A história de como José se revelou aos seus irmãos é um drama com detalhes muito ricos. Serve como uma parábola para mostrar como Jesus um dia se revelará aos seus irmãos segundo a carne, o povo judeu. Mas serve também para mostrar o caminho para uma verdadeira reconciliação, muito além do perdão, uma cura da família. José mostra que Deus não tem pressa para chegar ao momento dramático que representa o auge da história. Ele quer uma preparação completa para garantir uma consumação plena.
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Leitura recomendada:
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15/03/26 – Gn 43 – Baixardo áudio.

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Transcrição
Estamos em Gênesis, capítulo 43, estamos seguindo essa história comovente, esse drama.
A história de José ocupa toda a parte final do livro de Gênesis, a partir de Gênesis 37 e quase todo o resto do livro.
O personagem central é José, fala de Judá, no capítulo 38, fala algumas coisas sobre Jacó,
mas o personagem mais importante a partir de Gênesis 37 é José.
E dentro da história de José, a história, a ocasião, o episódio, não é um episódio só,
mas a parte da história de José que tem mais detalhes é essa parte que nós estamos estudando agora,
começa no capítulo 42 e vai até o capítulo 45. Já iniciamos o capítulo 43 e nós estamos seguindo esse drama
que nós podemos chamar assim de como José se revela aos seus irmãos.
Toda essa história é para mostrar como José vai se revelar aos seus irmãos.
Eles foram para o Egito para comprar alimentos, foram uma vez, agora estão indo pela segunda vez,
e José ainda não se revelou e esse processo ainda vai demorar um tempo.
E nós vimos que José foi enviado por Deus, ele foi traído por seus irmãos, foi uma história terrível em relação à atitude dos irmãos,
mas Deus tinha um propósito nisso e o propósito de Deus para José no Egito normalmente nós pensamos
foi para que pudesse ter alimento, ter uma estratégia para usar os anos de abundância,
guardar alimentos, armazenar alimentos para que não houvesse falta nos anos da fome.
Então um dos propósitos de Deus realmente era que José pudesse interpretar os sonhos, saber o que fazer
e administrar toda essa questão de preservação de alimentos nos anos de prosperidade para que houvesse alimentos no tempo da fome.
Mas olhando para a história, que é o que nos interessa muito nesse estudo, a linha da história,
o que que Deus estava fazendo para trazer redenção, plano de redenção.
Desde Abraão, Deus está desenvolvendo um plano para alcançar todas as famílias da Terra para trazer salvação.
E esse plano, claro que o ponto central, o ponto máximo é a vinda do descendente de Abraão, Jesus, o Salvador, o Filho de Deus,
mas envolve muitas outras coisas antes e depois.
Esse plano de redenção ainda não terminou porque vai terminar quando Jesus voltar e ainda depois que ele voltar
até que todos os inimigos sejam postos debaixo dos seus pés.
Então tem um grande plano de redenção, Deus é um grande estrategista, Deus fez planos com antecedência,
Deus sabia como nós, os homens, iríamos falhar, como nós iríamos atrapalhar, como nós iríamos nos desviar do seu plano,
mas Deus já tinha um plano no lugar para saber o que fazer diante das nossas falhas, diante dos nossos erros.
Então essa história de José é muito mais do que ter alguém com a sabedoria e a revelação de Deus para saber como preservar
não só os descendentes de Abraão mas do Egito e dos outros povos em torno do Egito durante a fome, isso era algo importante.
Mas tinha um outro plano, um outro objetivo maior que era levar toda a família dos descendentes de Abraão,
todo Jacó e todos seus filhos e netos, levar todos para o Egito porque seria lá na fornalha da aflição
que Deus iria forjar, trazer à luz uma nação.
Então, na perspectiva maior, esse era o propósito maior de José estar ali para preservar a vida,
mas também para trazer toda a descendência de Abraão, toda a família do pai dele para ficar no Egito onde eles iam ficar por bastante tempo.
Aí nós vimos que tem algo além disso ainda, dentro do propósito de Deus de levar a descendência de Abraão
para ficar no Egito, Deus tinha avisado Abraão em Gênesis 15 que isso iria acontecer,
que eles não estava maduro o tempo, não estava pronto para Deus entregar a terra de Canaã, a terra prometida para Abraão e sua descendência,
foi só uma promessa, e Deus fez uma promessa, uma aliança com Abraão que daria a terra para ele, para a sua descendência,
mas ele disse antes disso sua descendência vai ficar durante muitos anos no Egito, então Deus já tinha prometido, já tinha avisado que iria acontecer isso.
Mas dentro desse propósito de levar a família de Jacó para o Egito para ficar ali dentro do propósito que Deus tinha preparado
só depois de várias gerações que eles... de multiplicar e formar um povo ali no Egito,
Deus iria tirá-los de lá no Livro de Êxodo por meio de Moisés, então Deus tinha esse propósito, esse plano,
mas a família, a família dos descendentes de Abraão, a família de Jacó, os irmãos de José, eles estavam todos divididos,
eles não tinham formado uma base certa para ter essa nação, esse povo escolhido, eles estavam... tinha acontecido, justamente para levar o José ao Egito,
tinha acontecido uma traição terrível e os irmãos dele, Judá, por exemplo, vivendo uma vida totalmente alheio, as promessas de Deus,
então a família de Jacó, o próprio Jacó ainda não estava pronto, como nós vimos no último estudo,
como Deus ainda tinha algo para fazer na vida de Jacó, a entrega de Benjamin, então Deus estava preparando o caminho,
e uma das coisas que nos impressiona, principalmente nos nossos dias, é que a gente quer tudo rápido, a gente quer resultados rápidos,
a gente quer já ver o fruto, a gente não quer esperar, não é só esperar uma geração, uma outra geração, a gente não quer esperar alguns anos,
a gente não quer esperar alguns dias para algumas coisas e Deus vai demorando, o processo de Deus é longo,
o título do nosso estudo hoje é "O Processo de Reconciliação", que esse processo agora que nós estamos vendo em detalhes,
como José, ele não estava com pressa, o coração dele ansiava, ele amava a sua família, ele queria ver o pai,
ele queria ver Benjamin, ele queria reconciliação, José não estava atrás, a gente pode ver isso em toda a história,
à medida que ele desenvolve, que José não estava atrás de vingança, ele não estava querendo punir os irmãos,
a gente não sabe com detalhes o que se passava no coração de José, ele não era uma pessoa perfeita,
mas a história que se desenvolve, a história que é retratada aqui e que Deus estava guiando,
porque com certeza José tinha uma estratégia, desde o início ele queria que eles trouxessem Benjamin,
a estratégia de José era "eu preciso que eles tragam Benjamin, fazia parte da estratégia dele para que houvesse reconciliação",
e agora nós vemos que Benjamin foi para o Egito com os outros irmãos, mas mesmo assim não chegou a hora de José se revelar,
então para nós isso é muito estranho, eu mesmo fico imaginando, eu teria capacidade de entender esse propósito de Deus,
de ver a preparação para reconciliação, José não estava só falando, pensando em perdão e "tá tudo bem, passaram-se vinte e tantos anos,
agora vamos esquecer, vamos seguir adiante", tantas pessoas falam "vire a página, siga adiante",
mas José e movido por Deus, porque a sabedoria de Deus está nessa história, para ver reconciliação que é além do perdão,
o perdão é maravilhoso, o perdão é divino, o perdão é necessário, mas o perdão só em si mesmo é um requisito,
mas em si mesmo não é suficiente, Jesus na cruz perdoou toda a humanidade, mas o que ele fez para perdoar ainda não é o processo completo de redenção,
o processo completo que é no final de tudo que o novo testamento fala, todas as coisas convergirão em Cristo, Jesus reconciliou em si mesmo todas as coisas,
não só a humanidade, mas o universo inteiro, todas as forças, tudo que existe, céu, na terra, todas as coisas convergirão, todas as coisas serão reconciliadas,
então a reconciliação é o objetivo final, é o objetivo máximo, então nós vamos seguir a história, já estou entrando no boquinho,
nós vamos orar para que Deus nos ilumine, para que Deus nos ensine sobre esse processo que não é longo por desejo de castigar, por desejo de causar sofrimento,
mas Deus quer um processo completo, essa história ela mostra como Deus preparou por meio de José, mas como Deus usou José nesse processo de reconciliação,
então para mim esse auge aqui, esses capítulos, representam o ponto máximo do papel de José, do que Deus queria usá-lo para fazer,
Deus colocou José no trono nessa posição de autoridades máximas, só abaixo de faraó, mas não foi visando felicidade ou realização de José, foi visando um papel de reconciliação,
um papel de formar a base da nação que Deus já tinha começado, já estava no processo de multiplicação com os doze filhos de Jacó, mas precisavam muito desse processo de reconciliação.
