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Aula 70 – Gênesis – Um ato profético no sepultamento de Sara

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O GÊNESIS

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11/06/22 – Gênesis 23 – MP3 – Baixar


Transcrição · gerada automaticamente

Estamos continuando dando sequência no livro de Gênesis. Ficamos algumas aulas no capítulo 22 que é um capítulo muito importante e que é realmente uma das histórias mais significativas na bíblia e agora nós vamos dar sequência na história de Abrão.
Estamos já no final da história da parte de Abrão. Daqui a pouco quem vai focar o foco da história vai ser Isaque, o filho de Abrão. Então hoje nós vamos ver capítulo 23 que fala a respeito da morte de Sara, a mãe de Isaque.
Então vamos pedir ajuda de Deus. É um capítulo que provavelmente ninguém já ouviu, muito poucos pelo menos. Acho que eu não lembro de ter ouvido um sermão, uma pregação ou até mesmo um estudo sobre Gênesis 23, é muito raro.
Mas todas as partes da história são importantes e aquilo que foi registrado para nós com certeza tem algo muito importante.
Queremos que o Espírito Santo nos ajude a entender como isso faz parte da história toda. É uma parte da história de Abrão e da história de redenção na bíblia e todas as histórias, toda a vida deles, principalmente a parte que é registrada nas escrituras de cada personagem, de cada pessoa com quem Deus caminhou, que Deus escolheu.
A vida é uma lição. A vida foi dada, essa vida foi registrada, os aspectos da vida são proféticos. Estamos chamando essa aula do ato profético que Abrão realizou aqui no sepultamento da esposa.
Toda a nossa vida, toda a vida dele foi profética. Claro, muitas partes não foram registradas, muitas partes da vida de Jesus não foram escritas, mas o que foi escrito foi escrito para que a gente pudesse aprender alguma coisa.
Isso é o que nós queremos fazer hoje. Senhor, nós pedimos a Tua presença, a Tua revelação e a Tua aplicação de cada verdade à nossa vida. O que interessa para nós não é o conhecimento, não são fatos, são importantes, é bom saber aspectos da cultura, tem muita coisa que nós podemos aprender dessa história a respeito da cultura daquela época.
Mas o que interessa para nós realmente é o que o Senhor quer revelar, o que o Senhor quer mostrar, porque até hoje nós como filhos de Abrão, como parte da história da redenção, queremos aprender, queremos seguir e queremos que o Senhor nos ajude a caminhar para o alvo.
Pedimos isso em nome de Jesus. Amém. Na verdade, então, nós vamos começar no versículo 19 do capítulo 22, só para a gente pegar a sequência, a história do capítulo 22, essa prova, esse teste que Deus deu para Abrão.
E aí nós estudamos todo esse acontecimento tremendo na vida de Abrão e na vida de Isaac também. Mas, como acho que já foi mencionado, essa é a última história em que Deus fala, não é a última história importante na vida de Abrão.
Tem várias coisas que ainda vão ser relatadas, uma hoje é quando a sua esposa Sara morreu. Mas, a partir dessa história de quando ele ofereceu filho a Deus e não negou, foi fiel a Deus nesse ato de entrega para Deus, a partir desse ponto, nós não temos mais nenhum registro de Deus ampliar mais.
Aliás, Deus chegou no ponto máximo de jurar para Abrão aquilo que foi construído durante todos esses anos, em torno de 40 anos, na terra de Canaã, foi finalizado nesse aspecto aqui, em termos de Deus fazer aliança, em termos de Deus jurar,
em termos de Deus deixar bem sólida a promessa e a garantia daquilo que ia fazer com, não só com Abrão, mas com a descendência dele.
Então, o que nos resta agora da vida de Abrão vai sempre apontar para uma transição, para a transição de Abrão para Isaac. Chegou a hora de, ainda não é hora de Abrão morrer, ele vai ficar, em termos de anos, ele fica até completar 175 anos de idade.
A morte de Sarah, que está no capítulo 23, Abrão tinha 137 anos, então ele vai continuar, depois da morte de Sarah, ele vai continuar muitos anos ainda.
Mas tudo que é relatado no registro bíblico, daqui para frente, é apontando para a transição. Então nós temos a morte de Sarah, no capítulo 24, o casamento de Isaac, e depois no capítulo 25, finalizando tudo e a morte de Abrão.
Então, estamos chegando no final dessa história fantástica da vida de Abrão, e nós vamos ver o que as escrituras colocam aqui.
Então, em Gênesis 22, versículo 19, depois que Deus fez esse juramento, Deus falou duas vezes com ele naquele lugar, que é o lugar onde seria edificado o templo de Salomão, a casa de Deus.
Mas, então, quando termina esse encontro com Deus e essas palavras de Deus para ele, então, no versículo 19, Abrão voltou seus servos e, levantando-se, foram juntos.
Abrão tinha levado dois servos nessa viagem, mas ele deixou os dois esperando numa certa distância, lá no monte, onde ele ia oferecer Isaac, ele foi só ele e Isaac.
Então, ele voltou seus servos e, levantando-se, foram juntos a Berséba. Eu não me lembro agora da distância, mas ele andou três dias para chegar de Berséba até esse lugar que é onde é Jerusalém, Monte Moriá.
Então, ele voltou para Berséba e Abrão habitou em Berséba. Então, agora nós temos, no final do capítulo 22, que vai nos dar uma genealogia, vai nos dar, não toda uma genealogia, mas vai falar da descendência de um irmão de Abrão.
Nós temos o relato, em Gênesis 11, que Abrão tinha mais dois irmãos. Então, no esboço que está disponível para você acompanhar, no final do esboço dessa aula, eu coloquei uma árvore genealógica de Abrão bem mais completa.
Mas aqui eu só coloquei, assim, os pontos essenciais. Não dá todas essas informações nesses versículos aqui, mas estou aproveitando para a gente ter uma visão rápida da família do pai de Abrão, não é na família de Abrão só.
Abrão fazia parte de uma família, pai dele chamava Terá, e lá em Gênesis 11 fala como eles moravam em Ur, e fala como Terá tinha três filhos. Então, estão aqui os três filhos, Terá.
Lá não fala das esposas, nós não sabemos o nome das esposas, mas nós sabemos que Terá tinha duas esposas, pelo menos. Por que nós sabemos isso? Que nenhum não-versículo fala isso explicitamente.
Mas nós sabemos que Terá teve três filhos, Abrão, Naor e Arã. E lá em Gênesis 11 fala que Arã morreu. Nós não sabemos quem foi a esposa de Arã.
Mas essa árvore, principalmente esse diagrama, é para mostrar como eles, nós não sabemos sobre Arã, mas os outros dois, Abrão e Naor, casaram com parentes.
Então, eles faziam parte de uma mesma família, porque lá depois que Abrão já estava na terra, peregrinando e tal, a segunda vez que ele mentiu sobre a esposa dele, falando que Sarah era a sua esposa, ele conta para Imelec e fala assim "não, mas eu não estou mentindo tanto assim, porque na verdade Sarah é minha irmã".
E ela era irmã só da parte de pai, ou seja, Abrão teve uma mãe e Sarah teve outra mãe, mas o pai era o mesmo, então eles eram meio irmãos.
Já Naor ele casa com uma sobrinha, porque a esposa de Naor é a filha do irmão dele, então milca a esposa, isso que vai falar aqui nesses versículos, então versículo 20 depois dessas coisas anunciaram Abrão dizendo.
Então, vamos lembrar também que quando Abrão saiu de Ur dos Caldeus, ele foi com a família, lá não menciona se Naor foi junto, mas como os descendentes dele tem algumas confusões sobre o lugar exato, se era, tinha uma cidade que foi chamada Arã, o mesmo nome deles deve ter posto como o nome do irmão que morreu.
Arã morreu em Ur dos Caldeus ainda, mas quando eles saíram com o chamado de Deus para Abrão, eles foram uma certa distância e eles foram parar no lugar ao norte de Israel, eles estavam no país que hoje chama Iraque, eles estavam numa região ali perto do rio Eufrates e eles foram para o lugar que hoje é a Síria.
