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Aula 38 – Gênesis – O poder da recriação

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O GÊNESIS

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22/06/19 – Gênesis 8 – O poder da recriação

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Transcrição · gerada automaticamente

Nós estamos em Gênesis 8, estamos no meio do dilúvio, nas aulas de domingo eu falo que a gente está no cativeiro.
Eu falo com o pessoal, gente, nós estamos no cativeiro, agora aqui nós estamos no dilúvio, mas nós estamos na arca, a história transcorre na arca.
Na aula passada, uma das coisas que a gente tem falado desde a primeira aula aqui sobre Gênesis é que é sempre o mais importante a gente entender o que é que Deus, o que que o autor queria falar.
Para entender o que Deus quer falar a gente precisa entender qual era o objetivo, qual a mensagem que estava sendo transmitida,
como é que as pessoas naquela época entendiam, claro que isso é um pouco difícil para a gente saber como é que a mente deles funcionava em todas as coisas,
mas sempre a gente tem que ler tentando entender qual era a ênfase, não lendo com a nossa lente, por exemplo, se alguém escrevesse um livro de Gênesis no século 21 ou no século passado,
ia ter um objetivo de explicar como é que o mundo começou, as partes científicas e tal, então a gente sabe que para eles não tinha esse entendimento,
eles não tinham essa bagagem de conhecimento, então várias coisas são importantes para a gente entender, para a gente conseguir entender a mensagem.
E uma das coisas que sempre vai ser uma chave para a gente entender o que Deus está querendo falar nesse texto é ver quais são as coisas que estão sendo mais enfatizadas,
então na aula passada a gente mostrou várias coisas no capítulo 6 e 7 que estavam sendo bem enfatizadas, uma das coisas é sobre os animais,
assim, Deus fez muita questão, foram salvos poucas pessoas, mas animais foram bastante e foi um aspecto, é secundário no sentido que claro que o objetivo de Deus são os homens, são as pessoas,
mas não era só uma coisa, um detalhe, a arca teve todo aquele tamanho por causa dos animais e foi o aspecto que no capítulo 6 e 7 foi muito repetido,
assim, como que ele ia fazer a arca, ele tinha que chamar os animais, os animais tinham que entrar, depois ele foi explicando que tinha que ter animais limpos com sete casais,
e foi explicando tudo porque esse aspecto dos animais foi uma coisa muito importante, mas para a gente retomar hoje eu só queria lembrar, e na verdade faz parte desse diagrama aqui,
porque eu acho que duas aulas atrás, provavelmente vocês não estão com essa folha aí, mas essa folha que eu dei para vocês, se alguém não recebeu, acho que ainda tem algumas, que mostra a estrutura da narrativa,
e mostra como tem esse formato de quiasmo, e que cada parte corresponde a uma outra, então ele vai no sentido inverso, então tem introdução, aí lá no fim vai ter conclusão,
aí o mundo antes do dilúvio, a penúltima coisa é o mundo depois do dilúvio, então cada parte, e isso não é alguém que foi muito perspicaz e fez isso, isso dá realmente para achar esse tipo de estrutura,
em quase todas as narrativas, era um sistema que eles usavam, é como fazer uma poesia, você vai contar uma história fazendo as palavras rimarem, eles tinham poesias também, só que não era com rima, e eles tinham essa forma de contar história,
então você vai encontrar isso em toda a Bíblia, você vai encontrar essa forma de estruturar a história, de tal forma que vai seguindo uma sequência e depois vai no inverso,
então essa história do dilúvio segue esse formato, e nós falamos, não sei se vocês lembram, que o capítulo 8, versículo 1 é o centro, porque esse formato de quiasmo, ele é importante porque cada parte corresponde a uma outra,
mas ele é importante também porque tem uma parte que não tem correspondência, que é a parte central, e essa parte central que não tem correspondência, que está no centro do diagrama, significa que aquele é o ponto principal da história,
então isso é uma chave, sempre para a gente entender qual é o ponto importante, qual é o ponto central da história, então no capítulo 7 tem toda essa progressão que Deus tinha falado que ia destruir a terra,
que ele falou "você vai fazer uma arca, os animais vão entrar na arca", ele foi falando "daqui 7 dias vai começar", e aí depois tem a narrativa do dilúvio em si, e aí uma coisa assim que é muito enfatizada no capítulo 7 é que tem o início,
então começou a chover, 40 dias e 40 noites chovendo, mas depois assim, não fala que teve mais chuva, chuva foi durante 40 dias, mas ele vai falando que, ou durante os 40 dias, ou depois, que as águas foram prevalecendo,
e essa ideia de prevalecer é repetido várias vezes, então é só seguindo aqui, então aqui a destruição que Deus falou, aqui eu tenho que colocar resumido para caber, mas isso aqui é Deus que falou que ia destruir a terra,
e ele falou isso várias vezes com Noé, aí depois ele falou assim "você vai fazer a arca e você vai entrar na arca", e aí vem a história do dilúvio e das águas que tiveram, aí vai falando assim como as águas foram prevalecendo sobre a terra,
e parece uma coisa muito simples, mas prestem bem atenção nisso, não só porque ele vai no inverso depois, mas eu acho que tem um significado importante para a gente entender,
então a partir do versículo 7, capítulo 17, fala "durante 40 dias o dilúvio veio sobre a terra e as águas aumentaram ou prevaleceram e as águas", lógico, a arca era para isso, "as águas levantaram a arca", então a arca levantada,
então a primeira coisa que começou um nível de cobertura mais baixo, então a arca foi levantada, já pensou se faz a arca e a arca não é levantada, então a arca foi feita para isso, então a arca foi levantada,
e aí vai falando assim "e as águas prevaleceram mais, e as águas prevaleceram mais", é como se tivesse, inclusive essa palavra prevalecer, ela tem uma ideia como se fosse um combate, uma luta, e as águas estão ganhando,
então as águas levantaram a arca, mas daí a pouco as águas sobem mais, as águas, imagina assim que todos, tanto seres humanos como animais, aquilo é uma coisa, aquilo que a gente tem, isso registrado em tsunamis e outras situações de enchentes,
em que aquilo ali é uma coisa apavorante, ver que a água, ela vem, ela vem com uma força, ela vai subindo, então aí fala que os montes foram cobertos, então ela vai subindo até cobrir os montes,
mas ela não só cobre os montes, se só chegar ao nível dos montes, a arca vai enroscar, então a água continua prevalecendo, continua ganhando, porque se só chegasse até o nível do topo do monte, muita gente poderia ter também sobrevivido,
então a água tem que subir acima dos montes, então ela vai acima dos montes, então é uma situação progressiva e o capítulo 7 ele vai falando isso, e as águas prevaleciam, e as águas ganhavam, e as águas estavam conquistando mais, conquistando,
e aí chega a esse ponto então que fala no versículo 7, 21, que morreu toda criatura que se move sobre a terra, e assim, versículo 21, 22, 23, vai repetindo isso, que era o juízo que deu, a sentença que Deus tinha proferido, então é a morte de todos os seres vivos, que foi o que aconteceu.
Então nesse momento, eu estou voltando no capítulo 7 só porque senão não faz sentido a outra parte, então no capítulo 8, versículo 1, um dos poucos, não sei se é um dos poucos, mas tem muitas divisões de capítulos que não são bem feitas,
a divisão do capítulo não está em um lugar muito apropriado, mas esse é um lugar bem apropriado porque no capítulo 8, versículo 1, a gente falou sobre isso na última aula, que Deus se lembrou de Noé.
Deus tinha esquecido, não, Deus não esquece. Quando fala que Deus se lembra, tem muito a ver com duas coisas que a gente falou na aula passada, com o fato que ele fez uma aliança e com o fato de que tem uma longa espera.
Deus não precisa lembrar se a resposta vem rápido, não usaria essa expressão "Deus se lembrou", mas Deus precisava lembrar do que ele tinha prometido porque o que ele prometeu estava em risco.