Então, Senhor, nós pedimos que o Senhor abra os nossos olhos, essa história é linda, essa história é maravilhosa, mas essa história tem muitos tesouros,
essa história tem uma revelação da Tua natureza, de como o Senhor age, e nós queremos aprender, queremos que o Senhor nos mostre como nós podemos compreender os Teus caminhos,
como nós podemos cooperar com Teus caminhos e como esse plano tão maravilhoso de reconciliação de todas as coisas pode se tornar uma realidade,
como nós podemos cooperar contigo nesse plano que o Senhor vai completar, o Senhor vai levar até o final.
Muito obrigado por nos revelar essas coisas tão belas a respeito de quem o Senhor é. Em nome de Jesus te agradecemos e pedimos a Tua ajuda. Amém.
Muito bem, então no estudo passado, nós no capítulo 43, nós focamos mais na vida de Jacó.
Jacó não é mais o personagem central, como eu falei aqui nessa história, mas o protagonista assim principal aqui é José, mas Jacó ele continua, ele é, ele está vivo, ainda não terminou a sua carreira,
e nessa história a gente não faz ideia do que se passava no coração, na mente de José, quando ele exigiu, vocês falaram com os dez irmãos dele,
na primeira vez que foram buscar comida, ele falou, vocês não vão, não adianta vocês voltarem, vocês não vão me ver, vocês não vão conseguir comprar nada se não trouxerem o seu irmão mais novo.
O que José estava pensando sobre o pai dele, porque ele devia imaginar que isso seria um grande sofrimento para o pai. A gente não sabe, né, a Bíblia não relata o que se passava no coração de José,
mas Deus tinha um propósito, e nós vimos no estudo passado de como Deus estava tratando no coração de Jacó para ele entregar essa última, essa coisa que era a mais próxima do coração dele,
o elo mais profundo, o afeto mais profundo do coração dele, que era Benjamin, já tinha perdido Raquel, já tinha perdido José, não sabia que ele ia recuperar José,
mas para Jacó não tinha mais José e ele ia perder Benjamin, então nós vimos como esse era o propósito de Deus de trabalhar na vida de Jacó.
Mas agora voltando para esse momento em que os outros filhos então levaram Benjamin, finalmente, Jacó consentiu, estamos em Gênesis 43,
e aí então, versículo 15, eles tomaram o presente que Jacó preparou, o dinheiro em dobro, porque José tinha devolvido o dinheiro da primeira compra, e Benjamin levantaram-se, desceram ao Egito e se apresentaram perante José.
Aí o restante desse capítulo vai ser esse encontro de José, ele já tinha visto seus irmãos da outra vez, talvez um ano antes, a gente não sabe quanto tempo passou entre a primeira vez que desceram ao Egito e agora a segunda vez,
mas eles estavam ali novamente, mas agora com Benjamin, então no versículo 16, "Quando José viu a Benjamin com eles, disse ao despenseiro, ao mordomo, ao responsável da sua casa, 'Leva os homens à casa, mata rezes, prepara tudo, eles comerão comigo ao meio-dia.'"
Já pensou para fazer uma comida igual aqueles três visitantes divinos que foram ver Abraão, eles chegam, já pensou para nós preparar uma refeição, pode levar uma hora, duas horas, mas imagina assim, para preparar uma refeição tinha que matar os animais, preparar a carne, assar a carne, não sei quanto tempo, porque era meio-dia,
então não sei quantos, eles tinham que ser muito práticos, muito espertos para fazer isso, mas então José leva, ele manda o mordomo dele, o superintendente, o gerente da sua casa, ele manda, ele nem fala com os irmãos,
ele só fala que ele fala com o gerente dele para levá-los para casa dele, eles vão comer comigo ao meio-dia. "O homem fez como José disse, era, e levou-os à casa de José."
Então veja como essa estratégia, uma das coisas que salta os olhos nessa história, é como José ele está agindo com muita cautela, ele não vai precipitar, ele não vai fazer as coisas antes da hora,
a gente poderia pensar assim, já chega José, já deu. Na primeira vez ele usou, estou aqui com esses pontos da estratégia de José aqui, ele começou falando duro, lembra?
A primeira vez ele começou falando duro com eles, acusando de ser espiões, depois ele prendeu todos, os dez irmãos, todos ficaram presos por três dias,
eles ficaram assim num momento, eles não sabiam o que que iria ser, o que que aconteceria com eles, eles tinham sido acusados de ser espiões,
o que que esse homem ia fazer com eles, ele tinha tratado duramente, então José começa com um tratamento duro, mas ele está disfarçando,
José não quer fazer, ele não quer castigar, mas ao mesmo tempo eles precisam, nós falamos sobre isso em outro estudo que para ter verdadeira reconciliação,
para que não seja um perdão que, como eu falei, Jesus perdoou todos na cruz, mas nem todos os homens reconhecem que precisam do perdão,
nem todos, muitas vezes nós temos dificuldade para entender o quanto nós precisamos de perdão, nós não entendemos a seriedade da nossa ofensa,
e para ver reconciliação nós precisamos sentir, nós precisamos sentir a dor que nós causamos, seja ao próprio Deus ou seja também ao nosso próximo,
então o que José estava fazendo, um, ele não queria que eles soubessem quem ele era, então ele precisava se disfarçar,
mas Deus quando trata conosco, e aqui eu quero sempre fazer um paralelo, José aqui está fazendo o papel de Deus,
quando eu leio essa história eu acho muito difícil que nós, qualquer um de nós, consiga fazer com alguém que pecou contra nós,
isso que José está fazendo, a gente não tem a sabedoria, a gente não faz do jeito certo, quando nós vemos alguém que pecou contra nós,
uma traição, uma ferida, algo que nos feriu profundamente, se fosse para nós conduzirmos o processo de reconciliação,
a gente não tem essa pureza que José demonstra aqui, se ele tinha o coração perfeitamente puro eu não sei,
mas ele conduz esse processo a maneira de Deus, essa história é para mostrar como Deus nos trata, e não é que todas as situações da nossa vida
que nós pecamos contra alguém, vamos supor que, sei lá, uma pessoa se separou da esposa ou a esposa se separou do marido,
pecou contra Deus, agora para ter uma reconciliação muitas vezes nem tem como voltar atrás e recuperar o que tinha antes,
esse aqui é uma história onde eles vão recuperar os laços perdidos, o que eles quebraram com José vai ser reconstruído,
mas mesmo nós vamos ver que é difícil ter uma cura total, e nessa época ainda não tinha o Espírito Santo para trazer essa cura interior,
mas nem todas as situações, Deus vai agir conosco por todos esses passos, e muito menos nós somos capazes de conduzir um processo
contra um filho, contra uma esposa, contra um amigo, contra alguém que nos feriu profundamente se nós somos a pessoa que foi ferida,
que foi ofendida, nós geralmente não tem um lado que está totalmente errado, geralmente tem erros de ambos os lados,
então enfim, esse processo que José conduz não acontece entre pessoas, nós não somos capazes de conduzir o processo por todos esses passos,
eu acho muito improvável, muito raro que alguém tenha essa sabedoria para conduzir, para usar estratégias para que as pessoas revivam o que fizeram de errado,
e é muito raro até mesmo Deus poder fazer tudo isso exatamente como nesse caso, porque muitas situações não são possíveis de você reviver, mas a contrição,
o arrependimento para ter uma verdadeira reconciliação precisa acontecer, e essa contrição, Deus é capaz de conduzir esse processo,
