O GÊNESIS
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18/11/17 – O propósito de Moisés em Gênesis 1 – Gênesis 1
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Transcrição
Então vamos para nossa sequência, que nem começou ainda, porque não começou no princípio ainda, então...
Na aula passada nós falamos um pouquinho sobre como nós podemos pensar em relação a Gênesis I.
Eu não sei se vocês têm noção do quanto que já foi escrito e está sendo escrito sobre Gênesis I.
É uma das partes da Bíblia muito fundamentais, é ali que começa tudo, mas tem muitas ideias diferentes, muitos estudos,
e a gente fica até meio perdido com tanta coisa que está sendo falado, escrito e pensado sobre esse livro maravilhoso.
Mas nós falamos sobre essa questão de como nós devemos chegar a esses textos da Bíblia,
especificamente um texto tão fundamental, talvez para nenhum de nós causa problema pensar,
no princípio Deus criou todas as coisas, Deus criou o mundo em sete dias, quem já foi criado lendo a Bíblia,
isso é uma coisa assim que a gente tem como uma coisa totalmente normal e a gente aceita sem dificuldade,
mas tem muitas controversas sobre como que a gente consegue relacionar isso com a ciência e com outros pensamentos que temos hoje.
Então sempre é importante a gente olhar e sempre é bom ver textos super conhecidos na Bíblia como se a gente nunca tivesse lido.
Eu gosto muito de pegar um texto muito conhecido, sei lá, Salmo 23, João 14, sei lá, textos que a gente conhece,
parece que não tem nada novo ali, mas talvez você ache que não é possível eu me enganar e ler como se eu nunca tivesse lido,
que você tem que fazer até uma tentativa mental, vou ler esse texto como se eu estivesse lendo pela primeira vez,
mas é muito bom fazer isso, mas é muito importante também aquilo que nós falamos, como a gente entrar dentro do pensamento original,
não é muito fácil fazer isso, nós estamos distantes pelo menos 3.500 anos por ali desse escrito, de quando foi escrito,
então é difícil a gente tentar imaginar, tentar entrar dentro do propósito original,
mas foi isso que a gente tentou mostrar na última aula, assim como nós precisamos não ler com a nossa mentalidade de hoje,
então esse é o exercício, esse é o desafio que nós temos, ler Gênesis 1 e todas as partes da Bíblia,
não com a nossa mentalidade que foi formada com outros tipos de pensamento, com outro tipo de visão de mundo,
e tentar recuperar alguma coisa do contexto original, então hoje nós queremos, ainda não chegamos no princípio,
mas vamos chegar hoje, se Deus quiser, então aqui seguindo mais ou menos o roteiro do esboço, acho que é mais fácil para vocês acompanharem,
e a primeira parte é relativamente simples, quem escreveu, acho que todo mundo sabe quem escreveu,
até isso os críticos ficam questionando, será que Moisés escreveu mesmo? Claro que Moisés não esteve presente na criação do mundo,
não esteve presente no dilúvio, mas é muito aceito e muito conhecido que Moisés pelo menos compilou,
a gente não sabe até que ponto que ele recebeu algumas coisas, que como ele falava diretamente com Deus,
a Bíblia fala que ele conversava com Deus como alguém conversa com um amigo, então Deus pode ter falado muita coisa com ele,
mas provavelmente ele recebeu esses relatos em grande parte, a gente nunca vai saber até a gente encontrar com Jesus em primeiro lugar,
mas acho que Moisés vai estar bem na fila ali para a gente conversar naquele dia e saber algumas coisas que a gente não sabe,
então um dia a gente vai poder perguntar tudo que a gente tem vontade de saber sobre isso, mas nós não sabemos como que ele achou essa informação,
mas eu só queria colocar para a gente entender qual o propósito de Gênesis I e de todos esses relatos,
então vamos só acompanhar essa sequência porque é importante para a gente colocar um alicerce,
então quem escreveu foi Moisés, são cinco livros do Pentateuco, então a partir de Êxodo já é do tempo de Moisés,
então não tem muita dificuldade de você imaginar Moisés relatando a Sar-Sardente e todas as experiências dele com todo o povo ali,
agora nós temos certeza que Gênesis foi escrito por ele, uma das indicações que eu acho que faz muito sentido é que Gênesis faz uma sequência exata para Êxodo,
quando você começa o livro, você termina Gênesis com o povo no Egito ali, com José e todos os descendentes Jacó no Egito, Gênesis termina ali,
e Êxodo começa com o intervalo de tempo, passaram-se alguns anos, o povo se multiplicou, mas o livro de Êxodo é uma sequência perfeita,
então isso é um dos indícios claros de que realmente foi o mesmo autor, porque a sequência é muito clara.
Então quem escreveu, Moisés, por que eu estou querendo fixar isso? Para a gente entender as próximas perguntas.
