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Aula 113 – Gênesis – Remorso é necessário para arrependimento

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No primeiro reencontro de José com seus irmãos, eles não o reconheceram e José agiu com muita habilidade e estratégia para verificar se houvera alguma mudança de coração da parte deles. É muito difícil tratar com o erro dos outros, sem vingança, mas sem perdão barato ou superficial. Na verdade, só Deus consegue conduzir este processo de forma isenta, mas neste caso, José recebeu graça e sabedoria sobrenaturais para mostrar como Deus trata conosco para perdoar, sim, mas para trazer mudança de coração.

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Leitura recomendada:

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22/02/26 – Gn 42 – Baixardo áudio.


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Transcrição · gerada automaticamente

Estamos em Gênesis 42, já iniciamos esse relato que é o maior acontecimento pelo tamanho do relato, pelo espaço que a Escritura dá,
é uma forma da gente ver o quanto que é algo importante do ponto de vista de Deus, do ponto de vista dos autores da Bíblia,
é quanto espaço que eles dão para contar em detalhes um acontecimento, então nós estamos no início desse acontecimento que está sendo focado como acontecimento mais importante da missão de José,
todo esse tempo que ele passou até chegar no poder, no capítulo 41 descreve como ele foi elevado a essa posição de poder, de glória, de exaltação,
mas o que ele vai fazer com esse poder, claro, ele foi colocado ali para administrar o tempo de fartura e para poder ter mantimento durante os anos de fome,
mas o acontecimento que a Escritura foca como sendo a parte mais importante dessa história é o reencontro dele com os irmãos e isso é para unir a família,
Jacó e os 12 filhos eles serão reunidos depois de mais de 20 anos, então esse é o acontecimento mais importante e não é... a Bíblia não trata como... então... eles estavam com fome,
tinha essa fome, eles foram para o Egito, José trouxe a família para ficar perto dele, foi assim que aconteceu, essas foram as circunstâncias exteriores,
mas o ponto importante é como que algo que aconteceu de uma forma tão trágica e tão errada da parte dos irmãos que trataram José dessa forma,
como que isso vai ser consertado, como que a família vai ser unida novamente.
Então nós estamos analisando desde a aula passada, capítulo 42, e vamos pedir ajuda do Senhor para entender essa missão de José e esse processo de reconciliação.
Senhor, como nós entendemos pela Tua Palavra, o grande objetivo da história é reconciliar todas as coisas, convergir todas as coisas em Jesus para que o Teu reino possa realmente funcionar
e expandir e encher a terra e o universo com a Tua glória, com a Tua natureza e quantas coisas que nós nem sabemos que serão possíveis depois dessa união,
depois de toda a nossa história de afastamento e de quebra de relacionamento, então nós queremos entender esse processo de reconciliação porque por meio dessa história,
por meio desses acontecimentos, o Senhor uniu a família, mas o Senhor também mostrou algo que nós precisamos aprender porque é o alvo, é o objetivo que o Senhor tem para toda a humanidade.
Ajuda-nos, ensina-nos e que nós possamos fazer parte disso, pedimos em nome de Jesus, amém.
Então, quando nós vemos essas histórias, nós entendemos a sequência do plano de Deus, Deus vai desenvolvendo, a Bíblia nos mostra e o estudo sistemático que nós estamos fazendo aqui
é justamente para entender como Deus foi desenvolvendo a história, como Deus foi caminhando com a história, passo a passo, geração após geração, para chegar no objetivo que Ele deseja.
Então, cada geração, no caso de Gênesis, Abraão, depois Zaki, depois Jacó, agora José e também os outros irmãos fazem parte dessa linha, dessa sequência histórica.
Então, tem toda essa história de como que Deus levaria os descendentes de Abraão para o Egito.
Não deveria ser tão difícil assim fazer com que, como Ele revelou para Abraão, fazer com que Jacó e todos os filhos dele, toda a descendência, mudassem para o Egito por causa da fome, por causa das circunstâncias,
mas Deus tinha um plano muito mais complexo e é muito misterioso porque Ele usa as falhas, Ele usou a situação em que os irmãos tinham ciúme dele, queriam até matá-lo, venderam como escravo, então Deus tinha um plano,
mas esse plano, mesmo usando o erro dos irmãos, a atitude errada dos irmãos, Deus tornou para o bem, como o próprio José depois falou com os seus irmãos, ele falou assim, "Vocês tinham uma má intenção mesmo", mas Deus usou para o bem, então nós temos a soberania de Deus,
que Deus é capaz, não que Deus seja autor e é misterioso, eu não tenho a presunção de entender como funciona isso, eu não vejo Deus como causando, Deus como induzindo o ser humano para fazer algo errado, mas Deus usa os erros,
Deus sabe como fazer com que os erros contribuam para o bem, então Deus usou essa situação para levar José a essa posição onde ele pôde cuidar não só da família dele, não só do Egito, mas de toda aquela região,
de não prover alimentos no tempo de fome, mas Deus tinha também a intenção de levar a família para o Egito, mas nesse processo de levar a família para o Egito, isso não sou eu que estou tentando ler nas entrelinhas ou inventar alguma coisa,
porque eu acho que reconciliação é um ponto importante, então eu forço a passagem, eu forço as escrituras a dizer o que eu estou querendo mostrar, porque como eu tenho insistido,
temos quatro capítulos aqui em Gênesis que descrevem em todos os detalhes o processo, o processo de reconciliação e o processo que foi permitido, Deus preparou o caminho para isso,
porque as circunstâncias são muito especiais, eu vou chamar a atenção para um aspecto, que depois de 21, 22 anos, os irmãos de José, quando foram ao Egito, como nós estamos lendo aqui em Gênesis 42,
eles não conheceram, eles não reconheceram o irmão deles, e isso porque tinha passado muitos anos mas também porque José tinha adotado todos os cortes de cabelo, aparência, língua, roupa, ele adotou toda a identificação de um egípcio, então eles não conheceram o irmão,
mas pense, nós podemos pensar assim de uma forma muito clara, se os irmãos tivessem reconhecido José, se eles tivessem visto que era realmente José, toda essa estratégia que José usa, mas eu acredito que tenha sido realmente por Deus estava induzindo,
Deus estava preparando, preparou todo esse cenário, porque se os irmãos soubessem que era José, eles não teriam sentido Deus tocando na vida deles, então José ele armou, ele preparou situações,
ele agiu com muita habilidade, com muita perspicácia para falar áspero com eles, para aparecer que ele estava desconfiado, que eles eram espiões, para exigir que eles trouxessem o irmão,
