Aula

Aula 114 – Gênesis – A prova mais importante da vida de Jacó

Prefere ouvir? Esta aula também está disponível em áudio.

O foco do relato bíblico mudou de Jacó para seus filhos em Gênesis 37, com destaque especial para José. Porém, a história de Jacó, e os tratamentos de Deus com ele, não acabaram. Durante a narrativa detalhada de como José viria a se revelar aos seus irmãos, algo muito significativo está acontecendo na de Jacó. Ele terá de enfrentar o que pode ser considerada a maior prova da vida dele: a necessidade de entregar seu filho Benjamim. Será que conseguiremos enxergar o que Deus está buscando desenvolver na vida de Jacó neste momento?

Clique aqui para fazer o download do esboço correspondente a essa aula.

Leitura recomendada:

Livreto “A Dança da Trindade” – Christopher Walker

Livro “O Chamado Irrevogável”

Livro: “Quem Almoçou com Abraão”

01/03/26 – Gn 42 e 43 – Baixardo áudio.


FIQUE POR DENTRO DE TUDO QUE ESTÁ ACONTECENDO ATRAVÉS DAS NOSSAS PLATAFORMAS DIGITAIS:

1.Se inscreva em nosso canal do Youtube: https://www.youtube.com/@RevistaIMPACTOTV
2. Siga nosso Instagram: https://www.instagram.com/impactopublicacoes/
3. Curta nossa página no facebook: https://www.facebook.com/editoraimpacto/
4. Siga-nos no Twitter: https://twitter.com/home?lang=pt
5. Acesse nossa loja: https://loja.editoraimpacto.com.br/
6. Nosso E-mail: [email protected]
7. Spotify: https://open.spotify.com/show/7lxrSyvYLusyIhQVm60ZOR

 

 

 

