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Aula 68 – Gênesis – O significado do sacrifício de Isaque

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O GÊNESIS

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Hoje nós continuamos em Gênesis, capítulo 22, nós falamos sobre a história em si, na aula passada, se você não viu essa aula passada seria importante ver para entender, hoje nós vamos nos deparar menos com os detalhes, não vamos seguir a narrativa,
nós queremos nos aprofundar um pouquinho mais para entender sobre o significado, o que significa, qual foi a importância, nós podemos ler essa história meio fora de contexto, é uma história muito bonita, muito comovente,
mas é uma história que faz parte de uma sequência, de um contexto, e realmente tem muita coisa que claramente nunca vamos conseguir sondar, entender tudo que está aqui, as implicações, tem muitas coisas que nós não temos condições de abordar, de entender tudo,
tem uma história que deixa gente, eu me sinto muito incapaz de falar algo que esteja à altura do significado dessa história, a história em si já é comovente, nós não precisamos acrescentar nada, a história bíblica já contém todo o drama,
toda a emoção, de um momento muito forte, muito significativo, algo que a gente só pode imaginar, porque nenhum de nós passou por isso que Abraão e Sarah passaram, de esperar um filho até chegar a 100 anos Abraão, 90 anos Sarah,
então nós não temos como avaliar os anos de espera, o milagre do filho que nasceu, e agora chegando a esse ponto de Deus pedir para sacrificar, para devolver o filho a ele,
então nós queremos realmente pedir ajuda de Deus para que nós possamos enxergar um pouquinho o que essa história representa na vida de Abraão, para nós, Abraão é uma figura importante na Bíblia,
o que esse sacrifício, essa entrega, ele no fim não precisou sacrificar, mas essa entrega de Isaac no altar, ele chegou até o último ponto levantando a mão para emmolar o próprio filho,
então ele chegou ao ponto máximo, ele ia matar mesmo, então Deus mandou que ele não fizesse aquilo, mas a entrega dele foi total, então vamos pedir ajuda de Deus para que ele possa trazer luz,
trazer aplicação, que não seja só uma história bonita, que sabemos do passado, mas que seja algo realmente importante para a nossa vida hoje.
Senhor, essa história no final representa o Senhor entregando o próprio filho, por isso nós nos sentimos tão incapazes de fazer justiça, de realmente descrever, de entender as emoções,
de entender até que ponto que um pai que amava tanto o filho poderia chegar a esse ponto e como ele poderia te amar mais do que o próprio filho, então é muito além da nossa capacidade,
mas nós queremos chegar com temor e tremor, queremos tirar sandálias dos nossos pés, queremos olhar para ti Senhor, essa história reflete realmente algo que o Senhor fez por nós,
mas também reflete algo que o Senhor preparou como um exemplo, como um padrão, por isso Senhor nós pedimos a tua ajuda, pedimos que a nossa vida também possa chegar ao ponto de ter uma fé,
ter uma confiança como Abrão teve aqui nesse momento, pedimos isso em nome de Jesus, amém. Bom, como nós temos visto, esse incidente tem muita coisa que pode até nos causar dúvidas,
porque Deus pediria que alguém sacrificasse o próprio filho, porque isso era um costume pagão, Abrão entendeu o significado disso, vamos dizer assim,
mas para Abrão era menos estranho, não menos difícil, mas era menos estranho do que para nós, para nós é totalmente fora, entendemos muito claro que Deus não quer e proíbe depois nas Escrituras,
Deus muitas vezes falou duro contra esse costume pagão de oferecer filhos e queimar, matar os filhos para outros deuses e na verdade o que Deus mostrou aqui é que Deus não quer que isso aconteça,
Deus fez essa história com Abrão, provou a fé de Abrão, mas uma das coisas que ele mostrou é que ele não queria, não era o que Deus estava realmente querendo,
Deus fez uma prova da fé de Abrão e Abrão foi aprovado na prova, então uma das coisas assim que é o nosso ponto de partida hoje é entender que Abrão estava sendo provado,
ele não sabia que era uma prova, ou seja, ele não sabia que Deus só ia acompanhá-lo, ver até que ponto que ele iria e depois ia livrá-lo dessa tragédia de perder o próprio filho,
Abrão não sabia que era uma prova, mas nós sabemos porque aqui está escrito em Gênesis 22, depois nós vamos ver quem Hebreus 11 também confirma o fato de que era uma prova, então a prova é algo que vai mostrar que isso aqui não é uma prova qualquer,
nós podemos passar por muitas provas na nossa vida, a prova da nossa fé, diz o novo testamento, é algo que vai aperfeiçoando a nossa fé, vai nos purificando, vai aperfeiçoando, então nós podemos passar por muitas provas,
esse aqui foi uma prova muito claramente no final, ainda não é o final da vida de Abrão, mas foi o final da sua jornada, das suas conquistas, das suas experiências com Deus,
então essa prova tem o caráter de uma prova final, ela tem um caráter não de uma prova durante o processo, mas de uma prova para realmente demonstrar até onde Abrão tinha caminhado no seu relacionamento com Deus,
então Abrão tem uma importância, especialmente nessa história, ele tem uma importância dupla, podemos dizer, ao mesmo tempo ele estava chegando a um amadurecimento final,
Abrão já tinha gerado o filho, Isaac, mas não é uma coisa biológica, Abrão terminou o processo de se tornar um pai na fé nesse capítulo, nessa história,
Abrão é conhecido, é citado várias vezes, Paulo e outros textos do Novo Testamento citam Abrão, mas especialmente Paulo identifica como o pai de todos aqueles que creem,
não só da nação do povo de Israel, então Deus estava, durante toda a história anterior, toda a jornada de Abrão, Deus estava trabalhando na vida de Abrão para que ele pudesse se tornar o pai da fé,
