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Aula 102 – Gênesis – A história de José começa com favoritismo e ódio na família

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O livro de Gênesis é o livro que conta o início de tudo: da criação, do homem, do pecado, da redenção. A partir do capítulo 12, podemos ver o início do povo escolhido para ser instrumento da redenção, para abençoar todas as famílias da terra. Temos a história dos três patriarcas que foram o fundamento desse povo, do qual hoje nós como gentios também fazemos parte, e que, portanto, são nossos pais também. A última parte do livro tem mais um relato importante. É uma das histórias mais lindas e comoventes de toda a Bíblia: a história de José. Tem muitas coisas para nos ensinar, desde o começo, onde nem tudo é tão lindo: favoritismo e ódio dentro da família!

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Significado da palavra Toledoth:
“Toledoth” (ou “Toledot”, “Toldot”, “Toldos”) em hebraico significa “gerações” ou “descendentes”. A palavra é usada na Torá, a lei judaica, para marcar o início de novas seções ou narrativas, indicando que se seguirá uma história de descendência ou um registro genealógico.

Leitura recomendada:

– Ebook do livreto “Chesed”  (Chesed é um ato de graça, que vai além do que é esperado, é uma característica essencial de Deus, é a expressão do seu amor, da sua misericórdia e do seu cuidado pelo mundo)

14/06/25 – Gn 37 – Baixardo áudio.


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Agora nós estamos no capítulo 37 do Livro de Gênesis,
é um capítulo novo na sequência dos capítulos de Gênesis,
mas também é uma sessão nova, uma sessão diferente, não é só os capítulos na nossa Bíblia, nem sempre tem uma colocação de acordo com a história,
nem sempre correspondem a uma mudança ou a alguma coisa diferente,
tem vários capítulos sobre Abrão, vários capítulos sobre Jacó,
mas aqui realmente no capítulo 37 nós vamos começar uma nova parte da história,
e a última parte da história do Livro de Gênesis, que até agora, daqui a pouco eu vou mostrar algumas coisas sobre o Livro de Gênesis para a gente se situar
dentro da história da narrativa de Gênesis para a gente entender melhor,
mas estamos iniciando a história de José, todos nós conhecemos já a história de José,
uma das histórias mais famosas, mais conhecidas na Bíblia, e é a última personagem, a última pessoa que vai contar a biografia, a história no Livro de Gênesis,
já vimos Abrão, Isaac e Jacó, e agora nós vamos ver a vida de José,
ele é um dos doze filhos de Jacó, mas ele tem um destaque especial nessa parte da história,
então vamos orar, vamos pedir que essa história tão... é uma história linda, uma história dramática,
é uma história impressionante, vamos orar para que o senhor nos ajude a iniciar essa história e começar a entender algumas coisas que Deus quer nos mostrar.
Senhor, nós sabemos que tudo que está aqui que o senhor escolheu colocar nas escrituras tem um objetivo,
não é só para contar uma história, não é só para deixar registrada a história do povo de Israel,
mas tem várias partes da história, vários personagens da história que tiveram uma importância, tiveram um significado,
e isso é importante para nós... são inspirações, são aspectos que nos ajudam a entender aspectos do teu tratamento com eles,
tem muitos detalhes que são importantes, mas acima de tudo nós queremos entender qual é o teu propósito,
porque isso aqui é realmente para nós entendermos o início do plano da redenção,
e isso nos ajuda a entender o que o senhor quer fazer ainda no nosso tempo, e é isso que nós queremos que o senhor nos fale,
que nós possamos entender, que nós possamos aprender aquilo que o senhor colocou aqui para a nossa aprendizagem.
Em nome de Jesus, agradecemos e pedimos amém.
Então, só para a gente se situar no Livro de Gênesis, vamos lembrar que esses aqui são os capítulos do Livro de Gênesis,
os primeiros 11 capítulos de Gênesis falam sobre um período muito grande da história, são 11 capítulos,
mas abrangem desde a criação até Abraão, de acordo com as genealogias e a cronologia que nós temos na Bíblia,
seria de aproximadamente dois mil anos, só nesses 11 capítulos,
mas se olharmos outros indícios, outros aspectos da idade, outros achados arqueológicos e outros fatos que nós sabemos,
que nós podemos aprender, seria mais de dois mil anos, então, esses 11 capítulos são muito importantes,
mas Deus não achou importante colocar muitas informações.
Então, nós temos aqui a criação, nós temos o pecado do primeiro casal no Jardim do Éden,
e depois a sequência que foi aumentando e piorando a situação, a queda foi se tornando cada vez pior,
e até que chegou a ter o dilúvio, quando não é, então tudo isso aqui está...
e ainda tem a Torre de Babel depois do dilúvio, então tudo isso está nos primeiros 11 capítulos de Gênesis,
é importante para a gente saber o começo das coisas,
mas o interesse maior, o foco maior das Escrituras é a respeito do plano de redenção,
como que Deus foi desenvolver seu plano de redenção, e esse plano, de uma forma construtiva, positiva, começou com Abrão,
então a partir do capítulo 12, então nós temos esses quatro grandes personagens,
quatro grandes figuras que marcaram essa história do início do povo de Israel, do povo de Deus, do plano de Deus de redenção,
então nós temos quatro personagens, nós vimos três e agora vamos começar na quarta.
Então, temos primeiro Abrão, esses são os capítulos que contam a história dele,
depois vem Isaac, e depois Jacó, e agora José.
Então, nesse primeira parte de introdução à vida de José, eu vou gastar só um pouquinho de tempo para colocar um contexto para a gente entender algumas coisas
antes de realmente seguir essa história, porque em Gênesis 37 já começa falando a respeito da vida de José,
mas antes de começar essa história, esse relato em Gênesis 37, eu quero colocar algumas coisas para a gente entender melhor.
Então, primeiro, o fato de que nós temos a história de três homens que são considerados patriarcas,
essa última história que começa no capítulo 37, vai até o fim do livro, capítulo 50,
a história de José tem vários diferenciais, vários aspectos que são diferentes, que precisamos prestar atenção,
porque a sequência é Abrão, Isaac e Jacó, José, mas essa sequência ela não é igual,
Abrão, Isaac e Jacó, eles são chamados de patriarcas, e até Deus se chama do Deus de Abrão, de Isaac e Jacó,
não Abrão, Isaac e Jacó e José, e tem uma diferenciação, apesar de que vocês podem ver aqui que José recebe muita atenção,
ele recebe um espaço grande na história de Gênesis, no livro de Gênesis, uma grande parte,
na verdade é um pouquinho, é semelhante, não é muito maior do que o espaço dado a Abrão e Jacó,
Isaac é o que tem a história mais curta, mas na verdade o espaço dedicado a José é maior do que qualquer um dos outros,
então são fatos interessantes, importantes para a gente olhar agora nesse começo da história.
