José precisou se segurar várias vezes ao longo do processo de reaproximação aos seus irmãos. Se não tivesse feito isso, teria prejudicado profundamente o resultado final que Deus desejava, uma verdadeira reconciliação na família. Chegou uma hora, porém, em que não dava mais para se conter. E, nessa hora, houve uma explosão de emoções, retidas durante muitos anos. O que esse momento dramático representa? O que podemos aprender sobre as emoções de Deus, que ele está segurando há tanto tempo? O que mais comove o coração de Deus?
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Leitura recomendada:
Livro “A Patrola de Deus”
Livro: “Anseio Pelo Seu Retorno”
29/03/26 – Gn 45 – Baixardo áudio.

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Transcrição
Hoje nós estamos no capítulo 45, nós sabemos que a divisão de capítulos nem sempre está no lugar muito apropriado porque às vezes está no meio de uma narrativa, como nesse caso do capítulo 44 para o 45, não tem intervalo de tempo, não mudou de assunto,
mas é até interessante começar o capítulo 45 nesse ponto porque embora não tenha uma pausa, não está mudando de assunto, não está mudando na história, é uma continuação em sequência sem intervalo,
mas o capítulo 45 inicia o momento que eu estou chamando o momento mais dramático de toda a história de José. A história de José é muito dramática, a história inteira é fantástica e contém tantas coisas diferentes, tantas conexões ao longo da história,
mas esse momento nós estamos numa sequência desde o capítulo 42, nós estamos numa sequência de um episódio específico, que é como que José vai se reencontrar depois de 22 anos, como que ele vai reencontrar os irmãos,
como que ele vai reencontrar a família, o pai dele, enfim, é um momento, a história toda em torno disso, como que José vai ter esse reencontro, mas é um processo longo, nós imaginamos talvez pelo menos um ano de intervalo entre a primeira vez que os irmãos de José desceram para o Egito em busca de alimento e a segunda vez, ou um ano, ou alguns meses pelo menos,
então foi um processo longo, e o capítulo 45 que nós iniciamos hoje é o momento mais dramático da história toda, desse episódio e da história toda de José, não tem paralelo, a gente pode comparar na Bíblia e em outras histórias,
ao momento em que Abraão levantou a faca para sacrificar para matar seu filho Isaac e o anjo do Senhor brada do céu e fala não faça nada, então assim, existem claro outros momentos muito dramáticos na história do povo de Deus,
mas essa história de José, até pelo fato de que há todo um crescendo, além dos 22 anos, mas quando os irmãos descem para o Egito para buscar alimentos, então a partir daquele momento inicia-se um processo muito complexo, muito demorado,
nós realmente temos um momento quase sem comparação, é difícil comparar uma história com a outra, mas essa história realmente é muito dramática e apresenta os momentos mais dramáticos de toda a Bíblia,
então a gente até se aproxima, eu me aproximo dessa história com muito temor, porque a gente não consegue, na verdade a própria Bíblia tem sua eloquência, você lê a Bíblia, você percebe o drama e a Bíblia tem a sua sequência, a sua narrativa,
não precisa de ajuda de ninguém para cativar esse momento, não precisa de ajuda em termos, porque quantas vezes, porque a gente já sabe o final da história, a gente já conhece essa história, não é a primeira vez que nós estamos lendo, não é a primeira vez que a gente ouve essa história,
então a gente perde muitas vezes esse crescendo, se você pegar abrir sua Bíblia e resolver "vou ler o capítulo 45 de Gênesis" e você pega esse momento separado, desconectado do resto da história, você perde, você perde o drama,
esse momento de José se revelar aos irmãos, você precisa de toda a história para você entender a partir de quando os irmãos o venderam para o Egito, você precisa de toda a história para entender a força desse momento,
então diante disso nós vamos orar, vamos pedir que o Senhor nos ajude não só para a gente sentir arrepios ao ler, ao imaginar todos que estavam presentes ali, mas para a gente realmente entender o propósito de Deus,
porque a emoção é importante, mas o propósito de Deus em trazer esse momento emotivo, em trazer esse momento tremendo é mais importante ainda.
Senhor, nós pedimos que o Senhor revele, que o Senhor abra os nossos olhos, até mesmo essa história de como os irmãos estavam vendo José, conversando com José, mas não sabiam quem ele era, assim também nós temos um véu,
o Novo Testamento reforça isso, que existe um véu sobre os nossos olhos, existe um véu sobre os olhos do povo judeu, mas existe um véu sobre os olhos de todas as pessoas, daqueles que não conhecem a ti, não tiveram uma experiência,
mas até também inclui aqueles que já nasceram de novo, que já tiveram o toque do teu espírito, nós também temos um véu parcial, enxergamos algumas coisas, mas não enxergamos muitas vezes aonde o Senhor quer chegar, o que que o Senhor quer fazer,
e por isso, Senhor, nós pedimos, tira o véu dos nossos olhos, abre os nossos olhos, como o Senhor falou para a igreja ilaudiceia, que o Senhor ia dar colírio para que nós pudéssemos ver,
para que aquelas pessoas pudessem ver, mas nós precisamos desse colírio, nós precisamos do véu retirado para que o Senhor possa realmente revelar e que nós possamos sentir o teu coração, não só a emoção de José e de seus irmãos,
a emoção de um drama, como se a gente estivesse assistindo um filme, mas nós precisamos sentir o drama do teu coração, aquilo que comove o teu coração, ajuda-nos, nesta manhã, nesta hora eu te peço, em nome de Jesus, amém.