e o pai, nem todas as pessoas, nem todos seus filhos chegariam a essa mesma altura, o que Abrão fez aqui é inédito, Deus trabalhou com Moisés, com David, com outros homens de formas diferentes,
mas ninguém passou por algo semelhante a Abrão, porque ele teve um papel especial na história de ser o pai de todos aqueles que creem, e para ser pai ele precisava ter a genética espiritual,
não é uma coisa biológica, ele precisava ter o DNA da natureza de Deus, não que ele fosse uma pessoa, ele não era uma pessoa perfeita, ele não tinha sido até aqui,
e não é essa prova, a prova que Deus deu para Abrão, não foi uma prova, nem que ele tivesse que fazer uma proeza, assim como o povo de Israel, entra no mar vermelho e o mar vai abrir, você tem que crer que Deus vai fazer um milagre,
não, ele já tinha passado pela prova de crer que Deus daria um filho sobrenatural para ele, essa prova não era uma coisa que ele ia ter que ter fé para Deus operar um milagre sobrenatural,
a prova que Deus deu para Abrão era qual seria o relacionamento dele com Deus, é muito interessante, depois de séculos depois de Abrão veio Moisés, a lei de Moisés, é muito importante o que Deus revelou por meio de Moisés,
mas o pai da fé, o gerar uma nação, filhos pela fé, a vida de Abrão, não era uma vida de mandamentos, Deus deu para ele circuncisão como sinal,
mas além da circuncisão, Deus não ficava falando com Abrão, talvez ele guardava o sábado, mas a Bíblia não fala sobre sábados, sobre mandamentos, não fala sobre essas coisas, toda a história de Abrão,
todas as experiências, aprendendo a fazer uma aliança, aprendendo a se relacionar, aprendendo a não desistir e ir para o Egito e confiar em outras coisas, ele passou por várias experiências,
mas todas as experiências de Abrão foram experiências para gerar um relacionamento, por isso essa prova de oferecer Zac é uma prova por excelência de confiança,
então isso é porque Deus queria mostrar na vida de Abrão e nessa prova final, Deus queria mostrar qual era a base, tem outros aspectos da santidade de Deus, tem outros aspectos da lei de Deus que viriam depois,
mas é muito importante, Paulo mostra essa relação entre Abrão que veio antes da lei para enfatizar que a relação com Deus, a aliança feita com Deus é anterior à lei e não pode inverter essa ordem,
então isso é um grande assunto, mas precisamos entender que a prova que Deus deu para Abrão não foi uma prova para ver se ele ia guardar mandamentos, se ele ia ser fiel em guardar regras,
não foi esse tipo de prova, Deus deu a ele uma prova de confiança e uma prova muito difícil, porque qual de nós teria confiança em Deus para se Deus pedisse algo assim que a gente pudesse primeiro lugar acreditar que era Deus que estava nos falando,
Abrão sabia como que Deus falava com ele, então ele tinha uma base para dizer, olha é Deus que está falando, Abrão não tinha dúvida sobre quem estava falando com ele,
quando Deus chamou Abrão pelo nome ele falou assim, eis-me aqui, porque ele estava conhecendo a voz de Deus e ele estava pronto para fazer o que Deus quisesse,
então esse é um dos aspectos da vida de Abrão, antes de falar, basicamente hoje nós vamos seguir bastante nessa linha de entender o que significava essa prova,
como que Deus queria, o que Deus queria mostrar que tinha acontecido na vida de Abrão, eu quero só falar sobre outro aspecto, que Abrão tinha um papel duplo,
então ele tem esse papel de pai de todos os que creem, de todos os que tem um relacionamento com Deus, a base de tudo para judeus e gentios para todas as épocas,
a base de tudo é o que Deus implantou na vida de Abrão, um relacionamento, confiança, dando promessas, trabalhando junto com ele, tudo é relacionado a relacionamento,
tudo tem a ver com relacionamento, então Deus estava mostrando para nós o que era importante para ele, a prova final tem o que Deus achou de mais importante na vida inteira de Abrão,
o que é mais importante, e é muito encorajador para mim pensar que Abrão, como a bíblia fala de Elias, que ele era um homem sujeito às mesmas paixões que nós, é muito importante também entender que Abrão,
como nós já vimos, era um homem falho, um homem com dificuldades, ele falhou, ele vacilou, mas Deus produziu nele aquilo que Deus queria, que era um relacionamento firme e sólido,
e Deus é capaz de fazer isso, então agora o segundo papel, especialmente nessa história de Abrão, eu não vou falar muito sobre isso, mas eu acho importante chamar atenção para esse fato,
porque Abrão estava também demonstrando para todas as gerações, essa história evidenciou a história de Deus Pai e Deus Filho, a gente pode pensar por que Deus ia querer que um homem limitado, falho,
pudesse viver uma história, vivenciar uma história eterna, uma história da divindade, mas nós vemos vários paralelos, e essa história de Abrão, Isaac e esse sacrifício máximo,
realmente é muito maravilhoso a gente examinar desse ponto de vista, que Abrão representa o Pai, Isaac representa o Filho, essa história de Gênesis 22 é contada do ponto de vista de Abrão,
porque provavelmente foi Abrão que contou, talvez por Isaac, o Isaac vivenciou isso também, mas essa história foi preservada porque Abrão contou, então a história contada mais do ponto de vista de Abrão,
nós temos a pergunta de Isaac, mas nós não temos o que Isaac estava pensando, nós temos a pergunta dele, mas além disso, como é que foi, ele resistiu quando o Pai colocou em cima da lenha do altar,
nós não temos esses dados, mas a história é bem evidente mostrando que, e tem vários paralelos, eu só vou lembrar de algumas delas, minha intenção não é me aprofundar nesse paralelo,
acho que poderíamos falar muito tempo sobre o amor de Deus Pai, mas eu queria chamar atenção especialmente para o fato de que quando nós pensamos na morte de Jesus, Jesus veio, Deus enviou o Filho para morrer aqui por nós,
essa história é mais contada do ponto de vista do Filho, porque os Evangelhos contam como foi a vida de Jesus, como foi o sofrimento de Jesus, então a história da crucificação de Jesus é contada do ponto de vista daqueles que estavam vendo Jesus sofrer e ser crucificado,
