José sabia que Deus tinha um propósito muito elevado para sua vida. Contudo, as coisas não paravam de piorar. Foi traído pelos irmãos e vendido como escravo. Serviu na casa de Potifar e até recebeu reconhecimento pelo serviço prestado, mas depois foi acusado falsamente e colocado na prisão. Na prisão conheceu um oficial importante do faraó e interpretou o sonho dele. Pediu sua ajuda para interceder com o faraó para tirá-lo da prisão. Surgiu uma esperança, porém ela não se concretizou. O fundo do poço é quando a pequena esperança que você tinha acaba não dando em nada. Nós sabemos que Deus estava conduzindo tudo para um fim perfeito. Mas José não sabia, não podia enxergar nada. Só podia confiar!
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Leitura Sugerida:
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– Livro Surpreendente Amor de Deus
13/12/25 – Gn 40 – Baixardo áudio.

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Transcrição
Gênesis, capítulo 40. Estamos ainda numa fase de descida, né? Antes de chegar ao ponto que Deus queria, que Deus prometeu para José nos sonhos, havia um destino, havia um propósito de Deus para a vida de José.
A gente não sabe até que ponto que José entendia, assim, os sonhos falavam que os irmãos iam se prostrar diante dele, mas ele não sabia exatamente o que estava envolvido nessa promessa, mas era uma promessa de grandeza, era uma promessa de um destino maravilhoso.
Só que até agora, na história de José, tudo vai dando ao contrário, vai piorando, e hoje nós vamos chegar ao ponto mais fundo. A gente já chegou no final de Gênesis 39, já chegamos com José na prisão, mas será que tem uma coisa pior ainda?
É, um pouco pior. Hoje nós vamos ver como José chega, não num lugar diferente, na prisão mesmo, mas o que seria esse fundo do poço? O que piorou ainda mais para José nesse capítulo 40?
Vamos orar, pedir ajuda de Deus para entender e para aplicar nas nossas vidas, entender os caminhos de Deus. Senhor, a vida de José é uma vida exemplar, uma história tremenda, e nós queremos realmente entender melhor os teus propósitos, queremos entender melhor como o senhor agiu na vida de José e como isso pode se aplicar à nossa vida.
Pedimos a tua ajuda, a tua revelação, a tua clareza, em nome de Jesus. Amém. Então vamos ver a história, depois vamos comentando e entendendo como isso representa mais um degrau, mais um passo para o fundo do poço.
A gente está usando essa expressão, porque é uma expressão conhecida, chegar ao fundo do poço. Na verdade, o poço foi o primeiro passo para baixo, quando os irmãos jogaram José dentro de um poço seco, mas é uma expressão figurativa em que ele vai, as coisas vão piorando, vão piorando cada vez mais, mas daqui a pouco a gente fala sobre esse diagrama aqui.
Mas vamos ver em Gênesis capítulo 40, lembramos que no final do capítulo 39, José tinha sido assediado, seduzido pela esposa de Potifar, ele rejeitou o convite, rejeitou a tentação, mas a esposa de Potifar o acusou falsamente, porque ele precisou correr, deixou a capa nas mãos dela,
e ela usou a capa como uma prova contra ele, porque ela devia temer que ela fosse acusada, realmente ela que estava errada, mas José, que não errou em nada, foi acusado falsamente, depois de ter conquistado a confiança de Potifar, ele acabou sendo preso,
Potifar ficou muito irado, pensando que José tinha tentado seduzir a esposa dele, então ele chega na prisão, a prisão, pelo que parece, ficava na casa de Potifar, porque era uma prisão na casa do capitão, aqui que seria o próprio Potifar,
não fica muito claro se era na casa dele, mas depois vai falar isso, era uma prisão de certa forma especial, nós podemos ver claramente a mão de Deus sobre a vida de José, a gente vê como cada passo na verdade está conduzindo José para o lugar que Deus queria,
mas José não entendia isso, José não tinha como perceber, ele não tinha uma revelação, lembramos por exemplo que Deus revelou para Abraão que a descendência dele ficaria no Egito por 400 anos,
Abraão foi avisado que a descendência ficaria no Egito, mas José não recebeu nenhum aviso antes dele ser conduzido a essa posição de autoridade, de uma posição de poder,
ele passaria por uma situação, por um longo período de provações e dificuldades, ele não estava preparado para isso, foi isso que foi acontecendo na vida dele, então ele chega na prisão e mesmo na prisão ele continua sendo essa pessoa prestativa,
ele serve e nós temos enfatizado, isso aqui continua sendo muito importante entender isso, que Deus estava agindo com muita soberania, com o que nós chamamos de providência divina, Deus estava conduzindo a vida de José,
como eu falei, a gente vê claramente, a história conta nessa perspectiva narrada na Bíblia mostrando como Deus estava conduzindo a vida, as circunstâncias, Deus estava controlando todas as coisas,
mas José não tinha como perceber isso, então nós podemos entender a soberania de Deus, a providência de Deus e nesse mistério que ninguém sabe explicar, ninguém sabe exatamente qual que é a participação humana,
como que José conseguiu ser essa pessoa sempre se sobressaindo, Deus abençoando, prosperando, na casa de Potifá como escravo, em nenhum momento nós vemos José em depressão, José com a margura,
José pensando ai ai ai, o que aconteceu, porque Deus está fazendo isso comigo, provavelmente teve muitos momentos assim, ele com certeza sentia essa situação, ele era muito jovem, tinha 17 anos quando ele foi vendido como escravo,
então é muito provável que ele tenha sentido essas coisas, mas ele não deu lugar, ai esse é o mistério que como que ele recebeu essa graça divina, essa capacidade de superar as suas provações,
isso é um mistério que nós não sabemos, mas existe essa correspondência humana, então nós temos na história de José a soberania de Deus, a providência de Deus,
Deus conduzindo todos os fatos, Deus não sendo causa do que os irmãos dele fizeram, Deus não foi causa do que eles fizeram, não foi ele que instigou os irmãos a fazer isso, é um mistério também, a gente não sabe explicar isso,
como não sabemos explicar, como Judas traiu Jesus e tantas outras coisas ruins que aconteceram, mas que contribuíram para o plano de Deus, existem teologias, existem explicações humanas, mas no fim das contas nós não sabemos,
mas o importante entender é que se José não tivesse agido com esse espírito limpo, um espírito, José não era uma pessoa perfeita, mas ele agiu de uma forma limpa de amargura,
amargura de você sentir, por que isso aconteceu comigo, amargura é culpar as pessoas, por que meus irmãos fizeram isso comigo, por que a esposa de Potifá fez isso comigo e aqui nessa história nós vamos ter mais uma pessoa culpada de causar dor e problema para José,
por que essas pessoas foram tão ruins para José, mas ele não se entregou a esses sentimentos de se ofender, de se amargurar, de culpar as pessoas, de culpar Deus,
