Aula

Gênesis – Aula 119 – O que é reconciliação realmente

Prefere ouvir? Esta aula também está disponível em áudio.

Geralmente, quando há ruptura de relacionamento por causa de atos muito graves de traição, infidelidade ou mesmo palavras de ódio, a pessoa prejudicada deseja algum tipo de reparação, pedido formal de desculpas, humilhação por parte do ofensor. José esperou o momento certo para reatar seu relacionamento com os irmãos, mas não exigiu deles nenhuma dessas coisas. O que ele havia visto nos irmãos foi suficiente. O que é realmente necessário para que haja reconciliação?

Clique aqui para fazer o download do esboço correspondente a essa aula.

Leitura recomendada:

– Livro: “Anseio Pelo Seu Retorno”

12/04/26 – Gn 45 – Baixardo áudio.


FIQUE POR DENTRO DE TUDO QUE ESTÁ ACONTECENDO ATRAVÉS DAS NOSSAS PLATAFORMAS DIGITAIS:

1.Se inscreva em nosso canal do Youtube: https://www.youtube.com/@RevistaIMPACTOTV
2. Siga nosso Instagram: https://www.instagram.com/impactopublicacoes/
3. Curta nossa página no facebook: https://www.facebook.com/editoraimpacto/
4. Siga-nos no Twitter: https://twitter.com/home?lang=pt
5. Acesse nossa loja: https://loja.editoraimpacto.com.br/
6. Nosso E-mail: [email protected]
7. Spotify: https://open.spotify.com/show/7lxrSyvYLusyIhQVm60ZOR