José agiu de uma forma muito perspicaz, mas tudo foi possível porque os irmãos não sabiam que era ele, porque se soubessem que era ele, eles teriam visto a situação, sentido a situação de uma outra forma,
e uma coisa que eu entendo dessa história é que... porque nós temos falado que José nem usou vingança, ele poderia ter agido assim... são irmãos, ele não queria abandonar, ele não queria que o pai dele sofresse,
mas ele poderia ter agido de uma forma muito rancorosa, muito vingativa, ele não agiu com vingança, mas ele não já foi aceitando ou induzindo um perdão barato, um perdão superficial,
um perdão sem realmente entender o que estava acontecendo com eles, e na verdade, provavelmente durante esses anos, tudo indica pela história, que os irmãos já não tinham esse ciúme de Benjamin,
porque Jacó continuou tratando Benjamin assim como ele tratava José, ele tratava Benjamin com favoritismo, ele tratava de uma maneira diferente, e os irmãos tinham mudado em relação a isso,
a história mostra que eles não tinham mais esse sentimento de ciúme, de querer prejudicar esse irmão por causa do favoritismo do pai,
mas a história também mostra que a maneira como José agiu, a estratégia que ele usou, a forma como ele foi tratando com dureza, deixou os irmãos presos por três dias,
eu até coloquei nessa outra folha só para a gente, nós ainda não lemos a história toda, mas nesse capítulo 42, José usou essas estratégias, e vai ter outras que virão um pouco mais à frente,
mas até aqui, nesse capítulo, o que José vai fazer, o que ele faz com os irmãos como uma estratégia de prová-los, de colocá-los à prova,
será que eles mudaram, será que eles se arrependeram, será que eles sentem aagem de uma forma diferente, então nesse capítulo ele usa essas quatro estratégias,
primeiro, ele fala duro, ele acusa de ser, vocês são espiões, vocês vieram para ver quais são os pontos fracos, porque os países eram constantemente atacados por outros povos,
sempre tinha guerras, sempre tinha um sobe e desce de impérios, agora Canaã era assim, muito absurda a acusação, porque Canaã não era um país unido, era um lugar onde tinha várias tribos,
não teria porque José desconfiar de pessoas que estavam vindo de Canaã, que representasse algum perigo para o poder do Egito, mas ele tratou com essa dureza para que eles sentissem,
fazia parte desse plano deles de começar a provar o coração deles e também porque ele queria extrair informação deles sem que eles soubessem que ele era o irmão,
então primeiro ele fala duro, depois ele prende os dez irmãos, coloca assim, ah, vocês são espiões, vocês vão ter que trazer o irmão mais novo, porque eles confessaram que eles eram doze irmãos,
chegam dez homens e como se eles fossem assim, uma coligação, um ajuntamento de vários... não, eles falaram assim, nós não somos um grupo representando vários povos, nós somos todos filhos de um mesmo homem,
na verdade nós somos doze irmãos, né, eles... depois Jacó falou assim, ah, por que que vocês foram falar que vocês tinham mais um irmão? Mas eles contam que eles eram doze,
e isso será que de alguma forma assim, um dos nossos irmãos não existe mais e tem um que ficou com o pai ainda, então José pega essa informação que eles soltaram,
porque se eles não contassem ele não teria como exigir a vinda de Benjamin, então ele pega essa informação que ele extraiu por causa de ficar falando duro com eles e acusando de serem espiões,
então ele pega a informação e aí ele começa a prová-los para ver que atitude, será que eles tratam Benjamin do mesmo jeito que eles me tratavam? Será que eles se importam com Benjamin? Será que eles se importam com nosso pai?
Então ele fala assim, vocês vão ter que trazer, vocês ficam nove aqui e manda só um para buscar o irmão mais novo, então ele coloca, não sei se eles falaram, a Bíblia não fala assim,
porque que ele prendeu por três dias, mas de qualquer forma tudo isso faz parte não de um sentimento vingativo, agora aqui sempre fazendo uma pausa para dizer, a Bíblia não fala,
eu não posso afirmar que José como ser humano, que ele não tivesse um pouco de prazer de ver os irmãos sentindo mal e agora ele está por cima e ele coloca na prisão,
eu não posso garantir o que passou no coração de José, ele não era uma pessoa perfeita, mas a história, assim com várias histórias, com vários acontecimentos,
antes de Jesus vir, como Abraão por exemplo que ofereceu Isaac, o perfeito não tinha vindo ainda, a humanidade não tinha ainda o exemplo perfeito do filho de Deus,
de um homem perfeito, eles não tinham, então quando Abraão oferece o seu filho, ele estava de uma maneira imperfeita ainda, mas ele estava representando,
ele estava vivendo antes da vinda de Jesus, antes da revelação perfeita da natureza de Deus, ele estava mostrando e era isso que Deus sempre quis com a humanidade, que nós com imagem e semelhança de Deus,
que nós pudéssemos representar, que nós pudéssemos mostrar como Deus é, então nós sempre olhamos assim, o homem é caído, o homem é imperfeito, o homem é cheio de coração,
cheio de perversidade, mas Deus ainda com homem perfeito, ainda com pessoas com falhas terríveis como Abraão tinha, como todos os homens de Deus tiveram, Abraão mostra algo que é quase impossível,
um pai esperado, assim qualquer pai para o filho, mas toda a história de Abraão, desse filho ter nascido por uma dádiva de Deus, esperado até a idade avançada dele,
ele curtindo esse filho que ele nunca, um filho que ele nunca teve antes, teve Ismael mas não com Sarah, então era algo diferente, então Abraão oferecer Isaac é algo divino, é algo da natureza divina,
eu estou dando isso como exemplo para dizer, eu não posso garantir que José tivesse o coração 100% motivado, puro, sem motivações erradas,
mas o que eu posso dizer é que essa história contada em grandes detalhes mostra algo maravilhoso de como Deus quer tratar com nossos pecados,
Deus quer perdoar, o coração dele é perdoador, ele não exige um pagamento pelos pecados como muitas religiões têm e as vezes a gente tem esse senso assim,
eu tenho que, eu errei agora eu tenho que pagar os meus pecados, a gente sabe que a gente nunca consegue pagar os pecados e na verdade Deus não está querendo um pagamento,
o que que Deus quer? Deus quer reconciliação, o grande alvo de Deus não é fazer a pessoa malvada, a pessoa pecadora ficar pagando pecados por toda a eternidade ou por um tempo,
isso não dá prazer para Deus, o objetivo de Deus não é que a gente pague pelos pecados, o objetivo de Deus é que haja perdão e que é muito enfatizado pelo cristianismo,
Jesus morreu na cruz pra perdoar nossos pecados, mas precisamos entender que o perdão não é o alvo final e o perdão não é garantia,