Por quê? Porque a arca está tranquila, a arca está flutuando, todo mundo que está dentro da arca está salvo, mas eu fiquei meditando bastante sobre agora o capítulo 8, que é o nosso assunto de hoje,
e é outra coisa que eu sempre uso como uma pergunta e procuro a resposta, claro que nem sempre a gente acha as respostas, a palavra de Deus é muito rica, tem muita coisa que a gente fica batendo na porta e querendo que Deus nos revele mais,
tem muitas coisas que a gente ainda não tem acesso, mas uma das perguntas que a gente sempre tem nas narrativas da Bíblia é que tem algumas histórias que são contadas com mais detalhes e outras são super resumidas,
então às vezes acontece algo muito abrangente e fala em poucas palavras, o exemplo clássico é na criação que ele fez as estrelas também, imagina Deus fazendo todas as estrelas, todos os astros do universo e é menos de uma frase,
a segunda parte de uma frase ele fez as estrelas também, então é um resumo que eu queria saber como é que foi, e outras histórias na Bíblia que a gente não tem, a vida de Jesus, 30 anos da vida de Jesus, a gente tem uma história dele com 12 anos,
então tem muitas coisas que na Bíblia a gente não tem, tem algumas histórias na Bíblia que a gente pergunta, por que colocou essa história, tem algumas histórias que a gente fala, tem, qual que é a lição, o que que a gente ganha com isso, tem lista de nomes, lista de medidas, enfim, tem muitas coisas assim,
a descrição do dilúvio, claro que não está nessa classe, o dilúvio é uma coisa super importante, mas é a única história que é mais detalhada entre a queda e Abraão, é a única história em milhares, tem um período de milhares de anos e é a única história que a gente tem com mais detalhes, é claro que é uma história muito importante,
mas a forma como conta essa história também é interessante, porque o que que conta, então nós vamos seguindo a história do capítulo 8, do 7, a gente já mostrou aqui, uma das coisas que a gente nota no capítulo 8 é que acontece todas as coisas no sentido inverso,
na folha do esboço eu coloquei outra coisa que eu já vou mencionar, não é bem esse aqui, no esboço tem uma outra inversão, uma outra correspondência que é mais ou menos seguindo a mesma ordem da criação,
porque a criação de Gênesis 1, como é que começa? No princípio Deus criou os céus e a terra, mas o versículo 2, como é que começa? A terra estava sem forma e vazia, e o que que tinha nesse vazio?
O que que tinha nesse vazio? Não estava tão vazio assim, não tinha terra, mas tinha água, tinha um grande abismo, tinha água cobrindo toda a terra, é uma grande questão científica, arqueológica, saber se o dilúvio foi universal ou não,
a descrição aqui é em termos universais, ele fala assim, para a água cobrir os mais altos montes, você sabe que não dá para cobrir os mais altos montes só de um pedacinho,
mas por outro lado os cientistas não entendem, eu não entendo, então a gente não tem essa resposta, então simplesmente a gente não pode afirmar, foi universal, não foi, se não foi, como é que foi, tem muitas perguntas sobre isso,
não nos interessa porque a gente tem desejo de saber, mas nós não temos como saber a resposta porque nem a ciência tem condições de responder e nem a Bíblia nos dá essa resposta,
só lembrando que quando a Bíblia fala assim, toda a terra debaixo do céu estava coberta, eles usavam essa expressão, acho que eu já falei sobre isso, Nabucodonosor e Daniel falam assim, todos os povos debaixo do céu estavam ali naquela estátua que Nabucodonosor fez,
não foram todos os povos debaixo da terra, eles tinham essa forma de falar todo, mas não era literalmente todo, mas a ideia é que a água estava cobrindo tudo, ela venceu e agora tinha perigo, apesar da arca estar flutuando e tal, existia perigo,
quantos alimentos ele tinha dentro dessa arca, o que que poderia acontecer com essa arca, então Deus precisava se lembrar de Noé, então uma das coisas que eu pelo menos assim, uma maneira de ler o capítulo 8,
eu quero explicar uma ideia mais ou menos assim, nesse capítulo 8 tem uma história que todo mundo conhece que é do corvo e da pomba, todo mundo lembra dessa história, Noé, na sequência aqui a gente já vai falar um pouco sobre os detalhes,
eu só queria que vocês antes entendessem uma ideia sobre como a gente pode interpretar, tem várias maneiras de interpretar, eu estava assim, meditando e pesquisando, Deus, o que que é o corvo, o que que é a pomba, que lição que a gente tira disso,
e eu fui assim, dar uma olhada assim, hoje a gente tem internet, a gente consegue pegar ideias de muita gente, então eu coloquei lá, normalmente eu pesquiso em inglês, que tem as vezes mais abundância de coisas,
então eu coloquei lá o corvo e a pomba, mas tem um monte de textos, tem um monte de gente pregando no YouTube, tem bastante coisa,
e assim, eu fiz só um apanhado assim, ouvi uns dois ou três minutos, ah tá bom, aí ia para um outro, não tinha tempo para ouvir todo mundo, mas é interessante que a maioria das pessoas, não estou falando que é errado,
mas a maioria das pessoas pega essa ideia totalmente fora de contexto, então o que que é o corvo? O corvo é uma ave que come coisas mortas, então, por isso que ela não voltou, imagina assim, depois do dilúvio, ela devia ter uma festa, devia ter cadáver até não ter mais jeito para o corvo,
mas a bíblia não fala nada de cadáver, tudo bem, a gente pesquisa, a gente procura saber, pode ter alguma coisa a ver, se você quer saber o significado do corvo, faz parte, como é que é o corvo, como é que é a pomba, qual é a natureza, faz parte,
mas a minha pergunta, e que eu, pelo menos na minha rápida pesquisa, na minha rápida amostragem, eu devo ter consultado assim uns dez ou doze pregações assim, desse jeito, isso é muito rápido né, e outros textos, e eu praticamente não vi nenhuma variação,
todos estavam falando de alguma maneira assim, figurados, então o corvo representa o velho homem, a pomba representa a sua natureza espiritual, mas nada a ver com a história do dilúvio, entende o que eu quero dizer assim, a minha pergunta é, não é estar dentro da arca, o que que isso representa,
e quando ele manda, já adiantando assim, eu não achei resposta para isso tá, vocês ficam assim, todo mundo querendo assim, ah ele vai falar o que que é, e eu não achei tá, mas eu vou, de qualquer forma assim, só estou querendo mostrar que existem duas, pelo menos duas maneiras de você encarar,
uma é você, qualquer história na bíblia, Davi e Golias, sei lá, qualquer história na bíblia, você tira totalmente de contexto, você não se preocupa quem era Davi, quem era que ele vivia, você só quer saber, e você tira muita lição proveitosa, então como eu disse, isso não é errado,
mas o meu objetivo nesse estudo, estudo sistemático sim, desde o início é, eu quero estudar a história, a narrativa que Deus colocou na bíblia, eu entendo que esse é o principal, a principal razão, porque que nós temos a bíblia e essas histórias, não foi, as outras coisas que a gente tira de lição, de edificação, são bônus,
mas o principal que Deus colocou essas narrativas é pra gente entender o plano dele, pra gente entender aquilo que ele fez, porque que ele fez, como é que nós chegamos até aqui, e porque muita coisa que aconteceu no passado tem um paralelo no futuro, então o dilúvio tem um paralelo com uma outra destruição que vem sobre o mundo, então a gente sempre é perguntando mais nesse sentido.
Mas aí, eu fiquei assim, batendo e batendo e perguntando, e Deus, o que quer dizer, o que é o corvo aqui, o que é a pomba, o que isso significa, claro que a pomba, a gente sabe que é um símbolo, uma figura do Espírito Santo, mas o que quer dizer nessa história, né?
Mas antes de talvez ter algum tipo, assim, como eu falei assim, eu não cheguei numa conclusão, mas eu comecei a entender que essa história, pelo menos uma parte do entendimento dessa história, é a gente entender o que estava se passando com Noé.
Essa história está mostrando uma coisa assim muito interessante sobre Noé que obedeceu a Deus, que fez uma arca, eu não sei quantas vezes você já imaginou o que Noé devia estar passando dentro dessa arca, ele e a família.
Então, quando você segue a parte cronológica aqui, ao mesmo tempo que tem muitas datas, 40 dias, 150 dias, tem muitas datas nessa história, mas eu fiquei consolado porque eu não consegui fazer uma linha assim.
E aí eu fui também, isso não foi dessa vez, mas acho que da outra vez, eu fui fazer uma pesquisa, eu vi que os entendidos, os caras que estudaram muito tempo também ficam todos confusos, uma história não bate com a outra, então não sou eu que não estou...
Porque ele fala 40 dias, 150 dias, depois ele fala 150 dias de novo, mas é um outro período de 150 dias ou é o mesmo? E os 40 dias, depois que terminaram os 150 dias, então tem várias dúvidas no meio, agora ele coloca assim, a extensão do tempo na arca é bem colocada, foi um ano e 11 dias, 12 meses.
Tem um entendimento interessante que o mês para eles era sempre de 30 dias, então 12 meses, mas acho que não é essa conta que eles fizeram, mas eu sei que assim, acho que não é 30 dias, acho que é 28 dias o mês lunar, eu sei que depois esses, porque deu um ano e 11 dias.
