sobre as coisas mais importantes, então eu estou fazendo essas perguntas para despertar que a gente precisa pensar sobre isso,
mas ao mesmo tempo, em seguida, letra B é porque nós não temos as respostas, então agora eu vou explicar, a gente já falou um pouco sobre isso, mas a gente tem falado várias vezes sobre as coisas que não tem Gênesis 1,
não tem muitas explicações sobre que nós gostaríamos de saber na área científica como é que Deus criou as coisas, quanto tempo, como é que foi a relação entre uma forma de vida e outra, então tem muitas coisas que nós não sabemos,
a Bíblia não tem essa intenção, não tem esse objetivo, então tem outras coisas que a gente poderia pensar, tá, Deus não quis dar um livro científico, Deus não queria dar um livro filosófico,
Deus só quis ensinar, Deus só quis dar alguns fatos importantes para a gente saber o sentido, a nossa origem, de onde nós viemos, as coisas que vão realmente ser importantes para dar sentido para a nossa vida,
mas isso aqui seria importante, não seria? Então, algumas coisas que nós pensamos, por que não tem esse tipo de resposta, ok?
Então aí eu estou fazendo uma ponte, um elo de ligação com a aula passada, porque eu queria levar um pouquinho mais adiante essa questão das duas árvores,
um dos pontos centrais da aula passada foi conhecimento do bem e do mal não é uma coisa ruim, Deus não criou uma árvore má, porque Ele falou que tudo que Ele fez foi bom,
então não tinha uma árvore má, mas tinha esse conhecimento do bem e do mal que era tão venenoso que Deus não falou "se você me desobedecer eu vou te matar", Ele não falou isso,
Ele falou assim "se você comer desse fruto você vai morrer porque isso é venenoso para você, não é? Eu que vou te matar, isso aqui é uma coisa que vai fazer mal para você",
então, porque nós não podemos ter respostas mais claras sobre algumas dessas perguntas, então a ideia é conhecimento ou sabedoria,
nós falamos na aula passada, então só para fazer essa ligação nós terminamos falando sobre aquele texto de João que fala "se você alguém", Jesus falou em João 7,
"se alguém quiser fazer a vontade do Pai ele vai saber a respeito da doutrina se é de Deus ou não", então nós vimos que existe algo na nossa motivação,
existe algo dentro de nós, uma condição do coração que permite que a gente conheça as coisas de Deus, se nós não tivermos atitudes certas e isso tem muitos lugares,
lembra quando Jesus curou o cego em João 9, tem toda aquela história do cego de nascimento e ele curou o cego num sábado para variar, sempre tinha que acontecer no sábado para afrontar as autoridades religiosas,
e aí os judeus ficaram bravos e ficaram jogando o homem que foi curado assim "olha, fala para a gente quem é, esse homem não pode ser de Deus",
e ficaram assim cutucando muito no homem cego para tentar envenenar a mente dele, você foi curado mas isso é do mal, você foi curado mas isso não pode ser uma coisa de Deus,
e o cego com toda a simplicidade falou assim "olha nós sabemos que Deus não ouve a oração, se a pessoa estiver em pecado Deus não vai ouvir,
então se ele não fosse de Deus ele não poderia ter me curado, ele usou um ressuscito muito simples", e depois Jesus encontra com esses fariseus e Jesus fala assim "eu vim para que os cegos pudessem ver e para os que veem ficassem cegos",
e aí eles falam assim "é, você está querendo dizer que nós somos cegos?" e ele falou assim "se vocês admitissem a sua cegueira vocês não seriam cegos, é uma contradição também,
se você falar que é cego é porque você não é cego, agora se você falar que enxerga é porque você é cego", então é a atitude do coração,
se a nossa atitude de coração for de arrogância, de independência, de autosuficiência nós não vamos conhecer os mistérios,
então a árvore da vida teria que ser o alimento de Adão e Eva, a árvore da vida depois viria o momento dele ter o conhecimento,
porque isso foi o nosso ponto mais ou menos, a nossa conclusão da aula passada e nós vamos dar um pouquinho de continuidade nesse tema aqui,
então a ideia é assim, nós podemos ter o que a Bíblia chama de sabedoria e o Provérbio é o livro da sabedoria,
então o Provérbio fala muito sobre a sabedoria e contrastando com esse tipo de conhecimento que vem da árvore do conhecimento do bem e do mal,
então eu só queria que vocês abrissem lá um pouquinho, antes de ler em Provérbios vamos abrir em Isaías capítulo 5,
depois só assim, o livro de Provérbios está cheio de exortações e de chamando as pessoas para entender o caminho da sabedoria,
mas em Isaías 5 eu queria, tem vários lugares na Bíblia que fala, nós falamos sobre alguns deles, que falam sobre o bem e o mal,
mostrando que Deus quer que nós tenhamos discernimento entre o bem e o mal,
a questão toda como nós vimos na aula passada é a atitude do coração e se nós começamos com vida primeiro e depois conhecimento,
e o que quer dizer isso, é importante que a gente tenha um entendimento sobre o que isso significa,
em Isaías 5 versículo 20, "Há e dos que ao mal chamam bem e ao bem mal, que transformam trevas em luz e luz em trevas,
e o amargo em doce e o doce em amargo."