Então, primeiro assim, a história de José não está no mesmo par, ele não é o quarto patriarca,
e tem várias coisas em relação a isso, porque os primeiros três, além do fato de que Deus se chama o Deus de Abrão, Isaac e Jacó,
nós temos assim que Deus fez uma aliança com Abrão, deu promessas para Abrão,
e essas promessas foram renovadas, transmitidas para, depois de Abrão passou para Isaac, e depois de Isaac passou para Jacó,
então isso é muito claro na história, nos registros históricos aqui do livro de Gênesis, essa aliança, essas promessas, elas foram renovadas por Deus,
não só Abrão dizendo para Isaac "Olha você é meu filho, você vai continuar crendo na promessa",
porque isso depois aconteceu, todas as gerações que eram fiéis a Deus transmitiam a mensagem, transmitiam aliança, transmitiam as promessas,
então eles mantiveram isso vivo no Egito, eles mantiveram isso ao longo da história,
então era assim, as promessas, a aliança, foram continuadas de geração em geração,
mas somente para os três primeiros, depois de uma forma coletiva, Deus renovou para Moisés,
mas assim, como patriarca com esses pais da nação, foi somente para os primeiros três que Deus falou, que Deus se comunicou diretamente e fez questão de renovar essas promessas para eles.
Na verdade nós não temos um registro na história de José de que Deus tenha falado diretamente com ele, ele recebeu uns sonhos, que está bem no começo da história aqui no capítulo 37,
mas nós não temos assim, porque mesmo o Jacó, o Jacó sonhou, mas era Deus falando com ele, Deus falava com ele no sonho,
José não aparece isso, não tem Deus se comunicando, Deus falando com José, não temos, então isso já é um grande diferencial, uma grande diferença em relação aos primeiros três.
E depois nós sabemos, já adiantando a história, mas nós sabemos pela própria profecia que Jacó deu para os seus doze filhos, nós sabemos que, e sabemos pela história que isso se cumpriu,
que a linha, a linhagem da semente, da descendência, que abençoaria todas por meio dessa descendência, todas as famílias até seriam abençoadas, não veio através de José,
então nós sabemos que José não foi o herdeiro, todos os doze filhos, Jacó, foram herdeiros da promessa de entrar na terra prometida, de ser um povo de Deus, todos herdaram isso,
mas somente por meio de um deles é que viria o Messias, que viria essa descendência que Deus prometeu, e essa linhagem não foi com José, foi com Judá.
Então tudo isso para a gente entender é até uma das grandes perguntas, porque se era por meio de Judá, Judá ele tem um destaque mais do que os outros irmãos,
mas nessa parte da história quem realmente é o centro das atenções, quem realmente é o centro, que até o final do livro de Gênesis é José, não é Judá,
então são coisas importantes para a gente explorar, para a gente inquirir, para entender o propósito de Deus no seu plano de redenção,
então isso é para a gente entender esse aspecto de que essa última parte do livro de Gênesis não vai focar em Judá,
não é a linhagem por meio da qual virá o Messias, esse não é o foco, o foco é José, e tem, a gente já sabe da história,
então sabemos que tem uma razão para isso, por causa de toda a descendência, toda a família de Jacó iria descer para o Egito para ficar lá até o momento da libertação,
então tudo isso aconteceu por meio de José, eles foram preservados durante a fome, preservados da morte, preservados por causa de José,
então José desempenhou um papel muito importante e ele é a personagem que está no centro das atenções agora.
Mais uma coisa para a gente olhar é que o livro de Gênesis, ele tem uma divisão, não essa divisão dos nossos capítulos,
ele tem uma divisão que nós temos mencionado que é uma palavra hebraica que significa... eu não sei a pronúncia certa, mas a palavra hebraica é Toledote,
e essa palavra aparece aqui em Gênesis 37, versículo 2, que fala esta... a minha tradução aqui, minha versão fala... esta é a história de Jacó,
mas eu até coloquei aqui no grupo dos que acompanham o estudo sistemático um arquivo que nós já mostramos no início do livro de Gênesis que
mostra todas as divisões, todas as vezes que o livro de Gênesis usa essa palavra que são marcas divisórias no livro,
então no início do livro de Gênesis, capítulo 2, fala... esta é a história, essa palavra Toledote é a história,
mas provavelmente a tradução melhor seria... essa é a genealogia ou essa é a descendência,
mas a primeira vez que isso aparece no capítulo 2 de Gênesis é sobre a história dos céus e da Terra,
mas eu coloquei esse arquivo, não vou falar sobre... coloquei no grupo, vocês podem ver como que o livro de Gênesis foi dividido com essas descendências,
essa história, e geralmente, por exemplo, a partir de Abrão, geralmente quando fala a história de Abrão, fala... esta é a genealogia ou essa é a descendência do pai dele,
então no final do capítulo 11 de Gênesis fala assim... esta é... esse é o Toledote de Terra, o pai de Abrão,
mas assim... não vai contar a história de Terra, vai contar a história da descendência, então aí quando vai falar sobre Isaac é a descendência de Abrão,
quando vai falar sobre a história de Jacó é a descendência de Isaac, então aqui no capítulo 37 fala... esta é a descendência, essa é a história, a genealogia de Jacó,
mas nós já ouvimos bastante, teve todos esses capítulos aqui, de 28 a 35, já contou muita coisa sobre Jacó,
agora não é a história de Jacó, agora é a descendência de Jacó, e a descendência de Jacó vai falar um pouco sobre Judá, vai falar um pouco sobre os outros irmãos por cima,
mas a história realmente... a personagem central é José, então a sequência de divisões no livro de Gênesis segue dessa forma e tem algumas sessões que são curtas,
tem a descendência de Ismael, tem a descendência de Esaúl, que vimos na última aula, então essa é a história, essa é a última parte de Toledote,
é a última parte do livro de Gênesis, esta é a história da descendência de Jacó e vai até o final do livro, então é a última parte de Gênesis que vai tratar então sobre essa história.
Agora algumas coisas importantes, algumas já falei, mas algumas coisas que estão no nosso esboço, se você estiver acompanhando,
nós temos de todos os doze descendentes de Jacó, então a atenção maior na história aqui de Gênesis é dada, a atenção maior dada para José,
por causa da importância que ele vai ter neste momento da história, neste momento da história da descendência de Abraão, dos doze filhos, de tudo que Deus vai começar a fazer,
a nação, ela vai ser formada mesmo, ela vai começar a multiplicar, se tornar mais do que só uma família, um clã, vai se tornar uma nação, um povo, dentro da terra do Egito,
então como nós sabemos José foi central nessa parte da história, então por isso que o foco maior é dado a ele e porque ele exerceu realmente,
não foi uma coisa só circunstancial, um acaso, mas realmente ele teve realmente uma posição muito destacada nessa parte da história.