Então a próxima pergunta é, para quem ele escreveu? Moisés escreveu, escreveu para quem? Quais seriam os leitores?
Ele está escrevendo isso para o benefício de quem? Do povo, ele que foi aquele que tirou o povo do Egito e tal,
então ele estava, ele escreveu, nós não sabemos exatamente em que momento, uma boa ideia, uma boa sugestão de quando é a próxima letra C,
para quem, e quantos são, as três perguntas são muito interligadas, ele escreveu para o povo de Israel,
porque eles estavam saindo da terra do Egito, e eles foram para o deserto, foram num monte de sinais,
foram para fazer uma aliança com Deus, recebeu a lei, tinha uma grande preparação para poder entrar na terra prometida.
Eles tinham uma herança, um legado antes disso, o próprio Moisés foi criado, apesar de não ser criado junto com os pais,
mas ele recebeu, a gente nem sabe direito como que Moisés recebeu toda a instrução, como é que ele sabia de tudo sobre Abraão, Isaac, Jacó,
ele recebeu isso nas visitas, a mãe dele, sei lá, quando que Moisés recebeu toda a instrução, já que ele foi criado pela filha de Faraó,
mas o povo no Egito, eles tinham um legado, mas tinha muita coisa que Deus queria fazer na vida deles para prepará-los para entrar na terra prometida.
Então, lembro que houve 40 anos no deserto, e em muitos momentos eles ficaram, a gente não tem o relato dia por dia, ano por ano, dos 40 anos, nos livros de Êxodo, Números, Levítico,
que não tem muito história, mas Êxodo e Números, a gente não sabe muita coisa sobre esses 38 anos, a gente tem relato do primeiro ano,
do tempo do Monte Sinai, depois, alguns meses depois, quando eles foram, era hora de entrar na terra prometida, mandaram os espias,
e aí, os 10 espias acharam que não dava para entrar, o povo desanimou, e a partir daí, Deus solucione seus seus, vão completar 40 anos no deserto.
Então, ali tem uma espação ali que não tem praticamente registro histórico nenhum, depois, lá para o 40º ano, o último ano, aí tem vários relatos,
tem Balaão, tem algumas batalhas, tem várias coisas que aconteceram no último ano, antes de entrar na terra prometida.
Então, a gente tem informações do primeiro ano, uma parte do segundo, e no último ano. Então, nós temos 37 e alguma coisa, 37 anos,
que a gente não tem relato nenhum. Acho que era um bom tempo para Moisés escrever bastante coisa, tanto Gênesis, como os outros livros,
que tinha bastante tempo ali para poder escrever. Então, quem foi Moisés, para quem o povo de Israel, e quando que ele escreveu,
em algum momento, essa ideia dos 40 anos é uma suposição, mas em algum momento, será que Moisés teve um outro período longo,
que ele podia ter feito bastante coisa, lembra? Teve um outro período longo, aliás, você sabe que Moisés é 40, 40, 40.
40 no Egito, 40 no deserto sozinho, e depois 40 no deserto com a nação de Israel. Então, aquele segundo período de 40,
os 40 anos lá com o sogro dele cuidando de ovelhas, também era um período que ele podia ter escrito, mas eu penso mais nesse último período de 40,
porque ele estava junto com o povo e ele queria deixar. Nos 40 anos sozinho no deserto, lembra? Ele nem sabia o que ele ia fazer,
quando Deus chamou, ele relutou bastante, não queria ir, então eu penso mais que seria esse último tempo. Mas o importante,
eu estou enfatizando isso para pensar que o Livro de Gênesis foi escrito por Moisés, foi compilado, foi ele que deu o formato do Livro de Gênesis,
e foi nesse período do Êxodo. Nós vamos ter oportunidade de falar várias coisas, é bem interessante como Deus faz várias coisas em paralelo,
por exemplo, tem paralelos muito fortes entre os sinais, as pragas do Egito e o Livro do Apocalipse, tanto é que a gente tem até um livro,
a Páscoa como chave para o Apocalipse, escrito por um judeu messiânico, então tem vários períodos de Deus em que ele faz uma coisa meio em paralelo,
e é interessante que o Êxodo, depois a gente vai mostrar, mas já adiantando, o Êxodo tem várias coisas em paralelo com a criação,
várias coisas em paralelo com a criação, então é muito interessante quando você lê Gênesis, está falando sobre a criação do mundo,
sobre dilúvio, Torre de Babel, sobre Abraão, todas as coisas que tem Gênesis, mas lembre em que quem está escrevendo? Moisés,
para quem ele está escrevendo? Para o povo de Israel, então isso ajuda a gente a entender um pouco sobre o propósito do livro.
