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Aula 89 – Gênesis – Jacó e Labão – os dois espertalhões

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Vimos que a história de como Jacó constituiu uma família não foi muito bonita. Pode nos causar um pouco de estranheza, pois foi ali que nasceu o povo de Israel, com suas doze tribos. Não deveria ser uma linda história de união e harmonia? Será que é uma parábola que aponta para uma história conturbada, tanto do povo de Israel, quanto da Igreja?

Na sequência, lemos a história de como Jacó construiu um patrimônio. Também não é uma história bonita! Na verdade, foi uma grande disputa entre dois espertalhões. Quem ganhou a disputa, e o que isso tudo pode nos ensinar?

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02/03/24 – Gênesis 30 – MP3 – Baixar


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Transcrição · gerada automaticamente

Estamos no livro de Gênesis, no capítulo 30, já vimos uma parte desse capítulo.
O livro de Gênesis tem o objetivo de relatar o começo de todas as coisas.
Gênesis é a origem, então o livro de Gênesis tem os primeiros capítulos que falam sobre a criação,
depois fala sobre a entrada do pecado, então tem esses aspectos que fazem parte da história de toda a humanidade,
o dilúvio, mas o grande objetivo do livro de Gênesis é falar sobre a origem, o começo da nação de Israel.
Esse é o grande propósito e é o que ocupa a maior parte do livro, de 50 capítulos,
mais de 40, ou em torno de 40 capítulos, se tratam da história da nação de Israel, como começou.
E é a história principalmente dos três patriarcas, Abrão, Isaac e Jacó.
Estamos estudando a história do terceiro, que é Jacó, e nós estamos numa parte da vida dele,
em que ele ficou 20 anos fora da terra de Canaã, fugiu por causa do irmão dele,
Esaú, foi buscar uma esposa e ele trabalhou 14 anos, por causa do engano de Labão,
mas ele trabalhou 14 anos, ele pensou que seria um sete, trabalhou 14 anos para conseguir a esposa que ele queria,
e Labão não deixou ele casar com Raquel de princípio, teria que casar com Lia primeiro,
então ele ficou 14 anos só trabalhando para ter direito de casar com a mulher que ele queria,
que era Raquel, e como ele teve que trabalhar para Lia também, então deu 14 anos.
E depois ele trabalhou mais seis anos, vamos ver isso hoje, ele trabalhou mais seis anos para conseguir rebanhos,
para conseguir levantar, formar um patrimônio. Então foram 20 anos e estamos vendo essa história dos 20 anos,
foram resumidos no capítulo 29, 30, terminando no capítulo 31, conta a história dos 20 anos,
e como eu disse, sim, esses 20 anos foram divididos em duas partes, 14 anos trabalhando para as suas esposas,
e seis anos trabalhando para conseguir rebanhos, que eram a riqueza que representava o patrimônio.
Então são duas histórias principais, uma nós já vimos, como ele casou e nasceram 11 filhos e uma filha,
e agora nós vamos ver a segunda parte desses 20 anos em que ele trabalhou para conseguir um patrimônio,
mas são dois assuntos que têm bastante relação, nós vamos, com a ajuda de Deus,
vamos falar sobre como essas duas partes se relacionam e o que nós podemos aprender com isso,
que é sempre a aplicação que é mais importante. Senhor, nós agradecemos a Ti por esses relatos,
somos gratos por tudo que o Senhor já fez na história, pelo Teu plano de redenção,
que tudo isso faz parte de um grande plano que o Senhor continua desenvolvendo até hoje,
e nós queremos sempre entender como o Senhor começou todas as coisas, quais foram as Tuas ações,
as Tuas escolhas, a Tua maneira de lidar com esses primeiros patriarcas, com esses homens que o Senhor chamou
para dar início ao povo de Israel e desse povo que nós também fazemos parte por meio de Jesus.
Então pedimos que o Senhor nos ajude, que a Tua revelação, a Tua graça possa estar conosco
e nós possamos realmente ver nessas histórias, nesses relatos aquilo que o Senhor quer que nós vejamos,
aquilo que vale a pena, aquilo que vai trazer edificação, conhecimento de Ti,
que nós possamos estar mais próximos a Ti por meio de tudo isso, é o nosso grande desejo, em nome de Jesus.
Então, só para fazer a conexão entre as duas histórias, entre a história da família e agora a história
de como Ele adquiriu os rebanhos, nós precisamos sempre lembrar que estamos tratando de Jacó,
Ele é uma pessoa diferente, cada um né, Abraão, Isaac e Jacó, os três, cada um era bem diferente um do outro,
missão diferente, personalidade diferente, então Deus fez coisas diferentes com cada um, cada um foi fundamental,
por isso que Deus é chamado Deus de Abraão, Isaac e Jacó, então cada um foi muito importante no plano de Deus
e é sempre algo que nós queremos nos aprofundar, queremos cavar mais para entender o que Deus fez com cada um
e como isso é importante, como fundamento da história, fundamento do plano de Deus.
Não sei se eu mencionei na nossa última aula sobre Jacó e sobre a família dele,
que quando a gente pensa que Deus demorou três gerações, Abraão, só com Isaac, mesmo ele tendo outros filhos,
mas só Isaac, depois Isaac teve dois filhos, mas só Jacó foi escolhido e agora com Jacó,
Deus já vai abrir para que haja multiplicação, porque até chegar a Jacó não houve multiplicação,
na verdade Deus estava afunilando, escolhendo, selecionando, não estava ampliando ainda para que houvesse uma grande multiplicação,
mas agora Jacó tem 12, vai ter 12 filhos e esses 12 filhos viram as 12 tribos de Israel e a partir desse momento,
então a multiplicação de Israel como um povo, como uma nação, vai acontecer muito mais rápido.