eu não posso afirmar que ele não sentiu essas coisas, não posso afirmar que esses pensamentos não estiveram no coração dele, mas o fato é que ele não se entregou a isso,
por que eu posso falar que ele não se entregou a isso, por que na casa de Potifá e na prisão ele se sobressaia, ele servia, ele estava sempre, por que ele achou graça aos olhos de Potifá, por que ele achou graça aos olhos do carcereiro,
por que em todos os lugares, em cada ambiente que ele estava, Deus estava com ele, mas o que significa Deus estava com ele, ele estava sempre pronto, ele devia ser uma pessoa bem humurada,
como é que você acha graça aos olhos de alguém se você é uma pessoa sempre para baixo, sempre mal humurado, sempre sentindo amargura contra as pessoas,
então evidentemente, pela história, nós podemos dizer, principalmente porque ele servia, ele não ia deixar de ser escravo na casa de Potifá, mas ele servia ali, ele chegou ao ponto de Potifá colocar tudo nas mãos dele,
e a mesma coisa aconteceu na prisão, então vamos ver no capítulo 40, versículo 1, depois dessas coisas, o copeiro do rei do Egito e o seu padeiro, então duas pessoas,
não com cargo assim de ser comandante do exército, sei lá, de ter qualquer tipo de cargo assim de autoridade, essas duas pessoas, o copeiro e o padeiro, eram pessoas que tinham um serviço, vamos dizer assim, humilde,
mas eram pessoas que por causa do tipo do serviço, especialmente o copeiro, lembramos de Nehemias que era o copeiro do rei da Pérsia, então o copeiro ele tinha acesso a, ele estava muito próximo ao rei,
porque ele estava sempre ali provando as bebidas, o vinho antes do rei provar para não ter nenhum perigo de envenenamento, mas também talvez de escolher, o padeiro fazia os pães, as coisas que ele comia,
talvez o copeiro também tivesse a responsabilidade de escolher as bebidas, enfim, eles dois tinham muito acesso à presença do rei, e mais uma vez lembrando da história de Nehemias, como Nehemias ficava,
que tinha o mesmo cargo de copeiro, ele estava muito próximo ao rei, conversava com o rei, então nós não sabemos o que eles fizeram, mas sabemos que os soberanos, eles qualquer coisa que fizessem,
que eles quiserem achassem que estavam ofendendo, que não estavam servindo, qualquer coisa assim, o rei que tivesse um temperamento muito assim de punir qualquer pessoa que fizesse alguma coisa errada, ele ficou muito indignado,
o capítulo 2, indignou-se faral contra os seus dois oficiais, contra o copeiro chefe e o padeiro chefe, então eles tinham talvez uma equipe, eles eram chefes da equipe, e mandou deter-los na casa do capitão da guarda,
que é o que Potifá era, uma guarda que não chama o capitão da guarda pelo nome Potifá, mas é possível que tenha sido o próprio Potifá, então, por quê? Porque José foi colocado nessa prisão,
na casa do capitão da guarda, e era uma prisão de certa forma especial, porque eles mandavam ali os prisioneiros que estavam próximos às pessoas com cargos mais elevados, claro que nisso tudo nós já sabemos o fim da história,
nós sabemos que é por causa desse copeiro que José acabou saindo da prisão, Deus já estava coordenando as coisas, Deus estava colocando, tinha colocado José num lugar onde ele teria essa oportunidade,
então, quando a gente pensa na soberania de Deus, na providência divina e como Deus faz todas as coisas cooperarem para o fim que Ele deseja, nós podemos pensar como que José, no plano de Deus, lembra que o plano de Deus,
a providência divina, Deus ama seus filhos, Ele quer o bem para cada um, mas Deus está empenhado, desde o pecado do homem, Ele está empenhado no plano de redenção,
Deus quer redimir o homem, Deus quer redimir seu plano, Deus quer restaurar seu propósito com a humanidade, então, Deus não está a despedir muitas vezes a maneira que nós pensamos, nós podemos pensar,
Deus me ama, Deus quer resolver meus problemas, Deus, sim, Deus nos ama, Ele tem interesse na nossa vida, Ele tem interesse nas nossas circunstâncias, mas Deus está empenhado num grande plano,
quanto mais nós estivermos também interessados e dispostos e disponíveis para o seu plano, mais Deus está interessado naquilo que vai acontecer conosco, então, isso não significa que Deus não tem interesse naquilo que acontece na nossa vida,
às vezes naquilo que não tem nada a ver com o grande plano Dele, mas as histórias que nós temos na Bíblia, nas Escrituras, são histórias que nos mostram como Deus estava coordenando, dirigindo,
fazendo as coisas acontecerem na vida de José, não porque ele quisesse simplesmente que José, especialmente porque, assim, porque Deus ia querer que dos doze filhos de Jacó, todos herdeiros da promessa,
por que que Deus ia querer que José estivesse acima dos outros onze? Por que que Deus ia querer, assim, algo especial só para José? Então, não é por causa de José, não é pelo interesse Dele, é pelo interesse de Deus,
Deus, por suas razões, Ele entendeu que a pessoa adequada para cumprir o propósito Dele, qual que era o propósito Dele? Que no tempo de fome, alguém estivesse lá no poder, no Egito,
para preparar, para armazenar, para salvar, guardar alimentos, para passar pelo tempo de fome, e tudo isso também fazia parte de um plano para preservar a descendência de Abrão,
mas também para que a descendência de Abrão ficasse no Egito, porque não era o tempo de herdar, de tomar posse da terra de Canaã, e porque Deus iria libertar essa nação da terra do Egito,
numa experiência muito fantástica que ia abrir o caminho para fazer uma aliança com toda a nação. Então, Deus tinha todo um plano formado, e José tinha uma parte muito importante,
nós vimos que José não seria o progenitor da descendência que traria o Messias, o Messias, a descendente Davi, a descendente do Messias, a semente, o descendente do Messias, não viria de José,
mas Deus tinha esse propósito especial para a vida dele, então todos esses capítulos, todo o resto do livro de Gênesis, vai mostrar para nós como Deus estava trabalhando e coordenando as coisas na vida de José,
para que esse plano pudesse dar certo. Agora, um garoto de 17 anos que Deus escolheu para ter essa função, para exercer essa função naquele momento certo em que viria fome,
em que viria todos os problemas, que viriam sobre aquela região do mundo e que faria parte desse plano de Deus, como que José, filho de um nome de lá naquela terra de Canaã,
como é que ele chegaria a ter essa posição de poder no Egito para cumprir, para desempenhar esse papel importante da redenção? Como é que ele chegaria lá?
Deus poderia ter inventado um outro plano, talvez, mas veja como Deus fez, o caminho para chegar ao poder no Egito envolveu tudo isso que aconteceu na vida de José, ser vendido como escravo,
passar na casa de Potifá e ser acusado falsamente, entrar, ser colocado na prisão e ser colocado lado a lado com esse coupeiro. Então, tudo isso fazia parte desse plano.