E uma coisa que a gente vai sempre se referir, acho que eu já falei sobre isso, que o Livro de Gênesis tem 50 capítulos e tem duas divisões,
tem duas partes muito claras, que é do capítulo 1 ao 11, que é todo esse período antes de Abraão, e do capítulo 12, final do capítulo 11 em diante,
que vai falar sobre Abraão, aí o foco do Livro de Gênesis vai ser Abraão, Isaac, Jacó e José.
Então, e qual que é a maior parte das duas? Então nós temos uma parte do capítulo 1 a 11, e depois tem a parte de 12 a 50.
Qual que é a maior? A segunda. E qual que é o período de tempo maior? O primeiro, de longe, aliás, uma coisa que eu não sei se eu falei na primeira aula,
mas é uma coisa sempre importante lembrar, que o capítulo de 1 a 11 cobre pelo menos dois mil anos, pelo menos dois mil anos,
e de Gênesis 12 até Malaquias vai cobrir menos de dois mil anos, são dois mil anos aproximadamente de Abraão até Jesus,
mas Malaquias termina uns 400 anos antes Jesus. Então o período de tempo que o Velho Testamento cobre seria, assim,
aproximadamente 1.500 anos de Abraão até Malaquias, 1.600, uma coisa assim. Então você tem 11 capítulos que falam de uma parte imensa da história,
e depois o foco vem, é como se tivesse olhando um mapa inteiro e depois começa a câmera se aproxima,
mas agora nós vamos focar num ponto, num aspecto, numa situação específica. E isso nos mostra pra que o livro de Gênesis.
E assim, todo mundo sabe disso, mas eu estou enfatizando porque você tem que ler o livro de Gênesis sem esperar que o livro ofereça o que eu quero.
Eu gostaria de saber tudo o que aconteceu naqueles dois mil anos, pelo menos, anteriores a Abraão. Eu quero saber a história, você não gostaria de saber?
Mas esse não foi o propósito, ele coloca alguns pontos, mas o ponto mesmo é de Abraão pra frente. Então isso é importante pra gente entender o propósito do livro.
Então, deu pra entender? Esse é o nosso contexto, é Moisés escrevendo, ele compilando aquilo já existia, ou em forma escrita, ou em forma oral,
mas ele compilou, mas o foco dele é que ele está pegando um povo que tem identidade, eles não se misturaram com os egípcios, nem podiam, eles eram escravos,
então eles tinham uma identidade, eles eram o povo, eles sabiam que eram descendentes de Abraão, Isaac e Jacó, mas eles eram escravos, eles não tinham uma maneira de cultuar a Deus,
Deus nem tinha falado sobre isso ainda, então é um povo cru, é um povo que não tinha muita coisa, muito legado, muita história, muito conhecimento, não tinha.
Então Moisés pegou esse povo, Deus pegou, impôs na mão de Moisés, o Moisés está com toda uma nação e ele precisa formar desse povo uma verdadeira nação,
e a identidade deles vem desse início da história, como a nossa também.
Então nós não temos muitos detalhes nesses primeiros 11 capítulos, mas é muito, muito importante, é essencial a nossa identidade,
eu falei sobre isso na aula passada, uma pessoa que depende, descobre que foi uma pessoa adotada, sei lá, uma pessoa que não sabe da sua história,
ou está num outro país, quantas pessoas descobrem, só uma coisa que está acontecendo bastante no nosso tempo em relação a judeus,
muita gente está descobrindo que tem ascendência dos judeus que foram perseguidos em Portugal, Espanha, então não é uma coisa interessante,
você não ficaria curioso em saber, puxa, a minha família veio de tal país, tem tal história, a gente tem uma história,
então nós como povo de Deus, nós que estamos procurando, nós estamos caminhando para um alvo, então a gente está fazendo muito essa ligação,
então a criação é a chave para a escatologia, da nossa origem é que vem o entendimento para onde nós vamos,
então é por isso que é importante a gente entender essa história, ok?
Então aqui na letra D eu só vou falar um pouquinho sobre, dentro dessa cultura, então Moisés, nós estamos situando a época em que Gênesis foi escrito,
estamos situando para que que foi escrito, ele quer realmente passar para esse povo a sua origem, os detalhes são de Abrão para frente,
mas a história não começa com Abrão, então ele precisa colocar essa origem,
então é muito importante a gente entender para que isso não foi escrito para dar um relato completo, uma narrativa histórica completa,
foi escrito para mostrar de onde vocês como povo vieram, vocês vieram de Abrão, mas antes de Abrão, como é que foi, então realmente esse é o objetivo.