é necessário, é requisito, mas o perdão não é garantia que vai haver reconciliação, já mostramos isso, você pode perdoar e devemos perdoar,
como Jesus perdoou aqueles que o torturaram, aqueles que o mataram, a nação de Israel que o rejeitou, Jesus perdoou, mas o objetivo de Deus pra nós, na nossa salvação não é perdão,
o objetivo não é que a gente escape do inferno e vá pro céu, o objetivo de Deus é reconciliação, e a reconciliação nós temos também pelo sangue de Jesus,
mas a reconciliação depende de uma mudança de coração, então essa história descreve de uma forma dramática, de uma forma linda como José representando Deus,
ele está no trono, ele está no lugar de autoridade, ele não usa a autoridade, ele não usa o poder, ele não usa a sua posição pra pisar, pra se vingar, pra fazer os irmãos pagarem pelo erro,
então isso é tão importante pra gente entender, e quantas vezes a gente vê, hoje a gente olha na política, nós vemos pessoas, um partido chega no poder e se vinga de todos os políticos,
quem estava do lado oposto, os adversários, como as pessoas usam o poder pra punir, para castigar, se possível até pra matar, antigamente quando havia uma mudança de dinastia,
quando entrava um novo rei, ele matava os outros, até na história da Bíblia, quantas vezes isso acontecia nas 10 tribos, mudava o rei, mudava a dinastia e o novo rei matava a rainha,
matava todos, até crianças da descendência adversária, então Deus não é assim, Deus deseja a reconciliação, ele oferece perdão mas o objetivo dele é reconciliação,
então José está representando Deus nessa história, ele está mostrando pra nós, a Bíblia faz questão de contar não só por causa da história imediata que Deus usou José pra trazer a família dele para o Egito,
isso fazia parte de um plano misterioso de Deus que a descendente de Abrão teria que ficar várias gerações no Egito, na escravidão, para se tornar realmente o povo de Deus, é um paradoxo pra nós,
como que Deus queria isso, mas tirando isso agora assim, não só é esse fato é importante, mas Deus está mostrando nessa história como funciona, como Deus age pra encaminhar as pessoas e pra encaminhar a situação pra uma verdadeira reconciliação,
Deus não é a favor de vingança e Deus não é a favor de um perdão barato, então quais foram as estratégias de José, falar duro, prender todos por três dias porque eles precisavam sentir na pele o que eles fizeram com o irmão,
eles precisavam sentir, eles ficaram três dias, três dias não são 13 anos, eles ficaram três dias, pra que eles pudessem sentir, opa, pera aí, alguma coisa, quem está por trás, e como eu disse,
se eles soubessem que era José, eles iam atribuir tudo pra uma vingança de José, mas como eles não sabiam que era José, eles começaram a pensar em Deus, e era isso que Deus queria,
eles começaram a pensar o que que Deus está fazendo conosco, nós vamos ver isso, então eles ficaram todos presos por três dias,
depois José, de três dias, José tira os irmãos da prisão e fala com eles, fala assim, olha, eu temo a Deus, ele usou um termo genérico, então mesmo assim não dava pra perceber que ele estava falando do Deus, de Abrão, Isaac, Jacó, mas como eu temo a Deus, eu não quero que a sua família passe falta,
eu vou segurar só um de vocês, então ele prende Simeão, mas aí ele faz uma exigência, e essa exigência vai ser uma prova para os irmãos e para Jacó, o pai,
eu não sei se José, José conhecia o pai dele, ele não podia deixar de pensar, meu pai vai sofrer, mas Deus estava usando toda essa situação, Deus estava usando José, mas Deus estava por trás dessa estratégia,
porque Jacó também precisava ainda de mais um passo na transformação dele, Jacó não era pelo desejo dele, mas nós sabemos, conhecemos a história, ele na verdade queria casar com Raquel, ele não quis as outras três,
não quis ali, depois as duas vieram, as concubinas vieram por escolha das esposas, mas ele não quis essa situação, ele amava Raquel, e como ele amava, a gente sempre fala que é errado ter favoritismo, é errado,
Deus não trata com favoritismo, algumas pessoas pensam que sim, mas Deus não trata com favoritismo, mas então foi um erro, Jacó foi responsável também pelo ciúme que os irmãos tiveram,
que os filhos dele tiveram de José, por causa do tratamento especial que Jacó dava para José, mas é errado ter favoritismo, mas de um ponto de vista humano, eu sinto a dor de Jacó,
porque ele amava mais Raquel, ela foi a última a poder ter um filho, José depois teve Benjamin, morreu no parto de Benjamin, então ele perde justamente aquela que ele amava,
ele perde primeiro, perde rápido, e depois ele perde José, o primeiro filho dela, e agora ele está vendo o risco de perder Benjamin também, vinte e tantos anos depois de perder José,
então a gente entende que Deus estava tratando com ele, ele precisava aprender a soltar o controle, lembra que Jacó é aquele, ele é o suplantador, ele é aquele que é estrategista,
é aquele que está sempre tentando se favorecer, ele quer ter controle da situação, se ele sabia que Deus tinha falado com a mãe dele que ele seria o que receberia a bênção,
mas nem ele nem a mãe querem deixar nas mãos de Deus para que Deus escolha Jacó e não escolha Zahú como aquele que vai receber a bênção, eles querem controlar Rebecca e Jacó,
os dois eles são controladores, ah mas eles estão querendo dar uma mão para Deus cumprir o que ele falou, esse é o nosso problema, às vezes nós queremos controlar para algo que Deus nem mandou,
nem foi um plano de Deus, uma escolha de Deus, um sonho de Deus, às vezes nós queremos maquinar as coisas, fazer estratégias, ir atrás, Jacó é esse homem,
às vezes ele levava desvantagem de labão, sogro, mas às vezes ele conseguia também, naquela coisa dos rebanhos, ele sempre queria ter controle, ele passou maior angústia quando eu ia voltando para encontrar com Zahú e ele não tinha controle da situação,
Zahú está chegando com 400 homens, ele passa o maior apuro da vida dele porque ele não tem controle, ele não consegue simplesmente confiar que Deus tinha falado com ele,
"volte, eu estou com você, eu vou cumprir minha promessa", não, Jacó ele tem essa, ele representa para nós essa tendência que todos nós temos de querer controlar a situação, não confia em Deus,
e ele perdeu, realmente assim, imaginador de Jacó de ter perdido José, 22 anos sem José, achando que ele tinha morrido, e agora você vai dizer, por que que ele não entrega Benjamin, por que que ele não confia?
Não, não foi uma coisa fácil, mas essa prova, essa aqui de prender Simeão e exigir a presença de Benjamin seria uma grande prova para os dez irmãos, mas seria uma grande prova para Jacó,
e Deus estava tratando, porque Jacó, a vida de Jacó representa como Deus quer mudar, por que Deus escolheu? Por que que Deus escolheu Jacó e não Zahú?