Transcrição · gerada automaticamente

Estamos agora entre Gênesis 42 e 43, terminando 42 e iniciando 43 porque tem uma história aqui ligada entre o final do 42 e o início de 43.
Nós estamos vendo esses quatro capítulos, Gênesis 42, 43, 44 e 45, quatro capítulos que contam essa história dramática,
essa história que é contada com grandes detalhes sobre como José se revelaria aos seus irmãos,
mas nós temos visto que não é só uma questão de que José queria fazer uma preparação muito dramática,
queria esticar ao máximo esse processo até ele se revelar, isso tinha tudo a ver com reconciliação e com um propósito bem maior de Deus,
que Deus estava levando a descendência de Abrão para a terra do Egito, que isso era um propósito de Deus muito estranho para nós,
como que Deus deu a terra de Canaã, prometeu a terra de Canaã para Abrão, Isaac e Jacó, e aí vai levá-los para a terra do Egito,
Deus avisou a Abrão que ele faria isso, mas é algo bem estranho para nós pensarmos, mas Deus tinha um propósito de formar,
de forjar a nação de Israel no meio de uma situação adversa, então tudo isso está contido nesses capítulos que mostram
que José não chegou à posição de autoridade, não chegou ao trono, principalmente ele não chegou para uma questão pessoal de vitória,
dele passar por cima, de dar a volta por tanto sofrimento e ter conseguido chegar a um lugar de realização, de exaltação pessoal,
não tinha um propósito pessoal para José, embora Deus tenha muito interesse nas nossas vidas pessoais, mas não era este o objetivo,
e não era só para dar provisão para a família dele e também para todo o Egito e as nações em volta durante o tempo de fome,
não era só isso, e não era só para levar o povo a se estabelecer no Egito, isso fazia parte da sequência do grande plano de redenção,
mas Deus estava trabalhando e mostrando muita coisa, a história de José revela coisas sobre o fim, sobre como Jesus vai se revelar aos seus irmãos, o povo judeu, irmão segundo a descendência física,
então tem muita coisa contida aqui nessa história, mas um dos aspectos que eu acho que em geral a gente não dá muita atenção é o fato de que durante essa história,
que tem sim o foco principal, é José e a sua reconciliação e união com os irmãos que o traíram e que pelo desejo deles, eles até tinham intenção de matá-lo,
como que isso seria consertado, como que Deus pegaria esses doze, lembra que Deus não uniu Isaac e Ismael no mesmo povo da promessa, ele não uniu na outra geração Jacó e Isaú no mesmo povo da promessa,
Deus tinha e tem um plano para os descendentes de Ismael, Deus tinha e tem um plano para os descendentes de Isaú,
mas nessa linha de formar um povo escolhido, de preparar o povo que teria várias funções e ainda tem funções no plano de redenção,
nesse plano Ismael e Isaú, aqueles outros filhos de Abrão, não foram incluídos nesse propósito específico,
mas agora os doze filhos de Jacó seriam incluídos, porque agora começou o momento de formar a nação, então agora não vai mais selecionar um ou dois filhos apenas da descendência de Jacó,
mas todos os doze farão parte da nação de Israel, mas como que vai fazer com que doze, talvez eles tivessem outros problemas entre si,
mas pelo menos eles tinham muito problema no início com José, especificamente com José, eles tinham muito problema com ele porque ele era o filho favorito, predileto do pai,
e eles sentiam muito ciúme, eles sentiam ira, eles tinham uma ira que os levou a querer a morte dele, então isso era muito sério,
então como que agora vão todos para o Egito, porque lá tem comida, mas eles têm problemas entre si,
eles têm uma ferida enorme que foi feita, que foi aberta há 22 anos antes desse momento na história, então esse é o objetivo principal, um dos objetivos principais dessa história,
mas tem uma outra linha, tem um outro aspecto que vai ser o nosso foco hoje, nesse estudo que vamos fazer, final de Gênesis 42, início de Gênesis 43,
tem uma linha aqui que vai voltar a focar na vida de Jacó, isso não é apenas um parênteses, isso não é apenas um detalhe secundário, isso faz parte do centro da história,
porque a grande estratégia, o grande objetivo de José, a gente não sabe exatamente o que José pensava, se ele entendia o que ele estava fazendo, com certeza ele queria
realmente ver se os irmãos tinham mudado, se havia uma outra atitude, mas ele queria muito ver Benjamin, o irmão de sangue mesmo, de pai e mãe, a mesma mãe que ele,
ele queria muito ver Benjamin, mas a gente não sabe até que ponto, ele sabia que se ele estava exigindo que eles levassem Benjamin a próxima vez para comprar cereais,
ele sabia com certeza que isso causaria muita dor para o pai dele, a gente não sabe o que José pensava sobre essa dor que ele estaria causando na vida do pai,
mas possivelmente ele também queria saber qual seria a atitude dos seus irmãos em relação ao pai, em relação a Benjamin, em relação ao pai,
mas Deus tinha um objetivo, Deus estava acima de tudo, por trás de tudo, trabalhando no meio de tudo, então nesse momento como também tem um destaque significativo aqui nessa história,
sobre a atitude de Jacó, se Jacó vai permitir, porque José exigiu, não adianta vocês voltarem, vocês não vão conseguir alimentos se vocês não trouxerem o irmão mais novo,
então eles estavam em trave, eles estavam em uma situação muito complicada para Jacó, e essa é uma parte importante da história, então por isso hoje nós vamos focar especialmente na vida de Jacó.
Senhor, pedimos que o senhor revele para nós algo que está aqui nesse registro histórico, o senhor inspirou o relato dessa história e nós podemos ver o drama,
nós podemos ver algo que faz parte de uma sequência, não é uma coisa isolada na vida de Jacó, é algo que faz, tem uma sequência, é algo que faz parte da tua operação na vida de Jacó,
daquilo que o senhor estava desenvolvendo na vida dele, e é isso que nós queremos ver aqui com tua ajuda, com tua revelação, ou com teu toque no nosso coração, pedimos a tua ajuda em nome de Jesus, amém.
Ok, então no final, primeiro eu vou, nós vamos olhar a história, nós vamos ver o que foi colocado aqui, nós vimos na aula passada que José usou várias estratégias, várias estratégias para lidar com os irmãos dele,
ele não agiu de uma forma vingativa, mas ele agiu de uma forma para aprofundar a situação e para trazer a luz, para instigar, para revelar e também para instigar uma mudança de coração deles em relação àquilo que eles fizeram com ele.
Então, quando eles contaram que eles eram... ele ficou apertando, "vocês são espias", não sei o quê, e ficou assim... ele queria informação, mas ele não podia falar que ele era o irmão deles,
então ele foi usando uma estratégia, acusando de ser espiões, e também assim, eles acabaram contando, "não, nós não somos espiões, nós somos dois irmãos, filhos de um pai e tal",
e aí ele conseguiu extrair deles a informação de que eles tinham um irmão mais novo, que tinha um pai vivo, e aí ele exigiu... ele deixou presos por três dias, mas depois falou, "não, vocês podem ir, mas eu vou segurar um de vocês aqui",
ele prendeu simião e aí ele exigiu, "vocês não adiantam vocês voltarem se não trouxerem seu irmão mais novo", e aí ele colocou também o dinheiro de volta que eles tinham pago pelos mantimentos,
era uma maneira talvez de fazer bondade para eles, mas era também uma maneira de ver se eles iam agir com honestidade, se eles iam trazer o dinheiro de volta,
também não dá para saber exatamente o que se passava na cabeça de José, mas fazia parte dessa prova, e tanto é que quando... então vamos ver, em Gênesis 42, vamos ler então como que os irmãos de José contaram para o pai deles,
eles tinham visto que o dinheiro estava no saco, do mantimento, e eles fazem a pergunta "que é isso que Deus nos fez?" porque eles não consideraram como assim, "puxa, o homem devolveu o nosso dinheiro, eles não encararam como um ato de bondade,
eles encararam como uma situação que iria colocá-los em grande suspeita, porque como que eles iam imaginar que o governador que estava acusando de serem espiões, como é que eles iam pensar "nossa, ele gostou da gente, ele foi bondoso com a gente",
a maneira que José tratou, deixou-los presos por três dias, eles nunca iam pensar que esse governador estava tratando com bondade, então eles pensaram "isso aqui é uma armadilha, isso aqui é uma situação que vai nos colocar em maior suspeita ainda",
