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Gênesis – Aula 118 – O anseio de Deus por reconciliação

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O fato de que o momento mais culminante de toda a história de José foi quando se revelou aos seus irmãos mostra que para Deus o que mais importa é a reconciliação. É o que mais comove o coração dele, é o que ele mais espera, é o que ele mais procura. José esperou o momento certo para se revelar para poder oferecer pleno perdão e a oportunidade de total reconciliação. Do lado dos seus irmãos, porém, o processo ainda não estava completo.

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Leitura recomendada:

– Livro: “Anseio Pelo Seu Retorno”

– Livreto “A Dança da Trindade”

– Artigos da Revista Impacto, edição 66 “Deus quer morar na Terra”

05/04/26 – Gn 45 – Baixardo áudio.


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Transcrição · gerada automaticamente

Estamos em Gênesis 45, nesse capítulo que consideramos um dos capítulos mais dramáticos,
o ponto mais dramático de uma história muito dramática, a história de José toda é muito tremenda,
e aqui nesse capítulo 45, que já iniciamos na aula passada, nós estamos vendo o momento mais dramático dessa história,
que começou no capítulo 42, do reencontro entre José e seus irmãos, depois vai ser entre José e o pai dele,
mas dentro de toda a história de José, esse é o momento culminante, e dentro da história do reencontro de José com seus irmãos,
e com sua família, esse é o momento mais dramático, nós vamos ver no capítulo 46, quando José tem o reencontro com o pai dele,
que claro que é um momento muito dramático também, mas sem dúvida alguma no relato bíblico,
nós temos aqui o momento de... um momento culminante, esse é o momento especial, por quê? Porque Deus queria mostrar que o objetivo dele,
já mostramos isso, mencionamos isso, que o objetivo de Deus não era mostrar que José sofreu muito e agora chegou o momento da vitória dele,
chegou o momento em que ele foi... nós já passamos por isso no capítulo 41, vimos o momento em que José saiu da prisão,
do lugar mais baixo, do lugar de vergonha, de sofrimento, já passamos pelo momento em que José foi erguido, foi levantado para esse lugar que ele está ocupando,
mas esse não foi o momento mais dramático da história de José, e não é o grande objetivo de Deus de mostrar pela vida de José que quando a pessoa vai lá embaixo,
e quando sofre, ele é levantado, Deus depois vai reivindicar, que Deus vai mostrar que depois ele reverte todo o mal que foi feito,
isso é verdade, Deus faz isso, nem sempre na vida da pessoa, nem todas as pessoas que sofrem, nem todas as pessoas que são perseguidas,
nem todas as pessoas que são injustiçadas, como José foi, tem o momento de subir, de ser reconhecido, de resolver toda a injustiça,
isso muitas vezes não acontece dentro da vida da pessoa, a história de José não é para nos mostrar que todas as pessoas que sofrem vão receber o seu galardão aqui nesta vida,
Jesus disse "bem-aventurados que choram, bem-aventurados que são perseguidos, bem-aventurados aqueles que sofrem todo tipo de injustiça, eles vão receber o galardão",
isso é promessa de Deus, isso vai acontecer, mas eu estou dizendo que nem sempre acontece dentro desse espaço da nossa vida terrena,
então a grande lição, o grande objetivo da história de José não é para mostrar que quem sofre vai depois receber um galardão,
embora isso seja, como eu estou dizendo, uma verdade, nem sempre vai acontecer na sua vida, no espaço desta vida terrena.
Mas o grande objetivo da história de José é mostrar esse momento culminante, esse auge de toda a história da vida de José,
é quando ele se revela aos seus irmãos, aos irmãos que o prejudicaram, aos irmãos que o traíram, aos irmãos que o odiaram,
agora chegou o momento dele se revelar e nós vamos continuar falando sobre isso, especialmente para mostrar esse grande objetivo do plano de Deus,
esse grande objetivo de Deus na vida de José, vamos pedir ajuda de Deus, do Espírito Santo para falar conosco.
Pai, nós admiramos como o Senhor orquestrou toda essa história, como o Senhor planejou a vida de José, como o Senhor interveio,
como o Senhor operou, como o Senhor trouxe esse final tão glorioso na vida de José e nós queremos entender,
porque em tudo isso, além da história de cumprir o propósito que o Senhor tinha com o povo de Israel, com os descendentes de Abrão,
o Senhor quis mostrar algo muito especial pela vida de José e especialmente por esse momento e nós queremos realmente cavar aqui,
queremos compreender com mais profundidade o que o Senhor está querendo nos falar e o que isso quer dizer sobre a tua natureza,
sobre o teu alvo final, sobre o que o Senhor quer fazer nos nossos dias e no futuro próximo,
isso nos interessa muito e queremos que o Senhor fale conosco, nos abrimos, nos colocamos diante de Ti com nosso desejo e com nossa humildade
de saber que nós não somos capazes de entender com nossa própria inteligência, com nossa própria análise,
nós precisamos de Ti para entender o que o Senhor quer falar, pedimos isso em nome de Jesus, amém.
Bom, aqui está o resumo da aula passada e eu coloquei mais um ponto, porque na aula passada nós fomos até o número 6
e o nosso foco na aula de hoje é esse último ponto, então só repetindo rapidamente, o maior objetivo de Deus, como acabei de falar,
não foi mostrar que José seria exaltado, nem foi propriamente, claro que isso era muito importante, que o propósito de Deus na vida de José
era que ele pudesse preservar a vida, que ele pudesse ser o instrumento de Deus para preservar a vida para toda aquela região,
mas especialmente para a família de Abraão, os descendentes de Abraão, falamos sobre a necessidade de espera, talvez a gente fale um pouquinho mais sobre isso,
José não precipitou, o grande objetivo de Deus na vida de José era trazer a reconciliação, mas por que ele esperou tanto mais de um ano?
Porque os irmãos apareceram lá e ele não foi já entrando num processo de reconciliação, havia necessidade dessa espera, falamos bastante sobre isso.
O que mais comove o coração de Deus foi o que comoveu o coração de José, foi quando um de seus irmãos, representando os outros,
mas demonstrando o que Deus queria fazer com todos, quando Judá se colocou no lugar de Benjamin,
quando ele não só intercedeu com palavras, mas quando ele se colocou e se dispôs a ser preso, a pagar o preço no lugar de Benjamin,
Benjamin não cometeu erro nenhum, mas estava parecendo, a evidência era que ele tinha pecado de fato, tinha feito um ato terrível e seria punido, seria preso,
e Judá se colocou no lugar de Benjamin, esse ato é o ato de Jesus, mas quando nós participamos, Judá era um ser humano, um pecador, a história de Judá anterior a esse momento não foi uma história exemplar,
mas Judá se colocou no lugar de Benjamin para proteger Benjamin, para proteger o pai dele, então esse movimento de compaixão, esse movimento de se colocar no lugar de alguém,
é algo que comove o coração de Deus porque o que Deus quer é reconciliação, e Judá estava se dispondo a pagar esse preço.