Mas se José não tivesse correspondido, se ele não tivesse feito o que Deus queria que ele fizesse, servindo, sempre se apresentando, e aqui nesse capítulo aqui ele vai ter uma função mais destacado, mais único,
até mesmo que na casa de Potifá, porque na casa de Potifá ele fez tudo muito bem, administrava, ele era uma pessoa disposta, ele administrava todas as coisas, era responsável, era fiel, tinha um caráter bom, aprendeu administrar as coisas.
Mas pense bem, José era o penúltimo filho de Jacó, ele não ia ter uma função nem de administrar as coisas do pai dele, ele era um dos últimos filhos, ele não teria essa experiência.
Então na casa de Potifá ele ganhou experiência, ele aprendeu muita coisa, ele ficou vários anos, talvez 9 anos, a gente não tem o número de anos exatos, mas ele ficou vários anos na casa de Potifá sendo treinado,
aprendendo coisas que ele ia ter que usar numa dimensão maior, mas ele aprendeu com coisas relativamente pequenas. Agora na prisão ele vai encontrar uma situação que vai ter um outro tipo de desafio para ele.
Então veja como Deus está preparando a vida de José. Esse garoto de 17 anos, ele vai ter 30 anos quando chega o momento dele de chegar na presença de Faraó, interpretar os sonhos de Faraó, e mesmo 30 anos é muito jovem.
Imagina assim, 30 anos sendo sempre um dos últimos filhos, não tendo muita coisa, sendo muito paparicado pelo pai dele, ele não ia ter com 30 anos essa experiência que ele ganhou nesses anos que ele passou no Egito.
Então tudo isso a gente percebe a mão de Deus e a necessidade de Deus de trabalhar na vida dele. Então estamos no versículo 4, capítulo 40, versículo 4, o capitão da guarda, que pode ter sido o Potifá, o capitão da guarda,
polos a cargo de José, esses dois presos especiais, porque eles foram colocados ali pelo Faraó, então eles eram pessoas assim que não estava decidido o que ia acontecer com eles, então eles tinham que ser guardados por alguém.
E normalmente quem que guarda, quem que cuida dos presos, não é um outro preso, é o carcereiro, cadê o carcereiro? Mas ele colocou esses dois presos especiais sob os cuidados de José.
E mais uma vez, é a graça de Deus, Deus estava trabalhando também na vida de José, quebrantando essas coisas que eu falei, ele estava aprendendo muitas habilidades, mas ele estava sendo com certeza, o caráter dele estava sendo trabalhado.
Outra coisa que ele não faria se estivesse na casa do pai dele, ele não teria que trabalhar duro, ele não teria que enfrentar essas situações, o sofrimento, ele talvez ia ser um filho meio arrogante, a gente pega um pouco nas entrelinhas quando ele conta os sonhos, talvez ele tivesse um elemento de arrogância.
E aqui não, aqui ele escrava, ele tem que prestar contas, ele pode ser castigado, mas ele é uma pessoa aqui que está sempre fazendo as coisas com responsabilidade, ele se sobressai, se ele não tivesse correspondido, se ele não tivesse tido esse caráter, ele não teria acontecido o que Deus estava planejando para ele.
Porque veja bem, ele cuidou desses dois presos especiais, e isso é só porque ele tinha se sobressaído já, ele já tinha feito isso sem ter a menor noção de que ele teria alguma recompensa, ele simplesmente estava numa situação horrível, mas fazendo o melhor, servindo, se colocando à disposição, tendo responsabilidade, fazendo o melhor possível.
Então ele recebe essa responsabilidade de cuidar desses dois presos. Então veja bem que a gente não tem noção aqui de tempo, de quanto tempo. O primeiro versículo fala "depois dessas coisas", isso geralmente significa que passou algum tempo na prisão.
No versículo 4, no final do versículo 4, fala assim "depois que estiveram muitos dias na prisão", então não foi na primeira semana, no primeiro mês, quando esses dois presos foram colocados ali aos cuidados de José, ele foi servindo, ele foi cuidando deles.
E aqui agora tem uma coisa muito interessante, porque são poucos detalhes que nós temos na história, mas "depois que estiveram muitos dias na prisão", versículo 5, "ambos sonharam, cada um seu sonho, na mesma noite, cada um conforme a interpretação do seu sonho, o copeiro e o padeiro do rei do Egito, que se achavam presos no cárcere".
Versículo 6, "quando José veio a eles pela manhã, viu que estavam perturbados". E aqui nós temos uma situação muito simples, mas que diz muita coisa. Eles estavam sob os cuidados de José, José estava preso, ele já era escravo, ele estava preso.
Ele está cuidando de dois presos que são importantes lá fora, será que José pensou isso aqui é minha chance? Eu acho difícil ele pensar isso, porque eles tinham caído em desgraça, eles poderiam ser mortos pelo rei, eles poderiam ficar na prisão muito tempo.
É difícil imaginar que José estivesse servindo esses presos com uma motivação de "nossa, eu vou, são importantes, eu vou cuidar bem deles, quem sabe eles vão me ajudar". Não sei se José tinha alguma ideia nesse sentido.
Mas de qualquer forma, eles tinham sonhado e eles não sabiam o que significava o sonho. Os sonhos naquela cultura, eles davam muita importância. José tinha sonhado e a vida dele foi marcada por um sonho.
O pai dele, Jacó, tinha sonhado, eles davam muita importância para os sonhos. E essa história, inclusive dos sonhos aqui, depois dos sonhos do faraó, é, como nós lembramos, muito semelhante às histórias do livro de Daniel.
Muito tempo depois, mas o mesmo tipo de cultura. E tanto o faraó do Egito, nós vamos ver no próximo capítulo 41, quando o faraó sonhou, ele também ficou perturbado.
E eles tinham sábios, magos, pessoas que eram experientes, eles buscaram, eles tinham uma função. O faraó tinha uma função, assim como o rei da Babilônia.
Ele tinha lá os sábios que quando eles sonhavam e não sabiam o que aquele sonho queria dizer, eles chamavam para ajudar a interpretar. Então eles tinham essa função, essa ideia de que o sonho não era só uma bobagem que eu sonhei, principalmente quando era um sonho muito claro, que eles lembravam os detalhes.
Então eles tinham esse costume, parece, porque eles estavam perturbados e, versículo 7, então ele perguntou aos oficiais de faraó que com eles estavam no cárcere da casa do seu senhor.
Por que estão hoje tristes os vossos semblantes? Essa pergunta é uma pergunta que você não faz muito sentido você perguntar para uma pessoa que está presa porque você está triste.
É a coisa mais natural do mundo que deveria acontecer quase todos os dias da pessoa que era acostumada a ter todo o luxo do palácio, o conforto que ele tinha na função anterior e está na prisão, é claro que ele estaria triste.
Mas fazia muitos dias, então o ponto que eu quero dizer, José não sei o que ele tinha que fazer para servir esses presos, ele que levava comida para eles, ele que via se eles precisavam de alguma coisa, sei lá, eles não tinham tantas regalias na prisão, mas de alguma forma José era responsável por eles.