Então lá eles ficaram alguns anos, Terá morreu ali e Abrão seguiu com sua esposa Sarah, até então Sarah não tinha filhos, nós não sabemos exatamente quanto tempo antes de entrar na Téd Canan, quanto tempo Abrão e Sarah já eram casados.
Nós sabemos que nesse momento, no capítulo 23, quando Sarah morre, ela tinha 127 anos, quando eles entraram na Téd Canan, ela estava com 65 anos, então 35 com 27, fazendo a conta vai dar um número lá.
Então foi mais de 60 anos só que nós sabemos, não sabemos quanto tempo que eles estavam casados antes. Então eles são parentes, Naor e Milka são parentes e Loki que acompanhou Abrão, ele era sobrinho de Abrão.
Ok, então vamos voltar aqui ao texto só para a gente pegar, porque que bem nesse lugar o escritor, quem compilou, nós sabemos que Moisés é considerado autor de Gênesis, mas ele pode ter recebido algumas coisas já prontas, não sabemos como esses textos todos foram compilados.
Mas por que que logo aqui foi dado essa informação sobre o irmão de Abrão, Naor? Por que que foi dado? Vamos ver.
Então depois dessas coisas anunciaram, alguém chegou lá, alguém trouxe notícia, porque nem correio, não tinha muito menos telefone ou qualquer outra forma de comunicação.
Então alguém chegou lá e contou para Abrão, falou assim, olha, seu irmão Naor e a esposa dele, eles tiveram vários filhos, então aqui vai contar o nome dos filhos, então aqui eu coloquei uma setinha dizendo que Naor teve 12 filhos, porque aqui nesse espaço aqui não daria para colocar toda a informação.
Mas nós temos aqui nesse texto, no final do capítulo aqui, nós temos a informação de que Naor teve 12 filhos, 8 com Milca e 4 com uma concubina, cujo nome era Reumar, está no versículo 24.
Então, olha só, a Bíblia às vezes não faz questão de contar de uma forma cronológica, mas se veio essa informação para Abrão nessa época, Isaac, a gente supõe que ele estava, e nós não sabemos quanto tempo depois desse episódio de Gênesis 22,
então não sabemos, em algum momento antes da morte, provavelmente antes da morte de Sarah, ele recebeu essa informação, e até então Abrão tinha dois filhos, ele tinha Abrão e Sarah, Isaac, e Abrão e H, Ismael, lá na frente Ismael também vai ter 12 filhos, mas nesse momento ele não tem ainda.
Mas Abrão, que é irmão de Naor, Naor já tem possivelmente, já tinha nessa época, 12 filhos, porque quando que Abrão começou a ter filhos, ele teve Ismael, quando ele estava com acho que 84 anos, e ele teve Isaac com 100 anos de idade.
Então nessa época, Naor já teve 12, já tinha tido 12 filhos, e a gente percebe aqui que, bom, nós vamos mostrar então que um dos filhos, e dos 8 filhos que ele teve com Milca, parece que, pelo menos na sequência, parece que Betuel era o mais novo, pelo menos é o ultimo da lista de 8.
Então vai dando todos os nomes dos 8 filhos, versículo 23, 22, Betuel está em ultimo lugar, e aí no versículo 23, nós descobrimos porque foi registrada essa informação, porque Betuel teve Rebeca, aqui nesse texto aqui, nem fala de Labão, e normalmente eles não falavam das mulheres.
Muitas e muitas genealogias não falam, não dão os nomes das mulheres, em vários casos, aqui só conta o nome, aqui só conta o nome de Rebeca, por que? Porque Rebeca vai ser a esposa de Isaac, então essa informação foi dada, e lá no versículo, no capítulo 24, Abrão vai mandar o servo para buscar uma esposa para o filho.
Ele lá não disse, ele falou assim, olha, meu irmão tem uma neta, né, chamado, meu irmão tem uma neta, né, que chama Rebeca, veja só, quem vai casar com Isaac? Isaac é filho de Abrão, Isaac seria primo de Betuel, Rebeca é neta de Naor, então isso é porque Abrão demorou muito para ter muitos anos,
ele teve que esperar para ter Isaac, mas aí então nós descobrimos que essa informação foi dada porque a escritura quis mostrar de onde viria a esposa de Isaac, e isso pode ter motivado Abrão a mandar buscar uma esposa para o filho dele lá entre os parentes,
porque ele soube que tinha lá vários, devia ter outras mulheres entre os descendentes, mas citado aqui foi Rebeca, mas só para olhar lá na frente, Isaac teve Esaú Jacó, Esaú vai casar com mulheres da terra de Canaã,
mas Jacó, de onde vai continuar a linhagem, Jacó vai casar também com pessoas da mesma família, ele vai casar com primas, Jacó vai casar com filhos de Labão, que é o tio dele.
Então isso é só para mostrar qual o significado disso, eu não vou fazer uma aplicação, não sei exatamente, porque depois os filhos de Jacó, essa interligação, esse casamento dentro da família, parece que termina aqui, pelo menos nós não temos mais notícias,
porque Jacó teve 12 filhos, isso também para mostrar, na Orja tinha 12 filhos, Ismael vai ter 12 filhos, mas Jacó ele demora mais, a descendência de Abrão que vai se transformar realmente na nação de Israel,
os 12 filhos, que aí a coisa começa realmente a multiplicar, começa com os 12 filhos de Jacó, esses 12 filhos, nós não temos informações só de José, um dos 12, José casou com uma mulher do Egito,
os outros filhos, os outros irmãos dele, os outros filhos de Jacó, pode ter casado com alguém dos povos de Canaã, nós não temos essa informação.
