O objetivo de Deus em elevar José da masmorra para o lugar de poder e exaltação no Egito era preservar a vida da família de Abraão, e dos povos da região, mas, principalmente, conduzir os descendentes dos patriarcas para ficar no Egito durante muitos anos, onde se tornariam um grande povo. Assim, a história mais completa e detalhada da vida de José trata do seu reencontro com seus irmãos, preparando o caminho para essa mudança. Teria de haver um processo, pois foram justamente esses irmãos que o haviam traído por ciúme e ódio. Como poderiam simplesmente se juntar novamente? José se tornou um tremendo instrumento nas mãos de Deus para trazer unidade e reconciliação para sua família.
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Leitura recomendada:
– Artigos da Revista Impacto – Edição 66 – Deus quer morar na terra
– Livro “Anseio Por Seu Retorno”
15/02/26 – Gn 42 – Baixardo áudio.

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Transcrição
Estamos agora em Gênesis 42, nós fizemos uma preparação na aula passada para poder iniciar esses quatro capítulos, 42 a 45,
nós temos quatro capítulos no livro de Gênesis, capítulo é um termo que não significa quanto tem capítulos grandes e capítulos pequenos,
mas se você olhar a quantidade de páginas na sua bíblia, é um episódio só, é uma continuação, são dois encontros separados,
tem um certo tempo, nós não sabemos quanto, entre a primeira vez que os irmãos de José vão para o Egito,
e a segunda vez eles vão uma vez, pegam alimentos, grãos para sustento da família, e depois eles voltam,
com certeza se passaram alguns meses, mas não sei se chega a ser um ano,
mas foram dois encontros, duas idas separadas, mas é tudo um episódio só, um relato só a respeito do reencontro de José com sua família, com seus irmãos,
no final vai reunir toda a família no Egito, então...
esses quatro capítulos que constituem um episódio, uma história, um foco dentro da história de José,
José já tem uma história bem longa no livro de Gênesis,
mas esse episódio dentro da história de José é o episódio maior, é o que tem mais detalhes,
e como falamos no último estudo, é só comparável aos relatos nos evangelhos,
tem... cada um dos quatro evangelhos relata a morte, mas antes da morte, como Jesus foi traído, a última seia antes disso,
todo o episódio, toda a narrativa da morte de Jesus e depois da ressurreição, constituem uma história só também,
e é do mesmo tamanho, um pouco maior do que esse de José, mas são as duas histórias na Bíblia que têm tantos detalhes e que a Bíblia dá tanta importância,
no caso de Jesus, a mesma história é contada quatro vezes pelos quatro evangelhos,
mas nessa história então de José, que constitui a maior história que nós temos da vida de José,
isso nos mostra que de tudo que nós temos acompanhado até agora e até o final, é a parte mais importante,
então por isso que quando nós falamos na aula passada que o objetivo de Deus durante 13 anos, José sofrendo,
José passando por todo aquele processo de ser traído, vendido, ser um escravo na casa de Potifar, ser preso,
todo aquele processo que a Bíblia relata tinha um objetivo de conduzir José a essa posição que ele alcançou no capítulo 41,
de Gênesis em que ele chega a ser a maior autoridade, da maior potência daquela região daquele tempo, naquela parte do mundo,
então ele chega ao trono, mas com qual objetivo, não para a realização pessoal,
não para que ele pudesse ter o prazer de ver os irmãos dele e tantas outras pessoas também se encurvando diante dele,
mas para que ele pudesse fazer duas coisas, preservar a vida, mas na história que nós temos na Bíblia,
na maneira em que a Bíblia relata a história do povo de Israel, em outras partes da Bíblia, nós vimos em Salmo 105,
mas também tem em Atos 7 quando Estevam relata a história ali antes da morte dele,
na linha do propósito de Deus, na linha de onde Deus conduziu a descendência de Abraão para se tornar uma nação,
esse momento é crucial, e nós vamos falar um pouco mais sobre isso, mas estamos nos preparando ainda para iniciar essa história,
e eu estou dando essa preparação, essa introdução meio longa,
porque senão a gente começa a estudar a história, que é muito interessante, muito comovente,
mas nós podemos perder o objetivo, perder o sentido dessa história, vamos orar, vamos pedir que o senhor nos auxili,
porque nós sempre precisamos dele.
Senhor, nós vemos com muita admiração tudo o que o senhor fez na vida de José, é um dos maiores exemplos
de como o senhor conduziu a vida de uma pessoa para cumprir um plano, para cumprir uma vocação, um chamamento,
e agora nós estamos vendo a consumação, nós estamos vendo como tudo o que o senhor fez durante todos aqueles anos de sofrimento
prepararam José para esse momento na história, para que ele pudesse desempenhar esse papel,
e era um papel ainda maior do que ser o governador, do que ser o chefe maior abaixo de Faraó,
de também conduzir e preparar todo o Egito para preparar alimento suficiente para passar pelos sete anos de fome,
mas tinha algo maior ainda do que isso, e nós queremos entender e queremos realmente enxergar o teu propósito na história
e o teu propósito no final de tudo para consumar a história também.
Ajuda-nos, abre os nossos olhos e ajuda-nos a entender, pedimos em teu nome, amém.
O capítulo 41 de Gênesis mostra a glória de José, mostra como ele recebeu toda a autoridade do Faraó,
como o Faraó deu para ele o anel, deu para ele todos os símbolos de autoridade, como todo mundo tinha que se curvar diante dele,
e como depois ele usou essa autoridade com humildade, mas com sabedoria, para preparar a nação para os anos de fome que viriam.
E agora que veio a fome, nós vamos ver o resultado, e na verdade como Deus estava conduzindo...
Hoje, se a gente for olhar para o globo, para toda a humanidade, para toda a terra, aquela parte do mundo que é o Oriente Médio,
Egito e as nações, as regiões por perto, e especialmente Canaã, onde Jacó e sua família moravam, é uma parte muito pequena do mundo todo,
mas para eles, o mundo Egito era a potência, e tudo girava ali em torno, naquela época, tudo girava em torno do controle do Egito,
o Egito não necessariamente controlava todos os povos em Canaã, mas eles eram a maior potência,
e o que acontecia ali, é que eles tinham poder para influenciar as regiões em volta,
e Deus estava preparando todas as coisas para cumprir o seu propósito, como ele sempre faz.
É muito importante enfatizar isso, que Deus não é indiferente ao resto do mundo,
Deus não estava se importando com a família de Abrão, Isaac, Jacó, e se esquecendo do resto do mundo, pelo contrário.