Transcrição · gerada automaticamente

Gênesis 45, outra vez. Nós temos explorado bastante já essa primeira parte do capítulo 45, porque é realmente um momento culminante de todo esse drama e tem muita coisa ainda para podermos explorar, a gente nunca explora, a gente nunca esgota as riquezas, as profundidades que temos na palavra.
Mas especialmente esse momento, não só esse momento, mas tudo que representa, nós estamos parando um pouco nesse momento da revelação de José reatar seu relacionamento com seus irmãos, a união novamente, reatar os relacionamentos, tudo isso que significa.
Temos falado sobre reconciliação como o aspecto mais importante de toda a história de José, de todo esse drama, e isso revela para nós o coração de Deus, é o momento de maior emoção.
Temos falado que, evidentemente, para José e para Jacó, vai ser no capítulo 46, quando José reencontra o pai dele, é um momento muito emotivo, muito forte, depois de tantos anos.
Mas na história, a ênfase maior é aqui, justamente porque aqui houve uma ruptura entre Jacó e José e o pai dele, José e Jacó, não tinha havido ruptura, não tinha havido mágoa, nem entre José e Benjamin.
José sentiu muita emoção ao rever Benjamin, ele chorou copiosamente nesse trecho aqui sobre o ombro de Benjamin, mas o momento mais dramático é a reconciliação, é voltar a ter união onde houve ruptura.
Então, nós queremos ainda, neste estudo, nós queremos ainda continuar nesse tema de procurar entender mais e, como também já mencionei, embora seja, talvez, a gente pense a nossa nova aliança, a gente ter uma reconciliação com Deus, isso é o elementar, isso é o começo.
A gente já sabe o que é isso e eu tenho entendido cada vez mais que a gente não sabe muito o que reconciliação significa, porque reconciliação é o começo da nossa vida, do nosso andar com Deus e nós voltarmos para Deus, é o começo, realmente, mas é também o alvo final, porque é um processo e é algo que ainda não está completo.
Mais uma vez vamos orar, vamos pedir que o Senhor nos ajude a explorar esse texto, mas explorar as implicações, entender o que isto realmente significa para Deus, no plano de Deus e para nós hoje.
Senhor, essa história, que não é uma história fictícia, é uma história verdadeira, esse relato de como houve uma ruptura, houve uma ofensa terrível, houve uma traição, houve uma divisão terrível dentro de uma família, da família escolhida, da família do povo que o Senhor tinha escolhido para representar os Teus propósitos na Terra.
Então, esse momento tão dramático de reatar, de perdoar, mas não só de perdoar, mas de voltar a ter um relacionamento verdadeiro, esse relato mexe muito conosco, porque se tem alguma coisa que afeta o Teu povo hoje, são as divisões, são as traições, são as concorrências,
são as coisas erradas que são feitas para dividir uns com os outros e para continuar não tendo uma verdadeira reconciliação contigo.
Então, ajuda-nos a entender, abre os nossos olhos, cura os relacionamentos quebrados, nós pedimos em nome de Jesus, amém.
Então, nós terminamos a aula passada com essa folha aqui, mostrando que o transgressor, ele cometeu algo muito terrível contra o transgredido, no caso os transgressores eram os irmãos de José,
José que era a vítima, como nós também temos falado, nos relacionamentos quebrados hoje temos incontáveis exemplos dentro de famílias, casais, entre irmãos, na igreja então nem se fala, fora da igreja é super comum.
Então, a história da humanidade desde quando Adão e Eva se separaram de Deus, a primeira consequência foi Caim matar Abel.
Então, nós temos essa coisa de divisão percorrendo toda a história e até hoje Deus trabalhando, Deus operando, Ele mandou Jesus, Jesus fez uma obra perfeita mas nós ainda estamos vendo isso se tornar uma realidade na nossa vida.
Então, aqui para o transgressor ser reconciliado, para ele se unir com aquele contra quem ele transgrediu, então muitas vezes ele tem que reconhecer, sentir o erro, muitas vezes não, isso é essencial, sem reconhecer o erro,
e nós temos tantos exemplos também de pedidos de perdão que são, tem gente que pede perdão acusando o outro, você me perdoa mas foi você que provocou, você me perdoa mas foi você que errou mais,
tem dentro de relacionamentos de casais, dentro de relacionamentos de igreja, de pessoas na mesma igreja, isso é muito comum, a pessoa pede perdão ou acusa o outro, ou dá desculpa como o homem fez com Deus,
mas foi a mulher que o senhor me deu que me fez pegar o fruto proibido, enfim, então o reconhecimento, a pessoa realmente como o Davi, quando ele finalmente reconheceu o erro, o pecado gravíssimo que ele cometeu,
ele não fez como o Saúl que também fez desculpas, não reconheceu o erro, então o reconhecimento sentiu o erro, nós vimos na história aqui como José e Deus que estava orquestrando isso,
os irmãos sentiram profundamente, eles, se eles tinham sentido antes, a gente não sabe, mas parece que foi nesse momento, 22 anos depois, que eles sentiram realmente o quanto que eles erraram, eles sentiram por causa do que estava acontecendo com eles,
eles entenderam que era por causa daquilo que eles tinham feito contra o irmão, não confessaram, eles não confessaram aqui, a confissão, no caso dos irmãos José, vai acontecer mais 17 anos depois dos 22,
mas o que precisa realmente acontecer é que haja perdão e que o transgressor, além de ser perdoado, ele precisa aceitar o perdão, então tudo isso nós comentamos já na aula passada,
então eu quero já passar para essa outra folha, porque eu quero, antes de olhar de novo o texto em Gênesis 45, eu quero mostrar um pouco mais esse processo e o que está envolvido na reconciliação,
eu acho que a distinção entre perdão e reconciliação é uma distinção comum, a maioria das pessoas, se pelo menos se pensar um pouquinho, vai entender que o perdão não significa necessariamente reconciliação,
na maioria das vezes não, eu quero até mostrar o quanto que a verdadeira reconciliação é uma coisa impossível, o perdão já é uma coisa divina, o perdão não é qualquer pessoa que consegue realmente perdoar de coração,
tem um lugar que Jesus fala assim, se vocês não perdoarem de coração aqueles que ofenderam você, então o perdão não são palavras, não pode ser uma coisa superficial,
tem que ser uma coisa profunda, verdadeira de coração, mas mesmo sendo verdadeiro de coração, o perdão não garante a reconciliação, por quê? Porque o perdão pode e até deve ser unilateral,
deve ser eu digo no sentido sim, para você perdoar o outro quem ofendeu você, você não deve esperar que o ofensor peça perdão,
se o ofensor já chega pedindo perdão, lógico, fica muito mais fácil, mesmo assim tem gente que tem o coração duro, nosso coração naturalmente ele é duro mesmo de todos nós,
então mesmo a pessoa que ofendeu pedindo perdão, muitas vezes o tamanho da ofensa é tão grande que o que foi ofendido ele vai sentir que só de pedir perdão não é suficiente,
então o perdão ele não deve depender da pessoa que ofendeu pedir perdão, o perdão é uma coisa divina, é uma coisa que só Deus pode, dependendo da situação,
tem transgressões pequenas que não são difíceis de você perdoar, mas se a ofensa foi muito grave, como que um pai ou uma mãe pode perdoar aquele que matou seu filho,
e outras outras situações, seu filho, seu cônjuge, alguém que destruiu sua vida, alguém que acabou com sua reputação, enfim, tem dentro de um casamento,
a infidelidade para muitas pessoas é um pecado que a pessoa nunca consegue realmente perdoar, então assim, o perdão, o próprio perdão é algo que vem de Deus,