Zahú era um cara muito mais fácil de lidar, muito mais fácil, muito mais, uma personalidade muito mais agradável, muito mais amável, Jacó, esse homem que quer controlar, esse homem ambicioso, esse homem que engana,
e a vida de Jacó então é para mostrar como Deus trata, como Deus muda, por que Deus escolheu Jacó? Porque ele quis mostrar essa lição, a Bíblia fala "eu amei Jacó e aborreci Zahú",
mas é porque Deus tinha um propósito de fazer por meio da vida de Jacó, então são esses grandes mistérios para entender o coração de Deus, mas então Deus está tratando com os irmãos e com Jacó também.
E nesse capítulo, que vai ter outras estratégias depois eu vou completar aqui, mas nesse capítulo 42, a última coisa que José faz dentro da sua estratégia é que ele libera 9 dos 10 irmãos para voltar para casa,
levar o mantimento, e ele devolve o dinheiro que eles pagaram, tinha o preço, eles pagaram o preço, e José, ele devolve o dinheiro para cada um, no saco de mantimento de cada um dos 9 irmãos, ele devolve o dinheiro que eles pagaram.
Um achou no caminho para casa, porque ele abriu o saco para dar mantimento para o animal, e aí os outros descobriram quando chegaram em casa.
Qual o significado, qual a estratégia, isso aqui não foi uma coisa ruim, na verdade José está mostrando, ele não quer receber o dinheiro dos irmãos, mas ele não vai contar para eles que ele é irmão, mas quando ele coloca o dinheiro de volta,
eles tremem de medo, porque eles acham que esse homem que acusou, os acusou de serem espiões, se o dinheiro está de volta, vai parecer, eles não sabem como que isso aconteceu,
claro que não poderia ter acontecido sem o governador, sem José mandar, mas eles não sabem como que aconteceu isso, então eles acham que eles vão ser acusados de ladrões, então na verdade foi algo mais difícil,
e se a gente lembra, Paulo fala em Romanos 12, ele fala para a gente não pagar o mal com o mal, mas para pagar o mal com o bem, e ele fala quando você paga o seu inimigo que te fez mal,
quando você paga com o bem, você está colocando brasas sobre o coração, sobre a cabeça do inimigo, e foi isso, José faz uma coisa boa para eles, mas ele não revela que foi ele, eles não percebem nesse caso,
então para eles vem como algo ainda mais sério, como é que eles vão enfrentar quando eles voltarem para o Egito para buscar mais mantimento, eles devem estar na ficha do governador lá como aqueles que não pagaram pelo mantimento da vez anterior,
então tudo isso na verdade faz com que eles se sintam pesados, então vamos ler aqui, e queremos falar um pouquinho sobre o arrependimento, mas eu dei mais ou menos um geral sobre a história,
mas vamos ler umas partes dessa história para a gente meditar agora sobre esse aspecto da estratégia que José está usando, mas que na verdade Deus está aproveitando dessa situação para trazer o verdadeiro arrependimento,
então quando no início do capítulo 42 nós já vimos que José os acusa de serem espias, eles falam que não são e contam que eles são,
versículo 13, nós teus servos somos doze irmãos, filhos de um homem, então nós somos família, nós não somos inimigos, o mais novo está hoje com o nosso pai e um já não existe, aí José fala assim, é, eu estou falando, isso não me prova nada, vocês são espias,
então o que que José quer, ele quer trazer Benjamin, mas antes de se revelar como irmão deles, então ele quer usar esse argumento para dizer "ó, eu estou dizendo que vocês são espias, vocês estão contando uma história para mim,
vocês estão alegando que tem mais um irmão, então para eu saber que vocês estão falando a verdade", porque ele fala assim, versículo 16, "enviar um dentre vós que traga o vosso irmão,
o restante de vós ficará preso e vossas palavras serão provadas, se há verdade no que dizeis, senão pela vida de faraó vós sois espias", então ele... é um pretexto, né? Ele usa essa informação de que eles têm mais um irmão, ele fala assim "bom, se vocês estão contando a verdade, vocês têm que trazer", mas isso não provaria se eles são espias ou não são espias,
José simplesmente está usando isso porque ele quer... essa é a prova, ele quer ver se eles vão tratar o irmão favorito, o filho predileto do pai, se eles vão tratar de uma forma diferente, como que é que eles mudaram.
Aqui eu quero mostrar que José, ele quer ver a atitude, então ele quer ver se já houve alguma mudança, mas ao mesmo tempo, e aí eu não posso garantir que José tinha isso em mente,
mas Deus tinha em mente que o próprio processo, então em parte ele já tinha mudado, porque eles não têm mesmo uma atitude mais de ciúme, de odiar o irmão que é predileto do pai, eles não têm mais essa atitude, mudou.
Mas José e eu, eu acredito que acima de tudo Deus não só queria saber se eles tinham mudado, mas ele queria provocar uma mudança,
e esse é o ponto que eu quero, eu quero colocar porque ninguém, ninguém é capaz, nem na nossa própria vida e muito menos na vida de um outro, se você tem alguém que prejudicou você, que traiu você, que fez mal pra você,
seja da família ou não, você não é capaz de gerar arrependimento no outro coração, a gente não é capaz de fazer nem no nosso,
então ninguém é capaz de gerar, de produzir, de fazer com que alguém tenha arrependimento,
e na verdade, em termos de liberar perdão, perdão, nós não podemos esperar a pessoa se arrepender pra conceder o perdão, não.
Jesus não fez isso, Deus não faz isso e ele não fala pra nós esperarmos que haja arrependimento em alguém pra poder conceder perdão.
E mesmo porque, gente, onde tem problemas de relacionamento, onde tem amarguras, onde tem acusações, nesse caso aqui de José, os irmãos de José, o próprio José, ele talvez tenha favorecido porque talvez ele fosse muito prepotente, muito orgulhoso com os sonhos dele, com o favoritismo do pai,
mas em outras situações muitas vezes não tem um lado que está certo e outro lado errado, existem situações onde há realmente uma injustiça, um erro muito grave cometido, como houve contra José,
mas nós não somos capazes de produzir arrependimento e muitas vezes quando nós temos amargura contra alguém, nós também temos erro e a gente não enxerga o nosso erro.
Então, quem conduz esse processo, nesse caso José estava representando Deus, mas eu considero que, assim, os pais podem tratar com os filhos, os pais têm autorização de Deus de lidar com os filhos e de conduzi-los num processo de arrependimento,
mas é muito difícil, mesmo com pais e filhos e entre outras pessoas, mesmo que sejam da mesma família, a gente não tem esse poder de criar uma situação, a gente não cria essas situações, quem cria é Deus,
mas eu quero mostrar aqui que não foi só, esse processo não foi só para ver se tinha arrependimento, que era importante, mas era também para produzir arrependimento e esse é um processo que Deus gera.