José, na sua função de preparar o Egito, de guardar mantimentos, de armazenar tudo isso e se preparar para o tempo de fome,
Deus usou José para trazer salvação para toda aquela região em volta, vamos ler os últimos dois versículos do capítulo 41,
Gênesis 41 e 56, "havendo fome em toda a terra", isso era a perspectiva que eles tinham, para eles toda a terra era aquela região,
não significa que era todos os países, todos os povos do mundo inteiro, mas ali o mundo conhecido, a região deles era toda a terra,
então "havendo fome em toda a terra abriu José todos os celeiros e vendia aos egípcios, pois a fome prevaleceu na terra do Egito",
então José tinha sido o instrumento para preservar a vida e ele estava agora usando o que ele preservou,
usando o que com sabedoria guardou do excedente durante os anos anteriores, ele estava usando agora para trazer alimento para os egípcios,
mas não só os egípcios, versículo 57, "e todas as terras vinham ao Egito para comprar de José, porque a fome prevaleceu em todo o mundo",
então veja só, se... primeiro que não era uma coisa... era regional mas não era só no Egito, então isso afetou a terra de Canaã,
e isso era o propósito de Deus, eu não vou ler novamente, mas na aula passada nós lemos no Salmo 105 como ali no relato de como Deus foi sendo fiel,
como Deus guardou e foi cumprindo suas promessas, o salmista descreve como Deus enviou a fome, Deus tirou o sustento,
isso é muito simbólico de uma época em que no fim, no livro de Apocalipse, fala que a grande Babilônia, que sustenta o comércio, que é o fundamento, que é o eixo central da economia do mundo, vai cair,
então nessa época Deus enviou essa fome, Deus permitiu essa fome porque ele queria que houvesse uma dependência da soberania da provisão de Deus, e Deus usou José para isso,
exatamente como Deus vai cumprir isso no fim nós não sabemos, mas Apocalipse descreve a queda da grande Babilônia e fala a respeito de tantas coisas que vão acontecer no tempo do fim,
então esse tempo de fome representa um tempo de tribulação, até mesmo o número de anos, sete anos, é um paralelo com períodos que descreve no livro de Daniel e no livro de Apocalipse,
então esse tempo foi exatamente o tempo que Deus preparou para que a família, os descendentes de Abrão fossem ao Egito, e todas as terras, todos os povos ali em volta foram comprar no Egito porque eles ficaram sabendo que só ali que tinha mantimento,
e por que que só ali tinha mantimento? Por causa de José, por causa de alguém que ouviu de Deus, então isso é muito significativo.
Então só para a gente lembrar, eu quero, nós terminamos falando sobre isso, mas eu quero, nós lemos no Salmo 105, agora eu quero ler com vocês no livro de Atos esse relato que Estevam faz quando ele estava sendo ali julgado e seria martirizado,
ele faz um relato, ele que não era aparentemente, ele não era uma pessoa, não era um escriba, não era um sacerdote, não era uma pessoa que tinha estudado,
e ele faz uma exposição tremenda de toda a história do povo de Israel para chegar a Jesus, e nós não vamos olhar todo esse discurso dele que é bem significativo e muito forte,
mas só para pegar esse trecho onde ele fala dessa história de José, então é Atos 7, versículo 9, ele já tinha falado de Abrão, Isaac e Jacó no versículo 8, Atos 7 e 8,
então ele já tinha falado que tinha os três patriarcas e depois os doze filhos de Jacó, então no versículo 9 ele fala "Os patriarcas, que são os filhos de Jacó, os patriarcas movidos de inveja venderam a José para o Egito,
mas Deus era com ele e o livrou de todas as suas tribulações", depois de 13 anos, não foi um livramento imediato, "o livrou de todas as suas tribulações, lhe deu graça e sabedoria perante Farahó, rei do Egito, de sorte que o constituiu governador do Egito e de toda a sua casa".
Então aqui nós estamos vendo no relato como ele mostra que José foi vendido por maldade de seus irmãos, ele foi traído, ele foi vendido por ódio, por traição, mas Deus estava com ele,
Deus estava por trás de tudo isso, movendo as coisas para que o propósito dele se cumprisse, e aqui eu quero mais uma vez mostrar essa questão aqui, o objetivo de Deus em levar José a essa posição de autoridade,
porque muitas vezes nós olhamos, eu tenho falado isso várias vezes, estou repetindo, mas muitas vezes nós olhamos para o propósito de Deus, nós oramos por nós mesmos, cada pessoa olha qual que é o plano de Deus para a minha vida,
o que que Deus quer fazer, eu passo por sofrimento, eu passo por vales, mas depois Deus me exalta, Deus me recompensa, Deus me leva a um lugar de vitória, eu sou filho de Deus, e Deus me coloca num lugar de vitória, de estar por cima,
primeiro que isso não acontece com todo mundo, nosso destino eterno com Jesus é estar com ele no trono, mas nem todo mundo chega, são poucas pessoas que chegam a essa posição que José tinha,
ele é uma grande exceção, principalmente pensando na questão de ele ter chegado a uma posição num país que não era, não estava debaixo do governo de Deus, o Egito era um país que servia outros deuses, era um país pagão,
não tinha nada a ver, assim, eles como nação de servir a Deus ou servir os propósitos de Deus na terra, e ele chegou a essa posição de autoridade lá, não foi porque Deus falou assim "coitadinho José, ele sofreu muito, eu vou recompensá-lo, eu vou abençoar a vida dele",
não, Deus levou José àquela posição porque no plano de Deus, Deus tinha um propósito maior, como a história de Esther, que exemplifica muito isso,
quando Esther foi escolhida para ser rainha da Pérsia e aí veio esse grande desafio porque Amman queria destruir todos os... acabar com todos os judeus que ele odiava Mordecai, o primo de Esther, então naquele momento em que havia perigo de se declarar como judeu, como fazendo parte do povo de Israel,
Mordecai falou com Esther, "você precisa falar com o rei sobre isso", e ela falou assim "ah, mas eu não posso tomar iniciativa se eu for lá, eu posso morrer", e Mordecai falou assim "você está achando que você se tornou rainha? Por que?
Você está achando que Deus achou muito interessante você ser uma moça bela e ter sido escolhida e agora você é rainha e você vai se preservar porque você quer ficar no poder, porque você quer preservar a sua vida?"