Mas é interessante notar que o início, o fundamento, porque realmente a história que nós temos são chamadas patriarcas, Abrão, Isaac, Jacó, nós temos realmente uma história em que a família,
ainda que Deus tenha falado com Abrão, você vai sair da sua família, você vai para um lugar diferente, mas ainda não era época de expulsar os povos de Canaã, nós vamos olhar para isso hoje também,
mas era ainda, né, Abrão fez questão e Rebeca também fez questão de que o filho dela, Jacó, não se casasse e Isaú casou, mas a contragosto dos pais, então eles tinham realmente um princípio de não se misturar
e a ideia de Deus nunca foi uma coisa de, é importante assinalar aqui, que Deus nunca foi um Deus de pureza étnica, porque se fosse assim, Deus não teria abençoado,
Deus não teria permitido que na própria linhagem de Jesus entrassem pessoas, Raab, uma pessoa que era prostituta lá em Jericó, Ruth, uma Moabita, e tem outros exemplos de como o povo não era a direção de Deus casar com outras pessoas de outras nações,
mas por um motivo de pureza de adoração, de não misturar, de não contaminar a devoção ao único Deus verdadeiro, mas não por uma questão de pureza étnica,
Deus tem promessas para a descendência de Abrão, mas o alvo de Deus sempre foi de todas as raças, ele quer pessoas de todas as línguas, raças, povos e nações, então, só que nesse momento de alicerces de patriarcas, parece que há um princípio realmente de não misturar para não se desviar do princípio daquilo que Deus queria mostrar,
então é interessante porque Deus falou com Abrão para sair da sua família e, no entanto, ele continuou, os filhos se casaram, então ele não abandonou as ligações com a família, mas nós vamos ver hoje que também ele tinha que fazer uma escolha,
aqui eu não estou mostrando, mas só para aproveitar esse diagrama, vários povos, os povos árabes são descendentes, nós não temos muita notícia dos filhos de Naor, mas os povos árabes, os povos que acabaram povoando as nações em volta de Israel, seriam descendentes de Ismael,
descendentes de Loh e descendentes de Zahur, então são linhagens, são parentes, são semitas, são parentes e pode ter sido também de descendências de Naor que nós não sabemos praticamente nada sobre o que aconteceu depois com esses filhos, ok,
então isso nos dá um pouco de panorama sobre a situação de Abrão e o contexto, e foi dada essa linhagem de Naor aqui para mostrar a origem da esposa de Isaac, então está sempre apontando agora para essa transição,
então vamos agora para o capítulo 23, Gênesis 23, então começa os anos da vida de Sarah foram 127, eu não sabia, a gente às vezes não para para pensar nos detalhes,
mas pesquisando aqui, quase todos os livros, os comentários que falam a respeito desses capítulos, assinalam o fato de que Sarah é a única mulher na Bíblia que tem a idade dela quando ela morreu,
na verdade quase nunca fala nem de idade de mulher nenhuma, fala de Ana, aquela que estava no templo quando Jesus nasceu, que fala que ela tinha 84 anos, não fala se era quando ela morreu ou não,
mas fora isso nós não temos registros, eles não seguiam nascimento e morte, idade e coisas assim das mulheres, então já começamos aqui com um fato interessante,
que quando fala os anos da vida de Sarah foram 127, Sarah, versículo 2, morreu em Kiryat Arba, que é Brom, na Té de Canaã, e veio Abrão lamentar Sarah e chorar por ela,
essa informação também aqui é bastante, a gente não sabe exatamente o que significa, porque Abrão estava morando em Berséba, existe uma ideia de que talvez Abrão tivesse rebanhos também em Hebron,
e que Isaac estava com ela, o que aconteceu para que Sarah morresse em Hebron ou Kiryat Arba ao invés de Berséba, onde Abrão morava e onde Isaac continuou morando,
mas enfim, ela morreu nesse lugar e Abrão veio chorar e lamentar. O capítulo 23, não é um capítulo grande, tem 20 versículos, mas esse capítulo, o que fala sobre a morte de Sarah e o luto, o choro, a lamentação de Abrão,
é nesses primeiros dois versículos, o restante do capítulo vai falar sobre como Abrão não tinha onde sepultar sua esposa, Abrão vai falar no versículo 3, ele se levantou de diante de sua esposa morta e foi conversar com os habitantes daquela região,
que são chamados filhos de Eti e depois eles são chamados de Titas, mas ele fala assim no versículo 4, "estrangeiro e peregrino sou entre vós", eu sou um estrangeiro, eu sou um peregrino, eu não tenho nada e aparentemente nessa qualidade,
apesar que ele fosse uma pessoa, vamos ver, que ele era uma pessoa respeitada, ele tinha um bom testemunho, um bom relacionamento, mas aparentemente ele não tinha o direito de sepultar a sua esposa, porque ele não era dono de terra nenhuma,
Estevam lá em Atos 7 ele vai repetir isso, e tem nos Salmos também, de que Deus deu a Abrão a promessa de ser uma bênção, de fazer parte do plano dele de redenção,
e para ser esse canal de bênção, para ele fazer parte, para ele ser um instrumento de Deus, não só ele, mas toda a descendência, ser um instrumento de redenção, de bênção para o mundo,
Abrão teria que ter duas coisas, duas partes importantes da promessa de Deus para Abrão, era, você vai ser uma grande nação, para isso você tem que ter um filho, e você vai ter essa terra, eu estou dando essa terra para você,
porque ter um povo, a gente sempre volta nessa questão, o que significa a terra, sempre tem esses paralelos, para a nação de Israel, para o povo de Israel, a terra é a terra mesmo,
não tem jeito de ser uma nação, sem ter uma terra, sem ter um estado, um governo, poder realmente ser governado, e não sujeito a outros povos, a outros sistemas,
para Deus ter um sistema, para Deus ter o reino dele na terra, ele precisava de um povo, e esse povo precisava ter uma terra, Deus não ia ter um reino na terra simplesmente com o povo espalhado,
ou com indivíduos avulsos, teria que ter um povo unido, uma nação, e teria que ter esse povo, teria que ter uma terra, não podia ser no Egito, ou na Babilônia, ou em outros lugares,
e durante séculos e séculos, milênios, Israel, o povo de Israel, o povo judeu, tem vagado pelo mundo, tem se espalhado pelo mundo sem ter uma terra,
então essa terra tem um significado muito literal, muito importante para a segunda vinda, porque o propósito de Deus não é nos levar embora para o céu, mas estabelecer o seu reino na terra,
Jesus vem para ser o rei sobre toda a terra, mas ele precisa ter um lugar, Deus não é espiritual, Jesus vai reinar sobre a terra, mas voando por aí, andando nas nuvens,
não, ele vai se assentar, ele vai se estabelecer num lugar e ele vai reinar, então ele precisa de um lugar, Deus tem um propósito, essa terra e esse povo são chaves para a redenção do mundo todo, de toda a humanidade,
mas para nós como igreja, que fomos incertados, que fomos incluídos, mas que não fazemos parte nem da nação étnica de Israel, e nem temos direito, nem fazemos parte da promessa de receber a terra de Israel como nossa possessão,
o que seria a terra para nós? E essa terra espiritualmente é também uma base para que Deus possa reinar, assim como no natural Israel precisa de uma terra para Deus estabelecer seu reino com eles,
nós como igreja também precisamos de uma base, nós também precisamos de uma terra, então esse assunto de terra é algo muito fascinante e muito importante que não temos entendido muito,
mas uma dica, uma chave para entender isso é entender a diferença, porque são muito relacionados, mas tem uma diferença entre igreja e reino,
no tempo de Jesus na terra ele falava sobre reino, ele não falava sobre igreja, porque embora ele estivesse mostrando e lançando os fundamentos para que a igreja viesse a existir,
ele falou de edificar a sua igreja sobre a rocha, mas ele falava mais sobre reino, porque o reino é muito importante entender, a igreja como povo sem terra, a igreja é um povo espalhado por aí,
mas nós temos seguido outros sistemas, nós temos nos envolvido em algo que não é realmente a prática do reino de Deus na terra, então o reino é um ponto essencial.
Então vamos voltar aqui para essa questão, por que esse capítulo tão importante, nós vamos passar pela história que é bem interessante, especialmente para entender a cultura, é um diálogo, é uma transação,
Abraão vai comprar um terreno ali por perto do lugar que Sarah morreu em Hebron, então ele vai comprar uma propriedade, é a única propriedade que Abraão, Isaac e os filhos de Jacó iam possuir na terra prometida,
a única partezinha, eles eram peregrinos, eles eram estrangeiros, e isso é muito significativo para a gente entender, tem muita coisa aqui que eu sempre falo que tem muitos tesouros escondidos,
muitos mistérios, muitas coisas preciosas escondidas nessas histórias, nesses textos e ainda não entendemos muitas coisas, não sabemos, mas vamos cavando, vamos buscando o que significa Abraão,
depois os filhos dele, filho e neto, eles eram peregrinos na terra, Hebreus 11 fala sobre isso, eles eram peregrinos, nós temos mencionado isso,
Abraão durante todo o tempo que ele habitou ali, não sei se em Urdux Caldeus, eles moraram em Arã por um tempo, eu não sei se eles tinham casa, ou se sempre foi, se a vida deles era de Noma, de viver em tendas,
mas Abraão foi para um lugar, Deus prometeu para ele, assim que ele entrou em Canaã em Gênesis 12, Deus apareceu para ele e falou assim, é essa terra, essa terra vai ser sua,
e em cada vez que Deus falava com ele em Gênesis 13, em Gênesis 15, em Gênesis 17, Deus sempre falava, Gênesis 22 nesse juramento, sempre falava essa terra é da sua descendência,
eu estou dando para você, você e seus descendentes, vocês têm o direito, o direito a chaves, eu estou dando, pertence a vocês, é uma promessa, só que durante todos esses anos,
e até passar o tempo de escravidão no Egito, e depois só quando eles entraram com Josué, é que chegou o momento de conquistar a terra,
então sempre tem múltiplas aplicações disso, mas nós queremos entender esse princípio, então toda essa história de Abraão comprar um terreno para sepultar a Sarah,
é um ato profético, é um ato significativo, porque aqui, um que ele está mostrando, ele era um homem rico, Abraão era um homem que tinha muitos rebanhos, era riqueza,
ele tinha servos, lá atrás, no capítulo 14, ele tinha 300 e tantos servos para ir atrás de libertar Ló, Abraão era um homem, ele não era uma pessoa que não tinha postas,
e ele vai comprar esse terreno aqui nesse capítulo, ele vai comprar por 400 moedas de prata, que era um valor alto, então ele tinha a vista, ele tinha dinheiro para pagar para comprar,
mas esse fato, esse paradoxo, esse contraste é bem interessante, porque ele tinha promessa de Deus, ele tinha até meios naturais para lutar com os povos ali,
para pelo menos se estabelecer numa região, mas poucos capítulos atrás, no capítulo 21, teve dúvidas, teve problemas com Abimelec sobre os poços que Abraão furou,
ele fez um acordo, ele fez uma aliança com Abimelec, ele negociou, ele recebeu a permissão, Abraão não é um homem que exige, ele não é um homem que chegou com esse ímpeto de conquistar,
então nós precisamos entender esses dois momentos, essas duas épocas na história, a época de Abraão, Isaac e Jacó, que eles eram peregrinos, eles não criavam brigas,
Isaac era um homem de paz, quando brigavam com eles sobre algum posto, ele largava o posto e ia para outro lugar, então eles não eram pessoas que brigavam, que lutavam, que conquistavam, que expulsavam os povos de lá,
não era tempo para isso, agora na época de Josué era outra época lá, Deus mandou entrar lá e conquistar, e é por isso que eu sempre falo, nós precisamos saber como nós devemos aplicar essas verdades,
hoje, acho que em outras épocas também, é sempre muito mais popular a gente ler Josué 1, "entra lá, todo lugar que pisar planta do seu pé, eu vou dar para vocês, vocês vão vencer os gigantes,
vocês vão expulsar os povos de lá, vocês vão entrar e tomar posse de casas e plantações, coisas que os outros fizeram, vocês vão expulsar de lá".