e nós vamos falando mais sobre isso, mas José ele tem essa sabedoria de tratar os irmãos com uma dureza, uma severidade, mas não de uma forma punitiva,
José não está procurando simplesmente se vingar, ele não está procurando fazer com que eles paguem pelo erro,
eles precisam sentir o que eles fizeram, então eles ficam presos três dias, depois ele prende Simeão e fala que Simeão só vai ser solto se eles trouxerem Benjamin,
porque o centro, o âmago da estratégia de José e o Crê de Deus era trazer Benjamin, porque nós vamos ver no capítulo 44 como eles vão reviver uma situação paralela com o que eles fizeram com José,
eles vão viver, Benjamin também é o favorito do pai, Benjamin também recebe atenção, afeto, cuidado do pai muito mais do que com os outros irmãos,
e eles vão viver, reviver uma situação em que eles vão ter até a oportunidade, adiantando um pouco a história, no capítulo 44 eles vão ter a oportunidade de se livrar de Benjamin, eles quiseram se livrar de José,
José, o favoritismo, o fato de ser mais amado pelo pai, isso era profundamente perturbador para os irmãos, despertou ciúmes, eles queriam até matá-lo, ou no fim eles se livraram dele e mandaram para o Egito,
então eles vão ter a oportunidade de fazer a mesma coisa com Benjamin, eles vão reviver a mesma história, então nesse momento, no capítulo 43, quando eles aparecem lá com Benjamin,
a gente pode perguntar, José, o que que você está esperando? Porque nesse capítulo aqui, no capítulo 42, ele fazia de conta que ele não entendia o que eles falavam, mas ele entendia, é claro,
ele ouviu, ele teve a oportunidade de ouvir seus irmãos se arrependendo, ele teve a oportunidade de ouvi-los falando, reconhecendo o que eles fizeram de errado,
então a gente poderia pensar, tá bom, chega, não, não tinha chegado ao ponto que Deus queria para que houvesse uma reconciliação plena,
então um dos pontos que nós precisamos ver nessa história é, Deus, ele quer uma obra completa, Deus não tem pressa nesse sentido, ele tem muita pressa, ele anseia muito mais do que nós, se nós sofremos,
porque tem tanta injustiça, tanto sofrimento, tanta morte, tanta coisa errada acontecendo no nosso mundo, se nós sentimos anseio pela vinda do reino de Deus,
imagine o pai, imagine o pai de todos os seres vivos, imagine aquele que planejou uma coisa perfeita vendo como o homem estragou, vendo como o pecado estragou, vendo como nós estamos sofrendo, imagine Deus, ele sofre mais do que nós,
quem anseia pelo reino de Deus? Deus anseia muito mais do que nós, ele anseia por família, ele anseia por reconciliação, ele anseia por paz e harmonia, ele anseia pela manifestação de quem ele é,
ele tem profunda dor, como nós vimos em Gênesis 6, quando ele viu a corrupção, o pecado, o mau caminho dos homens, ele sentiu uma dor profunda, tão profunda que chegou quase a fazê-lo pensar,
eu não deveria ter criado o homem, mas nós sabemos que ele não chegou nessa conclusão, porque ele deseja mais do que o sofrimento pelo qual ele passa, ele deseja ter essa família que ele planejou no início, ele deseja habitar conosco,
ele deseja resgatar os homens perdidos, os homens que estão fazendo mal, ele olha para os piores seios humanos e ele olha com amor, ele deseja, ele anseia, o coração dele dói por cada um de nós e deseja finalizar tudo, consumar tudo,
mas ele sabe que não adianta fazer pela metade, ele sabe que a reconciliação só vai ser verdadeira e duradoura se houver uma preparação total,
então embora os irmãos tivessem demonstrado que eles estavam arrependidos, embora se Benjamin estava lá com eles, José não sabia qual o diálogo, como é que eles resolveram com o pai,
mas se o pai tinha liberado Benjamin para estar com eles, José sabia que alguma coisa diferente tinha acontecido, então ele tinha visto resultados,
mas ele não estava pronto, mas seguindo aqui, então ele usou, esses três primeiros são coisas duras, ele usou uma tática dura, mas não vingativa,
precisamos entender a disciplina de Deus, os caminhos de Deus, Deus trabalha, ele usa muitas vezes métodos duros, ele permite sofrimento,
ele usa disciplina que nos causa dor e ele que se sente muito profundamente mais do que nós podemos imaginar, porque se nós sofremos ao ver um filho, ao ver um amigo,
ao ver uma mãe, um pai sofrendo, se nós sofremos por isso, Deus é um ser muito mais complexo, muito mais... que tem sentimentos muito mais fortes, Deus sofre mais do que nós, sempre, muito mais do que nós,
mas Deus não fará algo que é o que nós geralmente fazemos, se nós começamos a disciplinar um filho, por exemplo, a gente fica morrendo de dó e a gente... não, não, chega, chega, a gente não vai até o fim,
isso claro que tem que qualificar, eu estou falando de maneira geral, mas muitas vezes nós não temos amor suficiente para realmente levar, às vezes nem sabedoria suficiente,
para levar o processo a um processo final, então Deus que é o Pai perfeito, ele sabe levar e José ele demonstra aqui uma capacidade incrível, porque nesse momento do capítulo 43,
versículo 16, quando ele viu Benjamin com eles e falou leva para minha casa, nós vamos almoçar, a gente fica pensando, chegou a hora, chegou a hora, chega assim, ele viu Benjamin, está tudo certo,
os irmãos se arrependeram, está tudo bem, mas faltou uma prova, faltou uma preparação, porque a prova não é só para dizer se eu estou pronto ou não,
a prova é um processo de transformação, eles estavam arrependidos, mas eles tinham que passar por uma situação semelhante, eles vão sentir na pele a possibilidade Benjamin não voltar com eles,
eles vão sentir na pele o que eles fizeram com José, a dor que eles causaram ao Pai por ter voltado sem José tantos anos antes, então o processo de preparação não tinha sido completo ainda,
não estava completo, eles não estavam prontos e José, nós vamos ver como foi difícil para José se segurar, então vamos ver, José não usa só métodos difíceis, duros,
ele devolve o dinheiro, isso aqui ainda na primeira vez, ele devolve o dinheiro, a devolução do dinheiro pode ser considerada uma prova também, o que eles iam fazer com esse dinheiro,
mas ao mesmo tempo, qual mensagem José estava passando para eles, mesmo sem eles saberem, mesmo sem eles não saberem que era José, eles não entendiam o que Deus estava fazendo, lembra quando eles viram o dinheiro no saco de grãos, de cereais,
eles falaram assim, o que Deus está fazendo conosco, eles achavam que Deus estava colocando, estava colocando numa situação de castigo, o que Deus está fazendo, agora eles vão nos castigar e vejam como eles estão com esse senso de culpa,
então até a bondade, porque a devolução do dinheiro, era José falando mesmo que eles não soubessem que era o irmão, era José dizendo "eu não vou cobrar de vocês, vocês são meus irmãos, vocês são minha família,
eu não vou cobrar de vocês, é Deus nos dando de graça, é Deus dizendo vocês não precisam pagar pela minha bondade", mas eles não entendiam isso ainda, então até a bondade de Deus,
quando a gente não entende que é Deus, ela pode ser mal interpretada, a gente pode achar que é mérito nosso ou outra coisa, mas aqui para eles nessas circunstâncias, eles estavam entendendo que era um castigo, não é possível,