Muitas pessoas já chamaram atenção para esse texto para falar da nossa sociedade hoje, porque realmente muita coisa está acontecendo nesse sentido,
aquilo que pelo menos por muito tempo, é claro que essas coisas não é uma coisa muito fácil da gente discernir,
mas aquilo que por muito tempo toda a sociedade, por influência cristã, por influência da Bíblia,
aquilo que foi chamado de correto, de justo, de certo, hoje está sendo considerado errado,
e a atitude de se basear nos princípios de Deus está sendo considerado um erro,
e os valores, valores de moralidade, valores de caráter, um monte de coisas está sendo invertido hoje,
então esse versículo é muito atual, mas olha o que falam no versículo seguinte,
então o versículo 20, as pessoas chamam mal bem e o bem mal, ou seja, nós não estamos tendo o verdadeiro conhecimento do bem e do mal,
a sociedade está invertendo as coisas, ou seja, nós não temos o conhecimento, mais uma vez eu quero chamar atenção,
Deus não quer que a gente não saiba o que é o bem e o mal, a grande questão da árvore, do conhecimento do bem e do mal,
esse erro que eles cometeram foi de inverter a ordem, porque se eles tivessem participado da árvore da vida,
eles iriam conhecer o bem e o mal do jeito certo, mas foi toda essa questão,
depois nós vamos entrar mais no capítulo 3, da forma como o Satanás colocou a tentação para mulher e para o senhor,
você pode ter esse conhecimento e se tornar como Deus, ou seja, você pode se tornar independente,
você pode se depender mais dele, você pode ser como Deus, você pode ter, você pode ter a capacidade de avaliar,
e pense bem comigo, essa é a grande questão do homem na igreja e fora da igreja, ainda mais, que nós queremos saber antes,
já viu, uma criança que, bem pequena, porque tem um, assim como no crescimento de uma criança,
os pais querem que os filhos, pelo menos os bons pais, querem que os filhos tenham conhecimento por eles,
nenhum pai quer que o filho com 20 anos tenha que perguntar, tem que perguntar "Pai, isso aqui pode, isso aqui não pode?"
Não, isso, a maturidade é para chegar ao ponto de ter esse conhecimento, mas quando a criança é bem pequena,
você não consegue explicar, tem que explicar para uma criança de 2 anos que não pode pôr o dedo na tomada,
porque tem energia elétrica, porque tem que ir em choque, ou que não pode atravessar a rua, às vezes até dá para explicar algumas coisas,
mas tem coisas que você não consegue explicar, e se a criança sempre coloca a famosa pergunta,
alguém fez uma contabilidade, né, que tem, as crianças às vezes perguntam, não sei se era, eu vi alguém falando,
não sei se é só um chute, ou se alguém realmente contou, que a criança pode perguntar até umas 400 vezes por dia,
por que? Porque tem uma idade que a criança pergunta direto, por que, por que, tudo que você fala, mas por que?
Então isso é uma boa figura de como o homem é em relação a Deus, antes que eu aceite a vontade de Deus,
e até a oração do Ricardo foi bem nessa linha, né, antes que eu aceite a vontade de Deus eu quero saber por que,
e eu quero saber por que que Deus faz isso, e eu vou avaliar se eu acho que é justo ou não Deus fazer isso,
então isso é o conhecimento do bem e do mal invertido da ordem, ao invés de ter vida primeiro, você tem esse conhecimento próprio,
e olha o que ele fala, eles inverteram as coisas no versículo 20 e no versículo 21,
"aidos que são sábios aos seus próprios olhos e inteligentes em seu próprio conceito", então essa é a questão, o homem se tornar ele o Deus,
isso que é, tem um entendimento bom e ruim do que é o humanismo, humanismo se você pensar, não, você realmente considerar o outro ser humano como você,
você não ter discriminação e atitudes ruins, arrogância em relação a outros seres humanos, o humanismo pode ser um conceito muito bom,
agora se o humanismo é o homem no centro, no lugar de Deus, se torna uma coisa realmente satânica, porque é uma coisa terrível que nos separa de Deus,
e aí então em Provérbios 1, só para dar uma amostra, mas tem principalmente os primeiros capítulos de Provérbios,
é tudo falando sobre dois caminhos, o caminho da vida e o caminho da morte,
em Provérbios 1, versículo 29, tem umas, a minha não fala escolheram, mas acho que tem algumas traduções, não sei se é NVI,
mas Provérbios 1, 29 fala assim, "porque menos prezaram o conhecimento e rejeitaram ou não escolheram",
não sei se alguém tem essa tradução que fala "não escolheram", tem uma tradução que fala assim, "não escolheram o temor do Senhor",
o que que é o versículo que fala, é versículo 7 do mesmo capítulo né, um 7, tem isso em J, tem três ou quatro textos na Bíblia que usam isso,
qual que é o princípio da sabedoria, o temor do Senhor, então isso, assim, ele está mostrando que a sabedoria que vem,
não do conhecimento do bem e mal primeiro, mas a sabedoria que vem de se render a Deus, de comer da árvore da vida,
de sentir, depender de Deus, de ter uma ligação com Deus, essa, a vida vem primeiro e depois o verdadeiro conhecimento que é a sabedoria né,
então, não aceitaram o meu conselho, capítulo 3, provérbios 3, versículo 7, "não seja sábio a teus próprios olhos, teme o Senhor e desvia-te do mal",