Mas quando nós pensamos que Jacó já é como a terceira geração, então ele pôde aprender das lições que Deus deu para o avô dele,
que Deus deu para o pai dele, essas histórias que estão aqui na nossa Bíblia, com certeza Jacó conhecia essas histórias,
eram histórias que passavam de pai para filho, de geração para geração, então Jacó como terceira geração,
pisando nos ombros das gerações anteriores, nós podemos imaginar que Jacó deveria ser já alguém superpreparado, superpronto para levar os propósitos de Deus adiante,
e pelo menos olhando para a vida, o caráter e a longa experiência, as experiências que Jacó precisou passar, nós vemos que não foi bem assim,
porque Jacó, ele queria, desde o início, ele queria a bênção do pai, ele queria o direito de primogenitura, ele era muito ligado,
ele ambicionava isso que em si pode ser uma coisa boa, você querer o chamamento, você querer fazer parte, querer herdar e dar continuidade
àquilo que Deus tinha começado nas outras gerações, mas ele era uma pessoa totalmente despreparada, não indicada,
seria aquela pessoa que se nós estivéssemos com o poder de decisão, procurando o melhor candidato para representar Deus, para ser um patriarca,
eu acho que nós não escolheríamos Jacó, veja como tudo começou, aproveitando da fraqueza do irmão, mentindo para o pai e conseguindo a bênção de uma forma desonesta,
então Jacó, desde o início ele demonstrou essas características e agora é quando ele teve que fugir e aí ele está com essa missão de conseguir uma esposa,
os pais não queriam que ele se casasse com uma mulher da terra de Canaã, como o irmão dele, Isaú, fez, então ele foi para a família da mãe dele,
para procurar uma esposa e no lugar de uma esposa ele conseguiu quatro, mas ele enfrentou, e até o título que nós estamos colocando aqui,
porque Jacó era um aproveitador, você pode usar vários nomes, ele era uma pessoa ardilosa, ele era uma pessoa que trapaceava, ele era uma pessoa esperta,
ele era uma pessoa esperta, ele estava sempre procurando ganhar vantagem, então ele ganhou, ele conseguiu, Deus já tinha propósito,
que ele tinha falado com a mãe dele que o mais novo ia receber a bênção maior, não sei se Jacó já sabia disso, mas Jacó foi buscar algo que Deus queria dar para ele, Deus queria dar a bênção,
enquanto ele fugia do irmão dele, ele parou em Betel, Deus apareceu num sonho, Deus demonstrou que ele tinha grandes planos para Jacó, mas Jacó tinha essa qualidade que nós encontramos em nós mesmos,
nós encontramos na história, e esse ponto que eu quero enfatizar hoje, o que nós podemos aprender dessas duas experiências, dessas duas etapas na vida de Jacó aqui na terra de Labão,
na terra de onde veio a mãe dele, então essas duas etapas, ele trabalhando 14 anos para pagar o direito de ter essas esposas, que na verdade ele queria Raquel,
e ele teve que fazer com Lia também, trabalhar para ter o direito de se casar com ela também por obrigação de Labão, então nessa primeira etapa, Jacó encontrou nesse sogro, nesse homem Labão,
Jacó encontrou alguém que era de certa forma mais esperto do que ele, pelo menos como eu coloquei aqui, esse aqui nós podemos ver todas essas duas etapas,
todos esses 20 anos que Jacó passou ali, era como se fosse uma disputa, um embate entre dois espertalhões, Jacó era esperto e Labão era esperto, mas nessa primeira parte do casamento nós temos que aceitar o fato de que Labão ele ganhou,
nessa primeira disputa, nessa primeira etapa, Labão aproveitou da paixão, do amor que Jacó tinha por Raquel, ele aproveitou dessa situação e sabendo que se ele desse Lia no lugar de Raquel,
mas Jacó estava apaixonado por Raquel, então ele ia trabalhar mais 7 anos, então Labão usou de astúcia, ele não foi honesto, ele trapaceou, ele deu a filha que Jacó não queria,
então ele foi muito desonesto, ele foi muito trapaceiro com Jacó, então essa primeira etapa e os 14 anos trabalhando, veja bem, Jacó certamente tinha tudo que ele precisava pra comer, pra uma casa, pra ficar, não sabemos como eram as condições,
mas Jacó não estava ganhando nada pra si, 14 anos, ele tava disso, quem determinou 7 anos no início foi o próprio Jacó, Jacó falou "eu trabalho, eu trabalho 7 anos pra você pra conseguir a mulher que eu amo, que era Raquel",
então essa situação foi muito prejudicial pra Jacó, ele perdeu mais 7 anos e não era a pessoa que ele amava e gerou toda aquela situação que nós descrevemos na última aula,
que era essa competição e essa situação desarmoniosa, Lia tinha a capacidade, Deus deu pra ela, Lia não precisou fazer nada pra ter filhos, ela gerava filhos e ela teve ao todo 6 filhos e uma filha,
então Lia tinha, era uma coisa que as mulheres consideravam a coisa mais importante da vida delas era poder ter filhos, Lia tinha isso, mas ela não tinha o amor do marido,
então isso gerou uma situação muito desagradável, muita frustração, muita tristeza no coração de Lia porque ela percebia claramente que ela não era amada e cada vez que ela tinha um filho ela tinha essa expectativa,
quem sabe agora por causa dos filhos, por eu poder dar filhos pro meu marido ele vai passar a me amar, mas ela não conseguiu isso, nem sabemos se no resto da história Raquel morreu muito antes,
então nós não sabemos se depois Lia se sentia amada, não temos esse relato na Bíblia, mas nessa parte da história ela entrou no espírito de competição também,
porque quando Raquel não podia ter filhos, aí ela deu a criada dela pra ter filhos por meio dela, aí Lia já não tava tendo mais filhos, ela deu a dela também, então toda essa competição,
e pensa também nas duas criadas, as duas criadas talvez elas não tivessem expectativa na vida, eram escravas, mas elas eram, cada uma teve dois filhos, mas não sabemos como era o convívio do dia a dia,
mas os filhos delas eram considerados filhos da criada de Raquel, eram filhos de Raquel, da criada de Lia eram filhos de Lia, então elas nem tinham o direito, elas não tinham o status de uma esposa,
então isso tudo é triste, é uma história trágica, porque aí Raquel tinha o amor do marido e não tinha filhos, e aí tem até aquela história que ela conseguiu trocar aquela planta especial, aquele fruto especial que Ruben encontrou,
então fizeram uma negociação, Raquel pensando provavelmente, isso não tá escrito, mas Raquel pensando provavelmente que com aquela planta, a superstição que ela ia conseguir fertilidade, provavelmente era isso,
e aí Deus deu mais dois filhos para Lia, então a história é uma história de desarmonia, uma história de rivalidade, uma história de desarmonia mesmo no lar, o que Deus queria, o que Deus estava procurando fazer,
e é isso que precisa tocar no nosso coração, porque nós podemos falar "ah, eram pessoas imperfeitas, pessoas com falhas", e aí aconteceu tudo isso, mas Deus permitiu e até por causa,
era para ter doze filhos, então Lia teve seis, mas aí como Deus não deu para Raquel, então inventaram estas criadas, aí vieram mais quatro, então é assim, Deus usou a situação para que Jacó pudesse ter os doze filhos,
mas será que era assim que Deus queria, será que Deus planejou assim, quando Deus chamou Abraão e todo o plano de Deus que era de chamar um povo,
ele chamou Abraão para dele fazer uma nação, para ele fazer um povo que ia abençoar todas as famílias da terra, e aos poucos a gente vai entendendo que Deus queria habitar no meio deles,
queria que eles fossem uma família harmoniosa, que eles pudessem manifestar a harmonia, a unidade que tem na Trindade, então tudo isso quando você pensa o que Deus queria com Jacó e com a família dele,
você percebe que Deus estava disposto a trabalhar, a continuar buscando o seu propósito e até hoje Deus está fazendo isso, buscando o seu propósito,
mas quanta paciência, quanta demora, como é difícil chegar ao ponto que Deus quer, então nós vemos que esse começo do povo de Deus não é porque eram descendentes de Abraão, de Isaac,
que era um povo santo, que era um povo melhor do que os outros, não, era a mesma coisa, Deus usa, Deus nos chama, a gente sabe disso hoje,
hoje é uma das doutrinas, uma das verdades que a igreja mais enfatiza, que nós somos salvos pela graça, Deus não viu em nós pessoas perfeitas, Deus nos salvou, nos redimiu, não por nossas obras, não por nossos méritos,
então é uma das verdades, é uma das doutrinas centrais do novo testamento e é visto também no primeiro testamento, então nós sabemos disso, mas será que sabemos mesmo?