agora o homem lá que já acha que nós somos espiões, ele vai achar que nós somos ladrões também, eles ficaram muito preocupados com esse ato de bondade, eles não entenderam,
e uma coisa que é bem interessante aqui nessa história, é que José, e eu vejo Deus nisso, como Deus faz conosco, porque José, ele se esconde, ele se disfarça, não é hora dele saber em quem ele é,
e Deus trata conosco em vários momentos dos tratamentos de Deus conosco, nós deveríamos perceber que é Deus, mas a gente não percebe, eles não percebiam que era José,
inicialmente eles não eram culpados disso, porque José não tinha mais a mesma aparência, José não falava com eles na língua deles, então eles jamais sonhariam que o mocinho que eles venderam como escravo pudesse ser o governador do Egito,
isso não passou pela imaginação apesar dos sonhos que José tinha contado para eles, mas eles não imaginavam isso, então eles não estavam preparados para ver José como irmão deles,
e quantas coisas, essa história, a gente sempre deve fazer outro paralelo muito importante, nós vamos falar mais sobre isso depois quando José se revela aos seus irmãos, mas essa história, além de mostrar o caminho da reconciliação,
e como Deus trabalha para que a preparação da reconciliação seja completa, Deus não quer uma reconciliação parcial, Deus não quer, se Jesus curou dez leprosos, se nove não voltam,
Deus não vai revogar a cura, Deus não vai falar "Vocês não voltaram, não foram gratos, então eu também não vou perdoar vocês mais, eu não vou curar", mas Deus não age assim, mas ao mesmo tempo não era o que ele queria,
ele não curou os nove que não voltaram para que eles pudessem ir embora e não se reconciliar, então isso que eu quero dizer que o desejo de Deus é uma reconciliação completa,
muitas vezes nós como cristãos, como seguidores de Jesus, como pessoas que nasceram de novo, pessoas que aceitaram a mensagem dele, nós podemos entrar numa reconciliação parcial e mesmo nisso Deus não vai forçar,
mas o que Deus deseja e quando a gente fala de reconciliação, segundo os Coríntios 5 fala, como Deus estava em Jesus reconciliando o mundo consigo mesmo, a gente sempre pensa da conversão e claro faz parte,
nós precisamos pensar em reconciliação como algo que precisa, é um processo que precisa se completar na nossa vida, se você tem 5, 10, 20, 30 anos de conversão, você não é totalmente reconciliado ainda,
você recebeu o perdão, mas a reconciliação é união, é fusão, é ser um com Deus, é não ter barreira, é ter o coração totalmente curado, voltado para ele,
então a reconciliação como nós vimos em Efesos, em Colossenses, a reconciliação aponta para o propósito final de Deus,
não é só o primeiro passo que é aceitar o perdão de Jesus e aceitar o novo nascimento, esse é o primeiro passo, mas a reconciliação é muito mais amplo,
mas essa história não é só para falar de reconciliação no geral, essa história é uma parábola fascinante a respeito de como Jesus,
o judeu que nasceu como descendente de Abrão, descendente de Davi, veio para os seus e os seus não o conheceram, os seus não o aceitaram,
não o reconheceram e até hoje grande parte, a maioria do povo judeu não conhece Jesus e Jesus como judeu, ele está com roupagem das nações,
José aqui, por que os irmãos não o conheceram? Porque ele não parecia mais, ele tinha uma aparência de egípcio,
como que um descendente de Abrão tenha uma aparência de egípcio, casado com uma mulher egípcia e Jesus ao longo dos séculos,
por erro também dos próprios cristãos gentios, Jesus para os judeus, ele parece alguém que não é judeu, é uma descoberta,
vários irmãos judeus messiânicos quando contam sobre a revelação de Jesus como messias, eles falam que era uma coisa que eles não imaginavam,
como que esse Jesus e não só Jesus, mas todo o Novo Testamento, com exceção de Lucas, todo o Novo Testamento é escrito por judeus,
então a grande dificuldade hoje para o povo judeu é ver em Jesus o messias prometido, o messias judaico, mas um dia Jesus vai tirar essa máscara,
ele que está ainda tratando da reconciliação, ainda passando por um processo, mas o dia que ele se revelar de verdade para o povo judeu,
ele vai consumar como aconteceu aqui no capítulo 45, então nós vamos falar sobre isso depois, mas essa história é uma parábola para falar sobre reconciliação,
em geral, o processo da reconciliação e também para falar sobre como Jesus um dia vai se revelar aos seus irmãos segundo a carne.
Ok, então José está usando métodos duros e métodos de acolhimento e em nenhum dos dois os irmãos conseguem distinguir ainda, discernir que é José,
mas quando depois, é como quando alguém conta uma charada, sei lá, uma coisa difícil e no início você não percebe, você não consegue ver a chave,
mas depois que você descobre a chave você se sente até um bobo, porque como que eu não vi, como que eu não percebi e tem coisas aqui que deveriam ter chamar a atenção,
então vamos lá, por que que esse José, esse governador do Egito, por que que ele ia acusar esses irmãos lá de Canã que não representavam nenhum poder militar,
nenhuma ameaça, por que que ele ia acusá-los de ser espiões e no meio dessas palavras duras nós descobrimos que ele ficava perguntando,
vocês tem mais um irmão e seu pai está vivo ainda, ele fez isso várias vezes, da primeira vez e da segunda, então eram coisas que deveriam ter acendido uma luz,
quem que é esse homem que quer saber do nosso pai, quem que é esse homem que quer saber se a gente tem um irmão, então eram coisas que deveriam ter acordado,
quem que devolveu o dinheiro para nós, nada disso está acendendo uma luz ainda, pelo contrário, eles estão morrendo de medo,
agora vamos seguir a história aqui, versículo 16, então José manda preparar o almoço, versículo 17, o homem fez como José disse e levou-os à casa de José, então os homens, é uma bondade, que governador vai chamar para casa dele,
mas eles interpretam errado, e tudo isso é uma parábola, na própria bondade de Deus, muitas vezes nós não estamos preparados para ver a mão de Deus, nós não entendemos o que Deus está fazendo,
às vezes nós entendemos que Deus está nos abençoando para nosso próprio bem, para a gente se exaltar, e não é isso, mas a bondade de Deus, Romanos 2, diz assim, a bondade de Deus nos conduz ao arrependimento,
mas é difícil isso acontecer na nossa vida, geralmente tem que ser a dureza de Deus, a disciplina de Deus, que nos leva ao arrependimento,
mas muitas vezes até na disciplina nós entendemos de uma maneira errada, nós não conseguimos ver como Deus está agindo, então esse processo de reconciliação, nós percebemos como eles e a mesma maneira nós, como nós não percebemos a estratégia de Deus,
muitas vezes, mesmo como pessoas que já tiveram encontro com Jesus, que já conhecem algumas coisas sobre os caminhos de Deus, muitas vezes nós não percebemos que Deus está agindo na disciplina e na bondade,
mas sempre com o objetivo de trazer essa união com ele, essa fusão com Deus, Deus está tratando, Deus queria que Jacob ficasse sem o filho amado, não, Deus não queria isso,
mas ele queria tirar a barreira, ele queria tirar o ídolo, ele queria tirar esse obstáculo no coração dele para que ele pudesse confiar plenamente em Deus, então eles tiveram medo,
o versículo 18, os homens tiveram medo porque foram levados à casa de José e diziam, eles acharam que eles iam ser presos, mas não precisava levar para casa dele para ser preso, então eles estão agindo debaixo de uma condenação