então ele vai falando assim muito sobre essa questão que a sabedoria vem dessa relação com Deus e dessa atitude de primeiro aceitar quem Deus é,
depois Deus vai mostrando, se você chega, Romanos 9 tem uma exposição muito boa sobre isso, que Romanos 9 fala sobre Oleiro,
como é que o Barro vai falar para o Oleiro, por que você me fez assim, e é todo assim, é o grande capítulo do Calvinismo né,
mas é um capítulo que fala, que assim, que não explica porque que Deus escolheu, explica que o ponto de início de conhecer a Deus é,
Deus, o Senhor é bom, Gênesis 1 e 2, o Senhor fez os céus e até, o Senhor fez todas as coisas em ordem perfeita,
eu aceito e reconheço e me rendo diante de um Senhor que fez tudo perfeito, esse é o princípio que abre o caminho para conhecer muitas coisas,
tem muitas coisas que nós, assim, a criança, se ela tiver atitude certa, o pai ou a mãe pode explicar muitas coisas, mas tem coisas que o pai ou a mãe vão dizer assim,
aceite o fato de que não dá para você fazer isso, eu não consigo te explicar, a sua cabeça não contém e nós precisamos com toda humildade,
gente, é tão difícil isso, será que é tão difícil a gente admitir que Deus tem um conhecimento, tem uma cabeça, tem uma visão das coisas que na nossa cabecinha agora não cabe,
nós, até que o Senhor nos leve a um nível mais alto, nós não vamos ter condições de entender a predestinação, não dá para entender,
e as grandes doutrinas erradas e as posições que são tomadas, que criam divisões e que criam doutrinas distorcidas de Deus, vem de tentar preencher as lacunas,
tem coisas que Deus não fala porque a gente não consegue entender ou talvez a gente não tem, não seria bom para nós,
tipo assim, Deus, eu gostaria de saber até que idade vou viver, quando que eu vou morrer, isso não faz bem para nós,
então tem muitas coisas que não, umas que a gente não consegue entender porque a capacidade, a profundidade, a mente de Deus, na minha mente, se Deus sabe que a árvore do conhecimento do bem e do mal
vai levar a tais resultados trágicos da história humana, não coloque, talvez nem crie o homem, faz outro plano, faz outra coisa, mas fazer uma coisa que vai trazer tanto sofrimento,
então tem muitas coisas que na nossa cabeça a gente não consegue entender, as implicações, o amor de Deus, como é que ele consegue fazer isso e ao mesmo tempo sentir outra coisa, então é muito difícil para nós entender a grandeza e o raciocínio de Deus,
tem coisas que depois de muito tempo na nossa experiência, depois que você passa por uma experiência, às vezes você olha para trás e consegue entender muitas coisas, tem outras coisas que você nunca entende,
tem várias coisas que nós só vamos entender naquele dia quando nós tivermos não só um corpo glorificado, mas uma mente bem mais restaurada, restaurada do jeito que Deus queria, então tem muitas coisas que nós só vamos saber depois,
então eu estou falando isso porque eu acho que isso é uma chave para o entendimento da Bíblia, para o entendimento dos caminhos de Deus, como eu falei na aula passada, fazer as perguntas não tem problema,
pode fazer as perguntas, elas até nos fazem bem, por que elas nos fazem bem? Porque elas nos levam a uma posição de humildade, eu posso fazer isso aqui por causa da própria maneira que Deus me fez, eu quero entender,
Deus nos fez com uma mente ativa, com curiosidade, com ansiedade, com desejo de entender as coisas, então isso é maravilhoso, isso é semelhança de Deus,
agora tem coisas que por causa da nossa condição caída, por causa do momento que nós estamos no plano de Deus, nós não temos condições de entender,
outra coisa que eu quero só colocar como semente, não é necessário a gente saber essas coisas para pregar o Evangelho, para crer em Jesus, para ter vida eterna, para explicar para os outros,
tem muitas coisas que nós não precisamos, isso não é necessário, como que pode? Tem muitas perguntas relacionadas ao inferno, tem muitas perguntas relacionadas à escolha de Deus,
tem muitas perguntas relacionadas às pessoas que nunca ouviram o Evangelho, tem muitas e muitas perguntas, não é necessário a gente ter essas respostas,
se você criar uma resposta artificial, quer dizer, você força uma resposta, como eu falei, você preencha as lacunas, não tem isso aqui na Bíblia,
mas eu vou deduzindo, eu vou completando, eu vou criando algumas ideias minhas, eu vou me baseando em grandes homens e pensadores do passado, enfim,
eu vou colocando coisas porque isso satisfaz minha mente, a minha mente quer, eu quero ter controle das coisas, eu quero ter conhecimento, eu quero saber,
isso é a árvore do conhecimento do bem e do mal, e isso é inverter a ordem que Deus queria, Deus quer que a gente tenha vida,
ele não está dizendo, eu quero que vocês sejam uns bobinhos que não sabem de nada, não é isso, mas existe uma sequência, confiança, aceitação,
o amor de Deus vem antes de entendimento, o entendimento pode, algumas coisas vão levar muito tempo para entender, ok? É mais ou menos isso.
Então, conhecimento ou sabedoria, conhecimento mata, Paulo fala em Coríntios, o saber insoberbece, conhecimento, a própria lei de Deus pode matar
se a gente usa da maneira errada, então tudo isso faz parte da árvore do conhecimento do bem e do mal, está realmente na Bíblia inteira.