E José não estava preocupado apenas assim se tinha comida, se estava suja a cela, sei lá, o que que José ia fazer para servir esses homens, mas ele pergunta alguma coisa que não tem a ver com, vamos dizer assim, com o serviço, com a responsabilidade dele.
Ele vê que hoje eles estão com semblante diferente, ele nota uma diferença, então isso significa que ele notava sempre que ele tinha preocupação com o bem estar aqui, ele estava querendo facilitar, ajudar que a existência deles na prisão, que o tempo deles na prisão não fosse tão sofrido.
Por que vocês estão tristes? Ele quer ajudar, ele quer ajudar, então isso mostra uma atitude, mais uma vez eu digo, se a pessoa está, qualquer pessoa, e é a coisa mais natural do mundo, você pode ser um cristão, você pode crer na soberania de Deus, você pode crer que de algum jeito as coisas vão dar certo,
mas quando as coisas não dão certo em nossa vida, imagina a vida de José, quanta coisa tinha dado errado, se ele tivesse, mesmo fazendo as funções dele, mas se ele tivesse carregando esse peso de amargura, de perguntas, de insatisfação, de queixas contra Deus e contra as pessoas, ele não faria essa pergunta.
Vocês estão tristes? Eu também estou triste, e eu com isso? Ele, mesmo naquela situação, ele está preocupado com os outros, ele vai servir os outros, ele vai querer saber como ele pode ajudar, então ele chega para eles, porque estão hoje tristes os vossos semblantes.
E aí eles falaram, tivemos um sonho, ninguém há que o interprete, veja bem, eles estavam acostumados na corte do faraó a ter alguém, provavelmente, que interpretava sonhos, e na prisão não tem, então não tem ninguém que o interprete.
Agora, aqui tem também uma frase muito importante, muito significativa, versículo 8, "Disse-lhes José, não pertencem a Deus às interpretações", bom, aqui primeiro também, a gente só dá para a gente ler nas entrelinhas e tudo assim, todos os povos tinham deuses, no Egito tinha deuses, plural, tinha muitos deuses.
O que José está dizendo? Não pertencem a Deus, eu penso, não sei se eu posso afirmar, mas eu penso que José está falando, olha, de todos os deuses que vocês reconhecem, mas tem um Deus.
Provavelmente José não estava entrando nessa questão, seu Deus, meu Deus, mas de alguma maneira José está falando a respeito de Deus, ele só pode ser o verdadeiro Deus, de quem que José está falando.
E aqui vamos lembrar que na história de José, a não ser que ele tenha aqueles primeiros sonhos, quando ele tinha 17 anos, na casa do pai dele, mas mesmo assim, nós não temos, diferente dos três patriarcos, Abraão, Isaac e Jacó, nós não temos nenhum, em nenhum momento na história de José, tem assim, Deus falando com José.
José falando com Deus, essa coisa assim, não tem, a gente não vê, não tem registro disso.
Mas no capítulo anterior, José, quando ele fala com a esposa de Potifar, ele fala assim, como eu faria tal coisa, de aceitar seu convite, como eu faria tal coisa, eu não posso pecar contra meu senhor, seu marido, Potifar, e não posso pecar contra Deus.
Então nós temos essa menção no capítulo 39, e agora José está falando, então isso tudo mostra, e claro, eles estavam seguindo nos passos do pai, do avô, do bisavô, os filhos de Jacó tinham esse entendimento, tem um Deus, o Deus que chamou Abraão, tem esse Deus, ele é o verdadeiro Deus.
Então José tem essa convicção, e ele fala com os dois oficiais, assim, as interpretações dos sonhos pertencem a Deus.
Eu não sei como os magos, como os outros falavam na corte do faraó, não sei como, que explicação, que relação que eles davam para outros deuses, se eles falavam que era por causa dos outros deuses, que eles tinham revelação, não sei, não sei como era o costume.
Mas de qualquer forma, e nesse sentido nós temos um paralelo muito grande realmente com a vida de Daniel, que Daniel também é uma pessoa de caráter assim, irrepreensível, e Daniel também foi levado como escravo, como cativo para Babilônia, então Daniel também estava numa posição de escravidão,
e ele foi elevado a uma posição muito alta no governo de Babilônia por causa de ter interpretado os sonhos do rei Nabucodonosor.
Então a história de José, a história de Daniel tem muitos paralelos, e Daniel também, ele falava assim, quem interpreta, quem revela os segredos é Deus.
Porque lembra, Daniel foi treinado para ser um dos magos, para ser um dos sábios lá da Babilônia, ele aprendeu, sei lá, as técnicas, a sabedoria que eles tinham, mas Daniel não atribuiu a capacidade de interpretações a nenhum conhecimento.
Então pode parecer um detalhe, mas isso aí é fundamental, no próximo capítulo aqui de Gênesis, quando José chega diante do Faraó, e Faraó fala assim "ah, eu vim dizer que você sabe interpretar sonhos",
e José fala com o Faraó, fala assim "isso não está em mim", então José tem esse entendimento, mas olha só, que simples que está aqui, capítulo 40, versículo 8.
Ah, nós tivemos os sonhos, e não tem ninguém para interpretar, e José disse "não pertence a Deus", assim, é muito simples, para José é muito simples.
Olha, quem sabe interpretar, não precisa de um monte de sábios, um monte de entendidos, os magos, etc., é Deus, e aí a gente poderia falar assim "bom, é, é, Deus sabe interpretar, mas, e daí, como é que eu vou saber?"
E José fala na maior simplicidade "a interpretação vem de Deus, conte os sonhos para mim", não é presunção, ele simplesmente acredita que Deus revela a interpretação,
e que eles podiam contar para ele, que a gente saiba José nunca tinha feito isso antes, e então nesse momento ele está ali para servir, ele está ali para ajudar esses dois homens sem pensar "por que eu vou ajudar, eles são egípcios, eles nem me consideram, eles me consideram como uma pessoa inferior",
ele não tem essa atitude, ele fala assim "vocês precisam de uma interpretação, conte para mim", mas não como se eu soubesse, ele fala assim "conte para mim, porque a interpretação vem de Deus".
Então, eu achei assim, isso me chama muito minha atenção, assim "a Deus pertence às interpretações, conte os sonhos para mim, porque eu creio que Deus vai revelar", e é isso que Daniel fazia, é isso também que José vai fazer com o faraó.
Então, aí eles contam os sonhos, então o Copeiro conta o sonho, tinha uma videira, versículo 9, numa videira tinha três ramos, e ele, no sonho, ele vê a videira com flor,
é como aqueles filmes que têm movimento rápido, que já mostra a flor, já mostra a uva, já mostra colhendo a uva, já mostra ele espremendo as uvas com suco no copo do faraó.
Então, imediatamente José fala assim "esta é a interpretação, os três ramos são três dias, dentro de três dias faraó levantará a tua cabeça e te restaurará o teu cargo,
darás o copo de faraó na sua mão conforme o costume antigo quando eras seu Copeiro", então ele interpreta o sonho para o Copeiro, é uma interpretação boa, em três dias você vai ser restaurado.
