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Aula 56 – Gênesis – O sinal da aliança

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O GÊNESIS

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Muito bem, estamos aqui prontos para iniciar mais uma aula no livro de Gênesis.
Estamos no capítulo 17, desde a aula passada também, estávamos nesse capítulo 17 de Gênesis.
Estamos falando sobre a confirmação da aliança de Deus com Abrão.
Nós já vimos uma visão mais ou menos geral do capítulo todo,
e hoje nós vamos falar especificamente sobre o sinal da aliança, que é o tema principal aqui deste capítulo.
Vamos orar, vamos pedir que o senhor revele para nós e que nós possamos também andar dentro de uma aliança,
conhecer o relacionamento com Deus como Abrão, porque ele não teve uma experiência que seria única só para ele.
Ele iniciou um caminho que seria o caminho de todo o povo de Israel, mas também de todos aqueles que fariam parte do povo de Deus em todas as épocas.
Senhor, nós estamos aqui diante da Tua Palavra, mas ainda estamos aqui na Tua Presença, diante do Senhor, o mesmo Deus,
que falou com Abrão há tantos séculos, há tantos milênios, ainda é o mesmo Deus, ainda é a mesma aliança, ainda é o mesmo caminho.
O Senhor tem o mesmo propósito, o Senhor quer fazer com todo o povo, com cada um de nós individualmente, mas também com o Teu povo como todos.
O Senhor quer fazer isso, dar continuidade, completar aquilo que foi iniciado com Abrão.
Por isso que nós estamos aqui, Senhor, pesquisando, cavando, desejando entender o que realmente aconteceu aqui,
como nós podemos aplicar isso na nossa vida, como nós podemos entender aquilo que o Senhor já fez conosco, mas também como nós podemos aprofundar,
como o Senhor estava sempre aprofundando a aliança com ele, nós queremos que a Tua aliança conosco seja um relacionamento dinâmico,
um relacionamento crescente e que realmente nós possamos entrar em algo mais profundo, como isso que nós estamos estudando e lendo aqui.
Ajuda-nos, abre os nossos olhos, mas mais ainda o nosso coração, para entender e para caminhar contigo.
Esse é o nosso pedido, em nome de Jesus. Amém.
Então, se você ainda tem o esboço que nós demos na aula passada, é o mesmo esboço a respeito aqui do capítulo 17 de Gênesis.
Nós vamos comparar um pouquinho com o capítulo 15, porque no capítulo 15 relata como Deus fez uma aliança com Abrão.
Então, o que ele está fazendo aqui no capítulo 17, se ele já fez uma aliança? Será que tem que refazer? Será que a aliança que foi feita no capítulo 15 não era válida ainda?
Claro que era, e nós estamos procurando entender, temos procurado falar como o relacionamento de Deus com Abrão foi algo crescente.
Não estava no mesmo nível, eles não chegaram num determinado nível e pararam ali, estavam sempre... Deus estava desenvolvendo algo.
E quando a gente olha a vida de Abrão, nós podemos entender, nós podemos observar que ele não fez muitas coisas diferentes, ele não realizou obras, ele não conquistou a terra.
Ele teve que esperar muito tempo para ter o filho. Então, o que Deus estava fazendo com Abrão realmente era construir um relacionamento.
E isso torna Abrão o pai da fé de todos nós, porque a salvação, a nova aliança, aquilo que nós as vezes colocamos até como, sei lá, um tipo de um objeto, eu ganho salvação, eu ganho a vida eterna, como se fosse algo, uma possessão, mas na verdade é um relacionamento dinâmico e vivo com Deus.
Então, só relembrando alguns aspectos, eu coloquei aqui para iniciar algumas coisas que a gente pode observar nesse capítulo.
Eu gosto muito de ver dentro de uma passagem, dentro de um trecho da palavra, aquilo que é enfatizado, aquilo que é repetido quando tem uma palavra, quando tem um tema, quando tem alguma coisa que recebe uma ênfase maior, é porque Deus realmente está querendo mostrar, é aquilo que Ele está mostrando naquela passagem.
Então, olhando aqui, eu coloquei aqui algumas palavras chaves que formam temas, que são enfatizadas.
Multiplicação, está no versículo 2, quando Deus fala "firmarei a minha aliança entre mim e Tite e multiplicarei extremamente", então é multiplicação e é multiplicação numa grandeza enorme, e isso tem a ver com o capítulo 15, com a aliança que Deus fez no capítulo 15,
porque lá nós lemos como Deus era de noite, como Deus chamou Abrão para fora da sua tenda e mostrou para ele o céu estrelado e falou "assim será a tua descendência".
Para ter uma descendência como as estrelas, é claro que é uma figura, mas é um número que não dá para contar, não dá para calcular, não dá para contabilizar, então Deus está falando com Abrão sobre uma multiplicação que não é nem se tornar uma grande nação.
Ele não tinha falado isso em Gênesis 12, no primeiro chamado, ele falou "vou fazer de você uma grande nação", mas aqui em Gênesis 17, ele fala "vou te multiplicar extremamente", eu não vou olhar todas as vezes que ele fala aqui, mas eu coloquei, são cinco vezes que ele fala sobre multiplicação,
e no versículo 6 ele fala "farte e frutificar sobre maneira", então é frutificar, multiplicar, a mesma coisa, "de ti farei nações e reis sairão de ti", voltando no versículo 4, ele fala "serás pai de muitas nações", então não é apenas uma nação.