Nós é muito mais popular, muito mais agradável a gente pensar, eu vou entrar, eu vou tomar posse, eu sou filho do rei, eu tenho direito, mas esse modelo do nosso pai na fé, eu sei que tem aspectos que nós precisamos tomar posse,
Jesus veio e deu a nós também direito, ele deu as chaves do reino para Pedro e para os discípulos de Jesus, essas chaves são nossas também, mas nós, o próprio Jesus, ele falou assim "o meu reino não é deste mundo",
ele não estava dizendo "eu não quero esse mundo, eu vou embora daqui", ele estava dizendo "o meu reino, minha autoridade, não vende uma autoridade aqui na terra, então eu estou aqui, mas eu me submeto",
nós vamos vendo esses aspectos de um peregrino e como que isso deve ser aplicado para a nossa vida, claro que não tem um jeito fácil de falar assim "agora é só tempo de peregrinar",
nós não podemos possuir nada, mas que o Espírito Santo nos ajude a entender esses momentos e em que tipo de regime nós devemos viver, nós estamos no tempo de tomar posse, de entrar nos governos e de estabelecer leis sobre a terra,
ou nós estamos no momento em que nós temos aspectos sim do reino que nós podemos entrar, que nós podemos tomar posse, mas temos outros aspectos que nós temos que ser como peregrinos.
Então vamos dar uma olhada aqui na história e depois em algumas aplicações, talvez mais uma coisa antes de seguir o diálogo, eu queria voltar nesse, uma das coisas que não conta aqui no capítulo, mas que é implícito,
como eu falei assim, Sarah é a única mulher que tem a idade, nós sabemos a idade dela quando ela morreu, isso não é só uma curiosidade, aqui nós sabemos que Sarah era uma pessoa muito significativa e temos algo que é meio fora,
não assim, foge o padrão da época, porque mesmo continuando para frente as histórias de assim, Rebecca era uma pessoa que era ativa, ela aparece na história, as esposas de Jacó,
mas nenhuma foi, nenhuma teve a relevância de Sarah, porque Sarah, Abraão e Sarah foram o começo, foram a base e Deus deu para Abraão nessa história dele com Sarah,
Deus deu alguns vislumbres do que ele queria, então nós temos aqui que Sarah era realmente uma companheira, lembra que Deus fez questão de ir à tenda, de chegar em forma humana,
de almoçar com Abraão e ele com certeza sabia, ele queria conversar com Abraão sobre Sodoma, mas a visita de Deus para Abraão foi para que Deus pudesse se dirigir diretamente a Sarah,
o objetivo, o recado era para Sarah, então Sarah realmente tem um papel que foge a regra da época, era uma coisa assim que a própria Sarah não estava preparada para chegar
a uma visita importante e querer falar com ela, ela se escondeu, não era costume, mas Deus quebrou as regras e falou com ela e Deus enfatizou várias vezes com Abraão,
não é o filho com H, não é que Deus tivesse qualquer tipo de preconceito contra H, porque o anjo do Senhor apareceu para H, Deus tratou H com muita dignidade também,
mas o filho da promessa era Abraão e Sarah, a aliança de Abraão, o casamento de Abraão, o filho não viria através de uma serva, é uma coisa assim circunstancial,
é uma serva de Sarah, então Sarah podia usá-la para ter um filho, não, o filho teria que ser sobrenatural e o filho viria através de Sarah e não através de H,
e depois Abraão teve outros filhos depois que Sarah morreu, então, e a Bíblia faz menção, eu não posso tomar o tempo agora, mas eu vou dar as referências,
a Bíblia menciona Sarah em outros textos, em Isaías, o profeta Isaías 51, versículo 2, Deus está falando, mandando uma palavra para Israel pelo profeta e Deus fala assim,
vocês precisam olhar para Abraão seu pai e para Sarah que deu a luz, então Deus ali também faz questão, ao lembrar da origem, do patriarca, do pai da fé,
ele faz questão de citar Sarah também, porque ela não foi simplesmente alguém que ia dar a luz, ela foi uma pessoa importante, ela também recebeu o recado de Deus,
e Hebreus 11, que é o capítulo da fé, tem uma menção de Raabe nesse capítulo, mas fora isso assim, é meio rápido, mas entre os patriarcas,
entre os primeiros heróis da fé que relatam em Hebreus 11, ele fala de Sarah, ele fala "pela fé Sarah", não é só "pela fé Abraão", "pela fé Sarah",
então eu estou dizendo isso porque as escrituras dão essa ênfase e mostram que Sarah era uma pessoa importante, ela era, e é isso que Deus quer,
o desejo de Deus, lá no jardim quando criou Adão e Eva, ele criou a Eva para ser uma companheira, para ser os dois juntos, juntos eles receberam uma comissão de Deus,
juntos eles foram criados na imagem de Deus, então é isso que Deus deseja, essa união que é uma figura, que é um retrato da união dentro da divindade, ok?