mas com isso, nem sempre, mas com isso muitas vezes o mundo, a igreja, nós temos visto uma imagem errada de Deus Pai, como se o Filho estivesse sofrendo, mas o Pai não, essa história mostra claramente que não é verdade,
essa história de Abrão e Isaac, que conta mais da perspectiva do Pai, mostra como o Pai sofreu, você vive esse drama do que Abrão sentiu, como ele obedeceu a Deus, mas como isso era muito sobremodo, doloroso para ele,
era difícil para Isaac, é uma diferença da história de Jesus, porque Isaac não sabia o que ia acontecer com ele, Jesus sabia, Jesus veio para o mundo sabendo que ele ia dar a própria vida, sabendo que essa era a sua missão,
então essa é uma diferença, mas a ideia é que quem está fazendo, na verdade o sacrifício maior, se nós podemos comparar os dois, apesar do sofrimento do Filho, Isaac não chegou a sofrer,
mas Jesus sofreu imensamente em todos os passos antes da morte, durante todo o processo da morte, foi muito terrível, mas nós podemos pensar que o Pai é aquele Deus irado que está exercendo o seu juízo contra o pecado,
e é quase como se quem está sofrendo é Jesus, mas a Bíblia fala que Deus amou o mundo, a tal ponto que enviou o seu próprio Filho,
e a entrega aqui nós vemos claramente assim, como Abraão, ele estava entregando o Filho, pela experiência dele, por tudo que tinha vivido antes do nascimento de Isaac, essa experiência e o fato de que ele teria que ser o instrumento da morte,
isso era um sofrimento muito maior, não físico, mas seria um sofrimento muito maior do que o sofrimento do Filho, então eu queria só chamar a atenção para isso,
tem vários paralelos, o fato de que Gênesis 22,6 fala que Abraão tomou a lenha do Holocausto e colocou nas costas do Filho, Jesus carregou a própria cruz, Jesus era o Filho unigênito do Pai,
o Pai amava, era tudo que ele tinha, era o melhor, não era só o melhor, era tudo que ele tinha, então tem todos esses paralelos e tem muitos outros que poderíamos explorar,
mas eu queria chamar mais atenção para esse fato de que Abraão teve o privilégio, eu não gostaria de passar por esse privilégio, mas assim, é um privilégio sentir o mesmo que Deus sente,
e em pequenas medidas nós sentimos pelos nossos filhos, nós sentimos a dor, nós sentimos quando há um afastamento, nós sentimos quando os filhos erram de alguma forma,
nada comparado com o que Abraão sofreu e nada em comparação com o que Deus sofreu, mas eu queria chamar a atenção para esse lado de que essa história mostra o sofrimento do Pai,
e isso é muito importante e Deus queria, isso não está explícito aqui, só tem um texto em Romanos 8 que a gente pode ver que há um paralelo entre Abraão entregando o Filho e Deus que entregou o Filho unigênito, Jesus,
mas a Bíblia não faz exatamente esse paralelo, mas é muito evidente que existe esse paralelo que é importante para entender o amor de Deus e que Deus não deve ser visto como aquele que está tendo prazer,
de certa forma por causa da sua santidade de eliminar o mal julgando o seu Filho Jesus, a dor do Pai é muito grande e não tem comparação.
Ok, então agora nós vamos focar mais nesses aspectos assim, vou seguir mais ou menos essa listinha que coloquei aqui, tem também no esboço, tem vários pontos sobre o significado, o que estava acontecendo nessa entrega, nesse sacrifício que Abraão fez de entregar o Filho a Deus como Deus pediu.
Então, em primeiro lugar, a prova exigiu de Deus, a prova era para mostrar se Abraão realmente tinha confiança em Deus e tem até aquele aspecto que quando Deus chamou Abraão, ele falou "toma teu Filho, teu único Filho, vai pra Té de Moriar, oferece-o em holocausto",
mas ele falou assim "vai pra um dos montes que eu te mostrarei", então Abraão, como quando ele foi chamado originalmente de Urdos Caldeus, ele nem conhecia muito a Deus, mas ele teve confiança de seguir e essa confiança é o que nós chamamos de fé, Abraão é o Pai da Fé.
E é muito importante entender que fé não é uma coisa vaga, eu vou ler aqui um texto até para Martin Lutero e talvez para outros teólogos na história, tem um texto em Tiago que representou bastante controvérsia,
Tiago 2, quando Tiago fala sobre fé e obras, então o que Deus estava pedindo de Abraão era confiança, o que Deus está falando tem esse aspecto mínimo, eu diria mínimo, mas é muito grande para nós,
se Deus falasse comigo, com você para dizer "sai de onde você mora, sai andando pelo mundo e vai para o lugar que eu te mostrarei", a gente não tem esse tipo de relacionamento com Deus, a gente não tem esse tipo de confiança,
mas o que Deus quis gerar, ensinar, produzir na vida de Abraão era realmente uma vida de confiança, mas essa confiança é uma outra palavra para fé e fé muitas vezes para nós se torna uma palavra teórica,
crê em Jesus, é uma coisa meio vaga, eu creio que Jesus morreu por mim, eu creio que Deus mandou Jesus para o mundo, mas a fé que justificou Abraão não foi um fato distante, acredite que Deus vai fazer uma coisa,
tinha uma promessa de Deus, Deus falou com Abraão em Gênesis 15 "olha para o céu, as estrelas, você vai ter uma descendência como as estrelas do céu, como areia na praia do mar",
então ele tinha que crê numa coisa que ele nunca ia ver no tempo da vida dele, então era uma coisa distante, mas a Bíblia diz que ele creu que isso foi imputado para ele como justiça,
mas olha o que Tiago fala, isso é importante a gente combinar essas duas partes porque Gênesis 15 fala que a fé de Abraão quando ele confiou que Deus realmente ia dar um filho para ele
e que ele ia ter uma descendência numerosa, em Gálatas 3 Paulo confirma que foi essa fé que justificou e que justificou Abraão e que fez com que ele se tornasse o pai de todos que creem,
mas olha o que diz Tiago, Tiago 2 versículo 14 "meus irmãos, que proveito há se alguém disser que tem fé e não tiver obras, pode essa fé salvá-lo?"