Imagine, Abrão vai se tornar, vai ser pai de uma nação, mas Deus está falando assim "não, não é de uma nação, é de muitas nações", então essa primeira coisa é a multiplicação, e essa foi a bênção original em Gênesis 1, quando Deus criou o homem e a mulher,
ele falou com os animais também para se multiplicarem, para encherem a terra, mas ele falou com o homem e a mulher, ele abençoou, Deus abençoou esse primeiro casal e falou que era para eles se multiplicarem, para eles encherem a terra, para eles serem muitos descendentes,
então veio o pecado, veio o dilúvio, a morte, vem esses resultados do pecado que são o contrário da bênção, e Deus está chamando Abrão aqui para receber novamente essa bênção original que Deus tinha dado a Adão,
então isso é uma coisa muito importante para entender, Deus não é Deus de um grupinho seleto, de um grupinho pequeno, a ideia sim de que Deus só ama, no Antigo Testamento ele só amava Israel, ele não ligava para outras nações,
os judeus passaram a ter uma ideia assim de que só eles eram santos e eles não podiam nem comer com os gentios, e era muito estranho para eles a ideia de que algum gentio pudesse entrar na bênção e receber o relacionamento com Deus, a aliança com Deus,
fez os dois falas sobre como os gentios antes eram longe de Deus, longe das alianças, distantes de tudo, mas Deus não queria isso, Deus queria realmente a multidão de nações, encher a terra, alcançar todos os povos, ser uma bênção a todas as famílias da terra,
então nós precisamos realmente entender esse coração de Deus, isso é um ponto muito importante, eu parei um pouquinho aqui, porque é um ponto importante aqui a questão da multiplicação,
mas todas essas outras palavras são, eu não vou tomar tempo para apontar aqui no texto, mas ele fala 13 vezes sobre aliança, então é um capítulo que enfatiza muito aliança, mais do que talvez qualquer outro capítulo na Bíblia,
eu acho sim de ter num trecho só falando tanto sobre aliança, então eu não comparei, não sei se é qualquer lugar na Bíblia, mas é um dos lugares com certeza que mais fala sobre aliança,
no capítulo 15 foi a primeira vez que falou que Deus fez uma aliança com Abrão, mas aqui essa palavra aliança é muito enfatizada, na verdade que ele está confirmando a aliança que ele já tinha feito,
mas ele está enfatizando muito a questão da aliança que é o tema central, é a palavra que é mais repetida, e em 13 vezes ele fala sobre aliança, mas 4 dessas 13 vezes ele fala que é uma aliança eterna,
então isso também é um aspecto, Deus não está fazendo uma aliança, um acordo temporário, isso aqui não é uma coisa passageira, Deus não está interessado em algo que vai durar pouco tempo,
ele está realmente querendo, Deus estava iniciando com Abrão, algo Deus estava certo do que ele queria, Deus sabia quem ele tinha escolhido, e ele está dizendo essa vai ser uma aliança eterna,
não é uma coisa que vai depois ter que refazer e desfazer, mas isso é uma aliança eterna, e para ser uma aliança eterna é claro que vai ter uma ênfase sobre outras gerações,
então 7 vezes ele fala para as futuras gerações, nas suas gerações, como que vai ser uma aliança eterna, Abrão não vai durar para sempre, então para ser uma aliança eterna teria que passar de geração em geração,
então nós vamos ver como seria passado de geração em geração, isso talvez seja um dos pontos principais desse capítulo, vocês podem notar que tudo é entreligado,
para ser uma aliança eterna, ou melhor para ter multiplicação tem que ser uma aliança que vai alcançar as outras gerações, se fosse uma aliança só no tempo de Abrão, ou mesmo que fosse para duas ou três ou cinco ou dez gerações,
se fosse uma coisa limitada não teria essa multiplicação, a multiplicação é possível por causa da passagem de geração em geração,
e uma coisa também muito central aqui, 12 vezes, aqui eu coloquei assim "eu farei", são vários verbos, eu coloquei "eu farei" como um exemplo, mas a ideia que ele fala 12 vezes,
ele está dizendo "eu estabelecerei", "eu mudarei seu nome", "eu serei o Deus de todas as gerações", "eu vou continuar sendo Deus de todas as gerações",
então ele fala 12 vezes sobre aquilo que ele vai fazer, então isso é algo que realmente chama bastante atenção, eu vou até, eu ia talvez colocar isso mais no fim,
mas acho que eu vou mostrar essa comparação com Gênesis 15 aqui, Gênesis 15 e Gênesis 17, porque eu acho que vai ser mais fácil a gente entender através dessa comparação,
aqui nessa primeira coluna aqui é Gênesis 15, na outra coluna aqui Gênesis 17, é a mesma aliança, quando Deus começa falando com Abrão,
ele fala "eu estou estabelecendo minha aliança, estou confirmando minha aliança", acho que eu já mencionei isso, mas esse tipo de situação me lembra bastante de casais que fazem até uma cerimônia,
entram na igreja quando fazem 50 anos de casado ou algum número muito significativo, até antes 25 anos de casado, as vezes os casais fazem uma renovação dos votos,
entram na igreja, fazem uma cerimônia, recebem a bênção dos pastores de Deus, então o que Deus está fazendo, porque entre Gênesis 15 e Gênesis 17,
entre os dois, as duas ocasiões, tem um período de 14 a 15 anos, não sabemos exatamente a data de Gênesis 15, mas logo em seguida vem Ismael e depois do nascimento de Ismael passaram-se 13 anos aqui no capítulo 17,
então se incluir a gestação de Ismael e talvez algum tempo antes, estão em números redondos, algo em torno de 15 anos entre as duas ocasiões,
então Deus fez uma aliança com Abrão no capítulo 15 e no capítulo 17 ele está renovando e ele vai colocar especificamente um sinal desta aliança,
mas eu só queria simprar o título de comparação, o que Deus fez em Gênesis 15? Ele lembra que Abrão, Deus começou falando "Abrão, eu sou seu escudo e seu galardão",
e Abrão perguntou "Tá bom, o Senhor é meu galardão, mas eu não tenho filho, como que fica isso?" Abrão não era tão espiritual para dizer "Tudo bem, eu não preciso ter filho, não preciso acontecer nada comigo, eu tenho o Senhor, o que mais que eu preciso",
mas ele realmente tinha recebido a promessa de Deus, então Deus falou assim "Eu sou seu galardão", ele queria saber o que significava isso, como que é realmente o galardão que ele ia ter em termos práticos de um filho,
então Deus deu a ele a promessa do filho de novo, confirmou a promessa do filho, falou "Você vai ter um filho, o seu herdeiro não vai ser um servo", e não só você vai ter um filho, mas ele levou Abrão para ver as estrelas do céu,
e para dizer a sua descendência, você não vai ter apenas um filho na sua vida, durante o período da sua vida, mas esse um filho vai ser um caminho para uma descendência numerosa, como as estrelas do céu,
e depois, então essa foi a primeira parte, depois Abrão perguntou sobre a terra e a terra, como é que eu vou saber que essa terra vai ser minha, e aí Deus fez uma cerimônia,
Deus pediu a Abrão para cortar os animais, fazer uma passagem no meio das metades dos animais, e normalmente para fazer uma aliança é entre as duas partes,
então teria que ser Deus e Abrão, os dois estão fazendo aliança, os dois teriam que passar no meio dos animais, porque a ideia era, se um falhar, se um não cumprisse a parte da aliança,
então teria que acontecer como aconteceu com aqueles animais, teria que ser morto, mas Deus passou sozinho entre os animais sacrificados, então é a parte de Deus,
então Deus prometeu o filho, Deus prometeu a terra, e Deus fez uma aliança com Abrão, mas ele passou sozinho entre os animais, então foi algo unilateral,
Deus estava fazendo tudo, a parte dele e de Abrão também, ele estava se responsabilizando, porque essa passagem, talvez eu não tenha falado isso na aula sobre Gênesis 15, mas essa passagem entre os animais houve trevas,
Abrão sentiu trevas, Deus fez acontecer algo ali que apontava para a cruz, porque quem passou pela morte, ou seja, quem pagou o preço de não ter cumprido a aliança foi Jesus,
então por isso que Deus passou aqui com Abrão entre os animais, mostrando que futuramente Jesus realmente pagaria esse preço que estava sendo simbolizado nessa cerimônia,
então essa tudo era a parte de Deus, eu queria que ficasse visível aqui, qual que era a parte de Abrão? O quê? A única coisa, houve duas partes nesse capítulo, quando Deus falou "olha Abrão, você vai ter um filho,