Porque muitas vezes os judeus, o povo de Israel tinha esse engano que eles eram melhores do que os outros, porque eles tinham a lei, porque Deus tinha se revelado a eles, porque eles tinham as promessas,
e os cristãos, a igreja, nós temos essa ilusão, nós temos essa ideia de que nós somos melhores, então quando eu fiquei, eu tenho pensado sempre bastante sobre essa situação de como Jacó começou a família dele,
de que tipo de história que é a história do nascimento dos doze filhos de Jacó, se agora, como eu falei, agora é o momento no plano de Deus para que as pessoas pudessem,
para que houvesse uma multiplicação e Deus queria um povo, uma nação, e nesse momento que começou a multiplicar, a gente sabe que sempre tem essa questão das gerações futuras e esfriando, ficando mais distante,
mas esse aqui é o começo, esse aqui é Jacó, é um dos três patriarcas, e ele mesmo não era uma pessoa, um modelo de caráter, de jeito nenhum, então tudo isso eu coloquei aqui,
porque são esses dois aspectos, nós vamos começar a falar do trabalho dele para juntar um patrimônio, para ter a riqueza, e até uma coisa meio estranha, porque Abrão, ele ajuntou muito a riqueza,
ele passou tudo para Isaac, Isaac não precisou trabalhar, não precisou lutar, mas a Bíblia fala também que Deus abençoe Isaac, ele foi crescendo mais e foi aumentando,
então Abrão já era muito rico, Isaac parece que aumentou mais ainda, agora Jacó, ele teve que fugir por causa do que ele fez enganando o seu irmão, ele teve que fugir, então ele teve que trabalhar para ter direito a ter uma esposa,
ele teve que trabalhar para juntar rebanhos, sendo que ele poderia ter herdado tudo isso, os rebanhos, as posseções, ele poderia ter herdado, mas enfim, tudo para Jacó era mais difícil,
e é porque a vida de Jacó é uma vida que demonstra como Deus trabalha conosco, como Deus transforma, então a minha tese, a minha ideia, a Bíblia não explica isso, mas quando a gente pensa,
por que Deus quis Jacó, por que Deus escolheu Jacó e não Esaú, tem outras razões, o coração de Esaú, só Deus sabe como era, se ele não tinha interesse, se ele não ligava, casou com as mulheres de Canaã, sei lá,
a gente pode falar muita coisa sobre Esaú, mas se você olhar o pouco que nós sabemos sobre Esaú, ele era muito mais, sentia um caráter muito mais agradável, era uma pessoa que parece muito melhor do que Jacó,
e uma das coisas que eu penso às vezes é que Deus queria Jacó justamente para mostrar como ele pode trabalhar com pessoas com caráter difícil, e lembrando também, eu falei que Esaú parecia ser uma pessoa melhor do que Jacó,
mas vamos sempre lembrar que para Deus essa coisa assim de ter, de ser uma pessoa amigável, uma pessoa assim, Deus quer se relacionar conosco e o caráter é importante, mas nós às vezes medimos, avaliamos uma pessoa de uma forma muito diferente de Deus,
não tem tudo isso também, mas a minha sugestão, a minha tese é que Deus queria alguém difícil, ele queria alguém que tivesse defeitos muito visíveis,
porque o que acontece muitas vezes com pessoas mais calmas, mais moderadas, mais agradáveis, é que os defeitos dessas pessoas são mais escondidos, mas para Deus tudo é humanidade, todos nós precisamos ser transformados,
ele queria alguém com defeitos visíveis que ele pudesse mostrar como ele queria trabalhar na vida de Jacó por meio de circunstâncias, por meio de situações para transformar a vida dele,
então o casamento, toda essa história do casamento, da família, do nascimento dos filhos, toda essa história conturbada, uma história que não é bonita, como eu falei, Deus não precisaria ter incluído isso nas escrituras,
Deus poderia ter simplesmente inspirado o autor, assim, Jacó foi para a terra, se casou, tem que contar a história de como foi o casamento, porque ele casou com Lia primeiro e tal,
mas poderia ter falado do nascimento dos filhos, então ele teve 12 filhos, tem muitas histórias na Bíblia que são muito resumidas, mas Deus fez questão de contar todo esse cenário, toda essa situação,
como foi a relação, como foi uma família conturbada, turbulenta, briguenta, cheia de defeitos, os filhos vão demonstrar, Jacó vai ter problema com vários filhos também que tiveram atitudes e praticaram coisas erradas,
então essa, para mim, é uma parábola, é uma parábola da história do povo de Deus, tanto a nação de Israel, porque a história do povo de Israel,
se você ler os escândalos, as coisas erradas, não pararam aqui com Jacó e os 12 filhos, essa história vai continuar, vai ter momentos bons da história,
Deus usou algumas pessoas de forma especial, chamou Moisés, Samuel, Davi, etc., mas a história do povo de Israel é uma história cheia de tragédias, de brigas internas, de visão, competição,
essa mesma história que a gente olha para a família de Jacó e pensa, não é, esse não é o modelo de família que Deus queria,
a família de Jacó não demonstra que tipo de família que Deus quer, para começar, o padrão de Deus não é ter várias esposas,
todas as histórias que nós temos na Bíblia, pelo menos várias, quando eles tinham mais de uma esposa, Salomão, o coração dele foi seduzido por causa das esposas, muitas esposas, várias esposas,
a poligamia não era o plano original de Deus e produz frutos amargos. A família de Jacó não foi uma família representando para nós o que deve ser uma família,
como é que Deus começou as doze tribos, deve ser uma história linda, não, não foi uma história linda, e essa história, essa parte, esse aspecto de uma história que não é linda,
ela está, ela faz parte da história de Israel e faz parte da história da igreja, até hoje nós temos quantas situações de briga, de competição, de desunião, de desarmonia,
essa é a história, nós podemos até chegar a pensar, nunca vai mudar, nunca vai ser melhor do que isso, mas nós sabemos que Jesus está procurando uma noiva,
Paulo falou em 2 Coríntios 11 que ele queria apresentar a igreja como uma noiva pura, Efésio 5 tem a visão de uma noiva, Jesus morreu para santificar,