Ele falou assim "foi por isso que Deus colocou você nessa posição", então veja como é importante a gente entender o que Deus quer fazer na nossa vida, talvez Deus não nos coloque numa posição de muita... assim, uma posição exaltada, uma posição de destaque,
mas seja onde for, talvez Deus nos abençoe com algum... com algum sucesso no nosso trabalho, talvez Deus nos abençoe no nosso dom,
pessoas têm diversos dons de música, de arte, de ciências, de capacidade, de administrar, se Deus abençoe a você, não é que Deus não se interessa na sua felicidade, na sua realização pessoal,
mas ele tem um objetivo porque o próprio Deus, ele se abaixou e passou pela morte de cruz porque ele se interessava mais no bem-estar, no propósito geral que ele tinha para toda a humanidade do que na sua preservação, o próprio Deus na pessoa de Jesus nos mostrou isso,
então você não está numa posição de sucesso, seja qual for a medida do sucesso, pode ser uma medida pequena ou pode nem ser sucesso, Deus está com você no seu sofrimento,
porque o seu sofrimento também tem um propósito, como o sofrimento de José tinha, então, voltando para Atos 7, Deus, né, versículo 10, Atos 7 e 10, Deus livrou José,
ele passou pelos 13 anos, alcançou esse lugar de destaque, de exaltação, de glória, mas para que? E aqui você pode notar que, embora isso está aqui, qual que era o propósito de José ter chegado lá?
Para preservar a vida, para preservar a vida da descendência de Abraão, mas para preservar a vida dos povos ali também, mas dentro da perspectiva maior, o que que Estevam conta aqui,
porque é bem resumida, assim, ele faz uma síntese da história, então no relato de Estevam, quando, versículo 10, ele foi constituído governador do Egito e de toda a sua casa,
e aí qual que é a sequência, eu quero que você perceba, qual que é a sequência da história, qual que é a linha, por onde Deus estava querendo conduzir,
e na verdade Deus tinha falado com Abraão, o bisavô de José, Deus tinha falado com Abraão o que aconteceria com a descendência dele,
e que era importante ele saber que eles, naquele momento, eles não herdariam, não tomariam posse da terra prometida,
mas que antes eles teriam que passar por longos tempos de opressão e escravidão no Egito, então, e olha, Deus está conduzindo por meio da vida de José,
José é o instrumento de Deus para poder preservar a vida, mas a preservação da vida deles tinha o objetivo de levar toda a família de Jacó,
toda a família da descendência de Abraão para o Egito, mas por que ir para o Egito? Lá eles vão sofrer, mas esse é o propósito de Deus,
então, versículo 11, esteve um conto assim, "Sobreveio então a todo o país do Egito e de Canaã, fome, grande tribulação, nossos pais não achavam alimento,
mas tendo ouvido Jacó que no Egito havia trigo, enviou nossos pais a primeira vez, na segunda vez, José deu-se a conhecer seus irmãos,
manifestou sua linhagem a Faraó, José mandou chamar seu pai Jacó, toda sua parentela, e Jacó desceu ao Egito."
Então, na história aqui, como nós vimos também no Salmo 105, são as duas referências que nós temos na Bíblia que recontam a história desse período,
sintetiza a história desse período que nós estamos vendo no Livro de Gênesis, de maneira a mostrar que o significado de José no Egito era para levar toda a descendência de Abraão para a terra do Egito,
e isso é uma coisa estranha, porque é o contrário, Deus falou que ia abençoar, Deus falou que ia dar a terra, mas agora eles vão passar por um período de tribulação,
então é nesse ponto que nós estamos, então voltando para o Livro de Gênesis, já vamos começar o Capítulo 42, mas eu quero enfatizar esse aspecto,
então nós vamos ter uma função de José, então nós colocamos aqui, José foi visto como um servo sofredor, todos são papéis que apontam para Jesus,
ele está vivendo na sua vida um papel que Jesus viveria de uma forma mais completa, então ele foi um servo sofredor, José foi um servo sofredor,
ele chegou ao governo pela humildade, ele foi humilde em todos os momentos, como servo sofredor e mesmo depois de ser chamado, ser levantado da masmorra, ele continuou sendo humilde,
e ele foi um governante humilde, ele foi um administrador sábio, e aqui no meio do governante e administrador, nós também podemos dizer que ele era uma pessoa,
eu não coloquei aqui porque não tem assim uma relação tão direta com o papel messiânico, mas entre essas funções que José revela durante a vida dele, além disso tem também, claro,
que uma das coisas que abriu o caminho para ele é que ele tinha a revelação, ele era um homem que tinha a revelação de Deus para interpretar sonhos, é claro que Jesus, ele tinha contato com o pai,
ele revelava o pai na vida dele, mas então também é mais um dos papéis que José tem na vida dele, ele foi um servo sofredor, ele foi um governante humilde,
ele chegou ao governo pela humildade, ele era um homem de revelação, ele tinha revelação dos sonhos, e ele foi um administrador sábio,
ele entendia não só o que deveria fazer, mas ele fazia, ele fez isso, ele colocou armazéns em cada região, em cada cidade,
ele foi muito hábil para saber como guardar todo aquele excedente de alimentos, toda aquela fartura que Deus deu,
então ele foi um administrador muito sábio para fazer isso e depois quando chegou o tempo da fome para saber também como também não desperdiçar,
imagina que ele tivesse muito alimento e que acabasse tudo aquilo em dois anos, ia ter mais cinco, então ele foi muito sábio, a gente não sabe exatamente como ele calculava,
mas ele foi um administrador muito sábio, mas o que eu estou querendo deixar muito claro é que o papel que José exerce nesses próximos quatro capítulos,
o partido do capítulo 42, ele tem um papel agora, ele vai exercer um papel diferente, e é o papel, devido ao espaço que a Bíblia dá,
foi o papel de todos, é claro que assim, isso aqui é um caminho, e ele não poderia chegar a esse número quatro sem passar pelos outros,
então não estou dizendo que exercer o sofredor, principalmente no governo, comparando, eu vou fazer um contraste assim entre o três e o quatro,
ele ser um administrador sábio, nós temos a descrição disso no capítulo 41, em alguns versículos, mas o papel dele agora como reconciliador,
ele vai mostrar, a Bíblia mostra isso em quatro capítulos, então eu estou querendo mostrar como isso aos olhos de Deus é o mais importante, é o objetivo final,
é o objetivo final levar a descendência para o Egito, mas para levar o povo, a família de Jacó para o Egito, nós temos um grande problema,
como que ele vai chamar os irmãos dele para ficar com ele no Egito, sendo que houve um pecado terrível, lembra toda a dificuldade entre Jacó e Esaú,