Tem muitas coisas nesta história, o momento em si é rápido, está aqui nos primeiros dois, três versículos do capítulo 45, vamos ler, depois nós vamos voltar um pouquinho no 44 para realmente entender o contexto,
mas vamos ler aqui os primeiros três versículos do capítulo 45 e depois vamos começar a abordar várias coisas, porque a história em si tem muitas aplicações, tem muita riqueza,
não podemos explorar tudo num estudo só, não podemos, claro que nós ainda não estamos enxergando tudo que Deus quer que a gente enxergue, por isso que nós temos que continuar cavando, continuar estudando, continuar pedindo,
momento a momento, à medida que nós crescemos em maturidade, à medida que as coisas acontecem no mundo, à medida que o momento de história que nós estamos coletivamente ou individualmente,
todas essas coisas contribuem para a gente poder enxergar mais o que Deus quer, mas vamos ler, nós sabemos que o capítulo 44 terminou com essa interseção de Judá, Judá que nunca tinha se destacado como alguém com caráter,
com liderança, com um espírito certo, mas de repente aqui ele chega no momento do desafio, ele assume essa posição que a situação exigia e ele faz uma interseção,
se coloca no lugar de Benjamin, intercede diante de José, então é nesse momento, vamos só para não perder essa sequência, vamos voltar no versículo 30 do capítulo 44 para pegar esse final da fala de Judá,
"Agora, pois, indo eu a teu servo, meu pai", isso é Judá falando com José, então "indo eu a teu servo, meu pai, Jacó, e não indo o moço, Benjamin, visto a sua alma, a alma de Jacó, está ligada, interligada, muito, faz parte assim, como se fosse a mesma pessoa, está ligada com a dele,
acontecerá que vendo ele que o moço ali não está, morrerá, teus servos farão descer as cães de teu servo, nosso pai, com tristeza, a sepultura, o teu servo", agora Judá, Judá falando com José assim,
"eu, teu servo, se deu por fiador pelo moço para com meu pai, dizendo se eu não tornar a trazê-lo, serei culpado para com meu pai todos os dias, agora, pois, fique teu servo", Judá, "em lugar do moço, Benjamin, por escravo de meu senhor, José, e que suba o moço, Benjamin, com seus irmãos,
como subirei eu a meu pai, se o moço não for comigo, não me permitas ver o mal que se abaterá sobre seu pai", veja como Judá, ele acha que está conversando com um egípcio, com uma pessoa que não tem nenhuma conexão com a família dele,
Judá poderia ter falado, "olha, então vamos fazer o seguinte, eu fico no lugar dele, deixa ele ir", mas Judá explica a história, ele quer comover o coração do governador do Egito e ele coloca em tais termos que isso realmente comoveu o coração de José,
então, aí que vem o versículo 1 de Gênesis 45, "então José, não se podendo conter, diante de todos os que estavam com ele, clamou", ele gritou, ele falou alto, "fazei sair a todos da minha presença",
isso é porque ele estava ali com os irmãos de José, os 11 irmãos tinham voltado porque acharam a taça no saco de mantimento de Benjamin, então era como se ele tivesse roubado,
então os 11 irmãos voltaram diante de José para ver o que ia acontecer, o drama que é muito grande, como eu falei, vem lá desde toda essa história de José ter sido vendido para o Egito, do pai ter ficado sem ele 22 anos antes,
então todo esse drama, mas agora tem um drama imediato, que o drama é o seguinte, foi muito difícil conseguir que Jacó liberasse Benjamin para ir com eles, e justamente por causa do que tinha acontecido com José,
então aí tiveram que conversar com ele, e Judá teve que realmente se oferecer como fiador diante de Jacó e garantir a volta, então aí tinha acontecido tudo aquilo, eles tinham almoçado na casa de José, tinham experimentado,
veja como tem uma mistura, José mostrando esse governador que eles não conhecem ainda, mas ele mostrando benignidade, mostrando bondade, devolvendo dinheiro, chamando para comer na casa dele, sendo bondoso mas ao mesmo tempo sendo duro,
e nesse processo, várias vezes eles pararam para pensar que era o objetivo, o que nós fizemos com nosso irmão José, é por isso que está acontecendo isso, e aí acontece a pior coisa que poderia acontecer,
não que um deles ficasse preso, mas justamente Benjamin, aquele que o pai não poderia jamais ficar sem ele, então imagine assim, quanto tempo que eles estão nesse suspense, eles estão sofrendo,
o que vai acontecer, foi descoberta a taça dentro do saco de Benjamin, nós falamos que poderia até nos matar quem achasse a taça no saco de alguém, podia matá-lo e todos seriam escravos porque eles achavam impossível que isso tivesse acontecido,
então eles retornam para o Egito, algumas horas pelo menos de viagem, estão sofrendo, sofrendo e Judá faz esse discurso e eles estão tensos, eles estão preocupados, o que vai acontecer,
como que nós vamos livrar nosso pai de passar por outro sofrimento e sentindo com certeza o que eles tinham feito com o pai deles daquela outra vez, e com esse senso de culpa nós não podemos deixar isso acontecer outra vez,
então toda essa tensão, todo esse momento tenso e agora sim, como eu disse, a gente pode ler esse texto, passar rápido porque a gente já sabe o que vai acontecer, mas a gente precisa reviver,
cada vez que a gente ler isso, a gente precisa reviver esse drama, porque senão Deus não pode falar conosco o que ele quer mostrar nesse texto, então agora vamos acompanhando o texto que fala José,
ele chega ao ponto que Judá acabou de falar assim, nós não podemos ver nosso pai sofrer assim, então eu fico no lugar dele, nosso pai não pode sofrer mais uma tragédia dessa,
então aí de repente esse homem, o governador que tem a vida deles nas mãos dele, ele grita para todos porque tinha todos os assessores, os empregados, os responsáveis,
os assessores de José como governador do Egito, tinha várias pessoas do Egito dentro dessa sala onde eles estavam, e ele grita, sai a todo mundo, eu quero que nós sintamos o que poderia estar passando no coração dos irmãos
quando Judá termina a sua fala e José manda todo mundo sair, menos eles, mas todos os outros precisam sair, então o que vai acontecer?
Ele vai mandar matar, porque que ele grita, todo mundo saia, e em seguida acontece outra coisa inexplicável, porque ele é o governador, ele é o homem que tem toda dignidade, toda posição, por causa da posição dele é um homem que manda, é um homem que não mostra emoções, é um homem que manda, desmanda, é um homem que é duro,
eles já viram várias vezes como ele toma posições duras, aí esse homem desaba e começa a chorar, ele manda todo mundo sair da sala, mas ele começa a chorar, então imagine assim, porque tudo aconteceu rápido, mas você sabe muito bem que quando a situação é dramática, cada segundo demora a passar,
então nesse momento o tempo não estava passando rápido, porque eles estão tensos, com medo, não sabem o que vai acontecer, então eles veem todos os egípcios, todo mundo tem que sair, fica só José, só o governador que eles não sabem quem é, e os 11 irmãos, então estão os 12 irmãos sozinhos nesta sala,
porque vai acontecer algo muito importante, mas eles não imaginam ainda o que é, porque eu falei que em outros momentos eles poderiam ter desconfiado quando José mandou que cada um se assentasse na mesa, na ordem da idade, quando ele tratou Benjamin de uma forma especial,
quando ele perguntava pelo pai, houve algumas dicas, mas dentro do contexto todo eles não conseguiam imaginar isso, será que eles imaginavam que José ainda poderia estar vivo?