Eu acho que eu não coloquei aqui no esboço, mas é bom a gente lembrar agora nesse começo aqui que José é uma das duas pessoas no Primeiro Testamento,
porque nós temos a história de muitas pessoas nessa história toda, aparecem várias pessoas, pessoas importantes, Abraão, Isaac e Jacó, tem Moisés, tem Samuel, tem os reis, David principalmente,
então nós temos muitas pessoas, profetas, mas a única pessoa, a Bíblia não esconde defeitos, todos os três patriarcas tiveram defeitos, cometeram grandes erros,
algumas pessoas tiveram a parte muito interessante da história do povo de Deus, pessoas como Jacó, uma pessoa que tinha muitas falhas de caráter, cometeu erros muito sérios,
aí nós temos o rei David que é alguém que sobressai como um homem segundo o coração de Deus, o próprio Moisés, mas eles tiveram erros e a Bíblia não esconde esses erros,
a Bíblia não tenta colocar assim "Olha, esse aqui é um herói", então às vezes nós temos uma tendência de idolatrar uma pessoa, de não ver os erros até em pessoas contemporâneas,
nós convivemos com pessoas, às vezes alguém da nossa família que a gente admira muito e a gente não quer nem mencionar, a gente não quer nem olhar para os defeitos ou para os erros,
e a Bíblia é muito... isso é uma característica, é diferente até de outras religiões, ou assim, se você vai contar a história de alguém que foi muito importante,
muitas vezes você passa por cima, você não fala dos defeitos e a Bíblia não faz isso, mas tem duas pessoas, nessa época antiga, antes da vinha de Jesus,
tem duas pessoas que sobressaem como pessoas... claro, eles tiveram pecados, não eram pessoas perfeitas, mas são pessoas que a gente não conhece,
a Bíblia não aponta defeitos nem de José aqui e nem de Daniel, eram duas pessoas que realmente aparecem como eu falei, tinham seus erros, tinham pecados,
não eram pessoas santas, perfeitas, mas eles tinham realmente... tiveram um caráter acima do normal, eles eram pessoas exemplares,
tem pessoas que a gente não sabe quase nada sobre Enoch, mas talvez algumas pessoas, assim, alguns profetas, algumas pessoas, a gente não tem conhecimento de quase nada da vida deles,
então não sabemos de defeito nenhum de Enoch, por exemplo, ele andou com Deus e talvez ele era uma pessoa realmente, mas a gente não conhece a vida dele,
a Bíblia não relata muita coisa, então não dá para a gente comparar, mas duas pessoas que aparecem na história da Bíblia que se destacam por ter realmente um caráter exemplar,
um caráter são essas duas, então José ele tem esse... ele é totalmente diferente do pai dele, por exemplo, e nós vamos ver isso no decorrer da história.
Uma das coisas, assim, interessantes sobre esse relato da vida de José é que quando a gente compara esses capítulos de 37 até o final de Gênesis,
é uma história que tem sequência, se você olhar, assim, a sequência na vida de Jacó ou na vida de Abraão, eles seguem uma sequência, não é solto, não é fora de ordem cronológica,
mas os capítulos, a narrativa a respeito da vida de Abraão, de Jacó, não formam um relato contínuo, o texto pode até ter sido, assim, uma parte alguém escreveu, outra parte veio de outra pessoa,
então às vezes quem compilou, Moisés ou outras pessoas ou alguém mais também que pode ter colocado um formato final no livro de Gênesis, ele juntou, isso acontece em muitos livros da Bíblia,
a pessoa teve que reunir vários relatos, como se fossem vários documentos, então a história de Abraão, a história de Jacó, o jeito que conta na Bíblia não tem esse mesmo estilo,
a história de José, eu até estava comparando e conferindo alguns comentários, várias pessoas, estudiosos da Bíblia, pessoas como o filósofo Voltaire, como outros que comentaram a respeito, que conheceram essa história de José,
reconhecem nessa história algo muito lindo, então até vou ler algumas coisas que eu anotei aqui, a história de José é um tesouro da literatura, um dos documentos,
isso nas palavras de pessoas que não eram estudiosos da Bíblia, não eram pessoas que necessariamente eram pessoas que conhecem a Deus de uma forma mais pessoal, mas é um dos documentos mais preciosos que recebemos da Antiguidade,
então isso é só para a gente dar um valor, a maneira como a história de José foi escrita e foi registrada aqui na Bíblia é algo singular, é algo diferente, a história dele forma um conjunto literário,
é uma história, o jeito que conta, por exemplo, tem algumas partes da história de Abraão ou de Jacó, por exemplo, o capítulo 24 de Gênesis que conta sobre como o servo de Abraão foi buscar a Rebeca, a esposa para Isaac, é realmente uma história linda,
mais ou menos nesse mesmo estilo, mas a maior parte da história de Abraão e de Jacó, de Isaac, não é nesse estilo que nós temos aqui, porque aqui vai contar muitos detalhes, vai relatar, é como se fosse um romance, é uma história verdadeira,
mas é uma história como alguém realmente escrevendo a história toda, então muitos autores, muitas pessoas têm visto nessa história realmente algo diferente que sobressai de outros escritos na Bíblia,
por exemplo, nós temos assim, de Davi, mais informações biográficas, mais espaço dado a Davi, do que qualquer outro personagem no primeiro testamento.
Na Bíblia tem mais informações sobre a vida de Davi, várias épocas da vida dele, do que mesmo Jesus, então Davi tem um destaque tremendo,
agora José, ele se destaca no livro de Gênesis e na Bíblia toda com esse relato, por exemplo, Ruth, Ruth é uma história linda, mas é bem mais curta,
então nós temos assim essas histórias que Deus fala muito por meio das histórias, por meio das narrativas, então essa história é um dos documentos mais preciosos que recebemos na Antiguidade.
Nada parecido com isso foi encontrado na Arqueologia nos escritos do Egito, da Babilônia, não tem nenhuma história que chega perto aqui da história de José,
é uma obra literária com perfeição artística, não é um conjunto de retalhos ou relatos individuais, avulsos, é um relato histórico mais unificado, literariamente, em Gênesis, talvez até na Bíblia inteira.
Nós podemos chamar essa biografia a mais artística e fascinante de todas as biografias no primeiro testamento.
Ok... então isso é só para mostrar o destaque e é uma história que cativa muito, é uma história assim... como que um filho tão amado de Jacó, como que ele desapareceu e o pai dele achou que ele tinha morrido,
é uma história realmente assim impressionante para nós.
Ok... então já mencionei que José não... então não é um dos três patriarcas, ele não recebe essa transmissão da promessa diretamente de Deus para ele,
ele é fundamental para que a promessa se cumpra, ele é uma pessoa que acredita na promessa,
em Hebreus 11 ele aparece como aquele que falou assim... "Olha, ele morreu, foi sepultado no Egito", mas ele falou assim... "Vocês vão sair daqui do Egito e eu quero que vocês levem os meus ossos para a terra prometida",
então ele demonstrou que acreditava mesmo nas promessas, isso foi algo muito importante, então ele foi um herdeiro importante das promessas, mas não nessa mesma sequência como dos três patriarcas.
E uma coisa assim que podemos observar aqui é que aqui no capítulo 37 ele aparece como tendo, no início da história dele, ele tem 17 anos de idade.
A cronologia de José e Jacó a gente consegue porque nem sempre na história relatada aqui conta a idade de Jacó, por exemplo aqui no relato José tinha 17 anos,
mas nós descobrimos se nós formos olhar assim lá na frente, Jacó desceu para o Egito quando ele tinha 130 anos, sabemos que José tinha 30 anos,
então é quando ele foi chamado por Faraó para assumir o governo e a administração no tempo da seca,
então com esses dados nós podemos dizer aqui como a coisa que a gente não percebe na sequência porque no final de Gênesis 35 fala que Isaac, o avô de José, morreu com 180 anos e Jacó e Isaú, os dois filhos, o sepultaram,
mas nesse momento aqui, uma coisa interessante de saber, Isaac não tinha morrido ainda, inclusive assim, acho que ele ainda estava com, Jacó tinha 108 anos,
então Isaac tinha 168 anos ainda, ele viveu mais 12 anos depois desse ponto aqui na história, então isso é só uma coisa para a gente saber em relação à cronologia.