para purificar uma igreja para ser uma noiva pura, então nós sabemos que, Epocalipse também fala a respeito de uma igreja que se preparou, que está vestida adequadamente,
purificada das impurezas, então nós sabemos que Deus tem o propósito de conseguir o que ele quer, mas eu só achei assim, muito significativo que a história de Jacó,
e a história de como os filhos nasceram e desse casamento todo, de como isso foi uma história conturbada e que representa a história de grande parte da história de Israel e da igreja,
depois eu vou até ler um texto mais no final sobre isso, mas vamos passar então para a segunda parte desse período de 20 anos e é justamente o ponto onde nós paramos na última aula,
em que depois de tanto tempo Lia e Raquel querendo competir uma com a outra, quem vai ter mais filhos, Lia tem filhos mas não está feliz, Raquel tem o amor do marido mas não está feliz,
ela até fala com Jacó, me dê filho senão eu morro, então era uma história de tensão, de desarmonia, de brigas, mas finalmente em Gênesis 30, versículo 22 diz assim,
então Deus se lembrou de Raquel e uma das coisas que nós vamos observar nessa outra parte também da história, é quem realmente está comandando a situação,
e às vezes até parece, porque Deus não é autor dos nossos erros, quem criou essa situação enganosa, errada para Jacó foi Labão,
ele que foi, ele que tramou isso, ele que preparou isso, ele que enganou, então nós sempre temos que dizer, Deus usa a situação, Ele trabalha na nossa vida por meio dessas situações,
mas Ele não é o autor, não é Ele que planeja isso, Ele sabe o que vai acontecer e é sempre um mistério, eu não sei explicar o que passa no coração de Deus e como que Ele trabalha com a sua soberania na nossa vida,
mas a Bíblia fala claramente que Deus não é autor de pecado, de erros, Deus não é Ele que determina que nós pequemos,
então isso significa que Deus, Ele usa, Ele nunca fica perdido numa situação, e agora o que Ele vai fazer, não, Ele sabe como agir, Ele sabe como usar aquela situação para o bem do plano Dele,
mas então quem abriu a madre de Lia e fechou a de Raquel, foi Deus, isso está desde o início, capítulo 29, Gênesis 29, versículo 31,
Quando o senhor viu que Lia era desprezada, abriu a sua madre, mas Raquel era estéreo, então Deus, essa parte de quem vai ter filhos, não é por causa de qualquer esforço,
depois Raquel tentou essa história das mandrágoras, não é engenhosidade, Raquel é filha de Labão, ela tem essa mesma, parece que essa mesma tendência,
eu preciso dar um jeito, eu preciso achar, eu vou conseguir, e ela está lutando, ela está tentando conseguir, e Deus deixou ela sem filhos, até que chegou ao ponto, não fala dela orar,
mas ela disse, a Bília fala, Deus se lembrou de Raquel, ouviu-a, então, ou ela fez uma oração, ou Deus ouviu o clamor dela, mas fica muito claro aqui,
que Raquel finalmente teve um filho por causa de Deus, Deus é que deu a ela, e inclusive, ela mesma fala, tirou-me Deus a minha afronta,
e chamou-lhe José, dizendo, acrescente-me o Senhor, outro filho, então, talvez ela tenha chegado a um entendimento maior, talvez ela tenha chegado a entender realmente o propósito de Deus,
e assim, a origem de tudo em Deus, então, nesse ponto, pelo menos no relato aqui, a cronologia de tudo isso é um pouco complicado,
eu nem me atrevo a tentar, porque Jacó trabalhou sete anos sem se casar, ele trabalhou sete anos, e não tinha nenhuma esposa,
então, toda a história dos filhos que nasceram, teoricamente, teria acontecido num espaço de mais sete anos, porque depois eles fizeram um novo contrato,
um novo entendimento, uma nova negociação, de mais seis anos, mas é muito difícil pensar que tudo que aconteceu, Lia teve sete filhos, seis filhos e uma filha,
e teve um período no meio em que ela tinha parado de ter filhos, então, para tudo isso ter acontecido em sete anos, não é possível, né, e ainda tem a história das criadas e tal,
então, não dá muito para a gente entender exatamente como ficou essa questão cronológica, mas o que nós temos no relato é que,
no século 25, Gênesis 30, 25, "Depois que Raquel deu à luz a José, disse Jacó Labão, despede-me, a fim de que eu vá para o meu lugar e para a minha terra." Alguma coisa aconteceu quando Raquel teve o seu filho,
o primeiro filho, finalmente, a lógica é que ele terminou de trabalhar os mais sete anos, e que então, ele tinha trabalhado sete anos inicialmente, mas foi enganado, ficou com Lia,
e depois mais sete anos para Raquel, então, terminou os 14 anos, ele falou, então, eu vou embora, mas, como eu falei, assim, é difícil caber tudo que aconteceu aqui em sete anos,
mas Raquel deu à luz a José, e nesse momento, nesse ponto, realmente, o Jacó, ele sentiu assim, bom, eu posso ir embora, agora, nós vamos ver isso mais para frente, acho que nem hoje não vai dar tempo de chegar até lá,
mas Jacó, ele estava trabalhando para Labão, ele pagou os 14 anos de serviço, e ele fala, "Despede-me, a fim de que eu vá para o meu lugar e para a minha terra, dá-me as minhas mulheres e os meus filhos."
"Dá-me as minhas mulheres e os meus filhos." Olha só, Jacó se sente na obrigação, é quase como se Jacó estivesse no lugar de um escravo,
porque tem as leis, depois de Moisés, que o escravo, quando ele recebia uma mulher durante o período que estava servindo um senhor, ele não podia sair com ela, porque mesmo ele tendo uma esposa e uma família,
pertencia ao senhor dele, então era um sistema muito opressor, muito ruim, e praticamente depois Labão vai falar isso, "Sus esposas são minhas filhas, seus filhos são meus."
Labão reivindicou, se tudo pertencesse a ele, sendo que Jacó tinha trabalhado 14 anos e seria o dele, mas ele chega para Labão e pede,
"Dá-me as minhas mulheres e os meus filhos, pelas quais te servi." E Jacó quer realmente enfatizar, "Eu servi, eu trabalhei, eu paguei, pelas quais te servi e partirei."
