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Aula 13 – Gênesis – Descrição do Jardim do Éden

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1:04:15

O GÊNESIS

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28/04/18 – Gênesis 2 – Descrição do Jardim do Éden

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Eu estou, não sei se vocês estão, claro que eu estou sempre para preparar uma aula, a gente tem que ler e reler e estudar,
então evidentemente eu estou bem mais imerso no assunto, mas eu espero que vocês também sintam esse efeito de sentir quanto tem nesses primeiros capítulos de Gênesis,
é uma coisa, eu fico muito assombrado diante de tanta riqueza, é uma coisa tão simples, Gênesis I muito simples, Gênesis II também é super simples,
a história é, nós todos conhecemos, não tem nada, tem nada aqui que vocês não viram, não tem nada que não foi contado, é uma história,
tem tanta coisa que nós gostaríamos de saber, tantos detalhes que não estão aqui, mas tudo que precisa está aqui e é incrível como a gente volta às origens,
o começo de tudo, isso aqui como nós temos falado várias vezes, esse aqui tem a explicação, esse aqui tem um sentido, esse aqui tem a razão da nossa vida, tem tudo, tudo volta nesses primeiros capítulos de Gênesis,
o livro de Gênesis já é o livro das origens, mas principalmente esses primeiros três capítulos que tem a criação, depois no capítulo 3 a queda, tem toda a explicação da humanidade,
de onde nós viemos, por que está assim, a gente encontra tudo aqui, então isso é uma das coisas que tem me impressionado cada vez mais,
a gente tem falado que nós no século 21, nós temos uma cabeça que pensa de uma maneira diferente do que aquela época,
então a gente faz outras perguntas, a gente faz uma porção de perguntas que não são respondidas aqui, nós vamos ver um exemplo no nosso assunto de hoje,
vocês viram qual é o assunto de hoje? Hoje o assunto é maravilhoso, Jardim do Éden, poderia ter algum assunto mais belo, mais interessante, mais maravilhoso pra gente meditar um pouco,
do que o Jardim do Éden, então tem muita coisa aqui que a gente gostaria de saber, tenho certeza que se você fosse pensar, que fatos você gostaria de saber sobre o Jardim do Éden?
Uma das primeiras coisas é onde ficava, quero saber exatamente onde ficava, outras pessoas vão querer saber, acho que é mais homem que gosta de localização, não sei né,
mas as mulheres vão querer saber como é que era, onde que eles dormiam, que tipo de, como é que era a vida, o que que tinha nesse jardim,
então a primeira coisa que eu coloquei aqui no esboço que nós vamos seguir é a descrição do que tem aqui, então evidentemente tem outras referências,
nós podemos dividir nossas perguntas, nossas curiosidades em três partes, uma são coisas que tem aqui, tem fatos aqui, então tem coisas explícitas, coisas bem claras,
o que que a Bíblia fala nesse texto sobre o Jardim do Éden, então essa primeira classe de fatos, são as coisas explícitas, bem claras que estão aqui,
tem uma segunda classe que vamos tentar falar um pouquinho que são outras referências na Bíblia, em outros lugares na Bíblia que falam sobre o Jardim do Éden,
tanto assim nos, tem referências nos salmos, tem referências nos profetas, então tem ideias sobre o que o Espírito Santo revelava,
tem coisas que nós podemos descobrir em outras passagens e tem também um aspecto que nos ajuda a entender um pouquinho porque tem uma previsão futura,
tem a restauração do Jardim do Éden no fim, aquilo que é restaurado no fim, ainda que seja numa amplitude, numa coisa mais perfeita ainda do que no início,
mas o que vai ser restaurado no fim também nos ajuda a entender o que era no início e vice-versa, se nós quisermos saber,
porque também não tem muita descrição sobre o futuro, nós não temos muitas descrições sobre a Cidade Eterna, sobre o lugar onde nós vamos ficar para sempre,
então tem coisas aqui no início que também vão nos ajudar a entender o futuro, essa é a segunda classe, então tem coisas explícitas aqui,
tem outras coisas que a gente pode ir deduzindo e ajuntando informações de outras partes da Bíblia e tem uma terceira classe que são puras especulações,
porque tudo que não está nem aqui e nem em outras passagens da Bíblia, que muitas pessoas têm ideias, muitas pessoas formulam teorias,
mesmo sobre essa questão da localização, nós vamos citar um pouquinho sobre isso, mas apesar de ter algumas referências aqui,
primeiro que essa não era a preocupação deles, assim como os autores, as pessoas daquela época eles não tinham uma cabeça,
não tinha GPS, não tinha mapa, não tinha essa ideia que eu tenho que localizar exatamente onde que ficava em relação às outras coisas,
então a gente não tem muitas informações, tem algumas coisas que são importantes e isso a gente vai ver, então vamos lá.
No mês passado a gente já falou sobre esse capítulo, mas a gente estava focando especificamente a Adão, a criação de Adão,
depois a criação de Eva e também nós falamos bastante sobre a diferença entre esse relato do capítulo 2 e o relato do capítulo 1,
esse foi nosso enfoque da aula passada, hoje nosso enfoque é o jardim do Éden, nós queremos entender um pouquinho mais sobre esse lugar onde Deus colocou,
então vamos começar de novo no versículo 4, capítulo 2, Gênesis 2, versículo 4.
"São estas as origens dos céus e da terra, ou a história dos céus e da terra, no dia em que foram criados.
Quando o Senhor Deus fez a terra e os céus, ainda não havia nenhuma planta do campo na terra."