Agora assim, um outro aspecto, uma outra coisa que eu quero colocar antes de começar a ler a história dele, aqui no esboço, está na letra B, é porque nós nos interessamos, porque nós devemos estudar a vida de José,
então eu coloquei quatro aspectos aqui que eu acho que são importantes para a gente também já antes de começar a gente pensar na importância da vida de José, tem outros pontos que nós vamos cavando e acompanhando e descobrindo ao longo da sequência aqui,
mas tem quatro razões porque a vida de José vale muito a pena e algumas dessas razões valem também para outros personagens da Bíblia, mas tendo em vista que José é uma das duas pessoas na Bíblia que aparece com caráter mais exemplar,
uma pessoa que realmente não era, ele dá um exemplo positivo, porque quando nós acompanhamos mesmo a vida de alguém como Abraão, como Davi, como Moisés, nós temos que ver que algumas coisas que eles fizeram não foram,
não devem ser referência para nós, nós não devemos usar a vida de Davi e os erros dele como desculpa para que a gente faça igual, são coisas que não devem ser imitadas, são coisas que causaram muita dor, frutos, muito amargos,
então a vida, quando a gente estuda a vida de vários outros homens e mulheres de Deus na Bíblia, tem coisas que a gente diz... isso aqui é algo que vale a pena, eu quero imitar, agora tem outras coisas que não,
que como a Bíblia não esconde os defeitos, os problemas, tem várias coisas na vida de outras pessoas que não valem a pena, agora a vida de José,
porque a vida de Daniel é semelhante, mas também nós não temos tantas informações sobre a biografia, sobre os acontecimentos da vida de Daniel, temos algumas coisas no livro de Daniel, mas José tem uma história muito mais completa,
então a primeira coisa para a gente usar a vida de José como base, para a gente estudar, como razão para estudar, é o seu caráter, a vida dele é realmente um grande modelo,
e ele é uma pessoa singular também, porque nós temos exatamente José e Daniel, essas duas pessoas, são dois exemplos, nós temos também Ester, que ocupou a posição de rainha, temos Nehemiah, que era um governador,
mas José e Daniel são os dois mais destacados que tiveram uma função de governo não sobre o povo de Israel, não como Davi, Salomão, Ezequias, Josias, que governaram o povo de Deus.
José foi, só abaixo de Faraó, o governador de todo o Egito, que era o país, não era um governo de Deus, não era o reino de Deus, e era o lugar mais poderoso daquela época, daquela região.
Mesma coisa o Daniel, Daniel na Babilônia, depois na Pérsia, Daniel serviu dentro de governos poderosos, mas não do povo de Deus, então são dois exemplos de pessoas que são dois modelos,
e justamente eram as pessoas que não tinham, não aparecem com muitas falhas de caráter, coisas assim, então são pessoas que vale a pena a gente estudar, e José tem essa trajetória super interessante,
porque ele começa lá embaixo, ele quase foi morto pelos irmãos, estava na cova, foi vendido como escravo, então nós temos essa história dele de como ele foi elevado por Deus, de como ele passou por provações, como ele foi lá embaixo,
então a vida individual, eu estou dizendo assim, essas são coisas que servem para nós, então você pode estudar a vida de José simplesmente para entender como Deus trabalha na vida de alguém,
como Deus foi preparando José, e como nós temos outras pessoas na Bíblia, David também passou por muita coisa, então são trajetórias, são sequências que nos ajudam a entender o que Deus quer fazer na trajetória, na jornada de uma pessoa,
então essa é a primeira, o primeiro motivo, a primeira coisa que você deve estudar a vida de José para aprender, aprender com o caráter, aprender com a sequência da vida dele,
como Deus não foi elevando ele direto para uma posição de autoridade, mas Deus foi preparando e ele passou pelo caminho de sofrimento até chegar lá.
A segunda coisa que devemos observar, antes de ir para a segunda coisa, eu quero dizer que muita gente estuda o Primeiro Testamento, que nós chamamos de Antigo Testamento,
muita gente estuda isso quase só desse ponto de vista de como Deus trabalhou na vida dele, muitas pessoas olham para o plano de Deus,
os propósitos de Deus, o relacionamento com Deus, como vidas individuais, e não tem essa noção, que é o que nós estamos mais querendo fazer nesse estudo sistemático,
que é mostrar o plano de Deus, Deus fez algo muito significativo na vida de José, a vida individual dele, a trajetória é super interessante,
mas nós não devemos nos limitar a isso, porque a vida de José faz parte de um propósito maior, de uma história maior, e é o plano de redenção,
então é muito importante não olhar somente do ponto individual.
Como a gente fala, tem muita gente que pega no Primeiro Testamento histórias bonitas, inspirativas, David Golias, histórias assim de como Deus abriu o Mar Vermelho,
o Êxodo, os milagres, a vida no deserto, conquistas, olha assim, tirando lições individuais, e é muito válido para isso,
mas nós queremos olhar para as Escrituras para ver muito além disso.
Então, a segunda coisa que nós podemos ver na vida de José, justamente relacionado com essa coisa da trajetória dele, é ver uma coisa que nós chamamos de providência divina,
e tem uma característica especial na vida de José, que é o que eu falei, assim, não temos registro de Deus aparecendo para José, de Deus falando com ele,
de Deus dando uma visão para ele, assim, falando com ele, só aqueles sonhos que ele teve no início,
e depois fala que Deus estava com José, que Deus prosperou, que Deus deu graça, assim, Deus estava com ele,
mas não tem nessa história, então isso é uma característica especial, e é uma coisa muito interessante, porque Deus pode intervir,
Deus falou com Abraão, Deus falou com Jacó, assim, foram intervenções, houve manifestações específicas de Deus na vida deles,
com José não era uma coisa muito clara, não era Deus falando, não era Deus trazendo uma intervenção, mas Deus estava agindo, coordenando as coisas,
e à medida que a gente for acompanhando a história da vida dele, nós vamos chamando atenção para isso, como Deus faz todas as coisas cooperarem para o bem,
essa providência divina significa que Deus está agindo, mesmo quando ele não fala, quando não acontece uma coisa sobrenatural,
Moisés, Deus aparece para Moisés, dá ordens para Moisés, tem muita coisa sobrenatural na vida, no Ministério de Moisés,
com José não tem esse elemento, assim, nem de Deus falar e nem de Deus fazer milagres aparentes, foram milagres,
mas é o que nós chamamos de providência de Deus, que Deus agindo nas circunstâncias e direcionando muitas vezes sem a própria pessoa perceber,
então isso é um aspecto que nós podemos chamar de providência, podemos chamar de graça, a graça de Deus na vida dele,
para direcionar as coisas e para fazer com que tudo aconteça de acordo com o propósito de Deus.