Nessa época, então hoje tem bastante, tem havido muitas descobertas arqueológicas, eles têm, já faz tempo, século XIX já acharam bastante coisa,
e de lá para cá, cada vez mais, as pessoas, já pensou, eu admiro a capacidade que Deus deu, tem muitas áreas,
nós fazemos parte da raça humana, mas eu não me sinto muito, eu não sei como é que pessoas humanas, com as mesmas limitações minhas,
podem ter descoberto tanta coisa, como é que a ciência desenvolveu tanto, a tecnologia, a história, as pesquisas,
os caras descobriram essas pedras, artefatos, cerâmicas, papiros, tantas coisas que eles acharam escritos nas cavernas,
e eles descobriram, eles aprenderam a língua, eu já acho difícil aprender uma língua convivendo com a pessoa,
como é que eles descobriram, como é que eles aprenderam, e não é uma língua não, são várias, dos egípcios, dos babilôneos, dos assírios,
tantos e tantos, tantos outros povos, povos mais antigos, que a língua mudava muito, mesmo que fosse na mesma região, numa certa época,
nos sumérios, antes dos babilôneos, era outra coisa, então eu admiro, eu admiro muito, são muitas horas, muita pesquisa,
muita determinação, as pessoas fizeram muito trabalho para que a gente pudesse ter várias descobertas importantes.
Então, podemos dizer, eu tenho lido meio por alto, não tenho nenhuma profundidade nesse assunto, mas pelo que eu entendo,
todos os povos no Egito, e os mais distantes, mas o que interessa para nós, aqueles povos da Mesopotâmia, do Egito, daquela região,
todos eles tinham histórias da criação, todos eles tinham uma história, e essas histórias não que, assim, foram antes,
não da história de Gênesis existir como legado, mas antes do livro de Gênesis ser escrito e compilado, então essas histórias já existiam.
Quem não acredita na revelação de Deus, quem acha que, pode até achar que Moisés copiou algumas coisas, você sabe que existe essa ideia,
"ah, isso aqui foi uma cópia, isso aqui não foi revelação de Deus, isso aqui foi uma coisa que ele pegou de outra fonte",
mas eu coloquei aqui, não sei se vocês, meus espaços sempre são bem pequenos, a Maricela tem que colocar umas dez folhas de papel a mais
para conseguir anotar as coisas, né, o esboço aqui é só para você colocar algum lembrete, mas na letra D, em que cultura escreveu,
eu queria colocar alguns itens, eu não vou contar as histórias, eu li por alto, mas eu nem lembraria, assim, para contar esses mitos da criação,
só antes uma palavra sobre mito, muitas pessoas na hora de estudar consideram que Gênesis I, Gênesis II são mitos também,
mas imagine assim, não pode falar que a palavra de Deus é um mito, só para entender, claro que muitas vezes algum estudioso não acredita mesmo na revelação
e coloca tudo no mesmo nível, isso de forma nenhuma, mas só para entender o uso da palavra,
para os povos daquela época, o mito era o livro de ciência deles, era a explicação que eles tinham,
e como que eles recebiam, de onde que originou, do Egito, da Mesopotâmia, quem que criou a história a primeira vez, eu acho que ninguém sabe,
então não sei como é que essas histórias originavam, como é que alguém achava que isso era verdade, mas era a forma deles descreverem aqueles tempos iniciais,
então isso é mais para a gente entender, eu coloquei aqui, vou destacar algumas semelhanças e algumas diferenças,
só para a gente entender que Gênesis fazia parte, essas histórias dos primeiros capítulos de Gênesis faziam parte daquela época,
então tem muita coisa em comum, o jeito deles contarem, isso ajuda a gente a entender mais como a gente deve ler essas histórias, esses relatos, ok?
Então eu vou colocar algumas semelhanças, vou só citar mais ou menos rapidamente, só para a gente poder ter uma noção.
Semelhanças, ok? Semelhanças primeiro, todos os povos, isso é muito importante porque hoje a gente pensa em Gênesis I como um relato que contradiz tudo que a ciência fala,
principalmente a ideia de que as coisas, hoje assim, a ideia predominante nas escolas, nos meios acadêmicos e nos meios intelectuais,
todas as pessoas que dão muita importância para conhecimento, eles começam assim, mesmo as pessoas que creem em Deus, que creem na Bíblia,
às vezes eles colocam Gênesis I, II e III, esses primeiros capítulos, como isso aí, acho que isso não é verdade, isso aí é só um mito, né?
Então a gente considera Gênesis I como verdade, como verdade revelada, como inspirado por Deus, ok?