Parece que o Judá repete no discurso dele, no capítulo 44, Judá repete a história que eles contaram para o pai e que parece que eles acreditavam, a história que eles contaram é que achamos a túnica do nosso irmão e está toda rasgada e com sangue, então ele deve ter morrido, mas eles sabiam que ele não tinha morrido,
mas ele, Judá conta essa história como se fosse verdade ainda, ele não fala, evidentemente assim, fomos nós que fizemos nosso pai sofrer por vender o filho querido dele para o Egito, então eles estão nesse momento tenso, eles não podem nesse momento muito menos imaginar,
porque jamais, como que o irmão deles ia fazer toda essa cena com eles lá, então eles não imaginam quem é, mas esse governador manda todo mundo sair e ele começa a chorar, ele manda os egípcios saírem porque ele quer um momento privativo, reservado, ele quer um momento em que ele vai se revelar aos seus irmãos, José está, ele sabe que agora chegou o momento,
porém é um paradoxo porque ele manda todo mundo sair mas ele chora alto, versículo 2 levantou a voz em choro de maneira que os egípcios ouviram bem como a casa de faraó, a gente não sabe como era a disposição das construções, das casas ali, mas era algo muito alto, ele estava chorando alto,
e os egípcios que saíram da sala ouviram, a casa de faraó ouviu, faraó ficou sabendo o que está acontecendo com esse homem que é o governador, que é o homem que tem sabedoria, que é o homem que está fazendo todas as coisas funcionárias,
que está desabando numa cena humilhante, quem poderia imaginar o que estava acontecendo para José chorar alto, era um momento perplexo, um momento muito difícil, e antes de seguir adiante eu quero parar nessa expressão do versículo 1,
então José não se podendo conter, então vamos lembrar que houve dois momentos nesse processo, antes houve dois momentos, vou voltar e vou mostrar mais uma vez, dois momentos em que José não conseguiu também se controlar,
então isso é para mostrar que de fato José, eu tenho falado várias vezes nessa sequência que esse tipo de processo é algo que só Deus poderia coordenar, arquitetar, porque ninguém conseguiria,
será que José, quando viu os irmãos pela primeira vez, será que ele pensou, puxa, então meus irmãos vieram, então nós vamos fazer assim, assim, assim, eu não sei, nós não temos esse mistério revelado,
a gente não sabe o que se passava na mente, no coração de José durante todo esse tempo, de alguma maneira a gente percebe desde o início que o objetivo dele era que trouxesse Benjamin e provavelmente ele queria ver a atitude dos irmãos em relação a Benjamin,
porque na ausência de José era Benjamin o único filho favorito do pai, mas essa situação ninguém poderia ter feito exatamente um plano, eu duvido que José tivesse uma ideia, então em tal momento eu vou me revelar, não sei,
será que, porque ele mandou esconder a taça no saco de Benjamin, então ele tinha um plano, vai acusar Benjamin, eles vão voltar, eu não sei se ele imaginava que Judá, que alguém ia fazer essa interseção,
o que que José ia fazer depois, se não acontecesse essa interseção de Judá, então essas coisas a gente não sabe, o que eu quero mostrar é, se José tinha um plano, se José sabia exatamente em que momento,
eu não sei, eu sei que em dois momentos anteriores em que José ficou muito emocionado e precisou sair de frente de seus irmãos, se esconder, esconder suas emoções,
em dois momentos isso aconteceu e ele não se entregou, ele continuou se escondendo, porque não era realmente o momento certo, agora ele não conseguiu mais,
ele pensou em prolongar mais o processo, a gente não sabe, mas se ele sabia prever o que ia acontecer também não, então de alguma maneira o que eu quero dizer, esse momento aqui não foi planejado,
José não sabia anteriormente que ia acontecer algo que fosse comovelo tanto assim, mas vamos ver, então no capítulo 42, depois que os irmãos foram da primeira vez,
e aí ele falou que eles eram espias, acusou e prendeu todos eles por três dias e aí eles não sabiam que ele falava a língua deles, eles falaram, Gênesis 42, eles falaram no versículo 21,
"na verdade somos culpados no tocante a nosso irmão, pois vimos a angústia da sua alma quando nos rogava, mas nós não atendemos e é por isso que vem sobre nós esta angústia",
e aí no versículo 24 José se retirou deles e chorou, porque eles estavam falando na frente dele achando que ele não entendia o que eles falavam, então nesse momento que eles falaram, nós somos culpados, nós erramos,
ele poderia não ter suportado, ele chorou e ele poderia ter se revelado nesse momento, mas não, ele se segurou, se conteve, ele precisou sair, precisou chorar a parte,
porque era muito forte, já nesse momento era muito forte a sua emoção, por que a emoção? A emoção ele não chorou no instante que viu os irmãos dele, claro que ele deve ter ficado muito emocionado,
mas ele não chorou neste momento, ele chorou quando ele ouviu eles confessando com a própria boca que eles tinham sido culpados, então esse foi o primeiro momento,
o segundo momento está no capítulo 43, quando ele chamou para ter uma refeição, para almoçar na casa deles, e aí foi nessa hora que ele viu Benjamin pela primeira vez,
Gênesis 43, versículo 29, levantando os olhos, José viu a Benjamim, seu irmão, filho de sua mãe, quer dizer, o único dos irmãos que era do mesmo pai e da mesma mãe, e perguntou, é este o vosso irmão mais novo de quem me falastes?
Ele disse, Deus te conceda graça, meu filho. Versículo 30, comovido em suas entranhas, então nesse momento também aqui foi só o fato de ver, de ver o irmão, realmente o irmão que era o único irmão de pai e mãe,
ele viu Benjamim e ele se comoveu em suas entranhas, é algo tão profundo que não é só no coração, é nas entranhas, é uma expressão, é a mais profunda expressão que existe na Bíblia,
Deus fala de como as entranhas, Deus não tem entranhas, mas Deus fala como se a única maneira de falar, você pode falar assim, eu estou com o coração partido, isso dói no coração, mas quando a Bíblia fala de entranhas, é mais profundo ainda,
é algo que se assemelha a uma mulher, tanto pelo fato de carregar o bebê no útero, de ter as dores de parto, a mulher sente, a mãe sente por seus filhos, algo que é muito profundo, indescritível,
Deus nos deu a experiência de sermos mães e pais para podermos sentir, José está sentindo pelo irmão dele, que ele não vê há 22 anos, então ele se comove nas suas entranhas,
outro momento em que ele poderia não ter suportado e ter dito agora é o momento em que vou me revelar, mas veja como esse processo, todo o processo que os irmãos passaram,
se José entendia isso, se José sabia o que ele estava fazendo, não sei, mas Deus colocou essas circunstâncias porque ele queria que os irmãos passassem por algo que transformasse,
talvez durante todos esses anos eles tinham dor de consciência, às vezes pensavam, não sei, mas nesse momento Deus traz à tona algo de 22 anos antes,
mas Ele traz à tona não para castigar, não para colocar numa posição de eterna condenação, de eterna miséria, de tristeza, não, mas Ele traz à tona porque o objetivo de Deus é reconciliação,
precisamos pegar essa verdade, precisamos abraçar essa verdade, Deus não quer a mensagem do Evangelho que muitas vezes arrependa-se dos seus pecados,
livre-se do inferno e receba a vida eterna em Jesus, isso é maravilhoso, mas nós não podemos esquecer que o que Deus quer mais do que dizer agora não vamos mais para o inferno, agora não sou condenado,
muitas pessoas nem têm consciência do que eles fizeram de errado, quando as pessoas falam Jesus me perdoou, é por causa de Jesus que eu sou perdoado,
ou pessoas que nem chegaram a ter uma experiência com Deus porque no fundo parece que não entendem que eu sou uma pessoa boa,
dentro das minhas circunstâncias, do jeito que eu nasci, do jeito que minha vida se apresenta a mim, eu estou fazendo o melhor possível, não faço mal para ninguém,
então muitas vezes nós não temos consciência daquilo que realmente nos pesa, então nessa experiência os irmãos tiveram que abrir a ferida, eles precisaram pensar,