A soberania de Deus e o pecado do homem, isso é um assunto profundo que também talvez a gente possa explorar um pouco mais,
mas o pecado dos irmãos de José, Deus utilizou, Deus tornou para o bem, José fala isso com seus irmãos, mas isso não torna os irmãos isentos de pecado,
e não significa que Deus queria que eles cometessem o pecado, isso tudo é um assunto muito complexo e muito difícil da nossa mente entender,
mas se eles venderam José para o Egito, se isso foi o plano de Deus, como José mesmo fala com seus irmãos, vocês não devem ficar tristes,
porque tudo que vocês fizeram cooperou para o bem, então tá, então a gente fez o certo, não, claro que não, o pecado deles ia causar dor no coração deles mesmos por muito tempo ainda,
precisa de uma confissão explícita, desse momento José falou assim, bom eu sou José, vocês me venderam para o Egito, estou esperando aqui uma confissão,
não, eu quero que vocês se retratem, eu quero que vocês se humilhem, eu quero que vocês fiquem muito, eu quero ver se vocês estão realmente arrependidos,
não, nesse momento José não exigiu isso, nós comparamos com a parábola do filho pródigo para mostrar que o pai não estava esperando,
ele até cortou o discurso do filho pródigo, ah eu não sou digno, eu não quero nem ser filho, o pai falou assim, pode ficar quietinho que eu estou recebendo você de volta assim como filho,
então é uma pergunta, claro que a Bíblia dá muita ênfase à necessidade de confissão de pecados, mas nesse momento Deus estava mostrando que para haver esse momento de reconciliação,
José estava tão aberto, estava tão pronto para receber seus irmãos que ele não exigiu, ele não cobrou deles uma confissão, em parte porque ele já tinha ouvido a conversa deles,
ele tinha visto a atitude deles, em outras palavras, Deus dá mais valor à sua mudança de atitude sem menosprezar, sem deixar de lado a necessidade de confissão,
mas o que vale mais para Deus é uma mudança de atitude, não adianta a gente confessar os meus pecados vez após vez e não ter uma mudança de coração,
e em sexto lugar aqui a chave para não ter amargura, quem poderia ter amargura? Claro, José, mas José não estava amargurado, ele pôde perdoar os irmãos,
então isso é tremendo porque não é fácil, não é simples, uma pessoa que ficou 13 anos na escravidão, na prisão, sofrendo, longe da família,
não é fácil, imagine, mesmo que ele estivesse agora em liberdade, agora o governador do Egito, uma posição de poder, mas não é fácil, não seria fácil para José dizer "deixa para lá, não fiquem tristes",
ele realmente sentiu tudo isso, mas ele não tinha amargura, por que ele não tinha amargura? Nós falamos que foram duas coisas, um que ele viu o propósito de Deus naquilo que os irmãos fizeram,
se você ver a mão de Deus na sua vida, você pode perdoar as pessoas que causaram o mal, Jesus foi o exemplo máximo, Jesus sabia que ele estava indo para a cruz por um propósito de Deus,
ele entendeu que ele tinha vindo ao mundo para dar a sua vida, então quando Judas, um dos seus 12 discípulos, o traiu, um dos seus amigos mais íntimos, e além de Judas, os chefes da nação e o próprio povo,
muitos que provavelmente tinham sido curados por Jesus gritando juntos "Crucifica-o, crucifica-o", Jesus não ficou com amargura, porque ele era Deus, não, ele era homem também e ele sentiu,
ele sentiu a dor, ele tinha passado por toda essa dor na cruz, uma das suas últimas palavras foram "Pai, perdoe-lhes, porque eles não sabem o que fazem e eu sei o que o senhor quer fazer",
então o próprio Jesus nos mostrou que a capacidade de perdoar vem de entender que Deus torna todas as coisas para o bem e que, como Jó falou, nenhum dos propósitos de Deus podem ser frustrados,
se Deus quer fazer alguma coisa na minha vida, não é um inimigo, não é um chefe, não é um familiar, não é alguém de dentro da igreja, não é ninguém que vai poder impedir o que Deus quer fazer na minha vida,
essa é a visão da soberania de Deus, não significa que Deus está por trás, que Deus quer que alguém nos traia, nos persiga, mas significa que Deus é capaz de tornar todas as coisas para o bem
e Deus vai cumprir o seu propósito que é para o nosso bem, mas lembre-se que o grande propósito de Deus é para o bem de toda a humanidade, Deus nos ama individualmente,
Ele quer o nosso bem, mas Ele usa cada um de nós, todos nós que amamos a Deus, que amamos o Pai, nós não somos o único filho de Deus, a única filha de Deus,
Deus tem muitos filhos, Deus tem toda a humanidade que Ele deseja redimir, que Ele deseja mudar essa história, então quando nós amamos a Deus, quando nós entramos num relacionamento com Ele,
nós queremos que o propósito Dele seja completo, seja realizado e é claro que isso nos inclui, é claro que Deus não está nos usando, nos explorando e que nós somos descartáveis,
que Ele vai nos usar e no fim Ele vai nos jogar fora, não, de forma alguma, Deus nos ama e Ele quer que cada um faça parte desse plano glorioso que é de redimir toda a humanidade,
nós somos, nós fazemos parte da humanidade perdida, nós fomos resgatados por Deus, mas no grande amor de Deus Ele nos convida como redimidos a fazer parte do Seu plano de redimir os outros,
que coisa gloriosa, que coisa tremenda, que Ele não só nos inclui como membros de Sua família, como amados por Ele, mas Ele nos chama para fazer parte do Seu plano de redimir os outros,
então esse entendimento do propósito de Deus nos livra, nos liberta da amargura e a segunda coisa que vem lá do último capítulo de Gênesis quando José ainda fala com seus irmãos depois da morte do Pai,
ele fala assim, eu estou no lugar de Deus, então quando nós julgamos, quando nós queremos condenar, quando nós queremos punir alguém, nós estamos nos colocando no lugar de Deus,
então José ainda que fosse a vítima, ainda que ele fosse a pessoa que tinha sido prejudicada, ele entendia que ele não estava no lugar de Deus,
era ele que podia dizer "você não merece o perdão" e muitas vezes nós nos colocamos no lugar de Deus como se nós soubéssemos o que Deus quer fazer com as pessoas, então essa é a chave para não ter amargura.
E o último ponto que é o nosso objetivo hoje é falar, nós temos já enfatizado bastante, mas é falar que a reconciliação é um processo e é o objetivo de Deus,
nesse processo, na vida de José, o que ele mais queria era reconciliação, mas esse objetivo de Deus de trazer reconciliação entre José e seus irmãos
era algo que José estava pronto para se revelar, para iniciar o processo, mas esse processo de reconciliação depende também, dependia naquele caso dos irmãos,
não era suficiente que José, era essencial que José pudesse perdoar, era essencial que José dissesse "eu não guardo amargura, eu estou pronto para abraçar vocês, para estar em comunhão com vocês",
mas era necessário para ter reconciliação, era necessário também que os irmãos entrassem e aceitassem, então nós queremos falar um pouquinho sobre como é o ponto culminante da vida de José,
é o ponto máximo que Deus queria fazer por meio de toda essa história, era trazer o momento de reconciliação, porque veja bem, antes dos irmãos venderem José para o Egito, eles não estavam reconciliados,
havia uma rixa, havia uma separação muito grande antes disso, então todo esse processo aconteceu por causa do ódio, por causa do sentimento que eles tinham,
e agora Deus está querendo curar esse relacionamento, Ele está querendo trazer uma verdadeira reconciliação, então nós queremos colocar esse como nosso foco,
porque já que é o objetivo de Deus, é importante que a gente entenda e eu confesso que ao meditar sobre essa história, preparando essas aulas,
procurando entender o que Deus queria falar por meio dessa história, eu confesso que eu estou entendendo que eu não entendo a reconciliação,
eu estou entendendo o quanto a reconciliação que é o objetivo, o grande objetivo de Deus, eu estou entendendo que eu ainda estou distante de realmente compreender isso em plenitude,
então hoje nós queremos cavar um pouco sobre isso e falar um pouco sobre isso, mas eu me coloco numa posição de um aprendiz, de alguém que está ainda procurando entender.
