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Gênesis – Aula 116 – Judá se torna herdeiro da promessa ao ser intercessor

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Estamos nos aproximando do momento mais dramático de toda a história de José. Depois de muitos anos de separação, José não se revela aos irmãos no primeiro e nem no segundo encontro em eles. Eles ainda não sabem quem é este governador do Egito. José preparou vários testes para descobrir se seus irmãos haviam mudado e se havia um caminho aberto para reconciliação. Ainda faltava o último teste que seria de longe o mais difícil. O que eles fariam se o filho favorito do pai estivesse em perigo? Qual seria a atitude deles? Judá, que até então não tivera uma vida exemplar, assumiu não só a liderança dos irmãos, mas desempenhou um papel admirável de intercessor, oferecendo a própria vida para salvar o seu irmão e o seu pai. Enfim, Judá assume o papel de progenitor do Messias da humanidade!

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Leitura recomendada:

Livro: “Quem Almoçou com Abraão”

Livro: “Anseio Pelo Seu Retorno”

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21/03/26 – Gn 44 – Baixardo áudio.


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Transcrição · gerada automaticamente

Estamos agora no capítulo 44 de Gênesis, estamos nesse relato, esses capítulos desde o 42, 42, 43, 44, 45, esses quatro capítulos contam uma parte da vida de José.
A história de José começa no capítulo 37 de Gênesis, é uma história bem longa, porque a maior parte dos capítulos de 37 até o fim do livro, a maior parte trata da história de José.
Então, é um pouco mais longa do que a história de Abraão, de Jacó, que são as histórias mais completas, mais longas do livro.
Mas dentro da história de José, e a história de José é um pouco diferente das outras relatos, porque a vida de Abraão, a vida de Jacó, Isaac é bem mais resumido,
mas a vida de Abraão e de Jacó são por partes, então não faz, geralmente, nem toda a história tem uma relação tão ligada uma parte na outra, mas a vida de José é uma sequência,
depois, na última parte, tem uns intervalos, mas a história dele é uma sequência e é uma história muito, muito dramática, é uma das histórias mais lindas de toda a Bíblia,
e essa parte da história de José que estamos vendo aqui, que ele encontra com os irmãos, mas os irmãos não sabem quem ele é, ele não se revela nem no primeiro encontro, nem no segundo encontro,
então é uma história de bastante suspense, de bastante drama, e nós estamos chegando, ainda não vamos chegar hoje ao auge, ao ponto principal, a consumação de toda a história,
que é no início do capítulo 45, quando José realmente tira o véu e se revela aos seus irmãos, mas hoje nós estamos chegando bem próximo e é a parte, dessa parte antecipatória, dessa parte preparatória, é a parte mais dramática,
então nós queremos dar uma atenção especial, como nós falamos no último estudo, José seguiu, a gente não sabe se ele já tinha em mente a sequência,
não sabemos exatamente o que, se desde o início ele já tinha planejado, ele tinha alguma coisa em mente porque ele exigiu a vinda do irmão dele, Benjamin, mas não sabemos se ele tinha todos os passos na cabeça dele desde o início,
mas aqui nós falamos sobre a estratégia dele, então hoje nós estamos na última parte da estratégia, que é, ele vai colocar uma prova,
os irmãos já tinham passado por várias situações, no primeiro encontro no Egito, depois com Jacó, depois para poder voltar, então houve várias etapas nesse processo, aí o segundo encontro eles foram na casa de José,
mas agora é a prova mais difícil, agora é a prova que realmente vai mostrar até que ponto que eles mudaram, porque José tinha visto vários sinais desde o primeiro encontro,
ele viu como eles demonstraram que estavam arrependidos, como eles estavam reconhecendo o grande erro que eles cometeram contra José tantos anos antes, mas agora que eles vão realmente ter que enfrentar uma situação muito dramática,
e como eu tenho falado, esse tipo de preparar uma prova, de colocar alguém numa prova, eu penso que isso é só Deus que faz conosco, José teve a direção de Deus para fazer isso,
ele foi inspirado, ele foi, Deus preparou o coração dele, porque em todo esse processo ele não misturou as provas, a necessidade de ter realmente remorso pelo que eles fizeram,
sentimento, arrependimento verdadeiro para ter reconciliação, tudo isso foi algo que Deus colocou no coração de José e ele não misturou isso com desejo e vingança,
o que eu acho muito, muito difícil alguém fazer e a gente não tem essa sabedoria, ninguém vai saber como preparar as circunstâncias, como colocar isso, eu não vejo nessa história um modelo para nós praticarmos com os outros,
ah, alguém fez, alguém cometeu um erro há pouco tempo, há muito tempo, então eu vou criar uma situação primeiro porque não daria certo, eles poderiam ter descoberto que era José,
mas Deus estava cooperando com todo o processo e Deus estava nisso para que houvesse uma verdadeira reconciliação, mas eu vejo nisso a mão de Deus,
Deus sim, ele sabe como nos colocar dentro de circunstâncias e dentro de, assim, a gente voltar a nossa vida lá na frente e enfrentar a mesma situação de novo,
enfrentar situações parecidas, nós fomos reprovados antes e aí a gente tem que enfrentar algo não idêntico, não igualzinho, mas algo que vai testar nosso coração para ver se realmente houve uma mudança,
então é realmente uma coisa muito linda e muito completa que acontece aqui, então vamos orar para que o Senhor nos ajude a ver nessa história algumas coisas muito importantes,
essa história pode abrir janelas, abrir aplicações em muitas direções, mas que Deus nos ajude a enxergar aqui algo que vai nos ajudar na nossa caminhada com Deus e ver como Deus está querendo trazer esse resultado final de reconciliação.
Senhor, nós admiramos, nós estamos aqui em primeiro lugar para nos colocar adiante do Senhor em profunda adoração, em profunda admiração por tudo aquilo que o Senhor é,
pela maneira como o Senhor trabalha com pessoas nessa história, as pessoas que, todas as pessoas que fizeram parte dessa história de redenção eram pessoas falhas, eram pessoas cheias de defeitos, eram pessoas contaminadas como nós somos,
então vê como o Senhor agiu, vê como o Senhor transformou e isso ainda antes da vinda do Messias, da vinda do Espírito Santo, o Senhor já estava fazendo essa obra,
muito mais agora o Senhor tem meios de fazer isso na nossa vida, então nós queremos enxergar e cooperar contigo nessa tua maneira de agir, em nome de Jesus nos ajude e nós pedimos amém.
Então nós estamos, no capítulo 44 nós estamos começando essa última etapa, essa última parte da história antes do grande momento final que vai acontecer no início do capítulo 45.