vai ser um filho seu, biológico, não vai ser um servo, não vai ser um sobrinho, vai ser um filho seu, biológico, um filho que vai sair de dentro de você,
e você vai ter uma descendência tão numerosa como as estrelas" e aí o texto fala que Abrão simplesmente creu, ele acreditou, ele aceitou, ele carimbou,
ele disse "Deus, o negócio é feito, eu aceito", então o crê é um aceite, é ele dizer "eu coloco a minha vida na linha junto com o Senhor, eu sou parceiro,
eu não faço nada, minha parte não é nada, mas eu aceito" e isso foi considerado como justiça, então agora no capítulo que estamos estudando agora, Gênesis 17,
o que foi a parte de Deus? Porque nesse capítulo 17 Deus até especifica, ele faz três partes do discurso dele, quatro se você incluir uma introdução nos primeiros dois versículos,
mas assim quando ele começa a falar com Abrão sobre a aliança ele fala em três partes, ele fala assim "Quanto a mim?" no versículo 4, depois ele fala no versículo 9 "Quanto a ti?" Abrão,
e depois do versículo 15 ele fala "Quanto a Sarai?" então são três partes, na verdade não é só Deus e Abrão, é Deus, Abrão e Sara, então Deus fala de três partes,
agora aí ele fala "Quanto a mim?" o que é a minha parte do negócio? Então aqui ele está realmente especificando, em Gênesis 15 ele não falou que tinha uma parte de Abrão,
e ele não deixou Abrão passar no meio dos animais, ele passou sozinho, então tudo isso mostra o quanto que essa aliança que Deus está fazendo com Abrão é uma aliança quase unilateral,
mas não é unilateral porque Deus está fazendo com o homem, Deus quer que o homem participe, o homem é um parceiro, ele tem uma correspondência,
pode parecer pequeno mas é uma coisa fundamental, Abrão creu, Abrão aceitou, era algo impossível e era algo que implicava que Abrão não ia procurar outros recursos, Abrão não ia procurar um outro futuro,
uma outra esperança, uma outra maneira de fazer um futuro para ele, para a família, não, Abrão estava dizendo "Deus, o senhor prometeu, é assim que vai ser,
eu já saí da minha terra, saí da onde eu nasci, deixei para trás os outros parentes e vim para a terra que o senhor mandou", então já tinha vido uma correspondência, mas aqui na hora de fazer a aliança a única coisa que Deus pediu
foi que Deus esperou, nem falou "Abrão, você tem que crer", mas foi o que aconteceu. Agora, em Gênesis 17, Deus também vai falando, como nós já vimos naquela ênfase,
12 vezes Deus fala "Eu farei isso, eu farei você multiplicar, eu farei você frutífero, eu farei rei sair de você, você vai ser muitas nações, eu vou mudar seu nome,
eu vou ser o Deus da sua descendência, eu vou fazer com que essa aliança seja uma aliança eterna, então multiplicar a descendência, mudar o nome, eu vou dar a terra para vocês,
eu só estou colocando esses pontos aqui que sobressaem mais, mas para mostrar assim, o que é a parte de Deus? A parte de Deus é tudo que vai acontecer, tudo que precisa acontecer não é como normalmente
as sociedades, as parcerias são feitas, você tem que, geralmente dá muito problema em sociedade porque cada um fica cobrando o outro, mas a sua parte, você prometeu fazer isso, você tem que entrar com tanto dinheiro,
você tem que trabalhar tantas horas, você tem que providenciar tal coisa, e Deus está falando assim "Não, eu que vou multiplicar, eu que vou mudar seu nome, eu que vou dar a terra para você,
eu que vou fazer tudo", mas dessa vez, diferentemente do capítulo 15, Deus está falando com Abrão no versículo 9, bom, realmente tem uma parte sua, tem algo que você precisa fazer, qual é?
Quanto a ti, versículo 9, Gênesis 17 e 9, quanto a ti, guardarás a aliança? Então, outra vez assim, o que que Deus quer? Ele quer um aceite, ele precisa disso, o homem tem essa liberdade de aceitar ou não,
é como no jardim do Éden, o que que Deus deu para o homem fazer? O que que Deus colocou como condição? Deus colocou assim, todas as árvores você pode comer, está tudo aqui para você, mas tem uma coisa, não coma dessa árvore,
então, para Abrão, Deus deu uma coisa, quanto a ti, guardarás a minha aliança? Tu é a tua descendência, nas suas gerações, eu não quero só de você, na sua vida, eu quero uma linhagem, eu quero uma descendência, eu quero uma continuidade,
então, o que que é, o que que significava guardarás a minha aliança? O que que Deus, o que que Abrão tinha que fazer? Ele fala, versículo 10, esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós a tua descendência,
mas todo macho entre vós será circuncidado, então aqui, Deus já está colocando aliança com Abrão, como uma aliança que será uma aliança de um povo, então Deus está tomando anos e anos para desenvolver um relacionamento com um homem e sua mulher,
e um filho nasceria desse relacionamento de Deus com eles, mas o objetivo não era um relacionamento individual, o objetivo de Deus com Abrão era, eu quero fazer uma aliança eterna,
eu quero fazer uma aliança perpétua com a sua descendência, no capítulo 18 Deus fala mais sobre isso, eu escolhi Abrão porque ele vai ensinar os seus filhos a andar no mesmo caminho,
então Deus quer algo que seja passado de geração em geração, isso é o objetivo de Deus, então a única coisa que Abrão tinha que fazer, aqui tem algo que não é só espiritual,
não é uma coisa que não é concreta, era algo específico que Abrão tinha que fazer, era ser circuncidado, ele tinha que circuncidar-se e tinha que circuncidar toda a sua casa,
quer dizer, todos, ele tinha um filho, Ismael, mas ele tinha servos, ele tinha vários, a gente chamaria empregados, mas eles eram escravos, eles eram da propriedade dele,
mas a ideia aqui é que Abrão tinha que incluir nessa aliança com Deus toda a sua casa, Deus fez questão de falar, é você, é seu filho, são os servos que você tenha adquirido,
são os filhos deles, todas as pessoas, todas as pessoas que fazem parte da sua família, do seu círculo, todas as pessoas devem fazer parte dessa aliança,
Deus não queria algo assim, só Abrão e Deus e cada um escolhe o seu caminho, não era uma coisa coletiva desde o início, então isso é pra gente entender essa ênfase que Deus está dando agora no capítulo 17
e pra mostrar assim, basicamente os dois capítulos são muito semelhantes, o que Deus estava prometendo no capítulo 17, ele amplia mais,
cada vez que ele fala com Abrão ele abre mais a visão, ele entra mais nos detalhes, mas é a mesma coisa, é a descendência, é a terra, é o relacionamento com Abrão,
então o assunto da aliança, o conteúdo da aliança é o mesmo, é o mesmo, só que no capítulo 17 é um passo além, no capítulo 15 ele só creu e aceitou e nem no meio dos animais passou,
no capítulo 17 tem algo que Abrão pode e deve e precisa fazer para que essa aliança seja firmada e é tão importante que Deus fala no versículo 14,
o incircunciso, cuja carne do prepúcio não for circuncidada, será estirpado, será cortado, será excluído do seu povo, violou a minha aliança,
então Deus está dizendo assim, a circuncisão é algo muito importante, porque se a pessoa não quiser aceitar, se a pessoa não der o aceite,
se a pessoa não falar assim, eu quero, eu quero levar sobre mim, eu quero aceitar sobre mim essa marca e nas gerações futuras a circuncisão seria feita com uma criança,
os meninos de 8 dias, então a criança ia sofrer, naquele tempo não tinha os métodos modernos da medicina, principalmente a anestesia,
então eu fico imaginando, tem várias, várias ocasiões na Bíblia que fala de tipo assim, um grupo grande de pessoas adultas sendo circuncidadas,
durante o tempo que o povo de Israel andou no deserto, eles não, não, não se circuncidavam, as crianças que nasceram no deserto não foram circuncidadas,
então quando eles chegaram no Livre de Josué, na terra prometida, todo mundo que não tinha sido circuncidado assim, então de várias idades, todo mundo foi circuncidado,
então isso era algo muito doloroso, isso assim, sem anestesia, sem instrumentos, o que que eles usavam pra fazer isso em Êxodo,
descreve como Deus brigou com Moisés porque ele não tinha circuncidado os filhos dele quando nasceram lá também no deserto e foi algo assim sangrento,
inclusive deixou pra esposa dele fazer o serviço doloroso, então assim, não era uma brincadeira, isso aqui é uma coisa concreta, isso aqui causava dor,
isso aqui sangrava, então era algo concreto que tinha que ser feito, porém, essa ordem, o que que Deus colocou para, no caso Abrão, o que que Deus colocou pra ele fazer?