Mas quando a gente usa Gênesis I para argumentar contra aqueles que pensam que tudo aconteceu por acaso sem nenhuma ação divina,
ou talvez teve uma ação divina na hora de apertar o botão, né? Porque até pouco tempo aquele físico inglês famoso, Stephen Hawking,
até assim, alguns anos atrás eu lembro de ter lido assim, olha, eu não acredito em Deus, mas eu não posso desprovar, eu não posso provar que Deus existe,
eu não posso garantir que não tem Deus, porque tem algumas coisas que não tem explicação, mas há uns, sei lá, dois anos, não sei quanto tempo faz,
ele chegou à conclusão, não, não precisa mesmo de Deus, nem para começar, porque ele já tem explicações, já tem um raciocínio que possa explicar
como toda a matéria começou e como que tudo aconteceu, porque se teve um começo, que por um tempo acharam que não tinha, né,
mas se teve um começo da matéria, do universo, então o que tinha antes do começo? Se teve um começo, então quem que apertou?
Então, por muito tempo, muitas pessoas até hoje, talvez falassem assim, não, deve ter um Deus que apertou o detonador daquele Big Bang lá,
que fez aquela explosão, mas depois disso não precisa mais dele. Então, naquela época, o que eu quero dizer aqui,
naquela época Moisés não estava escrevendo para esse tipo de pessoa, porque não tinha ninguém naquela época que achava isso,
eles tinham várias histórias entre os vários povos, mas todos eles acreditavam que Deus, deuses, existiam deuses, geralmente no plural,
e que eles faziam tudo, não tinha essa ideia assim de que a matéria originou-se sozinho, eu estou dizendo isso para dizer assim,
você não pode ler Genesis 1, eu vou achar o argumento perfeito para combater esse tipo de ideia, a audiência, o público dele não tinha essa ideia nem,
ele nem estava escrevendo, tanto como eu falei assim, ele estava escrevendo para o povo de Israel, mas não era essa a ideia.
Então, ideias em comum é que todos eles falavam de poderes, nós chamaríamos de sobrenaturais, mas eles nem usavam essa expressão sobrenatural,
porque para eles era, o envolvimento das divindades era constante, eles viam deuses na natureza, eles viam, para eles isso era normal,
não era uma exceção ter uma intervenção divina em algum momento presente ou no passado, então isso é uma coisa comum,
todos eles acreditavam que a origem tinha vindo de divindades.
Agora, outra coisa que é bem comum entre as histórias é que eles não tinham esse pensamento nosso,
claro que a gente não está dentro da cabeça deles para saber exatamente o que eles pensavam, quais eram as perguntas,
mas pelos relatos, e por isso que é interessante ler essas outras histórias, esses outros mitos, por quê?
Porque você começa a entrar um pouco mais na mentalidade daquela época, e uma das coisas que a gente não acha neles é,
então, tinha uma época que não tinha universo, não tinha matéria, e tinham deuses, e eles criaram do nada, não tem essa explicação em nenhuma das histórias.
Vocês entenderam o que é a questão? Nós vamos chegar nisso, eu estou prometendo, nós vamos chegar no princípio,
nesse princípio do livro de Gênesis, a preocupação deles não era a preocupação nossa, a minha preocupação é, então, não tinha nada,
Deus criou a matéria do nada, como é que foi? Ele criou como explosão, sem explosão, o que aconteceu para dar início a tudo?
Quando eles falam o princípio, quando eles contam a história, eles sempre partem, olha só que interessante, mais ou menos do mesmo ponto de Gênesis,
qual que é o ponto de Gênesis? Tudo bem, num princípio Deus criou os céus e a terra, mas, e depois? O que que conta depois?
Que a terra era sem forma, vazia, cheia de água, escuro, e é super interessante que quase todas as outras histórias daquela época começam com esse mesmo cenário,
o mesmo cenário, eu não estou dizendo que um copiou do outro, aliás, vocês já ouviram falar que tem muitos povos, eu li esses dias,
que tem pelo menos 200 relatos do dilúvio, contando assim de povos diferentes, não um povo com 100 relatos, mas 200 relatos de lugares diferentes,
200 relatos de um dilúvio, agora de onde que veio? Os relatos não batem com o relato da Bíblia, o jeito que conta, mas de onde que vieram esses relatos?
Não pode ser que realmente houve um dilúvio, como nós cremos na Bíblia, houve um dilúvio e essas ideias foram passadas de geração para geração,
então muita coisa que é semelhante entre a história da Bíblia e as outras histórias pode ter uma origem comum, que os outros povos também contavam essas coisas.
Então, quais são as semelhanças? Todos criam numa causa, na divindade, eles não criam nas coisas por acaso, eles não falavam assim de uma origem,
que seria a nossa ideia moderna, de uma origem da matéria, não falavam sobre isso, mas a maioria colocava uma coisa em comum esse cenário de abismo,
não tem vida, mas tem matéria, tem a terra, tem água, tem escuridão, não tem luz, então esse cenário do Versículo 2 é muito comum nas outras histórias.