A terceira coisa também que vale muito a pena a gente salientar, mas no final do nosso estudo sobre José, depois nós podemos juntar várias coisas,
mas é mais do que... olha, tem outro fator muito interessante na vida de José, que é mais do que qualquer outra pessoa no primeiro testamento,
mas ainda assim, Davi, claro que ele aponta muito para Jesus, Jesus é o filho de Davi, Davi reinou, Davi queria fazer a casa de Deus,
Davi era o homem segundo o coração de Diotão, Davi mostra muita coisa sobre Jesus, aponta muito para Jesus,
e nós podemos encontrar aspectos, né, Abraão oferecendo Isaac, tem muitas coisas que mostram, mostram Jesus na vida daquelas pessoas,
mas José é mais do que qualquer outra pessoa, se você for fazer uma lista de todas as coisas na vida de José, dos acontecimentos, das situações que ele viveu,
a vida dele realmente é a que mais aponta, que mais demonstra, ele demonstrou mais do que qualquer outro personagem da antiguidade essas figuras, esses símbolos,
mostrando o que Jesus faria, então isso é muito interessante, e tem uma coisa que não aparece, acho que no tempo antes da vinda de Jesus,
eu acho que eles não falavam sobre isso, pelo menos a gente não tem nenhum relato ou documento, mas algum tempo depois,
como nós sabemos, os judeus como todo, a nação, o povo judeu, não reconheceu em Jesus o seu Messias,
então, depois da vinda de Jesus, eles continuaram falando, ainda venham Messias, estudavam Escrituras, ainda ficavam esperando a vinda do Messias,
e algum tempo, talvez dois ou três séculos depois de Jesus, alguns rabinos, eles estudando as profecias e estudando várias coisas sobre o Messias,
eles viram que tinha duas características diferentes do Messias, apontando na vida das pessoas, mas apontadas também pelas profecias,
porque Isaías 53, por exemplo, fala do Messias sofredor, mas a maioria das passagens, das profecias, falam a respeito de o Messias que vem para reinar,
para trazer o reino de Deus, então é interessante que nos escritos dos rabinos, nos escritos judaicos, alguns até achavam que seriam duas pessoas,
dois Messias diferentes, então eles têm o Messias bem José, filho de José, um Messias que seria semelhante a José, mas no sentido do sofrimento,
porque José depois, ele também foi exaltado e governou, mas quando os judeus falavam a respeito de um Messias que seria semelhante a José, filho de José, eles falavam muito sobre a parte da vida dele que ele sofreu,
então existe isso até hoje no meio dos judeus, de pensar de um Messias, alguns acham que seriam dois aspectos do mesmo Messias, o bem José e o bem Davi, o filho de José e o filho de Davi,
mas é só eu estou falando isso aqui porque é interessante que os próprios judeus, os estudiosos, os rabinos, eles veem em José um apontamento, uma figura, alguém que simboliza o Messias,
é muito forte isso, tudo que ele passou, o tipo de vida, as coisas que ele passou, então esse é o terceiro aspecto para estudar a vida de Davi.
E o quarto é esse que eu falei, já que nós queremos enxergar em José, nós queremos estudar na vida de José porque o que Deus queria para ser o papel dentro do plano de Deus,
então nós podemos estudar o caráter, podemos estudar a jornada dele, podemos ver nele um símbolo, uma figura, um exemplo do Messias, mas nós podemos ver a questão da providência divina,
mas nós queremos ver também como José desempenhou um papel importante, não o papel de levar os descendentes de Abrão para a Terra Prometida, mas de levar da Terra Prometida para o Egito,
que era um passo importante, mas nesse passo importante a descendência de Jacó, de Abrão, Isaac, Jacó, eles teriam que ser preservados, então José desempenhou um papel muito importante, muito necessário nessa etapa do plano de Deus,
então isso é algo também que nós vamos continuar estudando. Então hoje nós não vamos entrar muito, eu só vou começar a história de José, porque eu quero chamar a atenção para um aspecto,
porque esses primeiros versículos de Gênesis 37 destacam algo que foi o que determinou toda a trajetória, tudo que aconteceu com José aconteceu por causa de algo que descreve aqui no começo do capítulo,
e provavelmente nós vamos continuar explorando essa questão, procurando entender, mas eu queria falar um pouquinho sobre isso, que é o que eu escrevi aqui embaixo, que nós já no começo da história,
e isso não é por acaso, quer dizer, vai falar sobre José, a primeira coisa que destaca é exatamente o que vai aparecer nos primeiros versículos aqui, então vamos ler, seria só os primeiros versículos do capítulo 37,
e vamos pensar um pouquinho sobre esse contexto, esse pano de fundo, essa situação em que a história de José começa, então 37.2 fala essa história ou a descendência de Jacó,
sendo José de 17 anos apacentava os rebanhos com seus irmãos, esse era o trabalho deles, eles não eram agrícolas ainda, eles eram pastores, eles criavam rebanhos,
então ele apacentava os rebanhos com seus irmãos, sendo ainda jovem, andava com os filhos de Bila e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai, que eram as servas de Lia e de Raquel,
e cada uma teve dois filhos, e trazia mais notícias deles a seu pai, então ele não era um irmão querido pelos outros irmãos, ele não tinha o afeto dos irmãos, por quê?
Aqui começa falando que ele falava de tudo que eles faziam errado, ele era um dedo duro, ele ficava relatando aquilo que eles estavam fazendo,
e isso os irmãos não gostavam, aqui fala especificamente desses quatro irmãos, mas isso com certeza todos os irmãos compartilhavam isso,
mas no versículo 3 já vai mostrar que antes dele começar a fazer isso, tinha um outro fator que causou essa inimidade, que esse sentimento entre ele e seus irmãos,
Israel amava a José mais do que a todos seus outros filhos, então aqui nós temos uma situação que nós não podemos colocar isso como um modelo,
como esse aqui era uma situação muito, muito errada, um pai amar um filho mais do que os outros, agora tem uma razão para isso,
e até é uma das razões porque o modelo de Deus para a família não é ter mais de uma esposa,
porque você pode perceber aqui pela história também de Jacó, toda aquela história de que na verdade ele só queria casar com Raquel,
Jacó amou Raquel, ele queria casar com Raquel, não foi ideia de Jacó ter duas esposas e muito menos quatro,
então tem toda aquela história por trás, por que que Jacó amava a José mais do que a todos os outros filhos?