é um ato divino, é um ato que a gente só pode conseguir pelo novo nascimento, nós só podemos conseguir vendo, sentindo, recebendo o amor que Deus nos deu,
a grande dificuldade nossa para perdoar quando nós nos sentimos ofendidos, a grande dificuldade é que nós nos consideramos justos, nós não enxergamos o quanto que nós também transgredimos,
então aquela parábola de Jesus, o servo que foi perdoado, a comparação que Jesus mostrou naquela parábola é que o servo que foi perdoado de uma dívida impagável,
uma coisa que ele jamais, se ele trabalhasse o resto da vida dele, ele não conseguiria pagar aquela dívida, e depois ele não quis perdoar uma dívida pequena do colega dele,
então nós temos essa dificuldade, nós não temos a dimensão do perdão que nós recebemos, se nós pudéssemos verdadeiramente entender o tamanho do perdão que nós recebemos,
o tamanho da nossa ofensa, nós éramos inimigos de Deus, Paulo fala em 1 Ano 5, quando nós éramos inimigos, nós não tínhamos pedido perdão, nós não tínhamos falado Deus,
por favor mande alguém que resolva o problema do nosso pecado, Deus mandou Jesus pela bondade, pelo amor, pela compaixão, pelo coração que Deus tem,
ele não atendeu, ele não fez porque a humanidade estava desesperada pedindo, pedindo Deus, nós não conseguimos resolver, nós somos pecadores,
o que nós vamos fazer, não foi isso, Deus enviou, o Evangelho nos mostra isso, que Deus nos enviou o perdão e Jesus perdoou as próprias pessoas que o crucificaram,
sem que eles pedissem perdão, então o perdão ele é, o verdadeiro perdão ele é unilateral, nesse sentido de que ele não depende do outro, ele simplesmente perdoa,
e nós não temos como avaliar o coração de José nessa história, se ele estava disposto a perdoar os irmãos mesmo que eles não pedissem, ele ficou esperando,
porque o foco da história não é tanto perdão, eu olhava para a história de José e eu achava que era uma história de perdão, e é claro que José precisou exercer perdão,
e os irmãos nem pediram aqui nesse primeiro momento, na verdade a história aqui nos mostra mais sobre a reconciliação, então perdão é algo unilateral e não garante a reconciliação,
porque? Porque a reconciliação depende do outro lado, você, o ofendido, pode perdoar, você pode ficar livre dessa prisão que é amargura, que é falta de perdão,
isso é uma prisão, é uma prisão em que muitas e muitas pessoas estão, a maioria das pessoas está em algum tipo de prisão por falta de perdão, porque não é nossa natureza perdoar,
nós somos ofendidos continuamente, e a falta de perdão é uma prisão, é uma prisão que deixa a pessoa que ofendeu também numa prisão, mas é uma prisão para a própria pessoa,
se você foi ofendido e você não perdoa, você também está numa prisão, então o perdão é algo unilateral, não depende do outro lado, é algo divino,
é algo que só Deus pode trazer ao nosso coração, é sempre por causa do amor de Deus por nós, como Ele nos perdoou, é por isso que a gente consegue perdoar quem ofendeu contra nós,
a oração que Jesus nos ensinou fala assim que nós vamos perdoar assim como nós fomos perdoados, então a chave do perdão, especialmente na visão, na luz da nova aliança,
o perdão é por causa de nós sermos perdoados, como nós fomos perdoados unilateralmente, incondicionalmente, como nós fomos perdoados, nós perdoamos, nós somos induzidos,
isso abre o nosso coração, deve abrir o nosso coração, se não abrir o nosso coração é porque nós realmente não estamos vivenciando, experimentando o perdão que Jesus deu para nós,
e a gente muitas vezes não reconhece porque a gente não reconhece o tamanho da nossa ofensa, então o perdão é unilateral, o perdão não depende do outro lado para conceder,
mas não garante a reconciliação, então aqui nós queremos falar, nós estamos focando realmente no processo da reconciliação, já falamos bastante sobre isso,
mas eu quero ainda mostrar aqui um pouco do que poderia, quais são as opções, o que acontece no coração de uma pessoa quando é ofendida,
isso é muito relacionado com o perdão porque sem perdão não tem reconciliação, o perdão não garante a reconciliação porque depende do outro lado,
mas se não houver perdão, lógico não tem reconciliação, então vamos ver aqui o ofensor e o ofendido, vamos procurar entender um pouquinho do processo, das reações, das possibilidades, das alternativas que existem quando a pessoa é ofendida,
e até mesmo dentro da lei de Deus, nós mencionamos isso no estudo passado, mas queremos enfatizar isso aqui, então o que acontece?
Como já mencionei, muitas vezes há ofensa dos dois lados, muitas vezes, dentro de um relacionamento conjugal, dentro de relacionamentos familiares, entre irmãos da igreja, entre pessoas que trabalham juntos, ou entre sócios,
em todos os relacionamentos, entre amigos, amigos próximos, tem decepções, tem coisas terríveis que acontecem, algumas são menos graves, outras são mais, mas o processo é isso aqui.
A ofensa ela causa o quê? Uma ruptura, ela causa uma ruptura, quebra de relacionamento, então o ponto que a gente mostrou nesse outro desenho aqui é que perdão e aceitação do perdão, o objetivo é curar o relacionamento,
reconciliação é curar o relacionamento, então esse é o grande objetivo e é mais difícil ainda do que perdão, se é difícil alguém ofendido por uma ofensa grave, gravíssima,
se é difícil perdoar, imagine ter reconciliação, eu vou mostrar aqui algumas possibilidades, algumas coisas que podem acontecer e daí nós vamos voltar à história de José pra podermos entender como isso se aplica.
Então quando tem uma ofensa e tem uma ruptura, uma das reações e claro que depende do tipo de ofensa, mas uma das, o quê que pode acontecer? Então do ofensor para o ofendido houve uma ofensa e o resultado foi uma ruptura,
então o ofendido, o quê que é o ofendido? Veja a direção das setas aqui, então a ofensa foi do ofensor para o ofendido, agora o quê que o ofendido pode fazer?
Ele pode ter uma reação de vingança, que acontece muito, especialmente quando tem morte de alguém e a Bíblia até prevê na primeira aliança, na aliança mosaica, antes da nova aliança, não havia ainda,
Deus sabia que não havia sem a nova aliança, não haveria a possibilidade do ofendido, porque matou um parente, não havia essa possibilidade do ofendido perdoar, não se vingar.
Qual seria, tinha até as cidades, refúgio, isso se fosse algo não intencional, porque se dependendo do tipo de crime, do tipo de assassinato, não podia ir para uma cidade, refúgio, não tinha outra solução,
a retribuição, então vingança ou retribuição até na aliança mosaica é olho por olho, dente por dente, então havia uma previsão de que as ofensas fosse resolvidas não por perdão, mas por retribuição.
Havia vários tipos de crime, de ofensas e vários tipos de reparação e sem a nova aliança, em muitos casos não tinha como, eu já mencionei isso, que que os irmãos, que tipo de reparação, que tipo de vingança, que tipo de retribuição José poderia esperar dos irmãos.
Nós podemos, nós já vamos voltar ao texto, vamos falar sobre esses possíveis sentimentos que José poderia ter recorrido a um outro tipo de sentimento contra seus irmãos, mas aí eu coloco aqui uma vingança ou algum tipo de retribuição, isso a gente costuma falar até hoje.
A pessoa que alguém matou meu filho, então na lei de hoje eu não tenho direito de sair e matar o assassino, mas quando as pessoas se sentem terrivelmente atingidos por um crime, por uma ofensa muito grave,