para Jacó voltar para a terra da promessa, ele teria que voltar e enfrentar Esaú, mas tinha acontecido algo muito sério entre Jacó e Esaú,
e ele não podia simplesmente... isso consumiu Jacó, Jacó ficou muito angustiado e teve um encontro com o próprio anjo de Deus, o próprio Jesus, ele teve um encontro com ele para conseguir voltar,
mas no fim das contas não houve uma reconciliação entre Jacó e Esaú, eles não se uniram, eles não se tornaram parte da mesma promessa,
Deus tinha um propósito e tudo mais, mas para a gente entender a diferença, veja só, Abrão teve vários outros filhos, mas eles não se uniram com Isaac para formar um povo só,
Isaac só teve dois filhos, mas os dois não se uniram, não houve reconciliação, e agora nós temos Jacó, que agora no plano de Deus, agora é o momento,
Jacó tem 12 filhos, e esses 12 filhos vão formar as 12 tribos de Israel, eles precisam formar um povo só, mas dentro do propósito de Deus, José foi traído, foi levado para o Egito,
Deus tornou tudo para o bem, Deus tinha um propósito nisso, tudo isso é a providência de Deus, tudo isso é o planejamento de Deus, e agora chegou o momento da descendência da família toda de Jacó,
ir ao Egito porque lá Deus vai, Deus tem um ambiente adverso, mas importante para formar o povo, a Bíblia fala isso em vários textos, chama isso da fornalha de aflição,
é como um forno que produz pão, é necessário produzir algo por meio da aflição, não é gostoso a gente falar sobre isso, vai ter uma grande tribulação no tempo do fim,
talvez nós estejamos nos aproximando desse tempo, e mesmo que não seja grande tribulação, tem tribulação por toda parte, quantas pessoas morrendo no Irã, quantas pessoas morrendo em países islâmicos,
quantas pessoas morrendo em guerras como na Ucrânia, as guerras em Israel com os palestinos, com os outros países, quanta aflição, quanta tribulação, quanta perseguição há décadas na China,
então a tribulação faz parte, é lamentável, mas faz parte porque não tem outro jeito, mas para que a descendência, a família de Jacó com 12 filhos, eles já, nessa altura da história,
todos eles têm filhos, talvez já netos, eles já se multiplicaram, eles são mais de 70, 75 pessoas, nessa época a família de Jacó, como que essa família vai se tornar um só povo?
Sendo que dez, Benjamin não fez parte disso, dez irmãos tinham traído José, imagine o sentimento de José, mesmo ele agora fora da prisão, ele agora com toda a sua posição,
com toda a sua autoridade e vida nova, mas quando ele vê os irmãos, o que acontece no coração de José? E o que aconteceria no coração dos irmãos se eles soubessem, porque eles não reconhecem José?
Então a história agora é de reconciliação, reconciliação é mais diferente de perdão, perdão é um requisito para reconciliação, mas perdão não é em si,
você pode perdoar, Deus perdoou, Jesus perdoou na cruz, mas isso abre o caminho para reconciliação, mas isso não é reconciliação em si, então esses quatro capítulos vão contar para nós o caminho para reconciliação,
e nem sempre vai acontecer, nem sempre essas coisas não significam que todas as vezes que têm divisão, mágoas, traição, essas coisas mais sérias, nem sempre vai seguir um caminho tão extenso como esse aqui,
mas nós vamos poder aprender muita coisa, então nós vamos pelo menos começar a história no capítulo 42, isso vai começar a levar adiante uma história bem extensa, a importância que Deus deu para esse objetivo final,
e nós vimos em Colossenses 1 que assim como Efésios fala de convergir todas as coisas em Cristo no fim, ele fala sobre reconciliar todas as coisas,
então quando você... eu acho fundamental entender, quando nós pensamos sobre Jesus voltar, quando nós olhamos para as profecias maravilhosas que falam que Jesus vai voltar como rei,
ele não vai voltar como humilde servo que vai morrer outra vez, ele já fez isso, Jesus vai voltar para governar, Jesus vai voltar para implantar o seu reino,
mas tem muitas coisas que nós não entendemos, muitas coisas que a Bíblia não nos fala, mas a Bíblia mostra que o objetivo final de Deus,
Jesus está preparando o seu povo, sua noiva durante a história, mas ele volta, ele vai estabelecer sua autoridade, mas ele vai reinar segundo 1 Coríntios 15,
ele vai reinar até que todos os inimigos estejam debaixo de seus pés, mas a outra expressão que é essa de Colossenses 1 que diz que ele vai reconciliar todas as coisas,
então eu quero que você entenda, eu quero entender que a reconciliação que mostra aqui, que é esse papel José mostrando o papel messiânico de ser servo sofredor,
de ser humilde, de ser um administrador sábio, mas o maior de todos, e o objetivo final de todas as coisas é Deus fazer convergir,
ou como então nós podemos entender melhor, Deus fazer reconciliar, Deus reconciliar todas as coisas, a reconciliação é muito mais ampla,
muito mais profunda do que o perdão, e é muito mais do que Jesus por sua autoridade impor sua ordem,
Jesus fazer com que todos obedeçam ao seu governo, não é reconciliação, reconciliação é quando nós nos unimos, é quando o nosso coração muda,
então esse é o nosso objetivo em fazer essa análise desses próximos 4 capítulos, então vamos começar,
capítulo 42 de Gênesis, versículo 1, "Quando Jacó soube que havia mantimento no Egito, disse aos seus filhos, por que estáis olhando uns para os outros?"
Eu acho muito interessante isso porque, pensa bem, que idade os filhos de Jacó tinham nessa época?
José tinha 30 anos quando ele foi colocado como governador, e José era o penúltimo filho,
então tinha irmãos dele que eram 15, talvez quase 20 anos mais do que ele,
20 não porque Jacó ficou 7 anos trabalhando lá, então vamos dizer assim, em torno de 12, 13 anos mais velho do que ele,
e nessa época aqui da fome já tinham se passado 6 ou 7 anos depois que José chegou ao trono,
então José já estava com 36, 37 anos e ele tinha irmãos então que estavam chegando aos 50 anos de idade,
40 e tantos, então Jacó ainda é o pai patriarca, e ele dá uma bronca, ele chama a atenção dos seus filhos adultos assim,
por que vocês não estão fazendo nada? Tenha nem mantimento no Egito, a gente tem que se mexer,
nós vamos morrer de fome, por que vocês não estão fazendo nada? Então Jacó ainda é o patriarca,
ele não é um velhinho que está a mercê dos filhos, ele ainda tem essa autoridade e esse papel de chamar os filhos para ação.
Versículo 2, "Disse mais, tenho ouvido que há cereais no Egito, desce até lá e comprai-nos deles para que vivamos e não morramos".
Veja, a situação era muito séria, ele está dizendo, se nós não fizermos alguma coisa, nós vamos morrer de fome.
Já estava final do primeiro ano, talvez iniciando o segundo ano de fome, depois desses sete anos.