Eu queria só mostrar rapidinho também o modelo de Jesus, porque Jesus foi o segundo Adão, na verdade ele foi o último Adão e o segundo homem,
ele foi o início de uma nova raça, ele veio e cumpriu, ele passou nas provas que Adão não passou, tem muitos paralelos entre Jesus,
Paulo faz isso em Romanos, em Coríntios, eu até fui olhar hoje quais as ocasiões no Novo Testamento que fala de Adão,
que é muito interessante que Adão, no Velho Testamento, aparece a história dele nesses primeiros capítulos de Gênesis,
mas depois no restante, porque você sempre volta para Abraão, volta para Moisés, mas Adão praticamente não é citado no Velho Testamento,
tem pouquíssimas menções, uma delas está lá em Useia 6 quando Deus faz uma comparação de Adão ter quebrado a aliança assim como Israel quebrou a aliança,
e é um texto muito interessante que é uma das confirmações de que Deus fez uma aliança com Adão.
Mas no Novo Testamento tem várias menções de Adão, até para nos ajudar a entender que Adão era uma pessoa histórica,
porque tem pessoas que acham que Adão é só uma história, mas ele não existiu de fato, sei lá.
O Novo Testamento faz menção específica de Adão, então ele foi aceito por Jesus, por Paulo, pelos escritores do Novo Testamento,
como uma figura histórica e eles tiraram várias conclusões da vida dele, nós vamos voltar a isso ainda hoje.
Então Jesus era um segundo homem, ele fez o que Adão não fez, então é muito interessante esse paralelo porque a gente começa a entender as situações,
o que teria acontecido com Adão, o que Deus esperava de Adão, várias coisas a gente pode olhar e ver na vida de Jesus.
Então abra comigo em João 5 porque só queria mostrar esse aspecto da árvore do conhecimento do bem e do mal para a gente entender.
Uma das coisas que eu já citei alguns desses textos, mas uma das coisas que a Bíblia usa para se referir ao conhecimento do bem e do mal é a palavra "jugamento".
Julgamento inclui a ideia de condenar, de passar uma sentença, mas na verdade julgamento é você discernir, isso aqui é certo e isso aqui é errado,
é fazer um julgamento, fazer um juízo, fazer um bom juízo, fazer uma boa decisão.
E quando Salomão, que foi considerado o homem mais sábio porque ele pedia a Deus, um coração sábio e tal, e ele falou,
em 1º Reis 3, ele falou assim, Deus falou assim, o que que você quer? Quantas pessoas gostariam de ter essa chance de Deus falar assim?
O que que você quer? Poucas pessoas tiveram essa chance de falar assim, peça-me o que você quiser.
Tem aquelas histórias imaginárias de fadas e tal, pode pedir o que você quiser, até metade do meu reino.
Então Deus perguntou para Salomão, o que que você quer? E Salomão falou, eu sou uma criança, ele realmente era bem jovem,
ele herdou o trono, ele era bem jovem ainda, e ele falou assim, Deus eu sou uma criança, eu não sei julgar o teu povo,
eu não sei discernir entre o bem e o mal. Então a ideia de conhecimento do bem e do mal tem muito a ver com governo,
e pensa bem, Deus criou Adão e Eva para governar a criação. Então por que que ele não queria, mais uma vez aquela pergunta,
por que que ele não queria que eles tivessem o conhecimento do bem e do mal? Ele queria, mas não dessa forma independente.
Então nós vemos em Jesus, eu queria mostrar para vocês, está tudo em João 5, é bem interessante, não fala da árvore do conhecimento do bem e do mal,
mas eu queria assim, que vocês fizessem essa associação com julgamento, julgamento. Então primeiro nós vemos aqui,
no versículo 19, João 5, 19, disse-lhe Jesus, em verdade, em verdade vos digo que o filho nada pode fazer por si mesmo,
se não o que vir o pai fazer, porque tudo quanto ele faz, o filho o faz igualmente. Então logo em seguida, vamos só continuar,
depois eu vou mostrar assim a conclusão, porque, versículo 20, porque o pai ama o filho e mostra-lhe tudo que ele mesmo faz,
ele mostrará obras maiores que essas para que vos admireis, pois assim como o pai ressuscita os mortos e concede-lhes vida,
assim também o filho concede vida a quem lhe quer. Então nós temos, aqui está bem claro que a árvore da vida está em Jesus,
porque ele pode dar vida a quem ele quer, e ele até vai falar que ele chama os mortos, os mortos ressuscitam, então Jesus tem a fonte de vida nele,
a árvore da vida está em Jesus. E aí fala assim, versículo 22, porque o pai não julga ninguém, gente isso aqui é fantástico,
o pai não julga, como assim o pai não julga? O pai que devia julgar todas as coisas, ele que tem, o filho acabou de dizer,
no versículo 19, que ele não faz nada, que ele não decide as coisas por conta própria, que ele em outro lugar fala assim,
eu vim não para fazer a minha vontade, acho que no capítulo 8, eu não vim para fazer a minha vontade, ou seja assim,
o filho está dizendo, não fui eu que bolei esse plano, eu não vim aqui, eu com meu plano, eu vou cumprir minha vontade,
eu vim aqui para fazer a vontade do pai, e depois ele fala, o pai não julga ninguém, mas entregou ao filho todo o julgamento.