olha só, no capítulo 42 eles precisaram pensar o que nós fizemos com o nosso irmão, inclusive além de todo o mal que eles fizeram,
queriam até matá-lo, jogaram naquela cisterna seca e não se comoveram com os gritos, com as súplicas dele, então eles foram insensíveis a ele e eles foram muito insensíveis com o pai,
porque eles deixaram o pai pensar que ele tinha morrido, uma morte terrível por animais selvagens, eles conviveram com isso por 22 anos,
então quando Jacó enfrenta a necessidade de abrir mão de Benjamin, eles revivem essa história, então José não poderia ter se revelado antes da hora,
eu quero enfatizar isso porque quando nós pensamos em Deus, aqui José é uma pessoa humana, ele não era uma pessoa perfeita, mas ele está desempenhando como Abraão,
quem é o pai que pode sacrificar o próprio filho, mas Deus deu a ele, a gente não tem explicação, como que Abraão vai obedecer a Deus sem questionar e vai amarrar Isaac no altar,
então Abraão ele desempenha pela graça de Deus, por uma intervenção de Deus, Abraão vive, demonstra algo que só Deus pode fazer,
então aqui também José, ele está vivendo algo, gente isso é além da capacidade, veja assim nessas duas ocasiões José não consegue se conter de tanta emoção, mas ele sabe que por alguma maneira ele sabe que não era hora ainda,
aí então os irmãos de José, eles tiveram que reconhecer que eles foram insensíveis com o irmão, eles precisam reviver a experiência com o pai,
Judá vai se colocar, ele representa porque todos os irmãos estão vivendo essa situação juntos, eles estão revivendo a dor que eles causaram para Jacó, então eles estão jurando que não vão deixar isso acontecer de novo,
então tudo isso foi necessário e foi necessário não só numa hipótese, Judá falar com o pai, então pai olha se acontecer alguma coisa, eu sou fiador, não vou deixar acontecer, não eles precisaram viver isso na pele,
realmente pensando vai acontecer algo com Benjamin, Benjamin não vai voltar, nós não podemos deixar isso acontecer, Judá se oferece para ficar no lugar dele, então esse momento como nós falamos no último estudo,
esse momento em que Judá expressa diante de José que ele nem sabe que é da família, nem sabe que José sente, ele expressa, ele diz não posso deixar meu pai sofrer essa dor, eu fico no lugar dele,
é nessa hora, é nessa hora que Judá se coloca, é nessa hora que Judá ele faz o que eles deveriam ter feito lá atrás, eles não poderiam ter deixado o pai sofrer por 22 anos, mas pelo menos agora eles estão diferentes, eles não vão deixar acontecer,
e nessa hora José não consegue se conter mais, então esse é o momento dramático, esse é o momento cumulativo, como é que José na sua posição de governador,
na sua posição de ser um homem digno, não sei como era a cultura deles, mas provavelmente essa coisa de ficar chorando publicamente, provavelmente era algo inédito, jamais alguém faria isso,
José chora porque ele não consegue se conter mais, então eu quero fazer aqui, nós vamos voltar várias vezes, não só nesse estudo, nós vamos ficar mais um tempo nessa passagem, porque tem muita coisa aqui, tem muita coisa que nós precisamos aprender,
a história de José pode ser aplicada de diversas maneiras, mas nós queremos primeiro focar na história em si e no objetivo de Deus nessa história,
então aqui eu quero parar, já falei isso antes, mas eu quero deixar isso muito claro aqui, você pode usar a vida de José para dizer "olha, José sofreu, foi vendido, foi acusado falsamente na casa de Potifá,
passou anos na prisão, revelou o sonho para o Copeiro, o Copeiro se esqueceu dele, então José passou por tanta coisa e no fim ele foi exaltado, ele saiu por cima, ele saiu lá da cova, ele saiu lá da masmorra,
foi lá para o trono", se você estudar a vida de José e tirar a conclusão de que as pessoas sofrem para que elas possam chegar a um lugar de exaltação, você perdeu a história,
a história mostra isso realmente, aconteceu, José sofreu e depois foi exaltado e saiu, foi reivindicado, ele chegou numa posição incomparável, inimaginável de poder,
mas a história não é para mostrar isso, esse não é o objetivo, Deus faz isso na vida das pessoas, ele pode exaltar, pode não exaltar, a questão não é essa, a história de José não é a história de uma vida individual
que Deus resolveu porque sofreu muito, que Deus abençoou no fim porque ele sofreu muito, a história de sofrimento para que depois eu possa reinar, a Bíblia fala, se nós sofremos com Jesus um dia nós vamos reinar com ele,
mas será que a gente pode entender algo muito mais profundo do que isso? José sofreu e chegou ao lugar onde ele chegou porque Deus tinha um propósito e o propósito de Deus em primeiro lugar não é exaltar,
Deus nos ama, Deus vai fazer justiça, Deus vai abençoar aqueles que sofreram, aqueles que foram martirizados no livro de Apocalipse, depois eles reinam com Jesus, existe isso, mas o objetivo não é esse,
os 24 anciãos no livro de Apocalipse, eles lançam as coroas diante do Cordeiro, o objetivo não é a nossa exaltação, o objetivo é o que Deus quer fazer para toda a humanidade,
então vamos pensar aqui, a gente já falou sobre isso, mas vamos pensar de novo, José foi para o Egito, ele vai falar isso com os irmãos dele, mas José foi para o Egito para preservar vida,
porque isso é uma coisa muito clara, José fala isso várias vezes, fala também no livro de Salmos, José sofreu e ele foi exaltado não como apenas um objetivo pessoal de exaltação, de reivindicação, de realização,
ele foi colocado no lugar de poder para poder preservar vida, ok, isso é um objetivo, mas ainda não é o maior, não é o maior, o segundo objetivo de Deus na vida de José,
foi que dentro da sequência do plano de Deus para a nação de Israel, para que eles fossem a nação que Deus iria usar para redimir o mundo, para trazer o Messias, para tantas coisas que Deus queria fazer por meio da nação de Israel,
era necessário, é uma coisa difícil para a gente entender, mas Deus falou com Abraão que era necessário antes da descendência dele poder ter a posse mesmo da terra de Canaã que Deus prometeu,
era necessário que eles passassem pelo Egito, passassem opressão e a Bíblia fala que, por que Deus queria que a descendência de Abraão sofresse no Egito?
Isso é um outro assunto, mas só para a gente entender um pouco do que Deus fala, Ele fala da fornalha de aflição, porque no meio daquela fornalha de aflição, Deus formou uma nação e pôde mostrar na Páscoa, na primeira Páscoa, a libertação deles do Egito,
então era necessário que eles coletivamente, a nação toda, tivesse uma memória e tivesse uma recordação e uma celebração de terem sido libertos do Egito, isso foi muito importante,
mas outra coisa que as Escrituras nos mostram é que Deus fala que Deus queria que a nação de Israel fosse uma nação especial, uma nação de sacerdotes, uma nação para ser o caminho, para ser a porta de redenção para todas as nações do mundo,
e para isso eles precisavam saber o que era ser estrangeiro, porque era para eles tratarem estrangeiros e órfãos e pessoas discriminadas de uma forma compassiva, porque eles passaram isso no Egito,
então é um grande assunto, mas eu só quero citar que o propósito de Deus na vida de José era preservar a vida no meio dessa fome e também levar toda a descendência de Abraão, toda a família de Jacó, para até do Egito, porque isso fazia parte do plano de redenção,
coisas que a gente não consegue, na hora a gente não consegue imaginar, mas eu quero mostrar que tem uma coisa ainda maior, tem um propósito ainda maior,
porque se você estudar como nós estamos fazendo a história de José, se você for seguir então tudo que aconteceu desde quando ele foi vendido, os 13 anos no Egito e aí chegando nesse ponto,
o ponto climático, clímax, o ponto auge, o ponto máximo da história de José é esse momento do capítulo 45, esse é o momento máximo, e o que esse momento máximo nos mostra?
Não que ele não, esses outros dois objetivos que acabei de falar são importantes, Deus queria mesmo preservar a vida, José vai falar isso com os irmãos,
Deus queria mesmo levar toda a família para o Egito porque também fazia parte, mas esse momento dramático, o que esse momento representa?