Essa primeira expressão, a gente falou um pouquinho sobre isso, mas essa primeira expressão, tanto as plantas, a palavra usada para plantas,
como a palavra usada para terra, dá ideia assim de um lugar não lavrado, plantas que crescem de uma forma mais natural,
não havia nenhuma planta do campo na terra e nenhuma erva do campo, essa segunda palavra tem mais a ver com plantas úteis para alimentação,
é a mesma palavra usada no capítulo 1 que Deus deu, as plantas que dão frutos e sementes e tal, essa segunda palavra.
Nenhuma erva do campo havia brotado. Agora eu quero que vocês prestem atenção nessa segunda parte do versículo 5.
"Pois o Senhor Deus ainda não havia feito chover sobre a terra."
Ele está explicando porque não tinha plantas, nem plantas selvagens e nem plantas mais úteis para alimentação do homem.
"Pois o Senhor Deus ainda não havia feito chover sobre a terra, nem havia homem para lavrar a terra."
Então eu achei, me chamou a atenção, quantas vezes você lê a mesma passagem, aí cada vez alguma coisa diferente chama a atenção.
Aqui tem uma coisa bem interessante, não tinha plantações, a terra não estava sendo produtiva e ele dá duas razões, quais foram?
Em uma palavra só, chuva, eu vou colocar a palavra Deus, chuva é Deus que manda, então dois fatores principais.
Por que não tinha? Deus tinha um fator Deus, que é a chuva, e tinha o fator homem, Deus e homem.
Olha que coisa interessante, que tudo que Deus vem, Deus fez toda a criação no capítulo 1,
fez, Ele fez do nada, Ele que criou, Ele que gerou, Deus, a origem de todas as coisas vem de Deus,
mas agora no capítulo 2, e eu quero sempre lembrar vocês que a história da Bíblia começa no versículo 1,
"Céus e Terra", você pode entender esses céus de Gênesis 1,1 como o céu invisível onde Deus habita,
mas você também pode entender como as partes do universo, a terra e os céus, onde tem nuvens, onde tem estrelas,
então são céus físicos, e você pode ver, hoje nós temos uma noção, uma noção da grandeza do universo,
mas a Bíblia não tem intenção de descrever para nós o universo, você percebe que qual foi o espaço que Deus deu para as estrelas no capítulo 1,
no quarto dia Ele fez o sol, fez a lua, já falou do firmamento, fala da terra, agora o universo Ele fez as estrelas também,
isso assim, hoje quando você pensa no tamanho da terra e o tamanho do universo é totalmente desproporcional,
mas por quê? Porque o interesse de Deus, o interesse da Bíblia, é muito importante ver qual o foco da Bíblia,
nós não podemos esperar que a Bíblia nos dê muitas respostas sobre antes, tenham antes, Deus existia desde sempre,
mas antes da criação do homem, não tem uma história de Satanás, de anjos caídos, também não temos pouquíssima informação sobre isso,
então se você tem aquele foco da câmara que hoje a gente vê na televisão, você vê "Céus e a terra",
mas imediatamente no versículo 2 a terra estava sem forma e vazia, não vai ficar falando dos céus,
mesmo os céus onde Deus habita, temos algumas informações, mas não temos muitas, então o foco da Bíblia é a terra,
e aí no capítulo 1 tem todos os aspectos da terra, mas agora no capítulo 2 a câmara está dando um close agora,
num lugar específico onde o homem vai ficar, que é o Édem, e ali a forma, assim, a vida do homem,
então o foco da Bíblia é a história do homem, a história do que acontece quando Deus colocou o homem na terra e especificamente a terra,
então esses são os focos da Bíblia e nós não temos muita coisa das outras coisas que nós gostaríamos de saber,
então a história, no versículo 5 essa é a história dos céus e da terra, e lembra que ele fala assim,
no versículo 5 Deus fez a terra e os céus, é praticamente acho que tem um lugar mais na Bíblia que coloca essa ordem inversa,
terra e céus, porque ele vai dar ênfase a terra, e a história da terra é Deus mandando chuva e o homem lavrando a terra,
quer dizer, é uma cooperação, é uma interação entre o homem e Deus, Deus fez, a ordem de Deus é essa cooperação em todos os aspectos,
tudo vem de Deus, nada existe sem Deus, nós não podemos fazer nada, como acabamos de cantar, o que eu posso fazer sentir,
o que eu sou sentir, nada, mas Deus resolveu fazer a história, fazer a sua história aqui na terra, acontecer com essa interação entre Deus e o homem,
então por isso nós temos aqui, o senhor Deus ainda não havia feito chover sobre a terra, nem havia homem para lavrar a terra,
versículo 6, todavia mananciais subiam da terra e regavam toda a superfície do solo, aqui também tem muitas ideias diferentes sobre como que eram esses mananciais,
ou seja, ele está falando, segundo algumas opiniões, nunca choveu até o dilúvio, também não sei se dá para ter alguma certeza sobre isso, mas é uma ideia,
aqui falou assim que não tinha chovido ainda, mas ao invés da água vir de cima, a água veio de baixo, então tinha mananciais que vinham da terra, debaixo da terra, ou eram rios,
como na terra do Egito, que o rio Nilo transbordava e as pessoas depois canalizavam aquela água, ou era alguma outra forma de nascentes que traziam água para regar a terra,
e aí no versículo 7 tem a formação do homem, falamos um pouco na aula passada, formou o homem do pó da terra, soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida e o homem tornou-se alma vivente,
lembrando assim que o fato principal que vem à tona aqui é, ele está falando sobre a terra, não tinha homem para lavrar, não tinha plantações, mas tem que ter o homem,
então ele fez o homem e o homem é algo específico das mãos de Deus, isso aqui é como nós vemos no capítulo 1, Deus fala "façamos o homem",
ele parou porque esse é o ponto, tudo que ele fez no capítulo 1, agora tudo que ele vai fazer no capítulo 2, o jardim do Eren, tudo é centralizado no homem,
então o homem é o centro dessa história, Deus é o centro, mas Deus está fazendo as coisas para o homem, então ele fez o homem no versículo 7,
versículo 8, então não necessariamente na sequência, no versículo 7 Deus fez o homem, no versículo 8 foi assim, Deus plantou um jardim,
mas se você continuar lendo, você vê que Deus fez o homem e colocou no jardim, então a lógica é que Deus plantou o jardim primeiro, depois fez o homem e pôs lá,
então o Senhor Deus plantou um jardim, eu amo essa expressão, Deus é um grande jardineiro, Deus plantou o jardim, é lógico que isso não precisa ser entendido literalmente,
não fala como que ele fez, mas se fosse simplesmente, porque eu lembro que o capítulo 1 é "Deus disse, haja luz e houve luz, haja afirmamento, haja estrelas", aqui assim,
todo o capítulo 2 é Deus próximo, no capítulo 1 ele falou "façamos o homem", mas não falou nada sobre como ele fez, mas aqui fala "ele fez o homem do pó da terra",
quer dizer, aqui é Deus sujando as mãos, é Deus pegando na massa, então Deus fez o homem, Deus plantou um jardim,
Deus plantou um jardim, imagine o jardim se foi Deus que plantou, Deus plantou um jardim para o lado do oriente no Éden e colocou ali o homem que havia formado,
e o Senhor Deus fez brotar do solo todo tipo de árvore agradável à vista e boa para alimento, bem como a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal.