e essa condenação muitas vezes nós nos sentimos condenados diante de Deus porque nós não entramos na reconciliação, nós não percebemos o que Deus quer fazer e Deus realmente ele não quer só passar um pano em cima do que esses homens fizeram com o irmão,
ele queria realmente levá-los de volta a mesma situação, uma situação bem semelhante e muitas vezes Deus faz isso na nossa vida, eu já vi na Patrola de Deus aquele livro que eu sempre cito,
Bob Manfred ele faz uma comparação com o povo de Israel no deserto naquele tempo com Moisés em que eles saíram do Egito para ir em direção à terra prometida, pararam no monte Sinai para receber a lei,
mas ali naquela, mesmo aquele monte eles já foram desleais com Deus, foram atrás de fazer um bezerro de ouro e estavam sempre não crendo, não confiando quando era hora de entrar na terra prometida que os doze espias foram para lá,
eles não acreditaram que Deus estaria com eles para derrotar os gigantes, então eles ficaram 40 anos vagando no deserto e em Deuteronômio eu uso uma expressão que eles ficaram,
não foi o tempo todo em volta de um mesmo monte, mas para ficar 48 anos ou 38 anos rodando no deserto que não era um lugar tão grande, é claro que eles estavam andando em círculos,
eles não estavam andando em linha reta para chegar até a prometida, porque Deus falou vocês vão ficar 40 anos até morrer essa geração, então eles ficaram muito tempo rodeando, dando voltas ao mesmo monte,
e a ideia de dar volta ao monte na patrola, nesse livro "A Patrola de Deus", ele fala que ficar dando volta no monte é assim, quando Deus coloca você diante de uma prova, diante de uma situação em que ele quer que você confie,
quer que você vá diante, você não passa na prova, então é como, pelo menos antigamente, hoje parece que as crianças nem repetem de ano, mas antigamente quando você era reprovado,
quando você tomava bomba, você tinha que repetir o ano, e aí você tinha que chegar no final do ano e fazer aquelas mesmas provas finais de novo que você tinha feito no ano anterior,
e a ideia é que muitas vezes na nossa jornada cristã, nós estamos dando volta no monte, e a gente volta no mesmo ponto, as circunstâncias são outras, as pessoas podem ser outras,
mas Deus nos leva de volta a uma mesma situação, e a gente às vezes nem percebe que nós estamos repetindo a mesma prova, e às vezes nem aprendemos da última vez, e a gente faz a prova e é reprovado de novo,
então essa é a situação que Deus estava levando os irmãos José a enfrentar a mesma prova de novo, mas aqui eles estão se sentindo culpados quando, claro, eles não foram culpados do dinheiro que foi devolvido para eles,
mas eles estavam achando que eles seriam acusados, então, versículo 18, eles chegam lá ao mordomo, eles estavam pensando, "Por causa do dinheiro que da outra vez voltou nos nossos sacos,
fomos trazidos aqui para nos incriminar e arremeter contra nós, para nos tomar por servos, tanto a nós como a nossos jumentos."
Eu achei bem interessante eles se preocuparem com os jumentos, eles iam ser tomados como servos e o povo do Egito, o governador do Egito ia se apostar dos jumentos deles também, eles estavam preocupados com os jumentos, isso vai aparecer mais vezes na história.
Então, versículo 19, eles se chegaram ao dispenseiro José e falaram com ele a porta da casa, nem entraram na casa, eles falaram assim, "Ai, meu senhor, já uma vez descemos a comprar amantimento,
mas quando chegamos à estalagem, abrimos os nossos sacos e o dinheiro de cada um estava na boca do seu saco, nosso dinheiro por seu peso, assim, tornamos a traseiro nas nossas mãos."
Eles falaram assim, "Olha, nós vimos que o dinheiro estava lá, não foi culpa de nós, mas a gente trouxe de volta."
Ok, isso poderia ter sido um dos objetivos de José, a gente não sabe, para ver se eles iam ser honestos, se eles iam trazer de volta,
mas eu tenho uma tendência de pensar que José estava usando essas duas estratégias, uma de uma certa dureza para que eles enfrentassem de novo a situação,
como eu falei, não é para pagar pelos pecados, é para enfrentar a situação e mostrar que aprendeu, mostrar que agora sim seu coração é outro, mostrar agora a gente não tem essa atitude de ciúme,
de concorrência, de querer nos livrar de alguém que nos incomoda, José era um incômodo, quantas pessoas, quantos pastores, padres, líderes querem se livrar de alguém que incomoda,
quantas pessoas querem assim, "Ah, eu perdoo, mas eu não quero nunca mais ver, eu não quero nunca mais ficar perto", então eles tinham que mostrar que agora era diferente
e agora nesse momento do dinheiro e agora nós estamos no número 5 em que eles foram levados para tomar uma refeição na casa de José, José está usando uma outra estratégia,
agora ele está usando bondade, olha aqui o que o Mordom responde, versículo 23, respondeu ele, "Paz, seja convosco, não tem mais, o vosso Deus, o Deus de vosso pai",
José instruiu o Mordom para falar com eles, ele falou assim, "O vosso Deus, o Deus de vosso pai, vos deu tesouro nos vossos sacos, porque o vosso dinheiro me chegou a mim",
então ele quis dizer, olha, foi um milagre, eu recebi o dinheiro de vocês, agora esse dinheiro que voltou para vocês, isso acho que o Deus de vocês que deu um presente para vocês,
então José está usando bondade e isso é uma das maneiras em que Deus age conosco, ele quer que a gente age com pessoas que nos fazem o mal,
como eu disse, eu acho muito difícil nós usarmos essas metodologias de quem tem filhos dentro de um relacionamento, pode haver uma situação de disciplina,
mas em geral nós como homens nós somos muito, muito falhos em saber como usar a disciplina, a disciplina geralmente, não estou dizendo assim que em nenhum caso tem disciplina na igreja,
tem disciplina dentro de uma família, tem situações em que você, alguém que faz mal para você, você tem que mudar de postura, você tem que agir de uma forma diferente,
mas ao mesmo tempo José também ele usa de bondade, ele usa essa misericórdia, então agora além dessas coisas mais duras, ele devolve o dinheiro e ele leva para almoçar na casa dele,
que é uma coisa, eles acharam que era porque eles iam ser acusados de roubar o dinheiro, mas não era isso, eles foram convidados e eles viram e o mordom falou assim,
não, fiquem despreocupados, fiquem despreocupados porque eu recebi o pagamento, então vocês não precisam ficar condenados,
então tudo isso é para fazer eles ficarem pensando, quem que está agindo assim, o que que Deus está fazendo?
Uma das coisas que os profetas às vezes falam, tanto no lado negativo da disciplina, mas até mesmo no lado da bondade,
as pessoas precisam perguntar o que é que Deus está fazendo comigo, o que que Deus quer me ensinar?
Se eu estou vivendo circunstâncias difíceis, circunstâncias de provação, de tribulação, o que que Deus quer me ensinar?
E se eu estou recebendo bênção, se eu estou recebendo a misericórdia imerecida de Deus, se Deus está declamando alguma coisa sobre minha vida, se eu estou sendo convidado pra alguma situação que eu nem teria, eles não tinham,
por que serem convidados para almoçar na casa do governador, o que que Deus está fazendo comigo? E era pra eles começar a pensar, será que não é José?