Versículo 3, "Então desceram os dez irmãos de José para comprar cereal do Egito".
A Benjamin tinha um pouco menos do que José, mas não tanto menos, talvez uns dois ou três anos a menos,
então ele tinha mais de 30 anos, 34, 35 anos, ele não é um coitadinho, ele não é um garotinho,
mas a Benjamin, porém irmão de José, não enviou Jacó com os seus irmãos porque dizia para que não lhe suceda algum desastre.
Nós estamos focando, já há vários capítulos no livro de Gênesis, o foco, o personagem central aqui é José,
mas não vamos esquecer que Jacó, ele está vivo e Deus continua trabalhando na vida de Jacó.
Jacó é uma pessoa que está sempre lutando, ele é uma pessoa que fica sempre fazendo esquemas, fazendo estratégias,
ele tinha toda aquela ambição, ele foi um... foi alguém que traiu também seu irmão Ezaú, enfim...
Jacó lutou com o seu sogro, Labão, Jacó tem muitas coisas que Deus precisa tratar,
e dentro do caminho de tratamento, de sofrimento na vida de Jacó, Jacó passou por muitas coisas,
nós vimos que José sofreu com certeza para quebrantar, com certeza para mexer com o caráter dele,
que José também não era perfeito de jeito nenhum, mas José era uma pessoa desde o início que tinha um caráter mais maleável,
mas ele não era uma pessoa difícil como pai dele, mas Jacó é uma pessoa... a vida de Jacó mostra muito esses tratamentos de Deus,
como Deus foi lidando com as atitudes, quebrantando, e uma das coisas que Jacó tinha, a gente sente,
assim, Jacó não escolheu ter várias esposas, ele amava uma pessoa que era Raquel, Labão que o enganou e o fez casar com a filha mais velha primeiro,
mas dentro do propósito de Deus também de ter 12 filhos, essa foi a história de Jacó,
e ele, então, ele tinha de todos os 12 filhos, ele tinha só dois filhos com a esposa que ele realmente amava desde o princípio,
então esses dois filhos, José e Benjamim, inclusive ele perdeu a esposa amada com o nascimento de Benjamim,
foi justamente quando ela deu... teve o parto de Benjamim que ela morreu, Raquel,
então tudo isso é muito compreensível, que Jacó tivesse essa preferência, mas isso é uma coisa carnal, isso é uma coisa... Deus ama a todos,
Deus não é esse... essa característica de Jacó não é um reflexo de Deus,
Jacó ter essa preferência por José, essa preferência por Benjamim, isso não é uma característica que nos revela Deus, pai,
isso foi algo que gerou... os irmãos, os outros filhos dele não, isso não é uma desculpa,
mas o ciúme, a atitude dos irmãos José, em grande parte foi provocado pela atitude do pai de ter essa preferência por José,
e agora ele tem essa preferência por Benjamim, e outra vez, é uma coisa compreensível,
e mesmo que não fossem de esposos diferentes e Benjamim da esposa amada,
sempre, principalmente em famílias grandes, o caçula tem um lugar especial,
é fácil os pais se identificarem com essa proteção, "eu não quero que nada aconteça",
ele ainda é em defesa... ele é um homem feito de trinta e tantos anos,
ele não precisava ter esse apego, essa super proteção sobre a vida de Benjamim,
mas ele faz isso e é algo que Deus vai tratar, Deus vai tratar, porque dentro da estratégia de José,
de tratar com os irmãos dele para trazer a reconciliação,
a estratégia principal era que eles levassem Benjamim, então Jacob vai... ele resiste, resiste, resiste,
mas ele vai ter que abrir mão e confiar em Deus, e isso você pode aplicar de muitas maneiras,
porque esse apego, você... não é errado você amar um filho, uma filha,
não é errado você amar a sua esposa, seu marido, não querer perder,
não é errado você falar "Deus, por favor, qualquer coisa, menos isso",
Jacob tinha essa atitude e Deus não é um Deus que vai agir de maneira cruel,
mas olha só, Jacob ficou sem o filho amado, José, por 22 anos,
e agora ele não quer perder Benjamim, outra vez é muito compreensível isso,
mas quando nós nos colocamos diante de Deus, os caminhos de Deus são superiores,
Deus foi trabalhando na vida de Jacob e embora a gente não consegue imaginar a dor do coração de Jacob,
desde quando ele achou que José tivesse sido dilacerado por animais, tivesse morrido,
ele estava ainda aprendendo a confiar em Deus,
e ele ia descobrir que durante todo aquele tempo Deus estava cuidando do filho dele, então é um drama,
é muito difícil, nós enfrentamos perdas,
nós enfrentamos coisas muito dolorosas na nossa caminhada,
mas a resposta que não é fácil, a resposta que não é muitas vezes agradável para nós,
é "Nós precisamos abrir mão, nós precisamos entregar",
e Jacob vai ter muita dificuldade para entregar,
mas no fim ele vai aprender a entregar Benjamim,
então isso aqui chama bastante atenção no início da história aqui,
Benjamim, Jacob não quis enviar porque ele tinha medo que alguma coisa acontecesse com ele.
Versículo 5, "Assim foram os filhos de Israel", veja que às vezes o autor aqui às vezes chama Jacob de Jacob e às vezes chama de Israel,
os filhos de Jacob ou os filhos de Israel já dando esse nome que ficaria ao longo da história, os filhos de Israel,
eles eram filhos de Abrão, mas a nação ficou conhecida como Israel,
justamente com esse homem que aprendeu tanto, que cometeu erros grandes,
mas que deu o nome dele ao povo de Israel,
então foram os filhos de Israel entre os que iam comprar cereal, veja assim, que muita gente ia de Canaã e de outros lugares,
pois havia fome na terra de Canaã.
Agora isso aqui, pelo menos na nossa realidade hoje, é impensável, José é a autoridade máxima,
mas é ele mesmo que vende os cereais, a gente não consegue...
devia ter tanta gente indo lá comprar e com certeza José devia ter pessoas ajudando,
mas quando chega essa turma de Canaã que eles não eram considerados importantes, não tinham privilégios, não eram bem vistos pelos egírios,
quando eles chegam para comprar, eles vão comprar justamente com o homem que mandem tudo lá, que é José.
Então José, versículo 6, era o governador da terra e era ele quem vendia cereal a todo o povo da terra.
Agora olha a cena aqui, assim os irmãos de José vieram e se inclinaram diante dele com a face na terra.
O que que essa cena nos lembra?
O sonho que José teve quando tinha 17 anos de idade.
Ele sonhou exatamente com essa cena,
e quem poderia imaginar, quem poderia sonhar que esse sonho seria realizado,
quem poderia imaginar em que circunstâncias, como que os irmãos de José, mais velhos do que ele,
um dia viriam a se inclinar diante dele.