E a estratégia de José, tudo que ele tinha feito antes, ele tinha visto, seguiu um roteiro, seguiu uma estratégia de trazer Benjamin porque ele queria ver e Deus queria ver uma situação muito semelhante,
porque entre esses doze irmãos, dois eram filhos da esposa preferida, da esposa realmente amada, de Jacó, então esses dois filhos eram os mais amados,
José fazia muito tempo que não estava lá, então Jacó ainda tinha esse filho, um filho da esposa amada que era Benjamin e Benjamin ocupava esse mesmo lugar que José tinha ocupado antes,
de ser o filho amado, de ser o filho preferido, então José queria saber como eles se relacionavam com Benjamin e não era um teste simples como ele tinha feito no final do capítulo 43,
quando ele deu a melhor parte de comida para Benjamin, agora vai ser uma prova muito mais difícil porque nós já acompanhamos como Jacó teve muita dificuldade em liberar Benjamin para ir com eles,
ele tinha esse medo de que também ele pudesse ficar sem Benjamin, então os irmãos já tiveram que passar por uma situação, Ruben tinha falado "ah, se Benjamin não voltar você pode matar meus dois filhos",
assim, não era algo que pudesse dar confiança para Jacó, mas Ruben tinha, Ruben tinha também atitude, aliás todos os irmãos eles não demonstraram mais esse ciúme de Benjamin,
eles já tinham um sentimento muito mais profundo pelo pai, eles não queriam que o pai ficasse sem seu filho amado, então eles estavam fazendo tudo possível, estavam dispostos a se sacrificar
e no final, nós nem, aliás eu vou reler essa parte no capítulo 43 em que Judá consegue passar para o pai dele a confiança de poder mandar Benjamin com eles, está em Gênesis 43,
versículo 8, "Então disse Judá a Israel, seu pai, envia o jovem comigo levantar-nos em nós e iremos para que vivamos e não morramos nem nós nem tu nem os nossos filhos".
Judá está despontando aqui como o líder dos irmãos, o mais velho era Ruben, depois tinha Simeão, depois tinha Levi e Judá era o quarto filho,
então vamos dizer assim, ele estava bem abaixo da ordem de primogenitura para ser o líder, mas pelo menos assim nos relatos que a Bíblia nos dá, Ruben tinha cometido um erro muito grave em dormir com a madrasta dele,
Simeão e Levi tinham feito um massacre na cidade de Siquém, que Jacó achou terrível o que eles fizeram ali, então se foi por esses motivos ou não nós não sabemos,
mas era assim, os três filhos mais velhos eles tinham de alguma maneira se desqualificado, mas não foi também assim simplesmente assim, bom eu sou o próximo na linha de sucessão,
aqui foi algo que foi pela situação que surgiu, porque vamos lembrar que no capítulo 38 de Gênesis nós temos a história de Judá, nós não temos essa história com os outros filhos,
nós estamos seguindo a história de José, mas nenhum dos outros filhos tem assim muito, nós não sabemos muito sobre o que eles estavam fazendo, se eles estavam vivendo uma vida correta,
se eles estavam sendo leais e unidos com o pai, nós não temos essas informações, mas Judá a gente sabe que ele se afastou do pai dos irmãos por muitos anos,
ele criou uma família no meio de outros povos ali na terra e teve toda aquela história dos dois filhos dele que morreram e ele acabou dormindo com uma pessoa que ele achava que era prostituta,
que era na verdade a nora dele, então nós temos uma história assim não exemplar, uma história terrível da vida de Judá, é a única coisa que nós sabemos sobre ele,
mas de repente aqui tem uma situação e isso é muito interessante, é claro que nós não sabemos o que estava acontecendo com Judá, se de alguma maneira ele tinha se aproximado mais de Deus,
nós não sabemos, mas aqui há uma necessidade, as pessoas podem até dizer pra Deus, Deus eu quero ser, eu quero ser uma pessoa muito usada por Ti, muita gente ora assim,
as pessoas podem ter o desejo de ser um homem, uma mulher de Deus, de ser usado por ele, de ser um herói da fé, mas Judá não era um herói da fé,
e aliás o que nós sabemos dele naquela ocasião em que os irmãos traíram José e quase o mataram, nós sabemos apenas que Judá você não mate, mas venda como escravo,
e não foi assim, foi melhor do que matar, mas não foi uma boa solução, Judá não foi alguém que pensou no pai, que pensou em José, ele não queria ter a culpa de matar o irmão,
mas ele não sentiu nada pelo pai, não sentiu nada pelo irmão, então até aqui a vida de José realmente não é exemplar, mas dentro dessa situação em que Jacó está vivendo esse drama,
e eles estão num impasse no capítulo 43, porque eles não podem voltar a comprar mantimentos no Egito porque eles não sabiam o que era mas o governador lá tinha proibido,
ou vocês trazem seu irmão mais novo ou não adianta voltar, e eles estavam no perigo de morrer de fome porque Jacó não queria deixar o filho ir e eles não podiam ir buscar alimento,
então Judá aqui está sendo um líder, ele está falando assim, olha, nós temos que ir lá buscar alimento, mas para que o senhor, falando com o pai dele,
para que o senhor tenha paz, confiança de deixar Benjamin ir conosco, versículo 9, "eu serei fiador por ele, das minhas mãos o requererás,
se eu não o trouxer e não o puser perante a tua face, serei réu de crime para contigo para sempre".
Então isso também, ele teria que confiar em Judá, Rubin também falou, ele queria dar confiança para o pai, e Rubin na verdade foi o melhor dos dez irmãos porque foi o único que quis salvar José lá naquele início lá,
mas Judá foi aquele que entrou na brecha, entrou no lugar, e ele falou assim, "eu vou ser fiador, o senhor pode cobrar isso de mim", agora eu acho que Judá não imaginava o que ele teria que fazer.
Então agora vamos para o capítulo 44, nós conhecemos a história, mas é uma história cheia de detalhes, assim, bem contada essa história, José já tinha dado um banquete para os irmãos na casa dele,
José estava tratando os irmãos com bondade, ele tinha tratado o irmão dele de uma maneira especial, e mesmo assim eles não desconfiaram que era ele, e então agora eles vão voltar,
esse é o segundo encontro, segunda vez que eles foram ao Egito, segunda vez que estiveram com José, agora eles estão prontos para voltar.
Então, capítulo 44, versículo 1, "deu José esta ordem ao despenseiro, mordomo, administrador de sua casa, enche de mantimento os sacos dos homens, quanto puderem levar".
Eu não sei exatamente como eles vendiam, como era o preço, mas aqui dá impressão que José está usando de bondade para eles porque manda eles levarem o quanto eles puderem carregar,
dá impressão que não era só pelo valor do dinheiro, não está explícito isso, mas dá essa impressão, "enche de mantimento os sacos dos homens, quanto puderem levar".