É que isso estava tão longe da cabeça deles que nem passou por perto, pensar nisso, mas olha só como José está se escondendo, mas ao mesmo tempo ele está dando dicas,
ele está dando sinais, quem que nos chamaria pra casa dele, quem que devolveria o dinheiro, ele não falou que devolveu o dinheiro, mas de onde que veio esse dinheiro devolvido?
E olha o que vai acontecer agora, então eles foram introduzidos na casa, final do versículo 23, Simeão é devolvido, lembra Simeão tinha ficado preso, então Simeão cumpriu a palavra,
se vocês trouxerem Benjamim eu vou liberar Simeão, então ele liberou Simeão, depois levou os homens a casa de José, deu-lhes água pra lavar os pés, providenciou forragem aos seus jumentos,
então eles estão sendo tratados como visitas ilustres, como convidados, de onde vem essa bondade?
Aí eles prepararam, o versículo 25, eles prepararam o presente pra quando José viesse ao meio-dia, porque tinham ouvido que ali haviam de comer,
versículo 26, quando José chegou à casa, trouxeram-lhe ali o presente que guardavam junto de si e se inclinaram a ele, até até o sonho de José sendo cumprido várias vezes, da primeira vez e agora novamente eles se inclinam diante dele, todos os irmãos agora junto com Benjamim.
Então o versículo 27, outra dica, então ele lhes perguntou como estavam, ele está tratando bem, ele não está acusando mais de serem espiões, ele lhes perguntou como estavam e prosseguiu,
vosso pai, não era pra ser um sinal? Qual governador vai se interessar pelo pai deles? Vosso pai, o velho de quem falastes, está bem, ainda vive, ele quer saber, ele está vivo ainda, ele está, da última vez vocês já falaram que ele estava velhinho, ele vive ainda.
Responderam eles, bem está o teu servo, nosso pai vive ainda, e abaixaram a cabeça e se inclinaram.
Agora uma cena comovente, muito comovente que mostra como o coração de Deus é, já falamos sobre isso acho que num outro estudo, mas Deus, ele usa disciplina pra trazer uma mudança de coração, mas o mesmo Deus, eu já li esse texto, vou só citar,
Jeremias 31, Deus fala assim, Efraim não é meu filho querido, as minhas entranhas se movem por ele e Efraim, as dez tribos de Israel, eles eram muito, eles eram idotas, rebeldes, eles não se interessavam por Deus e Deus ama, Deus deseja e esse é um retrato de toda a humanidade,
os judeus, o povo de Israel, o povo de Efraim, eles têm a mesma natureza nossa, eles não são diferentes, Deus se comove por eles.
Então olha só essa cena, Gênesis 43, 29, levantando os olhos, José viu a Benjamin, seu irmão, filho de sua mãe, não lembramos que os filhos de Jacó eram de mães diferentes, quatro mulheres diferentes,
mas José só tinha mais um irmão da mesma mãe, Raquel, e ele viu a Benjamin, seu irmão, filho de sua mãe e perguntou,
é este o vosso irmão mais novo de quem me falastes? Porque lembra, ele tinha visto, mas ele nem conversou com eles quando eles apareceram no início do dia, então aqui ele está frente a frente e ele pergunta, é este o vosso irmão mais novo de quem me falastes?
E disse, Deus te conceda graça, meu filho. Então toda a maneira de José agir, ele está agindo com ternura, ele está agindo com bondade, ele está concedendo graça para os seus irmãos,
e ele está dando todos os sinais de que ele é José, mas na verdade não é o momento mesmo de se revelar porque faltava uma prova, então na verdade ele está dando sinais, mas não é o momento ainda.
No plano de José, no plano de Deus, a preparação para a reconciliação não está completa. Mas, versículo 30, José profundamente comovido, outra tradução fala assim também, comovido em suas entranhas, suas entranhas se moveram,
é a expressão que é usada naquela mãe verdadeira, as duas prostitutas diante de Salomão, que uma tinha roubado o filho da outra, uma tinha roubado o filho da outra,
e Salomão falou assim, então corta a criança no meio, aí cada mãe fica com metade, a mãe verdadeira assim, as suas entranhas, só de falar disso, qualquer pai, qualquer mãe, qualquer pessoa que vê não só algo do seu próprio filho,
mas algo que seja semelhante, nossas entranhas, nossas entranhas é mais profundo do que o coração, é algo lá dentro, é uma coisa visceral, é uma coisa que vem lá de dentro, do mais profundo do seu ser.
O que Deus deseja é que nós tenhamos um coração como o dele, que o nosso coração se mova, que nós não sejamos insensíveis, e José ele está conduzindo esse processo, mas ele é extremamente vulnerável nesse ponto,
ele quase se denuncia aqui como irmão, ele precisa sair do ambiente, ele precisa chorar a parte porque ele fica profundamente comovido por causa do irmão dele,
então isso mostra o coração de Deus, mais uma vez lembrando desse texto em Jeremias 31, onde Deus fala que ele trata duramente com o seu povo, ele disciplina, ele precisa fazer o que é necessário para que nós tenhamos reconciliação verdadeira,
Deus já deu preço máximo que ele poderia dar, que era o próprio filho, querer ele mesmo morrer, querer ele mesmo dar a vida para que nós pudéssemos ter perdão,
mas existe todo um processo de reconciliação e Deus precisa fazer as vezes coisas duras na nossa vida porque ele quer reconciliação, ele não quer só perdão, ele quer que nós sejamos um com ele, ele quer o reino,
ele quer que nós sejamos ligados a ele, que nossas entranhas se movam por ele como as suas entranhas se movem por nós, então José demonstra essa ternura, essa compaixão,
ele não está agindo, essas cenas, essa segunda vez que José chora, ele chorou quando ele ouviu os irmãos dele se arrependendo na primeira vez, agora ele chora de novo, ele vai chorar mais uma vez quando ele se revela aos irmãos,
mas José ele não é uma pessoa agindo, a gente tem aquelas histórias, algumas verdadeiras, outras não, tem o Conde Monte Cristo que é uma história que alguém foi preso injustamente e ele sai, vai se vingando um por um de todas as pessoas que causaram mal a ele,
então a característica de quem é vingativo é não ter dó, é não ter compaixão, é não quer reconciliação, é alguém que simplesmente quer se vingar
e nós precisamos entender que o coração de Deus é um coração de compaixão que ele já concedeu perdão, ele já fez o que tinha que fazer para conceder perdão,
mas ele deseja reconciliação, precisamos ver como isso é mais profundo do que perdão,
precisamos ver como Deus está agindo na nossa vida, às vezes a pessoa fala "ah, tudo bem, se eu pecar eu peço perdão e Deus já me deu e vamos em frente", eu tenho uma bronca às vezes com essa frase assim "bola para frente, vira página", assim, às vezes tem que fazer isso mesmo, não é sempre errado essa expressão,
mas o que Deus quer mostrar é que não é ficar na condenação, Deus não quer se vingar, não quer nos condenar para o inferno, simplesmente nos fazer sofrer, mas ele também não passa pano, ele não fica feliz só porque nós aceitamos o perdão,
ele aceita, se a gente não caminha mais com Deus, a gente não sabe como Deus vai lidar com cada situação, mas o que Deus deseja é reconciliação, porque reconciliação é união, é unidade, é fusão, é um só coração, é a gente ter realmente o coração para Deus,
então nosso alvo como embaixadores, segundo os Coríntios 5, como embaixadores de reconciliação, nosso objetivo não é só levar as pessoas a aceitar o perdão de Deus, mas ajudar as pessoas e nós mesmos a entrar no processo de reconciliação,
então esse momento é um momento que mostra que José sabe o que ele está fazendo, porque ele ficou tão comovido, ele podia ter falado assim "chega, chega de encenar, chega de fazer de conta, eu sou José",
era um momento aqui que ele poderia ter se revelado, estão na casa dele, mas ele sai, ele tem as entranhas comovidas com amor pelo seu irmão Benjamin, mas não é o momento, então ele se segura, olha o que ele fala,