Então como na época de Lutero, por exemplo, tinha uma grande controvérsia sobre fé e obras, se as pessoas eram salvas porque praticavam penitências e obras, então Lutero não conseguia entender esse texto de Tiago,
mas Tiago está dizendo o que adianta falar que tem fé se você não tem obras, porque uma fé que não tem obras ele não está dizendo que você pode se salvar pelas obras,
ele está dizendo que se você tem a fé verdadeira ela vai gerar alguma coisa, então ele já vai chegar em Abraão, bom ele dá o exemplo que se tiver alguém, versículo 15, sem a roupa necessária, sem a comida necessária
e alguém falar assim "vá em paz que você possa se esquentar e ter fartura de alimentos, mas não der as coisas necessárias que proveito há nisso", então ele quer dizer que a fé só falando teoricamente não tem proveito,
e aí ele fala que até os demônios creem e tal, mas aí pulando para o versículo 21 ele fala assim "não foi pelas obras que o nosso pai Abraão foi justificado quando",
então de acordo com Paulo Abraão foi justificado quando ele não tinha um filho ainda e Deus prometeu para ele que ele mesmo e Sarah eles dois teriam um filho biológico deles e que esse filho seria a linha da promessa,
Paulo fala que foi isso que justificou e Tiago fala que não foi, na verdade ele não está negando a importância da fé que Abraão tinha, que Paulo afirma,
mas ele está dizendo assim "não foi pelas obras que o nosso pai Abraão foi justificado quando ofereceu sobre o altar seu filho Isaac", porque não adianta ele falar simplesmente "eu creio que Deus vai me dar um filho",
ele recebeu o filho, mas depois de receber o filho, Deus colocou essa fé à prova, e é isso que eu quero falar, está envolvido, estou falando sobre confiança total,
mas está envolvido em todos esses pontos seguintes também, porque o que Deus pediu para Abraão é que entregasse de volta o filho que Deus mesmo deu a ele,
uma das coisas que nós sempre observamos e que é uma coisa válida para notar é que Abraão que confiou em Deus, que desenvolveu um relacionamento com Deus e foi o relacionamento dele com Deus que permitiu que ele tivesse um filho do milagre,
mas é muito fácil qualquer um de nós, recebendo o filho da promessa, recebendo o que Deus prometeu, a tendência seria "bom, agora eu tenho o que eu queria, então meu apego agora não é a Deus, mas é a Isaac",
então Deus pediu para ele devolver Isaac a ele porque não era para Abraão ficar, a vida de Abraão, a esperança de Abraão, a alegria de Abraão não podia estar em Isaac, tinha que estar em Deus,
e eu acho esse ponto válido, mas eu quero mostrar um aspecto importante dessa prova, porque o que Deus queria, e a gente pode perceber isso, eu vou mostrar já em seguida,
o que Deus queria, não era que Abraão falasse assim "tá bom Deus, eu não preciso de Isaac", ele tinha que devolver, ele não sabia que ia acontecer, mas a fé de Abraão em Tiago, ele diz, foi isso que justificou Abraão,
não é só falar "eu creio que Deus vai me dar um filho", depois que Deus deu um filho, a fé de Abraão teria que ter obras, quais eram as obras da fé de Abraão?
continuar crendo que o filho que Deus deu para ele, Deus ia continuar colocando nas mãos de Abraão, veja só, vamos só terminar esse trecho aqui, depois nós vamos para Hebreus 11,
versículo 22 "ves que a fé cooperou com as suas obras", então a fé cooperou ou produziu as suas obras, e pelas obras a fé foi aperfeiçoada, a fé de Abraão não era perfeita ainda em Gênesis 15,
a fé de Abraão está se aperfeiçoando agora, porque ele tem um desafio de confiar que Deus fez promessas a ele, o que Deus estava falando assim "Abraão, no fim das contas,
não se preocupe sobre terra de Canaã, sobre ser uma nação com muitos filhos, a coisa importante é nossa aliança", Deus nunca disse isso,
claro que isso é o ponto de partida, essa é a base de tudo, mas a fé que Abraão teve quando ele ofereceu Isaac não era uma fé, uma confiança, tudo bem,
ele não sabia como que Deus ia agir, então ele tinha que ter uma confiança em seja o que for, vem o que vier, Deus é meu pai, Deus é quem me guiou até aqui, eu creio que ele vai fazer o que é certo, mas veja só,
a fé dele foi aperfeiçoada, versículo 23, se cumpriu a Escritura que diz "Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado para justiça", Tiago está usando o texto de Gênesis 15 para dizer que agora a fé de Abraão foi aperfeiçoada
e agora podia realmente se cumprir a Escritura dizendo que Abraão creu e a sua fé foi imputada como justiça, ou seja, se a fé dele não chegasse nesse ponto, não estamos falando sobre perder ou ganhar salvação,
mas a fé de Abraão não seria essa fé que o tornaria pai de muitas nações, de todos que creram, então ele creu em Deus, isso lhe foi imputado para justiça e foi chamado amigo de Deus,
amigo realmente confia, amigo sabe que é o outro, você pode confiar no que ele fizer, no que ele falar, que realmente vai dar certo, mas vamos agora para completar que são, na verdade são essas duas menções que nós temos no Novo Testamento
desse sacrifício de Isaac por Abraão, então esses dois textos nos ajudam a entender o significado do sacrifício que Abraão fez, então agora vamos para Hebreus capítulo 11 versículo 17,
"Pela fé Abraão ao ser provado ofereceu Isaac", então aqui fala que foi uma prova, Tiago fala que essa fé foi aperfeiçoada e que essa obra da fé foi que realmente trouxe justiça para Abraão,
porque é um relacionamento, é o ponto máximo, a gente até falou na última aula que esse capítulo representa o ápice, representa o ponto máximo, cume da montanha, da jornada de Abraão,
foi aqui que ele realmente chegou nesse ponto de se relacionar com Deus, de ser amigo de Deus, de confiar plenamente, totalmente no que Deus falou, então aqui em Hebreus fala que ele foi provado e nessa prova ele ofereceu Isaac,
aquele, quem que é aquele? Abraão, aquele que havia recebido as promessas ofereceu o seu unigênito, embora Deus lhe tivesse dito "em Isaac será chamada a tua descendência",
lembra que Abraão, antes de Isaac nascer, Abraão queria fazer assim "Deus, eu já tenho Ismael, deixa que seja Ismael" e Deus falou assim "não, não é Ismael, eu vou dar um filho para Passara",
e depois que Isaac nasceu houve um conflito e Deus falou assim "pode mandar Ismael e H ir embora porque é Isaac que será chamada a tua descendência",
Deus falou com ele, não foi uma coisa, uma impressão, uma interpretação, uma coisa dúbia, Deus falou várias vezes, mais de uma vez, Deus falou assim "em Isaac, em Isaac, a tua descendência, as promessas que eu estou te dando,
nosso plano, projeto de Deus é por meio de Isaac", então é esse ponto que eu queria dizer porque quando a gente pensa, o que que é oferecer, o que que é eu oferecer um Isaac a Deus?