Versículo 26, porque assim como o pai tem vida em si mesmo, assim concedeu ao filho ter vida em si mesmo,
e deu-lhe autoridade para julgar, pois ele é o filho do homem. Então eu só queria mostrar essa relação,
Jesus tem a árvore da vida e ele tem o conhecimento do bem e do mal, então ele tem a vida e ele tem a capacidade de julgar,
e o pai deu a ele essa autoridade de julgar, todas as coisas serão julgadas por ele, e o pai deu a ele,
por que o pai deu a ele? Porque esse é um direito do pai, o pai tinha esse direito, mas o pai abriu mão desse direito
para entregar para o filho, mas por que o pai faz isso? Por que o pai faz isso? Por causa do versículo 19.
O pai entrega o conhecimento do bem e do mal, a capacidade de julgar, vem por causa da dependência que o filho tem no pai,
o filho fala assim "eu não faço nada a não ser consultando o pai", então parece até um joguinho, o pai fala assim "não, eu não decido nada, você que decide",
e o filho fala assim "mas pai, eu não faço nada sem ver o senhor primeiro", então o pai fala assim "eu não decido nada porque ele sabe",
por que o pai pode, sem medo, sem medo, gente, o Deus criador dos céus e da terra, do universo, a origem de tudo que tem,
o filho é eterno, mas o filho também procede do pai, então o pai é a origem de tudo, de tudo mesmo, mas ele entrega tudo que ele tem ao filho,
ele tem confiança de fazer isso porque o filho tem também o compromisso absoluto de não fazer nada sem ver primeiro no pai.
Então eu só queria mostrar assim, assim que funciona a relação, Jesus mostrou como o primeiro Adão deveria ter agido,
Deus queria entregar e quer ainda entregar ao homem essa parceria de governar sobre toda a criação, Deus, o prazer de Deus,
assim como os pais têm prazer de entregar as coisas para os filhos, de falar assim "vai você, faça isso, eu coloco nas suas mãos",
os pais têm prazer, nós que, como Jesus falou assim, nós que somos maus, fazemos isso, imagine Deus que é o pai perfeito,
o prazer dele é entregar tudo, ele não quer reter, ele não quer segurar o controle, ele quer entregar para o filho,
mas o filho tem também esse compromisso absoluto de depender e de consultar o pai, então era mais ou menos isso que eu queria mostrar assim,
que essa relação entre a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal, ok?
Letra C agora, então vamos voltar, se vocês já esqueceram do texto em Gênesis 2, vamos ler de novo.
Gênesis 2, vamos lembrar de novo como, pensando agora assim no capítulo 2 como um todo, Deus plantou um jardim,
Deus formou o homem, Deus colocou o homem dentro do jardim, nós temos assim o relato de Gênesis 1 que fala assim de todo o universo,
mas nós temos aqui no capítulo 2 essa coisa mais específica de Deus criando um local apropriado,
um local que na verdade seria a morada do próprio Deus, então tem o jardim do Éden, tem o monte,
tem o rio que leva vida para o resto do mundo, tem todas as coisas que ele descreve do ouro,
das substâncias e produtos maravilhosos que trazem riqueza, que trazem valor, então assim ele descreve todo o cenário,
ele coloca o homem ali, ele coloca todas as árvores e aí ele fala no versículo 15,
Deus tomou o homem, colocou no jardim do Éden para que o homem cultivasse e guardasse, ele tem uma direção,
ele tem uma ordem para o homem, assim como também ele falou no capítulo 1, ele abençoou vocês que vão governar sobre,
vocês que vão sujeitar, vocês que vão ter o controle de todas as coisas, em vários momentos até parece que Deus está dando
carta branca e liberando o homem, mas aqui a gente vê, ele coloca no jardim do Éden para sua responsabilidade,
você que vai cultivar, você que vai guardar, você que vai proteger, mas aí no versículo 16 ele fala,
então o Senhor Deus ordenou ao homem, podes comer livremente de qualquer árvore do jardim,
mas não comerás da árvore do conhecimento, do bem e do mal, porque no dia em que dela comeres,
é certo, fala assim, com certeza, como eu falei, Deus não está falando assim, eu vou te matar, ele está falando assim,
diga que você comer dela, você vai ter uma certeza da consequência que você vai morrer,
então essa parte é a única que demonstra uma ligação mais forte de Deus sobre o homem,
parece que Deus está dando muita autonomia, muita liberdade para o homem, mas aqui, e essa é a nossa pergunta,
mas isso aí, me parece que é, não parece aquela coisa, lembra da primeira pergunta, isso é uma aliança,
parece uma aliança de lei, não parece uma coisa de graça, graça é aquela coisa que você fala assim,
não tem importância, se você cometer algum erro, está perdoado, eu pego você de uma posição já distante de mim,
trago você sem você merecer ser resgatado, então aqui a gente não tem essa ideia de graça, que tem uma ordem,
Deus está dando muita coisa, Deus está abençoando, pode não ser uma aliança da graça, mas tem muita coisa do recédito de Deus,
tem muita coisa da misericórdia, da bondade, o homem teria aquela outra pergunta que nós fizemos,
será que o homem tinha condições de ter avaliado o amor de Deus? A gente não sabe responder direito essa pergunta,
porque nós não sabemos quanto tempo ficou e como é que o homem estava avaliando, a gente tem muito pouca informação,
mas, porque o homem, pelo menos assim pelo jeito da história aqui, parece que o homem não conhecia uma situação
onde ele não estivesse no Jardim do Éden, ele não estava comparando como nós, quando eu não conheci Jesus eu era assim,
agora Deus mudou a minha vida, não, Adão e Eva, nós nascemos aqui, nós surgimos aqui, então Deus nos criou,
eles não conheciam aparentemente outra realidade, então eles conheciam o amor de Deus, eles faziam ideia
do quanto que Deus tinha preparado para eles, é uma pergunta que eu não sei responder, mas o tipo de ordem,
o tipo de mandamento, e a pergunta da aula passada foi, puxa, mas parece muito dura a sentença,
porque Deus podia ter falado assim, se você transgue de minha ordem, quanto que vocês acham que devia ser?