sempre se fala assim, eu quero que seja feita justiça e eu quero que você pense comigo porque nós sabemos na nossa cabeça, nós temos um entendimento de que pra Deus nossos pecados também, se Deus for satisfazer a sua justiça,
nós teríamos que morrer, nós teríamos que ser condenados pro inferno, nós teríamos que ser eternamente separados de Deus, no mínimo assim quando alguém, um amigo, quando ele trai a minha confiança, no mínimo eu não quero mais, eu quero distância, eu quero que ele fique longe de mim.
Aí eu coloco assim, justiça seja feita e pus paz como interrogação porque as pessoas que lamentam a morte de um parente, de um filho, de uma esposa, de um marido, as pessoas podem sentir um certo alívio, geralmente se sentem um certo alívio quando o criminoso é preso, quando ele tem que pagar pelo que ele fez.
Mas eu coloco uma interrogação, isso traz paz, isso traz um certo senso de justiça, mas é claro que nós estamos falando sobre reconciliação, é claro que isso não traz nenhum tipo de reconciliação e até mesmo pra pessoa, a paz, será que é isso?
E eu pergunto, eu pergunto assim, é isso que Deus quer? Deus fica assim, o coração dele volta a ficar tranquilo porque ele faz a justiça conosco, nos condena, nos castiga, nós sofremos, será que é isso?
O Deus de justiça é aquele que quer que a gente pague pelos nossos eus? Claro que tem, tem um senso de justiça, claro que a nova aliança não elimina a necessidade de justiça, mas em termos de reconciliação é claro que essa opção aqui, ela não traz reconciliação.
Então se você estiver copiando isso aqui, você pode até colocar um X em cima dessa opção aqui porque isso aqui não traz reconciliação.
Isso pode trazer algum senso de justiça, pode trazer alguma satisfação de que o criminoso vai ter que pagar pelo que fez, naquele tempo muitas vezes era com a própria morte.
Agora uma outra possibilidade, também dependendo da gravidade da ofensa, era que o ofensor fizesse uma devida confissão.
Então ele, essa aqui, olha aqui, essa aqui a seta é do ofensor para o ofendido, então o ofensor, ele confessa o erro dele, a ofensa, ele reconhece, ele sente o que ele fez,
e dependendo da situação ele pode fazer algum tipo de restituição ou reparação, então isso também traz um fechamento para a pessoa ofendida.
Então, por exemplo, nós citamos lá que em ESO 22, por exemplo, prevê se a pessoa rouba alguma coisa ou se a pessoa toma emprestado um animal para trabalhar na lavoura
e sem querer aquele animal machucou ou um terceiro roubou o animal quando estava nos cuidados do vizinho.
Então podia haver, tinha que chegar e fazer "olha, aconteceu isso e isso e me perdoe por isso", mas não só palavras, dependendo da situação tinha que fazer uma restituição.
E como eu falei, tem coisas que você pode restituir, eu acho que temos uma necessidade muito grande de entender quando nós pensamos na nova aliança
e pensamos sobre perdão e que Jesus perdoou todos os nossos pecados e Jesus pagou preso dos nossos pecados.
Às vezes nós não entendemos que existem coisas que a gente pode fazer restituição, a gente pode reconhecer, muitas vezes não há um reconhecimento,
às vezes a pessoa nem sabe que você roubou alguma coisa da empresa onde você trabalha, às vezes ninguém nem sabe que você roubou,
então se você realmente se arrepende por aquilo, você tem que devolver, ou para alguém, ou a reputação que você prejudicou, a reputação de alguém.
Nem sempre você consegue falar com todo mundo que ouviu aquela história falsa, mas de alguma maneira você pode tentar reparar e dizer "eu errei, eu falei uma coisa que não foi verdade",
então existem várias coisas que existem, meios de restituir, e na Bíblia quando algumas coisas você tinha que restituir mais 20%, outras coisas você tinha que restituir cinco vezes mais, enfim, tinha várias regras e várias situações de restituição.
Isso traz o que nós chamamos de "fechamento", então uma situação que não foi resolvida, quantas situações, gente isso é muito sério, existem situações, às vezes é falta da pessoa que não perdoou,
nós vamos pensar em um relacionamento conjugal entre marido e mulher em que coisas são faladas, as palavras ferem, as palavras machucam, e às vezes nunca há um fechamento,
você nunca volta para sua esposa, para o seu marido e diz assim "olha, isso foi terrível, isso não é verdade, eu não penso isso", ou se eu pensava "eu fui muito errado de pensar isso", não tem, tem muitas situações sem fechamento,
as pessoas falam de fechamento hoje em várias situações, por exemplo, às vezes desaparece uma pessoa, seu pai, um filho, nós temos tantas tragédias, a pessoa desaparece,
e você depois de muito tempo, aquela pessoa morreu, mas você nunca achou o corpo daquela pessoa, então não há um fechamento, mas eu estou falando sobre fechamento no sentido sim de resolver,
então a confissão e a restituição, se cober, são coisas que trazem fechamento, resolve, há uma compensação, há algo assim, você não paga seu pecado, mas você confessa, você reconhece, você sente,
então para José, já indo direto para a história de José, quando José, ele não recebeu, ele não exigiu deles uma confissão direta para eles,
eles não chegaram nesse capítulo 45 e falaram assim "é você, José", eles ficaram chocados em saber que era ele, mas eles ficaram super pasmos com esse fato que eles não imaginavam,
mas eles não chegaram, eles levaram mais de 17 anos para chegar para José no último capítulo de Gênesis e dizer "olha, perdoa, por favor, nos perdoe pelo que nós fizemos",
mas José, ele teve um certo fechamento dessa questão porque ele ouviu a conversa deles no capítulo 43, ele ouviu eles falando "nós fomos insensíveis, nós não tivemos compaixão do nosso irmão,
nós ouvimos as súplicas dele e nós fomos duros", então ele ouviu o reconhecimento deles, então isso de certa forma trouxe um fechamento para José.
Então isso aqui é um processo importante, não é necessário ter isso para que haja perdão, vamos lembrar, o perdão pode acontecer sem fechamento, mas mesmo assim é algo que fica em aberto,
a pessoa perdoou, mas a pessoa nunca reconheceu, a pessoa nunca... imagine assim, quando a pessoa que você ofendeu já morreu, você não tem como fazer fechamento,
você pode mudar seu coração, você pode confessar a Deus que você pecou contra seu pai, sua mãe, contra alguém que já faleceu,
mas você não tem como fazer realmente um verdadeiro fechamento para a pessoa que foi ofendida, ou se alguém ofendeu você e você perdoou, mas essa pessoa já morreu,
também não tem fechamento, então esse fechamento é muito importante, mas não é necessário para perdão, mas é necessário dentro de certos contextos para que haja reconciliação, ok?
Então dentro dessa situação, ou no caso sim de um... então nós temos aqui, esse aqui não é necessariamente reconciliação ainda, houve confissão, houve restituição,
a pessoa ofendida sente que houve um fechamento, mas não significa que há reconciliação, vou explicar porque. Então aqui nós temos uma última situação aqui,
que pode ser dentro dessa ou não, pode ser dentro de ter havido confissão, de ter havido restituição ou não, pode haver um perdão que nós estamos falando, perdão unilateral,
e eu coloquei aqui, pode ser com ou sem fechamento, a pessoa nunca confessou, mas você perdoou, mas vai ser um perdão sem relacionamento,
você não vai voltar a ter um relacionamento verdadeiro, tem casais que ficam juntos na mesma casa, não se separam, ficam juntos, mas nunca houve fechamento,
às vezes nem houve perdão, simplesmente resolveram, é conveniente, é melhor, a gente vai vivendo um relacionamento mais frio, mais distante, mas a gente fica junto,