O que é a gente aprender a abrir mão? Claro que nada pode ser mais importante na nossa vida do que Deus, essa lição é muito clara,
Deus não queria que Isaac fosse mais importante do que o próprio Deus, mas o que me chamou bastante a atenção é que Deus não estava pedindo Abraão para dizer "tá bom Deus, eu não preciso ter um Isaac, eu não preciso ter um filho,
pra mim o senhor é suficiente, se o senhor quer que eu devolva Isaac para o senhor, tudo bem", na verdade olha o que Hebreus diz "aquele que havia recebido as promessas, ofereceu o seu unigênito, sabendo que Deus tinha falado em Isaac será chamada a tua descendência",
então qual era a confiança de Abraão? Que eu possa viver sem Isaac? Não é isso que o texto fala, o texto fala "Abraão julgou", versículo 19, Hebreus 11 e 19, "Abraão julgou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar e daí também em figura o recobrou",
porque para todos os efeitos Isaac ia morrer, então o fato de Deus ter falado "não mate, não estenda sua mão contra seu filho" e tinha um outro animal para oferecer no lugar de Isaac,
isso era algo que poderia sim, que representava assim que Deus não estava pedindo que Abraão abrisse mão das promessas, Abraão ele cria que a promessa de Deus se cumpriria,
então o que Deus estava pedindo não era "fique sem Isaac", o que Deus estava pedindo era "você confia, você confia em mim cegamente, você confia que eu não vou quebrar minha promessa",
Abraão não sabia o que ia acontecer, será que ele pensou "bom, Deus pode fazer, pode ter um plano A, pode ter um plano B, pode ter essa saída, pode ter aquela", talvez Abraão tivesse esperando durante três dias caminhando para o local e pensando em algum momento,
que Deus vai falar "tá bom, eu aceito", o que Abraão pensou? Ele pensou que se fosse necessário, chegasse a esse ponto, o Deus que deu um filho sobrenatural a ele, Sarah, poderia ressuscitar Isaac dos mortos,
e em figura, porque estava representando o pai entregando Jesus, e Jesus realmente morreu, mas o pai também não perdeu Jesus, porque Jesus ressuscitou, então em ambos os casos houve uma recuperação,
a doação total, esse medo, e claro que todos nós temos esse medo, e se eu perder, e se nunca mais eu tiver, a gente pode pensar em ministérios, em possessões, em membros da família, tem tantas coisas que a gente pensa,
se eu perder eu nunca mais vou ter de volta, mas Deus estava trabalhando na vida de Abraão para que ele tivesse uma confiança total, então só quero, vamos seguir aqui um pouquinho pra entender a palavra aqui chave é total,
o significado do sacrifício, o significado da prova, o significado desse ato de Abraão, Deus estava esperando o que de Abraão, e eu não vou ler aqui, mas Romanos 4, que Paulo fala bastante também sobre Abraão,
e se refere mais a Abraão crendo que Deus daria um filho mesmo quando ele estava com o corpo morto, com 100 anos de idade, mas quando Paulo fala que Abraão não vacilou, eu sempre penso assim, mas Abraão vacilou sim,
mas teve um momento, teve uma prova, teve uma situação em que Abraão não vacilou, ele podia estar vacilando no coração, tendo muito medo, mas ele não vacilou, foi nesse episódio de oferecer Isaac,
em nenhum momento Abraão ficou esperando, protelando, tentando ver se Deus não mudava de ideia, não, em nenhum momento, ele foi com confiança total, então a gente olha pra isso, eu olho e falo assim, eu não tenho condições de ter essa confiança que Abraão teve,
tem sim, porque Deus é quem produz isso, Abraão não era diferente de nós, Abraão naquele tempo com certeza Deus se manifestou mais visivelmente, Deus foi almoçar com ele, Deus falava audivelmente,
Deus aparecia, ele tinha mais esses encontros visíveis e palpáveis, mas ele tinha muitas outras dificuldades diferentes, nós temos muito mais conhecimentos, escrituras, muito mais princípios, muito mais conhecimento do que ele,
então Deus é capaz de trabalhar em nós, basta a gente se dispor a caminhar com Deus, Deus está, o objetivo dele em cada um de nós e na igreja como uma unidade coletiva, Deus está procurando esse tipo de confiança, é importante a gente entender,
o que Deus quer, e isso só vai acontecer se nós ouvirmos a voz de Deus, nós precisamos ter a experiência real, palpável, de ouvir direções de Deus na nossa vida e de ver como Deus é fiel, como Deus cumpre,
quando Deus nos dá, quando a gente fala assim, Ele teve, eu usei a palavra aqui no número dois, entrega total, muita gente fala assim de obediência, Abraão foi obediente,
mas o ponto aqui é que a palavra obediência é muito ligada à lei, a mandamentos, e isso aqui não foi um mandamento, isso aqui foi uma instrução, isso aqui foi um pedido de Deus, Deus falou assim, eu quero esse filho que eu te dei, eu quero de volta,
então a confiança de Abraão era, Deus, não é nem porque Deus me ama, isso é válido também, mas não foi assim, Deus me ama, Ele não vai fazer mal para mim, não, Ele não vai fazer mal,
mas além disso, Deus prometeu, é algo do plano de Deus, é algo que Deus está procurando, Deus não queria dar uma terra para o povo judeu porque eles tem que ter uma terra melhor do que todo mundo,
a terra nem é melhor do que, só é melhor quando Deus está na terra, mas a terra de Israel é uma terra que tem muito deserto, que tem muitos problemas, é muito pequena a terra, então a ideia não era dar uma coisa melhor do que os outros povos,
a ideia é, Deus quer um lugar para morar, Ele quer uma habitação, Ele quer um povo, Ele quer uma terra, e Ele quer habitar na terra para restaurar toda a humanidade e para trazer o seu reino de paz e harmonia sobre a terra toda,
então quando Deus fez uma promessa, essa promessa não era uma coisa só do interesse de Abraão, Abraão não tinha pedido isso, então a obediência não é uma obediência ao mandamento, é uma entrega,
então confiança total gera uma entrega total, se Abraão tem confiança em Deus, Deus fala assim, olha leva seu filho e ofereça ali, Abraão não titubeou, não ficou esperando confirmação, ele levantou no outro dia e foi,
então nós temos confiança total e temos entrega total, essa era a prova, isso que Deus queria e eu acho muito importante, a gente pode falar assim, mas Deus sabe o que está no meu coração,
não precisa me passar por uma prova, Ele já sabe antes, mas Deus quer que o mundo veja, Deus quer que as potestades vejam, o que Abraão fez, essa entrega, essa confiança liberou Deus para fazer o que Ele queria fazer na terra,