Ok, teriam várias outras coisas, mas eu vou ficar semelhante, eu vou deixar assim. Então, quais eram as coisas diferentes? Tem uma outra folha que eu entreguei para vocês,
que é aquela tabela, que tem um monte de comparações entre as ideias de outros povos e as ideias, as revelações de Deus.
Então, assim, eu não vou passar por tudo isso agora, mas é só para vocês terem uma ideia de como eram diferentes.
Então, se alguém pensa "não, Moisés simplesmente estava inventando coisas, ele não recebeu de Deus", é claramente o que ele falava, a história de Gênesis, o Deus de Gênesis é muito diferente de todas as outras religiões, de todos os outros povos.
Eu não vou seguir isso, provavelmente a gente não vai falar item por item agora, mas é só para vocês verem que tem muita diferença, o Deus, claro, nós sabemos disso, mas uma das coisas que eu acho muito interessante,
eu queria chamar a atenção para isso, porque quando você pensa por que Moisés escreveu, estamos pensando especificamente em Gênesis 1, por que isso era importante? Isso era importante para que o povo entendesse de onde eles vieram,
então, como que foi o início realmente? De onde vem a raça humana? De onde vem toda a ordem da natureza que nós conhecemos? De onde vem todas essas coisas? Qual que é a nossa origem?
Então, ele estava escrevendo para isso, ele estava escrevendo para passar essa visão para eles, porque isso faz parte da nossa identidade, faz parte de entendermos quem nós somos.
Mas, sim, claro que uma das coisas, em vários outros lugares na Bíblia, Deus é comparado, talvez um dos melhores lugares é Isaías, Isaías do capítulo 40 para frente, tem muitas comparações entre o Deus verdadeiro e os outros deuses,
e tem isso em outros lugares, tem em Salmos, tem em muitos outros lugares, mas é interessante que Moisés que foi criado dentro da cultura egípcia, que conhecia todas aquelas ideias erradas sobre Deus e sobre a origem,
sobre quem são, e aí se você, olhando essa tabela, assim, o que que os deuses exigiam? O que que eles pensavam dos deuses? Então essa tabela ajuda muito, assim, a pensar, Moisés foi criado nessa coluna aí dos outros deuses,
ele foi criado assim, ele aprendeu quem era, como que eram os outros deuses, o que que eles exigiam, que natureza que eles eram, vocês conhecem a mitologia, a mitologia grega é mais conhecida,
mas se voltar atrás, assim, eles eram, os deuses eram igualzinho os homens, eles brigavam, tinham ciúmes, uns ganhavam, outros perdiam, o que ganhava matava o outro,
tem um dos mitos que teve uma briga entre vários deuses e o que ganhou, ele matou um dos deuses anteriores e fez o templo em cima do cadáver desse outro deus,
assim, são coisas que você, mas como que alguém pode admirar e acreditar numa coisa assim, mas quando Moisés, inspirado pelo Espírito Santo e compila nossa Bíblia,
essa Bíblia começa em Genesis 1, nós não temos, embora até possa ter sido um dos objetivos, esse é o deus verdadeiro, ele é diferente, uma das diferenças é que,
na relação de diferenças aqui na nossa folha, uma das diferenças é que todos os outros povos, eles, como eu falei assim, os deuses, eles eram muito envolvidos na natureza e eles faziam parte,
a estrela era um deus, o vento, o sol, então os deuses eles estavam tão envolvidos com a natureza que eles faziam até parte e as histórias contam assim, do mar, a água se tornou um deus,
então eles eram muito identificados com a natureza, o deus da Bíblia ele é transcendente, ele está acima da natureza, ele tem envolvimento também, mas ele não faz parte da natureza, entendeu?