"Tu sabes," Jacó fala com Labão, "Tu sabes o serviço que te prestei." Então, ele inclusive está falando, "Eu trabalhei e trabalhei bem."
E mais na frente, nesse mesmo diálogo aqui, o próprio Labão vai reconhecer que Deus abençoou a vida dele, os rebanhos, Labão ficou muito mais rico depois que Jacó trabalhou 14 anos para ele.
Então, ele fala assim, "Tu sabes o serviço que te prestei." Mas vamos enfatizar que Jacó ainda bem não perdeu o chamado.
Deus tinha falado com ele em Bethel, "Você vai, eu vou te acompanhar, mas eu vou trazer você de volta", Deus falou em Gênesis 28. Então, Jacó tem um chamado, ele lutou tanto para conseguir aquela bênção,
ele recebeu a confirmação de Deus, que aquela terra lá, ele ia herdar. Então, ele fala assim, no versículo 25, "Despede-me a fim de que eu vá para o meu lugar."
Jacó quer sair desse lugar onde ele está servindo praticamente como escravo de Labão, ele quer sair desse lugar e quer voltar para um lugar que ele descreve como "meu lugar e minha terra".
Nós sabemos que os patriarcas não puderam se apropriar da terra, eles tinham a promessa da terra, mas eles não tinham, eles não eram proprietários, eles não passaram a ser donos da terra, era uma promessa apenas.
E é muito importante a gente entender isso, porque o fato de que Deus prometeu nessa época e até os dias de hoje, Deus prometeu a terra de Israel para os descendentes de Abrão,
prometeu para Abrão, para Isaac, para Jacó, renovou a promessa muitas vezes na história, mas o fato de ser algo que Deus prometeu não dá o direito ainda de tomar posse, porque é Deus que dá posse.
E é essa situação que nós queremos começar a ver que Jacó realmente representa as características do povo judeu, porque Jacó tinha muita inteligência, ele era esperto, ele tinha iniciativa,
e nós vamos pelo menos começar a ver um pouco como isso se evidencia nessa outra parte da história.
Mas inicialmente Jacó quer ir embora, ele quer ir embora, não sei se ele pensou, porque às vezes as pessoas fazem de conta, falam "eu quero ir embora" para que a pessoa dê "não, fique aqui, eu vou te pagar mais para você ficar",
então não sei se Jacó estava sendo esperto, mas pelo menos ele estava dizendo "eu quero ir embora para minha terra". Então versículo 27, "Labão lhe respondeu".
Se tem o achado, agora olha como Labão parece uma pessoa educada, uma pessoa que respeita Jacó, ele trata a linguagem dele, é super correta, ele parece ser uma pessoa tenciosa,
porque pensa bem, quando o Jacó chegou lá, no início, logo que ele chegou, Labão falou com ele "você é meu parente, você faz parte, fica aqui",
Jacó falou que queria casar com Raquel, Labão falou "tudo bem", mas Labão foi muito enganoso, enganador, foi muito ardiloso para se aproveitar de Jacó, mas ele tem essa linguagem "você é meu parente, você tem que ficar aqui",
mas veja como ele conseguiu, e aqui até coloquei assim, se é um embate, se é uma disputa entre dois espertalhões, essa primeira parte do casamento foi uma vitória de Labão,
ele conseguiu o que ele queria, que era dobrar o tempo de serviço de Jacó, de 7 para 14 anos, então Labão ele é super atencioso aqui, se tem o achado graça aos teus olhos, fica comigo,
tem o experimentado, isso aqui é importante, tem o experimentado que o Senhor me abençoou por amor de ti, então Labão ele reconhece, ele reconhece que foi benção de Deus na vida dele,
e o Jacó trabalhando para ele, Labão cresceu muito, o patrimônio dele cresceu muito, ele foi, ele se enriqueceu, ele prosperou, então ele reconhece isso para Jacó,
aí ele fala, versículo 28, "Determina-me o teu salário", isso também é esperteza, porque nós não sabemos se Jacó tivesse perguntado para Labão no início,
eu quero casar com sua filha, qual que é o preço? Labão era muito esperto, ele deixava Jacó colocar o preço, porque como Jacó queria muito casar com Raquel, ele ia colocar um preço alto,
então Labão ele era em tudo, ele era assim uma pessoa astuta, aproveitadora, então ele falava assim, deu certo da outra vez, agora vamos de novo, você coloca o salário,
disse-lhe Jacó, tu sabes como te tenho servido, então antes de Jacó fazer o pedido, e na verdade Jacó não vai fazer um pedido absurdo, ele não pede um salário alto,
ele vai pedir algo que até favorecia Labão, mas antes de pedir, Jacó vai enfatizar de novo assim, olha Labão, você sabe como eu te servi, versículo 29,
como eu cuidei do teu gado, o pouco que tinhas antes da minha vinda foi aumentado grandemente, essa é uma palavra forte, significa exponencial, não foi um aumento de 10%, de 15%,
é um aumento fantástico que Jacó proporcionou para Labão, então Labão já reconheceu que tinha sido abençoado por causa de Jacó, e agora Jacó está também deixando isso muito claro,
o pouco que tinhas antes de minha vinda, da minha vinda foi aumentado grandemente, o senhor te tenha abençoado por meu trabalho, agora pois, quando hei de trabalhar também por minha casa,
então Jacó está dizendo assim, olha, eu quero que você saiba que agora eu quero trabalhar para meu interesse, não só para seu,
versículo 31, Labão pergunta a segunda vez, então, coloca seu preço, vamos negociar, o que te darei? Respondeu Jacó, não me darás nada, eu não quero nada de graça,
e ele até está dizendo assim, eu não vou estipular uma quantidade, eu li em vários lugares que naquela época, acho que de descobertas que já fizeram assim,
quando um pastor trabalhava para o dono, o salário dele podia ser entre 10 e 20% do rebanho, e 10 a 20% do leite, da lã, então Jacó está dizendo, eu não vou cobrar uma porcentagem,
você não precisa me dar nada, e isso agora é esperteza de Jacó, aqui nós estamos vendo dois espertalhões, cada um medindo, avaliando o que vai ser do meu interesse,
como é que nós vamos fazer, e Jacó também se passa por alguém que não quer muita coisa, eu trabalho por pouca coisa, por que pouca coisa? Porque Jacó falou assim,
não me darás nada, versículo 31, tornarei a pacientar, guardar teu rebanho, se me fizeres isto, passarei hoje por todo teu rebanho, separando dele todos os salpicados e malhados,
e todos os negros entre os cordeiros, e os malhados e salpicados entre as cabras, bom, pelo que eu pude pesquisar, essa passagem é um pouquinho difícil de, não é tão difícil de entender,
mas assim, a lógica e o que que exatamente que Jacó fez é uma passagem um tanto difícil de interpretar e de aplicar, porque o que que Jacó está falando?