porque ele acha que nós somos espiões, agora ele vai achar que a gente achou um jeito de pegar o dinheiro de volta, a gente foi desonesto, então eles falaram "que é isso que Deus nos fez?"
E nós vimos que essa pergunta é uma pergunta importante na nossa vida, nem sempre situações de tribulação, situações de angústia, de tribulação, nem sempre são causadas por pecados, por erros, nem sempre.
Deus, a vida de Jó é um grande exemplo, a própria vida de José, eles passaram por tribulações sem que eles tivessem feito algo, plantado aquelas, colhendo algo que eles tinham plantado.
A vida de Jacó é o contrário, Jacó, a vida de Davi depois do pecado dele, são exemplos de pessoas que passaram por tribulações colhendo, não é pagar pelos pecados,
mas eles estavam colhendo fruto das coisas erradas que eles tinham feito, então é um fruto amargo de decisões, de atitudes erradas que Deus usa, mais uma vez, não para pagar o pecado,
não existe a possibilidade de a gente pagar pelos nossos pecados, mas Deus trata conosco porque ele quer mudar, e como nós vimos também na última aula, é necessário você sentir a dor daquilo que você fez de errado.
Nós não temos uma evidência clara, mas pode ter acontecido, mas esse remorso, essa dor, esse arrependimento que envolve você sentir pela dor que você causou,
você pode ter medo da pessoa que vai retribuir, você pode ficar achando que a pessoa vai se vingar, vai querer vingança de você,
mas é diferente, você sentir, você sentir tristeza, eu causei dor, nós não temos isso claramente na vida de Jacó em relação ao irmão dele, Isaú,
será que ele sentiu muito medo, ele não sabia como é que ele ia enfrentar, mas não tem uma coisa clara em que ele disse "Isaú, eu prejudiquei você, eu fiz mal para você",
ou Jacó chegando para o pai dele e falando "Meu pai, eu enganei você, eu menti para você", a gente não tem esses exemplos em alguns casos,
mas aqui com os irmãos de José, nós temos esse exemplo mais claro de como eles sentiram quando eles tinham ficado presos durante três dias,
eles falaram assim "Nós erramos terrivelmente, nós fomos insensíveis aos gritos, às súplicas do nosso irmão",
e aqui eles estão perguntando "Que é isso que Deus nos fez?", eles sentem que Deus está pesando a mão porque eles erraram há 22 anos,
então isso é muito importante, Deus usa situações, circunstâncias, tribulações para mudar o nosso coração e a gente precisa ter essa abertura.
Então, quando eles viram o dinheiro, então foi essa pergunta que eles fizeram, Gênesis 42, versículo 29,
"E vieram para Jacó, seu pai, na terra de Canaã, e contaram-lhe tudo o que eles aconteceram",
então aqui conta com tantos detalhes que o relato já tinha falado tudo o que aconteceu, mas aqui conta como eles relataram isso de novo,
então eles falaram "O homem", versículo 30, "o Senhor da terra falou conosco asperamente, tratou-nos como espias da terra,
mas dissemos-lhes, somos homens de retidão, não somos espias", então eles quiseram falar "Nós somos irmãos de uma mesma família,
nós estamos procurando cuidar da nossa família, nós não estamos aqui para espiar, como inimigos", por isso eles contaram,
e depois, aqui na frente, no outro capítulo, quando Jacó fala assim "O que que vocês fizeram comigo, por que que vocês foram contar,
que tinham mais um irmão, se ele não tivesse contado, ele não ia exigir", mas aí eles contam que nesse momento José fez perguntas,
quando eles começaram a contar "Não, nós não somos espias, nós somos 12 irmãos", aí José, que, claro, queria saber notícias da família,
ele foi fazendo outras perguntas "Nós somos homens de retidão, somos", versículo 32, "Somos 12 irmãos, filhos de o mesmo pai,
um já não existe e o mais novo está hoje com o nosso pai na terra de Canaã, respondeu-nos o homem, o Senhor da terra,
nisto conhecerei que vós sois homens de retidão, deixai comigo um de vossos irmãos, tomai o cereal para fome de vossas casas e parti,
mas trasei-me o vosso irmão mais novo para que eu saiba que não sois espias".
Pelo menos na minha maneira de olhar isso tudo assim é pretexto, porque como que... assim, eles contaram uma história,
nós somos 12 irmãos, tem um que já não existe mais e tem o mais novo, então José estava usando isso como pretexto para dizer assim,
"Eu quero saber se vocês estão contando a verdade, então traga o irmão mais novo para que eu saiba",
mas tudo era porque ele queria ver Benjamin e ele iria... por que que ele só queria ver Benjamin?
Ele podia ter visto o arrependimento nos irmãos que ele viu nesse capítulo, já deu para ver um pouco pelo menos,
e ele poderia ter se revelado, assim, "Eu sou José, eu sou irmão de vocês, traga nosso pai, traga as famílias todas,
venha para cá". Ele podia ter feito isso, mas ele ainda queria ver algo mais profundo,
porque ao trazer a história que a gente já conhece, quando eles depois levaram Benjamin,
ele ia colocar uma prova mais difícil ainda para ver a atitude deles, então essa prova está ainda por vir,
então ele queria que eles levassem Benjamin, então aí ele falou assim, versículo 34,
"Trazê-me o vosso irmão mais novo para que eu saiba que não sois espias, mas homens de retidão,
então vos entregarei o vosso irmão, Simeão, e negociareis na terra".
Depois, no início do capítulo 43, Judá vai falar com o pai dele que, mais forte ainda do que está aqui,
porque aqui ele falou assim, "Vocês têm que trazer o irmão mais novo", mas Judá afirma assim,
"Olha, ele falou que não adianta vir vocês, nem vou receber vocês se não trouxerem seu irmão".
Aí eles despejaram os sacos no versículo 35, descobriu porque eles achavam que só tinha devolvido o dinheiro de um deles,
aí descobriram que o dinheiro de cada um deles foi devolvido no versículo 35,
e aí eles tremeram, final do versículo 35, quando eles e seu pai viram as trouxinhas de dinheiro e temeram,
então eles sentiram assim, "Agora nós vamos ser acusados, vai ser uma calamidade, eles vão...
se eles não tinham feito nada de errado e já foram acusados de ser espiões, já ficou um deles preso lá,
agora sim, se o nosso dinheiro está aqui, eles vão achar que nós roubamos".
Então tudo era realmente para gerar essa situação de muita pressão,
porque se não tivesse essa pressão, Jacó jamais iria consentir em mandar Benjamin.
Então agora nosso foco é ver, nós queremos retomar a história de Jacó,
eu vou até voltar um pouquinho mas agora... mas primeiro vamos ler aqui esse drama,
esse drama na vida de Jacó, então vamos sentir bem forte o drama,
eu estou sugerindo, porque eu não tenho uma confirmação bíblica para dizer isso,
mas eu estou sugerindo que esse momento aqui em que Jacó vai ter que permitir
que seu filho... lembre que... eu vou retomar isso, mas lembre que nós temos toda a história de Jacó,
assim, o favoritismo, que eu sempre tenho falado que é errado um pai ter um filho... um pai ou a mãe,
ter um filho favorito, predileto, tratar diferente, isso é errado,
mas existe uma razão aqui, não justificado, mas existe uma razão,
toda a história de Jacó, como ele amava Raquel, como ele queria casar com Raquel, como ele perdeu Raquel,
e como depois ele perdeu José, que claramente... a Bíblia não fala que ele fez uma roupa diferente para Benjamin,
não fala que ele tratava Benjamin diferente, mas é evidente que para Jacó ele já tinha perdido Raquel,
ele já tinha perdido José, então o filho que sobrou da esposa amada Raquel era Benjamin,
então é evidente que Benjamin era o xodô dele, além de que... assim, um pai que tem cinco, seis, sete filhos,
não precisa ter doze, o mais novo sempre tem, né, o caçula sempre tem um carinho especial até mesmo dos irmãos,
existe algo muito especial no tratamento do caçula, então por todas as razões Benjamin era algo muito forte na vida de Jacó,
então eu estou sugerindo, eu quero... eu quero fazer esse... desenhar esse quadro aqui para nós,
para a gente perceber que isso não é muito enfatizado, eu mesmo sim, eu sempre senti muito pela dor de Jacó,
eu sempre senti muito sim esse momento dramático para ele, que ele não queria que Benjamin fosse,
não queria que nada acontecesse com ele, mas eu comecei a perceber que essa história, embora não seja...
Qual que é a história mais dramática da vida de Jacó? Foi quando ele estava voltando,
depois de sair lá do sogro dele, de Labão, e estava... ia enfrentar Esaú, aquele momento em que ele ficou com medo,
Esaú está vindo com 400 homens e ele tem, Gênesis 32, ele tem aquele encontro com o homem misterioso que era o próprio Jesus,