Por causa de Raquel, Raquel só teve dois filhos, ela demorou bastante, até Deus favoreceu Lia porque ele viu que Lia era menos amada, não era amada pelo marido,
mas Raquel demorou bastante para ter um filho e finalmente o Senhor permitiu, ela teve o filho e depois, quando ela foi ter o segundo filho, ela morreu,
então nós podemos entender a situação de Jacó, o amor da vida dele era Raquel, Raquel morreu tendo o segundo filho,
então Jacó não tinha mais a esposa amada, então ele se apegou a José, porque José, o primeiro filho da esposa amada, ele se apegou a José,
mas essa questão, já vou mostrar um pouco mais sobre isso, mas essa situação de favoritismo, Israel amava José mais do que a todos os seus outros filhos,
porque era filho da sua velhice, aqui fala assim, porque ele era o filho da velhice, mas podemos ter certeza que tinha muito a ver,
porque depois, inclusive, Benjamim, quando José, Jacó achou que José tinha morrido, Benjamim passou a ser o filho amado dele, era da velhice,
isso tem quando, no tempo em que as famílias, os pais, os casais tinham muitos filhos, o Caçula, o mais novinho, ele tem um tratamento diferente,
e ele fica mimado até pelos outros irmãos, então essa questão dele ser filho da velhice tinha uma influência,
mas com certeza também a questão dele ser o filho da esposa amada, então porque ele era filho de sua velhice e fez-lhe uma túnica de várias cores,
tem muitas discussões, falam assim, o que que no original se era realmente muitas cores, ou alguns falam assim de manga comprida,
o fato é que era uma roupa diferenciada, e depois lá em "Segundo Samuel" vai falar sobre a filha do rei Davi que usava,
o único lugar nas escrituras que usa o mesmo termo aqui de ser uma túnica de várias cores,
Tamar, filha de Davi, usava uma roupa assim também que era uma roupa especial das filhas do rei,
aqui não tinha essa conotação de rei, eles não tinham isso, mas essa roupa que ele deu para José era uma roupa que destacava,
era uma roupa que... "esse aqui é o melhor, esse aqui é o meu preferido", assim,
às vezes os pais podem até ter um sentimento especial por um filho, por uma razão ou por outra, mas geralmente tentam esconder,
e Jacó ele não escondeu, ele colocou escancarado para todo mundo ver, "esse aqui eu estou dando essa roupa porque esse aqui é o meu predileto",
então isso tudo, e lembrando que Jacó viveu isso, né, Jacó e Isaú, os dois irmãos,
Isaac tinha uma preferência por Isaú, só tinham dois filhos, mas o filho predileto de Isaac era Isaú,
o filho predileto de Rebeca, da mãe, era Jacó, e deu todo aquele rolo da benção, do engano, de Jacó ter que fugir,
olha o que dá essa coisa de favoritismo, Deus escolheu Jacó, então tinha algo ali que Deus tinha falado assim,
"Olha, é Jacó que vai ser a sequência da promessa", mas a maneira como eles lidaram com isso foi terrível,
entre Isaac e Ismael, H e Ismael tiveram que ir embora, então é por isso também que eu falei assim, o propósito de Deus não é ter muitos esposos,
ter essa concorrência, esse sentimento, isso tudo a gente vê assim, nós vamos comentando mais sobre a família, a família de Jacó,
a família que vai dar origem à nação de Israel, os doze filhos, as doze tribos, e tanta coisa ruim aconteceu,
já vimos o que aconteceu com Ruben, que foi deitar com a madrasta dele, foi Simeão e Levique, mataram todo aquele pessoal em Siquém,
vai ter uma história terrível de Judá, as histórias e dos doze, os dez, Benjamin não fazia parte ali, mas os dez irmãos que quiseram matar José,
então quanta coisa ruim estava acontecendo nessa família, então isso tudo é assim, a gente pode falar "Essa é a graça de Deus, Deus escolheu e Deus foi transformando",
mas misericórdia e a gente pode falar isso até hoje, porque a família de Deus continua dando muito escândalo,
mas apesar disso isso não é desculpa, isso não é o padrão de Deus, isso não é o jeito que Deus quer,
mas mostra como Deus agiu mesmo no meio de tanta coisa errada,
mas então Jacó sabia o que dava, ele não deve ter associado, não deve ter pensado nesse momento,
mas ele deveria saber que escolher um filho, destacá-lo como seu preferido, usar favoritismo, tratá-lo de uma forma diferente,
e o que eu quero dizer, eu vou mostrar alguns textos daqui a pouco, isso não é o padrão de Deus, isso não é o jeito que Deus quer.
Mais uma vez a gente pode olhar pra Jacó e Isaú, a gente pode falar assim "Não, Rebecca estava certa, porque Deus escolheu Jacó, ela tinha que fazer Jacó mesmo, receber a bênção",
mas com certeza isso não é o jeito que Deus queria, é usar o chamado de Deus de uma forma errada,
e aqui, por enquanto, Deus tinha um propósito, como nós vamos ver aqui, como a gente já conhece a história,
Deus tinha de fato um propósito na vida de José,
mas aqui não tem essa revelação, como Rebecca tinha, de que Jacó seria o escolhido, aqui não tinha,
José não... Deus não falou com Jacó, "É José que vai ser o herdeiro", na verdade, os doze filhos de Jacó, todos herdariam a promessa, todos dariam sequência,
então, o que eu quero colocar, sim, é que Deus usa as situações, Deus trabalha com nossas falhas,
Deus é capaz de pegar uma situação totalmente errada, totalmente contrário à natureza de Deus, ao jeito que Deus quer,
Deus é capaz de trabalhar e até fazer com que aquilo contribua para o plano dele,
mas olhando do ponto de vista de família, o que Deus quer fazer numa família, isso aqui tudo foi terrível,
foi terrível da parte de Jacó, e foi terrível da parte dos irmãos, que não conseguiram lidar com essa situação.
Depois de tanto sofrimento, nós vamos ver lá na frente da história, parece que os irmãos aceitaram Benjamin, o irmão mais novo de José,
eles parece que já aceitaram e houve uma mudança de atitude dos irmãos, que eles conseguiram aceitar o favoritismo de Jacó por Benjamin,
mas aqui eles não conseguiam nem falar, versículo 4, "Vendo os seus irmãos, que seu pai o amava mais do que a todos os outros seus irmãos,
odiaram-no e já não podiam falar com ele pacificamente."
E aí tem a história, que eu não vou entrar agora, mas tem a história dos sonhos, que José ainda sonha,
que todos os feixes dos irmãos se inclinam diante do feixe dele, e eles interpretaram certinho, entenderam o que seria isso.
Mas então aqui eu quero só parar, hoje nós não vamos mais adiante na história,
e eu quero só pensar um pouquinho sobre esse tema, que é um tema muito recorrente,
como eu falei, já teve a situação de Isaac e Ismael, já teve a situação de Jacó e Isaú,
e agora na família de Jacó tem José, que é preferido, e os outros irmãos é menos,
ele não tem o mesmo afeto, não tem o mesmo carinho, tratou de uma forma diferenciada.
Então eu queria colocar essa situação, porque ao olhar para isso nós temos que pensar em duas coisas,
como nós já vimos com Jacó e Isaú, eles agiram, Jacó, Rebecca, eles agiram de uma forma errada,
mentiram, enganaram, fizeram de uma forma humana para tentar fazer com que Isaac abençoasse Jacó com a bênção principal,
mas isso não era o jeito de Deus.
Deus usou, Deus fez com que as coisas cooperassem, Deus trabalha mesmo nas nossas imperfeições e nas nossas falhas,
mas é muito importante entender, eu vou ler alguns textos aqui, tem muitos textos,
mas eu só vou ler talvez dois ou três para mostrar que Deus é contrafavoritismo,
então nós precisamos olhar o seguinte, Deus escolhe alguns,
Deus de fato escolheu José para uma função, os sonhos que ele teve foram profecias,
Deus deu a José e isso deve ter sido muito importante na vida de José ao longo daqueles anos como escravo,
depois na prisão, isso deve ter sido muito importante para ele,
ele precisava saber que Deus tinha um propósito para a vida dele, que a vida dele não tinha acabado,
mas essa escolha, e até mesmo assim, o que que os irmãos sentiram?
Nosso pai prefere José, e agora ele recebe um sonho e geralmente naquele tempo eles davam muito valor aos sonhos,
os irmãos devem ter ficado, não sei, assim, isso vai acontecer, não vai acontecer,
depois eles até quiseram matar o irmão e depois venderam como escravo para que aquele sonho não se cumprisse,
porque o que que eles entenderam do sonho?