Pelo que eu pude entender nas pesquisas, Jacó está pedindo animais raros, a maioria das ovelhas, a maioria era branca, não era escura, os cabritos também era de uma cor só,
então ele está dizendo assim, eu quero os manchados, os que tem várias cores, tem manchas de várias cores, então isso era os salpicados e malhados,
os escuros entre os cordeiros, que era também raro, eram mais brancas, a maioria, e malhados e salpicados entre as cabras, isso será o meu salário,
então ele estava dizendo, quando os rebanhos derem cria, então se derem cria com essas características, elas serão minhas, se não forem, continuam sendo suas,
e ele fala o versículo 33, isso assim responderá por mim a minha justiça no dia de amanhã, quando vieres ver o meu salário exposto diante de ti,
tudo que não for salpicado e malhado entre as cabras e negro entre as ovelhas, esse se for achado comigo será tido por furtado,
então assim, qualquer animal que não está com essas características específicas e o mais importante para entender aqui que era uma raridade,
isso não era o comum entre as ovelhas e entre as cabras, não era comum ter crias com essas qualidades,
então Jacó está dizendo, olha, eu só quero que a minha parte seja desse tipo e você vai poder facilmente saber se eu fui honesto, se eu não fui,
porque se tiver algum animal que não corresponde a essa descrição é porque foi roubado, e Labão prontamente concordou,
porque ele achou, assim, ótimo, o cara vai trabalhar para mim mais vários anos e ele não vai conseguir praticamente nada,
e olha só o que Labão fez logo em seguida, esse versículo 35 é um pouco discutido, nem todo mundo o interpreta,
mas eu acho que não tem muito outro jeito de entender.
Labão, versículo 35, Labão separou naquele mesmo dia os bodes listrados, malhados, todas as cabras salpicadas e malhadas,
e tudo em que havia a brancura e todos os negros entre os cordeiros e os deu nas mãos dos seus filhos, o que que Labão fez?
Ele imediatamente tirou do rebanho todos os animais que tinham as características que Jacó queria,
e não era para fazer isso, porque, versículo 32, Jacó falou assim, eu vou passar hoje por todo o teu rebanho,
separando dele os salpicados e malhados, então Labão foi mais esperto, correu, tirou os animais,
ou seja, se já não nascia muito esse tipo de coloração dos animais,
ele tirando todos que tinham essas qualidades ia ser muito mais difícil, então ele pôs três dias de caminho entre si e Jacó,
e Jacó assentava o restante dos rebanhos de Labão, então agora daqui para frente, o que que Jacó fez?
Então eles fizeram o trato, eles concordaram, só que Labão já tirou os animais que poderiam procrear com aquela característica,
então Jacó, vamos dizer assim, para ele ia ser muito difícil, o que que ele fez?
Ele fez umas varas, aí você lê os próximos versículos, ele pegou umas varas que tinham uma cor, ou verde, ou marrom,
ou galhos de umas árvores, e tirou, fez listras nessas varas para parecer o branco, então as varas, os galhos, seriam listrados, seriam várias cores,
duas cores, e aí ele colocou essas varas, versículo 38, que tinha descascado, em frente dos rebanhos, nos canais de água, nos bebedouros,
onde os rebanhos bebiam e conceberam quando vinha o bebê, porque quando os animais vinham para beber, aí se acasalavam e procreavam,
e concebiam, agora isso aqui é uma coisa muito, não tem nenhuma base científica de que isso acontece, porque eles tinham essa superstição,
de que se os rebanhos estivessem olhando para essas varas listradas, descascadas, uma parte branca, uma parte mais escura,
então na hora de conceber, na hora de acasalar, aí ia nascer a cria, ia nascer também listrada, e foi o que aconteceu, mas não por causa das varas,
concebiam os rebanhos diante das varas e as ovelhas davam crias listradas, salpicadas e malhadas, então a estratégia, o plano de Jacó deu certo,
mesmo não tendo animais com essas qualidades nasceram, nasceram dessa forma, então aí versículo 40, agora olha só, então Jacó estava manipulando
para que nascessem dessa forma, no capítulo 31, que acho que nós não vamos conseguir chegar nesse texto hoje, mas no capítulo 31, Jacó conta pra Lia, pra Raquel,
ele conta que Deus apareceu pra ele no sonho e que Deus falou que estava vendo o que Labão tinha feito e que Deus iria fazer com que os animais nascessem
do jeito que precisava ser pra Jacó conseguir, então quem fez isso foi Deus, não foi Jacó, agora olha a segunda parte da estratégia de Jacó,
versículo 40, então separou Jacó, os cordeiros fez os rebanhos olhar para os listrados, para os pretos do rebanho, pôs seu rebanho à parte,
não o pôs com o rebanho de Labão, versículo 41, todas as vezes que as ovelhas fortes concebiam, punha Jacó as varas diante do rebanho,
nos bebedouros para que concebessem diante das varas, mas quando o rebanho era fraco não as punha, então Jacó está manipulando, está agindo de uma forma desonesta também,
porque ele falou assim... "Olha, se nascer é meu, mas se não nascer não é", ele não tinha combinado isso, então nós temos dois espertalhões, Labão tentando se aproveitar mais um tempo de Jacó,
usando estratégias para conseguir os rebanhos para ele, e o que aconteceu? Versículo 42, então as fracas, isso assim, na hora de procriar, claro que se o animal fosse mais forte ia ter crias fortes,
então ele separava, ele não deixava aquelas que teriam crias das cores normais, ele não deixava as fortes fazer isso.
Então aí o resultado final, versículo 43, o homem se enriqueceu sobremaneira, e até difícil de imaginar isso, porque pelo que consta isso tudo aconteceu em seis anos,
ele trabalhou 14 para as esposas e 6 para conseguir os rebanhos, então em seis anos explodiu, ele começou a crescer rapidamente, e aí ele teve grandes rebanhos,
ele usava certamente os rebanhos para comprar servos e servas, camelos e jumentos, então ele se tornou muito rico.
Então, diante de tudo isso, na próxima aula nós vamos falar sobre o capítulo 31, mas eu quero voltar a esse aqui para falar um pouquinho sobre o que representa,
é uma sugestão, é um pensamento, a família, já falei, a família de Jacó, com todas essas intrigas, com toda essa desarmonia, essa falta de união,
falta de, assim, esse ambiente horrível que certamente tinha, não era o que Deus queria, mas representa algo que tem acontecido muito na história, na história de Israel e na história da Igreja,
isso não é uma desculpa, isso não significa que vai ser sempre assim, mas significa que Jacó representa isso, Deus trabalhando com pessoas profundamente com falhas,
com falhas terríveis, com fraquezas, com defeitos, Deus estava trabalhando com Jacó para mudar a vida dele, e toda essa história de Jacó e o fato dele ser,
ele foi prejudicado por Labão, mas ele também entrou também, ele entrou na mesma luta e agiu de uma forma antiética, ele agiu de uma forma errada em relação a Labão.