E segundo alguns cálculos que eu não verifiquei, não sei se foram bem feitos ou não, esses 11 dias a mais de um ano dariam 365 dias, que daria o ano solar, mas enfim, eles ficaram um ano e 11 dias ou 365 dias dentro da arca, é muito tempo, é muito tempo.
E eu vou mencionar, isso está mencionado assim no esboço, mas Deus falou várias vezes com Noé, várias vezes, mas durante esse ano ele não falou nenhuma vez, ele falou "entra na arca que vai começar a chover daqui a 7 dias", eles entraram na arca, Deus fechou a porta, Deus fechou a porta.
E Deus não falou mais nada até que foi o tempo, vocês vão ver que ele teve que esperar muito, mesmo depois que ele tirou, parece que ele tirou a cobertura da arca e viu que a terra estava seca, ele esperou quase dois meses a mais até Deus falar "pode sair".
Não era tão obediente que ele ficou na arca, mesmo quando ele viu que já tinha ido à pomba três vezes, ela não tinha voltado mais, então a terra está seca, aí ele tirou a cobertura da arca, viu que estava seco mesmo, estava seco assim, não tinha mais água, mas parece que não estava seca.
E ele esperou mais um tempo para realmente ficar seco e aí Deus falou assim "pode sair da arca", então aí que Deus falou de novo. Então aí eu comecei a entender que o grande objetivo dessa parte da história, eu não estou negando que o corvo tem um simbolismo, que a pomba tem um simbolismo,
mas eu estou contando tudo isso para dizer que às vezes a gente está tentando forçar alguma coisa quando não é esse objetivo. Tem várias histórias assim, por exemplo, a parábola que Jesus contava, tem a parábola do bom samaritano.
Então tem umas histórias lá que eu não lembro exatamente como eles faziam, mas nos primeiros séculos da história da igreja, eles começaram a achar que tudo tinha que ser interpretado por alegoria.
Então eles começaram a querer saber "mas o que que é esse animal na parábola do bom samaritano? O que que é o hotel onde ele ficou? O que que é o cara que o dono do hotel?" Eles tinham que dar um simbolismo, um significado para tudo.
E depois entender que o objetivo de uma parábola não era assim você fazer um simbolismo de cada coisa na parábola. A parábola é contada para um objetivo, para uma lição.
Então o bom samaritano que chegou depois que o Levita, depois que o sacerdote, então tem um objetivo, a parábola, e você não precisa ficar inventando e quebrando a cabeça e tentando achar simbolismos em tudo.
Então eu só estou contando isso para mostrar que nessa história, pelo menos o que eu entendi que nessa história, dessa parte da história do capítulo 8 que vai falando sobre o que estava acontecendo com Noé, Deus não falava, fala que as águas estavam baixando.
Pela descrição da arca, ela tinha uma abertura para ar, mas muito no alto. Ela não tinha, não estava cheia de janelas. Então ele olhava assim, ele podia ver o céu, mas ele não podia ver a terra, porque a abertura era em cima, entre o teto e a lateral.
Então ele não conseguia ver. Então, isso assim, imagine a situação, você está, a arca não tinha leme, não tinha motor, não tinha vela, não tinha nada. A arca está assim a mercê, está flutuando ali.
Ele não sabe o que está acontecendo, parou de chover faz meses já, mas está em cima da água. E depois chega o ponto que a arca para em cima do monte, mas também está parado ali, mas também ele não pode sair.
Então eu entendo que essa narrativa é para mostrar essa situação, e vamos tirar uma lição disso. Então vamos só seguindo aqui no capítulo 8, você já entendendo mais ou menos essa perspectiva.
Claro que tem muitas outras perspectivas, as pessoas que tiram lições do corvo e da pomba é totalmente ilícito, não acho que é errado, mas nessa minha procura de saber o que Deus está falando através do texto, o objetivo, o que Deus quer mostrar, eu acho que é um pouco diferente.
Bom vamos lá, capítulo 8, versículo 1, então Deus se lembrou de nué, de todo gado, olha só, Deus não só lembrou das pessoas, lembrou dos animais, de todo gado, de todos os animais selvagens que estavam com ele na arca.
Se você imagina, Deus pode criar tudo de novo se ele quiser, não é verdade? Pode começar do zero, mas não era esse o objetivo dele. Ele quis preservar, ele quis passar a limpo a humanidade, ele chegou a esse ponto, a ideia da história é que o fruto do pecado,
chegou nesse ponto, o fruto do pecado chegou nesse auge, nesse ponto máximo que Deus não poderia permitir mais, é uma decisão drástica, você pensa, por que isso?
E a responsabilidade do homem, todos os animais morreram por causa do pecado do homem, a corrupção da humanidade causou um juízo sobre toda a terra, todos os seres vivos.
Então Deus se lembrou de todos os animais que estavam com ele na arca, e Deus fez passar um vento, e a gente sempre lembra que no hebraico não tem como fazer distinção, quando fala vento ou quando fala o espírito,
é a mesma palavra, é a mesma coisa que acontece em Gênesis 1 e 2, havia o Espírito de Deus pairando, e outra coisa assim que há essa semelhança entre o Espírito Santo e um vento,
mas há uma semelhança em Gênesis 1 e 2 entre o Espírito Santo e uma ave, porque em Gênesis 1 e 2 o Espírito Santo pairava ou chocava,
é a mesma palavra que ele usa em Deuteronômio 32 para falar de uma águia que também está protegendo e pairando sobre seu ninho, então tem, depois essas aves que Noé enviou, elas tem também uma relação com o que Deus está querendo mostrar aqui.
Então, no seu esboço, então a gente vai seguindo aqui, porque aqui vai reverter tudo o que aconteceu no capítulo 7, então capítulo 8 tem esse ponto no meio,
Deus se lembrou de Noé e a partir dessa ação, Deus fez passar um vento, isso era um vento físico, não está falando do Espírito Santo, eu não creio, eu creio que existia um vento,
isso tem muita ligação, as coisas que Deus fazia quando eles passaram pelo Mar Vermelho, Deus fez um vento, mas não era qualquer, você imagine que um vento vai fazer todas as águas do Mar Vermelho se amontoarem, isso não é ação de um vento qualquer,
então é o Espírito Santo como vento, mas é uma ação sobrenatural, então aqui também, eu não sei explicar isso fisicamente, como eu falei, se as águas estavam cobrindo o globo inteiro, esse vento ia levar as águas para onde?
Então tem muita coisa que a gente não sabe explicar, mas o que é importante aqui é entender que vai reverter todo esse processo de prevalecer, então eu quero que vocês lembrem, as águas estavam prevalecendo no capítulo 7,
o que que as águas trazem? Água para nós é vida, onde não tem água, deserto, não tem condições de ter vida, mas nesse caso aqui a água não estava trazendo vida, aqui a água estava trazendo morte,
o abismo de Gênesis 1 e 2 é morte, então lá em Gênesis 1 o Espírito Santo pairando sobre as águas era como se fosse o ventre onde Deus ia falar assim, haja luz, haja terra seca, tudo ia acontecer por causa do Espírito Santo que estava pairando ali,
então é Deus Pai que origina, que planeja, o Filho que é a palavra, que é a expressão e o Espírito Santo que executa, então o Espírito Santo é aquele que está fazendo acontecer,
então no capítulo 7 Deus tirou os limites, lembra que no primeiro dia da criação o que aconteceu? Haja luz e houve luz, e no segundo dia? Haja separação entre as águas em baixo e as águas em cima e depois aparece a terra seca,
e vários outros lugares na Bíblia fala assim que Deus coloca limites, Deus tem limites, mas você pode perceber quando tem terremotos, quando tem tsunamis, quando tem coisa assim, tem algo na natureza que está, os limites não estão sendo mais observados,
e isso é só porque Deus permite, porque Deus colocou limites, então em Gênesis 7 quando ele fala, versículo 7 e 11 fala assim, romperam-se todas as fontes do grande abismo e as janelas do céu se abriram, o que aconteceu?
Acabou a separação entre as águas em cima e as águas em baixo, as comportes do céu se abriram e o abismo subiu também, não segurou mais e isso trouxe uma inundação sobre toda a terra, e agora o que fala no capítulo 8?