Então quando José viu aquela cena, imagina todas as emoções,
esses são meus irmãos que me traíram, mas também foi isso que Deus me mostrou há tantos anos.
O que Deus falou se cumpriu.
E aquele versículo no Salmo 105 que fala que a palavra de Deus o provou, o testou.
Então José se manteve firme diante de Deus até que a palavra se cumpriu.
Mais uma vez muita gente usa isso de uma forma muito individualista, muito egoísta,
como se a palavra de Deus fosse uma coisa que é para eu receber para o meu bem,
mas a palavra de Deus é que Deus um dia...
um dia assim, Deus está fazendo isso, Deus está trabalhando, Deus nunca parou de trabalhar,
mas um dia o plano de Deus se cumprirá plenamente.
Um dia a humanidade será resgatada, um dia os sonhos que Deus deu para tantos profetas e homens do passado
de ver a terra renovada, a criação, tudo em harmonia,
todos em harmonia com Deus e uns com os outros, sem guerra, sem competição, sem inimizade,
sem doenças, sem tristeza, sem lágrimas.
Esse sonho vai se cumprir, mas nós estamos num momento em que essa palavra, ela nos prova.
Como assim ela nos prova?
Se você vai se manter firme, você vai segurar firme nessa palavra, nessa revelação,
a gente não sabe se José ficava lembrando disso durante todos aqueles anos,
mas ele... ele se manteve firme, ele foi fiel a Deus,
ele não largou de pensar assim... "Ah, eu vou ser... ah, nem eu vou ser mais fiel a Deus,
eu vou fazer qualquer coisa necessária para a minha sobrevivência", não.
Na casa de Potifá, na prisão, em todos os momentos, José se manteve firme, a palavra de Deus o provou,
a palavra de Deus estava vendo, você vai ficar firme, você vai manter, ou você vai desistir e jogar tudo fora.
Então esse não é o momento mais dramático, esse aqui não é o momento final,
mas esse é um momento muito significativo na vida de José,
em que ele vê dez irmãos se curvando, exatamente os dez irmãos que o traíram e o que... e que quase o mataram,
mas depois resolveram vendê-lo como escravo, e isso iniciou todo aquele processo doloroso que ele sofreu.
E lembra quando José, quando os filhos dele nascem, um deles, Manassese, ele fala... "Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho",
como aquela história assim, que a mulher que sofre dores de parto, muita dor,
mas quando o filho nasce ela não se lembra mais da dor, porque o resultado faz esquecer,
o resultado é glorioso e você fala... "Não tem importância".
O sofrimento que eu passei, agora tudo deu fruto, e Efraim ele fala... "Deus me fez crescer na terra da minha aflição".
Então agora ele está vendo, 21, 22 anos depois,
ele está vendo o fruto, ele está vendo o sonho ser uma realidade,
mas esse sonho aí, o sonho só mostrou os irmãos se inclinando diante dele,
mas agora ele está diante... "O que eu faço com isso? O que é que eu faço? Eu não sei".
A bilha não fala se José já tinha um plano preparado?
Será que quando ele viu que estava tendo fome, ele já previa que os irmãos apareceriam lá para comprar comida?
Uma das coisas que eu pergunto sempre é... durante sete anos de fartura, José como chefão lá no Egito,
ele não podia ter dado uma escapada, ele não podia ter ido visitar o pai, ou ele não podia ter mandado chamar...
eu não sei, não sei por que razão, e uma coisa que me ocorre, é simplesmente um pensamento,
mas uma coisa que me ocorre é que realmente, no coração de José, devia ter realmente uma tristeza, talvez até uma amargura,
é plenamente humano sentir assim... "Como que eu vou visitar a minha família? Como que eu vou enfrentar meus irmãos?"
Então, a gente não sabe o que que ele pensava, e a gente não sabe se ele já tinha um plano,
mas aqui temos, mais uma vez, a provisão de Deus, a sabedoria de Deus, Deus agindo, Deus dando a José uma sabedoria,
porque eu quero mostrar aqui, a gente não vai poder ir muito adiante hoje, mas eu quero mostrar aqui essa questão da reconciliação,
porque é esse papel que nós estamos querendo ver nesses capítulos, eu já falei isso aqui, a reconciliação é diferente do perdão,
o perdão faz parte da reconciliação, não tem reconciliação sem perdão, não tem, mas só o perdão não é reconciliação,
e a gente tem isso muito claro, que Jesus, na cruz, perdoou a todos, mas isso não significa que todos automaticamente estariam reconciliados com Deus,
a porta está aberta, tem possibilidade, se Jesus não perdoasse, não teria caminho aberto para a reconciliação,
porém, a reconciliação é muito maior, a reconciliação é união, é voltar a ter comunhão, é voltar a ser um,
então quando José olha para seus irmãos nessa cena tão dramática em que José está ali,
os irmãos não o reconhecem, porque José se veste como egípcio, ele fala a língua egípcia, corte de cabelo, roupas, tudo diferente,
e tinham se passado, José era um garoto de 17 anos, então tinha todo esse tempo que passou, mas José conhece os irmãos imediatamente,
e eles não o conhecem e ele mantém assim, ele vai usar uma postura áspera com os irmãos,
e você pode pensar, poxa, ele está sendo vingativo, e várias coisas que José faz aqui,
e eu não posso dizer que José tinha 100% de intenções puras, a Bíblia não fala, ele era um ser humano,
então ele poderia ter alguma mistura de motivações, alguma mistura,
mas a história é como se fosse uma parábola, a história nos mostra como Deus age,
e a questão aqui é que nós precisamos entender na nossa vida, quando nós somos resgatados por Jesus,
quando nós aceitamos o perdão, nós precisamos entender que o perdão abre o caminho para a reconciliação,
mas o perdão em si não é reconciliação, e você sabe, tem pessoas que... é um assunto depois,
provavelmente nos estudos mais para frente nós vamos tratar mais sobre perdão,
mas tem muita coisa errada no nosso conceito normal sobre perdão, as pessoas falam...
"Ah, eu te perdoo, mas eu não quero mais amizade com você."
Essa atitude foi a atitude de Jacó, quando ele abraçou Esaú, ele abraçou e chorou,
e Esaú queria aproximação e Jacó não queria, Jacó não queria ficar perto dele,
então isso na verdade não é nem o perdão completo,
na verdade quem tinha que ser perdoado era Jacó,
e Esaú ele perdoou e queria aproximação,
então Esaú estava mais na frente em termos de reconciliação do que Jacó.