Então vamos voltar para a história em Gênesis 45 e vamos entender aqui o que está envolvido, nós já falamos antes, eu vou repetir aqui, que perdão, perdão é essencial para que haja reconciliação,
é óbvio que não pode haver reconciliação sem perdão, mas perdão sozinho não é suficiente para trazer reconciliação.
Quando há perdão, e principalmente porque nós estamos falando, reconciliação evidentemente é voltar a ter um relacionamento, é curar um relacionamento entre partes que estavam separadas,
entre partes que estavam sendo inimigas uma da outra, então para que haja reconciliação precisa haver perdão, principalmente quando você pensa nesse caso da vida de José,
que aqui era uma situação muito clara, quando você tem separação, quando você tem quebra de relacionamento entre marido e esposa, por exemplo, no casal, dentro de uma família, ou quando você tem entre pessoas que convivem dentro de uma igreja,
ou entre amigos, quebra de relacionamento entre amigos, enfim, em qualquer tipo de situação mais comum, geralmente há erros das duas partes,
então para haver reconciliação tem que haver perdão de ambas as partes, nesse caso aqui a gente poderia dizer que José tinha sido prepotente quando ele recebeu aqueles sonhos aos 17 anos de idade,
que ele era presunçoso, era prepotente, a gente pode, nas entrelinhas, dizer isso, mas a história, do jeito que a Bíblia conta, a história mostra basicamente uma quebra de relacionamento por causa dos irmãos,
então o erro realmente estava de um lado nessa história, mas na totalidade de histórias humanas os erros costumam ser de ambas as partes, então os dois lados precisam perdoar,
mas, e aí ainda mais assim, se há perdão de um lado só, pode não haver reconciliação, ok, então esse é o ponto, e mesmo nesse caso aqui, nós queremos olhar e pensando no nosso relacionamento do homem com Deus,
porque José aqui está formando a história dele e se torna uma parábola, e na parábola José está no lugar de Deus, na parábola, ele representa alguém que foi traído, alguém que foi rejeitado,
assim, contra quem nós pecamos, a Bíblia mostra evidentemente que do lado de Deus não há nada, nós não precisamos perdoar, nós precisamos ser perdoados,
mas mesmo nesse caso, Deus sendo o único que tem algo a perdoar, sendo o único que precisa perdoar, mesmo assim a reconciliação não acontece Deus perdoando somente,
Jesus fez isso na cruz, Jesus perdoou incondicionalmente, pai, perdoa-lhes, todo mundo, e a Bíblia fala que na cruz Jesus trouxe paz, Jesus trouxe perdão,
Jesus trouxe a condição total para que houvesse reconciliação entre o homem e Deus, porém nós sabemos também que não há reconciliação ainda entre todos os homens e Deus,
e não há uma reconciliação perfeita, a obra de Jesus foi perfeita, mas não há uma reconciliação perfeita no nosso relacionamento individualmente com Deus,
nós lutamos com consciência pesada, nós temos dificuldades para aceitar o perdão de Deus, então nós sabemos que a reconciliação ainda não alcançou o seu resultado,
o seu processo final, não foi finalizado ainda esse processo de reconciliação, o perdão foi dado, mas a reconciliação ainda não aconteceu, então é isso que nós queremos olhar dentro dessa história,
então vamos lá primeiro para ver dentro dessa história, depois nós queremos explorar um pouquinho mais essa questão da reconciliação e o que precisa acontecer e como Deus deseja trazer reconciliação,
o que interessa para Ele é isso, então na história aqui no capítulo 45 de Gênesis, já falamos sobre todo esse momento dramático do versículo 3, quando José disse aos seus irmãos,
"Eu sou José, vive ainda meu pai", ele expressou ali que o grande amor da vida dele, o relacionamento mais forte que ele tinha, ele não tinha mais mãe, então ele tinha esse vínculo muito forte com o pai,
então a primeira coisa que ele fala assim "Eu sou José e eu me interesso muito em ter notícias e ter um reencontro com meu pai", isso é muito forte e muito evidente, a primeira coisa que ele falou,
porém aí nós temos então essa cena que já descrevemos no versículo 3 que os irmãos José, eles ficaram, primeiro assim foi um susto enorme, porque embora eles soubessem que foram eles que venderam José para o Egito,
então eles não tinham certeza que ele tinha morrido, mas eles ficavam falando essa narrativa que eles contaram para o pai, eles ficaram contando que José tinha morrido, mas José não tinha morrido,
e agora eles estão de frente, cara a cara com José e o que eles tinham sentido antes, nós erramos, Deus está cobrando nosso pecado, mas agora eles estão frente a frente com a pessoa que eles prejudicaram,
então esse momento do lado dos irmãos foi um momento assustador, assustador porque além deles terem feito isso com o irmão, esse irmão agora é o homem mais poderoso dali daquela região,
ele pode fazer qualquer coisa, a vida dele está nas mãos dele, então ainda que José tivesse chorado ali, eles viram a emoção, mas eles ainda não tinham confiança, o que esse nosso irmão que nós prejudicamos, o que ele vai fazer conosco,
e olha só como isso foi algo, como eu já descrevi, que isso continuou por 17 anos, enquanto o pai Jacó estava vivo ali, eles... tudo bem, José não vai fazer nada conosco, mas 17 anos depois, a consciência deles ainda não estava tranquila, olha que dificuldade,
porque na verdade eles também não tinham feito frente a frente uma confissão, eles não falaram José você nos perdoa, José nós fizemos isso, nós fizemos algo terrível, nós pecamos contra você,
eles não falaram isso e que me consta pelo relato bíblico, eles não fizeram com o pai deles, eles não pediram perdão, então ainda que José estivesse disposto, e aí a sequência fala o seguinte,
então vamos ver o que José fala, então ele fala "eu sou José", ele vê que os irmãos estão assustados, estão com medo, então versículo 4 ele fala "chegai-vos a mim", não podem vir, eu não vou fazer nada contra vocês,
e ele fala palavras de consolo para eles, porque o perdão de José, do lado dele, ele está oferecendo perdão, ele está dizendo "olha, eu não levo isso a mal, eu não estou cobrando isso de vocês",
José está dizendo, vamos ler o que ele fala, "eu sou", versículo 4, "eu sou José, vosso irmão a quem vendeste para o Egito, então eu não estou passando um pano, eu não estou omitindo,
eu não estou dizendo 'não aconteceu', não estou negando o fato, ou esquecendo o fato, ou ignorando o fato, ou dizendo que o fato não é importante", olha, isso tudo é importante para a gente entender,
nesse processo José está dizendo "eu sou o irmão que vocês venderam para o Egito", tá, então isso é um fato, versículo 5, "mas agora não vos entristeçais", então ele está dizendo "vocês podem ficar tranquilos",
"vocês não vos entristeçais" significa "não sinto mais condenação", e isso aqui é muito difícil para a gente entender, porque como não se entristecer, como não se arrepender,
mas José está oferecendo da parte dele um perdão incondicional, ele não está dizendo "eu só vou perdoar se vocês confessarem", "eu só vou perdoar se vocês fizerem tal coisa",
e muito menos José está dizendo, como muitas pessoas falam, "tudo bem, eu perdoo, eu não vou mais falar nisso, eu não vou levantar esse assunto", quantas vezes isso acontece?