Então, possivelmente ele estava dando a eles mais mantimento do que o dinheiro deles podia comprar, e aí põe o dinheiro de cada um na boca do seu saco, agora vamos lembrar
que ele já tinha feito isso da primeira vez, eles trouxeram o dinheiro de volta, trouxeram dinheiro também para comprar a segunda vez, e agora o pagamento em dobro está sendo devolvido,
ele já tinha devolvido uma vez, na primeira vez agora, eles deram o dinheiro em dobro para compensar o dinheiro que foi devolvido, e ele está devolvendo tudo, então José está mostrando a bondade de Deus,
a bondade, é a bondade dele pela família, mas isso é uma alegoria, isso é uma demonstração de como Deus não cobra, não cobra o valor que ele poderia cobrar de nós,
então é uma figura, é uma história que mostra a bondade de Deus, então ele dá muito mantimento e ele dá o dinheiro tudo de volta, porém tem algo que não é bondade, que ele vai fazer, que é uma prova,
ele vai colocar, ele manda colocar a taça dele, a taça de prata, a minha taça, então ele pega para no Egito, isso tinha uma simbologia especial, ele vai falar depois que é a taça que ele usava para adivinhar,
mas não sei se isso era algo costumeiro, parece que sim, mas era um objeto pessoal, era a taça dele, uma taça de prata, então um objeto de muito valor e um objeto pessoal,
ele coloca isso também, além do dinheiro devolvido, ele coloca isso e ele manda colocar no saco do mais novo, que era Benjamin, com o dinheiro do seu serial,
então ele tem um administrador, ele tem um encarregado que cumpre as ordens dele e o administrador fez conforme a palavra que José tinha dito, chegada a luz da manhã, despediram-se os homens, eles com seus jumentos,
saíram da cidade, não tinham se distanciado muito, então José deixou que eles fossem um certo caminho e aí ele mandou o dispenseiro da sua casa e falou assim,
"Levanta-te", versículo 4, "segue os homens e quando os alcançares dirás por que pagastes mal por bem". Então lembra que José tinha tratado bem, embora lá no início ele estava acusando de ser espiões e tal,
mas nesse segundo encontro ele os tratou bem, ele levou para casa dele, ele deu um banquete, agora ele está dando o dinheiro de volta, está dando muito mantimento,
então ele está tratando bem e ele coloca a taça para dar a impressão de que eles tinham aproveitado aquele momento na casa dele para roubar um objeto de muito valor e um objeto pessoal,
um objeto do governador, um objeto de altíssimo valor, então o dispenseiro chegou lá e falou "por que pagaste mal por bem, não é essa a taça porque bebe meu senhor e por meio da qual faz suas adivinhações,
procedestes mal no que fizestes", alcançou e lhes falou essas mesmas palavras, então depois de serem muito bem tratados eles agora enfrentaram uma acusação muito séria
e eles responderam "por que diz meu senhor tais palavras, longe estejam teus servos de fazer semelhante coisa, até o dinheiro que achamos nas bocas dos nossos sacos tornamos a trazer-te desde a terra de Canaã",
eles estão dizendo assim "nós somos honestos, apareceu esse dinheiro nos nossos sacos, o senhor mesmo, o dispenseiro disse que não foi deles, não foi ele que devolveu, foi né, mas ele disse que não foi,
então eles estão usando isso e estão dizendo "nós não somos ladrões, nós não somos desonestos, nós até devolvemos o dinheiro" e olha o que eles vão dizer aqui de tanto que eles tinham certeza
que eles não tinham feito isso, obviamente não foram eles que fizeram, mas eles falam assim "como pois furtarimos da casa do teu senhor Prato Ouro" e aí eles falam "aquele, aquele dos teus servos, com quem for achada morra, e ainda nós seremos escravos do meu senhor",
eles tinham tanta certeza que não, não, eles não eram culpados e que eles não iam achar aquela, aquela taça, que ele falou assim "se achar a taça no saco de alguém essa pessoa vai morrer e nós ainda vamos ser escravos",
aí o dispenseiro falou assim "seja conforme as vossas palavras, aquele com quem se achar será meu escravo, não vou matar, será meu escravo e vós outros sereis inocentes",
então ele não quer, ele desde o início só quer o culpado e claro que isso era toda uma armação porque eles seriam testados para ver qual seria a atitude deles quando achasse essa taça,
então depressa, cada um pôs em tela seu saco e abriu e olha o suspense que provavelmente José tinha dado essa ordem, falou assim "comece no saco do mais velho e vai seguindo até chegar no mais novo",
então, assim, isso para demorar bastante, imagina a aflição desses homens vendo abrir cada saco, não, assim, até um certo alívio, claro que não está no saco de Ruben, não está no saco de Simeão, não está no saco de Levi e vai seguindo, seguindo,
mas só que aí chegou no mais novo Benjamin e achou-se a taça no saco de Benjamin, é assim, a história vai seguindo, toda essa história nós poderíamos imaginar se nós não tivéssemos todo o relato dos capítulos anteriores,
claro que nós poderíamos imaginar o sentimento de Jacó, nós poderíamos imaginar o sentimento de cada um dentro dessa situação, mas nós lemos, nós temos o registro de quanto que foi difícil trazer Benjamin,
do quanto que Jacó tinha falado, eles já sabiam disso, mas Jacó já velho, se ele perder o filho ele vai perder o elo mais forte que ele tem, a motivação mais forte que ele tem para a vida,
eles tinham vivido tudo isso, tinham prometido todos eles juntos, mas ajudar representando e quando acham a taça no saco de Benjamin nós podemos tentar imaginar o sentimento, a desolação, a angústia, desespero que eles sentiram nesse momento,
versículo 13, rasgaram suas vestes, tendo cada um carregado o seu jumento, tornaram a cidade, não sei quanto tempo, uma hora, duas horas, três horas que eles estavam de distância,
então imagine assim, o sentimento, o que nós vamos fazer agora, que situação é essa, a taça foi encontrada, que argumento que eles podem dar, o que eles podem dizer porque a taça está ali, então eles não tinham o que falar,
e veio Judá, versículo 14, com seus irmãos, a casa de José, porque ele ainda estava ali e prostraram-se diante dele em terra, imagine José vivendo tudo isso, lembrando do sonho dele,
esse aqui deve ter sido a quarta ou quinta vez que eles se prostraram diante dele, daquele sonho que ele teve se cumpriu várias vezes, então aqui eles chegam angustiados, temerosos, receosos, desesperados e se prostram diante de José,
e José ainda está, ele vai tratar duramente, José não amolece, José não vai deixar nenhuma abertura, ele quer realmente que eles sintam a mesma situação, circunstâncias bem diferentes,
a mesma situação de ter a oportunidade de se livrarem do irmão preferido do pai, de se livrarem de alguém, foi isso que eles queriam fazer com José, naquele início da história,
eles tinham raiva deles, tinham ciúme dele, eles queriam ficar livres dele, eles não queriam vê-lo mais, então qual vai ser a atitude nesse momento,
porque esse é exatamente essa situação que eles estão revivendo, eles estão de volta em circunstâncias diferentes, mas estão de volta na mesma situação em que eles podem ficar livres desse irmão que é o preferido do pai,
então José fala duro, versículo 15, "Que isso que fizestes? Não sabéis vós que um homem como eu é capaz de adivinhar?"