Então vamos só parar um pouquinho e seguir o esboço só para a gente enumerar alguns fatos que já temos condições de colher, então a ideia é que eu quero destacar quais são os fatos que nós temos bem explícitos aqui,
nós estamos especulando, deduzindo, imaginando, tentando achar de alguma forma nas entrelinhas, sendo muito profundo, nós queremos pegar o que está bem claro aqui para a gente entender.
Então a primeira coisa que eu coloquei aqui é o jardim ficava no Éden, se você prestar bem atenção, e depois você tem o diagrama que coloquei no verso da folha, bem no final do verso,
eu estou mostrando que tem uma região chamada Éden, porque ele fala assim, ele plantou um jardim no Éden, então você tem assim, é como se o Éden fosse o Brasil e você escolhesse uma área,
uma parte do Brasil e foi assim, ele fez, ele plantou um jardim no Brasil, mas não significa que o jardim era todo o Brasil, da mesma forma o Éden, o jardim provavelmente não abrangia todo o Éden,
por que a gente pensa nisso também? Versículo 10, nós paramos no 10 mas vamos ler também, "do Éden saia um rio que regava o jardim", entendeu a implicação aqui?
Então tem uma região grande chamada Éden, do Éden saia um rio que regava o jardim, então a primeira coisa que nós sabemos que tem um lugar, tinha um lugar,
uma região chamada Éden e dentro dessa região tinha o jardim, então o jardim ficava nesse lugar que chamava Éden, Éden é uma palavra que significa deleite, prazer,
jardim, a palavra jardim pela, pelo significado, a palavra jardim usada aqui é uma palavra que significa uma área cercada, então não era uma coisa sem limites,
tinha um jardim, era um lugar delimitado, que chamava jardim, naquela versão acho que todo mundo sabe que alguns dois séculos antes de Cristo,
um grupo de eruditos, um grupo de tradutores traduziu a bíblia do hebraico, a bíblia do velho testamento que eles tinham, traduziu o velho testamento para o grego,
e essa versão chama septuaginta, que tem uma lenda com certeza, uma lenda que eles deram o velho testamento para a mesma cópia para 70 sábios e cada um traduziu separadamente,
quando eles juntaram era tudo igual, exatamente igual, com certeza isso é uma lenda, 70 homens traduziram e deu no fim juntaram as 70 versões e deu tudo igual,
mas mais provável que era um grupo ou cada um fazia uma parte ou conferia, sei lá, mas a palavra septuaginta vem de 70 e é uma tradução muito importante,
porque os manuscritos que eles tinham naquela época para fazer essa tradução, eram mais antigos do que os manuscritos que nós temos hoje,
hoje assim, quando alguém fala assim "no original", na língua original, porque o pergaminho, sei lá, que Moisés usou para escrever, a gente não tem mais, lógico,
e de nenhum dos livros, nem do velho, nem do novo testamento, não temos nenhum documento original, nós temos cópias antigas, mas não tem nenhum documento original,
e naquela época, antes de Cristo, eles tinham manuscritos que nós não temos mais, eles usaram manuscritos para traduzir para o grego que nós não temos mais,
então essa tradução septuaginta é muito importante, porque tem diferenças de tradução que às vezes ajudam a resolver,
e também porque era a tradução que Jesus usava, que os apóstolos usavam, do velho testamento, eles usavam muito essa tradução no grego,
mas eu estou dizendo, lembrei do septuaginto, porque jardim na septuaginta é paraíso, a palavra grego, assim, jardim do Éden,
essa palavra jardim, eles usavam uma palavra grega que significa paraíso, então nossa palavra, hoje estarás comigo no paraíso,
a palavra paraíso vem desse uso que se refere ao jardim do Éden, então é também um ponto interessante para saber.