E aqui nesse contexto eu quero dizer que José ele está representando o coração de Deus, ele representa o Messias, ele está vivendo como o Abraão viveu quando ele sacrificou Isaac,
Abraão estava vivendo o drama de Deus Pai, oferecendo o próprio Filho, Deus deu a Abraão a honra de viver, de demonstrar para a humanidade,
para ficar registrado aqui para sempre o coração de Deus Pai, e José ele tem essa mesma função de representar aqui, e aqui eu quero dizer assim,
Deus ele está muito interessado, ele não é um Deus frio, vendo a história acontecer e dizendo "deixa o povo sofrer porque vai chegar um momento que eu vou trazer meu reino,
e Deus não, Deus ele vê o fim então ele não sofre nos momentos intermediários", não, Deus sofre, a Bíblia mostra claramente que Deus sofre,
Deus sofre, Isaías 63 fala que Deus sofreu em cada momento da história de Israel, em cada situação, Jeremias 31,
Ozeias 11, nós temos esses textos dramáticos do coração de Deus mostrando que Deus sofre, Deus sofre, Deus não é o Deus irado e Jesus o Filho é o único que tem compaixão,
não, Deus Pai sofre, qualquer imagem que você tenha de Deus como um Deus insensível, duro, que não liga para o sofrimento é uma imagem mentirosa, errada,
Deus sofre, Deus é um Pai, eu quero ver, eu quero que você veja comigo Deus nessa história de José, em vários momentos Deus vai à parte, ele se esconde,
ele não se revela porque não é o momento ainda, mas ele sofre, ele não aguenta, ele está sofrendo e querendo se revelar, mas algo tem que acontecer antes,
então chega o momento, chega o momento em que José não suporta mais, qual que é esse momento que José não suporta mais, em que momento José não consegue se conter mais,
quando ele vê o irmão dele com o mesmo coração que Deus sempre queria, não é todo mundo que vai ter esse coração nesse momento,
eu posso chamar esse momento da vinda de Jesus, eu posso chamar esse momento de momento de visitação, de momento de Deus se revelar,
tem várias coisas que nós vamos falar e um deles assim, a gente sempre menciona isso, que essa história de José, ela aponta para quando Jesus,
o verdadeiro e pleno Messias, um dia ele vai se revelar aos seus irmãos, o povo Judeu, isso descrito em Zacarias 12,
então esse momento pode apontar para várias situações, mas o que eu quero dizer é que Deus, o coração de Deus, o coração de Jesus sofre,
mas tem um momento certo de se revelar, porque se José se revelasse antes, imagine comigo, agora eu quero que você pense um pouco comigo sobre o que poderia,
de alguma forma poderia estar passando no coração de José nesse momento aqui, ele não se conteve, ele se revelou, mas ele poderia ter ficado magoado,
porque Judá, ele conta a história, já mencionei isso, Judá conta a história de uma forma errada,
capítulo 44, quando Judá conta assim, porque que o pai é tão apegado a esse irmão Benjamim, a esse filho Benjamim, Judá,
no versículo 27, 44, 27, ele fala "Então nos disse teu servo meu pai, vós sabéis que minha mulher me deu dois filhos,
um se ausentou de mim e eu disse certamente foi despedaçado e não o vi mais".
É assim que Judá conta, mas Judá não contou, provavelmente nunca tinha contado para o pai o que realmente aconteceu com José,
e Judá agora se dispõe a se colocar no lugar de Benjamim, ok, José ia ficar muito feliz com isso, mas pensa se José tivesse um coração amargurado,
se José estivesse esperando, ele viu no capítulo 42, ele viu os irmãos falando que eles tinham errado, ele viu, ele ouviu,
eles falando e foi na presença dele, então ele viu que eles estavam reconhecendo o erro, mas aqui nessa interseção de Judá,
Judá ele não reconhece ali naquele momento, ele não confessa o pecado que eles tinham cometido contra o próprio José,
então José poderia pensar assim "Agora sim, agora ele quer tomar o lugar de Benjamim, mas por que eles não tiveram essa atitude comigo?
Por que que dos meus dez irmãos ninguém se ofereceu para me salvar?" Na verdade o Ruben queria fazer isso, mas ele chegou tarde,
então José poderia, eu quero que a gente imagine José tendo uma atitude talvez nem vingativa em si, mas tem gente que fala assim
"Olha, esse tipo de arrependimento não me toca, eles não estão confessando direito", então eu quero mostrar aqui que o que valeu,
o que comoveu o coração de José foi ver que os irmãos dele, Judá em específico, ele estava com outra atitude,
ele viu realmente que houve uma mudança, então ele se revela no momento certo, porque antes disso eles poderiam,
a gente pode imaginar vários cenários de José se ele fosse duro, poderia se revelar "Eu sou José, está vendo, vocês não me quiseram,
mas olha onde eu cheguei", ele poderia ter uma atitude de superioridade, podia ter uma atitude de frieza, ele podia ter uma atitude assim
"Bom, eu quero ver o meu pai Benjamim, mas eu não quero mais nada com vocês", ele podia ter tido outras atitudes,
o que comove o coração de Deus, o que fez José não se conter mais foi o propósito de Deus de reconciliação,
José ficou, ele ficou comovido, os irmãos já estavam, ele viu que eles estavam maduros, eles estavam com atitude diferente,
então houve condições para reconciliação, reconciliação é mais do que perdão, reconciliação é unidade, é unir-se,
é ter harmonia de novo, é querer ficar perto, não é um perdão parcial, não é um perdão assim "Da minha parte perdoei, mas vocês
fiquem de longe, a gente não pode se relacionar mais", não é nada desse perdão muito imperfeito e muito parcial que às vezes nós enxergamos.
Então é o grande propósito de Deus, o coração de Deus se comove quando há reconciliação, quando há um momento de possível reconciliação,
e esse momento é milagroso, porque o que os irmãos fizeram não foi pouca coisa, o que eles fizeram contra José,
nós vamos ver aqui que José ele não cobra, vamos continuar lendo para a gente poder analisar essa questão assim,
o que é reconciliação e o que essa reconciliação envolve, então no versículo 2 nós já vimos, José levantou a voz em choro,
e esse choro, eu vejo nesse choro, lembra, ele se segurou das outras duas vezes, aqui ele não se segura mais, ele solta o choro.