Então isso é muito diferente, mas quando Moisés escreve, quando nós temos, pensando nesse cenário, você vê, eles, a gente quando tem assim um desejo de provar alguma coisa,
de refutar alguma coisa, a gente fala assim, olha, vocês pensam que esse deus de vocês é alguma coisa, mas não é, está tudo errado, não, a Bíblia não fala dos outros deuses aqui no começo,
ele não está fazendo nenhuma comparação, ele simplesmente está falando quem é deus e como que deus faz, e não só isso, lembra que lá na aula passada eu falei assim,
Gênesis é o livro das origens, conta o começo das coisas, mas tem alguns começos que estão faltando, tem alguns começos notáveis e o principal deles é Satanás,
a gente não sabe, do livro de Gênesis a gente não sabe de onde que veio aquela serpente, ele aparece, ele está lá no capítulo 3, mas a gente não sabe de onde que ele veio,
se você tem uma ideia da queda de Lúcifer, de o que aconteceu, que ele era um anjo e tal, isso tudo são deduções, não estou falando que são erradas,
mas são deduções, mas não muito claros de Isaías, de Ezequiel, assim, a gente tem várias coisas que a gente vai juntando, mas Deus não achou importante para nós,
mas agora nós vamos estudar Satanás, nos livros de teologia sistemática você estuda, mas Deus não fez isso na bíblia, não estou falando que é errado, mas não é o método de Deus,
então Deus, ele não faz essa comparação, ele não combate, como alguém, muitas vezes é usada essa ilustração, que você não aprende a identificar dinheiro falsificado estudando o dinheiro falsificado,
você aprende o que, como você vai saber identificar o dinheiro falsificado por conhecer muito bem o dinheiro verdadeiro, então acho que essa é a ideia,
assim de que tem muitas diferenças pensar que Moisés foi criado nessa cultura e ele aprendeu todas essas outras coisas sobre Deus e sobre natureza,
uma das coisas que falam nessa tabela é que os deuses eles não tinham um caráter coerente, eles não eram pessoas assim, olha, você pode confiar nesse Deus porque ele sempre vai ser verdadeiro,
não, o Deus de todos os pagãos é um Deus imprevisível, é um Deus que faz coisas por capricho, você não sabe se ele está de bom humor ou não e isso muitas vezes colore negativamente a nossa visão de Deus,
até hoje, que nós temos muitas ideias pagãs sobre quem Deus é porque nós somos influenciados por outras ideias, então uma das coisas, então diferenças, vamos só citar algumas,
os pagãos, os deuses eram muito identificados com a natureza, diferentemente de Deus, o Deus verdadeiro que é transcendente, outra coisa que tem não em todas as histórias de outros povos,
mas em muitas, além de só o fato de que tem muitos deuses e nosso Deus é um só, claro que isso é uma grande diferença, mas no Egito eles tinham vários deuses mas tinha um Deus que era realmente aquele que criava as coisas,
então tem, eu não coloquei nas semelhanças, mas uma das coisas que tem, eu acho que numa história egípcia é criação simplesmente pela palavra, isso tem numa das histórias, não era muito comum mas era uma coisa que tinha,
mas além de ter vários deuses, eles tinham muitas guerras, muitas brigas entre os deuses, e tem uma grande guerra na Bíblia também, então a gente sabe que existe uma grande guerra, como eu falei, com Satanás, mas essa guerra não tem nada a ver, não é explicado aqui na criação,
nós não somos apresentados a nenhuma guerra, nós não somos apresentados a Satanás na história da criação, então isso é muito significativo,
de que Deus criou, porque Ele tinha um propósito para criar, Ele não criou para conseguir vencer, para ter muitos escravos, para poder vencer o rival Dele, Deus criou porque Ele queria, Ele tinha um plano e queria criar, então essa diferença é muito importante.
Outra grande diferença é que nas outras mitologias, o homem surgia, às vezes não foi um ato consciente, tem uma história que os homens eram até um estorvo para os deuses,
e daí depois os deuses resolvem colocar essa humanidade como escravo deles, então os homens, nessa tabela maior tem um item lá que fala de onde vem a dignidade do homem,
na Bíblia vem porque ele é criado na imagem de Deus e com uma função relevante, com uma função muito digna que Deus criou o homem para governar, para ser corrigente com ele,
então isso é a dignidade que Deus dá, não tem essa dignidade em nenhuma das outras histórias mitológicas, então temos várias situações que ajudam a gente a entender.
E eu só queria, na letra, é só uma coisa bem superficial, mas para vocês entenderem que Moisés escreveu esse relato, quando eu falo, eu vou sempre falar assim, Moisés escreveu,
mas sempre lembrando que Moisés pode muito bem ter recebido esses relatos já prontos, ou oralmente ou até escrito, então eu estou falando de escrever no sentido de compilar, de juntar,
eu achei muito legal esses dias eu estava ouvindo alguém numa palestra sobre Gênesis e ele falou assim, olha, claro que não só Moisés, os livros históricos da Bíblia, crônicas, reis, mesmo o livro de Isaías por exemplo,
claramente foi, ele até descreveu mais ou menos assim, olha, os profetas geralmente tinham vários discípulos, então quando o profeta morria, tudo é imaginação,
mas vamos supor, o profeta morreu e os discípulos pensaram, puxa, o que nós vamos fazer com todos esses pergaminhos, com todos esses registros que às vezes os próprios discípulos eram quem escreviam para eles,
então o próprio profeta escrevia, e aí ele falou assim, olha, não acredite no, ele usou um termo mais ou menos como o grampiador inspirado,
porque não era simplesmente, vamos juntar todos os documentos de Isaías e vamos grampiar juntos e pronto, não, quem fez isso, fez com inspiração de Deus,
é isso que nós acreditamos, não que as coisas da Bíblia foram escritas psicograficamente, é essa a palavra?