3 vezes, 5 vezes, vamos dar uma sugestão para Deus, reescrever a história, vamos dar uma melhorada aí na história de Deus,
quantas chances ele devia ter dado para o homem, para ser uma coisa assim menos, sei lá, menos rígida, menos dura com o homem,
mas foi uma sentença muito dura, ao mesmo tempo, puxa, ele tinha todas as árvores do jardim, ele tinha tudo que ele podia precisar,
ele não precisava daquela árvore, ele tinha mais do que o necessário e ele tinha um relacionamento com Deus,
então a semelhança da aliança é realmente mais uma, parece uma aliança de lei, porque é assim e se você transgredir é morte, é condenação,
mas antes de a gente falar um pouquinho mais sobre isso, talvez no nosso segundo período, eu queria falar que não fica muito explícito isso,
mas eu acho que é uma dedução, você analisa várias coisas, mas eu acho que tem bastante fundamentos de pensar que essa ordem de Deus
não era uma coisa assim, é que a gente não sabe muito imaginar como seria se o homem não tivesse pecado,
mas a gente não imagina o homem tendo que ficar com uma proibição e mesmo essa questão de não ter o conhecimento do bem e do mal para sempre,
então se um dia o homem poderia ter o conhecimento do bem e do mal, a ideia é que essa proibição do conhecimento do bem e do mal não seria uma coisa permanente,
eu reconheço que estou falando coisas que não estão claras aqui, então é realmente uma opinião, estamos só conversando sobre, mas tem muitas coisas, como quero mostrar para vocês,
que podem nos levar a ideia de que essa primeira etapa no Jardim do Éden seria o que nós chamamos de um período probatório, o que é isso?
Seria um período de provação, você vai passar por um período, você vai evolver, como é que você vai reagir a isso e dependendo disso nós vamos passar para uma próxima etapa,
então o que eu vou usar para fundamentar isso? Primeiro vou usar os exemplos que estão ali na sua folha, vou usar três exemplos para falar tudo bem sobre a situação nossa depois do pecado, mas vamos lá,
mas a ideia que eu quero que vocês depois a gente vai voltar aqui para pensar sobre Adão e Eva, o que seria esse período probatório? Por que eles teriam que passar por isso?
Também é uma pergunta que a gente não pode responder plenamente, mas eu acho que é interessante a gente explorar um pouquinho.
Então vamos comigo, eu vou usar três exemplos de como Deus fez isso na história, com Israel, com Jesus e com a igreja, ok?
Vamos pensar nessas três situações muito rápido, cada um desses assuntos seria um assunto para você aprofundar e pensar, mas é um conceito que todo mundo tem, nós passamos por provações,
está certo que acho que muitos cristãos não entendem o objetivo da provação, mas é muito comum a gente passar por uma provação, estou passando por uma prova, estou passando por uma tribulação,
então isso é da nossa linguagem comum, mas vamos olhar aqui porque mais uma vez quando a gente pensa o porquê das coisas, nós sempre acabamos voltando lá para o início da história.
Por que nós estamos passando pela situação que estamos passando hoje? Por causa de Adão e Eva. Por que nós temos que lutar com isso?
A história começa, como eu mostrei para vocês na aula passada, criação, queda, redenção e consumação, isso é a visão de Deus, isso explica a história.
E todas as pessoas, você pode ir na faculdade, você pode ler livros, você pode ouvir palestras de pessoas muito, muito inteligentes que tentam entender o sentido da vida, você pode ter o Steven Hawkins,
o cara que desvendava um monte de mistérios sobre o universo, mas eles não têm a chave que abre o significado do universo, porque eles não entendem,
ele não entendia, os sábios desse mundo não entendem essa história simples que é criação, queda, redenção e consumação. Isso explica como nenhuma outra filosofia,
como nenhuma outra religião, como nenhuma outra explicação possível pode explicar a nossa, a razão da nossa existência, de onde nós viemos e para onde nós vamos.
Então vamos para Deuteronômio 8, só vou pegar um texto, um dos muitos textos que poderíamos usar, mas esse aqui eu acho que é bem claro,
várias vezes no deserto você sabe que Deus fez a promessa, era a promessa de Abraão, mas Deus mandou Moisés para o Egito e falou "olha, eu vou tirar vocês da escravidão e vou levar vocês para a terra prometida".
Então você tem uma origem e você tem um destino. O que eu quero mostrar é que mesmo Adão e Eva, no jardim do Éden, eles já estavam no jardim do Éden, estavam no paraíso,
estavam no lugar maravilhoso, mas eles não estavam na consumação, muito importante entender isso. Mas Israel, essa figura, Israel saiu do Egito, eu falo assim que eles não viram,
quando eles aceitaram sair do Egito, eles não viram a letrinha pequena do contrato, porque quando Deus mandou, você pode olhar lá em Êxodo, quando Moisés foi lá,
você até parece que Deus estava, mas Deus tem razões para isso e Ele faz isso conosco também, as pessoas que encontram com Jesus não fazem ideia da jornada que eles estão começando,
não sabem, não sabem. Vem para Jesus que você vai ter vida eterna, que você vai ter alegria, que tudo vai ser maravilhoso e você não vê a letrinha que tem uma parte assim,
intermediária, que entre o encontro com Jesus e o destino tem uma partezinha lá que vai levar um tempo para atravessar.