Nós sabemos, os psicólogos falam e com muita razão, que quando a gente segura, quando a gente sufoca as emoções,
muitas vezes nós impedimos a cura, porque a cura, para haver cura e para você mesmo poder liberar aquilo que está machucando você,
muitas vezes é necessário ter um choro, e as pessoas são diferentes, tem gente que chora com muita facilidade,
outras pessoas tem muito mais dificuldade para expressar, principalmente diante de outros, as suas emoções, não sei qual era a personalidade de José,
mas ele tinha um coração desde o início, um coração que queria reconciliação, por isso que ele chorava, chorou quando ouviu os irmãos,
ele não teve uma atitude, eles estão falando isso agora porque sentiram na pele, ficaram presos três dias e eles sentiram,
José poderia ter tido muitas atitudes de não aceitar a mudança, de não aceitar, mas o que realmente Deus quer é a reconciliação,
e José, ele precisou segurar, ele precisou conter, porque não era o momento, mas quando chegou o momento, ele se soltou,
houve uma explosão de emoção, que a gente pode imaginar que isso era fruto de anos e anos de sofrimento e anos e anos de separação da família,
então quando ele viu agora que havia condições e que ele ia se revelar aos irmãos, ele chorou com muita emoção,
então esse é o versículo 2 e era necessário que José se expressasse de uma forma muito forte, então os irmãos até agora não estão entendendo nada,
não sabem porque os egípcios foram expulsos da sala, não sabem porque esse homem, numa posição tão que podia, ele estava esperando,
talvez que ele fizesse alguma coisa muito dura contra eles, não, ele começa a chorar, e aí então, versículo 3,
"disse José a seus irmãos, eu sou José", então são só três palavrinhas em português, mas que revelação, que momento dramático,
em que agora ele se revela e aí abre a oportunidade, mas só dele se revelar não seria suficiente,
porque aí outra vez, vamos imaginar o que os irmãos estavam sentindo, primeiro todo esse suspense e não saber o que viria,
porque que os egípcios, mandou sair os egípcios da sala, porque ele chorou, mas aí ele fala "eu sou José", aí é outra tonelada na cabeça deles,
porque se ele é José, e quem esse homem que se diz José, ele é um homem que usou muita dureza com eles,
acusou de serem espias, prendeu por três dias, exigiu a vinda de Benjamin, eles talvez não soubessem ainda que foi José que colocou,
mandou colocar a taça no saco de Benjamin, mas era um homem que poderia castigá-lo severamente,
ele era José, mas ele também era o governador do Egito, ele tinha tratado com algumas bondades, mas eles não sabiam muito interpretar,
então quando ele fala "eu sou José", primeiro deve ter tido uma certa incredulidade, vive ainda meu pai, a primeira coisa que ele fala é sobre o pai,
porque eles já tinham falado que ele era vivo, mas a primeira coisa que José fala é sobre o pai dele, porque realmente esse vínculo com o pai era tão forte,
e José, a primeira coisa assim, eu estou vendo vocês meus irmãos, mas eu queria rever meu pai, então o pai é uma figura central em toda essa história de reaproximação,
mas seus irmãos não lhe poderam responder, porque estavam pasmados diante deles, estavam terrorizados, estavam perplexos, eles não sabiam o que pensar,
será que passou na cabeça deles, mas será que é verdade isso, mas ele deve ter, bom, nessa hora ele falou na língua deles, que já era uma coisa para convencer, então ele falava a língua deles,
e aí ele fala no versículo 4, "disse mais José a seus irmãos, peço-vos, chegai-vos a mim", porque ele viu como eles estavam muito assustados e muito aterrorizados,
então ele fala assim, não, podem vir para mais perto, venham aqui mais perto de mim, ele não demonstra nessa revelação de quem ele é,
ele não vai mais usar nenhum artifício de dureza, ele não vai falar assim, bom, agora vocês estão vendo quem eu sou, eu posso fazer com vocês o que eu quiser, nada,
ele não usa a posição dele para causar nenhum temor, e muito pelo contrário, nesse momento ele não exige, isso é uma coisa difícil,
nós vamos continuar explorando esse assunto de perdão, de arrependimento, de reconciliação, mas é muito interessante, embora ele já tivesse visto todo o processo anterior,
por isso que ele não está exigindo nada, mas se a gente pensar na história que Jesus contou, a parábola do filho pródigo, do pai amoroso,
Jesus não mostrou que para o filho pródigo voltar, para ele ser aceito pelo pai, que ele tivesse que fazer uma longa lista do que ele tinha feito de errado,
ele só falou assim, eu não sou digno, ele chegou, mas o pai parece que nem queria ouvir, o pai só queria saber que ele tinha voltado,
então eu não estou falando que Deus não se importa com a nossa confissão, mas aqui, nesse momento entre José e seus irmãos,
ele não assume nenhuma posição de que eu preciso saber o que vocês me dizem sobre o que vocês fizeram comigo, vocês precisam fazer reparação,
vocês precisam fazer alguma coisa para mostrar que vocês são dignos da minha aceitação, não, olha o que ele diz, chegai-vos a mim, eles já chegaram,
então disse, então aqui ele vai falar, ele vai já colocar o fato, que foram eles que o venderam para o Egito,
então disse, eu sou José, vosso irmão a quem vendestes para o Egito, então ele coloca o nome, vocês me venderam para o Egito,
mas ele não está falando isso para causar mais tristeza, mais dureza, não, olha o que ele vai dizer, mas agora,
vamos reconhecer os fatos, foram vocês que me venderam para o Egito, mas agora não vos entristeçais, como assim?
Vocês tinham que ficar muito tristes, bom, em parte, como eu já disse, é porque essa fase eles já tinham passado,
eles sofreram muito nesse processo aí, desde a primeira vez que eles foram para o Egito, eles estão sofrendo bastante por causa do que eles fizeram,
então eu não estou dizendo que Deus não quer arrependimento, que Deus não quer confissão, que Deus não quer remorso,
eu já falei que o remorso é importante para a gente sentir o que a gente faz, o que a gente fez, e o que eles fizeram nesse momento,
José está abrindo as portas totalmente, ele abre os braços, ele aceita os irmãos, ele não coloca requisitos,
como o pai do filho pródigo também não exigiu nada, ele abriu os braços, ele viu de longe, ele foi correndo para recebê-lo,
então a recepção, o perdão do lado de Deus, o perdão do lado de quem está perdoando, precisa ser total, sem condições, sem exigir nada,
mas isso não significa que o pecado não tenha efeitos, que o pecado não tenha consequências sérias,
e aqui nós temos esses poucos versículos, essas primeiras palavras de José com seus irmãos, nós temos o grande mistério,
o grande mistério do que nós chamamos a providência de Deus, Deus, a soberania de Deus, Deus usa os nossos pecados,
ele consegue fazer com que nossos pecados contribuam, então o que ele diz, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos,
não fiquem se condenando, não fiquem bravos consigo mesmo, não fiquem com medo de mim, essa é a coisa principal,
não fiquem irritados contra vocês mesmos, mas ele quer dizer, não precisa ter medo de mim, por me haver desvendido para cá,
porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós, então aqui nós temos a grande chave,
é algo que muitas vezes nós sabemos na teoria, mas quando acontece alguma coisa na prática, geralmente a gente não consegue aplicar,
a gente não consegue viver isso, mas o que José está dizendo é, eu não tenho raiva de vocês, eu não tenho amargura,
eu não estou aqui para exigir que vocês façam algum tipo de penitência, que vocês se ajoerem no chão,
que vocês fiquem lambendo os meus pés, eu não estou exigindo nada, porque embora vocês tenham feito,
ele vai falar isso lá no último capítulo de Gênesis, porque na verdade esse processo, deixa eu fazer um parênteses aqui,
aqui José não exige nada, ele fala não fiquem tristes, porque o que vocês fizeram contribuiu para o bem, para o propósito de Deus,
se nós pudéssemos entender isso, não entender com a cabeça, na cabeça a maioria já entende,
mas tudo que acontece conosco não significa que Deus queria, eu não posso aceitar, eu não posso acreditar num Deus
que fez os irmãos agirem com ciúme e ódio contra José e vender pro Gênesis, eu não creio num Deus que faz isso acontecer,
eu não creio num Deus que é autor do mal, eu sei que existem outras teologias, outros pensamentos,
mas isso pra mim, eu não creio nisso, mas José, ele não tinha, do lado de José, José pôde perdoar,
José pôde tratar os irmãos com liberdade, porque ele acreditava, ele viu que o que Deus, o que eles fizeram com ele,
Deus conseguiu tornar para o bem, então não é que Deus quer que alguém cometa um pecado como esse que os irmãos fizeram contra José,
mas Deus consegue virar para o bem, como Deus fez com o pecado de Davi, como Deus fez em tantas outras situações na história,
Deus torna, Deus é capaz de redimir, mas o efeito do pecado é terrível, e nesse parênteses, que nós vamos ver isso depois,
mas é importante colocar isso aqui, porque esse momento aqui são 22 anos depois que eles venderam José pro Egito,
então 22 anos depois, eles estão diante de José, e eles estão sendo recebidos por José, e José está dizendo não fiquem tristes,
não, vamos esquecer isso, Deus tornou isso para o bem, ele vai falar isso três vezes aqui, vamos olhar aqui, três vezes,
versículo 5, porque para a conservação de vida, Deus me enviou, sublinhem essa palavra aí se você gosta de marcar sua Bíblia,
Deus me enviou, foi isso que deu a José a capacidade de perdoar, de não ficar com a margura,
embora na vida de José, aparentemente, ele não ficava alimentando a margura, durante toda, quando ele estava na casa de Potifá,
quando ele estava na prisão, do jeito que ele agia, ele não agia como alguém com a margura, mas muito mais agora que ele viu,
ele entendeu, porque naqueles momentos ele não entendia o que estava acontecendo com ele, mas agora ele entendia,
ele viu que tudo que tinha sido feito para o mal, tinha cooperado para o bem, então nós temos aqui algo tremendo,
Deus me enviou, versículo 7, pelo que Deus me enviou adiante de vós, a fim de conservar sua sucessão na terra,
versículo 8, assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, então três vezes, ele fala, quem me enviou não foram vocês, foi Deus.