Agora aqui nós temos um momento, porque em toda essa história tem poucos, assim, tem algumas coisas, algumas descrições mais pessoais na vida de José, por exemplo,
quando os irmãos José jogam naquela cova, na verdade no capítulo 37 não conta isso, né, depois que os irmãos falam assim "ah, ele não gritou",
nós ficamos sabendo que ele gritou com os seus irmãos "não me jogue-se", então, claro, ele era humano, ele suplicou, ele gritou para que eles não jogassem,
mas no resto, assim, todo o sofrimento dele, na casa de Potifar, na prisão, essa primeira vez que a gente percebe José vai, agora sim, ele contou a interpretação para o Copeiro,
ele acredita que essa interpretação veio de Deus, ele acredita que vai acontecer, olha, é muita responsabilidade você, é um sonho, você não inventou o sonho,
mas ele recebeu essa sabedoria para interpretar o sonho e para dizer "olha, você vai ser restaurado em três dias", isso é muito forte você falar isso,
porque se não acontecer em três dias, vai descobrir que ele deu uma interpretação errada, não sei qual que seria a consequência, mas ia ser difícil,
mas ele acreditou nisso, ele acreditou que aquilo era de Deus e passou para o Copeiro, e aí nesse momento a gente percebe a humanidade José, o seu desejo de sair dali,
então agora ele falou assim "bom, já que esse homem vai sair daqui, vai voltar para o seu cargo junto ao faraó, agora eu vou fazer o meu pedido",
ele deve ter pensado "essa é a chance que Deus me deu, essa é a porta de saída", e na verdade era, mas não do jeito que José pensava.
Então, versículo 14, José fala com o Copeiro "mas lembra-te de mim quando te for bem, peça-te de compaixão",
e aqui é a minha queixa com os tradutores da Bíblia, porque você olhando essa tradução, talvez outras versões da Bíblia,
talvez em outros termos, pode ser bondade ou compaixão, mas essa palavra é "reset".
José tinha servido, tinha abençoado, tinha levado uma interpretação para esse Copeiro,
então toda essa ideia de reset é uma coisa recíproca, eu te abençoei, eu te ajudei, eu te servi,
então quando você sair, use de reset para comigo, quer dizer, é aquela retribuição que é o desejo de Deus de estabelecer entre ele e nós,
entre nós e os nossos próximos, na família, com amigos, reset é uma lealdade, uma retribuição, é você devolver o amor,
é você que foi objeto de misericórdia, você que recebeu da bondade de Deus, use também de bondade,
então o que José está falando? Falando com o Copeiro, olha, sua vida vai melhorar, sua vida vai ser restaurada,
você vai subir lá em cima de novo onde você estava antes, mas lembra, lembre de mim, use de reset para comigo,
e fale com o Faraó, e aqui nós temos aqui José contando um pouquinho da história,
por que que o Copeiro vai chegar lá diante de Faraó e fala assim, olha, eu gostava muito de um preso lá, tire esse homem da cadeira,
Faraó não ia fazer isso, mas ele conta um pouquinho, por que que ele deveria ajudar José, ele fala assim,
use, peço-te de reset para comigo, e faz em menção de mim a Faraó, e tira-me desta casa, pois fui roubado,
uma outra tradução fala assim, fui sequestrado da terra dos hebreus, e aqui também, tem duas coisas,
eu fui sequestrado, roubado da terra dos hebreus, então esse foi um mal,
e aqui também nada fiz para que me pusessem nesta masmorra, então ele está dizendo, eu fui injustiçado,
e por favor fale com o Faraó e use de reset para comigo.
Ok, então aí vem o segundo sonho, infelizmente o padeiro, ele falou assim, bom, então o sonho do Copeiro foi excelente,
eu vou contar o meu, imagina se fosse o contrário, se o padeiro tivesse contado o sonho dele primeiro,
o Copeiro ia ter medo de contar o dele, mas primeiro foi o sonho do Copeiro, e aí o padeiro, ele conta o sonho dele,
que tinha três cestos de pão branco sobre a cabeça, e tinha todos os manjares de Faraó, arte de padeiro,
mas as aves os comiam do cesto na minha cabeça, lembra que o Copeiro, ele pegava as uvas,
espremia e entregava o copo na mão do Faraó, agora o sonho do padeiro não,
as aves que vinham e comiam os pães que estavam no cesto, não era Faraó que comia,
então José respondeu, versículo 18, esta é a interpretação do sonho, os três cestos são três dias,
dentro de três dias Faraó tirará fora a tua cabeça, aqui tem só uma, pelo menos para mim, acho que é uma curiosidade,
que ele usa a mesma expressão, no versículo 13, ele fala para o Copeiro, dentro de três dias Faraó levantará a tua cabeça,
no caso do Copeiro ele vai levantar a cabeça no sentido de tirá-lo da prisão e restaurar, mas a expressão no original é a mesma,
dentro de três dias, versículo 19, Faraó tirará fora, mas levantará a tua cabeça e te pendurará num madeiro e as aves comerão a tua carne,
olha que interpretação, que coisa horrível que ia acontecer com o padeiro, ele nem fala mais o que que,
se José tentou consolar, o que que você vai fazer diante de uma situação dessa, ele tinha três dias
para ficar pensando no que ia acontecer com ele, é terrível pensar no sonho e na interpretação para o padeiro.
Versículo 20, no terceiro dia, o dia do aniversário do nascimento de Faraó, deu este um banquete a todos os seus servos,
levantou a cabeça, olha só, a mesma expressão, ele levanta a cabeça do Copeiro chefe e levanta a cabeça do padeiro chefe na presença dos seus oficiais,
mas ele restaurou o Copeiro chefe ao cargo de Copeiro e este deu o copo na mão de Faraó e mais ao padeiro chefe enforcou como José lhes havia interpretado.
Aqui então a interpretação dos sonhos que Deus deu a José, a interpretação foi correta, aconteceu exatamente como Deus falou com ele,
veja que tanto com José, mais uma vez com José no Egito, com Daniel na Babilônia, Deus usou essa capacidade de interpretar os sonhos,
ele usou para mostrar que ele era o verdadeiro Deus, vai acontecer no capítulo 41 que ninguém, que na prisão não tinha ninguém para interpretar os sonhos, só tinha José,
mas diante do Faraó, no capítulo 41, tinha um monte de... assim como diante do rei da Babilônia, tinha muitos magos, muitos sábios, e ninguém conseguiu interpretar aquele sonho,
então era uma das... assim, era... Deus fez milagres em outros momentos para mostrar que ele era Deus, mas aqui é Deus mostrando que ele é Deus por meio desse dom de sabedoria, é muito interessante isso,
que é uma interpretação, mas é uma espécie de profecia, e Deus está mostrando que ele, o verdadeiro Deus, e a verdadeira profecia, prova quem é Deus e quem não é.