tem muitas situações, em vários graus, tem pessoas que ficam dentro da mesma igreja, guardando um ressentimento, ou não guardando ressentimento,
mas tendo, às vezes há um perdão, no sentido assim, eu não vou mais, eu não tenho mais rancor, eu não tenho mais desejo de, não vou exigir nada,
mais uma coisa muito, muito importante, aqui, aqui eu quero mostrar, que aqui está o grande desafio da reconciliação,
eu quero mostrar que a verdadeira reconciliação, e é por isso que a reconciliação é o início do nosso relacionamento com Deus,
ele fala no novo testamento, fala que nós somos reconciliados pelo sangue de Jesus, então Jesus na cruz, ele comprou a reconciliação para nós,
mas a reconciliação é um processo, a reconciliação para realmente ser finalizada, para ser completa, a reconciliação precisa restaurar o relacionamento,
então, imagine comigo, um casal, onde um deles foi infiel, um deles foi, traiu o relacionamento, teve relacionamento com outra pessoa fora do casamento,
então, pode haver perdão? Pode, é divino, mas pode haver, pode haver perdão, para ficar juntos é possível, tem casos onde acontece isso,
mas para haver um relacionamento como antes, para haver, porque reconciliação é ser perfeito, é ser curado, é ser novo, é ser total, não tem nada, não tem sombra, não tem falta de confiança, não tem nada,
olha como isso, se dependendo do tipo de ofensa, se for uma ofensa pequena, ou mesmo uma palavra dura, se houver verdadeiro perdão, se houver mudança,
veja que a reconciliação requer uma reação da outra pessoa, então Jesus nos perdoou, ele perdoou toda a humanidade, Jesus perdoou os pecados de toda a humanidade,
mas não há automaticamente reconciliação, primeiro porque o ofensor precisa aceitar, nós precisamos aceitar o que Jesus fez,
e aceitar, e como nós já falamos sobre os irmãos de José, eles precisavam se perdoar, eles precisavam acreditar que José realmente ia perdoar,
17 anos depois eles falaram assim, será que José, 39 anos depois da ofensa, 39 anos depois do que eles fizeram para vender José para o Egito,
eles pensaram, será que José ainda guarda rancor, será que ele quer se vingar, eles estavam aqui ó, nesse começo aqui, será que José para resolver isso no coração dele,
ele precisa se vingar, ele precisa retribuir, ele precisa fazer alguma coisa, José chorou porque eles não tinham acreditado nele,
então, primeiro lugar, a pessoa precisa aceitar o perdão, mas além de aceitar o perdão, precisa, como que eu vou confiar,
como que alguém, se eu trair minha esposa, como que ela vai confiar em mim novamente, nós traímos Deus continuamente, como é que Deus pode confiar em nós,
então eu queria mostrar o quanto que a reconciliação é algo supremo, sublime, maravilhoso, mas é isso que Deus quer,
o alvo de Deus é reconciliação, reconciliação total com Ele e reconciliação total entre nós, e nós vamos voltar a falar sobre isso,
então na Nova Aliança, olha aqui embaixo, na Nova Aliança, Romanos 5 fala "justificados", justificados, nós sabemos que essa é uma palavra teológica,
é uma palavra legal, nós sabemos, acho que todo mundo sabe que ser justificado, geralmente quando a gente usa nas situações de processos legais,
a pessoa ser justificada é a pessoa ser reivindicada como inocente, a pessoa vai, a pessoa acusada, às vezes até presa,
aí vai investigar, vai investigar, descobre que a pessoa nunca fez, a pessoa não era culpada, então a pessoa sai justificada,
ela não tem, não pode colocar na ficha dela aquele crime porque ela não cometeu, mas nós cometemos de verdade,
e ser justificado por Jesus é como se a gente não tivesse feito, ser justificado significa que a nossa ficha foi totalmente zerada, limpa,
não cometemos nada, mas isso não é suficiente, isso não vai garantir que a gente não vai repetir o mesmo erro,
você pode pegar um criminoso e zerar a ficha assim, tem o que, o presidente em muitos países, o presidente ele tem uma atribuição,
ele tem um direito de perdoar pessoas que foram presas, elas saem perdoadas, mas não é como se nunca tivessem feito,
eles simplesmente são perdoados, como se tivesse cumprido a pena, ou se a pessoa cumpriu uma pena de 10 anos, cumpriu a pena,
está aqui, descolei, mas não é como se você vai desconfiar, você não vai confiar naquela pessoa, olha como é difícil, como é impossível,
é impossível ter reconciliação, você entende isso, é impossível, a reconciliação que Deus quer entre nós e Ele,
e entre cada um de nós com nosso próximo, é impossível, mas Deus, Ele é o Deus que busca isso, Ele possibilitou isso,
Ele garantiu isso para nós, mas nós precisamos realmente entender que o desejo de Deus não é que nós sejamos pecadores,
justificados, ficha limpa e ele limpa e limpa de novo, e a gente peca e ele limpa de novo, a gente confessa, a gente é perdoado,
perdoado, perdoado, isso não garante um relacionamento, isso pode garantir para nós a vida eterna da gente estar livre do inferno,
da condenação, mas isso não garante um relacionamento vivo com Deus, então a reconciliação significa unir de novo,
significa curar o relacionamento, para nós é impossível esquecer certas coisas que alguém fez contra nós,
a gente fala assim, não, eu perdoo, mas parece que a gente não consegue esquecer, ou a gente não consegue confiar,
ou a gente não consegue se aproximar, então na nova aliança nós somos justificados porque Jesus pagou a restituição,
Jesus pagou aquilo que seria a reparação, a restituição, isso não nos isenta de buscar restituição por coisas que nós fizemos
que podem ser reparadas, mas diante de Deus, diante da justiça de Deus, nós tivemos nossa ficha totalmente zerada,
mas na nova aliança, em 2 Coríntios 5 que nós lemos na aula passada, ele fala, então nós somos uma nova criatura,
tudo já passou, não só porque ele perdoou, mas porque ele gerou em nós uma nova natureza, nós somos uma nova pessoa,
então é mudança, não é suficiente ter seus pecados perdoados, é necessário ter o coração mudado totalmente,
e aí nós passamos a pertencer, quando você, quando você é perdoado, lembra, vamos usar aquela história,
a história do cabro de Jesus do filho pródigo, que é uma ilustração muito boa, tanto no sentido de que o pai não exigiu
um monte de reparações, você vai ter que trabalhar para devolver o que você pegou e que você desperdiçou,
o próprio filho, lembra, na história, o que deu para ele, assim, não, eu vou voltar para o meu pai,
eu vou exigir que eu seja aceito como filho, eu só quero ser, eu só quero ter um lugar, olha,
aqui estou com os porcos, nem tenho o que comer, lá pelo menos eu teria o que comer, eu teria um lugar para morar,
então ele queria voltar como um servo, mas o pai queria reconciliação, o pai queria receber o filho como filho,
ele queria voltar a ter o mesmo relacionamento ou melhor do que antes, então isso é reconciliação,
pertencimento, é você pertencer à família, você ser esposa, você ser marido, você ter o relacionamento que você tinha,
é você reconciliar, ter um relacionamento curado, gente, isso é muito grande, nós às vezes nos contentamos,
nós achamos que, não, nós temos os pecados perdoados, às vezes nós mesmos não, às vezes nós não entendemos
o quanto que nós erramos, então achamos até que Deus nos aceita porque nós somos bonzinhos,
que é uma base errada de ser aceito por Deus, não somos bonzinhos, em outras situações, nós falamos assim,
Deus me perdoou, mas ele não gosta muito de mim porque eu sou terrível, eu tenho um coração duro,