E mais um texto que menciona Sarah, 1 Pedro 3, 6 versículo 6, 7, que fala que nós precisamos, as mulheres precisam seguir o exemplo de Sarah, porque ela foi uma mulher de fé e deu exemplo,
então isso tudo é para mostrar esse capítulo que fala da morte de Sarah, as outras esposas dos patriarcas que vieram depois, de Isaac, de Jacó,
temos o relato da morte de Raquel, mas assim, é porque ela morreu ao dar a luz, a Benjamin, mas as outras esposas não tem, não tem esse relato, então realmente a vida de Sarah tem um destaque especial,
a gente precisa assinalar isso aqui, é um dos pontos que é importante a gente observar nesse capítulo, que conta do choro de Abrão, ele não fez só uma lamentação por forma,
ele chorou, imagina depois de mais de 60 anos juntos a falta que ele ia sentir dela, e sabemos depois também no final do capítulo 24, que quando Rebecca chegou e Isaac recebeu Rebecca como esposa,
e isso foram três anos depois que Sarah morreu, foi que Isaac recebeu Rebecca, e aí fala assim que Isaac foi consolado depois que a mãe dele morreu,
Isaac estava com 37 anos, quando Sarah morreu, quando a mãe dele morreu, e ele estava com 40 anos quando ele casou com Rebecca, então três anos depois ele estava lamentando,
ele estava sentindo muito a falta da mãe, então isso tudo mostra a importância que ela tinha e a importância também de ter luto, de ter lamentação, nós não devemos ter um luto sem esperança,
mas mesmo com toda a nossa esperança da vida eterna, nós não vamos deixar de sentir a morte de pessoas próximas, e a morte que acontece todos os dias é algo lamentável,
a morte é algo trágico, é algo terrível, e nunca podemos nos acostumar com isso, por mais que tenhamos a certeza de que a morte não é o fim, a morte nos causa tristeza, nos causa luto e nos faz chorar,
ok, então esse é o ponto, agora vamos rapidamente passar pela história em si, então versículo 4, ele já se declara para o povo daquela região e fala assim eu sou estrangeiro e peregrino entre vós,
dá-me o direito de um lugar de sepultura entre vós, para que eu sepulte a minha morta, então olha só como Abrão chega, era sempre, era a forma deles se dirigirem um ao outro,
eles tinham esse costume de falar com humildade, de prestar honra, de não chegar exigindo, eu quero comprar, veja aí, eu quero comprar esse lugar, tudo tinha todo um protocolo, uma forma de agir,
e não com altivez, não com, como quem mandava, eu sou mais rico, eu posso comprar qualquer lugar aí, ele chegou com humildade e se declarando como peregrino estrangeiro,
porque ele seria uma pessoa sem direitos, que seria uma pessoa que não tinha um direito de exigir nada, então é isso que ele fala, dá-me o direito, ele tá pedindo, ele tá suplicando, ele tá vindo numa posição de humildade,
versículo 5, responderam os filhos de Eti e Abrão, ouve-nos meu senhor, então Abrão os trata com deferência, com respeito, com honra, e eles também, meu senhor, príncipe de Deus és no meio de nós,
então gente, isso é uma forma de cortesia, de bons tratos, mas com certeza isso revela algo, eles não precisavam ter falado nesses termos, eles tratam Abrão com muito respeito,
faz anos que Abrão vive ali entre eles, eles conhecem, eles sabem quem é, e ele tem um bom testemunho, isso é fundamental, a igreja muitas vezes não tem esse bom testemunho,
a igreja não é vista como pessoas que representam Deus, como pessoas que realmente você quer saber quem ou como Deus é, infelizmente nós não temos conquistado esse lugar,
mas isso é algo essencial, e isso vale mais do que palavras, o evangelho precisa ser anunciado, precisa ser falado, mas muito mais ou muito antes das palavras tem que ser as ações,
então Abrão tinha realmente um bom testemunho, então eles começam oferecendo, enterra a sua morta na mais escolhida, você pode escolher, nós temos sepulcros, lugares que ela pode ser sepultada,
você pode escolher, a mais escolhida de nossas sepulturas, nenhum de nós, ninguém aqui, te vedará a sua sepultura, a sepultura da família, eles estavam oferecendo o melhor lugar para enterrares a tua morta,
então se levantou Abrão e prostrou-se em terra, olha só, a gente pode até imaginar essa cena de diálogo assim, tudo assim, com muito respeito e honra um para o outro,
ele se levantou, prostrou-se em terra, diante do povo da terra, diante dos filhos de Ete, dizendo "se é da vossa vontade que eu sepulte a minha morta, ouvi-me e intercedei por mim junto a Efron, filho de zoar",
olha só, Abrão, ele já sabe o que ele quer, ele tinha um lugar, ele não queria qualquer lugar, e ele não queria uma coisa só como favor, por quê?
Porque, vamos supor que alguém, que ele aceitasse e falasse assim "não, tudo bem, então, onde que eu posso sepultar, pode ser nesse lugar aí", não seria um lugar dele, e Abrão, ele é um peregrino, mas ele agora, ele deseja um lugar fixo,
ele deseja um lugar, esse lugar que ele vai adquirir aqui, vai ser a sepultura dos três patriarcas, Abrão, Isaac e Jacó, e de suas respectivas esposas,
então, é claro que Abrão não sabia exatamente como que ia acontecer tudo isso no futuro, mas Abrão estava querendo um lugar pra ele também quando ele fosse morrer, e isso era uma coisa significativa, isso era uma coisa importante pra eles,
e nós vamos vendo assim, porque o único lugar que Abrão passou a possuir era um lugar de sepultura, Abrão nunca comprou uma casa, ele tinha condições de comprar, ele nunca comprou uma propriedade,
ele comprou uma fazenda, tudo bem, eles tinham costume de, era costume mesmo de ir pastando em lugares diferentes, mas ele negociou com Abimelech pra ter direito a um poço que ele furou,
então tudo pra ele era com permissão e sem lugar fixo, Abrão não tinha um lugar, esse lugar é meu, vou ficar aqui o resto dos meus dias, ele acabou ficando até o fim em Berséba, mas ele tinha morado em vários lugares,
então Abrão não tinha um lugar fixo, mas ele queria um lugar fixo para sepultura, e aqui também vamos voltar ao relato dos parentes dele que vimos no final do capítulo anterior,
porque ele tinha parentes lá, talvez em Arã, em algum lugar onde eles moravam, e normalmente as pessoas desejavam muito ser sepultados perto de familiares,
então Hebreus 11 ainda fala que como peregrinos eles na verdade estavam esperando uma coisa futura, porque ele saiu da sua terra, onde ele tinha raízes, onde ele tinha família,
foi pra Canaã onde ele não possuía nada, e se ele quisesse um lugar da família pra sepultar eles davam muita importância pra isso, nós vamos ver daqui a pouco também como Jacó e José também deram importância pra isso,
então ele poderia ter voltado, Hebreus 11 fala assim, ele poderia ter voltado, eu sou um peregrino, eu finquei minha estaca aqui, eu obedeci a Deus, mas agora eu quero morrer lá perto da minha família,
eu quero ser sepultado lá, isso era uma coisa importante pra eles, e Abraão está dizendo não, eu não possuo nada aqui, mas eu estou demonstrando com ato profético, com testemunho,
eu estou demonstrando que o futuro dos meus descendentes vai ser aqui, o futuro não vai ser lá onde meu pai foi sepultado, eu mostrei como a família manteve ligações de casamento,
mas ele realmente arrancou as raízes, ele não ia voltar e ele não queria que Jacó voltasse, ele falou com o servo dele no capítulo 24, não é pra levar meu filho lá,
você vai trazer uma esposa de lá pra cá, porque o lugar que nós fomos chamados, o lugar que nós vamos habitar, o lugar onde nós temos uma promessa é essa terra,
então Abraão está estabelecendo, e inclusive, às vezes a gente não sabe se eles realmente, parece que eles têm uma ideia boa de onde é essa sepultura de Abraão, Sara e os outros patriarcas até hoje,
mas durante todo o tempo lá era um lugar de honra, sagrado, a gente fala assim, um lugar muito especial, um lugar onde os primeiros patriarcas foram sepultados,
então Abraão, apesar de não ter outras propriedades, ele arrumou, ele comprou um lugar pra ser sepultado, então ele está rompendo as ligações com a família,