Então Deus fez passar um vento, porque o vento é o que acontece antes de começar qualquer coisa, é o Espírito Santo agindo, e as águas começaram a diminuir, e aí no versículo 8, 2, as fontes do abismo e as janelas do céu se fecharam e a chuva do céu se deteve, então houve mais uma vez a separação,
então isso está no seu esboço, na letra B, o Espírito paira sobre as águas, número 2, então essa letra B no esboço é uma repetição dos dias da criação, ele não fala haja luz e houve luz,
mas no 2 tem o Espírito sobre as águas que aconteceu em Gênesis 1, antes dos 7 dias da criação, o número 2 corresponde ao segundo dia, a separação entre águas do abismo e águas do firmamento, volta a ter limites,
depois vai seguir essa ordem aí, vai reaparecer a terra seca, a vegetação, ele tira, até assim quando ele tira a cobertura da arca, volta a ter luz, mas também sim porque as nuvens estavam cobrindo tudo, volta a ter luz,
e depois aparecem as águas e depois a sair dos animais, então essa sequência aqui é uma sequência da criação, agora a outra sequência que está invertendo aqui é tudo o que aconteceu no capítulo 7,
então 8, 2 está revertendo o que aconteceu no versículo 11 do capítulo 7, as fontes do abismo e as janelas do céu se fecharam, versículo 3, as águas foram recuando de cima da terra, depois de 150 dias haviam diminuído,
então, Deus se lembrou aqui embaixo, os montes foram cobertos, mas depois a água subiu acima dos montes, então quando a água começou a descer os montes não estavam aparecendo,
mas a arca parou em cima de um monte, porque a arca como qualquer barco tem uma parte que fica embaixo da água, então a arca, primeira coisa, essa água que estava em cima dos montes baixou,
quando baixou a arca encalhou em cima do monte e ficou preso ali, repousou, ok? Versículo 4, a arca parou sobre os montes de Ararat no dia 17 do 7º mês, gente eles estão no 7º mês,
o dilúvio começou mesmo no 2º mês, então na verdade passaram 6 meses, eles estão na metade, isso aqui é a metade do tempo, é isso que eu queria que vocês percebessem,
gente, vocês não acham que eles passaram 40 dias e noites chovendo, devia ter muitos efeitos sonoros e ondas e sei lá, isso devia ser assim, se as fontes do abismo tinham rompido essa arca,
a arca devia estar subindo e descendo e muita coisa acontecendo e eles estão ali sendo protegidos por Deus, e aí parou, parou sobre o monte, só que tem mais 6 meses pela frente,
então a arca parou sobre os montes de Ararat no dia 17 do 7º mês e as águas foram diminuindo até o 10º mês, então já pulamos agora 3 meses, 10º mês e aí os cumes dos montes apareceram,
então agora está revertendo-se, então a água que estava em cima dos montes baixou e a arca parou em cima do monte, aí depois a próxima coisa que aconteceu foi assim como os montes foram cobertos,
agora os montes estão, os picos dos montes estão reaparecendo, ao final, versículo 6, ao final de 40 dias, então depois que os montes, aparentemente isso que eu falo assim que é um pouco difícil a gente saber,
terminou 150 dias, agora mais 40, parece que é isso, desse ponto para frente até que faz bastante sentido, então estava no primeiro dia do 10º mês, aí mais 40 dias vai entrar um pouquinho no 11º mês,
então ao final de 40 dias Noé abriu a janela que havia feito na arca e soltou um corvo, ele saiu da arca mas ia e voltava, então eu vi vários assim desses comentários, esses pregadores,
essas pessoas que falam assim, não, o corvo foi e não apareceu mais, não é isso que fala, ele ia e voltava, como é que alguém sabe que o corvo estava indo e voltando?
Porque estava voltando, ele não voltou para dentro da arca, porque muitos falam assim, não, como ele gosta de cadáver, ele não voltou mais, não, ele ia e voltava,
e tem até um sentido assim de inquietação, né, e o corvo é muito mais forte do que a pomba, então ele, mas provavelmente ele pousava em cima da arca à noite, sei lá onde que ele dormia,
tinha uns picos nos montes, mas pelo menos assim, tem um movimento de ir e voltar, então ele ia e voltava, enquanto não secavam as águas que cobriam a terra.
Depois, subintêndice até pela linguagem na frente, subintêndice que foi uma semana depois, porque depois ele vai falar assim, ele esperou mais sete dias, então provavelmente aqui também foi sete dias.
Depois soltou uma pomba, agora gente, essa aqui é a parte mais romântica, mais interessante da história, né, porque uma pomba é uma gracinha de uma ave, né, e olha só o que vai acontecer,
depois soltou uma pomba para ver se as águas haviam diminuído sobre a face da terra, mas a pomba não achou, isso aí é muito, isso tem, claro, um significado fora do contexto, que é o Espírito Santo querendo habitar em alguém, não acha ninguém,
então tem, claro, muita simbologia incluída aqui, né, mas então a pomba deu umas voltas por aí, mas não achou, coitadinha, onde posar a planta dos pés, então ela não ficou que nem o corvo indo e voltando.
Ela voltou, porque as águas ainda cobriam a face de toda a terra, então voltou para Noé na arca e o Espírito Santo inspirou uma frase aqui fantástica, né, que Noé estendendo a mão,
Noé segurou, aí recolheu consigo na arca, oh, que gracinha, né, que figura mais maravilhosa, assim, de uma ligação entre o homem e o reino animal e essa figura, assim, da pomba procurando um lugar de descanso e não achando,
e ele abre lá, assim, vem aqui, vem aqui, pode voltar, né, você não precisa ficar, você não precisa ficar a mercê, né, ali fora, assim, você pode ter um lugar, e aí realmente tem a diferença grande entre a pomba e o corvo,
que a pomba, ela não vai num lugar onde tem sujeira, ela não come esse tipo de coisa, então ela realmente não tinha onde ir e ela também não tem, ela não tem a força de um corvo, ela é muito mais fraquinha.
Esperou mais sete dias e tornou a soltar a pomba para fora da arca, a tardinha, a outra vez não fala o horário, então até dá a entender que sim, que foi meio rápido, né, deu umas voltas, não achou onde posar e já voltou para a arca,
a segunda vez fala que foi a tardinha, então ela deve ter voado bastante e ela voltou para ele e trazia no bico uma folha nova de oliveira.
E aí tem duas coisas que os entendidos falam, né, que acho que é importante, porque primeiro assim, né, tem gente que fala assim, né, o monte Ararat hoje, né, ele sabe qual que é o monte, se é o mesmo monte, se é do mesmo jeito, a gente não sabe, mas sabe, e é um monte alto,
mas se você prestar atenção no versículo 4, fala assim, a arca parou sobre os montes de Ararat, então não fala qual, era uma região com vários montes e a gente então não sabe a altura, qual exatamente, qual monte que era e nem altura.
Então, agora, o interessante da oliveira é que a oliveira não cresce em regiões altos de um monte, não vai crescer lá, então vamos dizer assim, que só estava aparecendo um pouco do pico do monte, ela não ia achar uma oliveira.
Por que que a oliveira é significativa? A oliveira também tem vários simbolismos importantes, né, a oliveira da oliva, azeite, unção, representa Israel, o povo de Deus, sei lá, tem vários simbolismos, né, falam sobre paz também,
mas assim, o importante aqui é que a oliveira cresce em regiões mais baixas e outra coisa, mas como assim, se tinha acabado de sete dias depois, não dava tempo para uma oliveira ainda, mas uma oliveira que demora para crescer, não dava tempo sim de uma oliveira brotar e crescer, não, era uma oliveira que já existia e aí dizem que a oliveira aguenta bem embaixo da água por bastante tempo.
Então significa que a água tinha baixado bastante, porque ela pôde ir para uma região mais baixa, mais para o vale e a água já tinha baixado o suficiente pelo menos para ela pegar um ramo de oliveira, só que ela pegou esse ramo e levou de volta para Noé, que é outra coisa muito interessante.
Aí então fala, né, versículo 11, "Então Noé soube que as águas haviam diminuído sobre a terra". Então, o que significa? Pode significar várias coisas, tem diferença entre o corvo e a pomba, mas assim, o que eu acho que é o objetivo aqui é mostrar que Deus ainda não estava falando com Noé.
E que Noé estava angustiado, ele queria saber se dava para sair da arca, se não dava, como é que estava a situação da terra, em que posição que estava a água.
Então ele, por que que ele mandou um corvo? Ele não sabia que o corvo não ia corresponder? Eu não sei responder isso. Uma coisa assim, também interessante para, de fato, sobre aquela época, que quando eles navegavam, como eles não tinham bússola, eles levavam várias aves quando ficavam no mar e não sabiam para que lado ficava a terra,
e soltavam uma ave, acho que não era qualquer uma, né, mas talvez uma que tivesse mais noção, de direção, e aí eles seguiam na direção que a ave sabia, qual a direção que ficava a terra.
Então, alguma coisa assim, ele soltou o corvo, tem essa ideia de uma ave que gosta de cadáver, que não voltou, tem algum contraste aqui, com certeza, e a pomba realmente representou algo muito mais ligado a ele.