Deus não vai agir entre nós se nós não abrirmos a porta para Ele, então essa entrega total não é uma coisa que Deus quer que a gente fique, tá bom Deus, o Senhor não quer que eu tenha alegria, o Senhor não quer que eu tenha um filho amado,
Abraão não ficou nesse dilema, Deus quer que eu fique sem, ele tinha certeza que Deus fez a promessa que Deus ia cumprir e ele podia entregar, ele podia devolver o filho a Deus, que Deus ia fazer tudo acontecer, então confiança total e entrega total,
nós vemos também na história, voltando para Gênesis 22, quando eles chegam perto do local que Deus mostrou para Abraão, Abraão falou com os dois servos, vocês fiquem aqui, que eu e o garoto nós vamos ali e nós vamos adorar,
quando nós tivermos adorado nós vamos voltar, então ele aprendeu, lembra que Abraão tinha feito vários altares, assim que ele chegou em Canaã, em Siquem ele fez um altar, fez um altar em Betel, fez um altar em Hebron, fez um altar em Berceba,
então Abraão vivia fazendo altares, era uma das provas de Deus, agora você vai fazer um altar, o altar que representa adoração, altar que significa assim, eu quero muito que no meu coração e no seu,
que a gente possa sair dessa ideia de um Deus que simplesmente quer que a gente se humile no pó, sim, nós vamos nos humilhar, nós vamos adorar, nós vamos cair de rosto em terra,
mas o que Deus quer de nós é uma amizade, é um relacionamento de casamento, então a entrega, essa entrega total tudo isso aqui é interligado, confiança total em Deus, eu confio que Deus, ele parece contraditório,
ele me dá um filho para que tenha muitos descendentes, aí ele pede um filho de volta, Deus não é contraditório, então é uma confiança, pode parecer uma contradição,
pode parecer que Deus não tem compaixão da humanidade, onde está Deus quando as pessoas estão sofrendo, pode parecer que Deus não está presente,
mas Deus está presente, a Bíblia fala de Deus que caminha junto conosco e que Deus que sofre junto conosco, então a confiança é uma certeza de que Deus não está entrando em contradição,
eu confio no caráter de Deus, eu confio que Deus que me chamou de Urdos Caldeus me trouxe até aqui, esperei 25 anos para ter um filho, um filho da promessa, ele está pedindo para sacrificar,
eu não sei o que Deus vai fazer, mas não tem contradição, ele não vai deixar de cumprir a promessa, então essa é a entrega total, é porque nós sabemos que Deus não é um Deus carrasco,
Deus não é, lembra aquela parábola dos talentos, que aquele que só recebeu um talento e enterrou, ele chegou depois para prestar contas, ele falou assim, eu enterrei esse talento porque eu sei que o senhor pega aquilo que não é seu,
eu não ia trabalhar porque eu não ia ter lucro nisso, esse servo ele não entendeu, porque o servo que tinha 5 e multiplicou para 10, o servo que tinha 2 e multiplicou para 4, eles receberam muito mais do que o talento,
então aquele servo que enterrou e que achou que o senhor representando Deus era um senhor que pegava o que não era dele, eu não vou trabalhar e produzir lucro porque depois o senhor vai tomar tudo de mim,
o senhor não vai deixar comigo, conhecimento de Deus, Deus não está querendo que a gente entregue o Isaac para ficar sem, Deus não está querendo tirar coisas de nós,
Deus está procurando um relacionamento recíproco, Deus está procurando realmente um relacionamento de amor e amor é doação mútua, eu posso doar tudo para Deus, eu posso dar o melhor que eu tenho para Deus,
eu posso ficar sem nada, Deus não vai me deixar sem nada, porque a doação para ele na verdade é uma troca desigual porque Deus sempre vai doar muito mais do que nós doamos para ele,
então a adoração que Abraão falou assim, nós vamos ali para adorar, Abraão não sabia o que ia acontecer, ele até falou assim, nós voltaremos, nós vamos ali adorar e nós voltaremos,
então adoração é uma adoração a Deus que é uma demonstração de amor, de confiança, por isso que eu falo assim, essas três palavras confiança, entrega e adoração elas são totalmente interligadas,
a confiança total permite que eu faça uma entrega total e a entrega total é uma adoração total a Deus,
Abraão tinha feito altares colocando animais que custavam alguma coisa para ele, era o do rebanho dele, então custavam, ele oferecia a Deus algo que tinha custo para ele,
mas imagine, compare com o custo de colocar o próprio filho, então aqui ele aprendeu o que é a entrega total e ele aprendeu o que é adoração total e isso é fantástico,
nós não somos capazes disso, mas se nós permitirmos Deus vai nos ensinar, ele vai nos conduzir, porque o objetivo de Deus é este, ele não quer que a gente tenha uma relação de medo de Deus,
de medo dele, ele não quer que a gente o encare com medo, então essa foi adoração, agora só quero falar assim, é um assunto profundo também, mas eu quero dar um toque porque houve uma aprovação total,
agora sim, agora é da parte de Deus, então confiança, entrega e adoração é Abraão dando a Deus o que ele queria e isso me mostra o que Deus quer de nós,
se Abraão é o pai e se nós somos filhos de Abraão pela fé e se a fé, como Tiago fala, precisa ser aperfeiçoada por obras e as obras da fé não são obras de caridade,
depende o que Deus pedir que a gente faça, mas as obras da fé não são mandamentos, obras, coisas que a gente faz para ganhar algum mérito, as obras da fé são correspondências em confiança,
como que Abraão pode falar que ele confia ou crê em Deus, se quando Deus pede alguma coisa e a gente fala assim Deus, isso não faz sentido, o senhor me deu Isaac, como que o senhor pode pedir,
não, Abraão não questionou, não discutiu com Deus, ele tinha confiança que Deus não faria uma coisa errada nem com ele nem com o próprio propósito de Deus,
então aí diante disso houve uma aprovação total, vamos ver, Gênesis 22 quando o versículo 11 ou versículo 10 quando Abraão estendeu a mão para emolar o filho,
o anjo do senhor, que nós cremos que é o próprio Jesus, bradou desde o céu e disse Abraão, Abraão, respondeu ele eis-me aqui, se Abraão se colocou à disposição de Deus eis-me aqui,
quando Deus pediu, ele não sabia o que Deus ia pedir, mas Deus pediu para ele levar o filho para sacrificar, agora que estava quase matando o filho, o anjo do senhor brada do céu e ele fala,
diz-me aqui o que o senhor quer, com muita esperança, Deus fez uma intervenção e aí ele fala, então disse o anjo, agora olha só, esse aqui é um dos exemplos na Bíblia em que fala o anjo do senhor,