O profeta Elias, ele falava e as coisas aconteciam exatamente como ele falava.
Samuel, quando Deus começou a falar com ele, a Bíblia fala que nenhuma das palavras dele caia em terra, as coisas aconteciam exatamente como Deus falava com ele,
então essa é uma das grandes provas, a gente pensa nos milagres e são também provas de quem é Deus, mas essa sabedoria, essa profecia, essa sabedoria que não vem do homem,
que vem de Deus, foi a prova, Deus estava dando testemunho lá no Egito, séculos mais tarde, na Babilônia, Deus estava dando prova de quem era o verdadeiro Deus através desse dom de sabedoria,
então Deus também estava aqui preparando José para essa função que ele ia ter diante do faraó. Aí então nós temos o último versículo do capítulo 40 que é onde eu digo que José agora chegou ao fundo do poço.
Por que? Porque depois de tudo que José passou, e aí agora nós vamos olhar esse diagrama,
depois de tudo que José passou, parecia que não tinha mais aonde descer, só se ele fosse morto, mas ele desceu mais um degrau.
Qual degrau que ele desceu? A pior coisa que pode acontecer numa situação como José é que já estava assim, difícil, ele estava lá há anos, tinha piorado,
depois de estar na casa de Pautifar, foi na prisão, mas diante dessa situação, Deus agiu na vida de José, Deus deu a ele uma oportunidade, ele deu uma palavra para o copeiro,
o copeiro seria restaurado e realmente aconteceu, José suplicou que ele não se esquecesse dele, que ele fosse falar a respeito da situação dele para o faraó e o que está escrito aqui?
Versículo 23 "O copeiro chefe, porém não se lembrou de José, antes se esqueceu dele". E o primeiro versículo de Gênesis 41 "Passados dois anos inteiros".
Então é o único período aqui que nós sabemos de toda essa cronologia, depois que José foi vendido como escravo, o único tempo que nós temos exato assim,
nesse ponto da interpretação dos sonhos, José passou dois anos em que evidentemente estava muito claro que o copeiro não tinha lembrado que nada ia acontecer.
Essa foi a pior hora, essa foi a hora assim do fundo do poço, nós nem temos notícias de nada que aconteceu com José durante esses dois anos.
Quem contou essa história toda nesses fatos da vida de José deve ter sido o próprio José, ele contou para alguém e a maneira que coloca em Gênesis 41 "Passados dois anos inteiros".
E isso significa que foram dois anos sofridos, dois anos de silêncio, dois anos em que a esperança que ele recebeu nesse momento, porque foi um momento de Deus na vida de José.
Ele está diante desses dois oficiais, Deus deu a ele a sabedoria para interpretar os sonhos e tanto é que aconteceu exatamente da maneira como ele interpretou, então era Deus na vida de José dando a ele a sabedoria e nada acontece.
Então essa foi a hora, eu penso, a maneira, isso é lendo nas entrelinhas, mas falar assim "passados dois anos inteiros", o copeiro se esqueceu de José, então aqui nós vemos esse fundo do poço.
Então rapidamente só para a gente ter essa visão de como é Deus vinha trabalhando, já toquei em vários assuntos aqui, mas isso aqui é só para a gente ver essa descida progressiva aqui.
Então aqui em cima José com 17 anos, ele é o penúltimo filho de Jacó, e o que que Deus quer fazer? Deus quer, não ficou tão claro isso nos sonhos, o que que ia acontecer com José, ele sonhou que ele seria exaltado e os irmãos e até os pais se dobrariam diante dele.
Mas o propósito de Deus na vida de Jacó é aqui do outro lado, colocá-lo como governador do país mais poderoso daquela região, daquela parte do mundo, daquela época.
Então Deus tinha um plano muito grande para a vida de José, então é uma promessa, mas logo em seguida a promessa vem todos esses passos negativos, então vamos ver, ciúme, rejeição pelos seus irmãos, os irmãos não acreditavam, não gostaram dessa revelação,
depois ele foi traído, vendido como escravo, depois ele chegou, foram os Ismaelites que levaram para o Egito, o venderam novamente para a casa de Potifar,
depois ele foi acusado injustamente na casa de Potifar, ele foi preso e ele agora interpretou os sonhos que foi um momento assim de esperança mas ele foi esquecido pelo copeiro por dois anos,
então essa é a sequência da vida de José e isso levou, todo esse processo aqui levou 13 anos, ok, de 17 anos de idade até chegar a passar esses dois anos finais, passaram-se 13 anos.
E olha só como isso aqui foi um processo de 13 anos e num instante, como nós vamos ver no capítulo 1, essa subida aqui nem sempre isso acontece na vida das pessoas,
mas no caso de José, ele saiu do fundo do poço e Deus muitas vezes faz isso quando aí parece que nada vai dar certo, quando parece que é realmente o fim da jornada, o fim da estrada, não tem saída mais, é aí que Deus age.
Então a gente precisa acreditar, acreditar em Deus, acreditar na provisão de Deus, acreditar que as coisas ruins que acontecem sempre tem um propósito,
Deus está trabalhando de maneiras que nós não podemos imaginar, eu expliquei como Deus estava ensinando coisas para José que ele ia usar, a pior coisa, o grande exemplo negativo, porque nós vemos na vida de muitos servos de Deus,
na vida de muitas pessoas, na Bíblia e na experiência cristã, Deus trabalha durante anos preparando a vida das pessoas.
O rei Saúl é um exemplo de alguém que não passou por nenhum processo de preparação, ele foi tirado da obscuridade e jogado assim na posição de rei sem nenhuma preparação
e foi uma coisa ruim para ele e para o povo de Deus.
Então quando nós pensamos em vários outros exemplos de pessoas que Deus tirou de um lugar de esquecimento, de um lugar assim de... uma pessoa que tem uma posição que não é importante, que ele não tem nada.
Nós temos o exemplo de Moisés, ele era apenas um dos filhos de Israel e, de repente, ele poderia ter sido morto com o bebê
e Deus pega Moisés e prepara durante anos, 40 anos sozinho no deserto para ser preparado para aquilo que Deus queria fazer.
Davi, o último dos filhos de Esé, Deus trabalha durante anos na vida de Davi.
O próprio Daniel foi levado como escravo, ficou bastante tempo como cativo lá na Babilônia, então Deus sempre usa, Deus pega pessoas, pessoas sem nenhum destaque.
Quem era Maria, a mãe de Jesus? Não era ninguém, não tem nenhum relato assim de uma preparação na vida dela,
mas Deus pode pegar pessoas de uma posição de esquecimento, de anonimato, de não ter importância nenhuma,
Ele pode pegar e preparar para uma função que Ele deseja. Então, José foi preparado, ele foi preparado com essas coisas assim de administração,
interpretações, Deus estava preparando, dando funções, dando experiências para ele, mas com certeza Deus também estava trabalhando no caráter dele.
Então, esse aqui é a história de como José chega ao fundo do poço.