Mas a questão toda, que eu acho que assim, uma coisa mais importante, ao meu ver, nessa história e nessa perspectiva, é, não é está angustiado, ele quer saber se dá para sair da arca ou não, só que mesmo depois que ele fica sabendo, ele espera Deus falar.
Então, versículo 12, ele esperou mais sete dias e tornou a soltar a pomba, mas ela não voltou mais para ele, porque ela achou um lugar de descanso, ela achou um lugar que ela podia, então tinha baixado o suficiente para ela sobreviver.
Versículo 13, "as águas que estavam sobre a terra secaram no primeiro dia do primeiro mês", então, primeiro dia do primeiro mês do ano, mas o dilúvio começou no segundo mês do ano anterior, então não tinha dado o ano ainda.
Então, "as águas que estavam sobre a terra secaram no primeiro dia do primeiro mês do ano 601", 601 de quem? De Noé, todas as datas são relativas a...
Então, aqui corresponde a água que veio, começou a levantar a arca, agora reverteu totalmente a água, a arca não desceu para onde ela estava antes, ela ficou parada no monte, mas essa situação foi exatamente revertida porque no primeiro dia, do primeiro mês do ano,
as águas tinham realmente voltado, então não tinha, a terra estava sem a água cobrindo mais, então é a reversão total.
Aí, então, Noé tirou a cobertura da arca, olhou e viu que a face da terra havia secado, mas a ideia é assim, havia secado assim, não tinha água, mas estava muito encharcado ainda.
Aí, versículo 14, "Aos 27 dias", ou seja, quase dois meses depois, quase dois meses, gente, eu penso que os discípulos esperaram dez dias depois que Jesus subiu, eu acho que dez dias é muito tempo, eles não sabiam que iam ser dez dias.
Você sabe que são dez dias, hoje é o primeiro dia, eles não sabiam, ele falou assim, fique esperando até que venha o Espírito Santo, então primeiro dia, segundo dia, eu acho muito tempo esperar sem saber quanto tempo você vai esperar.
E ele também, ele não sabia quanto tempo queria esperar, "Aos 27 dias do segundo mês, a terra estava totalmente seca", então Deus falou, aí Deus falou com ele de novo.
Então essa é a primeira vez que Deus fala, depois que Deus falou assim, "Entra na arca", e ele como um homem obediente, Deus falou assim, "Entra na arca", enquanto Deus não fala, "Sai da arca", ele não sai.
Então Deus falou a Noé, "Sai da arca juntamente com tua mulher, teus filhos e as mulheres e teus filhos, traze para fora todos os animais que estão contigo, de toda criatura, tanto aves como grandes animais, todo animal rastejante que se arrasta sobre a terra para que nelas se reproduzam, frutifiquem e se multipliquem".
Então isso aí vocês lembram que está repetindo como Deus abençoou no sexto dia da criação, Deus criou os animais e abençoou e falou assim para multiplicar e encher a terra.
Então é versículo 18, "Então Noé saiu com ele e seus filhos, sua mulher e as mulheres e seus filhos, todo animal grande, todo animal rastejante, toda ave".
Olha como o texto enfatiza os animais, muita ênfase nos animais, tudo que se move sobre a terra segundo suas famílias, interessante isso também, segundo suas espécies.
Então estava tudo organizado assim, eles foram saindo, tudo segundo suas famílias saiu da arca.
"Então Noé edificou um altar ao Senhor", agora coitadinho, dos animais limpos, "Então Noé edificou um altar ao Senhor, tomou de todo animal limpo e de toda ave limpa".
Gente olha quantos, ele pegou um de cada tipo de animal limpo, não dos outros, tinham muitos outros que não eram limpos.
"Mas tomou de todo animal limpo e de toda ave limpa e ofereceu holocaustos sobre o altar".
É a primeira vez que falo de altar, a gente sabe que teve o altar de Abel, mas lá na história de Abel não uso o nome altar.
Então essa é a primeira vez que fala de altar.
"Então Noé edificou um altar ao Senhor, colocou o versículo 21, o Senhor sentiu o aroma suave e disse em seu coração".
Isso aqui que eu acho interessante, quem que contou o que que Deus estava dizendo no seu coração?
"Deus disse no seu coração, não tornarei a maldiçoar a terra por causa do homem, pois", eu acho que é a tradução melhor assim,
"Apesar de toda a imaginação do seu coração ser má desde a infância, eu não vou mais ferir a terra, nem tornarei a ferir de morte todo ser vivo como acabo de fazer".
Em outras palavras, depois isso aí vai ser assunto da próxima aula, aliança de Deus com Noé e tal, mas é uma coisa interessante de saber que
Deus, claro, Deus sabe de todas as coisas, Ele sabia que apesar de Ele ter apagado todos os seres vivos, começado de novo, isso não resolveu o problema.
Não resolveu o problema. Não vou mais destruir o homem apesar de que, ou seja, eu sei que a imaginação do coração dele continua sendo má.
Como acaba de fazer? "Enquanto a terra durar, não deixará de haver plantio e colheita, frio e calor, verão e inverno, dia e noite".
Então, o mundo vai continuar enquanto não terminar esse tempo presente, o sistema presente que Deus colocou, esse sistema vai continuar.
Ok, então eu quero só agora tirar, não tenho a resposta sobre o que representa exatamente o corvo, sei que a pomba é um símbolo muito forte do Espírito Santo,
tem essa ligação entre Noé e a pomba, tem algo muito claro ali, mas o que me impressionou, que eu quero compartilhar com vocês,
é que o dilúvio, o que eu fiquei olhando, o que enfatiza nessa história? No capítulo 7 enfatiza como as águas foram ganhando, vencendo.
E o que significa as águas? Morte. Então, era o decreto de Deus, Deus falou assim "vou apagar tudo da face da terra", então Deus estava permitindo isso,
mas isso tem um significado que é a morte vencendo. E como nós acabei de falar, o dilúvio terminou e Deus falou assim "nunca mais eu vou fazer isso de novo",
mas isso não foi o fim, não foi o fim da morte, não foi o fim do pecado, não foi a solução final.
Então nós temos toda a história que veio depois disso, mostrando que Deus tinha um plano de redenção e como que Deus vai trabalhar com isso.
Mas eu só queria tomar um tempinho agora pra falar sobre esse, porque esses períodos, existem períodos que podemos chamar de tribulação ou de juízo.
Então assim, o dilúvio foi um período muito grande de juízo, mas assim como Deus mandou fogo em Chofres sobre o estudou Omegomorra, mas não foi o juízo final, mas foi um sinal, vai ser mais ou menos assim.
E cada vez que Deus tratava, principalmente com o povo dele, com o povo de Israel, quando ele falava de juízo, ele falava do dia do Senhor.
Então muitas ocasiões, muitos eventos de juízo na história foram um prenúncio, foram uma sinalização que vai haver um dia de juízo final e que um dia vai acontecer algo não mais com água, mas com fogo.
Então o dilúvio, ao mesmo tempo que ele representa, ele aponta para aquele juízo final que fala em segundo período 3 e outros lugares, mas eu quero, hoje assim, toda essa história do dilúvio me fez pensar bastante sobre períodos de juízo, de tribulação que não são juízo final.
Porque em cada período de juízo nós precisamos, e falamos sobre isso na última aula, da arca, nós precisamos de uma arca.
E vai ter, a gente gostaria de interpretar de outra forma, mas quando a gente lê sobre o Holocausto e mesmo sobre o tempo do ano de 70, quando houve a destruição de Jerusalém,
outras guerras, mas quando você lê alguém que registrou, que descreve como foi, guerras, tribulações, às vezes quando você lê em Mateus 24 vai ter uma tribulação como nunca houve, desde o início do mundo até hoje, até aquela época.
Vai ter uma nova, vai ter um período, uma tribulação maior. Então às vezes a gente fica pensando, pode ter alguma coisa pior do que o Holocausto?
Pode ter alguma coisa pior do que algumas coisas que já aconteceram na história? Mas tem esse período que é falado nas escrituras. Então só alguns textos para a gente fazer essa relação.
Em primeiro lugar eu quero ler com vocês, tem vários textos que falam sobre isso, mas eu quero ler alguns textos que mostram que quando Deus manda juízo, quando Deus mandou juízo em outras épocas,
Ele usa ou a figura de trevas, mas muitas vezes Ele usa a figura de uma inundação, de um dilúvio. Então só para vocês terem uma ideia disso, nós temos Isaías capítulo 8 e versículo 7.
Bom, vamos começar no versículo 5, 8 e 5. E o Senhor voltou a falar comigo, Isaías, dizendo "Já que este povo rejeitou as águas de Siloé", então você tem a água que pode ser uma fonte de vida.