Ok, então nós sabemos que o jardim ficava numa região chamada Éden, a segunda coisa que nós sabemos no versículo 9 é que tinha todo o tipo de árvore,
e aqui também só uma observação, com certeza esse jardim tinha todo tipo de planta imaginável, então quando você pensa no mundo vegetal,
tem muitas coisas bonitas, todas as plantas, gramados, flores, muitos tipos de arbustos, tem muitas plantas maravilhosas,
mas o único tipo de vegetação que é citada especificamente desse jardim são árvores,
e eu estava até comentando com uma pessoa há pouco tempo e ele concordou comigo assim, no mundo vegetal, porque em cada, tem o mundo vegetal, tem o mundo animal, qual que é o animal, qual que é o rei dos animais, qual que é a ave mais imponente,
qual que é o peixe ou o bicho do mar, então em cada área tem algo que sobressai, que é mais ou menos como se fosse o máximo, e no reino vegetal não tem dúvida nenhuma que é a árvore,
a árvore é algo celestial, eu acho que vocês concordam comigo que uma árvore tem uma poesia que minha mãe sempre citava pra mim em inglês, que é assim, qualquer tolo não vai fazer rima em português, é uma poesia em inglês,
mas a poesia diz o seguinte, qualquer tolo é capaz de fazer uma poesia, mas só Deus podia fazer uma árvore, então a árvore é realmente algo esplêndido, é uma coisa maravilhosa,
e o que cita aqui, deve ter havido flores, deve ter feito muita coisa nesse jardim, mas o aspecto, a parte vegetal que sobressai aqui são as árvores, e ele colocou todo tipo de árvore, todo tipo de árvore,
agora, olha de novo no versículo 9 e fale pra mim se você acha que esse versículo te faz lembrar de alguma coisa, dessa descrição, porque ele fala assim, no início do versículo 9,
o senhor Deus fez brotar do solo todo tipo de árvore, e aí ele dá duas qualificações dessas árvores, essas árvores tinham duas coisas especiais, que que eram, elas eram agradáveis à vista,
e o que mais, boas para alimento, essas duas coisas aparecem em outro lugar, bem próximo daqui, quando foi que alguém olhou pra uma árvore e achou essas duas características e mais uma,
não tá lembrando assim? Eva, a árvore proibida tinha três qualidades, tá aqui perto, olha, confira aí, no capítulo 3, versículo 6,
lembrando a mulher que a árvore era boa pra dela comer, então é a segunda qualidade, agradável aos olhos, a primeira, e aí tinha a terceira que era, também, desejava pra dar entendimento,
então, pensem bem, porque que ela tinha que pé, isso aí é outro assunto, nós não vamos entrar no capítulo 3 hoje, mas assim, já pensando sobre isso, se Deus fez todo tipo de árvore,
porque se aquela árvore do conhecimento do bem e do mal, aquele fruto lá, fosse a única que fosse bela, a única que fosse boa pra comida, mas Deus fez a árvore,
o jardim cheio de árvores agradáveis à vista, belas e também boas pra alimento, né? Aí tinha a terceira qualidade, que era algo diferente, que era justamente a tentação dessa árvore do conhecimento do bem e do mal,
que era desejável pra dar entendimento, mas Deus fez brotar do solo todo tipo de árvore, agradável à vista e boa para alimento, então, ele encheu o jardim de árvores maravilhosas, ok?
Então, esse é o segundo fato que nós temos sobre o jardim, que estava cheio de árvores boas, maravilhosas para beleza e para alimento.
Uma coisa assim, deixa eu já colocar um ponto interessante também sobre o capítulo 2 de Gênesis, quando você volta no capítulo 1, quando Deus falou que ele criou o homem e a mulher,
ele deu uma benção, um tipo de mandato pra eles, né? Pra reproduzir, encher a terra e ele também falou que toda a planta era para o alimento deles.
Então, aqui no capítulo 2, nós temos como Deus fez viar as duas coisas, né? O homem tinha que ter alimento, então, no jardim tem todo tipo de árvore boa para alimento e para o homem reproduzir, encher a terra, ele precisava da esposa, então, ele também, isso aparece no capítulo 2.
A bênção de Deus no capítulo 1 se torna viável no capítulo 2, Deus está tornando possível aquele que ele mandou fazer, como é que o homem sozinho vai reproduzir e encher a terra, e como é que ele vai viver, então, no capítulo 2, Deus está dando um caminho para as duas coisas.
Ok, no versículo 9 também, desse universo de muitas e muitas árvores maravilhosas, ele destaca duas, como nós sabemos, as duas árvores que são nomeadas, são as únicas duas, a gente não sabe se no jardim do Éden se tinha mangas, se tinha abacates, se tinha peras, se tinha maçã, a gente não sabe o nome de nada naquele jardim,
mas nós sabemos o nome de duas árvores, que são a árvore da vida, no meio do jardim, muitas pessoas já chamaram a atenção para o fato assim, que aqui no capítulo 2, quando Deus fez, ele fala, a árvore da vida estava no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal, que não fala onde ficava,
e depois, no capítulo 3, a mulher que fala que, versículo 3, mais do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse "Deus não comerás", então, para ela, a árvore do conhecimento do bem e do mal que estava no meio, que chamava mais atenção.
Bom, isso é natureza, se ela caiu nisso quando eles estavam inocentes, imagina hoje, que você pode falar assim, porque o que Deus fala lá na frente, versículo 2, 16, "Podes comer livremente qualquer árvore do jardim".
Não interessa, eu quero saber aquela que não pode. Então, é terrível isso. Então, nós temos duas árvores que foram destacadas. Essas duas árvores, depois, nós vamos falar mais sobre elas.
Só uma coisa que já vou citando agora, que a árvore da vida, nós sabemos que depois do pecado, Deus expulsou o homem e a mulher do jardim, porque foi assim, "Vai que eles comam da árvore da vida e vivam para sempre".
São coisas que a gente não sabe exatamente, o que eu vou falar assim, é uma dedução, mas a ideia, por várias razões, eu só vou colocar isso como ideia, não é dito isso explicitamente, mas tem várias razões que leva a pensar isso.
Porque assim, será que a árvore da vida era assim, comer uma vez, vida eterna? Ou será que era um fruto que você teria que comer sempre daquela árvore para continuar vivendo?