Eles entenderam do sonho que José ia ser o líder, que ele ia dominar, que ele ia... o tipo de governo,
e quando você olha assim... você vai reinar sobre nós, você vai dominar sobre nós,
nós temos, mais ainda naquela época, assim, o domínio era uma coisa terrível, podia ser cruel,
podia ser alguém se aproveitando, explorando os outros por causa de ser o dominador,
e nós que conhecemos a história como ela termina, o plano de Deus para José não era que ele dominasse,
o sonho se cumpriu literalmente, eles foram para o Egito e se inclinaram diante de José,
mas não era um domínio para o mal deles, era um domínio para o bem,
José foi lá no Egito, como nós sabemos, foi levado por Deus para preservá-los, ele sofreu para chegar lá,
e ele cumpriu um propósito de Deus, e é isso que Deus quer, então eu queria contrastar aqui
esses dois conceitos de que realmente Deus escolhe alguns com um papel especial,
Deus tinha um papel nesse momento para a vida de José, mas ele não foi a linhagem do Messias,
Deus tinha escolhido uma outra pessoa, é muito fascinante pensar sobre esse chamado de Deus,
e como nós como seres humanos, como nós somos dominados por inveja, por ciúme,
por não querer que o outro sobressaia, esse ciúme é uma coisa terrível, é um sentimento terrível que nós temos,
por que que Deus favoreceu alguém, e nós temos exemplos terríveis de pessoas que sobem na vida
e que pisam nos outros, abusam dos outros, usam mal, esse privilégio que eles recebem,
mas no plano de Deus estão duas coisas que nós podemos aprender aqui, uma que Deus não tem esse tipo de favoritismo,
esse jeito que Jacó tratou seu filho, isso em detrimento dos irmãos, isso é algo que Deus não aprova,
e eu vou mostrar alguns textos que mostra que Deus, ele se revela não como alguém que escolhe alguns,
que gosta de alguns e não vai com a cara de outros, que despreza, que rejeita,
nós precisamos fazer uma grande diferenciação, e é algo que a gente já tem falado quando falamos sobre Jacó e Isaú,
que o chamado, a escolha de Deus não significa que Deus não queria Isaú, que Deus não queria Ismael,
era uma escolha para cumprir uma função, e Deus pode escolher quem ele quiser, então Jacó tem 12 filhos,
e Judá é um que Deus vai escolher para ser o progenitor do Messias e do Rei Davi,
mas aqui neste momento Deus escolhe José, Deus resolve escolher José.
Então, quando Deus escolhe alguém, não é favoritismo, essa parte de favoritismo, de preferir, de tratar diferente,
é algo que Deus não quer, eu não vou ler esse texto, mas em Deuteronômio 21, Moisés, na lei de Moisés,
ele dá uma instrução, que quando o homem tem duas esposas ou mais, se ele... é por isso que não é para ter duas ou mais,
é porque sempre vai amar mais uma do que outra, tem vários exemplos disso na Bíblia,
mas isso acontecia, tinha essa prática ainda, então Moisés falou assim...
"Se o filho primogênito de um homem é da esposa não amada, como aqui no caso de Jacó, o primogênito dele foi Ruben,
de Lia, não foi José, mas aí na lei de Moisés o pai não poderia dar preferência ao filho da esposa amada."
Então, se o primogênito fosse da esposa não tão amada, então... mas não importa, ele era o primogênito e ele tinha que receber os direitos.
Então, isso mostra que Deus, na questão de justiça, na questão de tratamento, na questão de ter valor para Deus, Deus não tem favoritismo.
Vamos ler só alguns textos para mostrar isso, eu vou ler um no Novo Testamento, em 1 Pedro, e depois eu vou ler alguns no Primeiro Testamento.
Em 1 Pedro 1,17 fala assim... 1 Pedro 1,17... "Ora, se invocais por pai aquele que, sem acepção de pessoas,
julga, segundo a obra de cada um, andar em temor durante o tempo da vossa peregrinação."
Então, o apóstolo Pedro está dizendo... olha... quando se trata de aceitação, quando se trata de Deus valorizar, de Deus receber todos da mesma forma,
isso você pode encontrar em muitos lugares, geralmente a tradução é "Deus não faz acepção de pessoas".
Outro termo bastante usado é "Deus não é parcial" e Deus ordena que as pessoas não sejam parciais.
Deus não quer favoritismo, ele não quer favoritismo dentro de uma família, ele não quer favoritismo, ele não usa de favoritismo com os seus filhos,
e ele não quer que a gente use de favoritismo, ou seja, de qualquer outro tipo, vai julgar uma causa, quem tem mais dinheiro,
quem é mais bonito, quem está mais próximo, quem tem mais amizade, e nós... todos nós temos uma grande tendência de ser parciais,
e eu acho importante colocar isso porque em questão de chamamento, em questão de Deus usar uma determinada pessoa ou uma determinada nação,
nós temos toda essa questão de anti-semitismo, de ódio contra os judeus, contra o povo de Israel, por que que tem esse ódio?
É porque não... pode ser inconsciente, as pessoas não pensam isso conscientemente, geralmente, mas os judeus terem uma aliança com Deus,
terem sido escolhidos por Deus para ser um instrumento dele trazer redenção para o mundo, as pessoas não aceitam.
Dentro de nós, a nossa tendência é de teciumes, e isso se transforma em ódio, então esse começo de história, em Gênesis 37,
Jacó usando parcialidade, Jacó usando favoritismo, eu quero colocar isso bem claro, isso não é de Deus.
Deus tem chamados diferentes, Deus tem funções diferentes, ele chama cada pessoa para a função que ele sabe que é ideal para aquela pessoa,
como em 1 Coríntios 12 fala, Deus coloca cada pessoa, cada membro no corpo como ele quer, então não tem discussão,
eu sempre penso no time de futebol, de qualquer outro esporte, o técnico ele vai colocar a pessoa na função,
ele vai mandar jogar, vai tirar do jogo do jeito que ele quer, porque ele sabe o que é melhor, os técnicos erram, mas Deus não erra,
Deus sabe quem é ideal, para aquele momento no plano de Deus, Deus queria Jacó, ele não queria Isaú, porque Jacó tinha características próprias
para alguma coisa que Deus queria, e é muito complexo, a gente não sabe todas as razões de Deus, mas a diferença,
tem uma diferença entre Deus invocais por pai, aquele que sem acepção de pessoas, que significa sem priorizar alguém, sem fazer diferença alguma,
vamos ver como isso aparece, Deuteronômio 1, como Moisés colocou outros líderes, Deus não ia pedir que os homens usassem um critério que ele não usa para si mesmo,
lembra como Abraão pediu a Deus quando estava orando em favor de Loh, que estava lá em Sodoma, e Abraão falou assim "Deus, o Senhor é o juiz de toda a terra,
o Senhor não vai fazer uma injustiça, o Senhor não vai castigar os justos como se eles fossem injustos, o Senhor não vai fazer um juízo indevido,
o Senhor não tem acepção de pessoas". Quando Pedro entendeu que Deus tinha ouvido as orações de Cornelho lá em Atos, capítulo 10,
ele fala assim, quando ele chegou na casa de Cornelho e viu que o anjo de Deus tinha aparecido por Cornelho e tudo,
Pedro começa seu discurso e falou assim "Agora eu percebo que Deus não tem acepção de pessoas, que Deus pode ouvir um gentil do mesmo jeito que ele ouve um judeu".
Então em Deuteronômio 1, quando Moisés estava colocando os juízes no meio do povo dele, do povo de Deus, ele fala assim "Juízes 1,16.
No mesmo tempo ordenei a vossos juízes, ouvi a causa entre vossos irmãos, e julgai com justiça entre um homem e seu irmão, ou o estrangeiro que está com ele".
Então os juízes teriam que julgar as situações que fossem surgir, contendo as controvérsias, e aí,
versículo 17 "Não mostrarei parcialidade no julgamento, ou vireis tanto pequeno como grande, não temereis a ninguém, pois o juízo de Deus".