Então ele está dizendo que ele tinha adivinhado que eles tinham roubado a taça dele e eles estavam, que ele tinha essa capacidade, então ele estava se colocando como alguém que tinha visto que eles tinham feito,
então a partir daqui então, Judá, que tinha feito essa promessa para o pai, "Eu vou ser fiador", o que que é fiador?
Fiador, quando alguém aluga uma casa e arruma um fiador, se o inquilino não paga, o fiador paga, e aqui não é pagar um valor, aqui é a vida,
Judá disse "Eu vou ser fiador", você vai poder cobrar de mim, mas o que Judá estava querendo dizer não vai chegar nesse ponto de ter que cobrar, porque eu vou pagar antes,
eu vou ser fiador do meu irmão, eu vou ser fiador para que Benjamin volte em segurança, então agora Judá vai ter a oportunidade que ele não podia imaginar que ia acontecer,
mas ele vai ter que cumprir a promessa dele, esse Judá que não tinha sido uma pessoa exemplar, mas ele entrou na situação, houve uma situação e ele entrou,
ele se dispôs, ele entrou na brecha, ele entrou no lugar que precisava entrar para resolver a situação, então aqui nós temos um exemplo tremendo de uma mudança de atitude,
uma mudança de coração, Judá se remiu porque Judá realmente mostrou que ele tinha outra atitude, outro coração, agora ele se importa com o pai,
ele se importa com o irmão e ele está disposto a dar a própria vida, então realmente a prova foi muito dura, muito forte para Judá, mas ele esteve à altura,
ele entrou na brecha, então essa história nos mostra arrependimento, nos mostra reconciliação, mas nos mostra uma outra coisa muito interessante,
que é claro que a Bíblia não diz especificamente isso, mas como nós já sabemos, nós já conhecemos a história, sabemos o que aconteceu, nós sabemos que o Messias viria da linhagem de Judá,
não da linhagem de José, lembra que nós estamos seguindo Abraão e a promessa segue para Isaac, não para Ismael e a promessa segue para Jacó e não para Isaú,
mas agora com Jacó os doze filhos vão fazer parte da nação, mas mesmo assim, dentre os doze filhos, um vai ser escolhido para dar sequência à promessa específica,
porque tem uma promessa, tem uma posição de fazer parte da descendência, Deus prometeu fazer uma nação, tem uma descendência grande como as Estreiras do Céu etc,
mas no meio dos doze filhos, que todos vão fazer parte da nação, as doze tribos de Israel e vão se multiplicando, multiplicando, mas no meio dos doze filhos, um só vai ser escolhido para ser aquele que vai ser o progenitor,
de onde vem a linhagem, de onde vai sair o filho da promessa, e se a gente olhasse lá da história, nós poderíamos pensar que seria José,
porque José foi a pessoa que sofreu, ele prefigurou Jesus em muitas maneiras mais do que qualquer outro personagem do primeiro testamento, José viveu muitas situações, mostrou como seria o Messias,
mas não foi dele, que ele não foi o escolhido para ser o sucessor, para levar adiante essa linha do Messias, seria Judá, e Judá até aqui foi uma negação, foi uma pessoa que não demonstrou nada de qualidade,
agora, por que Deus escolheu Judá? Nós não sabemos, e a Bíblia não fala, e não é por merecimento, por que Deus escolheu Jacó e não escolheu Isaú,
essas coisas assim, a Bíblia mesmo fala assim, que são escolhas soberanas de Deus, e não ser o escolhido para trazer o Messias, não significa que não faz parte do povo escolhido, ou que vai fazer parte do reino de Deus,
mas tem essa linha, essa linhagem específica que vai trazer o Messias, e Judá é escolhido, nós sabemos disso, mas nada disso tinha aparecido ainda,
na verdade nós só vamos saber disso, escrito assim, revelado explicitamente, quando Jacó no leito da morte, antes de morrer, ele abençoe os doze filhos, e aí ele profetiza sobre Judá, mas até aqui não tinha tido nem um sinal,
e os sinais de Judá até aqui foram muito negativos, mas o que eu quero dizer, e eu não posso afirmar que foi nessa hora que Deus escolheu, Deus sabia antes, claro, mas Judá aqui, ele assume um papel,
José tinha tido, teve vários papéis super importantes, mas Judá assume aqui um papel muito especial, então vamos ler esse discurso que Judá vai fazer, essa interseção que ele faz diante de José,
ele assumindo o papel dele de ser fiador, de dar a vida dele se necessário para que Benjamim pudesse voltar são e salvo para o Pai, então esse papel aqui é muito importante, e eu diria que a partir daqui que realmente Judá entra no papel,
Deus sabe as coisas antes de nós nascermos, ele já sabe, mas eu vejo aqui nesse momento uma correspondência, um papel em que Judá assume o papel que realmente ele teria que assumir para ser o progenitor de Jesus,
então são coisas que a gente não tem se não está explício nas escrituras, a gente não pode afirmar que foi nessa hora que Deus viu Judá e resolveu, a gente tem momentos especiais como Davi quando ele quer fazer uma casa para Deus,
assim, eu nesse momento escolho você para ser de onde vai sair o Messias, mas eu penso que aqui também foi um desses momentos em que Judá, ele entra no papel e é tão interessante isso que antes de Jesus vir,
porque a gente podia falar assim, ah depois que Jesus veio as pessoas poderiam imitá-lo e Deus quer isso, Deus quer que nós como discípulos de Jesus, que nós sejamos iguais a Ele,
mas é tão interessante que Abraão faz algo que representa Deus dando o seu filho quando Abraão oferece Isaac e aqui nós temos também uma exemplificação, Judá vive algo na pele, no coração,
não, ele acreditava que realmente ele teria que dar a vida dele para salvar Benjamin, ele era convicto disso, então nesse momento Judá prefigura Jesus, antes Jesus vir é uma coisa assim que eu não consigo nem conceber como alguém,
antes de Jesus e pessoas falhas, pessoas cheias de defeitos, como Judá especialmente é um exemplo muito forte disso, como a pessoa que talvez até esse momento na vida dele não tivesse nada que apontasse,
esse vai ser, é dele que virá a linha de Davi, a linha de Jesus, mas nesse momento ele vive esse desafio e ele chega a altura com certeza é Deus movendo sobre o coração dele porque nós não temos isso por nós mesmos,
mas Deus usa esses laços de família, a gente pensa como que aqueles dez irmãos puderam fazer isso com José, porque era irmão deles, mas aqui nós vemos esse laço familiar realmente chegando a uma expressão,
chegando a uma manifestação correta, Judá agora ele não tem mais esse sentimento contra o pai, contra o irmão, Judá ele ama o pai, ele fala assim não posso,
bom vamos ler aqui e nós vamos sentir como Judá ele entra nesse papel e como ele vive aquilo que Jesus faria claro de uma forma muito mais completa, então vamos lá,
versículo 16 nós vamos ver a fala de Judá e o que ele vai expressar e como que ele vai interceder diante de José para que o irmão fosse livre, ficasse livre para voltar,
então versículo 16 respondeu-lhe Judá, então José tinha acusado, como que vocês fizeram isso comigo e eu quero mostrar claro que eles tinham um respeito, ele é o governador do Egito,