eu sempre reajo do jeito errado, então nós não aceitamos, nós não acreditamos que nós estamos sendo aceitos
plenamente, que Deus tem prazer em nós, então tudo isso é muito profundo, vamos voltar então para o texto
de Gênesis 45, que nós já assinalamos vários textos, mas eu quero ler mais na sequência para mostrar aqui,
depois que José se revela, eu quero mostrar como ele não estava buscando vingança, ele não estava buscando
retribuição, ele não estava exigindo confissão, algumas coisas, por que José demorou tanto para se revelar?
Porque ele queria ver realmente se eles estavam já diferentes, se tinham as mesmas atitudes, então ele já tinha visto,
porque lembra que o que vai dar confiança para continuar é você ver que a pessoa mudou,
e como é difícil a gente acreditar, como é difícil a gente mudar, como é difícil a gente acreditar que a gente mudou,
como é difícil a gente acreditar que o outro mudou, como é que você vai ter um verdadeiro relacionamento com alguém
que não mudou, mas aqui José, essa história representa, olha aqui ainda, a história aponta para a reconciliação,
a história mostra como José estava esperando, ele queria ver algo, ele fez testes, ele queria ver algo nos irmãos,
ele viu como eles sentiram o erro que eles tinham cometido contra ele, e eles viram, ele viu a mudança de judá
que se dispôs a ficar no lugar de Benjamim, então ele viu evidências, isso foi muito importante para ele,
mas a partir dali, porque pensa bem, ele podia ter assim, no mínimo, agora, vocês precisam se humilhar,
eu exijo que vocês se retratem, eu exijo alguma coisa, ele estava numa posição de poder exigir,
e até mesmo aqueles sonhos que ele teve de ver os irmãos no sonho se encurvando diante dele,
ele poderia ter se gloriado naquilo, ele poderia ter assumido uma posição de superior,
"bom, nós vamos ficar juntos, mas eu sou superior", não, ele quer intimidade, ele manda os outros que estavam na sala saírem,
ele quer ficar junto com os irmãos, ele quer aproximação, então vamos ler esses versículos com tudo isso aqui em mente, ok?
Então Gênesis 45, versículo 3, ele falou "eu sou José, vive ainda meu pai", os irmãos ficaram pasmados,
mas aí, versículo 4, eu quero que vocês vejam uma coisa assim que pode parecer só um detalhe, mas é muito importante,
a primeira coisa assim, eles ficaram acuados, eles ficaram assustados,
antes eles tinham medo dele como governador e porque ele tinha descoberto o cálice no saco de Benjamim,
então eles sabiam que antes ele estava até acusando de serem espias, então eles tinham medo do governador,
agora o governador José, então é José que eles tinham traído, que eles tinham vendido, que eles quase mataram,
então o que esse homem vai fazer com eles, eles estão super assustados e aí ele fala,
versículo 4, "peço-vos", ele não exige, ele não está aqui agora como governador, ele está aqui como irmão,
"peço-vos, chegai-vos a mim", então isso aqui eu sei que aqui não houve ainda uma reconciliação perfeita,
não terminou o processo e como não era nova aliança ainda, a gente não sabe se o relacionamento deles
realmente ficou perfeito, mas nem como antes, porque antes eles tinham ciúmes deles, eles não viviam em paz antes,
mas a história mostra que José aqui está querendo aproximação, essa é a palavra chave.
Lembra de Jacó e Isaú? Jacó não queria ficar perto de Isaú, mesmo depois de se encontrarem.
Isaac e Ismael não podiam ficar juntos, Abraão teve que despedir, Ismael e os outros filhos também,
porque não podiam ficar juntos, não faziam parte da mesma família, não houve uma reconciliação,
não houve uma união e até hoje essa divisão existe, os descendentes de Jacó, descendentes de Isaú,
com inimidade na história bíblica, isso continuou e teve muitos problemas entre as tribos de Israel também,
e tem muitos problemas na igreja, tem muitos e muitos problemas, desde coisas grandes entre denominações,
entre movimentos, entre doutrinas e dentro de cada congregação, qual a congregação, será que existe alguma congregação
que não passou por divisão, que não passou ou que não tenha essas coisas dentro, mesmo não dividindo,
mas tem partidos, tem concorrências, tem inimisades, tem falta de confiança, na mesma mesa sentamos grupos pequenos
em torno de uma mesma mesa, tem situações, como muitas vezes os pais veem isso com os filhos,
às vezes são coisas pequenas, mas quantas divisões dentro das famílias, dentro da igreja, então essa situação
ela existe e o que Deus quer é essa aproximação, José fala assim "chegai-vos a mim" e quando nós temos
diferença de opinião, diferenças de estratégia, diferenças de temperamento, diferenças de jeito de ser,
nós queremos distância, queremos ficar longe, "chegai-vos, chegai-vos a mim" e eles se chegaram,
eles se vieram física mesmo, eles estavam morrendo de medo ainda, então ele disse "eu sou, eu sou José,
vosso irmão, a quem vendeste para o Egito, mas agora não vos entristeçais". Gente, o que a pessoa
ofendida mais quer, isso é muito importante entender que José podia reconhecer, como ele mesmo falou no último
capítulo de Gênesis, ele falou assim "vocês fizeram por mal, mas Deus tornou para o bem", então aqui ele poderia
falar assim "olha, eu não quero muita aproximação, nós vamos ficar juntos por causa do nosso pai,
por causa da família, mas o que vocês fizeram, gente, isso não dá para esquecer, olha quanto que eu sofri",
ele poderia ter conversado assim "vocês têm noção do que eu passei, vocês têm noção do que eu sofri
por causa do que vocês fizeram comigo, nada disso, nada, não fiquem tristes, porque a pessoa pode não
falar, mas o mínimo, a pessoa quer que as pessoas fiquem tristes, mas ele já tinha visto que eles tinham
ficado tristes, eles tinham ficado tristes, então ele não quer que essa tristeza, a tristeza é necessária
no primeiro momento, mas ele quer reconciliação, reconciliação não é "nós vamos ficar juntos,
mas você nunca se esqueça que nós estamos juntos porque eu fui bondoso, mas você não dá para
confiar, eu lembro sempre do que você fez comigo, eu sempre vou chamar atenção porque você fez isso,
você não dá para confiar", não, ele falou assim "é para esquecer, isso aconteceu, isso na verdade
é entre vocês e Deus", então a reconciliação como perdão é por causa de Deus, não tem perdão
no nosso coração humano, só no nível humano não tem, pode ter algum tipo de fechamento,
pode ter alguma, você vai ter que pagar muito, você vai ter que ficar muito tempo se humilhando,
você vai ter que ficar de joelhos, não literalmente, mas assim, tem pessoas que eles vão aceitar,
mas vocês vão ter que ficar sempre por baixo, vocês têm que continuar se sentindo inferior,
isso ele está dizendo "não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haver desvendido
para cá", isso é tão difícil de entender porque você nunca pode, Deus não quer que você simplesmente
deixe para lá o mal que você fez, mas ele quer que aceite o perdão, ele quer que assim "tá bom então
já vimos, eu já vi que vocês estão arrependidos" e não é só "vire a folha, vamos para frente",
porque muita gente fala isso mas não esquece e não tem um verdadeiro relacionamento restaurado,
e José ele quer aproximação, então ele vai explicando, para ele foi a chave, para ele não ter
amargura contra os irmãos foi entender que Deus quis para o bem, Deus usou tudo isso para o bem,
então quando você vê, Deus está transformando, isso tudo que aconteceu entre nós é para que a gente
fique quebrantado, para que a gente fique humilde, e como eu falei aqui, o mal era do lado só,