eles vão continuar casando com pessoas da família, mas ele não vai voltar, ele não quer que os filhos voltem pra lá, então isso é bem significativo,
então ele não quer um lugar emprestado. A primeira oferta desses filhos de Eti era "não, a gente arruma um lugar pra você sepultar, a gente dá a permissão,
a gente arruma um lugar, você pode usar, não, mas eu não quero um lugar emprestado, eu não quero um lugar apenas assim, pra temporariamente,
eu quero um lugar que possa mostrar "nós vamos ficar aqui e esse é o lugar da nossa sepultura". Então no versículo 8 ele fala "intercedei por mim junto a Efron,
filho de Zoar, pra que ele me dê a caverna de Machpela, que possui no fim do seu campo", ele já sabia o lugar, sabia quem era o dono,
"que madê pelo devido preço", ele não quer uma coisa de favor, ele quer pelo devido preço em posse de sepulcro no meio de vós,
então ele quer a permissão deles pra que ele adquira uma propriedade. Ora, versículo 10 "Efron o Eteu", então eles são filhos,
não, os filhos de Ete são uns e o Eteu é outro, é outro povo, acho que eles viviam juntos, "Efron o Eteu estava sentado no meio dos filhos de Ete,
e respondeu Efron a Abraão aos ouvidos dos filhos de Ete, de todos os que entravam pela porta da sua cidade",
então aqui a gente tem outras referências na Bíblia que a porta da cidade é onde tinha as autoridades, onde tinham os líderes,
e era como se fosse um fórum, um lugar assim, um cartório de passar um documento, era um lugar assim porque tinha testemunhas,
todas as pessoas se tornavam uma coisa pública, não era uma coisa escondida, então ali no meio de todos os que entravam pela porta da sua cidade,
ele disse, Efron falou assim, "não, meu senhor, ouve-me, o campo te dou", aqui parece, aqui é aquele costume de falar assim,
"eu não vou cobrar nada, eu não vou cobrar, você quer esse campo, eu dou pra você, ouve-me, o campo te dou, também te dou a caverna que nele está,
na presença dos filhos do meu povo, te dou, sepulta tua morta", mas Abraão sabia que não era esse o costume e não era isso que ele queria,
que também se ele desse assim, também seria mais como um empréstimo, se ele falasse assim, "não, eu dou pra você sepultar", mas não seria dele,
nesse ponto Abraão não quer só uma coisa vaga, em todas as outras coisas de habitar ali sem ter um lugar fixo, ele é um peregrino,
mas pra esse objetivo, esse é um ato que ele precisa comprar, ele precisa comprar essa propriedade, vai servir de referencial que os patriarcas são sepultados ali,
eles estão declarando pela vida, de ter peregrinado toda a vida ali, claro que não é só a morte, mas com a morte também eles estão dizendo,
este é o nosso lugar, Deus prometeu pra nós, a gente não tem direito, a gente não tem o título, os outros povos que habitam, que tomam conta ali,
mas é um lugar que Deus nos prometeu, então versículo 12 Abraão se inclinou diante do povo da Té e disse a Efron aos ouvidos do povo da Té,
"se te agrada, ouve-me peço-te, escuta bem, eu insisto mais uma vez, darei o preço do campo, toma o de mim e sepultarei ali a minha morta,
eu não vou sepultar sem que vocês me deem o título", respondeu Efron Abraão, versículo 15, "meu senhor, ouve-me, um terreno vale 400 ciclos de prata,
que é isto entre mim e ti, sepulta ali a tua morta", bom, nós não sabemos qual era o preço de mercado, nós não sabemos nem exatamente quanto que valia 400 ciclos de prata, mas eu acho que era todos os estudiosos entendem que era muito dinheiro
e que possivelmente Efron estava dizendo "se o cara é rico, ele pode pagar", essas entrelinhas a gente não sabe, mas pelo menos nós vemos esse costume de como eles fizeram a negociação,
Efron dizendo "eu te dou", nós temos uma história não parecida, porque não era de morte, mas quando Davi quis comprar uma eira ali na cidade de Jerusalém, que era o lugar onde seria o templo, seria construído,
o dono daquele terreno falou que dava para o rei, "não, rei, pode pegar esse terreno", e Davi falou assim "não quero algo que não me custe nada, eu quero comprar um lugar para edificar um altar para Deus e fazer parar aquela praga que estava acontecendo",
então aqui também ele falou assim "no fim Efron deu um preço, era um preço, eu acredito que era alto o preço, mas Abraão não discute o preço, Abraão concordou com os termos de Efron, pesou-lhe a prata de que esse tinha falado, aos ouvidos dos filhos de Eti, 400 ciclos de prata, moeda corrente entre os mercadores",
ou seja, Abraão foi super honesto, deu o tipo de dinheiro que era para dar, "o campo de Efron que estava em Machpela, em frente de Manri, o campo e a caverna que nele estava, todo o arvoredo que nele havia, todo o limite em redor",
então ele sabia exatamente até onde ia o terreno, "se confirmara Abraão por posse, na presença dos filhos de Eti, de todos que entravam pela porta da sua cidade",
versículo 19, "seputou Abraão e a Sara, sua mulher, na caverna do campo de Machpela, em frente de Manri, que é Abraão, na terra de Canaã, assim o campo e a caverna que nele estava", olha como enfatiza isso, a gente sabe qual o ponto, qual o foco de um trecho na Bíblia, pela maneira que enfatiza,
então aqui enfatizou que Abraão quis comprar, eles registraram todo esse diálogo para mostrar como Abraão fez questão de comprar e no final ele fala "assim o campo e a caverna que nele estava foram confirmados",
quer dizer, o título foi passado, foi algo oficial, não foi só por boca de, só por palavra, mas foi confirmado com testemunhos pelos filhos de Eti em posse de sepultura.
Agora só vamos lembrar, também não dá tempo de ler os textos, mas vamos lembrar então que Isaac morreu, Abraão foi sepultado nesse lugar, Sara primeiro, e depois Abraão, depois Isaac foi sepultado nesse lugar,
Rebeca também, isso a gente só vai saber depois, em Gênesis 49, quando Jacob conta, mas ele foi sepultado ali, mas só para lembrar a importância de que eles davam, o significado de ser sepultado no lugar,
que isso era uma demonstração, onde eu quero ser sepultado, hoje nós não damos essa importância geralmente, algumas pessoas até podem ser que dê essa importância, mas a maioria não dá importância para o lugar, onde que vou ser sepultado,
mas lembra quando Jacob foi para o Egito, porque José estava no Egito e Jacob foi com todos os filhos por causa da fome e tal, e Jacob ficou no Egito até a morte dele, antes de morrer, Jacob falou, ele até contou para os filhos esse fato de que Abraão e Sara tinham sido sepultados aqui,
Isaac e Rebeca também, e Jacob já tinha perdido as duas esposas, ele foi o último a falecer, então ele também conta, a Raquel não, mas a Lia também foi sepultada nesse lugar,
então Jacob exigiu a promessa dos filhos, vocês vão me sepultar lá naquele lugar, nós estamos no Egito aqui temporariamente, mas eu quero ser sepultado lá,
isso mostra que Abraão, quando Abraão estava sepultando Sara e queria ser sepultada aqui, é porque ele estava dizendo, esse é o nosso lugar, esse é o testemunho que nós estamos dando de que esse lugar é a promessa de Deus, a gente não recebeu ainda, mas é a promessa de Deus,
e José também, no último capítulo de Gênesis, José ele não foi sepultado nesse lugar, mas José quando morreu, ele também fez os irmãos e os descendentes jurarem que eles iam quando eles fossem sair do Egito,
que eles levassem os ossos, Jacob morreu e já levaram para lá, mas José, ele ficou os ossos, os restos mortais dele ficaram até que o povo de Israel foi liberto do Egito, mas ele também queria que eles te levassem para sepultar lá,
e tem um cemitério lá em Jerusalém que fica perto do Monte das Oliveiras e olhando para o Monte do Templo, e tem um cemitério ali que muitos judeus fizeram questão no passado de serem sepultados ali,
porque eles criam que na ressurreição eles já estariam pertinho do lugar onde Jesus, onde o Messias iria reinar, eles tinham esse desejo, então nós sabemos que para Deus não é problema, a gente pode ser sepultado em qualquer lugar,