Porque depois, no tempo de Moisés, nós temos os dez mandamentos, tem muitas coisas que as pessoas teriam que fazer pra serem santas diante de Deus e Deus não estava dando a Abrão
uma lista de mandamentos e não era uma coisa assim, difícil, difícil assim, era doloroso, mas não era uma coisa difícil de fazer, no sentido, como que a pessoa nunca vai mentir,
como que a pessoa nunca vai cobiçar, tem coisas que Deus mandava as pessoas, ordens que Deus deu, ama a Deus com todo o seu coração,
como que eu faço pra amar a Deus com todo o meu coração, então existem mandamentos que são difíceis, impossíveis pro homem guardar sozinho,
mas Deus não deu pra Abrão um mandamento desse tipo difícil, ele deu pra Abrão algo que seria apenas um sinal, era um sinal de aceite,
muito mais difícil do que hoje a gente colocar uma aliança no dedo, mas a aliança é um sinal de uma aliança entre um homem e uma mulher,
uma aliança de casamento, é um sinal, então é algo visível, é algo concreto, é algo que realmente é feito para simbolizar,
não é a atitude em si, mas é algo que simboliza o que foi feito, então nós vamos, eu quero, depois nós vamos voltar pra falar sobre circuncisão,
mas eu quero ler com vocês agora Romanos capítulo 4, que é um capítulo que trata exatamente, eu quero ler esse capítulo 4 de Romanos,
e quero que você observe como nesse capítulo Paulo faz referência às duas ocasiões, ele faz referência ao que aconteceu em Gênesis 15,
e ele faz referência ao que aconteceu em Gênesis 17, então é um texto do Novo Testamento que nos ajuda a entender algumas coisas,
mas tem, eu fico de vez em quando, acho que eu menciono isso, quanto que eu fico me sentindo incapaz de abordar temas tão profundos como a gente percebe aqui,
eu acho impossível não ler Gênesis 17 e não ficar impressionado com a grandeza, com a profundidade, com aquilo que está sendo falado aqui,
mas Romanos 4 pode nos ajudar um pouco e depois nós vamos falar um pouquinho sobre o significado, sobre a importância da circuncisão, então vamos lá, Romanos 4 versículo 1,
que diremos pois? A minha tradução fala ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne, se Paulo está dizendo nosso pai segundo a carne,
ele está falando como judeu, quem não era judeu não podia dizer Abraão, nosso pai segundo a carne, mas ele está escrevendo para os Romanos,
lá em Roma tinha judeus, na igreja tinha não judeus, mas Paulo está dizendo, olha, o que que alcançou, mas eu vi outras traduções que falam o que que Abraão descobriu,
achei muito interessante esse outro sentido da palavra, o que que Abraão alcançou, o que que ele descobriu, o que que ele atingiu em Deus,
então o que que nós podemos dizer, nós estamos pegando o capítulo 4 que está no meio do discurso de Paulo aqui, mas o assunto é exatamente aqui que nos interessa,
mas ele está no meio de um discurso que ele está falando sobre a lei, sobre como que os judeus se afastaram de Deus, como que os gentios se afastaram, mas podem conhecer a Deus,
então ele diz, o que que nosso pai descobriu, Abraão, versículo 2, se de fato Abraão foi justificado pelas obras, então é exatamente isso que nós estamos mostrando,
o que Abraão realmente fez, o que Deus pediu para ele fazer, Deus não deu uma lista, por exemplo, nós não temos uma menção do sábado,
nenhuma menção de Deus falar com Abraão para no sábado, talvez ele já fizesse isso, eu não sei, mas não tem menção disso, não tem menção de outros mandamentos, até mesmo assim, muitas coisas eram implícitas,
Abraão abandonou outros deuses, mas não tem mandamento sobre isso, então Deus não colocou sobre Abraão, falou assim, olha, vamos fazer uma aliança, para fazer uma aliança tem que ter condições,
quais eram as condições, o que Abraão descobriu, o que que ele alcançou, o que que ele atingiu como esse homem que andou com Deus,
se Abraão foi justificado pelas obras, ele tem de que se gloriar, mas não diante de Deus, mas ele poderia dizer, olha, eu fiz, eu cumpri uma aliança por meu mérito,
o que diz a Escritura? Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado para justiça, de onde Paulo tirou isso? De Gênesis 15, exatamente essa parte aqui, que ele creu, ele aceitou a proposta de Deus, ele confiou,
ele falou assim, tá bom, Deus está falando que eu vou ter um filho, eu vou ter uma descendência, eu vou ser, Deus vai dar essa terra como propriedade para minha descendência,
então ele creu, isso está escrito sobre Abraão em Gênesis 15, versículo 4, ora, aquele que faz qualquer obra não é, ele usa muitas vezes aqui nas traduções, acho que a maioria das traduções em português,
essa palavra é imputado, eu acho que a maioria das pessoas não entende direito o que é imputado, então uma palavra, acho que duas palavras que a gente pode usar é "contabilizado" ou "creditado",
é um termo contável, então é aquele que faz qualquer obra, então põe na minha conta, eu mereço isso, no fim do mês, no fim da semana que você trabalha para alguém,
você trabalhou tantas horas, você tem direito, o patrão não está sendo bondoso, magnânimo em dar um salário, ele está pagando o que deve, é isso que Paulo está dizendo,
aquele que faz qualquer obra, ele não tem o crédito de um galardão segundo a graça, mas segundo uma dívida, não obstante aquele que não trabalha, versículo 5, mas crê naquele que justifica o ímpio,
então desde Abraão, Deus abriu um caminho dizendo, não é justificado aquele que culpe um monte de mandamentos, é justificado aquele que confia no Deus que pode justificar,
então Abraão não recebeu uma lista de coisas para fazer, mas ele recebeu a promessa de Deus, ele confiou em Deus e essa confiança, esse aceite que Abraão deu a Deus,
isso foi creditado como justiça, assim também, versículo 6, David declara, "Bem-aventurado o homem a quem Deus acredita a justiça sem as obras, dizendo,
bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, cujos pecados são cobertos, bem-aventurado o homem a quem o Senhor não contabiliza o pecado", então Paulo está usando essa palavra muitas vezes,
Deus tem uma conta, quase todas as religiões e inclusive os judeus e inclusive os cristãos, por mais que a gente fala sobre a salvação que vem pela graça,
nós sempre pensamos num Deus que tem um livro, porque a Bíblia fala sobre livros e a Bíblia fala também sobre prestar contas,
a Bíblia fala sobre que um dia nós vamos ter que prestar contas diante de Deus, de cada palavra que a gente falou, então a gente pensa muito nessa questão contável,
que Deus está fazendo uma notação, quando era criança eu ia para uma escola que a professora colocava na lousa, cada vez ficava uma marca, cada vez que alguém se levantava da carteira,
que a gente falava sem ser hora de falar, então fazia uma marca lá na lousa, então tudo que cada pessoa que eu fazia e eu tinha que chegar em casa,
que é uma outra história, daí eu tinha que falar quantas marcas, quantas coisas que tinham sido contabilizadas contra mim e eu ia ter que pagar aquelas coisas erradas,
meu pai batia de acordo com o número de marcas que eu tinha recebido, então, Deus está dizendo, Paulo está dizendo aqui que Deus, bem-aventurado,
não são todos, mas bem-aventurado o homem que Deus não contabiliza, que Deus não está notando os pecados, que coisa maravilhosa,
tem os pecados passados, mas tem os que estou cometendo hoje, tem os pecados que eu vou cometer amanhã, Deus não está contabilizando,
a gente fica pensando, bom, então não tem mais problema, faz o que você quiser, claro que não é por aí, mas vamos entender o que Paulo está dizendo que significa e o que Abraão abriu, Deus abriu o caminho,
Deus começou com Abraão, Abraão não foi apenas, ele foi uma espécie de modelo, mas ele abriu o caminho, o caminho de aliança entre Deus e Abraão,
é o caminho de aliança entre nós e Deus, ok, então, versículo 8, David disse, bem-aventurado o homem que Deus não faz conta, Deus não está contando os pecados,
e aí ele pergunta no versículo 9, vem esta bem-aventurança sobre a circuncisão, o que quer dizer isso? Nós estamos aqui no tempo de Paulo, dois mil e tantos anos depois de Abraão,
mais ou menos dois mil anos depois de Abraão, e então tem a descendência, Paulo é um descendente de Abraão, e então David era um descendente de Abraão,
David tinha escrito isso, e Paulo pergunta, mas então, Deus não faz conta do pecado, isso é para quem faz parte da nação escolhida, da nação seleta, da nação que é diferente de todas as nações na Terra,
isso é algo diferente, Deus, bem-aventurado, mas não são todos, isso não acontece com todos, isso acontece com alguns, então, Deus, Paulo está perguntando, quem, quem recebe essa graça, quem recebe isso?