A gente pode falar assim, não, mas Deus deu essas crias, sim, mas ele estava sempre trabalhando para os fracos serem de Labão, ele estava manipulando essas coisas que aparentemente isso não daria resultado,
deve ser Deus que deu as crias certas para ele, mas de qualquer forma a intenção de Jacó era usar métodos não combinados, não corretos para conseguir ir para frente,
para conseguir crescer. Então, o que significa essas duas histórias? A questão da família, a questão, eu quero ler dois textos no Novo Testamento,
um está em Filipenses, capítulo 1, isso para, assim, é só, mesmo na Igreja Primitiva, mesmo na Igreja dos Apóstolos, nessa época que Paula está escrevendo,
mesmo nessa época nós temos situações que realmente não refletiam a vontade de Deus. O que Deus quer? Ele quer que a Igreja seja um reflexo da sua natureza,
ele quer que nós demonstremos amor e unidade, ele quer que o Evangelho seja pregado de uma forma pura e nós vemos tanta contaminação, vemos esse mesmo tipo,
desses mesmos atitudes, querendo, lia, querendo ter mais filhos para ser, até mesmo, sim, não é uma coisa errada, ela queria o amor do marido, Raquel brigando porque não conseguia,
querendo levar vantagem. Então, o que nós lemos em Filipenses, capítulo 1? Filipenses, capítulo 1 e versículo 15. "Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e por fia,
mas outros de boa mente, estes que fazem boa mente por amor, sabendo que fui posto para defesa do Evangelho. Aqueles, contudo, anunciam a Cristo por contenda,
não sinceramente, julgando suscitar aflição às minhas cadeias. Mas quem importa, contanto que Cristo, de qualquer modo, seja anunciado, ou por pretexto, ou de verdade, nisto me regozijo sim e me regozijarei."
É interessante isso. É claro que não era uma coisa boa, que tinha pessoas, naquela época, pregando por contenda, por inveja, por motivos errados.
Infelizmente, nós temos que reconhecer que isso acontece até hoje. As motivações de ninguém, ninguém tem motivações 100% puras.
Então, tinha essa contaminação naquela época e piorou muito depois disso. Então, é interessante que a multiplicação, assim como Jacó com os 12 filhos e dando um passo grande
para ter uma multiplicação do povo de Deus, e essa multiplicação quantas vezes acontece de uma forma impura, de uma forma errada. E Paulo diz, olha, no meio de tudo isso,
mesmo pessoas pregando com motivações erradas, mas Cristo está sendo anunciado, ou seja, é possível o Espírito Santo agir na vida da pessoa mesmo quando quem está pregando está fazendo com motivação errada.
Então, isso também não é uma desculpa para isso, mas isso é um reconhecimento de que a Igreja, o Evangelho tem sido levado para muitos lugares,
tem se espalhado, tem multiplicado, e muitas vezes num contexto bem longe daquilo que Deus quer. Agora, isso não significa que Deus fica satisfeito com isso.
Paulo até fala assim, tudo bem, eu vou me regozijar mesmo sendo assim, mas ele está dizendo, isso não significa que Deus fique contente com isso.
Paulo está dizendo, mesmo assim Deus pode trabalhar, mas não é, não é o alvo de Deus. O alvo de Deus é realmente preparar o ambiente certo e que o Evangelho possa ser propagado de uma forma correta e não dessa forma.
O outro texto que também demonstra a impureza naquela época, e como falei, isso muito mais hoje, em Gálatas, capítulo 5, Gálatas 5, versículo 13.
"Vós, irmãos, fosse chamados à liberdade. Não useis, porém, a liberdade para dar ocasião à carne, mas servimos uns aos outros pelo amor.
Toda lei se cumpre numa sua palavra, a saber amarás teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vê de não vos consumais também uns aos outros."
Então, Paulo está dizendo, olha, o que Deus quer é um ambiente de amor, mas o que ele estava dizendo, escreveu isso, porque muitas vezes estava acontecendo isso nas igrejas naquela época.
Ele escreveu para Corinto, para várias igrejas, falando de situações, as sete cartas do Apocalipse mostram que tinha muito essa situação.
O casamento, a situação do casamento da família de Jacó era algo que é uma parábola, é uma parábola daquilo que tem acontecido na história.
E agora essa situação de dois espertalhões lutando um com o outro, e quem ganhou dessa vez? Na primeira foi Labão que ganhou, porque ele conseguiu que Jacó trabalhasse 14 anos ao invés de 7.
Agora, nessa segunda etapa, quando eles combinaram sobre qual seria o salário de Jacó para continuar trabalhando para ele, Jacó fez algo, Labão aceitou, só que depois, no capítulo 31,
Jacó vai dizer assim, Labão ficou mudando, toda hora, acho que ele via que Jacó estava crescendo, estava juntando muitos animais, ele ficava mudando, mudando o salário de Jacó.
Ele fala 10 vezes, eu não sei se 10 vezes é um número só de exagero ou se realmente aconteceu 10 vezes, mas ele mudou, ele ficou mudando, Labão ficou tentando ganhar vantagem, mudar as condições, e Jacó continuou crescendo, continuou crescendo.