que significa mensageiro e tem anjos que são seres criados, que são mensageiros de Deus, mas tem o anjo do senhor que é o grande mensageiro de Deus, Jesus é o verbo, Jesus é aquele que traz aquilo que Deus realmente é,
então como que a gente pode ter bastante convicção de que esse anjo é o próprio Deus, é o filho de Deus, porque no versículo 11 ele fala, o anjo do senhor bradou,
versículo 12, então disse o anjo, não estendas a tua mão sobre o rapaz e não lhe faças nada, agora sei que temes a Deus, pois não me negaste, o anjo fala, no lugar de Deus ele é o próprio Deus,
então ele fala assim, você teme a Deus porque você não me negou, o teu filho, o teu único filho, então aqui nós temos uma palavra de aprovação,
Deus está dando o selo lá do céu, agora sei, é uma confirmação absoluta, isso aqui é o final, que é a nota final da prova final de uma aprovação de Deus,
de Deus falar assim, agora sei, porque agora sei, porque até então Abraham não tinha chegado nesse ponto, então Deus sabia que até um certo ponto Abraham não estava pronto para isso,
mas esse aqui é a entrega máxima, é a entrega máxima, então ele fala agora sei que temes a Deus, pois não me negaste o teu filho, o teu único filho,
então eu só queria fazer também uma rápida observação sobre essa palavra temer, porque para nós pode soar estranho, é um assunto também bastante extenso,
não vou entrar em vários textos, mas assim, a gente sabe que, a gente talvez esperaria que Deus falasse assim, agora sei que você me ama, agora sei que me temes,
porque usou a palavra temer, eu não posso, logicamente eu não tenho a resposta final sobre isso, mas em parte aqui é porque Abraham nessa época ainda não sabia muito sobre o amor de Deus,
ele estava desenvolvendo um relacionamento com Deus, ele tinha falado com Deus sobre Sodoma, sobre Loh, sobre a situação antes do juiz de Deus sobre Sodoma,
mas a gente percebe que tinha ainda aquela formalidade, Abraham se tornou um amigo de Deus, ele tinha confiança total em Deus,
mas a revelação de Deus, um pai de amor, sabemos que isso foi ao longo da jornada de Deus com os homens, especialmente na vinda de Jesus,
que realmente ficou mais claro que realmente Jesus revelou quem era Deus, nós sabemos mais sobre Deus ser um pai por causa de Jesus,
nós temos poucas instâncias no antigo testamento que revela Deus como pai, tem algumas, mas tem poucas, não era a forma que Deus mais se revelava,
não era possível ainda Deus se revelar como pai de amor, então essa é uma parte da resposta que Abraham tinha um temor de Deus, mas eu só queria mostrar,
eu só queria ressaltar o fato que esse temor de Deus não precisa ser uma palavra contraditória também, como em 1 João 4 fala assim, que no perfeito amor não tem medo,
o perfeito amor lança fora todo medo, então esse temor de Deus, que a Bíblia fala que o temor de Deus é o princípio da sabedoria, inclusive assim estudando essa palavra,
analisando essa palavra temor na Bíblia no antigo testamento, nós vemos que essa palavra muitas vezes era usada, essa palavra podia significar medo mesmo,
as vezes as pessoas estremeciam diante de Deus, mas é uma palavra que também significava reverência, admiração, um grande respeito de admiração por quem Deus é,
e eu queria só colocar assim, tem vários textos que falam sobre o temor de Deus, mas eu queria citar um que fala, por exemplo, Salmo 130, versículo 4,
é uma palavra interessante, eu uso essa mesma palavra temor, mas lá fala assim, que Deus perdoa para que ele seja temido, olha que assim,
Deus perdoa para que ele seja temido? Não, para que ele seja admirado, então a palavra temer, ela tinha essa conotação de admiração, de espanto,
olha que Deus que até perdoa os nossos pecados, esquece de tudo, então isso é um dos significados, tem uns lugares como em Êxodo 15, versículo 11 que fala assim,
Deus é terrível em louvores, parece uma coisa contraditória, se Deus é terrível quem vai louvar alguém que é terrível, mas essa palavra terrível é no sentido de admiração, de espanto, de Deus fazer coisas tão maravilhosas que há um espanto,
então a ideia aqui, de fato, como eu falei, acho que ainda não tinha uma revelação plena do amor de Deus, mas no relacionamento com Deus, e tem um texto que eu sempre gosto de observar,
que é Hebreus 5, versículo 7, que fala assim, que Jesus, quando ele suplicou em angústia no jardim de Gethsemane, ele foi ouvido, algumas tradições falam por causa da sua piedade, mas é uma palavra que significa temor,
aí é uma coisa muito surpreendente, como que Jesus, o filho de Deus, tinha temor do Pai, e isso para mim, eu sempre medito sobre esse aspecto de Jesus ter temor,
e Abraão está recebendo uma aprovação do próprio Deus falando assim, agora sei que você realmente me teme, mas não é uma palavra de medo, de afastamento,
essa palavra temer é uma palavra que diz Deus é admirável, Deus é alguém tão precioso, tão maravilhoso, que a gente faz qualquer coisa para não perder o relacionamento com Ele,
e é isso que a gente deve ter com todas as pessoas, por exemplo, num relacionamento conjugal, a gente tem medo que a esposa ou que o marido veja alguma atitude errada,
se é medo, não é um relacionamento saudável, mas se é um temor de não perder algo precioso, é muito válido, e é isso que a gente pode entender dessa relação de Abraão com Deus,
agora sei que você realmente me teme, ou seja, você valoriza, você admira, você considera que o que eu falo é muito importante, você não quer perder a relação de aliança,
você não quer, não é medo, as alianças tinham as recompensas, as maldições, as coisas que iam acontecer se a pessoa quebrasse a aliança,
mas se uma aliança só é mantida por causa de medo, se nós só servimos a Deus por medo do inferno, isso não é um relacionamento verdadeiro com Deus,
então o temor de Deus, sim, Deus é todo poderoso, Deus fica irado quando nós somos infiéis a Ele porque Ele valoriza a relação conosco e nós não queremos perder essa relação com Ele,
então Jesus não queria, em hipótese alguma, Ele falou assim "Pai, esse cálice é pesado demais, eu não sei se eu vou suportar, não dá pra passar esse cálice,
mas não seja feita a minha vontade, mas a Tua, porque acima de tudo a motivação do Filho era agradar o Pai", então é esse tipo de temor,
Jesus tinha temor, não medo, mas Ele tinha um desejo, Ele não queria perder, nenhum preço seria caro demais pra não perder a relação tão preciosa que Ele tinha com o Pai,