porque o próprio Jacó falou depois, "Eu vi a face de Deus, eu me encontrei com Deus",
então essa história... Jacó teve várias histórias, ele teve o sonho da escada para o céu,
ele teve vários momentos muito dramáticos na vida dele, mas a história mais dramática de Jacó,
que a gente percebe, não é essa aqui, mas ao mesmo tempo eu quero sugerir que era assim,
é diferente, não teve um encontro tão especial com um homem misterioso que era o próprio Jesus, com um anjo,
ou com o próprio Jesus, mas aqui ele teve... eu considero que esse momento era o momento da maior prova da vida de Jacó,
pense nisso, pense na história de Jacó, pensa nas emoções, pensa em toda essa história que envolve Raquel,
que envolve José, e agora assim, o único que sobrou desse círculo mais próximo, que era a intenção original,
você não pode culpar Jacó, porque inclusive o propósito de Deus é casamento entre um homem e uma mulher,
não um homem e quatro mulheres, ou duas que seja, então a situação que Jacó não escolheu,
não foi uma escolha de Jacó ter duas esposas, não foi uma escolha de Jacó ficar dividido entre duas esposas
e os filhos delas, e é toda aquela rivalidade que teve desde quando, desde o início do casamento,
teve aquela rivalidade, e é justamente por isso que não é plano de Deus, não é o padrão de uma família,
nem com Abraão que pegou, pelo conselho da esposa pegou Agar, então tinha dois filhos e tinha brigas
entre Sarah e Agar, tinha rivalidade entre Ismael e Isaac, isso não é, a gente já tem,
mesmo quando não tem essas situações, nós temos rivalidades, temos brigas na família,
tem situações terríveis dentro das famílias, sem precisar dessas circunstâncias que pioram mais,
então Jacó não é um modelo nesse sentido de ter tido esse favoritismo, mas ele foi também vítima
de uma situação que não era correta, que não era ideal, mas que Deus usou para gerar as 12 tribos de Israel,
Deus tem usado até situações da carnalidade humana, da briga humana, para, no fim, não é que Deus precisava, queria que fosse assim,
mas Deus usa e forma o seu povo, forma seus propósitos mesmo nos nossos erros,
mas Jacó está aqui com o último fio, a última conexão dele, com a paixão,
tem muitas pessoas que pensam assim "Ah, mas, imagina, Jacó nessa história, nesse momento,
ele tem 130 anos de idade, mesmo ele sendo bem mais longevo do que nós hoje, é uma idade avançada,
será que Jacó ainda ficava sofrendo por causa da Raquel, por causa..." É verdade, nós vamos mostrar isso,
e muitas pessoas, isso não é uma novidade, muitas pessoas na idade avançada lembram, sofrem,
por causa de situações que aconteceram muitos anos antes, então, eu quero mostrar,
eu estou querendo não exagerar, não colocar fora de foco, mas eu queria chamar a atenção,
porque Jacó é um dos três patriarcas originais, Abrão, Isaac e Jacó, a história de Jacó não tinha acabado ainda,
o foco, o protagonista da história, a partir de Gênesis 37, era José, José que estava assim,
toda a história gira em torno de José e dos irmãos, aparecem em vários momentos,
mas a história, o protagonista principal já não é mais Jacó, é José, já está na outra geração,
mas Jacó continua, ele é o patriarca, e tem coisas que ainda precisam acontecer,
Jacó não vai fazer uma coisa nova, ele não vai avançar e ser alguém que ouve de Deus e inicia...
Não, o bastão passou, agora é José, Judá e Rubem, a descendência deles, eles que estão agindo,
mas Jacó ainda, escute bem, Jacó ainda está sendo tratado por Deus, Deus não acabou com ele,
Deus não terminou a história de Jacó, Jacó ainda precisa passar por uma prova,
e queremos explorar isso um pouco porque isso é muito profundo, então vamos ler aqui,
os irmãos chegando, contando essa história, lembra que no início de Gênesis 42,
Jacó já tinha falado "vão vocês dez", Benjamin tem mais de 30 anos, ele é um homem feito,
por que que Benjamin não foi junto, onze irmãos, e por que que eles têm que ir tantos,
porque cada um tem que levar jumentas carregadas de grãos, eles têm que ir quanto mais melhor para trazer mais mantimento,
então, por que não mandar Benjamin, por que tratar Benjamin como se ele fosse uma criancinha, coitadinho,
por que tem uma dor no coração de Jacó, tem uma dificuldade de abrir mão,
tem uma dificuldade de entender que Benjamin está nas mãos de Deus, ele não alcançou essa posição,
e Deus quer tratar com Jacó, ainda há tempo, Deus quer tratar com Jacó porque tem algo,
e a gente pode pensar, mas por que Deus, deixa o Jacó está velhinho, deixa ele em paz,
deixa ele segurando a mão do seu filhinho querido, não mexa com Jacó, não, Deus mexe, por que Deus mexe?
Então, veja só, então, quando eles contaram essa história e Simeão está preso, nós fomos em dez e voltamos em nove,
o dinheiro está aqui, o cara lá já nos acusou de sermos espiões,
agora o dinheiro está aqui, está no nosso saco, como se a gente tivesse sido desonesto,
como se a gente tivesse ocultado e pego de volta, sei lá como que poderia acontecer isso,
mas eles vão nos acusar, e só podemos voltar com Benjamin, então Jacó, ele sente medo,
Jacó estremece, um homem de 130 anos, ele tem medo, e ele fala, então, versículo 36,
então Jacó, seu pai, lhes disse, "tente, ele está acusando os filhos",
e a gente não sabe, até o fim da história, nós não sabemos se Jacó ficou sabendo exatamente o que que os irmãos tinham feito com José,
mas ele fala com eles, e não significa necessariamente que ele está culpando diretamente os filhos,
mas nós temos uma tendência de pegar as coisas que Deus permite que aconteça na nossa vida,
e que às vezes são causadas por pessoas, mas como o próprio José vai explicar depois para os irmãos dele,
ele falou assim, "não, vocês queriam fazer o mal, mas Deus estava nesse negócio, Deus tinha um propósito",
então Jacó, ele fala com os filhos, "tendes-me desfilhado, vocês estão me deixando sem filhos",
José já não existe, ele acha que morreu, Simeão não está aqui, eu não sei se eu vou voltar a vê-lo,
e agora a vez de levar Benjamin, todas estas coisas vieram sobre mim,
gente, isso a gente pode falar assim, "ele está com complexo de vítima, tudo isso aconteceu comigo, olha quanta coisa ruim aconteceu comigo",
mas, gente, é verdade, muita coisa dura aconteceu com Jacó, mas nós precisamos entender do ponto de vista de Deus,
nós precisamos entender o que é que Deus quer fazer com Jacó por meio disso,
e aí Ruben fala um negócio meio assim, lógica, mas Ruben, ele quer... Ruben não tem uma ficha muito boa na Bíblia,
porque ele deitou com a madrasta, com uma das duas concubinas do pai, então isso manchou, isso foi... isso manchou a relação de Jacó com ele,
ele perdeu, até está na Bíblia, que ele perdeu o direito de primogenitura por causa disso, Ruben ele não tem uma ficha boa,
mas isso a gente precisa aprender a olhar com o olhar de Deus, porque Ruben, ele cometeu um erro grave e ele sofreu a consequência disso,
ele perdeu a primogenitura, não foi restaurado para ele, também não sabemos, é outro exemplo que nós não sabemos se ele caiu em si,
se ele sentiu que ele desonrou o pai dele, assim, foi, além de ser um ato de imoralidade, foi uma desonra para o pai,
foi uma coisa assim, foi um pecado muito mais grave do que só o ato imoral em si, mas Ruben foi o único que quis realmente devolver José
para o pai dele lá no início, quando eles depois venderam para o Egito, então Ruben ele tinha, ele tinha um senso de responsabilidade,
ele queria, talvez por se sentir responsável como o mais velho, mas ele quis, ele quis ser, ele foi o único, mesmo Judá que falou assim,
não mate, mas venda, Judá não foi legal, mas Ruben foi, e aqui também ele faz uma proposta absurda, isso aqui não resolve nada,
ele fala, mata os meus dois filhos se eu não tornar a trazê-lo para ti, vamos supor que Benjamin não volta mais,
aí Ruben fala assim, então pai, você pode matar meus dois filhos, aí ele vai perder dois netos, claro que era uma proposta absurda,
mas o coração de Ruben era, eu dou meus dois filhos no lugar de Benjamin, eu não vou deixar isso acontecer, no fim não foi
a pessoa que convenceu o pai, foi Judá, mas isso é importante entender que Ruben realmente tinha um coração
de compaixão pelo pai e de responsabilidade, mesmo naquela ocasião, 22 anos antes.
Versículo 38, Jacó, porém, disse, não descerá meu filho convosco, o seu irmão é morto, José, e só ele ficou, olha, pensa nos dez irmãos