Vamos falar de uma situação muito comum na vida de um casal, em que nem vamos falar assim de situações mais graves como traição, mas vamos falar assim de situações que acontecem na vida de todo casal,
em que um fala palavras que ferem o outro, ou toma atitudes, ou faz alguma coisa que faz o outro sentir menos valorizado, ou ofendido, o relacionamento entre quaisquer pessoas,
entre pessoas que se consideram grandes amigos, pessoas que são sócios de uma empresa, quantas vezes os sócios brigam e acham que um estava prejudicando o outro,
então quando tem algo que quebra, que traz ruptura para o relacionamento, seja mais grave, seja menos grave, mas quando acontece alguma coisa, muitas pessoas falam assim "eu perdoo",
mas mesmo a pessoa pedindo perdão, às vezes o lado que ofendeu pede perdão e às vezes não pede perdão, quantas vezes a pessoa que ofendeu fala assim "me perdoa, mas faz um monte de justificativa, eu fiz isso,
eu também você me ofendeu primeiro, eu te ofendi, por isso, por isso, por isso", então as pessoas justificam, então quem se sente ofendido às vezes fala "eu perdoo", às vezes não fala isso explicitamente, mas a atitude é essa,
eu perdoo, mas eu não esqueço, eu perdoo, mas eu não quero me aproximar mais, se você é sócio de alguém, a gente fala que a melhor maneira de perder um amigo é se tornar sócio,
então você fala assim "bom, vamos para frente, vamos virar a página, mas não vamos ser sócios mais, eu não confio em você mais, eu não quero mais ter esse tipo de relacionamento, pessoas fazem isso na igreja"
e é claro, entre casais isso pode resultar em divórcio ou pode resultar num relacionamento que não é divórcio, mas que é um esfriamento da relação,
então a pessoa fala assim "tudo bem, vamos para frente", mas a pessoa ofendida não esquece, e isso aparece dois meses, dois anos depois, a pessoa levanta aquela questão "você fez isso, você falou isso, você agiu assim",
então o relacionamento não é curado, o que eu quero dizer é o objetivo de Deus é reconciliação, o que Deus quer,
e por que que José chega já de cara e fala assim "não, venha para mais perto de mim aqui, escuta aqui, vocês me venderam, vocês cometeram um ato, um ato horrível, um ato muito, muito reprovável, de traição, mas não fique triste, porque Deus tornou para o bem",
o que que José está dizendo "eu estou pronto para esquecer, eu estou pronto para seguir adiante", mas o que eu quero dizer é, nesse caso, e nós temos vários exemplos disso, mas nesse caso não houve,
o objetivo de Deus, o objetivo de José era reconciliação, mas 17 anos depois, os irmãos ainda acharam que José pudesse aguardar o tempo e ainda se vingar,
em outras palavras, os irmãos não tiveram uma cura de relacionamento, o que Deus queria aqui, o que a gente imagina que José queria aqui, era reconciliação, mas na verdade não houve reconciliação perfeita,
Deus permitiu aqui que a família fosse reunida e toda a família foi para o Egito e José cuidou do pai dele, os irmãos todos viveram juntos, mas 17 anos depois, os irmãos ainda estavam com medo de José, então não houve uma cura de relacionamento,
e no último capítulo de Gênesis, quando eles falam isso, José chora de novo, é a quarta vez que José chora dentro desse processo de reconciliação, ele chorou duas vezes antes, agora no capítulo 45 ele chora muito,
ele no final desse encontro aqui nos versículos 14 e 15 de Gênesis 45, José abraça Benjamin e chora, Benjamin não tinha nada a ver com o que tinha sido feito, não tinha nenhum problema com Benjamin,
mas José também abraça e chora e beija cada um dos outros dez irmãos, José deseja reconciliação, eu não posso também garantir, José era uma pessoa falha, era uma pessoa humana,
eu não posso garantir que José tivesse, ele estava perdoando, eu não posso garantir que José passou a tratar os irmãos dele de uma forma plena, eu não sei, a Bíblia não fala,
mas a verdade é que a história aqui, o que as escrituras nos mostram para a gente aprender sobre reconciliação é que se 17 anos depois os irmãos ainda não tinham confiança de que José tivesse esquecido,
de que José tivesse perdoado de fato e isso significa que dentro do coração deles havia um peso de consciência, então José está dizendo "não vos entristeçais", versículo 5,
"não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos, por me haver desvendido para cá, porque para conservação de vida Deus me enviou" e como nós mostramos ele vai enfatizar isso três vezes que era Deus que estava agindo,
mas o que eu quero mostrar, quando José recebe a graça de perdoar, ele recebe a graça de perdoar porque ele enxerga o propósito de Deus, mas havia necessidade de uma aceitação por parte dos irmãos
e se faltou alguma coisa na vida no coração de José nós não sabemos, mas nós estamos, em primeiro lugar, nós estamos querendo entender a relação entre nós e Deus e nós queremos entender o que é reconciliação,
nós precisamos entender que o que Deus deseja não é uma situação em que "tá bom, agora a gente falou e a gente consegue conviver mais ou menos em paz",
como eu falei, tem muitos casais que se separam porque não conseguem se perdoar, então não tem uma cura de relacionamento, esse pode resultar em separação, mas a separação, o que Deus quer, houve uma separação entre o homem e Deus,
o pecado, a nação de Israel, quantas vezes isso acontece na nossa vida depois que nós somos redimidos, nós pecamos seriamente contra Deus, nós abandonamos Deus, nós começamos a deixar nosso coração ficar atraído por outras coisas,
então tem muitas coisas que podem realmente nos separar de Deus, mas o que Deus quer não é um perdão superficial, e nem é, Jesus não perdoou superficialmente, Jesus perdoou de verdade,
mas o que eu quero, o que eu sinto que a gente precisa captar é que a nossa salvação, a nossa, quando nós, cada um com sua experiência diferente, mas quando nós aceitamos o perdão de Deus,
quando nós aceitamos Jesus, quando nós aceitamos a obra dele para nos reconciliar com Deus, muitas vezes nós não estamos nem chegando perto daquilo que é realmente reconciliação,
porque Deus quer um relacionamento curado, Ele não quer essa situação que os irmãos viveram durante 17 anos, assim, olha, Ele não agiu com vingança, Ele não nos rejeitou, Ele nos abraçou e tudo mais,
mas faltou alguma coisa, eles não estavam em plena paz e não voltaram a ter um verdadeiro relacionamento, então entre amigos, ou dentro de um lar, numa casa,
seja com marido, esposa, ou entre pais e filhos, qualquer tipo de relacionamento, quando tem algo que traz ruptura, que traz amargura, que traz quebra de confiança,
que traz quebra do fluir livre, de amor, de espontaneidade, então você pode dizer que perdoou, um lado pode perdoar, os dois lados podem dizer que se perdoaram,
mas se não restaura o relacionamento, não houve reconciliação, e o objetivo de Deus é reconciliação, então eu vou ler, primeiro eu só quero mostrar o desfecho desse momento,
em Gênesis 45, só pra gente, nós vamos falar sobre isso depois, Ele já começa a falar, depois de falar com eles, olha, não se preocupem, Ele fala três vezes,