Agora só queria mostrar, então José, ele não tem a margura, ele não fica cobrando uma confissão, ele não cobra deles em nenhum momento uma confissão,
na verdade a gente nunca fica sabendo direito se eles contaram para Jacó o que eles tinham feito, não fica claro aqui nessa história,
pai, nós pecamos, nós fizemos uma coisa terrível, não sei se eles chegaram a fazer, mas José não exige, ele ouviu deles,
sem eles saberem, mas ele ouviu eles reconhecendo que eles tinham errado, ele viu a mudança de coração, a mudança de atitude em relação ao Benjamin,
então o que o pai do filho pródigo queria é que o filho voltasse para ele, Deus quer reconciliação, não estou dizendo que Deus passa por cima,
não estou dizendo que Deus não se importa com verdadeiro arrependimento, não estou dizendo que não é necessário confessar, não estou dizendo nada disso,
mas estou dizendo que no coração de Deus o que toca no coração dele, o alvo dele é reconciliação, e para haver reconciliação muitas vezes precisa ter confissão,
mas tem alguma coisa que é mais importante do que confissão, que é a mudança de atitude, a mudança de atitude é que permite uma verdadeira reconciliação,
você pode confessar, você pode chegar e falar isso, isso, isso é errado, mas se você não tiver uma mudança de coração não vai haver verdadeira reconciliação,
então eu só queria mostrar lá no último capítulo de Gênesis, aqui já tinha feito 22 anos, Jacó foi morar no Egito logo depois desse episódio,
Jacó viveu mais 17 anos antes de morrer no Egito, então quanto faz a conta, 22 anos mais 17 dá 39 anos,
quando Jacó morreu, os irmãos de José, esses mesmos irmãos, eles ainda não tinham se perdoado, eles ainda não tinham acreditado plenamente que José havia perdoado,
eles acharam talvez quando o pai morre, depois que o pai morre, aí ele vai se vingar, lá no capítulo 50, último capítulo de Gênesis, os irmãos chegam para José,
primeiro eles até mandam uma mensagem, depois eles chegam diante dele e eles falam assim, olha talvez você ainda tenha raiva conosco de nós,
talvez você ainda vai querer fazer alguma coisa contra nós, aí sim eles pedem perdão, que até aqui a gente não vê,
então eu só queria mostrar por um lado, Deus ele usa o pecado, a palavra é errada né, dizer que Deus usa o pecado, Deus consegue transformar o pecado em situações que vão ainda promover o seu propósito,
Deus não precisa do pecado para cumprir seus propósitos, Deus não precisava que os irmãos vendessem José, eu sei que tem gente que pensa diferente,
mas eu diria isso, pelo que eu entendo de Deus, pelo que eu vejo de Deus nas Escrituras,
eu não diria que Deus precisava que os irmãos pecassem, porque se Deus precisa que os homens pequem, como Deus vai nos condenar pelo pecado,
se era necessário que pecassem para o propósito de Deus se cumprisse, era necessário Adão e Eva pecarem para que a redenção viesse por meio de Jesus,
não, nós não sabemos o que teria acontecido se Adão e Eva não tivessem pecado, se os irmãos não tivessem vendido José para o Egito, a gente não sabe,
mas Deus, ele pega os nossos erros e ele consegue redimir, a redenção é Deus nos redimir dos efeitos do nosso pecado, e o que mais comove o coração de Deus é reconciliação,
é por isso que eu vejo nesse momento de José, nesse momento em que ele não consegue se conter, e depois em outro estudo eu vou voltar nesse tema para falar sobre Deus,
como Deus também se contém, como Deus também se segura, se você acha que Deus está esperando muito, se você acha que Deus não tem compaixão,
se você acha que Deus não se comove, Deus está esperando e é duro para Deus esperar, como eu queria que a gente entendesse que a espera muitas vezes é necessária,
e José ele não queria ter que esperar, mas ele esperou porque era necessário, era necessário esperar para que houvesse condições reais para reconciliação, porque o que Deus quer é reconciliação,
para Deus perdoar os pecados e mandar todo mundo para o céu, o processo é doloroso, ele deu o próprio filho para isso, mas o processo de reconciliação é muito mais demorado,
porque Jesus morreu há dois mil anos e ele ainda está esperando, então significa assim, a obra de redenção na cruz é completa, mas ele está esperando,
então por um lado é muito complexo isso, não é tão difícil, mas é muito complexo pensar, José falou com seus irmãos, olha, não fiquem tristes,
porque Deus queria me enviar, Deus tinha um propósito, e Deus não perdeu seu propósito por causa do erro de vocês,
o que Deus queria fazer, ele conseguiu fazer, então 17 anos depois disso, 39 anos, eles carregaram um peso na consciência,
então se você fala assim, aqui, então está falando, não fiquem tristes, porque na verdade Deus queria isso mesmo, do lado do perdão,
Deus queria, e José falou com eles, não fiquem tristes, ou seja, se perdoem, mas não foi fácil, porque 17 anos depois,
ou 39 anos depois que eles venderam, eles ainda estavam sofrendo por causa daquilo que eles fizeram,
agora você me responda, não tem importância o pecado, porque Deus torna o pecado para o bem?
Nós podemos dizer, ah, Deus não liga, porque no fim das contas, Deus queria isso mesmo, Deus queria que José fosse para o Egito,
eles chegaram ainda para José e falou assim, você vai querer nos castigar agora? Por favor, nos perdoe, e outra vez José chorou,
está lá em Gênesis 50, outra vez José chorou, será porque que José chorou? Ele chorou porque os irmãos dele não tinham conseguido receber o perdão,
José perdoou, mas eles não conseguiram receber o perdão, e isso tudo a gente pode dizer também, porque não tinha ainda o Evangelho,
não tinha revelação, não tinha o Espírito Santo, não tinha Nova Aliança, mas é algo que acontece até hoje, o pecado é muito sério,
o que eles fizeram com José, o que eles fizeram poderia ter destruído a família, poderia ter destruído o propósito de Deus, então Deus estava trabalhando com José,
esse momento de Gênesis 45 é o momento da reconciliação, é o momento que mais comove o coração de Deus, é o que Deus mais deseja, mas olha só, ainda demorou mais tempo
para que eles pudessem receber e entender o perdão de Deus, e lá em Gênesis 50, o que que José fala com eles?