Se a gente faz uma analogia com a nossa vida, com Jesus, você creu em Jesus, nasceu de novo, mas você precisa se alimentar dele diariamente.
Então, eu acho que a ideia de que a árvore da vida não era uma coisa mágica, "comeu uma vez, já passou para a vida eterna", mas era algo que você comia continuamente para ter essa vida.
Agora, a gente tem a ideia, nós queremos colecionar, juntar esses fatos. Então, nós temos todo tipo de árvore no jardim, mas tem duas árvores com destaque especial.
Uma, muito importante, porque era a vida, e a outra, como nós vamos ver depois, era proibida. Então, duas árvores apenas estão destacadas.
Então, no versículo 10, nós vimos que sai um rio que regava o jardim. Ele se dividia dali, formando quatro braços.
Então, saia, se você quiser olhar no diagrama de novo, para visualizar, logicamente que é visualizando o que a gente entende, porque ninguém viu, ninguém tirou foto, ninguém sabe exatamente como era.
Mas a ideia era que um rio saia de algum lugar no Éden e dividia em quatro braços.
Então, esse rio regava o jardim, mas aqui vai falar o nome do primeiro episódio, esse aqui, versículo 11, contorna toda a Tede Avila, onde há ouro.
Então, esse Avila é uma província, uma parte do Éden, não sabemos.
Depois, eu vou mostrar por que a gente pensa que são três partes. Olhando no diagrama dessa folha, a ideia é a seguinte, no centro, depois eu vou explicar por que essa parte do monte não fala aqui.
Nós vamos pegar isso depois daquelas informações complementares, mas já para vocês irem tendo uma visão, uma visualização.
O rio, normalmente, onde que o rio nasce? No lugar mais alto, o monte.
Esses rios, desses quatro braços que cita aqui, dois são conhecidos e dois são desconhecidos. Os primeiros dois ninguém sabe.
Onde que eram, não tem registro histórico, ninguém tem notícia nenhuma desses dois rios, Pison e Geom.
Mas aí tem o terceiro rio que é o Tigre e o quarto que é Eufrates, que eram conhecidos e são conhecidos até hoje.
E esses dois rios nascem nas montanhas da Armênia, então, e é normal, assim, todo rio nasce no lugar mais alto e vai correndo para o mar.
Então, a ideia, que tem bastante comprovação de outros textos bíblicos, é que nessa região chamada Éden tinha um monte.
Nesse monte, saia esse rio. O rio regava o jardim e dali ele dividia em quatro braços, então você tem três círculos.
O monte, onde nasce o rio, o jardim que ficava próximo, se era tudo em volta ou se era só de um lado, ninguém sabe, mas a ideia assim, no centro tem um monte que sai o rio.
Logo depois do monte tem o jardim e depois do jardim tem uma região mais ampla, que é o Éden ou talvez até fora do Éden.
Os rios podem ter ido até para uma região que nem ficava dentro do Éden, que nós não sabemos até onde.
E o Éden se avilar, fazia parte, cuxe, essas partes que cita aqui se faziam parte ou não.
Essas coisas não são importantes para nós, a ideia é só essa ideia do rio e o que esses rios faziam.
Então ele faz questão, porque eu sempre li, é tudo significativo, Deus fez o jardim, mas ele fala desses quatro rios e a gente não entende muito o que isso tinha a ver com a história.
Mas a ideia é que, sempre, nós vamos ver esse tema na Bíblia toda e até a nova Jerusalém, sempre onde Deus está tem um rio.
Esse rio é citado muitas vezes de formas diferentes, sempre tem um rio e esse rio, esse aqui é o 47, tem um templo de Deus, do templo sai um rio, esse rio vai curando, vai sarando as regiões que são salgadas, que não tem vida.
Então você tem mais ou menos essa mesma ideia, no Apocalipse 22, tem um rio que sai debaixo do trono de Deus e leva vida para todas as nações.
Então era essa mesma ideia, de que aqui, onde Deus colocou o homem, tem um rio que sai e divide em quatro braços, como vocês estão vendo nesse diagrama, porque se você pensa no, como o mundo não é quadrado, mas tem uma expressão na Bíblia que chama os quatro cantos da terra.
Então se você pensa, assim, nas quatro direções, então você poderia pensar, quatro, o rio dividido em quatro, então norte, sul, leste e oeste, mas também não sabemos se é assim, ele não fala que direção que é, então a gente não sabe se alcançava as quatro direções, mas a ideia é realmente que saía e alcançava outras regiões da terra.
Então o que nós sabemos é que tinha um rio que se dividia em quatro braços.
E a última coisa que nós sabemos que vem depois, lá para o versículo 18 em diante, quando Deus fala que não é bom que o homem fique só, ele traz os animais, e aí a Leté fala assim, que ele fez, né, o versículo 19, o Senhor Deus formou da terra, se ele formou ali ou se isso está se referindo àquilo que ele já formou no capítulo 1, a gente não sabe, mas nós sabemos que, evidentemente,
se o homem estava no jardim e Deus fez os animais e trouxe todos os animais para ele, então esse jardim estava cheio de animais, então nós temos a presença de animais, ok?
Então esses são os fatos que nós sabemos sobre o jardim do Éden. Eu não vou falar muita coisa mais sobre a localização, mas deixa só, quando a gente estava falando sobre os rios e essas terras, eu só vou colocar para vocês as duas ideias.
Tem muito mais, né, mas eu vou falar, assim, de duas ideias principais que tem sobre a localização do jardim do Éden. Mas primeiro lembre de uma coisa, assim, a preocupação dos escritores, assim, das pessoas que registraram isso, a preocupação do próprio Deus em deixar para nós não era de localizar no nosso globo onde ficava o jardim do Éden,
mesmo porque se você achar onde era o jardim do Éden hoje não é, então não adianta a gente achar o lugar onde era o jardim do Éden.