profundamente, comovido em suas entranhas, por causa de seu irmão José se apressou e procurou onde chorar, e entrando na sua câmara, ali na sua casa, a parte chorou ali, aí versículo 31 ele lava o rosto, saiu contendo-se, disse "servi a comida",
o que eles pensaram, acho que faz parte da cerimônia, acho que ele apareceu, depois ele sumiu, eles ficaram aguardando, mas José logo se controlou e ele falou assim "para servir a refeição",
aí ele faz o papel ainda de egípcio, eles o serviram à parte, e eles também à parte, estão tudo separados, eles não comeram na mesma mesa, eles estão na casa de José, mas não estão na mesma mesa, não aconteceu a reconciliação ainda,
ele não se revelou, eles não são um ainda, então o processo não terminou, meus queridos irmãos, Deus quer um processo completo, Deus está ansiando por reconciliação completa,
Deus está querendo que a gente se assente com ele, na mesa dele, os egípcios consideravam os hebreus inferiores, eles não comiam, era uma abominação, era racismo, eles consideravam uma abominação,
o próprio José, não fica muito implícito aqui, mas parece que o próprio José, talvez eles achavam que era porque ele era o governador, mas José não comia nem com os irmãos e nem com os egípcios,
José era a parte, porque os egípcios sabiam que ele era hebreu, e eles nem sendo o governador, eles não, para eles era uma abominação comer juntos,
então Deus quebrou em Jesus, ele quebrou as barreiras, ele quebrou as paredes, ele quer que a gente se assente com ele na mesa, mas não é um processo imediato, superficial,
é uma coisa que ele está nos preparando, para que a gente possa sentar na mesa com ele, mas não chegou esse momento ainda, então está em processo, ele está usando de bondade,
ele está tratando os irmãos bem, eles poderiam desconfiar que tinha alguma coisa por trás disso, mas não viram ainda, como muitas vezes nós não vemos,
nós temos um véu sobre os nossos olhos, a gente não vê, a gente não vê a mão de Deus, a gente não vê a bondade de Deus, a gente não vê a disciplina de Deus,
nós pensamos que são circunstâncias da vida, achamos que é por acaso, achamos que é nosso merecimento, nossa culpa, achamos um monte de coisas,
mas Deus está trabalhando para chegar a essa mesa única, para chegar ao ponto de sentarmos juntos, mas não aconteceu ainda, mas mais uma dica tremenda que José deixa,
porque se ele está querendo se esconder, se não ser conhecido ainda, porque ele faz isso? E olha só como ele fez, então eles comem a parte aos egípcios, porque os egípcios não podiam comer com os hebreus,
isso é o versículo 32. Versículo 33, "assentaram-se diante dele", na frente, estava na mesma sala, "assentaram-se diante dele e eles foram colocados na mesa de acordo com a idade,
de acordo com o nascimento deles, o primogênio, segundo a sua primogenitura, e o menor, segundo a sua menoridade, mas não só o mais velho e o mais novo, mas cada um na sequência exata da sua idade.
E disto os homens se maravilhavam entre si." Então, aqui José deixa duas dicas muito fortes, além de todas as outras, de ter perguntado pelo pai, de ter se comovido,
ele escondeu, mas eles podiam talvez ter visto algum sinal de que ele ficou emocionado ao ver Benjamin, mas José deixou mais duas dicas,
ele colocou os irmãos na mesa, na ordem de idade, então isso foi uma coisa, e a outra que ele tratou, aí ele mandou, ele não está na mesma mesa, mas ele manda os pratos,
ele manda aquilo que é da mesa dele, ele já está usando a bondade de quem é o dono, de quem é o governador, de quem manda chuva do Egito,
ele manda os pratos, ele manda as delícias, eles não comem uma comida de segunda categoria, uma comida inferior, eles estão na casa de José e estão comendo ainda não na mesma mesa,
mas estão comendo a mesma comida, então olha que muitas simbologias aqui que nós podemos pensar nesse processo de reconciliação que Deus está trabalhando,
está derramando sua bondade, mas ainda está num processo de união maior com ele, e aí ele dá a segunda dica que ele trata Benjamin de uma maneira muito melhor,
então ele coloca todos na ordem de sua idade, mas ele manda cinco vezes, não é um pouquinho mais ou um pouquinho melhor para Benjamin, ele trata Benjamin é uma coisa assim não disfarçada,
ele não faz de uma maneira encoberta, ele trata Benjamin melhor do que os outros, agora nós podemos perguntar assim, essas duas dicas deviam mostrar de alguma maneira que era José,
eles poderiam ter pensado, eles poderiam ter desconfiado, eles poderiam ter imaginado alguma coisa, mas parece que nada, nenhuma ficha caindo, nenhuma coisa caindo,
e além de tudo que estamos mostrando que Deus ele tem paciência, Hebreus 12 fala sobre a disciplina de Deus e que nós precisamos ter paciência e perseverança porque Deus está trabalhando,
eu não sei como essas coisas funcionam, porque a gente pensa muito não, não quando Jesus voltar, ele vai transformar todo mundo né, 1 Coríntios 15 fala,
quando tocar a última trombeta, não abrir e fechar de olhos, num instante nosso corpo vai ser transformado de cooptivo e incorruptível,
então a gente fica pensando na volta de Jesus, na ressurreição dos mortos, que é uma coisa instantânea, que é uma transformação imediata, instantânea e perfeita,
nós somos imperfeitos, nós somos cheios de defeitos e de repente num instante nós seremos transformados, mas a mesma carta aos Coríntios, o mesmo capítulo 15 de 1 Coríntios fala que tem diferenças,
tem diferença entre estrela e estrela, então ele fala sobre uma diferença que vai ter na eternidade devido a transformação que ocorreu ou não ocorreu aqui,
então nós temos um mistério, nós temos uma coisa pra pensar, que nós temos uma oportunidade pra sermos transformados e Deus está tratando conosco visando isso,
ele está nos dando oportunidades, ele está nos dando, permitindo que a gente dê mais uma volta no monte e enfrentando as vezes situações que já enfrentamos antes,
você nunca teve a impressão "Puxa, eu já enfrentei essa lição antes, eu estou sendo provado na mesma área, na área onde eu sou fraco, na área onde eu não consigo",
e é verdade, a gente pode passar por uma prova centenas de vezes e nunca passar, mas quando nós percebemos o que Deus está fazendo, nós podemos nos entregar pra Deus,
nós podemos dizer "Deus, muda a minha vida, da próxima vez que eu tiver que enfrentar uma pessoa que me maltrata, da próxima vez que eu não deveria responder asperamente,
da próxima vez que alguém me ferir, enfim, da próxima vez que eu tiver que enfrentar uma situação, Senhor, não é questão de que Deus quer que nós tenhamos perfeição sem defeitos,
mas Ele está querendo mudar principalmente, essencialmente, as atitudes do nosso coração, as atitudes, porque isso é do coração que procedem as fontes da vida,
as motivações, as palavras e tudo mais, e uma última coisa aqui que fazia parte com certeza da prova que José estava fazendo isso, ele deu mais pra Benjamin porque ele amava Benjamin,
Benjamin era o irmão favorito dele porque eles eram realmente irmãos de pai e mãe, eram os únicos que eram da mesma mãe, então José tinha realmente uma afeição,
a gente considera como errado Jacó tratar um dos filhos ou dois dos filhos com preferência, mas uma coisa que é muito importante, que a gente pode ver que os irmãos aqui passaram na prova,
é que em nenhum momento eles ficaram ensiumados, pelo menos eles não demonstraram mais nenhum problema do único filho que o pai não queria soltar era Benjamin,
e agora eles vão pro Egito e Benjamin recebe um tratamento preferencial, visível, destacado, descarado, simplesmente Benjamin é tratado com preferência,
e eles não agem de forma alguma para ressentir, para ter ciúme dele, para achar que isso, não, eles tinham realmente superado essa atitude que eles tiveram com José.