Ele falou assim, primeiro, eu não estou no lugar de Deus, quem pode perdoar, quem vai tratar com a vida de vocês é Deus, eu não sou Deus,
eu não posso reter o perdão, eu não posso castigar vocês, a minha parte é perdoar, gente isso é muito profundo,
nós vamos voltar a falar sobre perdão em outro estudo, tem muita coisa nessa história de José, tem muitos aspectos diferentes para a gente explorar,
mas ele falou lá em Gênesis 50, eu não estou no lugar de Deus, então nós temos aqui, do lado de quem perdoa, do lado de quem precisa perdoar,
primeiro, eu posso perdoar porque eu vejo que Deus usa tudo para o bem na minha vida, não tem um sofrimento que é para o mal,
a patrola de Deus, esse livro maravilhoso, ele fala isso, não tem, não tem algo que Deus faça para nós, para o nosso mal,
para a nossa disciplina, tudo que Deus faz, todo sofrimento que acontece, nem porque Deus quer, mas todo sofrimento que acontece na nossa vida,
Deus está transformando para o bem, e se ele está esperando, é porque há uma razão, ele vai esperar até o momento certo,
então uma das coisas que abre o caminho para a gente perdoar é, Deus tem um propósito, a segunda coisa que é relacionado é,
eu não estou no lugar de Deus, não sou eu que vou julgar, eu não tenho direito de reter o perdão, na minha parte eu preciso perdoar,
a falta de perdão é uma prisão, é uma prisão para mim, é uma prisão para o outro, então minha parte é liberar o perdão,
então quando os irmãos chegaram para José, trinta e nove anos depois do acontecimento, trinta e nove anos, José falou,
eu não estou no lugar de Deus, e ele falou de novo, ele falou assim, olha, vocês fizeram para o mal, mas Deus tornou para o bem,
eu posso liberar o perdão, porque eu vi que Deus transformou tudo em bem para mim, agora vocês fizeram para o mal,
eu não estou no lugar de Deus, então em síntese, José estava dizendo, vocês, e eles pediram perdão, e Deus de acordo com o coração deles,
perdoou, mas o que José estava dizendo, vocês precisam resolver isso com Deus, então o que Deus mais quer é reconciliação,
e essa história de José, eu vou terminar aqui, mas tem muita coisa para a gente ainda falar sobre esse texto,
mas o que nós estamos vendo aqui, o milagre, o objetivo de Deus, na história de José, era da provisão, ele fala isso,
versículo cinco, não fiquem tristes por me terem vendido para cá, porque para a conservação da vida, Deus me enviou, versículo sete, Deus me enviou adiante de vós a fim de conservar vossa sucessão na terra, para guardar-vos em vida por um grande livramento,
então o que nos liberta de amargura, é entender a superania de Deus, entender a providência de Deus, entender como Deus faz todas as coisas cooperarem para o bem,
mas o grande milagre que Deus mostrou na vida de José, foi que Deus pôde, se era uma coisa perfeita dentro da nova aliança, a gente não pode afirmar, e o fato é que 17 anos depois os irmãos ainda estavam lutando com essa condenação de terem feito isso,
mas o que Deus fez na vida de José foi trazer cura, foi trazer reconciliação, então o que nós mais ofendemos Deus, o que nós mais pecamos contra Deus, é quando nós proferimos palavras,
quando nós agimos em ações contra as pessoas, seja alguém da sua família, seja alguém da família da fé, seja contra alguém que não é da família da fé, o que mais ofende Deus, é quando nós pecamos contra, quando nós ferimos, quando nós temos ciúmes,
quando nós temos ofensas contra os outros, é esse tipo de, assim, Jesus falou assim, quem pecar contra uma criancinha, melhor que colocasse uma pedra no pescoço, se afundasse no mar, é uma coisa terrível,
você pecar contra um pequenino, contra alguém da sua família, contra seu marido, contra sua esposa, contra seus filhos, contra alguém que é próximo, contra alguém que não é tão próximo, esses pecados trazem consequências terríveis,
o que Deus fez, apesar do pecado dos irmãos de José, foi fantástico, Deus fez algo maravilhoso e Deus abriu caminho, o clímax da vida de José é quando ele, nesse momento, ele se revela aos seus irmãos e a família é reunida, é unida novamente, é curada,
nós vamos ter outro momento quando José encontra com seu pai, mas realmente o momento maior é esse aqui, porque era onde tinha essa ferida, onde estava essa divisão horrível, o maior pecado, a pior obra da carne é nós pecarmos contra os outros,
é nós pecarmos por causa de nós mesmos, de nossa exaltação, pisar em cima dos outros, falar palavras duras, sem amor, ferir as pessoas ou com palavras ou com ações, expulsar, ignorar, quantas divisões na igreja, quantas divisões na família, quantas palavras, quantas pessoas falando de princípios cristãos na política e ferindo-nos aos outros,
então se nós pudéssemos entender o que comove o coração de Deus, o que fere o coração de Deus e o que faz Deus não se conter em emoção quando há condições para reconciliação,
essa é a grande lição, é isso que salta das páginas, dentro desse contexto, dentro dessa história tão dramática, é ver o propósito de Deus de unir, eu coloquei alguns princípios aqui na folha, resumem mais ou menos o que nós falamos,
o maior objetivo de Deus na vida de José foi de fato trazer a reconciliação, mais do que preservar a vida, mais do que levar a família para o Egito, Deus quis mostrar a reconciliação, a necessidade da espera,
nós vamos falar mais sobre isso depois, o que mais comove o coração de Deus é no lado negativo ferir uns aos outros, ferir nossa relação com Ele e ferir outras pessoas porque Ele quer a família unida,
a soberania de Deus e o pecado do homem, nós falamos um pouco sobre isso, provavelmente nós vamos ainda abordar novamente,
será que precisa de uma confissão explícita? Eu estou colocando como uma pergunta porque em alguns casos como a própria história da parábola do filho pródigo, Jesus não coloca essa necessidade de uma confissão,
pai eu peguei seu dinheiro, gastei mal, vivi, fiz um monte de besteira, não, Ele queria que o filho voltasse, então essa aqui é uma pergunta, será que precisa? Eu não estou negando a importância de confissão,
a Bíblia fala, se confessarmos nossos pecados, Ele vai nos perdoar, a gente precisa reconhecer, mas dentro desses contextos, às vezes tem situações em que naquele momento Deus não está colocando isso como o primeiro requisito,
e a chave para não ter amargura é esse entendimento da soberania de Deus e entender que nós não estamos no lugar de Deus, como José falou lá no último capítulo de Gênesis, eu não estou no lugar de Deus,
então entender que Deus tem um propósito e que o que Ele faz na sua vida, na minha e nos acontecimentos do mundo, nas piores guerras, nas piores situações,
Ele pode crer que Deus não está contente com isso, mas Ele sabe conduzir as coisas em direção à reconciliação, que é nessa hora que Jesus se comove e não se contém e vai chegar ao nosso encontro,
quando nós temos esse Espírito e desse desejo e essa disposição de oferecer nossa própria vida para que haja reconciliação. Senhor, continua nos falando nessa história e em tantas outras situações na Tua Palavra,
em que nós podemos ver o Teu coração, nós queremos sentir, nós queremos ver como o Senhor gostaria de resolver tudo rápido, como o Senhor com certeza tem chorado muitas vezes por causa de não ser o momento certo
e o Senhor querer muito, muito mais do que nós, se revelar e trazer a Teu reino e estar conosco para sempre, mas que nós possamos conhecer o Teu coração, crer no Teu coração mesmo quando o Senhor demora,
quando as coisas demoram para acontecer, porque o Senhor está esperando o melhor, o perfeito, aquilo que realmente precisa acontecer, ajuda-nos e continua falando conosco, te pedimos em nome de Jesus, amém.
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