Deus me enviou, Deus me enviou, então, por isso que eu estou perdoando, então, aí Ele começa a falar, pra chamar o pai deles, né, pra ir lá,
eu só quero mostrar o desfecho aqui, versículos 14 e 15, então, depois de Ele falar tudo isso, Ele fala "Então se lançou ao pescoço de Benjamin seu irmão e chorou",
e Benjamin chorou também ao pescoço dele, então, uma forte demonstração de emoção, 22 anos separados, eles se encontram, é um momento carregado de emoção, entre José e Benjamin não tem nenhum impedimento,
não tem nenhuma quebra de relacionamento, mas lembra, os irmãos estavam com medo, e aí José fala tudo isso, então, aí versículo 15, "E José beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles",
então, José está demonstrando "Eu não quero distância", ele chora, ele beija, ele abraça, porque ele quer um relacionamento, e aqui, aparentemente, pelo menos houve, nesse momento,
e houve, era um passo importante pra reconciliação, depois, olha só, no final do versículo 15, "Depois seus irmãos falaram com ele", lembra, no início eles não conseguiram falar nada,
agora, quem gostaria de saber o que eles conversaram? Os irmãos falaram com ele, quer dizer, houve assim, quebrou o gelo, quebrou essa distância, quebrou o temor,
mas lembra assim, nós estamos enfatizando que, 17 anos depois, mostrou que não tinha chegado ao ponto, mas o que eu quero mostrar, então, é que a reconciliação é um processo, a nossa reconciliação com Deus é um processo,
Jesus pagou o preço, e ele abriu o caminho, ele quebrou a barreira, ele quebrou a distância que existia entre nós e Deus, entre o homem e Deus, mas o processo de reconciliação pra voltar,
veja bem, o que Deus quer? O que é reconciliação? É você voltar a ter o relacionamento inicial e prosseguir pra aprofundar, porque, como no casamento, o relacionamento começa maravilhoso, com paixão, com amor, com união, mas o relacionamento de um casamento cresce ano a ano,
o que deve acontecer num relacionamento é continuar, na verdade não tem fim, a vida eterna é descrita como um relacionamento infindável, inesgotável, o relacionamento nosso com Deus, a união, a dança de fazer parte como a trindade faz um com o outro,
esse processo ele é eterno, é eterno, o pai continua se revelando ao filho, o filho continua se doando ao pai e amando o pai e querendo expressar ao pai, o Espírito Santo continua trabalhando pra que esse relacionamento se expanda e pra que seja verdadeiro, então é uma coisa eterna,
então quando há uma ruptura, a reconciliação significa que esse relacionamento precisa voltar aonde estava antes e prosseguir, continuar, se tem alguma coisa que impede que o relacionamento seja como antes, é que não houve reconciliação,
e se tem alguma coisa que impede que o relacionamento se aprofunde e cresça, também não houve reconciliação, e eu já citei esses textos, mas eu quero ler de novo, especialmente em Colossenses capítulo 1,
porque nunca ficou tão claro pra mim, pelo menos pra mim, o texto que eu sempre lembrava, que sempre citava como propósito final de Deus, era Efésios capítulo 1,
Efésios capítulo 1 fala que a vontade maravilhosa, o plano maravilhoso de Deus é fazer todas as coisas convergirem em Jesus,
agora esse convergir pra mim nunca fica assim, eu citava esse versículo, pelo menos pra mim é o versículo mais conhecido, mais citado, que a gente sempre fala assim, o que Deus quer no fim? Ele quer o reino dele,
ele quer trazer amor e paz e desenvolver seu plano em toda a terra, e pensando no universo, pensando na abrangência total do plano de Deus, nós usamos Efésios capítulo 1,
Deus vai fazer convergir todas as coisas, porque pelo menos eu imaginava assim, né, o pecado fez tudo fugir de Deus, não só o homem, mas Lúcifer, os anjos que caíram,
a natureza que foi se afastando, e falam até que o universo, os cientistas dizem que o universo está em expansão, que estão se distanciando, os astros estão se distanciando,
parece que é uma figura de tudo, sim, se afastando do centro, fugindo cada vez mais, e sabemos que se a terra, por exemplo, se afasta do sol, vai ficar sem vida, porque a vida vem do sol,
então como que o universo pode estar se afastando da sua fonte, então a descrição do universo hoje, da terra, de tudo que existe, é que nós nos afastamos da nossa fonte, nos afastamos do propósito,
nos afastamos daquilo que Deus planejou no início, então Deus vai fazer convergir, voltar tudo à sua origem, mas Colossenses capítulo 1 fala a mesma coisa, mas em outras palavras,
e eu agora estou entendendo o quanto que a reconciliação faz parte do propósito de Deus, Deus deseja o objetivo final daquilo que Jesus começou,
Jesus fez uma obra perfeita, Ele não deixou nada incompleto, Ele fez o que tinha que ser feito, mas esse processo que Ele fez na cruz ainda está em andamento,
não chegou à sua consumação, não chegou à sua plenitude, e quando Jesus voltar, ainda vai continuar, porque quando Jesus voltar, Ele juntamente com a sua noiva, com o seu povo,
Ele vai continuar esse processo até que todos os inimigos estejam debaixo de seus pés, ou em outras palavras, aqui vamos ver o que fala em Colossenses capítulo 1, pra gente entender realmente o que Deus deseja,
e como a reconciliação está no centro de todas as coisas, então fala assim, versículo 19, Colossenses 1, 19, pois foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse,
então num ser humano, Jesus nasceu com o bebê, encarnou e dentro dessa pessoa humana pudesse habitar toda a plenitude, toda a plenitude de Deus habitou dentro dos limites finitos de um ser humano,
e versículo 20, que havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo, então aqui não fala convergir, fala assim que por meio do que Jesus fez na cruz,
pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus, olha gente que coisa tremenda, minha mente não consegue entender isso,
mas olha só, primeiro ele fez a paz, olha o versículo 20, Colossenses 1, 20, havendo por ele feito a paz, então o que José fez com os irmãos dele foi estabelecer a paz,
ele disse, olha eu sou José, vocês me venderam, vocês cometeram um pecado atroz, horrível, impensável, mas eu estou relevando, e isso é um mistério,
porque não significa que Deus ignora o que eles fizeram, e não significa que eles automaticamente sentissem que o que eles fizeram não teve importância, e não era nem isso que Deus queria,
mas Jesus na cruz, ele fez a paz, isso está muito além, é o fundamento da nossa fé, hoje, domingo da Páscoa, nós estamos comemorando a ressurreição de Jesus,
e são parênteses, muitas vezes os evangélicos criticam os católicos, porque dizem que os católicos fazem uma comemoração maior da morte de Jesus na sexta-feira,
enquanto os evangélicos fazem uma comemoração maior da ressurreição, porque nós não ficamos pensando, nós não ficamos só na morte de Jesus, nós falamos sobre a ressurreição,
mas gente, não tem ressurreição sem morte, e tem muitas coisas que eu poderia falar sobre isso, mas eu não quero fugir do foco aqui.