escutando Jacó falar isso, José já foi embora, é como se eu só tenho mais um filho que realmente está no meu coração,
isso seria muito duro eles ouvirem isso, e com certeza ele não estava dizendo que ele não amava os outros filhos,
mas imagina qualquer pessoa ouvindo isso, foi assim, então eu não tenho importância, o único que realmente vai afetar o coração do meu pai é esse outro irmão,
mas ele falou assim, o seu irmão é morto, só ele ficou, se lhe suceder algum desastre na viagem, que irei fazer, farei descer as minhas cães com tristeza,
a sepultura, e foi exatamente isso, eu vou parar aqui, assim, nós vamos voltar ao capítulo 43, mas vamos só retroceder,
eu coloquei aqui nessa folha, para a gente entender esse momento na vida de Jacó, então nós reconhecemos que houve atitudes erradas,
sentimentos muito humanas, muito parciais, então tem várias coisas que não servem de exemplo, de modelo para nós,
mas ao mesmo tempo qualquer pessoa, isso dentro da circunstância de Jacó, é compreensível que uma pessoa que ele se sentisse assim,
Jacó passou por outras lutas, outras dificuldades, com Labão, com Isaú e tal, mas eu coloquei aqui o caminho de dor na vida de Jacó,
para a gente chegar a esse ponto aqui, quando nós chegamos nesse momento na vida de Jacó, eu quero mostrar que isso era o último estágio,
era o último estágio dessa prova na vida de Jacó, e lembra que uma grande parte, a gente não entende exatamente qual era a intenção de Deus desde o início,
como é que Deus ia gerar, como é que teria 12 filhos formando a nação de Israel, assim, são coisas que a gente não entende,
exatamente como Deus olha para os erros humanos, mas vamos lembrar que uma parte pelo menos dessa dor foi causada por causa do grande erro,
por causa da grande falha de caráter na vida de Jacó, dele ter enganado o pai, enganado o irmão e ter tentado pegar a bênção,
isso induzido pela própria mãe, Rebecca, mas como ele plantou algo que gerou frutos amargos na vida dele, então ele enganou o pai dele,
ele enganou o Isaú, mas depois ele foi trabalhar para o Labão, Labão o enganou, e então a primeira coisa que Jacó colheu,
depois de sete anos trabalhando para o Labão, ele foi enganado no casamento e recebeu uma noiva trocada,
não a pessoa que ele tinha... porque o engano é terrível, porque depois Labão falou com ele "ah, mas nós não poderíamos dar a irmã mais nova antes da irmã mais velha",
mas que falasse isso antes, né, o grande problema de Labão, o grande problema de Jacó é que eles ficavam tramando,
eles ficavam sempre formando estratégias, enganando e procurando jeitos de sair por cima, não com transparência, não com princípios abertos,
então Jacó ele estava na verdade tomando aquilo que ele mesmo tinha causado para o irmão dele.
Então ele foi enganado no casamento, mas isso foi uma grande dor.
Você imagina assim, sete anos e apaixonado por Raquel, e aí ele recebe uma esposa que não é a pessoa que ele tinha escolhido, que ele amava,
e aí ficou com as duas, mas aí gerou toda aquela rivalidade, então isso já é o começo da dor, e aí Lia tem filhos, Raquel não tem, tem toda aquela história lá.
Bom, depois então nós temos a morte de Raquel, já no nascimento do segundo filho, no nascimento de Benjamim.
Em Gênesis 35 não elabora muito, eles já estavam perto de Betel, eles estavam na terra de Canaã,
e ela entrou em parto, teve um parto, a Bíblia fala que ela teve um parto muito severo, dores muito fortes,
Raquel sofreu tanto que ela chamou o filho, que a parteira falou assim, "Não se preocupe, seu filho vai nascer, seu filho está bem",
e ela percebia que ela estava morrendo e ela colocou o nome de Benjamim, de Benoni, que é o filho da minha dor, do meu sofrimento,
ela sofreu muito, Jacob viu o sofrimento da esposa amada, e só vou chamar a atenção para lá na frente ainda, perto da morte dele,
Jacob vai falar em Gênesis 48, versículo 7, ele está falando com José, o filho amado, depois do reencontro,
depois de 17 anos, ele pode viver 17 anos junto com o filho no Egito, com todos os filhos, mas perto da morte dele ele conta,
ele abre o coração, e eu só vou pegar essa parte aqui, Gênesis 48, versículo 7, ele fala, "Vindo eu de Padã",
lá na terra de Labão, "vindo eu de Padã, morreu para minha grande tristeza, Raquel, no caminho, na terra de Canaã,
quando ainda faltava alguma distância para chegar à Efrata, sepultei ali, no caminho de Efrata, que é Belém".
Então eu só estou chamando a atenção para isso porque não podemos diminuir a sensação de dor,
então aqui já começou, sim, começou com uma troca no casamento, mas agora tem esse caminho de dor justamente com essas pessoas que ele mais amava,
então, primeiro Raquel, que morre, depois eu quero ler em Gênesis 37, quando ele recebe a notícia,
quando ele recebe a roupa toda ensanguentada, enrasgada de José, Gênesis 37,
eles mostram para a túnica, para o pai, achamos essa túnica, versículo 32, Gênesis 37, 33,
"Ele a reconheceu e disse, 'É a túnica de meu filho, um animal selvagem o devorou', então eles queriam que ele acreditasse nisso".
Eles... assim, gente, é quase impossível imaginar, mesmo Ruben, que não quis que isso acontecesse, ele tentou salvar a vida de José,
ele não estava perto quando eles venderam para o Egito, ele descobriu depois,
mas mesmo ele não contou a verdade porque se ele foi vendido como escravo, tinha uma esperança,
talvez essa esperança causasse ainda mais sofrimento para o pai, não sei, mas eles sabendo o que eles fizeram e vendo,
olha só o quadro de Jacó aqui, versículo 34, "Então Jacó rasgou as suas vestes, pôs saco sobre os seus lombos e lamentou seu filho por muitos dias".
Versículo 35, "Levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas", talvez incluindo netos, na nossa... nosso registro aqui só tinha uma filha,
mas fala assim, "Todos os seus filhos e todas as suas filhas para o consolarem", mas ele recusou ser consolado e disse,
"Na verdade, conchoro em de descer a meu filho até a sepultura, assim o chorou o seu pai". A Bíblia registra esses momentos, tem vários momentos,
eu me lembro agora sim de Davi mesmo com o filho Absalom que tinha se levantado contra ele,
quando Davi ficou sabendo da morte de Absalom, ele sai gritando, "Oh, meu filho, Absalom, Absalom, quem dera que eu tivesse morrido no seu lugar".
Então essa dor do pai por um filho, essa dor que ele já tinha passado com a morte da esposa amada,
agora ele sente essa dor e ele passou, gente, eu não consigo conceber a dor que a gente sente por alguém,
ele ficou durante 22 anos, a gente não sabe até que ponto que ele ainda chorava por José,
mas eu quero dizer que quando chega esse momento que ele tem que mandar Benjamin,
e pela história que eles contam, o cara lá no Egito é um cara duro, que vai tratar duramente, prender um simião, ele vai mandar Benjamin para lá,
ele vai soltar Benjamin, então essa dor de Jacó, e aí vem a nossa pergunta que eu não sei responder,
mas vem a nossa pergunta, o que é que Deus quer fazer na vida de Jacó? Por que Jacó precisa passar por mais essa luta?
Então, ele tem a morte de Raquel, ele tem a morte, ele acha que José morreu, não tinha morrido, mas assim, para ele, o luto dele foi por uma morte,
ele perdeu o filho amado, com 17 anos de idade, você consegue qualquer filho, seria assim, mas era um filho que tinha esse significado especial para Jacó.
Depois esse simião preso no Egito e agora ele precisa fazer a entrega, então vamos voltar para Gênesis 43 para a gente ver assim agora o desfecho,
então é quando os irmãos voltaram e contaram tudo isso e até Rubem falou assim "não, pode até matar meus dois filhos",
assim, ele quis dizer assim "jamais vou deixar alguma coisa acontecer com Benjamin, mas Jacó não está pronto", vamos ler de novo,
Gênesis 42,38 "ele, porém, disse 'não descerá, meu filho, convosco, o seu irmão é morto e só ele ficou, se lhe suceder algum desastre na viagem que ireis fazer, fareis descer as minhas cães com tristeza e sepultura",
que é a mesma coisa que ele disse sobre José, a tristeza, a tristeza, meu netinho esses dias que meu irmão faleceu, meu netinho falou assim com a mãe dele "será que é possível morrer por tristeza?"
eu achei assim com 11 anos de idade ele fez essa pergunta "será que a tristeza mata?" bom, acho que não mata porque Jacó tinha passado 22 anos com a tristeza da perda de José,
mas Jacó está dizendo "eu não vou aguentar, eu já estou com 130 anos, eu não vou aguentar mais uma perda, não vou deixar, eu me agarro, eu não vou soltar",