Então veja bem o que aconteceu aqui, a gente precisa prestar muita atenção no texto aqui, então eles são maltratados por José, tratados assim, não maltratados assim com falta de humanidade,
mas eles foram tratados duramente, foram colocados na prisão e aí eles saem da prisão, José libera da prisão e aí ele fala no terceiro dia, versículo 18,
"Fazer isso e vivereis, pois eu tenho a Deus. Se sois homens de retidão, que fique um de vossos irmãos preso na casa da vossa prisão, vosotros id levais cereal para fome de vossas casas, mas trazei-me o vosso irmão mais novo para que sejam verificadas vossas palavras e não morrereis."
Então eles estão nesse ponto e veja como Deus foi soberano, como Deus conduziu e ele usou esse instrumento de José para realmente trazer uma situação em que José pôde ver, em que Deus pôde ver,
não só que eles estavam mais abertos, menos ciumentos e tal, mas outra vez, eu não posso afirmar porque a Bíblia não conta, será que nesses 22 anos eles tinham algum momento, tinham se arrependido, tinham pensado no irmão,
será que eles ficavam acordados de noite ouvindo aqueles gritos de José suplicando para que eles não fizessem isso com ele? Não sei. O que nós sabemos, se eles já tinham esse sentimento, então esse aqui estava trazendo à tona.
Mas se eles não tiverem, do jeito que conta aqui, é como se eles estivessem revivendo aquilo pela primeira vez, essa é a minha impressão quando eu leio aqui, olha o que diz aqui,
porque eles estão falando entre si sem saber que José entende, obviamente, o que eles falam. Versículo 21, "Então disseram uns aos outros, na verdade", não parece que eles estão concluindo aqui,
na verdade, é como se eles tivessem falado assim... "Puxa, nós nunca reconhecemos isso, nós nunca admitimos", na verdade, eles parece que nunca contaram para o pai,
que realmente quem vendeu eles contaram que ele tinha sido... ele tinha falado assim... "Nós achamos a roupa dele", e ficou a conclusão que ele tinha sido traçado por animais selvagens,
mas eles nunca contaram, eles viram o pai com aquela tristeza sabendo que eles tinham causado isso, não foi um acontecimento trágico, foi algo que eles fizeram,
então me parece que é nesse momento que eles estão reconhecendo, eles estão dizendo "Na verdade, somos culpados", eu sinto para mim, é como se fosse a primeira vez,
eles estão admitindo "Somos culpados no tocante a nosso irmão, pois vimos a angústia de sua alma", essa parte nem é relatada no capítulo 37,
nós vimos a angústia de sua alma quando nos rogava, mas nós não atendemos, eles não só praticaram um ato terrível de traição, de injustiça,
eles foram indiferentes às súplicas, é algo que é difícil imaginar, e Deus realmente tem um... Deus olha para isso, Deus olha para não só para as nossas ações,
mas ele olha para o nosso coração, a insensibilidade, você praticar algo, você ver uma pessoa sofrendo, Tiago fala sobre isso, às vezes até na nossa família da fé,
mas assim, você ver uma pessoa sofrendo, você ver uma pessoa na rua, você ver uma família que não tem o que comer, você não se sentir como ouvido e você não procurar fazer alguma coisa
para aliviar sofrimento, a Bíblia fala muito duro sobre essa insensibilidade, o irmão deles suplicando e eles mandando para... eu não sei se esse momento que eles estavam suplicando
era o momento que eles estavam deixando na cova para morrer de sede, de fome, ou se foi quando ele estava sendo vendido, mas eles foram insensíveis às súplicas e ao sofrimento do irmão,
então é por isso que vem sobre nós esta angústia. Então, nós precisamos pensar aqui, nesse processo que Deus está revelando aqui, e é claro que cada situação é diferente,
as situações não são idênticas, os pecados não são idênticos, a maneira de Deus tratar, assim, tem muita diferença de como Deus trata com nossos pecados, com o pecado de outras pessoas,
mas o que eu quero mostrar aqui, eu coloquei aqui nessa parte de baixo da folha, o arrependimento, eu quero pensar rapidamente sobre arrependimento,
porque o arrependimento, muitas pessoas têm ensinado sobre isso, têm pregado sobre isso, nós sabemos que o arrependimento não é apenas uma emoção,
a pessoa pode chorar pelos pecados, a pessoa pode sentir tristeza pelos pecados e nunca mudar, e muita gente fala que arrependimento não envolve necessariamente lágrimas ou emoções ou choro,
porque o arrependimento é uma mudança, arrependimento significa, eu estava andando nessa direção e metanoia, eu mudo, mudo de cabeça, mudo de direção, a minha vida muda.