os irmãos que pecaram contra José, mas nos nossos relacionamentos humanos, dentro das famílias,
dentro das igrejas, dentro das amizades, pode ser que muitas vezes um lado errou mais que o outro,
foi alguém que provocou, foi alguém que teve realmente, que cometeu um ato mais grave,
mas existem erros em todo divórcio, existem erros dos dois lados, em toda situação de conflito,
existem erros dos dois lados, porque contra Jesus, ninguém conseguiu fazer Jesus errar do lado dele,
é possível, com a nova criação, é possível receber ofensas e não ficar ofendido,
então aqui ele fala assim, não é para ficar triste, é para receber o perdão e é para prosseguir,
isso é reconciliação, então ele explica que foi para a conservação da vida que Deus me enviou adiante de vós,
isso não era para fazer com que eles sentissem, bom então nós fizemos o certo em fazer isso, não,
isso é para eles entenderem que apesar do erro deles, Deus tinha tornado para o bem e assim Deus poderia perdoá-los,
Deus poderia aceitá-los, eles poderiam se arrepender e eles poderiam ser uma família novamente,
aí José no versículo 6 explica, já houve dois anos de fome, ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem colheita,
pelo que Deus me enviou adiante de vós, lembra que ele fala isso três vezes, foi Deus que me enviou e ele fala o propósito,
Deus me enviou, Deus tinha algo em mente, Deus tinha um propósito para realizar por meu intermédio e isso é por causa de Deus,
então Deus me enviou adiante de vós a fim de conservar vossa sucessão na terra e para guardá-vos em vida por um grande livramento,
Deus me usou para trazer um grande livramento, isso que está acontecendo, de ter alimentos guardados, de ter tido uma estratégia,
de saber como passar por esse tempo de fome, foi um grande livramento, foi intervenção de Deus,
então quando a gente vê a soberania de Deus, quando a gente vê a ação de Deus, nós podemos perdoar uns aos outros e podemos ter reconciliação,
porque sabemos que Deus está fazendo, Deus está permitindo, eu posso perdoar porque eu fui perdoado e também porque eu não estou no lugar de Deus,
para não perdoar, isso é prerrogativa de Deus e principalmente porque Deus tem um propósito em todas as coisas,
então ele fala de novo no versículo 8, assim não fostes vós que me enviastes para cá, se não Deus que tem me posto por pai de faraó,
olha que situação né, ele é novo, ele era não sei qual a relação de idade dele com a idade de faraó, mas ele era pai de faraó no sentido assim,
faraó pede opinião de tudo, a faraó aceita tudo que eu faço, eu que dou as orientações, ele me colocou por pai de faraó,
e lembra que Deus falou com Abraão em Gênesis 17, ele falou "eu coloquei você por pai de muitas nações",
então não é só que ele teria descendentes espirituais, ele seria pai de uma nação, povo de Israel, mas ele seria pai de muitas nações,
em parte como José foi, ele foi pai do faraó e de toda a nação do Egito,
Deus me tem posto por pai de faraó, por senhor de toda a sua casa, como governador em toda a terra do Egito.
E agora você percebe o que que José quer, então ele deixa muito, ele fala três vezes sobre o propósito,
ele pede que os irmãos se aproximem, isso é simbólico, porque eu quero que vocês cheguem perto, eu não quero um relacionamento de distância,
eu não quero ser, eu sou irmão de vocês, nós fazemos parte da mesma família, eu sou governador, mas aqui nós somos família,
não tem distância, não tem superioridade, não tem um relacionamento que eu vou ficar superior a vocês, que eu vou ficar distante,
então agora olha qual o plano dele, ele quer reunir a família, ele quer estar junto, apressar-vos, subir a meu pai,
em versículo 9, diz ele assim diz teu filho José, Deus me pôs por senhor em toda a terra do Egito, desce a mim, não te demores.
Agora versículo 10 sublinha essa frase porque mais uma vez é o que expressa a reconciliação,
habitarás, ele está falando com o recado para o pai dele, mas ele está falando sobre todos os irmãos, habitarás na Tede Gozem e estarás perto de mim,
o pai dele, mas tu, teus filhos, então meus irmãos, ele quer todos perto dele, eu sei que isso pode ser uma coisa mais simbólica,
que é geográfica, uma coisa assim, mas é o significado espiritual que está por trás disso, o que que isso simboliza, o que que isso traz para nós,
que é reconciliação, e lembra assim, a reconciliação não estava completa porque 17 anos depois eles, os irmãos ainda estavam com problema,
com a própria consciência deles e com a própria dificuldade de aceitar o perdão, mas no plano de Deus é essa a reconciliação,
como nós já vimos em Colossenses, a reconciliação é o objetivo de Deus, então vocês, tu, meu pai, seus filhos, os filhos dos teus filhos,
tua família, teus rebanhos, teu gado, vocês vão ficar perto de mim, então a reconciliação quer proximidade, quer estar junto,
quer ter um relacionamento curado, ali te sustentarei, eu não vou perseguir, eu não vou colocar em segunda classe, eu não vou colocar distância,
ali te sustentarei porque ainda haverá 5 anos de fome para que não seja reduzida a pobreza, tu e tua casa e tudo que tens,
os vossos olhos, os olhos de meu irmão Benjamim, veem que é minha a boca que vos fala, porque que é minha a boca?
Porque ele estava falando a língua deles, porque isso não era um recado, ele estava falando com eles,
versículo 13, "fazei pois saber, meu pai, toda minha glória no Egito, tudo que tens desvisto, apressai-vos a fazer descer meu pai para cá",
e aqui ele se lança primeiro sobre o irmão mais próximo, irmão de mãe, além de irmão de pai, ele se lança sobre o ombro de Benjamim e chorou,
Benjamim também chorou o pescoço dele, mas ele beijou a cada um dos seus irmãos e chorou sobre eles, isso não foi falso,
ele não estava tratando esses irmãos com diferença por causa do que eles fizeram, ele não está deixando afastado,
ele está procurando curar o relacionamento, e depois seus irmãos falaram com ele, então que isso seja realmente uma visão do que Deus quer fazer,
a reconciliação é impossível, em certas situações é impossível, em algumas situações não vai acontecer aqui entre nós,
porque existem fatores da própria pessoa, de do outro lado, às vezes do nosso lado também, mas é um milagre que Deus quer,
e é para onde nós estamos caminhando, então só rapidamente para terminar eu vou ler em Romanos 5 e depois em Fés os 2, Romanos 5 só vou tirar um, o contexto todo é maravilhoso,
mas ele fala no versículo 1, Romanos 5 e 1, que nós somos justificados pela fé, temos paz com Deus, então que tipo de paz?
Existe uma paz, que eu já mostrei aqui, que é uma paz relativa, se você, se o seu ofensor está na cadeia porque cometeu um crime,
isso traz paz para você, em parte talvez, mas não é essa paz que está falando, a paz é um relacionamento curado,
então nós somos justificados, temos paz com Deus,
versículo 10, ele fala, pois se nós, quando éramos inimigos, ou seja, não foi uma iniciativa nossa, não foi a gente que pediu perdão, não foi a gente que clamou a Deus para voltar para nós,
se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu filho, muito mais estando já reconciliados,
aqui está usando a reconciliação como o início do processo, e é, ele reconciliou porque ele tirou, nós somos justificados,
ele tirou toda a barreira, do lado de Deus nós fomos reconciliados, do lado de Deus não tem mais barreira,
mas nós precisamos entender que esse processo de reconciliação, aqui ele usa um outro termo aqui que é bem interessante,