Então, dessa vez foi Jacó que ganhou, Jacó cresceu, e o capítulo 31 de Gênesis começa assim, então Jacó ouviu que os filhos de Labão estavam dizendo, Jacó tomou tudo que nosso pai possuía,
e do que pertencia a nosso pai fez ele todas essas riquezas, então os filhos de Labão, os irmãos de Lia e Raquel, eles começaram a ver que Jacó estava crescendo, crescendo os rebanhos dele,
e de Labão estava diminuindo, porque Jacó estava manipulando e Deus estava abençoando, nós temos que colocar, nós temos que colocar nessa situação, não foi Jacó que conseguiu fazer isso sozinho,
assim como na situação de quem ia ter filho, quem não ia ter, no fim das contas é sempre Deus que abre as portas, que fecha as portas, então você pode dizer assim, não, mas Deus falou com Jacó no sonho,
eu vi o que Labão fez contra você e eu estou com você, então nós temos aqui uma situação bem complexa, eu só quero colocar um pensamento, deixar nisso sim para a gente pensar sobre isso,
porque aqui e em várias outras situações que a Bíblia descreve, por exemplo quando Sarah mandou Ismael e H ir embora, Deus não interferiu, Deus apareceu lá para H, mas ele não, Deus não mudou,
Deus não tirou a bênção deles sobre Abraão e aqui também nós temos uma situação em que Jacó está fazendo algo que não é correto,
ele estava dependendo e acho que o ponto principal é que Jacó estava confiando em sua própria esperteza, ele depois reconhece que Deus falou com ele no sonho e tal, nós temos como se fosse duas versões,
uma no capítulo 30 e outra no capítulo 31, mas Jacó reconheceu que Deus estava abençoando, ele reconheceu que foi Deus que fez, mas Jacó tinha muito, nós vamos ver isso, isso vai continuar na vida de Jacó,
ele enfrenta uma situação, quando ele volta e encontra com Esaú, ele fica desesperado, busca Deus, mas ele tem as estratégias, ele pensa "eu vou fazer isso, eu vou fazer isso, eu vou me livrar, eu vou me proteger, eu vou conseguir",
então Jacó ele é um espertalhão, ele é alguém que procura tirar proveito, ele é uma pessoa que depende da sua própria sabedoria e isso é muito profundo, isso tem um reflexo muito grande na história dos judeus,
eu coloquei aqui que essa esperteza nos negócios é algo que é uma característica dos judeus e que até fez muitas pessoas serem inimigos dos judeus, porque assim como Jacó conseguiu,
ele conseguiu no fim passar Labão para trás e os cunhados dele ficaram bravos, Labão ficou bravo, por quê? Porque ele realmente fez algo também que não estava na letra do contrato, não estava combinado dessa forma,
então e aí nós podemos perguntar "mas Deus abençoou Jacó, Deus tem abençoado o povo judeu através da história e Deus tem algo importante para fazer,
por que que Deus abençoou Jacó apesar de usar métodos errados, por que que Deus abençoou mesmo ele dependendo de si mesmo, Deus vai tratar com ele, Deus vai chegar no ponto na vida de Jacó,
até aquele encontro com o anjo do Senhor e Deus toca em Jacó, ele sai mancando, Deus vai marcar a vida de Jacó, ele vai tirar essa esperteza, ele vai tirar essa confiança própria,
Deus vai trabalhar na vida de Jacó, mas por que que Deus abençoou? Porque lá em Gênesis 28, quando Deus apareceu em sonho para Jacó, Deus se comprometeu,
Deus falou assim "olha, você vai aceitar a minha aliança que eu comecei com seu pai, com seu avô, a minha promessa continua com você, eu vou trazer você de volta, eu vou acompanhar você,
eu vou fazer cumprir o que eu prometi". Então dentro da sabedoria e da grandeza de Deus, ele continua abençoando Jacó, ele faz justiça porque Labão foi muito errado na maneira que ele tratou Jacó,
então Deus reverteu, mas é algo que a gente vê na história dos judeus, na história de Israel e até hoje assim os judeus eles são abençoados, eles conseguem,
muitos judeus foram espertos nos negócios, se enriqueceram nos tempos passados, nos tempos atuais, eles conseguem muitas vezes ganhar vantagem, não é sempre que eles vão usar alguma metodologia errada,
eu não estou falando isso, mas o povo de Israel eles tem muito essa força própria, talvez você possa olhar essa história de Jacó e falar assim "não, Jacó não fez nada de errado,
ele tentou se virar, já que Labão tirou todos os animais que tinham as características certas, ele tinha que fazer alguma coisa, mas o fato dele deixar só os fracos para Labão,
você percebe uma esperteza, uma confiança em si mesmo, uma confiança de que ele vai conseguir o que ele quer porque ele é mais esperto e ele vai conseguir mais do que o outro,
então é lógico que eu não estou querendo dizer que sempre isso é uma característica humana, eu poderia falar sobre muitos líderes da igreja que tem crescido exponencialmente usando metodologias humanas,
o que eu estou dizendo assim, uma frase eu acho que é importante para a gente entender tudo isso é a bênção de Deus, a bênção da multiplicação, a bênção da prosperidade, a bênção do sucesso,
primeiro a gente tem que entender que isso vem de Deus, isso não vem de nós mesmos, tudo que os judeus conseguiram, tudo que Israel tem conseguido, as vezes eles pensam "não, isso é porque a gente tem criatividade,
porque a gente fez isso, porque a gente fez aquilo" é como Jacó, pensando que as varinhas dele estavam fazendo um milagre, mas quem estava fazendo isso de verdade era Deus, então uma das lições, uma das coisas que nós podemos tirar disso
é que fica que Deus tenha aprovado todos os métodos, porque Deus ainda ia trabalhar muito na vida de Jacó, então Deus tinha prometido, eu vou acompanhar você, vou ter prometido e Deus estava cumprindo,
mas isso não significava que Deus estava endossando os métodos de Jacó como Deus ia continuar trabalhando na vida dele, então a esperteza nos negócios é uma parábola da história dos judeus,
mas é uma parábola da história de muitas pessoas, muitos líderes, muitos impérios religiosos, muito sucesso tem sido permitido por Deus, Deus é a fonte de todas as coisas,
Deus não aprova aquilo que nós fazemos com a nossa sabedoria, a sabedoria do homem, a sabedoria, a inteligência, a esperteza nossa não constrói o reino de Deus,
então essa lição que Jacó foi aprendendo aos poucos é uma lição importante e nós podemos ganhar muito se entendermos que até a bênção de Deus, que vem dele, toda prosperidade, todo sucesso, todo crescimento vem de Deus,
mas não significa necessariamente que nós estamos usando os métodos de Deus e isso muitas vezes é algo que prejudica e Deus vai trabalhar na nossa vida, ele quer aperfeiçoar a família da fé,
ele quer nos levar a ter uma harmonia verdadeira, uma unidade verdadeira na família natural, na família espiritual, ele quer que nós também aprendamos a confiar em Deus,
porque se Labão vai passar Jacó para trás, se Labão vai prejudicar Jacó, a confiança é que Deus vai cuidar disso e Jacó ele não tinha essa confiança ainda, ele tentava resolver as coisas com a inteligência dele, é isso que nós precisamos aprender.
Senhor, nós pedimos que realmente queremos do nosso coração que aquilo que o senhor deseja, aquilo que o senhor quer produzir como demonstração do teu reino,
que isso possa acontecer, que o senhor possa ter a família que o senhor quer, que o senhor possa ter pessoas transformadas, que todos nós com a natureza de Jacó, com a confiança própria, com a nossa esperteza, com a nossa inteligência, com os nossos métodos,
nós não resolvemos, isso não traz glória para ti, não edifica o teu reino, que nós possamos entender isso e ser transformados por ti, esse é o nosso desejo e a nossa oração, em nome de Jesus, amém.

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