Então, é verdade que o arrependimento, assim como o perdão, perdão não garante reconciliação, você sentir tristeza por algo que você fez, não significa necessariamente arrependimento,
porque você pode sentir tristeza e continuar no mesmo caminho, a emoção é uma coisa que pode vir e passar e você, ah, eu senti tristeza, mas não tem jeito, vamos continuar em frente,
e na verdade, tem muitas pessoas que sentem verdadeiro arrependimento, verdadeira tristeza e não conseguem mudar a direção, então nós precisamos entender isso,
mas o ponto nessa história, o ponto que eu gostaria de colocar é que o arrependimento, ele precisa de uma mudança de direção,
mas essa mudança de direção, ela precisa de uma mudança de coração, e você não pode ter uma mudança verdadeira de coração se você não sentir realmente tristeza por aquilo que você fez, por uma atitude,
então aqui, esses irmãos de José, eles estão revivendo, a gente chama esse fato de reviver de remorso, a pessoa sente remorso e tem muita gente que fala,
"não, remorso não é arrependimento", a pessoa pode ficar assim, "ai meu Deus, eu fiz isso, eu fiz aquilo", e não ser arrependimento,
mas eu queria dizer que o remorso, o sentir profundamente, o que eles tinham feito, era muito importante, tanto é, olha só, quando eles conversam assim, vamos aqui mais adiante um pouco, versículo 22,
respondeu-lhes Ruben, "não vos dizia eu", aqui assim, nós podemos dizer que Ruben está dizendo assim, "eu não errei", e ele tem razão, porque dos dez irmãos,
aqui nessa história para frente, quem vai brilhar é Judá, Judá, que teve até aqui uma história nada bonita, a história dele até esse momento,
mas Judá ele vai brilhar agora, ele que vai realmente se redimir e ele vai se oferecer como fiador no próximo capítulo quando eles levam Benjamin,
mas Ruben de fato, o mais velho, de fato Ruben foi o único, naquela primeira história, quando eles jogaram José na cova e depois venderam para os Ismaelitas,
Judá foi quem sugeriu "vamos, não vamos matá-lo, vamos vendê-lo", melhor do que matar, claro, muito melhor, mas Judá foi quem deu a ideia de vender,
então Judá, naquela primeira história, o único que realmente tinha intenção, foi assim, põe na cova e ele tinha intenção de voltar e de tirar José da cova e levá-lo de volta para o pai,
então o único verdadeiramente que tinha tido a intenção de não prejudicar o irmão foi Ruben e ele se coloca aqui como justo,
"não vos dizia eu, não pequeis contra o menino, mas não me quiseste ouvir, por isso agora é requerido de nós o seu sangue",
então ele também está revivendo aquela situação, eles estão lembrando de toda essa situação e reconhecendo o erro, então nessa hora eles não sabiam,
versículo 3, que José os entendia e ele, versículo 24, retirando-se deles, chorou, isso mostra, olha, quem tem raiva, quem quer vingança, não chora, pelo menos não chora por esse motivo, poderia chorar lembrando o seu próprio sofrimento,
mas na história aqui José chora várias vezes, três vezes, isso mostra que o que ele quer é a reconciliação, mas ele quer uma reconciliação verdadeira e isso representa Deus para nós,
então o que Deus quer é tristeza, é remorso, não remorso, depois eu vou ler um texto que explica isso, mas não remorso só de falar assim, eu fiz uma coisa errada e ficar na depressão,
não, a tristeza, segundo Deus, gera o verdadeiro arrependimento, mas precisa da tristeza, se você fala "Deus, perdoa todos os meus pecados porque eu sei que eu sou falho e eu sei que deve ter muitos erros",
mas no fundo, no fundo você não se acha muito pecador, você não sente o que você fez, então tem muitas histórias, pessoas que desfizeram o casamento e depois casaram de novo
e mais na frente falam assim "Ah, hoje eu entendo que eu não devia ter desfeito o meu casamento", mas você sente, a pessoa sente tristeza, a pessoa sente o mal que fez para o outro,
você sente o que as suas palavras causaram nos ouvidos de alguém, de um filho, de uma esposa, de um marido, de um pai, de uma mãe, você sente a tristeza daquilo que você causou,
isso é muito importante porque não tem mudança de coração, não tem realmente assim... eu não posso mais fazer isso, eu cometi algo muito errado, eu pratiquei algo que prejudicou, eu feri, eu fui insensível,
então esse remorso é importante, não é o arrependimento todo, mas é importante, então José chorou, depois ele volta e pega a simião e segura a simião, então eu coloquei aqui,
senti profundamente o mal que causou ser sensível, levar a sério as disciplinas de Deus, como eu falei assim, se você vê algo que acontece na sua vida como praticado por outra pessoa,
mesmo aqui por exemplo, se eles soubessem que era José que estava fazendo isso, se eles não sentissem que era Deus, porque eu quero ler dois textos, então eu não vou parar aqui agora no restante do capítulo,
mas eu quero ler assim no versículo seguindo aqui, José ordenou que enchesse o saco de cereal, restituísse o dinheiro, e aí versículo 27, um deles abre o saco para dar de comer o seu jumento,
na estalagem viu seu dinheiro pois estava na boca do saco, então disse aos seus irmãos, devolveram o meu dinheiro, está aqui no saco, assim, se eles parecem, devolveram o meu dinheiro, foi o chefe que devolveu, não,
eles não sabiam, e olha a reação deles, e é isso que é importante, nós precisamos sentir a mão de Deus na nossa vida,
versículo 28, vamos ler com muito cuidado, então disse aos seus irmãos, devolveram o meu dinheiro, então lhes desfaleceu o coração,
tremendo, entreolharam-se, dizendo o que é isto que Deus nos fez, então veja bem, no versículo 21, nós somos culpados,
eles reconheceram, eu acho, pela primeira vez, eles reconheceram que eles eram culpados, isso é importante, eles precisam sentir, eles precisavam sentir, eles ainda não estavam, não sabiam que estavam diante de José,
mas eles estavam sentindo, isso que está acontecendo conosco é porque nós fomos injustos, insensíveis, duros, traidores, nós fomos terríveis, nós cometemos algo terrível contra nosso irmão, contra nosso pai,
então, esse sentimento profundo, quando Davi, no Salmo 51, quando ele reconhece o que ele fez, ele fala assim, Deus, eu cometi um grande pecado, peguei contra ti, eu fiz algo terrível,
então, esse reconhecimento, esse entender a gravidade, entender o que causou ao outro, nós fomos tão insensíveis que nós não entendemos o que nós causamos nos outros,
nós não entendemos a dor que nós causamos em pessoas amadas, pessoas da família, quantos pais machucam os filhos, quantos irmãos machucam um ao outro, quantas pessoas na igreja ferem um ao outro e não sentem o que estão fazendo,
então, essa tristeza, esse reconhecimento, esse remorso precisa vir. Agora, a segunda coisa é que quando eles achavam assim, era uma coisa boa, devolveu o dinheiro para eles, mas isso poderia ser uma coisa ruim,
como, o que que está acontecendo, por quê? E aí eles fazem a pergunta tão importante, quantos profetas falavam, Deus falava pelos profetas, olha, eu mandei disciplina e ninguém liga.
Tem uma expressão que eu quero mostrar, um dos textos, mas tem vários, eu quero ler Isaías 57, o oposto, que quando eles viram o dinheiro no saco de mantimento, eles pensaram, o que Deus, o que que está acontecendo?
Nós não fizemos agora nada de errado, nós pagamos e o dinheiro foi devolvido, eles vão achar que nós somos ladrões, então, Isaías 57, eu vou ler só um versículo, mas tem vários que usam essa expressão.
Deus fala assim, eu vou começar no versículo 10, Isaías 57, 10, em todos os teus caminhos, te cansaste, Deus está falando assim de, Deus sempre falava assim, eu mandei mensagens, eu mandei disciplinas,
vocês passavam por fome, por derrota dos inimigos, por doenças, e não disseste não há esperança, recuperaste o vigor da tua força, por isso não desfaleceste, isso é uma insensibilidade, eles sentiam a mão de Deus pesando, mas não acordavam.
Deus falava pelos profetas muitas vezes, vocês não perguntam, vocês não querem saber, vocês não levam a sério, vocês não colocam no coração.
Então, versículo 11, mas de quem tivesse receio ou temor para que mentisses e não te lembrasses de mim, nem no teu coração me pusesses? Não é porque eu me calo isso há muito tempo e não me temes?