Agora eu quero só terminar falando um pouquinho mais sobre esse assunto da sabedoria que Deus deu a José e lembrando que é um tema paralelo a Daniel.
E tanto o Faraó, depois quando José vai interpretar os sonhos do Faraó no capítulo 41, e aí José fala assim, olha,
diante desse aviso que Deus está dando, que vai ter sete anos de fartura, depois sete anos de fome, você precisa colocar uma pessoa para administrar.
E Faraó falou assim, quem que nós poderíamos colocar que tem mais sabedoria em quem está o Espírito dos Deuses do que você?
E a mesma expressão foi usada assim pelos reis da Babilônia em relação a Daniel. Eles tinham uma sabedoria, mas era uma sabedoria diferente.
E eu só quero, assim, me chamou muito a atenção esse fato de que José, de repente, ele recebe uma sabedoria de Deus para interpretar esses sonhos.
Para ele foi o fundo do poço porque o Copeiro se esqueceu dele. Mas olha como tudo faz parte da providência e da preparação de Deus.
Porque se o Copeiro tivesse se lembrado de José na hora, foi dois anos depois que ele lembrou, mas quando que o Copeiro lembrou de José?
Quando Faraó recebeu, quando ele sonhou, foi num momento exato, foi naquele momento que José precisava ser liberto, porque se ele tivesse sido liberto antes, ele não estaria perto de Faraó na hora que ele sonhou.
Então a maneira como tudo aconteceu na hora certa, no momento certo, e outra coisa, José quis ali dar uma mãozinha para Deus.
Ele falou assim, né, suplicou ao Copeiro, isso não é um pecado, não é uma coisa assim que... mas não foi por causa dessa súplica "olha, Copeiro, eu sou uma pessoa injustiçada".
O Copeiro lembrou de José quando Faraó sonhou. Foi o momento que Deus estava preparando para que José fosse ali promovido a essa posição de autoridade no Egito.
Então a gente percebe nessa história como Deus age no tempo dele, não é... José deve ter ficado muito triste naqueles dois anos, mas não era o tempo de Deus, o tempo de Deus é num momento exato que é de acordo com o plano dele.
Então tudo isso deve nos dar mais confiança em Deus. Mas eu quero ler um texto na Epístola de Tiago, porque quando eu comecei a pensar sobre a sabedoria, a sabedoria que Deus deu a José e a sabedoria que Deus deu a Daniel.
Era uma sabedoria que não era... Daniel era uma pessoa inteligente, José deve ter sido uma pessoa inteligente, ele tinha talentos, ele era um bom administrador, mas tem algo diferente.
A sabedoria que mostra quem Deus é, a sabedoria que abriu o caminho, não era uma sabedoria de um homem por mais inteligente que ele fosse, não era.
Um texto maravilhoso em Tiago, capítulo 3, que eu quero ler assim, esse texto nunca ficou tão forte para mim, que pensando aqui sobre essa situação de José e Daniel interpretando só essa sabedoria que vem de Deus, e é algo que é muito importante para nós hoje também pensar sobre isso.
Então vamos ler Tiago 3 e versículo 13. Tiago 3, 13. "Quem entre vós é sábio e entendido?" Então nós temos aqui esse assunto. De onde vem a sabedoria?
Que tipo de sabedoria Deus estava preparando e colocando? Qual que é a escola de Deus? De onde vem uma sabedoria diferente? E eu não vou ter tempo para ler tudo, mas 1 Coríntios 1 e 2, Paulo fala sobre a sabedoria natural, a sabedoria dos homens naturais,
e a sabedoria que vem de Deus. Lembro que Corinto, essa carta para os coríntios, Corinto ficava na Grécia, e era o lugar onde tinha a sabedoria antiga, dos filósofos, os gregos, eram os grandes sábios daquela época, então Paulo está dizendo, olha, tem uma sabedoria que é diferente, tem uma sabedoria que parece loucura para o homem.
Então, olha aqui, "Quem entre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom procedimento as suas obras em mansidão de sabedoria." O que tem a ver mansidão com sabedoria? Então ele vai explicar.
"Se tendes em vosso coração amarga e inveja." Eu fui ler esse texto e eu fiquei pensando assim, olha, exatamente, se José tivesse cultivado amargura, se ele tivesse se dado luxo de ficar se sentindo vítima e se sentindo amargurado por causa de tudo que aconteceu com ele,
e pensando, nós vamos ver que a história de José, lá na frente, ele vai falar com os irmãos dele. Então é muito forte isso, a vida de José, lembra assim, a vida de José nos mostra a providência de Deus, a soberania de Deus, como Deus vai coordenando as coisas na vida dele, mas a vida de José mostra o caráter, e a vida de José aponta para a vida de Jesus.
Porque Jesus veio, né, Jesus tem toda a sabedoria, mas Jesus veio para mostrar que a sabedoria, ela, na verdade, ela se demonstra através do caráter, ela se demonstra, ela aparece através da humildade, de servir Jesus, veio para servir.
E é exatamente esse o ponto que sobressai na vida de José no Egito, que ele conseguiu, Deus deu a ele a graça, mas ele conseguiu servir e abençoar numa situação que ele poderia ter ficado assim,
o que eu vou fazer para os outros, eu que estou sofrendo? Então, mostre, versículo 13, mostre pelo seu bom procedimento, suas obras em mansidão de sabedoria. Versículo 14, se tende em vosso coração, amarga e inveja.
E depois fala, a minha tradução fala "sentimento faccioso", mas é uma palavra que também pode ser traduzida como "ambição", "ambição egoísta", "rivalidade".
Então, se você tem no seu coração amargura, inveja, ambição, rivalidade, ambição egoísta, porque não é errado a gente ter ambição no sentido "eu quero fazer as coisas para a glória de Deus, para o propósito de Deus,
eu não quero ficar inútil, eu não quero ser um anônimo que não faz nada no sentido de que Deus quer que a gente tenha o desejo de fazer alguma coisa com a nossa vida,
mas essa é uma ambição da carne, é uma ambição facciosa que faz divisão, é uma rivalidade, é uma ambição egoísta, aí fala assim "não vos gloriez, nem mentais contra a verdade".
Olha só, todas essas qualidades, amargura, inveja, ambição, elas nos fazem pecar contra a verdade. Nós estamos vivendo hoje uma das maiores crises de todos os tempos em que a verdade não aparece.
Não aparece, você não consegue achar a verdade nas notícias, em situações, em conflitos, em divisões, quem que está certo, quem que está errado, nós temos uma dificuldade enorme para achar a verdade.
Por que? Porque não tem a verdadeira sabedoria, não tem essas atitudes. Então, versículo 15 fala "se você tem inveja, se você tem ambição, se você tem amargura, essa", versículo 15,
essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é "terrena animal e diabólica", que palavras fortes. E eu queria dizer, com toda... isso aqui é muito forte, porque nós estamos vivendo... eu sempre falo...
esses exemplos errados você vai encontrar na política, mas você vai encontrar na igreja, lideranças, as pessoas muitas vezes que são exaltadas como líderes, pessoas que os cristãos estão apoiando,
pessoas que são exaltadas como representando os valores cristãos, não têm essa sabedoria. Nós precisamos realmente abrir os olhos, porque isso não é uma questão secundária.