mas é um testemunho, é uma coisa significativa. Ok, então só para a gente finalizar o que nós entendemos desse capítulo, então eu já mencionei várias dessas coisas, mas eu quero colocar essa ênfase aqui de que em toda essa história do sepultamento, nesse ato profético,
Abraão está dizendo duas coisas, uma, ele está dizendo "eu sou peregrino, eu não tenho direito aqui", mas eu quero adquirir um lugar de sepultura porque eu estou afirmando com esse ato que nós vamos voltar, que nós vamos ficar, meus descendentes vão ficar,
esse é o lugar da promessa, veja bem, Abraão esperou muitos anos, mas ele recebeu a promessa do filho, ele não viu os descendentes multiplicados, ele não viu 12 filhos, não chegou nesse ponto, mas ele recebeu o filho do milagre,
o filho que seria o cumprimento da promessa, o caminho para o cumprimento da promessa, o filho ele teve que esperar muito tempo, mas veio, tinha que ser por milagre, não podia ser por meios naturais ou por outros caminhos, tinha que ser com a esposa da aliança, com Sarah, então tem vários aspectos importantes na chegada do filho,
mas a terra Abraão não recebeu, ele viveu ali, peregrinou ali, ele tinha que ficar quando eles saíram do caminho, iam para o Egito ou para a terra dos filisteus, ele tinha que voltar, Jacó tinha que voltar, eles não podiam ficar fora da terra, eles tinham que ficar na terra durante esse período,
então o peregrino ele tem coisas importantes que ele tem que fazer, mas a terra era algo que ia demorar muito mais para chegar, então isso tem paralelos para nós também, porque filhos nascem, os filhos espirituais, as pessoas são geradas pelo Espírito Santo,
Deus tem gerado descendentes de Abraão, filhos da fé, mas a terra é algo muito mais demorado, mas precisamos ser peregrinos, isso tem muitas implicações, eu não tenho a visão completa disso de forma alguma,
mas é algo que eu acho que tem esse gosto de que eu quero entender mais sobre isso, eu quero me aprofundar, então vamos só olhar algumas características aqui de um peregrino, e tem vários textos bíblicos que falam sobre isso,
então para Abraão, sendo um modelo de um peregrino, ele não possuiu a terra, ele não tinha um lugar fixo para morar, isso combina, eu estou tentando mostrar que tem uma combinação de duas coisas meio contraditórias,
porque por um lado ele era peregrino, ele não tinha posse da terra, mas por outro lado ele tinha que ficar ali, porque essa terra onde ele estava era o lugar que Deus daria para ele,
então nós temos o reino de Deus, temos acesso ao reino que Jesus nos deu, mas nós não possuímos ainda, nós temos direito de receber muitas coisas, de tomar posse de muitas coisas que Jesus já abriu para nós,
mas o reino, o governo de Deus, Jesus estabelecendo o seu reinado na terra, isso não veio ainda, e muitos aspectos do reino nós não temos ainda, então nós também somos peregrinos,
eu também não tenho tempo agora para ler esses textos, mas eu queria também dar algumas referências para confirmar isso que estou falando, em Levítico 25, 23, no livro de Levítico,
Moisés, Deus falando com Moisés, ele fala assim, ele está falando sobre quando eles fossem entrar na terra, que eles iam, Deus ia dar a terra para eles,
mas mesmo quando eles entrassem na terra, eles não seriam donos da terra, e tem toda aquela história, Levítico 25, esse capítulo que fala sobre o ano do jubileu e tudo,
então Deus estava falando assim, olha, a terra, ela não pertence a vocês, pertence a mim, e aí Deus fala assim, vocês são peregrinos,
primeiro crônicas, 29, 15, o rei Davi, rei sobre a terra prometida, rei sobre a nação de Israel ali, ele também fala, Deus, nós somos peregrinos na terra,
então Davi reconheceu que mesmo tendo o reino, numa certa medida, eles ainda eram peregrinos, então isso confirma e depois tem os textos do novo testamento que eu vou citar daqui a pouco.
Bom, o que significava ser um peregrino então? E aqui também tem um equilíbrio, tem uma contradição, eu coloquei aqui que como peregrino, Abraão por exemplo,
ele precisava se sujeitar às regras do lugar, ele não mandava, ah gente, eu que sou dono dessa terra, Deus me prometeu, não, ele não tinha essa posse ainda,
então ele tinha que se sujeitar a Bimelech, ele foi tratar, ele não era altivo com a Bimelech, ele pediu, ele tinha que ser pacífico,
então, e nós temos, depois eu vou mostrar que alguns textos do novo testamento mostram que nós vivemos dessa forma, nós somos peregrinos, nós não pertencemos ao reino deste mundo, ao sistema do mundo,
nós não podemos obedecer a leis ou a regras que entram em choque com os mandamentos de Deus, com o sistema de Deus, mas o novo testamento é cheio de ordens para nos submeter às autoridades,
mesmo sendo autoridades injustas e não tementes a Deus, então isso é muito importante para a gente entender qual é o nosso papel e acho que uma das coisas mais claras para mim,
nessa lição que nós aprendemos de ser peregrinos na terra, é que nós não somos chamados, tem uma grande discussão, uma grande polêmica se os cristãos podem entrar no governo,
se os cristãos podem fazer parte de política e coisas assim, e os exemplos que nós temos até da rainha Esther, de Daniel lá na posição que ele tinha na Babilônia, José no Egito,
mas Deus permite que pessoas tenham funções, mas eles nunca foram absolutos, Esther era uma rainha, mas ela tinha medo de entrar na presença do rei, quem mandava mesmo era o rei,
então tem um papel para exercer, mas é muito, muito perigoso, muito errado, não é errado o cristão ser uma testemunha e participar de alguma forma de política, não é errado,
mas é errado a igreja, é errado nós acharmos que nós vamos dominar, que nós vamos tomar conta, que nós vamos estabelecer leis, que nós vamos estar por cima, não, esse nós somos peregrinos,
Daniel naquela posição que ele estava, ele era um peregrino, ele não se sentia como parte do sistema, como sendo, e esse é o grande erro que muitos cristãos estão cometendo,
não só aqueles que têm uma posição política, mas aqueles que também estão lutando para ter influência no governo, nós somos peregrinos e precisamos entender que jamais a igreja faz parte desse sistema,
até Jesus voltar, nós não temos essa comissão, então é necessário se sujeitar, 1 Pedro 2 fala muito sobre isso, Romanos 14, 13 e 14 também,
Abraão não tinha direitos, ele se colocou como uma pessoa que não tem direitos, eu sou um forasteiro, eu sou estrangeiro, eu tenho que pedir para vocês, eu não tenho direito, mas ele podia comprar com a permissão deles,
mas não é esse direito, nós mandamos, nós somos maioria no Brasil, a gente manda, não, jamais, precisamos conviver bem, porque não é o tempo de conquistar,
então isso é muito importante entender que não era o tempo de expulsar os cananeiros da terra, ele tinha que viver bem com eles, ele tinha que dar testemunho, ele tinha que ser considerado um príncipe de Deus por eles,
ele tinha que ser, Isaac foi considerado um homem de paz, Abimelech viu que Abraão era um homem abençoado por Deus, eles tem que ver a autoridade de Deus na nossa vida, não ver que a gente está mandando, que nós somos os fortes,
e finalmente, adquirindo esse lugar, ele tinha que dar testemunho de que o lugar dele era lá, ele tinha que dar testemunho, ele não estava mandando, ele não estava expulsando,
mas ele estava comprando uma sepultura para dizer, olha, esse lugar eu pretendo, minhas próximas gerações vão continuar morando aqui, então ele estava dando testemunho de que ele acreditava realmente nas promessas de Deus.
Eu quero só, tem vários textos que falam, Hebreus 11 é maravilhoso, porque fala assim que, eu vou pegar um texto rápido em Hebreus 11 e depois em 1 Pedro 2 para finalizar.
Hebreus 11, quando está falando sobre todos os, Abraão pela fé, mas ele viveu, versículo 9, Hebreus 11, pela fé peregrinou na terra da promessa, como em terra alheia.