E outra coisa muito importante que os cientistas de maneira geral concordam, que seja qual for a teoria, a ideia do que aconteceu no passado, aqueles que nem acreditam que Deus fez a Terra, ou aqueles que acreditam que Deus fez, mas foi acontecendo durante longos períodos,
e pelas evidências científicas a ideia assim de que até muito velha e muita coisa aconteceu antes da presença do homem é bem comprovada.
Então existe uma ideia científica e bíblica, muita gente acredita, não sabemos exatamente como, mas é bem provável que no início os continentes, as massas terrestres eram uma massa só, não eram cinco continentes separados por mares,
é bem provável e do jeito que explica em Gênesis 1, tudo era coberto de água, aí aparece até a seca, ele separou a terra das águas, é bem possível,
Deus pode ter criado vários continentes e as pessoas naquela época nem sabiam que tinha, é possível, mas é muito possível que no início fosse uma massa terrestre só.
Se isso é verdade, então as massas terrestres eram muito diferentes de hoje, se alguma coisa aconteceu que dividiu, e você sabe,
América do Sul com a África parecem peças de um quebra-cabeça que dá pra encaixar, e outras partes da Terra também.
Então, se os continentes foram separados, então onde era o Rio Pison, onde era o Rio Geon, a gente não tem a menor possibilidade de saber, era tudo diferente,
o dilúvio e outros cataclismos que podem ter acontecido deve ter mudado radicalmente a superfície e a topografia e a geografia, ok?
Então, a gente ficar tentando descobrir onde era exatamente o Jardim do Éden não faz muito sentido.
Porém, tendo isso em mente, que não dá pra imaginar exatamente como era, mas existem duas teorias de mais ou menos onde era o Jardim do Éden.
Pensando no Rio Tigre e Eufrátis, que são rios que a gente conhece hoje, então ali no Iraque, e aí esses rios vêm ao norte, tem a Armênia que fazia parte da União Soviética,
então em algum lugar, inclusive aí o Monte Ararat, onde a arca parou depois do dilúvio, fica nessa região também,
então muita gente, eu mesmo, sempre pensava, por causa dos nomes desses rios, que o Jardim do Éden provavelmente fosse ali,
algum lugar assim, onde é Iraque hoje, ou um pouco ao norte.
Mas, tem uma outra teoria, e essa teoria é de alguém que a gente está tendo muito contato com ele, que é o nosso irmão Escher, lá de Israel, e ele, assim, o que ele fala a esse respeito, não é só ele que fala isso,
tem gente que não tem nada a ver com judeus messiânicos, existem essa teoria, tem outras pessoas que defendem.
Tem como provar? Não tem como provar, mas faz sentido com a história bíblica, faz sentido com a história bíblica.
Essa ideia é que o Jardim do Éden ficava onde hoje é Israel.
Essa ideia tem umas certas circunstâncias e fatos que fortalecem essa ideia, vamos dizer assim.
Uma delas é que se todas as terras formavam, todos os continentes formavam uma massa terrestre, você imaginando mais ou menos juntando o globo terrestre e colocando todas as massas juntos, se você fizer isso, Israel fica praticamente assim,
é difícil saber exatamente como é que essa massa era, mas dá pra imaginar que Israel ficasse bem no centro, então Israel seria um lugar central em relação a toda essa massa de continentes, isso é só uma circunstância.
Mas a parte que é mais interessante é que nós sabemos que tem o lugar de Jerusalém na terra de Israel, que é muito significativo na bíblia, foi o lugar onde Abram ofereceu Isaac,
foi o lugar onde David fez um altar depois de recensear o povo e Deus mandar a praga, preparar a praga, ele fez um altar, foi ali que foi feito o templo,
então tem uma ligação, foi ali, não o ponto específico, mas foi mais ou menos ali que Jesus morreu numa cruz, então se você pensar que no mesmo lugar onde Adão e Eva na frente de uma árvore pecaram,
no mesmo lugar, assim, Deus tem uma coisa com lugares na bíblia, os lugares geográficos têm um grande significado e Abram voltava para o mesmo altar, Jacó voltava para o mesmo lugar,
os lugares específicos onde Deus se encontrava, Bethel, vários lugares na história dos patriarcas, eles eram muito significativos, então Deus tem uma ligação com lugares específicos,
tem essa ideia de que o Jardim do Edem, a árvore do conhecimento do bem e do mal e a árvore da vida ficavam naquele lugar e a nova Jerusalém vai descer no mesmo lugar, então é uma teoria interessante,
para falar o mínimo, não é assim, para dizer o mínimo, é bem interessante, não tem como provar, mas eu só queria mencionar para vocês essas duas ideias principais que existem sobre uma possível localização do Jardim do Edem,
e lembrando que a geografia era totalmente diferente, então não dá muito para a gente saber. Agora vem uma pergunta importante dentro do contexto desse capítulo, por que ele cita esses quatro rios,
ele fala dos nomes, ele fala esse Avila, parece que é relacionado com a Arábia Saudita, do primeiro rio, é o outro lugar aqui, Geom, que contorna toda a terra de Kushi,
tem um Kushi na Bíblia que é Etiópia, mas quase certeza que não estaria se referindo a isso, tem um Kushi que ficaria a leste do Irã, mas para aquele lado, então é possível que tenha alguma coisa a ver com isso,
mas por que ele fala dessas regiões? Porque para eles o importante não era pegar o mapa que eles não tinham essa noção de mapa mundo, de globo, TES, então eles não estavam preocupados onde ficava no globo,