Então a pessoa que fala "Eu te perdoo, mas eu não quero mais ficar perto de você",
aí tem muitas possibilidades, muitas situações complexas,
às vezes a pessoa não é digna, a pessoa que te fere continuamente, a pessoa que te dá calote,
você pode fazer "te perdoo, mas eu não quero fazer mais negócios com você porque você não é confiável",
então tem muitas situações que permitem que haja um perdão sem reconciliação,
mas às vezes a própria pessoa que está dizendo "Eu te perdoo" na verdade não tem o verdadeiro perdão no coração,
mas enfim, o perdão é diferente de reconciliação,
e nesse caso, que o objetivo de Deus é reunir a família,
eles vão ficar numa terra estranha, mas eles precisam ser unidos,
Jacó e os doze filhos e agora todos os descendentes, eles são a base dessa nação que está nascendo,
e eles precisam ser unidos, porque se não tivesse acontecido isso, José poderia ir para um lado,
como aconteceu com Isaú e Jacó, ou com Ismael e Isaac,
poderia cada filho ajudar, já tinha se misturado com os habitantes de Canaã, eles podiam ter ido cada um para o seu caminho,
não ter se tornado um só, e principalmente porque eles cometeram um erro muito grave,
isso aqui não é uma coisa secundária, o que eles fizeram com José, eles quase o mataram,
e venderam, e enganaram o pai, eles cometeram erros muito graves,
e não seria um caso de simplesmente dizer "Vocês são meus irmãos, como eu tenho saudade de vocês",
não, provavelmente ele tinha assim, um rancor ou algo assim, não estava consertado,
então ele vê os irmãos, ele vê o cumprimento do sonho,
ele vê que Deus foi fiel, que realmente cumpriu o que Deus tinha revelado para ele,
mas ele não faz, olha aqui, eu coloquei as duas opções erradas que ele poderia ter seguido nesse momento,
ele poderia ter feito uma revelação imediata, "Oh, Ruben, Judá, Simeão, Levi, eu sou seu irmão,
olha aqui o que aconteceu comigo", ele foi fazer isso depois, mas nesse momento ele não podia ter feito,
nesse momento ele não podia simplesmente passar por cima e dizer "Tudo bem",
esse seria um caminho que ele não seguiu, mas seria um outro caminho, talvez até mais provável,
mas a maior tendência aqui seria ele agir com rancor, com vingança, e ele faz algumas coisas meio sérias aqui,
então ele poderia ter agido com vingança, e o que que acontece com vingança?
Vingança vai gerar mais rancor nessas coisas que acontecem entre judeus e palestinos,
com os terroristas e com as guerras, só aumenta o rancor entre as partes,
imagine a dor e o ódio e a separação que existe entre ucranianos e russos,
imagine as coisas que quando você age com vingança, como isso só vai aumentando, vai escalando cada vez mais,
então José não fez isso, mas vamos seguir pelo menos um pouquinho adiante aqui,
então, versículo 7, Gênesis 42,7, "Vendo José a seus irmãos, reconheceu-os, mas comportou-se como estranho para com eles",
depois a gente vai descobrir que ele falava, claro que ele falava a língua dos irmãos,
mas ele fez de conta que não, depois vai mostrar que ele falava por meio de intérprete,
e falou asperamente e perguntou-lhes "De onde vindes?", responderam "Da terra de Canaã, para comprar mantimento",
outra vez José conheceu seus irmãos, mas eles não o conheceram,
eu só vou fazer um parêntese rápido porque uma das coisas que essa história revela,
uma das coisas que essa história simboliza é Jesus, José no papel de Jesus,
e os seus irmãos, o povo judeu, traíram Jesus, o entregaram para ser crucificado,
rejeitaram Jesus com o povo durante toda a história, depois disso,
e um dia Jesus vai se revelar a eles outra vez, então essa história pode ser usada,
vários irmãos messiânicos, vários irmãos têm usado a história de José para representar esse momento dramático que
Zacarias 12 revela que um dia o povo, a família, os irmãos físicos naturais de Jesus vão reconhecê-lo outra vez,
aqui eles ainda não conheciam e eles vão demorar para chegar ao ponto,
e para chegar nesse ponto Deus vai trabalhar, está trabalhando com o povo de Israel para que um dia eles possam olhar,
e esse texto de Zacarias 12 é tão lindo quando fala assim como eles vão olhar para aquele que eles traspassaram
e vão pranteá-lo como se eles estivessem pranteando um filho que morreu,
então isso também faz parte, mas mais na frente nós vamos voltar a esse paralelo,
agora eu só queria... quando fala que eles não o conheceram,
isso mostra como... isso tem um paralelo porque hoje... olha só como esse paralelo é interessante,
José ele era irmão, ele era filho de Jacó, mas ele se vestia como egípcio, ele falava como egípcio, ele parecia um egípcio,
e por isso os irmãos não o conheceram, então hoje o povo judeu vê Jesus que é um legítimo judeu,
mas como os gentios adotaram, pegaram Jesus, mas rejeitaram o povo judeu,
nós gentios transformamos Jesus numa figura que parece conosco, Jesus para o povo judeu, ele parece um gentio,
do jeito que nós ao longo dos séculos o transformamos num Jesus que perdeu suas características judaicas,
vários judeus depois que conhecem, têm uma experiência com Jesus, a gente ouviu a experiência do Asch, o Intraitor, por exemplo,
que para ele foi quando ele começou a ler o Novo Testamento, porque os judeus eles não leem e acham que é um livro de outra religião,
cristianismo é outra religião, não é deles, e quando Asch teve uma experiência com Deus e começou a ler o Novo Testamento,
para ele foi um choque, quando ele viu todo o Novo Testamento, talvez Lucas não, mas todo o Novo Testamento foi escrito por judeus,
então a grande dificuldade dos judeus é ver Jesus como Yeshua, como o Messias deles, porque para eles ele tem uma aparência de estrangeiro,
e é bem semelhante a essa situação aqui.
Ok, então, versículo 8, José conheceu seus irmãos, mas eles não o conheceram, então se lembrou, versículo 9,
se lembrou José dos sonhos que tiveram a respeito deles, e lhes disse, "Vós sois espias, e viestes para ver a nudez da terra."