então nós temos uma situação, uma entrave porque José, como eu disse, não sei se intencionalmente em relação ao pai dele ou não,
mas Deus está tratando com Jacó e Jacó precisa ceder nesse ponto tão difícil para ele, ele precisa ceder, ele precisa, e a gente fala assim "mas Deus, o senhor vai fazer esse sofrimento, por que sofrer assim?"
então, capítulo 43, versículo 1, a fome era gravíssima, Deus estava armando as coisas, se não fosse uma situação de vida ou morte, Jacó não deixaria Benjamin ir,
mas a fome era gravíssima, eles iriam todos morrer, não tinha como se alimentarem,
versículo 2, tendo eles acabado de comer o cereal que trouxeram do Egito, disse-lhes "seu pai, voltei", está o Jacó, ele ainda é o patriarca, ele que manda, ele que dá jogadas assim,
os filhos não sabem o que fazer, talvez os filhos teriam tomado alguma iniciativa, mas está uma situação que não dá, eles não podem ir sem Benjamin,
e o pai não vai soltar Benjamin, então Jacó, se fazendo de ignorante aqui, "não, não, não, vai comprar um pouco mais de alimento",
aí Judá, Judá agora, ele até aqui, Judá também tem uma ficha bem suja, a história que nós temos de Judá não é boa até aqui,
mas a partir desse momento, porque esse é o momento em que Deus está restaurando, reconciliando,
Deus está levando os irmãos a sumir posições que eles não tinham antes, Deus está trabalhando na vida desses filhos de Jacó,
então Judá, que não foi legal na primeira vez, ele que falou assim "venda, não mate, mas venda", mas agora Judá vai despontar como alguém que realmente vai ter um papel importante nesse processo.
Judá lhe respondeu "fortemente nos protestou o homem, dizendo 'não veréis a minha face, se o vosso irmão não vier convosco, se enviares conosco o nosso irmão, desceremos, te compraremos alimento",
aí ele fala duas vezes, no versículo 3, no versículo 5, "mas se não enviares, não desceremos", nós vamos todos morrer,
porque o homem nos disse "não veréis a minha face, se o vosso irmão não vier convosco".
Agora, uma coisa muito significativa, às vezes a gente não consegue entender a razão por trás de algumas coisas,
mas lembra que Jacó teve aquele encontro com o homem misterioso e ele teve o nome alterado para Israel,
que era um símbolo, era um sinal da mudança de vida de Jacó, porque Jacó significa suplantador,
é esse homem que trama, é esse homem que está sempre tramando alguma coisa, que não é transparente, não é íntegro, não é correto,
e o homem misterioso deu a Jacó um novo nome, o nome daquele que prevalece com Deus, Israel, o príncipe,
aquele que tem a vida transformada, aquele que vai dar o nome para o povo de Deus, para o resto da história,
mas Jacó teve o nome mudado, por exemplo, quando Abrão tem o nome alterado para Abraão,
quando Sarah tem o nome mudado para Sarai, tem o nome mudado para Sarah, eles nunca mais usam o nome antigo, Jacó não,
uma hora chama de Jacó, outra hora chama de Israel, eles vão mudando, até nas profecias depois,
às vezes chamam de Jacó, às vezes de Israel, porque nossa natureza é mudada na nova criação,
mas nós ainda lutamos com a natureza antiga, mas aqui então, no capítulo 42, é Jacó, Jacó, Jacó,
mas agora que Jacó vai enfrentar esse momento dramático, esse momento que eu considero como semelhante
a Abrão oferecendo Isaac, que foi o ápice, foi o auge da história de Abrão,
Abrão fez muitas coisas boas, obedeceu a Deus, saiu da sua terra, enfrentou, teve erros,
mas creu, continuou, perseverou, mas um dia, depois de tanta coisa que aconteceu com Isaac,
o filho da promessa que nasceu quando ele tinha 100 anos de idade, o filho sobrenatural,
Deus fala, vai para tal lugar e ofereça Isaac, porque Deus faria isso com Abrão?
Nós não sabemos a idade exata de Isaac nesse momento, mas a gente supõe que ele tivesse 14, 13, 14, 15 anos,
alguma coisa assim, então, Abrão com 114, 115 anos, por que Deus submete Abrão a esse momento de angústia
durante três anos, caminhando e pensando, esse meu filho está junto com o filho, o filho pergunta,
"Pai, nós estamos levando madeira, nós estamos levando, nós estamos com tudo aqui pronto para fazer o sacrifício,
mas nós não temos o animalzinho." Isaac pergunta isso para o pai, como que o pai responde isso?
E é o momento mais glorioso, o momento mais tremendo da vida de Abrão, em que ele confia em Deus,
a ponto de devolver a Deus, ao ponto de dizer, "Deus, se o senhor está pedindo, eu ofereço a ti."
Então, esse momento, eu penso, não tem esse destaque aqui, não é nem na narrativa, não chama tanta atenção,
mas eu penso que Jacob está aqui num momento semelhante, porque ele perdeu Raquel, ele perdeu José,
e agora eles estão falando, "Nós vamos morrer de fome se não mandar Benjamin."
Então, versículo 6, Gênesis 43, 6, fala assim, "Perguntou Israel, chama Jacob de Israel,
porque agora Jacob vai alcançar uma posição que ele não teria condições de alcançar,
como Abrão não teria condições de fazer isso, mas Jacob, ele, como Israel, ele ainda reclama."
Ele falou assim, "Mas por que me causaste esse mal, fazendo saber o homem que tinhas ainda, o outro irmão?"
Aí eles respondem, "Mas o homem perguntou." Você percebe aqui essa parte humana de José, ele fazendo esse papel de duro,
mas ele perguntando, ele perguntou particularmente por nós, pela nossa parentela, dizendo, "Vive ainda, vosso pai?"
José está fazendo um papel, ele não quer se revelar, mas ele quase que se traiu ali, ele quase se revelou,
porque ele falou assim, "Mas esse pai que vocês falaram, ele vive ainda?
Por que que um homem tratando tão asperamente vai perguntar com tanto interesse pelo pai deles?
Vive ainda, vosso pai? Tendes mais um irmão?"
Simplesmente respondemos as suas perguntas, podíamos acaso saber que ele diria, "Trazei vosso irmão?" Então eles fazem a resposta, então,
então, primeiro, Jacob, chamado aqui de Israel, ele não tem mais por onde sair.
Ele faz essa reclamação, mas os irmãos não eram culpados, eles não, não foi por mal que eles revelaram.
Agora vai brilhar Judá, e eu vou falar mais sobre Judá em outra aula, então eu vou passar meio rápido aqui por cima,
mas esse papel de Judá é um papel também que representa Jesus, que Judá é o progenitor de Davi, é o progenitor de Jesus,
da tribo de Judá, que Jesus nasceu. Então, Judá, apesar de toda a história anterior, de toda a sujeira, de todas as falhas de carata,
de tudo que ele falhou até então, mas Judá agora, ele entra, ele assume o lugar, e ele fala, "Diz-se Judá a Israel",
estou aqui na sequência, sempre em Israel agora, "Diz-se Judá a Israel, seu pai, envia o jovem comigo, levantar-nos-emos, iremos,
para que vivamos e não morramos, nem nós, nem tu, nem nossos irmãos."
"Pai, manda... mande o Benjamin comigo, e eu vou ser fiador, eu vou ser... eu vou garantir, por minha vida,
envia... eu serei..." Versículo 9... "eu serei fiador por ele, das minhas mãos."
É... também... não é... não é uma certeza, mas Judá está dizendo... e a gente... a gente que conhece a história de como ele não foi fiador de José,
nenhum deles foi, Judá está dizendo, "Eu vou ser fiador por meu irmão Benjamin, ele pode ser o filho predileto, mas eu não tenho mais ciúmes, eu não tenho mais raiva..."
Gente, essa história da família de Jacó, é a história da igreja, não somos todos irmãos, a gente trai, a gente rejeita, a gente não é fiador.
Aqui, Judá está dizendo o que Caim não quis ser, quando Deus perguntou por Abel, e Caim disse, "Sou, por acaso, guardador, fiador do meu irmão?"
E Judá está dizendo, "Eu serei guardador do meu irmão."
O quanto que Jacó sabia que os filhos dele eram culpados do que tinha acontecido com José, a gente não sabe,
mas agora Judá está dizendo, "Você pode confiar, porque eu vou ser fiador."
Mas, no final das contas, Jacó... ele não pode confiar, nem judar, isso mudou o quadro,
Jacó vai aceitar, mas, no fim das contas, ninguém... nós devemos ser guardadores dos nossos irmãos,
mas ninguém pode realmente garantir nada, só Deus pode realmente guardar e ficar as mesmas, mas ele diz,
"Se eu não trouxer e se não puser perante a tua face, serei réu de crime para contigo, para sempre,
e se não nos tivesse..." Olha isso aqui, versículo 10, dá a entender que eles estavam discutindo disso há dias,
não fica muito claro, mas aqui diz, "Se não nos tivéssemos demorado, certamente já a segunda vez estaríamos de volta."