E tem vários outros textos que falam assim, eu fiz tanta coisa e vocês não puseram isso no coração, não fizeram caso, então o que Deus está falando é necessário sentir, e os irmãos estão sentindo.
Esse é o objetivo, o que José está fazendo, ele fez umas coisas duras, mas o objetivo não era castigar, punir, o objetivo é que eles acordassem, que eles sentissem, porque não tem reconciliação sem verdadeiro arrependimento.
Eu vou ler essa figura de José, José escuta os irmãos conversando e ele até percebe que eles estão bem mais quebrantados, eles estão reconhecendo o erro.
E ele vira para o lado, sei lá, sai de frente deles e vai chorar, mas ele se recompõe e ele não fica por causa de sentir, "Olha, eles estão reconhecendo, olha que coisa", mas ele não muda o propósito, ele volta e prende semeão e fala assim, "Voltem para casa e vocês não vão me ver se vocês não trouxerem Benjamin".
Então agora quero ler mais um texto em Jeremias, é um dos textos que eu sempre gosto de citar, porque quando muitas vezes a gente pensa no primeiro testamento, o que nós chamamos de antigo testamento, Deus muitas vezes é visto como um Deus duro, como um Deus que castiga, e Deus é justo mesmo, Deus fez muitas coisas duras.
Mas olha o coração de Deus em Jeremias 31, porque assim como José que ele ficou muito comovido, mas ele não se deteve porque o processo não estava pronto ainda, e isso nós humanos, nós como pais, nós como... muitas vezes nós não temos essa coragem, e ainda bem que a parte de julgar, de conduzir esse processo de arrependimento não cabe a nós.
Então ainda bem porque a gente não teria condições, mas olha como Deus pensa, Efraim, quando os profetas usavam Efraim, e aqui em Jeremias, as dez tribos já tinham ido para o cativeiro, e as dez tribos tinham sido muito mais idólatras, muito menos voltadas, muito menos processos de restauração, mas Jeremias 31, versículo 18, fala assim,
"Bem ouvi eu, que Efraim se queixava, dizendo, castigaste-me, e fui castigado, como novilho ainda não domado, converte-me, e serei convertido, porque tu és o Senhor meu Deus."
É isso que Deus quer ouvir. Ele quer ouvir a gente dizendo "Deus, não assim, Deus, por que que o Senhor faz isso comigo? Por que que o Senhor permitiu? Por que que o Senhor deixou?" Olha, muita coisa acontece na nossa vida, não é em consequência de pecado, pode ser, pode não ser, nós precisamos ter sensibilidade.
Aqui nesse caso, os irmãos tinham um peso na consciência, acordou rapidinho, quando começou a pesar, as coisas começaram a ficar contrários para eles, eles logo pensavam assim "Ah, porque a gente é culpado, então, agora, a gente, Deus não quer que a gente fique assim, "ai, eu não presto, Deus não me ama, Deus faz essas coisas", não é isso que nós queremos que aconteça.
Não é isso que Deus quer.
Mas Efraim disse "O Senhor me castigou, eu fui castigado, eu era um novilho não domado, eu reconheço que o Senhor tem tentado me ensinar e eu sou como um novilho não domado,
e aí essa oração pode ser "Nossa, converte-me, Senhor, amolece meu coração", eu gosto muito de uma canção que fala assim "Amolece, amolece Deus o meu coração, transforma meu coração,
faça com que meu coração seja sensível, eu quero perceber, nós somos tão orgulhosos, tão cheios de razão, tão cheios de justiça, nossa, que a gente não enxerga quando Deus quer mudar alguma coisa".
Aí ele fala que, na verdade, versículo 19, "na verdade, depois que me converti, arrependi-me". Então, a conversão é uma capacidade do coração de atender Deus, de poder ouvir, de poder ser tocado por Ele.
Depois que me converti, arrependi-me, depois que fui instruído, bati na minha coxa, fiquei confundido, envergonhado, porque suportei o opróbrio da minha mocidade, os resultados errados daquilo que eu fiz, e aqui Deus falando.
Não é Efraim, esse filho rebelde, esse filho que fez tanta coisa errada, não é Efraim, meu filho precioso, filho das minhas delícias, embora eu tantas vezes fale contra ele, ainda me lembro dele, pois se comovem por ele as minhas entranhas.
E essa figura, isso fala de dor de parto, a gente fala que o coração, você sente no coração, o coração é muito mais do que a razão, o coração é onde você sente as coisas.
Mas quando Deus fala de entranhas, quando as pessoas falam de entranhas, estão falando de uma dor mais profunda, mais doída do que do coração, se comovem por ele as minhas entranhas.
As entranhas deveras me compadecerei dele, diz o senhor, ok? Então José, as entranhas dele estavam se comovendo, vai falar isso mais na frente, quando ele viu Benjamin, mas as entranhas de José se comoviam pelos seus irmãos, mas ele sabia que ele tinha que seguir adiante com essa estratégia, e Deus é assim.
Ele nos ama, ele chora por nós, mas ele não alivia aquilo que é necessário, ele não quer nos fazer sofrer, ele não quer nos castigar, as disciplinas são sempre para nos redimir, mas ele vai fazer o que é necessário, por isso a figura que alguém falou há muitos anos, que eu sempre tenho na minha mente,
é que quando um cachorrinho faz uma coisa que o dono já falou que não era para fazer, aí o dono pega um jornal, alguma coisa para bater no cachorro, e o cachorro vira de patinha para cima, assim, eu me arrependo, eu não vou fazer mais, aí o dono fica comovido e não bate.
Deus não é mole para não fazer o que é necessário, mas se nós tivermos um coração sensível, se nós estivermos sempre perguntando "Deus, o que é que o senhor quer fazer comigo?"
A gente sempre fala "O que o senhor quer fazer com o outro?" A gente sempre quer "Senhor, está vendo? Aquele lá está sofrendo e não reconhece que ele errou", mas a gente não enxerga, então nós temos que falar com Efraim "Senhor, converte o meu coração".
Então, rapidinho, segundo os Coríntios 7, só para a gente também sentir esse contraste, o que a Bíblia fala sobre remorso e tristeza e arrependimento. O contexto aqui é aquela história que começa na primeira carta aos Coríntios,
que tinha um indivíduo lá que estava tendo um relacionamento incestuoso com a madrasta e Paulo foi muito duro em relação à pessoa que estava fazendo isso, mas também em relação à igreja que não estava tomando uma posição contra aquilo.
E aí na segunda carta aos Coríntios, capítulo 7, ele fala assim, versículo 8, segundo Coríntios 7, versículo 8, "ainda que vos tenha entristecido com a minha carta", porque ele foi duro na primeira carta, "ainda que vos tenha entristecido com a minha carta, não me arrependa".