Às vezes as pessoas falam assim "ah, não, uma pessoa que dirige uma empresa, uma pessoa que dirige negócios, as pessoas na política, as pessoas em várias áreas da sociedade, elas não são necessariamente pessoas santificadas",
você não espera algo assim, um tipo de um caráter assim, não, a sabedoria em qualquer área, em qualquer área de liderança, a sabedoria que tem esses elementos do versículo 14, isso é uma sabedoria diabólica,
as pessoas podem ser brilhantes, as pessoas podem ter muito conhecimento, muitos dons, e nós estamos encontrando isso na igreja, nós estamos encontrando pessoas que agem por ambição,
que agem por amargura, que dividem igrejas, que dividem sociedade, que pessoas que são cristãs e que falam na mídia, nas redes sociais, falam coisas que demonstram essa amargura,
essa rivalidade, essas características que são sabedoria, terrena diabólica, nós precisamos entender isso. Agora ele fala, versículo 16, "onde há inveja e ambição, rivalidade, aí há confusão e toda obra má,
em qualquer dimensão, em qualquer lugar, e a vida de José, e a vida de Daniel, e a vida de Jesus nos mostram o que é a verdadeira sabedoria".
José passou anos no sofrimento, ele passou anos servindo, passou anos esperando, e Deus deu a ele, assim como deu a Daniel, a verdadeira sabedoria.
E aí, versículo 17, "a sabedoria que vem do alto, a sabedoria que vem do alto é primeiramente pura", o que quer dizer primeiramente pura?
Não está buscando interesses próprios. Gente, onde que tem, onde que você encontra, no nosso mundo de hoje, onde que você encontra alguém, em qualquer setor,
onde que você encontra alguém que está buscando com pureza o interesse dos outros? Então a sabedoria que vem do alto é primeiramente pura,
depois pacífica, não criando brigas, não criando dissensões, não criando lados e partidarismos, moderada, eu achei assim, aqui eu estou lendo na minha, mas a moderada pode ser gentil, amável, mansa.
Então, o que é sabedoria? Sabedoria não é assim você saber analisar a situação, você saber como ganhar dinheiro, você saber como administrar, você saber como dirigir uma igreja,
não, sabedoria vem do caráter, por isso que os dois maiores exemplos nas escrituras de pessoas sábias foram José e Daniel, pessoas de caráter, e pessoas que aprenderam isso pelo sofrimento e pelo quebrantamento.
Então a sabedoria do alto é pacífica, ela é amável ou gentil, a outra palavra é tratável, que significa também compreensiva, disposta a ceder, você vê isso nas lideranças?
Você vê isso nas pessoas que são consideradas sábias? Cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia, sem fingimento, sem parcialidade.
Parcialidade é quando você fecha os olhos para quem está apoiando você e critica quem é contra você, isso é ser parcial, nós temos que ser imparciais.
Ora, o fruto da justiça semeia-se em paz para os que promovem a paz.
Então, meus queridos irmãos, a sabedoria que Deus deu a José é uma sabedoria diferente, quando a gente pensa, uau, que sabedoria, ele soube interpretar os sonhos, e depois ele vai demonstrar a sabedoria quando ele interpreta os sonhos do faraó, e ele não só interpreta, mas ele fala com o faraó o que faraó devia fazer diante daquela interpretação.
Então, José era uma pessoa sábia, mas pense no que é realmente a sabedoria, nós precisamos ter esse entendimento de que a sabedoria é algo que não é só a capacidade de administrar, não é conhecimento, a sabedoria é capacidade de interpretar sonhos, a capacidade de saber o que fazer,
a capacidade de dirigir bem, mas ela vem de Deus.
Aqui no próprio capítulo, na própria epístola de Tiago, no primeiro capítulo, versículo 2, ele fala "meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passagem por provações, sabendo que a prova da vossa fé desenvolve a perseverança, ora a perseverança deve terminar sua obra para que sejais maduros e completos, não tendo falta de coisa alguma",
que foi o que aconteceu com José, de passar por provações, ser perseverante, ser paciente, esperando Deus completar a sua obra, e aí no versículo 5, Tiago 1 e 5, ele fala "ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça a Deus".
Então olha como o Tiago coloca, ele coloca assim, como desenvolvendo o caráter, preparando o caráter da pessoa por provações, por paciência, mas aí mesmo assim, quem precisa de sabedoria, peça a Deus.
E foi isso que José fez, isso que Daniel fez, foi assim, a sabedoria não está em mim. Eu não tenho, assim, quem, assim, vocês estão tristes, que não sabem interpretar os sonhos, mas Deus tem, a interpretação pertence a Deus, mas conte pra mim, porque eu vou pedir pra Deus e Deus vai dar a resposta.
E foi isso que José falou com o faraó, falou assim "olha, Deus está querendo te falar alguma coisa, e Deus vai ser fiel em te dar a resposta".
Então a sabedoria vem de Deus, mas ela vem nesse contexto, então vamos realmente entender e vamos buscar de Deus a verdadeira sabedoria, e vamos ter discernimento que tipo de sabedoria nós estamos procurando em toda parte, que tipo de líder que nós estamos seguindo, que tipo de sabedoria nós estamos encontrando.
E eu posso dizer que hoje está muito raro, muito, muito raro encontrar essa sabedoria que vem do alto, muito fácil achar a sabedoria que vem debaixo, que é carnal, que é animal, que é até demoníaca, e pode ser uma coisa, pode ser uma coisa, assim, brilhante.
Grandes figuras na história, como o próprio Rito, eles eram gênios, eram pessoas que tinham uma capacidade enorme de saber o que fazer, e sabiam tramar, sabiam fazer estratégias, sabiam um monte de coisas, mas era uma sabedoria demoníaca.
Então vamos buscar de Deus a sabedoria e vamos buscar isso nas pessoas com quem, em quem nós acreditamos, para que não tenhamos essa dificuldade de achar a verdade.
Essa é uma palavra que eu sinto que Deus quer que a gente entenda nesses dias, que vai ser cada vez mais difícil achar a verdade e a sabedoria que vem de Deus.
Senhor, que tudo isso possa ser uma palavra importante para a nossa vida, que nós possamos também ser preparados por Ti.
É o Senhor que sabe o que que o Senhor quer da nossa vida, qual papel, qual função, o que que o Senhor está fazendo na nossa vida para nos preparar para algo que vai contribuir para o Teu plano.
Nós queremos realmente ter a Tua... aceitar a Tua mão, aceitar as circunstâncias, aceitar o que o Senhor está fazendo na nossa vida,
e queremos que o Senhor gere em nós a sabedoria que vem do alto, porque é a única que vai realmente nos levar para onde o Senhor quer.
Em nome de Jesus e que nós te agradecemos. Amém.
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