Isso é a circuncisão, os descendentes de Abraão, ou isso também pode valer para os que não foram circuncidados, ou seja, porque quem faz parte da descendência de Abraão,
da aliança que Deus fez com os descendentes de Abraão, teriam de ser circuncidados, então, se eles não foram circuncidados, eles não fazem parte da aliança que Deus fez com Abraão,
então, aí ele fala, é sobre a circuncisão, nós dizemos, no final do versículo 9, nós dizemos que a fé foi creditada, a fé foi contabilizada como justiça,
então, para Abraão, Deus está dizendo, não estou contando os seus pecados, eu estou contando o que você fez, o ponto que vale como justiça é a sua fé,
é a sua fé que vale para mim, para ser creditado como justiça, aí o versículo 10 fala, mas como isso foi creditado? Quando que Abraão recebeu esse crédito de justiça por causa da fé dele?
Quando ele já tinha sido circuncidado ou quando ele ainda era incircunciso? E aí ele responde, não na circuncisão, mas na incircuncisão,
então, olha aqui, Gênesis 15, Abraão não tinha sido circuncidado, foi nesse momento que Deus fez a aliança, foi nesse momento que Abraão creu, foi nesse momento que a fé de Abraão foi considerada como justiça diante de Deus,
então, Paulo está definindo aqui que a fé foi considerada como justiça quando Abraão não tinha sido circuncidado ainda.
Versículo 11, ele recebeu o sinal da circuncisão e aqui esse versículo 11 é muito importante, aqui que nós entendemos assim, aqui tem uma explicação muito forte sobre o que é a circuncisão, a circuncisão é um sinal,
um selo da justiça, da fé, quando Abraão ainda estava na circuncisão para que ele pudesse se tornar pai de todos os que creem estando eles ainda na circuncisão.
Então, se isso que eu estou mostrando aqui, Gênesis 15 primeiro e depois Gênesis 17, se nós invertêssemos essa ordem e Gênesis 17 tivesse acontecido antes e Abraão tivesse tido que circuncidar antes e depois Abraão cresce e fosse considerado como justiça,
Paulo não teria esse argumento, não seria um princípio válido, mas como Abraão recebeu a afirmação de Deus, a confirmação, o atestado de Deus, Deus falou assim, você creu, eu considero você como justo e aí isso aconteceu quando ele não era circuncidado,
então isso torna Abraão o pai de todos os que creem.
Versículo 12, ele é também o pai da circuncisão, então no versículo 11 fala Abraão é o pai dos que não foram circuncidados porque foi nessa hora que ele foi justificado.
Versículo 12, ele também é o pai da circuncisão, daqueles que não somente são da circuncisão mas que também andam nas pisadas daquela fé que teve nosso pai Abraão antes de ser circuncidado.
Então aqui nós temos uma chave muito importante, a circuncisão é um ato exterior, é um selo, é algo que Deus falou assim, você vai fazer uma aliança comigo, mas você precisa fazer algo simples, é um símbolo, é um ato exterior, é algo que vai ter uma marca,
vai ser a minha marca, vai ser assim que a gente vai conhecer, eu uso uma aliança no dedo porque eu tenho uma marca, mas o sinal, o exterior só tem validade quando o interior acontece antes.
Então Paulo está dizendo Abraão é o pai dos que creem mesmo não sendo circuncidados porque foi isso que aconteceu com ele e ele também é o pai daqueles que foram circuncidados desde que aqueles que foram circuncidados também tenham crido como Abraão creu.
Então a condição, aquilo que é necessário, o requisito é que creia como Abraão creu, se é da circuncisão ok, mas tem que crer, se é da incircuncisão também pode ser desde que creia.
E aí ele continua, a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei.
Versículo 14, se fosse pela lei isso ia anular a promessa, isso vai anular a promessa.
Versículo 15, a lei opera a ira, mas onde não há lei não tem violação da lei, não tem transgressão.
Portanto, é pela fé, para que seja segunda graça, a fim de que a promessa seja firme a toda descendência, não somente a que é da lei, mas também a que é da fé que teve Abraão.
Versículo 17, como está escrito, por pai de muitas nações se constituir, quando que Deus falou isso? Gênesis 17, então Paulo está unindo esses dois capítulos para mostrar a importância das duas partes.
Aquilo que Deus fez no capítulo 15, mas também aquilo que ele prometeu que é válido por causa da fé dele, ele foi constituído pai de muitas nações.
E Paulo vai explicar aqui que Abraão é pai de muitas nações porque muitas nações vão se tornar filhos de Abraão pela fé, não pela descendência física, não pela etnia, mas por causa da fé.
E aqui então ele explica mais o que é a fé, porque a gente usa essa palavra sempre e às vezes a gente pensa que é fé, que eu vou receber uma bênção, fé, que eu vou ter meus pecados perdoados, fé.
Existem muitos aspectos, você crê em Deus em favor de coisas específicas, mas a fé é um ponto de contato com Deus, a fé é um ponto de contato de confiança.
Então aqui no versículo 17 ele fala "a saber Deus" em quem Abraão creu? Em Deus que vive e fica os mortos e chama a existência as coisas que não são como se já fossem.
Então como que Abraão estava crendo num Deus que ressuscita os mortos ou que traz a existência aquilo que estava morto? Porque ele e Sarah eram como se tivessem mortos, eles não tinham capacidade de ter filhos.
Aí ele fala "o qual em esperança creu contra a esperança", quer dizer, Abraão passou a ter esperança em algo que era totalmente impossível, não tinha esperança, ele mesmo falou para Deus.
Não tem como ter filho, a Sarah também não, é impossível. "Contra a esperança", que seria feito pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito, assim será tua descendência, ele falou isso no capítulo 15.
Então eu queria que você visse como Paulo está usando os dois textos, Gênesis 15 e Gênesis 17, ele está entrelaçando essas promessas e essa relação de Deus com Abraão para mostrar que é isso que se tornou a pedra fundamental,
não a pedra fundamental que é Jesus, mas Abraão é um homem como nós que creu em algo que era impossível, creu em Deus, mas ele creu que Deus faria algo totalmente impossível.
Então ele teve esperança quando não tinha esperança. Gente, nós precisamos dessa chave, como ter esperança quando não tem esperança?
É fácil dizer assim, bom, tem esperança em Deus, Abraão podia ter, creia em Deus, Deus falou que você vai ter um filho, mas você ia acreditar que ia ter um filho com 90, ela com 90, ele com 100 anos de idade?