Esse texto aqui é muito... você enxerga muito Paulo como servo de Deus, mas também como um homem que não queria causar tristeza, mas ao mesmo tempo sabia que tinha que causar tristeza, então ele fala, "ainda que vos tenha entristecido com a minha carta, não me arrependo, embora já tivesse me arrependido por ver que aquela carta vos entristeceu, ainda que por pouco tempo".
Ele fala assim, "eu não me entristeci, mas... na verdade me entristeci, mas eu não me arrependo", então Paulo está dividido com esses sentimentos, porque ele não quer causar tristeza.
Nós precisamos muito desse coração, porque quando alguém nos faz mal, quando nós nos sentimos ofendidos, a gente tem prazer em ver aquele que nos ofendeu sofrer.
Então, esse prazer no sofrimento do outro é algo que Deus não compartilha.
Deus não tem prazer na morte do ímpio, ele não tem prazer no inferno, ele não tem prazer em juízo, Deus não tem prazer, ele usa o que é necessário, mas ele não é mole, ele vai fazer o que é necessário, mas ele tem tristeza, ele tem mais tristeza do que nós,
ao ver o que acontece conosco.
Em versículo 9, então continuando, "agora folgo", agora Paulo está bem, "não porque fôsseis entristecidos, mas vocês foram entristecidos para o arrependimento", então agora ele vai fazer uma distinção, "eu falei duro com vocês, eu não queria fazer vocês ficarem tristes, mas ao mesmo tempo eu sabia que tinha que fazer vocês ficarem tristes, e vocês ficaram tristes, mas foi por um bom, teve bom fruto, então agora eu estou feliz,
eu não queria entristecê-los, então esse vai e vem dos sentimentos dele, vocês foram entristecidos para o arrependimento, porque fôsseis entristecidos segundo Deus, então tem um remorso certo, tem um entristecimento certo, de maneira que por nós não padecêssemos dano em coisa alguma.
Versículo 10, "a tristeza segundo Deus opera arrependimento para salvação", então precisa da tristeza, dizer que arrependimento para o arrependimento não precisa, claro, cada situação, não estou dizendo que todas as situações passam pelo mesmo processo,
mas ele está dizendo que a tristeza segundo Deus gera arrependimento, o qual não traz pesar, o arrependimento que é certo não traz pesar, porque no fim você sente o perdão de Deus, você sente o abraço de Deus,
você sabe que Deus perdoa de verdade, não é um perdão mais ou menos, não é um perdão "tá, eu te perdoo, mas não quero mais saber de você", ou "eu te perdoo, mas nunca vou esquecer", esse tipo de perdão que muitas vezes nós temos.
A pessoa perdoa, mas acabou o relacionamento, não, o arrependimento que gera a tristeza, que gera o verdadeiro arrependimento, não traz pesar, mas a tristeza do mundo opera a morte,
porque se tem remorso para alguma coisa, que se você não consegue mais consertar, não traz mudança de atitude, só traz morte.
E olha o que ele fala aqui no versículo 11, "quanto cuidado não produziu isto mesmo em vós, que segundo Deus fostes entristecidos", que defesa, que indignação, que temor, que saudades, que zelo, que vingança,
"tem tudo provado se está inocente nesse assunto", então eles tiveram reações corretas no sentido de consertar, e depois ele até fala assim,
"não pesa demais sobre essa pessoa porque se ela está se arrependendo, vocês têm que receber de volta".
Então aqui tem toda essa lição sobre arrependimento e é isso que nós queremos ver o arrependimento, tem um sentido profundo pelo mal que nós causamos,
nós passamos a ser sensíveis, como eu falei, não é todo o sofrimento, não é toda a situação contrária, você perdeu dinheiro, levou prejuízo,
alguma coisa aconteceu, um acidente, alguém bateu no carro, você bateu o carro, não quer dizer que Deus está bravo com você,
você tem que ser sensível, você tem que dizer o que é que Deus está fazendo.
Os irmãos de José, eles não estavam falando no vazio, "ah, Deus deve estar bravo comigo", mas sei lá por quê, eles tinham muita noção do que eles tinham feito de errado,
então ter assim um sentimento vago, "ah, eu acho que Deus está pesando a mão", sempre pergunte, não se sinta como o justo, como aquele que está sempre certo,
"Deus, eu fiz tudo certo e mesmo assim está acontecendo isso", não, pode acontecer, José sofreu muito, sem ser por culpa dele,
Jó sofreu muito, sem ser por culpa dele, e assim vai, Daniel, mas você sempre pode perguntar,
"Deus, o que que o senhor quer mostrar? O que que o senhor quer mudar? Tem alguma coisa?" A minha aprendizagem nessa área tem sido assim,
eu não preciso ficar cavando, tentando trazer a memória, talvez coisas que Deus já perdoou, que você já acertou, não traga a memória de novo,
se tem alguma coisa, os irmãos José, eles pensaram imediatamente, "nós temos culpa porque nós não acertamos, nós fomos errados e nunca assumimos a nossa culpa",
então eles tinham algo tangível, algo claro, "Deus não trata conosco de uma forma assim genérica, porque você não presta, porque você é ruim, porque você..."
Não, isso, Deus quer reconciliação, ele quer união conosco, ele quer o amor, o relacionamento, ele sabe que nós temos muitas coisas ruins,
ele vai tratar com coisas específicas, mas então a gente sempre tem que perguntar, "o que que Deus está fazendo comigo? O que que Deus está fazendo conosco?
O que que Deus quer mudar?" E sempre, como no caso de José, como no caso de Jó, o sofrimento não era por causa de um pecado, não era por causa de um erro que eles tinham cometido,
mas Deus usou isso para aperfeiçoar muito mais, então em todas as situações, Deus quer ser glorificado, ele quer transformar a nossa vida,
mas o resultado tem que ser ter uma mudança de coração, ter uma mudança de coração,
e eles iam ter que provar isso em relação a esse pedido de José, nós vamos ver nas próximas vezes.
Senhor, nós pedimos que nosso coração seja sensível a ti, sabemos que o senhor não tem prazer em castigo, disciplina, em sofrimento, o senhor não tem prazer para ninguém,
nem para aqueles que buscam a ti e nem para aqueles que não te conhecem ainda, o senhor não tem prazer, o senhor não é vingativo,
o senhor não é só querendo causar sofrimento por causa dos erros, o senhor quer que o sofrimento cause tristeza segundo Deus,
e é isso que nós queremos, e queremos que no meio de tudo isso possamos ver o teu grande propósito de convergir todas as coisas em Cristo,
o senhor quer reconciliação e que nós sejamos ministros e embaixadores da reconciliação, pedimos isso e agradecemos em nome de Jesus.

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