Não é uma coisa assim que Deus ditava ou se fosse no tempo atual que baixava o arquivo pronto, mas assim, Deus usava instrumentos humanos, mas a parte de compilar era um trabalho inspirado por Deus, então isso que Moisés fez no livro de Gênesis,
então se Moisés realmente escreveu, compilou, juntou esses documentos, ele fez com um propósito e o propósito que Deus queria para aquela época,
então na letra E eu só queria meditar rapidamente, nós estamos terminando o nosso primeiro período, mas eu queria só pensar com vocês um pouquinho sobre essa ideia, até coloquei aqui Gênesis como protótipo de todo o restante das escrituras,
porque todas as escrituras, nem todas, assim, cada livro, o livro de Salmos, por exemplo, é uma compilação, alguém juntou Salmos escritos por várias pessoas em épocas diferentes,
e outras coisas assim, livros do Novo Testamento são bem mais específicos, Paulo escreveu uma carta e ficou a carta escrita por ele, mas toda a Bíblia, toda, assim como Gênesis,
toda a Bíblia foi falado, foi escrito para alguém, como nós fizemos essas perguntas hoje, por quem, às vezes tem livros que a gente não sabe por quem, mas cada livro foi escrito por alguém visando alguém específico,
uma época específica, então eu coloquei aqui, a escritura ela é específica, eu pus entre aspas "limitado", por que limitado? Porque é limitado no sentido sim, Gênesis 1,
Deus não falou, Moisés, escreva algo que vai valer para o século 21, nós vamos colocar uma coisa que vai bater cientificamente com o conhecimento do século 21, não, Deus não fez isso,
Deus inspirou Moisés a escrever algo para aquele povo naquela época, então tem uma limitação, qual que é a limitação? A limitação do conhecimento deles, era uma coisa que era
especificamente, agora o milagre da Bíblia é, eu não posso esperar que Gênesis 1 explique a ciência do século 21 para mim, mas é interessante também que a Bíblia,
Deus inspirou de tal forma que ela não contradiz nada, então ela não é uma explicação científica da origem do mundo, mas ao mesmo tempo é algo que você pode ler e não ter nenhum conflito,
você não precisa ter nenhum conflito com conhecimentos atuais, porque ele não colocou nesses termos, nós não devemos tentar fazer com que a Bíblia seja algo que não é,
então não sei se vai ficar claro esse pensamento, nem na minha mente nem está tão claro assim também, mas é algo que eu estou buscando entender, que é a Bíblia, cada parte da Bíblia foi escrita numa época
específica, para um povo específico, com um propósito específico, então essa cultura, esse momento específico, as situações, tem histórias na Bíblia que falam assim,
meu Deus, como que isso, Deus está querendo falar que todo mundo pode fazer, sei lá, pensa numa história bíblica que Abraão mentiu sobre a esposa dele, tá tudo bem que talvez não fique claro ali que Deus não aprovou,
mas tem outras coisas que até Deus falou assim, fala com Moisés, fala com um faraó que vocês vão ficar três dias no deserto, nossa, Deus falou com Moisés para contar uma mentira,
então tem situações que a gente fala assim, como que é isso, tinha muitos mundérios, enfim, tem muitas situações culturalmente específicas, então isso traz uma limitação, é algo que para a gente receber o conteúdo,
para a gente receber o recado de Deus, eu preciso, como expliquei na aula passada, eu preciso entrar dentro daquela cultura, pelo menos em parte, para entender como que era, o que que ele estava querendo dizer,
então isso pode passar, mas então a Bíblia é ultrapassada, porque tem muita coisa específica, muita coisa limitada e não tem mais validade, não, Deus colocou de tal forma que a história que Moisés registrou sobre a criação,
nós não esperamos que tenha detalhes científicos que nós queremos saber hoje, mas é algo que vale para nós, a gente só precisa entender dentro dos moldes, das limitações que teve,
então por isso que tem, número um é específico e limitado, porque tem as limitações da cultura, tem as limitações do propósito daquele momento, mas ao mesmo tempo, essa mesma palavra, se eu consigo receber do jeito que ela foi dada,
ela é abrangente e universal, porque o que ele escreveu vale para nós até hoje, eu não sei se vocês ficam admirados, eu fico muito, eu fico assim, isso para mim é tremendo,
que Deus escolheu usar pessoas limitadas, pessoas que tinham conhecimento de todas as pessoas da época deles e Deus podia revelar algo que tem uma mensagem, então isso que nós vamos tentar, com a ajuda de Deus, pegar em Gênesis 1,
nós não vamos tentar pegar uma explicação científica, mas nós vamos querer entender o que é que Moisés quis, nas limitações da época, passar para o povo daquela época, deu para entender?
O que ele quis passar naquela época tem uma palavra que é universal e abrangente, amém? Então é isso, então nós vamos dar uma paradinha e daqui a pouco a gente está voltando...
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