Então ele teve esperança quando não tinha esperança. Versículo 19, "não enfraqueceu na fé, nem atentou para seu próprio corpo amortecido, pois era de quase 100 anos", isso no capítulo 17 de Gênesis,
"nem tão pouco para o amortecimento do vento de Sarah, ele não duvidou da promessa de Deus". Então aqui nós estamos lendo sobre um gigante da fé, alguém que creu quando não tinha esperança.
Agora quando você lê a história de Abraão em Gênesis, você descobre que, aqui está falando que ele não enfraqueceu, que ele não duvidou, versículo 20, ele não duvidou da promessa de Deus, deixando-se levar pela incredulidade, mas foi fortificado na fé, ele cresceu na fé.
Deus conduziu Abraão por um processo. Durante 13 anos, pelo que nós podemos entender, em Gênesis 15, Deus falou com Abraão, "você vai ter um filho, seu herdeiro não vai ser um servo, um escravo, você vai ter um filho".
Só que no capítulo 16, Abraão teve um filho com H, Ismael. E durante 13 anos depois que Ismael nasceu, a Bíblia não afirma nessas palavras, mas nós podemos entender pela história que Abraão achou que o filho que ele teria era Ismael.
Mas o filho que ele teve com H não era um milagre, e não era com a esposa que Deus tinha incluído na aliança. A aliança de Deus não era com Abraão e H, a aliança de Deus era com Abraão e Sara.
Isso ele deixa claro em Gênesis 17. Deus não tinha falado isso antes, então Sara, foi a ideia da Sara, eles acharam, Sara e Abraão acharam que podiam ajudar Deus e fazer de um jeito mais viável, mais possível.
Mas então durante 13 anos Abraão achou que o filho dele seria Ismael. E quando Deus falou em Gênesis 17 "eu vou multiplicar, você vai frutificar demais, você vai ser muitas nações".
E depois, finalmente, quando chega em Gênesis 17, no versículo 15, quando Deus fala assim "é com Sara, o filho é com Sara", Abraão deu risada.
"Imagine com Sara, como assim?" E aí nós entendemos que ele estava pensando que era Ismael, porque logo em seguida ele fala "Deus, mas que Ismael pudesse viver diante do Senhor, que ele pudesse ser o filho".
Abençoe a Ismael, já tem um filho. E então dizer aqui que Abraão nunca duvidou, dizer que Abraão nunca teve, nunca fraquejou, nunca procurou uma saída, nunca tentou fazer de um outro jeito,
mas Deus está dando a ele o crédito de alguém que nunca tivesse duvidado. Por quê? Porque a nossa fé, nos momentos, Deus vai nos conduzindo e vai nos fortalecendo,
no versículo 20, quando fala "ele foi fortificado", isso significa que a fé dele foi crescendo. No início ele não tinha toda essa fé em Deus.
Ele tinha dificuldade para crer que Deus ia fazer isso, mas a fé dele foi crescendo, foi sendo fortificado. Então isso nos dá ânimo, porque nós também não temos toda essa fé,
nós não temos toda essa capacidade de esperar contra a esperança. Eu não sei se você já pensou nessa expressão "esperar contra a esperança". É você ter esperança quando não tem nenhum motivo externo, visível, humano, de ter esperança.
Você pode ter esperança às vezes, não Deus vai fazer, mas você vê alguns sinais, você tem algumas possibilidades, não é uma coisa tão impossível, mas ter esperança quando não há chance de ter esperança,
essa palavra "esperou contra a esperança" significa, é uma coisa ilógica, irracional, não dá para ter esperança. E Abraão não abandonou, Abraão não desistiu.
Então Deus foi apagando as incredulidades, foi apagando os fraquejos dele. Por isso que ele não enfraqueceu na fé, como ele enfraqueceu, sim.
Ele não duvidou da promessa, ele duvidou. Como que eu vou ter um filho? Mas Deus foi fortalecendo a fé de tal forma que chegou a esse ponto de Deus, ele creu em Deus, e nós vamos ver a medida que a história de Abraão continua,
que realmente Abraão chegou a um ponto de ter confiança, podemos já dizer que todos conhecem a história, que o ponto máximo, o cume, o pico do monte, que Abraão subiu no relacionamento dele com Deus,
foi quando ele obedeceu a ordem de Deus de sacrificar seu filho. Então, ter confiança neste ponto é algo realmente tremendo. Ele não duvidou da promessa de Deus, deixando-se levar pela incredulidade,
foi fortificado na fé, dando glória a Deus, estando certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para cumprir, pelo que isso lhe foi imputado para justiça.
Ora, não só por causa dele está escrito que ele fosse levado em conta, mas também por nossa causa, a quem há de ser creditado, nós também podemos ter justiça creditada a nós,
que cremos naquele que, dentre os mortos, ressuscitou a Jesus nosso Senhor. Ele foi entregue por nossos pecados e ressurgiu para nossa justificação.
Você pode dizer, bom, eu creio que Deus ressuscitou Jesus. Eu creio, mas quando há um desafio na nossa vida, é muito mais difícil. É relativamente fácil você dizer, eu creio, que Jesus veio,
que ele morreu na cruz, que ele ressuscitou, Deus, Pai, ressuscitou, mas essa fé de Abrão é um caminho para que nós sigamos.
Bom, vamos voltar por um instante aí a Gênesis 17 e agora vamos falar aqui um pouquinho sobre o significado, sobre o que é a circuncisão, circuncisão como sinal da aliança.
Então, lembrando a conclusão, o que nós vimos, o que nós aprendemos em Romanos 4, nós aprendemos que a aliança, a justiça, a parte de Abrão nessa parceria com Deus foi crer, foi confiar.
A circuncisão que Deus pediu nesse capítulo 17, ele veio, como fala em Romanos 4, 11, veio como um selo, como uma confirmação, como simplesmente Abrão estava dizendo,
eu aceito essa aliança, eu creio e eu quero trazer sobre minha vida essa marca, ok? Então, essa circuncisão não é uma obra e o sinal que Deus quer na nossa vida não é uma obra,
mas é algo que possa representar, que possa selar, não deixando a fé, ela pode sim ser uma coisa meio subjetiva, meio vaga, não muito clara, será que eu confio mesmo?
Mas é um ato que Abrão estava disposto a fazer, que Deus queria que ele fizesse como uma demonstração e um selo, um sinal daquilo que já tinha feito.
Mas a circuncisão não tem valor se não tiver a fé, se não tiver essa operação interior antes.
Então, primeiro eu vou só colocar aqui o que nós vemos aqui no texto, tem várias coisas aqui, claro que nós não podemos explorar com muita profundidade o sentido da circuncisão,
mas é muito importante a gente entender esse sinal da aliança e ver o que Deus quer mostrar para nós também, na nossa relação, na nossa aliança com Deus.
Então, a parte única, era a única coisa em Gênesis 17 quando Deus fala assim, a minha parte é essa, tinha várias coisas, agora a sua parte você vai guardar, você vai continuar se empresando,
você vai manter a minha aliança, mas como você vai manter? Fazendo a circuncisão, então era a única coisa que Deus pediu de Abrão.
É um ato exterior que precisa ser feito depois do ato interior, nunca podemos inverter, não adianta eu usar uma aliança se eu não tenho fidelidade,
se eu não tenho realmente lealdade, fidelidade com minha esposa, colocar uma aliança no dedo, um sinal de uma aliança sem ter a coisa interior, não tem valor nenhum.