Jesus estabeleceu a paz por causa da morte, ele comprou a paz, ele resgatou, mas a paz é o ponto de partida,
ele estabeleceu, ele fez a paz pelo sangue na sua cruz, para que por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, isso não aconteceu ainda,
então ele já estabeleceu a paz, como José fez com os irmãos, mas ainda precisava acontecer alguma coisa, nós estamos dois mil anos depois ainda procurando entender,
não só individualmente, mas nós estamos querendo entender como a humanidade, como que essa obra de Jesus na cruz pode conduzir,
como que nós podemos fazer parte, como nós podemos entender e participar do processo de reconciliação,
porque eu quero que você veja que a reconciliação é o auge final, é o ponto final, assim como esse momento em Gênesis 45 foi o momento culminante da história de José,
mas na verdade era um momento inicial, ele estava estabelecendo paz, ele estava oferecendo perdão para os seus irmãos, mas o processo de reconciliação estava apenas começando,
e nós não sabemos, na verdade nós não sabemos e como não era nova aliança ainda, talvez nunca, talvez nunca,
porque 17 anos depois eles vieram para José e ficaram todos assim, o que você vai fazer conosco, e José falou assim, vocês foram malvados mesmo,
vocês quiseram fazer o mal para mim, José reconhece isso e eles tiveram, eu creio que o que eles tiveram no capítulo 50 de Gênesis,
depois da morte do pai, eles chegaram mais perto, porque eles vieram e pediram perdão, eles não tinham feito isso,
eles tinham reconhecido o erro entre eles, mas eles não tinham feito um pedido de perdão, eles fizeram esse pedido 17 anos depois desse dia de Gênesis 45,
e José chorou e José falou novamente, eu não estou no lugar de Deus para reter perdão, então eu creio que houve uma sinceridade maior,
até de ambas as partes, se houve essa plena reconciliação, na verdade nós estamos esperando isso ainda, isso não é algo humano,
isso não é algo que pode ser feito por nós, mas nós temos esse alvo na nova aliança, então Colossenses 1, 20 diz,
por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, gente eu não sei como que vai ser isso, tem muitos mistérios, muitas coisas que não foram reveladas,
mas o objetivo de Deus, Efésios 1, convergir todas as coisas em Jesus, Colossenses 1, reconciliar todas as coisas no céu e na terra,
esse é o objetivo final, Deus vai trazer harmonia, Deus vai trazer reconciliação, um relacionamento pleno, Ele vai nos dar a base para viver não só mais ou menos,
não só achando que tem alguma coisa, mas não vivendo plenamente, e mais uma vez eu quero citar quantos relacionamentos,
e o que a gente mais usa, o relacionamento do casal, mas pode acontecer entre amigos, primeiro que tem aquela situação é,
eu te perdoo, mas eu não quero ficar perto de você mais, então você nem tem como ter reconciliação, não é reconciliação,
agora se você mantém o relacionamento, por exemplo, o casal, eles se ferem, eles se machucam com ações, com atitudes, com palavras, aí passa um tempo,
eles se perdoam, voltam a falar, mas não é como antes, e depois um às vezes lembra, lembra que você falou comigo aquele dia,
ou se não fala, mas no coração lembra, e aquela dor persiste, e não tem um relacionamento pleno,
então agora eu quero que a gente leia, geralmente sobre determinados assuntos, tem uma passagem bíblica que é mais forte, que é mais pleno, que é mais completo,
eu não diria que nessa passagem que eu vou ler agora, tem tudo que nós precisamos saber sobre reconciliação,
a gente tem que realmente ver nas histórias bíblicas, a gente tem que ver em vários textos, no Novo Testamento,
mas às vezes tem um texto que enfatiza mais, que comove mais, que abre mais, e antes de continuar,
eu quero lembrar sobre uma história no livro de Gênesis que mostra também dois irmãos que não se reconciliaram de verdade,
lembra? Jacó e Isaú, depois de 20 anos, Jacó que tinha feito algo muito, muito enganoso, muito, ele usou um método,
ele se colocou diante do pai como Isaú, ele fingiu, ele mentiu, ele tentou pegar a bênção do irmão mais velho de uma forma ilícita,
ele fez algo totalmente, totalmente errado e Isaú quis matá-lo e Jacó fugiu e ficou 20 anos longe, aí tem todo aquele drama quando Jacó está voltando
e ele vai encontrar com Isaú de novo, Deus tinha falado com ele para voltar, Deus tinha falado com Jacó que Deus iria estar com ele,
então claro que Deus não iria deixar Isaú matá-lo, mas ele não confia no irmão, ele tem medo do irmão e aí tem toda aquela história,
ele até encontra com o homem misterioso em Peniel e busca uma bênção e Jacó tem o nome mudado para Israel,
toda essa história por causa da necessidade de reconciliação, mas quando eles se encontram finalmente, Isaú demonstra que não tem mais rancor,
Isaú já esqueceu, Isaú deixou para lá, Isaú quer ficar perto, Isaú quer acompanhar Jacó, Isaú quer morar perto de Jacó e Jacó não quer ficar perto de Isaú,
então isso é um exemplo clássico, um exemplo grande do que não é reconciliação, não houve reconciliação entre Jacó e Isaú,
eles não brigaram mais, não falaram, Isaú não falou mais de matar, Jacó, assim, não houve mais problemas entre eles, eles viveram em paz,
mas não foi reconciliação, será que a gente entende? O que Deus quer mostrar é que Deus deseja reconciliação, Deus está atrás.
Então agora leia comigo, por favor, em 2 Coríntios 5, porque para mim é esse texto que talvez expresse esse anseio de Deus por reconciliação.
E não temos tempo de explorar muita coisa aqui, mas eu queria pelo menos que a gente sentisse um pouco esse desejo do coração de Deus.
E começa no versículo 11, 2 Coríntios 5, versículo 11, "Assim que conhecendo o temor do Senhor, tentamos persuadir os homens. O que somos é manifesto a Deus e espero que nas vossas consciências seja também manifesto."
Eu vou pular para o versículo 14, "Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando-nos isto, um morreu por todos, logo todos morreram, e ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressurgiu.
Assim que daqui por diante ninguém conhecemos segundo a carne, ainda que tenhamos conhecido a Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo."
Versículo 17, "Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo, e tudo isto..."
Agora o versículo 18, então ele falou sobre a morte de Jesus, ele falou sobre o amor de Cristo que nos constrange, ele falou sobre como a morte de Jesus abriu um caminho para que a gente não viva para nós mesmos,
para que nós vivamos para Deus, que era o propósito original, que nós estamos sendo restaurados para viver dentro do propósito original de Deus.
Versículo 18, "Tudo isto, tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou, reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação." Então eu não tenho tempo para explorar isso.
Nosso evangelho, nosso entendimento do evangelho é que nós somos pecadores e Jesus morreu no nosso lugar, e segundo os 45 fala isso.
Inclusive o último versículo do capítulo, versículo 21, fala "Aquele que não conheceu o pecado, ele o fez pecado por nós."
Então Jesus assumiu, assumiu o lugar, lembra de Judá intercedendo diante de José, sem saber que José era o irmão dele, e dizendo "Se Benjamim é culpado, eu estou pronto para assumir a culpa dele, eu vou tomar o lugar dele."
Então naquele caso Benjamim não tinha feito nada, mas Judá estava prefigurando o papel de Jesus de assumir o lugar.
Agora, antes de continuar, nós vamos voltar, assim, a parte mais comovente do capítulo ainda está para frente, mas vamos lembrar, não vou abrir lá, mas se vocês quiserem ler,
depois está em Êxodo 22, capítulo 22, primeiros versículos, e também está em número 5. Dentro da lei, quando alguém cometia uma ofensa, tinham sacrifícios, né?
A gente pensa muito, sim, que as pessoas, na primeira aliança, na aliança de Moisés, as pessoas quando cometiam algum pecado, eles pegavam um animal e ofereciam como sacrifício.
Mas, na verdade, muitos pecados na lei de Moisés não tinha sacrifício que pudesse dar. Quem fizesse determinadas coisas, vocês lembram que o filho que amaldiçoasse os pais, a lei não mandava oferecer um sacrifício, a lei mandava pedrejar.
Agora, tinha outros pecados que estão nesses dois capítulos que eu mencionei, em Êxodo 22 e em número 5, talvez tenha outras menções nos livros de Moisés,
mas quando alguém, principalmente assim, quando alguém roubasse alguma coisa ou prejudicasse, tem até aqueles casos que a pessoa não fez por querer, a pessoa podia, por exemplo, tomar emprestado um boi para trabalhar no campo e se acontecesse alguma coisa,
se outra pessoa roubasse o boi ou se ele morresse no trabalho, se acontecesse alguma coisa, então, ele explora várias possibilidades, mas se a pessoa roubasse uma ovelha, por exemplo, ele tinha que pagar de volta cinco vezes mais.
Não era para levar um sacrifício, era para fazer o que nós chamamos de restituição. Então, muitos pecados, aí cita várias coisas, várias situações diferentes, alguns pecados, como eu disse, não eram passíveis de restituição, então a pessoa tinha que morrer.
Então, vamos pensar nos irmãos de José, o que eles fizeram, o que eles fizeram com José e o que eles fizeram com o pai deles.