então essa aqui é a aprovação total e depois nós vamos entrar mais nisso na próxima aula, mas vamos só continuar aqui em Gênesis 22,
Ele fala então que, versículo 12, "Tem aprovação total, agora sei que temes a Deus, pois não me negaste, teu Filho, teu único Filho",
então Abrão deu tudo que ele tinha, o melhor que ele tinha, não reteve nada, confiou em Deus totalmente e nós podemos entender que nunca, a gente fala isso mas a gente não tem confiança pra agir assim,
mas Deus quer produzir essa confiança em nós, mas o que Deus está dizendo você nunca vai perder, se você me devolver o seu Filho, o seu único Filho, o melhor que você tem,
tudo que você tem, sua alegria, tudo que você tem está nele, Deus não vai fazer algo nem pra quebrar suas promessas, nem pra fazer você infeliz, nem pra castigar, Deus deseja desenvolver essa confiança,
essa relação de doação, o Filho deu tudo pro Pai, o Pai dá tudo pro Filho, então o Filho falou assim "em tuas mãos entrego meu Espírito",
o Filho se entregou, se jogou nas mãos de Deus, passando pela morte, é um terreno desconhecido, nem o Filho de Deus tinha passado pela morte, não sabia como seria essa passagem,
ele se entrega ao Pai totalmente, então essa entrega ela é garantida, ninguém pode perder e é essa entrega que gera o cumprimento total, não é só uma questão de aprovação,
que Deus fala assim "ah você passou na prova, ótimo", mas o que acontece depois? Versículo 13 "então levantou Abraão os olhos e olhou e viu atrás de si um carneiro preso",
Abraão tinha falado sem saber como Deus ia fazer, quando Isaac perguntou "onde que está o Cordeiro?", Abraão falou assim "Deus vai prover",
Deus vai ter a provisão de Deus para aquilo que é necessário, então Deus quer uma doação, uma entrega total, mas essa entrega total abre o caminho,
essa entrega total deu a Deus a liberdade de dizer assim "agora eu posso agir porque você abriu tudo para mim, você entregou tudo, então agora há uma coisa espontânea,
há um relacionamento aberto, livre, essa é a verdadeira liberdade, essa é a verdadeira vida, quando a gente perde a vida que a gente realmente ganha,
enquanto a gente não abre mão, enquanto a gente se agarra aquilo que nós temos, nós não queremos soltar, enquanto nós queremos poder, possessões, reputação,
não seja o que for, enquanto nós somos, a gente não tem confiança para abrir a mão e dar de volta para Deus, a gente realmente não conhece a vida verdadeira que vem dele.
Então aí que então ele viu o carneiro preso, ele tomou o carneiro, ofereceu em holocausto em lugar de seu filho, versículo 14, Abraão chamou aquele lugar de "o Senhor proverá",
"Jová jirei", daí dizer até dia de hoje "no monte do Senhor se proverá".
Nós vamos entrar nessa última parte, eu quero tomar um tempo na próxima aula para falar sobre isso, mas eu só queria mostrar aqui que depois da aprovação total,
depois da entrega total, tem o cumprimento total, porque a partir aí o anjo do Senhor Bradou Abraão pela segunda vez e disse, versículo 16, "Por mim mesmo jurei, diz o Senhor,
porque fizeste isto, e não me negaste, o teu filho, o teu único filho, que deveras te abençoarei", aí ele repete toda a bênção,
nós vamos entrar mais no que é realmente o juramento e aquilo que significa assim, uma garantia maior ainda do que Abraão tinha antes,
ele tinha feito uma aliança, Deus tinha dado uma promessa, Deus fez uma aliança, mas agora vem um juramento porque quando entra nessa fase de totalidade,
de confiança em Deus, de entrega total a Deus, de adoração, então ele é aprovado no seu relacionamento e aí que há a permissão, isso aqui abre as portas
que Deus cumpra plenamente tudo que ele prometeu, nós temos uma doutrina de salvação de que se eu creio em Jesus eu já tenho a salvação completa,
potencialmente sim, mas o que Deus mostra na vida de Abraão é que essa fé que nasce, que começa a confiar em Deus quando nós nascemos de novo,
quando nós começamos a conhecer a Deus, quando nós começamos a caminhar com Deus, nós temos um pouco de fé, um pouco de conhecimento,
um pouco de confiança em Deus, mas Deus está procurando gerar, completar em nós aquilo que ele fez na vida de Abraão, então isso é essencial,
Abraão é pai, ele se tornou pai porque tudo que Deus queria passar de uma geração para outra, tudo que Deus queria que o seu povo tivesse,
claro que ele é apenas uma figura de Jesus, Jesus é que tem tudo completo mesmo, mas Abraão tem uma coisa que nem Jesus tinha,
porque Jesus era homem de verdade, mas ele não era um homem caído, ele não era um homem com os efeitos degenerativos da humanidade,
então Abraão ele era uma pessoa com falhas, então nesse sentido Deus mostrou pela vida de Abraão que é possível, que é possível,
ainda mais por meio de Jesus agora, mas é possível Deus gerar em nós essa confiança, isso que aconteceu com Abraão é o que Deus quer produzir em nós,
pode parecer e realmente é algo inatingível para nós mesmos, mas o que eu quero dizer é que isso é possível, Deus está trabalhando em nós ponto por ponto,
eu tenho certeza que Abraão se ele tivesse pensado antes, eu sou capaz de fazer isso, ele teria dito não, mas no momento exato da jornada de Abraão,
aquilo que Deus tinha plantado nele deu fruto e isso que Deus quer fazer em nossas vidas também.
Senhor, nós estamos aqui admirados de quem o senhor é, admirados de como o senhor deseja, quais são os teus objetivos tão elevados para nós,
o senhor quer produzir em nós aquilo que tinha Abraão, senão qual seria o sentido de Abraão ser o pai na fé se nenhum dos filhos é capaz de alcançar o que ele alcançou,
e ainda mais que em Jesus o senhor começou uma nova linhagem e em Jesus é possível, Jesus demonstrou essa confiança total no pai
e mostrou com muito mais clareza quem é o pai para que nós pudéssemos confiar nele.
Então, senhor, nós te agradecemos por esse evento, essa história verdadeira, por esse marco que aconteceu na vida de Abraão,
por ele ter alcançado essa posição, esse ponto de confiança total em ti, de entrega total.
Nós te louvamos, ó Deus, porque é isso que o senhor quer produzir, um verdadeiro relacionamento de doação mútua que isso aconteça
e que o senhor fique satisfeito aprovando também o teu povo a medida que aprende a ter confiança em ti.
Pedimos e te agradecemos em nome de Jesus. Amém.

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