Então isso é muito claro no Novo Testamento e é claro até no Antigo Testamento porque Deus falou várias vezes que Ele queria uma circuncisão do coração,
então Deus estava dando aos descendentes de Abrão um ato exterior, mas o que Deus queria mesmo era o interior, então um ato exterior só tem valor,
então na Nova Aliança nós temos o batismo, que inclusive em Colossenses 2 nós vamos ver daqui a pouquinho, mas em Colossenses 2 faz uma relação entre a circuncisão e o batismo,
então nós podemos comparar o batismo na Nova Aliança como algo semelhante à circuncisão, para nós a Nova Aliança,
então nós podemos dizer que o batismo é um ato exterior, mas o batismo não tem valor nenhum se não seguir um ato interior,
o ato interior, a fé interior precisa ser antes e é o mais importante.
Agora o número 3 é muito importante porque Deus estava dando a Abrão, estava fazendo com a Abrão uma aliança que seria perpetuada para sempre,
e como que essa aliança seria perpetuada? Através de manter o sinal e aqui que a coisa começa a embolar,
porque nós estamos enfatizando que é um ato exterior que precisa vir depois do interior, depois que Abrão creu,
depois que o relacionamento com Deus, ele chegou a esse ponto de ter uma confiança em Deus, ele podia assumir um sinal exterior por causa de já ter um ato, uma fé interior,
mas a transmissão para as outras gerações não seria assim porque seria feito em crianças de 8 dias,
então na transmissão da aliança, a transmissão seria na família, é a família que passa a aliança de uma geração a outra,
é claro que depois aquele menino que foi circuncidado com 8 dias, ele teria que ter também algo no seu coração entre ele e Deus,
por isso que várias vezes, nós não vamos ter tempo hoje para ler os textos, mas tem vários textos no livro de Deuteronômio,
no livro de Jeremias, fala a respeito de uma circuncisão do coração, então antes de falar sobre a nova aliança que Deus quer o coração,
Deus já vinha falando, a circuncisão na carne, essa cirurgia que era feita no órgão reprodutor masculino,
esse ato exterior não teria validade se a pessoa não tivesse interior, mas na passagem para as gerações,
isso era feito por famílias, é uma decisão dos pais, os pais diriam "meus filhos vão fazer parte da aliança junto comigo",
e é claro que depois isso teria que ser concretizado, algumas igrejas cristãs batizam crianças recém nascidas, outras não,
mas a ideia é basicamente a mesma, de que aquilo que é feito dos pais para os filhos, a decisão, seja feito um batismo de criança ou não, a decisão é dos pais,
agora quem vai selar isso, quem vai confirmar isso depois? Deus prometeu "eu serei o Deus da sua descendência e eles serão o meu povo",
então Deus está prometendo, eu acho isso fantástico, aqui no capítulo 17 de Gênesis, Deus enfatizou a importância da esposa de Abrão,
Deus falou "quanto a mim, quanto a você Abrão e quanto a Sarah", Deus incluiu Sarah como a parte integral dessa aliança,
Ele disse "quanto a Sarah", na verdade Sarah não teria que fazer nada, Deus não deu nenhuma exigência para ela porque ela não seria nem circuncidada,
era só os homens, mas Ele incluiu Sarah, Ele deu a bênção que Ele deu para Abrão, Ele deu para Sarah, Ele disse "eu a abençoarei",
Ele mudou o nome dela, Ele mudou o nome de Abrão, mudou o nome de Sarah e eu não falei muito sobre isso, mas a mudança de nome,
eu vou falar só de passagem, mas essa mudança de nome era muito significativa porque o nome é a identidade da pessoa,
mas quem tinha direito de dar o nome ou de mudar o nome de alguém? Quem tinha direito? Os pais que colocam o nome,
ou nós temos exemplos na Bíblia de soberanos, quando José, filho de Jacó foi para o Egito, o faraó mudou o nome de José,
colocou um outro nome sobre ele, porque ele era o soberano, quando Daniel foi para Babilônia, foi levado cativo para Babilônia,
ele e os amigos, o rei de Babilônia mudou o nome deles, então quem tem direito de mudar ou o pai ou o soberano?
Quem mudou o nome de Abrão? O Deus, é o Shaddai, o Deus Todo-Poderoso, quem mudou o nome de Jacó? O anjo que era o próprio Deus lutando com ele, quem mudou o nome de Pedro?
Que era Simão, Jesus, então a mudança de nome é uma promessa, é uma relação especial, é algo tremendo,
então essa mudança de nomes, Deus muda o nome de Abrão e Deus muda o nome de Sarah, ele dá uma bênção equivalente,
ele inclui, ele fala com Abrão, não é o filho com Agar, Agar não é sua esposa, a sua aliança é com Sarah,
então é esse começo da nação, esse começo do plano de redenção, Deus firmou sobre a família, isso é muito forte, isso vai ser enfatizado no capítulo 18 depois,
Deus firmou a aliança com Abrão, que seria uma aliança que ia envolver muitas nações, as famílias da terra, uma coisa muito ampla, mas tudo em cima de uma família,
e a família é Abrão e Sarah, então Sarah é uma pessoa, faz parte essencial, o filho não vai nascer sem Sarah, não vai ser com outra mulher,
não vai ser uma coisa só Deus e Abrão, é algo que Deus falou assim, isso é feito em família, é versículo 16, eu estou lendo em Gênesis 17, eu abençoarei, dela te darei um filho,
eu abençoarei, falar outra vez, ela será mãe de nações, não tem só pai de nações, tem mãe de nações, reis de povos sairão dela,
então Deus está colocando a bênção que ele deu para Abrão e está dando para Sarah, porque são os dois juntos,
e agora a outra parte da família é isso que nós estamos vendo aqui, esse terceiro ponto sobre a circuncisão,
porque essa aliança, ela vai passar de geração em geração como os pais circuncidando os filhos, é através, poderia acontecer de alguém vir de uma outra nação,
de um outro povo, podia acontecer isso, de entrar no povo de Israel através da circuncisão, mas a forma mais comum era pela família,
então Deus estava colocando toda a responsabilidade da transmissão dessa aliança na família,
e é claro que isso não poderia ser limitado a um ato cirúrgico com oito dias de idade,
isso teria que ser algo que fosse continuado, porque Deus queria a circuncisão do coração,
então não temos tempo para elaborar mais, mas isso me impacta muito, e o fato de que sempre é Deus prometendo,
a única coisa que você tem que fazer é você circuncidar, claro que isso é depois da fé, o que tem que ser feito é a fé, a confiança nele, mas nesse ponto aqui a única coisa para selar a aliança é você circuncidar todos da sua casa,
e Deus prometeu eu serei o Deus deles, eu vou atrair, como Deus falou com David depois,
se eles desobedecerem eu vou ser um pai, eu vou disciplinar, mas eu vou ser o Deus deles,
eu quero afirmar para mim mesmo, eu e a Maristrela crendo em favor da nossa família, das futuras, das gerações, nossos filhos, nossos netos,
e eu quero encorajar cada ouvinte, cada pessoa, isso aqui fazendo parte da aliança,
Deus está dizendo, se você fizer parte da aliança, você assumir, Abrão tinha que assumir, tinha que circuncidar dizendo, eu assumo, eu pertenço a Deus,
a circuncisão era uma espécie de lealdade de dizer assim, eu pertenço a Deus, e isso, então se você fizer isso, Deus vai cuidar do resto,
a Bíblia fala, crê no Senhor Jesus Cristo e será salvo tu e a tua casa, então Deus vai fazer, isso é algo que a gente não pode abrir mão,
eu sei que tem muitos exemplos, tem filhos que não seguem os caminhos dos pais, mas nós temos a promessa de Deus e Deus é um Deus de aliança,
então muito importante esse ponto aqui, era a forma de Deus, como que essa aliança seria perpetuada, como que essa aliança passaria,
o quarto ponto assim, que para a circuncisão era uma condição para fazer parte do povo de aliança,
e ele fala assim, se alguém não quiser assumir isso, então ele vai ser cortado fora, ele não vai fazer parte do povo de aliança,
então isso significa que tem que assumir, tem que realmente, é algo assim, eu assumo o meu compromisso, eu não fico só com a Maristela assim,
vamos ficar juntos enquanto der, não, eu vou assumir a minha aliança, a minha aliança com ela é para sempre e vale, eu assumo,
não é algo que eu acho assim, bom, enquanto der certo, enquanto puder, depois se eu não quiser mais, é assumir,
então nossa aliança com Deus, a circuncisão não tem um jeito de reverter isso depois, isso é uma marca permanente,
então era isso que era necessário para fazer parte do povo de Deus.