Então "Já que este povo rejeitou as águas de Siloé que correm mansamente e se alegrou com Rezin que é da Síria e com o filho de Remalias, o Senhor fará vir sobre eles as águas do rio",
quando fala "o rio era o rio Eufrates, fortes e impetuosas, isto é o rei da Síria, com toda a sua glória, ele subirá sobre todos os seus leitos e transbordará por todas as suas ribanceiras,
chegará a ajudar inundando até o pescoço e a extensão de suas margens encherá a largura da tua terra, ó Emmanuel". Então isso é uma das descrições que fala de uma invasão, de um juízo e que se assemelha a uma inundação.
Só para a gente entender que essa figura é usada muitas vezes, Deus usa muitas vezes a figura de uma enchente como tempo de tribulação.
Isaías 60 fala sobre, principalmente nós sabemos que no tempo do fim vai acontecer isso, então eu quero fazer um paralelo especialmente com esse tempo de tribulação final que é o que está à nossa frente,
a gente não sabe se está chegando, se vai demorar, mas Isaías 60 fala, versículo 1 "Levanta-te e resplandece, porque é chegar à tua luz, a glória do Senhor nasceu sobre ti, pois as trevas cobrirão a terra".
Então, ou trevas ou águas, a ideia assim, vai ter, a figura da segunda vinda e do juízo final é fogo, mas essa figura de águas, de inundação é usada muitas vezes, inclusive sobre essa tribulação que vem antes do dia do Senhor.
"Pois as trevas cobrirão a terra, a escuridão cobrirá os povos, mas o Senhor resplandecerá sobre ti, e sobre ti se verá a sua glória".
Eu vou ler mais uma em Jeremias só para confirmar isso, Jeremias 46, versículo 7, Jeremias 46, 7 "Quem é este que vem subindo como nilo, como rios cujas águas se agitam?
O Egito é que vem subindo como nilo, como rios cujas águas se agitam, e ele diz subirei, cobrirei a terra, destruirei a cidade e os que nela habitam".
Então são, tem várias outras, vários outros textos que vão comparar essa, assim, ou algum tempo que já aconteceu no passado, ou algum tempo no futuro, agora vamos ler um Ezequiel que fala do futuro, que fala assim desse último tempo de tribulação sobre, inclusive sobre o povo de Israel.
Ezequiel 38 que fala sobre aquela guerra final de Gog e Magog, ele vai usar também essa mesma figura, Ezequiel 38 e ele está falando sobre essa nação de Gog, ele fala sobre vários, tem muitas especulações, é a Rússia, é o Irã, é a Turquia, sei lá, tem várias ideias sobre quem que é esse povo aqui,
importante que aqui está falando sobre um tempo final, se só para vocês se situarem, Ezequiel, esses últimos capítulos de Ezequiel, ele está falando muito sobre restauração, Ezequiel está no cativeiro, então, mas ele está falando sobre um tempo de restauração e tem o capítulo, qual capítulo que vem antes de 38? Vamos ver quem sabe, 37, né?
O capítulo que vem antes de 38, que é 37, mas todo mundo sabe o que que tem em Ezequiel 37? Vocês lembram que é um capítulo muito, muito famoso, né?
Que é a visão do vale dos ossos secos e ele já tinha, assim, 36, então voltamos, só porque isso aqui nem sempre faz uma sequência, mas essa sequência de Ezequiel é bem interessante, porque Ezequiel 36, ele está falando sobre como Deus vai reunir o seu povo de todas as nações da Terra e trazer de volta para Israel e vai fazer uma nova aliança com eles.
E aí 37 fala do vale dos ossos secos, que, qual falé, a gente pode tirar aquilo do contexto, a gente pode, quantas pregações você já ouviu sobre o vale dos ossos secos, né?
Falando sobre o que Deus fez no tempo agora da renovação, do batismo do Espírito Santo e que primeiro os ossos vão encontrando o seu lugar, depois Deus vai formando o seu exército, tudo bem, tem uma aplicação muito boa sobre isso, mas na verdade essa profecia foi dada para o povo de Israel e tem algo muito significativo que tem relação com o que Deus vai fazer com Israel e está fazendo, né?
Já. Então ele fala, 36, vou trazer vocês de volta para a Terra, vou fazer uma nova aliança, ele não usa essa expressão, mas ele fala de uma nova aliança, tirar o coração de pedra, colocar o coração de carne, ele vai, isso, Deus já está, já tem trazido, já faz décadas que Deus está restaurando Israel, mas eles não têm um novo coração, não têm essa renovação da nova aliança.
E em 37 ele fala assim, os ossos secos vão reviver, então esses ossos que foram reunidos de todas as partes da Terra voltam para Israel, mas lembra, né?
Ele faz uma primeira profecia para os ossos e dá aquela barulheira, os ossos batendo um contra o outro, achando o seu lugar, e aí tem os ossos, tem o esqueleto, tem a carne, tem os nervos, tem os tendões, tem a pele, mas não tem vida.
Aí ele fala assim, profetiza de novo ao vento, profetiza para o vento, então o ruac de Deus, o vento de Deus, o Espírito de Deus vai fazer com que esse povo que voltou para a Terra tenha vida, vida em Deus.
Agora, a gente não sabe exatamente assim, quando a gente começa a tentar fazer uma sequência, a gente realmente não sabe, eu não tenho nenhuma presunção de achar que eu sei a sequência.
Mas, nessa sequência, ele fala no capítulo 38, que nós estamos olhando agora, é o capítulo que ele está falando, depois da nova aliança, depois dos ossos secos reviverem, ele fala assim, agora vocês estão na Terra, e aí vai ter uma coalizão, uma ligação de nações liderados por Gog, que pode ser o anticristo, sei lá.
Assim, vai ter uma reunião de nações, e aí, capítulo 38, versículo 10 diz o seguinte, "Naquele dia terá os projetos ambiciosos", ele está falando com esse chefe Gog, que vai reunir essas nações, "Naquele dia terá os projetos ambiciosos no coração e maquinarás um plano maligno.
Saberás, subirei contra a terra de povoados, atacarei os que estão tranquilos, os que vivem em segurança, onde todos moram em lugares sem muros, nem trancas, nem portas, a fim de tomar o despojo, arrebatar a presa e levantar a mão, etc, etc."
Aí, versículo 15, ele fala, "Virás o teu lugar lá do extremo norte, tu e muitos povos contigo, montados todos a cavalo, uma grande multidão, exército numeroso, subirás como uma nuvem contra o meu povo Israel, para cobrir a terra.
Nos últimos dias, eu te trarei contra a minha terra, para que as nações me conheçam, quando eu manifestar minha santidade dante seus olhos."
Então, ele descreve aqui um acontecimento antes da vinda do Senhor, porque se você ligar esse texto com vários outros, principalmente em Zacarias, que também fala de todas as nações virem contra Israel, e que vai ter um momento em que realmente não vai ter chance nenhuma.
Então, o que eu estou querendo que vocês façam um paralelo agora?
Tem vários maneiros que você pode pensar nesse dilúvio, nessas águas que em Gênesis 7 estavam subindo, subindo.
Uma das maneiras mais fáceis de aplicar é a maldade, o pecado, a mentalidade.
Eu tenho conversado, a gente está sempre conversando isso, mas isso tem me impactado muito nos últimos dias, até conversando com alguém que não é propriamente da igreja, falando "o que está acontecendo na nossa sociedade?"
"O que está acontecendo com essa geração?"
"O que está acontecendo na educação?"
"O que está acontecendo na sociedade em geral?"
Você sente que essa imagem que Gênesis 7 descreve, das águas subindo e ganhando, e ganhando, e ganhando, é essa ideia de que a morte vai avançando, a morte vai avançando.
E se nós não tivermos uma arca para entrar, ninguém, ninguém, Jesus falou sobre isso em Mateus 24, eu não vou ter tempo de ler todos os textos, mas em Mateus 24 ele fala assim, "se não abreviasse aqueles dias, ninguém seria salvo."
A iniquidade vai chegar a um ponto e a gente sente que isso está acontecendo.
Você sente, na geração mais nova, quanta investida, quanta coisa que está vindo contra cada um, e a gente percebe isso.
E outra aplicação, uma é a maldade avançando, avançando, avançando, e chegando ao topo das montanhas, não consegue mais respirar, essa é a imagem que está trazendo.
E a outra é esse dos exércitos, os exércitos vindo contra Israel, e Zacarias descreve que nesse momento que as águas estão subindo e vai realmente apagar tudo lá, é nessa hora que Jesus vai voltar para salvar o seu povo.