eles tinham que ficar mansinhos diante dele, mas a gente poderia pensar como que Judá responderia, ele não poderia falar como eles falaram com o mordomo no caminho,
como que você nos acusa disso, nós não faríamos isso, nós somos pessoas corretas, nós jamais teríamos feito isso, Judá não usa, é claro que ele não tinha argumento porque eles encontraram a taça,
será que eles chegaram a desconfiar de Benjamim, Benjamim você fez isso, Benjamim você pegou, não sei se eles conversaram alguma coisa, se eles desconfiaram, para eles só interessava uma coisa,
nós não podemos voltar para nosso pai sem esse filho dele, mas Judá não começa se justificando, ele não começa a partir de uma posição de, imagina, a gente jamais teria feito isso,
deve ter algum engano, alguém armou para nós, não, nada disso, ele não chega e isso depois nós vamos, no final nós vamos ver como isso nos mostra um caminho de interseção,
mas ele não começa com nenhuma justificativa e lembra que eles não são culpados, aqui desse ato eles não são culpados, mas Deus está tratando com eles por causa da culpa antiga e Judá reconhece isso, olha só,
que diremos a meu senhor, que falaremos e como nos justificaremos, então ele está começando assim, nós não temos justificativa, nós não temos como dizer, nós somos certos,
ele não vai usar esse argumento, nós somos pessoas honradas, nós não corrobamos de ninguém, nós somos corretos, nós jamais teríamos, não, nada disso,
que diremos nós? Nenhuma justificativa, é claro que Davi mostra isso no Salmo 51, porque Davi era culpado, mas aqui, embora eles não fossem culpados, Judá ele parte dessa mesma posição, que diremos nós?
Que falaremos, como nos justificaremos, e olha a frase seguinte, achou Deus a iniquidade de teus servos, eu não sei se ele estava pensando assim, nós fomos culpados no passado,
e agora que nós estamos, está aparecendo uns pegamentos, dá impressão que é isso, que ele fala assim, achou Deus a iniquidade de teus servos, então eles estão vivendo isso, com certeza,
eu não sei se fez um ano entre a primeira vez que eles desceram e a segunda, mas eles estavam vivendo, olha o que nós fizemos, isso aparece claramente no capítulo 42,
como eles reconheceram que isso estava acontecendo com eles, por causa do que eles tinham feito com José, então eles não eram culpados nesse caso aqui, da taça que estava no saco de Benjamin,
mas eles estavam, Judá está reconhecendo o pecado, reconhecendo que Deus está tratando com eles por causa disso, e essa posição para nós, a situação aqui em que eles realmente não eram culpados nesse momento,
mas nas situações que Deus trata conosco, na maioria das vezes, nós somos culpados de algo, e Deus está querendo chegar ao ponto em que nós vamos dizer,
Deus, realmente nós precisamos de uma mudança de coração, então Deus achou a iniquidade de teus servos, somos escravos de meu Senhor, tanto nós como aquele em cuja mão foi achado a taça, então ele começa numa posição,
bom, todos nós somos culpados, então aqui é uma solidariedade, nós não vamos deixar a culpa ficar com Benjamin, nós todos somos teus escravos, todos nós vamos assumir a culpa, mas aí José disse,
longe de mim, que eu tal faça, o homem em cuja mão foi achada a taça, esse será meu servo, porém vós subirem em paz para vosso pai, então José está, ele quer, para ter feito, ele quer que eles sintam a situação em que só Benjamin levará a culpa para ver como que eles vão reagir diante disso,
então José está se mostrando como uma pessoa correta, eu não vou pegar vocês como meus escravos, não estou colocando a culpa porque eu quero colocar a culpa em todos, não, ele está querendo mostrar, não, eu só quero que a pessoa que roubou, que é a pessoa que é culpada mesmo, ele que vai ser meu escravo.
Agora daqui para frente é o discurso, agora é Judá, ele vai falar com José, ele vai interceder,
versículo 18, "Então Judá se chegou a ele e disse, 'Ai, Senhor meu, deixa, peço-te, o teu servo dizer uma palavra aos ouvidos de meu Senhor, não se acenda a tua ira contra o teu servo, porque tu és como faraó.'" Então muito respeito, muita deferência, ele não está ali para argumentar,
mas ele falou assim, "Por favor, tenha paciência, eu quero explicar algo, eu quero que o Senhor entenda a nossa situação." Então ele vai expor para José, inclusive ele vai recontar muita coisa que tinha acontecido na frente de José,
mas ele vai contar a história para que José entenda e para ele poder, diante disso, se oferecer para tomar o lugar de Benjamim. Então ele conta a história toda, versículo 19,
"Meu Senhor perguntou a seus servos, tendes vós pai ou irmão, e respondemos a meu Senhor, temos pai já velho, e um filho da sua velhice, o mais novo, o seu irmão é morto."
Isso é interessante que é claro que aqui Judá não vai falar assim, "Nós somos culpados", ele não confessa o pecado dele, eu vou fazer um parêntese aqui, que a gente não sabe se aparentemente pelo que nós temos escrito,
Jacó nunca ficou sabendo o que aconteceu, ou como que eles explicaram, como é que José chegou no Egito, não conta para, no relato aqui nós não temos nenhum momento dos filhos de Jacó chegar para ele e falar assim,
"Olha pai, nós te enganamos, nós que vendemos nosso irmão para o Egito", nunca aparece isso, mas ele conta aqui como se o irmão já tivesse morrido,
"Ele é o único de sua mãe e seu pai o ama", versículo 21, "Então disseste a teus servos, trazê-o a mim para que ponha os olhos sobre ele, respondemos a meu Senhor, o moço não poderá deixar seu pai",
aqui fala quase como se ele fosse uma criança, ele tem mais de 30 anos Benjamin, "Mas o moço não poderá deixar seu pai, se deixar seu pai, este morrerá, então disseste a teus servos,
se vosso irmão mais novo não descer convosco, nunca mais vereis a minha face", então subimos a teus servos meu pai, lhe contamos as palavras do meu Senhor,
"Disse nosso pai, tornai, comprai-nos um pouco de mantimento", e nós respondemos, não poderemos descer, somente se nosso irmão menor for conosco,
desceremos, não poderemos ver a face do homem se nosso irmão menor não estiver conosco, e aqui ele conta isso para que esse que ele acha que é o governador,
que é alguém que não conhece a história da família, ele disse, "Então nos disse teus servos meu pai, vós sabéis que minha mulher, essa esposa Raquel, a esposa amada, me deu dois filhos,
um se ausentou de mim e eu disse certamente foi despedaçado e não o vi mais", que coração, essa parte da história e eles estão sentindo isso na pele agora,
mas que coração duro que dez homens, dez filhos não tivessem o coração para contar ao pai o que realmente aconteceu e que eles tinham feito,
eles deixaram o pai lamentar por anos pela morte do filho achando que José tinha morrido, tinha sido despedaçado, então certamente foi despedaçado, não o vi mais,
"Se agora também me tirades a este, lhe acontecia algum desastre, fareis descer as minhas cães com tristeza a sepultura".