Então quando, lá mesmo no Egito, Moisés foi lá e falou, olha, Deus, Diabrão, Isaac e Jacó se encontram comigo e me deu a comissão de tirar vocês do Egito,
e eles ficaram assim, eles ficaram admirados, que maravilha, Deus ouviu nossas orações, finalmente nós vamos sair, mas nem tinham saído do Egito ainda,
Faraó mandou, lembra, Faraó mandou tirar a palha, ele tornou o trabalho dele, ele falou, vocês estão tendo muito tempo para ficar sonhando de sair,
então eu vou tirar, vocês estão tendo tempo demais, então agora faz o tijolo sem palha, e eles foram falar com Moisés, olha o que você aprontou para nós,
em vez de nos tirar da escravidão, você tornou a escravidão pior, mas depois você olha em Êxodo 6, ele falou assim, não, mas eu vou tirar vocês do Egito e vou levar vocês
para uma terra que manda leite mel, ele não fala do deserto no meio, ele não fala, não está lá, então é só que agora em Deuteronômio 8 ele fala,
versículo 1, tereis o cuidado de obedecer a todos os mandamentos que hoje vos ordeno, para que tenhas vida e vos multipliqueis e tomeis posse da terra
que o Senhor prometeu com juramento a vossos pais, então a terra é o destino, é o destino, aquela promessa, aí ele fala assim,
versículo 2, aqui ele está falando, eles já tinham passado pelo deserto, então eles estavam falando o que já tinha passado, te lembrarás de todo o caminho
pelo qual o Senhor teu Deus tende conduzido durante esses 40 anos no deserto a fim de te humilhar, não é humilhar no sentido sim de envergonhar,
isso aqui é para nos dar quebrantamento, para nos dar um coração humilde para seguir a Deus, te humilhar, te provar, então isso é período probatório,
é um período de provação, na prova ou você é aprovado ou você é reprovado, um dos dois, então é o período de prova, esse período de prova existe para nós,
depois da queda, mas eu quero que vocês vejam essa ideia de que esse período de provação foi exatamente isso, por isso que tinha a árvore do conhecimento do bem e do mal,
então ele falou assim, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos, isso ele fala várias vezes na história anterior,
primeira vez, passaram o mar vermelho, não tinha água, aí já fala assim que foi o lugar que eles provaram Deus,
depois ele falou assim, eu vou dar maná para vocês, vocês vão em Coréia durante seis dias, mas no sétimo dia não, e Deus falou assim, eu quero ver o que vocês vão fazer,
e como se precisassem ver, era certeza, não é para sair, vocês podem, no sábado, na sexta-feira vai ter o dobro do maná, vocês podem pegar o dobro, mas não é para sair no sábado,
aí não todos, mas alguns saíram no sábado, eles queriam saber se Deus ia, se o que Deus falou ia acontecer mesmo ou não,
mas o período probatório, a prova tem muito mais objetivos do que só saber, na verdade ele está produzindo, ele está gerando, ele está aperfeiçoando, ele tem algo para fazer na nossa vida que ele precisa ser feito e que não pode acontecer de outra forma,
basicamente, o que eu queria passar assim, qual é a atitude que Deus espera de nós em relação a provações, em relação às coisas que a gente não entende,
como é que Deus escolhe algumas pessoas para se salvar e outras não, se é que é assim que funciona, qual outra pergunta é, por que que Deus colocou a árvore no jardim, podia ter evitado toda essa história,
enfim, você pode pensar em várias coisas e a resposta, ela tem que ser a seguinte, ela tem que ser a seguinte, se a gente não partir dessa atitude, nós nunca vamos realmente ter a resposta total,
a resposta é, Deus está fazendo assim porque não teria um jeito melhor de fazer, esse foi o melhor jeito que Deus, Deus não teria escolhido o jeito pior, ele sempre escolhe o jeito melhor,
eu gosto de lembrar daquela frase do Bob Muffin que ele escreveu "A Patrola de Deus", ele faz a pergunta assim, por que que Deus deixou Moisés 40 anos no deserto?
Por que ele deixou 40 anos no deserto? A resposta é muito simples, que Deus não conseguiu prepará-lo em 39, Deus tinha que preparar Moisés para algo que ele ia fazer,
ele não estava pronto quando ele saiu, matou o egípcio e tal, Moisés não estava pronto para fazer o que Deus queria, então vai para o deserto,
1 ano não deu, 2 anos não deu, 3 anos não deu, ele deixou 40 anos, ele ficou tão pronto que até Deus ficou com raiva dele depois,
porque quando ele chamou, ele falou assim, não, eu não sei falar, eles não vão acreditar, porque não sei o que, aí Deus tira todo, eu vou te dar sinal, vou fazer isso, vou fazer aquilo,
aí no fim Moisés não tem mais o que falar, que Deus deu tudo que ele queria, é assim, não, você não sabe falar, vou te dar arão, não sei o que, tem os sinais, não sei como eu vou falar quem é Deus,
ele falou quem era o nome dele, ele vai resolvendo todas as perguntas, todos os obstáculos que Moisés foi colocando e no fim Moisés falou assim,
aí Deus sabe o que, mande outro, aí Deus ficou com raiva, Deus ficou com raiva, Deus ficou bravo, mas Deus, o senhor fez 40 anos no deserto para ele chegar nesse ponto,
era esse ponto que ele precisava ficar para ele realmente ser o homem mais manso da face da terra, o cara que saiu com raiva e matou um egípcio,
se depois ser chamado o homem mais manso da face da terra, eu acho que 40 anos até foi pouco tempo para Deus conseguir fazer isso na vida dele.