Então são essas imagens que traz. Mais um texto meio obscuro, mas acho que é importante ler, em Daniel 9, quando ele fala das 70 semanas, eu não vou explicar nada sobre as 70 semanas.
Mas aqui Daniel queria saber, Daniel estava orando, estava em Babilônia, estava no fim do cativeiro, ele estava orando e trazendo diante de Deus a promessa de que o cativeiro ia durar só 70 anos, só acabaram 70 anos.
Então ele estava orando e ele falou que queria saber como que seria o final, ele queria saber como que vai ser o livramento, o que vai acontecer no futuro.
E aí ele recebe essa visão, essa revelação das 70 semanas que leva até o fim. Então eu só queria que vocês vissem essa parte final do capítulo 9, versículo 26 e 27.
Que ele fala "Depois de 62 semanas o ungido será tirado". O que a gente entende que isso está falando o ungido, que era o messias, então ele fala sobre o tempo que levar para chegar ao tempo do messias, mas esse messias vai ser tirado, já não estará.
E aí ele fala "E o povo do príncipe que virá, pode estar se referindo a Roma que veio destruir Jerusalém depois, no ano 70, mas o povo do príncipe que virá destruirá a cidade e o santuário e o seu fim será com uma inundação".
Eu queria que vocês, a ideia é só vocês entenderem que a tribulação, tempos de juízo ou mesmo de tribulação, a tribulação não é necessariamente um castigo, mas é um tempo em que Deus está apurando, em que Deus está trabalhando.
O dilúvio não era um castigo para Noé, o dilúvio tinha que vir, mas Noé estava dentro da arca, então vem como uma inundação. "Até o fim haverá guerra e estão determinadas asolações", e depois no versículo 27 ele também fala "Na metade da semana fará acessar o sacrifício e oferte sobre a asa das abominações virá o assolador".
Então tem muitos detalhes, coisa que essa profecia é muito complexa, muito enigmática, mas a ideia que eu quero descrever para vocês é esse tempo de tribulação e esse tempo em que vai haver uma grande inundação.
Apocalipse 17, eu não vou ler lá, fala que a grande Babilônia, no fim está sentada sobre muitas águas, e as águas são nações e povos.
Então tudo isso aí fala a respeito de um tempo antes do final, que nós falamos na última aula, sobre o fogo, nós precisamos ter uma arca, nós precisamos achar a arca.
A arca no tempo de Noé era algo que podia resistir a água, porque o elemento que ia destruir até seria água. Como o elemento agora, tanto espiritual como pode ser até literal, mas o elemento no final será fogo, nós precisamos achar uma arca, nós precisamos achar uma proteção que resista o fogo.
E ele fala sobre isso, sobre não construir com madeira, fena e palha, porque a gente precisa ter uma construção feita com ouro, prata e pedras preciosas que resistem o fogo.
E eu estava lembrando também da parábola de Jesus, que ele também fala, lembra no final do sermão no monte? Alguém lembra qual foi a última coisa na sequência de Mateus? Mateus 7, sim. Qual foi a última parábola que Jesus contou?
Depois que ele ensinou o sermão do monte, ele conta uma parábola sobre duas casas, uma feita na areia e outra feita na pedra. E o que vai acontecer com essas duas casas, com as duas?
Vem uma enchente, vem um dilúvio, então vem a chuva, vem a enchente e vai atacar. Então é mais uma confirmação sobre esse tempo de tribulação, esse tempo de, então a gente tem que trabalhar com as duas figuras.
Tem a enchente, tem a água, Apocalipse 12 fala que a mulher vai fugir e que Satanás lança uma enchente de água para pegar a mulher.
Então tem essas figuras em vários lugares falando sobre uma enchente que vai ameaçar trazer morte através da inundação. Então a ideia é a seguinte, nós precisamos achar, nós precisamos ter uma proteção.
E para vocês não ficarem muito tristes, vamos lá para Isaías 43, porque a gente vai falando essas coisas, parece que vai dando uma melancolia sobre todo mundo.
Mas nós temos, como nós lemos em Isaías, tem vários outros lugares que falam sobre isso, que simultaneamente, simultaneamente, enquanto tem essas enchentes inundando a terra,
enquanto tem, outro texto que eu não estou lendo agora assim, mas é segundo Tessilandes, tem esses dois, que fala que o dia do Senhor não virá enquanto não tiver um tempo de apostasia, que o homem do pecado vem.
As pessoas que não amam a verdade, acho que é muito atual isso, a gente precisa amar a verdade e a verdade pode doer, a verdade não é o que defende a minha teoria, a verdade não é o que dá certo com o que eu penso.
A verdade é a verdade e a gente precisa achar a verdade, mas como achar a verdade com tanta notícia falsa? Eu vi umas pessoas, irmãos assim falando, tudo bem, eu também acho que tem muita coisa que não dá para confiar,
mas eu não posso mais assistir nada na televisão, está tudo errado. Gente, nós vamos então dizer que a gente não tem capacidade mais de avaliar se uma notícia é verdade ou não é, a gente não pode ouvir, quem está falando que não pode ouvir nada?
Eu não posso assistir, está tudo errado, todas as notícias são, como é que fala, tem um filtro, tem um viés, eu não posso assistir nada, está tudo errado.
Alguma coisa, alguém está ouvindo, ninguém vai ficar no mundo hoje sem ter alguma fonte de informação e às vezes nós condenamos, criticamos as fontes de notícias e eu acho que tem que ter muito cuidado com isso, claro,
mas às vezes nós criticamos as fontes, mas nós temos a nossa fonte, é mais ou menos como o Facebook, você exclui todo mundo que você não gosta do que fala e você só vai ouvir as pessoas que falam a mesma coisa.
Então, como que é, como que é, assim, até o Google já começa a fazer um perfil para você e quando você faz uma pesquisa ele já põe o que você quer ouvir, gente, nós temos que ir contra isso, nós não podemos ir só naquilo que a gente gosta de ouvir.
Então, mas eu falei isso sim, porque segundo o Testemunho das ciências 2 fala muito forte isso, que quem não ama a verdade, Deus envia um espírito de engano, então Deus proporciona, você quer ouvir isso, né, e aí a gente tem todas as mídias que ajudam a gente nisso, né,
você quer ouvir isso, eu vou trazer para você as opiniões, as notícias, eu vou proporcionar para você, para você ouvir o que você quer ouvir.
Então, nós precisamos amar a verdade, a verdade pode ser exatamente o contrário daquilo que eu gostaria de ouvir, pode ser exatamente o contrário da minha teologia, da minha teoria, das minhas ideias, né.
Então, nós precisamos ter realmente uma proteção, nós precisamos ter uma proteção, a proteção, a marca da besta, a marca daqueles que são selados, a gente sabe que é uma marca interior, é uma marca no coração,
Noé teve a marca porque ele realmente assim, o que Deus fala e mais nada, então eu descrevi, eu entendi que essa história de Noé no capítulo 8 é para mostrar o drama de Noé.
Noé passou por uma situação terrível, né, mas ele tinha que esperar em Deus, ele tinha que esperar a voz de Deus e essas aves acho que representam aspectos assim,
que eu posso depender assim do corvo, posso depender da pomba, quem que vai me trazer a verdade, onde que eu vou realmente receber a verdade, mas então aqui em Isaías 43 tem uma promessa para nós.
Mas agora, versículo 1, mas agora assim diz o Senhor que te criou, o Jacó e que te formou, ó Israel, não temas porque eu te salvei, chamei-te pelo teu nome, tu és meu, quando passares pelas águas eu serei contigo.
Então ele está falando sobre inundações, ele está falando sobre esses períodos, quando passares pelas águas eu serei contigo, Deus estava com Noé, ele não estava ouvindo a voz dele durante aquele ano dentro da arca, mas Deus estava com ele.
Quando passares pelos rios eles não te farão submergir, quando passares pelo fogo, então aqui a gente tem a promessa da água e do fogo, quando passares pelo fogo não te queimarás nem a chama arderá em ti, porque eu sou o Senhor teu Deus, o Santo de Israel teu salvador.
Ok? E só um último pensamento, voltando para o nosso esboço aqui, bom, só se eu deixei de falar alguma coisa, na letra D, esse tempo do dilúvio, então ele é uma figura, ele anuncia que assim como chegou, a situação chegou aquele ponto no tempo de Noé,
vai estar chegando já e vai chegar a um ponto que Deus vai ter que fazer alguma coisa, e temos falado bastante sobre isso, que para Deus fazer uma nova criação, para Deus fazer algo novo, precisa ter essa limpeza, precisa ter essa purificação.