Então Judas está explicando isso para contar para esse governador porque eles não podem voltar sem o irmão e olha o versículo 30, tem uma expressão que é muito profunda, muito doída,
porque ele fala assim no versículo 30 "Agora pois indo eu a teu servo meu pai e não indo o moço visto a sua alma está ligada com a dele".
Olha que expressão, tem algumas traduções da Bíblia, tem algumas traduções que falam assim, ele é muito apegado, mas a expressão aqui é muito mais forte, eu acho que é a expressão que está.
A alma é a vida, então a vida de Jacó estava ligada como se fosse um irmão siamês, como se não tivesse jeito de separar e olha como isso é profundo e como isso é na verdade o que Deus quer de nós,
ele quer que nós sejamos um e ser um é isso, é a sua alma está ligada, vinculada, entrelaçada com a vida de Benjamin.
Por que que Jacó não tinha esse mesmo sentimento com os outros filhos?
Tem as explicações naturais, mas o que Deus quer de nós e a gente pode falar assim, não, mas qualquer casal é tão triste quando morre um dos dois, quando alguém fica viúva ou viúva,
mas nem todos os casais tem esse tipo de interligação, às vezes tem até um certo ponto, mas eu quero aproveitar esse versículo para dizer essa ligação na verdade para nós nos tornarmos um,
um com Deus, o desejo de Deus é que haja essa ligação, mas não só com um, uma ou duas pessoas, mas ter essa ligação verdadeira com a família e com a família da fé,
claro que tem graus diferentes, mas é essa ligação que Deus quer para nós, isso é ser um. Jacó estava tão ligado com Benjamin, porque na verdade ele era muito ligado com Raquel,
ele lamentou muito a morte de Raquel, ele lamentou anos e anos, ele tinha falado com os seus filhos quando ele perdeu José, ele falou assim, eu vou morrer de tristeza, eu vou morrer de tristeza,
mas ele ainda tinha Benjamin, então ele falou assim, agora indo eu a teu servo meu pai, não indo o moço, visto a sua alma estar ligada com a dele,
acontecerá que vendo ele que o moço ali não está, morrerá e teus servos serão culpados, os teus servos farão descer as cães de teu servo nosso pai com tristeza a sepultura,
mais uma vez com certeza eles estavam a ajudar e os outros estavam pensando, foi isso que nós fizemos quando nós tiramos José do nosso pai,
então agora eles mudaram, agora eles estão prontos para uma reconciliação, porque eles realmente entenderam a causa, quantas divisões são causadas,
as divisões são causadas por canalidade, por egoísmo, por amor próprio, por desejo de ciúmes, de concorrência, de querer ser mais, de sentimentos,
quantas coisas são feitas, quantos casais ficam separados, quantas situações entre pais e filhos, por isso que Malaquias fala, o coração do pai tem que voltar, tem que se converter,
mas como assim os pais já amam os filhos, por que que Malaquias fala que tem que haver uma conversão dos pais aos filhos, porque não tem esse tipo de unidade, não tem,
para ajudar e os outros irmãos dele, eles não tiveram essa conversão do coração deles para o pai, mas agora tem, então é essa ligação que precisa ser refeita, reconciliação, é restaurar o vínculo,
restaurar os laços do coração, Deus quer curar, Deus quer restaurar esse vínculo, os irmãos de José, eles tinham feito, aberto uma ferida enorme,
eles tinham quebrado o vínculo deles com o irmão e quebraram, separaram o José do pai deles, então agora eles mudaram, agora eles estão prontos para restaurar esse vínculo,
e é isso que José queria ver, é isso que Deus queria ver, aí o versículo 32, o teu servo se deu por fiador pelo moço para com o meu pai dizendo, se eu não tornar a trazê-lo,
serei culpado para com o meu pai todos os dias, mas não é isso que Judá quer, se ele não voltar eu vou levar a culpa, não, mas Judá vai fazer mais do que isso,
a interseção não é se for da vontade de Deus, talvez, pode ser, eu desejo que seja assim, ele falou assim, não, eu não posso fazer isso, eu não aceito fazer isso, então ele diz agora,
então qual que é a conclusão de todo esse discurso, de toda essa, do que ele suplicou, versículo 33, agora pois, fique teu servo, Judá, em lugar do moço, por escravo de meu senhor,
e que suba o moço com seus irmãos, então ele não está dizendo, coitadinho de mim, olha o que você está fazendo, libera todo mundo para ir, não,
se tem que pagar o preço, se alguém vai ter que pagar o preço porque roubou essa taça, ele em nenhum momento está dizendo, José, o senhor está cobrando um preço absurdo, o senhor não deveria fazer isso, não,
se tem que pagar o preço e se isso é justo, então que eu pague no lugar de Benjamin, olha que tremenda história que é contada antes da vinda do Messias,
alguém mostrando o que é tomar o lugar do outro, alguém vivenciando uma situação em que a intercessão não são apenas palavras de oração,
é a disposição de dar a própria vida, de tomar o lugar daquela pessoa, então ele diz agora, fique teu servo em lugar do moço, por escravo do meu senhor, e que suba o moço com seus irmãos, como, último versículo 34,
como subirei eu a meu pai se o moço não for comigo, eu não posso fazer isso, não me permitas ver o mal que se abaterá sobre meu pai.
E olha, talvez, Judá pudesse pensar, José é um egípcio, ele não liga para meu pai, e daí seu pai vai achar ruim, não, ele fez isso comigo, agora ele vai pagar, eu vou punir,
mas Judá está apelando para o coração de José, e ele está dizendo, não pode, isso vai matar meu pai, isso não pode, então eu estou disposto a pagar o preço,
eu estou disposto a tomar o lugar do meu irmão para que não aconteça isso com o meu pai, na verdade ele quer poupar o irmão, mas tudo gira em torno do pai,
ele não quer que o pai sofra, porque ele e os outros, eles tinham feito Jacó sofrer por anos e anos, até aquele momento o pai ainda sofria pela ausência de José,
então ele está disposto a agora não deixar que o pai levasse mais um golpe, mais uma perda terrível.
Então esse é o último versículo, capítulo 44, 45 já vai entrar no momento, no ápice, no auge de toda essa história, vai acumular agora nesse momento da revelação, nós não vamos entrar nisso agora,
mas eu quero colocar aqui alguns princípios de interseção que nós podemos tirar dessa história.