A gente poderia ter ido e voltado já, porque eles estavam procrastinando por causa dessa decisão que Jacó não queria tomar.
Então, versículo 11, então aqui ele precisava, com certeza, desse apoio dos filhos,
agora, diferentemente do tempo de José, agora ele conta com o apoio dos filhos,
os filhos agora vão cercar as fileiras, vão fechar as brechas, vão realmente guardar o irmão,
mas, em último caso, no final das contas, Jacó precisa confiar em Deus.
E Jacó, que é Jacó, aqui chama Israel, mas ele ainda tem coisa de Jacó aqui, olha só como ele segue o mesmo padrão dele.
Então, lhes disse, versículo 11, então lhes disse Israel, seu pai, "Se é assim, bom, então vamos fazer,
mas agora vamos... vamos dar uma ajuda para Deus."
Vamos, né, como ele fez com Isaú, quando ele foi encontrar com Isaú, ele fez um monte de estratégias, mandou presentes,
colocou os mais... os que ele amava mais, mais atrás, mais protegidos, Jacó, ele sempre está tramando,
sempre está vendo maneiras em que ele pode garantir, em que ele pode controlar a situação.
Esse é o nosso grande problema, nós queremos controlar, nós queremos ter segurança, nós queremos ter certeza,
nós queremos nós temos controle da situação, não tem controle, ele tem que dar um pulo no escuro,
ele tem que soltar, Benjamim, o último elo dele com Raquel, o último elo dele com essa ligação emocional, sentimental que ele tem,
ele tem que soltar. Como isso é difícil.
Abraão só tinha um filho, ele ofereceu o único filho que ele tinha, ele tinha que abrir mão.
Então ele fala, versículo 11, se é assim, "fazer isto, tomai dos melhores produtos da terra em vossos sacos,
levai ao homem um presente, um pouco de bálsamo, um pouco de mel", estava com muita fome, não tinha chuva, mas ainda tinha algumas coisas,
bálsamo, mel, especiarias, mija, nozes de pistácia, amêndoas, olha que raridades, que coisas nessa época deveriam ser mais difíceis ainda,
leva um presente, amoleça o coração desse governador.
"Levai", versículo 12, a segunda estratégia, "levai também dinheiro em dobro e o dinheiro que foi devolvido na boca dos vossos sacos,
tornai a levá-lo nas vossas mãos". Claro que isso era uma coisa que tinha que fazer mesmo, eles não sabiam que tinha sido por... conscientemente,
mas eles tinham que levar porque quem sabe, pode ser que fosse erro.
Versículo 13, "Levai também a vosso irmão, levantai-vos e voltai ao homem e agora sim, no final das contas, em quem eu posso confiar?"
E a gente sempre fala, Deus é a nossa rocha, nosso refúgio, eu confio em Deus, eu sei que os homens não podem, mas a gente tem tanta confiança ainda,
Jacó ainda está tramando, ainda está pensando em estratégias, ainda está pensando em como que ele pode fazer para facilitar, para garantir que não vai ter problema,
mas no final das contas ele fala, versículo 14, "e o Deus Todo-Poderoso que é o Shaddai, que é aquele que supre, que é aquele que providencia,
é aquele que realmente é a fonte de todo o bem, de toda a vida, nós dependemos dele, o El Shaddai,
os de misericórdia, diante do homem, para que deixe vir convosco vosso outro irmão e Benjamin".
E a última frase, meus queridos irmãos, é a frase que representa o último estágio de Jacó chegar, de Israel ser realmente um príncipe com Deus.
Lá em Gênesis 32 ele lutou com o homem misterioso, mas aqui ele não tem mais força para lutar, é uma outra situação,
ele não está vendo alguém, mas ele está se sentindo vulnerável, ele está se sentindo totalmente impotente,
e ele faz uma frase que significa, "eu aceito, eu aceito, é muito difícil para mim, mas eu aceito".
Ele diz, "e eu, se for desfilhado, se eu ficar sem os filhos, sem os filhos, ficarei".
Se você se lembra, foi mais ou menos essa mesma estrutura de frase que Esther falou, lembra Esther, rainha Esther,
ela tinha medo de falar com o rei porque ela podia morrer,
e o primo dela, Mordecai, mandou falar com ela, assim,
"primeiro você acha que todos os judeus no reino vão morrer e você vai ficar, se eles descobrirem que você é judia, você vai morrer também".
Mas aí ele fala essa frase, que é a frase mais famosa do livro de Esther,
ele fala assim, "e como que você pensa? Deus não colocou você como rainha para você desfrutar de luxo, de prazer, de exaltação, de beleza, de ser admirada,
Deus não colocou você para isso, foi para essa hora que você veio e Jesus disse essa mesma frase".
Ele falou assim, "eu vou rejeitar a cruz, eu vim por causa da cruz, eu vim por causa da cruz".
E aí Esther fala essa frase, ela fala assim, "tá bom, então eu vou".
E ela fala essa frase mais ou menos assim, que Jacó está dizendo, "se eu ficar sem filhos, eu vou ficar sem filhos".
Porque confiar em Deus não é dizer "eu sei qual vai ser o resultado",
não é dizer "eu sei que Deus vai me proteger e eu não vou ter dor, eu não vou ter perda, eu não vou passar por nada".
Esther estava dizendo, "se Deus me escolheu para esse momento, para eu falar com o rei em favor do povo, em favor do plano de Deus, eu vou,
nós vamos orar, nós vamos rejuar, se eu morrer, eu morrerei".
Então ela estava dizendo isso, se vai acontecer isso... e era a atitude de Abraão.
O livro de Hebreus fala que Abraão acreditava que se Deus tinha prometido um filho, e não só prometido um filho para ele ter um filho,
mas Deus prometeu a Abraão um filho para que ele pudesse ter uma descendência, para que ele pudesse herdar a terra,
para que ele pudesse ser uma bênção para todas as famílias da terra, ou seja, que o plano de redenção para toda a humanidade viria por meio desse filho,
então Deus estava mandando ele entregar o filho, Hebreus disse que Abraão acreditava que Deus poderia ressuscitar até dos mortos,
mas ele estava pronto para enfrentar a morte do seu próprio filho, então quando você entrega para Deus, você tem que entregar com essa atitude.
Bom... vamos fazer o que for possível, vamos mandar o presente, nós vamos confiar em Deus, e se mesmo confiando em Deus, se eu ficar sem os filhos, sem os filhos, ficarei.
Eu quero só colocar aqui algumas considerações rápidas.
Uma seria... eu já falei que essa ocasião faz um paralelo, não tem a mesma dramaticidade, não é uma coisa assim descrita na Bíblia como aconteceu com Abraão oferecendo Isaac,
mas eu coloco no mesmo como uma situação paralela, porque Jacob está nesse ponto de perder o último filho de Raquel, então ele tinha essa ligação sentimental, essa coisa tão forte,
e ele sentia assim... "não posso perder esse meu último filho dela, eu não posso perder, eu tenho que agarrar, eu não vou soltar", e chegou o ponto que ele falou assim... "não, tá bom, eu vou soltar, e eu vou confiar em Deus, e se Deus permitir que ele não volte mais, eu ficarei sem os filhos".
Então é uma posição de entrega, e claro, guardadas as diferenças, as devidas proporções, Jesus como homem, ele enfrentou essa situação, Jesus tinha mais clareza da sua missão,
ele sabia que ele tinha vindo para morrer, ele não achava que ele ia reinar, que ele ia desfrutar de uma vida longa, de prazer, de uma agenda... Jesus sabia.
Mas quando chegou a hora, eu gosto muito de pensar sobre esse aspecto humano de Jesus, porque a Bíblia diz que Jesus sofreu, ele foi tentado em todas as situações como nós, ele experimentou,
ele era perfeito, ele tinha confiança no Pai, mas ele era homem, e você se lembra que nos Evangelhos, especialmente no Evangelho de Lucas, mas os três Evangelhos enfatizam muito que Jesus,
já algum tempo antes da sua morte, ele começou a falar com os discípulos... "ó, filho do homem vai ser traído, vai ser morto, né, Pedro, não queria aceitar",
mas além de que Jesus sabia da missão, sabia que fazia parte, sabia que ele tinha vindo para isso, Jesus sentia falta desse apoio,
porque é muito difícil você enfrentar essa situação de entrega, de abertura, de desprendimento total, é muito difícil fazer isso sozinho,
mas, em certo sentido, tem que ser sozinho, não tem ninguém que vai sentir aquele drama igual você está sentindo.
Quem que ia sentir junto com Jacó esse momento? Os filhos estavam aprendendo a sentir junto com o Pai, eles estavam chegando a ter mais maturidade, a ter mais clareza junto, sim, com o Pai,
mas foi bom, foi bom ajudar a falar, foi bom Rubem falar, mas era uma decisão, era uma entrega que Jacó tinha que fazer,
e Jesus, lembra, quando ele foi no jardim do Gethsemane, ele queria que os discípulos estivessem perto, ele queria que eles segurassem na mão dele,