E só eu vou terminar com essa nota porque Deus não é um Deus, a Bíblia fala que Deus não tem acepção de pessoas, várias vezes as escrituras falam isso,
Deus não faz acepção de pessoas, Deus não tem preferidos, não tem favoritos, mas as pessoas não são iguais, e as coisas acontecem, Jesus, pelo menos o discípulo Jesus, João,
ele se considerava o discípulo mais amado de Jesus, então nós vamos só para a gente ver essa última lição de como aqui nessa lista aqui nós vamos tratar desse último ponto no próximo estudo,
e a estratégia de José vai terminar porque ele fez toda essa bondade aqui, mas agora ele vai usar um contexto, ele vai criar um contexto porque ele vai esconder o cálice dele,
não só o dinheiro que vai ser devolvido para cada um, mas ele vai colocar o cálice dele que era um símbolo, que era uma coisa assim muito pessoal, era um objeto de grande estima,
o cálice do governador, o cálice do governante da terra vai aparecer no saco de Benjamin, e ele vai ser acusado de ter roubado esse cálice,
então essa é a última prova que vai consumar toda essa preparação para reconciliação.
Mas antes desse aí vai ser para a próxima vez, mas pensando nesse tratamento preferencial de Benjamin, eu vou terminar com uma história que todos nós conhecemos bem,
no último capítulo do Evangelho de João, é só lembrar disso e os textos finais, que foi o texto final do Evangelho de João, João 21,
lembra que Pedro negou Jesus três vezes e depois que Jesus ressuscitou ele pergunta para Pedro três vezes se ele ama,
e aí terminando esse diálogo entre Jesus e Pedro, Jesus fala em João 21, 18, João 21, 18, Jesus dá uma dica para Pedro de como ele vai morrer,
"te singias a ti mesmo, andavas por onde querias, mas quando fores velho estenderá as mãos e outro te singirá e te levará para onde não queres".
A gente, só lendo isso aqui, a gente poderia pensar, ele está falando de morte, mas o versículo seguinte confirma,
Jesus disse isto significando com que tipo de morte havia ele de glorificar a Deus, então ele disse "segue-me",
porque Jesus tinha ido para a cruz e ele está dizendo que Pedro também vai para a cruz.
Aí, nessa comparação, é esse ponto que eu queria terminar dizendo que quando Jacob, talvez mesmo José, quando eles mostravam preferência por alguém,
isso é uma atitude carnal, é uma atitude errada, mas Deus como pai, ele não erra, Jesus não tinha uma preferência humana,
por que que Jesus escolhia três discípulos para ir no Monte da Transfiguração, em Gethsemane, por que que Jesus tinha três,
e por que que Jesus tinha um discípulo que era o mais amado, isso não é uma escolha, uma preferência, um favoritismo, tem razões para isso,
e não significa que Deus ama mais um do que outro, por que que Deus escolheu o povo de Israel e não uma outra nação,
e por que que ainda tem algum plano para Israel, então essas questões, elas suscitam muitas atitudes erradas no nosso coração,
como despertou no coração dos irmãos de José, então quando Jesus falou com Pedro "você vai para a cruz assim como eu fui,
você vai me seguir, você vai ser levado contra a sua vontade", Pedro ficou meio irritado e começou a perguntar "mas e o outro?"
Versículo 20 "Pedro voltando se viu que o seguiu discípulo a quem Jesus amava", João ainda escreve isso,
"e que nascesse e reclinara sobre o seu peito e disser a Senhor quem é que te há de trair, vendo o Pedro perguntou a Jesus 'Senhor, e deste que será?'"
E aqui está um ponto muito importante, e é isso que eles, os irmãos José, aprenderam, eles aprenderam a não olhar com ciúme
para quem estava dando um tratamento preferencial, porque existem diferenças, existem diferenças de funções, existem diferenças de correspondência a Deus,
e nós não, nós sabemos, a Bíblia afirma isso muito claro, que Deus não tem acepção, que Deus não tem escolhas, preferências como nós,
Ele não olha para o exterior, Ele age de uma forma igual, mas de uma forma diferente, porque cada um tem um chamamento, cada um tem uma função,
e cada vez que a gente se compara com o outro, cada vez que a gente acha porque o outro sofre menos, ou porque o outro é mais reconhecido,
ou porque o outro aparece mais, ou porque Deus responde as orações do outro, nós estamos errando, e Pedro colocou aqui "Senhor,
então eu vou ter que ir para a cruz, e esse outro aí, e o que que vai acontecer com ele?"
E Jesus dá uma resposta no sentido assim "Olha, isso não é da sua conta", respondeu-lhe Jesus "Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, o que te importa?
Segue-me tu". Então é uma das grandes dificuldades que nós temos para reconciliação saber que nem todo mundo vai passar pela mesma situação,
nem todo mundo vai ter a mesma prova, nem todo mundo vai ter o mesmo galardão, mas Deus não é injusto, aquela parábola que ficou sem explicação
de que uns trabalhadores trabalharam desde cedo e ganharam denário, os que trabalharam uma hora no final do dia ganharam o mesmo salário,
então essas parábolas que Jesus mostra que Deus não trata como nós pensamos, a igualdade dele não é igual a nossa,
mas não significa que Deus faça alguma injustiça, Deus é totalmente imparcial, totalmente amoroso,
trata cada um da maneira que lhe convém, porque ele é o Senhor, e ele tem direito de fazer isso porque ele conhece,
ele conhece o coração, ele conhece as circunstâncias, ele sabe o que ele tem para cada um, e ninguém vai ficar no prejuízo,
ninguém vai ficar com menos do que Deus quer dar, ele dá a todos sem merecimento, mas ao mesmo tempo ele valoriza o coração de cada um,
a correspondência de cada um, então Benjamin foi tratar de uma forma bem diferenciada, mas os irmãos passaram na prova
porque eles não ficaram enciumados, pelo menos não demonstraram isso, e isso é uma lição que nós precisamos aprender continuamente,
porque Deus é sábio, e ele que cada um responde a Deus, cada um vai fazer, vai ter um destino, um chamamento, uma missão,
e Deus vai tratar cada um com muito amor, vai cuidar de cada um, e um dia nós vamos entender a justiça e o amor de Deus,
e vamos ver que nunca tivemos nenhuma razão para desconfiar de Deus.
Senhor, que nós possamos entender teu grande propósito de trazer reconciliação, e que toda essa história, José e os seus irmãos, e todo esse processo longo
que foi continuando até terminar o processo, até finalizar aquilo que realmente o senhor queria, Senhor, que nós possamos cooperar,
que nós possamos ter um coração unido ao teu, e que nossas entranhas possam se mover de compaixão por aquilo que o senhor deseja,
e por aqueles que o senhor está também desejando amar e trazer para perto de ti, nós pedimos que o senhor transforme nosso coração e nosso ser,
e que nós possamos ser plenamente reconciliados contigo, é a nossa oração em nome de Jesus, amém.
[silêncio]
Conversa
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