É interessante, isso aqui é só uma observação minha, de que embora fosse um ato físico, era algo assim que não era só uma coisa teórica,
era algo feito no corpo, no físico, mas como era o órgão reprodutor, ele não era uma coisa visível para todos,
então isso significa que acima de tudo, as pessoas assumiam o seu compromisso com Deus, mas isso era uma coisa íntima entre a pessoa e Deus,
é claro que tem, inclusive tem várias histórias, eu não conheço todas, mas eu sei que nos tempos bem antigos,
muitos judeus foram mortos, os seus opressores pegavam os homens e se eles eram circuncidados era prova de que eles eram judeus,
então muitos judeus na história pagaram com a vida no tempo do holocausto também, quando eles tinham dúvida,
eles levavam para um lugar e mandavam tirar a roupa para ver se eles eram circuncidados,
mas de maneira geral isso não é um sinal visível, você foi batizado um dia, as pessoas não veem,
não olham para você e sabem que você foi batizado, isso é algo que é feito, é físico, é real, é concreto,
mas é uma coisa mais entre você e Deus, e o último ponto sim que isso simboliza a remoção da carne,
e aí nós vamos ler em Colossenses 2, que acho que é um dos textos que falam mais fortes sobre o significado de circuncisão na Nova Aliança,
em Colossenses 2, versículo 11 fala assim, nele, em Cristo, também fosse circuncidados,
ele está falando com pessoas não judeus, com gentios, nele também fosse circuncidados com a circuncisão não feita por mãos humanas,
não feitas por mãos, no despojado corpo da carne, a saber a circuncisão de Cristo, e o que é a circuncisão de Cristo?
A circuncisão de Cristo é, tendo sido sepultados com ele no batismo, nele também ressurgistes pela fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos,
e versículo 13, a vós outros que estávais mortos nos vós pecados na incircuncisão da vossa carne,
vos vivicou juntamente com ele, perdoando-nos todos nossos delitos, então a circuncisão que era um pequeno corte,
tirando uma pequena porção de carne humana, era um símbolo da circuncisão de Cristo que é um sepultamento com Cristo na morte pelo batismo,
então nós somos identificados com Cristo, a morte, a circuncisão na nova aliança pode ser, eu acho que não tem uma doutrina fixa sobre isso, mas pode ser simbolizado pelo batismo,
mas a ideia que percorre vários textos no antigo testamento, que em Deuteronômio 30, versículo 6, Moisés fala, Deus prometeu que vai circuncidar o coração de vocês,
Jeremias 4,4, vocês precisam se arrepender e que Deus vai circuncidar o coração, então o que é a circuncisão do coração? É para poder amar a Deus, Moisés fala em Deuteronômio 30,
a circuncisão do coração é tirando tudo isso que nos impede, a nossa carne, a circuncisão é uma cirurgia que facilita higiene,
então é uma limpeza, é uma purificação, é tirar a maldade, é tirar o coração que é impuro, então a circuncisão representa algo muito mais profundo, então como que é o sinal da nova aliança?
A sinal da nova aliança, acho que cabe bem a ideia do batismo, porque o batismo simboliza essa identificação com Cristo, o batismo que seria imersão,
é o sepultamento, a morte total do velho homem para que nós possamos viver em plenitude e novidade de vida, então é muito profundo, tem muitos aspectos de amplitude em tudo isso,
vou ler mais um texto aqui em Filipenses aqui perto, que também acho que acrescenta Filipenses 3.3,
pois a circuncisão somos nós que servimos a Deus em espírito, nos gloriamos em Cristo Jesus e não confiamos na carne, eu gosto muito dessa afirmação aqui,
eu gosto mas é difícil, mas eu gosto porque eu acho que tem realmente uma profundidade de entendermos que a circuncisão é servir a Deus em espírito,
gloriar-se em Cristo e não confiar na carne, então nós não temos nenhuma capacidade, a circuncisão nos tira a carne, o que que é a carne? A carne não é só uma obra isolada,
mas a carne em contraste com o espírito é nossa confiança própria, nossa capacidade e veja como foi a aliança de Deus com Abrão, Deus não deixou nada no encargo de Abrão,
eu não estou dizendo que você tem que fazer isso e isso e isso, ele falou assim, ele deu um sinal apenas como uma marca, como um aceite e como um símbolo apontando para esse despojamento total
de nossa natureza carnal, mas em tudo isso, embora seja tudo do lado de Deus, embora não dependa das nossas obras como Romanos 4 explica, não são obras de nosso mérito,
mas a nossa participação, a nossa abertura para aceitar é essencial, então parceria com Deus tem duas partes, Deus faz tudo, mas tem algo essencial que é a nossa fé
e que é também a nossa disposição de assumir, de assumir a marca, de assumir o sinal, de assumir o nosso pertencimento a ele, então que Deus nos ajude,
que nós possamos ser também daqueles que são abençoados com a mesma fé, se Abrão é nosso pai na fé, nós queremos entrar em tudo isso que ele entrou com Deus,
tudo isso e é um relacionamento que cresce, que expande, que vai aumentando e eu creio que a cada dia, pelo menos eu sinto isso, que a cada dia o compromisso, o entendimento,
a relação com Deus se torna mais profundo, Senhor, nós te agradecemos Senhor, porque o Senhor gastou anos e anos para simplesmente desenvolver um relacionamento com Abrão,
o fruto da descendência que viria depois, foi depois de muito tempo e ainda o Senhor foi trabalhar na outra geração com Isaac, na outra geração com Jacó,
o Senhor levou muito tempo para começar a multiplicar, então o Senhor quer multiplicar, o Senhor quer fruto, o Senhor quer realmente que haja um grande fruto,
porque o Senhor quer toda a humanidade, o Senhor quer todas as famílias da terra, que o conhecimento de Deus encha, cubra a terra como as águas cobrem o mar,
o Senhor quer isso, mas o Senhor gasta tempo necessário para desenvolver algo que vai dar fruto mesmo e nós queremos que o Senhor desenvolva esse relacionamento,
que nós possamos ter a fé que é acreditado como justiça, que nós possamos também ter a disposição de assumir a marca sobre nossa vida,
a marca da cruz, como Paulo falou, essa marca da cruz é também um cumprimento do sinal da circuncisão,
que não seja só algo que talvez pareça ser uma coisa simples ou superficial, mas que realmente, assim como a circuncisão era algo doloroso e íntimo e profundo,
que a marca da cruz e a marca daquilo que o Senhor quer fazer na nossa vida, nossa lealdade, nosso pertencer a Ti possa ser muito real,
nós pedimos isso em nome de Jesus, que o Senhor realmente encontre esse povo que o Senhor deseja, amém.

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