Bom, Jesus obviamente não precisava ser transformado, mas Jesus precisou ser provado, aí tem, nem vou ler para vocês, mas depois que ele foi batizado,
Jesus, 30 anos, não pecou, não fez nada de errado, chegou para o João Batista, foi batizado, recebeu o Espírito Santo,
antes de entrar no ministério, o que tinha que acontecer com Jesus? 40 anos para ser provado, ele tinha que passar pelas provas,
para saber, ele tinha que abrir o caminho para nós, mas ele tinha que passar por esse período de provação.
Mas eu queria ler dois versículos rapidinho em Hebreus para mostrar isso. Primeiro em Hebreus 5, só o versículo 8.
"Embora sendo filho, aprendeu a obediência por meio das coisas que sofreu". Gente, esse versículo nem cabe na nossa mente,
porque como que Jesus podia aprender alguma coisa? Mas a verdade é que Jesus, Deus, tinha todo o conhecimento,
tinha todo o poder, mas ele nunca tinha vivido como homem, então ele tinha que passar pelas experiências humanas,
e ele aprendeu, no sentido que ele passou por situações que ele nunca tinha passado, inclusive o contexto aqui é a respeito do jardim do Gethsemane,
que ele chegou a falar assim "Pai, passa de mim esse cálice". Então era uma coisa tão séria, e sabemos que a angústia dele,
nem dá para a gente imaginar a angústia que ele passou, porque ele tinha que enfrentar, não era só o sofrimento da morte,
não era a dor física, era algo muito, muito, muito mais sério. Eu falo assim, a gente pensar de ficar separado de Deus é terrível,
porque você pensa assim "Poxa, eu não vou experimentar essa plenitude", e a gente já experimentou alguma coisa,
a gente sabe que é maravilhoso, mas nós não experimentamos nem uma milionésima parte do que é realmente desfrutada
da comunhão com Deus, e Jesus se separar de Deus, sendo que ele sabia, ele tinha experimentado, é algo muito, muito mais sério.
Você fala assim "Eu nunca vou poder ir a Paris, eu vejo pelas fotos e tal, sei lá". Você pode falar assim "Nossa, que tristeza,
não vou conseguir ter essa experiência de ir para tal lugar", mas você não conhece, você não experimentou, não é uma coisa que vai te fazer tanta falta.
Agora você ser separado daquilo que você conhece como a maior alegria, o maior prazer que pode existir, que o que Jesus conheceu na eternidade,
ele e o pai, nós não sabemos o que é comunhão, nós não sabemos o que é o prazer da verdadeira união, nós não experimentamos isso ainda.
Então a gente não faz ideia, só que Jesus sabia e ele experimentou essa separação, ele aprendeu algo que ele nunca tinha visto antes.
E no capítulo 4, versículo 15, "Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas,
mas alguém que a nossa semelhança foi tentado em todas as coisas, porém sem pecado".
Então isso é só para mostrar que mesmo Jesus precisava, as circunstâncias são diferentes, porque Adão e Eva no jardim,
eles não tinham que passar por uma experiência para tomar o lugar de toda a humanidade, mas eu só estou querendo fazer um paralelo para dizer,
o período probatório é necessário, e depois a igreja também, primeira Pedro 1, versículo 6, tem tantos textos que falam sobre isso,
mas só vou ler esse texto aqui, primeira Pedro 1, 6, "Nisso exultais, ainda que agora sejais necessariamente afligidos".
Se você gosta de promessas, não tem aquela promessa assim, vocês vão ter aflição, promessa que não entra na caixinha de promessas.
Isso aqui é necessário, necessariamente, isso não significa que a gente busca sofrimento, mas isso está dizendo assim,
é necessário, necessariamente afligidos por várias provações, sinto dizer que não é uma só, por um pouco de tempo,
tá bom Deus, o senhor acha que é pouco tempo, mas para mim é muito, para que a comprovação, a prova da vossa fé,
mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo.
Então esses períodos probatórios são importantes e necessários, ok, nós vamos fazer o nosso intervalo e na volta eu vou falar assim,
então a gente vai voltar a falar sobre por que então será que Adão e Eva precisavam passar, se eles não tinham pecado, estavam no jardim do Éden,
o que seria o período probatório, pelo menos assim, eles queriam chegar onde? Israel queria chegar na terra prometida,
Adão e Eva já estavam no jardim do Éden, eles seriam, passariam por uma provação com essa árvore do conhecimento do bem e do mal,
Deus queria conhecer, Deus queria firmar a aliança de uma forma eterna, essa árvore no meu conceito seria uma coisa temporária,
porque o objetivo de Deus era levá-los a ter esse discernimento do bem e do mal, então por que eles tinham que passar por isso?
Então esse vai ser o nosso ponto para retomar depois do intervalo.

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