No caso de José, 13 anos na prisão, na escravidão, na prisão. O que eles podiam fazer para restituir? Agora, imaginem o pai deles, 22 anos sem o filho amado, 22 anos achando que ele tinha morrido e ele não tinha morrido e eram eles que tinham provocado isso.
Que tipo de restituição existe para esse pecado? Então, quando nós falamos sobre Deus nos reconciliar consigo, esse é um fato bem conhecido, mas que muitas vezes nós perdemos pelo menos uma parte da compreensão.
Porque ele fala assim, versículo 15, segundo os Coríntios 5, 15, "ele morreu para todos, por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressurgiu".
E ele fala assim, versículo 14, "se um morreu por todos, logo todos morreram". Então, os pecados que não tem como restituir, não tem como você pagar.
Se você roubou, se você prejudicou, se você fez alguma coisa desonesta, se você falou contra alguém, se você estragou a reputação de alguém, o que que você vai fazer?
Existem restituições, existem confissões públicas, existem coisas que a gente pode fazer, mas de restituir, de pagar o pecado, não existe.
Então, um fato que é muito enfatizado entre nós na Nova Aliança é, Jesus pagou, Jesus morreu na cruz, se um morreu, todos morreram, pronto, contra alguém que morreu, você não tem mais como culpar.
Acabou a culpa, você pode ser o pior criminoso no mundo, mas se ele morreu, acabou, não tem mais como processar, ele morreu.
E Jesus morreu por nós para que nós não precisássemos morrer. Então, ele fez a restituição. Só que veja como a situação, assim como com os irmãos de José, a situação não termina ali.
Jesus fez algo e eu ainda estou procurando entender, porque eu acho que nós não captamos, nós não entendemos direito o que Jesus fez e o que o Pai quer fazer por meio disso.
Então, vamos continuar lendo aqui em 2 Coríntios 5, versículo 18. Então, tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação.
Versículo 19, isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. Deus estava em Cristo reconciliando não o povo judeu, não a nação de Israel, não só aqueles que mataram Jesus, não só um ou outro, não só os que estão na igreja.
Ele estava em Cristo reconciliando o mundo. E como o versículo de Colossenses, ele quer reconciliar todas as coisas. Então, ele pagou o preço, sim, ele redimiu, sim, ele comprou de volta, ele pagou o preço.
Mas ainda nós entendemos isso, por exemplo, eu não posso entrar nesse assunto agora, mas nós entendemos muito assim, Deus, Deus tem muita ira, Deus é muito bravo, Deus não tolera o pecado, então Jesus aplacou a ira de Deus.
Gente, Deus realmente abomina o pecado, mas a reconciliação é muito mais do que você pagar o que um Deus irado quer cobrar como restituição.
Você vai ficar em plena, em pleno relacionamento com Deus que agora a pouco, se não fosse Jesus, tinha fulminado você porque ele odeia o pecado? Isso é reconciliação? Então tem algo que ele fala assim, o amor de Cristo nos constrange.
Agora vamos continuar, o versículo 19, o versículo culminante aqui para mim é o versículo 20. No versículo 19 ele fala, Deus estava em Cristo reconcilhando consigo o mundo, não imputando aos homens, ele não cobra mais, ele não está imputando, ele não está mais relacionando, ele não está lembrando.
Eu te perdoei há 20 anos pelo que você fez comigo, mas eu ainda lembro, e quando você fica meio, eu fico bravo com você, eu vou lembrar, eu vou jogar na sua cara o que você fez.
Deus não faz isso, ele esquece, ele não imputa mais os pecados, mas na verdade o que Deus está querendo, ele quer, como José falou assim, para os irmãos, venham para mais perto de mim, escuta não fiquem tristes, vocês precisam aceitar o perdão, vocês precisam se perdoar.
Se eu roubei alguma coisa e eu pago, tinha situações que tinha que devolver o que tinha sido tomado e acrescentar 20%, mas tinha casos em que se eu roubasse uma ovelha tinha que dar 5 ovelhas.
Tá, eu paguei as 5 ovelhas, eu paguei o que eu devo, então em primeiro lugar nós não conseguimos pagar, ninguém vai devolver para Jacó os 22 anos sem José, isso não tem como pagar de volta.
Então a única coisa que os irmãos podem fazer, e é claro que entre eles ainda estava, era uma figura, era uma parábola, claro assim, houve perdão, mas eles não conseguiram entrar plenamente no perdão, porque Deus queria trazer algo mais pleno,
Deus queria, Deus na nova aliança, Deus quer nos levar não só ao entendimento de reconciliação, Ele quer nos reconciliar de verdade, e o versículo 20 fala isso, se você puder ouvir o coração de Deus, Ele fala o seguinte,
o versículo 20, de sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rougasse, esse Deus não é aquele Deus que está cobrando um pagamento do que você fez de errado,
sim, Jesus pagou o preço, mas na verdade o sacrifício de Jesus traz mais uma mensagem de amor do que Jesus pagando o preço de um Deus irado que quer cobrar o que você fez de errado.
Deus, aquele Deus justo, aquele Deus que você acha que não consegue olhar para você quando você está sujo de pecado, a Bíblia não fala que Deus não é capaz de olhar para nós,
quando Adão e Eva pecaram, trazendo sobre toda a humanidade todas essas consequências, Deus foi atrás deles, Deus queria tirá-los do esconderijo,
Deus queria que eles se apresentassem, Deus não tem problema de olhar para nós o que Ele quer, mais do que todas as coisas, muito mais do que um Deus que quer um pagamento justo,
o sacrifício de Jesus sim pagou o preço do nosso pecado, satisfez as exigências justas de Deus, a Bíblia fala sobre isso, mas se você pudesse entender que o propósito,
eu pudesse entender que o propósito de Deus é curar o relacionamento, então no versículo 20 Paulo fala, nós somos embaixadores porque não só Jesus nos reconciliou,
mas como eu falei no início, Ele nos chamou para fazer parte junto com Ele, chamando as pessoas de volta reconciliando as pessoas com Deus, como se Deus por nós rogasse,
eu sempre falo que é humilhação para Deus ter que rogar para nós para voltar a um relacionamento com Ele, e Deus falou isso com Jeremias, Deus falou isso com Zéias,
Deus mostrou que Ele foi a pessoa contra quem transgredimos, Ele foi a pessoa traída, Ele foi a pessoa transgredida, nós somos os transgressores,
mas é Ele que roga, não somos nós que rogamos, por favor Deus nos perdoa se nós pudéssemos entender, Deus está nos rogando como se José estivesse rogando,
por que que José chorou no capítulo 50 de Gênesis, porque 17 anos depois eles ainda não tinham aceitado o perdão dele,
porque eles ainda não acreditaram que ele tinha perdoado, e Deus está olhando para nós cada vez, não que Deus não se importe com o pecado,
como é complicado isso, a gente fica condenado, a gente se condena, a gente se coloca no pó, Deus está querendo, aceite o meu perdão,
entre na reconciliação comigo, viva uma reconciliação, claro que esse relacionamento com Deus vai nos tornar puros, ele não quer que a gente continue no pecado,
mas o problema de Deus é que nós não aceitamos o perdão dele, então, rogamos-vos, rogamos-vos da parte de Cristo que vos reconcilieis com Deus,
Paulo está falando com crentes, está falando com pessoas que nasceram de novo, está falando com pessoas que já foram perdoadas,
ele está falando assim, eu rogo a vocês que aceitem o perdão, então nosso tempo está acabando, mas eu queria mostrar pelo menos uma tentativa,