Então como eu disse, tem várias aplicações, várias coisas que Deus nos ensina através dessa história, nós vamos ver nos próximos estudos, nós vamos ver como isso aqui aponta para a obra de Jesus,
Judá representa Jesus, Judá está prefigurando Jesus, ele está fazendo o que Jesus depois faria por toda a humanidade, Jesus tomou o lugar e não de uma pessoa inocente,
porque aqui Benjamim é inocente e Benjamim não tinha feito isso, mas Jesus vai fazer isso por pessoas nós que somos realmente culpados, nós realmente temos a culpa que nós estamos sendo acusados.
Então Judá aponta para Jesus e essa história também aponta para como Jesus, no final de tudo, ele vai se revelar aos seus irmãos judeus, irmãos segunda carne.
Então essa história tem vários aspectos que podem ser aplicados, mas eu quero mostrar aqui o papel de Judá como intercessor, porque aqui Judá representa nós, quando nós intercedemos,
Jesus foi quem fez a intercessão perfeita, mas nós também somos chamados para ser intercessores, então pegando essa história é só para a gente realmente entender como esses princípios de intercessão são muito importantes.
Então o ponto de partida na intercessão não é de nos colocar numa posição de superioridade ou de igualdade, quando a gente lê essa história a gente lembra, por exemplo, de Abraão intercedendo diante de Deus em favor de Sodoma,
e ele fala com Deus "meu senhor, permita que eu fale mais um pouquinho", Judá tem a mesma maneira de falar com José como Abraão tinha para falar com Deus, é uma posição, é uma intercessão,
nós estamos, Abraão usava a expressão "eu estou me atrevendo, perdoa porque quem sou eu para falar com o senhor", então quando nós oramos e às vezes a gente até aprende de uma maneira errada que nós podemos mandar,
que nós podemos ordenar, e assim eu digo, em nome de Jesus aconteça isso, a gente acha, existe um papel correto da gente fazer as coisas em nome de Jesus, mas na intercessão nós não podemos assumir um papel de prepotência, de igualdade,
de achar que nós somos os tais, ele começa com humildade, sem qualquer presunção, sem achar que ele é justo, sem argumentar, imagina, eu não quis fazer isso, a gente tantas vezes quando a gente fala de pecados a gente dá um monte de justificativas,
a gente fala assim "é mas na verdade eu fiz sem querer" ou "ninguém consegue não fazer isso, eu peguei porque não tinha jeito mesmo" e ele não começa, na intercessão ele não começa com nenhuma prepotência, com nenhuma justificativa, então esse é o primeiro aspecto.
Agora aqui nós sabemos, Judá não sabia disso, mas eu acho um paralelo interessante nessa história, porque vamos pensar bem, Judá ele não sabe que o governador é José, ele não sabe, mas ele imagina que José seja uma pessoa dura, ele sentiu isso,
ele sentiu que esse homem é um homem que vai cobrar o direito dele, que vai exigir justiça, que não vai abrir mão, então Judá ele está suplicando a José que não deixe o pai dele sofrer, que não permita isso,
e quando a gente na verdade conhece a história, a gente sabe que José estava ali ouvindo Judá e no coração dele ele queria isso talvez mais do que Judá, Judá não sabia.
Eu achei isso um paralelo muito interessante, porque às vezes nós oramos de uma forma prepotente, é uma coisa errada, e outra coisa errada que nós fazemos, às vezes nós oramos para que Deus perdoe,
para que Deus tenha misericórdia, para que Deus tenha compaixão, a gente usa essa expressão, tem compaixão Deus de mim ou de outras pessoas, é um absurdo a gente achar que nós temos compaixão e Deus não tem,
é um absurdo a gente pensar, a gente pensa que nessa história de Judá suplicando José por causa do pai dele, quem chorava, quem chorou durante todos esses anos por causa do pai foi José,
José queria isso mais do que eles, é assim que Deus é, nós ficamos suplicando a Deus para fazer algo, às vezes Deus nos coloca, foi quem colocou Judá nessa situação, foi José,
ele se disfarçou, ele fez Judá pensar que ele era duro, mas ele não é, e eu não posso dizer que Deus faz isso assim para a gente pensar mal dele, mas muitas vezes nas situações nós imaginamos que Deus não quer fazer o bem,
tem a misericórdia de tal pessoa, cura, Deus quer isso mais do que nós, eu não sei muito lidar com isso, eu não sei também como chegar para Deus, mas nós precisamos entender muito mais
e agora vamos pensar na interseção, na interseção de Abraão, Abraão pediu a Deus, Deus não vai julgar a Sodoma e matar os justos com os injustos, e Abraão mesmo falou assim com Deus,
Deus eu sei que o senhor é juiz de toda a terra, o senhor não vai querer fazer uma injustiça, então essa maneira de falar com Deus, eu fico pensando assim, Deus ele quer que a gente cresça, que a gente conheça, que a gente saiba quem ele é,
mas Deus deve ficar pensando o que você acha que eu sou, porque você acha que você precisa, Deus quer que a gente ore, Deus quer, mas olha só o que Deus está querendo, Deus está querendo,
eu lembro muito sim de muitos anos, muitos anos atrás de ter ouvido uma mensagem de um irmão falando sobre a interseção de Moisés, lá no Monte Sinai quando o povo fez o bezeio de ouro e Deus falou que ia destruir a nação toda e fazer uma nação dele,
Moisés falou assim, Deus eu não posso acreditar que o senhor queira fazer isso, o senhor não quer fazer isso, e ele orou para que Deus desviasse a sua ira, que Deus não fizesse isso, mas eu lembro dessa mensagem, dessa pregação de tantos anos atrás,
que ele falou assim, na interseção a gente não está fazendo Deus mudar de opinião, Moisés não precisava dizer para Deus, não destruir o povo, Deus não queria destruir, Deus não faria uma coisa que ele prometeu, Abraão, Isaac, Jacó, Deus não vai ser infiel,
na interseção nós começamos a entender um pouquinho sobre quem Deus é, então na interseção, na verdade nós estamos pedindo a Deus algo que ele quer mais do que nós, isso se nós estivermos orando segundo a vontade de Deus,
então na interseção o grande objetivo, a grande mudança de coração está em nós, José inspirado por Deus, mas José criou uma situação em que Judá e os outros irmãos pudessem sentir na pele,
o que eles fizeram para magoar o pai tantos anos antes, eles entraram numa situação, Judá aqui, ele está chorando, ele está fazendo, olha meu pai, ele não vai sobreviver, eu não posso voltar sem meu irmão,
porque ele vai para a sepultura, ele vai morrer de tristeza, então o que está acontecendo? Judá está começando a entender o coração de um pai, o coração que eles não entenderam quando eles fizeram aquilo com José,
e quantas coisas nós fazemos na igreja, quantas coisas nós fazemos na nossa família, não sabendo o quanto nós estamos magoando o nosso pai, o quanto Deus ama as pessoas que nós estamos magoando,
então Judá sentiu isso e os outros irmãos com certeza também, então na interseção nós estamos começando a entender um pouco sobre o coração de Deus.