E essa purificação, ela precisa acontecer em nós, então a arca hoje não é uma coisa tão externa, eu acho que tem muito a ver com o que Deus está fazendo de comunidade, ligação no corpo, a arca não é individual, Deus não tem uma arquinha para cada um de nós.
Então, tem algo coletivo, mas muito mais, claro, muito mais do que uma coisa externa, não vai ter uma arca, não vai ter um, o que seria assim, o que pode ser feito assim que resiste o fogo, não vai ter uma nave, sei lá, algo feito que a gente possa ficar dentro dela e resistir o fogo, mas essa resistência ao fogo é algo espiritual, é algo dentro de nós, que precisa acontecer.
Então, esse tempo virá, nós precisamos dessa proteção, então eu coloquei aqui as ondas de maldade, são como águas do dilúvio, representam o tempo do anticristo, assim, já é, as águas já estão subindo, então é só, a ideia não é assim que nós somos vencidos.
Tem vários lugares em Daniel, em Apocalipse, que fala que Deus permitiu que o anticristo vencesse os santos, e é o negócio de, nossa, Deus vai deixar os santos serem vencidos, mas é vencido no sentido exterior, no sentido de morte física, não é vencido, ele não vai vencer aqueles que realmente têm a sua marca.
Então, esse tempo, esse processo das águas prevalecerem, isso é um processo que está acontecendo, isso é um resultado da queda.
O que o dilúvio mostra, que foi a primeira vez que isso aconteceu no tempo de Noé, foi que o resultado do pecado é progressivo, o pecado não é uma coisa estática, não para.
Então, esse processo do pecado, ele desenvolve, ele continua, e vai chegar a um ponto que Deus não vai poder tolerar mais.
Mas, ao mesmo tempo, Deus está fazendo a arca, ele está produzindo não um Noé, mas uma geração de Noé, que vai andar na presença dele, que vai ser visto por ele como pessoas que ele vai poder habitar, mas nós precisamos da proteção, e não sei qual vai ser a nossa pomba, não sei como é que nós vamos saber.
Mas, assim, eu fiquei imaginando muito nessa história assim, quando você está passando por uma tribulação, a primeira coisa que você quer saber é assim, isso vai até quando? Quando que vai acabar?
Então, é por isso que Noé estava sempre querendo, como que nós vamos saber? Mas nós precisamos de perseverança e de confiar em Deus.
E a saída, letra E, a saída da arca, ela é um símbolo, assim, aqui, como eu falei assim, não, a gente fica muito claro que a solução final não tinha chegado naquela época, mas essa saída da arca é uma figura da ressurreição.
Então, fica, você fica, nós vamos estar numa arca de Deus durante a tribulação, mas quando terminar, a gente vai estar sempre falando assim, Deus, até quando? Deus, até quando?
Mas quando chegar ao final, quando Jesus voltar e falar assim, pode sair da arca, vai ser a ressurreição, e aí ele faz voltar, Deus sente um cheiro suave, nós vamos falar sobre isso mais na próxima aula,
sobre a aliança dele, mas vai ter um cheiro suave, e eu só queria se lembrar, a gente deve voltar nisso, que os dois primeiros sacrifícios que falam na Bíblia, né?
Tem o sacrifício de Abel, Deus aceitou o sacrifício de Abel e não de Caim, não tem nenhuma menção no sacrifício, na história de Abel, que ele estava oferecendo pelo pecado.
Ele pode ter sentido isso, o significado que Deus olhou para o sacrifício dele e não para Caim, pode ter muito a ver com a questão do sangue, mas eu quero dizer assim,
na história de Gênesis 4 não fala nada sobre o pecado, fala assim que no fim de um tempo Abel quis levar um presente para Deus e Caim quis levar um presente para Deus.
Então, é claro que o pecado é um fator central na Bíblia, nós precisamos da redenção dos pecados, mas esse primeiro altar na Bíblia que fala também de um sacrifício de Noé,
também não fala que foi por causa do pecado, e a Bíblia fala assim de sacrifício, Hebreus 13, por exemplo, fala assim, o sacrifício agradável a Deus é um coração grato,
é um sacrifício de louvor, então eu só queria sim chamar a atenção para esse fato, sem de que o cheiro suave, não estou menosprezando a importância do sangue por causa do pecado,
mas que esse sacrifício que Noé ofereceu para Deus, depois que saiu da Arca, e que Deus sentiu um cheiro suave, e em Noé, mesmo Deus sabendo, Deus fala ali,
lógico, Deus não é ingênuo, ele sabe que não resolveu o problema, mas ele olha para Noé, isso tem lógico uma prefigura de Jesus também,
que ele olha para Noé, ele olha para o sacrifício e fala assim, nunca mais eu vou destruir, ele recebe, ele aceita toda a raça humana incluída em Noé,
representado por Noé, mas o sacrifício, embora tivesse sangue, e claro que tem relação com o pecado, mas o foco ali é Noé grato a Deus,
você não imagina assim, imagina Noé saindo da Arca, e eu quero então terminar lendo em Malaquias 4, porque tem uma descrição do que vai acontecer no fim,
Noé saindo da Arca e dizendo assim, puxa, um ano o senhor preservou, saímos, estamos na terra, estamos recomeçando,
e eu não enfatizei o tanto que eu queria assim, eu acabei passando por várias coisas, mas esse Espírito que Deus mandou sobre as águas,
tanto em Gênesis 1 como Gênesis 8, é o Espírito da Recriação, eu não sei você, mas eu tenho, assim, a minha mente, por exemplo,
você pegar Lázaro morto 4 dias e Jesus ressuscitar, já é demais a conta, agora Jesus ressuscitar, Deus ressuscitar, quem está apodrecido na terra faz milhares de anos,
gente, ele ressuscitar o corpo, ele não está criando um outro corpo, claro que é uma criação, mas sei lá, ele está ressuscitando, é aquela pessoa,
então o juízo, a destruição do dilúvio é uma coisa terrível, mas pense, Deus é o Deus da Recriação, tanto é que eu dei o título desse esboço assim,
o poder da Recriação, porque veio essa água prevalecendo, prevalecendo, vencendo, a água venceu, subiu acima do topo do monte mais alto,
então a morte venceu, com permissão de Deus, mas é a morte vencendo, então a história da redenção em Apocalipse 21, 20, 21 é a morte vai acabar,
a morte será atragada, Deus vai agir numa Recriação que não vai ter mais morte, gente, isso é fantástico, isso é tremendo,
porque em Malaquias fala, capítulo 4, versículo 1, diz "O Senhor dos exércitos, aquele dia virá", então aqui a gente sabe que é o último dia,
porque estamos falando sobre fogo, "aquele dia virá, abrasador como fornalha, todos os presunciosos, todos os que cometem maldade serão como palha,
dia que virá, os queimará, não sobrará raiz nem ramo", então isso é triste, "mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça,
trazendo cura nas suas asas, e vós sairéis e saltareis com o bezerro soltos no curral".
Então eu queria terminar que essa é a descrição que faz paralelo com "não é saindo da arca", "não é saindo da arca para uma nova criação",
aqui está descrevendo o dia que nós vamos passar pelo fogo e vai ter uma nova criação, e aí a gente vê aquela descrição de Pedro,
aqui tem os teus elementos derreterão, tudo vai ser, mas ele vai recriar, então vai ter uma purificação total, não é como essa,
a água trouxe isso em medida, mas não foi uma coisa completa, tem algo que virá, que é mais completa, mais perfeita e que vai introduzir a nova criação.
Amém? Senhor, nós sabemos que tem muita coisa pela frente, sabemos, ó Deus, que vêm grandes inundações,
que esse processo nós precisamos enfrentar, precisamos entender que existe um processo de morte, de inundação, de maldade,
o estéril, da iniquidade, tomando conta do mundo, mas ó Deus, nós queremos a Tua proteção e queremos olhar para o poder da recriação, Senhor,
para o poder que o Senhor tem de, quando o Senhor fala "novos céus e nova terra", na verdade, assim como o corpo que o Senhor ressuscita,
o Senhor está falando que vai renovar, que vai recriar essa terra com purificação total, e isso que nós esperamos, nós cremos no Teu poder,
cremos no Teu poder para nos proteger, cremos naquilo que o Senhor tem para nos mostrar da arca, da proteção,
de passar pelo fogo antes do dia para que naquele dia o fogo não nos atinja e queremos realmente que o Senhor faça uma obra completa em nós
e no Teu povo nós estamos aguardando um grande mover do Teu Espírito em toda a terra para que haja uma grande multidão se refugiando em Ti, Senhor,
para esses últimos dias. Em nome de Jesus te falamos, te pedimos e te agradecemos. Amém.

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