o que eles colocam aqui, primeiro assim, esses nomes dão credibilidade de que Edem não era um lugar fantasiado, isso aqui não é uma fábula, isso aqui não é uma ideia imaginária,
não, Edem era um lugar real, existia na terra, tinha esse jardim, olha, tinha esse rio, então esses nomes aqui tem a ideia de dar credibilidade, esse lugar, Edem é um lugar real, esse é um ponto,
e o segundo ponto era para mostrar que Edem ficava num lugar, o que tinha nesse lugar era algo que dava todo suporte de vida, todas as civilizações nasceram ao lado de grandes rios,
o Tigre, Eufrates, Babilônia, outras civilizações anteriores, o Nilo, no Egito, mesmo civilizações mais orientais na Índia, na China, todas as civilizações nasceram ao lado de rios,
nós precisamos de água, a água é fundamental para a vida, o rio tem uma simbologia tremenda na vida espiritual também, então esse lugar, esse jardim do Edem, tinha uma localização,
onde ficava no globo não é tão importante, mas tinha um lugar lá, tinha um rio que nasceu naquele lugar central, e esse rio irrigava o jardim e dali ia para outras partes da terra,
essa a gente sempre tem que procurar, as outras coisas são especulações nossas, a gente quer saber, que interessante se o jardim do Edem realmente ficava onde hoje é Jerusalém, mas não dá para saber, mas dentro do contexto desse capítulo,
a palavra quer nos mostrar, qual é a intenção para a gente entender, que o jardim do Edem era um lugar real, e que tinha um rio, e que tinha sustentação, e daquele lugar a ideia de Deus era espalhar os quatro braços,
era para alcançar e levar o jardim, levar a vida do jardim para outras partes da terra, ok? Vamos só mais um pouquinho aqui, então, para fazer o nosso intervalo.
Então agora nós estamos na letra B, no esboço, além dos fatos, primeiro nós colhemos esses fatos que existem a respeito do jardim, então o que nós sabemos a respeito do jardim?
Agora, uma coisa muito importante em toda essa história, eu até pulei algumas dessas partes para falar dos fatos, mas no meio dessa história, tem algumas coisas muito explícitas que falam a respeito da relação entre Deus e o homem,
que são essenciais para a gente poder entender a história. A primeira coisa é que Deus colocou o homem naquele jardim, Deus não era uma coisa aleatória, não é uma coisa assim, por acaso, por isso que eu tenho enfatizado bastante,
seja qual for a nossa visão a respeito de evolução ou criação de Deus, seja qual for, se nós cremos na Bíblia, não tem nada de... nada aconteceu por acaso, nada aconteceu por acaso.
Então aqui você vai encontrar isso duas vezes, versículo 8, Deus plantou o jardim e colocou ali o homem, depois ele fala de novo no versículo 15, e o Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim.
Então isso fala, eu pelo menos vejo duas coisas importantes nessa ênfase de duas vezes dizer, Deus fez o jardim, Deus fez o homem e ele pegou o homem que ele fez e colocou no jardim.
Primeira coisa é, isso aqui não é uma história do homem achando o jardim do Éden, descobrindo o homem sendo origem de algo, não, Deus colocou o homem ali, então a ordem é de Deus, a origem é de Deus, o plano é de Deus.
Gente, para nós isso pode ser muito, muito evidente, mas nós vivemos num mundo em que mesmo os cristãos estão desacreditando na soberania, no plano de Deus, é mais e mais, cada um tem que se virar, cada um tem que achar sua vocação, cada um tem que achar seu rumo na vida e eu não estou dizendo que nós somos robôs nas mãos de Deus.
Mas a história da Bíblia começa, Deus criando o homem e Deus colocando o homem no jardim, então isso fala muito forte da origem e da soberania de Deus.
Ok? Muito, muito forte isso. Mas tem um outro lado assim, porque talvez você não goste, acho que ninguém aqui vai ter problema com isso, mas tem muita gente que não gosta muito da ideia assim de Deus mandando, de Deus fazendo tudo, da gente ser meio que dependendo assim de Deus fazer todas as coisas por mim.
Mas tem um outro aspecto disso que é muito, muito legal, não sei se vocês já estão enxergando isso, mas essa história mostra o cuidado paternal de Deus pelo homem.
Porque Deus, no capítulo 1, é uma visão bem geral, Deus faz todas as coisas e vamos fazer o homem, aí faz o homem, homem, mulher, abençoa e você pode até ter uma ideia assim, e Deus largou o homem, vai encher a terra, vai fazer tudo assim e larga para lá.
E o capítulo 2 mostra que é bem diferente, porque Deus planta um jardim para o homem, Deus cria todo o ambiente, Deus prepara, Deus não deixa como pais que preparam tudo para o filho, é algo assim, Deus pensou em todos os detalhes.
E claro que a história do homem e da mulher faz parte disso, porque ele planta o jardim, ele coloca o homem ali no jardim, tem as ordens que nós vamos aos poucos falando mais sobre as ordens, no versículo 15 não fala que ele disse,
no versículo 15 não fala "Deus disse", mas fala assim "Deus colocou o homem no jardim para duas coisas", tem duas coisas que o homem deveria fazer no jardim, e nós vamos falar um pouquinho sobre essas palavras, mas ele colocou o homem no jardim para quê?
Para o homem cultivar e guardar, então essas duas palavras são muito significativas, já vamos falar sobre elas, mas eu quero que vocês vejam, depois ele fala das árvores, você pode comer, ele dá liberdade total, mas aí tem uma restrição.