de mostrar um pouquinho os dois lados da reconciliação, porque José perdoou os irmãos, mas eles tiveram dificuldade em aceitar o perdão,
Jesus nos perdoou na cruz, mas nós continuamos tendo dificuldade para aceitar o perdão, então eu estou tentando colocar aqui mais ou menos o que eu tenho falado,
nós temos aqui de um lado o transgressor, que eram os irmãos José, ou nós com Deus, e nós temos o transgredido, que é José, ou o próprio Deus,
porque nós transgredimos contra Deus, nós nos afastamos dele, nós não acreditamos nele, nós não acreditamos que ele quer um relacionamento conosco,
então o transgredido oferece perdão, mas o transgredidor precisa aceitar o perdão, e o objetivo é esse aqui no meio, que tenha um relacionamento curado, isso é reconciliação,
enquanto não tem o relacionamento curado, pode haver perdão, mas não houve reconciliação, reconciliação é um relacionamento curado,
um relacionamento inteiro, um relacionamento livre, é isso que Deus anseia, e Deus anseia por trazer reconciliação para a humanidade toda,
eu não sei o que isso significa, eu não sei o que Deus vai fazer com tanta gente que não quer reconciliação com ele,
mas o objetivo de Deus, o anseio de Deus, o desejo de Deus é que ninguém se perca, o desejo de Deus é que nós voltemos não só a dizer assim,
tá bom, José, você nos aceitou, não vai nos punir, mas talvez você está esperando, esperando Jacó morrer e depois você ainda vai querer punir,
não houve reconciliação porque eles não acreditaram no perdão, então eu coloquei desse lado, do lado de José,
ele pode perdoar porque ele acreditava no propósito soberano de Deus, que Deus estava tornando tudo para o bem,
e ele não estava no lugar de Deus para não perdoar, e houve a espera, porque para oferecer o perdão, José precisava esperar,
nós falamos sobre isso, do lado dos irmãos ou do lado nosso com Deus, eles precisavam reconhecer, nós falamos sobre isso em outra aula,
precisa reconhecer, precisa sentir o erro, por isso que José esperou tanto tempo, porque mesmo que eles tivessem mudado a atitude que ele tinha que testar,
mas eles precisavam sentir o que eles tinham feito com o pai, o que eles tinham feito com o irmão, então isso é muito importante,
muitos textos bíblicos falam sobre confissão, então precisa ter confissão, nesse caso nós mostramos que José não exigiu,
mas lá no fim, no capítulo 50, eles precisaram confessar, para que houvesse uma plena reconciliação, eles precisavam reconhecer o erro,
eles precisavam confessar e precisavam voltar, voltem para mim, eu não tenho tempo de ler, mas está em Jeremias 3, acho que de 12 a 14,
Jeremias 3, 12 e 14, tantas vezes os profetas falaram, voltem, eu vou esquecer os seus pecados, mas voltem para mim,
então lembra que o que Deus mais deseja, ele quer que reconheçamos o erro e quer que a gente confesse, mas o que ele mais quer é que a gente volte para ele,
que a gente mude sim nossa atitude, que a gente volte para ele, e na nova aliança, então nós conseguimos entrar de forma mais plena na reconciliação,
e isso seria assunto para outro estudo, mas Jesus, ele pagou o preço da restituição, ele já devolveu tudo que precisava ser devolvido para Deus,
mas o mais importante, o que traz, o que que poderia trazer uma abertura no coração dos irmãos de José para restaurar o relacionamento,
é Jesus, o que ele fez na cruz não foi só pagar a nossa dívida, não foi só cumprir as exigências do Deus justo, Jesus mostrou o amor,
Romanos 5 fala assim, Deus demonstrou o amor por nós, dando o seu filho para nós quando nós éramos pecadores, quando a gente nem estava reconhecendo nada,
é o amor de Deus que nos constrange, é o amor de Deus, é o perdão, ele precisa vir junto com o amor, ele precisa ser não só assim,
bom, você me devolveu o que você roubou de mim, o que você tomou de mim, então eu te perdoo, isso é uma transação, isso é uma coisa assim,
que não restaura relacionamento, mas o que vai restaurar o relacionamento é o amor, e é isso que Jesus fez na cruz, ele demonstrou o amor por nós,
ele pagou o preço, ele pagou o que a gente devia, ele fez a restituição daquilo que a gente não consegue restituir, mas se nós ficarmos nisso,
nós ainda vamos ficar assim, se Deus, Jesus pagou o preço, Deus cobrou um preço alto, ele tinha que morrer, para ter reconciliação a gente precisa sentir o amor dele,
não existe reconciliação sem sentir o amor de Deus, e nós precisamos aceitar, reconhecer o tamanho desse amor,
quando nós realmente reconhecemos o amor de Deus, muita gente não se acha muito pecador, então talvez você não ache que o amor de Deus pra você foi tão grande assim,
porque no final das contas você é bonzinho mesmo, eu acho que minha dívida não era tão grande, mas quando a gente percebe o tamanho do amor de Deus por nós,
o tamanho do amor de Deus por nós pessoalmente, e não no sentido de "estou pagando pra Deus, Jesus pagou pra Deus a cobrança dele", não, Jesus veio pra mostrar que o Pai nos ama e que ele quer que a gente se aproxime dele,
ele está disposto a deixar pra lá o que nós fizemos, não imputando os pecados pra nós, esse amor de Deus é esse amor que precisa nos alcançar,
e muita gente acha que entende o amor de Deus, que aceitou o amor de Deus, e na verdade nós não entendemos ainda, nós ainda estamos desconfiados,
nós ainda ficamos muito abatidos quando a gente não corresponde, quando a gente não faz o que Deus realmente quer que a gente faça, e a gente não entende o que Deus quer fazer nessa aproximação,
e isso a medida que nós entendemos com o Paulo, o tamanho do amor de Deus por nós, nós vamos estar dispostos a ser embaixadores, nós vamos começar a rogar as pessoas,
por favor, Deus quer, Deus suplica que você entre num relacionamento com Ele, não como se Ele fosse necessitado sozinho, precisando de alguma coisa de nós, Ele não precisa, mas Ele nos ama, Ele nos quer,
e Ele suplica pra que a gente entre num relacionamento, reconciliação é o objetivo de Deus, é o que Deus quer, a história de José mostra esse ponto máximo em que Deus está querendo alcançar o nosso coração,
as vezes Ele precisa deixar a gente passar, e as vezes Ele espera pra ter compaixão de nós, as vezes Ele espera pra que a gente realmente entenda porque Deus é duro, Deus quer ver a gente sofrendo,
não, Ele quer que a gente realmente entenda o valor do relacionamento e o quanto que Deus quer estar perto de nós, Ele quer ser o nosso Deus, nós sermos o seu povo, Ele quer relacionamento de pai e filho, Ele quer que a gente tenha um relacionamento de amigo,
Ele quer que a gente entre junto com Ele nesse grande projeto Dele de reconciliar o mundo consigo mesmo. Pai, nós nos colocamos diante de Ti querendo que o Senhor nos mostre realmente essa visão tão sublime, tão transcendental do que é reconciliação,
que nós pudéssemos entender que nós às vezes aceitamos algo muito inferior, muito superficial, como se Jesus pagou o preço, agora eu tenho minha vida eterna garantida, mas a gente não procura, não deseja, não anseia por esse relacionamento que o Senhor está desejando trazer pra nós,
que nós pudéssemos conhecer, que nós pudéssemos chorar junto com José, que nós pudéssemos desejar de coração essa reconciliação que o Senhor está buscando conosco, nós pedimos que isso nos atinja lá no âmago do nosso ser,
que nós possamos se conhecer, que nós possamos corresponder ao Teu desejo, nós pedimos em nome de Jesus.

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