Interseção número três é mais do que orar em favor de alguém, é tomar o lugar de alguém, olha que nós conhecemos pouco da interseção, aquele livro que é um clássico,
o intercessor, Deus levou esse Reese House, que foi o intercessor no país de Gales, ele levou, na interseção eles começaram a viver a situação de pobreza e de fome,
eles começaram a orar pelas viúvas da Índia e sentir e comer uma refeição a cada dois dias, como aquelas jovens viúvas estavam vivendo na Índia, então é tomar o lugar,
nós não pagamos, nós intercessores, nós não podemos pagar pelos pecados de ninguém, mas há uma identificação e isso é algo que pode acontecer especialmente no contexto de relacionamentos familiares,
você ao invés de condenar, ao invés de ser duro com uma esposa, com o marido, com o pai, com a mãe, com o filho, com a filha, com o irmão, sei lá, com um amigo,
ao invés da gente sentir, olha o que que ele está fazendo e orando, Deus tem misericórdia porque essa pessoa é tão rebelde, se nós pudéssemos sentir, sentir o que Deus sente,
sentir essa identificação, começar a tomar o lugar, isso não é uma coisa simples e não é uma coisa comum, mas a verdadeira intercessão, quando Paulo fala do que ele sentia pelo povo judeu,
pelos irmãos dele, segundo a carne, em Romanos 9, Paulo estava vivendo isso, Paulo estava sentindo, quando ele falou assim, eu desejaria ser anátama, mas foi o que Jesus fez,
ele sentiu o mesmo coração, foi o que Moisés sentiu pelo povo de Israel e é o que Paulo fala em Colossenses que nós completamos na nossa vida o mesmo sofrimento em favor dos outros,
então a intercessão é tomar o lugar da pessoa, se colocar diante de Deus, não só no sentido "sem Deus me castigue", isso não vai acontecer, mas no sentido de sentir,
de estar juntos sentindo a mesma dor, e a última coisa é que isso já prepara o capítulo 45, porque até então, e isso também eu creio que tem um paralelo muito grande com Deus,
porque eu acabei de dizer que Judá está sentindo a situação do pai e falando com José como se ele tivesse que convencer José a sentir compaixão pelo pai,
ele não sabia que era José e não sabia que ele estava suplicando para que José tivesse essa compaixão do próprio pai dele,
então nós às vezes não percebemos o quanto que Deus ama e sente mais do que nós, mas olha só, quando chegou esse momento,
embora José estivesse com certeza se segurando, ele esperou, José esperou chegar a esse ponto, quando ele viu que a intercessão de Judá chegou ao ponto dele se colocar no lugar de Benjamin
em favor do pai, então José não suportou mais e o capítulo 45 começa "José não se podendo conter diante de todos que estavam com ele",
e clamou fazer sair todos da minha presença e aí ele se revelou, então esse momento que é o ápice, que é o clímax de tudo que está acontecendo e Deus quer que nós cheguemos nesse ponto,
eu falei assim, imagine você pedir a Deus para ter compaixão, quando Deus é muito mais compassivo do que nós, mas nessa parceria entre Deus e o homem,
Deus está esperando que nós possamos chegar a ter o mesmo coração dele e quando José vê o irmão dele e Judá tendo o mesmo coração, quando chega nesse ponto, então o coração de José se derrete por completo
e há uma reconciliação, é claro que isso é um contexto um pouquinho diferente da intercessão diante de Deus, mas há um paralelo porque esse momento de auge da intercessão
é quando nossa compaixão na verdade, quando nós estamos chegando a ter uma unidade com o coração de Deus a ponto de sentir o que ele sente, nesse momento Deus é liberado, Deus pode agir,
Deus age muitas vezes sem nós chegarmos nesse ponto, mas eu creio que tem muita coisa que Deus quer fazer na igreja, eu não sei, pensando assim, nós vamos pensar mais sobre isso nos próximos estudos,
mas como Deus, como Jesus vai se revelar aos seus irmãos, ao povo judeu, ele já se revelou a vários, tem muitos judeus messiânicos que conheceram o Messias,
mas ele ainda está esperando um momento que fala em Zacarias 12 em que eles vão enxergar aqueles que eles traspassaram, então esse momento Deus está aguardando e acho que em muitas situações,
Deus está esperando o nosso coração chegar nesse ponto de unidade com ele, a ponto de ele fala assim, meu coração está unido com o seu e nós podemos agir para redimir,
tem muitas coisas que vão acontecer no fim e que vai trazer a volta de Jesus e vai trazer o seu reino, então é um quadro muito lindo,
esse capítulo 44, 45 vai mostrar a reconciliação, então é muito lindo, mas eu creio que de certa forma o capítulo 44 é o mais bonito,
porque é nesse momento que Judá, representando os outros irmãos que estavam nesse ponto também, nesse momento eles estão realmente maduros, prontos para a reconciliação, porque o coração deles se quebrantou,
o coração deles sentiu de verdade o que o coração do pai, eles tinham realmente mudado totalmente, então que momento tremendo, que momento que consumou todos aqueles anos de sofrimento,
que momento que coroou todo o sofrimento de José e ele pôde ver não só uma reconciliação superficial, imagina se José tivesse revelado no primeiro encontro,
imagina se ele tivesse simplesmente dito "vamos esquecer o que aconteceu, que bom que vocês estão aqui, vamos ficar juntos", não, houve algo profundo, houve algo que tocou o coração, houve algo que mudou o ambiente entre eles e é isso que Deus está querendo.
Pai, nós colocamos diante de Ti, Senhor, essa história, nós colocamos a nossa vida diante dessa história e nós pedimos, Senhor, que nós possamos também corresponder a Ti,
que quando o Senhor nos leva de volta às situações em que nós fomos reprovados antes, quando chegamos nesse momento que o Senhor tem se empenhado tanto,
o Senhor não nos obriga, o Senhor não força, mas o Senhor vai empurrando, o Senhor vai criando situações em que nós podemos realmente mudar em relação ao nosso coração contigo e o nosso coração uns com os outros,
que haja conserto, que haja quebrantamento, que haja o sentimento profundo, que nós possamos ter um encontro do nosso coração com o Teu, para que haja esse momento tão precioso que teve na sequência entre José e seus irmãos,
que isso possa representar algo que o Senhor vai fazer em tantos contextos, em tantos momentos. Nós ficamos profundamente admirados de ver o que o Senhor fez nessa família,
que estava tão separada, tão doente, tão disfuncional e o Senhor trouxe algo que realmente curou e que o Senhor possa fazer isso nas nossas vidas, nas nossas famílias e no meio do Teu povo, nós pedimos em nome de Jesus. Amém.

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