ele sentia necessidade e eles estavam dormindo, mas essa humanidade, Jesus, em que ele já falou em João 12, "angustiados na minha alma",
que direi eu, mas no jardim do Gethsemane, ele chegou a dizer "Pai, passa de mim esse cálice, eu não suporto, eu não vou suportar",
então quando você vê Jacó com esse sentimento, com essa dificuldade, Jesus passou por isso também.
Então esse é um dos aspectos de entender que esse momento representa o maior momento da nossa trajetória com Deus,
agora quero abordar só rapidamente, é algo que eu não tenho capacidade nenhuma de saber o que Deus pensa, porque que Deus faz certas coisas,
mas eu gostaria de abordar um pouquinho essa questão, porque, no caso de Jesus, Jesus ia sofrer por toda a humanidade, fica muito claro e tal,
mas por que Abrão tinha que passar por isso, por que Jacó, por que Ester tinha que se dispor até a morte,
para se tinha que abrir mão da sua própria vida, e assim tantas outras pessoas, pessoas no nossos dias,
missionários ou pessoas mesmo da própria nação, no Nigeria, em tantos lugares, pessoas sendo mortas por causa da fé,
pessoas perdendo, pessoas queridas por causa da fé, então a gente fica pensando, isso é uma das coisas que o inimigo tenta usar,
não entregue sua vida para Deus, não, porque Deus vai te pedir uma coisa impossível,
se você se entregar para Deus, Ele vai pedir aquela última coisa que você mais ama, isso nos amedronta, isso nos faz pensar Deus,
por que que você quer tirar Benjamin de mim? Eu já perdi muito na minha vida, por que que eu tenho que entregar Benjamin?
E lembra que como o Abrão, na verdade, ele recebeu Isaac de volta, então Deus não estava querendo tirar Isaac de Abrão,
e Jacó nem tinha perdido, ele achou que tinha perdido, e passar 22 anos achando que seu filho está morto foi uma situação muito lamentável, muito duro para Jacó,
mas Jacó não ia ficar sem Benjamin e Jacó recebeu até José de volta, só não recebeu Raquel de volta,
mas ele recebeu os filhos de volta, mas tem perdas, como ele perdeu a esposa, então...
mas o que que Deus quer de nós? Eu não tenho tempo para explorar isso com mais profundidade, mas eu gostaria de dizer,
eu quero fazer um outro paralelo entre Jacó aqui e Abrão.
Depois que Abrão entregou Isaac, não aconteceu mais nada assim de... Abrão viveu muitos anos,
ele tinha... vamos dizer que ele tinha 115 anos quando ele ofereceu Isaac,
ele viveu até... ele alcançou a idade de 175 anos, ou seja, ele viveu mais 60 anos depois daquele momento,
mas não houve nada assim... a história de Abrão, só que ele mandou o serva para buscar uma esposa para Isaac,
mas Abrão não fez nada de especial depois disso, e Jacó também não, depois dessa história aqui,
Jacó não vai fazer... ele vai ter momentos significativos, ele profetiza sobre os doze filhos, profetiza sobre os dois filhos de José,
mas assim, Jacó não vai fazer nada assim muito novo, mas o que que Deus queria?
O que que Deus queria com Abrão? O que que Deus queria com Jacó? O que que Deus quer conosco?
Por que que nós precisamos chegar a esse ponto? Deus quer fazer a gente sofrer? Não, isso é claramente não.
O que Deus anseia, o que Deus encontrou em Jesus, que ele já tinha em Jesus, como filho eterno,
o filho sempre fez a vontade do pai, mas quando Jesus aceitou o cálice que ele queria que passasse dele,
Jesus se tornou o filho humano e divino ao mesmo tempo, num nível que não tinha antes.
Abrão alcançou essa posição com Deus que ele não reteve nada, Deus bradou do céu e falou porque você entregou seu filho, seu único filho,
ficou garantida nossa aliança para sempre, então há algo profundo no relacionamento entre nós e Deus que dura para a eternidade,
porque o que Deus quer não é... Deus não está querendo obediência num sentido servil, num sentido assim,
tem que obedecer a Deus, se Deus mandar entregar seu filho, tem que entregar... não é essa questão de obediência,
não é essa questão de fazer sofrer, é questão de unidade, Deus quer fusão, Deus quer se unir conosco,
Ele quer filhos maduros, Ele quer filhos que confiem, gente, é a coisa mais difícil no mundo,
por mais que Abrão tivesse tido encontros com Deus, que Jacoba tivesse encontros com Deus, confiar nesse momento é quase impossível humanamente falando,
mas quando, de alguma maneira, esses amigos de Deus entraram nessa maturidade, é o que Deus mais procura, é o que Deus mais está querendo,
isso não é uma coisa, você não provoca isso, eu não vou produzir isso, eu não posso garantir isso,
mas Deus está trabalhando em nossas vidas, nos guiando passo por passo, mesmo que seja no caminho da dor,
em Pedro escreve assim, por meio das aflições, Deus está apurando o ouro na sua vida, então não é sofrimento por sofrimento,
Deus não vai pesar quanto sofrimento você já teve na sua vida, mas é quando, no meio disso, nós aprendemos apesar das nossas fraquezas,
apesar da nossa dificuldade de confiar, apesar de Jacoba fazer assim, então faz isso, manda um presente, Jacoba está tentando achar algum jeito,
mas no fim ele fala assim, mas, no fim das contas, é o Shaddai, se ele tiver misericórdia, se ele tratar vocês com misericórdia,
ele vai trazer de volta, e se eu ficar sem, eu vou ficar sem, mas eu estarei junto com Deus em qualquer situação,
então eu não tenho como descrever isso, cada um... eu já tive algumas experiências, mas muito longe disso,
mas Deus está buscando essa... essa intimidade, essa fusão, tem alguma coisa que acontece quando a gente abre mão,
quando a gente fala assim... "Bom, mesmo não confiando, eu confio, mesmo com temor no meu coração, eu aceito,
mesmo eu não entendendo o que isso significa, mesmo eu não entendendo por que que eu tenho que ficar sem Benjamin,
eu aceito, porque eu pertenço a Deus, é ele que está desenvolvendo uma amizade."
Deus não anseia por um reino onde ele governa porque ele é poderoso, ele manda e todo mundo tem que abaixar a cabeça,
isso não é o anseio do coração de Deus, Deus deseja filhos, não filhos, é maravilhoso você ver um bebezinho nascer,
é maravilhoso você ver a criança em cada etapa da vida, mas o coração do pai que se alegra em todas as etapas,
se alegra quando nasce alguém no reino de Deus, quando nós nascemos como filhinhos,
como o apóstolo João escreveu, "Meus filhinhos, nós somos filhos, criancinhas de Deus, mas ainda não se revelou o que nós avemos de ser,
porque o filho maduro é amigo."
Uma das analogias é filho, filho maduro, mas a outra é noiva,
e não é uma noiva que é inferior, que simplesmente serve, não é aquele modelo de homem que manda e que a mulher só existe para servir,
ele quer uma noiva que senta com ele no trono, ele quer uma noiva que compartilha,
ele quer uma noiva que tem o mesmo coração, ele quer a dança da trindade em que cada um se doa para o outro,
é quando nós nos doamos para Deus achando "Vamos, eu vou doar perdendo", você nunca doa nada para Deus perdendo,
quando você doa para Deus, o próprio Jesus que foi para a cruz e realmente morreu, ele ressuscitou,
e a vida da ressurreição é muito melhor do que a vida antes da ressurreição,
então a gente nunca perde quando a gente doa para Deus, e quando Deus nos conduz a esse caminho,
eu queria, eu queria, estou falando para mim, eu queria entender que quando Deus pede Benjamin,
ele não está querendo tirar alguma coisa de nós,
ele está querendo que a gente tenha coisa junto com ele, ele quer que a gente tenha essa intimidade com Deus,
que a gente tenha essa união que Jesus tinha com o Pai,
que ele fosse assim "Bom, eu não estou entendendo, eu não vou suportar, eu não quero esse cálice,
mas seja feita a tua vontade porque eu confio em ti, não confiando, eu confio em ti".
Que Deus nos abençoe e que nós possamos aprender com Jacó a chegar nesse ponto de entrega total.
Senhor, nós queremos ser esses filhos que o senhor anseia, queremos ser a tua noiva,
e pedimos que o senhor nos conduza, oh Deus,
não pela dor para que nós possamos sofrer, ninguém quer sofrimento e nós não precisamos buscar o sofrimento,
mas o senhor quer nos ensinar e que no meio de cada situação na nossa vida,
nós possamos amadurecer e que o ouro da tua vida em nós possa ser aperfeiçoado,
possa ser purificado de todo o mal, de toda a impureza, para que seja um ouro puro para o Senhor,
Nós pedimos isso em nome de Jesus. Amém.

Editora Impacto

Da loja Impacto

Ver tudo

Conversa

O que esse texto te despertou?

Compartilhe sua reflexão, dúvida ou testemunho. Sua voz importa pra essa comunidade.