Romanos 5 e 10, se quando éramos inimigos fomos reconciliados com Deus pela morte de seu filho, muito mais estando já reconciliados,
quer dizer, ele fez o termo legal, ele nos aceitou, é perdão, mas é mais do que perdão, ele está nos convidando para voltar,
para estar em relacionamento com ele, mas ele usa um outro termo, estando já reconciliados seremos salvos pela sua vida,
então, o que é ser salvo? A gente pensa que ser salvo é não ir para o inferno, mas ele está falando salvo,
salvo era quando, salvação é quando não tinha mais ameaça, quando não estava mais numa situação de escravidão,
quando estava livre do perigo, e nós precisamos ser salvos do que? Nós precisamos ser salvos de relacionamentos doentios,
nós precisamos ser salvos de relacionamentos quebrados, nós precisamos ser salvos daquilo que nos separa ainda de Deus,
então, estando já reconciliados, é o começo, mas ele está nos conduzindo a uma reconciliação mais perfeita ainda,
que é ser salvos pela sua vida, ser salvos do nosso egoísmo, ser salvos dessa situação que nos constrange,
que nos prende, que nos isola, que nos torna presos de nosso próprio egoísmo e sentimentos errados,
então, agora só mais um texto em Efésios 2, onde também nós podemos ver esse propósito de Deus,
Efésios 2, versículo 11, fala que nós éramos gentios na carne, eu vou passar meio rápido aqui,
no versículo 11 fala que antes nós éramos gentios na carne, chamados em circuncisão,
então, o problema da reconciliação é porque nós somos separados, separados de Deus, separados aqui da comunidade de Israel,
estranhos as alianças da promessa, não tendo esperança, sem Deus no mundo, então, o que que Deus nos dá,
o que que Deus quer nessa situação e ele vai mostrar que é para judeus e gentios, os gentios, os judeus, eles tinham as alianças,
teoricamente eles tinham Deus, tinham o templo de Deus, tinha a terra que Deus prometeu, mas eles também estavam longe,
então, ele fala, versículo 13, mas agora em Cristo Jesus, vós que antes estávais longe, os gentios, já pelo sangue de Cristo,
chegasteis perto, lembra de José chamando os irmãos para ficar perto, eu quero que vocês fiquem perto de mim aqui,
agora que eu vou falar com vocês, eu vou chorar com vocês, eu vou abraçar vocês, eu vou conversar com vocês,
eu quero que vocês se mudem para cá para ficarem perto de mim, ele não queria distância,
Deus, isso é para revelar a natureza de Deus, é para revelar o propósito de Deus, tem muita gente na igreja,
nós, quantas vezes nós fomos, nós fomos perdoados, nós fomos reconciliados, mas nós estamos longe,
estamos longe de um relacionamento com Deus, estamos longe de um relacionamento verdadeiro com os outros,
às vezes estamos longe de um relacionamento verdadeiro com nossa esposa, nosso marido, nossos filhos, nossos amigos,
quantas coisas, quantas barreiras, quantas coisas nos separam, e Jesus, ele é a nossa paz, de ambos os povos,
e você pode colocar de homem e mulher, de rico e pobre, de judeu e gentil, de católico e evangélico,
de judeu e não judeu, de ambos, ele fez um, um não é ficar juntos se intolerando ou distante,
ou fazendo um perdão sem relacionamento, ele fez um, é reconciliação, porque ele fala de ambos fez um,
destruiu a parede, todas as paredes, todas as barreiras, toda a falta de confiança, tudo que nos separa,
tudo que nos separa um do outro, nossos preconceitos, nossos julgamentos, nosso achismo,
nós que pensamos somos superiores, ou nós que achamos somos inferiores, tem muita coisa que nos separa,
ele falou assim, ele destruiu a parede de separação, a barreira de inimizade que estava no meio,
desfazendo a nossa carne, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças para criar, ele cria,
segundo os Coríndios 5 fala, como que eu posso confiar em outra pessoa?
Porque ele nos fez nova criatura, tudo já passou, eu sei, eu sei que não é, não é assim,
de repente eu nunca mais faço, nunca mais penso o que eu pensava antes, mas em Cristo ele nos deu uma nova criação,
nós somos capazes em Cristo de fazer ou de não fazer aquilo que a gente fazia antes,
então ele cria em si mesmo dos dois um novo homem fazendo a paz, não é uma paz superficial, não é uma paz política,
não é um acordo, não é um cessar fogo, é uma paz de unidade, e é por estarmos em Cristo,
porque não dá para confiar um no outro, não dá para ter isso sem a presença de Deus, sem a centralidade de Jesus,
e aí ele fala, então ele faz a paz, versículo 16, e pela cruz, pela cruz reconciliar, reconciliar ambos,
com Deus, é uma reconciliação, com Deus, se não for com Deus não vai acontecer com o próximo,
em um só corpo, matando com ela a inimidade, e vindo ele evangelizou a paz à voz que estava longe e aos que estavam perto,
e isso até hoje vale, Deus quer reconciliar, quer unir, quer trazer para junto quem está longe de Deus,
fora da igreja, fora de relacionamento com Deus, e aqueles que estavam perto, aqueles que se achavam certos,
os fariseus e os sacerdotes, os escribes, os que se achavam tudo certos,
pois, versículo 18, pois por ele ambos temos acesso ao Pai, em um mesmo Espírito, e o resultado, gente, é versículo 19,
Efésios 2, 19, isso é reconciliação, assim não tem alguém de segunda classe, não tem alguém que é,
está junto, mas eu não confio, eu não aceito, não é totalmente aceitável, não é totalmente pertencente,
eu coloquei aqui, pertencimento, assim, já não sou estrangeiros, nem forasteiros, mas com cidadãos,
não tem superior e inferior, não tem o que manda e o que obedece, não tem o que tem contato com Deus e os outros não tem,
não tem aquele que tem um privilégio maior, está mais perto de Deus e não tem, nós somos com cidadãos,
dos santos e da família de Deus, o que Deus quer não é pecadores justificados, ficha limpa, mas sem relacionamento com ele,
ele não quer pecadores perdoados, ele quer filhos, ele quer uma noiva, ele quer que nós sejamos um, ele quer reconciliação,
porque a reconciliação, nossa, de tantos outros que Deus está procurando aproximar, vai trazer outros e vai trazer outros, e eu não sei como que vai ser isso,
mas em Colossenses e em Fésios, Fésios fala de convergir, Colossenses fala de reconciliar todas as coisas, no céu e na terra, todas as coisas,
então não vai ter um elemento de discórdia, não vai ter um elemento não aceito, não vai ter uma classe inferior,
ele quer reconciliar todos, ele quer unir todos, ele quer que o reino dele seja perfeito e nós queremos também,
então isso vai começando, isso não acontece tudo de uma vez, mas ele quer que nós desejemos a reconciliação, que nós desejemos isso que ele está procurando,
que nós tenhamos o coração de José, que nós tenhamos o coração de Jesus, que nós conheçamos o coração de Deus que quer filhos,
que quer que façamos parte de verdade da sua família. Senhor, nós admitimos que isso é um grande objetivo, um grande alvo,
digno de um Deus grande, que é capaz de pegar pessoas como nós, tão distantes, tão indignos de confiança,
indignos que o Senhor acredite em nós e que o Senhor tenha relacionamento verdadeiro conosco, mas o Senhor quer isso e o Senhor vai conseguir
porque o Senhor pagou o preço e porque o Senhor continua totalmente empenhado nesse alvo de nos levar a ter uma verdadeira unidade contigo e uns com os outros,
que o Senhor possa trazer isso à luz cada vez mais e a nossa oração e a nossa confiança em Ti. Amém.

Editora Impacto

Da loja Impacto

Ver tudo

Conversa

1 comentário até agora

Junte-se à conversa. Sua contribuição enriquece a leitura pra quem chegar depois.