Então isso é algo que é enfatizado vez após vez após vez, mais um texto em segundo crônicas,
mas se você for procurar seguir na Bíblia, assim, todas as vezes que fala sobre parcialidade ou sobre não ter acepção de pessoas,
você sempre vai encontrar isso, Deus não tem parcialidade, quando se trata de ter vida eterna, ser aceito por Deus,
Deus amar as pessoas, a Bíblia afirma claramente Deus não tem parcialidade, Deus escolheu um povo judeu,
Deus escolheu dentro do povo judeu esse ou aquele, num determinado momento, para fazer alguma coisa,
então Deus não tem parcialidade nisso, Deus não está rejeitando o outro porque ele não deu aquela função para ele,
em termos de função, em termos de desempenhar um papel, sim, Deus vai escolher quem ele sabe que é melhor para aquele papel,
e Deus escolheu a descendência de Abraão, porque através deles ele ia trazer tantas coisas, tantas bênçãos para o mundo,
mas Deus não ama mais os judeus, o povo de Israel, do que os outros povos, Deus não tem parcialidade,
segundo Crônicas 19, quando Josafá coloca Juízes também, ele fala no versículo 7, segundo Crônicas 19, versículo 6,
"E disse aos Juízes, Vede o que fazeis, porque não julgais da parte do homem, mas da parte do Senhor, e ele está convosco no julgamento."
"Agora seja o temor do Senhor convosco, julgar com cuidado, pois não há no Senhor nosso Deus iniquidade, nem acepção de pessoas, nem aceitação de presentes."
Então, isso é Deus, eu queria só deixar isso, nós vamos continuar falando sobre essa questão,
mas, primeiro, entender que Deus tinha um propósito para a vida de José, como o próprio José depois falou com os irmãos,
assim, vocês estavam querendo fazer mal para mim, mas Deus estava querendo fazer para o bem, José percebeu isso anos depois,
mas essa situação de um pai mostrar favoritismo, errado, Deus não tem favoritismo,
Deus tem funções diferentes, mas Ele não tem favoritismo. Agora, outra coisa terrível,
é quando Deus coloca alguém numa função, num papel, e os outros sentem ciúmes, os outros têm inveja daquilo, ter ódio por causa disso,
então, isso não é desculpa para eles, os irmãos, os outros filhos de Jacó, os irmãos de José, isso foi uma coisa terrível,
então, nós temos algo muito errado nessa família, que Deus vai usar, que Deus vai transformar,
Deus usou toda essa situação para ensinar e para transformar a vida deles,
mas essa característica, tanto do lado do pai mostrar favoritismo, como também dos irmãos terem ciúmes.
Agora, tem uma coisa que eu já imaginei muitas vezes ao ler esse texto sobre José,
José sonhou, teve dois sonhos, em que primeiro eram os outros irmãos dele, todos os feches se inclinando diante do feche dele,
e depois o outro sonho até tinha o sol e a lua, o pai e a mãe e os 11 estrelas se inclinando para ele,
então, às vezes a gente pensa que pode ter sido um defeito de José ficar contando essa história,
assim, será que ele não percebeu, ele já tinha provável... não tinha como ele não ver,
não tinha como ele não sentir que os irmãos já estavam muito chateados por ele ser o filho favorito, ele ainda vai contar aqueles sonhos,
então, só para a gente entender os erros nesse tipo de situação, e como isso é um desafio até hoje, é difícil,
o pai, ou qualquer pessoa, não pode mostrar favoritismo, se tem alguma coisa porque faz...
por que que as pessoas são corruptas? Porque vem alguém com dinheiro, com uma maneira errada, assim, de ganhar o coração da pessoa,
ou com dinheiro, ou fazendo favores, a Bíblia fala assim que a gente tem que tratar todas as pessoas de uma forma igual,
de uma forma justa, dentro da igreja, fora da igreja, na sociedade, Deus não é um Deus injusto, Deus não é um Deus parcial,
então, primeira coisa, contra favoritismo, contra essa preferência por motivos errados,
segunda coisa, Deus sim escolhe pessoas para fazer algum papel, uma função que é diferenciado,
ele escolhe, como no time de futebol, ele vai colocar cada jogador, vai saber se vai pôr para jogar, se não vai pôr,
se vai pôr numa função mais destacada, menos destacada, e assim, também, outras situações, as pessoas são escolhidas para fazer uma função,
e os outros ficam com ciúmes, errado, uma coisa terrível, olha o que deu, na verdade, a história da humanidade começa com isso, Caim e Abel,
e Deus aceitou a oferta de Abel, e não aceitou de Caim, e não foi por favoritismo, Deus queria ensinar alguma coisa,
e quando Deus falou com Caim, por que que você está com o semblante caído, ele falou assim, tome cuidado porque o pecado já está espreitando,
está no seu coração e pode te levar a fazer o mal, ele avisou Caim antes, e olha como o ciúme, como isso pode causar morte,
e quanto que causa dentro de igrejas, dentro de famílias, dentro da sociedade, dentro de uma empresa, dentro de qualquer tipo de lugar, de contexto,
quando alguém é chamado para desempenhar uma função, e realmente é justificado, porque nós vivemos num mundo muito imperfeito,
as pessoas são escolhidas não de uma forma justa, mas o papel de quem é escolhido é ser humilde.
Provavelmente José não era humilde nesse momento da vida dele, ou ele era ingênuo, ou ele queria assim dar uma assim,
"Olha só, eu até sonhei, isso, olha o que vai acontecer comigo", é difícil, a Bíblia não afirma,
então a gente não sabe o que estava no coração de José, mas nós podemos usar essa situação para dizer,
a pessoa que é escolhida para uma função, José seria escolhido de todos os filhos de Jessé,
Deus escolheu o mais novo, David para ser o próximo rei, os irmãos de David também não gostaram dele porque ele foi escolhido,
então quem é escolhido tem que ter muito cuidado para não ser arrogante, isso é uma tendência também,
todos os escolhidos têm uma tendência grande de se acharem mais do que os outros, de serem presunciosos ou arrogantes, prepotentes,
e quem não é escolhido precisa aceitar para... é claro, eles não sabiam o que ia acontecer,
mas os irmãos de José, eles tinham que ter assim, "Olha, Deus vai usar nosso irmãozinho para nos salvar num momento crítico",
é claro que eles não sabiam disso, não tinham como ter esse entendimento, mas essa deve ser a nossa atitude,
então a história de José começa com essa situação dentro da família e uma situação que tem muita coisa para nos ensinar
sobre as atitudes certas e as atitudes erradas e como essas atitudes podem ser fatais, como elas podem ser muito prejudiciais,
olha só o anti-semitismo contra o povo de Israel porque eles foram escolhidos e muita coisa os judeus já fizeram de errado também no papel de escolhidos,
então todos nós temos muita coisa, os cristãos, a igreja tem as mesmas tendências dentro da igreja, da igreja em relação ao mundo,
essa questão de quem é escolhido e quem não é escolhido e como enfrentar esses desafios são lições muito profundas que nós precisamos aprender.
Senhor, nós pedimos que o Senhor nos ensine, acima de tudo, o Senhor a não ter esse tipo de acepção de pessoas por qualquer motivo,
que o Senhor não é um Deus que tem acepção de pessoas, o Senhor não é um Deus injusto,
o Senhor não é um Deus que prefere uns em relação a outros dos seus filhos ou de todos que o Senhor criou,
e também que nós possamos ter humildade quando o Senhor nos escolhe para fazer alguma coisa para o teu reino
e que nós possamos ter também humildade quando o Senhor escolhe outras pessoas, de uma forma mais destacada,
o Senhor quer que cooperemos, que sejamos juntos, teu povo, tua família e que possamos entender o mesmo tratamento
e o mesmo amor que o Senhor tem para com todos, que nós possamos aprender isso, pedimos em nome de Jesus. Amém.

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