Nós temos que ter esse entendimento de que Deus vai reinar sobre toda a terra, nós somos herdeiros da terra, os mansos herdarão a terra, mas agora nós não somos donos,
e não podemos, claro, nós podemos ter as nossas propriedades, mas isso é como Deus falou com eles em Levítico, a terra é de Deus e mesmo tendo alguma coisa nós somos peregrinos, nós não somos donos,
e isso tira a altivez, isso tira essa posição de achar que a gente manda em alguma coisa, e o objetivo muitas vezes da igreja, nós temos que crescer, nós temos que influenciar,
nós temos que tomar conta da economia, da cultura, da educação, da ciência, do comércio, não, nós somos peregrinos, nós participamos, nós damos testemunho,
nós apontamos para quem realmente é dono, testemunhamos que Deus nos deu a promessa, mas não podemos agir como se nós já fôssemos donos, nós não somos donos,
e nós temos que ter essa atitude de peregrinar na terra a promessa, nós vamos ficar aqui, nós não vamos voltar para de onde nós viemos, de onde nós viemos? Abrão saiu de Ur dos Caldeus,
era um lugar de prosperidade, de força, depois se tornou Babilônia, um império, não, nós não vamos voltar para esse lugar, que muita gente está voltando para,
como se fosse participar desse sistema e achando que somos, por sermos da igreja, porque pertencemos a Deus, é diferente, não, nós não pertencemos ao sistema desse mundo,
e não chegou a hora de expulsar os cananeus da terra, não chegou, nós estamos vivendo, como ele fala aqui, habitando em tendas com Isaac e Jacó,
herdeiros com ele da mesma promessa, porque eles esperavam a cidade que tem fundamentos, nós estamos esperando o sistema de Deus, ele vai trazer para a terra,
mas é ele que vai trazer, e aí versículo 13 fala, todos estes morreram na fé, então Sarah é a primeira, depois vai Abrão, depois os outros,
eles morreram na fé, não alcançaram as promessas, viram-nas de longe, saudaram e confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra,
ora, os que dizem tais coisas claramente mostram que estão buscando uma pátria,
versículo 15, se na verdade se lembrassem daquela de onde haviam saído, então Abrão podia pensar, poxa, acho que é hora de voltar, não,
eles teriam oportunidade de voltar, mas eles não voltaram, isso tudo é maravilhoso, agora só em 1 Pedro 2, daqui daria para ler todo o capítulo 2 e 3,
na verdade até a tônica da epístola de Pedro é muito nessa linha de como nós devemos viver como peregrinos,
porque em 1 Pedro 2 tem aquela passagem famosa, versículo 9, que fala "Vosso sou exageração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido,
para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou", nós somos, nós somos o povo santo, nós somos a nação, nós temos as promessas, nós vamos herdar a terra,
e aí, versículo 11, "Amados, peço-vos como peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências da carne",
versículo 12, e na verdade em todos esses textos, o trecho a seguir, ele vai sempre falando assim, como que vocês devem viver como forasteiros, como peregrinos, versículo 12, "Vosso procedimento entre os gentios seja correto,
tem que dar bom testemunho, para que naquilo em que falam mal de vós como de malfeitores, observando as vossas boas obras, glorifiquem a Deus", não é por imposição,
nós não chegamos ao tempo ainda de implantar o reino de Deus e o governo de Deus sobre toda a terra, nós estamos aqui na posição de Abraão, vivendo para dar bom testemunho,
versículo 13, "Sujeitai-vos a toda a autoridade, governadores, reis", é a vontade de Deus, que pela prática do bem, façais em mudança e ignorância, como livres,
mas não tendo a liberdade, nós somos cidadãos do reino de Deus, nós somos livres, Jesus ensinou isso, quando vieram falar com Ele,
e aí Jesus, tem que pagar imposto para César, tinha muita gente na época de Jesus que achava que tinha que se revoltar contra a imposição, contra a opressão de Roma,
e eles vieram perguntar para Jesus, é para dar tributo, é para pagar o tributo para César, e era aquela pergunta armada, se Ele falasse sim,
eles iam condená-lo porque ele estava pregando que tinha que se sujeitar a Roma, era contra os princípios dele, se ele falasse não,
ele podia ser perseguido pelos romanos, então não é uma pergunta que era muito difícil ele responder, ele falou assim, me mostre uma moeda,
então se ali está César, daí acesa o que é de César e a Deus o que é de Deus, mas Jesus estava mostrando que ainda estamos sujeitos ao sistema deste mundo,
no sentido de que nós obedecemos as ordens, nós obedecemos as leis, mas nós somos de outro reino,
porém ainda não chegou a hora para que esse reino seja estabelecido e que a gente não tenha mais que obedecer.
Versículo 17, "Honrai a todos, temei a Deus, honrai o Rei".
Versículo 18, "Vos servos, sujeitai-vos com todo o temor aos vossos senhores, escravos".
Não tinha chegado nem a hora naquele tempo, não era nem hora de acabar com a escravidão, e vai assim, ele vai contando.
Então, nós temos o exemplo de Jesus, versículo 24, versículo 23, quando Jesus foi injuriado, ele não injuriava,
ele antes entregava-se aquele que julga justamente, o próprio Jesus, filho de Deus.
Lembra que Jesus falou assim, eu podia pedir meu pai de me mandar batalhões de anjos para me livrar daqui.
Então, Jesus tinha direito e podia ter pedido a Deus, pai, e o pai ia dar para ele.
E ele nos mostrou que nós devemos nos sujeitar, nem que seja para sermos perseguidos.
Então, quanta coisa não tem nesse capítulo, eu confesso que até quando comecei a estudar Gênesis 23,
eu falei assim, olha, não deve ter muita coisa aqui, quantas janelas isso abre?
Quanto que nós podemos realmente ver que Deus quer ensinar um ato simples, simples, mas duro para Abraão,
nesse momento na vida dele de despedir de sua esposa, mas até naquilo,
ele estava vivendo algo para mostrar para gerações futuras o que significa, o que significa crer nas promessas de Deus.
E Deus estava revelando assim, olha a terra, o reino, a plenitude, a consumação, isso é algo que demora, isso vai por várias gerações.
Nós, isso tem chegado até nós, quantas gerações depois de Abraão, os descendentes de Abraão,
hoje os judeus, eles são estado em Israel, mas eles vivem com conflitos interiores, com palestinos,
com ataques, ameaças de vizinhos, eles não estão numa posição de reino, eles não estão no reino de Deus também.
Então, quanta coisa ainda precisa acontecer para que essa terra que Deus prometeu para Abraão seja de fato uma possessão
e que nós possamos viver de acordo com o plano de Deus, mas é uma promessa gloriosa e nós devemos fincar nosso testemunho.
E eu não posso dizer assim, o que nós podemos fazer exatamente para ter um lugar de sepultura.
Mas mais uma vez, Abraão não comprou um lugar para seu desfrute, ele comprou um lugar para ser um testemunho para gerações futuras.
Abraão e Sarah viveram aqui, Isaac e Rebeca viveram aqui, Jacó e Lia viveram aqui, eles acreditavam, eles preservaram o legado da promessa de Deus
e o testemunho deles permanece até hoje, que nós também possamos, com nossa vida e com nossa morte,
que nós possamos declarar a nossa fé e a nossa perseverança, nossa confiança de que o reino de Deus é uma realidade,
que nós possamos entender como nós devemos peregrinar e como nós devemos usufruir daquilo que Deus já nos deu.
Senhor Deus, o Senhor é um Deus eterno, fiel, o Senhor guarda alianças, o Senhor continua com as promessas intactas,
as promessas de fé em pé e nós estamos aguardando o cumprimento e nós estamos olhando e queremos ser peregrinos,
queremos nos manter dentro dessa visão, dentro dessa prática, mostra-nos como nós podemos não voltar para o sistema
e o país de onde nós viemos, esse sistema de Babilônia, de Urdos Caldeus, o sistema de Roma, o sistema deste mundo,
nós queremos realmente entender como nós podemos viver em fidelidade, em perseverança, confiando em Ti.
Pedimos isso em nome de Jesus. Amém.

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