Ele quis dizer assim, vocês vieram aqui para espiar, vocês são inimigos, é uma hipótese, pelo menos para nós parece uma coisa meio absurda,
como é que esses coitados de Canaã que não representavam um país unido, um povo que pudesse ameaçar o Egito,
mas José ele vai usar uma tática de tratar os irmãos dele com aspereza,
porque justamente ele quer, e outra vez aqui eu estou dizendo que José pode ter tido alguma motivação não perfeitamente correta,
mas na verdade é assim que Deus trata, esse quadro, essa história de como José ele vai tratar os irmãos com dureza,
mas uma dureza não para o mal, você vai notar que em toda a história José trata os irmãos dele com muito cuidado,
ele não quer feri-los, ele não quer fazer mal, ele quer descobrir se eles mudaram de coração ou não,
e não só a tática dele não é só de ver se eles já mudaram de coração, mas ele vai expor isso,
e isso é coisa que nenhum de nós deve tentar fazer, se você tiver com um filho, ou com um amigo, ou sei lá, com alguém que fez mal para você,
não tem nenhuma, nenhum precedente, nenhuma indicação de que a gente deve tentar fazer o que José fez aqui,
José tinha essa, ele estava exercendo um papel que realmente representa o papel de Deus,
porque quem pode fazer isso de fazer a pessoa sentir o que ela fez de errado é só Deus,
mas aqui José está tendo esse papel, então ele faz, nós não vamos ter tempo de prosseguir aqui,
mas ele coloca os irmãos numa situação em que eles vão realmente cair em si,
e eu só vou... todo mundo já conhece essa história, então eu posso me adiantar, na próxima aula a gente volta para entrar mais nos detalhes,
mas quando ele coloca uma das coisas que ele faz, então ele procura, ele está usando essa tática para pegar informações sobre a família porque ele quer saber,
e ele vai mexendo com eles com dureza para eles contarem, eles contaram que tinha um pai, que tinha um outro irmão, que ele não estava ali,
é isso que ele queria saber, queria saber se o pai estava vivo, ele estava vendo os dez irmãos,
ele queria saber se o pai estava vivo e se o irmãozinho dele estava vivo, então ele descobre isso, ele fala que eles vão ter que trazer,
versículo 17, ele põe todos na prisão, eu fico pensando se não era a mesma prisão onde José ficou durante vários anos,
ele coloca os dez na prisão por três dias, depois ele fala assim... "Olha, eu não sou ruim, eu sou bonzinho,
eu vou deixar vocês voltarem, mas eu vou segurar um dos seus irmãos aqui e vocês vão ter que me trazer seu irmão da próxima vez",
então eu só queria ler esse outro momento dramático, vai ter vários momentos dramáticos,
durante essa história José chora duas vezes e depois na terceira vez quando ele se revela que ele se solta e chora mais ainda,
então o choro quando é autêntico, quando é verdadeiro, o choro demonstra uma atitude de sensibilidade,
José não é uma pessoa endurecida, José não é uma pessoa que tem prazer em ver os irmãos sofrendo,
então quando depois de três dias presos e ele libera nove e segura simião e eles não sabem que ele é José,
eles não sabem que ele entende a língua deles, então acontece um segundo momento dramático,
primeiro quando ele viu os dez se curvando diante dele e agora o segundo está no versículo 21,
então disseram uns aos outros e ele escutando, "na verdade somos culpados no tocante a nosso irmão,
pois vimos a angústia de sua alma quando nos rogava", isso aqui é uma coisa que não contou no capítulo 39,
nós não ouvimos isso lá no capítulo 37 quando conta como eles lançaram na cova e depois venderam como escravo,
não conta a reação de José, mas ele tinha chorado, ele tinha suplicado, ele tinha falado "meus irmãos não façam isso comigo",
ele estava angustiado e eles foram duros, duros, não se tocaram com o sofrimento e agora eles se lembram vinte e tantos anos depois,
eles se lembram "nós somos culpados", então como eu disse, a prova, a situação que Deus está permitindo que eles vivam,
é um requisito para reconciliação, para reconciliação não basta ser perdoado, para ter reconciliação tem que ter o coração mudado,
agora nós não sabemos, não temos nenhum indício que durante vinte anos esses irmãos não tivessem o que nós fizemos com nosso pai,
com nosso irmão e agora eles estão sentindo na pele algumas coisas que José passou por três dias, José passou por treze anos,
então agora essas coisas estão trazendo de volta, a reconciliação não acontece sem uma mudança de coração,
sem você sentir o que você fez com o outro, por isso que em Zacarias 12, quando fala da reconciliação do povo judeu com o seu Messias,
eles vão chorar como se eles tivessem perdido o filho primogênito, a maior dor possível,
então aqui não acho que era, pode ser que eles tivessem um senso de culpa meio abafado,
mas aqui está vindo a tona e eles estão realmente se sentindo culpados, eles estão sentindo algo diferente,
nós realmente somos culpados no tocante a nosso irmão, pois vimos a angústia de sua alma quando nos rogava,
mas nós não o atendemos, olha que coisa de fazer partir o coração e eles só estão entendendo isso 21 ou 22 anos depois,
e por isso que vem sobre nós esta angústia.
Versículo, eu vou pular o versículo 22, porque não vamos falar sobre isso depois, mas esse vídeo,
o versículo 23, "Eles não sabiam que José os entendia, porque eles falavam por intérprete, retirando-se deles, chorou,
depois voltou a eles..." e olha assim, olha como José é firme, porque ele podia estar assim... "não, tá bom, eles estão reconhecendo a culpa, então tudo bem..."
Não, ele quer ir mais fundo, e ele segura Simeão, Simeão vai ficar preso, não sei se há alguns meses, qual o intervalo,
até eles voltarem outra vez, ele segura, e outra coisa que José faz, que tinha que ser um coração muito forte,
ele insiste que traga Benjamin, sendo que isso ia ser uma dor para o pai dele,
então é tudo... Deus está na sua soberania permitindo que eles vivessem uma dor profunda,
porque esse é o caminho para realmente ter arrependimento, que não seja superficial,
um arrependimento de sentir o coração, de sentir... os irmãos vão sentir a dor do pai,
que não quer perder Benjamin, sendo que eles nem ligaram do pai deles terem perdido José,
então eles tiveram que vivenciar todo esse drama de uma maneira diferente para que eles pudessem ter uma base certa para fazer reconciliação,
e o objetivo de Deus, o grande objetivo de Deus é reconciliação, perdão não é o ponto final,
perdão é o caminho, é requisito, é necessário, mas perdão não é o objetivo final,
porque o perdão em si, não necessariamente inclui a reconciliação.
Senhor Deus, nós queremos que haja perfeita reconciliação entre nós, entre nós e ti, e entre nós uns com os outros,
e com toda a natureza e com toda a humanidade queremos o reino perfeito, o sonho, o sonho perfeito que o senhor tem para nós,
que isso nos prepare e que nós possamos entender os teus caminhos conosco querendo gerar esse tipo de reconciliação.
Pedimos em nome de Jesus. Amém.
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