E então tem esses aspectos assim, do cuidado de Deus, a provisão de Deus, a missão que Deus deu para o homem, então Deus está cuidando de todos os aspectos, Deus só esqueceu de uma coisa,
claro que ele não esqueceu, mas aparentemente quando você chega no versículo 18, Deus fala assim "Hum, tem uma coisa que não está legal aqui", então tem uma coisa, a primeira vez que Deus fala que uma coisa não é boa,
até então tudo é bom, tudo é bom, chega no fim do capítulo 1, tudo é muito bom, porque tudo faz parte de uma ordem, de uma harmonia, Deus não está fazendo coisas soltas,
Deus criou o universo e por pouco que a gente saiba das leis da ciência, das coisas assim, a gente fica cada vez mais admirado de como que Deus preparou tudo, tem uma coisa chamada justi fino,
que eu acho que já mencionei aqui, uma das primeiras aulas, tem uma coisa assim, até tem uma inclinação no eixo, se fosse um pouquinho para cá, um pouquinho para lá, não teria vida, tem a distância entre a terra e o sol, tem muitas coisas que eu não me lembro,
agora assim, mas o ajuste fino, a quantidade, a proporção de oxigênio na atmosfera, tem uma porção de coisas que se fosse um pouquinho, se sair daquele controle, um pouquinho já não tem vida,
mas essas são as coisas físicas, mas Deus criou os ciclos, Deus criou as estações, Deus criou o equilíbrio entre todas as partes da sua criação,
então Deus pensou em tudo, Deus preparou todas as coisas e quando ele colocou o homem no jardim sozinho, ele fez isso de propósito e depois ele leva o homem e toda essa história muito significativa,
de que ele traz todos os animais e como eu falei assim, não dá para pensar que ele fez isso num dia, esse processo de trazer os animais e ver o que o homem ia chamar,
mesmo que no início não tivesse tanta variedade como existe hoje, porque eu acho que é plenamente compatível com a história bíblica de que Deus tenha criado as espécies e que essas espécies foram depois
subdividindo e pegando, Deus colocou a genética dentro dos seres vivos para que mantivesse a linhagem, mas que também viesse a variedade, não tem duas pessoas iguais, não tem dois seres vivos iguais,
então Deus criou um meio para ter variedade, mas ao mesmo tempo de ter uma ligação genética, então esse processo do versículo 19 e 20 deve ter levado um bom tempo,
e foi importante porque esse processo de dar nomes, ou dar nome na Bíblia, dar nome era uma coisa no capítulo 1, só Deus que dava nomes, Deus chamava isso,
Deus falava isso aqui até, esse aqui é o firmamento, esse aqui, Deus dava os nomes, porque Deus era, Deus estava criando as coisas, Ele tinha o direito, agora Ele cria toda a variedade de seres vivos e Ele coloca nas mãos do homem,
e Ele diz, que nome você quer dar para esse bicho? Não era uma coisa isolada assim só de dar nome, isso indicava o governo do homem e administração do homem sobre a criação,
mas esse processo também mostrou para o homem que estava faltando em tudo que Deus criou, não tinha algo, tinha Deus, Deus estava presente, esse processo de Deus fazer e levar para o homem,
eu acho que isso aí dá para sua imaginação correr solta, porque deve ter sido muito divertido, uma parceria maravilhosa de pensar Deus trazendo um por um e perguntando o que você quer chamar esse bicho?
Isso era uma camaradagem, isso era uma parceria, isso era um convívio maravilhoso, era uma coisa fantástica, Deus e o homem cuidando de toda a natureza,
só que o homem tinha uma ligação muito próxima de Deus, você fala assim, não tinha alguém para o homem, mas o homem tinha Deus, o que podia estar faltando para o homem?
Não era assim, o homem precisa de Deus, o homem tem essa relação com toda a variedade, deve ter sido assim, a vida dele não estava vazia, ele não estava sentado numa pedra pensando o que eu vou fazer com a minha vida,
ele estava realmente ocupado fazendo coisas, era um desafio, ele estava super envolvido com esse processo de Deus, mas estava faltando uma pessoa do lado dele que só a mulher poderia preencher aquele lugar.
Então o que eu quero dizer assim, que Deus colocou o homem no jardim, essa palavra que ele colocou implica em tudo isso, que Deus não só estava mostrando que ele era quem dirigia, quem fazia as coisas, toda a origem,
nós vamos falar depois, porque esse primeiro relato não menciona, nem agora, nem depois do pecado, não usa o nome de aliança, a primeira vez que aparece aliança, que Deus fez aliança foi quando não é, que usa o nome aliança.
Nós temos um estudo que acho que muita gente aqui conhece, as sete alianças, meu pai que deu esse estudo, mas não foi origem dele, tem muitos outros estudiosos que fazem, hoje tem várias ideias, várias relações,
mas a ideia assim de que Deus fez aliança com Adão desde o início, que era uma aliança, é muito forte, a grande maioria dos teólogos concordam com isso, de que realmente tinha uma aliança aqui.
A própria ideia assim, você pode fazer, tinha uma condição, você pode comer de todas as árvores, mas essa não, e tinha a responsabilidade dele, então tudo isso implica em aliança, mesmo não falando sobre isso, mas essa aliança e essa provisão de Deus é algo que é muito maravilhoso a gente ver.
Então, acho que nós vamos fazer nosso intervalo aqui, mas então só para sintetizar, nós estamos aqui então dizendo que Deus colocou o homem no jardim e ele providenciou todas as coisas, ele estava cuidando de todos os aspectos.
Agora é muito importante depois a gente entender, esse jardim era, Deus colocou o homem no jardim, ele fez tudo que o homem precisava, esses frutos que o homem ia comer eram para o homem, tinha também vegetação para os animais, mas claro que Deus estava pensando principalmente no homem,
mas será que esse jardim era realmente para o homem? Então vamos fazer nosso intervalo pensando sobre isso, depois a gente volta.

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